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Saúde Integral da Mulher- 1º ciclo Sangramentos da 1ª metade da gestação • 40 semanas de gestação é a DPP, mas não necessariamente deve nascer com tais semanas • Até 36 semanas e 6 dias: pré termo • Entre 37 semanas e 41 semanas e 6 dias: a termo • A partir de 42 semanas: pós termo • Todas as condutas dependem da IG • 1º trimestre: até 13 semanas e 6 dias • 2º trimestre: 14 a 27 semanas e 6 dias • 3º trimestre: a partir de 28 semanas ABORTAMENTO • Síndrome hemorrágica da primeira metade da gravidez, definida como a interrupção da gravidez antes de 22 semanas ou com um feto até 500 g ou de 16,5 cm • Quando interrompe a gravidez antes de 22 semanas, é aborto Relevância • 4ª causa de mortalidade materna • 3ª causa (complicações de abortamento) de ocupação dos leitos obstétricos • 13% de mortes maternas no mundo decorrem do aborto clandestino • Maior FR: já ter tido anteriormente Fatores de risco • Idade materna • Número de abortamentos anteriores Classificação • Precoce: até 12 semanas • Tardio: entre 13 e 21 semanas • Espontâneo ou provocado: com ou sem intervenção externa intencional • Espontâneo: qualquer motivo • Provocado: intervenção externa • Provocado: a pessoa tomou a decisão e investiu em interromper • Seguro: médico treinado, meios necessários, ambiente adequado • Inseguro: termos usados em documentos internacionais Aspectos clínicos e ultrassonográficos • Ameaça de abortamento • Abortamento completo • Abortamento incompleto • Aborto retido • Gestação anembrionada • Abortamento infectado Causas possíveis • Principal é aquela que não se sabe (30%) • Alterações cromossômicas • Endócrinas • DM pode ou não causar; maior chance na descompensada • Infecções • Trombofilia • Fatores imunológicos • Causas uterinas • Drogas e agentes nocivos (cigarro aumenta risco se usado em alta qtde; álcool não interfere). Cocaína tem relação • Trauma Formas clínicas Ameaça de aborto • Sem evidências que melhore o prognóstico: repouso no leito, relaxantes musculares, administrar HCG, suplementação vitamínica • Resultados promissores: progesterona • Atenção à prevenção de aloimunização Rh • Analgésicos SN, evitar coitos durante o sangramento Abortamento inevitável • Conduta expectante x Tto cirúrgico • Volume de sangramento • Condições hemodinâmicas • Condições psicossociais • Atentar para adequada documentação (judicialização) Abortamento completo • Mais frequente no 1º trimestre (sobretudo se clínica • Monitor sangramento • Documentar (US) • Rever planejamento familiar x pré concepção • Paciente pode engravidar logo depois; volta a ovular no mês seguinte. Quando estava grávida, placenta produzia HCG, quando esse nível abaixar, não tem progesterona, nem prolactina, o FSH aumenta Abortamento incompleto • Situação em que o tto cirúrgico é clássico • Curetagem uterina • AMIU ( 7 mm sem BCE - Ausência de embrião após 2 sem da visualização do SG sem ves. Vitelina ou 11 dias após visualizar SG com ves. Vitelina • CD expectante > tto medicamentoso : ambas precedidas de coagulograma se retenção > 4 semanas • A degradação de tecido aumenta fibrinogênio, e este pode causar tromboembolismo. Logo, a partir de 4 semanas da hora que o bebê morreu, toda semana deve-se solicitar exame de fibrinogênio, se alterado, é preciso tirar o bebê de dentro, pode ser usado o Misoprostol que serve para o colo abrir e para causar as contrações e não ser necessário a curetagem. Coloca o comprimido na vagina, se for preciso que o colo dilate, coloca de 4 em 4 horas, podendo demorar até 36 horas para abrir o colo • É colocado 25 mcg de forma fracionada, já que se começar a contrair rápido, pode ter hipersistolia e romper de forma rápido Abortamento habitual/recorrente • 3 ou mais abortos espontâneos consecutivos • 75% dos casais apresenta pelo menos 1 dos fatores etiológicos (causas genéticas, anatômicas, endócrinas, infecciosas, imunológicas) Abortamento infectado • Bactérias mais frequentes: estreptococos beta-hemolíticos, enterococos, E. coli • Endometrite > Anexite > Pelviperitonite > peritonite generalizada > sepse • Quadro clínico > grau de comprometimento > tto • Tto: correção volemia + combater infecção + reparo cirúrgico de lesões/lacerações • ATB EV até pcte afebril/assintomática maior ou igual a 48 horas (sepse: ATB maior ou igual a 14 dias) • Tto cirúrgico: - Restos ovulares > esvaziar cavidade - Perfuração uterina > laparotomia exploradora + histerectomia (também se refratária ao tto clínico) • Desconfiar quando: febre, secreção purulenta/fétida, dor ou abdome em tábua se já tiver peritonite; a manifestação clínica depende da infecção da mulher Tratamento • Expectante: analgésicos, suspender coitos durante o sangramento • Medicamentoso: misoprostol • Cirúrgico: curetagem, aspiração a vácuo, AMIU (aspiração manual intra uterina) Tratamento medicamentoso • Misoprostol • Efetivo • Excelente relação custo- benefício • Fácil armazenamento • Poucos efeitos colaterais • Evitar no 2º trimestre se cicatriz uterina prévia Tratamento cirúrgico • Curetagem uterina clássica: - Complicações raras: 10% infecção; 2 a 3% esvaziamento incompleto; 35 anos ou IG • Cistos tecaluteínicos • Náuseas/vômitos • PA 4 cm Tratamento • Avaliação pré esvaziamento uterino: - Anamnese + EF + exame ginecológico - Laboratorial: tipagem sanguínea com RH, hemograma, beta HCG quantitativo, TSH e t4 livre, VDRL, anti HIV, Rx tórax • Esvaziamento da cavidade uterina: - Aspiração intrauterina: 1ª escolha - Procedimento sucessivos Seguimento pós molar COM remissão espontânea da mola • Dosagem seriada de beta HCG quantitativo - Quinzenal até 3 dosagens normais consecutivos, e depois6 meses • Contracepção: ACO é seguro Sangramentos da 2ª metade da gestação • Placenta prévia • Acretismo placentário • Descolamento prematuro PLACENTA PRÉVIA • Está entre bebê e colo do útero • Pode ocluir colo • Prévia: total ou parcial • Tecido placentário inserido no segmento inferior do útero após 28 semanas de gestação (3º trimestre), isso porque antes disso, ela pode migrar Trofotropismo • Prévia: total ou parcial • De inserção baixa: dista até 2 cm do OI colo • Placenta prévia marginal • Relação placenta e OI do colo pode modificar-se (“migração”) • 90% se resolvem até o termo Fisiopatologia/Fatores de risco • Anormalidade de implantação (avanço da paridade modifica endométrio) • Incidência 0,26% a 1% • Antecedente de cesárea prévia é o principal FR • Aumento da incidência de acordo com o aumento do número de cesáreas • 1,9% se até 2 cesáreas prévias • 4,1% se 3 ou mais cesáreas prévias FR • Cocaína • Altitudes elevadas • Feto masculino • Gestação múltipla (frequência 40% maior) Morbimortalidade • Elevada • Sangramento: morte fetal, morte materna, parto prematuro (morbimortalidade perinatal) • Sangramento: má nutrição fetal; CIUR, hipoxemia fetal, anemia fetal, malformações congênitas Apresentação clínica • P: progressivo • R: repetição • E: espontâneo • V: vermelho vivo • I: indolor • A: ausência de hipertonia • Não fazer toque vaginal Tratamento • Seguimento com US • Procurar a maternidade em qualquer sangramento • Repouso físico relativo e repouso sexual (>28 semanas) • Se sangrar ou contrações: internação • Acesso venoso calibroso: manter a estabilidade hemodinâmica e adequado débito urinário • Laboratório: GS, Hb, Ht, função renal ACRETISMO PLACENTÁRIO • A aderência anormal da placenta ao útero (miométrio com ausência parcial ou total da decídua basal) • Placenta acreta: placenta que agarrou; deve ir até o limite, deve existir interface entre ela e endométrio. Extração manual; tenta descolar suavemente com compressa • Increta: histerectomia; tirar útero com placenta dentro • Percreta: vai para ovário, tuba, intestino, bexiga, etc. Histerectomia- tirar útero com placenta dentro Fisiopatologia/fatores de risco • Idade materna e história anterior de acretismo placentário Repercussões • Aumento da incidência > aumento do número de cesárea • Perda sanguínea estimada: - Associada transfusão maciça hemocomponentes - Histerectomia - Lesão bexiga/ureter/intestino - Pós operatório em UTI • Morbimortalidade materna pode chegar a 7% Diagnóstico US • Lacunas (“queijo suíço”) > sinal mais preditivo (15- 20sem) • Perda do espaço retroplacentário • Adelgaçamento do miométrio subjacente • Irregularidade na interface útero e bexiga • Protusão da placenta para a bexiga US com doppler • Fluxo sg turbulento • Hipervascularização na interface bexiga/serosa uterina Tratamento • Pré natal: na presença de placenta prévia e fator de risco, checar possibilidade de acretismo • Placenta prévia posterior ou ultrassonografia não esclarecedora: solicitar RNM • Orientação da gestante e familiares sobre o acretismo e risco de transfusão de hemocomponentes, lesão de órgãos, pós operatório em UTI, infecção e morte • Parto em centro de referência com 36 semanas • Equipe multidisciplinar • Oclusão temporária das ilíacas internas ➢ Se increta: histerectomia com placenta in situ; referenciar ao diagnosticar Descolamento prematuro de placenta FISIOPATOLOGIA • Prematuro em relação ao feto, está antes do feto na saída • É quando a placenta descola antes do feto sair • Dectação da placenta ocorre depois que o bebê sai • Se descolar da borda próxima ao colo, o sg é intenso • Atrás do tecido placentário, a barriga aumenta, sg oculto, não visto pelo canal vaginal • Progressivo, mas não é de repetição • Espontâneo, mas não indolor, podendo ser acompanhado de hipertonia • Causa imediata da separação: rotura de vasos maternos na decídua basal • Etiologia especulativa na maioria dos casos • Vasos anormais pela inadequada invasão trofoblástica DESCOLAMENTO PREMATURA DA PLACENTA (DPP) • Separação da placenta normalmente inserida (corpo ou fundo do útero) antes da expulsão do feto em gestação de 20 ou mais semanas completas • O sg vem do vaso materno • Rotura de vasos maternos Tipos • I: Assintomático; placenta descola, mas está atrás, logo não visualiza sg, desconfia que o útero está tenso, e o volume uterino aumenta muito; coágulo retroplacentário • II: Sangramento moderado + hipertonia uterina; mãe tem quadro de hipotensão arterial, se descolou muito, falta O2 e pode ter óbito fetal; ao sangrar, ativa a cascata de coagulação • III: Óbito fetal + hipotensão materna + hipertonia uterina Incidência • 0,3 a 1% • 2/3 dos casos graves: mortalidade materna, fetal e neonatal • Óbito fetal se maior ou igual a 50% de área descolada; 77% intraútero; prematuridade terapêutica + associação com restrição de crescimento fetal • 10% dos partos prematuros: 40 a 60% ocorrem com menos de 37 semanas; 14% com menos de 32 semanas Fatores de risco • DPP prévio é o fator de risco mais importante • As síndromes hipertensivas representam a condição clínica mais associada • Tabagismo: efeito sinérgico com HAS • Idade materna • Multiparidade • Cesárea prévia • Trombofilias • Cocaína • Trauma abdominal • Gestação múltipla • Picada de cobra (IRA> hipercoagulabilidade) • IMC êmbolos > trombose à distância (renal); sinais indiretos: equimoses/petéquias/hematom as Sinal de ampulheta • Sugere iminência de rotura uterina, e também é conhecido como sinal de bandi Diagnóstico diferencial • Trabalho de parto: nele a contração vai e vem • Placenta prévia: indolor, sangra e para • Rotura uterina • Hematoma subcoriônico • O tamanho e a localização do SPP têm significado prognóstico Conduta • Amniotomia imediata (se cervodilatação; feto vivo ou não) • Hospitalização imediata • Conferir IG • Interrupção imediata pela via mais rápida (se feto viável) • Monitoramento contínuo estado hemodinâmico materno: corrigir os distúrbios de volemia, anemia e hipóxia Manual de pré natal de alto risco do MS Infecções na gestação • Pontos mais relevantes no quadro clínico na mãe? • Pontos mais relevantes no quadro clínico do feto? • Essa patologia é passível de rastreamento no pré natal? • Como deve ser feita a confirmação do diagnóstico? • Como tratar? Tratar o parceiro? • Como fazer seguimento (manejo) da gestante que se contaminou? • O que a gestante pode fazer para se prevenir? • Qual a via de parto indicada? • A mãe poderá amamentar? TOXOPLASMOSE • É uma doença que tem nos dejetos do gato, que estão nas ervas do campo, em jardins, hortaliças, caixas de areia • Pode contaminar através do boi, porco, gato, areia, alimentos contaminados Prevalência • VariávelAnamnese • Pouco fidedigna Quadro clínico • 90% assintomáticos • Adenopatia cervical • Febre • Mal estar • Faringite • Semelhante à mononucleose Imunocomprometidos • Coriorretinite , • Encefalite • Pneumonia • Miocardite Dois grupos que merecem destaque: • Pctes imunossuprimidos: possibilidade de reativação da toxoplasmose latente • Gestante com infecção aguda: risco de transmissão vertical Diagnóstico e tto da toxoplasmose congênita • O feto pode adquirir quando a mãe tem primo-infecção na gestação • Criança não firma pescoço • Alterações neurológicas • Quando diagnostica a Mãe, o bebê depois de nascido é acompanhado por dois anos no centro especializado Quem rastrear • TODAS as gestantes!!! Quando rastrear • 1ª consulta PN (ideal até 16 semanas) • Momento do parto (situações especiais); pcte em tto/suscetível ou sorologia desconhecida Como rastrear • Sorologia: IgG e IgM Toxoplasmose- cinética da resposta humoral IgM • Aparecem 1 a 2 semanas após a infecção • Atingem pico em 1-2 meses • Padrão de queda mais acentuada nos primeiros meses (positivo em títulos baixos por vários anos) • Kits comerciais variados: grande qtde de resultados falso positivo IgG • 2 semanas após IgM + • Picoc em 2-3 meses • Padrão de queda lento e variável no primeiro ano, que depende da técnica usada Imunocompetentes • Resposta imune 7-10 dias após ctt • IgG produzidos concomitante ao IgM Avidez da IgG • Aparecem logo após a positivação do IgG • Os anticorpos IgG jovens apresentam BAIXA AVIDEZ pelo antígeno • À medida que a resposta imune evoluiu, os anticorpos passam a apresentar ALTA AVIDEZ pelo antígeno (16 semanas) • Resultado expresso em percentual • Não há valor padrão (cada kit comercial tem o valor que define se avidez alta ou baixa) Interpretação de resultados • IgG -/IgM -: gestante susceptível; orientar a não contrair com medidas profiláticas e repetir sorologia todo mês • IgG +/ IgM -: gestante com infecção pregressa; pcte imune, não precisa mais de rastreio • IgG -/IgM +: gestante com possível infecção aguda OU falso positivo para IgM; repetir 2- 3 semanas para dar tempo do IgG aparecer. Nesse caso, já deve tratar, inicia o tto; se continuar IgG negativo, era falso positivo, logo deve-se suspender o tto • IgG +/IgM +: gestante com provável toxoplasmose aguda adquirida na gestação Manejo do rastreamento • Imune: IgG+/IgM-: não repetir! • Suscetível: IgG -/IgM-: repetir mensal, idealmente • Infecção aguda: IgG +/IgM +: solicitar teste de avidez, se 16 semanas, não tem autonomia para definir tto • Conduz como infecção aguda Teste avidez IgG • Método diagnóstico auxiliar: data a infecção Toxoplasmose adquirida na gestação • Soroconversão: estava negativo, e se torna positivo • Caso provável • PCR de líquido amniótico (para amplificação do DNA do Toxoplasma gondii) - Padrão ouro Amniocentese deve ser realizada em 18 semanas ou mais (após 4 semanas da data estimada da infecção materna) • US obstétrico Sempre notificar! IgG -/IgM – • Gestante suscetível • Repetir sorologia MENSALMENTE • Orientar profilaxia • Não comer carne crua ou malpassada • Dar preferência para carnes congeladas • Não comer ovos crus ou malcozidos • Beber somente água filtrada ou fervida • Usar luva para manipular alimentos e carnes cruas • Não usar a mesma faca para cortar carnes, vegetais e frutas • Lavar bem frutas, verduras e legumes; recomenda-se não comer verduras cruas • Evitar ctt com gatos e tudo o que possa estar contaminado com suas fezes • Usar luvas e máscaras para manusear terra IgG +/ IgM- • Gestante com infecção pregressa adquirida há pelo menos 6 meses • Não repetir sorologia para toxoplasmose • Manter orientações higiênicas IgG + ou -/ IgM+ • Considerar infecção aguda • Iniciar medicação • Gestante IgG negativo/ IgM + • Iniciar espiramicina 3g/dia • Repetir sorologia em 2 a 3 semanas • IgG – ; falso positivo IgM: suspender medicação; conduzir como gestante suscetível • IgG positivar = soroconversão = confirme infecção: - 16 sem: substituir espiramicina por esquema tríplice= sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico - Encaminhar para PNAR (Aminiocentese maior ou igual a 18 semanas) IgG +/IgM + • Considerar infecção aguda • Iniciar medicação • IG 16 semanas: Tratamento • O tto precoce reduz o risco de transmissão para o bebê CITOMEGALOVÍRUS • Manifesta como gripe • Se já teve: IgG + e IgM -, mas pode reativar. Logo, não passa para o bebê só na primo- infecção • Não deve solicitar no rastreio de pré natal; solicita sorologia se tiver quadro clínico sugestivo • IgG +/IgM -: está com infecção; se usar valaciclovir, diminui a infecção fetal. Logo, não abrevia o sintoma clínico, mas diminui o risco de passar para o feto • Comum em crianças, em idade pré escolar. Recomendação de afastar a gestante que lida com crianças, como pediatra, professora de educação infantil • Não rastreia • Diagnosticar a mãe • Adm valaciclovir RUBÉOLA • IgG+, IgM – já tem defesa contra rubéola • Se ambos negativo, é suscetível • NÃO vacina a mulher! Nem tem tto. Logo, não rastreia • Repete a sorologia, se soroconversão, também não tem o que fazer • Se contrair rubéola: exantema e linfadenomegalia generalizada. Pedir que acompanhe o bebê, mas não tem tto • Sd da rubéola congênita: o bebê é infectado, pode ter consequências cardiovasculares, catarata, óbito fetal e insuficiência cardíaca. Importante saber quais são os sintomas do bebê infectado SÍFILIS • Quanto mais avançada a gestação, maior possibilidade de infecção congênita decorrente da maior permeabilidade da barreira placentária MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS NAS GESTANTES PRIMÁRIA • Cancro duro (úlcera genital). Linfonodos regionais SECUNDÁRIA • Lesões cutâneo-mucosas (roséola, placas, mucosas, sifílides, palmoplantares, condiloma plano, alopecia, madarose, rouquidão LATENTE RECENTE (ATÉ UM ANO DE DURAÇÃO) • Assintomática LATENTE TARDIA (MAIS DE UM ANO DE DURAÇÃO) • Assintomática TERCIÁRIA • Cutâneas: lesões gomosas e nodulares, de caráter destrutivo • Ósseas: periostite, osteíte gomosa ou esclerosante, artrites, sinovites e nódulos justa- articulares • Cardiovasculares: estenose de coronárias, aortite e aneurisma da aorta, especialmente porção torácica • Neurológicas: meningite, gomas do cérebro ou da medula, atrofia do nervo óptico, lesão do sétimo par craniano, manifestações psiquiátricas, quadros demenciais SÍFILIS CONGÊNITA • Gestantes não tratadas/ tratadas inadequadamente Manifestações • Aborto • Óbito fetal • Óbito neonatal • Prematuridade • BP ao nascer • Sequelas diversas até o 2º ano de vida • Assintomática (70%) Transmissão • Via transplacentária • Fases primária, secundária e latente recente • Quanto mais avança a gravidez > permeabilidade placentária > chance de TV aumentada QUEM RASTREAR? • TODAS as gestantes QUANDO RASTREAR? • 1ª consulta PN • Início do 3º trimestre • Na admissão do parto ou aborto • Repetir mais vezes se houver comportamento de risco (sífilis não confere imunidade) COMO RASTREAR? • Testes treponêmicos e não treponêmicos • Microscopia em campo escuro (diagnósticofase 1ª) RASTREAMENTO Não treponêmicos • Baratos, fácil execução, amplamente disponíveis • Falsos-positivo: doenças do colágeno, neoplasias, uso de drogas, própria gestação, outras espécies de treponema) • Padrão no seguimento pós tto • VDRL Treponêmicos • Mais sensíveis e específicos • Raros falsos + > confirmam diagnóstico • Não negativam • FTA- Abs • Teste rápido • ELISA Rastreio com teste rápido: treponêmico confirma > inicia tto Segue tto com VDRL: treponêmico não negativa > segue com não treponêmico Rastrear HIV, hep B e C: rastrear outras IST’s TRATAMENTO • Penicilina G • Maioria das gestantes assintomática: contaminação? • Tratar como fase latente intermediária = 7.200.000 UI Penicilina G Benzatina. - 1.200.000 UI em cada nádega- 1x/semana, por 3 semanas • Se perder dose (>8 dias): reiniciar esquema • Tto mãe só previne infecção congênita se realizado até 30 dias antes do parto Alergia à penicilina • Incomum • Efeitos adversos é diferente de alergia • Dessensibilizar e tratar (hospitalizar) • Penicilina é o ÚNICO atb adequado para o tto da sífilis em gestante Reação de Jarisch Herxheimer • Intensa resposta inflamatória aguda (febre, taquicardia, artralgia, faringite, cefaleia, piora das lesões cutâneas) • 8h após início tto: cedem em 24 hrs • 40% (mais comum em doença recente) • TPP, sofrimento fetal, óbito fetal • Antipiréticos, hidratação, corticoide SN Pontos importantes • Convocar parceria sexual: avaliar, orientar, colher sorologia e tratar. Se não comparecer, enviar convite e receita • Prescrever uso de preservativo • Documentar tto (prontuário e cartão da gestante): 3D- dose, droga, data • Seguimento com titulação e VDRL mensal Resposta tto adequado • VDRL: queda de 2 titulações em 6 meses ou 4 em 12 meses • Inicia com 1:64 e 3 meses cai para 1:16 ou em 6 meses para 1:4 • Cicatriz sorológica: persistência VDRL 1:2 ou 1:4 por um ano (descartar nova exposição) Critérios de retratamento • Não redução da titulação em 2 diluições em 6 meses (sífilis recente) ou em 12 meses (sífilis tardia) • Aumento da titulação em 2 diluições (ex: 1:16 > 1:64) • Persistência ou recorrência de sinais e sintomas Dosar VDRL imediatamente antes do tto para ter referência HIV RASTREAMENTO • Imunoensaio OU teste rápido • Todas as mulheres entre 19 e 64 anos que já tenham tido sexarca • Mulheres sexualmente ativas fora antes dos 19 anos • Mulheres com outras IST’s (sobretudo se úlcera genital) • TODAS AS GESTANTES • Risco de TV: 14-45% > intervenções no PN; 1.000 cópias/ml AZT (ZIDOVUDINA) INTRAPARTO EV (A CRITÉRIO) • Má adesão à TARV independente da carga viral VIA OBSTÉTRICA • Carga viral indetectável OU sustentada em parto normal com ou sem indução • Parto demorado de distócico > optar por cesárea Pré termo • Amniorexe cd expectante (hiper-hidratação + corticoide + atb profilaxia) • Amniorexe > 34 semanas > resolução conforme condições obstétricas • TPP (23-34 semanas) > tocólise (+ Zidovudina EV se CV > 1000 cópias/ml GESTANTES VIVENDO COM HIV- CONDIÇÕES OBSTÉTRICAS DE ALERTA • Sepse puerperal • Hemorragia pós parto: não usar ergotamina • Hiperemese gravídica: não usar metoclopramida; hiperemese pode alterar a biodisponibilidade e predispor à falha virológica; avaliar CV nessas pctes • Corioamniorrexe prematura (CP) e trabalho de parto pré termo (TPPT): maior risco de TV GESTANTES VIVENDO COM HIV- PARTO VAGINAL • Evitar parto instrumentalizado • Iniciar AZT EV quando indicado (se CV detectável) e manter infusão contínua até o clampeamento do cordão • Evitar toques sucessivos • Evitar amniotomia • Utilizar partograma • Se CV for > 50 cópias ecruzado, misto e o uso do leite humano com pasteurização domiciliar • Não amamentar e substitui o leite materno por fórmula infantil. A criança exposta terá direito de receber fórmula láctea infantil gratuitamente pelo menos até 06 anos de idade MANEJO DO RN • Aspiração delicada da VAS (SN) • Banho precoce em água corrente • RN junto à mãe o mais breve possível • Profilaxia medicamentosa (critérios específicos) PROVA NÃO incluída: arboviroses, parvoviroses, covid 19, febre Oropouche, varicela/zoster Revisão • Solicitar rastreio para tal doença ou não? • Se diagnosticar, como tratar para não passar para o bebê? Arboviroses • Zika, chukungunya, dengue, FA • Não faz rastreio na gestação • Deve tratar, não tem remédio específico para as doenças • Vacinas: dengue e febre amarela (sistema público) • FA: se mora em local endêmico ou se vai viajar para zona endêmica Febre Oropouche • Transmitida pelo mosquito Cullen Varicela zoster • Tem vacina; se a gestante contrair, é ruim • Caso contraia, administrar imunoglobulina • Se ctt recente com varicela, ligar para o pré natal de alto risco ou maternidade S: Sífilis T: Toxoplasmose O: outros- HIV, Hep B, ITU/vulvovaginite R: Rubéola C: Citomegalovírus H: Herpes vírus simples Rastreios • Sífilis, toxoplasmose, HIV, Hepatite, ITU Sífilis • não manda para alto risco; penicilina G benzatina, já que outras drogas não tratam ao feto, apenas mãe. • Se alérgica, faz dessensibilização. • Acompanhar com VDRL, que tem que abaixar o título. Caso não abaixe, significa que não tratou direito ou contaminou novamente. Assim, tratar novamente • VDRL ajuda a acompanhar o tto • Não muda a via de parto; pode amamentar Toxoplasmose • Espiramicina- com 18 semanas faz amniocentese. Se bebê não infectado, continua com espiramicina • Se bebê infectado: esquema tríplice • Trata com tríplice até o dia do parto • Não muda a via de parto • Pode amamentar • Espiramicina para tratar a Mãe; esquema tríplica para bebê Para mudar a via de parto: doenças que a criança pode pegar quando está nascendo HIV • Muda a via de parto e não pode amamentar • Se muito vírus com 34 semanas, não pode ter parto normal • Amamentação: não pode amamentar de forma alguma, nem com baixa carga viral • TARV: terapia anti retro viral • Orientar à pcte os efeitos da TARV, que diminui a carga viral, diminuindo a transmissão vertical • Se evolui para carga viral baixa, camplar o cordão rápido, já que é a comunicação do sg da Mãe com bebê. Evitar romper a bolsa. Evitar ocitocina. Se precisa fazer episiostomia deve- se proteger • Cesariana: não fazer muito toque, evitar passar fórceps, clampar o cordão rápido • Ao nascer, adm medicação para secar o leite da mãe. Assim, já deve sair do hospital com prescrição de contracepção • Carbebolina para secar o leite Rubéola • Não faz rastreio • Apenas acompanha para ver se não vai passar para o bebê Citomegalovírus • Não faz rastreio • Existe tto • Não trata a infecção da mãe, mas descobriu-se que usar valaciclovir pode diminui a transmissão vertical Hepatites virais HEPATITE A • Não cronifica • Auto limitada • Sem tto específico • Sintomática em 70% dos casos • Tto com medidas de suporte e seguimento ambulatorial • Transmissão com água e alimentos contaminados Manejo na gestação • Via de parto obstétrica • Pode amamentar • RN recebe imunoglobulina contra hep A • Gestante teve ctt: vacinar ( prevenir TV (>95%) • Usar Tenofovir para tratar • Pré Natal de Alto Risco • PNAR (DMG, prematuridade, baixo peso) Propedêuticas • Saber se está crônica ou ativa; observar viremia • HbsAG: marcador de replicação viral • Dosagem de ALT (marcador de lesão hepática) + US abdominal • Pesquisa de carga viral > orientar passos • Se replicação viral: Tenofovir RN- primeiras 12 horas • Receber imunoglobulina Manejo na gestação • Via de parto obstétrica • Pode amamentar HEPATITE C • Transmissão via sg/ sexual • TV: viremia; coinfecção HIC, tempo de bolsa rota • Evitar TV; evitar procedimentos invasivos • > chance de desfechos adversos: DMG, PE, CIUR, HPP)= PNAR • > chance de colestase intra hepática= PNAR • Rastrear gestantes com anti HCV • Cuidados com pctes usuárioas de drogas • Maior risco de hemorragia pós parto: fatores de coagulação ocorrem no fígado Manejo na gestação • Via de parto obstétrica • Pode amamentar (exceto se lesões mamárias sangrantes) • Proteção: equipe assistencial e parcerias sexuais • Vacinar hep A e B HEPATITE D • Partícula viral incompleta> doença se vírus hep B concomitante (contaminação simultânea ou posterior) • Não necessário rastrear, por conta da hep B • Há risco de TV • Se já teve hep B, rastreia hep D • Taxa de cronificação: hep B • Investigar em portadores crônicos do HBV Manejo • Via de parto obstétrica • Pode amamentar • RN recebe imunoglobulina HEPATITE E • Semelhante à hep A • Prevalente em regiões com condições sanitárias precárias • Em áreas não endêmicas: excluir outras hepatites virais, hepatite por Epstein-Barr e por CMV Manejo • Via de parto obstétrica • Pode amamentar • Não há imunoglobulina específica • Tto com medidas de suporte e seguimento ambulatorial • Profilaxia: medidas sanitárias Herpes Vírus HERPES SIMPLES GENITAL • Não rastreia, mas deve-se ficar atento Primário • Pessoa não tem ac contra nenhum tipo de HSV • Quadro exuberante • Quadro clínico: prurido, dor, viremia alta gerando febre e calafrio Primeiro episódio não primário • Tem Ac específicos contra um tipo de HSV • Adquire infecção genital por outro tipo Recorrente • Causado pelo vírus previamente adquirido Diagnóstico • Anamnese + EF • Excluir sífilis, cancroide, linfogranuloma venéreo • Testes confirmatórios: procurar vírus na lesão (cultura ou PCR)- caro e pouco disponível • Colher e já iniciar tto empírico • Se suspeita clínica, o teste negativo não exclui infecção • IgM não é tipo específico • Kits IgG tipo específico pouco disponíveis • Rastreamento sorológico não recomendado Transmissão vertical • TV ocorre durante o trab de parto (ctt direto); transplacentária é rara. NÃO excreção no leite materno, logo pode amamentar • > TV se episódio primário perto do parto é ruim, ainda não deu tempo de formar Ac; 30-50% TV •em diante: aciclovir 1x/dia até o parto Se já pegou no final, mantém aciclovir até o parto Parto vaginal • Se antes de 28 semanas • Se no dia do parto não tem lesão Rastreamento sorológico universal não é recomendado Aconselhamento é importante no manejo: encorajar a informar sua parceria sexual sobre a ocorrência da doença. Aconselhar abstinência sexual no 3 trimestre caso o parceiro tenha Questionar sobre história de úlceras genitais durante o pré natal Prescrever esquema: • Antes de 28 semanas: profilaxia; trata • 36 semanas: tratar até o parto Lesões não genitais: não necessário indicar via alta. Cobrir lesões Pode amamentar, mesmo se em uso de terapia antiviral, salvo se lesões na mama Familiares com herpes: cobrir lesões de herpes; herpes pós natal pode ser tão grave quanto neonatal ITU O que contribui: • Útero comprime as vias urinárias • Uretra fica mais aberta/protusa • Defesa da gestante diminuída; vagina mais úmida • Fatores bioquímicos, metabólitos, endócrinos e mecânicos • E. coli e outras da flora vulvoperineal Consequências • Anemia • Baixo peso ao nascer • Insuficiência renal • Rotura prematura de membranas • Sepse • Corioamnioite • Prematuridade TIPOS Bacteriúria assintomática • > 100.000 unidades formadoras de colônia/ml • Tratar para não progredir Cistite • Diag clínico= ATB • NÃO precisa de diag lab, nem na gestação • Sintomáticos Pielonefrite • Mais grave • Quadro sistêmico • Hospitalar • Investigar anomalias TU, cálculos • ATB profilaxia • Calafrio, febre, hematúria, dor lombar • Realizar sinal de Giordano; se + configura pielo • Se uma na gestação, faz atb profilaxia até o parto Urocultura antes de iniciar atb UC controle de cura: colher de 7- 10 dias após. Bacteriúria assintomática é para tratar, faz sentido realizar rastreio de ITU Toda gestante deve realizar exames Certificar que foi tratara Exames • Urina rotina • Nitrito positivo é sinal patognômonico • Urocultura: padrão ouro para o diag de ITU • Antibioticoprofilaxia até o parto Tratamento • Nunca usar quinolona Bacteriúria assintomática ou cistite 2x na gestação: tratar episódio e até o dia do parto usar atb profilaxia, com Nitrofurantoína ou cefalexina Nitro: depois de 37 semanas tira para não gerar kernicterus; mais barata. Substitui pela cefalexina depois das 37 semanas Ceflaxina: dose de tto é 500 mg, mas profilaxia é com 250 mg Vulvovaginites Cervicites • Cândida é mais comum na gravidez por conta de alterações hormonais • Tratar, mas não pode usar oral- Fluconazol • Usar clotrimazol • Vaginose bacteriana sem sintomas: tratar! Aumenta risco de parto prematuro. Metronidazol Tricomoníase • Metronidazol- VO ou tópico Cervicites- tratar Colonização materna estreptococo grupo B • GVagina ou reto • Transitória • Crônica • Intermitente: não pedir no começo da gravidez Gestantes colonizadas • Tranistória • Crônica • Intermitente Doença estreptocócica neonatal • 1-2% Sepse • 20% óbito • 15-30% dos sobreviventes têm sequela Rastreamento: entre 36 e 37 semanas- swab vaginal/anal Avaliar fatores de risco Se FR ou cultura positiva: tratar