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PRÁTICA PEDAGÓGICA II - 2023
LICENCIATURA EM HISTÓRIA
BRINCADEIRA PARA CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS
Tema: Brincadeiras
Objetivo: Estimular o desenvolvimento por meio de brincadeiras regionais
A brincadeira faz parte do cotidiano infantil. É com a brincadeira que a criança se prepara
para a vida, pois é brincando que a criança reconhece o modo como o mundo a sua volta é
e como as relações sociais se desenvolvem.
A brincadeira faz parte do processo de desenvolvimento e amadurecimento da criança, e
ainda que de modo simbólico, ela ingressa no mundo adulto a medida que se abre para
novas situações.
O ato de brincar é em verdade parte do processo de humanização, onde a criança concilia o
processo de aprendizagem com a criação de vínculos duradouros nomeio social,
desenvolvendo sua capacidade de raciocinar, de julgar, de argumentar, de como chegar a
um consenso, reconhecendo o quanto isto é importante para dar início à atividade em si.
A medida que a as brincadeiras e jogos surgem na vida da criança são apresentadas regras
que proporcionam experiências possibilitando a conquista e a formação da sua identidade.
Como podemos perceber, os brinquedos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de
interação lúdica e afetiva. Para uma aprendizagem eficaz é preciso que o aluno construa o
conhecimento, assimile os conteúdos.
É brincando que a criança aprende a respeitar regras e a ampliar seu relacionamento social,
aprende a respeitar a si mesma e ao outro. E com a ludicidade que a criança começa a
expressar-se com maior facilidade, ouvir, respeitar e discordar de opiniões, exercendo sua
liderança, e sendo liderados e compartilhando sua alegria de brincar. Em contrapartida, em
um ambiente sério e sem motivações, os educandos acabam evitando expressar seus
pensamentos e sentimentos e realizar qualquer outra atitude com medo de serem
constrangidos.
As crianças, tendo a oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente
para controlar suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores
resultados gerais no desenrolar da sua vida.
A partir de tais considerações, mostra-se relevante pensar sobre o desenvolvimento de
brincadeiras no processo de aprendizagem, sendo o desenvolvimento da atividade
importante para pensar e estabelecer estratégias para promover a ludicidade no ambiente
escolar de modo que possa favorecer o processo de aprendizagem da criança.
Procedimentos metodológicos:
1º Passo: Estabelecer um projeto interdisciplinar que envolva a aprendizagem pela
brincadeira ser aplicado para crianças até 12 anos.
2º Passo: Desenvolver uma brincadeira para crianças até 12 anos, contextualizada
regionalmente, utilizando-se das mais variadas técnicas, em que as crianças possam
desenvolver competências emocionais e sociais aplicadas a uma área do saber de sua
escolha.
3º Passo: Desenvolver a brincadeira estabelecendo suas regras e apresentar em slides o
processo de criação e o resultado final com a criação da brincadeira e suas regras.
Devolutiva/Avaliação:
Elaborar um relatório com o projeto a ser desenvolvido e o processo de criação da
brincadeira com suas regras e devidamente fotografado, contextualizando com
embasamento teóricos de pelo menos 2 autores da área. O relatório deve tratar sobre o
objetivo da atividade e a metodologia utilizada.
Referência:
HAETINGER, Daniela. Jogos, brinquedos e brincadeiras ? Curitiba: IESDE; Brasil S.A.,
2013.
__________________________
Para desenvolver uma brincadeira que integre o aprendizado histórico e promova o
desenvolvimento emocional e social das crianças, eu proporia a seguinte atividade:
Brincadeira: “Caça ao Tesouro Histórico”
Objetivo: Estimular o conhecimento histórico regional, o trabalho em equipe e a resolução
de problemas através de uma atividade lúdica.
Usaria os seguintes procedimentos metodológicos:
1. Pesquisa Histórica: Primeiramente, as crianças seriam divididas em grupos e cada
grupo receberia o nome de um personagem histórico relevante para determinada
região. Em seguida, eles pesquisariam sobre esse personagem e sua importância
histórica.
2. Criação de pistas: Após as pesquisas, cada grupo criaria pistas baseadas na
história do personagem e nos locais históricos da região. As pistas seriam
formuladas de maneira lúdica e educativa, promovendo a aprendizagem.
3. Montagem do jogo: As pistas seriam escondidas em locais pré-determinados,
guiando as crianças por um percurso que simula uma jornada histórica.
4. Execução da brincadeira: Os grupos seguiriam as pistas, realizando tarefas e
respondendo a perguntas sobre a história local para encontrar o “tesouro” - que
poderia ser um objeto simbólico ou uma apresentação cultural.
5. Apresentação e reflexão: Após a conclusão da caça ao tesouro, cada grupo
apresentará o que aprendeu sobre seu personagem histórico e discutiria como a
brincadeira ajudou a compreender a história local.
Esta atividade não só promoveria a integração dos conhecimentos adquiridos nas
disciplinas do curso de Pedagogia, mas também proporcionaria uma experiência prática e
significativa para os alunos. Podendo, ainda, ser aplicado para outras disciplinas.
Regras:
● Respeitar a vez e as ideias dos colegas.
● Colaborar com os membros do grupo.
● Não danificar o patrimônio histórico durante a busca pelas pistas.
Devolutiva/Avaliação:
O presente relatório tem como objetivo apresentar o projeto de caça ao tesouro histórico. O
mesmo, foi baseado nas teorias de Vygotsky e Piaget, que enfatizam a importância das
interações sociais e do jogo no processo de aprendizagem e desenvolvimento. Pensado
para ser desenvolvido com crianças de 02 a 12 anos, sob a orientação de um professor. O
projeto visa estimular o conhecimento histórico regional, o trabalho em equipe e a resolução
de problemas através de uma atividade lúdica. Abaixo, farei uma apresentação sobre o
desenvolvimento e a forma que ele funcionará.
O projeto foi dividido nas seguintes etapas:
Pesquisa histórica: Os alunos serão divididos em quatro grupos e cada grupo receberá o
nome de um personagem histórico relevante para a região. Exemplo: Tiradentes, Zumbi dos
Palmares, Anita Garibaldi e Dom Pedro II. Eles pesquisarão sobre esses personagens e sua
importância histórica, utilizando livros, internet e outros recursos.
Criação de pistas: Cada grupo criará cinco ou mais pistas baseadas na história do
personagem e nos locais históricos da região. As pistas serão formuladas de maneira lúdica
e educativa, promovendo a aprendizagem. Por exemplo, uma das pistas do grupo
Tiradentes pode ser: “Neste local, Tiradentes foi preso e torturado pelos inconfidentes.
Procure a placa que indica o ano de sua morte e some os algarismos. O resultado é o
número da sala onde você encontrará a próxima pista”
Montagem do jogo: As pistas serão escondidas em locais pré-determinados, guiando os
alunos por um percurso que simula uma jornada histórica. Os locais escolhidos poderão ser:
a biblioteca, o ginásio de atividades, o auditório, a praça de alimentação e a entrada da
escola. Em cada local, haverá um envelope com a pista que é uma tarefa a ser realizada
pelo grupo, como responder a uma pergunta ou montar um quebra-cabeça por exemplo.
Execução da brincadeira: Os grupos seguirão as pistas, realizando as tarefas e
respondendo às perguntas sobre a história local para encontrar o “tesouro” - que poderá ser
um baú com livros, revistas, jogos e brinquedos relacionados à história, por exemplo.
Apresentação e reflexão: Após a conclusão da caça ao tesouro, cada grupo apresentará o
que aprendeu sobre seu personagem histórico e discutirá como a brincadeira ajudou a
compreender a história local. Os alunos também avaliaram o projeto, apontando os
aspectos positivos e negativos, as dificuldades e as sugestões.
Conclusão
Tenho certeza que o projeto de caça ao tesouro histórico será uma experiência
enriquecedora para os alunos, que poderão aprender de forma divertida e interativa sobre a
história regional e personagens históricos. Entendo também que o projeto contribuirá parao
desenvolvimento de habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas,
comunicação e criatividade. Como disse no início deste relatório, esse projeto foi baseado
nas teorias de Vygotsky e Piaget, que defendem que a aprendizagem se dá através das
interações sociais e do jogo.
Referências
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
NINHOS DO BRASIL- Para mães e pais em fase de crescimento
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