Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

RECREAÇÃO E LAZER
Prof. Esp. Ana Paula Assis 
Unidade 1 seção 3 - Recreação e ludicidade
SÍNTESE
• Fenômeno Lazer
• Lazer e Trabalho
• Tempo livre e Lazer
• Ócio
• Lazer, recreação e lúdico
• Dimensões históricas do lazer
• Conteúdos culturais do lazer
• Barreiras do Lazer
RECREAÇÃO, JOGO, BRINCADEIRA E O 
LÚDICO
• Um princípio é importante nesse nosso trilhar, o de que a recreação, como atividade, 
está inserida no campo e mundo do lazer.
• E na recreação, para sua materialização, podem estar presentes conhecimentos 
sobre o jogo, o esporte, o brinquedo e a brincadeira, assim como o lúdico, enquanto 
elemento que perpassa por todos eles. 
• Então, vamos começar pelo lúdico? O que você entende ser lúdico?
LÚDICO
• Um dos autores clássicos e mais importantes que nos ajuda a entender o lúdico é Huizinga 
(1998).
• Esse autor aponta que o espírito de competição lúdica, enquanto impulso social, é mais antigo 
do que a cultura, e a própria vida está toda penetrada por ele, como por um verdadeiro 
fermento.
• Para Marcelino (1999), é fundamental buscar o reencontro com o lúdico, o criativo e, assim, 
compreender o seu potencial e valor revolucionário e transformador. 
• É importante destacar que o lúdico não está presente apenas nas atividades recreativas, mas 
sim em todas as atividades que seja possível a vivência de momentos de prazer e socialização.
CONTINUAÇÃO...
• São atividades que os envolvidos se entregam e se integram em sua plenitude, no 
viver e no sentir, na criatividade, na fantasia, na imaginação, nos sonhos, no campo do 
simbólico e do concreto.
• Assim, um programa de recreação e lazer deve ter como elemento fundante a busca 
do lúdico e a livre escolha, o prazer. 
• Pensando em toda a sua capacidade de inserção na vida em sociedade, a vivência do 
lúdico é necessária enquanto participação na cultura de um modo geral, pensando a 
inserção e vivência em práticas que enriqueçam a formação da criança, do jovem, do 
adulto e do idoso de forma criativa e no exercício do prazer de viver. 
O JOGO
• O jogo é um dos saberes da Educação Física em que mais se associa a presença e 
vivencia do lúdico. Huizinga (1998, p. 33) define jogo como:
• [...] uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados 
limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas 
absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um 
sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida 
cotidiana.
CONTINUAÇÃO...
• Na prática da Educação Física, o jogo se apresenta no campo da Brincadeiras e Jogos, 
são manifestações formalizadas a partir de procedimentos e passos que possibilitam 
a inserção dos sujeitos por meios de regras as quais são construídas e reconstruídas.
• Pensando sua inserção no campo da recreação e do lazer, essas regras devem ser 
pensadas para possibilitar momentos de integração, socialização, pertencimento e 
participação. 
CONTINUAÇÃO...
• Para aplicar atividades recreativas e de lazer, o profissional deve saber trabalhar de 
forma positiva, conhecendo as suas potencialidades no campo da educação, da 
cultura e da participação. 
• Não é a busca nem a declamação de vencedores e perdedores, é o encontro, a 
vivência individual e/ou coletiva de um sujeito com a cultura. 
• Integrando os conceitos até agora abordados, ao se trabalhar a vivência lúdica e o 
jogo no campo das atividades recreativas, há uma possibilidade e potencialidade de 
se desenvolver a criatividade, o prazer, a interação entre as pessoas, a cooperação, 
entre outros. 
VAMOS PENSAR....
• Então, responda: qual brincadeira mais gosta?
• Quando foi a última vez que fez essa atividade?
• Você sabe o que é brincadeira?
• Qual a diferença do “jogar” futebol e de “brincar” futebol?
A BRINCADEIRA
• Como afirma Friedmann (1996), as brincadeiras e os jogos passaram por profundas 
mudanças do início do século para os dias atuais, no entanto, o prazer de brincar não 
mudou. 
• A brincadeira é presente, inerente principalmente à vida da criança, e é justamente 
pelo brincar que a criança vivencia, experimenta, organiza-se e elabora regras e 
normas para si e para o outro. 
CONTINUAÇÃO...
• No campo do movimento humano, pode-se dizer que a brincadeira auxilia no 
desenvolvimento de elementos como a psicomotricidade, nos aspectos sociais, 
físicos, afetivos, cognitivos e emocionais.
• Ao brincar, manifesta-se e desenvolve-se a construção de regras, novas descobertas 
e a interação com os colegas.
• No campo das atividades recreativas, as brincadeiras devem ser pensadas de modo 
a enriquecer e potencializar as vivências lúdicas, criando e pensando espaços e 
atividades com materiais para brincar.
CONTINUAÇÃO...
• Portanto, em síntese, os jogos e as brincadeiras presentes nas atividades recreativas 
e de lazer possibilitam um meio de comunicação, de prazer, de vivência do lúdico de 
forma planejada, estruturada e organizada. 
• Assim, as atividades de lazer e recreação são importantes não somente para o 
desenvolvimento físico e pessoal, mas para a desenvolvimento integral do sujeito, em 
qualquer idade e fase da vida.
A RECREAÇÃO
• A recreação pode ser compreendida como “o momento, ou a circunstância que o 
indivíduo escolhe espontânea e deliberadamente, através do qual ele se satisfaz 
(sacia) seus anseios voltados ao seu lazer” (CAVALLARI; ZACHARIAS, 1994, p. 15).
• Assim, a recreação é compreendida como uma série de atividades a serem 
desenvolvidas no campo do lazer.
• Outra autora que também defende a linha teórica da recreação como o conjunto de 
atividades desenvolvidas no lazer é Bruhns (1997). Para essa autora, o lazer é a 
expressão da cultura, constituindo elemento de conformismo ou de resistência à 
ordem social hegemônica. 
CONTINUAÇÃO...
• Cavallari e Zacharias (1994, p. 16-17) apresentam 5 características básicas da recreação, sendo 
elas:
• 1. “Ser encarada pelo participante como um fim em si mesma, sem que se esperem benefícios 
ou resultados específicos. 
• 2. Ser escolhida livremente e praticada espontaneamente, segundo os interesses de cada um. 
• 3. Levar o praticante a estágios psicológicos positivos, por estar sempre ligada ao prazer. 
• 4. Propiciar ao praticante estímulos para o exercício e desenvolvimento da criatividade.
• 5. Ser escolhida de acordo com os interesses comuns dos participantes de cada grupo nas 
sociedades organizadas nos níveis econômicos, sociais, políticos e culturais em geral”
CONTINUAÇÃO...
• Um dos elementos que podemos destacar na prática profissional da recreação são as 
atividades livres e dirigidas. 
• Os momentos livres, principalmente com crianças, são importantes para a 
manifestação da criatividade, em que o sujeito é movido a fazer escolhas, agindo 
com autonomia, tendo a liberdade para escolher os brinquedos, brincadeiras, jogos, 
materiais, parceiros, entre outros elementos.
PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES NO 
CAMPO DA RECREAÇÃO E DO LAZER
• O planejar minimiza a possibilidade de erros e torna mais provável o alcance dos 
objetivos propostos. 
• No entanto, saber e ser criativo para improvisar quando necessário é uma das 
características do profissional atuante nessa área, pois sempre surgem condições 
imprevistas, mas que precisam ser supridas.
• O planejamento de uma atividade de lazer é o elemento fundamental a ser 
percorrido para uma maior possibilidade de implementação e sucesso de uma 
atividade ou programa de atividades recreativas.
CONTINUAÇÃO...
• Um projeto, programação e/ou atividade no campo do lazer e da recreação deve 
sempre ter um objetivo a ser alcançado. 
• Por mais que tenhamos estudado como princípio os elementos relacionados às 
dimensões teóricas do lazer, da recreação e do lúdico (como proporcionar o prazer e 
a vivência lúdica), existem outros objetivos que também podem (ou devem) orientar 
as atividades.
CONTINUAÇÃO...
•A análise diagnóstica possibilita pensar a partir de situações concretas, conhecidas 
ou não. 
• As situações concretas conhecidas podem estar relacionadas, por exemplo, ao 
local/espaço onde serão realizadas, por exemplo, quadras, parques, ginásios, clube 
privado ou clubes sociais e recreativos/ esportivos, espaços fechados ou abertos 
(rua, quadras de escolas, estacionamentos), além de toda a estrutura que os locais 
oferecem (bebedouros, banheiros, árvores, equipamentos como parquinhos, etc). 
• O público a ser atendido configura-se como outro fator determinante no 
planejamento de uma atividade, de uma programação no campo do Lazer
RECURSOS HUMANOS, FINANCEIROS E 
MATERIAIS
• Os recursos financeiros estão atrelados a todo o planejamento, desde o pagamento 
do profissional que irá atuar (recursos humanos) até o detalhamento de todo material 
a ser utilizado (recursos materiais).
• Ele só se fecha quando toda a projeção do planejamento for finalizada. 
• Sobre os recursos humanos, um bom início é pelo próprio custo dos profissionais já 
envolvidos na organização e no planejamento. 
• Além desses profissionais, deve-se prever a contratação de outros profissionais para 
atender a demanda, seja na execução e orientação das atividades e ações da 
recreação, seja no suporte técnico (como som, iluminação, etc.).
UM POUCO MAIS SOBRE O PÚBLICO ALVO
• “Brincadeira é coisa de criança?”
• Seria um equívoco associar as brincadeiras (uma das atividades mais utilizadas nas 
programações recreativas) somente ao público infantil e pensar que esse é o único 
nicho em um mercado profissional cada vez mais crescente, sendo que os jovens, os 
adultos e os idosos também ocupam lugar de destaque.
A INFÂNCIA
• O profissional que for atuar no campo do lazer deve acompanhar as mudanças 
tecnológicas que se fazem presentes na vida dos jovens e adolescentes, buscando 
uma atuação mais adequada e motivando-se junto dos jovens e crianças que vivem 
em um mundo diferente da maioria dos profissionais já formados.
A ADOLESCÊNCIA
• Nesse processo de construção da identidade, a recreação e o lazer também 
aparecem como uma dimensão da cultura e, portanto, lugar privilegiado de 
vivências, de processos rituais, da socialização, da constituição de grupos, tribos, 
representações e símbolos que se fazem presentes no cotidiano dos jovens. 
O ADULTO
• A aproximação, no campo do imaginário e das representações, do mundo adulto a 
muitas e típicas manifestações “juvenis” (claro que aqui corremos o risco da 
generalização), quando não é verificada claramente na fala, pode-se notar 
nitidamente no campo da recreação e do lazer. 
• Ao se pensar o adulto e o mundo na qual está inserido, deve-se levar em 
consideração o contexto do trabalho, da família, das obrigações sociais, bem como 
da religião e da política. 
A VELHICE 
• É a faixa etária da população que mais cresce, promovendo uma inversão da 
pirâmide etária no Brasil e, associado a isso, o aumento da perspectiva de vida e da 
qualidade de vida durante esse período, além da segurança e do poder econômico. 
• Diante disso, o lazer e o turismo são práticas que estão em plena ascendência nos 
idosos. 
BONS ESTUDOS!!!
• https://www.youtube.com/watch?v=1FyBHrfZeB8 recreação infantil
• https://www.youtube.com/watch?v=JaDQAuCpST0 recreação adolescência
• https://www.youtube.com/watch?v=HquvSctwyIE recreação adultos
• https://www.youtube.com/watch?v=qM3aAxO_M0A recreação idosos 
https://www.youtube.com/watch?v=1FyBHrfZeB8
https://www.youtube.com/watch?v=JaDQAuCpST0
https://www.youtube.com/watch?v=HquvSctwyIE
https://www.youtube.com/watch?v=qM3aAxO_M0A

Mais conteúdos dessa disciplina