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GRAVIDEZ ECTÓPICA DRA JÉSSICA AP MARCINKEVICIUS ZORZI GRAVIDEZ ECTÓPICA DEFINIÇÃO: Quando ocorre a implantação e o desenvolvimento do ovo fora da sede normal, ou seja, da grande cavidade corporal do útero. É a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre da gestação, sendo responsável por 9% dos óbitos maternos durante o ciclo gravídico- puerperal. LOCALIZAÇÃO: Tubária é a mais frequente (90-95% dos casos) Pode ocorrer: porção intersticial da tuba, ovário, na cervix, cicatriz da cesárea e na cavidade abdominal. DADOS EPIDEMIOLÓGICOS Observar-se discreta tendência de aumento nas taxas relacionadas aos casos de doença inflamatória pélvica (principalmente infecções por Chlamidia), como também técnicas de fertilização assistida e ao número crescente de mulheres que fazem uso de tabaco. Após o primeiro quadro de gravidez ectopica, a recorrência é de cercade 15%, já as mulheres com 2 ou mais episódios prévios essa taxa sobe para 25%. QUADRO CLÍNICO DOR: sintoma principal – é lancinante na ruptura tubária (hemoperitônio acentua e generaliza a dor em todo abdômen, com ocorrência de NÁUSEAS E VÔMITOS – pode dar dor escapular pela irritação diafragmatica – Sinal de Lafond). ESTADO HIPOVOLÊMICO: Paliz cutaneomucosa sem perda sanguínea visível, taquicardia e hipotensão arterial. EF: evidenciar Reação peritoneal, DB dolorosas e diminuição do RHA. TV: grito de Douglas, intensa dor ao toque ( Sinal de Proust) de fundo de saco. Útero ligeiramente aumentado e amolecido, e nos anexos tumoração palpável só em metade dos casos. TRIADE CLÁSSICA: DOR ABDOMINAL + ATRASO MENSTRUAL + SANGRAMENTO GENITAL. FATORES DE RISCO Gravidez ectópica prévia, Cirurgia tubária prévia (esterilização feminina, reanastomose tubária), Infertilidade DIP, Endometriose DIU, Anticoncepção de emergência, Tabagismo. DIAGNÓSTICO O mais precoce possível – reduzir risco de ruptura tubária, além de melhorar o sucesso das condutas conservadoras. Exame físico + anamnese detalhados + exames subsidiários – evolução dos títulos de B-hcg, a USTV e, excepcionalmente, curetagem uterina com o objetivo de verificar a presença da reação de Arias-Stella ou descartar o diagnóstico mediante a presença de restos ovulares. TRATAMENTO CIRÚRGICO Conduta padrão. Laparotomia é imperativa nos casos de abdômen agudo hemorrágico com instabilidade hemodinâmica. Operação clássica – salgingectomia total (tipo Fritsch) Tratamento cirúrgico radical – Prole constituída, lesão tubária irreparável, tentativa de salpingostomia com sangramento persistente, recidiva de história na mesma tuba, títulos de B- hcg muito elevados (maior que 5000 estão associados a invasão do trofoblasto na serosa da tuba e maior probabilidade de obstrução tubária). TRATAMENTO CIRÚRGICO Tratamento cirúrgico conservador: SALPINGOSTOMIA linear- incisão 2cm no ponto de maior abaixamento da borda antimesentérica da tuba, efetuando o esvaziamento. A incisão não é suturada, mas fechada por segunda intenção. Preserva a fertilidade. Risco: persistência de tecido trofoblástico (3-20%), importante acompanhar a evolução com B-hcg – quando em ascensão está indicado dose única de MTX. Para diminuir o riscos- diagnóstico precoce, massa anexial menor de 2cm e títulos de B-hcg não elevados. TRATAMENTO CLÍNICO CONDUTA EXPECTANTE- conflito na literatura, poucos estudos. Alguns sugerem que não houve diferença significativa no TTO com placebo e MTX. Critérios de sucesso- valores baixos de B-hcg, declínio do título em 48h, ausência de saco gestacional pelo USTV e período prolongado da DUM (+/- 8,87 sem). Tempo médio para regressão dos títulos de B-hcg para níveis pré gravídicos é ao redor de 3 semanas. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO METOTREXATO- age nas células trofoblasticas de divisão rápida e impede sua multiplicação. Pelo risco de persistência do tecido – manter monitoramento rigoroso dos níveis sérios de B-hcg . CRITÉRIOS: estabilidade hemodinâmica, diâmetro da massa anexial 5- muito favoravel, dose única de MTX Se escoree após 3-6 meses do TTO com MTX ou conduta expectante. Paciente submetidas a salpingectomia com obstrução da tuba remanescente são encaminhadas para FIV; Tubas obstruídas = FIV. Tubas pérvias – avalia caso a caso. Se jovem aguardar espontaneamente, se maior de 35 anos – reprodução assistida. image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.png image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg