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CHOQUE 
Prof: Tatielle Vieira 
Choque Deficiência aguda de perfusão tecidual generalizada 
que resulta em alterações celulares, metabólicas e 
hemodinâmicas 
 
Choque 
Hipovolêmico, Cardiogênico, Distributivo, Obstrutivo 
Etiologia 
 Perfusão deficiente e falha circulatória aguda 
Maior sobrevida se 
receber tratamento 
definitivo até uma hora 
Coração: falha na bomba; 
Sangue: perda de sangue ou plasma; 
Vasos: dilatação de vasos sanguíneos; 
O choque pode estar relacionado a: 
 
O sistema cardiovascular é responsável por transportar 
oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo e 
eliminar gás carbônico e resultantes do processo de nutrição 
celular. 
Para que esse sistema funcione de forma adequada é 
necessário que o coração se mantenha bombeando o sangue, 
que o volume de sangue circulante seja suficiente para 
encher os vasos. 
Mecanismo do choque: 
 
Mecanismo do Choque: 
Diminuição da Perfusão tecidual 
Órgãos e funções prejudicados 
Cérebro: Diminuição do nível de consciência 
Rins: Diminuição do débito urinário 
Coração: Taquicardia Bradicardia 
“O volume de sangue 
corrente é 7 a 8% do peso 
corporal. Se o paciente sangra 
por 30 minutos o mesmo 
pode vir a óbito em um 
instante...” 
Classificação dos estados de choque segundo o 
estágio evolutivo 
Compensatório Descompensado Irreversível 
Estágio Compensatório 
È caracterizado por manter a pressão arterial dentro dos 
limites devido aos mecanismos compensatórios. 
A pressão arterial é regulada por barorreceptores 
localizados no seio carotídeo e no arco aórtico. Esses 
receptores são responsáveis por monitorar a volemia e 
regular as atividades neuronais e endócrinas. 
Quando a pressão cai, a medula suprarrenal 
libera catecolaminas (adrenalina e noroadrenalina), 
que aumentam a frequência e a contratilidade cardíaca. 
 
Os rins regulam a PA através do sistema renina 
angiotensina, liberando renina, que converte angiotensina 1 
em angiotensina 2, um potente vasoconstritor. Ocorre 
redução do fluxo sanguíneo renal e consequente liberação 
de aldosterona, resultando em retenção de sódio. A elevada 
concentração de sódio estimula a liberação de hormônio 
anti diurético para reter água. 
Também ocorre redução da perfusão periférica e aumento 
do aporte sanguíneo para os órgãos alvos: cérebro, coração 
e pulmões. 
 
Estágio Compensatório 
 
Oligúria ou anúria 
Pele fria e pegajosa 
Sons intestinais hipoativos 
Taquicardia 
Acidose metabólica + taquipneia (mecanismo 
compensatório) 
Confusão mental 
 
Sinais e Sintomas: 
 
Vasoconstricção + 
retenção de 
líquidos 
Frequência e 
contratilidade 
cardíaca 
aumentada 
Manutenção da 
pressão arterial 
 Inicia quando os mecanismos compensatórios não são mais 
suficientes para manter a pressão arterial normal. É caracterizado 
por hipotensão ( PA( 
pressão direta, elevação, etc) 
 Assegurar via aérea e manutenção da 
respiração 
Imobilizar e alinhar fraturas – diminuir a dor 
e sangramento 
 confortar o paciente 
Cuidados de enfermagem: 
 Posição de choque – concentrar volume sanguíneo em cabeça , 
tórax e abdome: 
• Decúbito dorsal 
• Pernas elevadas 
• Se não for possível – deixar no plano 
• Se vômitos – transporte em decúbito lateral, se não houver 
contra indicações 
 Não dar líquidos 
 Monitorar sinais vitais 
Paciente aquecido 
Choque Cardiogênico: 
Incapacidade do coração de bombear o sangue de 
forma efetiva. Este enfraquecimento do músculo 
cardíaco pode ser consequência do infarto agudo do 
miocárdio. A vítima apresenta dor torácica antes de 
entrar em choque, arritmias e tamponamento 
também podem provocar choque cardiogênico. 
Fatores desencadeantes: 
Doenças miocárdicas (IAM), vasculares ( dissecção de 
AO), arritmias sustentadas. 
O coração deixa de funcionar como bomba; 
Incapacidade do coração fornecer fluxo suficiente p/ 
manter a demanda metabólica em repouso; 
 Diminuição do DC e evidência de hipóxia tecidual em 
presença de volume intravascular adequado. 
Sinais e Sintomas - CC 
 Hipotensão 
 Cianose periférica 
 Pele fria 
 Sudorese 
 Alterações do nível de consciência 
 Oligúria 
 Taquipnéia 
 Taquicardia 
Persistência do choque mesmo após correção de fatores não miocárdicos] 
 Presença de lesão miocárdica primária 
Manejos: 
Limitar a lesão miocárdica com uso de 
drogas, repouso O2; 
Preservar miocárdio saudável 
 Melhorar a capacidade do coração 
bombear eficazmente 
 Ventilação e oxigenação adequadas; 
 Hidratação 
Monitorização de débito urinário 
 Correção de desequilíbrio ácido-básico; 
Manutenção de um ritmo cardíaco sinusal 
Analgesia 
Manejo inicial do CC 
Manejo avançado do CC 
 
 Monitorização hemodinâmica invasiva 
 Uso de drogas trombolíticas 
 Uso de drogas vasoativas 
 Uso de BI 
Coronariografia precoce 
CRM ou outras cirurgias 
Choque Cardiogênico 
Contratilidade cardíaca 
diminuída 
Débito cardíaco e 
volume sistólico 
diminuídos 
Congestão 
pulmonar 
Perfusão tecidual 
sistêmica 
diminuída 
Perfusão diminuída 
da artéria 
coronária 
O choque Distributivo divide-se em: 
• Choque Séptico 
• Choque Neurogênico 
•Choque Anafilático 
Choque Neurogênico: 
 Lesão Medular 
 Perda da resistência periférica 
 Dilatação da rede vascular 
 Perfusão inadequada 
 Bradicardia 
“Interrupção do fluxo simpático” 
Causas: 
• Anestesia geral 
•Anestesia Raquidiana 
•Lesão cerebral 
•TRM 
Choque Neurogênico: 
 
Caracterizado por perda, pelo sistema nervoso, do controle do diâmetro 
vascular. 
 Ocorre como consequência de lesão na medula espinhal, 
interrompendo a comunicação entre o sistema nervoso central e os 
vasos sanguíneos. 
Resultando a perda de resistência periférica e a dilatação da rede 
vascular, cujo controle depende do fluxo de informações pela medula 
Choque Neurogênico: 
 
Estando o leito vascular dilatado não haverá 
sangue suficiente para preencher a circulação, 
havendo assim perfusão inadequada dos órgãos. 
 
Lesões toracolombares – acima do local de saída 
dos nervos do sistema nervoso simpático 
Choque Anafilático 
 Reação alérgica rápida 
• Pele avermelhada, prurido 
• Edema de face e língua 
• Respiração ruidosa 
•Queda de PA, pulso fraco, palidez, cianose, coma 
 Vias aéreas e O2 
 Transporte rápido 
Tratamento emergencial: 
Adrenalina 
Anti-histamínico 
Corticoide 
Em casos de PCR RCP 
 Caso necessário: entubação endotraqueal 
Garantir acesso venoso 
Choque Séptico 
“ Síndrome clínica caracterizada pela presença de 
M. O patogênicos ou suas toxinas na corrente 
sanguínea ocasionando disfunção orgânica, 
hipotensão e hipoperfusão.” 
 
Locais de infecção: 
Sistema Geniturinário 
Sistema gastrintestinal 
Sistema Pulmonar 
Sistema Tegumentar 
Fatores de Risco 
Técnicas invasivas 
 Técnicas imunossupressoras 
Aumento de infecções por germes multirressitentes 
Aumento da população com doenças 
imunodepressoras ( HIV. CA etc) 
Sinais e Sintomas 
 Cianose periférica 
 Hipotensão 
 Alterações de temperatura 
 Alterações do nível de consciência 
 Presença de um foco infeccioso 
 Taquipnéia 
 Taquicardia 
 Acidose metabólica 
Alterações metabólicas 
A assistência de enfermagem irá variar muito de acordo com o tipo 
e evolução do choque, por isso o plano de cuidados deverá ser 
revisado constantemente e a equipe de enfermagem precisa estar 
próxima ao doente. O paciente em estado de Choque exige 
cuidados intensivos diante do risco iminente de morte. 
 
Os principais cuidados de enfermagem são: 
 
Controle de glicemia capilar 
Manter monitor multi-paramêtrico 
Coletar exames laboratoriais na urgência 
Manter oxigenoterapia 
Controle da dor 
Determinar melhor decúbito de acordo com o tipo de choque 
Acesso venoso calibroso 
Lembre-se: drogas vasoativas, devem ser administradas por cateter venoso central em 
bomba de infusão contínua! 
 
Cuidados de Enfermagem 
 
Os principais cuidados de enfermagem são: 
 
•Controle de glicemia capilar 
•Manter monitor multi-paramêtrico 
•Coletar exames laboratoriais na urgência 
•Manter oxigenoterapia 
•Controle da dor 
•Determinar melhor decúbito de acordo com o tipo de choque 
•Acesso venoso calibroso 
 
Lembre-se: drogas vasoativas, devem ser administradas 
por cateter venoso central em bomba de infusão contínua! 
 
Referência Bibliográfica: 
 
 
Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH. Choque e Síndrome da Disfunção de 
Múltiplos orgãos . In: Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH, Brunner& Suddart: 
tratado de enfermagem médico-cirúrgica.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.p. 
310-332.

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