Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Saúde Integral da Mulher- 1º ciclo 
Sangramentos da 1ª 
metade da gestação 
• 40 semanas de gestação é a 
DPP, mas não necessariamente 
deve nascer com tais semanas 
• Até 36 semanas e 6 dias: pré 
termo 
• Entre 37 semanas e 41 semanas 
e 6 dias: a termo 
• A partir de 42 semanas: pós 
termo 
• Todas as condutas dependem 
da IG 
• 1º trimestre: até 13 semanas e 6 
dias 
• 2º trimestre: 14 a 27 semanas e 6 
dias 
• 3º trimestre: a partir de 28 
semanas 
ABORTAMENTO 
• Síndrome hemorrágica da 
primeira metade da gravidez, 
definida como a interrupção da 
gravidez antes de 22 semanas 
ou com um feto até 500 g ou de 
16,5 cm 
• Quando interrompe a gravidez 
antes de 22 semanas, é aborto 
Relevância 
• 4ª causa de mortalidade 
materna 
• 3ª causa (complicações de 
abortamento) de ocupação dos 
leitos obstétricos 
• 13% de mortes maternas no 
mundo decorrem do aborto 
clandestino 
• Maior FR: já ter tido 
anteriormente 
Fatores de risco 
• Idade materna 
• Número de abortamentos 
anteriores 
Classificação 
• Precoce: até 12 semanas 
• Tardio: entre 13 e 21 semanas 
• Espontâneo ou provocado: com 
ou sem intervenção externa 
intencional 
• Espontâneo: qualquer motivo 
• Provocado: intervenção externa 
• Provocado: a pessoa tomou a 
decisão e investiu em 
interromper 
• Seguro: médico treinado, meios 
necessários, ambiente 
adequado 
• Inseguro: termos usados em 
documentos internacionais 
Aspectos clínicos e ultrassonográficos 
• Ameaça de abortamento 
• Abortamento completo 
• Abortamento incompleto 
• Aborto retido 
• Gestação anembrionada 
• Abortamento infectado 
Causas possíveis 
• Principal é aquela que não se 
sabe (30%) 
• Alterações cromossômicas 
• Endócrinas 
• DM pode ou não causar; maior 
chance na descompensada 
• Infecções 
• Trombofilia 
• Fatores imunológicos 
• Causas uterinas 
• Drogas e agentes nocivos 
(cigarro aumenta risco se usado 
em alta qtde; álcool não 
interfere). Cocaína tem relação 
• Trauma 
Formas clínicas 
Ameaça de aborto 
• Sem evidências que melhore o 
prognóstico: repouso no leito, 
relaxantes musculares, 
administrar HCG, 
suplementação vitamínica 
• Resultados promissores: 
progesterona 
• Atenção à prevenção de 
aloimunização Rh 
• Analgésicos SN, evitar coitos 
durante o sangramento 
Abortamento inevitável 
• Conduta expectante x Tto 
cirúrgico 
• Volume de sangramento 
• Condições hemodinâmicas 
• Condições psicossociais 
• Atentar para adequada 
documentação 
(judicialização) 
Abortamento completo 
• Mais frequente no 1º trimestre 
(sobretudo se clínica 
• Monitor sangramento 
• Documentar (US) 
• Rever planejamento familiar x 
pré concepção 
• Paciente pode engravidar logo 
depois; volta a ovular no mês 
seguinte. Quando estava 
grávida, placenta produzia 
HCG, quando esse nível abaixar, 
não tem progesterona, nem 
prolactina, o FSH aumenta 
Abortamento incompleto 
• Situação em que o tto cirúrgico 
é clássico 
• Curetagem uterina 
• AMIU ( 7 mm sem BCE 
- Ausência de embrião após 2 
sem da visualização do SG sem 
ves. Vitelina ou 11 dias após 
visualizar SG com ves. Vitelina 
• CD expectante > tto 
medicamentoso : ambas 
precedidas de coagulograma 
se retenção > 4 semanas 
• A degradação de tecido 
aumenta fibrinogênio, e este 
pode causar tromboembolismo. 
Logo, a partir de 4 semanas da 
hora que o bebê morreu, toda 
semana deve-se solicitar exame 
de fibrinogênio, se alterado, é 
preciso tirar o bebê de dentro, 
pode ser usado o Misoprostol 
que serve para o colo abrir e 
para causar as contrações e 
não ser necessário a curetagem. 
Coloca o comprimido na 
vagina, se for preciso que o colo 
dilate, coloca de 4 em 4 horas, 
podendo demorar até 36 horas 
para abrir o colo 
• É colocado 25 mcg de forma 
fracionada, já que se começar a 
contrair rápido, pode ter 
hipersistolia e romper de forma 
rápido 
 
 
Abortamento habitual/recorrente 
• 3 ou mais abortos 
espontâneos consecutivos 
• 75% dos casais apresenta 
pelo menos 1 dos fatores 
etiológicos (causas 
genéticas, anatômicas, 
endócrinas, infecciosas, 
imunológicas) 
Abortamento infectado 
• Bactérias mais frequentes: 
estreptococos beta-hemolíticos, 
enterococos, E. coli 
• Endometrite > Anexite > 
Pelviperitonite > peritonite 
generalizada > sepse 
• Quadro clínico > grau de 
comprometimento > tto 
• Tto: correção volemia + 
combater infecção + reparo 
cirúrgico de lesões/lacerações 
• ATB EV até pcte 
afebril/assintomática maior ou 
igual a 48 horas (sepse: ATB 
maior ou igual a 14 dias) 
• Tto cirúrgico: 
- Restos ovulares > esvaziar 
cavidade 
- Perfuração uterina > 
laparotomia exploradora + 
histerectomia (também se 
refratária ao tto clínico) 
• Desconfiar quando: febre, 
secreção purulenta/fétida, dor 
ou abdome em tábua se já tiver 
peritonite; a manifestação 
clínica depende da infecção da 
mulher 
Tratamento 
• Expectante: analgésicos, 
suspender coitos durante o 
sangramento 
• Medicamentoso: misoprostol 
• Cirúrgico: curetagem, aspiração 
a vácuo, AMIU (aspiração 
manual intra uterina) 
Tratamento medicamentoso 
• Misoprostol 
• Efetivo 
• Excelente relação custo-
benefício 
• Fácil armazenamento 
• Poucos efeitos colaterais 
• Evitar no 2º trimestre se 
cicatriz uterina prévia 
Tratamento cirúrgico 
• Curetagem uterina clássica: 
- Complicações raras: 10% 
infecção; 2 a 3% esvaziamento 
incompleto; 35 anos ou 
 IG 
• Cistos tecaluteínicos 
• Náuseas/vômitos 
• PA 4 cm 
Tratamento 
• Avaliação pré esvaziamento 
uterino: 
- Anamnese + EF + exame 
ginecológico 
- Laboratorial: tipagem 
sanguínea com RH, 
hemograma, beta HCG 
quantitativo, TSH e t4 livre, VDRL, 
anti HIV, Rx tórax 
 
• Esvaziamento da cavidade 
uterina: 
- Aspiração intrauterina: 1ª 
escolha 
- Procedimento sucessivos 
Seguimento pós molar 
COM remissão espontânea da mola 
• Dosagem seriada de beta HCG 
quantitativo 
- Quinzenal até 3 dosagens 
normais consecutivos, e depois6 
meses 
• Contracepção: ACO é seguro 
Sangramentos da 2ª 
metade da gestação 
• Placenta prévia 
• Acretismo placentário 
• Descolamento prematuro 
PLACENTA PRÉVIA 
• Está entre bebê e colo do útero 
• Pode ocluir colo 
• Prévia: total ou parcial 
• Tecido placentário inserido no 
segmento inferior do útero após 
28 semanas de gestação (3º 
trimestre), isso porque antes 
disso, ela pode migrar 
Trofotropismo 
• Prévia: total ou parcial 
• De inserção baixa: dista até 2 cm 
do OI colo 
• Placenta prévia marginal 
• Relação placenta e OI do colo 
pode modificar-se (“migração”) 
• 90% se resolvem até o termo 
Fisiopatologia/Fatores de risco 
• Anormalidade de implantação 
(avanço da paridade modifica 
endométrio) 
• Incidência 0,26% a 1% 
• Antecedente de cesárea prévia 
é o principal FR 
• Aumento da incidência de 
acordo com o aumento do 
número de cesáreas 
• 1,9% se até 2 cesáreas prévias 
• 4,1% se 3 ou mais cesáreas 
prévias 
FR 
• Cocaína 
• Altitudes elevadas 
• Feto masculino 
• Gestação múltipla (frequência 
40% maior) 
Morbimortalidade 
• Elevada 
• Sangramento: morte fetal, morte 
materna, parto prematuro 
(morbimortalidade perinatal) 
• Sangramento: má nutrição fetal; 
CIUR, hipoxemia fetal, anemia 
fetal, malformações congênitas 
Apresentação clínica 
• P: progressivo 
• R: repetição 
• E: espontâneo 
• V: vermelho vivo 
• I: indolor 
• A: ausência de hipertonia 
• Não fazer toque vaginal 
Tratamento 
• Seguimento com US 
• Procurar a maternidade em 
qualquer sangramento 
• Repouso físico relativo e repouso 
sexual (>28 semanas) 
• Se sangrar ou contrações: 
internação 
• Acesso venoso calibroso: manter 
a estabilidade hemodinâmica e 
adequado débito urinário 
• Laboratório: GS, Hb, Ht, função 
renal 
ACRETISMO PLACENTÁRIO 
• A aderência anormal da 
placenta ao útero (miométrio 
com ausência parcial ou total 
da decídua basal) 
• Placenta acreta: placenta que 
agarrou; deve ir até o limite, 
deve existir interface entre ela e 
endométrio. Extração manual; 
tenta descolar suavemente com 
compressa 
• Increta: histerectomia; tirar útero 
com placenta dentro 
• Percreta: vai para ovário, tuba, 
intestino, bexiga, etc. 
Histerectomia- tirar útero com 
placenta dentro 
Fisiopatologia/fatores de risco 
• Idade materna e história 
anterior de acretismo 
placentário 
Repercussões 
• Aumento da incidência > 
aumento do número de 
cesárea 
• Perda sanguínea estimada: 
- Associada transfusão 
maciça hemocomponentes 
- Histerectomia 
- Lesão 
bexiga/ureter/intestino 
- Pós operatório em UTI 
• Morbimortalidade materna 
pode chegar a 7% 
Diagnóstico 
US 
• Lacunas (“queijo suíço”) > 
sinal mais preditivo (15-
20sem) 
• Perda do espaço 
retroplacentário 
• Adelgaçamento do 
miométrio subjacente 
• Irregularidade na interface 
útero e bexiga 
• Protusão da placenta para a 
bexiga 
US com doppler 
• Fluxo sg turbulento 
• Hipervascularização na 
interface bexiga/serosa 
uterina 
Tratamento 
• Pré natal: na presença de 
placenta prévia e fator de risco, 
checar possibilidade de 
acretismo 
• Placenta prévia posterior ou 
ultrassonografia não 
esclarecedora: solicitar RNM 
• Orientação da gestante e 
familiares sobre o acretismo e 
risco de transfusão de 
hemocomponentes, lesão de 
órgãos, pós operatório em UTI, 
infecção e morte 
• Parto em centro de referência 
com 36 semanas 
• Equipe multidisciplinar 
• Oclusão temporária das ilíacas 
internas 
➢ Se increta: histerectomia com 
placenta in situ; referenciar ao 
diagnosticar 
Descolamento 
prematuro de 
placenta 
FISIOPATOLOGIA 
• Prematuro em relação ao feto, 
está antes do feto na saída 
• É quando a placenta descola 
antes do feto sair 
• Dectação da placenta ocorre 
depois que o bebê sai 
• Se descolar da borda próxima 
ao colo, o sg é intenso 
• Atrás do tecido placentário, a 
barriga aumenta, sg oculto, não 
visto pelo canal vaginal 
• Progressivo, mas não é de 
repetição 
• Espontâneo, mas não indolor, 
podendo ser acompanhado de 
hipertonia 
• Causa imediata da separação: 
rotura de vasos maternos na 
decídua basal 
• Etiologia especulativa na 
maioria dos casos 
• Vasos anormais pela 
inadequada invasão 
trofoblástica 
DESCOLAMENTO PREMATURA DA 
PLACENTA (DPP) 
• Separação da placenta 
normalmente inserida (corpo ou 
fundo do útero) antes da 
expulsão do feto em gestação 
de 20 ou mais semanas 
completas 
• O sg vem do vaso materno 
• Rotura de vasos maternos 
Tipos 
• I: Assintomático; placenta 
descola, mas está atrás, logo 
não visualiza sg, desconfia que o 
útero está tenso, e o volume 
uterino aumenta muito; coágulo 
retroplacentário 
• II: Sangramento moderado + 
hipertonia uterina; mãe tem 
quadro de hipotensão arterial, 
se descolou muito, falta O2 e 
pode ter óbito fetal; ao sangrar, 
ativa a cascata de coagulação 
• III: Óbito fetal + hipotensão 
materna + hipertonia uterina 
Incidência 
• 0,3 a 1% 
• 2/3 dos casos graves: 
mortalidade materna, fetal e 
neonatal 
• Óbito fetal se maior ou igual a 
50% de área descolada; 77% 
intraútero; prematuridade 
terapêutica + associação com 
restrição de crescimento fetal 
• 10% dos partos prematuros: 40 a 
60% ocorrem com menos de 37 
semanas; 14% com menos de 32 
semanas 
Fatores de risco 
• DPP prévio é o fator de risco 
mais importante 
• As síndromes hipertensivas 
representam a condição 
clínica mais associada 
• Tabagismo: efeito sinérgico 
com HAS 
• Idade materna 
• Multiparidade 
• Cesárea prévia 
• Trombofilias 
• Cocaína 
• Trauma abdominal 
• Gestação múltipla 
• Picada de cobra (IRA> 
hipercoagulabilidade) 
• IMC êmbolos > 
trombose à distância (renal); 
sinais indiretos: 
equimoses/petéquias/hematom
as 
Sinal de ampulheta 
• Sugere iminência de rotura 
uterina, e também é 
conhecido como sinal de 
bandi 
 
Diagnóstico diferencial 
• Trabalho de parto: nele a 
contração vai e vem 
• Placenta prévia: indolor, 
sangra e para 
• Rotura uterina 
• Hematoma subcoriônico 
• O tamanho e a localização 
do SPP têm significado 
prognóstico 
Conduta 
• Amniotomia imediata (se 
cervodilatação; feto vivo ou 
não) 
• Hospitalização imediata 
• Conferir IG 
• Interrupção imediata pela via 
mais rápida (se feto viável) 
• Monitoramento contínuo estado 
hemodinâmico materno: corrigir 
os distúrbios de volemia, anemia 
e hipóxia 
 
Manual de pré natal de alto risco do MS 
Infecções na 
gestação 
• Pontos mais relevantes no 
quadro clínico na mãe? 
• Pontos mais relevantes no 
quadro clínico do feto? 
• Essa patologia é passível de 
rastreamento no pré natal? 
• Como deve ser feita a 
confirmação do diagnóstico? 
• Como tratar? Tratar o parceiro? 
• Como fazer seguimento 
(manejo) da gestante que se 
contaminou? 
• O que a gestante pode fazer 
para se prevenir? 
• Qual a via de parto indicada? 
• A mãe poderá amamentar? 
TOXOPLASMOSE 
• É uma doença que tem nos 
dejetos do gato, que estão nas 
ervas do campo, em jardins, 
hortaliças, caixas de areia 
• Pode contaminar através do boi, 
porco, gato, areia, alimentos 
contaminados 
Prevalência 
• VariávelAnamnese 
• Pouco fidedigna 
Quadro clínico 
• 90% assintomáticos 
• Adenopatia cervical 
• Febre 
• Mal estar 
• Faringite 
• Semelhante à mononucleose 
Imunocomprometidos 
• Coriorretinite , 
• Encefalite 
• Pneumonia 
• Miocardite 
Dois grupos que merecem destaque: 
• Pctes imunossuprimidos: 
possibilidade de reativação da 
toxoplasmose latente 
• Gestante com infecção aguda: 
risco de transmissão vertical 
Diagnóstico e tto da toxoplasmose 
congênita 
• O feto pode adquirir quando a 
mãe tem primo-infecção na 
gestação 
• Criança não firma pescoço 
• Alterações neurológicas 
• Quando diagnostica a Mãe, o 
bebê depois de nascido é 
acompanhado por dois anos no 
centro especializado 
Quem rastrear 
• TODAS as gestantes!!! 
Quando rastrear 
• 1ª consulta PN (ideal até 16 
semanas) 
• Momento do parto (situações 
especiais); pcte em 
tto/suscetível ou sorologia 
desconhecida 
Como rastrear 
• Sorologia: IgG e IgM 
Toxoplasmose- cinética da resposta 
humoral 
IgM 
• Aparecem 1 a 2 semanas após a 
infecção 
• Atingem pico em 1-2 meses 
• Padrão de queda mais 
acentuada nos primeiros meses 
(positivo em títulos baixos por 
vários anos) 
• Kits comerciais variados: grande 
qtde de resultados falso positivo 
IgG 
• 2 semanas após IgM + 
• Picoc em 2-3 meses 
• Padrão de queda lento e 
variável no primeiro ano, que 
depende da técnica usada 
Imunocompetentes 
• Resposta imune 7-10 dias após 
ctt 
• IgG produzidos concomitante 
ao IgM 
Avidez da IgG 
• Aparecem logo após a 
positivação do IgG 
• Os anticorpos IgG jovens 
apresentam BAIXA AVIDEZ pelo 
antígeno 
• À medida que a resposta imune 
evoluiu, os anticorpos passam a 
apresentar ALTA AVIDEZ pelo 
antígeno (16 semanas) 
• Resultado expresso em 
percentual 
• Não há valor padrão (cada kit 
comercial tem o valor que 
define se avidez alta ou baixa) 
Interpretação de resultados 
• IgG -/IgM -: gestante susceptível; 
orientar a não contrair com 
medidas profiláticas e repetir 
sorologia todo mês 
• IgG +/ IgM -: gestante com 
infecção pregressa; pcte imune, 
não precisa mais de rastreio 
• IgG -/IgM +: gestante com 
possível infecção aguda OU 
falso positivo para IgM; repetir 2-
3 semanas para dar tempo do 
IgG aparecer. Nesse caso, já 
deve tratar, inicia o tto; se 
continuar IgG negativo, era falso 
positivo, logo deve-se suspender 
o tto 
• IgG +/IgM +: gestante com 
provável toxoplasmose aguda 
adquirida na gestação 
Manejo do rastreamento 
• Imune: IgG+/IgM-: não repetir! 
• Suscetível: IgG -/IgM-: repetir 
mensal, idealmente 
• Infecção aguda: IgG +/IgM +: 
solicitar teste de avidez, se 16 
semanas, não tem autonomia 
para definir tto 
• Conduz como infecção aguda 
Teste avidez IgG 
• Método diagnóstico auxiliar: 
data a infecção 
Toxoplasmose adquirida na gestação 
• Soroconversão: estava negativo, 
e se torna positivo 
• Caso provável 
• PCR de líquido amniótico (para 
amplificação do DNA do 
Toxoplasma gondii) 
- Padrão ouro 
Amniocentese deve ser 
realizada em 18 semanas ou 
mais (após 4 semanas da data 
estimada da infecção materna) 
• US obstétrico 
Sempre notificar! 
IgG -/IgM – 
• Gestante suscetível 
• Repetir sorologia MENSALMENTE 
• Orientar profilaxia 
• Não comer carne crua ou 
malpassada 
• Dar preferência para carnes 
congeladas 
• Não comer ovos crus ou 
malcozidos 
• Beber somente água filtrada ou 
fervida 
• Usar luva para manipular 
alimentos e carnes cruas 
• Não usar a mesma faca para 
cortar carnes, vegetais e frutas 
• Lavar bem frutas, verduras e 
legumes; recomenda-se não 
comer verduras cruas 
• Evitar ctt com gatos e tudo o 
que possa estar contaminado 
com suas fezes 
• Usar luvas e máscaras para 
manusear terra 
IgG +/ IgM- 
• Gestante com infecção 
pregressa adquirida há pelo 
menos 6 meses 
• Não repetir sorologia para 
toxoplasmose 
• Manter orientações higiênicas 
IgG + ou -/ IgM+ 
• Considerar infecção aguda 
• Iniciar medicação 
• Gestante IgG negativo/ IgM + 
• Iniciar espiramicina 3g/dia 
• Repetir sorologia em 2 a 3 
semanas 
• IgG – ; falso positivo IgM: 
suspender medicação; conduzir 
como gestante suscetível 
• IgG positivar = soroconversão = 
confirme infecção: 
- 16 sem: substituir espiramicina 
por esquema tríplice= 
sulfadiazina + pirimetamina + 
ácido folínico 
- Encaminhar para PNAR 
(Aminiocentese maior ou igual a 
18 semanas) 
 
IgG +/IgM + 
• Considerar infecção aguda 
• Iniciar medicação 
• IG 16 semanas: 
Tratamento 
• O tto precoce reduz o risco de 
transmissão para o bebê 
CITOMEGALOVÍRUS 
• Manifesta como gripe 
• Se já teve: IgG + e IgM -, mas 
pode reativar. Logo, não passa 
para o bebê só na primo-
infecção 
• Não deve solicitar no rastreio de 
pré natal; solicita sorologia se 
tiver quadro clínico sugestivo 
• IgG +/IgM -: está com infecção; 
se usar valaciclovir, diminui a 
infecção fetal. Logo, não 
abrevia o sintoma clínico, mas 
diminui o risco de passar para o 
feto 
• Comum em crianças, em idade 
pré escolar. Recomendação de 
afastar a gestante que lida com 
crianças, como pediatra, 
professora de educação infantil 
• Não rastreia 
• Diagnosticar a mãe 
• Adm valaciclovir 
RUBÉOLA 
• IgG+, IgM – já tem defesa 
contra rubéola 
• Se ambos negativo, é 
suscetível 
• NÃO vacina a mulher! Nem 
tem tto. Logo, não rastreia 
• Repete a sorologia, se 
soroconversão, também não 
tem o que fazer 
• Se contrair rubéola: 
exantema e 
linfadenomegalia 
generalizada. Pedir que 
acompanhe o bebê, mas 
não tem tto 
• Sd da rubéola congênita: o 
bebê é infectado, pode ter 
consequências 
cardiovasculares, catarata, 
óbito fetal e insuficiência 
cardíaca. Importante saber 
quais são os sintomas do 
bebê infectado 
SÍFILIS 
• Quanto mais avançada a 
gestação, maior possibilidade 
de infecção congênita 
decorrente da maior 
permeabilidade da barreira 
placentária 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS NAS 
GESTANTES 
PRIMÁRIA 
• Cancro duro (úlcera genital). 
Linfonodos regionais 
SECUNDÁRIA 
• Lesões cutâneo-mucosas 
(roséola, placas, mucosas, 
sifílides, palmoplantares, 
condiloma plano, alopecia, 
madarose, rouquidão 
LATENTE RECENTE (ATÉ UM ANO DE 
DURAÇÃO) 
• Assintomática 
LATENTE TARDIA (MAIS DE UM ANO 
DE DURAÇÃO) 
• Assintomática 
TERCIÁRIA 
• Cutâneas: lesões gomosas e 
nodulares, de caráter destrutivo 
• Ósseas: periostite, osteíte 
gomosa ou esclerosante, artrites, 
sinovites e nódulos justa-
articulares 
• Cardiovasculares: estenose de 
coronárias, aortite e aneurisma 
da aorta, especialmente porção 
torácica 
• Neurológicas: meningite, gomas 
do cérebro ou da medula, 
atrofia do nervo óptico, lesão do 
sétimo par craniano, 
manifestações psiquiátricas, 
quadros demenciais 
SÍFILIS CONGÊNITA 
• Gestantes não tratadas/ 
tratadas inadequadamente 
Manifestações 
• Aborto 
• Óbito fetal 
• Óbito neonatal 
• Prematuridade 
• BP ao nascer 
• Sequelas diversas até o 2º ano 
de vida 
• Assintomática (70%) 
Transmissão 
• Via transplacentária 
• Fases primária, secundária e 
latente recente 
• Quanto mais avança a gravidez 
> permeabilidade placentária > 
chance de TV aumentada 
QUEM RASTREAR? 
• TODAS as gestantes 
QUANDO RASTREAR? 
• 1ª consulta PN 
• Início do 3º trimestre 
• Na admissão do parto ou aborto 
• Repetir mais vezes se houver 
comportamento de risco (sífilis 
não confere imunidade) 
COMO RASTREAR? 
• Testes treponêmicos e não 
treponêmicos 
• Microscopia em campo escuro 
(diagnósticofase 1ª) 
RASTREAMENTO 
Não treponêmicos 
• Baratos, fácil execução, 
amplamente disponíveis 
• Falsos-positivo: doenças do 
colágeno, neoplasias, uso de 
drogas, própria gestação, outras 
espécies de treponema) 
• Padrão no seguimento pós tto 
• VDRL 
Treponêmicos 
• Mais sensíveis e específicos 
• Raros falsos + > confirmam 
diagnóstico 
• Não negativam 
• FTA- Abs 
• Teste rápido 
• ELISA 
Rastreio com teste rápido: treponêmico 
confirma > inicia tto 
Segue tto com VDRL: treponêmico não 
negativa > segue com não 
treponêmico 
Rastrear HIV, hep B e C: rastrear outras 
IST’s 
TRATAMENTO 
• Penicilina G 
• Maioria das gestantes 
assintomática: contaminação? 
• Tratar como fase latente 
intermediária = 7.200.000 UI 
Penicilina G Benzatina. 
 - 1.200.000 UI em cada 
nádega- 1x/semana, por 3 
semanas 
• Se perder dose (>8 dias): reiniciar 
esquema 
• Tto mãe só previne infecção 
congênita se realizado até 30 
dias antes do parto 
Alergia à penicilina 
• Incomum 
• Efeitos adversos é diferente de 
alergia 
• Dessensibilizar e tratar 
(hospitalizar) 
• Penicilina é o ÚNICO atb 
adequado para o tto da sífilis em 
gestante 
Reação de Jarisch Herxheimer 
• Intensa resposta inflamatória 
aguda (febre, taquicardia, 
artralgia, faringite, cefaleia, 
piora das lesões cutâneas) 
• 8h após início tto: cedem em 24 
hrs 
• 40% (mais comum em doença 
recente) 
• TPP, sofrimento fetal, óbito fetal 
• Antipiréticos, hidratação, 
corticoide SN 
Pontos importantes 
• Convocar parceria sexual: 
avaliar, orientar, colher sorologia 
e tratar. Se não comparecer, 
enviar convite e receita 
• Prescrever uso de preservativo 
• Documentar tto (prontuário e 
cartão da gestante): 3D- dose, 
droga, data 
• Seguimento com titulação e 
VDRL mensal 
Resposta tto adequado 
• VDRL: queda de 2 titulações 
em 6 meses ou 4 em 12 
meses 
• Inicia com 1:64 e 3 meses cai 
para 1:16 ou em 6 meses 
para 1:4 
• Cicatriz sorológica: 
persistência VDRL 1:2 ou 1:4 
por um ano (descartar nova 
exposição) 
Critérios de retratamento 
• Não redução da titulação em 2 
diluições em 6 meses (sífilis 
recente) ou em 12 meses (sífilis 
tardia) 
• Aumento da titulação em 2 
diluições (ex: 1:16 > 1:64) 
• Persistência ou recorrência de 
sinais e sintomas 
Dosar VDRL imediatamente antes do tto 
para ter referência 
HIV 
RASTREAMENTO 
• Imunoensaio OU teste rápido 
• Todas as mulheres entre 19 e 64 
anos que já tenham tido sexarca 
• Mulheres sexualmente ativas 
fora antes dos 19 anos 
• Mulheres com outras IST’s 
(sobretudo se úlcera genital) 
• TODAS AS GESTANTES 
• Risco de TV: 14-45% > 
intervenções no PN; 
1.000 cópias/ml 
AZT (ZIDOVUDINA) INTRAPARTO EV 
(A CRITÉRIO) 
• Má adesão à TARV 
independente da carga viral 
VIA OBSTÉTRICA 
• Carga viral indetectável OU 
sustentada em 
parto normal com ou sem 
indução 
• Parto demorado de distócico > 
optar por cesárea 
Pré termo 
• Amniorexe cd 
expectante (hiper-hidratação + 
corticoide + atb profilaxia) 
• Amniorexe > 34 semanas > 
resolução conforme condições 
obstétricas 
• TPP (23-34 semanas) > tocólise (+ 
Zidovudina EV se CV > 1000 
cópias/ml 
GESTANTES VIVENDO COM HIV- 
CONDIÇÕES OBSTÉTRICAS DE 
ALERTA 
• Sepse puerperal 
• Hemorragia pós parto: não usar 
ergotamina 
• Hiperemese gravídica: não usar 
metoclopramida; hiperemese 
pode alterar a 
biodisponibilidade e predispor à 
falha virológica; avaliar CV 
nessas pctes 
• Corioamniorrexe prematura (CP) 
e trabalho de parto pré termo 
(TPPT): maior risco de TV 
GESTANTES VIVENDO COM HIV- 
PARTO VAGINAL 
• Evitar parto instrumentalizado 
• Iniciar AZT EV quando indicado 
(se CV detectável) e manter 
infusão contínua até o 
clampeamento do cordão 
• Evitar toques sucessivos 
• Evitar amniotomia 
• Utilizar partograma 
• Se CV for > 50 cópias ecruzado, misto e o uso do leite 
humano com pasteurização 
domiciliar 
• Não amamentar e substitui o 
leite materno por fórmula infantil. 
A criança exposta terá direito de 
receber fórmula láctea infantil 
gratuitamente pelo menos até 
06 anos de idade 
MANEJO DO RN 
• Aspiração delicada da VAS (SN) 
• Banho precoce em água 
corrente 
• RN junto à mãe o mais breve 
possível 
• Profilaxia medicamentosa 
(critérios específicos) 
PROVA 
NÃO incluída: arboviroses, parvoviroses, 
covid 19, febre Oropouche, 
varicela/zoster 
Revisão 
• Solicitar rastreio para tal doença 
ou não? 
• Se diagnosticar, como tratar 
para não passar para o bebê? 
Arboviroses 
• Zika, chukungunya, dengue, FA 
• Não faz rastreio na gestação 
• Deve tratar, não tem remédio 
específico para as doenças 
• Vacinas: dengue e febre 
amarela (sistema público) 
• FA: se mora em local endêmico 
ou se vai viajar para zona 
endêmica 
Febre Oropouche 
• Transmitida pelo mosquito Cullen 
Varicela zoster 
• Tem vacina; se a gestante 
contrair, é ruim 
• Caso contraia, administrar 
imunoglobulina 
• Se ctt recente com varicela, ligar 
para o pré natal de alto risco ou 
maternidade 
S: Sífilis 
T: Toxoplasmose 
O: outros- HIV, Hep B, ITU/vulvovaginite 
R: Rubéola 
C: Citomegalovírus 
H: Herpes vírus simples 
Rastreios 
• Sífilis, toxoplasmose, HIV, 
Hepatite, ITU 
Sífilis 
• não manda para alto risco; 
penicilina G benzatina, já que 
outras drogas não tratam ao 
feto, apenas mãe. 
• Se alérgica, faz 
dessensibilização. 
• Acompanhar com VDRL, que 
tem que abaixar o título. Caso 
não abaixe, significa que não 
tratou direito ou contaminou 
novamente. Assim, tratar 
novamente 
• VDRL ajuda a acompanhar o tto 
• Não muda a via de parto; pode 
amamentar 
 
 
Toxoplasmose 
• Espiramicina- com 18 semanas 
faz amniocentese. Se bebê não 
infectado, continua com 
espiramicina 
• Se bebê infectado: esquema 
tríplice 
• Trata com tríplice até o dia do 
parto 
• Não muda a via de parto 
• Pode amamentar 
• Espiramicina para tratar a Mãe; 
esquema tríplica para bebê 
Para mudar a via de parto: doenças 
que a criança pode pegar quando está 
nascendo 
HIV 
• Muda a via de parto e não pode 
amamentar 
• Se muito vírus com 34 semanas, 
não pode ter parto normal 
• Amamentação: não pode 
amamentar de forma alguma, 
nem com baixa carga viral 
• TARV: terapia anti retro viral 
• Orientar à pcte os efeitos da 
TARV, que diminui a carga viral, 
diminuindo a transmissão vertical 
• Se evolui para carga viral baixa, 
camplar o cordão rápido, já que 
é a comunicação do sg da Mãe 
com bebê. Evitar romper a 
bolsa. Evitar ocitocina. Se 
precisa fazer episiostomia deve-
se proteger 
• Cesariana: não fazer muito 
toque, evitar passar fórceps, 
clampar o cordão rápido 
• Ao nascer, adm medicação 
para secar o leite da mãe. Assim, 
já deve sair do hospital com 
prescrição de contracepção 
• Carbebolina para secar o leite 
Rubéola 
• Não faz rastreio 
• Apenas acompanha para ver se 
não vai passar para o bebê 
Citomegalovírus 
• Não faz rastreio 
• Existe tto 
• Não trata a infecção da mãe, 
mas descobriu-se que usar 
valaciclovir pode diminui a 
transmissão vertical 
Hepatites virais 
HEPATITE A 
• Não cronifica 
• Auto limitada 
• Sem tto específico 
• Sintomática em 70% dos 
casos 
• Tto com medidas de suporte 
e seguimento ambulatorial 
• Transmissão com água e 
alimentos contaminados 
Manejo na gestação 
• Via de parto obstétrica 
• Pode amamentar 
• RN recebe imunoglobulina 
contra hep A 
• Gestante teve ctt: vacinar ( prevenir TV (>95%) 
• Usar Tenofovir para tratar 
• Pré Natal de Alto Risco 
• PNAR (DMG, prematuridade, 
baixo peso) 
Propedêuticas 
• Saber se está crônica ou ativa; 
observar viremia 
• HbsAG: marcador de 
replicação viral 
• Dosagem de ALT (marcador de 
lesão hepática) + US abdominal 
• Pesquisa de carga viral > 
orientar passos 
• Se replicação viral: Tenofovir 
RN- primeiras 12 horas 
• Receber imunoglobulina 
Manejo na gestação 
• Via de parto obstétrica 
• Pode amamentar 
HEPATITE C 
• Transmissão via sg/ sexual 
• TV: viremia; coinfecção HIC, 
tempo de bolsa rota 
• Evitar TV; evitar procedimentos 
invasivos 
• > chance de desfechos 
adversos: DMG, PE, CIUR, HPP)= 
PNAR 
• > chance de colestase intra 
hepática= PNAR 
• Rastrear gestantes com anti HCV 
• Cuidados com pctes usuárioas 
de drogas 
• Maior risco de hemorragia pós 
parto: fatores de coagulação 
ocorrem no fígado 
Manejo na gestação 
• Via de parto obstétrica 
• Pode amamentar (exceto se 
lesões mamárias sangrantes) 
• Proteção: equipe assistencial e 
parcerias sexuais 
• Vacinar hep A e B 
HEPATITE D 
• Partícula viral incompleta> 
doença se vírus hep B 
concomitante (contaminação 
simultânea ou posterior) 
• Não necessário rastrear, por 
conta da hep B 
• Há risco de TV 
• Se já teve hep B, rastreia hep D 
• Taxa de cronificação: hep B 
• Investigar em portadores 
crônicos do HBV 
Manejo 
• Via de parto obstétrica 
• Pode amamentar 
• RN recebe imunoglobulina 
HEPATITE E 
• Semelhante à hep A 
• Prevalente em regiões com 
condições sanitárias precárias 
• Em áreas não endêmicas: excluir 
outras hepatites virais, hepatite 
por Epstein-Barr e por CMV 
Manejo 
• Via de parto obstétrica 
• Pode amamentar 
• Não há imunoglobulina 
específica 
• Tto com medidas de suporte e 
seguimento ambulatorial 
• Profilaxia: medidas sanitárias 
 
 
Herpes Vírus 
HERPES SIMPLES GENITAL 
• Não rastreia, mas deve-se ficar 
atento 
Primário 
• Pessoa não tem ac contra 
nenhum tipo de HSV 
• Quadro exuberante 
• Quadro clínico: prurido, dor, 
viremia alta gerando febre e 
calafrio 
Primeiro episódio não primário 
• Tem Ac específicos contra um 
tipo de HSV 
• Adquire infecção genital por 
outro tipo 
Recorrente 
• Causado pelo vírus previamente 
adquirido 
Diagnóstico 
• Anamnese + EF 
• Excluir sífilis, cancroide, 
linfogranuloma venéreo 
• Testes confirmatórios: procurar 
vírus na lesão (cultura ou PCR)- 
caro e pouco disponível 
• Colher e já iniciar tto empírico 
• Se suspeita clínica, o teste 
negativo não exclui infecção 
• IgM não é tipo específico 
• Kits IgG tipo específico pouco 
disponíveis 
• Rastreamento sorológico não 
recomendado 
Transmissão vertical 
• TV ocorre durante o trab de 
parto (ctt direto); 
transplacentária é rara. NÃO 
excreção no leite materno, logo 
pode amamentar 
• > TV se episódio primário perto 
do parto é ruim, ainda não deu 
tempo de formar Ac; 30-50% TV 
•em diante: 
aciclovir 1x/dia até o parto 
Se já pegou no final, mantém aciclovir 
até o parto 
Parto vaginal 
• Se antes de 28 semanas 
• Se no dia do parto não tem 
lesão 
Rastreamento sorológico universal não 
é recomendado 
Aconselhamento é importante no 
manejo: encorajar a informar sua 
parceria sexual sobre a ocorrência da 
doença. Aconselhar abstinência sexual 
no 3 trimestre caso o parceiro tenha 
Questionar sobre história de úlceras 
genitais durante o pré natal 
Prescrever esquema: 
• Antes de 28 semanas: profilaxia; 
trata 
• 36 semanas: tratar até o parto 
Lesões não genitais: não necessário 
indicar via alta. Cobrir lesões 
Pode amamentar, mesmo se em uso de 
terapia antiviral, salvo se lesões na 
mama 
Familiares com herpes: cobrir lesões de 
herpes; herpes pós natal pode ser tão 
grave quanto neonatal 
ITU 
O que contribui: 
• Útero comprime as vias urinárias 
• Uretra fica mais aberta/protusa 
• Defesa da gestante diminuída; 
vagina mais úmida 
• Fatores bioquímicos, 
metabólitos, endócrinos e 
mecânicos 
• E. coli e outras da flora 
vulvoperineal 
Consequências 
• Anemia 
• Baixo peso ao nascer 
• Insuficiência renal 
• Rotura prematura de 
membranas 
• Sepse 
• Corioamnioite 
• Prematuridade 
TIPOS 
Bacteriúria assintomática 
• > 100.000 unidades formadoras 
de colônia/ml 
• Tratar para não progredir 
Cistite 
• Diag clínico= ATB 
• NÃO precisa de diag lab, nem 
na gestação 
• Sintomáticos 
Pielonefrite 
• Mais grave 
• Quadro sistêmico 
• Hospitalar 
• Investigar anomalias TU, cálculos 
• ATB profilaxia 
• Calafrio, febre, hematúria, dor 
lombar 
• Realizar sinal de Giordano; se + 
configura pielo 
• Se uma na gestação, faz atb 
profilaxia até o parto 
Urocultura antes de iniciar atb 
UC controle de cura: colher de 7- 10 dias 
após. Bacteriúria assintomática é para 
tratar, faz sentido realizar rastreio de ITU 
Toda gestante deve realizar exames 
Certificar que foi tratara 
Exames 
• Urina rotina 
• Nitrito positivo é sinal 
patognômonico 
• Urocultura: padrão ouro para o 
diag de ITU 
• Antibioticoprofilaxia até o parto 
Tratamento 
• Nunca usar quinolona 
Bacteriúria assintomática ou cistite 2x na 
gestação: tratar episódio e até o dia do 
parto usar atb profilaxia, com 
Nitrofurantoína ou cefalexina 
Nitro: depois de 37 semanas tira para 
não gerar kernicterus; mais barata. 
Substitui pela cefalexina depois das 37 
semanas 
Ceflaxina: dose de tto é 500 mg, mas 
profilaxia é com 250 mg 
Vulvovaginites 
Cervicites 
• Cândida é mais comum na 
gravidez por conta de 
alterações hormonais 
• Tratar, mas não pode usar oral- 
Fluconazol 
• Usar clotrimazol 
• Vaginose bacteriana sem 
sintomas: tratar! Aumenta risco 
de parto prematuro. 
Metronidazol 
Tricomoníase 
• Metronidazol- VO ou tópico 
Cervicites- tratar 
Colonização materna estreptococo 
grupo B 
• GVagina ou reto 
• Transitória 
• Crônica 
• Intermitente: não pedir no 
começo da gravidez 
Gestantes colonizadas 
• Tranistória 
• Crônica 
• Intermitente 
Doença estreptocócica neonatal 
• 1-2% 
Sepse 
• 20% óbito 
• 15-30% dos sobreviventes têm 
sequela 
Rastreamento: entre 36 e 37 semanas- 
swab vaginal/anal 
Avaliar fatores de risco 
Se FR ou cultura positiva: tratar

Mais conteúdos dessa disciplina