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Alice B. Canova 
 
OSCE PSIQUIATRIA 
Transtornos depressivos 
Transtorno depressivo maior: 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 HMA: 
1. Questionar: 5 de 9 (1 dos 2 primeiros obrigatório) por 2 semanas com prejuízo funcional. 
 Humor deprimido? 
 Anedonia (sente interesse em fazer as coisas do dia a dia)? 
 Alteração no sono? Tem dormido quantas horas por noite? 
 Perda/ganho de peso? (5% em 1 mês) redução/aumento do apetite? 
 Alteração psicomotora? 
 Sentimento de inutilidade? 
 Ideação suicida/pensamentos de morte? (ideação, plano e intenção)? 
 Fadiga? Perda de energia? 
 Redução da concentração? 
2. Já apresentou esses sintomas antes? 
3. Percebeu prejuízo no seu dia a dia ou sofrimento significativo? 
4. Tem ouvido vozes ou visto coisas que outras pessoas não ouvem ou vêem? 
5. Já teve um momento muito feliz na sua vida antes? De extrema euforia? 
6. Tem vontade de morrer ou de tirar a própria vida? 
 AP: 
1. Faz uso de SPA? 
2. Já teve isso antes? Algum T. Mental diagnosticado? 
3. Comorbidades? 
4. Está em processo de luto? 
5. Medicações em uso? 
 AF: 
1. Alguém da família já teve isso? 
2. Alguém tem algum transtorno mental? 
 HV: 
1. Como está em casa? 
2. Faz atividade física? 
 Alguma alteração em exame físico? 
 Alice B. Canova 
 
 Alguma alteração no exame mental? 
 Investigação laboratorial: primeiro episódio, suspeita de doenças orgânicas ou depressão grave com sintomas 
de melancolia/psicose/catatônicos: 
1. Hemograma completo, eletrólitos, função renal, TGO, TGP, TSH, T4L, ácido fólico, vit. D e B12, 
sorologias, toxicológico, beta-hcg, glicemia, colesterol total e frações. 
 Neuroimagem: sinais neurológicos focais, catatonia, idosos em primeiro episódio depressivo. 
 Diagnóstico 
1. Trasntorno depressivo maior. 
 Episódio leve, moderado, grave? 
 Presença ou ausência de sintomas psicóticos? 
 Tratamento: 
1. 1. A escolha do fármaco engloba segurança, tolerabilidade, eficácia, preço e simplicidade de uso 
(STEPS). 
2. 1-3 critérios: TDM leve. Sem prejuízo social ou ocupacional. 
 Psicoterapia e MEV (atividade física, alimentação e lazer). 
3. 4-7 critérios: TDM moderada. 
 Fase aguda: 
 ISRS – sertralina 50mg/dia 
 Ausência de resposta: aumentar a dose. Resposta parcial, esperar as 4 semanas, após 
isso aumentar a dose (até remissão ou dose máxima). 
 Em dose máxima: melhora parcial – associar outra medicação de classe diferente. 
o Sem resposta – trocar por outro ISRS (se ainda sem resposta substituir por 
dual). 
 Os pacientes que não responderem à dose de 50 mg podem ser beneficiados com um 
aumento da dose. As alterações nas doses devem ser realizadas com um intervalo 
mínimo de 1 semana, até a dose máxima recomendada que é de 200 mg/dia 
 Fase de continuação: após remissão completa manter medicação por 12 meses (1º episódio), 
2 anos (2º episódio) ou para a vida toda (3º episódio ou mais). 
4. 8-9 critérios ou ideação suicida: TDM grave. 
 Internar + ISRS – escitalopram ou sertralina + psicoterapia + MEV. 
5. Reavaliação em 8 semanas. 
6. Orientar que medicamento só surtirá efeito em 4 a 8 semanas, antes disso um bdz pode ser associado. 
7. Tem apoio familiar/acompanhante? 
 
Transtorno depressivo persistente 
 Alice B. Canova 
 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, indicado por relato subjetivo ou por observação 
feita por outras pessoas, pelo período mínimo de dois anos. 
Nota: Em crianças e adolescentes, o humor pode ser irritável, com duração mínima de um ano. 
 Presença, enquanto deprimido, de duas (ou mais) das seguintes características: 
1. Apetite diminuído ou alimentação em excesso. 
2. Insônia ou hipersonia. 
3. Baixa energia ou fadiga. 
4. Baixa auto-estima. 
5. Concentração pobre ou dificuldade em tomar decisões. 
6. Sentimentos de desesperança. 
 Durante o período de dois anos (um ano para crianças ou adolescentes) de perturbação, o indivíduo jamais 
esteve sem os sintomas dos Critérios A e B por mais de dois meses. 
 Os critérios para um transtorno depressivo maior podem estar continuamente presentes por dois anos. 
 Jamais houve um episódio maníaco ou um episódio hipomaníaco e jamais foram satisfeitos os critérios para 
transtorno ciclotímico. 
 A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno esquizoafetivo persistente, esquizofrenia, transtorno 
delirante, outro transtorno do espectro da esquizofrenia e outro transtorno psicótico especificado ou transtorno 
do espectro da esquizofrenia e outro transtorno psicótico não especificado. 
 Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou 
a outra condição médica (p. ex., hipotireoidismo). 
 Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo 
 Antidepressivos em doses maiores que para TDM por tempo indeterminado → ISRS Duais Bupropiona 
Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 HMA: 
1. Primeiro episódio? 
2. Sintomas positivos: 
 Delírio; 
 Alucinação auditiva; o que as vozes te dizem? 
 Discurso desorganizado; 
 Alice B. Canova 
 
 Comportamento desorganizado. 
3. Negativos: 
 Embotamento afetivo; 
 Retração social; 
 Abulia; 
 Lentificação e autonegligência (paciente não se cuida, afeto inapropriado). 
 LOGO: Paciente não tem INSIGHT (não tem noção da doença). Pode ser violento e apresentar 
alteração da linguagem. 
4. Há quanto tempo? Duração: mínimo de 6 meses. 
 Menos de 1 mês: transtorno psicótico breve. Não apresenta sintomas negativos. Retorno ao 
final para funcionamento pré-mórbido. 
 Sintomas com > 1 mês ea 1 ampola de decanoato). Aumentar ampolas gradativamente até resposta terapêutica 
adequada. Ao iniciar decanoato manter haloperidol cp para evitar síndrome neuroléptica aguda. 
 Primeiro surto: 2,5mg de haldol, VO ou 1 a 2mg de risperidona VO. 
 Paciente não colaborativo: haldol IM, não administrar decanoato!!! 
3. Atípicos se refratariedade: olanzapina (ganho de peso) e clozapina (aplasia medular). 
4. Por 8 semanas. Descontinuação do tratamento gradualmente após isso, se primeiro surto. 
5. Explicar necessidade de acompanhamento para o resto da vida se fechar diagnóstico de esquizofrenia. 
6. Orientar psicoterapia, terapia familiar, reabilitação cognitiva e reinserção profisisonal e social. 
7. Terapia ocupacional se necessário. 
Uso de substâncias psicoativas - critérios diagnósticos DSM-V 
 Trasntorno por uso de substâncias: 
1. Padrão problemático do uso de substâncias gerando comprometimento ou sofrimento clinicamente 
significativo expresso por pelo menos 2 dos seguintes sintomas, por pelo menos 12 meses: 
 Consumo de quantidades maiores do que a intenção ou por tempo maior que o pretendido. 
 Desejo e esforços persistentes para reduzir ou controlar o consumo, porém-malsuscedidos. 
 Perda de muito tempo para usar ou se recuperar dos efeitos da substância. 
 Fissura (forte desejo ou necessidade de uso). 
 Fracasso, no desempenho de atividades importantes de lazer, acadêmicas e laborais. 
 Uso mantido, apesar de problemas sociais, interpessoais recorrentes e persistentes causados 
ou exacerbados pelo uso da substância. 
 Abandono ou redução de atividades recreacionais, sociais ou laborais. 
 Uso recorrente e situações que representem perigo a integridade física. 
 Uso mantido, apesar da consciência de problema físico e ou psicológico persistente/recorrente 
causado ou exacerbado pela substância. 
 Alice B. Canova 
 
 Tolerância (quantidades progressivamente maiores para alcançar intoxicação ou efeito 
desejado ou efeito acentuadamente menor com uso prolongado da mesma quantidade). 
 Abstinência (síndrome da abstinência ou consumo da substância para aliviar ou evitar sinais e 
sintomas de abstinência). 
2. Controle prejudicado quanto ao uso: critérios de 1 a 4. 
3. Prejuízo social: critérios de 5 a 7. 
4. Uso de risco: critérios 8 e 9. 
5. Sintomas farmacológicos: critérios 10 e 11. 
6. Gravidade: 
 Leve: 2 a 3 sintomas. 
 Moderado: 4 a 5 sintomas. 
 Grave: 6 ou mais sintomas. 
 
 Transtorno induzido por substâncias: 
1. Engloba intoxicação e abstinência. 
2. Intoxicação aguda: 
 Mudanças comportamentais ou psicológicas associadas à intoxicação. 
 Atribuíveis aos efeitos fisiológicos da substância no SNC que ocorre logo após ao uso da 
substância. 
 Não atribuíveis a outras condições médicas nem a outros transtornos mentais. 
3. Síndrome de abstinência: 
 Alterações comportamentais, psicológicas e fisiológicas. 
 Alteração no comportamento, cognição e fisiologia devido a interrupção ou uso intenso e 
prolongado de dada substância. 
 Sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo social, profissional e em outras áreas 
importantes. 
 Não atribuíveis a outras condições médicas nem a outros transtornos mentais. 
Exames Laboratoriais: hemograma, glicemia de jejum, vitamina B12 / ácido fólico / vitamina D, colesterol total e frações, 
eletrólitos, TSH / T4 livre, função renal, função e lesão hepática, sorologias (HIV, HBV, HCV e sífilis), beta-HCG, ECG e 
toxicológico urinário. Exames de Imagem: RX tórax, USG abd. total, TC abd., TC crânio, RNM, EEG e PL. 
Hipóteses: Transtorno R. ao Uso de Subs. ou Intoxicação ou Sd. Abstinência. Especificar: Depressoras, Estimuladoras 
e Perturbadoras. 
 
Álcool: 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 Alice B. Canova 
 
 HMA: 
1. Transtorno de uso de substâncias. 
 Consome quantidades maiores do que a intenção ou por tempo maior que o pretendido? 
 Desejo e esforços persistentes para reduzir ou controlar o consumo, porém-malsuscedidos? 
 Perda de muito tempo para usar ou se recuperar dos efeitos da substância? 
 Fissura (forte desejo ou necessidade de uso)? 
 Fracasso, no desempenho de atividades importantes de lazer, acadêmicas e laborais? 
 Uso mantido, apesar de problemas sociais, interpessoais recorrentes e persistentes causados 
ou exacerbados pelo uso da substância? 
 Abandono ou redução de atividades recreacionais, sociais ou laborais? 
 Uso recorrente e situações que representem perigo a integridade física? 
 Uso mantido, apesar da consciência de problema físico e ou psicológico persistente/recorrente 
causado ou exacerbado pela substância? 
 Tolerância (quantidades progressivamente maiores para alcançar intoxicação ou efeito 
desejado ou efeito acentuadamente menor com uso prolongado da mesma quantidade). 
 Abstinência (síndrome da abstinência ou consumo da substância para aliviar ou evitar sinais e 
sintomas de abstinência). 
 Exame físico: tem alguma alteração de exame físico? 
1. Sinais de hepatopatias: icterícia, hepatomegalia, ascite, edema, esplenomegalia, circulação em cabeça 
de medusa, telangiectasias e encefalopatia hepática. 
2. Sinais de intoxicação aguda: euforia, perda de censura, alteração do raciocínio, tontura, incoordenação, 
fala sibilada, comportamento emocional, alteração do nível de consciência. 
3. Sinais de abstinência: 
 Alucinose? Mantém sinais vitais estáveis. 
 Delirium tremens? Alucinação + alteração de sinais vitais. 
4. Sinais de deficiência de B1? 
 Beri-béri: redução de pelos, fraqueza muscular e dentes careados 
 Encefalopatia de Wernicke: ataxia, confusão mental e oftalmoplegia/nisgagismo. 
 Síndrome de Korsakoff: amnésia anterógrada + confabulações. 
 Questionários: 
1. CAGE: 2 positivos = maior probabilidade de problemas com uso do álcool. 
 C (cut down): já tentou diminuir a quantidade de bebdia ou parar de beber? 
 A (annoyed): já se aborreceu porque criticaram seu modo de beber? 
 G (guilty): se sente culpado pela maneira com que costuma beber? 
 E (eye opened): costuma beber pela manhã (ao acordar) para diminuir o nervosismo ou 
ressaca? 
 Alice B. Canova 
 
2. AUDIT: consumo de risco, consumo nocivo e dependência ao usar o álcool. 
 Se intoxicação alcóolica aguda: 
1. Investigação: 
 Ingestão recente de álcool. 
 Alterações comportamentais ou psicológicas clinicamente significativas após a ingesta de 
álcool. 
 Euforia, perda da censura, alteração do raciocínio, fala arrastada / silabada, 
incoordenação, instabilidade da marcha, prejuízo da atenção ou memória, alteração 
NC. Síndrome da Abstinência: Usuário crônico, inicia em 6 a 36h/21dias. Leve – tremor 
das mãos, insônia, agitação, ansiedade, náuseas e vômitos, cefaleia e hiperatividade 
simpática. Outros: alucinose alcóolica ou delirium tremens. 
 1 ou mais entre: fala arrastada, incoordenação, instabilidade da marcha, nistagismo, 
comprometimento da atenção ou memória, estupor ou coma. 
 Sinais e sintomas não explicados por condição médica ou por outro transtorno mental. 
2. Manejo: 
 Suporte BLS, tratar agitação psicomotora – halol 5mg IM. 
 Se síndrome da abstinência alcóolica: 
1. Investigação: 
 Cessação ou redução do consumo exacerbado e prolongado de álcool. 
 2 ou mais dos seguintes sintomas, desenvolvidos em horas ou dias após a cessação do 
consumo de álcool: 
 Hiperatividade autonômica: taquicardia, taquipneia, hipertensão e sudorese. 
 Tremor aumentado nas mãos. 
 Insônia. 
 Náuseas e vômitos. 
 Alucinações visuais, táteis, auditivas transitórias. 
 Agitação psicomotora. 
 Ansiedade. 
 Convulsões tônico-clônicas. 
 Sinais e sintomas causas sofrimento significativo ou prejuízo social, profissional. 
 Sinais e sintomas não são explicados por condição médica ou outro transtorno mental. 
2. Manejo em emergência/UPA: 
 Hepatopatas: lorazepam 2mg, VO; dose máxima de 8mg/dia ou 12mg/diase delirium tremens. 
Reavaliar a cada 2h (pico de absorção máximo em 1h). Meia vida de 8-12 horas. 
 Alice B. Canova 
 
 Diazepam: 10mg VO; dose máxima diária de 40mg/dia ou 60mg/dia se delirium tremens 
associado. Reavalir a cada hora. Meia vida de 36h. 
 Se alucinose alcóolica: haloperidol 2,5mg VO. 
 Se distonia: biperideno. 
 Profilaxia/manejo síndrome de Wernicke: 
1. 250 a 300mg de Tiamina EV ou IM, diluídos em 100mL de SF 0,9%, 3x ao dia, por 3 dias ou até remissão 
de sintomas. 
 Síndrome de Korsakoff: 
1. 500mg de tiamina EV, diluídos em 100mL de SF 0,9%, 3x ao dia por 3 dias ou até remitirem os sintomas. 
 Manejo dependência alcóolica: 
1. Não farmacológico: 
 Evitar progressão de danos Método FRAMES: aplicar questionários e feedback; 
responsabilidade e metas; aconselhamento; estratégias de mudança; empatia; autoeficácia. 
 Encaminhar para programas de reabilitação (dependência de álcool grave ou com problemas 
médicos e psiquiátricos comórbidos ao abuso de substâncias. 
 Internação: suporte médico e psicológico individual ou em grupo por dias, semanas ou meses. 
 Psicoterapia: TCC. 
 Grupos de autoajuda. 
 Reforçar rede de apoio. 
 Atividade física. 
2. Farmacológico: 
 Nalotrexona: primeira linha; antagonista opióide. Reduz a liberação de endorfina ao consumir 
alcool, reduzindo assim a sensação de recompensa e prazer. Inicia ainda em uso de álcool na 
dose de 25mg VO 1x/dia por 12 meses. Não fornecido pelo SUS. Contraindicado em doenças 
hepáticas agudas e crônicas, alergia e uso concomitante com opioides. 
 Dissufiram: 2ª linha; inibidor reversível e inespecífico da enzima álcool aceto aldeido 
desidrogenase propiciando o acúmulo de aldeído no sangue rubor facial, cefaleia, taquicardia, 
taquipneia, sudorese. Contraindicado em gestantes, cirrose hepática, idosos e outras doenças 
graves. 
 Outros: acamprosato, topiramato e gabapentina. 
Benzodiazepínicos: 
 Agonista dos recp. GABA. 
 Intoxicação Aguda: 
1. Suporte BLS + observação. 
2. Flumazenil. 
3. Lavagem gástrica + carvão ativado. 
 Alice B. Canova 
 
 Síndrome da Abstinência: Insônia, ansiedade, alucinações, agitação psicomotoras, náusea, vômito, tremores e 
palpitações. 
1. Sd. Abstinência: Redução gradativa do BZD associar fármaco c/ efeito sedativo, ex: amitriptilina. 
Tabagismo: 
 Agonista dos recp. nicotínicos de Ach, inibe recaptação DA. 
 Intoxicação Aguda: Quase não há, irritabilidade, agitação, confusão mental, tontura, insônia, cefaleia, náuseas, 
vômitos, e hiperatividade simpática. 
 Síndrome da Abstinência: Inicia 2h e aumenta nos 3 primeiros dias e reduz em 3 a 4 semanas. 
1. Humor deprimido, insônia, ansiedade, irritabilidade, raiva, frustração, inquietação, dificuldade de 
concentração, fissura, hiperfagia, ganho de peso e hiperatividade simpática. 
 Transtorno relacionado ao uso de tabaco: Início, qual tipo, quantidade diária, fuma nos 1° 30min ao despertar, 
acorda p/ fumar, já tentou cessar, hábitos relacionados, “o que o cigarro trás de bom” e Teste de Fagerstrom 
(gravidade e dependência). 
 Tratamento: 
1. Sd. Abstinência e Dependência: 
 Diário do fumante + qnt. Nicotina necessária. 
 Avaliar hábitos associados e explicar sintomas de abstinência. 
 Inicia psicoterapia (TCC p/ todos). 
 Escolher a data de cessação. 
 Medicações: Tabagismo ≥ 20 cigarros/dia ou Fagerstrom ≥ 5. 
 TCC + bupropiona (14 dias antes da cessação; 1cp – 150mg pela manhã por 3 dias e depois 
2cp ao dia) + reposição de nicotina por 3 meses. 
 CI bupropiona: história prévia de convulsão. 
 2ª linha: nortriptilina e clonidina. 
 Adesivo – 7,14 e 21mg. Pode associar goma ou pastilha. 
 CI: IAM últimos 15 dias. 
Cocaína e crack: 
 Agonista NE e inibidor da recaptação DA e SE. 
 Intoxicação Aguda: Alteração NC, agitação / retardo, midríase, náuseas, vômitos, taquicardia, hiper ou 
hipotensão, sudorese, depressão resp. dor torácica, arritmias, perda de peso e fraqueza muscular. 
 Síndrome de Abstinência: intensa fissura 1° 4h, humor disfórico, retardo psicomotor, hipersonia e hiperfagia 
“mente e corpo dói, coração gela, boca seca e estômago trava”. 
 Tratamento: 
1. Intoxicação: 
 Alice B. Canova 
 
 Suporte + diazepam/lorazepam + fentolamina (vasodilatador). Não fazer betabloqueador 
(vasoconstrição/baixo débito cardíaco), evitar antipsicótico devido ao limiar convulsivo. 
2. Abstinência: 
 UPA: 1°Banho + 2° Roupas limpas + 3° Dieta geral+ 4°BZD altas doses, mesmo sem sintomas 
de abstinência até sedação leve+ 5°Sintomáticos (Dipirona e Bromoprida) + 6°Hidratação. 
3. Terapia de redução de danos 
Maconha: 
 THC efeito psicoativo, agonista recp. canabinoides. 
 Intoxicação Aguda: Alteração comportamentais ou psicológicas problemáticas (euforia, ansiedade, julgamento 
prejudicado), conjuntiva hiperemiada, hiperfagia, boca seca e taquicardia. 
 Síndrome da Abstinência: A dependência é + psíquica do que física, mas pode ocasionar irritabilidade, raiva, 
agressividade, nervosismo, ansiedade, inquietação, insônia, humor deprimido, redução apetite / peso, tremores, 
sudorese, dor abdominal. 
 Tratamento: psicoterapia (TCC). 
Emergências psiquiátricas 
Agitação psicomotora: 
 HMA: 
1. Acolhimento em primeiro lugar. 
2. Sintomas psicóticos? 
3. Ideação suicida? 
4. Automutilação? 
5. Uso de SPA? 
6. Sinais de delirium? Uma das principais hipóteses de agitação. 
 Manejo verbal: oferecer benzo ou antipsicótico. 
1. Paciente aceita 
2. Paciente não aceita: agitação acentuada – haldol (meia ampola – 2,5mg) + midazolam (ampolas variam 
– 7,5mg; geralmente 1 ampola tem 15mg) IM (paciente hígido). Reavaliação em 30 minutos (sinais vitais 
e níveis de consciência). 
 Espera-se sedação leve – paciente responde a comandos verbais. 
 Comorbidade: utilizar somente haldol (meia ampola). 
 Não dar midazolam se receio de rebaixamento de nível de consciência maior (dessaturação). 
1. Álcool – só haldol. 
2. Estimulantes – só benzo. 
3. Dúvida da intoxicação haldol + midazolam ou só haldol se propensão pra rebaixar. 
4. Prometazina: alternativa para midazolam (1 ampola de prometazina – 50mg). Até 3 vezes. 
 Alice B. Canova 
 
5. Se ausência de resposta após 3 tentativas: clorpromazina (amplictil). 
 Menos potente que o haldol – menor risco de Sd. Neuroléptica maligna. 
 Medir PA antes e depois. 
 1 ampola (100mg). Equivalência com haldol alta. 
 
Suicídio: 
 Nome, idade, identidade de gênero, escolaridade e religião. 
1. Como posso te ajudar? Dar espaço para fala. 
1. Suporte social: com quem mora? Possui filhos? Hobbies? Casado? 
2. Sintomas depressivos? Sempre questionar. 
3. Intencionalidade suicída atual: 
 Compreendi que as coisas estão difíceis para você, as vezes você tem vontade de sumir, desistir 
de tudo, atentar contra própria vida? (pensamento de morte x ideação suicída). 
 Como tiraria a própria vida? (ideação estruturada ou não). 
 O que te leva a querer tirar a prórpia vida? 
 Com o que trabalha? Mora em um bairro seguro? Apartamento ou casa? 
 Já tentou se matar alguma vez? Se sim, quantas vezes? (tentar identificar padrão) 
 Se arrependeu? 
 Qual o método? 
 Comunicou alguém que iria fazer isso? 
 Tomou precauções para evitar que alguém te impedisse? 
 Buscou ajuda ativamente após tentativa? 
 EEM: 
1. Aspecto geral (choroso/triste/deprimido), linguagem e pensamento (pensamentos, ideação, 
planejamento e tentativas de suicídio), sensopercepção, afeto / humor (deprimido), atenção e 
concentração, memória, orientação, consciência, capacidade intelectual e juízo crítico da realidade. 
 Exame físico: 
1. Marcas de automutilação? 
 Diagnóstico: 
1. Risco suicída: 
 Baixo: ideação sem planejamento e com baixa intencionalidade (encontra alternativas para lidar 
com o sofrimento). 
 Encaminhar para acompanhamento psiquiátrico extra-hospitalar (CAPS -1 semana), 
consultas frequentes epossibilidade de encaixe. 
 Contrato de vida. 
 Alice B. Canova 
 
 Médio: ideação com planejamento e simulação mental do ato. Projeção no futuro sem 
modificação da situação atual. 
 Encaminha para acompanhamento psiquiátrico extra-hospitalar sob condições: 
o Disponibilidade Familiar: ter um familiar que acompanhe 24 horas por dia (não 
pode deixa-lo sozinho). 
o Comprometimento: com início do tratamento psiquiátrico (se comorbidade 
associada, ex: depressão). 
o Contrato de Vida: Não é um juramento ou garantia de não realizar suicídio, é 
um modo de pedir ajuda (familiares, amigos, CAPS, CVV-188, UPAs) e de que 
ficará longe dos meios letais (caso contrário trate como risco alto). 
 Alto: ideação com planejamento e intensionalidade CLARA. Vai tirar a prórpia vida nas próximas 
horas ou dias. 
 Internação hospitalar – ambiente protegido. 
 Em caso de dúvida no risco interne e espere a avaliação do psiquiatra. 
 Contrato de vida: conversa na qual estabelece-se planos para a pessoa pedir ajuda. Ajudar a pessoa e não ter 
o controle da situação. 
1. Primeiro momento: explicar o que é. Avaliar se o paciente esta disposto a pedir ajuda e mesmo se não 
estiver orientá-lo sobre SE acontecer (ideação tem caráter flutuante). 
2. Segundo momento: estabelecer quantos planos forem possíveis. Explicar a situação para o 
acompanhante, inclusive o que é suicídio. 
 Pedir ajuda pra alguém próximo. 
 CVV – 188. 
 Ir para o local mais próximo da sua casa – tem convênio? Direcionar exatamente onde a pessoa 
deve ir (telefone e endereço). 
 Oferecer serviços ambulatoriais – CAPS (triagem). 
3. Terceiro momento: acesso aos meios letais. Ação terapêutica – questões mostram seriedade para com 
o paciente. Orientar sobre evitar acesso a eles. 
 Tem arma em casa? 
 Mora em lugar alto? 
 Trabalha com algum item perigoso? 
 Produtos de limpeza? 
 Materiais perfurocortantes? 
 Toma algum medicamento? 
 Explicitar e aliviar a pessoa, se ela tem ideação ela sabe os acessos que tem a meios letais. 
4. Prontuário: realizado contrato de vida, na presença de acompanhante, orientado procura de ajuda no 
serviço X. 
 Alice B. Canova 
 
Transtorno de personalidade Borderline 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 Na anamnese, detectar: 
1. Você normalmente tem instabilidade em suas relações? 
2. Como você é em relação a sua própria imagem? 
3. Tem momentos de impulsividade? Compras? Comida? SPA? 
4. Tem medo de ser abandonado? Tem sentimento crônico de vazio? 
5. Acha que as pessoas não gostam de você geralmente? 
6. Como você age em situações que saem do seu controle? 
7. Você acha que seus relacionamentos são muito intensos? 
8. Tem raiva intensa, inapropriada, dificuldade de controla-la? 
9. Tem vontade de morrer? Tiraria sua prórpia vida? 
10. Sempre teve esse tipo de comportamento? Ou é algo recente? Perguntar para acompanhante*** 
 AP: 
1. Uso de SPA? 
2. Comorbidades? 
3. Medicamentos em uso? 
4. Algum diagnóstico de transtorno mental? 
5. Faz acompanhamento com algum médico? 
 AF: 
1. Algum familiar tem diagnóstico de transtorno mental? 
 Exame físico. 
1. Automutilação? 
2. Algum padrão compulsivo? 
3. Estereotipia? 
 Exame do Estado Mental: a. Aspecto geral, linguagem e pensamento; sensopercepção, afeto e humor, atenção 
e concentração, memória, consciência, capacidade intelectual e juízo crítico da realidade. 
 Diagnóstico: Transtorno de Personalidade Borderline. 
 Tratamento: 
1. Psicoterapia: maior evidência de resultados, várias modalidades. 
2. Terapia Farmacológica: 
 Indicações: 1) Comorbidade psiquiátricas. 2) Sintomas Disfuncionais = depressão, 
agressividade. 
 Evitar BZD por reação paradoxal (crianças e idosos = agitação) e por dependência. 
 Alice B. Canova 
 
 Estabilizador de humor se impulsividade. 
 Carbonato de lítio – começar com 300mg e ir até dose terapêutica mínima (900mg/dia). 
 Sintomáticos: 
 ISRS – sertralina 50mg/dia. 
Transtornos ansiosos 
Demonstrar empatia, acolher paciente, não esquecer de perguntar sobre seus problemas (como está em casa)? 
TAG: 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 HMA: 
1. Sente medo, ansieda e/ou preocupação excessiva? 
2. Sua cabeça anda muito cansada ou acelerada? 
3. Dificuldade de se concentrar ou sensação de “Branco na Mente”: Com coisas rotineiras? 
4. Fica irritado facilmente? 
5. Tem sentido dores musculares?. 
6. Como está o sono? 
7. Há quanto tempo vem sentindo essas coisas? 
8. Diag diferencial  Tem algum sintoma físico? Náusea, tontura, sudorese, palpitação, falta de ar? Sente 
essas coisas em quais circunstâncias? 
9. Esses sintomas te causam sofrimento mais que o normal ou estão atrapalhando seu dia a dia? 
 AP: 
1. Uso SPA? 
2. Medicamentos? 
3. Comorbidades? 
4. Já teve isso antes? 
 AF: 
1. Alguém da família já teve isso? 
2. Alguém tem algum transtorno mental? 
 HV: 
1. Como está em casa? 
2. Faz atividade física? 
 Alguma alteração em exame físico? 
 Alguma alteração no exame mental? 
 Exames laboratoriais: ECG, laboratoriais (TSH, T4l, anticorpo anti-tireoidiano, cortisol, toxicológico THC). 
 Alice B. Canova 
 
 Diagnóstico: 
1. Transtorno de Ansiedade Generalizada. 
 Tratamento: 
1. Psicoterapia – familiar, de casal, terapia em grupo, psicoterapia individual (avaliar necessidade 
individual). 
2. Realização de atividade física. 
3. Higiene do sono. 
4. Alimentação – evitar cafeína a noite. 
5. Organização da rotina, realização de hobbies. 
6. Farmacológico: ISRS 
 Sertralina 50mg (1-0-0). Tomar meio comprimido por 4 dias e após isso 1cp inteiro todos os dias. 
 Clonazepam 2,5mg SL se crise ou a noite se queixa de insônia. 
 
Transtorno do Pânico: 
 HMA: 
1. O que você você sente? medo intenso, inesperado, abrupto e recorrentes, com pico e duração de 
minutos 
 Ataque de pânico: 4/13  palpitação, sudorese, tremor, sensação de falta de ar, dor ou 
desconforto torácico, náusea ou desconforto abdominal, sensação de tontura, instabilidade, 
vertigem ou desmaio, calafrios ou onda de calor, sensação de formigamento, desrealização 
(parece que você não vivendo essa realidade) ou despersonalização (parece que você está fora 
do seu corpo), medo de perder o controle e medo de morrer. 
2. Sentiu isso outras vezes? Quando começou? 
3. Tem evitado fazer coisas com medo que isso ocorra novamente? 
 AP: 
1. Uso SPA? 
2. Medicamentos? 
3. Comorbidades? 
4. Já teve isso antes? 
 AF: 
1. Alguém da família já teve isso? 
2. Alguém tem algum transtorno mental? 
 HV: 
1. Como está em casa? 
2. Faz atividade física? 
 Alice B. Canova 
 
 Alguma alteração em exame físico? 
 Alguma alteração no exame mental? 
 Exames laboratoriais: ECG, laboratoriais (TSH, T4l, anticorpo anti-tireoidiano, cortisol, toxicológico THC). 
 Diagnóstico: 
1. Transtorno de pânico. 
 Tratamento: 
1. Psicoterapia individual ou em grupo. 
2. TCC ou terapia de exposição. 
3. Realização de atividade física. 
4. Higiene do sono. 
5. Alimentação – evitar cafeína a noite. 
6. Farmacológico: ISRS 
 Sertralina 50mg (1-0-0). Tomar meio comprimido por 4 dias e após isso 1cp inteiro todos os dias. 
 Clonazepam 2,5mg SL se crise ou a noite se queixa de insônia. 
 
Transtorno da Ansiedade Social: 
 HMA: 
1. Tem medo relacionado a alguma situação em que você está com mais pessoas? 
2. Tem medo que te julguem ou fiquem te observando? 
3. Estar com mais pessoas te provoca ansiedade? 
4. Evita situações em que mais pessoas estão presentes.. 
5. Esse medo ou ansiedade é desproporcional.. 
6. Há quanto tempo sente isso? 
7. Tem sofrimento significativo ou prejuízo na rotina? 
Agorafobia: 
 HMA: 
1. Medo ou ansiedade 2 ou + das situações: 1) Uso de transporte público. 2) Permanecer em espaços 
abertos. 3) Permanecer em locais fechados. 4) Permanecer em fila ou ficar no meio da multidão.5) Sair 
de casa sozinho. 
2. Evita essas situações por medo de não conseguir escapar ou de não ter auxílio caso manifeste sintomas 
de pânico. 
3. Essas situações sempre geram medo e ansiedade. 
4. Essas situações são evitadas ou suportadas se companhia. 
Fobias específicas: 
 HMA: 
 Alice B. Canova 
 
1. Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação (crianças = choro). 
2. Objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca resposta imediata de medo ou ansiedade. 
3. Objeto/situação fóbica ativamente evitado ou suportado com ansiedade/sofrimento. 
4. Medo ou ansiedade desproporcional ao perigo real imposto. 
5. Medo, ansiedade, esquiva > 6 meses. 
6. Sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo funcional. 
7. Não mais bem explicado por pânico, sintomas incapacitantes (agorafobia), TOC, TEPT, transtorno de 
ansiedade de separação ou transtorno de ansiedade social. 
 Diagnóstico Diferencial: 
1. Condição Médicas: hipertireoidismo, feocromocitoma, doença de Graves e convulsões. 
2. Condições Psiquiátricas: Uso abusivo de substâncias, Transtorno do pânico, transtorno de ansiedade 
social, transtorno de ansiedade de separação, TOC (pensamentos obsessivos e comportamentos 
compulsivos), TEPT, TDM, TAB e transtorno psicótico. 
Transtorno afetivo bipolar 
 Se apresentar 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 HMA: 
1. Há quanto tempo os sintomas começaram? 
2. Episódio atual de mania: 
 Está se sentindo melhor que o habitual? Como está seu humor? 
 Como está sua auto-estima? 
 Quantas horas dorme por noite? Acorda descansado? 
 Sente que está mais falante ou com o pensamento acelerado? 
 Seu rendimento nas atividades do dia a dia melhoraram? 
 Como está a sexualidade? 
 Tem realizado gastos excessivos ou realizou investimentos sem muitos estudos? 
3. Episódio depressvo: 
 Humor deprimido? 
 Anedonia (sente interesse em fazer as coisas do dia a dia)? 
 Alteração no sono? Tem dormido quantas horas por noite? 
 Perda/ganho de peso? (5% em 1 mês) redução/aumento do apetite? 
 Alteração psicomotora? 
 Sentimento de inutilidade? 
 Ideação suicida/pensamentos de morte? (ideação, plano e intenção)? 
 Fadiga? Perda de energia? 
 Alice B. Canova 
 
 Redução da concentração? 
4. Tem pensamentos de morte ou vontade de tirar a prórpia vida? 
5. Vê coisas ou ouve coisas que outras pessoas não vêem ou não ouvem? 
 AP: 
1. Uso de SPA? 
2. Comorbidades? 
3. T. Mental diagnosticado? 
4. Medicamentos em uso? 
 AF: 
1. T. Mental na família? 
2. Alguém já teve os mesmos sintomas que você. 
 HV: 
1. Como está em casa? 
2. Faz atividade física? 
 Diagnóstico: Transtorno afetivo bipolar em episódio de mania ou depressão 
 Tratamento: 
1. Carbonato de lítio – iniciar com 300mg e progredir até 900mg. Reavaliar após isso. 
2. Psicoterapia, terapia em grupo. 
3. TO se necessário. 
TEPT 
 Identificação, idade, QD. Nome do acompanhante. 
 HMA: 
1. Passou por alguma situação traumática? de ameaça a vida sua ou de outros, de lesões graves ou de 
abuso sexual? Há quanto tempo ( 1 mês) 
 AP: 
1. Algum trauma de infância? 
2. SPA? 
3. Comorbidades? 
4. Medicamentos em uso contínuo? 
 AF: 
 Alice B. Canova 
 
1. Histórico de transtorno mental? 
2. Alguém que já passou pela mesma situação que você? 
 HV: 
1. Como está em casa? 
2. Faz atividades físicas? 
 Alteração exame físico? 
 Alteração do EEM? 
 Diagnóstico: transtorno do estresse pós traumático. 
 Tratamento: 
1. Terapia Cognitiva Comportamental focada no trauma (maior evidência na literatura); trabalhar o 
autocuidado – proteção em relação ao acontecimento de novos eventos. 
2. Terapia de exposição (gradualmente se expõe a situação relacionada ao trauma); 
3. Medicamentoso: Sertralina, paroxetina e venlafaxina (1ªlinha). 6 a 12 meses, podendo se extender a 24 
meses. 
 12 semanas para avaliação de efeito. 
TOC 
 Nome, idade, QD. Nome acompanhante. 
 HMA: 
1. Obsessão e compulsão: 
 Tem pensamentos de díficil controle? 
 Como você age para eliminá-los ou aliviar eles? 
 Essa forma de eliminar esses pensamentos é repetida? Toma grande parte do seu tempo? 
 Você conseguiria não realizar esses atos para aliviar esses pensamentos? 
 Sente que isso está te prejudicando em algum âmbito da sua vida? 
2. Esses pensamentos tem te causado sofrimento? A ponto de você pensar em morte ou de tirar sua 
prórpia vida? 
 AP: 
1. Uso SPA? 
2. Medicamentos de uso contínuo? 
3. T. Mental diagnosticado? 
 AF: 
1. Alguem da família tem algum transtorno mental diagnosticado? 
 HV: 
1. Como está o sono? 
2. Como é sua rotina? 
 Alice B. Canova 
 
3. Pratica atividade física? 
 Questionar alteração no EEM 
 Questionar alteração no exame físico. 
1. Escoriação, acumulação, cotilomania, dismórfico corporal 
 Diagnóstico: transtorno obsessivo-compulsivo. 
 Tratamento: 
1. ISRS ou Clomipramina (clomipramina é um tricíclico que tem evidencias de ser superior emrelação aos 
outros para tratamento do TOC). 
2. Psicoterapia. TCC. 
3. Atenção com comorbidades relacionadas como depressão e ansiedade. 
 Tiques: são comportamentos focais ou motores involuntários que a pessoa tem, e há piora 
quando está ansiosa, assim como TOC. 
Bulimia 
 Nome, idade, QD. Nome do acompanhante. 
 HMA: 
1. Sente-se insatisfeita com seu próprio corpo? 
2. Teve momentos em que percebeu perda do controle e acabou comendo muito? O que fez após isso? Sentiu 
culpa? 
3. Fez alguma coisa que acredita que compensaria ou evitaria o ganho de peso? vômitos, laxantes, exercícios 
físicos extenuantes, diuréticos. 
4. Sente que quando se descontrola na comida, come quantidades muito grandes? 
5. Já precisou de atendimento médico após comportamentos purgativos/ de compensação? 
 AP: 
1. Medicamentos de uso contínuo? 
2. Acompanhamento com nutricionista ou algum médico? 
3. Comorbidades? 
4. Algum diagnóstico de transtorno mental. 
 AF: 
1. Algum diagnóstico de transtorno mental? 
2. Alguem já teve os mesmos sintomas que você? 
 HV: 
1. Pratica atividade física? 
2. Como está em casa? 
3. Como está seu sono? 
 Tratamento: 
 Alice B. Canova 
 
1. Os ISRS (principalmente a fluoxetina, pode ser também a sertralina) são as medicações com maior evidência 
de eficácia e com o melhor perfil de efeitos colaterais. Mesmo paciente que não tem transtorno depressivo 
se beneficia do ISRS. 
 Fluoxetina 20mg (1-0-0). 
2. TCC. 
Farmacologia 
 Antidepressivos: 
o Latência de resposta = 2 a 4 semanas. Resposta plena em 8 semanas. 
o Principais indicaço ̃es: Síndromes depressivas; Síndromes ansiosas e Bulimia nervosa. 
o Indicações não-psiquiátricas: Síndromes dolorosas (ex: tricíclicos e duloxetina); Enxaqueca; 
Incontinência urinária (tricíclico) e Ejaculaça ̃o precoce. 
o Tricíclicos: Amitriptilina (75-300mg) - Clomipramina (75-250mg) - Nortriptilina (50-150mg). 
 Pior tolerabilidade; Mais efeitos colaterais; Pior perfil de seguranc ̧a (maior letalidade) e 
interaço ̃es medicamentosas. 
 Cardiovascular: Alargamento do segmento QT; Hipotensa ̃o postural; Taquicardia 
 Gastrointestinal: Boca seca; constipac ̧a ̃o 
 Metabólico: Aumento de apetite e ganho de peso 
 Neurológico: Diminuic ̧ão do limiar convulsivo (clomipramina) e sedac ̧a ̃o. 
 Oftalmológico: Precipitaça ̃o de glaucoma de a ̂ngulo agudo e visa ̃o turva 
 Sexual/Urolo ́gico:Diminuic ̧a ̃o de libido; Retardo ejaculato ́rio/Anorgasmia; Retenção urinária. 
o ISRS: 1ª linha - TAG, Transtorno estresse pós-traumático,Transtorno do Pânico, TOC, Transtorno 
Depressivo Maior/Distímia, Fobia social, Bulimia. Tomar de manhã junto com o café da manhã (exceção: 
paroxetina – noite). 
 Fluoxetina (20-80mg); Sertralina (50-250mg). 
 Outras medicaço ̃es: Escitalopram (10-20mg); Paroxetina (20-60mg); Vortioxetina (5-20mg). 
 Gastrointestinal: Diarreia, na ́useas e azia. 
 Neurológico: Alteraço ̃es do padrão de sono (insônia), cefaleia e hipotensão postural. 
 Sexual/Urolo ́gico: Diminuic ̧a ̃o da libido e retardo ejaculato ́rio 
 Escitalopram (10-20mg): Fármaco com poucas interaço ̃es medicamentosas (boa para idosos) e 
ação serotoninérgica isolada (menos efeitos colaterais). 
 Fluoxetina (20-80mg) mais seletivo, portanto tem maior potencia. – Possui mais interac ̧ões 
medicamentosas – Pode reduzir o apetite, pode interferir no sono e ter um efeito mais ativador 
em relaça ̃o a outros ISRS. – Maior meia-vida (1-2 semanas). 
 Alice B. Canova 
 
 Paroxetina (20-60mg) – Pode ter um efeito mais ansiolítico e hipno ́tico devido a ̀ ação 
anticoline ́rgica – Interaço ̃es medicamentosas mais importantes – Maior taxa de síndrome de 
retirada (ansiedade, tontura, tremores e náuseas). 
 Sertralina (50-250mg) – Pode ter uma ac ̧a ̃o dopamine ́rgica, ainda que menos potente que a 
ação serotonine ́rgica – Medicaça ̃o com maior literatura de segurança quanto ao uso em 
pacientes cardiopatas. 
o Duais: Duloxetina (30-120mg); Desvenlafaxina (50-400mg); Venlafaxina (75-375mg). 
 Efeitos colaterais: nas primeiras 2-3 semanas, possui poucas interações medicamentosas, pois 
bloqueia o citocromo P450. 
 Cardiovascular - Aumento de PA ; Taquicardia 
 Gastrointestinal- Diarreia, náuseas, boca seca, constipação, retenção urinaria. 
 Neurológico- Alteraço ̃es do padrão de sono e cefaleia 
 Sexual/Urolo ́gico- Diminuiça ̃o da libido, Retardo ejaculato ́rio. 
o IMAO: não disponíveis no SUS. Tranilcipromina (5-10mg/d). Não usar com ADT, ISRS, Carbamazepina 
e Miperidina. 
o Atípicos: 
 Bupropiona (150-300mg) noradrenalina e dopamina. – Também utilizada para cessac ̧a ̃o do 
tabagismo e como tratamento de TDAH – Potencial diminuic ̧ão do limiar convulsivo – Pode 
diminuir sonole ̂ncia excessiva e fadiga. Efeitos colaterais: insônia, boca seca, tremores, baixa 
disfunção sexual. Pode ser adicionado aos estabilizadores de humor. Não usar com IMAO, 
devido à crise hipertensiva e também não utilizar com drogas ou álcool devido ao risco de 
convulsão. 
 Mirtazapina: ação noradrenérgica, serotoninérgica e anti-histamínica. Causa sedaça ̃o, aumento 
do apetite e diminui na ́useas; possui poucas interac ̧ões medicamentosas (idosos e associac ̧a ̃o 
com venlafaxina). 
 Trazodona: (50-600mg). Bloqueia receptores 2A da serotonina. Causa sedac ̧ão e é 
primariamente utilizada em quadros de insônia. 
 Estabilizadores do humor: 
o Transtorno afetivo bipolar e transtorno esquizoafetivo. 
o Outras indicaço ̃es: Potencializac ̧ão no tratamento da depressa ̃o; Compulsão alimentar; Adjuvante em 
outros quadros psiquia ́tricos (ansiedade; TP e T. uso S.P.A). 
o Lítio: 
 Primeira linha para TAB (fases de mania e depressivas). 
 Monitorização terapêutica para avaliação de dose tóxica. 
 0,6-1,2 no tratamento crônico; 1,0-1,5 no tratamento da mania aguda. 
 Alice B. Canova 
 
 Dose terapêutica: até 900mg atua como potencializador de efeito antidepressivo. Acima disso 
atua como estabilizador de humor. 
 Efeitos colaterais: 
 Cardiológicos: arritmia. 
 Dermatológicos: acne, queda de cabelo, piora de psoríase. 
 GI: dispepsia, náusea e diarreia. 
 Neurológicos: ataxia e problemas de memória. 
 Renal: Diabetes insipidus nefroge ̂nico e toxicidade renal, Atenc ̧ão a medicações com 
efeito nefroto ́xico ou que podem interferir com a excrec ̧a ̃o do lítio, AINE, 
Hidroclorotiazida e iECAs. Anlodipino = bom medicamento para hipertensão a se 
associar. 
o Comuns a ̀ maioria dos anticonvulsivantes 
 Dose dependente – Discrasias sanguíneas – Efeitos sobre o SNC (leves, transito ́rios) – 
Elevaça ̃o de enzimas hepáticas – Gastrointestinais – Ganho de peso – Hiponatremia. 
 Sonolência, tontura, ganho de peso e dor de cabeça. Em crianças, pode levar a agressividade, 
alterações do humor e hiperatividade. Náusea, vômito, constipação, dor de cabeça, tontura, 
insônia, fadiga, visão dupla, tremor, alterações do ciclo menstrual e alterações na pele. 
 Idiossincráticos – Hepatite fulminante – Pancreatite fulminante 
o Ácido valpróico: 
 Bloqueio canal de sódio voltagem-dependente. 
 Valproato é o único com apresentação líquida. 
 Utilizada tambe ́m como adjuvante em alguns quadros de esquizofrenia (agressividade). 
 Atua como estabilizador do humor em doses acima de 750mg; 
o Carbamazepina: 
 Bloqueia canais de so ́dio voltagem-dependentes 
 Age como um potente indutor enzima ́tico - Diminui o nível se ́rico de diversas medicac ̧ões (AD e 
A.C.O.) 
 Indicado como segunda linha de tratamento na mania. Causa importante sedac ̧a ̃o. 
o Gabapentina: 
 T.Ansiosos, dores crônicas e TAB (off-label). 
o Lamotrigina: 
 Baixo potencial de efeitos colaterais 
 Aproximadamente 10% dos pacientes apresentam um rash benigno - Aumentos lentos de dose 
diminuem o risco 
 Importante interaça ̃o com valproato – Usado: TAB; EDM e estabilização do humor 
(monoterapia). 
 Alice B. Canova 
 
o Topiramato: Baixo potencial de ganho de peso - Habitualmente, ha ́ perda de peso com seu uso. 
 Pouca evide ̂ncia no tratamento do TAB 
 Pode ter impacto cognitivo significativo: Reversível com a suspensa ̃o da medicac ̧ão. Pode 
causar ureterolitíase. 
 Sedativo-Hipnóticos: 
o Efeitos: sedativos (redução da ansiedade), hipnóticos (indução da sonolência). 
o Apesar dos barbitúricos estarem na classe dos sedativos hipnóticos, eles não são muito utilizados pela 
prática médica com essa função, e sim, usados mais como anticonvulsivantes. Esse fato acontece 
porque eles têm um baixo índice terapêutico. 
o BDZ: potencializam a inibição gabaérgica. 
 Efeito cumulativo, ou seja, quanto mais metabólitos chegam aos receptores, maior o efeito. 
 Os sedativos-hipnóticos atuam nos receptores GABA (ácido gama-aminobutírico), fazendo com 
que haja um aumento do influxo de íons cloreto, causando, assim, um efeito depressor do SNC, 
diminuindo a ansiedade. 
 Principais indicações dos Benzodiazepi ́nicos: Abstine ̂ncia alcóolica, Agitação psicomotora 
(midazolam IM), Catatonia, Epilepsia, Insônia, Síndromes ansiosas (fase aguda). 
o Interações medicamentosas: anti-histamínicos, antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e 
analgésicos opioides. 
o Efeitos colaterais: amnésia, déficit de atenção, descoordenação motora, lentificação psicomotora, 
quadros demenciais e síndrome de dependência. 
 
o Drogas Z: agem na subunidade alfa-1 do receptor GABA-A. 
 Zolpidem: meia vida de 4h. 
 Principal efeito adverso: sonambulismo. 
 Anticolinesterásicos: 
o Galamantina: Dose de 16-24mg; Tomar duas vezes ao dia; Possui efeito em modulac ̧ão nicotínica além 
da ação colinérgica e tem potencial aça ̃o em outros transtorno cognitivos 
o Rivastigmina: Dose de 6-12mg, Tomar duas vezes ao dia, possui apresentac ̧a ̃o transdérmica e 
apresenta maior potencial de efeitos colaterais gastrointestinais do que os outros anticolinestera ́sicos. 
 Psicoestimulantes: 
o Efeitos colaterais: Gastrointestinal - Anorexia; Náusea; Perda de peso. Neurolo ́gico- Insônia; Pesadelos; 
Tontura. Psiquia ́trico- Ansiedade; Disforia; Irritabilidade. 
 Alice B. Canova 
 
o Metilfenidato: – Aça ̃o noradrene ́rgica e proeminentemente dopamine ́rgica – Utilizada no TDAH, 
narcolepsia e na depressão refratária – Apresenta três formulac ̧ões diferentes • Liberac ̧ão imediata (3-4 
horas) • Liberação sustentada (12horas) • Liberaça ̃o estendida (14-16horas). 
 Antipsicóticos: 
o Típicos ou Primeira geração:CLORPROMAZINA, HALOPERIDOL 
o Ati ́picos ou Segunda geração: menos efeitos extrapiramidais, mais efeitos metabólicos: CLOZAPINA, 
OLANZAPINA, QUETIAPINA, RISPERIDONA Tempo de ação: + 12 semanas. 
 
o Efeitos colaterais: Cardiovascular: Aumento do intervalo QT, Hipotensa ̃o postural, Síndrome metabo ́lica 
Gastrointestinal: Constipac ̧a ̃o e Disfagia Endocrinolo ́gico: Galactorreia, Ginecomastia Mu ́sculo-
esquelético: Distúrbios do movimento Neurolo ́gico: Diminuiça ̃o do limiar convulsivo e Sedação Urológico: 
Diminuiça ̃o da libido e Retardo ejaculato ́rio. 
o Alta potência: haldol 
 1 a 20mg. 
o Baixa potência: 
 Clorpromazina: 25-800mg (amplictil) – 200 a 800mg/dia. 
 Levomepromazina: 25-300mg (neosine) – 200-800mg/dia. 
 Periciazina: 5-30mg (neuleptil) – 150-600 mg/dia. 
o Síndrome extrapiramidal: rigidez muscular, roda denteada e acinesia/bradicinesia (redução de dopamina 
na área nigroestriatal). 
o Acatsia: inquietude psicomotora. Mulheres de meia-idade, rápidos aumentos de dose e utilizac ̧ão de 
doses altas. 
 Reduzir dose ou trocar de medicação/ bdz ou propanolol. 
o Discinesia tardia: movimentos repetitivos e involunta ́rios da musculatura orofacial e de membros. 
 Uso crônico de antipsicóticos. 
 Tentar redução ou trocar medicação. 
o Distonia aguda: 
 Contraça ̃o involuntária de grupo(s) muscular(es). Ex: torcicolo, trismo, blefaroespasmo, crise 
oculógira e laringoespasmo. 
 Uso de antipsico ́ticos e habitualmente dias apo ́s o início do uso. 
 Alice B. Canova 
 
 Sexo masculino, jovens, histo ́ria familiar positiva e uso de cocaína. 
 Tratamento: biperideno IM. Trocar ou reduzir antipsicótico. 
o Parkinsonismo. 
o Síndrome neuroléptica maligna: estado mental alterado (mudança mais precoce), rigidez muscular, 
hipertermia (> 38ºC) e hiperatividade autonômica (taquicardia, taquipneia e hipertensão lábil). 
 Diminuição da transmissão dopaminérgica. Reação idiossincrática. 
 Altas doses de fármaco, aumento rápido de dose, administração parenteral e mudança do 
fármaco. 
 Resfriamento rápido, controle da agitação e outras medidas de suporte agressivas. Para 
controlar agitação, usa-se benzodiazepínicos IV em altas doses. Dantroleno 0,25 a 2 mg/kg IV 
a cada 6 a 12 horas até o máximo de 10 mg/kg/24 horas pode ser dado para hipertermia. 
Bromocriptina 2,5 mg a cada 6 a 8 horas ou, alternativamente, amantadina 100 a 200 mg a cada 
12 horas pode ser dada por via oral ou via sonda nasogástrica para ajudar a restaurar a atividade 
dopaminérgica. 
o Antipsicóticos atípicos: 
 Bloqueio receptores D1 e D2. 
 Clozapina 200-500mg/dia. 
 Risperidona: Risperdal 2-6 mg/dia 
 Sedativa • Grande potencial de aumento de prolactina • Mais “típico” dos “atípicos” • 
Possui uma formulac ̧ão de depósito 
 Paliperidona: Invega 3-12mg/dia 
 Olanzapina: Zyprexa: 5-20 mg/dia 
 Quetiapina: Seroquel: 600mg/dia. 
 25-150mg: ac ̧ão de um sedativo hipno ́tico 
 200-350mg: efeito noradrene ́rgico e serotonine ́rgico (tratamento de quadros 
depressivos) 
 >350mg: efeito antipsico ́tico 
 Sulpirida: Equilid: 400-800mg/dia 
 Amilsuprida: Socian: 300-800mg/dia 
 Ziprasidona: Geodon 160 mg/dia 
 Aripiprazol: Abilif 15-30 mg/dia 
 Na ̃o disponível no SUS • Pouco ganho de peso • Baixo potencial de sedaça ̃o • Adjuvante 
no tratamento da depressa ̃o (doses baixas) 
 Risco aumentado de síndrome metabo ́lica - Aumento de apetite - Dislipidemia - Intolerância à 
glicose – Hipertensão 
 Alice B. Canova 
 
 Clozapina: Refratariedade, discinesia tardia, sintomas negativos. Mais sedativa. Importante 
ganho de peso. Muito utilizada em depressa ̃o bipolares ou depresso ̃es unipolares resistentes 
ao tratamento. Agranulocitose. 
Delirium 
 Estado confusional agudo, flutuante, reversível e transitório. 
 DSM-V: 
1. Perturbação da atenção. 
2. Curto período de tempo e de caráter flutuante. 
3. Alteração aguda da cognição adicional – memória, orientação, linguagem, capacidade visuoespacial e 
sensopercepção. 
4. Doença orgânica ou uso de SPA associada. 
 Acompanhante: comparar comportamento antes dos sintomas vs atual. 
 Fatores de risco: idade avançada, lesão cerebral prévia e comprometimento cognitivo. 
 Sintomas nucleares: deficit de atenção, desorientação, perturbações do ciclo sono vigilia, comprometimento da 
memoria, anormalidades do pensamento, comprometimenro visuoespacial, alterações motoras, disturbios da 
linguagem. 
 Sintomas acessórios: transtornos perceptivos (alucinações e ilusoes), delirios, alterações afetivas. 
 Associado a desequilíbrio as vias colinérgicas e dopaminérgicas, principalmente neurotrasmissores envolvidos com 
acetilcolina (reduzido) - formação reticular ascendente. 
 Hiperativo, hipoativo ou misto. 
 Exames: 
1. Urina 1, glicemia, ECG, RX tórax, hemograma, ureia e eletrólitos e culturas. 
2. Ademais: gasometria, hemocultura, testes toxicológicos, PCR, hemossedimentação, TC crânio EEG, TSH, 
B12 e folato. 
 Diagnóstico diferencial de demência: 
1. Reversível, flutuante, principal cognição afetada é a memória, alteração nível de consciência. 
 Diagnóstico diferencial esquizofrenia: 
1. Esquizofrenia - Delírio é uma alteração do pensamento (ilógico e irrefutável). 
2. Delirium é uma alteração primariamente do nível de consciência e da cognição (atenção). Delírio quando 
presente é fragmentado. 
 Diagnóstico diferencial transtorno afetivo bipolar: 
1. Caráter flutuante distingue ambos os diagnósticos. 
 Tratamento: 
1. Sedação s/n: haloperidol 1-5mg/dia, se necessário até 20mg/dia. 
 Alice B. Canova 
 
2. Delirium tremens: haloperidol + lorazepam 2mg. 
3. Manejo ambiental, orientação equipe e familiares. 
4. Tratamento suporte para causa de base.

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