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ANEMIA HEMOLÍTICA
FUNDAMENTO DE MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA
Equipe: Alessandra Coelho Noronha
 Pedro Maia
INTRODUÇÃO
A Anemia Hemolítica vem do grego antigo haemolysis, sendo que a expressão haemo significa sangue, e a expressão lysis denota a ideia de ruptura (Wikipédia, 2018). Assim, na Anemia Hemolítica ocorre à chamada hemólise que é uma destruição, uma ruptura exagerada das hemácias antes da sua vida normal. Isso porque, em pessoas saudáveis as hemácias, também conhecidas como eritrócitos ou glóbulos vermelhos, duram cerca de 120 dias, ao final deste ciclo normal de vida os eritrócitos são destruídos, descartados pelo próprio organismo, sendo removido da circulação. (Fonte: https://www.infoescola.com/autor/ana-lucia-santana/3/)
CONCEITO
A Anemia Hemolítica ocorre quando a produção da medula óssea não equilibra a redução da sobrevida dos glóbulos vermelhos. Assim quando ocorre a destruição demasiada dos glóbulos vermelhos antes do seu ciclo normal de vida (120 dias), pode-se concluir que o paciente tem uma anemia hemolítica. Ressalta-se, a ruptura das hemácias é tão intensa, que pode ocorre tanto a nível intravascular, quanto extravascular e causa uma alteração em toda a fisiologia da destruição dos eritrócitos. (Braunstein, 2017) 
CLASSIFICAÇÃO/ETIOLOGIA
As Anemias hemolíticas são classificadas de acordo com sua procedência, isto é, se a anemia foi contraída por fatores externos ou é inata. (Hemorio, 2008):
Anemia Hemolítica Hereditária: Também conhecidas como congênitas, resultam de efeitos intrínsecos, ou seja, o individuo nasce com as hemácias defeituosas, existindo uma falha no interior das mesmas. 
Os defeitos intrínsecos dos eritrócitos que causam a destruição exagerada das hemácias são:
Anomalias ocorridas na membrana dos eritrócitos- esferocitose hereditária 
Metabolismo celular - deficiência da enzima G6PD; deficiência de piruvato quinase - anemia falciforme- Hbc; Telassemias
Composição da hemoglobina - anemias diseritropéticas congênitas
Anemia Hemolítica Adquirida: É a contraída ao longo da vida. Pode ser provocada:
Autoanticoros- anemia autoimune e a doença hemofílica do recém-nascido ;
Aloimuno: é uma reação transfusional ao realizar uma transfusão sanguínea erroneamente
Infecção: Malária 
Linfomas e Leucemia linfóide crônica;
Prótese de válvula cardíaca 
Agentes físicos e químicos como drogas, queimaduras, e até mesmo os efeito colaterais de alguns medicamentos como acitaminofen; penicilinas, ibuprofeno, quintina, dentre outros
Intoxicação por chumbo (Saturnismo)
Fazendo uma correlação com o nosso sistema imune, destaca-se a ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE – AHAI, que consiste é um distúrbio ocasionado pelo funcionamento inadequado do nosso sistema imune, que produz os chamados autoanticorpos capazes de destruir as hemácias, por “entenderem” que as mesmas são verdadeiros corpos estranhos ao corpo.
Tipos de anemia hemolítica autoimune:
Anemia hemolítica autoimune quente: os autoanticorpos reagem à temperatura corporal de 37ºC; 
Anemia hemolítica autoimune fria: ocorre a ruptura das hemácias quando exposto à temperaturas entre 4º e 18ºC;
PATOGÊNESE
A hemólise pode ser extravascular ou intravascular
HEMÓLISE EXTRAVASCULAR
A Hemólise Extravascular é a mais comum.
Hemácias perdem sua capacidade de deformação, dificultando a passagem pelo baço; 
Hemácias anormais são sequestradas e destruídas no sistema reticulo-endotelial – pelos macrófagos no baço; 
Manifestações clínicas são anemia e icterícia
HEMÓLISE INTRAVASCULAR
Hemácias são destruídas na própria circulação e seu conteúdo é liberado no plasma; 
Causas: trauma mecânico, exposição a fatores externos, induzida pelo complemento; 
Caracterizada por hemoglobinemia, hemoglobinúria, icterícia e hemossiderinúria
MÉTODO DIAGNÓSTICO
Existem várias formas de diagnóstico da anemia hemolítica. Assim, ocorrendo suspeitas da doença, deve-se examinar o esfregaço de sangue periférico (análise de gota de sangue no microscópio) e a contagem de reticulócitos. Estes são os exames mais importantes para o diagnóstico da anemia. Porém, existem testes laboratoriais que podem ajudar a identificar o tipo de anemia, quais sejam:
Teste de Coombs, direto e indireto
Teste de Donath-Landsteiner
Aglutininas frias
Hemoglobina livre no soro ou na urina
Hemossiderina na urina
Contagem de plaquetas
Eletroforese de proteínas séricas
Piruvato quinase
Níveis séricos de haptoglobina
Lactato desidrogenase sérica (LDH)
SINAIS E SINTOMAS
Se a anemia for branda é possível ser assintomática. Todavia se o problema for se desenvolvendo gradativamente, alguns sintomas podem ser observados: 
Mau humor
Fraqueza ou cansaço mais frequente que o normal
Dor de cabeça
Problemas de concentração ou raciocínio.
Se a anemia piorar, outros sintomas podem surgir, como:
Coloração azul no branco dos olhos
Unhas frágeis
Tontura leve ao levantar-se
Palidez da pele e icterícia
Falta de ar
Língua dolorida.
ACHADOS LABORATORIAIS QUE DIAGNOSTICAM A DOENÇA:
Os achados ou as alterações laboratoriais são divididos em três grupos (Bio Aulas, 2019):
Sinais de aumento da destruição de eritrócitos; devido o aumento de hemoglobina cérica no plasma, sendo indireta e não conjugada, e o aumento de urobiliogênio na urina, pode-se chegar a uma suposição que o paciente está tendo uma destruição das hemácias. 
Sinais de aumento da produção de eritrócitos; como há uma grande destruição das hemácias, a medula óssea vai ser hiperestimulada a produzir eritrócitos, ocorrendo um aumento demasiado de hemácias. Porém, esse aumento é tão intenso que não vai haver tempo hábil para maturação da célula. Assim, células imaturas aparecem na circulação, gerando um aumento de reticulocitos, ocorrendo uma reticulocitose.
Sinais de danos aos eritrócitos: se no exame acusar a presença de ACANTÓCITOS, ESQUIZÓCITOS e ESFERÓCITOS, pode-se concluir com certeza que o paciente apresenta uma anemia hemolítica.
 
(O paciente vai apresentar como achados clínicos uma icterícia leve, palidez na mucosa e o aumento de baço, devido à destruição dos glóbulos vermelhos.)
TRATAMENTO
É imprescindível a identificação correta do tipo de anemia hemolítica, isso porque o tratamento depende do tipo e da causa da doença.
Para anemia de rápida evolução, recomenda-se a administração de erotrpoietina, com suplemento oral de ácido fólico, , além de vitamina B12, e ferro para suprir os nutrientes que estão sendo perdidos.
Na Anemia Hemolítica quente recomenda-se o uso de glicocorticoides, esplenectomia ou imunossupressores, como ciclosporina e a ciclofosfamida.
Já na anemia hemolítica fria o tratamento é feito primeiramente com proteção contra o frio. O paciente é orientado a se manter sempre aquecido, protegendo as extremidades, ou seja, cabeças, pés e mãos, mesmo durante o verão. Caso não responda aos resultados esperados e nos casos em que o paciente tenha um maior prejuízo na sua qualidade de vida, inicia-se a introdução de medicamentos, geralmente com imunossupressores ou citotóxicos. Outra modalidade terapêutica é a plasmaferese, que consiste numa técnica de transfusão de sangue aquecido. (Wikipédia, 2018)
Na esferocitose hereditária, a remoção de parte do baço pode ser necessário quando ele for responsável pela destruição significativa de hemácias. (Wikipédia, 2018)
Infelizmente não há forma de prevenção desta enfermidade, o ideal é que o paciente faça um tratamento da causa geradora da anemia hemolítica, para que este possa conviver com a enfermidade. Ademais, seguir uma dieta rica em ferro e vitaminas é essencial no tratamento da Anemia.

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