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Química Conteúdo: aula 01: introdução ao Estudo da Estrutura atômica Modelos Atômicos ........................................................................................................................................................................................................5 Exercícios .....................................................................................................................................................................................................................7 aula 02: concEitos modErnos sobrE os Elétrons E a ElEtrosfEra Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................12 aula 03: tabEla PEriódica Histórico da classificação dos elementos ....................................................................................................................................................................14 Tabela Periódica Moderna ...........................................................................................................................................................................................14 Famílias ou grupos ......................................................................................................................................................................................................15 Propriedades periódicas e aperiódicas ........................................................................................................................................................................17 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................19 aula 04: ProPriEdadEs PEriódicas Introdução ..................................................................................................................................................................................................................22 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................23 aula 05: ligaçõEs Químicas Introdução ..................................................................................................................................................................................................................26 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................28 aula 06: gEomEtria molEcular (VsEPr) E PolaridadE Introdução a VSEPR – Geometria e Polaridade ...........................................................................................................................................................30 Forças Intermoleculares ..............................................................................................................................................................................................31 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................32 aula 07: concEntração das soluçõEs E coEficiEntEs dE solubilidadE Coeficiente de solubilidade .........................................................................................................................................................................................36 Curvas de solubilidade ................................................................................................................................................................................................36 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................37 aula 08: diluição E mistura dE soluçõEs Diluição .......................................................................................................................................................................................................................40 Mistura de soluções sem reação .................................................................................................................................................................................40 Titulação .....................................................................................................................................................................................................................40 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................40 aula 09: EQuilíbrio Químico E PrincíPio dE lE chatEliEr Noção de equilíbrio químico .......................................................................................................................................................................................43 Constante de equilíbrio ...............................................................................................................................................................................................43 Relação entre kp e kc ...................................................................................................................................................................................................43 Cálculos com equilíbrio ...............................................................................................................................................................................................43 Deslocamento do equilíbrio e princípio de Le Chatelier ..............................................................................................................................................44 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................45 aula 10: EQuilíbrio iônico da Água Equilíbrio Iônico da Água ............................................................................................................................................................................................47 Ácidos e bases; KA e KB; lei de diluição ........................................................................................................................................................................48 Ionização de bases ......................................................................................................................................................................................................49 Lei da diluição de Ostwald ..........................................................................................................................................................................................49 Efeito do íon comum ...................................................................................................................................................................................................49 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................49 aula 11: hidrólisE dE sais Hidrólise de íons .........................................................................................................................................................................................................51são encontrados elementos conhecidos como terras raras, que são os lantanídeos e os actinídeos. Sobre tais elementos é correto afirmar que A) o elétron diferencial do praseodímio se encontra na antepenúltima camada do átomo. B) a maior diferença entre os lantanídeos e os actinídeos é que os actinídeos, com uma única exceção, são elementos estáveis, ao passo que todos os lantanídeos são radioativos. C) as terras raras têm esse nome porque todas são encontradas em pequena quantidade. D) os lantanídeos e os actinídeos são elementos de transição simples. 09. (UFRGS/2018) Considere as seguintes afirmações a respeito do experimento de Rutherford e do modelo atômico de Rutherford-Bohr. I. A maior parte do volume do átomo é constituída pelo núcleo denso e positivo; II. Os elétrons movimentam-se em órbitas estacionárias ao redor do núcleo; III. O elétron, ao pular de uma órbita mais externa para uma mais interna, emite uma quantidade de energia bem definida. Quais estão corretas? A) Apenas I. D) Apenas II e III. B) Apenas II. E) I, II e III. C) Apenas III. 10. (G1 – IFSUL/2017) Devido aos efeitos ao meio ambiente e à saúde, países do mundo inteiro vem desenvolvendo ações com o intuito de minimizar os riscos oriundos da utilização de mercúrio (Hg). A distribuição eletrônica para o mercúrio elementar é A) [Rn]5f146d6 B) [Ar]3s104p4 C) [Kr]4d105p6 D) [Xe]6s24f145d10 11. (G1 – UTFPR/2017) Em 2016 a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) confirmou a descoberta de mais quatro elementos, todos produzidos artificialmente, identificados nas últimas décadas por cientistas russos, japoneses e americanos, e que completam a sétima fila da tabela periódica. Eles se chamam Nihonium (símbolo Nh e elemento 113), Moscovium (símbolo Mc e elemento 115), Tennessine (símbolo Ts e elemento 117) e Oganesson (símbolo Og e elemento 118). As massas atômicas destes elementos são, respectivamente, 286, 288, 294, 294. Com base nas afirmações dadas assinale a alternativa correta. A) E s s e s e l e m e n t o s s ã o r e p r e s e n t a d o s p o r 286 113 288 115 294 117 294 188Nh Mc Ts e Og, , . B) Os elementos Tennessine e Oganesson são isóbaros. C) Estes elementos foram encontrados em meteoritos oriundos do espaço. D) Os elementos Tennessine e Oganesson são isótopos. E) Os quatro novos elementos são isótonos entre si. 12. Na distribuição eletrônica do 38 Sr88, o 17º par eletrônico possui os seguintes valores dos números quânticos (principal, secundário, magnético e spin): A) 4, 2, 0, –1/2 e +1/2 B) 4, 1, +1, –1/2 e +1/2 C) 4, 1, 0, –1/2 e +1/2 D) 4, 2, –1, –1/2 e +1/2 E) 4, 2, +1, –1/2 e +1/2 13. (UFPR/2017) As propriedades das substâncias químicas podem ser previstas a partir das configurações eletrônicas dos seus elementos. De posse do número atômico, pode-se fazer a distribuição eletrônica e localizar a posição de um elemento na tabela periódica, ou mesmo prever as configurações dos seus íons. Sendo o cálcio pertencente ao grupo dos alcalinos terrosos e possuindo número atômico z = 20, a configuração eletrônica do seu cátion bivalente é: A) 1s22s22p63s2 B) 1s22s22p63s23p6 C) 1s22s22p63s23p64s2 D) 1s22s22p63s23p64s23d2 E) 1s22s22p63s23p64s24p2 14. (G1 – CFTMG/2017) O elemento químico mais raro presente na superfície terrestre pertence ao grupo dos representativos. A previsão é que exista apenas cerca de 28 g desse elemento em toda a superfície da Terra, dificultando assim a definição das suas propriedades e características. A distribuição eletrônica, abreviada, desse elemento está representada a seguir, onde [Xe] corresponde à distribuição eletrônica do gás nobre xenônio: [Xe]6s24f145d10np(n–1) O elemento químico a que se refere o texto é o A) astato, At. B) polônio, Po. C) bismuto, Bi. D) chumbo, Pb. 15. (UEFS/2017) Elemento químico 1ª E.I. 2ª E.I 3ª E.I. X 520 7.297 11.810 Y 900 1.757 14.840 A energia de ionização é uma propriedade periódica muito importante, pois está relacionada com a tendência que um átomo neutro possui de formar um cátion. Observe na tabela os valores de energias de ionização (E.I. em kJ/mol para determinados elementos químicos). IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 14 Química Com base nas variações das energias de ionização apresentadas na tabela, analise as afirmativas e marque com V as verdadeiras e com F, as falsas. ( ) X é um metal e possui 3 elétrons na camada de valência. ( ) Y é um metal e possui 2 elétrons na camada de valência. ( ) X pertence ao grupo 1 e Y, ao grupo 2 da Tabela Periódica, formando com o enxofre substâncias de fórmula molecular, respectivamente, X 2 S e YS. ( ) Se X e Y pertencem ao mesmo período da Tabela Periódica, com ambos no estado neutro, Y possui maior raio atômico que X. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a A) V – V – F – F B) V – F – V – F C) F – V – F – V D) F – F – V – V E) F – V – V – F Aulas ?? a ??: Tabela Periódica Histórico da classificação dos elementos À medida que os elementos químicos foram sendo descobertos, observaram-se semelhanças entre as propriedades físicas e químicas em determinados grupos desses elementos. Procurava-se, então, uma maneira de selecionar os elementos em conjuntos de propriedades semelhantes ou mesmo de ordenar certos elementos em que suas propriedades variassem gradativamente. Diversas tentativas foram realizadas, todas baseadas no “bom senso”, após investigações puramente experimentais. Döbereiner (1829) Reuniu os elementos semelhantes em grupos de três. Cada grupo recebeu o nome de tríade. Observou que o peso atômico de um elemento da tríade era, aproximadamente, a média aritmética dos pesos atômicos dos outros dois. Exemplo: 23 7 39 2 = +Li Na K M.A 7 23 39 Chancourtois (1863) Dispôs os elementos numa hélice traçada nas paredes de um cilindro, em ordem crescente de massa atômica. Tal classificação recebeu o nome de parafuso telúrico. Os elementos semelhantes apareciam numa mesma geratriz do cilindro. Newlands (1864) Dispôs os elementos em colunas verticais de sete elementos em ordem crescente de pesos atômicos. Observou que, de sete em sete elementos, havia repetição de propriedades, fato que recebeu o nome de Lei das Oitavas. Aula 03 H F C Li Na K Be Mg Ca B A C Si N P O S A classificação funcionou até o cálcio. A tabela períodica atual foi concebida por um Russo, chamado Dmitri Ivanovitch Mendeleïev (Tobolsk, 1834 – São Petesburgo, 1907). Mendeleïev conseguiu ordenar os elementos de forma lógica, demonstrando suas similaridades e diferenças. Na época, tal tabela causou espanto entre outros cientistas, pois ela apresentava os elementos químicos ordenados de forma lógica pelas suas massas atômicas e, mais curioso ainda, elementos que ainda não haviam sido descorbertos na época tinham seus espaços reservados na tabela representados por um ponto de interrogação, como no caso dos elementos Escândio (SC), Gálio (GA), Germânio (GE) Tecnécio (TC), entre outros. 19K 20Ca 21? 22Ti 23V 24Cr 25Mn 26Fe 27Co 28Ni 29Cu 30Zn 31? 32? 37Rb 38Sr 39Y 40Zr 41Nb 42Mo 43? 44Ru 45Rh 46Pd 47Ag 48Cd 49In 50Sn Trecho hipotético de uma tabela da época de Mendeleïev Princípios de construção da Tabela Periódica dos Elementos – Lei Periódica A Tabela Periódica é organizada seguindo um princípio bastante simples, denominado de Lei Periódica. A forma mais recente desta lei foi estabelecida por Moseley, atualizando o que Döbereiner havia proposto anteriormente, em 1829. Moseley mostrou que o número atômico é o fator determinante das propriedades químicas dos elementos e não o peso atômico, como era proposto anteriormente. Ao verificar na tabela, vemos que o Argônio (peso atômico 39948) aparece antes do Potássio (peso atômico 39098). A descrição formal da Lei Periódica é: As propriedades dos elementos são funções periódicas de seus números atômicos. Tabela Periódica Moderna A Tabela Periódica moderna é organizada em ordemcrescente de número atômico (Z). (obs.: as antigas eram organizadas em ordem crescente de massA). Existem 7 períodos ou 7 linhas horizontais, e 18 famílias ou grupos, ou seja, 18 colunas, numeradas atualmente de 1 a 18. Antigamente eram divididas em famílias da série A e famílias da série B. Os elementos que estão em uma mesma família possuem propriedades químicas semelhantes e propriedades físicas que variam gradualmente. O que define um elemento químico é seu número atômico (Z). Durante uma reação, os elementos sofrem um rearranjo, podendo sofrer alteração no seu número de elétrons, mas, jamais no número atômico. Quando um átomo está no seu estado fundamental o número de prótons será igual ao de elétrons, portanto, sua configuração eletrônica pode ajudar a prever suas propriedades químicas. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 15 Química Períodos As sete linhas horizontais que aparecem na tabela anterior são denominadas períodos. Devemos notar que: O 1º período é muito curto tem 2 elementos H e He O 2º período é curto tem 8 elementos do Li ao Ne O 3º período é curto tem 8 elementos do Na ao Ar O 4º período é longo tem 18 elementos do K ao Kr O 5º período é longo tem 18 elementos do Rb ao Xe O 6º período é superlongo tem 32 elementos do Cs ao Rn O 7º período é incompleto tem 23 elementos (?) do Fr ao... É importante notar também que: A) No 6º período, a terceira “casinha” encerra 15 elementos (do lantênio ao lutécio) que, por comodidade, estão indicados numa linha abaixo da tabela; começando com o lantânio, esses elementos formam a chamada Série dos Lantanídeos; B) Analogamente, no 7º período, a terceira “casinha”também encerra 15 elementos químicos (do actínio até o laurêncio), que estão indicados na segunda linha abaixo da tabela. Começando com o actínio, eles formam a Série dos Actnídios. Devemos ainda assinalar que todos os elementos situados após o urânio (92) não existem na Natureza, devendo, pois, serem preparados artificialmente. Eles são denominados Elementos Transurânicos. (Além desse, são também elementos artificiais os elementos tecnécio-43, promécio-61 e astato-85.) Famílias ou grupos A tabela atual é constituída por 18 famílias, sendo que cada uma delas agrupa elementos com propriedades químicas semelhantes devido ao fato de apresentarem a mesma configuração eletrônica na sua camada de valência. Existem, atualmente, duas maneiras de identificar as famílias ou grupos. Uma delas, a mais comum, é indicar cada família por algarismo romano seguido das letras A e B, por exemplo, IA, IIA, IIIB e IVB. Essas letras, A ou B, indicam a posição do elétron mais energético nos subníveis. No final da década de 80, a IUPAC (União Internacional de Química Pura e AplicadA) propôs outra maneira: as famílias devem ser indicadas por algarismos arábicos de 1 a 18, eliminando-se as letras A e B. Rb 37 Sr 38 Y 39 Zr 40 Nb 41 Mo 42 Tc 43 Ru 44 Rh 45 Pd 46 Ag 47 Cd 48 In 49 Sn 50 Sb 51 Te 52 I 53 Xe 54 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 IA IIA IIIB IVB IB IIB VIIIB VIIBVIBVB IIIA IVA VA VIA VIIA 0 H Sc V Cr MnTiK Ca 1 Li 3 Na 11 19 20 Mg 12 21 22 23 24 25 Be 4 Fr 87 Ra 88 Rf 104 Db 105 Sg 106 Bh 107 Hs 108 Mt UunUuu Uud Uuq Uuh 109 110 111 112 114 116 La 57 La 57 Pb 82 Bi 83 Po 84 At 85 Rn 86 Cs 55 Ba 56 Hf 72 Ta 73 W 74 Re 75 Os 76 Ir 77 Pt 78 Au 79 Hg 80 81 Fe 26 Co 27 Ni 28 Ga B 31 Ge 32 As 33 Se 34 Br 35 Kr 36 A� T� 13 5 6 7 Cu 29 Zn 30 C N O 8 F 9 He 2 Ne 10 Si 14 P 15 S 16 C� Ar 17 18 Ac 89 Ac 89 Th 90 Pa 91 U 92 Np 93 Pu 94 Am 95 Ce 58 Pr 59 Nd 60 Pm 61 Sm 62 Eu 63 Gd 64 Tb 65 Dy 66 Ho 67 Er 68 Tm 69 Yb 70 Lu 71 Cm 96 Bk 97 Cf 98 Es 99 Fm 100 Md 101 No 102 Lr 103 18 Famílias A e Zero Essas famíl ias são constituídas pelos elementos representativos, sendo que todos esses elementos apresentam o seu elétron mais energético situado nos subníveis s ou p. Nas famílias de IA a VIIA, o número de família indica a quantidade de elétrons existentes na camada de valência. Por exemplo: 34 Se – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4 camada de valência: 4s2 4p4 total de elétrons = 6 Família VIA 11 Na – 1s2 2s2 2p6 3s1 camada de valência: 3s1 total de elétrons = 1 Família IA Já a família zero (0) recebeu esse número para indicar que a reatividade dos seus elementos em condições ambientais é nula. Na sua maioria, os elementos dessa família apresentam oito elétrons na camada de valência. O grupo zero também é conhecido como VIIIA. Exemplo: 10 Ne – 1s2 2s2 2p6 camada de valência: 2s2 2p6 total de elétrons = 8 Família zero Além de serem indicados por números e letras, essas famílias recebem também nomes característicos. Família ou grupo Nome Configuração da última camada Nº de e– na última camada Componentes IA ou 1 alcalinos ns1 1 Li, Na, K, Rb, Cs, Fr IIA ou 2 alcalinos- terrosos ns2 2 Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra IIIA ou 13 família do boro ns2 np1 3 B, A, Ga, In, T IVA ou 14 família do carbono ns2 np2 4 C, Si, Ge, Sn, Pb VA ou 15 família do nitrogênio ns2 np3 5 N,P, As, Sb, Bi VIA ou 16 calcogênios ns2 np4 6 O, S, Se, Te, Po VIIA ou 17 halogênios ns2 np5 7 F, C, Br, I, At Zero ou 18 gases nobres ns2 np6 8 He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn Nas configurações, anteriores, n é o número correspondente ao último nível. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 16 Química Observações: • O elemento químico hidrogênio é representado na coluna IA por apresentar 1 elétron no subnível s de sua camada de valência (1s1), porém não faz parte da família dos metais alcalinos, porque apresenta propriedades químicas diferentes. Em algumas tabelas ele é colocado à parte do corpo da tabela. • O único gás nobre que não apresenta oito elétrons em sua camada de valência é o Hélio (He), pois seu número atômico é 2 e sua distribuição é 1s2. Algumas características dos elementos representativos • Metais alcalinos: correspondem a 4,8% da superfície terrestre, incluindo os oceanos e a atmosfera. Por serem muito reativos, não são encontrados isolados, mas formando compostos em minerais ou em sais dissolvidos na água do mar. • Metais alcalinoterrosos: correspondem a 4,16% da crosta terrestre, sendo o cálcio e o magnésio os mais abundantes. O rádio é raro e muito instável (radioativo). Por serem muito reativos, não são encontrados isolados, mas combinados, principalmente em forma de silicatos, carbonatos e sulfatos. • Família do carbono: constituem 27,7% da crosta terrestre, sendo o silício, sem dúvida, o mais abundante de todos eles. com 27,5%. O carbono é o responsável por toda a vida orgânica sobre a Terra e o silício, o principal componente da estrutura inorgânica da superfície terrestre. • Família do nitrogênio: correspondem a 0,33% da superfície terrestre, incluindo os oceanos e a atmosfera. Seus minerais são principalmente combinações com oxigênio e metais (nitratos, fosfatos etc.). • Calcogênios: incluem o elemento mais abundante da Terra: o oxigênio, que corresponde a 50,5% em peso da crosta terrestre. • Halogênios: ocupam posições variadas na abundância dos elementos na crosta terrestre. O astato é extraordinariamente raro: foram identifi cados apenas traços desse elemento. Todos os halogênios são venenosos por seus efeitos corrosivos sobre a pele e os órgãos respiratórios. • Gases nobres: constituem 1% da atmosfera terrestre, na qual o mais frequente é o argônio. O hélio é, depois do hidrogênio, o elemento mais abundante do Universo; é o produto fi nal estável da fusão nuclear, a fonte de energia do Sol e das estrelas. Famílias B As familias B, incluindo as duas linhas horizontais separadas do corpo principal da tabela, são constituídas pelos elementos de transição e apresentam seu elétron mais energético situado nos subníveis d ou f. Os elementos de transição externa ou, simplesmente, elementos de transição, têm como principal característica apresentar o seu elétron maisenergético situado em um subnível d. Exemplos: 23 V – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d3 41 Ni – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d3 Para os elementos de transição externa, a localização na família ou grupo não é feita utilizando o número de elétrons da camada de valência, mas sim o número de elétrons existentes no seu subnível mais energético (D). Tomando por base a distribuição eletrônica, pela regra. Temos a seguinte relação: IIIB IVB VB VIB VIIB VIIIB IB IIB d1 d2 d3 d4 d5 d6 d7 d8 d9 d10 Observe os exemplos: 21 Sc – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s 2 3d1 – Como o subnível mais energético é o d, contendo 1 elétron, este elemento está situado na família IIIB. 26 Fe – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 – família VIIIB Observações: Os elementos do grupo IB possuem distribuição eletrônica diferente da teórica. Sua distribuição teórica é ns2(n-1) d9 e sua distribuição real é ns (n-1) d10 Assim temos: 29 Cu – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1 3d10 47 Ag – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s1 4d10 79 Au – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 4f14 6s1 5d10 Em função do que foi exposto, alguns autores consideram os grupos IB e IIB como de pós-transição, uma vez que, na verdade, possuem o subnível d completo (com10 elétrons). Teremos então a diferença entre os grupos IA e IB, IIA e IIB, residindo no penúltimo nível. Os grupos IA e IIA apresentam 8 elétrons no penúltimo nível, enquanto que os grupos IB e IIB apresentam 18 elétrons no penúltimo nível. Por exemplo: 11 Na – 2) 8 ) 1 => família IA 29 Cu – 2) 8) 18 ) 1 => família IB 20 Ca – 2) 8) 8 ) 2 => família IIA 40 Cd – 2) 8) 18) 18 ) 2 => família IIB Alguns elementos apresentam distribuição eletrônica “irregular”, diferente da teórica. Apesar disso, para a construção da Tabela Periódica, consideramos a distribuição eletrônica teórica. Como exemplo, podemos citar os elementos: Nióbio (Nb) – Cromo (Cr) – Molibdênio (Mo) – Rutênio (Ru) – Ródio (Rh) – Platina (Pt) – Paládio (Pd). Os elementos de transição interna são os elementos que apresentam seu elétron mais energético situado em um subnível f. Constituem as séries dos lantanídeos e actinídeos e encontram-se deslocadas do corpo central da tabela, apresentando, respectivamente, 6 e 7 camadas eletrônicas , por isso, estão localizadas, respectivamente, no 6° e 7° períodos. Os lantanídeos e os actinídeos pertencem ao grupo IIIB, sendo que os lantanídeos, localizados no 6° período, possuem o subnível 4f como mais energético, enquanto os actinídeos, localizados no 7° período, possuem o subnível 5f como mais energético. Lantanídeos: 57 La, 58 Ce, 59 Pr ....................... até 71 Lu (6° período) Actinídeos: 89 Ac, 90 Th, 91 Pa ...................... até 103 Lw (7° período) Lantanídeos Actinídeos 4f1 5f1 4f2 5f2 4f3 5f3 4f4 5f4 4f5 5f5 4f6 5f6 4f7 5f7 4f8 5f8 4f9 5f9 4f10 5f10 4f11 5f11 4f12 5f12 4f13 5f13 4f14 5f14 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 17 Química Observações: Assim como nos elementos de transição externa, alguns elementos de transição interna também apresentam distribuição eletrônica “irregular”, diferente da teórica. Temos, por exemplo: 57 La – [Xe] 4f1 6s2 (teórica) / [Xe] 5d1 6s2 (real) 89 Ac – [Rn] 5f1 7s2 (teórica) / [Rn] 6d1 7s2 (real) 1 4 4 2 4 4 3 daí pertencerem ao grupo IIIB (subnível mais energético d1) Comparando-se à posição dos elementos na Tabela Periódica e os subníveis de maior energia de seus átomos sem levar em conta o nº de elétrons nesses subníveis, tem-se: 1s bloco s 1º período 2º período 3º período 4º período 5º período 6º período 7º período 6º período 7º período bloco f bloco d bloco p 2s 3s 4s 5s 6s 7s 3d 4d 5d 6d 4f 5f 2p 3p 4p 5p 6p 1s Propriedades periódicas e aperiódicas A Tabela Periódica pode ser utilizada para relacionar as propriedades dos elementos com suas estruturas atômicas. Essas propriedades podem ser de dois tipos: periódicas e aperiódicas. Propriedades periódicas As propriedades periódicas são aquelas que, à medida que o número atômico aumenta, assumem valores crescentes ou decrescentes em cada período, ou seja, repetem-se periodicamente. Exemplo: o número de elétrons na camada de valência. Variação das propriedades de acordo com a posição na Tabela Periódica – Tamanho dos Átomos O tamanho dos átomos depende de dois fatores: • Carga nuclear (número de protons), que tende a puxar os elétrons para perto do núcleo. • Efeito de proteção dos elétrons internos, que tende a evitar que os elétrons externos se aproximem do núcleo. São dois fatores que atuam, produzindo efeitos opostos, e o problema está em determinar qual dos dois é mais forte. • Átomo Li > Cátion Li+ Z = 3 3p 3p 3e 2e O átomo de lítio tem maior raio, pois apresenta mais elétrons atraídos pela mesma carga nuclear. • Partículas isoeletrônicas (mesmo número de elétrons). F– > Ne0 > Na+ Z = 9 Z = 10 Z = 11 9P 10p 11p 10e 10e 10e Como as partículas têm o mesmo número de elétrons, quanto maior o número de prótons menor o tamanho. Variação do tamanho atômico dentro dos grupos Dentro de uma família, o efeito dos níveis eletrônicos intermediários (tendendo a aumentar o raio) prepondera sobre o efeito de maior carga nuclear (tendendo a diminuir o raio). Assim, à medida que aumenta o número atômico, os átomos aumentam de tamanho. Variação do tamanho atômico dentro dos períodos Em cada período, da esquerda para a direita (de 1 a 18), o tamanho dos átomos diminui, pois há um aumento de carga nuclear, enquanto o número quântico principal permanece constante, isto é, o número de camadas eletrônicas é o mesmo. Li Be B C ON F Z aumenta (tendência = diminuir o tamanho) o nº de camadas permanece constante 0006-Q 12-G M Densidade Absoluta Chama-se densidade absoluta (D) ou massa específi ca de um elemento o quociente entre sua massa (m) e seu volume (v). Portanto: d m v = A variação da densidade absoluta, no estado sólido, é também uma propriedade periódica dos elementos químicos. Os elementos mais densos situam-se no centro e na parte inferior da tabela. Exemplo: ósmio (d = 22,5 g/cm3) e irídio (d = 22,4 g/cm3) Pontos de fusão e de ebulição As temperaturas nas quais os elementos entram em fusão ou em ebulição são, também, funções periódicas de seus números atômicos. É interessante notar que os elementos de menores pontos de fusão e de ebulição são aqueles que podem se apresentar no estado líquido, ou até mesmo gasoso, em condições ambientes. Com exceção do hidrogênio, esses elementos estão situados à direita e na parte superior da tabela. Potencial de ionização ou energia de ionização Primeiro potencial de ionização de um átomo é a energia necessária (absorvidA) para retirar o elétron de ligação mais frouxa (e, portanto, do mais alto nível energético) de um átomo no estado gasoso isolado. A energia necessária para arrancar um segundo elétron é o segundo potencial de ionização. E, assim, defi ne-se o terceiro, quarto etc. potencial de ionização. Exemplo: A energia necessária para arrancar o primeiro elétron de um átomo de sódio isolado é 5,14 eV. A energia necessária para arrancar o segundo elétron do íon Na+ isolado é 47.3 eV. Nota: eV = elétron volt = 1,6 x 10–19 joule. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 18 Química O primeiro potencial de ionização é mais baixo que o segundo potencial de ionização, pois, neste último, devemos remover um elétron de um íon carregado positivamente (sendo necessário um maior dispêndio de energia, pois é necessário vencer a atração eletrostática entre o elétron negativo e o íon positivo). O processo pode ser equacionado assim: Na (g) + 5,14 eV → Na+ (g) + e– ou Na (g) → Na+ (g) + e– – 5,14 eV A indicação do estado gasoso (g) é coerente com a condição de estarem reagentes e produtos isolados. Variação do primeiro potencial de ionização na tabela Em um período, com algumas exceções, o potencial de ionização aumenta da esquerda para a direita. Isso acontece, porque,nesse sentido, aumenta a carga nuclear e diminui o tamanho dos átomos. Quanto mais perto está o elétron do seu núcleo, mais difícil é afastá-lo. Exemplo: Segundo período: Li Be B C N O F Ne 5,4 eV 9,3 eV 8,3 eV 11,3 eV 14,5 eV 13,6 eV 17,4 eV 21,6 eV É importante lembrar que os elementos de potencial de ionização elevado estão à direita da tabela e os de baixo potencial estão à esquerda. Dentro de um grupo, o potencial de ionização diminui de cima para baixo, pois, nesse sentido, o tamanho dos átomos aumenta bastante. No átomo de lítio, o elétron que vai ser retirado está bem próximo do núcleo e, portanto, mais firmemente ligado do que o elétron do césio, que está muito mais distante do núcleo. Li Na K Rb Cs 5,4 eV 5,1 eV 4,3 eV 4,2 eV 3,9 eV Colocando-se, num gráfico, em ordenadas, o potencial de ionização dos elementos, em abscissas o número atômico, obtém-se uma curva com uma série de máximos (gases nobres) e mínimos (alcalinos). Verifica-se que o hélio é o elemento de maior potencial de ionização (24,6 e V). Afinidade eletrônica ou eletroafinidade “É a energia desenvolvida, quando um elétron é adicionado a um átomo neutro isolado”. Assim, quando se adiciona um elétron a um átomo neutro de cloro, formando o íon negativo cloreto, libera 3,75 eV, que é a afinidade eletrônica do cloro. C (g) + e– → C– (g) + 3,75 eV Em um grupo, com algumas exceções, a afinidade eletrônica diminui de cima para baixo, pois, nesse sentido, o tamanho do átomo aumenta. Estando mais distante do núcleo, o elétron adicionado não estará tão firmemente ligado. Nota: A afinidade eletrônica dos gases nobres é nula. Eletronegatividade e eletropositividade Eletronegatividade é a propriedade que mede a tendência que o átomo tem para receber elétron. Eletropositividade é a propriedade que mede a tendência que o átomo tem para ceder elétron. É o contrário da eletronegatividade. Assim, o flúor é o elemento menos eletropositivo e o césio e o frâncio, os mais eletropositivos. Dizemos que quanto maior a eletropositividade, maior o caráter metálico do elemento. Quanto mais eletronegativo, maior o caráter não metálico. Vários fatores influem na eletronegatividade: • Número de elétrons na última camada Os elementos com mais de quatro elétrons na camada de valência tendem a receber elétron (alta eletronegatividadE). Os elementos com menos de quatro elétrons tendem a ceder elétron (baixa eletronegatividade e, portanto, alta eletropositividadE). • Tamanho do Átomo Átomos pequenos tendem a apresentar eletronegatividades maiores que os átomos grandes. Atração Menor Atração Maior 0007-Q 12-G M Portanto, em um grupo, o tamanho do átomo aumenta bastante para baixo e, consequentemente, a eletronegatividade decresce para baixo. Assim, no grupo 17 a eletronegatividade diminui do flúor para o iodo. • Carga Nuclear do Átomo Para os átomos com tamanho aproximadamente igual, a eletronegatividade depende da carga nuclear. Quanto maior esta, maior a atração sobre o elétron e, portanto, maior a eletronegatividade. 6 Prótons raio = 0,77 A Carbono 0008-Q 12-G M 7 Prótons raio = 0,70 A Nitrogênio 0009-Q 12-G M * O nitrogênio é mais eletronegativo que o carbono. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 19 Química Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx (Aman)/2018) Na ânsia pelo “elixir da longa vida”, por volta do século I, alquimistas descobriram acidentalmente a Pólvora, referenciada em textos de Alquimia pelos avisos quanto aos cuidados para não se misturarem certos materiais uns com os outros. A pólvora, mais conhecida desde o final do século XIX como pólvora negra, é uma mistura química que queima com rapidez. Foi extensamente utilizada como propelente em canhões e armas de fogo e atualmente ainda é empregada em artefatos pirotécnicos. Nitrato de potássio, enxofre e carvão (carbono) são os constituintes da pólvora negra. Sobre as espécies constituintes da pólvora negra afirma-se que Dados: Números atômicos: K = 19; N = 7; O = 8; S = 18; C = 6 I. o nitrato de potássio é classificado como uma base segundo a teoria de Arrhenius; II. a 25 oC e 1 atm a variedade alotrópica mais estável do carbono é a grafite e a do enxofre é a rômbica; III. a fórmula do nitrato de potássio é KNO 2 ; IV. o enxofre é um metal radioativo que pertence à família 64 (16) da tabela periódica; V. o átomo de carbono ( 6 C) estabelece 4 ligações químicas e possui a variedade alotrópica diamante, substância natural de alta dureza. Estão corretas apenas as afirmativas A) I e IV D) I , I I e V B) I I e V E) I I , I I I e IV C) I I I , IV e V 02. (Fuvest/2018) Analise a tabela periódica e as seguintes afirmações a respeito do elemento químico enxofre (S); I. Tem massa atômica maior do que a do selênio (SE); II. Pode formar com o hidrogênio um composto molecular de fórmula H 2 S; III. A energia necessária para remover um elétron da camada mais externa do enxofre é maior do que para o sódio (NA); IV. Pode formar com o sódio (NA) um composto iônico de fórmula Na 3 S. São corretas apenas as afirmações A) I e II D) II e IV B) I e III E) III e IV C) II e III 03. (UFRGS/2018) Na coluna da direita, estão listados cinco elementos da tabela periódica; na da esquerda, a classificação desses elementos. Associe a coluna da direita à da esquerda. ( ) Alcalino 1. Magnésio ( ) Halogênio 2. Potássio ( ) Alcalino terroso 3. Paládio ( ) Elemento de transição 4. Bromo 5. Xenônio A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é A) 1 – 2 – 3 – 4. B) 2 – 4 – 1 – 3. C) 2 – 4 – 3 – 5. D) 3 – 2 – 4 – 5. E) 4 – 2 – 1 – 3. 04. (USF/2017) O mais denso dentre todos os materiais puros é o Ósmio (76 OS190). Sua densidade é de 22.6 g/cm3 e em virtude dessa marcante propriedade acaba por ter aplicações bem relevantes na fabricação de peças metálicas usadas como contrapeso de estabilidade em aeronaves. Assim, como boa parte dos metais pesados, o ósmio também apresenta isótopos radioativos, entretanto, seus isótopos não radioativos podem ser utilizados para impedir a passagem da radioatividade oriunda de outras fontes. A respeito do ósmio e de suas características físico-químicas são realizadas as seguintes afirmações: I. É um metal de transição e apresenta dois elétrons em sua camada de valência; II. Seu raio atômico possui valor superior ao raio atômico do césio ( 55 Cs133); III. Considerando um volume de dois litros de ósmio puro, a massa correspondente é de 380 kg; IV. Se o isótopo 192 do ósmio for emissor de uma partícula alfa e uma partícula beta, os valores de número atômico e massa atômica obtidos serão, respectivamente, 75 e 188; V. Se no experimento de Rutherford para proposição do modelo atômico planetário fosse usada uma lâmina fina de ósmio no lugar da lâmina fina de ouro, possivelmente seria observada menor quantidade de partícula alfa na chapa reveladora. Dentre as afirmações apresentadas são corretas A) apenas II, III e IV. B) apenas I, IV e V. C) apenas II, III e V. D) apenas I, III e IV. E) apenas I, II e IV. 05. (UFJF-PISM-1/2017) O mercúrio é um elemento químico que apresenta como temperaturas de fusão –38 oC e de ebulição, 357 oC. Forma liga metálica facilmente com muitos outros metais, como o ouro ou a prata, produzindo amálgamas. Sobre o mercúrio é correto afirmar que: A) forma uma mistura heterogênea na produção de amálgamas com ouro. B) apresenta 80 elétrons e 80 nêutrons. C) encontra-se no estado líquido na temperatura ambiente 24 oC. D) localiza-se no quinto período da tabela periódica. E) apresenta distribuição eletrônica [Xe]6S24f144d10. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 20 Química 06. (UFRGS/2017) O gálio (GA) é um metal com baixíssimo ponto de fusão (29,8 oC). O cromo (Cr) é um metal usado em revestimentos para decoração e anticorrosão, e é um importante elemento constituinte de aços inoxidáveis. O potássio e o césio são metais altamente reativos. Assinale a alternativaque apresenta os átomos de césio, cromo, gálio e potássio na ordem crescente de tamanho. A) Gao grupo carboxilato é a porção menos polar da substância. C) Não há a presença do fenômeno de ressonância eletrônica para o composto em questão, quando este é mantido no estado sólido. D) Estão presentes no composto carbonos com hibridação do tipo sp e sp3, sendo – sete sp e dois sp3. E) Estão presentes no composto carbonos com hibridação do tipo sp2 e sp3, sendo que não há a presença de centros quirais na molécula. 15. (IME/2016) O processo de deposição de filmes finos de óxido de índio-estanho é extremamente importante na fabricação de semicondutores. Os filmes são produzidos por pulverização catódica com radiofrequência assistida por campo magnético constante. Considere as afirmativas abaixo: I. O índio é um mau condutor de eletricidade. II. O raio atômico do índio é maior que o do estanho. III. A densidade do índio é menor que a do paládio. IV. O ponto de fusão do índio é maior que o do gálio. Analisando as afirmativas acima, conclui-se que A) todas estão corretas. B) apenas a II e a III estão corretas. C) apenas a II, a III e a IV estão corretas. D) apenas a I e a III estão corretas. E) apenas a IV está correta. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 22 Química Aulas ?? a ??: Propriedades Periódicas Introdução As propriedades periódicas são propriedades que se repetem ao longo dos grupos e períodos com o intuito de justificar as propriedades dos materiais. São propriedades periódicas: O raio atômico, a energia de ativação, a afinidade eletrônica,a eletropositividade, a eletronegatividade, a densidade, os pontos de fusão e ebulição e o volume atômico. Abaixo seguem cada uma dessas propriedades, bem como seu comportamento na tabela. A. RAIO ATÔMICO COVALENTE O raio atômico é definido como a metade da distância entre os núcleos de dois átomos idênticos que apresentam ligação covalente. Devido o raio atômico ser medido mediante a ligação covalente o estudo do raio atômico é menosprezado para o estudo dos gases nobres nos períodos. Raio Atômico Os elementos de maior raio atômico estão embaixo da tabela periódica e os menores elementos se encontram na parte de cima. O raio aumenta nos períodos da esquerda para a direita, pois para um mesmo número de camadas ocorre aumento do número de prótons no núcleo no sentido inverso, a carga nuclear efetiva atrai os elétrons diminuindo o tamanho dos átomos. Nos grupos o raio aumenta de cima para baixo, pois ocorre aumento do número de camadas. Os elementos de maior raio tirando os gases nobres são os metais alcalinos, o que explica a sua elevada reatividade. B. ENERGIA DE IONIZAÇÃO É a energia mínima necessária para arrancar um elétron de um átomo no seu estado fundamental e gasoso. Os gases nobres apresentam as maiores energias de ionização Energia de Ionização A energia de ionização aumenta da esquerda para a direita, nos períodos, pois como os átomos da direita são menores eles apresentam dificuldade em perder os elétrons devido à elevada atração do núcleo. Nos grupos os elementos de menor raio se encontram na parte de cima da tabela, tirando os gases nobres o elemento de maior energia de ionização é o flúor. Quanto menor o raio do átomo maior a sua energia de ionização, por isso as setas da energia de ionização são opostas as do raio. Aula 04 A energia de ionização pode se estender em primeira E.A; segunda EA; terceira E.A...Enfim se chegar ao final do número de elétrons. C. AFINIDADE ELETRÔNICA É a energia liberada por um átomo no seu estado fundamental e gasoso, ao receber um elétron, geralmente o processo ocorre com liberação de energia, mas em alguns casos ocorre absorção de energia, na formação de íons metálicos. Os elementos que liberam mais energia são os que apresentam menor raio. Afinidade Eletrônica A afinidade eletrônica aumenta de baixo para cima nos grupos, pois os menores elementos liberam mais energia devido o núcleo dos átomos segurarem melhor os elétrons, os menores elementos apresentam maiores afinidades eletrônicas. Nos períodos a afinidade aumenta da esquerda para a direita, pois os átomos vão diminuindo de tamanho e com isso se estabilizam mais ao receber um elétron. D. ELETRONEGATIVIDADE A eletronegatividade ocorre da mesma forma da afinidade eletrônica , pois a eletronegatividade é a tendência que o elemento tem de atrair elétrons e formar um íon negativo. Eletronegatividade Os elementos mais eletronegativos da tabela são o flúor, oxigênio e nitrogênio. Quando for medir a comparação entre a eletronegatividade de dois elementos basta observar aquele que apresenta menor raio atômico. A eletropositividade é o contrário da eletronegatividade E. VOLUME ATÔMICO O volume atômico é definido como volume ocupado por um mol de átomos de determinado elemento. O estudo do volume atômico nos ajuda a entender algumas propriedades dos elementos como densidade e os tipos diferentes de cristais sólidos formados por eles. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 23 Química Os elementos de maior raio são o Césio e o elemento Xenônio, alguns elementos são muito instáveis de apresentar apenas valores teóricos para seu volume atômico. F. DENSIDADE Quanto menor o volume, maior a densidade, logo a densidade na tabela aponta para o centro e nos grupos ocorrem aumento de cima para baixo devido ao aumento da massa atômica, logo ocorre aumento da densidade. Densidade Na tabela periódica o elemento que recebe destaque como mais denso é Ósmio. G. PONTOS DE FUSÃO E EBULIÇÃO Estabelece a demonstração das características dos materiais em relação aos pontos de fusão e ebulição devido ao tipo de cristal formado e o tipo de ligação. IA IIA Os pontos de fusão e ebulição são diferentes nos metais alcalinos e alcalinos terrosos, devido maior empacotamento dos átomos quando o raio vai diminuindo e pelos formatos esféricos. Exercícios de Fixação 01. (UFU/2018) A diversidade de materiais existente no mundo tem relação com sua estrutura interna e com as interações que ocorrem no nível atômico e subatômico. As propriedades periódicas, como raio, eletronegatividade, potencial de ionização e afinidade eletrônica, auxiliam a explicação de como formam esses materiais. Duas dessas propriedades são centrais: raio atômico e raio iônico. Considere a figura abaixo. Disponível em: . Acesso em: 11 mar. 2018 Essa figura representa os raios atômicos e iônicos de algumas espécies químicas. Sobre essas espécies e seus raios, é correto concluir que A) o raio dos ânions é maior que o do respectivo elemento no estado neutro, porque o átomo ganhou elétrons e manteve sua carga positiva. B) o raio atômico e iônico dos elementos de um mesmo período diminui com o aumento do número atômico e com a mudança de carga. C) o raio iônico dos elementos de uma mesma família não segue a periodicidade e varia independentemente do ganho ou da perda de elétrons. D) o raio dos cátions é menor que o do respectivo elemento no estado neutro, porque o átomo perdeu elétrons, aumentando o efeito da carga nuclear. 02. (Unesp/2018) Considere os elementos K, Co, As e Br, todos localizados no quarto período da Classificação Periódica. O elemento de maior densidade e o elemento mais eletronegativo são, respectivamente, A) K e As D) Co e As B) Co e Br E) Co e K C) K e Br 03. (PUCSP/2017) Observe as reações abaixo: A X A e A Y A e A Z A e g g g g g g ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) + → + + → + + → + + − + + − + + − 2 2 3 X, Y e Z correspondem ao valor de energia necessária para remover um ou mais elétrons de um átomo isolado no estado gasoso. A alternativa que apresenta corretamente o nome dessa propriedade periódica e os valores de X, Y e Z respectivamente, é: A) eletroafinidade; 578 kJ, 1.820 kJ e 2 750 kJ. B) energia de ionização; 2 750 kJ, 1 820 kJ e 578 kJ C) energia de ionização; 578 kJ, 1 820 kJ e 2 750 kJ D) eletroafinidade; 2 750kJ, 1 820 kJ e 578 kJ IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 24 Química 04. (UEFS/2017) Elemento químico 1ª E.I. 2ª E.I. 3ª E.I. X 520 7.297 11.810 Y 900 1.757 14.840 A energia de ionização é uma propriedade periódica muito importante, pois está relacionada com a tendência que um átomo neutro possui de formar um cátion. Observe na tabela os valores de energias de ionização (E.I. em KJ/mol para determinados elementos químicos. Com base nas variações das energias de ionização apresentadas na tabela, analise as afirmativas e marque com (V) as verdadeiras e com (F), as falsas. ( ) X é um metal e possui 3 elétrons na camada de valência. ( ) Y é um metal e possui 2 elétrons na camada de valência. ( ) X pertence ao grupo 1 e Y ao grupo 2 da Tabela Periódica, formando com o enxofre substâncias de fórmula molecular, respectivamente, X 2 S e YS ( ) Se X e Y pertencem ao mesmo período da Tabela Periódica, com ambos no estado neutro, Y possui maior raio atômico que X. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a A) V – V – F – F B) V – F – V – F C) F – V – F – V D) F – F – V – V E) F – V – V – F 05. (Uerj/2017) Recentemente, quatro novos elementos químicos foram incorporados à tabela de classificação periódica, sendo representados pelos símbolos Uut, Uup, Uus e Uuo. Dentre esses elementos, aquele que apresenta maior energia de ionização é: Dado: sétimo período da tabela periódica. A) Uut C) Uus B) Uup D) Uuo 06. (G1 – IFSUL/2017) Os metais formam o maior grupo de elementos químicos presentes na tabela periódica e apresentam algumas propriedades diferentes, dentre elas o raio atômico. A ordem decrescente dos metais pertencentes ao terceiro período da tabela periódica, em relação a seus respectivos raios atômicos, é A) alumínio, magnésio e sódio. B) sódio, magnésio e alumínio. C) magnésio, sódio e alumínio. D) alumínio, sódio e magnésio. 07. (Fepar/2017) A tabela periódica pode ser utilizada para relacionar as propriedades dos elementos com suas estruturas atômicas; essas propriedades podem ser aperiódicas e periódicas. As propriedades periódicas são aquelas que, à medida que o número atômico aumenta, assumem valores semelhantes para intervalos regulares, isto é, repetem-se periodicamente. O gráfico abaixo mostra a variação de uma dessas propriedades: a energia de ionização do 1° elétron, em e · v para diferentes átomos. Com base no gráfico e em conhecimentos de Química, responda aos itens a seguir A) como se explicam os elevados valores de energia de ionização para os elementos de número atômico de 2, 10 e 18? B) No intervalo entre Z = 3 e Z = 10, observa-se aumento da energia de ionização. Como se explica esse aumento da energia? C) Por que o elemento de número atômico 19 apresenta o menor potencial de ionização entre os elementos representados? D) Que número atômico, entre os elementos apresentados no gráfico, tem maior tendência a formar um ânion? 08. (UFRGS/2017) O gálio (GA) é um metal com baixíssimo ponto de fusão (29,8 ºC). O cromo (Cr) é um metal usado em revestimentos para decoração e anticorrosão, e é um importante elemento constituinte de aços inoxidáveis. O potássio e o césio são metais altamente reativos. Assinale a alternativa que apresenta os átomos de césio, cromo, gálio e potássio na ordem crescente de tamanho. A) Ga . Acesso em: 16 de mar. de 2016 O texto faz referência aos avanços ocorridos na descoberta de novoselementos artificiais que, pelo menos até o momento, completam a tabela periódica atual. Esses elementos artificiais possuem um núcleo atômico bastante pesado e instável, mas que diferem no valor de número de prótons, que é a identidade de cada elemento. Considerando a estrutura atômica da matéria e o estudo das propriedades periódicas, observa-se que esses elementos: A) devem ter seus valores de eletronegatividade mais acentuados à medida que se localizem mais à direita da tabela periódica em um mesmo período, com o elemento de número atômico 118 sendo o de mais alto valor. B) devem possuir valores de energia de ionização mais acentuados que os metais localizados no mesmo período. C) devem possuir suas distribuições eletrônicas tendo o subnível “f” como camada de valência, pois são átomos de elementos que possuem muitos elétrons. D) quando derivados da união de dois núcleos atômicos menores, sofrem um processo conhecido por fissão nuclear. E) apresentam o valor 2 para o número quântico azimutal do subnível mais energético de suas distribuições eletrônicas. 13. (G1-IFSUL/2016) A crosta terrestre é composta, principalmente, por cálcio (CA), ferro (FE), alumínio (A) silício (Si) e oxigênio (O). Os elementos apresentados em ordem crescente de raio atômico são: A) Ca, Fe, A, Si e O. C) A, Fe, Ca, O e Si. B) O, Si, A, Fe e Ca. D) Si, A, Fe, Ca, e O. 14. (G1 - CFTRJ/2016) Considere as seguintes afirmativas: I. o flúor e o cloro estão no mesmo período da classificação periódica dos elementos; II. o magnésio faz parte da família dos metais alcalino-terrosos. III. o sódio e o alumínio possuem o mesmo número de elétrons na camada de valência; IV. na molécula de CC 4 as ligações entre o átomo de carbono e os átomos de cloro são do tipo iônica; V. uma ligação dupla é uma ligação covalente na qual dois átomos compartilham dois pares de elétrons. A opção que apresenta as afirmativas corretas é: A) I, III e V C) II e V B) III, IV e V D) I e IV 15. (Udesc/2016) A tabela periódica dos elementos químicos é uma das ferramentas mais úteis na Química. Por meio da tabela é possível prever as propriedades químicas dos elementos e dos compostos formados por eles. Com relação aos elementos C, O e Si, analise as proposições; I. O átomo de oxigênio apresenta maior energia de ionização; II. O átomo de carbono apresenta o maior raio atômico; III. O átomo de silício é mais eletronegativo que o átomo de carbono; IV. O átomo de silício apresenta maior energia de ionização; V. O átomo de oxigênio apresenta o maior raio atômico. Assinale a alternativa correta; A) Somente a afirmativa V é verdadeira. B) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. C) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras. D) Somente a afirmativa I é verdadeira. E) Somente a afirmativa III é verdadeira. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 26 Química Aulas ?? a ??: Ligações Químicas Introdução As ligações químicas ocorrem em 3 grandes grupos : Iônica, covalente e metálica. Cada uma dessas ligações se formam dependendo da eletronegatividade e da eletropositividade dos elementos que participam da ligação. Exemplo: Elemento Eletropositivo (metal) + = LIGAÇÃO IÔNICA Elemento Eletropositivo (ametal) Elemento Eletronegativo (ametal) + = LIGAÇÃO COVALENTE Elemento Eletronegativo (ametal) Elemento Eletropositivo (metal) + = LIGAÇÃO METÁLICA Elemento Eletropositivo (metal) Regra do octeto A regra do octeto diz que os elementos da tabela periódica se tornam estáveis quando adquirem configuração eletrônica de um gás nobre, ou seja, oito elétrons na camada de valência . Essa regra funciona muito bem para elementos representativos ( configuração eletrônica terminada em s ou p). Elementos que apresentam 1, 2 ou 3 elétrons tendem a perder seus elétrons se tornando cátions e os elementos que terminam com 5, 6 ou 7 elétrons na camada de valência tendem a ganhar elétrons para completar o octeto. Ela é observável em ligações iônicas e em ligações covalentes de moléculas simples. Ligação iônica A ligação iônica ocorre entre elementos como elevada diferença de eletronegatividade. Este tipo de ligação logo ocorre entre um metal ( eletropositivo ) e um ametal ( eletronegativo). A ligação iônica é formada pela atração do íon positivo( cátion ), do metal que perdeu seus elétrons, pelo íon negativo ( ânion ), do ametal que ganhou os elétrons . É fácil perceber que a ligação iônica ocorre por doação de elétrons do metal para o ametal. Exemplo1: 11 Na (metal) + 17 C (ametal) 11 Na: 1s2 2s2 2p6 3s1 17 C: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 Na C Na + C – (sodio) (cloro) Aula 05 O elemento químico sódio que apresenta apenas 1 elétron na sua camada de valência doa seu elétron, para o cloro, devido a sua elevada eletropositividade. O cloro devido a sua elevada eletronegatividade recebe o elétron do sódio formando um íon negativo, a atração entre o íon positivo e o íon negativo forma a ligação iônica. A ligação iônica não ocorre apenas pela atração entre dois íons, mas por um aglomerado de íons formando o que chamamos de retículo cristalino. Exemplo2: A ligação iônica formada entre o elemento Cálcio e o Cloro. Pela distribuição eletrônica e utilizando a regra do octeto é possível perceber que o cloro necessita apenas de 1 elétron para atingir a regra do octeto, porém o Cálcio precisa perder dois elétrons, logo existe a necessidade de serem utilizados dois átomos de cloro para que os elementos o composto fique estabilizado. Observe o esquema abaixo: 20 Ca: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 17 C: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 Ca C� C� + Ca2+ + C� 1– C� 1– Perceba que os elétrons da camada de valência do Cálcio são doados para o Cloro. Características dos compostos Iônicos – Alguns são solúveis na água pelo processo de solvatação. – Apresentam elevados pontos de fusão e ebulição – São sólidos na temperatura ambiente – São formados por cristais chamados retículos cristalinos – Formam compostos químicos chamados de sais, bases e óxidos básicos. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 27 Química Ligação covalente A ligação covalente ocorre pelo compartilhamento de elétrons, o compartilhamento ocorre devido ao baixo valor na diferença de eletronegatividade entre os elementos. Ela geralmente ocorre entre: Hidrogênio + = Ligação Covalente Hidrogênio Hidrogênio + = Ligação Covalente Ametal Ametal + = Ligação Covalente Ametal O compartilhamento de elétrons para moléculas pequenas também obedece a regra do octeto, porém existem várias teorias que são utilizadas para justificar a formação da ligação covalente, à medida que ocorrem furos em uma teoria ocorre a mudança na visão de como a ligação foi formada, ou seja, da teoria utilizada. As teorias mais utilizadas são a TLV (Teoria da Ligação de ValênciA) e a VSPER (Teoria da repulsão dos elétrons da camada de valênciA) a segunda explica a geometria molecular que vai nos ajudar a entender a polaridade das moléculas. Exemplo 1: Molécula do gás Hidrogênio (H 2 ) – 1s1 H H H H Cada átomo de hidrogênio com apenas 1 elétron fica estabilizado ao compartilhar o elétron com o outro átomo de hidrogênio, com dois elétrons na camada de valência o hidrogênio fica estabilizado por imitar o gás hélio que tem apenas 2 elétrons na camada de diferenciação. Exemplo 2: Molécula do gás Cloro (C 2 ) – 17 C: 1s22s22p63s23p5 Observe que cada átomo de cloro apresenta 7 elétrons na última camada faltando apenas 1 elétron para completar o octeto, então ocorre o compartilhamento de elétrons como é mostrado abaixo: C� C�C� C� Estrutura de LewisExemplo 3: A molécula do gás oxigênio (O 2 ) – 8 O – 1s2 2s2 2p4 Observe que cada átomo de oxigênio apresenta 6 elétrons na camada de valência e precisa de 2 elétrons para completar o octeto, então o oxigênio faz 2 compartilhamentos eletrônicos como mostra o esquema abaixo: O O O O Estrutura de Lewis Exemplo 4: A molécula da água H 2 O. Observe que agora estudaremos ligações covalentes formadas por átomos diferentes. 1 H : 1s1 8 O : 1s22s22p4 Observe que o hidrogênio precisa apenas de mais um elétron enquanto que o oxigênio precisa de 2, logo ocorre o compartilhamento dos elétrons como mostra esquema abaixo: H O H O H H Estrutura de Lewis Os pares de elétrons não ligantes do oxigênio geram repulsão à ligação com o hidrogênio. Exemplo 5: A molécula da amônia (NH 3 ). Observe que distribuição eletrônica do nitrogênio e do hidrogênio. 7 N: 1s2 2s2 2p3 1 H: 1s1 O hidrogênio precisa apenas de 1 elétron e que o nitrogênio apresenta 5 elétrons precisando apenas de 3 para completar o octeto, então o nitrogênio fará 3 compartilhamentos, observe o compartilhamento abaixo. H N H H N H H H O par de elétrons que sobrou do nitrogênio gera repulsão com os elétrons ligantes empurrando as ligações para baixo segundo a VSEPR, que justifica a estrutura piramidal que essa molécula forma. Exemplo 6: A molécula do metano CH 4 , onde o carbono tem número atômico igual a 6 e o Hidrogênio tem 1 elétron. 6 C – 1s2 2s2 2p2 1 H – 1s1 O carbono apresenta 4 elétrons na camada de valência, logo será necessário compartilhar 4 elétrons para se estabilizar segundo a regra do octeto. H C H H H C H H H H Estrutura de Lewis Apesar de não ter pares de elétrons não ligantes as ligações se repelem para que a molécula ocupe maior estabilidade possível, formando o ângulo de 109° 28’. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 28 Química Ligação covalente coordenada As moléculas nem sempre obedecem a regra do octeto. A ligação dativa é um grande exemplo disso, esse tipo de ligação ocorre quando uma molécula já completou o octeto, porém pode doar um dos seus pares de elétrons não ligantes para formar uma nova ligação covalente. Como explicar segundo a TLV a estrutura molecular da substância ozônio (O 3 )? Observe a estrutura abaixo: O O O O OO A ligação formada pelo oxigênio central com doação única do par de elétrons formando ligação covalente com o outro oxigênio que apresenta 3 pares de elétrons não ligantes é chamada de ligação coordenada ou dativa. Esta ligação justifica a existência da substância ozônio e sua importância como filtro na camada de ozônio. Tente desenhar o esquema com a estrutura de Lewis para justificar a existência da molécula dos Gases SO 2 e SO 3 . Ligação metálica A ligação metálica ocorre segundo a teoria do mar de elétrons. Os metais se ligam através das nuvens eletrônicas das suas camadas de valência formando uma rede cristalina, entre os núcleos dos átomos dos metais fica uma nuvem de elétrons, essa nuvem é chamada de mar de elétrons. A nuvem eletrônica e o retículo cristalino desses metais apresentam propriedades físicas características como: – São excelentes condutores de corrente elétrica. – Possuem brilho característico, são lustrosos e apresentam altos índices de reflexão. – São Dúcteis pois podem ser transformados em fios. – São maleáveis pois podem ser transformados em lâmina. – Formam ligas com outros metais facilmente. Alguns metais apresentam propriedades muito diferentes, pois as características de cada retículo cristalino depende do raio do átomo e outros fatores. Exercícios de Fixação 1. (EsPCEx/2015) Compostos iônicos são aqueles que apresentam ligação iônica. A ligação iônica é a ligação entre íons positivos e negativos, unidos por forças de atração eletrostática. Texto adaptado de: Usberco, João e Salvador, Edgard, Química: química geral, vol 1, pág 225, Saraiva, 2009. Sobre as propriedades e características de compostos iônicos são feitas as seguintes afirmativas: I. apresentam brilho metálico; II. apresentam elevadas temperaturas de fusão e ebulição; III. apresentam boa condutibilidade elétrica quando em solução aquosa; IV. são sólidos nas condições ambiente (25 °C e 1atm); V. são pouco solúveis em solventes polares como a água. Das afirmativas apresentadas estão corretas apenas A) II, IV e V. D) I, IV e V. B) II, III e IV. E) I, II e III. C) I, III e V. 2. (EsPCEx/2015) Considere dois elementos químicos cujos átomos fornecem íons bivalentes isoeletrônicos, o cátion X2+ e o ânion Y2–. Pode-se afirmar que os elementos químicos dos átomos X e Y referem-se, respectivamente, a A) 20 Ca e 34 Se D) 20 Ca e 8 O B) 38 Sr e 8 O E) 20 Ca e 16 S C) 38 Sr e 16 S 3. (EsPCEx/2011) A tabela abaixo apresenta alguns dos produtos químicos existentes em uma residência. Produto Um dos componentes do produto Fórmula do componente Sal de cozinha Cloreto de sódio NaC Açúcar Sacarose C 12 H 22 O 11 Refrigerante Ácido Carbônico H 2 CO 3 Limpa-forno Hidróxido de sódio NaOH Assinale a alternativa correta: A) O cloreto de sódio é um composto iônico que apresenta alta solubilidade em água e, no estado sólido, apresenta boa condutividade elétrica. B) A solução aquosa de sacarose é uma substância molecular que conduz muito bem a corrente elétrica devido à formação de ligações de hidrogênio entre as moléculas de sacarose e a água. C) O hidróxido de sódio e o cloreto de sódio são compostos iônicos que, quando dissolvidos em água, sofrem dissociação, em que os íons formados são responsáveis pelo transporte de cargas. D) Soluções aquosas de sacarose e de cloreto de sódio apresentam condutividade elétrica maior que aquela apresentada pela água destilada(purA), pois existe a formação de soluções eletrolíticas, em ambas as soluções. E) O ácido carbônico é um diácido, muito estável, sendo considerado como ácido forte, não conduz corrente elétrica. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 29 Química 4. (EsPCEx/2010) Assinale a alternativa correta: Dados: Elemento Químico Número atômico C (Carbono) z = 6 N (Nitrogênio) Z = 7 C (Cloro) Z = 17 H (Hidrogênio) Z = 1 A) A fórmula estrutural N ≡ N indica que os átomos de nitrogênio estão compartilhando três pares de prótons. B) A espécie química NH 4 + (amônio) possui duas ligações covalentes (normais) e duas ligações covalentes dativas (coordenadas). C) O raio de um cátion é maior que o raio do átomo que lhe deu origem. D) Na molécula de CC 4 , a ligação entre o átomo de carbono e os átomos de cloro é do tipo iônica. E) Se em uma substância existir pelo menos uma ligação iônica, essa substância será classificada como um composto iônico. 5. (EsPCEx/2008) Os tipos de ligações químicas existentes nas substâncias cloreto de sódio (NaC), gás cloro (C 2 ) e água (H 2 O) são, respectivamente: A) iônica, covalente apolar e covalente polar B) iônica, covalente polar e covalente apolar C) iônica, covalente apolar e covalente apolar D) covalente apolar, iônica e covalente polar E) covalente polar, iônica e covalente apolar 6. Se o caráter iônico entre dois ou mais átomos de elementos químicos diferentes é tanto maior quanto for a diferença de eletronegatividade entre eles, a alternativa que apresenta a substância que possui caráter iônico mais acentuado é: Dados: 1 H, 9 F, 11 Na, 19 K, 53 I A) NaI D) KI B) F2 E) KF C) HI 7. (UFRN) O cobre metálico é bastante utilizado na confecção de fios condutores de eletricidade. Baseado na propriedade de condutividade elétrica dos metais pode-se afirmar a respeito do fio de cobre, que: A) é constituído de íons metálicospositivos em posições ordenadas, com os elétrons de valência movimentando-se em todo o fio. B) é constituído de moléculas. C) seus átomos estão unidos por ligações iônicas. D) as forças eletrostáticas que unem os átomos de cobre no fio são resultantes das interações dipolo-dipolo. E) as ligações nele existentes são covalentes. 8. Os átomos se combinam através de ligações químicas buscando a estabilidade eletrônica. Existem três tipos de ligações químicas, sendo elas iônica, covalente e metálica. Diante da assertiva, os compostos CsC e BaS são considerados substâncias A) covalentes polares. D) metálicas. B) iônicas. E) coloidais. C) covalentes apolares. 9. (Udesc/2015) A condutividade elétrica de um material depende muito do tipo de ligação química da qual o material é formado e do estado físico em que este se encontra. Sendo assim, materiais como prata, açúcar de cana (sacarosE) e sal de cozinha (cloreto de sódio) apresentam comportamentos distintos quanto à condutividade elétrica. Em relação à condutividade elétrica, assinale a alternativa correta. A) O açúcar é uma substância iônica que não conduz bem a eletricidade. B) O açúcar é um bom condutor de corrente elétrica porque possui cargas livres em seu retículo cristalino molecular. C) O cloreto de sódio fundido não conduz corrente elétrica. D) Um objeto de prata é bom condutor de corrente elétrica porque apresenta elétrons livres em seu retículo cristalino metálico. E) O cloreto de sódio é um bom condutor de corrente elétrica em temperaturas inferiores ao seu ponto de fusão. 10. (Cefet-MG/2015) Para a realização de uma determinada atividade experimental, um estudante necessitou de um material que possuísse propriedades típicas de substâncias dúcteis, maleáveis, insolúveis em água e boas condutoras térmicas. Um material com essas propriedades resulta da ligação entre átomos de A) Cu e Zn. D) F e Xe. B) Na e C. E) C e Si. C) Fe e O. 11. (Unesp/2015) Além do iodeto de prata, outras substâncias podem ser utilizadas como agentes aglutinadores para a formação de gotas de água, tais como o cloreto de sódio, o gás carbônico e a própria água. Considerando o tipo de força interatômica que mantém unidas as espécies de cada agente aglutinador, é correto classificar como substância molecular: A) o gás carbônico e o iodeto de prata. B) apenas o gás carbônico. C) o gás carbônico e a água. D) apenas a água. E) a água e o cloreto de sódio. 12. (G1 – IFCE/2014) Em 2014, fará 60 anos o prêmio Nobel de Química de Linus Pauling por seu trabalho sobre a natureza das ligações químicas. Pauling calculou a eletronegatividade dos elementos químicos e, através desses valores, é possível prever se uma ligação será iônica ou covalente. Em um composto formado, sendo X o cátion, Y o ânion e X 2 Y 3 a sua fórmula, os prováveis números de elétrons na última camada dos átomos X e Y, no estado fundamental, são, respectivamente, A) 2 e 5. B) 2 e 3. C) 3 e 6. D) 3 e 2. E) 3 e 4. 13. (UFG/2014) A série americana intitulada Breaking Bad vem sendo apresentada no Brasil e relata a história de um professor de Química. Na abertura da série, dois símbolos químicos são destacados em relação às duas primeiras letras de cada palavra do título da série. Considerando a regra do octeto, a substância química formada pela ligação entre os dois elementos é a: A) Ba 2 Br 2 B) Ba 2 Br 3 C) Ba 2 Br D) BaBr 3 E) BaBr 2 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 30 Química 14. (UPF/2015) As interações entre os constituintes das substâncias e a relação que há com as propriedades dessas substâncias explicam a diversidade de materiais que compõem o Universo. Essa diversidade decorre da existência de diferentes estruturas químicas e, no estudo da Química, um, dentre outros objetivos, é compreender as propriedades das substâncias e suas interações visando à formação de novas substâncias. Considerando a informação apresentada, assinale a alternativa incorreta. A) Sólidos covalentes são formados por constituintes moleculares mantidos unidos por ligação covalente entre os átomos vizinhos do retículo cristalino. Formam uma rede tridimensional contínua que se prolonga até o limite físico do sólido. B) Sólidos metálicos são constituídos por átomos de metais unidos por uma nuvem de elétrons resultante da menor atração dos núcleos pelos elétrons mais externos e menos energéticos. C) Sólidos moleculares são constituídos por moléculas que se unem nessa fase sólida por forças intermoleculares. As ligações covalentes estão presentes entre os átomos da molécula, mas não entre as moléculas. D) Sólidos iônicos são mantidos pela interação eletrostática entre cátions e ânions. A ligação iônica é muito forte, o que justifica a elevada temperatura de fusão dos sólidos de suas substâncias. E) Sólidos cristalinos são aqueles que, apesar da interação forte entre os constituintes que os mantêm na fase mais condensada (mais agregadA), não apresentam estruturas ordenadas. 15. (UFRGS/2016) A grande utilização dos metais demonstra sua importância para a humanidade e decorre do fato de as substâncias metálicas apresentarem um conjunto de propriedades que lhes são características. Considere as informações abaixo que justificam, de forma adequada, propriedades típicas dos metais, com base no modelo do mar de elétrons. I. Metais apresentam, geralmente, elevados pontos de fusão devido à grande estabilidade do retículo cristalino metálico; II. A boa condução de calor ocorre, pois o aquecimento aumenta a vibração dos íons positivos, possibilitando que eles capturem os elétrons livres, o que provoca a desestruturação do retículo cristalino metálico e possibilita a propagação do calor; III. A boa condução de eletricidade é explicável, pois a aplicação de uma diferença de potencial provoca uma movimentação ordenada dos elétrons livres. Quais estão corretas? A) Apenas I. D) Apenas I e III. B) Apenas II. E) I, II e III. C) Apenas III. Aulas ?? a ??: Geometria Molecular (VSEPR) e Polaridade Introdução a VSEPR – Geometria e Polaridade As estruturas moleculares são definidas pelo número de ligações covalentes que elas formam, o tipo de ligação e a repulsão entre essas ligações e os elétrons não ligantes pertencentes a um átomo central. A seguir é mostrada uma sequência de moléculas para que você possa utilizar a teoria de repulsão dos pares de elétrons da camada de valência e predizer a estrutura de cada composto e sua respectiva geometria. Aula 06 A geometria molecular também demonstra a polaridade das moléculas pela soma dos vetores ( momento dipolo) que cada molécula apresenta. Um vetor momento dipolo aponta para o átomo mais eletronegativo, pois a nuvem eletrônica de um átomo é deslocada no sentido do elemento mais eletropositivo para o mais eletronegativo. Uma molécula é chamada de apolar quando µr = 0 e é dita polar quando a soma dos vetores µr ≠ 0. A polaridade nos ajuda a entender o motivo de substâncias terem afinidade umas com as outras para formar misturas homogêneas ( semelhante dissolve semelhantE). Um composto que apresenta moléculas polares dissolve outro composto também polar, a mesma ideia segue para moléculas apolares. Quando uma substância de moléculas apolares é misturada com outra de moléculas polares é formada uma mistura heterogênea, o que justifica porque o o óleo não se dissolve na água. Geometria linear Exemplo 1: CO 2 C OO u u ur = 0 (apolar) Geometria Linear, pois os átomos estão dispostos numa linha, observe que não há pares de elétrons não ligantes no átomo central – átomo central de hibridação sp. Se um dos oxigênios fosse substituído por outro elemento, a molécula acima se torna polar. Geometria trigonal planar Exemplo 2: BF 3 B F F F u u u ur = 0 (apolar) Geometria Trigonal Planar, pois os átomos de flúor estão dispostos como um triângulo, o ângulo de ligação entre os átomos de flúor é de 120° e a hibridação doConstante de hidrólise ................................................................................................................................................................................................52 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................52 aula 12: Produto dE solubilidadE Produto de Solubilidade (Kps) ......................................................................................................................................................................................55 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................55 aula 13: noçõEs dE EntalPia Noções de entalpia .....................................................................................................................................................................................................58 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................59 aula 14: fatorEs QuE influEnciam na EntalPia Fatores que Influenciam na entalpia ...........................................................................................................................................................................62 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................64 aula 15: lEis dE hEss Leis De Hess ................................................................................................................................................................................................................67 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................67 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO aula 16: EntroPia dE EnErgia liVrE Entropia(s) ..................................................................................................................................................................................................................71 Energia livre (G) ..........................................................................................................................................................................................................71 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................71 aula 17: cinética Conceito de velocidade de reação ..............................................................................................................................................................................73 Teoria das colisões e do complexo ativado .................................................................................................................................................................74 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................75 aula 18: cinética Química Fatores que influenciam na velocidade .......................................................................................................................................................................78 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................80 aula 19: lEi dE VElocidadE E ordEns dE rEação Introdução ..................................................................................................................................................................................................................83 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................83 aula 20: radioatiVidadE Introdução ..................................................................................................................................................................................................................86 Histórico da radioatividade .........................................................................................................................................................................................87 Tipos de radiação ........................................................................................................................................................................................................87 Leis da radioatividade .................................................................................................................................................................................................87 Emissão gama (Y) .......................................................................................................................................................................................................88 Danos ao ser humano .................................................................................................................................................................................................88 Elementos radioativos naturais ....................................................................................................................................................................................88 Séries ou famílias radioativas ......................................................................................................................................................................................88 Reações nucleares .......................................................................................................................................................................................................89 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................90 aula 21: cinética das radiaçõEs Introdução ..................................................................................................................................................................................................................93 Vida média (Vm) ..........................................................................................................................................................................................................93 Exercícios ...................................................................................................................................................................................................................94 aula 22: Pilha E corrosão Eletroquímica – pilhas.................................................................................................................................................................................................96 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................átomo central é sp2. Exemplo 3: Metanal H 2 CO. C O H H u u u µr ≠ 0 Observe que a molécula também tem geometria trigonal planar, porém agora ela é polar, pois os vetores tem como resultado um vetor para cima, o ângulo de ligação é de 120° Geometria tetraédrica Exemplo 4: H 2 O O H H u u IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 31 Química A molécula de água tem forma angular, porém se considerarmos os pares de elétrons não ligantes veremos que ela apresenta geometria tetraédrica como mostrado abaixo: O H H O ângulo de ligação entre os hidrogênios é de 104° 30’ e o átomo de oxigênio apresenta hibridação sp3. Exemplo 5: Amônia (NH 3 ) A amônia também é uma molécula polar, pois apresenta µr ≠ 0 e geometria piramidal trigonal se considerarmos apenas as ligações, porém devido à presença do par de elétrons não ligantes podemos dizer que a molécula tem geometria tetraédrica. N H H H u u u N H H H Os ângulos de ligação entre os hidrogênios da amônia são de 107,8° e o átomo de hidrogênio também se encontra hibridizado na forma sp3. Exemplo 6: metano (CH 4 ) O metano apresenta o átomo central hibridizando sp3, você já deve ter percebido que todas as moléculas que apresentam estrutura tetraédrica apresentam a hibridação sp3. A molécula do metano é apolar como é mostrada abaixo. C H H H H O metano tem ângulo de ligação de 109°28’. Esta substância é um gás na temperatura ambiente e é cerca de 20 vezes mais estufa que o CO 2 Geometria bipiramidal trigonal Exemplo 7: Tetrafluoreto de enxofre (SF 4 ) O enxofre pode fazer duas ligações seguindo a regra do octeto, porém devido apresentar a terceria camada ele realiza uma expansão do seu octeto sendo uma das grandes exceções estudadas na aula anterior, sobrando um par de elétrons formando a estrutura chamada de gangorra. S F F F F É fácil perceber que a molécula acima é polar, pois os momentos dipolo dos enxofres das laterais não são anulados. A molécula apresenta forma chamada de Gangorra, porém sua geometria é bipiramidal trigonal e o átomo central apresenta Hibridação sp3d. Outra molécula que apresenta a mesma geometria é o PCl 5 (Pentacloreto de difósforo). P C� C� C� C� C� O composto acima também apresenta geometria bipidamidal trigonal e hibridação sp3d, seu ângulo axial é de 90° e os equatoriais tem valor de 120°. Essa molécula é apolar, pois todos os vetores, momento dipolo, se anulam. Geometria octaédrica Exemplo 8: Hexafluoreto de enxofre. Essa substância é utilizada para encher bolas de tênis, ela é mais densa que o ar. Essa substância é apolar. S F F FF FF O átomo central apresenta hibridação sp3d2 apresentando geometria octaédrica. Outra molécula que também apresenta essa geometria é o tetraflureto de enxofre que está representado a seguir. X e FF F F Desconsiderando os pares de elétrons essa estrutura tem geometria quadrado planar, porém considerando os dois pares de elétrons não ligantes a estrutura apresenta geometria octaédrica, no xenônio também ocorre hibridação sp3d2. Forças Intermoleculares As forças intermoleculares justificam o motivo das substâncias serem sólidas, líquidas ou gasosas na temperatura ambiente, também justificam a volatilidade de alguns líquidos e a diferença de ebulição entre os compostos moleculares. As forças intermoleculares podem ser de 3 tipos diferentes: Dipolo Induzido – Dipolo Induzido, Dipolo – Dipolo e Ligação de Hidrogênio. Dipolo Induzido – Dipolo Induzido (Forças de London) Ocorre entre moléculas apolares e é um força de interação fraca, moléculas pequenas de baixo peso molecular na temperatura ambiente são gases. A interação dipolo induzido é observada quando o composto está nos estados líquido ou sólido. A interação dipolo induzido também é chamada de força de London. A distorção da nuvem eletrônica que promove a atração entre as moléculas, quando a nuvem eletrônica de uma molécula sofre distorção gerando um lado positivo e o outro negativo na própria molécula, a molécula vizinha também distorce a sua nuvem eletrônica gerando uma atração entre as moléculas, porém logo ocorre dissipação da distorção e as moléculas voltam a ter a nuvem eletrônica bem distribuída em torno da molécula. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 32 Química Algumas moléculas apolares podem estar no estado sólido ou líquido, pois apesar de serem apolares o tamanho da molécula permite várias interações entre elas reforçando a proximidade entre as mesmas, porém sólidos formados por moléculas apolares apresentam baixos pontos de fusão e ebulição. Dipolo - Dipolo Ocorre quando entre moléculas polares, onde a região positiva de uma molécula atrai a região negativa da outra. Devido às moléculas já apresentarem polos na molécula esse tipo de interação é mais forte que as Forças de London, logo as substâncias formadas por moléculas pequenas com esse tipo de interação apresentam maiores pontos de fusão e ebulição que as moléculas apolares de pequena massa molar. Observe a molécula de HC, que apresenta eletronegatividade maior no cloro, logo a nuvem eletrônica é distorcida no sentido do cloro tornando este lado negativo e o lado que apresenta o hidrogênio passa a ser positivo pois fica deficiente de elétrons, logo o lado positivo de uma molécula atrai o lado negativo da outra. Ligação de hidrogênio A ligação de hidrogênio ocorre em moléculas que apresentam Hidrogênio (H) Ligado aos elementos flúor, oxigênio ou nitrogênio. A distorção da nuvem eletrônica é tão intensa nas moléculas que apresentam esse tipo de interação que as propriedades físicas, como ponto de fusão e ebulição são muito maiores que nos outros compostos. Os compostos mostrados como exemplo frequentemente são o ácido fluorídrico (HF), a água (H 2 O) e a amônia (NH 3 ). Uma substância que apresenta várias hidroxilas apresentará muitas ligações de hidrogênio, por isso algumas moléculas de substâncias orgânicas apresentam elevada viscosidade. Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx/2016) Compostos contendo enxofre estão presentes, em certo grau, em atmosferas naturais não poluídas, cuja origem pode ser: decomposição de matéria orgânica por bactérias, incêndio de florestas, gases vulcânicos etc. No entanto, em ambientes urbanos e industriais, como resultado da atividade humana, as concentrações desses compostos é alta. Dentre os compostos de enxofre, o dióxido de enxofre (SO 2 ) é considerado o mais prejudicial à saúde, especialmente para pessoas com dificuldade respiratória. Adaptado de BROWN, T.L. et al, Química a Ciência Central. 9ª ed, Ed. Pearson, São Paulo, 2007. Em relação ao composto SO 2 e sua estrutura molecular, pode-se afirmar que se trata de um composto que apresenta A) ligações covalentes polares e estrutura com geometria espacial angular. B) ligações covalentes apolares e estrutura com geometria espacial linear. C) ligações iônicas polares e estrutura com geometria espacial trigonal plana. D) ligações covalentes apolares e estrutura com geometria espacial piramidal. E) ligações iônicas polares e estrutura com geometria espacial linear. 02. (EsPCEx/2014) As substâncias ozônio (O 3 ); dióxido de carbono (CO 2 ); dióxido de enxofre (SO 2 ); água (H 2 O) e cianeto de hidrogênio (HCN) são exemplos que representam moléculas triatômicas. Dentre elas, as que apresentam geometria molecular linear são, apenas, A) cianeto de hidrogênio e dióxido de carbono. B) água e cianeto de hidrogênio. C) ozônio e água. D) dióxido de enxofre e dióxido de carbono. E) ozônio e dióxido de enxofre. 03. (EsPCEx/2010) O íon nitrato (NO 3 –), a molécula de amônia (NH 3 ), a molécula de dióxido de enxofre (SO 2 ) e a molécula de ácido bromídrico(HBr) apresentam, respectivamente, a seguinte geometria: Elemento Químico Número atômico N (Nitrogênio) Z = 7O (Oxigênio) Z = 8 H (Hidrogênio) Z = 1 S (EnxofrE) Z = 16 Br(Bromo) Z = 35 A) piramidal; trigonal plana; linear; angular. B) trigonal plana; piramidal; angular; linear. C) piramidal; trigonal plana; angular; linear. D) trigonal plana; piramidal; trigonal plana; linear. E) piramidal; linear; trigonal plana; tetraédrica. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 33 Química 04. (EsPCEx/2018) Quando ocorre a combustão completa de quaisquer hidrocarbonetos, há a produção dos compostos gás carbônico (CO 2 ) e água (H 2 O). Acerca dessas substâncias afirma-se que: I. as moléculas CO 2 e H 2 O apresentam a mesma geometria molecular; II. a temperatura de ebulição da água é maior que a do CO 2 , pois as moléculas de água na fase líquida se unem por ligação de hidrogênio, interação intermolecular extremamente intensa; III. a molécula de CO 2 é polar e a de água é apolar; IV. a temperatura de fusão do CO 2 é maior que a da água, pois, diferentemente da água, a molécula de CO 2 apresenta fortes interações intermoleculares por apresentar geometria angular; V. o número de oxidação (Nox) do carbono na molécula de CO 2 é +4. Estão corretas apenas as afirmativas A) I, II e IV. D) III e IV. B) II, III e IV. E) II e V. C) I, III e V. 05. (EsPCEx/2015) O carvão e os derivados do petróleo são utilizados como combustíveis para gerar energia para maquinários industriais. A queima destes combustíveis libera grande quantidade de gás carbônico como produto. Em relação ao gás carbônico, são feitas as seguintes afirmativas: I. é um composto covalente de geometria molecular linear; II. apresenta geometria molecular angular e ligações triplas, por possuir um átomo de oxigênio ligado a um carbono; III. é um composto apolar. Das afirmativas apresentadas está(ão) correta(as) A) apenas II. D) apenas II e III. B) apenas I e II. E) todas. C) apenas I e III. 06. (EsPCEx (Aman) 2018) Conversores catalíticos (catalisadores) de automóveis são utilizados para reduzir a emissão de poluentes tóxicos. Poluentes de elevada toxicidade são convertidos a compostos menos tóxicos. Nesses conversores, os gases resultantes da combustão no motor e o ar passam por substâncias catalisadoras. Essas substâncias aceleram, por exemplo, a conversão de monóxido de carbono (CO) em dióxido de carbono (CO 2 ) e a decomposição de óxidos de nitrogênio como o NO, N 2 O e o NO 2 (denominados NOx) em gás nitrogênio (N 2 ) e gás oxigênio (O 2 ). Referente às substâncias citadas no texto e às características de catalisadoras, são feitas as seguintes afirmativas: I. a decomposição catalítica de óxidos de nitrogênio produzindo o gás oxigênio e o gás nitrogênio é classificada como uma reação de oxidorredução; II. o CO 2 é um óxido ácido que, ao reagir com água, forma o ácido carbônico; III. catalisadores são substâncias que iniciam as reações químicas que seriam impossíveis sem eles, aumentando a velocidade e também a energia de ativação da reação; IV. o CO é um óxido básico que, ao reagir com água, forma uma base; V. a molécula do gás carbônico (CO 2 ) apresenta geometria espacial angular. Das afirmativas feitas estão corretas apenas a A) I e II. D) I, III e V. B) II e V. E) II, IV e V. C) III e IV. 07. (EsPCEx/2011) São dadas as Tabelas abaixo. A Tabela I apresenta a correspondência entre as substâncias representadas pelas letras x, m, r e z e suas respectivas temperaturas de ebulição. A Tabela II mostra os elementos químicos (H, F, C, Br e I) e suas respectivas massas atômicas. TABELA I Substância Temperatura de ebulição (°C) x 20 m – 35 r – 67 z – 85 TABELA II Elemento Massa Atômica (u) H-(Hidrogênio) 1 F-(Flúor) 19 C-(Cloro) 35,5 Br-(Bromo) 80 I-(Iodo) 127 Com base nas Tabelas acima, são feitas as seguintes afirmações: I. As substâncias correspondentes a x, m, r e z são, respectivamente, HF, HI, HBr e HC; II. As moléculas de HC, HBr e HI são unidas por forças do tipo pontes ou ligações de hidrogênio; III. Das substâncias em questão, o HI apresenta a maior temperatura de ebulição, tendo em vista possuir a maior massa molar. Das afirmações feitas, está(ão) correta(s) apenas: A) I. B) II. C) III. D) I e III. E) II e III. 08. (EsPCEx/2011) Em uma tabela, são dados 4(quatro) compostos orgânicos, representados pelos algarismos 1, 2, 3 e 4, e seus respectivos pontos de ebulição, à pressão de 1 atm. Esses compostos são propan-1-ol, ácido etanoico, butano e metoxietano, não necessariamente nessa ordem. Composto Ponto de ebulição (°C) 1 – 0,5 2 7,9 3 97,0 4 118,0 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 34 Química Sobre os compostos e a tabela anterior são feitas as seguintes afirmações: I. Os compostos 1, 2, 3 e 4 são respectivamente butano, metoxietano, propan-1-ol e ácido etanoico; II. As moléculas do propan-1-ol, por apresentarem o grupo carboxila em sua estrutura, possuem interações moleculares mais fortes do que as moléculas do ácido etanoico; III. O composto orgânico propan-1-ol é um álcool insolúvel em água, pois suas moléculas fazem ligações predominantemente do tipo dipolo induzido-dipolo induzido; IV. O composto butano tem o menor ponto de ebulição, pois suas moléculas se unem por forças do tipo dipolo induzido-dipolo induzido, que são pouco intensas; V. O composto metoxietano é um éster que apresenta em sua estrutura um átomo de oxigênio. Das afirmações feitas está(ão) corretas: A) apenas I e III. B) apenas I, II e IV. C) apenas I e IV. D) apenas II, III e V. E) todas. 9. (EsPCEx/2009) O dissulfeto de carbono, CS 2 , é um líquido incolor, volátil, que pode ser produzido em erupções vulcânicas. Sobre essa substância, considere as seguintes afirmações: I. A geometria da molécula do dissulfeto de carbono é igual à geometria da molécula da água; II. O dissulfeto de carbono é um líquido totalmente solúvel em água, nas condições ambientes; III. As interações entre as moléculas do dissulfeto de carbono são do tipo dipolo induzido dipolo induzido. Elemento Químico Número atômico C (Carbono) Z = 6 H (Hidrogênio) Z = 1 O (Oxigênio) Z = 8 S (EnxofrE) Z = 16 Das afirmações feitas, está(ão) correta(s) A) apenas III. B) apenas II e III. C) apenas I e II. D) apenas II. E) todas. 10. (EsPCEx) Dado o quadro abaixo: Substância e fase de agregação Momento dipolar resultante da molécula(µr) Angulo de ligação CO 2(s) µ r = 0 180º H 2 O (I) µ r ≠ 0 104º5' NH 3(I) µ r ≠ 0 107º CC 4(I) µ r = 0 109º28' I 2(s) µ r = 0 180º A alternativa que relaciona corretamente a molécula da substância, a polaridade dessa molécula, a forma geométrica dessa molécula e o tipo de força intermolecular dessa substância, nessa ordem, é: A) CO 2 , apolar, linear e dipolo permanente-dipolo permanente B) H 2 O, polar, linear e ligações de hidrogênio C) NH 3 , polar, piramidal e ligações de hidrogênio D) CC 4 , apolar, tetraédrica e ligações de hidrogênio E) I 2 , polar, angular e dipolo induzido-dipolo induzido 11. (Fuvest/2019) A reação de água com ácido clorídrico produz o ânion cloreto e o cátion hidrônio. A estrutura que representa corretamente o cátion hidrônio é A) H H O H D) OH B) H+ E) H H O H C) H H O H 12. (UFRGS/2018) Considerando a geometria molecular de algumas moléculas e íons, assinale a alternativa que lista apenas as espécies com geometria trigonal plana. A) CO 2 , SO 2 , SO 3 B) O 3 , NH 3 , NO– 3 C) NO– 3 , O 3 , CO 2 D) NH 3 , BF 3 , SO 3 E) SO 3 , NO– 3 , BF 3 13. (UPF/2018) O quadro a seguir indica características referentes às substâncias A, B, C e D ao serem testadas em relação à propriedade de condutividade elétrica. Considere: 25º C, 1 atm. A) Na fase sólida, não conduz corrente elétrica, mas, ao se dissolver em água deionizada, conduz a corrente elétrica. B) Líquido que mesmo ao se dissolver em água deionizada não conduz a corrente elétrica. C) Na fase sólida, conduz corrente elétrica. Nãose dissolve em água. D) Na fase sólida, não conduz corrente elétrica, e, ao se dissolver em água deionizada, também não conduz a corrente elétrica. E) Na fase sólida conduz corrente elétrica. 14. Considerando as substâncias etanol, cloreto de sódio, zinco metálico e sacarose, marque a opção que indica a correlação correta entre substância e característica indicada no quadro. A) A – etanol; B – cloreto de sódio; C – sacarose; D – zinco metálico. B) A – cloreto de sódio; B – sacarose; C – zinco metálico; D – etanol. C) A – zinco metálico; B – etanol; C – cloreto de sódio; D – sacarose. D) A – sacarose; B - etanol; C – zinco metálico; D – cloreto de sódio. E) A – cloreto de sódio; B – etanol; C – zinco metálico; D – sacarose. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 35 Química 15. A tabela abaixo relaciona as substâncias às suas aplicações. Substância Aplicação NH 3 Produtos de limpeza. CH 4 Matéria-prima para produção de outros compostos. SO 2 Antisséptico, desinfetante. A alternativa que relaciona as substâncias com a sua geometria molecular é, respectivamente: A) trigonal plana, tetraédrica e angular. B) trigonal plana, piramidal e linear. C) piramidal, tetraédrica e linear. D) piramidal, tetraédrica e angular. E) trigonal plana, piramidal e angular. 16. (Udesc/2015) A tabela periódica dos elementos químicos é, sem dúvida, uma ferramenta bastante útil para prever certas características e propriedades dos elementos químicos. Um exemplo disto é a previsão do comportamento dos átomos e dos compostos químicos por eles formados, ou ainda o porquê de certos átomos serem extremamente reativos, enquanto outros são praticamente inertes. Com base na tabela periódica dos elementos, assinale a alternativa correta. A) Os íons cobalto (2+) possuem 02 (dois) elétrons em sua camada de valência sendo este metal considerado de transição. B) Os metais pertencentes ao grupo 1 formam compostos iônicos com íons fluoreto devido à elevada diferença de eletronegatividade entre estas espécies químicas. C) O raio atômico aumenta de cima para baixo e da esquerda para a direita, sendo que os não metais possuem grandes raios devido a sua eletronegatividade. D) A energia empregada na remoção do elétron da camada de valência dos átomos de césio é maior que nos átomos de cloro, devido à maior eletronegatividade deste último. E) O fósforo pertence ao terceiro período, podendo formar o composto PC3 de geometria trigonal plana. 17. (UFSM/2015) Certamente você já estourou pipoca no micro-ondas ou já aqueceu algum alimento utilizando esse eletrodoméstico. Você sabe como isso ocorre? O micro-ondas emite uma radiação eletromagnética com comprimento de onda maior que o da luz e menor que o das ondas de rádio. À medida que as ondas passam pelas moléculas de água, estas absorvem a radiação e movimentam-se mais rapidamente. Ao colidirem com moléculas vizinhas, transferem a elas parte de sua agitação térmica e, assim, o alimento vai sendo aquecido. Moléculas polares são capazes de absorver as micro-ondas e transformar essa energia em agitação térmica. CISCATO, Carlos A. M.; PEREIRA, Fernando P. Planeta Química. São Paulo: Ática, 2008, p. 89-90. (adaptado) Então, analise as afirmações: I. A molécula de água é polar, pois sua geometria é angular; assim, apresenta capacidade de dissolver substâncias polares, como o sal de cozinha e o óleo utilizados para o cozimento de macarrão, formando uma mistura heterogênea com duas fases distintas; II. A água é uma substância simples, formada por elementos com diferentes valores de eletronegatividade; III. O compartilhamento de elétrons entre os átomos de hidrogênio e oxigênio na molécula de água ocorre através de ligações do tipo covalente; IV. A água apresenta ponto de ebulição (PE) maior que a amônia, pois as forças intermoleculares na água são maiores que na amônia. Estão corretas A) apenas I e II. D) apenas II e IV. B) apenas I e III. E) apenas III e IV. C) apenas II e III. 18. (PUCPR/2015) O ácido fosfórico possui uma ampla gama de utilizações, entre as quais podemos destacar a fabricação de fosfatos e superfosfatos (utilizados como fertilizantes agrícolas), fabricação de produtos para remoção de ferrugem, além de estar presente em refrigerantes do tipo cola, agindo, neste caso, como acidulante (responsável pelo sabor ácido característico). Sobre a unidade elementar do ácido fosfórico são feitas as seguintes afirmações: I. O número de oxidação do fósforo é igual a +5; II. As ligações estabelecidas entre os átomos formadores da molécula de ácido fosfórico são do tipo covalente polar; III. O átomo de fósforo expande sua camada de valência acomodando dez elétrons nesta; IV. A geometria estabelecida ao redor do átomo de fósforo é do tipo piramidal; V. Apresenta apenas forças intermoleculares do tipo dipolo permanente. São corretas: A) I, II e IV apenas. D) I, II e III apenas. B) I, III e IV apenas. E) III, IV e V apenas. C) II, III e V apenas. 19. (UFG/2014) Considerando-se o modelo de repulsão dos pares de elétrons da camada de valência (do inglês, VSEPR), as moléculas que apresentam geometria linear, trigonal plana, piramidal e tetraédrica são, respectivamente, A) SO2 , PF 3 , NH 3 e CH 4 D) CO 2 , PF 3 , NH 3 e CC 4 B) BeH 2 , BF 3 , PF 3 e SiH 4 E) BeH 2 , BF 3 , NH 3 e SF 4 C) SO 2 , BF 3 , PF 3 e CH 4 20. (Mackenzie/2015) Os gases do efeito estufa envolvem a Terra e fazem parte da atmosfera. Estes gases absorvem parte da radiação infravermelha refletida pela superfície terrestre, impedindo que a radiação escape para o espaço e aquecendo a superfície da Terra. Atualmente são seis os gases considerados como causadores do efeito estufa: dióxido de carbono (CO 2 ), metano (CH 4 ), óxido nitroso (N 2 O), clorofluorcarbonetos (CFCs), hidrofluorcarbonetos (HFCs) e hexafluoreto de enxofre (SF 6 ).Segundo o Painel Intergovernamental de mudanças do Clima, o é o principal “culpado” pelo aquecimento global, sendo o gás mais emitido (aproximadamente 77%) pelas atividades humanas. No Brasil, cerca de 75% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento, sendo o principal alvo a ser mitigado pelas políticas públicas. No mundo, as emissões de CO 2 provenientes do desmatamento equivalem a 17% do total. O hexafluoreto de enxofre (SF 6 ) é o gás com maior poder de aquecimento global, sendo 23.900 vezes mais ativo no efeito estufa do que o CO 2 . Em conjunto, os gases fluoretados são responsáveis por das emissões totais de gases do efeito estufa. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_ climaticas/gases_do_efeito_estufa IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 36 Química A respeito dos gases citados no texto, de acordo com a teoria da repulsão dos pares eletrônicos da camada de valência (VSEPR), é correto afirmar que as moléculas Dados: números atômicos (Z) : H = 1, C = 6, N = 7, O = 8, F = 9 e S = 16. A) do metano e do gás carbônico apresentam geometria tetraédrica. B) do óxido nitroso e do gás carbônico apresentam geometria angular. C) do hexafluoreto de enxofre apresentam geometria linear. D) do metano apresentam geometria tetraédrica e as do gás carbônico são lineares. E) do óxido nitroso têm geometria angular e as do metano são lineares. Aulas ?? a ??: Concentração das Soluções e Coeficientes de Solubilidade Coeficiente de solubilidade O coeficiente de solubilidade nos ajuda a entender quanto de um determinado soluto podemos dissolver em uma massa de solvente conhecida, é importante entender que o coeficiente de solubilidade é sensível à variação de temperatura, podendo ser classificado em solubilidade endotérmica (quando ocorre aumento da temperatura aumenta a solubilidadE) e em solubilidade exotérmica (quando ocorre aumento da temperatura e diminui a solubilidadE). As soluções também podem ser classificadas segundo o coeficientede solubilidade em insaturada (quando não atingiu o máximo de soluto possível de dissolver em determinada quantidade de solventE), saturada (quando o coeficiente de solubilidade é atingido) e supersaturada( quando a quantidade de soluto dissolvida é maior que o permitido pelo coeficiente de solubilidadE). Curvas de solubilidade Mostra o estudo gráfico da variação do coeficiente de solubilidade mediante a variação de temperatura. 200 150 100 50 20 40 60 80 100 Temperatura / °C So lu b ili d ad e (g s o lu to / 1 00 g H 2O ) 0 250 KNO 3 NaNO 3 Na 2 SO 4 Pb(NO 3 ) 2 Ce 2 (SO 4 ) 3 KBr KC� NaC� Observações: • As curvas ascendentes são aquelas que com o aumento da temperatura ocorre um aumento da solubilidade. • Os sais que apresentam pontos de inflexão como no sal sulfato de sódio-Na 2 SO 4 , apresentam saída de água do cristal de sais hidratados. • O sulfato de cério Ce 2 (SO 4 ) 3 apresenta solubilidade exotérmica. Aula 07 Medidas de Concentração Concentração Comum C m V = 1 Observação: O índice 1 indica a massa do soluto e V o volume da solução, unidade g/L. Densidade d m V = Observação: A unidade da medida é g/cm3, quando não é observado índice como o m da densidade indica a massa da solução (m = m 1 + m 2 ). Concentração molar ou em quantidade de matéria M n V ou M m M V = = ⋅ 1 1 1 A unidade é mol/L ou molar a concentração molar relaciona a quantidade de partículas do soluto por litro da solução. Título O título é uma relação percentual entre a massa do soluto e a massa da solução. T m m ou T m m m = = + 1 1 1 2 O título tem valor menor que 1 e maior que zero, o título percentual é dado pelo produto do título por 100%. Observação: Existe também o título em volume T V V V v = + 1 1 2 O percentual em volume é utilizado em soluções em que o soluto também é líquido como o álcool de farmácia que tem valores indicativos de 46%, 64% ou 96% em volume de etanol. Partes por milhão 1 1 106 ppm parte partes = Em soluções aquosas podemos dizer que 1ppm = 1mg/L em concentração, pois a densidade da água. Fração molar A fração molar é uma relação percentual em mol do soluto ou do solvente em relação a solução: x n n n ou x n n n 1 1 1 2 2 2 1 2 = + = + IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 37 Química Observação: x 1 + x 2 = 1. A fração molar é uma grandeza admensional. Molalidade w n mol m Kg ou W m M m = ( ) ( ) = ⋅ 1 2 1 1 2 1000 A molalidade indica a quantidade de partículas por Kg de solvente, sua unidade é o molal. Observação: 1 molal = 1mol/Kg. Relação entre as medidas de concentração Relação 1: C = M · M 1 Relação 2: C = 1000 d · T Relação 3: M · M 1 = 1000 d · T Exercícios de Fixação 01. O rótulo de uma garrafa de água mineral apresenta a seguinte descrição: Composição química provável (mg/L): bicarbonato de bário = 0,38; bicarbonato de estrôncio = 0,03; bicarbonato de cálcio = 66,33; bicarbonato de magnésio = 50,18; bicarbonato de potássio = 2,05; bicarbonato de sódio = 3,04; nitrato de sódio = 0,82; cloreto de sódio = 0,35. Características físico-químicas: pH medido a 25 °C = 7,8; temperatura da água na fonte = 18 °C; condutividade elétrica a 25 °C = 1,45 · 10–4 mhos/cm; resíduo de evaporação a 180 °C = 85,00 mg/L; radioatividade na fonte a 20 °C e 760 mm Hg = 15,64 maches. A respeito da água mineral citada, de sua composição e características, são feitas as seguintes afirmativas: I. Esta água apresenta caráter básico nas condições citadas; II. A água mineral citada pode ser classificada como uma solução, em razão da presença de substâncias dissolvidas; III. Todas as substâncias químicas presentes na composição provável apresentada são da função inorgânica sal. Das afirmativas feitas estão corretas: A) apenas II. D) apenas II e III. B) apenas I e II. E) todas. C) apenas I e III. 02. (EsPCEx/2008) Uma garrafa de água mineral tem no seu rótulo a seguinte composição, em mg/L: Bicarbonato 100,0 Magnésio 3,26 Cálcio 22,0 Potássio 2,70 Sódio 8,98 Cloreto 0,73 Nitrato 4,11 Fluoreto 0,34 Sulfato 6,00 Sabe-se que a massa molar do íon sulfato (SO 4 2–) é de 96 g/mol. A quantidade de mols de íons sulfato contida em 16 L dessa água mineral é: A) 25 · 10–3 mols D) 25 · 1023 mols B) 150 · 102 mols E) 6,0 · 1023 mols C) 1 · 10–3 mols 03. (IME/2017) A figura a seguir representa as curvas de solubilidade de duas substâncias A e B. Com base na figura, pode-se afirmar que: A) No ponto 1, as soluções apresentam a mesma temperatura, mas as solubilidades de A e B são diferentes. B) A solução da substância A está supersaturada no ponto 2. C) As soluções são instáveis no ponto 3. D) As curvas de solubilidade não indicam mudanças na estrutura dos solutos. E) A solubilidade da substância B segue o perfil esperado para a solubilidade de gases em água. 04. (EBM-SP/2017) 140 120 100 80 60 40 20 80604020 O conhecimento da solubilidade de sais em água é importante para a realização de atividades em laboratórios e nos procedimentos médicos que envolvam a utilização desses compostos químicos. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 38 Química A dissolução dessas substâncias químicas em água é influenciada pela temperatura, como mostra o gráfico que apresenta as curvas de solubilidade do nitrato de potássio, KNO 3(s) do cromato de potássio K 2 CrO 4(s) , do cloreto de sódio, NaC (s) e do sulfato de cério, Ce(SO 4 ) 2(s) . A análise do gráfico permite afirmar: A) O processo de dissolução dos sais constituídos pelos metais alcalinos, em água, é endotérmico. B) A mistura de 120 g de cromato de potássio com 200 g de água forma uma solução saturada a 60 °C. C) O coeficiente de solubilidade do sulfato de cério aumenta com o aquecimento do sistema aquoso. D) A solubilidade do nitrato de potássio é maior do que a do cromato de potássio a temperatura de 20 °C. E) O nitrato de potássio e o cloreto de sódio apresentam o mesmo coeficiente de solubilidade a 40 °C. 05. (Acafe/2016) O cloreto de potássio é um sal que adicionado ao cloreto de sódio é vendido comercialmente como “sal light”, com baixo teor de sódio. Dezoito gramas de cloreto de potássio estão dissolvidos em 200 g de água e armazenados em um frasco aberto sob temperatura constante de 60 °C. (Considere a solubilidade do cloreto de potássio a 60 °C igual a 45 g/100 g de água.) Qual a massa mínima e aproximada de água que deve ser evaporada para iniciar a cristalização do soluto? A) 160 g B) 120 g C) 40 g D) 80 g 06. (UFPB/2011) O óxido de cálcio apresenta baixa solubilidade em água, como mostrado na tabela abaixo: Temperatura (°C) Solubilidade de CaO em água (mol/L) 10 0,023 80 0,013 Considerando as características das soluções aquosas e as informações da tabela, é correto afirmar: A) Uma solução 0,023 mol/L de CaO a 10 ºC é insaturada. B) Uma solução 0,023 mol/L de CaO a 10 ºC contém excesso de soluto dissolvido. C) Uma solução 0,013 mol/L de CaO a 80 ºC é saturada. D) A dissolução de CaO em água é endotérmica. E) A dissolução de 0,013 mol de CaO em 1 L, a 80 ºC, forma uma solução supersaturada. 07. (IFBA/2018) A solução de hipoclorito de sódio (NaOC) em água é chamada comercialmente de água sanitária. O rótulo de determinada água sanitária apresentou as seguintes informações: Solução = 20% m/m Densidade = 1,10 g/mol Com base nessas informações, a concentração da solução comercial desse NaOC será: A) 1,10 mol/L D) 2,95 mol/L B) 2,00 mol/L E) 3,50 mol/L C) 3,00 mol/L 08. (Unesp/2018) De acordo com o Relatório Anual de 2016 da Qualidade da Água, publicado pela Sabesp, a concentração de cloro na água potável da rede de distribuição deve estar entre 0,2 mg/L, limite mínimo, e 5,0 mg/L, limite máximo. Considerando que a densidade da água potável seja igual à da água pura, calcula-se que o valor médio desses limites, expresso em partes por milhão, seja A) 5,2ppm. B) 18 ppm. C) 2,6 ppm. D) 26 ppm. E) 1,8 ppm. 09. (Enem (Libras)/2017) A ingestão de vitamina C (ou ácido ascórbico; massa molar igual a 176 g/mol) é recomendada para evitar o escorbuto, além de contribuir para a saúde de dentes e gengivas e auxiliar na absorção de ferro pelo organismo. Uma das formas de ingerir ácido ascórbico é por meio dos comprimidos efervescentes, os quais contêm cerca de 0,006 mol de ácido ascórbico por comprimido. Outra possibilidade é o suco de laranja, que contém cerca de 0,07 g de ácido ascórbico para cada 200 mL de suco. O número de litros de suco de laranja que corresponde à quantidade de ácido ascórbico presente em um comprimido efervescente é mais próximo de A) 0,0002 B) 0,03 C) 0,3 D) 1 E) 3 10. (IFPE/2017) Uma forma de tratamento da insuficiência renal é a diálise, que funciona como substituta dos rins, eliminando as substâncias tóxicas e o excesso de água do organismo. Há duas modalidades de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal. Na diálise peritoneal, um cateter é colocado no abdome do paciente, através do qual é introduzida uma solução polieletrolítica. Uma determinada solução para diálise peritoneal apresenta, em cada 100 mL de volume, 4,5 g de glicose (C 6 H 12 O 6 ) e 0,585 g de cloreto de sódio (NaC). Dados: massa molar (g/mol): C = 12, H = 1, O = 16, Na = 23 e C = 35,5. Assinale a alternativa com as concentrações em mol/L da glicose e do cloreto de sódio, respectivamente, na solução para diálise peritoneal descrita. A) 0,25 e 0,10 D) 0,25 e 0,20 B) 0,50 e 0,10 E) 0,20 e 0,50 C) 0,50 e 0,20 11. (Enem (Libras)/2017) Um pediatra prescreveu um medicamento, na forma de suspensão oral, para uma criança pesando 16 kg. De acordo com o receituário, a posologia seria de 2 gotas por kg da criança, em cada dose. Ao adquirir o medicamento em uma farmácia, o responsável pela criança foi informado que o medicamento disponível continha o princípio ativo em uma concentração diferente daquela prescrita pelo médico, conforme mostrado no quadro. Medicamento Concentração do princípio ativo (mg/gotA) Prescrito 5,0 Disponível comercialmente 4,0 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 39 Química Quantas gotas do medicamento adquirido a criança deve ingerir de modo que mantenha a quantidade de princípio ativo receitada? A) 13 B) 26 C) 32 D) 40 E) 128 • Texto para a próxima questão. Disponível em: . O gluconato de cálcio (massa molar = 430 g/mol) é um medicamento destinado principalmente ao tratamento da deficiência de cálcio. Na forma de solução injetável 10%, ou seja, 100 mg/mL, este medicamento é destinado ao tratamento da hipocalcemia aguda. Disponível em: . Adaptado. 12. (Unesp/2017) Considere que a constante de Avogadro seja 6,0 × 1023 mol–1 e que uma pessoa receba uma dose de 10 mL de uma solução injetável de gluconato de cálcio a 10%. O número total de íons Ca2+ que entrará no organismo dessa pessoa após ela receber essa dose será A) 7,1 × 1022. D) 1,4 × 1021. B) 1,0 × 1023. E) 4,3 × 1024. C) 5,5 × 1025. • Texto para a próxima questão. Recentemente as denúncias das Operações da Polícia Federal contra as fraudes em frigoríficos reacenderam os debates sobre o uso de aditivos alimentares e segurança alimentar. Dentre os diversos grupos de aditivos alimentares, estão os acidulantes, definidos pela ANVISA como “substância que aumenta a acidez ou confere um sabor ácido aos alimentos” (ANVISA, Portaria 540/1997). São exemplos de acidulantes o ácido fosfórico, o ácido cítrico e o ácido acético. 13. (IFSul/2017) O vinagre é uma solução de aproximadamente 7% (em massA) de ácido acético, com densidade de 1 g × mL–1. Sabendo-se que a massa molecular desse ácido é 60 g × mol–1, quantos mols de ácido acético tem-se em 2,4 litros desse vinagre? A) 3,4 B) 2,8 C) 0,34 D) 0,28 14. (PUC-RS/2016) Para responder à questão, analise o texto e a estrutura a seguir. Uma das preocupações do Comitê Olímpico Internacional é combater o doping de atletas nas Olimpíadas. Para isso, uma série de análises é realizada rotineiramente com amostras de urina colhidas dos atletas. Nessas análises, uma das substâncias pesquisadas é o THG, que é um esteroide anabolizante. Os métodos de análise são extremamente sensíveis, sendo possível detectar THG em uma concentração tão baixa como 1 ppb (uma parte por bilhão). Isso significa uma concentração em que há um bilionésimo de grama de THG para cada grama de amostra. De acordo com as informações anteriores, assinale a alternativa correta. A) A molécula de THG apresenta grupo hidróxido, o que lhe confere caráter básico. B) A cadeia carbônica do THG é cíclica, ramificada e tem 17 átomos de carbono. C) Uma amostra de urina com 1 ppb de THG tem cerca de 1 bilhão de moléculas de THG. D) Na água pura, com pH 7, a concentração de íons H+ é de 100 ppb. E) O THG apresenta características químicas típicas de cetonas, alcenos e álcoois. 15. (UPE-SSA 2/2016) O glifosfato (C 3 H 8 NO 5 P) é bastante utilizado no cultivo da soja, um dos pilares do agronegócio mundial. Em 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o produto como “provavelmente cancerígeno para seres humanos”, o que causou eventual efervescência no mercado e interferiu na legislação dos países. No Brasil, o limite de glifosfato aceito é de 10 ppm. As concentrações de glifostato, informadas nos rótulos de três produtos comercializados para a cultura da soja, estão indicadas no quadro a seguir: Produto Concentração de glifostato I 480 g/L II 2,80 × 10–4 M III 0,9 g/mL IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 40 Química Considerando que todos os produtos recomendam diluição de 1 para 100 L antes da aplicação na lavoura da soja, está(ão) de acordo com a legislação atual apenas. Dados: C = 12 g/mol; H = 1 g/mol; N = 14 g/mol; O = 16 g/mol; P = 31 g/mol. A) I. D) I e II. B) II. E) II e III. C) III. 16. (UFJF-Pism 2/2016) O ibuprofeno (C 13 H 18 O 2 ) é um fármaco bem conhecido e amplamente utilizado, pertencente à classe dos anti-inflamatórios não esteroidais. Cerca de 90% do ibuprofeno ministrado diariamente é excretado pela urina. Sabendo que um paciente ingeriu cerca de 2400 mg de ibuprofeno/dia qual a concentração (em mol/L) deste fármaco presente na urina de 24 horas cujo volume total foi de aproximadamente 2 L? A) 6,0 × 10–3 D) 1,1 × 10–3 B) 3,2 × 10–3 E) 5,2 × 10–3 C) 2,5 × 10–3 Aulas ?? a ??: Diluição e Mistura de Soluções Diluição C m V m C V i i i i = = 1 1 C m V m C V f f f f = = 1 1 C V C Vi i f f= Juntando os dois segundos membros das equipes, ficamos com: Recipiente com suco concentrado Recipiente com suco diluído 10 mL 50 mL 100 mL 10 mL 50 mL 100 mL A relação anterior também vale para molaridade e título. Mistura de soluções sem reação m F = m 1 + m 2 n F = n 1 + n 2 C F · V F = C 1 · V 1 + C 2 · V 2 M F · V F = M 1 · V 1 + M 2 · V 2 Onde: m = massa (g) C = concentração comum (g/L) V = volume (L) n = número de mols M = concentração molar (mol/L) Aula 08 Titulação A mistura de soluções com reação pode ser de quatro tipos, que são: acidimetria, alcalimetria, volumetria de precipitação e volumetria de oxirredução, o método consiste em analisar uma reação química e na tentativa de balancear o meio igualando o número de mols das duas substâncias que reagem. Exemplo: 50 mL de uma solução de HC de concentração desconhecida foi titulada com 20 mL de uma solução de NaOH de concentração 0,2 mol/L, qual a concentração da solução ácida. 1º Passo: Observar a reação de neutralização: HC (aq) + NaOH (aq) → NaC (aq) + H 2 O () Tendo a equação balanceada teremos: M Ácido · V Ácido = M Base . V Base Assim, substituindo os valores encontramos a concentração desconhecida: M A · 50 mL = 0,2 mol/L · 20 mL, logo a molaridade é M A= 0,08 mol/L Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx) Em uma aula prática de química, o professor forneceu a um grupo de alunos 100 mL de uma solução aquosa de hidróxido de sódio de concentração 1,25 mol · L–1. Em seguida solicitou que os alunos realizassem um procedimento de diluição e transformassem essa solução inicial em uma solução final de concentração 0,05 mol · L–1. Para obtenção da concentração final nessa diluição, o volume de água destilada que deve ser adicionado é de: A) 2400 mL B) 2000 mL C) 1200 mL D) 700 mL E) 200 mL IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 41 Química 02. (EsPCEx) Um químico trabalhando em seu laboratório resolveu preparar uma solução de hidróxido de sódio (NaOH) numa concentração adequada, para posterior utilização em análises titulométricas. Consultando seu estoque verificou a existência de uma solução de NaOH de concentração 0,01 mol · L–1, inadequada a seus propósitos. Para a preparação da solução de NaOH na concentração adequada, pipetou dez mililitros (10 mL) dessa solução aquosa de NaOH estocada e, em seguida, transferiu o volume pipetado para um balão volumétrico de 1000 mL de capacidade, completando seu volume com água pura. Considerando que o experimento ocorreu nas condições de 25 °C e 1 atm e que o hidróxido de sódio se encontrava completamente dissociado, o pH dessa solução resultante final preparada pelo químico será: A) 1 B) 2 C) 8 D) 9 E) 10 03. (EsPCEx/2015) Em análises quantitativas, por meio do conhecimento da concentração de uma das espécies, pode-se determinar a concentração e, por conseguinte, a massa de outra espécie.Um exemplo, é o uso do nitrato de prata (AgNO 3 ) nos ensaios de determinação do teor de íons cloreto, em análises de água mineral. Nesse processo ocorre uma reação entre os íons prata e os íons cloreto,com consequente precipitação de cloreto de prata (AgC) e de outras espécies que podem ser quantificadas.Analogamente, sais que contêm íons cloreto, como o cloreto de sódio (NaC), podem ser usados na determinação quantitativa de íons prata em soluções de AgNO 3 , conforme descreve a equação: Para reagir estequiometricamente, precipitando na forma de AgC, todos os íons prata presentes em 20,0 mL de solução 0,1 mol · L–1 de AgNO 3 (completamente dissociado), a massa necessária de cloreto de sódio será de: Dados: Massas atômicas: Na = 23 u; C = 35,5 u; Ag = 108 u; N = 14 u; O = 16 u A) 0,062 g B) 0,117 g C) 0,258 g D) 0,567 g E) 0,644 g 04. (EsPCEx/2011) Foram misturados 100 mL de solução aquosa 0,5 mol · L–1 de sulfato de potássio (K 2 SO 4 ) com 100 mL de solução aquosa 0,4 mol · L–1 de sulfato de alumínio (A 2 (SO 4 ) 3 ), admitindo-se a solubilidade total das espécies. A concentração em mol · L–1 dos íons sulfato ( SO 4 2–) presentes na solução final: A) 0,28 mol · L–1 B) 0,36 mol · L–1 C) 0,40 mol · L–1 D) 0,63 mol · L–1 E) 0,85 mol · L–1 05. (UCS/2016) A titulação é um processo clássico de análise química quantitativa. Nesse tipo de análise, a quantidade da espécie de interesse pode ser determinada por meio do volume de uma solução de concentração conhecida (denominada titulantE) que foi gasto para reagir completamente com um volume predeterminado de amostra, na presença de um indicador apropriado (denominada titulado). A titulação de 50 mL de uma solução aquosa de ácido clorídrico, com uma solução aquosa de hidróxido de sódio de concentração molar igual a 0,1 mol/L utilizando fenolftaleína como indicador, está representada no gráfico a seguir. Considerando as informações do enunciado e do gráfico, assinale a alternativa correta. A) O número de mols do ácido, no ponto indicado pela seta, é duas vezes maior que o número de mols da base. B) O pH do meio torna-se ácido após a adição de 30 mL de titulante. C) A concentração molar do ácido é igual a 0,05 mol/L. D) O titulado torna-se incolor ao término da análise. E) O sal formado durante a titulação sofre hidrólise básica. 06. (PUC-RJ/2016) Uma solução aquosa de nitrato de prata (0,050 mol · L–1) é usada para se determinar, por titulação, a concentração de cloreto em uma amostra aquosa. Exatos 10,00 mL da solução titulante foram requeridos para reagir com os íons C– presentes em 50,00 mL de amostra. Assinale a concentração, em mol · L–1, de cloreto, considerando que nenhum outro íon na solução da amostra reagiria com o titulante. Dado: Ag+ (aq) + C– (aq) → AgC (s) A) 0,005 D) 0,050 B) 0,010 E) 0,100 C) 0,025 07. (PUC-PR/2015) O hidróxido de cálcio – Ca(OH) 2 –, também conhecido como cal hidratada ou cal extinta, trata-se de um importante insumo utilizado na indústria da construção civil. Para verificar o grau de pureza (em massA) de uma amostra de hidróxido de cálcio, um laboratorista pesou 5,0 gramas deste e dissolveu completamente em 200 mL de solução de ácido clorídrico 1 mol/L. O excesso de ácido foi titulado com uma solução de hidróxido de sódio 0,5 mol/L na presença de fenolftaleína, sendo gastos 200 mL até completa neutralização. O grau de pureza da amostra analisada, expresso em porcentagem em massa, é de: A) 78% B) 82% C) 86% D) 90% E) 74% IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 42 Química 08. (Udesc/2015) Considere a determinação da capacidade antiácida de um medicamento cujo princípio ativo é carbonato de sódio, que pode ser feita pela reação com ácido clorídrico. Um comprimido de 1,8656 g foi triturado e dissolvido em água, necessitando de 22,0 mL de HC 0,400 mol/L–1 para ser completamente neutralizado. Assinale a alternativa que corresponde à porcentagem em massa de carbonato de sódio no comprimido. A) 12,50% D) 14,15% B) 19,57% E) 50,00% C) 25,00% 09. (Mackenzie/2014) Na neutralização de 30 mL de uma solução de soda cáustica (hidróxido de sódio comercial), foram gastos 20 mL de uma solução 0,5 mol/L de ácido sulfúrico, até a mudança de coloração de um indicador ácido-base adequado para a faixa de pH do ponto de viragem desse processo. Desse modo, é correto afirmar que as concentrações molares da amostra de soda cáustica e do sal formado nessa reação de neutralização são, respectivamente, A) 0,01 mol/L e 0,20 mol/L. B) 0,01 mol/L e 0,02 mol/L. C) 0,02 mol/L e 0,02 mol/L. D) 0,66 mol/L e 0,20 mol/L. E) 0,66 mol/L e 0,02 mol/L. 10. (Fatec/2014) Uma indústria compra soda cáustica com teor de pureza de 80% em NaOH. Antes de mandar o material para o estoque, chama o técnico em Química para verificar se a informação procede. No laboratório, ele dissolve 1 g do material em água, obtendo 10 mL de solução. Utilizando um indicador apropriado, realiza uma titulação, gastando 20 mL de HC, a 0,5 mol/L. Dados: Massas molares (g/mol): NaOH = 40 e HC = 36,5 Reação: NaOH + HC → NaC + H 2 O Sobre o resultado da titulação, é correto afirmar que a informação A) não procede, pois o grau de pureza é de 40%. B) não procede, pois o grau de pureza é de 60%. C) procede, pois o grau de pureza é de 80%. D) procede, pois o teor de impurezas é de 80%. E) procede, pois o teor de impurezas é de 40%. 11. (EsPCEx (Aman)/2013) Uma amostra de 5 g de hidróxido de sódio (NaOH) impuro foi dissolvida em água suficiente para formar 1 L de solução. Uma alíquota de 10 mL dessa solução aquosa consumiu, numa titulação, 20 mL de solução aquosa de ácido clorídrico (HC) de concentração igual a 0,05 mol · L–1. Admitindo-se que as impurezas do NaOH não reagiram com nenhuma substância presente no meio reacional, o grau de pureza, em porcentagem, de NaOH na amostra é Dados: Elemento químico Na (Sódio) H (Hidrogênio) O (Oxigênio) C (Cloro) Massa atômica 23 u 1 u 16 u 35,5 u A) 10% D) 65% B) 25% E) 80% C) 40% 12. (UFF/2012) Uma amostra de oxalato de sódio puro, pesando 0,268 g, é dissolvida em água. Adiciona-se ácido sulfúrico e a solução é titulada a 70 °C, requerendo 40,00 mL de uma solução de permanganato de potássio. O ponto final da titulação é ultrapassado e uma titulação do excessoé realizada, gastando-se para a operação 5,00 mL de solução de ácido oxálico 0,2 mol/L. A reação que se processa, não balanceada, é: C 2 O 4 = + MnO 4 – + H+ → Mn2+ + CO 2 + H 2 O Pode-se afirmar que a molaridade da solução de permanganato de potássio é: Dados: C = 12; O = 16; Na = 23. A) 0,01 B) 0,02 C) 0,03 D) 0,05 E) 0,08 13. (Fatec/2006) Ácido cítrico reage com hidróxido de sódio segundo a equação: H2C C O OH HOC C O OH + 3 NaOH � 3 H 2 O + H2C C O OH H2C C O ONa HOC C O ONa H2C C O ONa ácido cítrico citrato de sódio Considere que a acidez de um certo suco de laranja provenha apenas do ácido cítrico. Uma alíquota de 5,0 mL desse suco foi titulada com NaOH 0,1 mol/L, consumindo-se 6,0 mL da solução básica para completa neutralização da amostra analisada. Levando em conta estas informações e a equação química apresentada, é correto afirmar que a concentração de ácido cítrico no referido suco, em mol/L, é: A) 2,0 × 10–4 B) 6,0 × 10–4 C) 1,0 × 10–2 D) 1,2 × 10–2 E) 4,0 × 10–2 14. (UFU/2001) Soluções aquosas de HC e de CH 3 COOH, ambos em concentração 0,1 mol/L, apresentam [H+] livre iguais a 0,1 e 1,34 × 10–3 mol/L, respectivamente. Para a neutralização completa de 10 mL das soluções de HC e de CH 3 COOH com solução de NaOH 0,05 mol/L, serão gastos, respectivamente, A) 20 mL e 0,268 mL. B) 20 mL e 20 mL. C) 10 mL e 1,07 mL. D) 5 mL e 0,268 mL. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 43 Química Aulas ?? a ??: Equilíbrio Químico e Princípio de Le Chatelier Noção de equilíbrio químico Quando um processo alcança o equilíbrio químico, as velocidades de suas reações direta e inversa se igualam, e as concentrações dos componentes se tornam constantes com o tempo. Pode-se escrever: V direta = V inversa Quando se observa uma reação que alcançou o equilíbrio, tem-se a impressão que a reação cessou, parou de ocorrer. Na verdade, a reação não cessa, e sim, iguala a velocidade da reação direta com a inversa. Os equilíbrios químicos são classificados em: • homogêneos: quando todos os componentes formam um sistema homogêneo (uma única fasE). • heterogêneos: ocorre quando os componentes da reação estão em fases distintas, constituindo um sistema heterogêneo. Constante de equilíbrio Seja a reação genérica (suposta elementar) abaixo: aA bB nN mMg g direta inversa g g( ) ( ) ( ) ( )+ →← + A reação direta tem velocidade: V dir = k d · [A]a [B]b E a reação inversa tem velocidade: V inv = k i · [N]n [M]m Como no equilíbrio V dir = V inv (item anterior), então: k d · [A]a · [B]b = k i · [N]n [M]m Rearranjando, temos: k k N M A B d i n m a b= [ ] ⋅[ ] [ ] ⋅ [ ] A razão k k d i é também constante, conhecida por k c (constante de equilíbrio em função das concentrações). Logo, k N M A B c n m a b== [ ] ⋅[ ] [ ] ⋅ [ ] , onde [ ] é a concentração em mol/L. Aula 09 Atenção: Em equilíbrios envolvendo gases (onde encontramos a maior parte dos exemplos), a constante de equilíbrio é às vezes expressa em termos das pressões parciais dos componentes gasosos. Essa constante é conhecida como k p . k P P P P p N n M m A a B b= ( ) ⋅ ( ) ( ) ⋅ ( ) onde P x é a pressão parcial do componente gasoso. Relação entre kp e kc k k RTp c n= ⋅( )∆ Onde: R = 0,082 atm ⋅ L/mol ⋅ K (constante universal dos gases) Dn = (n + m) – (a + b) = variação do número de moles T = t(ºC) + 273 (Temperatura em Kelvin) (coeficientes) gasosos. Observações: • Não entram na expressão de k c as substâncias na fase sólida, os líquidos puros e o solvente. • Na expressão do k p , só entram os gases do equilíbrio. • k p e k c só variam se a temperatura variar. • Chama-se quociente reacional (Q) à relação calculada usando-se a mesma expressão da constante de equilíbrio k sem a necessidade do sistema estar em equilíbrio. Comparando-se os valores, temos: – Se Q = k: o sistema em questão já se encontra em equilíbrio. – Se Q k: o sistema deve tender aos reagentes a fim de atingir o equilíbrio. Operações com a constante de equilíbrio • Ao se multiplicar uma equação química por um número n, a constante ficará elevada a n. • Ao se inverter uma equação química, a constante também será invertida. • Ao somarmos duas ou mais equações, a constante da equação resultante será o produto das constantes das equações somadas. Cálculos com equilíbrio Grau de equilíbrio (a) Um importante conceito para os cálculos com equilíbrio é o grau de equilíbrio, simbolizado por a (alfA): a = nº de moles que reagiram até atingir o equilíbrio nº de moles iniciais de reagentes Obviamente, 0é aumentada (ou o seu volume é reduzido) o princípio de Le Chatelier sugere que o equilíbrio se desloque de modo a tentar reduzir novamente a pressão, ou seja, que o equilíbrio se desloque para o lado que exerça menor pressão. O lado (direito ou esquerdo) que exerce menor pressão é que possui menor número de moles gasosos (dados pelos coeficientes). Assim, fica a regra: o aumento da pressão por redução do volume desloca o equilíbrio para o lado de menor número de moles gasosos, ou ainda, de menor volume gasoso (basta contar os coeficientes gasosos em ambos os lados da reação). Veja o exemplo: N 2(g) + 3 H 2(g) 2 NH 3(g) Nessa situação, o aumento de pressão por redução de volume desloca o equilíbrio para a direita, favorecendo a formação de produtos, pois há 4 moles de gás nos reagentes e apenas 2 moles de gás nos produtos. Adição de gás inerte A adição de um gás inerte a um sistema gasoso eleva a pressão total do sistema, mas diminui na mesma proporção a fração molar dos componentes da reação. Pela expressão P parcial = X gás ⋅ P total , percebe-se que essa operação não altera as pressões parciais dos componentes da reação. Como as pressões parciais são utilizadas para calcular o quociente reacional Q, o sistema nem chega a sair do equilíbrio, pois o valor de Q não se diferencia do valor de k. Assim, a posição de equilíbrio não é modificada. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 45 Química Uso de catalisador O uso de um catalisador aumenta a velocidade de uma reação, faz com que o equilíbrio seja alcançado em um tempo menor, mas não altera a posição de equilíbrio, pois o catalisador acelera as reações direta e inversa na mesma proporção. Veja a curva de consumo de um reagente em um processo catalisado e não catalisado. Reação não catalisada Tempo C on ce nt ra çã o do r ea ge nt e Reação catalisada Exercícios de Fixação 01. Os corais fixam-se sobre uma base de carbonato de cálcio (CaCO 3 ), produzido por eles mesmos. O carbonato de cálcio em contato com a água do mar e com o gás carbônico dissolvido pode estabelecer o seguinte equilíbrio químico para a formação do hidrogenocarbonato de cálcio: CaCO 3(s) + CO 2(g) + H 2 O () Ca(HCO 3 ) 2(aq) Considerando um sistema fechado onde ocorre o equilíbrio químico da reação mostrada, assinale a alternativa correta. A) Um aumento na concentração de carbonato causará um deslocamento do equilíbrio no sentido inverso da reação, no sentido dos reagentes. B) A diminuição da concentração do gás carbônico não causará o deslocamento do equilíbrio químico da reação. C) Um aumento na concentração do gás carbônico causará um deslocamento do equilíbrio no sentido direto da reação, o de formação do produto. D) Um aumento na concentração de carbonato causará, simultaneamente, um deslocamento do equilíbrio nos dois sentidos da reação. E) Um aumento na concentração do gás carbônico causará um deslocamento do equilíbrio no sentido inverso da reação, no sentido dos reagentes. 02. (EsPCEx/2012) Considere a seguinte reação química em equilíbrio num sistema fechado a uma temperatura constante: 1H 2 O (g) + 1 C (s) + 31,4 kcal 1 CO (g) + 1 H 2(g) A respeito dessa reação, são feitas as seguintes afirmações: I. A reação direta trata-se de um processo exotérmico; II. O denominador da expressão da constante de equilíbrio em termos de concentração molar (k C ) é igual a [H 2 O] · [C]; III. Se for adicionado mais monóxido de carbono (CO (g) ) ao meio reacional, o equilíbrio será deslocado para a esquerda, no sentido dos reagentes; IV. O aumento na pressão total sobre esse sistema não provoca deslocamento de equilíbrio. Das afirmações feitas, utilizando os dados anteriores, está(ão) correta(s): A) Todas. D) Apenas III. B) Apenas I e II. E) Apenas IV. C) Apenas II e IV. 03. (UFG/2014) As reações a seguir são fundamentais para o equilíbrio ácido-base em mamíferos. CO 2 + H 2 O H 2 CO 3 H+ + HCO 3 – Com base nessas reações, conclui-se que um primata, introduzido em uma atmosfera rica em CO 2 , após a absorção desse gás, apresentará, como resposta fisiológica imediata, uma A) hiperventilação devido à resposta bulbar decorrente do aumento da concentração de íons H+ no líquido intracelular. B) hiperventilação devido à resposta renal decorrente do aumento da concentração de íons HCO 3 – no ultrafiltrado glomerular. C) hipoventilação devido à resposta bulbar decorrente do aumento da concentração de H 2 CO 3 no líquido intracelular. D) hipoventilação devido à resposta pulmonar decorrente do aumento da concentração de HCO 3 – nos alvéolos. E) hipoventilação devido à resposta renal decorrente do aumento H+ no ultrafiltrado glomerular. 04. (FMP/2018) O galinho do tempo é um bibelô, na forma de um pequeno galo, que, dependendo das condições meteorológicas daquele instante, pode mudar de cor, passando de azul para rosa e vice-versa. O íon [CoC 4 ] (aq) 2– apresenta cor azul e o íon [Co(H 2 O) 6 ] aq) 2– apresenta cor rosa. A equação envolvida nesse processo é representada por [CoC 4 ] (aq) 2– + 6 H 2 O () [Co(H 2 O) 6 ] (aq) 2+ + 4 C– (aq) Segundo o princípio de Le Chatelier, a cor do “galinho” em um dia de sol e a expressão da constante de equilíbrio de ionização são, respectivamente, A) azul e K CoC Co H O C = [ ] [ ] ⋅ − + − 4 2 2 6 2 4 ( ) B) azul e K Co H O C CoC = [ ] ⋅ [ ] + − − ( )2 6 2 4 4 2 C) rosa e K CoC H O Co H O C = [ ] ⋅[ ] [ ] ⋅ − + − 4 2 2 6 2 6 2 4 ( ) D) rosa e K Co H O C CoC H O = [ ] ⋅ [ ] ⋅[ ] + − − ( )2 6 2 4 4 2 2 6 E) azul e K Co H O C CoC H O = [ ] ⋅ [ ] ⋅[ ] + − − ( )2 6 2 4 4 2 2 6 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 46 Química 05. (UFJF-Pism 3/2017) Considere os seguintes equilíbrios que envolvem CO 2(g) e suas constantes de equilíbrio correspondentes: CO CO O K CO O CO K 2 2 1 2 2 2 1 2 2 2 (g) (g) (g) (g) (g) (g) + + Marque a alternativa que correlaciona as duas constantes de equilíbrio das duas reações anteriores. A) K 2 = 1/(K 1 )2 D) K 2 = 1/K 1 B) K 2 = (K 1 )2 E) K 2 = (K 1 )1/2 C) K 2 = K 1 06. (Fac. Albert Einstein – Medicin/2017) O trióxido de enxofre (SO 3 ) é obtido a partir da reação do dióxido de enxofre (SO 2 ) com o gás oxigênio (O 2 ) representada pelo equilíbrio a seguir. 2SO 2(g) + O 2(g) 2SO 3(g) DHθ = –198 kJ A constante de equilíbrio, k C para esse processo a 1000 °C é igual a 280. A respeito dessa reação, foram feitas as seguintes afirmações: I. A constante de equilíbrio da síntese do SO 3 a 200 °C deve ser menor que 280; II. Se na condição de equilíbrio a 1000 °C a concentração de O 2 é de 0,1 mol · L–1 e a concentração de é de SO 2 então a concentração de 0,01 mol · L–1, é de 2,8 mol · L–1; III. Se, atingida a condição de equilíbrio, o volume do recipiente for reduzido sem alteração na temperatura, não haverá alteração no valor da constante de equilíbrio, mas haverá aumento no rendimento de formação do SO 3 ; IV. Essa é uma reação de oxirredução, em que o dióxido de enxofre é o agente redutor. Estão corretas apenas as afirmações: A) II e IV. B) I e III. C) I e IV. D) III e IV. 07. (UFRGS/2017) Observe a figura abaixo, sobre o perfil de energia de uma reação em fase gasosa. Considere as seguintes afirmações a respeito dessa reação. I. A posição de equilíbrio é deslocada a favor dos produtos, sob aumento de temperatura; II. A posição de equilíbrio é deslocada a favor dos reagentes, sob aumento de pressão; III. A velocidade da reação inversa aumenta com a temperatura. Quais estão corretas? A) Apenas I. D) Apenas I e II. B) Apenas II. E) I, II e III. C) Apenas III. 08. (Acafe/2017) Considere os seguintes equilíbrios químicos hipotéticos e suas respectivasconstantes de equilíbrio (k) sob temperatura de 400 K. AB A A (g) (g) (g) (g) (g) (g) (g) (g) 3 4 2 2 3 2 2 3 2 4 + ↔ + ↔ + + BC AB C K B AB K B I II CC AB C K C BC K g III IV 2 4 2 2 2 2 ( ) (g) (g) (g) (g)B ↔ + ↔ Com base nas informações fornecidas e nos conceitos químicos, assinale a alternativa que melhor representa o valor de K IV . A) K K K K IV III I II = ⋅2 C) K K K K IV III I II = +2 B) K K K K IV III I II = ⋅( )2 D) K K K K IV III I II = +( )2 09. (PUC-SP/2017) Uma das reações utilizadas para a demonstração de deslocamento de equilíbrio, devido à mudança de cor, é a representada pela equação a seguir: 2 24 2 2 7 2 2CrO H Cr O H Oaq aq aq( ) ( ) ( ) ( ) − + −+ + sendo que, o cromato (Cr 2 O 7 2–) possui cor amarela e o dicromato possui cor alaranjada. Sobre esse equilíbrio foram feitas as seguintes afirmações: I. A adição de HC provoca o deslocamento do equilíbrio para a direita; II. A adição de NaOH resulta na cor alaranjada da solução; III. A adição de HC provoca o efeito do íon comum; IV. A adição de dicromato de potássio não desloca o equilíbrio. As afirmações corretas são: A) I e II. B) II e IV. C) I e III. D) III e IV. 10. (IME/2017) Considere a reação, em equilíbrio, de produção do alvejante gasoso dióxido de cloro, que ocorre em um sistema reacional: C 2(g) + 2 NaCO 2(s) 2CO 2(g) + 2NaC (s) Nessa situação, assinale a alternativa correta. A) A adição de mais clorito de sódio ao sistema desloca o equilíbrio da reação, de forma a produzir mais alvejante gasoso. B) A razão entre as constantes de equilíbrio k P /k C é igual a 0,0820568 · T, em que T é a temperatura do sistema reacional, medida em Kelvin. C) A retirada parcial de cloreto de sódio do sistema desloca o equilíbrio da reação, de forma a produzir menos alvejante gasoso. D) A constante de equilíbrio k P é igual à constante de equilíbrio k C . E) Para duas diferentes temperaturas do sistema reacional, desde que elevadas e compatíveis com a manutenção do equilíbrio, o valor numérico da constante de equilíbrio k P é o mesmo, mantendo inalterada a produção de alvejante gasoso. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 47 Química 11. (PUC-SP/2017) Durante uma transformação química as concentrações das substâncias participantes foram determinadas ao longo do tempo. O gráfico a seguir resume os dados obtidos ao longo do experimento. A respeito do experimento, foram feitas algumas afirmações: I. A e B são reagentes e C é o produto da reação estudada; II. A reação química estudada é corretamente representada pela equação: B + 2C → A; III. Não houve consumo completo dos reagentes, sendo atingido o equilíbrio químico; IV. A constante de equilíbrio dessa reação, no sentido da formação de A, nas condições do experimento é menor do que 1. Estão corretas apenas as afirmações: A) I e IV. B) II e III. C) II e IV. D) III e IV. • Texto para a próxima questão. O estireno, matéria-prima indispensável para a produção do poliestireno, é obtido industrialmente pela desidrogenação catalítica do etilbenzeno, que se dá por meio do seguinte equilíbrio químico: 12. (Unesp/2017) Analisando-se a equação de obtenção do estireno e considerando o princípio de Le Chatelier, é correto afirmar que: A) A entalpia da reação aumenta com o emprego do catalisador. B) A entalpia da reação diminui com o emprego do catalisador. C) O aumento de temperatura favorece a formação de estireno. D) O aumento de pressão não interfere na formação de estireno. E) O aumento de temperatura não interfere na formação de estireno. 13. (Udesc/2016) Cinética química é a parte da Química que estuda a velocidade das reações, a influência das concentrações de produtos e os reagentes na velocidade, assim como a influência de outros fatores, como temperatura, presença de catalisador, inibidor etc. Em Termodinâmica, estuda-se o equilíbrio entre espécies químicas em uma reação, assim como fatores que influenciam o deslocamento desse equilíbrio, que podem ser variados de forma a maximizar ou minimizar a obtenção de um determinado composto. Sobre essas duas importantes áreas da Química, analise as proposições. I. A influência da concentração dos reagentes sobre a velocidade de uma reação é dada pela sua lei de velocidade, que é uma expressão matemática que sempre envolve a concentração de todos os reagentes, cada um elevado ao seu coeficiente estequiométrico; II. A posição de um dado equilíbrio químico – o lado para o qual ele se encontra majoritariamente deslocado – pode ser deduzida a partir da lei de velocidade para qualquer equilíbrio químico; III. Reações lentas são reações necessariamente deslocadas para os reagentes. Já reações rápidas se processam com consumo total dos reagentes e de maneira quase imediata; IV. À pressão constante, o aumento da temperatura tem sempre uma influência de aumentar a velocidade de uma reação, mas o efeito desse aumento sobre o deslocamento do equilíbrio depende, primordialmente, da variação de entalpia para a reação na faixa de temperatura avaliada. V. Tempo de meia vida é o tempo necessário para que a concentração de um reagente caia a metade de seu valor inicial, correspondendo ao tempo de equilíbrio da reação, que é definido como o tempo necessário para que metade dos produtos se transforme em reagente. Assinale a alternativa correta. A) Somente a afirmativa III é verdadeira. B) Somente a afirmativa IV é verdadeira. C) Somente as afirmativas I e V são verdadeiras. D) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. E) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras. 14. (ITA/2016) Quantidades iguais de H 2(g) e I 2(g) foram colocadas em um frasco, com todo o sistema à temperatura T, resultando na pressão total de 1 bar. Verificou-se que a produção de HI (g) cuja pressão parcial foi de 22,8 kPa. Assinale a alternativa que apresenta o valor que mais se aproxima do valor correto da constante de equilíbrio desta reação. A) 0,295 D) 0,590 B) 0,350 E) 0,700 C) 0,490 Aulas ?? a ??: Equilíbrio Iônico da Água Equilíbrio Iônico da Água A água sofre uma reação chamada autoionização. Ela ocorre em pequena escala, pois, a cada 500 milhões de moléculas, apenas uma sofre autoionização. A reação é: 2 32H O H O OHaq aq( ) ( ) + −+ ou simplificadamente: H O H OHaq aq2 ( ) ( ) + −+ Aula 10 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 48 Química A constante de equilíbrio K c é expressa por: K H OH H O K H O H OH k H OHw= ⋅ ⇒ ⋅ = ⋅ ⇒ = ⋅ + − + − + −[ ] [ ] [ ] [ ] [ ] [ ] 2 2 Veja que [H 2 O] é incorporada à constante de equilíbrio K c , gerando uma nova constante, K w . Isto ocorre porque nos equilíbrios em solução aquosa, a [H 2 O] é praticamente constante (≈ 55,6 mol/L). Então, a 25°C: K H OH a Cc = ⋅ = ⋅ °+ − −1 0 10 2514, . Observe que K w (w = water = água, em inglês), como toda constante de equilíbrio, depende da temperatura. Logo, o valor de K w = 1,0·10–14 somente pode ser usado em temperatura de 25 ºC. Caso a temperatura seja omitida nos enunciados das questões, aceitaremos que o problema esteja sob temperatura de 25 °C. Desenvolveremos nosso estudo sob temperatura de 25 ºC. Assim, podemos dividir os sistemas em três categorias: • Em soluções neutras, temos [H+] = [OH–]. Como K w = [H+] . [OH–] = 1,0 . 10–14 ⇒ [H+] = [OH–] = 10–7 mol/L • Em soluções ácidas, temos [H+] > [OH–]. Logo: [H+] >10–7 e [OH–] 10–7 mol/L Para se evitar o uso de potências negativas de 10, criou-se, há cerca de 100 anos, o conceito de pH (também chamado de potencial hidrogeniônico) e pOH (também chamado de potencial hidroxiliônico). Assim, teremos: pH = –log[H+] e pOH = –log[OH–] Atualmente, o conceito está ampliado: qualquer grandeza X que seja expressa em potências negativas de 10 pode ter seupX calculado da mesma forma que se fez em pH e pOH. Assim, podemos utilizar pK w , e mais adiante, pK a e pK b . Perceba que, se [H+] = 10–n M, tem-se pH = n. Resumidamente, temos: [H+ OH– pH pOH Solução neuTra = 10–7M = 10–7M = 7 = 7 solução ácida > 10–7M 10–7M > 7 > 7 Observação: 1) Como podemos demonstrar, o valor da soma pH + pOH é igual a 14, sob temperatura de 25 ºC. A demonstração é feita utilizando-se a relação K w = [H+] · [OH–] = 1,0 · 10–14 e aplicando-se a função logaritmo na expressão anterior. Peça ao seu professor para finalizar esse raciocínio. 2) Quanto mais ácida uma solução, menor o seu valor de pH. O aumento de pH sugere um aumento de basicidade e diminuição de acidez. 3) Alguns produtos de uso cotidiano têm valores de pH bem definidos: o amoníaco (pH perto de 11), o leite de magnésia (em torno de 10) e água sanitária (pH próximo de 9) são alcalinos, enquanto que o leite de vaca (pH cerca de 6,6) e o vinagre (pH 3) são produtos ácidos. Veja a figura a seguir. Aumento de basicídade solução 0,1M de ácido muriático (HCI) água pura leite de magnésia solução 0,1M de soda cáustica (NaOH) Escala de pH (a 25ºC) vinagre leite de vaca água sanitária amoníaco Aumento de acidez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Ácidos e bases; KA e KB; lei de diluição Ionização de ácidos Ácidos são espécies químicas que, em solução aquosa, ionizam-se e liberam como único cátion o íon H 3 O+. Alguns ácidos são fortes, ou seja, ionizam-se completamente (100%). Outros, como o HCN, são ácidos fracos e forma-se um equilíbrio entre as moléculas que se ionizaram com as que não se ionizaram. A equação química é: HCN (aq) + H 2 O () H 3 O+ (aq) + CN– (aq) A constante que expressa esse equilíbrio é dada por: K H O CN HCN H O c = ⋅ [ ]⋅[ ] + − 3 2 Lembrando que [H 2 O] é praticamente constante nos equilíbrios em solução aquosa, e chamando [H 3 O+] simplesmente por [H+], temos: K H O H CN HCN c ⋅ [ ] = ⋅ [ ] + − 2 Como o produto de duas constantes, K c · [H 2 O], também é constante, a constante de equilíbrio será finalmente chamada de K a (constante de acidez ou de ionização): K H CN HCN a = ⋅ [ ] + − Note que, quanto mais forte um ácido, mais ionizado ele deve ser e maior o valor da constante Ka (o que também significa menor valor de pK A ). Observação: Para o caso de ácidos polipróticos (com mais de um hidrogênio ionizável), a ionização ocorre em etapas, e é mais fraca para cada etapa subsequente. Veja o exemplo do ácido fosfórico: H PO H O H O H POaq aq aq3 4 2 3 2 4( ) ( ) ( ) ( )+ ++ − K a1 = 2 · 10−3 H PO H O H O H POaq aq aq2 4 2 3 2 4 2 ( ) ( ) ( ) ( ) − + −+ + K a2 = 6 · 10−8 HPO H O H O POaq aq aq4 2 2 3 4 3 ( ) ( ) ( ) ( ) − + −+ + K a3 = 1 · 10−13 Perceba que ka 1 > ka 2 > ka 3 . IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 49 Química Ionização de bases As bases, formadas por ligações iônicas se dissociam completamente em solução aquosa. Outras se ionizam, segundo a teoria ácido-base de Bronsted-Lowry, gerando íons OH–. Veja o exemplo de NH 3 : NH H O NH OHaq aq aq3 2 4( ) ( ) ( ) ( )+ ++ − Seguindo o mesmo desenvolvimento realizado para os ácidos, as bases fracas devem possuir uma constante de ionização K b , expressa por: K NH OH NH b = ⋅ [ ] + − 4 3 Da mesma forma que o raciocínio anterior para os ácidos, podemos afirmar que, quanto mais forte a base, mais a própria se ioniza e maior o valor de K b . Lei da diluição de Ostwald É a equação que, matematicamente, expressa a relação entre a constante de equilíbrio K (K a ou K B ) com o grau de ionização a e com a concentração molar do ácido ou da base. Sua dedução faz uso da tabela estequiométrica de equilíbrio (como exemplo, usaremos a ionização do ácido). Imagine uma solução contendo n moles de um ácido fraco HA, num volume total de solução de V litros, onde o ácido apresenta grau de ionização a. Veja: HA H+ + A– No início n – – Reação / Formação – x +x +x No equilíbrio (n – x) +x +x O valor de x pode ser eliminado em função do grau de ionização: α α= ⇒ = ⋅ x n x n A constante de equilíbrio K a pode ser expressa por: K H A HA n V n V n n V Ka a= ⋅ [ ] = ⋅ ⋅ ⋅ − ⋅ ⇒ = + − α α α nn V ⋅ ⋅ −( ) α α 2 1 A relação (n/V) é a concentração molar do ácido. Como a dedução é feita para ionizações de ácidos, mas pode ser usada também em ionizações de bases, usaremos simplesmente k. Portanto: k = ⋅ −( ) � α α 2 1 A expressão ainda pode ser simplificada. Como trabalharemos com ácidos e bases fracas, o grau de ionização a é muito pequeno (não supera 10%) e o termo (1 – a) é praticamente igual a 1. Assim: k = ⋅� α2 A expressão anterior é a Lei da Diluição de Ostwald e pode ser utilizada tanto em questões teóricas como em questões envolvendo cálculos. Efeito do íon comum Um equilíbrio de ionização de um ácido fraco ou de uma base fraca (ou qualquer outro equilíbrio envolvendo íons) pode ser influenciado pela adição de um eletrólito forte (como os sais, os ácidos fortes ou bases fortes) e solúvel. Na verdade, o efeito do íon comum é uma consequência direta do Princípio de Le Chatelier. Veja, como exemplo, o equilíbrio de ionização do ácido fluorídrico (HF): HF H O H O Faq aq aq( ) ( ) ( ) ( )+ ++ − 2 3 Lembre-se que o ácido é fraco. Se for adicionado à solução de HF um sal contendo o mesmo ânion (o íon comum), como o fluoreto de sódio NaF, a concentração de F.– aumenta e o equilíbrio, pelo Princípio de Le Chatelier, se desloca para a esquerda, favorecendo a formação de mais moléculas de HF não ionizadas. Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx/2016) Um químico trabalhando em seu laboratório resolveu preparar uma solução de hidróxido de sódio (NaOH) em uma concentração adequada, para posterior utilização em análises titulométricas. Consultando seu estoque verificou a existência de uma solução de NaOH de concentração 0,01 mol · L–1, inadequada a seus propósitos. Para a preparação da solução de NaOH na concentração adequada, pipetou dez mililitros (10 mL) dessa solução aquosa de NaOH estocada e, em seguida, transferiu o volume pipetado para um balão volumétrico de 1000 mL de capacidade, completando seu volume com água pura. Considerando que o experimento ocorreu nas condições de 25 °C e 1 atm e que o hidróxido de sódio se encontrava completamente dissociado, o pH dessa solução resultante final preparada pelo químico será: A) 1 D) 9 B) 2 E) 10 C) 8 02. (EsPCEx/2015) O rótulo de uma garrafa de água mineral apresenta a seguinte descrição: Composição química provável (mg/L): bicarbonato de bário = 0,38; bicarbonato de estrôncio = 0,03; bicarbonato de cálcio = 66,33; bicarbonato de magnésio = 50,18; bicarbonato de potássio = 2,05; bicarbonato de sódio = 3,04; nitrato de sódio = 0,82; cloreto de sódio = 0,35. Características físico-químicas: pH medido a 25 °C = 7,8; temperatura da água na fonte = 18 °C; condutividade elétrica a 25 °C = 1,45 · 10–4 mhos/cm; resíduo de evaporação a 180 °C = 85,00 mg/L; radioatividade na fonte a 20 °C e 760 mm Hg = 15,64 maches. A respeito da água mineral citada, de sua composição e características, são feitas as seguintes afirmativas: I. Esta água apresenta caráter básico nas condições citadas; II. A água mineral citada pode ser classificada como uma solução, em razão da presença de substâncias dissolvidas; III. Todas as substâncias químicas presentes na composição provável apresentada são da função inorgânica sal. Das afirmativas feitas, estão corretas: A) apenas II. D) apenas II e III. B) apenas I e II. E) todas. C) apenas I e III. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 50 Química 03. (EsPCEx/2014) Na indústria de alimentos, para se evitar que a massa de pães e biscoitos fique com aspecto amarelado, utiliza-se como aditivo, um ácido orgânico fraco monoprótico, o propanoico. Considerando102 aula 23: ElEtrólisE Eletrólise .................................................................................................................................................................................................................. 106 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 107 aula 24: rEVisão i Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 110 aula 25: rEVisão ii Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 114 Química ii aulas 01 E 02: matéria E EnErgia Matéria e suas propriedades .................................................................................................................................................................................... 119 Energia ..................................................................................................................................................................................................................... 119 Sistema .................................................................................................................................................................................................................... 119 Propriedades da matéria .......................................................................................................................................................................................... 120 Matéria e seus estados físicos .................................................................................................................................................................................. 123 Matéria e suas transformações ................................................................................................................................................................................ 125 Ponto de fusão ......................................................................................................................................................................................................... 126 Ponto de solidificação .............................................................................................................................................................................................. 126 Vaporização ............................................................................................................................................................................................................ 127 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 129 aulas 03 E 04: substâncias E misturas Conceito de Moléculas e Aglomerados Iônicos ........................................................................................................................................................ 131 Substância simples ................................................................................................................................................................................................... 131 Substância composta ou Composto químico ............................................................................................................................................................ 132 Alotropia .................................................................................................................................................................................................................. 132 Misturas ................................................................................................................................................................................................................... 133 Tipos de mistura ....................................................................................................................................................................................................... 133 Sistema Homogêneo e Heterogêneo ........................................................................................................................................................................ 134 Fase .......................................................................................................................................................................................................................... 134 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 135 aulas 05 E 06: introdução à Química orgânica Alguns eventos da história da química orgânica ...................................................................................................................................................... 137 Classificação dos átomos de carbono ...................................................................................................................................................................... 139 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 141 aulas 07 E 08: hidrocarbonEtos Introdução ............................................................................................................................................................................................................... 143 Alcanos ou Parafinas ................................................................................................................................................................................................ 143 Alcenos, Alquenos ou Olefinas ................................................................................................................................................................................. 144 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO Alcinos ou Alquinos.................................................................................................................................................................................................. 145 Alcadienos ou Dienos ............................................................................................................................................................................................... 145 Cicloalcanos, Cicloparafinas ou Ciclanos ................................................................................................................................................................. 146 Cicloalcenos, Cicloalquenos ou Ciclenos .................................................................................................................................................................. 147 Aromáticos ............................................................................................................................................................................................................... 147 Nomenclatura de Hidrocarbonetos Ramificados, Hidrocarbonetos alifáticos saturados ........................................................................................... 148 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................a constante de ionização do ácido propanoico igual a 1,0 · 10–5 e as condições de temperatura e pressão de 25 ºC e 1 atm, o pH aproximado de uma solução de concentração 0,001 mol · L–1 desse ácido é A) 2 D) 7 B) 4 E) 8 C) 6 04. (EsPCEx/2013) Considere uma solução aquosa de HC de concentração 0,1 mol · L–1 completamente dissociado (grau de dissociação: a = 100 %). Tomando-se apenas 1,0 mL dessa solução e adicionando-se 9,0 mL de água pura, produz-se uma nova solução. O valor do potencial hidrogeniônico (pH) dessa nova solução será de A) 1,0 B) 2,0 C) 3,0 D) 4,0 E) 5,0 05. (EsPCEx/2011) Uma solução aquosa, à temperatura de 25 ºC, apresenta um potencial hidrogeniônico (pH) igual a 6. A concentração em mol · L–1 de íons OH1–, e seu potencial hidroxiliônico (pOH) nesta solução são, respectivamente: Dados: K w = 10–14 (mol · L–1)2 A) 10–6, 8 B) 10–8, 8 C) 10–7, 7 D) 10–5, 9 E) 10–10, 4 Exercícios Propostos 01. (EsPCEx/2009) Assinale a alternativa correta. A) Ácido é toda substância que, em solução aquosa, sofre dissociação iônica, liberando como único cátion o H–1. B) O hidróxido de sódio, em solução aquosa, sofre ionização, liberando como único tipo de cátion o H+1. C) Óxidos anfóteros não reagem com ácidos ou com bases. D) Os peróxidos apresentam na sua estrutura o grupo (O 2 )–2, no qual cada átomo de oxigênio apresenta número de oxidação (NOX) igual a –4. E) Sais são compostos capazes de se dissociar na água liberando íons, mesmo que em pequena porcentagem, dos quais pelo menos um cátion é diferente de H 3 O+ e pelo menos um ânion é diferente de OH–. 02. (EsPCEx/2008) Em duas provetas contendo água, isenta de íons, são dissolvidas quantidades suficientes de óxido de cálcio, na proveta 1, e de dióxido de carbono, na proveta 2, para mudar o caráter ácido base da água. Após a dissolução, as soluções contidas nas provetas 1 e 2 apresentam, respectivamente, caráter: A) básico e ácido B) básico e básico C) ácido e básico D) ácido e ácido E) neutro e ácido 03. (UFG/2014) As reações a seguir são fundamentais para o equilíbrio ácido-base em mamíferos. CO H O H CO H HCO2 2 2 3 3+ ++ − Com base nessas reações, conclui-se que um primata, introduzido em uma atmosfera rica em CO 2 , após a absorção desse gás, apresentará, como resposta fisiológica imediata, uma A) hiperventilação devido à resposta bulbar decorrente do aumento da concentração de íons H+ no líquido intracelular. B) hiperventilação devido à resposta renal decorrente do aumento da concentração de íons HCO– 3 no ultrafiltrado glomerular. C) hipoventilação devido à resposta bulbar decorrente do aumento da concentração de H 2 CO 3 no líquido intracelular. D) hipoventilação devido à resposta pulmonar decorrente do aumento da concentração de HCO– 3 nos alvéolos. E) hipoventilação devido à resposta renal decorrente do aumento H+ no ultrafiltrado glomerular. 04. (UFRGS/2018) Considere as seguintes afirmações sobre o comportamento de ácidos em solução aquosa. I. O grau de ionização de um ácido fraco, como o ácido acético, aumenta com o aumento da diluição; II. A maior concentração de um ácido forte acarreta maior grau de ionização e maior constante de ionização; III. A segunda constante de ionização de um ácido poliprótico é sempre menor que a primeira constante. Quais estão corretas? A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas III. D) Apenas I e III. E) I, II e III. 05. (Uerj-Simulado/2018) O cianeto de hidrogênio (HCN) é um gás extremamente tóxico, que sofre ionização ao ser dissolvido em água, conforme a reação: HCN H CNaq aq aq( ) ( ) ( ) + −+ Em um experimento, preparou-se uma solução aquosa de HCN na concentração de 0,1 mol · L–1 e grau de ionização igual a 0,5% A concentração de íons cianeto nessa solução, em mol · L–1, é igual a: A) 2,5 × 10–4 B) 5,0 × 10–4 C) 2,5 × 10–2 D) 5,0 × 10–2 06. (Mackenzie/2017) Certo ácido diprótico fraco de concentração igual a 1 mol · L–1 apresenta, no equilíbrio, grau de ionização de ordem de 2%. Considerando-se tais informações, é correto afirmar que a concentração em mol · L–1 dos íons H+ e o potencial hidroxiliônico da solução são, respectivamente, Dados: log 10 2 = 0,3; log 10 4 = 0,6; log 10 6 = 0,78 e log 10 8 = 0,9 A) 2 · 10–2 e 1,4 B) 2 · 10–2 e 12,3 C) 2 · 10–3 e 1,4 D) 4 · 10–2 e 1,4 E) 4 · 10–2 e 12,6 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 51 Química 07. (PUC-SP/2017) Uma das reações utilizadas para a demonstração de deslocamento de equilíbrio, devido à mudança de cor, é a representada pela equação a seguir: 2 24 2 2 7 2 2CrO H Cr O H Oaq aq aq( ) ( ) ( ) ( ) − + −+ + sendo que, o cromato CrO4 2−( ) possui cor amarela e o dicromato Cr O2 7 2−( ) possui cor alaranjada. Sobre esse equilíbrio foram feitas as seguintes afirmações: I. A adição de HC provoca o deslocamento do equilíbrio para a direita; II. A adição de NaOH resulta na cor alaranjada da solução; III. A adição de HC provoca o efeito do íon comum; IV. A adição de dicromato de potássio não desloca o equilíbrio. As afirmações corretas são: A) I e II C) I e III B) II e IV D) III e IV 08. (EBMSP/2017) Os ácidos metanoico, etanoico e benzoico são substâncias químicas que, em soluções aquosas, ionizam-se transferindo o próton H+ para a molécula de água. A reação de ionização é reversível e a maior ou menor capacidade na doação do próton pelo ácido carboxílico está relacionada à estabilidade da base conjugada e a polaridade e força da ligação O – H, fatores que dependem do átomo ou do grupo de átomos ligado ao carbono da carboxila. Os valores das constantes de equilíbrio dos ácidos, apresentados na tabela, servem para prever a força relativa dos ácidos. Ácido carboxílico Fórmula condensada Constante de equilíbrio, Ka, 25 ºC Ácido metanoico HCOOH 1,8 · 10–4 Ácido etanoico H 3 CCOOH 1,8 · 10–5 Ácido benzoico C 6 H 5 COOH 6,3 · 10–5 Considerando-se essas informações associadas aos conhecimentos sobre equilíbrio químico e admitindo-se o valor do produto iônico da água, K w , igual a 1,0 · 10–14, é correto afirmar: A) A base conjugada do ácido metanoico é mais forte do que a base conjugada do ácido etanoico. B) O ácido etanoico libera o próton H+ mais facilmente do que os ácidos metanoico e benzoico. C) A substituição do átomo de hidrogênio ligado ao carbono no ácido metanoico pelo grupo fenil, –C 6 H 5 , implica no aumento do caráter ácido. D) O valor da constante de equilíbrio, K b , para o ânion benzoato, C 6 H 5 COO– (aq) base conjugada do ácido benzoico, é de, aproximadamente,1,6 · 10–10. E) A concentração de íons na solução aquosa do ácido benzoico é menor do que na do ácido etanoico, admitindo- se soluções com a mesma concentração molar. 09. (UFRGS/2017) A tabela a seguir relaciona as constantes de acidez de alguns ácidos fracos. Ácido Constante HCN 4,9 × 10–10 HCOOH 1,8 × 10–4 CH 3 COOH 1,8 × 10–5 A respeito das soluções aquosas dos sais sódicos dos ácidos fracos, sob condições de concentrações idênticas, pode-se afirmar que a ordem crescente de pH é A) cianetoreagir com a própria água. Essa reação é conhecida por hidrólise. Na verdade, só sofrem hidrólise em solução aquosa os cátions originados de bases fracas (e de bases de baixa solubilidade, que alguns autores preferem chamá-las de fracas) e os ânions originados de ácidos fracos (como HCN, HF, H 2 CO 3 e HNO 2 ). Observe alguns casos: I. O cátion NH+ 4 proveniente da base fraca NH 3 , hidrolisa e torna o meio ácido, de acordo com a seguinte equação: NH+ 4(aq) + H 2 O () H 3 O+ (aq) + NH 3(aq) II. O ânion CN–, proveniente de um ácido fraco, hidrolisa e torna o meio básico. Veja a equação: CN– (aq) + H 2 O () OH– (aq) + HCN (aq) No entanto, quando o íon é proveniente de um ácido forte, como C.– (que vem do HC), sua hidrólise é inexistente e pode-se dizer que assume comportamento inerte. Veja: C– (aq) + H 2 O () → não há reação. Da mesma forma, cátions como Na+ e Ca2+, provenientes de bases fortes e solúveis, também assumem comportamento inerte e não modificam o pH de suas soluções: Na+ (aq) + H 2 O () → não há reação. Lembrando que os sais são provenientes de reações entre ácidos e bases, em que o cátion do sal vem da base e o ânion do sal vem do ácido, esses comportamentos podem ser resumidos ao dividirmos os sais em quatro categorias: Aula 11 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 52 Química I. Sais originados de bases fortes e ácidos fortes Não sofrem hidrólise. Apresentam comportamento neutro em solução aquosa e suas soluções possuem pH neutro (pH = 7). Exemplos: NaC, KNO 3 , CaBr 2 , K, Na 2 SO 4 e Ba(CO 3 ) 2 II. Sais originados de bases fracas e ácidos fortes Aqui estão inclusos os sais cujo cátion vem de bases fracas, como NH+ 4 ou de bases de baixa solubilidade, como A3+ e Cu2+. Apresentam hidrólise do cátion e tornam o meio ácido com pH 7. Exemplos: NaCN, K+CH 3 COO–, Ca(NO 2 ) 2 , Na 2 CO 3 e KHCO 3 IV. Sais originados de “bases fracas” e ácidos fracos Ambos os íons hidrolisam e não se pode prever antecipadamente se o meio será ácido ou básico. O que se pode afirmar é que o pH final não deve ser muito diferente de 7 (pH ≅ 7). Exemplos: NH+ 4 CH–, NH+ 4 NO– 2 , NH+ 4 CH 3 COO–, CH 3 NH+ 3 CN– Constante de hidrólise Quando um íon sofre hidrólise, o processo é um equilíbrio com uma constante (k h ), que pode ser expressa com qualquer constante de equilíbrio (lembre-se que a [H 2 O] é considerada constante e não aparece na expressão): I. Para a hidrólise de um ânion, como cianeto: CN– (aq) + H 2 O () OH– (aq) + HCN (aq) a constante é expressa por: k OH HCN CN h = ⋅[ ] − − II. Para a hidrólise de um cátion, como amônio: NH+ 4(aq) + H 2 O () H 3 O+ (aq) + NH 3(aq) a constante é expressa por: k H O NH NH h = ⋅[ ] + + 3 3 4 Dessa forma, para cada grupo de sais do resumo anterior, pode-se também utilizar uma constante de hidrólise. Assim: I. Sais originados de bases fracas e ácidos fortes Há hidrólise do cátion da base fraca: k k k h w b = II. Sais originados de bases fortes e ácidos fracos Há hidrólise do ânion do ácido fraco: k k k h w a = III. Sais originados de bases fracas e ácidos fracos Há hidrólise de ambos os íons: k k k k h w a b = ⋅ Não esqueça ainda que, nas questões envolvendo cálculos com hidrólise, pode-se utilizar a Lei de Ostwald, vista na aula anterior. Exercícios de Fixação 01. (PUC-SP/2017) Os indicadores ácido-base são substâncias cuja cor se altera em uma faixa específica de pH. A tabela a seguir apresenta a faixa de viragem (mudança de cor) de alguns indicadores ácido-base. Indicador Cor em pH abaixo da viragem Intervalo aproximado de pH de mudança de cor Cor em pH acima da viragem Violeta de metila Amarelo 0,0 – 1,6 Azul-púrpura Alaranjado de metila Vermelho 3,1 – 4,4 Amarelo Azul de bromotimol Amarelo 6,0 – 7,6 Azul Fenolftaleína Incolor 8,2 – 10,0 Rosa-carmim Amarelo de alizarina R Amarelo 10,3 – 12,0 Vermelho A partir da análise dessa tabela, um técnico executou um procedimento para distinguir algumas soluções. Para diferenciar uma solução de HC de concentração 1,0 mol · L–1, de uma solução de HC de concentração 0,01 mol · L–1 ele utilizou o indicador X. Para diferenciar uma solução de bicarbonato de sódio (NaHCO 3 ) de concentração 0,01 mol · L–1 de uma solução de cloreto de amônio (NH 4 C) de concentração 0,01 mol · L–1, ele utilizou o indicador Y. Para diferenciar uma solução de amoníaco (NH 3 ) de concentração 1,0 × 10–3 mol · L–1 de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH) de concentração 0,1 mol · L–1 ele utilizou o indicador Z. A alternativa que apresenta os indicadores X, Y e Z adequados para cada um dos procedimentos propostos pelo técnico é: Dados: Constante de ionização (K A ) do H 2 CO 3 = 4 × 10–7; Constante de ionização (K B ) do NH 3 = 2 × 10–5; Constante de ionização (K w ) do H 2 O = 1 × 10–14. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 53 Química X Y Z A) Violeta de metila Azul de bromotimol Amarelo de alizarina R B) Violeta de metila Fenolftaleína Azul de bromotimol C) Alaranjado de metila Azul de bromotimol Fenolftaleína D) Alaranjado de metila Violeta de metila Amarelo de alizarina R 02. (UFJF-Pism/2017) Um caminhão (...), com 17,6 metros cúbicos de ácido sulfúrico colidiu com outro caminhão, (...), provocando o vazamento de todo o ácido. O produto percorreu o sistema de drenagem e atingiu o córrego Piçarrão. O ácido fi cou contido em uma pequena parte do córrego, (...), o que possibilitou aos técnicos a neutralização do produto. Disponível em: . Acesso em: 26 out 2016. Para minimizar os problemas ambientais causados pelo acidente descrito, indique qual dos seguintes sais pode ser utilizado para neutralizar o ácido sulfúrico: A) Cloreto de sódio B) Cloreto de amônio C) Carbonato de cálcio D) Sulfato de magnésio E) Brometo de potássio 03. (Enem-PPL/2017) Alguns profi ssionais burlam a fi scalização quando adicionam quantidades controladas de solução aquosa de hidróxido de sódio a tambores de leite de validade vencida. Assim que o teor de acidez, em termos de ácido lático, encontra-se na faixa permitida pela legislação, o leite adulterado passa a ser comercializado. A reação entre o hidróxido de sódio e o ácido lático pode ser representada pela equação química: CH 3 CH(OH)COOH (aq) + NaOH (aq) → CH 3 CH(OH)COONa (aq) + H 2 O () A consequência dessa adulteração é o(A) A) aumento do pH do leite. B) diluição signifi cativa do leite. C) precipitação do lactato de sódio. D) diminuição da concentração de sais. E) aumento da concentração dos íons H+. 04. (Enem/2017) Diversos produtos naturais podem ser obtidos de plantas por processo de extração. O lapachol é da classe das naftoquinonas. Sua estrutura apresenta uma hidroxila enólica (pK a = 6,0) que permite que este composto seja isolado da serragem dos ipês por extração com solução adequada, seguida de fi ltração simples. Considere que pK a = –log K a , em que K a é a constante ácida da reação de ionização do lapachol. O OH Lapachol O COSTA, P. R. R. et al. Ácidos e bases em química orgânica. Porto Alegre: Bookman, 2005. Adaptado. Qual solução deve ser usada para extração do lapachol da serragem do ipê com maior efi ciência? A) Solução de Na 2 CO 3 para formar um sal de lapachol. B) Solução-tampão ácido acético/acetato de sódio (pH = 4,5). C) Solução de NaC a fi m de aumentar a força iônica do meio. D) Solução de Na 2 SO 4 para formar um par iônico com lapachol. E) Solução de HC a fi m de extraí-lo por meio de reação ácido-base. 05. (Mackenzie/2017) Um aluno preparou três soluções aquosas, a 25 ºC,de acordo com a fi gura a seguir. KNO 3 + H 2 O NaCN + H 2 O NH 4 Br + H 2 O Conhecedor dos conceitos de hidrólise salina, o aluno fez as seguintes afi rmações: I. A solução de nitrato de potássio apresenta caráter neutro; II. O cianeto de sódio sofre ionização em água, produzindo uma solução básica; III. Ao verifi car o pH da solução de brometo de amônio, a 25 ºC, conclui-se que K b > K a ; IV. NH H O NH OH Haq4 2 4(aq) ( ) ( ) (aq) + ++ + representa a hidrólise do cátion amônio. Estão corretas somente as afi rmações: A) I e II D) II e III B) I, II e III E) I, II e IV C) I e IV Exercícios Propostos 01. (PUC-PR/2016) O ácido permangânico é um composto instável, de cor branca, extremamente corrosivo, o qual oxida em soluções aquosas. Já o hidróxido de ferro III é uma base insolúvel em água que, em conjunto com outras substâncias, pode servir, por exemplo, em medicina para ajudar a tratar anemias. Disponível em: . Dados: massas atômicas em (g/mol): H = 1, O = 16, Mn = 55, Fe = 56. No que diz respeito aos ácidos e bases, assinale a alternativa correta. A) O nox do manganês no sal possui valor igual a 6. B) Quando utilizado 300 g do ácido, são consumidos 95 g da base e 5,54 mols de água, respectivamente. C) O sal resultante desta reação possui caráter neutro em solução, visto que provém de um ácido forte e uma base forte. D) A proporção da quantidade de mol da reação balanceada para o ácido, base, sal e água é, respectivamente, 3 : 1 : 1 : 3. E) O hidróxido de ferro III atua de maneira efetiva no tratamento da anemia, não necessitando de outras substâncias para o referido tratamento. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 54 Química 02. (PUC-PR/2016) O sulfato de potássio e o permanganato de potássio são duas importantes substâncias. O sulfato de potássio é utilizado na agricultura como um dos constituintes dos fertilizantes, pois ajuda na adubação das culturas que estão com carência de potássio, ao passo que o permanganato de potássio é utilizado no tratamento da catapora, pois ajuda a secar os ferimentos causados pela doença. A reação a seguir mostra uma maneira de produzir o sulfato de potássio a partir do permanganato de potássio. Considerando as informações apresentadas e a análise da reação não balanceada, assinale a alternativa correta. Dados: massas atômicas em (g/mol): H = 1, O = 16, S = 32, K = 39, Mn = 55. KMnO 4(aq) + H 2 SO 4(aq) + H 2 O 2(aq) → K 2 SO 4(aq) + H 2 O () + MnSO 4(aq) + O 2(aq) A) O permanganato de potássio ajuda na cura da catapora, pois é um importante agente redutor. B) Todo o oxigênio produzido provém do ácido sulfúrico e do permanganato de potássio. C) Considerando a reação balanceada, seriam necessários 44,8 de permanganato de potássio na CNTP para produzir aproximadamente 30 × 1023 íons de gás oxigênio. D) O sulfato de potássio é utilizado na agricultura para ajudar na correção do pH do solo, pois é um sal de caráter básico. E) Na reação balanceada, a soma dos menores coeficientes inteiros é de 26. 03. A água consumida na maioria das cidades brasileiras é obtida pelo tratamento da água de mananciais. A parte inicial do tratamento consiste no peneiramento e sedimentação de partículas maiores. Na etapa seguinte, dissolvem-se na água carbonato de sódio e, em seguida, sulfato de alumínio. O resultado é a precipitação de hidróxido de alumínio, que é pouco solúvel em água, o qual leva consigo as partículas poluentes menores. Posteriormente, a água passa por um processo de desinfecção e, finalmente, é disponibilizada para o consumo. No processo descrito, a precipitação de hidróxido de alumínio é viabilizada porque A) a dissolução do alumínio resfria a solução. B) o excesso de sódio impossibilita sua solubilização. C) oxidação provocada pelo sulfato produz hidroxilas. D) as partículas contaminantes menores atraem essa substância. E) o equilíbrio químico do carbonato em água torna o meio alcalino. 04. (PUC-PR/2016) Os efeitos tóxicos do dióxido de carbono exigem a sua remoção contínua de espaços fechados. A reação entre hidróxido de lítio e de dióxido de carbono é usada para remover o gás de naves espaciais e submarinos. O filtro utilizado nestes equipamentos é basicamente composto de hidróxido lítio. O ar seria direcionado para o filtro através de ventiladores, ao entrar em contato com o hidróxido de lítio presente nos filtros ocorre a reação com o dióxido de carbono existente no ar. A reação global é exotérmica, formando carbonato de lítio sólido e água no estado gasoso. Disponível em: . Analisando o texto e a reação não balanceada, assinale a alternativa correta. CO 2(g) + LiOH (s) Li 2 CO 3(s) + H 2 O (v) A) A reação entre o gás carbônico e hidróxido de lítio forma um sal com pOHé A) 1 – 2 – 3 – 4 B) 4 – 3 – 2 – 1 C) 4 – 2 – 1 – 3 D) 4 – 1 – 2 – 3 E) 2 – 1 – 3 – 4 09. (UPE/2015) Há um lago na Tanzânia África, com um segredo mortal: ele transforma qualquer animal que o toca em pedra. O raro fenômeno é causado pela composição química do lago. Suas águas possuem um pH extremamente alcalino, entre 9 e 10,5, sendo tão cáustico que pode queimar a pele e os olhos dos animais não adaptados a ele. A alcalinidade da água vem dos minerais que correm para o lago a partir das colinas circundantes. Disponível em: . Adaptado. Entre os componentes listados a seguir, qual se adapta como constituinte natural para contribuir com as características citadas no texto? A) NaBr D) Na 2 SO 4 B) NaC E) NaNO 3 C) Na 2 CO 3 10. (Cefet-MG/2014) Um professor de Química propôs a manipulação de um indicador ácido-base que se comportasse da seguinte maneira: pH Cor da solução 7 vermelha As cores das soluções aquosas de NaCN, NaC e NH 4 C, na presença desse indicador, são, respectivamente A) amarela, alaranjada e vermelha. B) amarela, vermelha e alaranjada. C) vermelha, alaranjada e amarela. D) alaranjada, amarela e vermelha. E) alaranjada, amarela e alaranjada. Aulas ?? a ??: Produto de Solubilidade Produto de Solubilidade (Kps) Imagine que se deseja dissolver certa quantidade de um soluto iônico de baixa solubilidade, como o cloreto de prata, AgC, em determinada quantidade de água. Como a solubilidade do sal é pequena, com pouco soluto adicionado à solução, ela já se encontra saturada e tudo a mais que se tente dissolver irá formar corpo de fundo (precipitado). Veja o esquema: Aula 12 Ocorre que existe um equilíbrio dinâmico entre o sal precipitado que está tentando se dissolver e o sal dissolvido que procura precipitar. Logo, podemos escrever: AgC (s) AgC (aq) Contudo, como o composto é iônico, tudo que está dissolvido está totalmente dissociado. Logo, a melhor forma de expressar esse equilíbrio é: AgC (s) Ag+ (aq) + C– (aq) A constante para esse equilíbrio, como qualquer outra, deveria contemplar reagentes e produtos. Mas, como o reagente é sólido e sua concentração é constante, seu valor já deve estar incluído na constante de equilíbrio final, que realmente será expressa. Como se trata de um equilíbrio de solubilidade, a constante desse equilíbrio será a constante do produto de solubilidade (K ps ): K ps = [Ag+] · [C–] Evidentemente, a expressão de K ps depende da proporção de cátions e ânions na formulação do composto. Observe outros exemplos: Para o PbC 2 : K ps = [Pb2+] · [C–]2 Para o Fe(OH) 3 : K ps = [Fe3+] · [OH–]3 Para o Ca 3 (PO 4 ) 2 : K Ca POps = ⋅ + −2 3 4 3 2 Como se usa Kps O valor de Kps de uma substância é utilizado para se prever a precipitação de determinado soluto. Para isso, é usado o conceito de Q ps , que corresponde à mesma expressão de K ps embora sem a necessidade da solução estar saturada. A comparação entre o valor calculado de Q ps e o valor tabelado de K ps nos mostra se houve ou não a precipitação de certo soluto. Veja: I. Se Q ps K ps : haverá precipitação até que a solução volte ao ponto de saturação, ou seja, torne-se saturada com precipitado. (matematicamente, diz-se que a precipitação ocorre até que Q ps volte a se igualar ao K ps ). Exercícios de Fixação 01. As águas dos oceanos apresentam uma alta concentração de íons e pH entre 8,0 e 8,3. Dentre esses íons, estão em equilíbrio as espécies carbonato CO3 2−( ) e bicarbonato (HO– 3 ) representado pela equação química: HCO CO Haq aq aq3 3 2 ( ) ( ) ( ) − − ++ IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 56 Química As águas dos rios, ao contrário, apresentam concentrações muito baixas de íons e substâncias básicas, com um pH em torno de 6. A alteração signifi cativa do pH das águas dos rios e oceanos pode mudar suas composições químicas, por precipitação de espécies dissolvidas ou redissolução de espécies presentes nos sólidos suspensos ou nos sedimentos. A composição dos oceanos é menos afetada pelo lançamento de efl uentes ácidos, pois os oceanos, A) contêm grande quantidade de cloreto de sódio. B) contêm um volume de água pura menor que o dos rios. C) possuem pH ácido, não sendo afetados pela adição de outros ácidos. D) têm a formação dos íons carbonato favorecida pela adição de ácido. E) apresentam um equilíbrio entre os íons carbonato e bicarbonato, que atuam como sistema-tampão. 02. (PUC-RJ/2015) Ao se misturarem 100 mL de solução aquosa 0,100 mol L–1 de ácido propanoico (K a = 1,3 × 105) com 50 mL de solução aquosa da base forte NaOH (0,100 mol L–1) tem-se uma solução A) com pH maior do que 7.0. B) cujo pH praticamente não se altera após a adição de 10 mL de água. C) cujo pH cai bruscamente ao se adicionarem 20 mL de solução aquosa 0,050 mol L–1 do ácido clorídrico (ácido fortE). D) de onde se precipita o sal NaC ao se adicionarem 20 mL de solução aquosa 0,050 mol L–1 do ácido clorídrico (ácido fortE). E) em que o íon em maior quantidade é o OH–1. 03. (UPE/2013) Um estudo interessante acerca do impacto da chuva ácida sobre lagos da região das Montanhas Adirondack, área de Nova Iorque, revelou que lagos sobre áreas ricas em calcário são menos suscetíveis à acidifi cação. O carbonato de cálcio presente no solo dessas regiões reage com os íons hidrônio presentes na água, provenientes em grande parte da chuva ácida, levando à formação de um sistema HCO H CO CO3 1 2 3 2 − / / . Disponível em: . Adaptado. Três afi rmações são feitas a respeito do fenômeno citado no texto anterior. I. O carbonato de cálcio diminui a acidez da chuva ácida por ser um sal insolúvel em água; II. O solo também pode atuar como um tampão e resistir às mudanças em pH, mas essa capacidade tamponante depende dos seus constituintes; III. Uma reação química existente nesse processo é representada por CaCO H O Ca HCO H O3 3 2 3 1 2(s) (aq) (aq) (aq)+ → + ++ + − ( ) Quanto ao referido impacto da chuva ácida, está correto o que se afi rma em: A) I B) II C) III D) I e II E) II e III 04. (UFG/2013) Alguns princípios ativos de medicamentos são bases fracas e, para serem absorvidos pelo organismo humano, obedecem, como um dos parâmetros, a equação de Henderson-Hasselbach. Essa equação determina a razão molar entre forma protonada e não protonada do Princípio Ativo dependendo do pH do meio. A forma não protonada é aquela que tem maior capacidade de atravessar as membranas celulares durante o processo de absorção. A equação de Henderson-Hasselbach adaptada para bases fracas é representada a seguir. log10 protonada não protonada [ ] [ ] = −pK pHa Nessa equação, pK a é a constante de dissociação do Princípio Ativo. Considerando-se essa equação, um medicamento caracterizado como base fraca, com pK a de 4,5, terá maior absorção A) no estômago, com pH de 1,5. B) na bexiga, com pH de 2,5. C) no túbulo coletor do néfron, com pH de 3,5. D) na pele, com pH de 4,5. E) no duodeno, com pH de 6,5. 05. (Uern/2013) A solução-tampão é geralmente uma mistura de um ácido fraco com o sal desse ácido, ou uma base fraca com o sal dessa base. Essa solução tem por fi nalidade evitar que ocorram variações muito grandes no pH ou no pOH de uma solução. A efi cácia da solução-tampão pode ser vista no sangue, em que, mesmo com a adição de ácido ou base em pequenas quantidades ao plasma sanguíneo, praticamente não há alteração no pH. Disponível em: . Um litro de solução contém 1,24 g de ácido carbônico e 16,8 g de bicarbonato de sódio. Sabendo-seque K a = 2 · 10–7, determine o pOH dessa solução-tampão. (Considere: log 2 = 0,3) A) 7,7 D) 6,3 B) 7,4 E) 6,9 C) 6,6 Exercícios Propostos 01. (UFF/2012) As soluções-tampão apresentam a notável propriedade de resistir a uma modifi cação de pH por efeito de diluição ou adição de pequenas quantidades de ácidos ou bases fortes. As soluções tampão têm uma enorme importância, pois elas servem para preparar soluções com pH defi nido ou para manter o pH em torno de um valor desejado. Suponha uma solução-tampão obtida pela mistura de acetato de potássio e ácido acético. Ambos na concentração de 1,0 mol/L. Considere que para esse caso o valor de K a é 1,0 10–5 e K w = 1,0 × 10–14. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 57 Química Pode-se afirmar que, após adição de 5,0 mL de NaOH 1,0 mol/L a 10,0 mL do tampão, o pH da solução resultante A) é igual ao valor do pK a . B) é igual ao valor do pK b . C) é maior do que o valor do pK b . D) é a metade do valor do pK a . E) é maior do que o valor do pK a . 02. (PUC-RJ/2012) O tampão acetato pode ser preparado pela mistura, em solução, de acetato de sódio anidro (CH 3 COONA) e ácido acético (CH 3 COOH). O pH desse tampão pode variar de 4,0 a 5,4 de acordo com a proporção dessa mistura. Sobre o tampão acetato, é errado afirmar que: A) O pH do tampão acetato depende da proporção entre o ácido acético e seu sal. B) O pH da solução-tampão nunca se altera após a adição de ácido forte. C) O tampão acetato é característico da faixa ácida de pH. D) O pH da solução-tampão praticamente não se altera após a adição de pequena quantidade de água. E) A adição de NaOH ao tampão aumenta a concentração de acetato no meio. 03. (UFRGS/2018) O sulfato de cálcio CaSO 4 possui produto de solubilidade igual a 9 × 10–6 Se uma quantidade suficientemente grande de sulfato de cálcio for adicionada a um recipiente contendo 1 litro de água, qual será, ao se atingir o equilíbrio, a concentração, em mol L–1, esperada de Ca2+ em solução aquosa? A) 9 × 10–6 D) 1,5 × 10–3 B) 4,5 × 10–6 E) 3,0 × 10–3 C) 3,0 × 10–6 04. (Acafe/2017) O hidróxido de alumínio pode ser usado em medicamentos para o combate de acidez estomacal, pois este reage com o ácido clorídrico presente no estômago em uma reação de neutralização. A alternativa que contém a [OH–] em mol/L de uma solução aquosa saturada de hidróxido de alumínio, sob a temperatura de 25 ºC, é: Dados: constante do produto de solubilidade do hidróxido de alumínio a 25 ºC = 1,0 · 10–33. A) 3 10 1 000 27 9 4⋅ ⋅− . mol L C) 10 1 000 3 9 4− ⋅ . mol L B) 10 1 000 27 9 4− ⋅ . mol L D) 3 10 1 000 3 9 4⋅ ⋅− . mol L 05. (UFRGS/2016) O equilíbrio de solubilidade do cloreto de prata é expresso pela reação AgC Ag C (s) (aq) (aq) , + −+ cuja constante de equilíbrio tem o valor 1,7 × 10–10. Sobre esse equilíbrio, é correto afirmar que: A) Uma solução em que [Ag+] = [C–] = 1,0 × 10–5 mol · L–1 será uma solução supersaturada. B) A adição de cloreto de prata sólido a uma solução saturada de AgC irá aumentar a concentração de cátions prata. C) A adição de cloreto de sódio a uma solução saturada de AgC irá diminuir a concentração de cátions prata. D) A adição de nitrato de prata a uma solução supersaturada de AgC irá diminuir a quantidade de AgC precipitado. E) A mistura de um dado volume de uma solução em que [Ag+] = 1,0 × 10–6 mol · L–1, com um volume igual de uma solução em que [C–] = 1,0 × 10–6 mol · L–1, irá produzir precipitação de AgC. 06. (Acafe/2016) Com base nos conceitos sobre solubilidade, analise as afirmações a seguir. I. Nitrato de prata e cromato de potássio podem ser considerados sais solúveis em água; II. Não haverá precipitação de sulfato de bário em uma mistura de 250 mL de solução 4 · 10–4 mol/L de sulfato de sódio com 250 mL de solução 4 · 10–5 mol/L de cloreto de bário; III. Cloreto de sódio, cloreto de cálcio e cloreto de prata são sais solúveis em água; IV. Uma solução saturada de hidróxido de alumínio possui maior pH que uma solução saturada de hidróxido de ferro III. Dados: para resolução dessa questão considere temperatura de 25 ºC. Constante do produto de solubilidade (K s ) do hidróxido de alumínio, hidróxido de ferro III e sulfato de bário, respectivamente: 1,3 · 10–33, 4 · 10–38 e 1 · 10–10. Todas as afirmações corretas estão em: A) II, III e IV. C) I e IV. B) I, II e IV. D) I e III. 07. (UFSM/2015) O sulfato de bário é um sal de grande importância na indústria farmacêutica. Ele é utilizado como contraste em radiografias do sistema digestório, permitindo que o intestino apareça no exame radiográfico, visto que esse sal absorve os Raios-X. PERUZZO, Francisco M.; CANTO, Eduardo L. Química na Abordagem do Cotidiano, vol. 2. São Paulo: Moderna, 2009, p.438. Adaptado. O sulfato de bário é industrialmente produzido por meio da reação a seguir, sendo o ácido adicionado em excesso para garantir a conversão total para o sal não tóxico (sulfato de bário). BaCO H SO BaSO H O COs s g3 2 4 4 2 2( ) ( ) ( ) ( ) ( )+ + + Para a produção do sal, foram misturados, no reator, 2 mols de carbonato de bário e 5 mols de ácido sulfúrico. Sabe-se que o produto de solubilidade dos sais é 8 × 10–8 (BaCO 3 ) e 1 × 10–10 (BaSO 4 ). Afirma-se, então: I. O sulfato de bário é menos solúvel que o carbonato de bário; II. O volume de CO 2 liberado na produção do sal, nas condições normais de pressão e temperatura (CNTP), é igual a 22,4 L; III. A massa de ácido sulfúrico em excesso, na produção do sal, é de 294 g. Está(ão) correta(s): A) apenas I. D) apenas I e III. B) apenas II. E) apenas II e III. C) apenas I e II. 08. (UFU/2015) Para verificar se em uma amostra de água existem traços de íon cloreto, um estudante, no laboratório de química, decidiu adicionar, lenta e continuamente, nitrato de prata, AgNO 3 , 0,01 mol/L. É sabido que o produto de solubilidade do AgC é 2 × 10–10. Teoricamente, o estudante previu que haveria A) precipitação do cloreto de prata se a concentração do íon cloreto fosse maior ou igual a 2 × 10–8 mol/L. B) efervescência, com liberação de gás carbônico, se a concentração do íon cloreto fosse menor ou igual a 2 × 10–10 mol/L. C) liberação de odor característico, se o nitrato, ao reagir com o cloreto de concentração 10–2 mol/L, liberasse o gás amônia. D) mudança de cor da solução, indicando a presença de íon cloreto com concentração igual a 0,01 mol/L. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 58 Química 9. (Acafe/2014) Cálculo renal também, conhecido como pedra nos rins, são formações sólidas contendo várias espécies químicas, entre elas o fosfato de cálcio, que se acumula nos rins, causando enfermidades. Assinale a alternativa que contém a concentração dos íons Ca2+ em uma solução aquosa saturada de fosfato de cálcio. Considere que a temperatura seja constante e o produto de solubilidade (K PS ) do fosfato de cálcio em água seja 1,08 · 10–33. A) 3 · 10–7 mol/L B) 1 · 10–7 mol/L C) 2 · 10–7 mol/L D) 27 · 10–7 mol/L 10. (PUC-RJ/2014) Carbonato de cobalto é um sal muito pouco solúvel em água e, quando saturado na presença de corpo de fundo, a fase sólida se encontra em equilíbrio com os seus íons no meio aquoso. CoCO Co COs3 2 3 2 ( ) (aq) (aq) + −+ Sendo o produto de solubilidade do carbonato de cobalto, a 25 ºC, igual a 1,0 × 10–10 a solubilidade do sal, em mol L–1, nessa temperatura é A) 1,0 × 10–10 B) 1,0 × 10–9 C) 2,0 × 10–8 D) 1,0 × 10–8 E) 1,0 × 10–5 Aulas ?? a ??: Noções de Entalpia Noções de entalpia Termoquímica é a parte da Química que estuda as trocas de calor entre sistema e vizinhança (meio ambientE), tanto para processos físicos (como as mudanças de estado físico e os processos de dissolução de sais) quanto para processos químicos (como as reações químicas de um modo geral). As unidades mais utilizadas para as transferências de calor são a caloria, cujo símbolo é cal, e o joule,cujo símbolo é J. Respeitando a equivalência entre múltiplos e submúltiplos dessas unidades, podemos escrever: 1 cal = 4,18 J e 1 kcal = 4,18 kJ Classificação das reações A classificação das reações químicas e dos processos físicos em relação à quantidade de calor liberada ou absorvida é dada por: Exotérmicos: referem-se aos processos, sejam físicos ou químicos, que perdem calor para o meio ambiente, ou seja, liberam calor para a vizinhança. Exemplo: a queima de um combustível ou o congelamento da água líquida. Endotérmicos: referem-se aos processos, sejam físicos ou químicos, que absorvem calor do meio ambiente. Exemplo: a decomposição da água em H 2 e O 2 ou a evaporação da água líquida. Aula 13 Entalpia (H) Entalpia é conteúdo de calor de um sistema medido em condições de pressão constante. Quando nos referirmos a uma reação química, que ocorre em grande parte das vezes, a definição de entalpia deve ser ampliada para o conteúdo de calor medido em condições de pressão e temperatura constantes. Na verdade, não realizamos a medida dos valores absolutos de entalpia, e sim, das variações de entalpia (DH). Portanto: ∆H H H H H cfinal inicial produto reagente varia o de entalpia çã = − = − = aalor de rea oçã Observe o gráfico de entalpia para uma reação exotérmica, como, por exemplo, a formação do HC: H 2(g) + C 2(g) → 2HC (g) + 184 kJ Note que o calor liberado para a formação de 2 mols de HC (g) é de 184 kJ. Vamos ao gráfico: Caminho da reação Calor liberado ∆H = −184 kJ 2HC�(g) H 2(g) + C�2(g)HREAG. H HPROD. DH = H produto – H reagente = – 184 kJ. Repare que DH é negativo porque H produto H reagente . Assim, para uma reação endotérmica, temos: DH > 0 Observações: 1. Uma outra forma de se medir a quantidade de calor trocado num processo é a variação de energia interna (DE ou DU), que corresponde ao calor trocado em condições de temperatura e volume constantes (para processos químicos). A variação de energia interna se relaciona com a variação de entalpia através da 1ª Lei da Termodinâmica: DH = DE + , onde é o trabalho realizado pela expansão (ou compressão) dos gases na reação, e pode ser calculado como: • = P · DV = Dn · R · T, para sistemas onde haja, ao menos, um componente gasoso, sendo Dn a variação dos números de moles gasosos (coefi cientes) no processo. • ≅ 0, para processos onde não há gases. 2. Nas mudanças de fase de agregação (estado físico) de uma substância, as trocas de calor ocorrem da seguinte forma: Sólido Líquido Gasoso Endo Endo Exo Exo Calorimetria Capacidade calorífi ca A capacidade calorífi ca nos diz quanto calor é absorvido por grau Celsius de aumento da temperatura. Sua importância em calorimetria é nos permitir determinar a quantidade de energia transferida a partir da variação de temperatura, que é facilmente mensurável. A capacidade calorífi ca de um calorímetro é uma quantidade empírica e é medida em um experimento diferente. A capacidade calorífi ca de uma substância pura (C) pode ser expressa em função da quantidade existente da substância. Se expressarmos em função da massa da amostra, teremos a capacidade calorífica específica (também chamada de calor específi co e aqui representada por C s ). Se a expressão é realizada em função da quantidade de matéria da substância, teremos a capacidade calorífi ca molar (aqui representada por C m ). Assim, podemos resumir: C C m e C C n S m= = onde m é a massa da amostra e n é o número de moles da amostra. Na equação matemática básica da calorimetria, sabemos que: q = C · DT. Diante do exposto anteriormente, podemos afi rmar que: q = m · C S · DT ou q = n · C m · DT Em um calorímetro típico, a capacidade calorífi ca é expressa para um conjunto complexo de substâncias e materiais, como isopor, vidro e uma certa quantidade de água. Portanto, sua capacidade calorífi ca (Ccal) deve ser calculada experimentalmente para cada situação particular. Quando se utiliza a capacidade calorífi ca de um calorímetro, não se expressa essa grandeza por mol ou por massa, e sim em unidade de energia por variação de temperatura, como kJ/ºC, ou ainda, kcal/ ºC. Quando se trata de uma reação química, as partículas reacionais constituem o sistema, e tudo o mais ao redor constitui a sua vizinhança (ou ambientE). É na vizinhança onde se realizam as medidas necessárias, como, por exemplo, as medidas de variação de temperatura. Assim, podemos considerar que o calorímetro seja a vizinhança de um sistema reacional qualquer, e, dessa forma, deve aquecer (se a reação liberar calor) ou resfriar (caso a reação absorva calor). Podemos, enfi m, utilizar a expressão: q = – q cal , que nos diz que o calor liberado (ou absorvido) pela reação deve ser absorvido (ou liberado) pelo calorímetro, que atua como vizinhança. Observações: • Existem calorímetros que promovem reações em condições de pressão constante (os mais comuns). Nesse caso, o calor transferido pela reação (q) será igual à variação de entalpia (DH) da reação. Outros calorímetros promovem reações em condições de volume constante (como as bombas calorimétricas). Nessa situação, normalmente utilizada para reações com gases, o calor trocado pela reação é igual à variação de energia interna (DE ou DU). • Na imensa maioria dos casos, o valor do calor trocado em condições de pressão constante (DH) é bem próximo do valor do calor trocado em condições de volume constante (DE). Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx/2010) Considere o gráfico a seguir da reação representada pela equação química: N 2(g) + 3H 2(g) → 2NH 3(g) caminho da reação +80 0 N 2(g) + 3H 2(g) 2NH 3(g) –22 En er gi a (K ca l) complexo ativado Relativo ao gráfi co envolvendo essa reação e suas informações, são feitas as seguintes afi rmações: I. O valor da energia envolvida por um mol de NH 3 formado é 22 kcal; II. O valor da energia de ativação dessa reação é 80 kcal; III. O processo que envolve a reação N 2(g) + 3 H 2(g) → 2 NH 3(g) é endotérmico. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 60 Química Das afirmações feitas, está(ão) correta(s) A) apenas III. B) apenas II e III. C) apenas I e II. D) apenas II. E) todas. 02. (EsPCEx) Em condições adequadas, a água vaporiza-se, passando do estado líquido para vapor. Considerando o processo de vaporização da água, nas condições fornecidas: H 2 O () → H 2 O (v) DH = +44 kJ/mol A quantidade de calor necessária para provocar a vaporização de 900 mL de água líquida nesse processo é: Dados: Densidade da água = 1,0 g/mL; Massas atômicas: H = 1 u; O = 16 u. A) 3000 kJ B) 1500 kJ C) 2200 kJ D) 2000 KJ E) 1800 kJ 03. (UFPB) O desenvolvimento econômico está associado ao aumento do consumo de energia, cuja produção, em parte, é oriunda de processos químicos. Com objetivo de facilitar a compreensão desse tipo de produção, um professor de Química delegou a um grupo de alunos a tarefa de realizar experimentos que envolvessem liberação ou absorção de energia. O grupo realizou cada experimento, misturando as substâncias e medindo a temperatura, conforme ilustração a seguir: Posteriormente, o grupo apresentou os resultados através do gráfico a seguir Após o cumprimento da tarefa, os alunos devem concluir que o(s) experimento(s) A) A e B são exotérmicos, por isso não produzem energia. B) C e D são endotérmicos, por isso produzem energia. C) D é exotérmico, porisso produz energia. D) C é endotérmico, por isso não produz energia. E) A é endotérmico, por isso produz energia. 04. (UFG) Em um recipiente com paredes perfeitamente condutoras de calor encontra-se uma solução altamente concentrada de ácido clorídrico à temperatura de 27 °C e à pressão atmosférica. Certa quantidade de pó de magnésio é colocada na solução e, imediatamente depois, o recipiente é tampado com um pistão de massa desprezível, que fica em contato com a superfície do líquido e que pode deslizar sem atrito ao longo do recipiente. Quando a situação de equilíbrio é alcançada, observa-se que o magnésio reagiu completamente com o ácido e que o pistão levantou-se em relação à superfície da solução devido à produção de gás. Sabendo que no processo todo o sistema realizou um trabalho de 240 J, e considerando o gás produzido como ideal, conclui-se que a massa, em gramas, de magnésio inicialmente colocada na solução foi: Dados: R ≈ 8,0 J/K mol; Mg = 24,30. A) 0,243 D) 1,215 B) 0,486 E) 2,430 C) 0,729 05. (UFG – ModificadA) Na digestão, os alimentos são modificados quimicamente pelo organismo, transformando-se em moléculas que reagem no interior das células para que a energia seja liberada. A equação química, não balanceada, a seguir, representa a oxidação completa de um mol da substância tributirina, também conhecida como butirina, presente em certos alimentos. C 15 H 26 O 6 + O 2 → CO 2 + H 2 O DH = – 8120 kJ/mol Considerando-se que toda a energia da reação esteja disponível para a realização de trabalho mecânico, quantos mols de O 2 são necessários para que uma pessoa levante uma caixa de 20,3 kg do chão até uma altura h = 2,0 m? Dados: g = 10 m/s2 A) 2,03 × 10–4 D) 18,50 × 10–4 B) 4,06 × 10–4 E) 20,00 × 10–4 C) 9,25 × 10–4 Exercícios Propostos 01. (Unesp) Diariamente podemos observar que reações químicas e fenômenos físicos implicam em variações de energia. Analise cada um dos seguintes processos, sob pressão atmosférica. I. A combustão completa do metano (CH 4 ) produzindo CO 2 e H 2 O; II. O derretimento de um iceberg; III. O impacto de um tijolo no solo ao cair de uma altura h. Em relação aos processos analisados, pode-se afirmar que: A) I é exotérmico, II e III são endotérmicos. B) I e III são exotérmicos e II é endotérmico. C) I e II são exotérmicos e III é endotérmico. D) I, II e III são exotérmicos. E) I, II e III são endotérmicos. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 61 Química 02. (IME/2017) Um isótopo de cromo, de massa atômica 54, constitui 53% da massa de um óxido formado exclusivamente pelo isótopo e por oxigênio. A partir dessa informação, pode-se estimar que a fórmula mínima do óxido e o calor específico do cromo-54 são: A) CrO 3 e 0,12 cal/(g · ºC) D) Cr 2 O 3 e 0,16 cal/(g · ºC) B) CrO 3 e 0,18 cal/(g · ºC) E) Cr 4 O e 0,18 cal/(g · ºC) C) Cr 2 O 6 e 0,12 cal/(g · ºC) 03. (Unisc/2015) Uma reação química normalmente envolve aspectos energéticos e cinéticos. Interprete o gráfico a seguir, que ilustra uma reação hipotética desenvolvida na presença e na ausência de catalisador e indique a alternativa verdadeira. A) A reação é exotérmica com energia de ativação sem o catalisador de 30 kcal. B) A reação é endotérmica com energia do complexo ativado sem catalisador de 43 kcal. C) A reação apresenta uma energia de ativação de 30 kcal sem catalisador e 17 kcal com o catalisador. D) A reação é endotérmica e tem um DH = –30 kcal. E) A energia de ativação da reação diminui em 17 kcal com a utilização do catalisador. 04. (Udesc/2016) A Termoquímica estuda a energia e o calor associados a reações químicas e/ou transformações físicas de substâncias ou misturas. Com relação a conceitos, usados nessa área da química, assinale a alternativa incorreta A) A quebra de ligação química é um processo endotérmico. Já a formação de ligações são processos exotérmicos. Dessa forma, a variação de entalpia para uma reação química vai depender do balanço energético entre quebra e formação de novas ligações. B) A variação de energia que acompanha qualquer transformação deve ser igual e oposta à energia que acompanha o processo inverso. C) A entalpia H de um processo pode ser definida como o calor envolvido no mesmo, medido à pressão constante. A variação de entalpia do processo permite classificá-lo como endotérmico, quando absorve energia na forma de calor, ou exotérmico, quando libera energia. D) O fenômeno de ebulição e o de fusão de uma substância são exemplos de processos físicos endotérmicos. E) A Lei de Hess afirma que a variação de energia deve ser diferente, dependendo se um processo ocorrer em uma ou em várias etapas. 05. (UFG/2014) A butirina está presente na manteiga e é utilizada na produção de margarina. Suponha que nos processos metabólicos toda a energia liberada na oxidação da butirina seja convertida em calor. Nessa situação, quantos mols de butirina são necessários para aumentar de 2 °C a temperatura corporal de um homem de 101,5 kg e a que classe de moléculas pertence a butirina? Dados: C Homem = 1,0 cal/(g ºC); 1 cal ≈ 4,0 J. A) 0,1 e lipídio. B) 0,4 e lipídio. C) 0,1 e proteína. D) 0,4 e proteína. E) 0,4 e carboidrato. 06. (UPE-SSA 2/2016) Um fenômeno raro no Nordeste chamou a atenção de moradores de Ouricuri, no Sertão do Estado. No final da tarde da última terça-feira de 2014 caiu granizo na localidade, por cerca de dez minutos. Quando o dia amanheceu, foi possível observar vapores, sendo formados do granizo depositado no chão. Disponível em: . Acesso em: junho 2015. Considerando as informações dessa notícia, o que ocorria com o granizo ao amanhecer? A) Um processo exotérmico. B) Um processo endotérmico. C) Um processo isotérmico. D) Uma reação de primeira ordem. E) Uma reação de segunda ordem. 07. (FCMMG/2017) Este diagrama registra as energias envolvidas na formação da água sólida, líquida e gasosa, bem como outras transformações. Analisando o diagrama, assinale a alternativa incorreta: A) O calor de fusão de 3,0 mols de água é de 87,3 kcal. B) O valor da energia da ligação H — H é de 104,2 kcal. C) A entalpia de formação de 36 g de água sólida é de – 194,8 kcal. D) A dissociação de 1,0 mol de água no estado gasoso, nas condições ambientes, absorve 290,9 kcal. E) A quebra da molécula de água formando gás hidrogênio e oxigênio é um processo exotérmico. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 62 Química 08. (Unesp/2017) O esquema representa um calorímetro utilizado para a determinação do valor energético dos alimentos. agitador + - terminais elétricos para ignição da amostra termômetro recipiente termicamente isolado câmara de reação água cápsula contendo a amostra Disponível em: . Adaptado. A tabela nutricional de determinado tipo de azeite de oliva traz a seguinte informação: “Uma porção de 13 mL (1 colher de sopA) equivale a 108 kcal. Considere que o calor específi co da água seja 1 kcal · kg–1 · ºC–1 e que todo o calor liberado na combustão do azeite seja transferido para a água. Ao serem queimados 2,6 mL desse azeite, em um calorímetro contendo 500 g de água, inicialmente a 20,0 ºC e à pressão constante, a temperatura da água lida no termômetro deverá atingir a marca de A) 21,6 ºC C) 45,2 ºC B) 33,2 ºC D) 63,2 ºC 09. (ITA/2017) Em relação às funções termodinâmicas de estado de um sistema, assinale a proposição errada. A) A variação de energia interna é nula na expansão de n mols de um gás ideal à temperatura constante. B) A variação de energia interna é maior do que zero em um processo endotérmico a volume constante. C) A variação de entalpia é nula em um processo de várias etapas em que os estados inicial e fi nal são os mesmos. D) A variação de entropia é maior do que zero em um processo endotérmico à pressão constante. E) A variação de entropia é nula quando n mols de um gás ideal sofrem expansão livre contrapressão externa nula. 10. (UEG/2016) Uma pessoa consome diariamente 5 copos de 200 mL de água a uma temperatura de 16 ºC por 30 dias e, por vias metabólicas, o organismo deve manter a temperatura corporal a aproximadamente 36 ºC. Nesse período, supondo um caso ideal, para elevar a temperatura da água até a temperatura corporal, o total de energia consumida pelo organismo, em kcal, será de aproximadamente: Dados para a água: calor específi co = 1 cal/g ºC; densidade = 1 g/ml. A) 20 B) 80 C) 120 D) 350 E) 600 Aulas ?? a ??: Fatores que Infl uenciam na Entalpia Fatores que Infl uenciam na entalpia Quantidade de reagentes e produtos A quantidade de calor liberada ou absorvida em uma reação química ou fenômeno físico é proporcional à quantidade de reagentes (ou produtos) que são consumidos (ou formados) no processo. Veja o exemplo para a formação de 2 mol de amônia gasosa: N 2(g) + 3H 2(g) → 2NH 3(g) DH = – 92 kJ Essa notação indica que, para a formação de 2 mol de amônia (NH 3 ) na fase gasosa, são liberados 92 kJ de calor. Evidentemente, se ocorresse a formação de 4 mol de amônia gasosa, a quantidade de calor liberado seria também o dobro. Observe: 2N 2(g) + 6H 2(g) → 4NH 3(g) DH = – 184 kJ Estados físicos de reagentes e produtos O estado físico de certo reagente ou determinado produto em uma reação química pode alterar a variação de entalpia da reação. Sabe-se que uma substância em fase gasosa possui maior conteúdo energético que, em fase líquida, (devido à maior energia cinética das partículas no estado gasoso, que resulta em maior agitação molecular), e que uma substância em fase líquida possui maior conteúdo energético que em fase sólida: H gasoso > H líquido > H sólido Veja o gráfi co de entalpia para a reação exotérmica de produção de monóxido de carbono gasoso e água (que pode ser gasosa, líquida ou sólidA), a partir de gás carbônico e gás hidrogênio. CO 2(g) + H 2(g) → CO (g) + H 2 O Sabemos que as três reações diferenciam-se, em relação ao calor liberado, pelo estado físico da água (um dos produtos da reação). Lembre-se que a água em fase gasosa é a de maior entalpia e situa-se acima das outras duas fases no gráfi co. Esse fato é importante quando avaliamos a variação de entalpia. x y zCO (g) + H2O(g) CO 2(g) + H 2(g) CO (g) + H2O(�) CO (g) + H2O(s) H Aula 14 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 63 Química Note que x 0). • Se nada for mencionado no problema, admite-se que a substância, ou todas as substâncias de uma reação, estejam no estado padrão. Alguns H’s importantes Calor, entalpia ou H de formação É a quantidade de calor liberada ou absorvida para formar 1 mol de uma substância, a partir de seus elementos constituintes, na forma de substâncias simples, no estado padrão, a 25 °C. Observe os três exemplos a seguir, em que o DH é denominado calor de formação: C (graf.) + O 2(g) → CO 2(g) DHf = –393,5 kJ/mol Na (s) + 1 2 C 2(g) → NaC (s) DHf = –411,1 kJ/mol 3C (graf.) + 6H 2(g) + 3O 2(g) → C 6 H 12 O 6(s) DHf = –1268 kJ/mol Observe agora dois exemplos em que o DH da reação não pode ser denominado calor de formação: • C (diam.) + 2H 2(g) → CH 4(g) DH = –77,6 kJ/mol (nesse caso, a espécie C (diam.) não corresponde ao estado padrão). • N 2(g) + 3H 2(g) → 2NH 3(g) DH = –92 kJ (nesse caso, foram formados 2 mol do produto). Os valores tabelados dos calores de formação das substâncias podem ser utilizados para calcularmos o DH de outras reações em que essas substâncias participem, de acordo com a seguinte relação: DH reação = Σ DHf prod. – Σ DHf reag. Calor, entalpia ou H de combustão É a quantidade de calor liberada para queimar 1 mol de uma substância, estando todos os componentes da reação no estado padrão a 25 ºC. Quando se afi rmar que, para o gás metano, DHc (calor de combustão) é igual a –890 kJ/mol, entendemos que a reação de 1 mol de CH 4(g) com 2 moles de O 2(g) produzindo 1 mol de CO 2(g) e 2 moles de H 2 O () libera 890 kJ, a 25 ºC. Veja a equação termoquímica correspondente: CH 4(g) + O 2(g) → CO 2(g) + 2H 2 O () → DH c = – 890 kJ/mol. Observação: • Na verdade, todo DH recebe a denominação da reação ou processo a que está associado. Num processo como a fusão da água, H 2 O (s) → H 2 O () , o DH recebe o nome de calor ou entalpia de fusão. Assim, teremos calor de neutralização (para reações de neutralização entre ácidos e bases), calor de dissolução (para a dissolução de substâncias em água, por exemplo) etc. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 64 Química Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx) Algumas viaturas militares administrativas possuem motores à combustão que utilizam como combustível a gasolina. A queima (combustão) de combustíveis como a gasolina, nos motores à combustão, fornece a energia essencial para o funcionamento dessas viaturas militares. Considerando uma gasolina na condição padrão (25 °C e 1 atm), composta apenas por n-octano (C 8 H 18 ) e que a sua combustão seja completa (formação exclusiva de CO 2 e H 2 O gasosos como produtos), são feitas as seguintes afirmativas: Dados: Entalpias de formação (DHf°) H 2 O (g) CO 2(g) C 8 H 18() – 242 kJ/mol – 394 kJ/mol – 250 kJ/mol Massas Atômicas C H O 12 u 1 u 16 u I. a combustão da gasolina (C 8 H 18 ) é uma reação exotérmica; II. na combustão completa de 1 mol de gasolina, são liberados 16 mols de gás carbônico (CO 2 ); III. a entalpia de combustão (calor de combustão) dessa gasolina é – 5080 kJ/mol (DHc = –5080 kJ/mol); IV. o calor liberado na combustão de 57 g de gasolina é de 1270 kJ. Das afirmativas apresentadas, estão corretas apenas a: A) I, II e III. D) II e IV. B) I, III e IV. E) I e III. C) I e II. 02. (EsPCEx) Uma das aplicações da trinitroglicerina,cuja fórmula é C 3 H 3 N 3 O 9 , é a confecção de explosivos. Sua decomposição enérgica gera como produtos os gases nitrogênio, dióxido de carbono e oxigênio, além de água, conforme mostra a equação da reação a seguir: 4 C 3 H 3 N 3 O 9() → 6 N 2(g) + 12 CO 2(g) + 1 O 2(g) + 10 H 2 O () Além de explosivo, a trinitroglicerina também é utilizada como princípio ativo de medicamentos no tratamento de angina, uma doença que acomete o coração. Medicamentos usados no tratamento da angina usam uma dose padrão de 0,6 mg de trinitroglicerina na formulação. Considerando os dados termoquímicos da reação a 25 °C e 1 atm e supondo que essa massa de trinitroglicerina sofra uma reação de decomposição completa, a energia liberada seria aproximadamente de: Dados: massas atômicas: C = 12 u; H = 1 u; N = 14 u; O = 16 u. DH f (H 2 O) = –286 kJ/mol; DH f (CO 2 ) = –394 kJ/mol; DH f (C 3 H 5 N 3 O 9 ) = –353,6 kJ/mol. A) 4,1 J B) 789,2 J C) 1432,3 J D) 5,3 kJ E) 362,7 kJ • Texto para a questão 03 e 04. Reações conhecidas pelo nome de Termita são comumente utilizadas em granadas incendiárias para destruição de artefatos, como peças de morteiro, por atingir temperaturas altíssimas devido à intensa quantidade de calor liberada e por produzir ferro metálico na alma das peças, inutilizando-as. Uma reação de Termita muito comum envolve a mistura entre alumínio metálico e óxido de ferro III, na proporção adequada, e gera como produtos o ferro metálico e o óxido de alumínio, além de calor, conforme mostra a equação da reação: 2 A (s) + Fe 2 O 3(s) → 2 Fe (s) + A 2 O 3(s) + calor Reação de Termita Dados: Massas Atômicas: A = 27 u; Fe = 56 u e O = 16 u. Entalpia Padrão de Formação: DH0 f A 2 O 3 = –1675,7 kJ · mol–1; DH0 f Fe 2 O 3 = – 824,2 kJ · mol–1; DH0 f A0 = 0 kJ · mol–1; DH0 f A0 = 0 kJ · mol–1 03. Considerando que para a inutilização de uma peça de morteiro seja necessária a produção de 336 g de ferro metálico na alma da peça e admitindo-se o alumínio como reagente limitante e o rendimento da reação de 100% em relação ao alumínio, a proporção em porcentagem de massa de alumínio metálico que deve compor 900 g da mistura de termita supracitada (alumínio metálico e óxido de ferro III) em uma granada incendiária, visando à inutilização desta peça de morteiro, é de: A) 3% B) 18% C) 32% D) 43% E) 56% 04. Considerando a equação de reação de Termita apresentada e os valores de entalpia (calor) padrão das substâncias componentes da mistura, a variação de entalpia da reação de Termita é de A) DH0 = + 2111,2 kJ B) DH0 = = – 1030,7 kJ C) DH0 = – 851,5 kJ D) DH0 = – 332,2 kJ E) DH0 = – 1421,6 kJ 05. (PUC-RS/2015) O isoctano líquido (C 8 H 18 ) e o gás hidrogênio são importantes combustíveis. O primeiro está presente na gasolina; o segundo, na propulsão de foguetes. As entalpias aproximadas de formação do gás carbônico, do vapor de água e do isoctano líquido (C 8 H 18 ) são, respectivamente, –393, –242 e –259 kJ/mol. A partir desses dados, o calor liberado na combustão de 1 kg de hidrogênio gasoso é, aproximadamente, ________ vezes maior do que o calor liberado na combustão de 1 kg de isoctano líquido. A) 0,4 B) 0,9 C) 2,7 D) 33,0 E) 53,2 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 65 Química Exercícios Propostos 01. (Mackenzie/2017) O etanol, produzido por meio da fermentação do açúcar extraído da cana-de-açúcar, é um combustível renovável extremamente difundido no território nacional, e possui entalpia-padrão de combustão de –1368 kJ · mol–1. Considerando-se os dados fornecidos na tabela abaixo, é correto afirmar que a entalpia-padrão de formação do etanol é de Substância H0 f (kJ · mol–1) CO 2(g) –394 H 2 O () –286 A) +278 kJ · mol–1 B) +3014 kJ · mol–1 C) +1646 kJ · mol–1 D) –278 kJ · mol–1 E) –3014 kJ · mol–1 02. (Acafe) No jornal Folha de São Paulo, de 16 de setembro de 2011, foi publicada uma reportagem sobre o Shopping Center Norte de São Paulo – SP: “[...] Segundo a Cetesb, foi encontrado gás metano no terreno, que serviu como depósito de lixo na década de 1980, antes da construção do shopping [...]”. Dados: CH 4 = 16 g/mol; Entalpia de combustão do metano = – 889,5 kJ/mol. Com base no texto anterior e nos conceitos químicos, analise as afirmações a seguir. I. O gás metano é uma molécula apolar, possui estrutura tetraédrica e fórmula molecular CH 4 ; II. O gás metano é um dos principais gases presentes no biogás; III. A energia liberada na combustão de 100 kg de metano é +5,56 –106 kJ, aproximadamente; IV. Caso a concentração do gás metano na região do shopping seja elevada, há o risco de ocorrer explosões. Assinale a alternativa correta. A) Apenas a afirmação III está correta. B) Apenas I, II e IV estão corretas. C) Apenas I e IV estão corretas. D) Todas as afirmações estão corretas. 03. (UEFS/2017) Substância Entalpia da formação (kJ · mol–1) C 2 H 5 OH () , etanol –277,8 CO 2(g) –393,5 O 2 0 H 2 O () –286,0 Um motociclista foi de Salvador-BA para Feira de Santana-BA, percorrendo no total 110,0 km. Para percorrer o trajeto, sua motocicleta flex consumiu 5 litros de etanol (C 2 H 5 OH (), d = 0,8 g · cm–3) etanol tendo um consumo médio de 22,0 km/L. Com base nos dados de entalpia de formação de algumas substâncias, o calor envolvido na combustão completa por litro de etanol foi, em kJ, aproximadamente, A) –1367 B) +1367 C) –18200 D) +10936 E) –23780 04. (EsPCex/2018) A reação de combustão completa do etanol (C 2 H 5 OH) produz gás carbônico (CO 2 ) e água (H 2 O). Dada a tabela abaixo, de calores de formação das espécies químicas, e considerando a reação de combustão completa desse álcool, são feitas as seguintes afirmativas: Composto AHf 0 (kJ · mol–1) (25 °C, 1 atm) C 2 H 5 OH () –278 CO 2(g) –394 H 2 O () –286 I. O agente oxidante dessa reação é o O 2 ; II. O coeficiente estequiométrico da água, após o balanceamento da equação, é 2; III. Considerando a densidade do etanol 0,8 g/mL (25 ºC; 1 atm), a combustão completa de 1150 mL desse composto libera aproximadamente 27360 kJ; IV. A quantidade de calor liberada na combustão de 1 mol de etanol é de 278 kJ · mol–1. Das afirmativas feitas estão corretas apenas: A) II, III, e IV. D) II e IV. B) I e II. E) I e III. C) III e IV. 05. (Mackenzie/2016) Considerando a reação de combustão completa de 1 mol de gás butano no estado-padrão e as informações existentes da tabela abaixo, assinale a alternativa que descreve a afirmação correta. Substância Entalpias-padrão de formação (kJ · mol–1) C 4 H 10(g) –125,7 CO 2(g) –393,5 H 2 O () –285,8 A) O valor da variação de entalpia desse processo é igual a –679,3 kJ. B) O somatório dos coeficientes estequiométricos para a equação que representa esse processo é de 26. C) A entalpia dos produtos é menor do que a entalpia dos reagentes, pois o processo é classificado termoquimicamente como endotérmico. D) O carbono existente no CO 2 encontra-se em seu estado intermediário de oxidação, possuindo nox +2. E) O valor da energia liberado nesse processo é de 2877,3 kJ. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 66 Química 06. (ITA/2016) Considere as entalpias padrão de formação dos seguintes compostos: CH 4(g) O 2(g) CO 4(g) H 2 O (g) DH f °/kJ · mol–1 –74,81 Zero –393,51 –285,83 Sabendo que a capacidade calorífica da água, à pressão constante, vale 75,9 J · mol–1 e que sua entalpia de vaporização é igual a 40,66 kJ · mol–1, assinale a alternativa que melhor corresponda ao número de mols de metano necessários para vaporizar 1 L de água pura, cuja temperatura inicial é 25 ºC, ao nível do mar. A) 1,0 B) 2,0 C) 2,9 D) 3,8 07. (Mackenzie/2015) O cicloexano (C 6 H 12 ) é um hidrocarboneto líquido à temperatura ambiente, insolúvel em água, que pode ser obtido pela redução com hidrogênio, na presença de um catalisador e pressão adequados, a partir do benzeno, apresentando valor de entalpia-padrão de formação igual a –156 kJ · mol–1. Sabendo-se que as entalpias padrãode formação, da água líquida e do dióxido de carbono gasoso são, respectivamente, –286 kJ · mol–1 e –394 kJ · mol–1 pode- se afirmar que a entalpia-padrão de combustão do cicloexano é de A) –524 kJ · mol–1 B) –836 kJ · mol–1 C) –3924 kJ · mol–1 D) –4236 kJ · mol–1 E) – 6000 kJ · mol–1 08. (PUC-SP/2013) O estudo da energia reticular de um retículo cristalino iônico envolve a análise do ciclo de Born-Haber. O diagrama de entalpia a seguir exemplifica o ciclo de Born-Haber do cloreto de potássio (KC). A partir da análise do diagrama, é incorreto afirmar que A) a entalpia de sublimação do potássio é de 89 kJ/mol. B) a entalpia de ligação C — C é de 244 kJ/mol. C) a entalpia de formação do KC (s) é de –717 kJ/mol. D) o potencial de ionização do K (g) é de 418 kJ/mol. E) a reação entre o metal potássio e o gás cloro é exotérmica. 09. (PUC-RS/2015) O isoctano líquido (C 8 H 18 ) e o gás hidrogênio são importantes combustíveis. O primeiro está presente na gasolina; o segundo, na propulsão de foguetes. As entalpias aproximadas de formação do gás carbônico, do vapor de água e do isoctano líquido (C 8 H 18 ) são, respectivamente, –393, –242 e –259 kJ/mol. A partir desses dados, o calor liberado na combustão de 1 kg de hidrogênio gasoso é, aproximadamente, ________ vezes maior do que o calor liberado na combustão de 1 kg de isoctano líquido. A) 0,4 B) 0,9 C) 2,7 D) 33,0 E) 53,2 10. (UPE/2014) Um grupo de pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, usou um tipo de fungo e de bactéria para produzir isobutanol. Segundo os pesquisadores, esse biocombustível teria maior compatibilidade com a gasolina que com o etanol. Disponível em: . Adaptado. A tabela a seguir apresenta o calor-padrão de formação (DH f 0) dos combustíveis citados, do gás carbônico e da água. Considere que os combustíveis apresentam a mesma densidade. Substância DHf 0 (kJ/mol) Água líquida (H 2 O) –286 Etanol (C 2 H 6 O) –1368 Gás carbônico –394 Gasolina (C 8 H 18 ) –5471 Isobutanol (C 4 H 10 O) –355 Dados: Massas atômicas (em u): H = 1; C = 12; O = 16. São feitas três afirmativas sobre a utilização desses biocombustíveis. Analise-as. I. Na queima completa de massas iguais, o isobutanol libera mais energia que o etanol; II. A maior compatibilidade do isobutanol com a gasolina se deve a sua menor polaridade comparada ao etanol; III. Uma das desvantagens do uso do isobutanol adicionado à gasolina reside no fato de ele ser mais miscível com a água, quando comparado ao etanol, aumentando o risco de adulteração. Está correto, apenas, o que se afirma em A) I B) II C) III D) I e II E) II e III IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 67 Química Aulas ?? a ??: Leis de Hess Leis De Hess Também conhecida como lei da soma dos calores, a lei de Hess é a base fundamental para a compreensão da Termoquímica. Ela se fundamenta no fato de que a entalpia (H) é uma função de estado, ou seja, o valor de DH para um processo depende apenas do estado atual do sistema, não importando como esse estado foi alcançado. Assim, podemos dizer, mais facilmente, que o valor de DH de um processo depende apenas dos estados final e inicial, não importando as etapas intermediárias. Se um processo ocorreu em etapas, então teremos: Alguns comentários são necessários para que se consiga utilizar com critério a lei de Hess: 1. Se uma equação termoquímica é multiplicada por um número, o seu DH também será multiplicado pelo mesmo número (afinal, a variação de entalpia é uma propriedade extensiva do material reagentE). 2. Ao se inverter uma equação termoquímica, o valor de seu DH também será invertido (muda de sinal). Observações: • Entalpia de dissolução de compostos iônicos (DHsol ). A dissolução de compostos iônicos pode ser interpretada, teoricamente, como a soma de duas etapas bem definidas: • Entalpia reticular (DH ret ): e a energia necessária para a quebra do retículo iônico até que os iôns sejam levados à fase gasosa. Como envolve o rompimento de ligações, e uma grandeza endotérmica; • Entalpia de hidratação ou solvatação (DH hiD ): envolve a energia liberada para que os íons gasosos sejam solvatados pelas moléculas do solvente, formando a camada de solvatação. Como se dá pela aproximação de espécies, cujos polos têm sinais contrários, é uma grandeza exotérmica. Pela Lei de Hess, podemos escrever: DH sol = DH red + DH hid . • Se |H ret | > |H hid |, então H SOL > 0 (dissolução endotérmicA) • Se |H ret | 0 (endotérmico) • Ligação formada (nos produtos) → DH150 aulas 09 E 10: Estudo dos Ácidos Introdução ............................................................................................................................................................................................................... 152 Regra prática para determinação da força de um ácido ........................................................................................................................................... 153 Fórmula estrutural ................................................................................................................................................................................................... 153 Formulação e Nomenclatura .................................................................................................................................................................................... 154 Ionização dos ácidos ................................................................................................................................................................................................ 155 Nomenclatura dos ânions ........................................................................................................................................................................................ 155 Hidrogeno ânions ..................................................................................................................................................................................................... 155 Aplicações dos principais ácidos do cotidiano ......................................................................................................................................................... 156 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 158 aulas 11 E 12: Estudo das basEs Introdução ............................................................................................................................................................................................................... 160 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 163 aulas 13 E 14: Estudo dos sais Introdução ............................................................................................................................................................................................................... 165 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 173 aulas 15 E 16: Estudo dos óxidos E concEitos modErnos Óxidos ...................................................................................................................................................................................................................... 175 Teoria de Brönsted-Lowry ........................................................................................................................................................................................ 177 Teoria de Lewis ........................................................................................................................................................................................................ 177 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 177 aulas 17 E 18: balancEamEnto dE EQuaçõEs dE oxirrEdução Introdução ............................................................................................................................................................................................................... 179 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 180 aulas 19 E 20: rEaçõEs inorgânicas Introdução ............................................................................................................................................................................................................... 182 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 183 aulas 21 E 22: funçõEs oxigEnadas Álcoois ..................................................................................................................................................................................................................... 186 Fenóis ....................................................................................................................................................................................................................... 186 Enóis ........................................................................................................................................................................................................................ 187 Aldeídos ................................................................................................................................................................................................................... 187 Cetonas .................................................................................................................................................................................................................... 187 Éteres ....................................................................................................................................................................................................................... 188 Ácidos carboxílicos................................................................................................................................................................................................... 188 Ésteres ..................................................................................................................................................................................................................... 188 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 189 aulas 23 E 24: funçõEs nitrogEnadas Aminas ..................................................................................................................................................................................................................... 192 Amidas ..................................................................................................................................................................................................................... 192 Nitrocompostos ........................................................................................................................................................................................................ 193 Nitrilas ..................................................................................................................................................................................................................... 193 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................(kJ · mol–1) Tipo de ligação Energia (kJ · mol–1) Tipo de ligação Energia (kJ · mol–1) C — C 348 H — O 463 C — H 413 O == O 495 C == O 799 C — O 358 A) 2,11 · 105 kJ B) 3,45 · 103 kJ C) 8,38 · 105 kJ D) 4,11 · 104 kJ E) 0,99 · 104 kJ 03. (EsPCEx) Considerando os dados termoquímicos empíricos de energia de ligação das espécies, a entalpia da reação de síntese do fosgênio é Dados: Energia de ligação Fórmula estrutural do fosgênio: C == O C CC == O 745 kJ/mol C O 1080 kJ/mol C — C 328 kJ/mol C — C 243 kJ/mol A) +522 KJ B) –78 kJ C) –300 kJ D) +100 kJ E) –141 kJ 04. (EsPCEx) São dadas as seguintes informações relativas às reações que ocorrem à temperatura de 25 °C e à pressão de 1 atm. I. 4 Fe (s) + 12 H 2 O () → 4 Fe(OH) 3(s) + 6 H 2(g) DH = +643,96 kJ II. 6 H 2 O () + 2 Fe 2 O 3(s) → 4 Fe(OH) 3(s) DH = +577,38 kJ III. 6 H 2(g) + 3 O 2(g) → 6 H 2 O () DH = –1714,98 kJ Com base nesses dados, é possível afirmar que, quando há produção de somente 1(um) mol de óxido de ferro III, a partir de substâncias simples, ocorre A) absorção de 1012,6 kJ. B) liberação de 1012,6 kJ. C) absorção de 824,2 kJ. D) liberação de 824,2 kJ. E) liberação de 577,38 kJ. 05. (EsPCEx) O diborano (B 2 H 6 ) é um hidreto de boro altamente reativo, considerado um possível combustível de foguetes em programas espaciais. O cálculo da energia envolvida na síntese de um mol de diborano pode ser feito utilizando-se a Lei de Hess e conhecendo-se as reações e calores envolvidos nas reações, conforme as equações abaixo: I. 2 B (s) + 3/2 O 2 (g) → B 2 O 3(s) + 1273 kJ II. B 2 H 6(g) + 3 O 2(g) – 2035 kJ → B 2 O 3(s) + 3 H 2 O (v) III. H 2(g) + 1/2 O 2(g) → H 2 O (g) + 242 kJ A respeito das reações e do calor envolvido no processo de síntese, é correto afirmar que A) a reação II é exotérmica e o DH = –3550 kJ. B) as três reações são exotérmicas e o DH = –520 kJ. C) a reação II é endotérmica e o DH = –36 kJ. D) a reação II é exotérmica e o DH = +3550 kJ. E) as três reações são exotérmicas e o DH = +36 kJ. Exercícios Propostos 01. (Fac. Pequeno Príncipe – Medic/2016) O corpo humano necessita de energia para a realização de suas funções vitais. Os carboidratos são fontes rápidas de energia e são degradados por enzimas digestivas e controlados principalmente pelo intestino até chegar à corrente sanguínea, visto que o organismo não é capaz de absorver moléculas maiores. A glicose usada na alimentação também é chamada de “açúcar no sangue”, pois é o açúcar mais simples que circula em nossas veias. No sangue humano, sua concentração é mantida entre 80 mg e 120 mg por 100 mL, pela ação de hormônios secretados pelo pâncreas. Se por doença ou falta prolongada de alimentação essa concentração diminuir (hipoglicemiA), a pessoa deverá receber soro glicosado; se, pelo contrário, a concentração de glicose no sangue aumentar (hiperglicemiA), a pessoa apresentará os sintomas da doença conhecida como diabetes e deverá receber medicamentos, como a insulina. A seguir é apresentada a equação química que representa a combustão da glicose. C 6 H 12 O 6(aq) + 6 O 2(g) → 6 CO 2(g) + 6 H 2 O (g) IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 69 Química Considerando as entalpias de reação em KJ/mol 6 C (s) + 3 O 2(g) + 6 H 2(g) → C 6 H 12 O 6(aq) DH 1 = –1263 H 2(g) + 1/2 O 2(g) → H 2 O (II) DH 2 = –286 CO 2(g) → C (s) + O 2(g) DH 3 = 394 Dados: C = 12; H = 1; O = 16. A energia liberada pelo organismo na ingestão de 10 g de glicose é: A) 156,5 kJ D) 236,4 kJ B) 1565 kJ E) 2817 kJ C) 2364 kJ 02. (UCS/2016) O 1,2-dicloroetano ocupa posição de destaque na indústria química americana. Trata-se de um líquido oleoso e incolor, de odor forte, inflamável e altamente tóxico. É empregado na produção do cloreto de vinila que, por sua vez, é utilizado na produção do PVC, matéria-prima para a fabricação de dutos e tubos rígidos para água e esgoto. A equação química que descreve, simplificadamente, o processo de obtenção industrial do 1,2-dicloroetano a partir da reação de adição de gás cloro ao eteno, encontra-se representada abaixo. C 2 H 4(g) + C 2(g) → C 2 H 4 C 2() Disponível em: . Acesso em: 3 set. 2015. Adaptado. Dados: Ligação Energia de ligação (kJ/mol) C — H 413,4 C — C 327,2 C — C 346,8 C == C 614,2 C — C 242,6 A variação de entalpia da reação anterior é igual a A) –144,4 kJ/mol B) –230,6 kJ/mol C) –363,8 kJ/mol D) +428,2 kJ/mol E) +445,0 kJ/mol 03. (Unimontes/2014) Um inseto conhecido como besouro bombardeiro consegue afugentar seus predadores lançando sobre eles um “aerossol químico”, um vapor na forma de fina névoa. Esse aerossol resulta de uma reação química entre as substâncias hidroquinona, C 6 H 4 (OH) 2 , e o peróxido de hidrogênio, H 2 O 2 , catalisada por uma enzima. Além do efeito térmico da reação, a quinona, C 6 H 4 O 2 , produzida atua como repelente contra outros insetos e animais. A reação de formação do aerossol químico pode ser representada pela equação: C 6 H 4 (OH) 2(aq) + H 2 O 2(aq) → C 6 H 4 O 2(aq) + 2 H 2 O () Considere as reações representadas pelas equações I, II e III: I. C 6 H 4 (OH) 2(aq) → C 6 H 4 O 2(aq) + H 2(g) DHº = 177 kJ II. H 2 O 2(aq) → H 2 O () + 1/2 O 2(s) DHº = –94,6 kJ III. H 2(g) + 1/2 O 2(g) → H 2 O () DHº = –286 kJ Relacionando as equações I, II e III, pode-se afirmar que, para afugentar os predadores, o besouro bombardeiro libera uma quantidade de calor equivalente a A) 557,6 kJ C) 368,4 kJ B) 203,6 kJ D) 407,2 kJ 04. (EsPCEx) Considere, no quadro abaixo, as seguintes entalpias de combustão nas condições-padrão (25 °C e 1 atm), expressas em kJ · mol–1. Fórmula molecular e fase de agregação DHº (combustão) C grafita(s) –393,3 H 2(g) –285,8 C 4 H 10(g) –2878,6 A alternativa que corresponde ao valor da entalpia da reação abaixo, nas condições-padrão, é: 4 C grafita(s) + 5 H 2(g) → C 4 H 10(g) A) +68,6 kJ · mol–1 D) +174,4 kJ · mol–1 B) –123,6 kJ · mol–1 E) –352,5 kJ · mol–1 C) +248,8 kJ · mol–1 05. (Unigranrio – Medicina/2017) Cálculos de entalpias reacionais são em alguns casos efetuados por meio das energias de ligação das moléculas envolvidas, onde o saldo de energias de ligação rompidas e refeitas é considerado nesse procedimento. Alguns valores de energia de ligação entre alguns átomos são fornecidos no quadro abaixo: Ligação Energia de ligação (kJ/mol) C — H 413 O == O 494 C == O 804 C — H 463 Considere a reação de combustão completa do metano representada na reação abaixo: CH 4(g) + 2 O 2(g) → CO 2(g) + 2 H 2 O (v) A entalpia reacional, em kJ/mol, para a combustão de um mol de metano segundo a reação será de A) –820 D) +360 B) –360 E) +820 C) +106 06. (PUC-SP/2012) Para projetar um reator, um engenheiro precisa conhecer a energia envolvida na reação de hidrogenação do acetileno para a formação do etano C 2 H 2(g) + 2 H 2(g) → C 2 H 6(g) Embora não tenha encontrado esse dado tabelado, ele encontrou as seguintes entalpias padrão de combustão: C 2 H 2(g) + 5/2 O 2(g) → 2 CO 2(g) + H 2 O () DHºc = –1301 kJ/mol C 2 H 6(g) + 7/2 O 2(g) → 2 CO 2(g) + 3 H 2 O () DHºc = –1561 kJ/mol H 2(g) + 1/2 O 2(g) → H 2 O () DHºc = –286 kJ/mol IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 70 Química A energia liberada na obtenção de 12,0 t de etano a partir dessa reação de hidrogenação é de A) 312 kJ D) 1,04 · 108 kJ B) 260 kJ E) 1,04 · 107 kJ C) 1,25 · 108 kJ 07. (UPF/2017) Analise a representação da equação simplificada e não balanceada da reação química do sequestro de oxigênio pela hidrazina. H 2 N – NH 2(g) + O 2(g) → N 2(g) + H 2 O (g) Pode-se realizar uma estimativa da variação da entalpia dessa reação a partir dos dados de entalpia das ligações químicas (energia de ligação) envolvidas no processo, a pressão constante, conforme informações apresentadasno quadro a seguir: Ligação Energia de ligação (kJ/mol–1) N — H 389 N — N 163 N == N 514 N ≡≡ N 946 O — O 134 O == O 498 O — H 464 Acerca da reação de sequestro de oxigênio pela hidrazina e das informações apresentadas no quadro, analise as seguintes afirmativas: I. A variação da entalpia para a reação, envolvendo um mol de hidrazina, é –585 kJ mol–1, tratando-se de uma reação exotérmica; II. A hidrazina é classificada como uma base de Lewis devido ao fato de seus átomos de nitrogênio apresentarem pares de elétrons disponíveis; III. A molécula de água apresenta geometria angular; IV. A variação da entalpia para a reação, envolvendo um mol de hidrazina, é +343 kJ mol–1, tratando-se de uma reação endotérmica. Está correto apenas o que se afirma em: A) I e III D) II, III e IV B) I, II e III E) II e III C) II e IV 08. (IFBA/2016) Observe, a seguir, algumas equações termoquímicas: C (grafitE) + O 2(g) → CO 2(g) DH = –394 kJ mol–1 S (rômbico) + O 2(g) → SO 2(g) DH = –297 kJ mol–1 CS 2() + 3 O 2(g) → 2 SO 2(g) + CO 2(g) DH = –1077 kJ mol–1 Com base nas informações anteriores, complete as lacunas, tornando a afirmação a seguir verdadeira. A entalpia de formação do CS 2() , a partir de seus elementos formadores, tem DH = __________, sendo, portanto, uma reação __________. A) +89 kJ mol–1, endotérmica. B) +389 kJ mol–1, endotérmica. C) +1768 kJ mol–1, endotérmica. D) –1768 kJ mol–1, exotérmica. E) –2065 kJ mol–1, exotérmica. 09. (EBM-SP/2016) C 2 H 6 O () + 3 O 2(g) → 2 CO 2(g) + 3H 2 O () DHº = 1367 kJ/mol O calor liberado em uma reação química, a exemplo da reação de combustão do etanol representada pela equação termoquímica, está associado, entre outros fatores, à diferença entre a energia necessária para a ruptura de ligações químicas das substâncias reagentes e a energia liberada na formação de novas ligações intra e intermoleculares nos produtos. As análises das informações associadas aos conhecimentos da termoquímica permitem afirmar: A) A quantidade de energia armazenada nas moléculas de etanol é igual à energia liberada durante a sua combustão. B) O calor associado à combustão total de 1,8 · 1024 moléculas de etanol, C 2 H 6 O () é de, aproximadamente, –2734 kJ. C) O estado físico das substâncias químicas envolvidas no processo de combustão não interfere no valor da entalpia da reação. D) O processo de ruptura de ligações químicas existentes entre os átomos que constituem as substâncias reagentes é endotérmico. E) A energia necessária para a ruptura das ligações presentes nas moléculas de etanol e gás oxigênio é maior do que a energia liberada na formação de ligações no dióxido de carbono e água. 10. (Mackenzie/2014) O craqueamento (craking) é a denominação técnica de processos químicos na indústria por meio dos quais moléculas mais complexas são quebradas em moléculas mais simples. O princípio básico desse tipo de processo é o rompimento das ligações carbono-carbono pela adição de calor e/ou catalisador. Um exemplo da aplicação do craqueamento é a transformação do dodecano em dois compostos de menor massa molar, hexano e propeno (propileno), conforme exemplificado, simplificadamente, pela equação química a seguir: C12 H 26() → C 6 H 14() + 2 C 3 H 6(g) São dadas as equações termoquímicas de combustão completa, no estado-padrão para três hidrocarbonetos: C 12 H 26() + 37/2 O 2(g) → 12 CO 2(g) + 13 H 2 O () DHºc = –7513,0 kJ/ mol C 6 H 14(g) + 19/2 O 2(g) → 6 CO 2(g) + 7 H 2 O () DHºc = –4163,0 kJ/ mol C 3 H 6(g) + 9/2 O 2(g) → 3 CO 2(g) + 3 H 2 O () DHºc = –2220,0 kJ/ mol Utilizando a Lei de Hess, pode-se afirmar que o valor da variação de entalpia-padrão para o craqueamento do dodecano em hexano e propeno, será A) –13896,0 kJ/mol B) –1130,0 kJ/mol C) +1090,0 kJ/mol D) +1130,0 kJ/mol E) +13896,0 kJ/mol IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 71 Química Aulas ?? a ??: Entropia de Energia Livre Entropia(s) É a medida da desordem (desorganização) ou casualidade de um sistema. Quanto maior a desordem, maior a entropia desse sistema. Como já aconteceu com a entalpia, não estaremos interessados em entropia, cujo à entalpia, não estaremos interessados em entalpia num processo (DS). Para se ter um padrão de referência nos cálculos de entropia (como fizemos com a entalpiA) enunciaremos o terceiro princípio da termodinâmica: “A entropia de uma substância na forma de um cristal perfeito, em que as partículas que o constituem, na temperatura de zero Kelvin, é igual a zero.” Note que o 3º princípio estabelece que o valor zero na medida da entropia só é alcançado se tivermos a substância na forma de um cristal perfeito, na temperatura de zero absoluto, onde se presume não existir mais agitação molecular alguma. Perceba a diferença de critério para se estabelecer o padrão de entalpia (H) e de entropia (S): enquanto é zero para uma substância simples em seu estado-padrão (temperatura de 25 ºC, pressão de 1 atm e forma alotrópica mais estável) e entropia necessita seguir o 3º princípio, já enunciado. Diante do exposto, podemos concluir que a entropia absoluta de uma substância em certas condições de temperatura e pressão (utilizaremos 25 ºC e 1 atm) é sempre um valor positivo, já que a desordem relacionada é sempre maior que aquela medida na temperatura de zero absoluto. Observe algumas entropias absolutas a 25 ºC, expressas em J/mol · K: Substância Entropia absoluta (Sº) A 2 O 3(S) 51,0 Br 2() 152,2 Br 2(S) 245,4 C (grafitE) 5,69 C (diamantE) 2,4 NO (g) 210,6 O 2(g) 205,0 Se dispusermos da entropia de cada substância de uma reação podemos calcular a variação de entropia da referida reação. A expressão a ser utilizada é: DS reação = ∑ prod. – ∑ reag. S° S° Reacionado à entropia, também é enunciado o segundo princípio da termodinâmica. “Em qualquer processo espontâneo, existe sempre um aumento na entropia do Universo.” Note que a 2ª Lei estabelecida que ocorre um aumento na entropia (desordem) do conjunto Universo, e não necessariamente do sistema onde ocorre o processo espontâneo. Lembre-se que o conjunto Universo é formado pelo sistema junto com a vizinhança (ao meio ambientE). Aula 16 É devido a este princípio, que você já deve ter lido, que o Universo tende a um estado mais desorganizado, mais caótico. Assim, concluímos que existem processos espontâneos em que não há aumento da entropia do sistema. Exemplo: Abaixo de 0 ºC, a água líquida congela (sob pressão de 1 atm). Este processo é espontâneo, apesar de haver diminuição de entropia (aumento da organização) devido à formação da fase sólida. Energia livre (G) Existem dois parâmetros para se determinar a espontaneidade de uma reação: • Entalpia (DH) • Entropia (DS) Esses fatores serão relacionados algebricamente utilizando ideias já conhecidas. A partir da 2ª Lei, enunciada agora a pouco, podemos escrever: DS univer. = DS sist. + DS viz. . O sistema corresponde ao nosso objeto de estudo, enquanto na vizinhança não há ocorrência de processo algum. De acordo com a 2ª Lei da Termodinâmica, para todo processo espontâneo, é valido afirmar que DS univ. > 0 (a entropia do universo aumentA). Depois de utilizarmos alguns dos argumentos matemáticos que fogem ao nosso momento, a desigualdade anterior, válido para todo processo espontâneo, toma a seguinte forma: – (DH sist. – T · DS sist. ) > 0 Esta relação deve ser válida, é bom lembrar, para todo processo espontâneo. Definindo a grandeza Termodinâmica. G = H – T · S, e em termos de variação, DG = DH – T · DS, vemos que esta equação simples, proposta por Gibbs, nos dá uma relação para esses parâmetros, onde DG é a variação da energia livre de Gibbs. Veja agora a espontaneidade de um processo: Se DG > 0 (positivo) → processo não espontâneo Se DGnão expansivo) realizado por um processo. Matemática, DG = – máx. 2. O valor de DG em uma reação pode ser calculado a partir dos valores DG formação (como feito no DH). Os valores de DGf são tabelados da mesma forma que os valores de DH, ou seja, substâncias simples no estado-padrão têm DGf = 0. Portanto: DG reação = ∑DG prod. – ∑DG reag. f f Exercícios de Fixação 01. (Uece/2016) Josiah Willard Gibbs (1839-1903) foi um pesquisador norte-americano que contribuiu para a determinação da energia livre de um sistema termodinâmico através de uma lei que é associada ao seu nome. Em se tratando de energia livre e de entropia, analise as seguintes proposições: I. A energia livre pode ser positiva ou negativa, mas nunca pode ser nula; II. A energia livre é a totalidade de energia de um sistema termodinâmico, que pode ser usada para a realização de trabalho útil; IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 72 Química III. Toda a reação exotérmica é espontânea; IV. A variação de entropia de uma reação espontânea pode ser negativa; V. Em certas reações químicas a variação de entalpia coincide com a variação da energia interna. É correto o que se afirma somente em A) I e II. C) I, III e V. B) III e IV. D) II, IV e V. 02. (IME/2016) Um sistema A transfere, naturalmente, uma determinada quantidade de energia, na forma de calor, para um sistema B, que envolve totalmente A. Assinale a única alternativa correta. A) A entropia do Universo decrescerá. B) A entropia do sistema A crescerá. C) O aumento da entropia do sistema B será maior do que o decréscimo da entropia do sistema A. D) O aumento da entropia do sistema B será menor do que o decréscimo da entropia do sistema A. E) O aumento da entropia do sistema B será necessariamente igual ao decréscimo da entropia do sistema A. 03. (ITA/2016) No estado-padrão, é de 0,240 V o potencial da pilha cuja reação pode ser descrita pela seguinte equação química: 2 NO + 1/2 O 2 + H 2 O → 2HNO 2 Assinale a alternativa que apresenta o valor da energia livre padrão da reação, em kJ · mol–1. A) –11,6 D) –46,3 B) –23,2 E) –69,5 C) –34,8 04. (UFPE/2013) As aplicações das leis da Termodinâmica em Química são importantes para estabelecer quais processos químicos, dentre aqueles possíveis, são espontâneos. A quantificação dessas leis leva, por exemplo, aos valores de –237,1 e –16,5 kJ·mol–1 para a energia livre de Gibbs padrão de formação de H 2 O () e NH 3(g) em 298 K, respectivamente. Sobre essas aplicações, analise as proposições abaixo. ( ) A Primeira Lei da Termodinâmica proibe o seguinte processo: Na+ (aq) + NO– 3(aq) → NaNO 3(s) . ( ) A variação de entropia na reação 2 O 3(g) → 3 O 2(g) favorece a formação de produto. ( ) Processos em que há um aumento da entropia são espontâneos. ( ) A variação da energia livre de Gibbs padrão (D r G0) para a reação N 2(g) + 3 H 2(g) 2 NH 3(g) , em equilíbrio químico, é sempre nula quando a temperatura e a pressão forem constantes. ( ) A reação química 4 H 2(g) + 2 O 2(g) → 2 H 2 O () é espontânea em 298 K e 105 Pa (ou 1 bar). 05. (UFRGS/2013) Apesar de o papel queimar com muita facilidade, não se observa a queima de uma folha de papel, sozinha, sem que se coloque fogo. Considere as seguintes afirmações a respeito da reação de combustão do papel. I. Essa reação não é termodinamicamente espontânea; II. A energia de ativação deve ser maior que a energia térmica disponível para as moléculas, na temperatura ambiente; III. A variação de entalpia é negativa. Quais estão corretas? A) Apenas I. D) Apenas I e III. B) Apenas II. E) Apenas II e III. C) Apenas III. Exercícios Propostos 01. (Uespi/2012) A sacarose, C 12 H 22 O 11 , também conhecida como açúcar de mesa ou açúcar comum comercial, é encontrada na cana-de-çúcar e na beterraba. No Brasil, a sacarose é obtida por cristalização do caldo de cana e utilizada na alimentação, na fabricação de álcool etc. A combustão da sacarose produz dióxido de carbono e água, conforme a equação a seguir: C 12 H 22 O 11(s) + 12 O 2(g) → x CO 2(g) + y H 2 O () DG = –5796 kJ/mol Com relação a esta reação, é correto afirmar que os coeficientes x e y são, respectivamente: A) 6 e 10 e a reação é espontânea. B) 8 e 6 e a reação é não-espontânea. C) 11 e 12 e a reação é espontânea. D) 12 e 11 e a reação é espontânea. E) 8 e 11 e a reação é não-espontânea. 02. (UFRN) Um béquer de vidro, com meio litro de capacidade, em condições normais de temperatura e pressão, contém 300 mL de água líquida e 100 g de gelo em cubos. Durante o processo de fusão do gelo nas condições do sistema descrito no texto (273 K e 1,0 atm) deve ocorrer: A) aumento de entropia e diminuição de entalpia. B) diminuição de entalpia e de entropia. C) diminuição de entropia e aumento de entalpia. D) aumento de entalpia e de entropia. 03. (AFBJ) Para a reação de dissociação de 1 mol de N 2 O 4 gasoso produzindo NO 2 gasoso, a variação de entalpia é +58 kJ, enquanto a variação de entropia é de 175 J/K. Admitindo que os valores anteriores não variem com a temperatura, determine a temperatura a partir da qual a reação ocorrerá espontaneamente. A) 58,4 ºC B) 58,4 K C) 331,4 ºC D) 273 K E) 129,3 ºC 04. (AFBJ) Sobre os conceitos de entropia e espontaneidade de processos, julgue os itens a seguir. I. Na queima do metano produzindo água líquida, a variação de entalpia é negativa, assim como a variação de entropia; II. A entropia absoluta do óxido nítrico (NO) deve ser inferior à entropia absoluta do dióxido de nitrogênio (NO 2 ); III. Todo processo espontâneo é necessariamente exotérmico; IV. Se um processo espontâneo ocorre em sistema isolado, a sua entropia deve, necessariamente, aumentar. Estão corretas, apenas: A) Todas estão corretas. B) I, II e IV. C) I, II e III D) I e II E) III e IV IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 73 Química 05. Considere os processos abaixo. I. evaporação da água; II. queima da pólvora; III. dissolução do açúcar em água. A) Todos são endotérmicos, e o último ocorre com maior variação de entropia. B) Todos são exotérmicos, e o segundo ocorre com maior variação de entalpia. C) I e III são exotérmicos e ocorrem sem variação de entropia. D) I é endotérmico e ocorre com aumento de entropia. E) Todos ocorrem com diminuição de entropia. 06. (ITA) Considere as reações representadas pelas seguintes equações químicas: I. C (s) + 2H 2(g) → CH 4(g) II. N 2 O (g) → N 2(g) + 1/2O 2(g) III. 2NI 3(S) → N 2(g) + 3I 3(g) IV. 2O 3(g) → 3O 2(g) Assinale a opção que apresenta a(s) reação(ões) química(s) na(s) qual(is) há uma variação negativa de entropia. A) Apenas I. B) Apenas II e IV. C) Apenas II, III e IV. D) Apenas III. E) Apenas IV. 07. (UFPI) A reação de queima do álcool no motor do automóvel é representada pela equação termoquímica. C 2 H 5 OH (g) + 3O 2(g) → 2CO 2(g) + 3H 2 O () DH = – 1234,76 kJ/mol Marque a alternativa correta. A) A reação é de natureza endotérmica. B) A variação de energia interna (DE) é igual à variação de entalpia (DH). C) O conteúdo energético (DH) não depende da temperatura ambiente. D) A variação de entropia da reação é positiva. E) A eficiência da reação não depende do consumo de oxigênio. 08. (Uece) Para avaliar o “grau de desordem” de um sistema, os cientistas idealizam uma grandeza denominada entropia, usualmente designada por S, tal que: I. Aumento de desordem → aumento de entropia DS > 0, S final > S inicial II. Aumento de ordem → diminuição de entropia DS2 = –310,6 kcal mol–1 DS de formação do C 2 H 2 = –0,048 kcal mol–1 Escolha entre as alternativas relacionadas, na figura a seguir, as que completam, adequadamente, a afirmação: A 25 ºC e 1 atm, DH de formação de C 2 H 2 é ..., DG é portanto o processo é ... H kcal mol–1 H kcal mol–1 H kcal mol–1 A) + 54,1 – 68,4 Espontânea B) – 54,1 + 68,4 Não espontânea C) + 54,1 + 68,4 Não espontânea D) – 54,1 – 55,3 Espontânea E) + 54,1 + 55,3 Não espontânea Aulas ?? a ??: Cinética Conceito de velocidade de reação O que é cinética química? É a parte da Química que estuda as velocidades de reação e os fatores que nelas influem. No cotidiano, sabe-se que existem reações que gostaríamos de acelerá-las, torná-las mais rápidas: é o caso da formação do petróleo. Não seria maravilhoso se pudéssemos formar petróleo em apenas 1 dia, ao invés de milhões de anos? Inversamente, também há reações que desejamos que fiquem mais lentas, como a ferrugem. Aqui veremos os conceitos de velocidade de reação e alguns fatores que influenciam estas velocidades. Noções de velocidade de reação Velocidade média de reação em relação a um componente Seja a reação genérica: pP + qQ → mM + nN, onde as letras maiúsculas significam os componentes (reagentes ou produtos) e as minúsculas representam os coeficientes. Então: Velocidade média: • (Em relação a P): V P t P = − ∆ ∆ [ ] Podemos realizar raciocínio semelhante em relação aos outros componentes. Veja: • (Em relação a Q): V Q t Q = − ∆ ∆ [ ] • (Em relação a M): V M t M = + ∆ ∆ [ ] • (Em relação a N): V N t N = + ∆ ∆ [ ] Aula 17 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 74 Química Estes valores de velocidade média acima não necessariamente coincidem, devido à proporção entre os coeficientes. Isto vai gerar um novo conceito. Veja: Velocidade média de uma reação Na reação genérica, pP + qQ → mM + nN, temos: velocidade média da reação: ↓ = − ⋅ = − ⋅ = + ⋅ = + ⋅ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ ∆ [ ] [ ] [ ] [ ]Q p t Q q t M m t N n t V reação ou ainda: = = = =V p V q V m V n P Q M NV reação Velocidade instantânea Normalmente, expressamos a velocidade de determinada reação como sendo aquela que ocorre naquele exato instante, e não em relação a um intervalo de tempo determinado. Essa notação refere-se à velocidade instantânea. A partir desse momento, sempre que nos referirmos à velocidade de uma reação sem menção alguma em particular, será a velocidade instantânea. Sua definição matemática, para uma reação qualquer é: v reag t t inst = − = =lim [ ] lim [ ]∆ ∆ ∆ ∆ Prod = coeficiente angular da reta tangente à curva no ponto = = cateto oposto cateto adjacente do tri ngulo ret ngulo formado pelaâ â rreta gente curva no pontotan à Graficamente, a velocidade instantânea no tempo t, para uma curva mostrando a concentração de um produto em função do tempo, é dada pela inclinação (coeficiente angular) da reta tangente r. Veja: Teoria das colisões e do complexo ativado Como ocorrem as reações químicas? Vejamos a reação H 2(g) + I 2(g) → 2HI (g) , ocorrendo em altas temperaturas (em torno de 500°C). A teoria das colisões nos mostra que só haverá reação quando as partículas reagentes (moléculas, íons etc.) se chocarem. Mas não é qualquer colisão que gera reação química. Para uma colisão ser efetiva ou eficaz (conseguir realmente formar produtos) devemos ter: • Geometria favorável: orientação espacial apropriada. • Energia suficiente: choques com pouca energia não geram reações químicas. Outro fator que também deve influenciar na ocorrência e na velocidade de uma reação é a frequência de colisões: quanto maior o número de colisões na unidade de tempo, maior a velocidade das reações. Esquematicamente, o processo ocorre da seguinte forma: 1) Os reagentes, H 2 e I 2 , moléculas gasosas que se movem em grandes velocidades, podem, em algum momento, se aproximar: H H I I 2) Uma vez conseguindo a aproximação, pode ocorrer uma colisão (quando a colisão forma produtos, é dita efetiva ou eficaz). A colisão deve ter energia suficiente e geometria favorável: I I H H 3) Ao final, os produtos formados (duas moléculas de 2HI gasosas) se afastam, prosseguindo em movimento com alta velocidade I I H H Um aperfeiçoamento da Teoria das Colisões é a teoria do complexo ativado. Esta nos sugere que, ao colidirem, as partículas reagentes busquem a formação de uma espécie intermediária instável, de mais alta energia, chamada estado de transição ou complexo ativado. Após a formação do complexo ativado os produtos finalmente são gerados. Observe o esquema abaixo. 1) É o mesmo passo inicial do esquema anterior, ou seja, os reagentes, H 2 e I 2 , moléculas gasosas que se movem em grandes velocidades, podem, em algum momento, se aproximar e colidir: H H I I 2) Ocorre a formação de um estado de transição, também conhecido como complexo ativado, uma espécie de menor estabilidade que reagentes e produtos, e portanto, de maior energia. A formação do complexo ativo será determinante para a velocidade de uma reação, e a energia necessária para alcançá-lo é denominada energia de ativação. I IH H IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 75 Química 3) Finalmente, o complexo ativado é desfeito e os produtos são formados. Observe que, no complexo ativado, as ligações dos reagentes ainda não foram completamente desfeitas nem as dos produtos foram totalmente formadas: I H I H Grafi camente, temos a seguinte interpretação. complexo ativado Energia de ativação E at = 40 kcal/mol Entalpia (kcal) H H 2 + I 2 Caminho da reação 2 HI reagentes H produtos Note que existe uma “barreira energética” a ser vencida para a formação do complexo ativado, chamada de energia de ativação (E at ). Podemos usar a seguinte defi nição: “Energia de ativação é a energia mínima necessária para que ocorra uma colisão efetiva entre as partículas reagentes visando à formação de produtos”. Observações: 1) Normalmente reações mais rápidas são as de menores valores em suas energias de ativação. 2) A função do catalisador é criar um novo caminho reacional de mais baixa energia de ativação, sem ser consumido durante o processo e sem alterar o valor de DH da reação. Observações: 1. Uma reação é dita de autocatálise quando um de seus produtos atua como catalisador. A reação inicia lenta. A medida que os produtos vão aparecendo, ela vai tornando-se mais rápida. 2. Inibidor, antigamente chamado catalisador negativo, é uma substância que tem ação inversa à de um catalisador, ou seja, diminui a velocidade da reação. Alguns autores justifi cam tal fato alegando que o inibidor cria uma reação paralela à reação principal, diminuindo a velocidade desta última pela redução da frequência de colisões da reação original. Veja que o inibidor é consumido na reação em que participa. A função principal dos inibidores, porém, se encontra na ação como conservante de alimentos, bebidas, cosméticos e toda espécie de produtos perecíveis. Dois conservantes são muito usados para esses fi ns: • Benzoato de sódio (comercialmente chamado de nipagin) C O O 1- Na 1+ • Tetraborato de sódio Na2B4O7, conhecido como nipazol 3. Promotores ou ativadores são substâncias que aumentam a eficácia do processo catalítico, sem contudo atuarem isoladamente na reação original. Assim, só atuam na presença de um catalisador já existente. A síntese da amônia pode ser catalisada por ferro. Se adicionarmos ao ferro K 2 O, a ação catalítica do ferro será mais efi ciente. Então, dizemos que o K 2 O atua como promotor ou ativador. 4. Veneno é uma espécie química que diminui a atividade catalítica, podendo até mesmo anulá-la por completo. Como exemplo, podemos utilizar arsênio junto ao ferro do exemplo anterior. Ele diminui a efi ciência do catalisador e portanto é chamado veneno (ou anticatalisador). Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx/2014) “Uma amostra de açúcar exposta ao oxigênio do ar pode demorarmuito tempo para reagir. Entretanto, em nosso organismo, o açúcar é consumido em poucos segundos quando entra em contato com o oxigênio. Tal fato se deve à presença de enzimas que agem sobre as moléculas do açúcar, criando estruturas que reagem mais facilmente com o oxigênio ...”. Referência: adaptado de Usberco e Salvador, Química, vol 2, FTD, SP, pág 377, 2009. Baseado no texto acima, a alternativa que justifi ca corretamente a ação química dessas enzimas é: A) As enzimas atuam como inibidoras da reação, por ocasionarem a diminuição da energia de ativação do processo e, consequentemente, acelerarem a reação entre o açúcar e o oxigênio. B) As enzimas atuam como inibidoras da reação, por ocasionarem o aumento da energia de ativação do processo e, consequentemente, acelerarem a reação entre o açúcar e o oxigênio. C) As enzimas atuam como catalisadores da reação, por ocasionarem o aumento da energia de ativação do processo, fornecendo mais energia para a realização da reação entre o açúcar e o oxigênio. D) As enzimas atuam como catalisadores da reação, por ocasionarem a diminuição da energia de ativação do processo, provendo rotas alternativas de reação menos energéticas, acelerando a reação entre o açúcar e o oxigênio. E) As enzimas atuam como catalisadores da reação, por ocasionarem a diminuição da energia de ativação do processo ao inibirem a ação oxidante do oxigênio, desacelerando a reação entre o açúcar e o oxigênio. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 76 Química 02. A água que forma os oceanos gotejou das nuvens, depois que a temperatura elevada no interior da jovem Terra retirou átomos de oxigênio e hidrogênio de rochas constituídas de compostos, como a mica. As moléculas então formadas foram levadas à superfície em rios de lava, depois foram liberadas como vapor d’água, formando grandes nuvens. Desse modo, nossos oceanos já foram um dia nossas rochas. Sendo dados a reação de formação da água e o gráfico representativo do caminho da reação, ou seja, 2 H 2(g) + O 2(g) H H O O H complexo ativado 2 H 2 O (g) produtos H reagentes energia complexo ativado energia de ativação 2 H 2 O caminho da reação 2 H 2 + O 2 Assinale a alternativa correta. A) A reação de formação da água é endotérmica. B) A adição de um catalisador aumenta a velocidade de formação da água, pois diminui a entalpia de reação. C) Quanto maior a frequência de colisões efetivas entre as moléculas de H 2 e O 2 maior a velocidade da reação. D) A velocidade de decomposição de H 2(g) é metade da velocidade de decomposição de O 2(g) . E) A velocidade de decomposição de O 2(g) é o dobro da velocidade de formação de H 2 O (g) . 03. (EsPCEx/2010) Considere a equação balanceada: 4 NH 3 + 5 O 2 → 4 NO + 6 H 2 O Admita a variação de concentração em mol por litro (mol · L–1) do monóxido de nitrogênio(NO) em função do tempo em segundos (s), conforme os dados, da tabela a seguir: [NO] (mol · L –1) 0 0,15 0,25 0,31 0,34 Tempo (s) 0 180 360 540 720 A velocidade média, em função do monóxido de nitrogênio (NO), e a velocidade média da reação anteriormente representada, no intervalo de tempo de 6 a 9 minutos (min), são, respectivamente, em mol · l–1 · min–1: A) 2 · 10 –2 e 5 · 10 –3 B) 5 · 10 –2 e 2 · 10 –2 C) 3 · 10 –2 e 2 · 10 –2 D) 2 · 10 –2 e 5 · 10 –3 E) 2 · 10 –3 e 8 · 10 –2 04. (EsPCEx/2005) Em um conversor catalítico, usado nos automóveis para reduzir a emissão de poluentes, os gases resultantes da combustão do motor e o ar passam por substâncias catalisadoras, que aceleram a transformação de CO em CO 2 e a decomposição de óxidos de nitrogênio em N 2 e O 2 . Em relação às substâncias citadas no texto é correto afirmar que A) catalisadores são substâncias que iniciam as reações que, sem eles, não seriam possíveis e o gás carbônico é um dos causadores do efeito estufa. B) catalisadores propiciam à reação um mecanismo alternativo com menor energia de ativação e o monóxido de carbono é um óxido ácido responsável pela chuva ácida. C) catalisadores são substâncias que participam das etapas intermediárias das reações, sendo recuperados integralmente no final do processo e o gás oxigênio é o composto mais abundante no ar atmosférico. D) catalisadores são substâncias que aumentam a velocidade das reações, sem, no entanto, delas participarem, provocando apenas a diminuição da energia de ativação e o gás nitrogênio é uma substância tóxica, em qualquer concentração. E) catalisadores são substâncias que participam das etapas intermediárias das reações, provocando um aumento da velocidade, em consequência da diminuição da energia de ativação e o gás carbônico é um dos responsáveis pela chuva ácida. 5. O gráfico a seguir mostra como a concentração do substrato afeta a taxa de reação química. Taxa máxima Reação com enzima Reação sem enzima Concentração do substrato Ta xa d e re aç ão O modo de ação das enzimas e a análise do gráfico permitem concluir que A) todas as moléculas de enzimas estão unidas às moléculas de substrato quando a reação catalisada atinge a taxa máxima. B) com uma mesma concentração de substrato, a taxa de reação com enzima é menor que a taxa de reação sem enzima. C) a reação sem enzima possui energia de ativação menor do que a reação com enzima. D) o aumento da taxa de reação com enzima é inversamente proporcional ao aumento da concentração do substrato. E) a concentração do substrato não interfere na taxa de reação com enzimas porque estas são inespecíficas. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 77 Química 06. (EsPCEx (Aman)/2018) A gasolina é um combustível constituído por uma mistura de diversos compostos químicos, principalmente hidrocarbonetos. Estes compostos apresentam volatilidade elevada e geram facilmente vapores inflamáveis. Em um motor automotivo, a mistura de ar e vapores inflamáveis de gasolina é comprimida por um pistão dentro de um cilindro e posteriormente sofre ignição por uma centelha elétrica (faíscA) produzida pela vela do motor. Adaptado de: BROWN, Theodore; L. LEMAY, H. Eugene; BURSTEN, Bruce E. Química a Ciência Central, 9ª edição, Editora Prentice-Hall, 2005, pág. 926. Pode-se afirmar que a centelha elétrica produzida pela vela do veículo neste evento tem a função química de A) catalisar a reação por meio da mudança na estrutura química dos produtos, saindo contudo recuperada intacta ao final do processo. B) propiciar o contato entre os reagentes gasolina e oxigênio do ar (O 2 ), baixando a temperatura do sistema para ocorrência de reação química. C) fornecer a energia de ativação necessária para ocorrência da reação química de combustão. D) manter estável a estrutura dos hidrocarbonetos presentes na gasolina. E) permitir a abertura da válvula de admissão do pistão para entrada de ar no interior do motor. 07. (EsPCEx (Aman)/2017) Conversores catalíticos de automóveis são utilizados para reduzir a emissão de poluentes. Os gases resultantes da combustão no motor e o ar passam por substâncias catalisadoras que aceleram a transformação de monóxido de carbono (CO) em dióxido de carbono (CO 2 ) e a decomposição de óxidos de nitrogênio (genericamente N x O y ) em gás nitrogênio (N 2 ) e gás oxigênio (O 2 ). Em relação ao uso de catalisadores e as substâncias citadas no texto, são feitas as seguintes afirmações: I. As reações de decomposição dos óxidos de nitrogênio a gás oxigênio e a gás nitrogênio ocorrem com variação no número de oxidação das espécies; II. O CO 2 é um óxido ácido que quando reage com a água forma o ácido carbônico; III. Catalisadores são substâncias que iniciam as reações químicas que seriam impossíveis sem eles, aumentando a velocidade e também a energia de ativação da reação; IV. O monóxido de carbono é um óxido básico que ao reagir com a água forma uma base; V. A molécula do gás carbônico apresenta geometria espacial angular. Das afirmativas feitas estão corretas apenas: A) I e II. D) I, III e V. B) II e V. E) II, IVe V. C) III e IV. • Texto para a próxima questão. O SONHO DE MENDELEIEV Djabir modificou a doutrina dos quatro elementos de Aristóteles, especialmente no tocante aos metais. Segundo ele, os metais eram formados de dois elementos: enxofre e mercúrio. O enxofre (“a pedra da queima”) era caracterizado pelo princípio da combustibilidade. O mercúrio continha o princípio idealizado das propriedades metálicas. Quando esses dois princípios eram combinados em quantidades diferentes, formavam metais diferentes. Assim o metal inferior chumbo podia ser separado em mercúrio e enxofre, os quais, se recombinados nas proporções corretas, podiam-se tornar ouro. STRATHERN, Paul. O Sonho de Mendeleiev: a verdadeira história da química. Rio de Janeiro: Zahar, 2000. p. 42. 08. (FMP/2018) Na combustibilidade do enxofre, mencionada no texto, é obtido um produto que é amplamente utilizado nas indústrias como branqueador, desinfetante, conservante de alimentos e, principalmente, na produção de bebidas alcoólicas como na do vinho, atuando em sua esterilização com a finalidade de inibir a ação de leveduras. Considerando-se que em uma indústria de bebidas alcoólicas foram queimados 57,6 kg de enxofre em uma hora, a velocidade do produto gasoso formado, em mol · s–1, será de Dados: S = 32; O = 16. A) 0,5 B) 0,4 C) 0,1 D) 0,2 E) 0,3 09. (EsPCEx (Aman)/2017) Conversores catalíticos de automóveis são utilizados para reduzir a emissão de poluentes. Os gases resultantes da combustão no motor e o ar passam por substâncias catalisadoras que aceleram a transformação de monóxido de carbono (CO) em dióxido de carbono (CO 2 ) e a decomposição de óxidos de nitrogênio (genericamente N x O y ) em gás nitrogênio (N 2 ) e gás oxigênio (O 2 ). Em relação ao uso de catalisadores e as substâncias citadas no texto, são feitas as seguintes afirmações: I. As reações de decomposição dos óxidos de nitrogênio a gás oxigênio e a gás nitrogênio ocorrem com variação no número de oxidação das espécies; II. O CO 2 é um óxido ácido que quando reage com a água forma o ácido carbônico; III. Catalisadores são substâncias que iniciam as reações químicas que seriam impossíveis sem eles, aumentando a velocidade e também a energia de ativação da reação; IV. O monóxido de carbono é um óxido básico que ao reagir com a água forma uma base; V. A molécula do gás carbônico apresenta geometria espacial angular. Das afirmativas feitas estão corretas apenas: A) I e II. B) II e V. C) III e IV. D) I, III e V. E) II, IV e V. 10. (IFBA/2017) Os gases butano e propano são os principais componentes do gás de cozinha (GLP - Gás Liquefeito de Petróleo). A combustão do butano (C 4 H 10 ) correspondente à equação: C 4 H 10 + O 2 → CO 2 + H 2 O + Energia Se a velocidade da reação for 0,1 mols butano-minuto qual a massa de CO 2 produzida em 1 hora? A) 1.056 g B) 176 g C) 17,6 g D) 132 g E) 26,4 g IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 78 Química 11. A reação química genérica X → Y tem lei de velocidade de primeira ordem em relação ao reagente X. À medida que a reação ocorre a uma temperatura constante, é errado afirmar que A) a constante de velocidade da reação não se altera. B) o tempo de meia-vida do reagente X permanece constante. C) a energia de ativação da reação não se altera. D) a velocidade da reação permanece constante. E) a ordem de reação não se altera. 12. Os gases butano e propano são os principais componentes do gás de cozinha (GLP – Gás Liquefeito de Petróleo). A combustão do butano (C 4 H 10 ) correspondente à equação: C 4 H 10 + O 2 → CO 2 + H 2 O + Energia Se a velocidade da reação for 0,1 mols butano-minuto qual a massa de CO 2 produzida em 1 hora? A) 1.056 g D) 132 g B) 176 g E) 26,4 g C) 17,6 g 13. O gráfico a seguir representa a variação das concentrações das substâncias X, Y e Z durante a reação em que elas tomam parte. Concentração x y z Tempo A equação que representa a reação é: A) X + Z → Y D) Y → X + Z B) X + Y → Z E) Z → X + Y C) X → Y + Z 14. Preparar o sagrado cafezinho de todos os dias, assar o pão de queijo e reunir a família para almoçar no domingo. Tarefas simples e do cotidiano ficarão mais caras a partir desta semana. O preço do gás de cozinha será reajustado pelas distribuidoras pela segunda vez este ano, com isso, cozinhar ficará mais caro. A equação química que mostra a queima do butano (gás de cozinhA), em nossas residências é: C H O 4CO 54 10(g) 2(g) 2(g)+ +→13 2 2H O( ) O quadro a seguir ilustra a variação da concentração do gás butano em mols/L em função do tempo: [C 4 H 10(g) ](mol/L) 22,4 20,8 18,2 16,6 15,4 14,9 Tempo (horas) 0 1 2 3 4 5 As velocidades médias da queima do gás de cozinha nos intervalos entre 0 a 5 e 1 a 3 horas são respectivamente: A) –1,5 mols/L · h e –2,1 mols/L · h B) 1,5 mols/L e 2,1 mol/L · h C) 1,5 mol/L · h e –2,1 mols/ L · h D) 2,1 mols/L · h e 1,5 mols/L · h E) –1,5 mols/L · h e 2,1 mols/L · h 15. O fenômeno chamado Smog Fotoquímico é catalisado por luz solar e é reconhecido como um conjunto de reações químicas que ocorrem nas atmosferas das regiões metropolitanas. Os reagentes originais mais importantes nas ocorrências do Smog Fotoquímico são o óxido nítrico (NO x ), os hidrocarbonetos e os compostos orgânicos voláteis (COVs), que são poluentes emitidos no ar, provenientes da queima incompleta dos motores de combustão interna e de outras fontes. A reação desses compostos na presença de luz solar é apresentada a seguir. COVs + NO x + O 2 + luz solar → mistura de O 3 , HNO 3 , compostos orgânicos. Como se observa, um dos produtos da reação do Smog Fotoquímico é o HNO 3 , que pode contribuir para a formação de chuva ácida. O uso de catalisadores metálicos colocados no sistema de exaustão de veículos movidos a gasolina, antes do tubo de escape, contribui para a redução da emissão de NO x . Com base no texto e levando em conta que o HNO 3 é o produto formado, considere as afirmativas a seguir. I. Se uma amostra de 100,00 mL de chuva ácida possui pH 4,00, o volume de solução de NaOH 0,01 mol/L para consumir o ácido é de 1,00 mL; II. A reação 2NO x → N 2 + xO 2 catalisada por Rh (ródio metálico), que ocorre no sistema de exaustão de veículos, é um tipo de reação catalítica heterogênea; III. A precipitação de chuvas ácidas é capaz de dissolver o alumínio na forma de A (OH) 3 retido em sedimentos e rochas; IV. A precipitação de chuvas ácidas em solos contendo CaCO 3 aumenta o pH do solo. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e II são corretas. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas E) Somente as afirmativas II, III e IV Aulas ?? a ??: Cinética Química Fatores que influenciam na velocidade Vários fatores podem exercer influência na velocidade das reações. Alguns, no entanto, são mais importantes pois atuam em quase todos os tipos de reações. Esses serão analisados com maior riqueza de detalhes. Influência da concentração dos reagentes O aumento na concentração dos reagentes em reações que ocorram em solução líquida ou gasosa gera o aumento na possibilidade de colisões entre as partículas reagentes e aumentando, portanto, a frequência de colisões. Assim, a velocidade dessas reações também será aumentada. Na verdade, é uma conclusão natural. Um pedaço de ferro metálico será consumido mais rapidamente se colocado em um ácido clorídrico 5M do que se colocado no mesmo ácido em concentração 1M. Aula 18 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 79 Química Infl uência da temperatura O aumento na temperatura de ocorrência de uma reação química aumenta a energia do sistema e provoca um aumento na frequência de colisões. Esse fato já seria sufi ciente para explicar porque o aumento da temperatura aumenta a velocidade de uma reação química. No entanto, uma explicação melhor pode ser colocada pela análise das curvas de distribuiçãode Maxwell- Boltzmann, cujo perfi l é mostrado a seguir: T 1 N úm er o de p ar tíc ul as T 2 T 1 T 1 . Uma maior temperatura implica em maior agitação de partículas e, portanto, maior energia cinética. Uma maior energia cinética, por sua vez, implica em maior número de partículas com energia superior à energia de ativação, gerando mais colisões efetivas e, fi nalmente, possibilitando maior velocidade de reação. Observações: 1) Um aumento de 10°C na temperatura geralmente duplica a velocidade das reações químicas. Isso é conhecido como regra de van’t Hoff. • Quando se comparam reações submetidas às mesmas condições operacionais (temperatura, pressão e concentração), a reação que mais é infl uenciada pela temperatura é a de maior energia de ativação. Esse fato pode ser comprovado ao se analisar o número de partículas com energia superior à energia de ativação no gráfi co de Maxwell-Boltzmann. Infl uência da pressão (para reagentes em fase gasosa) O aumento da pressão, quando se trata de reagentes em fase gasosa, tem comportamento semelhante ao do aumento da concentração. Aumentar a pressão de um gás signifi ca submetê- lo a um menor volume, e portanto, com maior possibilidade de colisões entre as partículas reagentes. Isso gera um aumento na frequência de colisões, sem alterar a energia envolvida nessas colisões. Mesmo assim, há um consequente aumento na velocidade das reações. Infl uência da superfície de contato (para reagentes em fase sólida) O aumento da área superfi cial de um sólido aumenta o número de partículas em condições de sofrerem colisões, possibilitando maior chance de ocorrência de colisões efetivas. Assim, teremos maior frequência de colisões ao se aumentar a superfície de contato de um sólido. Mais uma vez, tem-se uma conclusão bem cotidiana: um comprimido efervescente reage mais rapidamente quando pulverizado (em pó, com maior área superfi cial) do que inteiro. Infl uência do catalisador A presença de catalisadores aumenta a velocidade das reações pois o catalisador é uma espécie química que cria um novo caminho reacional de mais baixa energia de ativação e, consequentemente, de maior velocidade nas mesmas condições operacionais. São características clássicas de um catalisador: 1) Apesar de criar um novo mecanismo reacional de mais baixa energia de ativação, o catalisador não é consumido no processo global. Nas catálises homogêneas, o catalisador é consumido em suas etapas iniciais e regenerado ao fi nal. 2) As reações que ocorrem na presença de catalisadores não modifi cam os valores de seu DH, DS e DG, pois os mesmos são funções de estado. 3) O catalisador não modifi ca a posição de equilíbrio, pois acelera as reações direta e inversa com a mesma intensidade. Por isso, um catalisador efi ciente para uma determinada reação direta também será efi ciente em sua reação inversa. Veja o gráfi co de uma reação exotérmica, que ocorre em uma única etapa, mostrando a infl uência do catalisador: H (entalpia) E at sem catalisador E at com catalisador reagentes produtos curva sem catalisador caminho da reação ∆HC) Deixar o sistema em repouso por mais tempo. D) Colocar a mistura água e vinagre em contato com o prato, mas lavá-lo rapidamente com excesso de água. E) Adicionar mais vinagre à mistura e aquecer o sistema. 05. (PUC/2017) Para mostrar a diferença da rapidez da reação entre ferro e ácido clorídrico, foi utilizado o ferro em limalha e em barra. Pingando dez gotas de ácido clorídrico 1,0 mol · L–1 em cada material de ferro, espera-se que a reação seja A) mais rápida no ferro em barra porque a superfície de contato é menor. B) mais rápida no ferro em limalha porque a superfície de contato é maior. C) igual, pois a concentração e a quantidade do ácido foram iguais. D) mais lenta no ferro em limalha porque a superfície de contato é menor. E) mais lenta no ferro em barra porque a superfície de contato é maior. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 81 Química 06. Em uma seleção realizada por uma indústria, para chegarem à etapa final, os candidatos deveriam elaborar quatro afirmativas sobre o gráfico apresentado a seguir e acertar, pelo menos, três delas. E 2 E 1 E 3 230 kJ 158 kJ Caminho da Reação Energia 320 kJ Um dos candidatos construiu as seguintes afirmações: I. A reação pode ser catalisada, com formação do complexo ativado, quando se atinge a energia de 320 kJ; II. O valor da quantidade de energia E 3 determina a variação de entalpia (DH) da reação, que é de –52 kJ; III. A reação é endotérmica, pois ocorre mediante aumento de energia no sistema; IV. A energia denominada no gráfico de E 2 é chamada de energia de ativação que, para essa reação, é de 182 kJ. Quanto à passagem para a etapa final da seleção, esse candidato foi A) aprovado, pois acertou as afirmações I, II e IV. B) aprovado, pois acertou as afirmações II, III e IV. C) reprovado, pois acertou, apenas, a afirmação II. D) reprovado, pois acertou, apenas, as afirmações I e III. E) reprovado, pois acertou, apenas, as afirmações II e IV. 07. Colocamos um pedaço de palha de aço em cima de uma pia e a seu lado um prego de mesma massa. Notamos que a palha de aço enferruja com relativa rapidez enquanto que o prego, nas mesmas condições, enferrujará mais lentamente. Os dois materiais têm praticamente a mesma composição, mas enferrujam com velocidades diferentes. Isso ocorre devido a um fator que influencia na velocidade dessa reação, que é A) temperatura. B) concentração dos reagentes. C) pressão no sistema. D) superfície de contato. E) presença de catalisadores. 8. (PUC-Camp/2017) Para mostrar a diferença da rapidez da reação entre ferro e ácido clorídrico, foi utilizado o ferro em limalha e em barra. Pingando dez gotas de ácido clorídrico 1,0 mol · L–1 em cada material de ferro, espera-se que a reação seja A) mais rápida no ferro em barra porque a superfície de contato é menor. B) mais rápida no ferro em limalha porque a superfície de contato é maior. C) igual, pois a concentração e a quantidade do ácido foram iguais. D) mais lenta no ferro em limalha porque a superfície de contato é menor. E) mais lenta no ferro em barra porque a superfície de contato é maior. 09. (Udesc/2016) Cinética química é a parte da Química que estuda a velocidade das reações, a influência das concentrações de produtos e os reagentes na velocidade, assim como a influência de outros fatores, como temperatura, presença de catalisador, inibidor, etc. Em termodinâmica estuda-se o equilíbrio entre espécies químicas em uma reação, assim como fatores que influenciam o deslocamento desse equilíbrio, que podem ser variados de forma a maximizar ou minimizar a obtenção de um determinado composto. Sobre essas duas importantes áreas da Química, analise as proposições. I. A influência da concentração dos reagentes sobre a velocidade de uma reação é dada pela sua lei de velocidade, que é uma expressão matemática que sempre envolve a concentração de todos os reagentes, cada um elevado ao seu coeficiente estequiométrico; II. A posição de um dado equilíbrio químico – o lado para o qual ele se encontra majoritariamente deslocado – pode ser deduzida a partir da lei de velocidade para qualquer equilíbrio químico; III. Reações lentas são reações necessariamente deslocadas para os reagentes. Já reações rápidas se processam com consumo total dos reagentes e de maneira quase imediata; IV. À pressão constante, o aumento da temperatura tem sempre uma influência de aumentar a velocidade de uma reação, mas o efeito desse aumento sobre o deslocamento do equilíbrio depende, primordialmente, da variação de entalpia para a reação na faixa de temperatura avaliada; V. Tempo de meia vida é o tempo necessário para que a concentração de um reagente caia a metade de seu valor inicial, correspondendo ao tempo de equilíbrio da reação, que é definido como o tempo necessário para que metade dos produtos se transforme em reagente. Assinale a alternativa correta. A) Somente a afirmativa III é verdadeira. B) Somente a afirmativa IV é verdadeira. C) Somente as afirmativas I e V são verdadeiras. D) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. E) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras. 10. (PUC-MG/2007) A fabricação industrial do ácido sulfúrico (H2 SO 4 ) é realizada a partir de enxofre, oxigênio e água, em 3 etapas, representadas pelo diagrama energético a seguir: 2ª etapa 3ª etapa Caminho da reação H 2 SO 4 S (s) + O 2(g) Energia 1ª etapa É correto afirmar: A) A reação de fabricação do ácido sulfúrico é endotérmica. B) A primeira etapa da reação é mais lenta que a segunda etapa da reação. C) A segunda etapa da reação é mais lenta que a terceira etapa da reação. D) A velocidade da reação não depende da temperatura. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 82 Química 11. (Acafe/2016) Baseado nos conceitos sobre cinética das reações químicas, analise as afirmações a seguir. I. Catálise heterogênea pode ser caracterizada quando existe uma superfície de contato visível entre os reagentes e o catalisador; II. A energia de ativação (E A ) varia com a concentração dos reagentes; III. A constante de velocidade (k) pode variar com a temperatura; IV. A energia de ativação (E A ) varia com a temperatura do sistema. Todas as afirmações corretas estão em: A) I, II e IV. B) I, III e IV. C) I e III. D) II e III. E) I, II, III e IV. 12. (PUC-SP/2015) Considere uma reação genérica em que os reagentes D e G transformam-se no produto J. A cinética dessa reação pode ser estudada a partir do gráfico a seguir que representa a entalpia de reagentes e produtos, bem como das espécies intermediárias formadas durante o processo. No gráfico, estão representados os caminhos da reação na presença e na ausência de catalisador. Gráfico Cinética Química e a Influência Catalisador Caminho da Reação x zJ y D + G En er gi a Um aluno ao analisar esse gráfico fez algumas afirmações a respeito da reação D + G → J: I. z representa a variação de entalpia (DH) dessa reação; II. y representa a energia de ativação dessa reação na presença de catalisador; III. x + z representa a energia de ativação dessa reação na ausência de catalisador. IV. Essa reação corresponde a um processo endotérmico. Estão corretas apenas as afirmações A) I e II. D) II e IV. B) I e III. E) I, III e IV. C) II e III. 13. (UFPR/2015) A reação de hidrólise da acetilcolina, esquematizada a seguir, é fundamental na transmissão de impulsos nervosos nos seres vivos. A reação é promovida pela enzima acetilcolinesterase (AChE). ColinaAcetilcolina AChE O N N OH HO OO Ácido acético Considere as seguintes afirmativas sobre o papel de AChE nessa reação: I. AChE é catalisador da reação; II. AChE aumenta a energia de ativação da reação; III. AChE promove caminhos reacionais alternativos; IV. AChE inibe a formação de intermediários. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. B) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. C) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. D) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.E) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 14. (Mackenzie) Um aluno, querendo verificar os conceitos de cinética-química discutidos na escola, dirigiu-se a uma drogaria e comprou alguns comprimidos efervescentes, os quais continham, de acordo com o rótulo do produto, massas iguais de bicarbonato de sódio. Ao chegar a sua casa realizou a mistura desses comprimidos com água usando diferentes métodos. Após a observação do fenômeno de liberação gasosa, até que toda a massa de cada comprimido tivesse sido dissolvida em água, o aluno elaborou a seguinte tabela: Método Estado do Comprimido Temperatura da água Tempo da reação 1 Inteiro 10 °C 50 s 2 Triturado 60 °C 15 s 3 Inteiro 60 °C 25 s 4 Triturado 10 °C 30 s De acordo com os resultados obtidos e mostrados na tabela anterior, o aluno fez as seguintes afirmações: I. Ao comparar somente os métodos 1 e 2 fica impossível determinar qual dos dois fatores variados (estado do comprimido e temperatura da águA), aumentou mais a velocidade da reação; II. A mudança da condição da água, de fria para quente, faz com que, qualquer que seja o estado do comprimido, a velocidade da reação caia pela metade; III. A influência da temperatura da água é maior do que a influência do estado do comprimido, no aumento da velocidade da reação. Das afirmações anteriores, é correto dizer que o aluno errou A) apenas na afirmação I. B) apenas na afirmação II. C) apenas na afirmação III. D) apenas nas afirmações II e III. E) em todas as afirmações. 15. A cinética química é a parte da Química que trata das velocidades das reações. Macroscopicamente, os resultados de estudos cinéticos permitem a modelagem de sistemas complexos, tais como processos que ocorrem na atmosfera ou até mesmo no corpo humano. O estudo de catalisadores, que são cruciais para a indústria química e para o desenvolvimento de novos combustíveis, também é um ramo da cinética química. Sobre esse tema, leia atentamente as proposições a seguir. I. A energia de ativação de uma reação é uma medida da energia cinética mínima necessária às espécies, para que reajam quando elas colidirem; IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 83 Química II. Em uma reação que ocorre em múltiplas etapas, as etapas que ocorrem mais rapidamente serão determinantes para a velocidade da reação global; III. Um catalisador é uma substância que modifi ca o mecanismo de reação, provendo uma rota alternativa com energia de ativação drasticamente aumentada para a reação, o que diminui assim a velocidade da reação; IV. Uma reação ocorre, geralmente, como resultado de uma série de etapas chamadas de reações elementares. Em uma reação elementar, a molecularidade é defi nida pelo número de partículas (moléculas, átomos ou íons) de reagente envolvidas em uma reação elementar; V. A constante de velocidade de uma reação pode ser obtida pela medida da constante de equilíbrio da reação. A relação entre as constantes de equilíbrio da reação direta e inversa, quando estas são iguais, fornece o valor da constante de velocidade. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afi rmativas II e IV são verdadeiras. B) Somente as afi rmativas II e V são verdadeiras. C) Somente as afi rmativas IV e V são verdadeiras. D) Somente as afi rmativas I e III são verdadeiras. E) Somente as afi rmativas I e IV são verdadeiras. Aulas ?? a ??: Lei de Velocidade e Ordens de Reação Introdução Foi estudado que para haver reação química é necessário que ocorra a colisão entre as partículas reagentes, ou seja, a velocidade de uma reação depende da frequência de colisões entre as moléculas. Quanto maior a frequência de choques maior a probabilidade de uma colisão ser efetiva. Esse efeito nos mostra que a velocidade depende da concentração das espécies reagentes. Pensando dessa forma, ainda no século passado, dois cientistas noruegueses, Guldberg e Waage, enunciaram a lei da ação das massas, que procura explicar o comportamento da velocidade de reações menos complexas em função da concentração dos reagentes a cada instante. Eles propuseram que, para cada temperatura dada, a velocidade de uma reação deveria ser proporcional ao produto das concentrações dos reagentes, estando cada um elevado a um expoente determinado a partir de dados experimentais. Matematicamente, a exposição anterior fi ca mais clara. Observe a reação genérica aA + bB → produtos. Nessa situação, a lei de velocidade poderia ser escrita como: v = k ⋅ [A]a ⋅ [B]b Onde: • k → constante de velocidade que só depende da temperatura. • a e b → expoentes determinados experimentalmente. Os expoentes a e b serão denominados de ordens de reação em relação a cada reagente, e a soma dos expoentes será chamada ordem global de reação. Assim, teremos reações de 1ª ordem (quando o expoente for igual a 1), de 2ª ordem (quando o expoente for igual a 2), de ordem zero etc. Resumindo, usando o mesmo exemplo anterior, temos: • a → ordem de reação em relação ao reagente A. • b → ordem de reação em relação ao reagente B. • (a + b) → ordem global de reação. Aula 19 Observação: A ordem de reação pode ser um valor inteiro, fracionário, negativo, ou ainda, zero. Tudo depende dos dados experimentais. Mecanismos de reação Como já foi visto, a lei de velocidade é baseada em dados experimentais. Buscando uma explicação teórica para mostrar como determinada reação possui uma lei de velocidade em particular, são propostos os mecanismos de uma reação. Logicamente, não estudaremos os mecanismos um por um, e sim, divididos em grupos com semelhanças em suas aplicações. Veja: Reação elementar (simples) É aquela que se processa em única etapa. Em uma reação elementar, os expoentes de lei de velocidade são iguais aos coefi cientes da equação balanceada. Reação não elementar É aquela que se processa em mais de uma etapa. Não importa quantas etapas a reação tenha, a etapa determinante da velocidade é a etapa lenta do processo. Nesse caso, a lei de velocidade será dada pelos reagentes e pelos coefi cientes da etapa lenta e não da reação global. Observação: Molecularidade é defi nido como o número de partículas reagentes (moléculas, íons etc) que colidem em uma reação elementar ou em uma etapa de uma reação não elementar. Caso a reação ocorra em mais de uma etapa, não se defi ne a sua molecularidade. Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx/2011) Os dados da tabela a seguir, obtidos experimentalmente em idênticas condições, referem-se à reação: 3 A + 2 B → C + 2 D Experiência Concentração de A [A] em mol · L–1 Concentração de B [B] em mol · L–1 Velocidade v em mol · L–1 · min–1 1 2,5 5,0 5,0 2 5,0 5,0 20,0 3 5,0 10,0 20,0 Baseando-se na tabela, são feitas as seguintes afi rmações: I. A reação é elementar; II. A expressão da velocidade da reação é v = K·[A] 3 · [B] 2 ; III. A expressão da velocidade da reação é v = K·[A] 2 · [B] 0 ; IV. Dobrando-se a concentração de B, o valor da velocidade da reação não se altera; V. A ordem da reação em relação a B é 1 (1ª ordem). Das afi rmações feitas, utilizando os dados anteriores, estão corretas apenas: A) I e II. D) III e IV. B) I, II e III. E) III, IV e V. C) II e III. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 84 Química 02. (EsPCEx/2009) Considere a sequência de reações associadas ao processo de oxidação do dióxido de enxofre. ETAPA 1 SO2 (g) + NO2 (g) SO3 (g) + NO(g) LENTA ETAPA 2 2 NO(g) + O2 (g) 2 NO2 (g) RÁPIDA A alternativa que apresenta corretamente o catalisador e a expressão da lei da velocidade para a reação global é: A) catalisador NO e v = k · [SO 2 ]2 · [O 2 ] B) catalisador NO 2 e v = k · [SO 2 ]2 · [O 2 ] C) catalisador NO 2 e v = k · [SO 2 ] · [NO 2 ] D) catalisador NO e v = k · [SO 2 ] · [NO 2 ] E) catalisador O 2 e v = k · [SO 2 ] · [NO 2 ] 03. (EsPCEx/2008) A tabela a seguir indica valores das velocidades da reação (v) em três experimentos e as correspondentes concentrações em mol/L dos reagentes X e Y em idênticas condições. Experimento v(mol · L–1 · min–1)[X] [Y] 1 0,3 0,1 0,1 2 0,6 0,2 0,1 3 2,4 0,2 0,2 O processo químico é representado pela equação a seguir, na qual a, b e c representam seus coeficientes. aX + bY → cZ A equação da velocidade desse processo é: A) v = k [X] 2 [Y] B) v = k [X] C) v = k [Y] D) v = k [X][Y]2 E) v = k [X][Y] 04. (PUC-SP/2017) O fluoreto de nitrila (NO 2 F) é um composto explosivo que pode ser obtido a partir da reação do dióxido de nitrogênio (NO 2 ) com gás flúor (F 2 ), descrita pela equação. 2NO 2(g) + F 2(g) → 2 NO 2 F (g) A tabela a seguir sintetiza os dados experimentais obtidos de um estudo cinético da reação. Experimento [NO2] em mol · L–1 [F2] em mol · L–1 V inicial em mol · L–1 · s–1 1 0,005 0,001 2 · 10–4 2 0,010 0,002 8 · 10–4 3 0,020 0,005 4 · 10–3 A expressão da equação da velocidade nas condições dos experimentos é A) v = k[NO 2 ] B) v = k [NO 2 ][F 2 ] C) v = k [NO 2 ]2[F 2 ] D) v = k[F 2 ] E) v = k [F 2 ]2 05. (UFRGS/2017) Uma reação genérica em fase aquosa apresenta a cinética descrita a seguir. 3A + B → 2C V = k[A]2[B] A velocidade dessa reação foi determinada em dependência das concentrações dos reagentes, conforme os dados relacionados a seguir. [A](mol L–1) [B](mol L–1) v (mol L–1 min–1) 0,01 0,01 3,0 · 10–5 0,02 0,01 x 0,01 0,02 6,0 · 10–5 0,02 0,02 y Assinale, respectivamente, os valores de x e y que completam a tabela de modo adequado. A) 6,0 · 10–5 e 9,0 · 10–5 B) 6,0 · 10–5 e 12,0 · 10–5 C) 12,0 · 10–5 e 12,0 · 10–5 D) 12,0 · 10–5 e 24,0 · 10–5 E) 18,0 · 10–5 e 24,0 · 10–5 06. (UEFS/2017) 1ª Etapa (lentA): 2 NO (g) + H 2(g) → N 2 O (g) + H 2 O (g) 2ª Etapa (rápidA): N 2 O (g) + H 2(g) → N 2(g) + H 2 O (g) O monóxido de nitrogênio ou óxido nítrico (NO) é um dos principais poluentes do ar atmosférico. As emissões desse gás, considerando a origem antropogênica, são resultados da queima, a altas temperaturas, de combustíveis fósseis em indústrias e em veículos automotores. Uma alternativa para reduzir a emissão de NO para a atmosfera é a sua decomposição em um conversor catalítico. Uma reação de decomposição do NO é quando este reage com gás hidrogênio, produzindo gás nitrogênio e vapor de água conforme as etapas em destaque. Ao realizar algumas vezes a reação do NO com H 2 , alterando a concentração de um ou de ambos os reagentes à temperatura constante, foram obtidos os seguintes dados: [NO] mol/L [H2] mol/L Taxa de desenvolvimento (mol/L · h) 1 · 10–3 1 · 10–3 3 · 10–5 1 · 10–3 2 · 10–3 6 · 10–5 2 · 10–3 2 · 10–3 24 · 10–5 Com base nessas informações, é correto afirmar: A) O valor da constante k para a reação global é igual a 300. B) A taxa de desenvolvimento da reação global depende de todas as etapas. C) Ao se duplicar a concentração de H 2 e reduzir à metade a concentração de NO, a taxa de desenvolvimento não se altera. D) Ao se duplicar a concentração de ambos os reagentes, NO e H 2 , a taxa de desenvolvimento da reação torna-se quatro vezes maior. E) Quando ambas as concentrações de NO e de H 2 forem iguais a 3 · 10–3 mol/L, a taxa de desenvolvimento será igual a 81 · 10–5 mol/L · h. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 85 Química 07. (Unirio) Em um laboratório, foram efetuadas diversas experiências para a reação: 2H 2(g) + 2NO (g) → N 2(g) + 2H 2 O (g) Com os resultados das velocidades iniciais obtidos, montou-se a seguinte tabela: Exper. [H2] [NO] V(mol · L–1 · S–1) 1 0,10 0,10 0,10 2 0,20 0,10 0,20 3 0,10 0,20 0,40 4 0,30 0,10 0,30 5 0,10 0,30 0,90 Baseando-se na tabela anterior, podemos afirmar que a lei de velocidade para a reação é: A) V = K · [H 2 ] B) V = K · [NO] C) V = K · [H 2 ] [NO] D) V = K · [H 2 ]2 [NO] E) V = K · [H 2 ] [NO]2 08. (UFPR) Costuma-se representar a velocidade v de um processo químico através de equações que têm a forma v = k[A]x[B]y[C]t, onde k é uma constante de proporcionalidade, [A], [B] e [C] são as concentrações das espécies participantes da reação e x, y e t são números que podem ser inteiros ou fracionários, positivos, negativos ou zero. A reação de decomposição de peróxido de hidrogênio em presença de permanganato ocorre em meio ácido, tendo iodeto como catalisador. A equação não balanceada é mostrada na figura. a MnO b H O c H d O e aq aq aq I I g s aq aq 4 2 2 2 − ++ + → → + − − ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) á HH O f Mnl q aq2 2 ( ) ( )í + + Experimento [MnO4 –]/ (mol/L) [H2O2]/ (mol/L) [I–] (mol/L) Velocidade (mol/L · s) 1 2,5 × 10–3 2,5 × 10–3 1,0 × 10–5 4,0 × 10–5 2 5,0 × 10–3 2,5 × 10–3 1,0 × 10–5 8,0 × 10–5 3 2,5 × 10–3 5,0 × 10–3 1,0 × 10–5 8,0 × 10–5 4 2,5 × 10–3 2,5 × 10–3 2,0 × 10–5 8,0 × 10–5 Nos experimentos de 1 a 4, a velocidade da reação anterior foi estudada em função da variação das concentrações do permanganato [MnO 4 ]–, do peróxido de hidrogênio [H 2 O 2 ] e do catalisador iodeto [I–]. O quadro a seguir mostra os resultados obtidos com base nas informações anteriores, é correto afirmar: A) A velocidade da reação independe da concentração do catalisador iodeto. B) A velocidade da reação é diretamente proporcional ao dobro concentração de permanganato. C) O peróxido de hidrogênio (H 2 O 2 ) funciona como agente redutor. D) Os menores coeficientes estequiométricos inteiros a, b e c são iguais a 2, 8 e 6, respectivamente. E) Os valores de x, y e t, que aparecem na equação de velocidade, são determinados experimentalmente e nem sempre coincidem com os valores dos coeficientes estequiométricos da reação em estudo. 09. Para otimizar as condições de um processo industrial que depende de uma reação de soluções aquosas de três diferentes reagentes para a formação de um produto, um engenheiro químico realizou um experimento que consistiu em uma série de reações nas mesmas condições de temperatura e agitação. Os resultados são apresentados na tabela: Experimento Reagente A mol · L–1 Reagente B mol · L–1 Reagente C mol · L–1 Velocidade da reação mol · L–1 · s–1 I x y z v II 2x y z 2v III x 2y z 4v IV x y 2z v Após a realização dos experimentos, o engenheiro pode concluir corretamente que a ordem global da reação estudada é igual a A) 1 D) 4 B) 2 E) 5 C) 3 10. (PUC-SP) Considere o experimento realizado para estudar a reação de Ca e de Li com água: pesou-se 0,05 g de cada metal e fez-se separadamente a reação com água em excesso. Mediu-se o volume de hidrogênio liberado a cada 15 segundos. Com os dados obtidos, construiu-se o gráfico a seguir: Sabendo-se que o volume molar do H‚ nas condições do experimento é de 24 litros, assinale a afirmativa incorreta. A) A curva A refere-se ao Li e a curva B ao Ca. B) As velocidades das duas reações não são constantes. C) A velocidade média de produção de hidrogênio é maior na reação de Ca com água. D) a relação entre as quantidades de Li e de Ca, em mols, deverá ser de 2:1, para produzir a mesma massa de hidrogênio. E) a relação entre as massas de Ca e de Li deverá ser de 20:7, para que, em iguais condições de T e P, os volumes de hidrogênio liberados sejam iguais. 11. O tempo de meia-vida é definido como o tempo necessário para que a concentração inicial de reagente seja reduzida à metade. Uma reação química do tipo A → B tem a concentração do reagente A e a velocidade instantânea de decomposição monitoradas ao longo do tempo, resultando na tabela a seguir. t (min) [A] (mol L–1) v (mol L–1 min–1) 0 1,20 0,0832 5 0,85 0,0590 10 0,60 0,0416 15 0,42 0,0294 20 0,30 0,0208 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 86 Química A ordem dessa reação e o tempo de meia-vida do reagente A são, respectivamente, A) ordem zero, 5 minutos. B) primeira ordem, 5 minutos. C) primeira ordem, 10 minutos. D) segunda ordem, 5 minutos. E) segunda ordem, 10 minutos 12. A amônia é um produto industrial de grande relevância, sendo matéria-prima para a produção de fertilizantes. A amônia é obtida em larga escala pelo processo Haber em que são empregados nitrogênio e hidrogênio sob alta pressão a 450 ºC. A equação que representa194 aulas 25 E 26: outras funçõEs orgânicas Haletos de ácido ...................................................................................................................................................................................................... 196 Ácidos sulfônicos .................................................................................................................................................................................................... 197 Anidridos.................................................................................................................................................................................................................. 197 Compostos organometálicos ................................................................................................................................................................................... 197 Tiocompostos ........................................................................................................................................................................................................... 197 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 198 aulas 27 E 28: cÁlculos Químicos Determinação de Fórmulas ...................................................................................................................................................................................... 203 Leis Ponderais .......................................................................................................................................................................................................... 205 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 206 aulas 29 E 30: Estudo dos gasEs Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 211 aulas 31 E 32: isomEria Plana Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 214 aulas 33 E 34: isomEria EsPacial Isomeria Óptica ........................................................................................................................................................................................................ 218 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 221 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO aulas 35 E 36: EstEQuiomEtria Conceito ................................................................................................................................................................................................................... 224 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 225 aulas 37 E 38: rEaçõEs orgânicas – PartE 1 Adição em alcinos .................................................................................................................................................................................................... 228 Adição em ciclanos .................................................................................................................................................................................................. 229 Reação de eliminação .............................................................................................................................................................................................. 231 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 232 aulas 39 E 40: rEaçõEs orgânicas – PartE 2 Substituição e Oxirredução ...................................................................................................................................................................................... 234 Substituição em aromáticos ..................................................................................................................................................................................... 235 Reações de oxidação................................................................................................................................................................................................ 237 Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 240 aulas 41 E 42: ExErcícios Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 242 aulas 43 E 44: ExErcícios Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 245 aulas 45 E 46: ExErcícios Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 247 aulas 47 E 48: ExErcícios Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 250 aulas 49 E 50: ExErcícios Exercícios ................................................................................................................................................................................................................ 252 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 5 Química Aula 01: Introdução ao Estudo da Estrutura Atômica Modelos Atômicos Introdução A ideia sobre o átomo surgia na Grécia Antiga a partir de dois fi lósofos gregos materialistas, Leucipo e Demócrito, ambos da cidade de Abdera. Eles acreditavam que a matéria podia ser dividida até chegar a grãos muito pequenos, menores que qualquer grão de areia da praia, onde a matéria não poderia mais ser dividida. Assim surgiu a palavra átomo (A = não/ tomos = divisível), porém esse conceito atômico é puramente fi losófi co, não se enquadra no perfi l de ciência, pois não é regido por experimentos. John Dalton (Modelo da Bola de Bilhar) Em 1886, o célebre cientista Jonh Dalton formulou o primeiro modelo atômico científi co da humanidade baseado em experimentos com leis ponderais. Através de trabalhos com massa formulou-se a chamada Lei das Proporções Múltiplas, também conhecida como Lei de Dalton. Lei das Prorporções Múltiplas Quando ocorrem duas reações químicas formando produtos diferentes, porém com os mesmos reagentes, fi xando a massa de um dos reagentes existirá uma proporção fi xa de números inteiros e pequenos para a massa do outro reagente. Exemplo: Reação 1 Enxofre + Oxigênio → dióxido de enxofre 32 g 32 g 64 g Reação 2 Enxofre + Oxigênio → trióxido de enxofre 32 g 48 g 80 g Observe que a massao processo é N 2(g) + 3H 2(g) → 2NH 3(g) , sendo que o Kc dessa reação a 25 ºC é de 3,5 · 108, enquanto que o Kc medido a 450 ºC é de 0,16. Sobre a reação de síntese da amônia foram feitas as seguintes afirmações. I. Trata-se de uma reação de oxidorredução em que o gás hidrogênio é o agente redutor; II. Trata-se de um processo endotérmico e por isso é realizado em alta temperatura; III. Alterar a pressão dos reagentes modifica o valor de Kc; IV. A 450 ºC a velocidade de formação de amônia seria bem maior do que a 25 ºC considerando-se que as pressões parciais dos reagentes no início da reação fossem as mesmas em ambas as temperaturas. Estão corretas apenas as afirmações A) I e II. B) II e IV. C) III e IV. D) I e III. E) I e IV. 13. A combustão completa da vela, sem o ajuste dos coeficientes estequiométricos, pode ser representada genericamente pela equação: C 20 H 42(g) + O 2(g) → CO 2(g) + H 2 O (g) Considerando que vários fatores podem interferir na rapidez de uma reação química, analise as afirmações a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso: ( ) Fatores como o aumento da temperatura e da concentração dos reagentes influenciam na rapidez de uma reação e sempre a tornam mais lenta. ( ) Para a combustão completa de 1 mol da parafina (C 20 H 42(g) ) serão liberados 880,2 g de CO 2(g) para a atmosfera. ( ) Para que uma reação ocorra, é necessário que haja colisão entre as moléculas, orientação favorável e energia suficiente. ( ) No processo descrito, se a vela for coberta com um recipiente, é possível que a chama se apague. ( ) Ao aumentar a superfície de contato dos reagentes, a rapidez da reação não será afetada, o que implica maior tempo de reação. Dados: C = 12,01; O = 16,00. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: A) V – F – F – F – V B) F – V – V – F – F C) F – V – V – V – F D) V – F – V – F – F E) F – V – F – V – F 14. A reação química entre dois reagentes ocorre de tal forma que, ao se triplicar a concentração do reagente A, mantendo- se fixa a concentração do reagente B, observa-se o aumento de nove vezes na velocidade inicial de reação. Por outro lado, a variação da concentração do reagente B não acarreta mudança da velocidade inicial da reação. Assim, é correto afirmar que a equação geral da lei de velocidade da reação, onde v é a velocidade inicial e k é a constante de velocidade, é: A) v = k B) v = k [reagente A] C) v = k [reagente A]2 D) v = k [reagente A]3 E) v = k [reagente A] [reagente B] 15. (EsPCEx/2018) O estudo da velocidade das reações é muito importante para as indústrias químicas, pois conhecê-la permite a proposição de mecanismos para uma maior produção. A tabela abaixo apresenta os resultados experimentais obtidos para um estudo cinético de uma reação química genérica elementar. aA + bB + χC → D + E Experimento [A] [B] [C] Velocidade (mol · L–1 · s–1) 1 0,10 0,10 0,10 4 · 10–4 2 0,20 0,10 0,10 8 · 10–4 3 0,10 0,20 0,10 8 · 10–4 4 0,10 0,10 0,20 1,6 · 10–3 A partir dos resultados experimentais apresentados na tabela, pode se afirmar que a expressão da equação da lei da velocidade (V) para essa reação química é: A) V = k[A]1[B]1[C]2. B) V = k[A]2[B]1[C]2. C) V = k[A]2[B]2[C]1. D) V = k[A]1[B]1[C]1. E) V = k[A]0[B]1[C]1. Aulas ?? a ??: Radioatividade Introdução Radioatividade é a emissão espontânea de partículas e(ou) radiações de núcleos instáveis, dando origem a outros núcleos, que podem ser estáveis ou ainda instáveis. Um núcleo instável emite partículas e(ou) radiações até se tornar um núcleo estável. Observe o esquema: Núcleo instável (pai) Outro núcleo instável (filho) Núcleo estável (filho) neutrino neutrino γ γ αα β β Aula 20 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 87 Química Observação: A radioatividade é um fenômeno exclusivamente nuclear, não sendo afetada por fatores externos como temperatura, pressão etc. Histórico da radioatividade 1895 – Roentgen, trabalhando com ampolas de Crookes, descobre os raios X. 1896 – Becquerel, trabalhando com o sulfato duplo de potássio e uranila K 2 (UO 2 ) (CO 4 ) 2 , descobre a radioatividade. 1898 – Marie Curie e Pierre Curie descobrem o polônio e o rádio. 1899 – Rutherford descobre que o túrio emite radiação. 1900 – Pierre Curie classifi ca os raios alfa e beta provenientes de emanações radioativas do rádio. 1900 – Vilhard descobre um terceiro tipo de emanação radioativa, a radiação gama. Tipos de radiação A palavra “radiação” é genérica e engloba a radiação alfa (a), a radiação beta (b) e a radiação (γ), que são identifi cados quando se submete uma emissão radioativa a um campo eletromagnético. bloco de chumbo grande desvio não sofre desvio pequeno desvio chapa fotográfica fonte radioativa campo eletromagnético β γ α − + Experimento feito no vácuo. Radiação ou emissão alfa (2 4 α) • Partículas constituídas por dois prótons e dois nêutrons. • Núcleo do átomo de Hélio (4 2 He2+). • Carga relativa: + 2. • Massa relativa: 4. • Velocidade média: 20.000 km/s (3.000 a 30.000 km/s). • Poder de penetração: muito baixo. • Poder ionizante: muito alto. Observação: +2 4 α + 2e– → átomo de Hélio +2 4 α + 2e– átomo de Hélio + + nn + + nn + 2e– átomo de Hélio partícula a Radiação ou emissão beta (– 1 0β) • São elétrons acelerados emitidos por alguns núcleos instáveis. • Carga relativa: – 1. • Massa relativa: 1 1840 . • Velocidade: 70.000 a 290.000 km/s. • Poder de penetração: moderado. • Poder ionizante: menor que a alfa. Como é possível sair elétrons do núcleo? A explicação mais aceita é a de que o nêutron pode se transformar em próton, elétron e neutrino, de acordo com a equação abaixo: 1n → 1P + 1b + 1n 1 0 01 00 +1 –1 Fica no núcleo Sai acelerado Sai acelerado Radiação ou emissão gama ( 0 0 γ ) • A radiação gama não é constituída por partículas, mas por ondas eletromagnéticas semelhantes à luz e aos raios X, porém de maior energia. • Velocidade: 300.000 km/s (Velocidade da luz). • Poder de penetração: muito alto. • Poder Ionizante: baixo. • A radiação gama (γ), em geral, acompanha as radiações a e b. Observe o resumo esquemático a seguir. Radiação REPrEsEn- tação NaturEZa PodEr dE PEnEtração rElatiVo PodEr dE ioniZação rElatiVo VElocidadE rElatiVa à da luZ (c) PodEr dE PEnEtração “absoluto” Alfa 2 4 2 4α ou He 2 prótons + 2 nêutrons 1 10.000 5 a 10% 2 a 8 cm no ar Beta − −1 0 1 0β ou e Elétron 100 100 40 a 95% 1 cm no alumínio 1 mm no chumbo Gama γ ou 0 0 γ Onda eletro- magnética de alta energia 10.000 1 100% 20 cm no aço 5 cm no chumbo Observação: O poder de ionização é em relação à ionização dos gases. Leis da radioatividade 1ª Lei da radioatividade Em 1911, Frederick Soddy enunciou a 1ª Lei da radioatividade: • Quando um núcleo emite uma partícula alfa (a), seu número atômico diminui de duas unidades e seu número de massa diminui de quatro unidades. Esquematicamente, temos: Z A Z AX Y→ + − − 2 4 2 4α Exemplo: 92 235 2 4 90 231U Th→ +α O átomo de 235U, ao emitir uma partícula alfa, sofre uma desintegração radioativa e se transforma em um átomo de 231Th. Portanto, um elemento químico ao emitir uma partícula alfa (a) transforma-se em outro elemento químico localizado dois lugares antes na Tabela Periódica. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 88 Química 2ª Lei da radioatividade Em 1913, o cientista Soddy, simultaneamente com outros dois cientistas, Russel e Fajans, enunciaram a 2ª Lei da radioatividade, que fi cou conhecida como Lei de Soddy – Fajans – Russel: • Quando um núcleo emite uma partícula beta (b), seu número atômico aumenta de uma unidade e seu número de massa não se altera. Esquematicamente, temos: Z A Z AX Y→ +− +1 0 1β Exemplo: 88 228 89 228 1 0Ra Ac→ + − β Conclusão: quando um elemento emite uma partícula beta (b), forma-se outro elemento situado uma quadrícula depois na Tabela Periódica. Observação: Por comodidade, não se costuma representar o neutrinode enxofre utilizada é igual nas duas reações. E que para a massa de oxigênio existe uma proporção de 2 : 3. Como esses números nunca se fragmentam, Dalton formulou três conhecidos postulados sobre o átomo: I. Átomos de um mesmo elemento são idênticos em tamanho e massa; II. Átomos diferentes apresentam massas diferentes; III. Nas reações químicas os átomos são reorganizados, não sendo criados nem destruídos, formando novos compostos; IV. Um composto é formado pela combinação de átomos. Formulando estes postulados o átomo para Dalton era como esferas, neutras, maciças, indivisíveis, indestrutíveis e de massa constante. Aula 01 Disponível em: . Dalton também teve como auxílio na criação de seus postulados as Leis Ponderais de Lavoisier (Lei da conservação da MassA) e de Proust (Lei das Proporções Fixas). Joseph John Thomson (Modelo do Pudim com Passas) Em 1897 foi descoberta a primeira partícula subatômica, renovando as ideias sobre o átomo e sua estrutura. Jonh Thomson provou a existência de uma partícula negativa no átomo, o elétron. Por volta dos anos de 1856, William Crooks havia desenvolvido um experimento com uma ampola de gases rarefeitos sobre efeito de altas tensões (cerca de 10.000 V). Os gases apresentavam uma certa emissão de raios que se propagavam em linha reta devido sua alta velocidade e produziam sombras ao se depararem com objetos opacos. Os raios eram provenientes do cátodo sendo chamados de raios catódicos. Thomson aprimorou o experimento de Crooks tentando entender a natureza desses raios. Ele expôs os raios catódicos sobre efeitos de campos elétricos e magnéticos e encontrou uma relação entre a massa e a carga da partícula, provando, assim, que os raios catódicos tinham natureza negativa, pois desviavam sua trajetória para o sentido positivo dos campos elétricos e que apresentam massa, pois ao colocar uma pequena hélice dentro do tubo, esses raios movimentavam-na. Thomson repetiu o experimento com vários eletrodos e gases diferentes, encontrando sempre a mesma relação entre a carga e a massa do elétron (e/m = 1,758805 · 1011 C/kg) provando que essas partículas negativas estavam presentes em todos os átomos, logo estava provada a existência da primeira partícula subatômica descoberta pelo homem, o elétron.pelo homem, o elétron. A conclusão de Thomson sobre o átomo, foi de que esse era formado por uma massa gelatinosa e positiva com elétrons incrustados em sua superfície espalhados de forma homogênea. Isso explicava os eventos elétricos como a eletrização por atrito, porém não explicava os fenômenos radioativos que estariam em visão da ciência nos anos de 1900. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 6 Química Ernest Rutherford (Modelo Planetário) No ano de 1908, Ernest Rutherford estudava a emissão de radiações sobre fi níssima folhas metálicas, com o experimento da emissão da radiação a, em particular. Sobre uma fi níssima folha de ouro, observou fenômenos que iriam em contradição ao modelo proposto por J.J. Thomson. Rutherfod havia isolado três tipos de radiações sobre efeito de campos elétricos. Tela fl uorescente Tipo radiação Composição Símbolo Massa relativa* Carga relativa Propriedades a (alfA) Núcleos de hélio 2 4He 7350 2+ Fracamente penetrante b (betA) Elétrons −1 0e 1 1– Moderadamente penetrante γ (gamA) Radiação eletromagnética de alta energia hv 0 0 Fortemente penetrante As partículas alfa são as mais pesadas e ionizantes, ao incidirem, sobre a fi níssima folha de ouro rodeada por folha de chapa fotográfica (ZnS– sulfeto de zinco), passaram em grande quantidade, porém algumas poucas apresentavam a trajetória desviada ou até mesmo voltavam, como se fossem balas richocheteadas. Rutherfod fi cou admirado com o feito, uma vez que todas as partículas deveriam atravessar o átomo sofrendo um leve desvio de trajetória segundo o modelo proposto por Thomson. As conclusões de Rutherfod foram: I. O átomo apresenta grandes espaços vazios, pois as partículas alfa passaram em grande quantidade; II. Existe um ponto pequeno de massa concentrada e positivo, o núcleo, pois as partículas alfa, que também são positivas, sofrem desvios de trajetória ao passar próximo ao núcleo; III. Os elétrons de carga negativa ficam ao redor do átomo neutralizando a carga do núcleo. O modelo de Rutherford não foi aceito devido contrariar a física clássica de Maxwel. Segundo a Física clássica, o elétron perderia energia e cada vez mais se aproximaria do núcleo tornando inevitável o encontro dos dois. A equipe de Rutherfod continuou seus experimentos e conseguiu encontrar uma relação entre o raio do núcleo e o raio do átomo (R átomo = 10 000 × R núcleo ) aproximadamente. Niels Bohr (Quantização do elétron em órbitas de energiA) Em 1912, Niels Bohr teve a notória ideia de considerar que os elétrons giram em órbitas de energia quantizada, ou seja, os elétrons giram ao redor do núcleo sem perder energia. Ele adotou várias demonstrações matemáticas para o átomo de hidrogênio. Defi nindo possíveis níveis de energia para os elétrons que foram, chamados de camadas eletrônicas. Bohr observou que quando gases rarefeitos estavam sobre efeito de altas tensões emitiam luz, porém essa luz emitida, quando separada por um prisma, apresentava espectro descontínuo, ou seja, não apresentava todas as cores nos espectros visíveis, como mostra a fi gura: A interpretação do modelo de Bohr consistiu em três postulados: I. Um elétron não emite energia enquanto permanecer numa mesma órbita e, portanto, não deve sofrer desaceleração; II. Quando um elétron passa de uma órbita a outra, irradiou ou absorveu energia. Se ele se moveu em direção ao núcleo, houve emissão de energia e, se ele se afastou do núcleo, houve absorção de energia; III. Para um elétron que gira ao redor do núcleo a sua força centrífuga deve ser igual a sua força centrípeta. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 7 Química Com isso, Bohr quantizou o átomo e explicou a emissão de cores diferentes quando elementos químicos são postos em chama, o elemento químico estrôncio, por exemplo, ao entrar em contato com a chama, produz chama avermelhada. O elétron absorve energia da chama, salta para níveis mais externos de energia, e ao voltar, emite comprimentos de onda característicos que podem estar no visível ou não. Energia Energia crescente e- e- e- e- Onda eletromagnética (luz) Energia liberada Núcleo E 1 E 1 E 1 E 2 E 2 E 2 Energia absorvida E 1 E 2 Representação atômica Represetação simbólica de um átomo Número de massa Número atômico A ZX Símbolo químico Os elementos químicos caracterizam-se pelo número atômico (Z). A: indica o número de partículas existentes no núcleo do átomo (A = Z + N). Z: indica o número de prótons presentes no núcleo, também caracteriza elementos químicos, átomos com o mesmo número de prótons pertencem ao mesmo elemento químico, átomos com número de prótons diferentes são elementos químicos diferentes. N: indica o número de nêutrons presentes no núcleo. Observação: quando os átomos estão no seu estado fundamental, o número de prótons é igual ao número de elétrons, e o átomo encontra-se neutro, pois o número de partículas positivas é igual ao número de partículas negativas. Isótopos Átomos com mesmo número de prótons e diferentes números de massa, consequentemente, diferentes números de nêutrons. Ex.: 6 C12 e 6 C14 Isóbaros Átomos com mesmo número de massa e diferente número de prótons, consequentemente, diferentes números de nêutrons. Ex.: 7 N14 e 6 C14 Isótonos Átomos com mesmo número de nêutrons e diferente número de prótons, e consequentemente, diferentes números de massa. Ex.: 1 H3 e 2 He4 Exercícios de Fixação 01. (UPE-SSA 1/2017) Muitas informações veiculadas na Internet contêm erros científi cos. Um exemplo disso pode ser verifi cado em determinado blog sobre oensino de Química cujo conteúdo é transcrito a seguir: MODELOS ATÔMICOS Os modelos atômicos são diferentes ideias, que surgiram durante o desenvolvimento da história da ciência, na tentativa de explicar a composição íntima da matéria. O primeiro modelo atômico da Era moderna foi proposto por John Dalton, que considerava os átomos como esferas maciças e indivisíveis. A descoberta dos elétrons, partículas subatômicas de carga elétrica positiva, fez os cientistas provarem que o átomo era divisível, abrindo espaço para uma nova ideia, um modelo que fi cou conhecido como pudim de passas, atribuído ao físico Ernest Rutherford. Esse modelo durou alguns anos, até que o cientista Niels Böhr propôs um modelo no qual os elétrons giravam ao redor de um núcleo com energia variável, ao percorrer uma órbita fi xa. A partir desses elétrons, os átomos poderiam se unir para formar compostos em um fenômeno conhecido como ligação química, que ocorria em busca de aumentar a energia do sistema e com isso adquirir estabilidade. Quantos erros científi cos são encontrados no texto? A) Um B) Dois C) Três D) Quatro E) Cinco 02. (Udesc/2016) Considerando os modelos atômicos mais relevantes, dentro de uma perspectiva histórica e científi ca, assinale a alternativa correta. A) Até a descoberta da radioatividade, o átomo era tido como indivisível (Dalton). O modelo que o sucedeu foi de Thomson, que propunha o átomo ser formado por uma massa carregada positivamente com os elétrons distribuídos nela. B) No modelo de Dalton, o átomo era constituído por um núcleo carregado positivamente e uma eletrosfera. O modelo seguinte foi o de Bohr que introduziu a ideia de que os elétrons ocupam orbitais com energias defi nidas, este modelo se assemelha ao modelo do Sistema Solar. C) No modelo atômico de Dalton, o átomo era tido como indivisível. O modelo sucessor foi o de Rutherford, no qual o átomo era constituído de um núcleo carregado negativamente e uma eletrosfera. D) O modelo de Dalton propunha que o átomo era formado por uma massa carregada positivamente com os elétrons distribuídos nela. O modelo seguinte foi o de Rutherford, no qual o átomo era constituído de um núcleo carregado positivamente e uma eletrosfera. E) No modelo atômico de Dalton, os elétrons ocupam orbitais com energias defi nidas, este modelo se assemelha ao do Sistema Solar. O modelo que o sucedeu foi o de Thomson, que propunha o átomo ser formado por uma massa carregada positivamente com os elétrons distribuídos nela. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 8 Química 03. (IFCE/2016) Os filósofos gregos foram os responsáveis pela criação do termo “átomo”, que significa não divisível. O átomo seria a menor parte da matéria, ou seja, não poderia ser mais dividida. Entretanto, esse conceito não é mais aceito. Diante dessa assertiva, sobre os átomos, é correto afirmar-se que: A) Possuem partículas sem carga conhecidas por elétrons. B) Não podem ser desintegrados. C) Possuem partículas negativas chamadas de nêutrons. D) Apresentam o núcleo formado somente por prótons. E) Apresentam duas regiões distintas: núcleo e eletrosfera. 04. (UEFS/2016) Os modelos atômicos foram sendo modificados ao longo do tempo, a partir de evidências experimentais, a exemplo dos modelos de Thomson, proposto com base em experimentos com tubo de raios catódicos e o de Rutherford, que, ao fazer incidir partículas alfa, a, sobre lâminas de ouro, observou que a maioria das partículas atravessava a lâmina, algumas desviavam e poucas eram refletidas. A partir das considerações do texto, é correto destacar: A) As partículas subatômicas de cargas elétricas opostas estão localizadas no núcleo do átomo, segundo Thomson. B) O modelo de Thomson considera que o átomo é constituído por elétrons que ocupam diferentes níveis de energia. C) O núcleo do átomo é denso e positivo com um tamanho muito menor do que o do seu raio atômico, de acordo com Rutherford. D) As experiências com raios catódicos evidenciaram a presença de partículas de carga elétrica positiva nos átomos dos gases analisados. E) O experimento conduzido por Rutherford permitiu concluir que as partículas positivas e negativas constituintes dos átomos têm massas iguais. 05. (Unesp/2016) Em 1913, Niels Böhr (1885-1962) propôs um modelo que fornecia uma explicação para a origem dos espectros atômicos. Nesse modelo, Bohr introduziu uma série de postulados, dentre os quais, a energia do elétron só pode assumir certos valores discretos, ocupando níveis de energia permitidos ao redor do núcleo atômico. Considerando o modelo de Böhr, os diferentes espectros atômicos podem ser explicados em função A) do recebimento de elétrons por diferentes elementos. B) da perda de elétrons por diferentes elementos. C) das diferentes transições eletrônicas, que variam de elemento para elemento. D) da promoção de diferentes elétrons para níveis mais energéticos. E) da instabilidade nuclear de diferentes elementos. • Texto para a próxima questão. No interior do tubo da lâmpada fluorescente existem átomos de argônio e átomos de mercúrio. Quando a lâmpada está em funcionamento, os átomos de Ar ionizados chocam-se com os átomos de Hg. A cada choque, o átomo de Hg recebe determinada quantidade de energia que faz com que seus elétrons passem de um nível de energia para outro, afastando-se do núcleo. Ao retornar ao seu nível de origem, os elétrons do átomo de Hg emitem grande quantidade de energia na forma de radiação ultravioleta. Esses raios não são visíveis, porém eles excitam os elétrons do átomo de P presente na lateral do tubo, que absorvem energia e emitem luz visível para o ambiente. 06. (IFSul/2016) O modelo atômico capaz de explicar o funcionamento da lâmpada fluorescente é: A) Modelo de Dalton B) Modelo de Thomson C) Modelo de Rutherford D) Modelo de Böhr E) Modelo de Somerfeld 07. (UEL/2015) Gaarder discute a questão da existência de uma “substância básica”, a partir da qual tudo é feito. Considerando o átomo como “substância básica”, atribua (V) para verdadeiro ou (F) para falso às afirmativas a seguir. ( ) De acordo com o modelo atômico de Rutherford, o átomo é constituído por duas regiões distintas: o núcleo e a eletrosfera. ( ) Thomson propôs um modelo que descrevia o átomo como uma esfera carregada positivamente, na qual estariam incrustados os elétrons, com carga negativa. ( ) No experimento orientado por Rutherford, o desvio das partículas alfa era resultado da sua aproximação com cargas negativas presentes no núcleo do átomo. ( ) Ao considerar a carga das partículas básicas (prótons, elétrons e nêutrons), em um átomo neutro, o número de prótons deve ser superior ao de elétrons. ( ) Os átomos de um mesmo elemento químico devem apresentar o mesmo número atômico. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. A) V – V – F – F – V B) V – F – V – F – V C) V – F – F – V – F D) F – V – V – V – F E) F – F – F – V – V 08. (UPE/2015) Na Segunda Guerra Mundial, as Forças Aliadas executaram uma ação de guerra para resgatar uma garrafa de cerveja contendo água deuterada (D 2 O), que Niels Bohr deixou, por engano, no seu laboratório. Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir: I. A ação militar justifica-se porque o deutério pode sofrer fissão nuclear, sendo utilizado na confecção da bomba atômica; II. A água deuterada e a água pura (H 2 O) são substâncias compostas constituídas pelos mesmos elementos químicos; III. A garrafa com água deuterada, encontrada no laboratório de Bohr, tem massa maior que uma garrafa idêntica contendo o mesmo volume de água pura (H 2 O). Está correto o que se afirma em: A) I, apenas. B) I e II, apenas. C) I e III, apenas D) II e III, apenas. E) I, II e III. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 9 Química 09. (Udesc/2015) Os fundamentos da estrutura da matéria e da atomística baseados em resultados experimentais tiveram sua origem com John Dalton, no início do século XIX. Desde então, no transcorrer de aproximadamente cem anos,outros cientistas, tais como J. J. Thomson, E. Rutherford e N. Bohr, deram contribuições marcantes de como possivelmente o átomo estaria estruturado. Com base nas ideias propostas por esses cientistas, marque (V) para verdadeiro e (F) para falso. ( ) Rutherford foi o primeiro cientista a propor a ideia de que os átomos eram, na verdade, grandes espaços vazios constituídos por um centro pequeno, positivo e denso com elétrons girando ao seu redor. ( ) Thomson utilizou uma analogia inusitada ao comparar um átomo com um “pudim de passas”, em que estas seriam prótons incrustados em uma massa uniforme de elétrons dando origem à atual eletrosfera. ( ) Dalton comparou os átomos a esferas maciças, perfeitas e indivisíveis, tais como “bolas de bilhar”. A partir deste estudo surgiu o termo “átomo” que significa “sem partes” ou “indivisível”. ( ) O modelo atômico de Bohr foi o primeiro a envolver conceitos de mecânica quântica, em que a eletrosfera possuía apenas algumas regiões acessíveis denominadas níveis de energia, sendo ao elétron proibido a movimentação entre estas regiões. ( ) Rutherford utilizou em seu famoso experimento uma fonte radioativa que emitia descargas elétricas em uma fina folha de ouro, além de um anteparo para detectar a direção tomada pelos elétrons. Assinale a alternativa correta, de cima para baixo. A) F – V – V – V – F B) V – V – F – V – F C) F – V – V – F – V D) V – F – F – F – F E) V – F – F – F – V 10. (PUC-PR/2015) Com o passar do tempo, os modelos atômicos sofreram várias mudanças, pois novas ideias surgiam sobre o átomo. Considerando os modelos atômicos existentes, assinale a alternativa correta. A) Para Dalton, átomos iguais possuem massas iguais e átomos diferentes possuem massas diferentes, teoria aceita nos dias atuais. B) No modelo de Rutherford, temos no átomo duas regiões bem definidas: núcleo e eletrosfera, a qual é dividida em níveis e subníveis. C) O modelo atômico de Thomson chamava-se “modelo do pudim de passas”, no qual os prótons seriam as passas e os elétrons, o pudim. D) Para Sommerfeld, se um elétron está na camada L, este possui uma órbita circular e três órbitas elípticas. E) Para Bohr, quando um elétron recebe energia, este passa para uma camada mais afastada do núcleo; cessada a energia recebida, o elétron retorna a sua camada inicial, emitindo essa energia na forma de onda eletromagnética. 11. (Udesc/2015) Há 130 anos nascia, em Copenhague, o cientista dinamarquês Niels Henrick Davis Bohr, cujos trabalhos contribuíram decisivamente para a compreensão da estrutura atômica e da Física Quântica. A respeito do modelo atômico de Bohr, assinale a alternativa correta. A) Os átomos são, na verdade, grandes espaços vazios constituídos por duas regiões distintas: uma com núcleo pequeno, positivo e denso, e outra com elétrons se movimentando ao redor do núcleo. B) Os elétrons que circundam o núcleo atômico possuem energia quantizada, podendo assumir quaisquer valores. C) É considerado o modelo atômico vigente e o mais aceito pela comunidade científica. D) Os saltos quânticos decorrentes da interação fóton-núcleo são previstos nesta teoria, explicando a emissão de cores quando certos íons metálicos são postos em uma chama (excitação térmicA). E) Os átomos são estruturas compostas por um núcleo pequeno e carregado positivamente, cercado por elétrons girando em órbitas circulares. 12. (FGV/2014) Uma nova e promissora classe de materiais supercondutores tem como base o composto diboreto de zircônio e vanádio. Esse composto é sintetizado a partir de um sal de zircônio (IV). Revista Pesquisa FAPESP, jun. 2013. Adaptado. O número de prótons e de elétrons no íon Zr4+ e o número de elétrons na camada de valência do elemento boro no estado fundamental são, respectivamente: Dados: Zr (Z = 40); B (Z = 5). A) 36 – 40 – 5 D) 40 – 36 – 5 B) 36 – 40 – 3 E) 40 – 36 – 3 C) 40 – 44 – 3 13. (Unesp/2014) Em 2013 comemorou-se o centenário do modelo atômico proposto pelo físico dinamarquês Niels Bohr para o átomo de hidrogênio, o qual incorporou o conceito de quantização da energia, possibilitando a explicação de algumas propriedades observadas experimentalmente. Embora o modelo atômico atual seja diferente, em muitos aspectos, daquele proposto por Bohr, a incorporação do conceito de quantização foi fundamental para o seu desenvolvimento. Com respeito ao modelo atômico para o átomo de hidrogênio proposto por Bohr em 1913, é correto afirmar que: A) o espectro de emissão do átomo de H é explicado por meio da emissão de energia pelo elétron em seu movimento dentro de cada órbita estável ao redor do núcleo do átomo. B) o movimento do elétron ao redor do núcleo do átomo é descrito por meio de níveis e subníveis eletrônicos. C) o elétron se move com velocidade constante em cada uma das órbitas circulares permitidas ao redor do núcleo do átomo. D) a regra do octeto é um dos conceitos fundamentais para ocupação, pelo elétron, das órbitas ao redor do núcleo do átomo. E) a velocidade do elétron é variável em seu movimento em uma órbita elíptica ao redor do núcleo do átomo. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 10 Química 14. (IFSC/2014) Rutherford bombardeou uma lâmina de ouro com partículas alfa (positivas), proveniente do elemento químico radioativo polônio. Leia e analise as seguintes afirmações feitas sobre esse experimento. I. O átomo apresenta um núcleo positivo e uma eletrosfera negativa; II. No átomo prevalece o vazio, pois a maioria das partículas alfa atravessa a lâmina de ouro sem sofrerem desvios; III. O átomo apresenta duas regiões distintas, núcleo e eletrosfera. IV. O elétron possui carga elétrica positiva; V. A massa de um átomo está concentrada na sua eletrosfera. Assinale a alternativa correta. A) Apenas as afirmações III e IV são verdadeiras. B) Apenas as afirmações II e IV são verdadeiras. C) Apenas as afirmações I, II, e III são verdadeiras. D) Apenas as afirmações I, II, III, e V são verdadeiras. E) Todas as afirmações são verdadeiras. 15. (IFCE/2014) São dadas as seguintes informações relativas aos átomos. I. X é isóbaro de Y e isótono de Z; II. Y tem número atômico 56, número de massa 137 e é isótopo de Z; III. O número de massa de Z é 138. O número atômico de X é: A) 55 B) 56 C) 57 D) 58 E) 59 Aulas ?? a ??: Conceitos Modernos Sobre os Elétrons e a Eletrosfera A. SOMMERFELD O físico Sommerfeld havia observado que as raias espectrais de que Niels Bohr havia estudado eram formadas por níveis mais finos. Então o que afirmar sobre a existência de níveis de energia dentro de um nível, foi a primeira sugestão da existência dos subníveis (níveis dentro de níveis). Na visão física de Sommerfeld a explicação para os subníveis foi a de que o elétron deveria fazer uma órbita elíptica em sua rotação em torno do núcleo. I = 0 Camada K I = 0 Camada L I = 1 Aula 02 Camada M I = 0 I = 1 I = 2 Camada N I = 0 I = 1 I = 2 I = 3 B. Uma nova visão sobre os elétrons B.1. Princípio da Dualidade de De Broglie Foi no ano de 1923 que Louis De Broglie passou a ver os elétrons como uma partícula-onda. Algumas ideias da física quântica já haviam sido comprovadas por Albert Einstein, onde ele afirmava que a luz era formada por pequenas partículas chamadas de fótons. De Broglie criou o princípio da dualidade, que afirmava que o elétron em movimento está associado a uma onda característica. λ = ⋅ h m v B.2. Princípio da Incerteza de Heisenberg O Cientista Heisenberg percebeu que não era possível determinar a posição de um elétron sem interferir em sua cinética, logo formulou o princípio da incerteza que afirmava que é impossível determinar com exatidão a posição e a velocidade do elétron simultaneamente. ∆ ∆ ≥x p h 2 C. Os Orbitais Devido à dificuldade de calcular a posição exata de um elétron na eletrosfera, o cientista Erwin Schrödinger percebeu que os elétrons não giravam em órbitas circulares, na verdade ocupavam regiões no espaço, que ele definiu comosendo orbitais. Os orbitais são as regiões em torno do núcleo onde há maior probabilidade de encontrar os elétrons. Schröndinger através de cálculos estatísticos e física quântica determinou alguns orbitais e seu volume no espaço como é mostrado nos desenhos abaixo: IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 11 Química D. Números Quânticos Os números quânticos indicam a posição onde o elétron se encontra na eletrosfera a partir de dados energéticos. D.1. Número quântico principal (n) Indica a camada onde se encontra os elétrons, o número quântico principal só assume valores naturais (n = 1, 2, 3, 4...) D.2. Número quântico secundário ou azimutal ( ) Indica o subnível de energia onde se encontra o elétron, abaixo é mostrada uma tabela com o número de elétrons em cada subnível. O número de elétrons em cada subnível é dado por 4 · + 2, onde só assume valores iguais a 0, 1, 2, 3, 4 ... Subnível no quântico ( ) máximo de elétrons s 0 2 p 1 6 d 2 10 f 3 14 D.3. Número Quântico Magnético (m ) Indica em qual orbital dentro do subnível o elétron se encontra, observe a tabela abaixo com os valores dos números quânticos magnéticos. Subníveis Valores de ( ) Valores de m Quantidade de orbitais Representação Gráfica s 0 0 1 0 p 1 – 1, 0, +1 3 0 +1–1 d 2 –2, –1, 0, +1, +2 5 0–2 +1–1 +2 f 3 –3, –2, –1, 0, +1, +2, +3 7 –3 0–2 +1–1 +3+2 D.4. Número quântico Spin Indica a rotação dos elétrons, pois cada orbital comporta no máximo 2 elétrons e estes de spins opostos(Princípio da Exclusão de Wolfgang Pauli). Observe que no átomo não existem elétrons com 4 números quânticos idênticos. Os valores de spin podem ser iguais a –1/2 ou +1/2. Para preencher os elétrons nos orbitais seguimos o princípio de que os elétrons devem ocupar o menor estado energético, essa regra foi sugerida pelo cientista Hund sendo chamada de regra de Hund. Abaixo segue o preenchimento sequencial de 5 elétrons no subnível p. p2 p3 p4 p5 E. Diagrama de Linus Pauling Linus Pauling observou o diagrama de preenchimento de energia dos elétrons nos subníveis e orbitais e o utilizou para explicar as ligações químicas, o diagrama segue abaixo mostra a sequencia de preenchimento dos elétrons na sequencia do menos energético para o mais energético, o diagrama segue o princípio de Aufbau. A sequencia de preenchimento de é 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f14 5d10 6p6 7s2 5f14 6d10 7p6 IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 12 Química Exercícios de Fixação 01. (EsPCEx/2017) Quando um átomo, ou um grupo de átomos, perde a neutralidade elétrica, passa a ser denominado de íon. Sendo assim, o íon é formado quando o átomo (ou grupo de átomos) ganha ou perde elétrons. Logicamente, esse fato interfere na distribuição eletrônica da espécie química. Todavia, várias espécies químicas podem possuir a mesma distribuição eletrônica. Considere as espécies químicas listadas na tabela a seguir: I II III IV V VI 20 Ca2+ 16 S2– 9 F1– 17 C1– 38 Sr2+ 24 Cr3+ A distribuição eletrônica 1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6 (segundo o Diagrama de Linus Pauling) pode corresponder, apenas, à distribuição eletrônica das espécies A) I, II, III e VI. D) I, II e IV. B) II, III, IV e V. E) I, V e VI C) III, IV e V. 02. (EsPCEx/2016) Munições traçantes são aquelas que possuem um projétil especial, contendo uma carga pirotécnica em sua retaguarda. Essa carga pirotécnica, após o tiro, é ignificada, gerando um traço de luz colorido, permitindo a visualização de tiros noturnos a olho nu. Essa carga pirotécnica é uma mistura química que pode possuir, dentre vários ingredientes, sais cujos íons emitem radiação de cor característica associada ao traço luminoso. Um tipo de munição traçante usada por um exército possui na sua composição química uma determinada substância, cuja espécie química ocasiona um traço de cor correspondente bastante característico. Com relação à espécie química componente da munição desse exército sabe-se: I. A representação do elemento químico do átomo da espécie responsável pela coloração pertence à família dos metais alcalinos-terrosos da tabela periódica; II. O átomo da espécie responsável pela coloração do traço possui massa de 137 u e número de nêutrons 81. Sabe-se também que uma das espécies apresentadas na tabela do item III (que mostra a relação de cor emitida característica conforme a espécie química e sua distribuição eletrônicA) é a responsável pela cor do traço da munição desse exército; III. Tabela com espécies químicas, suas distribuições eletrônicas e colorações características. Sal Espécie Química Distribuição eletrônica da espécie química no estado fundamental Coloração característica Cloreto de cálcio Cálcio 1s22s22p63s23p64s2 vermelha- -alaranjada Cloreto de Bário Bário 1s22s22p63s23p64s23d104p65s24d105p66s2 verde Nitrato de Estrôncio Estrôncio 1s22s22p63s23p64s23d104p65s2 vermelha Cloreto de cobre (II) Cobre 1s22s22p63s23p64s13d10 azul Nitrato de Magnésio Magnésio 1s22s22p63s2 branca Considerando os dados contidos, nos itens I e II, atrelados às informações da tabela do item III, a munição traçante, descrita acima, empregada por esse exército possui traço de coloração: A) vermelha-alaranjada. D) azul. B) verde. E) branca. C) vermelha. 03. (EsPCEx/2015) Considere dois elementos químicos cujos átomos fornecem íons bivalentes isoeletrônicos, o cátion X2+ e o ânion Y2–. Pode-se afirmar que os elementos químicos dos átomos X e Y referem-se, respectivamente, a A) 20 Ca e 34 Se D) 20 Ca e 8 O B) 38 Sr e 8 O E) 20 Ca e 16 S C) 38 Sr e 16 S 04. (EsPCEx/2014)Um átomo neutro do elemento químico genérico A, ao perder 2 elétrons forma um cátion bivalente, contendo 36 elétrons. O número atômico deste átomo A é A) 36 D) 40 B) 42 E) 38 C) 34 05. (EsPCEx/2012) São dadas as seguintes afirmativas: I. Joseph J. Thomson, em seu modelo atômico, descrevia o átomo como uma estrutura na qual a carga positiva permanecia no centro, constituindo o núcleo, enquanto as cargas negativas giravam em torno desse núcleo; II. um átomo, no estado fundamental, que possui 20 elétrons na sua eletrosfera, ao perder dois elétrons, gerará um cátion bivalente correspondente, com configuração eletrônica – segundo o diagrama de Linus Pauling – igual a 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6; III. a afinidade eletrônica (eletroafinidadE) aumenta conforme o raio atômico diminui. Dessa forma, devido ao seu menor raio atômico, o oxigênio (Z = 8) possui maior afinidade eletrônica do que o enxofre (Z = 16), ambos pertencentes à mesma família da Tabela Periódica; IV. o raio de um íon negativo (ânion) é sempre menor que o raio do átomo que lhe deu origem. Das afirmações feitas, utilizando os dados acima, estão corretas apenas: A) I e II D) I e IV B) I e III E) II e IV C) II e III 06. (EsPCEx/2011) A seguir são apresentadas as configurações eletrônicas, segundo o diagrama de Linus Pauling, nos seus estados fundamentais, dos átomos representados, respectivamente, pelos algarismos I, II, III e IV. I. 1s22s22p6 II. 1s22s22p63s1 III. 1s22s22p63s2 IV. 1s22s22p63s23p5 Com base nessas informações, a alternativa correta é: A) O ganho de um elétron pelo átomo IV ocorre com absorção de energia. B) Dentre os átomos apresentados, o átomo I apresenta a menor energia de ionização. C) O átomo III tem maior raio atômico que o átomo II. D) O cátion monovalente oriundo do átomo II é isoeletrônico em relação ao átomo III. E) A ligação química entre o átomo II e o átomo IV é iônica. IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO 13 Química 07. Segundo Chang e Goldsby, o movimento quantizado de um elétron de um estado de energia para outro é análogo ao movimento de uma bola de tênis subindo ou descendo degraus. A bola pode estar em qualquer degrau, mas não entre degraus. Essa analogia se aplica ao modelo atômico proposto por A) Sommerfeld. D) Bohr. B) Ruterford. E) Einstein C) Heinsenberg. 08. No sétimo e oitavo períodos da Tabela Periódica,