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<p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>1</p><p>PROJETO HORTA AMF, MÃOS NA TERRA, COLHEITA CERTA.</p><p>Suzamar Tavares da Paixão1 (RA 22.0424).</p><p>1 Curso: Licenciatura em Pedagogia</p><p>RESUMO –A implementação de hortas nas instituições de ensino é uma prática</p><p>amplamente utilizada no processo de aprendizado, beneficiando tanto alunos quanto</p><p>educadores. Essa iniciativa proporciona um espaço rico para o trabalho pedagógico,</p><p>relacionando o conteúdo acadêmico de maneira mais acessível e conectada à vida diária</p><p>dos estudantes. Este relato baseia-se nas experiências vivenciadas durante o projeto</p><p>"Horta AMF, MÃOS NA TERRA,COLHEITA CERTA", que foi realizado em agosto de 2024</p><p>na EM ANTONIO MARQUES FIGUEIRA. O projeto fomentou o desenvolvimento de</p><p>habilidades em linguagem oral e escrita, matemática, artes visuais, música, movimento,</p><p>bem como a consciência sobre natureza, sociedade, identidade e autonomia dos alunos,</p><p>além de explorar a produção de cultivos, o uso de adubo orgânico, técnicas de produção</p><p>sustentável, e a promoção de uma alimentação saudável. Os alimentos cultivados na</p><p>horta escolar foram aproveitados para complementar a merenda, servindo também como</p><p>incentivo para que os alunos criassem hortas em suas casas, assim promovendo uma</p><p>alimentação mais saudável e respeito pelo meio ambiente. A proposta visa manter e</p><p>incentivar o interesse dos estudantes provenientes de comunidades rurais, através das</p><p>práticas implementadas pelos integrantes do programa. As atividades foram realizadas</p><p>pela turma do 5º ano do ensino fundamental, começando com a apresentação do projeto,</p><p>seus temas e objetivos aos alunos. Em seguida, foram realizadas atividades teóricas para</p><p>aprofundar o conhecimento dos estudantes, que culminaram em atividades práticas na</p><p>horta. O projeto atingiu suas metas e gerou resultados muito positivos, com os alunos se</p><p>envolvendo ativamente nas atividades, que se destacaram pela colaboração e</p><p>participação de todos.</p><p>1 APRESENTAÇÃO</p><p>A implementação de hortas nas instituições educacionais é extremamente</p><p>significativa, pois se transforma em uma ferramenta de grande relevância no processo de</p><p>ensino e aprendizado, beneficiando tanto estudantes quanto educadores. Esse espaço</p><p>possibilita a exploração de temas de diversas disciplinas, ampliando as possibilidades de</p><p>aprendizado.</p><p>A família, a escola e a comunidade têm o dever de promover hábitos saudáveis</p><p>entre as crianças, ajudando-as a desenvolver um equilíbrio nutricional que resulte em uma</p><p>boa qualidade de vida, com efeitos positivos durante a adolescência e na vida adulta. Os</p><p>pais desempenham um papel fundamental nas escolhas alimentares, definindo quais</p><p>alimentos devem ser oferecidos, assim como o ambiente e os horários para as refeições,</p><p>mas é essencial que eles permitam que as crianças façam suas próprias escolhas, sempre</p><p>respeitando o meio ambiente.</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>2</p><p>Para isso, é fundamental criar opções saudáveis e atraentes, possibilitando que as</p><p>crianças montem uma dieta equilibrada e adequada. A horta escolar tem como principal</p><p>objetivo integrar várias fontes e recursos de aprendizado. Ela pode ser incorporada ao</p><p>cotidiano escolar, servindo como um espaço de observação e estudo, o que exige uma</p><p>reflexão constante por parte dos educadores e estudantes envolvidos. O PROJETO</p><p>HORTA AMF, MÃOS NA TERRA, COLHEITA CERTA, desenvolvido na Escola Municipal</p><p>Antonio Marques Figueira, teve como meta oferecer oportunidades para ações</p><p>pedagógicas através de práticas coletivas que exploram diferentes formas de aprendizado.</p><p>Este projeto busca valorizar e incentivar técnicas de cultivo orgânico, promovendo</p><p>a compreensão da relação entre os nutrientes dos alimentos cultivados e os fatores como</p><p>solo e água. O foco está na identificação dos processos de semeadura, adubação e</p><p>colheita. Esta iniciativa visou estudar a implementação da horta escolar, acompanhando</p><p>as etapas e as atividades realizadas pelos docentes e funcionários da escola em parceria</p><p>com os alunos, seus pais e responsáveis.</p><p>A interação com o meio ambiente é uma vivência extremamente enriquecedora</p><p>para as crianças e jovens. Segundo a Organização Mundial da Saúde (1997), uma das</p><p>mais eficazes maneiras de fomentar a saúde é por meio da escola. Isso se deve ao fato de</p><p>que a escola representa um espaço social em que diversas pessoas se encontram,</p><p>estudam e trabalham, com alunos e professores frequentemente passando a maior parte</p><p>do seu dia nesse local. Além disso, é na escola que iniciativas de educação e saúde</p><p>podem ter um impacto significativo, favorecendo estudantes durante a infância e</p><p>adolescência.</p><p>Os educadores agem como modelos positivos, influenciando não só os alunos,</p><p>mas também suas famílias e a comunidade em geral. A instalação de uma horta no</p><p>contexto escolar pode servir como um laboratório prático, permitindo a realização de</p><p>várias atividades didáticas relacionadas à educação ambiental e nutricional, integrando</p><p>teoria e prática de maneira contextualizada, o que facilita o processo de ensino-</p><p>aprendizagem e fortalece os laços através da promoção do trabalho em equipe e da</p><p>cooperação entre os envolvidos (MORGADO, 2006, p. 1). Incentivar a formação de</p><p>hábitos saudáveis desde a infância é fundamental, pois é nesse período que as crianças</p><p>estabelecem seus costumes, como alimentação e prática de exercícios, funcionando</p><p>assim como uma forma de educação para a saúde. A dieta de cada indivíduo deve seguir</p><p>as diretrizes da Nutrição (SILVA, 1999), considerando tanto a qualidade quanto a</p><p>quantidade dos alimentos consumidos, bem como a harmonia entre eles e sua adequação</p><p>nutricional.</p><p>Uma alimentação que não observe essas diretrizes pode resultar em sobrepeso e</p><p>carências de vitaminas e minerais (SILVA, 1998). Ao implementar uma horta escolar,</p><p>educadores de diversas disciplinas podem usufruir de um espaço para uma variedade de</p><p>abordagens pedagógicas. Eles têm a chance de utilizar a interdisciplinaridade para criar</p><p>projetos que promovam a alimentação saudável, permitindo que os alunos conheçam</p><p>melhor os alimentos e os experimentem tanto na cozinha quanto durante a merenda</p><p>escolar, contribuindo assim para a promoção da saúde. Todas as disciplinas podem tirar</p><p>proveito de uma horta ou mini-horta na escola. Por exemplo, nas aulas de matemática, o</p><p>professor pode relacionar o tempo de cultivo, floração e frutificação com o progresso dos</p><p>alunos.</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>3</p><p>No português, pode-se propor temas de redação sobre o consumo de frutas e</p><p>verduras. Em história, é possível abordar as origens dos nomes dessas comidas, seu uso</p><p>na culinária e sua aplicação na medicina tradicional; na geografia, pode-se estudar as</p><p>frutas e verduras características de cada região do país, resgatando a herança culinária</p><p>local.</p><p>O produto orgânico vai além de ser apenas cultivado sem fertilizantes químicos e</p><p>pesticidas. Trata-se de um item puro e nutritivo que resulta de um método agrícola que</p><p>respeita os princípios naturais. Todo o processo de cultivo prioriza a conservação</p><p>ambiental, a proteção dos recursos naturais e a promoção da diversidade biológica.</p><p>O solo é fundamental para a agricultura orgânica. Diversos resíduos são</p><p>reaproveitados na terra. Ao montar a horta, o educador deve optar por um espaço</p><p>adequado, que receba luz solar direta durante a maior parte do dia, especialmente pela</p><p>manhã. É importante que haja acesso à água para garantir uma irrigação eficiente. A horta</p><p>deve envolver a colaboração de todos os alunos, distribuindo as tarefas conforme as</p><p>espécies plantadas por cada grupo.</p><p>O educador decide a forma de obter as mudas e sementes. É fundamental</p><p>selecionar um espaço adequado, que receba luz solar direta durante a maior parte do dia,</p><p>especialmente nas horas da manhã. É crucial garantir que haja acesso a água para a</p><p>irrigação das plantas no local</p><p>designado. Ademais, deve estar distante de banheiros e</p><p>redes de esgoto, em uma área com pouco movimento de pessoas e animais.</p><p>Depois de escolher o local, a preparação do solo para o plantio é fundamental.</p><p>Nesta fase, é necessário nivelar e triturar os torrões de terra, além de marcar os canteiros</p><p>utilizando cordas ou estacas, com o espaçamento das covas adaptado conforme a</p><p>hortaliça que será cultivada. Também é essencial remover as plantas indesejadas e</p><p>fertilizar a área com adubo orgânico, que pode incluir resíduos vegetais e de origem</p><p>animal, como palhas, restos de colheita, cascas e polpas de frutas, pó de café, folhas,</p><p>esterco, entre outros.</p><p>Se não houver área suficiente para implementar uma horta, é viável criá-la</p><p>utilizando garrafas PET. Dessa maneira, o professor pode abordar a ideia de</p><p>sustentabilidade e fomentar uma discussão sobre o tema.</p><p>Os resultados são avaliados de maneira contínua, com a horta em produção</p><p>permanente, e nas análises de desempenho realizadas entre estudantes, educadores e</p><p>monitores. A criação da horta envolve cerca de 10 voluntários, incluindo professores e</p><p>colaboradores da escola, agricultores, agrônomos, nutricionista da instituição e pais dos</p><p>estudantes. Esses voluntários contribuem com a manutenção, troca de conhecimentos,</p><p>fornecimento de mudas, adubo, entre outros.</p><p>2 METODOLOGIA</p><p>Para utilizar efetivamente essa ferramenta valiosa, é essencial reconhecermos que</p><p>a horta escolar demanda uma abordagem que envolva diversas disciplinas. Para nos</p><p>familiarizarmos com esse conceito, é importante esclarecer o que significa</p><p>interdisciplinaridade, o que pode ser uma tarefa desafiadora. Nesse contexto, Cribb (2010,</p><p>p. 47) define interdisciplinaridade como:</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>4</p><p>[...] um processo de cooperação e intercâmbio entre diversas</p><p>áreas do conhecimento e de campos profissionais, que</p><p>enriquecem a abordagem de um tema, sem privilegiar uma</p><p>disciplina ou outra, pois envolve um trabalho que exige</p><p>parcerias constantes.</p><p>Ainda, o conceito de interdisciplinaridade para o campo do ensino é representado</p><p>como:</p><p>[...] o processo que envolve a integração e engajamento de</p><p>educadores, num conjunto, de integração das disciplinas do</p><p>currículo escolar entre si e com a realidade, de modo a</p><p>superar a fragmentação do ensino, objetivando a formação</p><p>integral dos alunos, a fim de que possam exercer</p><p>criticamente a cidadania, mediante uma visão global de</p><p>mundo e serem capazes de enfrentar os problemas</p><p>complexos, amplos e globais da realidade atual. (LÜCK,</p><p>1998, p. 64).</p><p>A interdisciplinaridade vai além da simples troca de conhecimentos específicos,</p><p>como a química e a matemática na preparação de um jardim. Ela procura integrar as</p><p>disciplinas com a vivência dos estudantes. É fundamental que todas as áreas do</p><p>conhecimento se mantenham em igualdade, evitando que a contribuição de uma seja</p><p>desconsiderada em favor de outra.</p><p>Nesse aspecto, a presença de uma horta escolar se relaciona intimamente com a</p><p>abordagem interdisciplinar. Ela utiliza essa conexão entre os saberes específicos para</p><p>criar um entendimento mais próximo da realidade, ajudando os alunos a integrar</p><p>conteúdos fragmentados que, muitas vezes, são difíceis de assimilar.</p><p>Assim, segundo Oliveira (2013), “a Educação do Campo se estabelece como uma</p><p>educação voltada para os interesses dos agricultores, dentro de uma pedagogia do</p><p>oprimido/libertadora [...]”. Dessa forma, busca-se valorizar a cultura, os conhecimentos, a</p><p>história e a trajetória de todos que se inserem nesse contexto.</p><p>A horta em uma escola rural está profundamente conectada a essa valorização; o</p><p>projeto descrito aqui teve como objetivo, junto aos alunos, revitalizar a rotina camponesa e</p><p>suas práticas. Nesse sentido, o foco não se restringe apenas ao cultivo de hortaliças, que</p><p>oferece uma fonte de rendimento e alimentação saudável, mas ressalta a importância do</p><p>grupo de produtores, os camponeses, e seu papel essencial na sociedade, que, ao</p><p>mesmo tempo em que necessita de seus produtos, os classifica como atrasados.</p><p>Após considerar a Interdisciplinaridade e a Educação do Campo, e reconhecer sua</p><p>relevância e contribuição para o trabalho com a Horta na escola, a seguir serão</p><p>apresentadas as atividades e suas aplicações no ambiente educacional. É importante</p><p>mencionar que já existe uma horta em funcionamento nessa escola.</p><p>O projeto foi realizado com 33 estudantes do quarto ano do ensino fundamental.</p><p>Foi estruturado em quatro etapas, nas quais os alunos puderam vivenciar experiências</p><p>teóricas e práticas. O principal objetivo é incentivar e preservar o interesse dos alunos</p><p>provenientes de comunidades rurais, através das intervenções dos pibidianos do</p><p>subprojeto Educação do Campo e pela ativa participação dos estudantes no andamento</p><p>das atividades. Dessa forma, foi feita uma combinação de atividades práticas e teóricas</p><p>visando alcançar os objetivos pretendidos.</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>5</p><p>Na fase inicial, que consistiu na fundamentação teórica, o projeto foi apresentado</p><p>aos estudantes, destacando suas metas, com o intuito de familiarizá-los com o assunto.</p><p>Em seguida, buscou-se identificar os interesses e conhecimentos prévios dos alunos. Para</p><p>isso, foram solicitadas produções textuais individuais, nas quais cada participante</p><p>descreveu o que entende por horta, suas vivências no cultivo e quais hortaliças gostariam</p><p>de cultivar.</p><p>Em seguida, os alunos foram levados ao laboratório de informática da instituição.</p><p>Lá, realizaram uma investigação por meio de sites, escolhendo livremente as hortaliças</p><p>que mais lhes interessavam. Dentre essas, selecionaram uma para descrever suas</p><p>principais características, incluindo o período de cultivo, o preparo do solo, o processo de</p><p>plantio, suas variações e os benefícios que proporcionam à saúde. A fase seguinte</p><p>combinou teoria e prática, com os pibidianos analisando os textos produzidos</p><p>anteriormente. Neste momento, foi criada a Figura 01, que apresenta a quantidade, o tipo</p><p>e os principais nutrientes das hortaliças identificadas na produção dos alunos.</p><p>Dos nove participantes do projeto, foram citadas hortaliças de dois grupos distintos,</p><p>definidos por Irala e Fernandez (2001) como tubérculos e raízes, e folhas e talos. No</p><p>primeiro grupo, foram mencionadas uma beterraba e duas cenouras, enquanto o segundo</p><p>incluiu três alfaces, dois repolhos e uma rúcula.</p><p>A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (2012) destaca diversos</p><p>benefícios desses alimentos, afirmando que alface, cenoura, repolho e rúcula ajudam na</p><p>regeneração da pele, ossos e visão, além de reduzir colesterol e problemas cardíacos,</p><p>contribuindo ainda para os sistemas digestivo, nervoso, imunológico e sexual. A beterraba,</p><p>por sua vez, é apontada como possuidora de propriedades anticancerígenas, além de</p><p>ajudar a diminuir a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea.</p><p>Na fase seguinte, após a análise, foi realizada a aquisição das mudas que estavam</p><p>prontas para o plantio, bem como o preparo dos canteiros. Para essa etapa, recorreu-se</p><p>ao Manual para Escolas, referente à promoção de hábitos alimentares saudáveis, de Irala</p><p>e Fernandez (2001), valorizando os conhecimentos dos alunos durante o processo.</p><p>Realizou-se a limpeza do terreno, onde a terra foi revolvida e, de acordo com o</p><p>número de mudas, os canteiros foram estruturados, totalizando três canteiros: um para</p><p>alface, um para cenoura e outro para rúcula. Em seguida, foi determinado o tamanho do</p><p>canteiro, destinado ao plantio de 40 mudas de alface, com medidas de 1,2 x 5,0 metros.</p><p>Com o auxílio de enxadas, a terra foi revolvida a uma profundidade média de 15</p><p>centímetros, seguida pela aplicação de uma camada de adubo oriundo da composteira da</p><p>escola, visando o adequado desenvolvimento das mudas. Para o plantio de alface,</p><p>recomenda-se uma distância de</p><p>30 centímetros entre cada muda.</p><p>Este detalhe é relevante, pois durante o plantio, os alunos comentaram que a</p><p>distância deveria ser de um palmo e meio, conhecimento que eles tinham por conta de</p><p>seus pais. A transmissão de saberes familiares, mencionada pelos participantes, é uma</p><p>contribuição valiosa para o projeto. Comparando medidas, um palmo e meio corresponde</p><p>a aproximadamente 30 centímetros.</p><p>Na terceira etapa, os participantes cuidaram do cultivo, onde eles molhavam</p><p>as plantas, faziam a remoção de ervas e pequenas plantas dos entremeios das</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>6</p><p>hortaliças e cobriam o canteiro com sombrite para que as mudas não se</p><p>prejudicassem com o excesso de sol.</p><p>2.1 Figuras</p><p>Figura 01 - Hortaliças citadas na primeira etapa do projeto</p><p>Fonte: Autores da pesquisa (2024)</p><p>2.2 Tabelas</p><p>Tabela 1: As atividades do projeto: PROJETO HORTA AMF, MÃOS NA TERRA,</p><p>COLHEITA CERTA.</p><p>Data e Horário Atividade</p><p>05/08/2024 à 09/08/2024</p><p>Diálogos e reflexões sobre o PROJETO HORTA</p><p>AMF, MÃOS NA TERRA, COLHEITA CERTA.</p><p>12/08/2024 à 16/08/2024 Estudo com os estudantes</p><p>19//08/2024 à 23/08/2024 Preparação do Canteiros e Composteiras</p><p>28/08/2024 à 30/08/2024 Plantação e monitoramento</p><p>31/08/2024 Avaliação do projeto com equipe escolar</p><p>Tabela 1- As atividades do PROJETO HORTA AMF, MÃOS NA TERRA, COLHEITA CERTA.</p><p>3 RESULTADOS</p><p>As ações do projeto visam incentivar ocasiões de conversas e reflexões. O tema</p><p>central deste primeiro encontro foi a cultura surda e os elementos linguísticos relacionados</p><p>a essa comunidade.</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>7</p><p>Os impactos das iniciativas do projeto foram evidentes na melhoria das interações</p><p>entre alunos ouvintes e surdos durante as atividades realizadas em sala de aula. Durante</p><p>os trabalhos em grupo, notou-se um avanço na comunicação e na colaboração entre</p><p>esses estudantes. No curso de ciências, a professora havia proposto atividades em grupos</p><p>desde o começo do ano letivo, mas os alunos surdos frequentemente eram incluídos nas</p><p>equipes apenas para evitar isolamento.</p><p>No entanto, essa inclusão resultava em exclusão, já que os surdos eram</p><p>frequentemente considerados incapazes de contribuir na elaboração dos trabalhos e nas</p><p>apresentações dos seminários.</p><p>Em contrapartida, depois de entender a cultura e os elementos linguísticos da</p><p>comunidade surda, oferecidos pelo projeto em andamento, houve uma transformação na</p><p>maneira de encarar a inclusão dos alunos surdos no planejamento das atividades que</p><p>seriam executadas. Dessa forma, os alunos surdos se envolveram ativamente, realizando</p><p>pesquisas, recortando, colando, desenhando e ensaiando com a equipe antes das</p><p>apresentações.</p><p>Este projeto tem como objetivo facilitar a interação entre os estudantes surdos e a</p><p>comunidade escolar como um todo: entre os alunos, entre alunos e professores, entre</p><p>alunos e servidores, e entre alunos e gestores.</p><p>4. CONCLUSÃO</p><p>A Educação do Campo visa reconhecer e valorizar os indivíduos que a compõem,</p><p>destacando a importância de toda a produção rural, sua cultura e tradições. Nesse</p><p>contexto, todos os aspectos do dia a dia dessa comunidade são considerados. Assim,</p><p>este projeto buscou integrar o conhecimento prático dos alunos com um amplo conteúdo</p><p>pedagógico, abrangendo áreas como química, matemática, história, linguagem, biologia e</p><p>geografia, de forma interdisciplinar.</p><p>Durante as atividades, os objetivos foram alcançados e os participantes</p><p>demonstraram um engajamento positivo. Inicialmente, houve uma hesitação por parte dos</p><p>alunos em se expressar e sugerir direções para as tarefas; no entanto, após esse período,</p><p>eles estabeleceram um vínculo mais forte e revelaram-se bem informados sobre o tema.</p><p>Esse conhecimento está intimamente ligado à vida rural, onde muitos cultivam seu próprio</p><p>alimento e sustento.</p><p>A participação dos alunos foi uma maneira eficaz de manifestar o apoio ao projeto.</p><p>Com cada nova tarefa, o envolvimento dos estudantes aumentou, e os saberes do campo</p><p>se tornaram cada vez mais evidentes. Um aspecto interessante que comprova a eficácia</p><p>da Horta Escolar como ferramenta de ensino é que, em diversas ocasiões, os próprios</p><p>alunos lideraram os trabalhos. Essa facilidade é significativa por dois motivos. Primeiro,</p><p>enquanto os alunos assumiam o protagonismo nas atividades e aplicavam seus</p><p>conhecimentos de diferentes maneiras, eles também fortaleciam suas tradições e práticas</p><p>rurais, essenciais para manter ativa e reconhecida a comunidade a que pertencem.</p><p>Em segundo lugar, essa interação propiciou um aumento em suas experiências e</p><p>aprendizados, uma vez que, além de valorizarem suas origens, ofertavam uma vasta</p><p>gama de saberes e técnicas que muitas vezes não são abordadas em várias licenciaturas.</p><p>Isso enriqueceu de forma construtiva todos os participantes da iniciativa.</p><p>Por fim, a implementação de projetos que respeitam e valorizam a cultura,</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>8</p><p>especialmente de grupos marginalizados, é crucial em um contexto onde existem tantas</p><p>etiquetas e rótulos. Essa abordagem ajuda a evidenciar as diferenças entre as pessoas,</p><p>reforçando a ideia de que todos merecem respeito, independentemente do seu lugar de</p><p>origem ou da maneira como se vestem e se comunicam.</p><p>5. LIÇÕES APRENDIDAS E PERSPECTIVAS PARA PROJETOS FUTUROS</p><p>Ao adotar abordagens pedagógicas apropriadas para a criação e a manutenção de</p><p>uma horta escolar em instituições públicas, observa-se um fomento a diversas maneiras</p><p>de aprender e compreender. Isso possibilita a aquisição de novos saberes, onde todos,</p><p>por meio de investigação prática, podem realizar atividades dinâmicas que aprimoram o</p><p>ensino de ciências. Essa prática estimula a pesquisa e a discussão sobre questões como</p><p>meio ambiente, alimentação, desperdício, cooperação, comportamentos sociais e</p><p>contribui para o desenvolvimento de um método eficaz de ensino-aprendizagem. Além</p><p>disso, promove o surgimento de valores sociais, como a participação, a responsabilidade,</p><p>a interação entre pessoas e a conscientização sobre os desafios contemporâneos.</p><p>Os estudantes adquirem a habilidade de debater e avaliar as melhores maneiras</p><p>de sustentar um ambiente saudável, ao mesmo tempo em que passam a se preocupar</p><p>mais com sua alimentação e higiene. Dessa forma, além de impactar positivamente a</p><p>interação entre o ser humano e o meio ambiente, a escola se transforma em um espaço</p><p>democrático, voltado para a recuperação e a construção de valores essenciais para o</p><p>desenvolvimento de um cidadão ativo.</p><p>6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>CRIBB, Sandra Lucia De Souza Pinto. Contribuições da educação ambiental e horta</p><p>escolar na promoção de melhorias ao ensino, à saúde e ao ambiente. REMPEC - Ensino,</p><p>Saúde e Ambiente, Niterói, v. 3, n. 1, p. 42-60, abr. 2010.</p><p>IRALA, C.H.; FERNANDEZ, P. M. Manual para Escolas. A Escola Promovendo Hábitos</p><p>Alimentares Saudáveis. HORTA. Brasília, 2001, 20 p.</p><p>JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro,Rj: Imago,</p><p>1976. 220 p. LÜCK, Heloísa. Pedagogía interdisciplinar: fundamentos teóricos-</p><p>metodológicos. 5. ed. Petrópolis, Rj: Vozes 1998, 92 p.</p><p>MUNARIM, Antonio. Trajetória do movimento nacional de educação do campo no Brasil.</p><p>Revista do Centro de Educação, Santa maria, v. 33, n. 01, paginação irregular, jan. 2008.</p><p>OLIVEIRA, Mary Carneiro Paiva. Educação do campo: concepção, contribuições e</p><p>contradições. Revista Espaço Acadêmico, Maringá, v. 12, n. 140, p. 43-52, jan. 2013.</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>9</p><p>APÊNDICE 1 – LISTA DE COAUTORES DO PROJETO</p><p>1. ALUNO: SUZAMAR TAVARES DA PAIXÃO</p><p>RA: 220424 CURSO: Licenciatura em Pedagogia</p><p>2. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>3. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>4. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>5. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>6. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>7. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>8. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>9. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>10. ALUNO:</p><p>RA: CURSO:</p><p>Extensão Curricular</p><p>Ano 2024</p><p>10</p><p>APÊNDICE 2 – DECLARAÇÃO DE RECEBIMENTO DA AÇÃO DE</p><p>EXTENSÃO CURRICULAR.</p><p>DECLARAÇÃO DE RECEBIMENTO DA AÇÃO EXTENSIONISTA</p><p>Declaro para os devidos fins, a pedido da parte interessada, que SUZAMAR</p><p>TAVARES DA PAIXÃO, aluno do Curso(s) Licenciatura em Educação Especial,</p><p>da Universidade Santa Cecília, realizou(aram) ação extensionista denominada “</p><p>PROJETO HORTA AMF, MÃOS NA TERRA, COLHEITA CERTA” na EM</p><p>ANTONIO MARQUES FIGUEIRA, na data ou período de 05/08/2024 à 31/08/2024,</p><p>cumprindo com êxito a atividade proposta.</p>

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