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<p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Unidade 1</p><p>Conceitos e Funções de Logística</p><p>Aula 1</p><p>Logística Integrada: Subprocessos Logísticos</p><p>Logística Integrada: Subprocessos Logísticos</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula exploraremos o conceito de logística, sua importância no cenário</p><p>atual e os subprocessos logísticos: suprimentos, produção, distribuição e logística reversa de</p><p>pós-uso e pós-consumo. Também será apresentada a diferença entre logística e cadeia de</p><p>suprimentos. Este conteúdo é fundamental para sua prática pro�ssional, pois a logística e�ciente</p><p>é a espinha dorsal de qualquer negócio bem-sucedido. Então, prepare-se para esta jornada de</p><p>conhecimento! Vamos lá!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Em algum momento, você já parou para pensar no fato de que todos</p><p>os produtos e mercadorias que utilizamos estão disponíveis para a nossa aquisição e consumo</p><p>graças a algum processo logístico? Essa percepção contribui em muito para que possamos</p><p>compreender a importância da logística para o nosso bem-estar.</p><p>Nesse sentido, o objetivo principal desta etapa de aprendizagem é apresentar a você os</p><p>conceitos de logística, como também quais são os subprocessos que integram a denominada</p><p>logística integrada. Além disso, esse importante momento de estudo também será essencial</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>para que você possa entender a diferença entre a logística propriamente dita e a cadeia de</p><p>suprimentos.</p><p>Para que possamos colocar em prática esses aprendizados, imagine a seguinte situação: você</p><p>atua junto aos gestores da empresa Sabor Supremo, uma fabricante de molhos e condimentos</p><p>que vem enfrentando diversos problemas no que se refere à falta dos insumos necessários para</p><p>atender à sua demanda produtiva e também em relação ao abastecimento de seus clientes,</p><p>sejam eles intermediários ou o consumidor �nal.</p><p>Desse modo, para que tais problemas fossem resolvidos, sugeriu-se que os gestores da empresa</p><p>elaborassem um mapeamento de toda a sua cadeia de suprimentos e delimitassem sua</p><p>sistemática de produção, a �m de que fosse possível, a partir dessa de�nição, adotar estratégias</p><p>que resultassem na eliminação dos contratempos.</p><p>Portanto, esta será a nossa missão: ajudar a empresa Sabor Supremo a mapear os dois</p><p>principais ingredientes da sua cadeia de suprimentos (o tomate e o azeite) e de�nir sua</p><p>sistemática de produção. Preparado? Então, vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Conceito de logística e a sua importância no cenário atual</p><p>A logística é um aspecto crítico da gestão de cadeias de suprimentos. Envolve o planejamento, a</p><p>execução e o controle do movimento e armazenamento e�ciente e econômico de mercadorias,</p><p>serviços e informações relacionadas. Essas atividades são desenvolvidas desde a origem até o</p><p>ponto de consumo, com o objetivo de atender às exigências dos clientes. Nesse contexto,</p><p>incluem-se funções como transporte, gestão de estoques, armazenagem, manuseio de materiais</p><p>e embalagem.</p><p>O termo “logística” tem origem no grego logistikos, que se refere à arte de calcular. No entanto, o</p><p>uso moderno desse vocábulo tem suas raízes no campo militar. Durante as guerras, a logística</p><p>envolvia o transporte, a alocação e a entrega e�ciente de tropas e suprimentos.</p><p>No século XIX, o termo começou a ser usado em um contexto empresarial. Com a Revolução</p><p>Industrial e o crescimento do comércio, tornou-se crucial gerenciar e�cientemente o �uxo de</p><p>mercadorias. Assim, a logística evoluiu para incluir a gestão de transporte, inventário,</p><p>armazenamento, manuseio de materiais e embalagem.</p><p>Historicamente, embora a palavra “logística” tenha começado a ser utilizada de forma mais</p><p>abrangente durante as guerras, voltando-se à movimentação de tropas e materiais, com o tempo</p><p>se transformou em um componente vital do comércio e da indústria. A era industrial trouxe</p><p>mudanças signi�cativas com a introdução de ferrovias, telegra�a e, posteriormente, caminhões e</p><p>aeronaves.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Contudo, foi a revolução digital e a globalização que transformaram drasticamente a logística</p><p>nas últimas décadas. A integração de sistemas de TI, automação, Internet das Coisas (IoT) e</p><p>Inteligência Arti�cial (IA) melhorou a e�ciência, velocidade e con�abilidade das operações</p><p>logísticas.</p><p>Por sua vez, o aumento das expectativas dos consumidores e, consequentemente, o nível de</p><p>exigência, impulsionado pelo e-commerce e pela instantaneidade da era digital, tem sido um</p><p>motor signi�cativo para a evolução da logística. Os consumidores modernos esperam entregas</p><p>rápidas, precisas e econômicas, o que forçou as empresas a inovarem e otimizarem suas</p><p>operações logísticas. Essas melhorias incluem o desenvolvimento de sistemas de entrega mais</p><p>rápidos, como drones e veículos autônomos, e a implementação de soluções de rastreamento e</p><p>previsão mais precisas.</p><p>Financeiramente, a logística é um componente crítico na redução de custos e no aumento da</p><p>e�ciência operacional das empresas. Uma logística e�ciente pode representar a diferença entre</p><p>lucro e prejuízo em muitos setores. No âmbito econômico, a logística é fundamental para o</p><p>comércio global, permitindo o �uxo adequado de bens entre países e continentes, o que é</p><p>essencial para a economia mundial.</p><p>Cabe salientar, ainda, que a logística e suas consequentes operações também contribuem para a</p><p>geração de uma grande variedade de empregos, os quais abrangem desde operações de</p><p>armazém até funções de alta tecnologia em análise de dados e gerenciamento de sistemas de</p><p>informação. Além disso, uma logística e�caz é fundamental para a satisfação do cliente, pois</p><p>exerce impacto direto sobre a experiência de compra, considerando fatores como disponibilidade</p><p>do produto, prazo de entrega e qualidade do serviço.</p><p>Em algum momento, você já parou para pensar no quanto as operações logísticas facilitam o</p><p>nosso dia a dia? É por isso que podemos a�rmar que essas operações cooperam</p><p>signi�cativamente para a melhoria do padrão de vida.</p><p>Elas permitem a disponibilidade de uma variedade mais ampla de produtos a preços mais</p><p>acessíveis, graças à e�ciência na movimentação de mercadorias. Vale destacar, ainda, que a</p><p>logística moderna viabiliza o acesso rápido a produtos essenciais, como medicamentos e</p><p>alimentos, que são indispensáveis para a saúde e o bem-estar da população. A logística também</p><p>desempenha um papel vital em emergências, como na iminência de desastres naturais, quando</p><p>uma resposta rápida e e�ciente pode ajudar a salvar vidas.</p><p>Desse modo, podemos a�rmar que o principal objetivo da logística é atender às necessidades</p><p>dos consumidores a partir de um sistema de trocas que favoreça e complemente o princípio da</p><p>vantagem competitiva para as organizações.</p><p>Novas exigências globais surgem, dentre elas a preocupação com o meio ambiente e a</p><p>responsabilidade social, tendo como fator de ordem a sustentabilidade. A qualidade, que abrange</p><p>o atendimento da parte técnica do produto, continua a mesma, mas atualmente também é</p><p>preciso considerar todos os serviços intangíveis vinculados ao produto.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A globalização deve ser entendida como um ponto forte nessa nova realidade, na qual a</p><p>facilidade para se adquirir um produto em qualquer parte do planeta possibilita uma maior</p><p>variedade de opções e escolhas. Nessa comercialização global, surgem novos países como</p><p>fortes fornecedores, com preços baixos e qualidade semelhante à dos concorrentes mais</p><p>conhecidos. O mercado agora dita as regras e, em muitas situações, até mesmo o valor de venda</p><p>dos produtos que as organizações produzem e comercializam.</p><p>Outro ponto a ser considerado diz respeito ao ciclo de vida dos produtos e serviços, o qual está</p><p>cada vez menor por causa das próprias exigências do mercado e da incorporação de</p><p>Qual o seu papel e importância no contexto</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>da logística? Para aprender mais detalhes sobre esse assunto, acesse os materiais sugeridos</p><p>para leitura a seguir.</p><p>Por que a colaboração entre os stakeholders é necessária em logística urbana? Este artigo</p><p>discute a importância da cooperação entre empresas que atuam diretamente com a operação</p><p>logística chamada de coopetição (cooperação + competição), para garantir melhores práticas em</p><p>termos operacionais, de sustentabilidade e de segurança para os cidadãos.</p><p>O papel dos stakeholders na sustentabilidade da empresa: este material analisa o contexto da</p><p>empresa Alfa e seus stakeholders, buscando formas de inferir que uma melhor gestão de</p><p>stakeholders pode repercutir positivamente no processo de sustentabilidade dessa organização.</p><p>O papel dos stakeholders na sustentabilidade da empresa: contribuições para construção de um</p><p>modelo de análise.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>LYRA, M. G.; GOMES, R. C.; JACOVINE, L. A. G. O papel dos stakeholders na sustentabilidade da</p><p>empresa: contribuições para construção de um modelo de análise. Revista de Administração</p><p>Contemporânea, Curitiba, v. 13, n. spe, p. 39-52, jun. 2009. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rac/a/Jr3r7FjzTFj9H7dH7Y53mNR/. Acesso em: 25 jan. 2024.</p><p>POR QUE a colaboração entre os stakeholders é necessária em logística urbana? Mundo</p><p>Logística, 31 jul. 2019. Disponível em: https://mundologistica.com.br/noticias/porque-a-</p><p>colaboracao-entre-os-stakeholders-e-necessaria-em-logistica-urbana. Acesso em: 25 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://mundologistica.com.br/noticias/porque-a-colaboracao-entre-os-stakeholders-e-necessaria-em-logistica-urbana</p><p>https://www.scielo.br/j/rac/a/Jr3r7FjzTFj9H7dH7Y53mNR/</p><p>https://www.scielo.br/j/rac/a/Jr3r7FjzTFj9H7dH7Y53mNR/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://www.scielo.br/j/rac/a/Jr3r7FjzTFj9H7dH7Y53mNR/</p><p>https://mundologistica.com.br/noticias/porque-a-colaboracao-entre-os-stakeholders-e-necessaria-em-logistica-urbana</p><p>https://mundologistica.com.br/noticias/porque-a-colaboracao-entre-os-stakeholders-e-necessaria-em-logistica-urbana</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Aula 5</p><p>Encerramento da Unidade</p><p>Videoaula de Encerramento</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula você retomará a análise dos conceitos e funções de logística,</p><p>atividades logísticas, técnicas e métodos aplicados à logística, e planejamento logístico. Esses</p><p>assuntos são essenciais para a sua prática pro�ssional, pois a logística e�ciente é a espinha</p><p>dorsal de qualquer negócio bem-sucedido. Além disso, gerenciar tais atividades é de</p><p>fundamental importância para o sucesso de qualquer organização. Então, prepare-se para esta</p><p>jornada de conhecimento! Vamos lá!</p><p>Ponto de Chegada</p><p>Olá, estudante! Para desenvolver a competência associada a esta unidade de aprendizagem, que</p><p>é “Compreender os conceitos e de�nições acerca da logística e sua importância no cenário atual,</p><p>bem como identi�car e entender os subprocessos logísticos e a forma com que eles se</p><p>interconectam e contribuem para a efetividade das operações e a e�ciência geral de uma</p><p>organização”, você deverá, antes de tudo, conhecer os conceitos fundamentais e funções</p><p>relacionados à logística.</p><p>Em seguida, você deverá investigar a logística integrada e seus subprocessos, entendendo como</p><p>a logística agrega valor e contribui para a cadeia de valor. Também é interessante assimilar a</p><p>importância da qualidade na logística e as diversas atividades logísticas, como transporte,</p><p>armazenagem, movimentação e gestão de estoques.</p><p>Vale destacar, ainda, que você precisará se familiarizar com as técnicas e métodos aplicados à</p><p>logística, como Logística Lean, Just in Time, Kanban e método SIPOC, além de compreender a</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>importância da embalagem, unitização, outsourcing e aplicação da tecnologia de informação na</p><p>logística.</p><p>Por �m, você deverá aprofundar seus conhecimentos sobre o planejamento logístico, entendendo</p><p>o nível de serviço logístico, a medição de desempenho e os custos logísticos.</p><p>É Hora de Praticar!</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Uma empresa de médio porte no setor de eletrônicos busca otimizar sua cadeia de suprimentos</p><p>e operações logísticas. Essa instituição vem enfrentando problemas como atrasos na entrega,</p><p>custos elevados de transporte e armazenamento, e ine�ciências no gerenciamento de estoques.</p><p>Questões norteadoras:</p><p>Como a logística integrada pode melhorar a e�ciência operacional da empresa?</p><p>De que maneira a qualidade na logística interfere no valor percebido pelo cliente?</p><p>Quais estratégias de gestão de estoques e tecnologias de informação podem ser aplicadas</p><p>para otimizar o planejamento logístico?</p><p>Para que você possa solidi�car seu entendimento sobre os assuntos estudados nesta etapa de</p><p>aprendizagem, considere as seguintes perguntas:</p><p>Como a compreensão dos conceitos e funções de logística pode impactar a e�ciência de uma</p><p>organização?</p><p>De que maneira a tecnologia de informação aplicada à logística pode otimizar os processos</p><p>logísticos?</p><p>Como o planejamento logístico contribui para a efetividade das operações de uma organização?</p><p>1. Aplicação da logística integrada</p><p>A logística integrada envolve a coordenação e�caz dos subprocessos logísticos – transporte,</p><p>armazenagem, movimentação e gestão de estoques. Ao adotar uma abordagem integrada, a</p><p>empresa pode melhorar a sincronização entre esses elementos, reduzindo atrasos e custos. A</p><p>implementação do conceito de Logística Lean, especialmente por meio de práticas como Just in</p><p>Time e Kanban, pode minimizar desperdícios e melhorar o �uxo de materiais.</p><p>2. Qualidade na logística e valor ao cliente</p><p>A qualidade nos processos logísticos é diretamente proporcional ao valor percebido pelos</p><p>clientes. Ao garantir entregas pontuais e seguras, a empresa aumenta a satisfação do</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>consumidor. Isso pode ser alcançado por meio da melhoria contínua dos processos e da</p><p>implementação de medidas de controle de qualidade rigorosas em todas as fases da logística.</p><p>3. Estratégias de gestão de estoques e tecnologia da informação</p><p>A adoção de técnicas avançadas de gestão de estoques, como o método SIPOC (Suppliers,</p><p>Inputs, Process, Outputs and Customers), permite obter uma visão mais clara do �uxo de</p><p>materiais e a identi�cação de pontos de melhoria. Além disso, o uso de tecnologias de</p><p>informação, como sistemas de gestão de armazéns (WMS) e planejamento de recursos</p><p>empresariais (ERP), pode trazer transparência e e�ciência ao planejamento logístico.</p><p>Outras perspectivas e re�exões</p><p>Embora essa abordagem centralize-se na</p><p>integração dos processos e na qualidade do serviço,</p><p>existem outras perspectivas a serem exploradas, como a sustentabilidade na logística e a</p><p>adaptação a cenários de incerteza econômica. Convido você a re�etir sobre essas e outras</p><p>possíveis estratégias que poderiam ser aplicadas ao contexto analisado para aprimorar ainda</p><p>mais a e�cácia da cadeia de suprimentos da empresa.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>,</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Unidade 2</p><p>Atividades Logísticas</p><p>Aula 1</p><p>Transporte</p><p>Transportes</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula exploraremos uma das atividades de maior importância para o</p><p>contexto logístico: as operações de transporte. Nesse contexto, trataremos de conceitos</p><p>fundamentais e investigaremos os diversos tipos de modais de transportes. Você aprenderá</p><p>estratégias e�cazes para a otimização do transporte, uma habilidade fundamental para melhorar</p><p>a e�ciência e a sustentabilidade em sua prática pro�ssional. Este conhecimento é essencial para</p><p>quem busca excelência e inovação no campo da logística e gestão de cadeias de suprimentos.</p><p>Prepare-se para uma jornada enriquecedora de aprendizagem!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Você sabia que o transporte é uma das atividades mais críticas dentre</p><p>todas as operações logísticas? Por isso tal atividade deve ser criteriosamente gerida, a �m de</p><p>que possa contribuir para o atingimento dos objetivos organizacionais, tanto no que se refere à</p><p>entrega de um elevado nível de serviço e qualidade quanto em termos de lucratividade e</p><p>competitividade.</p><p>Considerando esse contexto, esta aula tem o objetivo principal de apresentar a você os conceitos</p><p>fundamentais relacionados aos procedimentos de transportes, bem como as particularidades</p><p>inerentes a cada um dos tipos de modais disponíveis. Por �m, também conheceremos algumas</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>estratégias que são comumente utilizadas pelas organizações contemporâneas para otimizar</p><p>seus processos de transportes.</p><p>Para que possamos colocar em prática esses aprendizados, imagine a seguinte situação: você</p><p>atua junto aos gestores de uma empresa de manufatura, a qual integra um mercado altamente</p><p>competitivo e globalizado, que enfrenta desa�os signi�cativos em suas operações de transporte.</p><p>Isso vem afetando negativamente sua e�ciência operacional, custos logísticos e satisfação do</p><p>cliente.</p><p>A empresa utiliza predominantemente o transporte rodoviário para distribuir seus produtos</p><p>acabados a varejistas em todo o território nacional. No entanto, tem enfrentado problemas como</p><p>atrasos frequentes nas entregas, altos custos de frete em função do estado precário das</p><p>rodovias e dos roubos de carga, além de impactos ambientais negativos por causa das emissões</p><p>de CO2. Esses empecilhos têm interferido diretamente nos níveis de serviço ao cliente e na</p><p>lucratividade da empresa.</p><p>Diante disso, quais estratégias podem ser implementadas pela empresa a �m de solucionar</p><p>esses problemas?</p><p>E então, preparado? Vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Operações de transporte: conceitos fundamentais</p><p>No cenário empresarial atual, caracterizado por mercados globalizados e altamente</p><p>competitivos, a logística e, em particular, as operações de transporte assumem um papel</p><p>estratégico na determinação do sucesso organizacional. O transporte é um dos principais</p><p>componentes da logística empresarial, afetando diretamente a e�ciência da cadeia de</p><p>suprimentos, os níveis de serviço ao cliente, os custos operacionais e, por consequência, a</p><p>lucratividade das empresas.</p><p>O transporte de materiais, sejam eles matérias-primas, produtos em processamento ou produtos</p><p>acabados, e as operações de transportes inerentes à logística reversa sempre receberam grande</p><p>atenção por parte dos gestores organizacionais e pro�ssionais da logística, não apenas em</p><p>decorrência da sua relevância para os níveis de e�ciência em transporte, mas também por serem</p><p>elementos decisivos para os índices de produtividade, de qualidade, de segurança, para os</p><p>custos da operação logística e, consequentemente, para que a empresa disponha de vantagem</p><p>competitiva frente ao mercado em que atua.</p><p>A e�ciência nas operações de transporte pode ser entendida como a capacidade de minimizar os</p><p>custos e otimizar os tempos de entrega, mantendo ou melhorando os níveis de serviço.</p><p>Empresas que conseguem excelência em suas operações de transporte podem reduzir</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>signi�cativamente seus custos logísticos, oferecendo preços mais competitivos ao mercado ou</p><p>aprimorando suas margens de lucro.</p><p>Além disso, a e�ciência em transporte permite uma maior �exibilidade e agilidade nas respostas</p><p>às demandas do mercado, características cada vez mais valorizadas em um ambiente de</p><p>negócios que exige rapidez e personalização. Essa capacidade de resposta rápida pode ser um</p><p>diferencial importante, contribuindo para a construção de uma vantagem competitiva</p><p>sustentável.</p><p>As atividades de transporte de materiais fazem parte do conjunto de operações da função de</p><p>movimentação e têm como objetivo principal garantir que o serviço de transporte seja realizado</p><p>de modo e�ciente e e�caz. Para organizar um sistema de transporte, é preciso ter uma visão</p><p>sistêmica, que envolve planejamento. Nesse caso, torna-se crucial conhecer os seguintes</p><p>fatores:</p><p>Os �uxos de materiais nas diversas ligações da rede logística.</p><p>O nível de serviço atual.</p><p>O nível de serviço desejado.</p><p>As características ou parâmetros sobre a composição da carga.</p><p>Os tipos de equipamentos disponíveis e suas características (capacidade, fabricante, etc.).</p><p>Dessa forma, os transportes estão integrados aos processos de produção, distribuição e</p><p>consumo das organizações. Para promover essa vinculação, os sistemas de transporte são</p><p>pensados como uma parte integrante da cadeia de suprimentos e submetem-se aos objetivos de</p><p>otimização de processos logísticos a um custo reduzido.</p><p>Nos últimos anos, para a geração de altos níveis de e�ciência dos transportes, foram</p><p>incorporados aspectos que respondem à era da globalização, como maior sensibilidade ao</p><p>tempo gasto nas operações de embarque e desembarque, maior con�abilidade nas redes de</p><p>comunicação e de computadores, velocidade nos movimentos e nas transações, e padronização</p><p>de equipamentos e procedimentos. Assim, o gerenciamento das atividades de transporte não</p><p>pode ser executado como um elemento isolado, mas como parte integrante do processo</p><p>produtivo e logístico de uma empresa.</p><p>No aspecto qualitativo, os sistemas de transporte devem disponibilizar serviços que superem as</p><p>expectativas dos clientes. Além de ser um diferencial competitivo, o aprimoramento da qualidade</p><p>no transporte pode ser revertido em redução do custo do produto �nal, bem como em diminuição</p><p>dos custos</p><p>de transação ou das perdas, por exemplo.</p><p>Vale destacar, ainda, que o transporte tem sua relevância associada não apenas à participação</p><p>na composição do produto interno bruto (PIB) de um país, mas também à crescente in�uência</p><p>que a transferência, coleta e distribuição de carga têm no desempenho dos segmentos</p><p>econômicos, produtivos e no bem-estar da sociedade. Diversos estudos e pesquisas apontam</p><p>que os gastos com transporte podem representar algo em torno de 6,8% do PIB de um país como</p><p>o Brasil.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>No que se refere ao objetivo principal do transporte de cargas, pode-se seguramente a�rmar que</p><p>consiste na movimentação de bens para atender às necessidades dos clientes sob custos</p><p>economicamente viáveis. Desse modo, para que cumpram esse objetivo, impreterivelmente as</p><p>operações de transportes devem também cumprir a sua missão, que é garantir a e�ciência no</p><p>escoamento das produções de bens de consumo, contribuindo para o crescimento econômico</p><p>das organizações e da sociedade.</p><p>Nesse contexto, a principal decisão relativa ao transporte de cargas, tanto no âmbito das</p><p>políticas públicas de investimento em infraestrutura quanto no aspecto gerencial de empresas</p><p>privadas e estatais, é a escolha do tipo ou modal de transporte dentre as cinco opções possíveis:</p><p>rodoviário, ferroviário, aéreo, aquaviário e dutoviário. Cada alternativa possui estrutura de custos</p><p>e características operacionais especí�cas que a tornam mais adequada para determinados tipos</p><p>de produtos e operações.</p><p>Tipos de modais de transportes</p><p>O transporte rodoviário é o mais utilizado no território nacional, sendo responsável por</p><p>aproximadamente 62% da distribuição de insumos e produtos industrializados em todo o país.</p><p>Entretanto, algumas rodovias ainda apresentam um péssimo estado de conservação, o que,</p><p>consequentemente, aumenta de forma considerável o custo logístico do modal rodoviário.</p><p>Outro ponto a ser destacado é o roubo de cargas, pois, de acordo com a Federação Nacional de</p><p>Seguros Gerais (FenSeg), esse tipo de infração apresentou um constante crescimento nos</p><p>últimos anos.</p><p>Por ser um modal com maior velocidade e planejamento de rota �exível, é recomendado para o</p><p>transporte à curta distância de produtos acabados, com alto valor agregado. Além dessas</p><p>características, é possível ressaltar algumas vantagens e desvantagens do modal rodoviário,</p><p>como mostra o Quadro 1, a seguir.</p><p>Vantagens Desvantagens</p><p>Acessibilidade, pois consegue chegar a</p><p>quase todos os lugares do território</p><p>brasileiro.</p><p>Maior investimento do governo na</p><p>infraestrutura das rodovias, em comparação</p><p>aos outros modais.</p><p>Flexibilidade para organizar a rota.</p><p>Alto custo de frete por causa do impacto</p><p>direto que pedágios e o alto valor do</p><p>combustível exercem.</p><p>Facilidade para contratar ou organizar o</p><p>transporte.</p><p>Maiores chances de extravio de carga por</p><p>roubos e acidentes.</p><p>Maior possibilidade de controle no tempo de</p><p>entrega con�ável.</p><p>Muito poluente, com forte impacto</p><p>ambiental.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Integração de todos os estados brasileiros. Baixa capacidade de carga, com limitação</p><p>de volume e peso.</p><p>Quadro 1 | Vantagens e desvantagens do modal rodoviário. Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Em 2022, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que 62,1% das principais</p><p>rodovias do país apresentam problemas. A pesquisa avaliou 98.475 quilômetros (48,4% de todas</p><p>as vias asfaltadas no Brasil) de estradas federais e estaduais, sob administração pública ou</p><p>concessão (setor privado).</p><p>O estudo identi�cou que há uma diferença substancial entre as rodovias que estão sob os</p><p>cuidados do governo federal e as que estão sob os cuidados do setor privado, uma vez que, no</p><p>que se refere às vias sob concessão, os resultados indicaram que 48% são consideradas ótimas,</p><p>38,9% boas, 12% regulares e apenas 1,1% são vistas como vias ruins.</p><p>Já nas rodovias sob gestão pública (federal ou estadual), somente 5,6% foram consideradas</p><p>ótimas, 28,2% boas, 34,25% regulares, 21,5% ruins, e os que classi�caram as vias como péssimas</p><p>somaram 10,5%.</p><p>Por sua vez, o modal ferroviário, quando comparado com o rodoviário, é mais e�caz para</p><p>transportar cargas de baixo valor agregado e grandes volumes, como commodities. O modal</p><p>ferroviário também se mostra mais apropriado para o transporte de mercadorias em longas</p><p>distâncias, além de poder ser adaptado para transportar outros tipos de carga, como automóveis.</p><p>Contudo, a movimentação de cargas pelas ferrovias no Brasil é baixa e direcionada a apenas</p><p>alguns produtos, com destaque para o minério de ferro. A falta de integração da malha ferroviária</p><p>com os portos e os principais centros consumidores deve ser sinalizada como ponto negativo e</p><p>com grande in�uência para a baixa movimentação de cargas.</p><p>Além dessas características, é possível apontar algumas vantagens e desvantagens do modal</p><p>ferroviário, como indica o Quadro 2, a seguir.</p><p>Vantagens Desvantagens</p><p>Baixo custo, porque tem pouca incidência</p><p>de taxas e utiliza combustíveis mais</p><p>baratos.</p><p>Baixa velocidade com que os trens trafegam</p><p>nas vias férreas.</p><p>Grande capacidade de carga. Rotas �xas e inalteráveis.</p><p>Menor risco de acidentes e maior segurança</p><p>no transporte da carga.</p><p>Necessita de outros modais para �nalizar o</p><p>processo de transporte.</p><p>Quadro 2 | Vantagens e desvantagens do modal ferroviário. Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>O modal aquaviário é aquele em que se utiliza o meio aquático, natural ou arti�cial, para a</p><p>movimentação de cargas ou passageiros. Entretanto, a participação desse modal na matriz de</p><p>transportes brasileira é restringida por várias razões, o que exige o uso de outro modal de</p><p>transporte, de forma combinada, ou seja, por meio da intermodalidade ou multimodalidade.</p><p>Além disso, o transporte aquático é, na maior parte dos casos, mais lento que o modal</p><p>ferroviário. Porém os custos de danos e perdas do transporte aquático são considerados baixos</p><p>quando comparados aos de outros modais, pois não é dada maior importância a danos físicos</p><p>em mercadorias de baixo valor, e as perdas decorrentes de atrasos não são grandes</p><p>(compradores costumam manter grandes inventários). Queixas envolvendo o transporte de</p><p>mercadorias de alto valor, como no caso do transporte oceânico, podem abranger valores</p><p>elevados, mas a ocorrência desse tipo de situação é bastante baixa.</p><p>Nesse sentido, cabe destacar que o modal aquaviário tem potencial para ser um dos meios mais</p><p>importantes para a logística nacional. Contudo, a infraestrutura precária e a falta de</p><p>investimentos contribuem negativamente para que o Brasil não consiga explorar todo o seu</p><p>potencial aquaviário. Para se ter uma ideia da relevância desse modal, atualmente o transporte</p><p>aquaviário de cargas corresponde a 13,6% de toda a carga que é transportada no Brasil.</p><p>O modelo de transporte aquaviário pode ser subdividido em três formas, como indica o Quadro 3,</p><p>a seguir.</p><p>Modal aquaviário</p><p>Fluvial ou hidroviário</p><p>Utilizando as</p><p>hidrovias e rios</p><p>navegáveis.</p><p>Lacustre Transporte que se dá</p><p>por meio de lagos.</p><p>Marítimo</p><p>Longa distância</p><p>Transporte no mar</p><p>entre diferentes</p><p>países e/ou</p><p>continentes.</p><p>Cabotagem</p><p>Navegação entre</p><p>portos de um mesmo</p><p>país ou a distâncias</p><p>pequenas, dentro das</p><p>águas costeiras.</p><p>Quadro 3 | Modal aquaviário.Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Dando continuidade às especi�cidades inerentes aos modais de transportes, o modal aéreo,</p><p>embora possua o maior valor de frete dentre todos os modais disponíveis, tem tido uma</p><p>demanda crescente no segmento de cargas com serviço regular.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A vantagem do modal aéreo reside em sua velocidade sem paralelo, principalmente para longas</p><p>distâncias. A disponibilidade e a con�abilidade do serviço aéreo podem ser consideradas boas</p><p>sob condições normais de operação, e a variabilidade do tempo de entrega é baixa em termos</p><p>absolutos, apesar de o tráfego aéreo ser muito sensível a falhas mecânicas, condições</p><p>meteorológicas e congestionamentos. Ao comparar sua variabilidade com seu tempo médio de</p><p>entrega, a situação se inverte, pois o</p><p>modal aéreo se apresenta como um dos menos con�áveis.</p><p>Entretanto, a capacidade do transporte aéreo foi sempre limitada pelas dimensões físicas dos</p><p>porões e pela capacidade de carga dos aviões. Essas restrições passam a ser amenizadas à</p><p>medida que aeronaves maiores entram em serviço. O transporte aéreo é vantajoso em termos de</p><p>perdas e danos.</p><p>Nesse contexto, para se medir a qualidade do serviço oferecido pelos diferentes modais de</p><p>transporte, normalmente avaliam-se cinco dimensões principais: tempo de entrega médio</p><p>(velocidade), variabilidade do tempo de entrega (consistência), capacidade de movimentação,</p><p>disponibilidade e frequência, como pode ser observado na Figura 1, a seguir.</p><p>Figura 1 | Comparativo entre modais. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Durante a escolha do modal, ainda existe a possibilidade de optar por mais de um tipo de</p><p>transporte, a �m de que se possa buscar uma melhor �exibilidade e adequação ao produto e/ou</p><p>processo. É essa abordagem que denominamos multimodalidade e intermodalidade.</p><p>As duas estratégias, isto é, tanto a intermodalidade quanto a multimodalidade, consistem na</p><p>utilização de mais de um tipo de modal para o transporte de uma determinada mercadoria. O que</p><p>as difere é que na intermodalidade a emissão de documentos de transporte é independente. Ou</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>seja, para cada modal de transporte usado, emite-se um conhecimento de transporte. Já na</p><p>multimodalidade, emite-se apenas um conhecimento ou documento de transporte, que</p><p>acompanhará a mercadoria até o seu destino. Tal documento é emitido pelo operador de</p><p>transporte multimodal (OTM).</p><p>Siga em Frente...</p><p>Estratégias para a otimização do transporte</p><p>Em relação ao aspecto qualitativo, os sistemas de transporte devem disponibilizar serviços que</p><p>superem as expectativas dos clientes. Além de ser um diferencial competitivo, o aprimoramento</p><p>da qualidade no transporte pode ser revertido em redução do custo do produto �nal, bem como</p><p>em diminuição dos custos de transação ou das perdas, por exemplo. Entretanto, há uma série de</p><p>fatores que comprometem o funcionamento adequado desse sistema.</p><p>Dentre os principais problemas existentes na gestão de transporte de carga, podem-se destacar</p><p>a demora na entrega de produtos, itens com defeitos gerados pelo mau acondicionamento da</p><p>carga e o atraso no processo de expedição. Além disso, é possível apontar complicações nas</p><p>estruturas para o escoamento da produção, como falta de rodovias com excelentes níveis de</p><p>qualidade, falta de área de descanso para motoristas, frete baixo, risco iminente de roubos e</p><p>assaltos, etc.</p><p>De modo geral, há uma gama de fatores que provocam direta e indiretamente a falha de todo o</p><p>processo logístico da atividade de transporte. Uma das possibilidades mais viáveis para</p><p>minimizar o impacto desses problemas é a roteirização de transportes.</p><p>A roteirização de transportes é um conjunto de métodos para estabelecer a melhor sequência de</p><p>entrega e coleta de produtos.</p><p>Outra estratégia plausível é a utilização da metodologia milk run. Nesse processo, os caminhões</p><p>de entrega percorrem apenas um único trajeto diário, encaixando no início dessa rota os diversos</p><p>fornecedores e, no �nal, os clientes.</p><p>O milk run é entendido como um trabalho em conjunto entre o cliente e o fornecedor, com</p><p>atividades coordenadas pela área de logística. Nessa abordagem, todo mundo ganha! O cliente</p><p>possui um serviço programado, e os fornecedores mantêm e gerenciam estoques</p><p>estrategicamente.</p><p>Por �m, outra estratégia adotada para otimizar as operações de transportes é o outsourcing, ou</p><p>seja, a desverticalização das operações de transporte. Funciona assim: imagine uma empresa</p><p>que eventualmente não possua grande experiência em operações de transporte, ou que, para se</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>tornar mais e�ciente, precise aumentar sua frota. Nas duas situações, os gestores podem optar</p><p>pela contratação de uma empresa terceirizada, isto é, de um prestador de serviços logísticos.</p><p>Isso permite a�rmar que a empresa descentralizará um centro de custo interno que vem lhe</p><p>causando problemas (atrasos, avarias e insatisfação dos clientes) e o transformará em um</p><p>centro de custo externo, por meio da utilização de serviços de empresas que possuam mais</p><p>expertise nesse modelo de operação.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Para solucionar os problemas apresentados no nosso estudo de caso, você</p><p>pode considerar as seguintes estratégias:</p><p>Estratégia multimodal: para superar os desa�os, a empresa decide implementar uma</p><p>estratégia de transporte multimodal, combinando diferentes modais de transporte</p><p>(rodoviário, ferroviário e aquaviário) para otimizar a e�ciência logística. Essa abordagem</p><p>permite explorar as vantagens de cada modal, como o custo mais baixo e a capacidade de</p><p>carga do transporte ferroviário para longas distâncias, e a �exibilidade e acessibilidade do</p><p>transporte rodoviário para entregas �nais.</p><p>Otimização de rotas e roteirização: a empresa investe em tecnologias avançadas para a</p><p>roteirização de transportes, utilizando um software de gestão logística para estabelecer as</p><p>melhores sequências de entrega e coleta de produtos. Isso minimiza os tempos de viagem,</p><p>reduz o risco de atrasos e otimiza o uso de recursos.</p><p>Parcerias com prestadores de serviços logísticos: para aumentar a e�ciência e reduzir os</p><p>custos, a empresa opta por fazer o outsourcing de parte de suas operações de transporte</p><p>para empresas terceirizadas especializadas. Tal medida permite acessar uma frota</p><p>diversi�cada e adaptada às necessidades singulares dos diferentes tipos de cargas e</p><p>destinos, além de aproveitar a expertise dessas empresas na gestão de riscos, como o</p><p>roubo de cargas.</p><p>Implementação do conceito de milk run: para otimizar ainda mais a coleta e entrega de</p><p>produtos, a empresa adota a metodologia milk run, especialmente para gerenciar a coleta</p><p>de matérias-primas de seus fornecedores. Isso reduz a necessidade de manter grandes</p><p>estoques, diminui os custos de transporte e melhora a e�ciência do processo de</p><p>suprimento.</p><p>Investimento em sustentabilidade: reconhecendo a importância de minimizar o impacto</p><p>ambiental de suas operações, a empresa deseja incorporar veículos mais e�cientes e com</p><p>menores emissões de CO2, além de priorizar modais de transporte com menor impacto</p><p>ambiental, como o ferroviário e o aquaviário, quando possível.</p><p>Com a implementação dessas estratégias, espera-se que a empresa melhore signi�cativamente</p><p>a e�ciência de suas operações de transporte, reduza os custos logísticos e minimize o impacto</p><p>ambiental.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Além disso, a adoção de uma abordagem multimodal e a parceria com prestadores de serviços</p><p>logísticos especializados devem contribuir para um melhor nível de serviço ao cliente,</p><p>aumentando a satisfação e a lealdade dos consumidores. Essas melhorias posicionarão a</p><p>empresa de maneira mais competitiva no mercado, cooperando para sua lucratividade e</p><p>crescimento sustentável.</p><p>Saiba mais</p><p>Você já ouviu falar sobre uma estratégia de transporte de mercadorias chamada transit point?</p><p>Essa metodologia envolve o transporte de produtos do fornecedor ou fabricante diretamente</p><p>para o varejista ou cliente, com tempo mínimo de armazenamento. Em outras palavras, um</p><p>“ponto de trânsito” é um local onde as mercadorias são recebidas, reagrupadas e enviadas sem</p><p>que sejam armazenadas por um longo período. Para que você possa compreender melhor o</p><p>funcionamento desse sistema, acesse o vídeo sugerido a seguir.</p><p>O QUE é transit point? como funciona?</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.</p><p>Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>O QUE é transit point? como funciona? [S. l.]: Ser Logístico, 8 fev. 2021. 1 vídeo (8min10s).</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?=MbVleJyntV8. Acesso em: 3 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=MbVleJyntV8</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=MbVleJyntV8</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Aula 2</p><p>Armazenagem</p><p>Armazenagem</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Bem-vindo a esta videoaula em que investigaremos a armazenagem e seus</p><p>consequentes processos e �uxos. Este conteúdo demonstrará como essa importante atividade</p><p>logística é uma área dinâmica, que desa�a constantemente os pro�ssionais a inovarem e se</p><p>adaptarem a novas tecnologias e metodologias. Seja na busca pela e�ciência operacional, na</p><p>redução de custos ou na melhoria da satisfação do cliente, os conhecimentos adquiridos nesta</p><p>etapa de aprendizagem serão ferramentas valiosas em seu arsenal pro�ssional. Encorajo você a</p><p>se engajar ativamente nesta videoaula, entendendo como esses princípios podem ser aplicados</p><p>a diferentes contextos e setores. Vamos juntos descobrir o impacto transformador que uma</p><p>gestão de armazenagem e�caz pode ter sobre o mundo dos negócios.</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Você, em algum momento, já parou para pensar em como a armazenagem</p><p>interfere diretamente no desempenho logístico e na satisfação do cliente? Como podemos</p><p>otimizar o uso do espaço disponível? De que maneira os diferentes tipos de armazéns</p><p>in�uenciam a e�ciência dos processos logísticos? Como os �uxos de armazenagem podem ser</p><p>organizados para maximizar a produtividade e minimizar os riscos? Nunca re�etiu sobre essas</p><p>questões?</p><p>Então, seja bem-vindo a uma aula essencial para o seu processo de aprendizagem, a qual</p><p>abordará temas fundamentais na área de armazenagem. Nesta etapa de estudos, vamos</p><p>aprofundar nosso entendimento sobre os conceitos básicos de armazenagem, explorar os</p><p>objetivos que orientam a organização dos armazéns, os diferentes tipos de armazéns</p><p>disponíveis, o �uxo e os processos inerentes à armazenagem, além das estruturas físicas que</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>suportam essas operações. Compreender esses elementos é crucial para qualquer pro�ssional</p><p>que busca excelência na gestão de operações logísticas, pois armazenagem não é apenas sobre</p><p>guardar produtos; é sobre otimizar espaços e processos para alcançar e�ciência, segurança e</p><p>redução de custos.</p><p>Para que você possa colocar em prática esses aprendizados, imagine a seguinte situação: você</p><p>auxiliará os proprietários de uma empresa de fabricação de eletrodomésticos que atualmente</p><p>enfrenta desa�os signi�cativos na gestão de seu inventário e na e�ciência de suas operações de</p><p>armazenagem.</p><p>Contando com uma ampla gama de produtos, os quais incluem itens de alta demanda e outros</p><p>com demanda sazonal, a empresa luta para manter níveis de estoque adequados, sem incorrer</p><p>em custos excessivos de armazenagem.</p><p>Além disso, a localização geográ�ca de seus fornecedores e a variação no lead time de entrega</p><p>complicam ainda mais a tarefa de alinhar o suprimento com a demanda de maneira e�ciente.</p><p>Como resultado, a empresa frequentemente lida com problemas relativos ao excesso de estoque</p><p>de alguns itens, enquanto outros produtos �cam em falta, o que afeta a satisfação do cliente e a</p><p>e�ciência operacional.</p><p>Como podemos resolver essas complicações? Quais estratégias podem ser sugeridas aos</p><p>gestores para que tais desa�os sejam solucionados?</p><p>E então, preparado? Vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Armazenagem: conceitos fundamentais</p><p>Olá! Você sabia que muitas organizações estão buscando a eliminação da operação de</p><p>armazenagem por meio da aplicação da prática do Just in Time (JIT), alinhando as necessidades</p><p>da empresa, a demanda em tempo e a quantidade? Contudo, nem sempre é possível trabalhar</p><p>com essa estratégia por causa de algumas questões relativas a processos, produtos,</p><p>fornecedores, localizações, lead time, entre outros fatores.</p><p>As operações de armazenagem são fundamentais para o sucesso das empresas, especialmente</p><p>aquelas que dependem de uma cadeia de suprimentos e�ciente para movimentar produtos</p><p>desde o fabricante até o consumidor �nal. A importância dessas operações pode ser observada</p><p>em várias dimensões, incluindo a e�ciência operacional, a satisfação do cliente, a gestão de</p><p>estoques e a capacidade de resposta às �utuações do mercado.</p><p>Nesse contexto, as organizações se utilizam desse processo com o objetivo de atender às</p><p>necessidades dos clientes. Desse modo, pode-se a�rmar que a armazenagem é uma estratégia</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>adotada pelas empresas para que possam satisfazer e entregar o nível de serviço de�nido junto</p><p>ao seu mercado.</p><p>Porém, em um primeiro momento, é fundamental considerar que armazenagem é diferente de</p><p>estocagem. Qual a diferença entre esses conceitos?</p><p>A armazenagem inclui todas as atividades de um ponto destinado à guarda temporária e à</p><p>distribuição de materiais. Como exemplo, podemos citar o arroz e o feijão que compramos no</p><p>mercado e mantemos na despensa ou no armário da cozinha de nossa casa. Depois de concluir</p><p>suas compras, você provavelmente veri�cará o produto, decidirá onde guardá-lo e como será</p><p>acondicionado (na própria embalagem ou em um pote), e o levará ao local de guarda até o</p><p>momento de sua utilização, sempre controlando a quantidade usada para que não falte na hora</p><p>desejada. Todo esse processo faz parte da armazenagem.</p><p>Já a estocagem consiste na guarda física dos produtos ou materiais. Ou seja, a estocagem é</p><p>uma parte da armazenagem. Considerando o exemplo do arroz e feijão, esse processo é a</p><p>guarda física (literalmente) do produto na despensa ou no armário da cozinha.</p><p>De outro modo, podemos de�nir a armazenagem de forma genérica e ampla, de maneira que</p><p>inclua todas as atividades de um ponto destinado à guarda temporária e à distribuição de</p><p>materiais (depósitos, centros de distribuição, etc.). A estocagem, por sua vez, pode ser entendida</p><p>como uma das atividades do �uxo de materiais no armazém e no ponto destinado à alocação</p><p>estática dos materiais. Dentro de um armazém, podem existir vários pontos de estocagem.</p><p>A armazenagem serve de apoio ao desempenho das atividades primárias da logística,</p><p>abrangendo a administração dos espaços necessários para manter os materiais estocados, os</p><p>quais podem ser representados tanto pela própria fábrica quanto por locais externos (centros de</p><p>distribuição).</p><p>Essa prática também envolve aspectos como localização, dimensionamento, arranjo físico,</p><p>equipamentos e pessoal especializado, recuperação de estoque, projeto de docas ou baías de</p><p>atracação, embalagens, manuseio, necessidade de recursos �nanceiros e humanos, entre outros</p><p>elementos.</p><p>Objetivos da armazenagem e tipos de armazéns</p><p>Outro fator importante a ser considerado é o tipo de serviço ofertado, ou seja, a qual objetivo se</p><p>destina o armazém, uma vez que essa informação orientará as estratégias de gestão do espaço</p><p>de armazenagem e ajudará a de�nir quais equipamentos, estruturas e mão de obra serão</p><p>necessários. Nesse contexto, os tipos de serviços, ou objetivos, a serem entregues pelos</p><p>depósitos, ou armazéns, aos usuários são os seguintes:</p><p>Abrigo de produto: armazéns providenciam proteção para as mercadorias, além de longas</p><p>listas de serviços associados, como manutenção dos registros</p><p>(inventário), rotação</p><p>de estoques e reparos.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Consolidação: se as mercadorias são originárias de diversas fontes (locais diferentes), a</p><p>empresa pode economizar no transporte caso as entregas sejam agregadas/consolidadas.</p><p>Transferência e transbordo: signi�ca desagregar ou fracionar quantidades transferidas em</p><p>grandes volumes para as quantidades menores demandadas pelo cliente. Essa atividade é</p><p>oposta à consolidação.</p><p>Agrupamento: um uso especializado para depósitos é o agrupamento de itens por produto.</p><p>Compreender os objetivos que os armazéns se destinam a cumprir é de fundamental</p><p>importância, uma vez que alguns depósitos prestam apenas um ou outro tipo de serviço. Já</p><p>alguns se dedicam a fornecer todos os serviços relacionados anteriormente. Entender quais</p><p>objetivos devem ser satisfeitos é essencial tanto para o planejamento de toda a estrutura quanto</p><p>para a sua gestão.</p><p>Diante desse cenário, é preciso evidenciar, ainda, que existem cinco tipos básicos de armazéns,</p><p>os quais são classi�cados em função dos produtos que abrigam da seguinte maneira:</p><p>Armazéns de commodities: especializam-se no manuseio e na armazenagem de produtos-</p><p>padrão (commodities), como madeira, algodão, tabaco, etc.</p><p>Armazéns para granéis: concentram-se no manuseio e na armazenagem de produtos</p><p>granelizados, como produtos químicos, xaropes, etc.</p><p>Armazéns frigori�cados: são depósitos refrigerados. Servem para guardar perecíveis, como</p><p>frutas, vegetais, comidas refrigeradas e/ou congeladas, além de alguns produtos químicos</p><p>e farmacêuticos.</p><p>Armazéns para utilidades domésticas e mobiliários: seus principais clientes são empresas</p><p>que distribuem miudezas de uso caseiro, e não os fabricantes de móveis.</p><p>Armazéns de mercadorias em geral: acomodam um amplo leque de itens, não exigindo</p><p>facilidades ou equipamentos especializados.</p><p>Fluxo e processos da armazenagem</p><p>E quais são os processos e as atividades existentes dentro da armazenagem?</p><p>A Figura 1, a seguir, exibe um leiaute, em forma de “U”, que contempla os principais processos de</p><p>um armazém.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 1 | Fluxo de operações versus processos do armazém. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Recebimento: compreende todas as atividades envolvidas na aceitação de materiais a</p><p>serem armazenados, como: receber e atracar o veículo; fazer checklist e descarregar o</p><p>veículo; receber o material físico e �scal; conferir a carga; identi�car e distribuir o material.</p><p>Put away: abrange atividades de pre-packaging (paletização, repaletização, aplicação de</p><p>�lmes plásticos, colocação de etiquetas, etc.), leitura do código de barras, de�nição do</p><p>local de endereçamento do material, movimentação do palete até a área de estocagem.</p><p>Estocagem: consiste no ponto destinado à alocação estática dos materiais. Dentro de um</p><p>armazém, podem existir vários pontos de estocagem.</p><p>Separação ou picking: é a retirada dos itens em estoque para o atendimento de uma</p><p>demanda especí�ca. Inclui a coleta, separação e preparação de pedidos segundo a</p><p>necessidade de cada cliente.</p><p>Stage out: local destinado aos materiais ou produtos que estão em processo de expedição,</p><p>com a �nalidade de otimizar o uso dos equipamentos de movimentação, mão de obra e a</p><p>capacidade de transporte do veículo de carga.</p><p>Expedição: é a última fase do ciclo do armazém, executada antes do carregamento e</p><p>embarque do produto para o cliente ou da entrega do material para a produção.</p><p>Cross docking: operação de rápida movimentação de produtos acabados para a expedição</p><p>entre fornecedores e clientes. Envolve o transbordo sem estocagem.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 2 | Estrutura especí�ca para operações de cross docking. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Vamos detalhar algumas outras operações que estão relacionadas, principalmente, a modelos de</p><p>operação em centros de distribuição (CDs). Para tanto, aprofundaremos nossa análise sobre o</p><p>conceito de cross docking, que pode ser de�nido como uma operação de cruzamento de docas.</p><p>Ou seja, nessa abordagem a mercadoria chega ao CD, e o produto não é estocado, mas sim</p><p>separado em lotes menores e despachado, em uma operação também conhecida como</p><p>baldeação. Essa técnica pode ser utilizada tanto para o fracionamento quanto para consolidar</p><p>cargas.</p><p>Também é válido mencionar o sistema merge in transit, em que o produto passa a ser montado</p><p>ao longo da cadeia. Nesse caso, os componentes chegam separados, e o local físico (CD) é</p><p>utilizado para o agrupamento desses itens e para posterior montagem, de acordo com o pedido</p><p>dos clientes. Um exemplo que se encaixa nesse tipo de operação é o do segmento de</p><p>computadores, que somente são montados momentos antes do despacho.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Estruturas de armazenagem</p><p>Agora, vamos conhecer algumas estruturas de armazenagem.</p><p>Estrutura porta-paletes: é o sistema mais universal para o acesso direto e unitário a cada</p><p>palete. Trata-se de uma solução ótima para armazéns nos quais é necessário armazenar</p><p>produtos paletizados com uma grande variedade de referências. A distribuição e a altura</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>das estantes são determinadas em função das características das empilhadeiras, dos</p><p>elementos de armazenagem e das dimensões do local.</p><p>Estrutura drive-in: a partir do drive-in, a armazenagem é feita por acumulação, o que facilita</p><p>a máxima utilização do espaço disponível, tanto em superfície como em altura. São usadas</p><p>estantes adequadas para produtos homogêneos com baixa rotação e grande quantidade de</p><p>paletes por referência.</p><p>Estrutura dinâmica: consiste em um sistema ideal para armazéns de produtos perecíveis, o</p><p>qual é aplicável a qualquer setor da indústria ou da distribuição (alimentação, setor</p><p>automobilístico, indústria farmacêutica, química, etc.). Suas estantes são constituídas por</p><p>uma plataforma de roletes, com uma ligeira inclinação que permite o deslizamento dos</p><p>paletes, por gravidade e com velocidade controlada, até o extremo oposto.</p><p>Push back: é um sistema de armazenamento por acumulação que possibilita armazenar</p><p>até quatro paletes em profundidade a cada nível. Todos os paletes de um mesmo nível,</p><p>com exceção do último, se assentam sobre um conjunto de carros que se deslocam, por</p><p>empurro, sobre os carros de rodagem. É um modelo ideal para a armazenagem de produtos</p><p>de média rotação, com dois ou mais paletes por referência.</p><p>Flow rack: sistema similar ao das estruturas dinâmicas, porém sua utilização não é</p><p>direcionada para paletes, e sim para unidades menores, geralmente caixas.</p><p>Cantilever: estrutura utilizada para a armazenagem de unidades de carga de grande</p><p>longitude ou com medidas variadas. Caracteriza-se como uma estrutura muito simples,</p><p>composta por colunas e uma série de braços em balanço, sobre os quais a carga é</p><p>depositada. Em função da altura e do peso da mercadoria, pode-se eleger entre a estante</p><p>leve ou a pesada. Ambas oferecem a possibilidade de situar os níveis de apenas um lado</p><p>ou de ambos os lados da estrutura. A manipulação da carga pode acontecer manualmente,</p><p>quando há pouco peso, ou mediante empilhadeira e meios de elevação apropriados, para</p><p>cargas pesadas.</p><p>Armazéns autoportantes: são grandes obras de engenharia nas quais as próprias estantes</p><p>fazem parte do sistema construtivo do edifício, junto com as laterais e a cobertura. As</p><p>estantes suportam as cargas das mercadorias e dos diversos elementos da construção.</p><p>Além disso, há esforços gerados pelos meios de movimentação de carga e dos agentes</p><p>externos: força do vento, sobrecarga da neve, movimentos sísmicos, etc. A altura desses</p><p>armazéns somente é limitada pelas normas locais ou pela altura de elevação das</p><p>empilhadeiras ou transelevadores.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Para solucionar os desa�os apresentados anteriormente, a empresa deve</p><p>implementar uma estratégia de armazenagem que incorpore os seguintes elementos:</p><p>Análise e segmentação de inventário: é possível utilizar o princípio ABC para categorizar os</p><p>itens de inventário com base em sua importância e demanda. Isso permitirá que a empresa</p><p>direcione recursos de armazenagem aos itens mais críticos</p><p>e de maior rotatividade,</p><p>enquanto reduz o espaço e os recursos dedicados a itens menos demandados.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Técnicas de Just in Time (JIT): embora a eliminação completa das operações de</p><p>armazenagem não seja viável para a empresa por causa das complexidades mencionadas,</p><p>a implementação de princípios JIT para itens de alta demanda e curto lead time pode</p><p>reduzir signi�cativamente a necessidade de espaço de armazenamento e custos</p><p>associados. Para desenvolver essa proposta, será preciso estreitar a colaboração com</p><p>fornecedores para garantir entregas mais frequentes e em quantidades alinhadas com a</p><p>demanda real.</p><p>Adoção de estratégias de cross docking: para itens com demanda previsível ou sazonal, a</p><p>empresa pode se bene�ciar da implementação de operações de cross docking. Isso</p><p>minimizará a necessidade de armazenamento, permitindo que os produtos sejam</p><p>redistribuídos diretamente para os clientes ou para as lojas de varejo assim que chegarem,</p><p>o que também reduzirá o tempo de armazenagem e os custos.</p><p>Investimento em tecnologia e automação: a empresa deve investir em sistemas de gestão</p><p>de armazéns (WMS) e soluções de automação, como estruturas dinâmicas e porta-paletes,</p><p>para otimizar a estocagem e recuperação de itens. Essas tecnologias podem melhorar a</p><p>precisão do inventário, diminuir erros e aumentar a e�ciência operacional.</p><p>Flexibilização das estruturas de armazenagem: consiste em utilizar estruturas de</p><p>armazenagem modulares e ajustáveis, como cantilever e estruturas drive-in, para acomodar</p><p>a variação nos tipos e tamanhos de produtos. Isso permitirá uma adaptação rápida às</p><p>mudanças na demanda e nos tipos de produtos armazenados.</p><p>Capacitação e treinamento de equipe: deve-se investir no treinamento e desenvolvimento</p><p>de equipes especializadas em operações de armazenagem e logística. Uma equipe bem</p><p>treinada pode melhorar signi�cativamente a e�ciência das operações de armazenagem,</p><p>desde o recebimento até a expedição.</p><p>Ao implementar essas estratégias, a empresa pode aperfeiçoar signi�cativamente a e�ciência de</p><p>suas operações de armazenagem, reduzir custos, melhorar a satisfação do cliente e aumentar</p><p>sua capacidade de responder às �utuações do mercado de forma mais ágil e e�caz.</p><p>Saiba mais</p><p>Você, para além da teoria, conhece as estruturas de armazenagem? Para que você possa</p><p>aprender mais detalhes importantes sobre os elementos da armazenagem, suas principais</p><p>características e aplicabilidades, assista ao conteúdo recomendado a seguir.</p><p>ESTRUTURAS de armazenagem logística (aula completa).</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=9HUSHbV3Vbs/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>ESTRUTURAS de armazenagem logística (aula completa). [S. l.]: SAC Logística, 29 maio 2021. 1</p><p>vídeo (29min18s). Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=9HUSHbV3Vbs/. Acesso em: 3 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 3</p><p>Movimentação</p><p>Movimentação</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula aprofundaremos nosso entendimento sobre conceitos</p><p>fundamentais da movimentação, explorando seus benefícios e funções primordiais.</p><p>Descobriremos quais são os diferentes tipos e equipamentos de movimentação, e saberemos</p><p>como aplicá-los de forma e�caz em seu ambiente de trabalho. Este conteúdo é crucial para</p><p>otimizar processos, garantir segurança e melhorar a e�ciência operacional. Prepare-se para</p><p>adquirir conhecimentos que elevarão sua prática pro�ssional a um novo patamar. Não perca esta</p><p>oportunidade de aprendizagem!</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=9HUSHbV3Vbs/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Em algum momento, você já parou para pensar em como podemos</p><p>otimizar a movimentação dentro das operações para alcançar máxima e�ciência e segurança? E</p><p>quais seriam os benefícios dessa otimização? Se você deseja saber quais são as respostas para</p><p>esses questionamentos, seja bem-vindo a esta aula, na qual investigaremos os fundamentos e</p><p>práticas essenciais da movimentação. Vamos explorar conceitos-chave que formam a base de</p><p>uma movimentação e�caz, além de conhecer os inúmeros benefícios que ela traz não apenas</p><p>para as operações logísticas, mas também para a e�ciência e segurança no ambiente de</p><p>trabalho.</p><p>Discutiremos, ainda, sobre as diversas funções da movimentação dentro de uma organização e</p><p>examinaremos os diferentes tipos e equipamentos de movimentação utilizados em variados</p><p>contextos industriais e comerciais.</p><p>Para trazer à prática esses aprendizados, imagine a seguinte situação: você, que atua como</p><p>consultor, foi contratado por um armazém de médio porte especializado na distribuição de</p><p>componentes eletrônicos. Os gestores dessa instituição observaram um aumento signi�cativo</p><p>nos tempos de atendimento dos pedidos, o que impactou negativamente a satisfação do cliente</p><p>e elevou os custos operacionais.</p><p>A análise inicial apontou que o problema residia na ine�ciente movimentação de mercadorias</p><p>dentro do armazém. Identi�cou-se que a falta de planejamento na localização dos itens mais</p><p>vendidos resultava em deslocamentos desnecessários dos funcionários, além de atrasos na</p><p>preparação e expedição dos pedidos.</p><p>Além disso, o uso predominante de movimentação manual contribuía para a ocorrência de erros</p><p>e atrasos, bem como para o aumento do risco de lesões entre os trabalhadores.</p><p>Diante desse cenário, quais seriam as suas sugestões para que a empresa possa resolver os</p><p>desa�os descritos?</p><p>E então, preparado? Vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Movimentação: conceitos fundamentais</p><p>Por movimentação entende-se o deslocamento de matérias-primas, materiais em processo,</p><p>produtos acabados ou qualquer outro insumo demandado em decorrência da operacionalização</p><p>da empresa em uma pequena ou média distância dentro de uma área delimitada, a qual, na maior</p><p>parte dos casos, restringe-se a uma determinada planta produtiva.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A movimentação de mercadorias em um armazém é uma atividade de importância substancial e</p><p>que exerce impacto direto sobre a e�ciência operacional e a competitividade de uma empresa no</p><p>mercado. Essa relevância pode ser analisada sob várias perspectivas, incluindo a gestão de</p><p>estoque, a satisfação do cliente, a otimização de custos e a capacidade de resposta às</p><p>mudanças do mercado. Vamos analisar esses aspectos de maneira mais detalhada a seguir.</p><p>Benefícios de uma movimentação e�caz</p><p>Gestão de estoque: uma movimentação e�ciente de mercadorias permite uma gestão de</p><p>estoque mais precisa e e�caz. Uma das vantagens é saber exatamente o que está</p><p>disponível, onde um item está localizado dentro do armazém e quanto do produto existe em</p><p>estoque. Tal precisão minimiza os erros de estoque, reduz o excesso ou a falta de produtos</p><p>e garante que os pedidos dos clientes sejam atendidos</p><p>prontamente e sem atrasos.</p><p>Satisfação do cliente: a capacidade de processar pedidos de modo rápido e com precisão é</p><p>diretamente in�uenciada pela e�ciência na movimentação de mercadorias. Quando os</p><p>produtos são facilmente acessíveis e podem ser movimentados sem complicações, o</p><p>tempo de preparação e envio de pedidos é reduzido. Isso eleva a satisfação dos</p><p>consumidores, pois eles recebem suas encomendas no prazo prometido, o que é um fator</p><p>crítico para a retenção de clientes e a atração de novos negócios.</p><p>Otimização de custos: a movimentação e�ciente de mercadorias também contribui para a</p><p>otimização de custos operacionais. Ao reduzir o tempo necessário para mover produtos do</p><p>estoque até a área de expedição, por exemplo, é possível diminuir a mão de obra requerida.</p><p>Além disso, a minimização de danos aos produtos durante a movimentação pode resultar</p><p>em economias signi�cativas, evitando perdas e a necessidade de reposição de estoque.</p><p>Capacidade de resposta às mudanças do mercado: em um ambiente de negócios que está</p><p>sempre mudando, a habilidade de adaptar-se rapidamente às novas demandas do mercado</p><p>é crucial para manter a competitividade. Uma movimentação de mercadorias e�ciente</p><p>permite a �exibilidade necessária para ajustar os níveis de estoque, introduzir novos</p><p>produtos de maneira ágil e retirar os obsoletos de forma e�caz. Isso assegura que a</p><p>empresa possa responder às tendências de mercado com velocidade, mantendo-se à frente</p><p>da concorrência.</p><p>Tecnologia e inovação: o uso de tecnologias avançadas, como sistemas de gerenciamento</p><p>de armazéns (Warehouse Management Systems – WMS), robótica e soluções de</p><p>automação, pode aprimorar signi�cativamente a movimentação de mercadorias. Essas</p><p>tecnologias aumentam a precisão, a velocidade e a e�ciência, reduzindo erros humanos e</p><p>otimizando o uso do espaço no armazém.</p><p>Ou seja, as operações de movimentação de mercadorias em um armazém não apenas</p><p>con�guram uma questão de logística interna, mas também constituem-se como um componente</p><p>crítico que afeta a competitividade de uma empresa.</p><p>Desse modo, investir em práticas e�cientes de movimentação de mercadorias e na adoção de</p><p>tecnologias inovadoras pode levar a melhorias signi�cativas em satisfação do cliente, e�ciência</p><p>operacional, redução de custos e adaptabilidade ao mercado. Portanto, empresas que priorizam</p><p>e aprimoram continuamente suas operações de movimentação de mercadorias estão mais bem</p><p>posicionadas para alcançar sucesso sustentável no mercado atual, marcado pela concorrência.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Considerando os aspectos descritos anteriormente e a importância da movimentação dentro da</p><p>organização, é evidente que essa atividade deve ser gerida de forma acertada e estratégica, na</p><p>intenção de maximizar a utilização dos recursos nela empregados e, por outro lado, minimizar os</p><p>custos resultantes desses processos, como também garantir a integridade das pessoas e</p><p>materiais.</p><p>Nesse sentido, os primeiros aspectos que devem ser observados são a continuidade das</p><p>movimentações e a economia em escala em todo o armazém ou empresa. Isso signi�ca que as</p><p>movimentações não devem ocorrer de maneira aleatória ou arbitrária. Deve existir um</p><p>planejamento das ações, a �m de utilizar os recursos do melhor modo, evitando desperdícios de</p><p>tempo e dinheiro.</p><p>Vamos considerar uma empresa que não planeja suas movimentações. Provavelmente existiriam</p><p>funcionários andando de um lado para o outro aleatoriamente, rodinhas de conversas</p><p>improdutivas ou, ainda, a movimentação de peças e produtos sem que existisse demanda para</p><p>tal. Será que essas práticas agregariam valor à empresa? Dentro dos conceitos de gestão</p><p>estratégica, esses procedimentos estariam corretos? É claro que não, não é?</p><p>Entretanto, infelizmente essa atividade ainda não é planejada em boa parte das empresas, como</p><p>costuma acontecer em processos produtivos (manufatureiros), que �cam parados, aguardando</p><p>componentes para processar.</p><p>Funções da movimentação</p><p>Podemos apontar a movimentação como uma importante atividade de apoio, cujo princípio é</p><p>facilitar outras atividades. Imagine uma movimentação que disponibilize um produto em uma</p><p>localização não planejada e não identi�cada. No momento em que esse produto for requisitado,</p><p>a sua procura gerará perda de tempo, e provavelmente teremos novas movimentações para</p><p>corrigir e disponibilizar o item no local certo.</p><p>Dessa forma, a movimentação de materiais (consideraremos como materiais qualquer objeto a</p><p>ser movimentado) tem as seguintes funções:</p><p>Movimento: deslocamento de peças, materiais e produtos acabados de maneira mais</p><p>e�ciente.</p><p>Lugar: responsabilidade de veri�car se o material desejado foi entregue no lugar certo.</p><p>Tempo: os materiais devem chegar ao local de trabalho, fábrica ou cliente no momento</p><p>exato.</p><p>Quantidade: é preciso providenciar, para cada operação, a quantidade exata dos materiais</p><p>necessários.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Tipos e equipamentos de movimentação</p><p>Mas como a movimentação dos materiais pode ser realizada?</p><p>A movimentação pode ocorrer de três formas. Acontece manualmente quando as operações são</p><p>executadas pelo homem, sem auxílio de qualquer equipamento motorizado ou não. Em alguns</p><p>segmentos, ainda é comum encontrar esse tipo de movimentação. Porém deve-se considerar que</p><p>o manuseio de cargas é responsável por grande parte dos traumas musculares entre os</p><p>trabalhadores. Aproximadamente 60% dos problemas musculares são causados por</p><p>levantamento de cargas e 20%, pela ação de puxar ou empurrar as mercadorias.</p><p>A movimentação também pode ser mecanizada, quando as operações são efetuadas por</p><p>equipamentos de movimentação de materiais e dirigidas por homens. A decisão de mecanizar</p><p>(utilizar equipamentos) a movimentação é um dos principais pontos a serem planejados dentro</p><p>de um armazém, pois pode promover ganhos em produtividade e criar uma condição ergonômica</p><p>bené�ca ao trabalhador. É importante conhecer os tipos de equipamentos usados para a</p><p>movimentação e saber qual a sua relação com os equipamentos de armazenagem, avaliando sua</p><p>real necessidade e o custo-benefício. Vamos conhecer, a seguir, alguns equipamentos de</p><p>movimentação (mecanização do processo).</p><p>Equipamento Descrição Principais equipamentos</p><p>Veículos industriais</p><p>Veículos, motorizados ou</p><p>não, empregados para</p><p>mover cargas mistas ou</p><p>uniformes, em caminhos</p><p>variados com superfície</p><p>adequada, com as funções</p><p>principais de manobrar e</p><p>movimentar.</p><p>Empilhadeiras (frontal,</p><p>lateral, patola)</p><p>Carrinhos industriais</p><p>Paleteira manual</p><p>Transpaleteira elétrica</p><p>Equipamentos de elevação</p><p>e transporte</p><p>Dispositivos aéreos</p><p>utilizados para movimentar</p><p>cargas que variam, de</p><p>maneira intermitente, entre</p><p>dois pontos dentro de uma</p><p>área limitada. Sua função</p><p>principal é transferir.</p><p>Guindastes</p><p>Talhas</p><p>Ponte rolante</p><p>Monovia</p><p>Transportadores contínuos Dispositivos motorizados</p><p>ou transportadores que</p><p>operam por meio da</p><p>gravidade. São instalados</p><p>em rotas �xas e de</p><p>Transportadores de esteira</p><p>Transportadores de rolo</p><p>Transportadores de</p><p>caçamba</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>movimento contínuo. Sua</p><p>função principal é</p><p>transportar.</p><p>Plano inclinado</p><p>Elevador de canecas</p><p>Quadro 1 | Equipamentos de movimentação. Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Por �m, a movimentação ainda pode ser automatizada, quando é operada por computador. Esse</p><p>tipo de movimentação possui como característica principal o fato de existir pouca ou nenhuma</p><p>interação humana, o que contribui para reduzir signi�cativamente os custos relacionados a erros</p><p>humanos, lesões e contaminações dos produtos, além de otimizar o tempo de trabalho. Por essa</p><p>razão, tal tipo de movimentação é comumente utilizado por empresas que produzem produtos</p><p>alimentícios ou bebidas.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Para solucionar os problemas apresentados anteriormente, os gestores podem</p><p>recorrer às seguintes estratégias:</p><p>Reorganização do leiaute do armazém, priorizando a alocação dos itens de maior</p><p>rotatividade perto das áreas de embalagem e expedição. Isso minimizaria o tempo de</p><p>deslocamento dos funcionários</p><p>e a manipulação dos produtos, agilizando o processo de</p><p>preparação dos pedidos.</p><p>Adoção de tecnologia de movimentação mecanizada e automatizada, a partir da</p><p>implementação de equipamentos de movimentação mecanizada, como empilhadeiras</p><p>elétricas e transpaleteiras, para o manuseio de cargas mais pesadas e volumosas,</p><p>reduzindo o esforço físico e o risco de lesões entre os trabalhadores. Para itens de alta</p><p>demanda e movimentação constante, deve-se considerar a introdução de sistemas</p><p>automatizados, como transportadores contínuos e sistemas de sortimento automatizado,</p><p>que podem otimizar ainda mais a movimentação interna, aumentando a e�ciência e</p><p>precisão na manipulação dos produtos.</p><p>Implementação de um Sistema de Gerenciamento de Armazéns (WMS) que integre as</p><p>operações de movimentação com a gestão de estoque, proporcionando uma visão em</p><p>tempo real da localização e da quantidade de produtos disponíveis. Isso facilitaria a rápida</p><p>localização dos itens, otimizando o processo de picking e reduzindo os erros de expedição.</p><p>Capacitação da equipe e melhoria contínua, investindo na capacitação dos colaboradores e</p><p>fornecendo treinamento especí�co sobre as novas tecnologias e equipamentos</p><p>introduzidos, bem como sobre as melhores práticas em movimentação de mercadorias.</p><p>Isso garantiria não apenas a e�cácia na utilização dos recursos, mas também a segurança</p><p>no trabalho.</p><p>Estabelecer um programa de melhoria contínua, que inclua a revisão periódica dos</p><p>processos de movimentação e uma atualização sobre as tecnologias e equipamentos</p><p>usados, conforme necessário, garantindo que o armazém permaneça competitivo e</p><p>e�ciente.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Ao implementar essas soluções, espera-se uma melhoria signi�cativa na e�ciência operacional</p><p>do armazém, o que se re�etirá positivamente na satisfação do cliente e na redução dos custos</p><p>operacionais, além de proporcionar um ambiente de trabalho mais seguro e ergonômico para os</p><p>funcionários.</p><p>Saiba mais</p><p>Embora equipamentos de movimentação sejam comumente utilizados no interior das empresas,</p><p>alguns extrapolam esses limites (e muito!). A cidade de Barroso-MG recebeu a maior correia</p><p>transportadora suspensa do mundo, que tem 7,2 quilômetros de extensão e capacidade para</p><p>deslocar 1.500 toneladas de calcário por hora. Uma fábrica de cimento da cidade decidiu adotar</p><p>esse sistema de transporte com o objetivo de reduzir os impactos ambientais da região. Saiba</p><p>mais acessando a matéria.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 4</p><p>Gestão de Estoques</p><p>Gestão de estoques</p><p>https://revistaminerios.com/maior-correia-transportadora-suspensa-do-mundo-ira-deslocar-1-500-th/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula adentraremos o universo da gestão de estoque, explorando os</p><p>motivos que justi�cam a existência de estoques, seus diferentes tipos e a importância do</p><p>entendimento da demanda para uma gestão e�caz. Também aprofundaremos nossa análise</p><p>sobre os modelos de inventários, que representam uma peça fundamental na otimização de</p><p>recursos e maximização da e�ciência operacional. Este conhecimento é vital para sua prática</p><p>pro�ssional, pois permite aprimorar a tomada de decisão e a sustentabilidade dos negócios.</p><p>Prepare-se para adquirir insights valiosos e habilidades práticas. Não perca esta oportunidade de</p><p>crescimento pro�ssional. Vamos lá!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Bem-vindo à nossa aula sobre gestão de estoques, um tema</p><p>fundamental não apenas para aqueles que buscam excelência no ambiente corporativo, mas</p><p>também para qualquer pro�ssional interessado em compreender como as organizações mantêm</p><p>suas operações e�cientes e seus clientes satisfeitos.</p><p>Em decorrência da importância do gerenciamento e�caz dos níveis de estoques para a entrega</p><p>de um nível de serviço elevado, bem como para a competitividade e lucratividade da organização,</p><p>esta aula tem o objetivo principal de apresentar a você não apenas os aspectos conceituais</p><p>sobre a gestão de estoques, mas também quais são os motivos centrais que justi�cam a</p><p>existência desses ativos nas empresas, os diferentes tipos de estoques, a relevância de entender</p><p>a demanda na gestão de estoques e, por �m, os variados modelos de inventários.</p><p>Para que você possa colocar em prática esses aprendizados, imagine a seguinte situação: você</p><p>auxiliará os gestores de uma empresa de varejo cuja gestão de estoque vem enfrentando</p><p>desa�os signi�cativos, marcados por dois problemas principais: o excesso de estoque de alguns</p><p>produtos e a falta recorrente de outros.</p><p>Esse cenário tem provocado um desequilíbrio �nanceiro, com grande parte do capital da</p><p>empresa sendo imobilizado por produtos de baixa rotatividade, enquanto a ausência de itens de</p><p>alta demanda resulta em oportunidades de venda perdidas e insatisfação dos clientes.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A empresa utiliza um sistema de gestão de estoque tradicional, que opera com base em</p><p>previsões de vendas históricas e não leva em conta as �utuações sazonais ou tendências de</p><p>mercado emergentes.</p><p>Além disso, há pouca comunicação entre os departamentos de compras, vendas e logística, o</p><p>que dá origem a decisões de reposição de estoque que não estão alinhadas com a realidade da</p><p>demanda atual.</p><p>Como tais problemas podem ser resolvidos?</p><p>E então, preparado? Vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Gestão de estoques</p><p>Os estoques representam uma parcela signi�cativa dos ativos das organizações,</p><p>desempenhando um papel crucial tanto na operacionalização quanto na estratégia �nanceira. A</p><p>gestão e�caz dos estoques é indispensável para o equilíbrio entre a maximização da e�ciência</p><p>operacional e a minimização dos custos associados à manutenção de inventários.</p><p>A importância dos estoques para as organizações reside em sua capacidade de assegurar a</p><p>continuidade das operações. Eles atuam como um amortecedor entre a produção e as demandas</p><p>do mercado, garantindo que os produtos estejam disponíveis para atender aos pedidos dos</p><p>clientes de forma oportuna. Isso é essencial para manter a satisfação e a �delidade do cliente,</p><p>aspectos que são vitais no ambiente competitivo atual.</p><p>Por outro lado, a gestão ine�caz dos estoques pode levar a diversos problemas, como o excesso</p><p>de estoque, que imobiliza capital desnecessariamente e aumenta os custos de armazenamento,</p><p>ou a falta de estoque, que culmina em perda de vendas e danos à reputação da empresa.</p><p>Portanto, a gestão de estoques precisa ser cuidadosamente balanceada para evitar esses</p><p>extremos.</p><p>Mas o que é estoque? Em uma de�nição mais ampla, podemos conceituar os estoques como</p><p>acúmulos de matérias-primas, insumos, componentes, produtos em processo e produtos</p><p>acabados que aparecem em numerosos pontos por todos os canais logísticos e de produção na</p><p>empresa.</p><p>Já em</p><p>uma de�nição mais especí�ca e criteriosa, os estoques podem ser entendidos como uma</p><p>certa quantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados,</p><p>permanentemente, para produzir lucros (provenientes das vendas) e serviços (pelo fato de os</p><p>estoques permitirem a continuidade do processo produtivo das empresas).</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Considerando essas de�nições, qual o objetivo de se gerenciar estrategicamente os níveis de</p><p>estoques? O grande propósito do gerenciamento dos estoques é otimizar o investimento,</p><p>aumentando o uso e�ciente dos recursos �nanceiros e minimizando as necessidades de capital</p><p>investido em estoques.</p><p>Neste mundo globalizado, permeado por uma competição cada vez mais acirrada, os estoques</p><p>passam a ser um fator estratégico e um diferencial, ou seja, uma vantagem competitiva de uma</p><p>empresa sobre os seus concorrentes.</p><p>Motivos que justi�cam a existência de estoques</p><p>Há uma grande discussão nas organizações em relação aos estoques, sobretudo por causa do</p><p>seu alto custo. No entanto, existem alguns benefícios que justi�cam a compreensão do estoque</p><p>como uma vantagem competitiva:</p><p>Atender às demandas variáveis dos clientes.</p><p>Proteger contra incertezas na demanda e no tempo de reposição.</p><p>Manter a independência das operações de produção.</p><p>Estabilizar o nível de produção em seus diferentes ritmos e fases.</p><p>Proteger-se de aumentos de preços e ciclos econômicos.</p><p>Melhorar o nível de serviço.</p><p>Servir como segurança contra contingências (greves).</p><p>É preciso evidenciar que os estoques representam acúmulos de recursos materiais entre fases</p><p>especí�cas de um processo de transformação. Esses acúmulos, por sua vez, produzem</p><p>acréscimos nos custos para a organização e, por isso, devem ser criteriosamente gerenciados.</p><p>Tipos de estoques</p><p>Será que todos os estoques são iguais? Não estou falando sobre o espaço físico para guarda,</p><p>mas sim sobre os materiais ou produtos que são armazenados para atender a uma certa</p><p>demanda ou situação. Já posso adiantar que os estoques não são iguais e devem ser</p><p>classi�cados segundo sua natureza. Os principais tipos são:</p><p>Matérias-primas: são materiais e componentes comprados de fornecedores, armazenados</p><p>na empresa compradora e que não sofreram nenhum tipo de processamento.</p><p>Materiais em processo ou semiacabados: são materiais que sofrerão pelo menos um</p><p>processamento no modo produtivo da empresa compradora e aguardam utilização</p><p>posterior. Estão em fase de elaboração do produto acabado.</p><p>Produtos auxiliares e manutenção: são peças de reposição, materiais de limpeza, de</p><p>escritório, de segurança (EPIs), manutenção, etc.</p><p>Produtos acabados: são produtos que passaram por todas as fases de processamento e</p><p>estão prontos para a comercialização (venda, distribuição e transporte).</p><p>Estoque de distribuição: são produtos acabados localizados no sistema de distribuição</p><p>(externo).</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Estoques em trânsito: são todos os itens que foram despachados e ainda não chegaram ao</p><p>seu destino �nal.</p><p>Estoques em consignação: itens que continuam sendo propriedade do fornecedor até que</p><p>sejam consumidos/vendidos ou devolvidos.</p><p>Os estoques ainda podem ser classi�cados por sua estratégia diante da demanda, como mostra</p><p>o Quadro 1, a seguir.</p><p>TIPO FUNÇÃO</p><p>Estoque operacional Atende à demanda normal do item.</p><p>Estoque de segurança Atende às variações de demanda e/ou</p><p>atraso de fornecedores.</p><p>Estoque de itens recuperáveis</p><p>Abrange artigos que podem ser trocados</p><p>com fornecedores ou recondicionados para</p><p>uso.</p><p>Estoque estratégico Formado para atender à demanda de</p><p>períodos futuros (produtos sazonais).</p><p>Estoque especulativo Formado para obter ganhos adicionais por</p><p>aumento de preços.</p><p>Estoque a ser descartado Comporta artigos obsoletos, estragados.</p><p>Quadro 1 | Classi�cação de estoques segundo sua estratégia. Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Classi�cação dos estoques de acordo com a sua situação momentânea</p><p>A situação momentânea dos estoques refere-se à condição na qual um determinado insumo ou</p><p>mercadoria se encontra em um momento especí�co. Para os gestores, trata-se de uma</p><p>informação de suma importância, pois ajuda a evitar compras desnecessárias, sanções legais,</p><p>como multas, ou falta de estoque. Nesse contexto, os estoques podem ser de�nidos como:</p><p>Estoque disponível: consiste na quantidade de materiais que de fato constam �sicamente</p><p>no armazém e que podem imediatamente ser requeridos para atender a uma certa</p><p>demanda.</p><p>Estoque ativo: são considerados ativos todos os insumos que apresentam rotineiramente</p><p>movimentação de entradas e saídas, ou seja, itens que não enfrentam ociosidade pelo fato</p><p>de estarem em constante �uxo.</p><p>Estoque inativo: trata-se de itens que não apresentaram nenhum tipo de movimentação em</p><p>um determinado período de tempo. Porém não é correto a�rmar que os insumos</p><p>momentaneamente classi�cados como inativos não possuem mais serventia para a</p><p>empresa. É válido destacar que, no que se refere ao estoque inativo, essa condição não</p><p>pode ser considerada imutável. Ou seja, um estoque que é categorizado como inativo em</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>um certo momento, diante da entrada de um novo pedido que o requeira, passa a ser</p><p>classi�cado como estoque ativo.</p><p>Estoque empenhado: embora permaneçam no estoque, os itens classi�cados como</p><p>estoque empenhado já foram previamente reservados para atender a uma demanda.</p><p>Estoque físico: trata-se da quantidade de materiais armazenados sob a guarda do</p><p>almoxarifado da empresa até que sua utilização seja solicitada. Compreende o estoque</p><p>disponível e o estoque empenhado, ou seja, EF= EDisp + EEmp.</p><p>Estoque em poder de terceiros: refere-se a insumos que já foram adquiridos, mas</p><p>permanecem armazenados no fornecedor ou estão a caminho do cliente. Essa terminologia</p><p>momentânea é bastante utilizada para �ns de inventários (contagem dos estoques) ou em</p><p>casos de auditorias �scais inesperadas, nas quais há a necessidade de comprovação dos</p><p>níveis de estoques.</p><p>Estoque pulmão: para exempli�car esse tipo de estoque, podemos imaginar uma empresa</p><p>fabricante de roupas de ginástica que produz peças tanto para o verão quanto para o</p><p>inverno. As peças criadas para atender às estações mais quentes são produzidas no</p><p>inverno, e as peças elaboradas para atender às estações mais frias são desenvolvidas no</p><p>verão, gerando assim um estoque pulmão.</p><p>Estoque regulador: é bastante comum em organizações que possuem diversas �liais. Com</p><p>o objetivo de suprir faltas de mercadorias ou insumos em toda a rede, a empresa elege uma</p><p>das �liais como um centro de distribuição (CD) que possui um estoque mais elevado, para</p><p>que, quando necessário, abasteça as demais.</p><p>Estoque sazonal: trata-se de uma quantidade de insumos ou mercadorias previamente</p><p>adquiridos a �m de se antecipar a uma variação na demanda que possa ocorrer no futuro,</p><p>fazendo com que a produção, venda ou consumo não sejam prejudicados. É o que</p><p>acontece com as fabricantes de chocolates, que precisam adquirir quantidades maiores de</p><p>seus insumos para não sofrer com a falta de produtos na Páscoa.</p><p>A importância do entendimento da demanda para a gestão dos estoques</p><p>Dentro do processo de gerenciamento do estoque, é importante contemplar a gestão da</p><p>demanda, tendo em vista a relevância da orientação dos estoques no que diz respeito à demanda</p><p>e necessidade do consumidor �nal.</p><p>Compreender as demandas é uma prática fundamental para descobrir o que deve ser estocado</p><p>(quais itens, produtos ou mercadorias), como também a quantidade apropriada dos materiais a</p><p>serem alocados.</p><p>Nesse sentido, umas das estratégias que pode ser considerada genérica (por causa de sua</p><p>amplitude) relaciona-se aos sistemas puxados (pull) e sistemas empurrados (push). Você tem</p><p>alguma ideia do que eles sejam?</p><p>Sistema puxado: a execução da operação é iniciada com base nos pedidos dos clientes.</p><p>Nesse sistema, a demanda é conhecida. A venda de uma pizza é um bom exemplo de</p><p>produção puxada, pois a pizza só é feita quando a pizzaria tem o pedido em mãos. Além</p><p>disso, é comum que haja estoques menores de produtos acabados.</p><p>Disciplina</p><p>novas</p><p>tecnologias. Esse cenário faz emergir a obrigação de que as organizações se adaptem às</p><p>necessidades do mercado, buscando técnicas de gestão para um melhor aproveitamento de</p><p>seus recursos, a �m de contemplar, principalmente, duas variáveis: redução de custo e um</p><p>melhor atendimento aos clientes.</p><p>Dentro dessa dinâmica, surge fortemente a valorização do conceito de logística como fator</p><p>impulsionador de mudança nas empresas. Acatado pelo mundo empresarial como fator de</p><p>fundamental importância para a busca por melhores resultados, a logística conquistou um</p><p>espaço de grande relevância nas organizações globais, agregando cada vez mais valor a essas</p><p>empresas.</p><p>Logística integrada: subprocessos logísticos</p><p>A logística integrada é um conceito que se refere à coordenação e gestão harmoniosa de todas</p><p>as atividades de logística de uma empresa, compreendendo processos como a aquisição de</p><p>matérias-primas, a produção, a entrega do produto �nal ao cliente e o retorno dos produtos ao</p><p>fabricante.</p><p>A ideia por trás da logística integrada é a de que, ao gerenciar e coordenar todas as atividades de</p><p>logística como um sistema uni�cado, em vez de considerar departamentos separados, uma</p><p>empresa pode melhorar a e�ciência, reduzir custos e aprimorar o atendimento ao cliente.</p><p>Essas atividades são denominadas subprocessos logísticos e incluem: logística de aquisição,</p><p>logística de produção, logística de distribuição e logística reversa.</p><p>Logística de suprimentos: este subprocesso logístico é responsável por todos os procedimentos</p><p>que têm por �nalidade fazer com que os insumos estejam disponíveis para atender ao processo</p><p>produtivo. Dentre suas principais atividades, podemos citar: a aquisição, seleção de</p><p>fornecedores, transporte e armazenagem das matérias-primas; gestão de estoques e de todo o</p><p>�uxo de informações requeridas nesses procedimentos, como cotações, acompanhamento e</p><p>rastreamento de entregas e tempos de lead time.</p><p>Logística de produção: este subprocesso diz respeito ao momento efetivo da produção do</p><p>produto ou serviço e tem, dentre suas atividades, as funções de abastecimento das linhas e</p><p>movimentações dos produtos semiacabados durante o processo de produção (exemplo:</p><p>movimentação entre setores).</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Logística de distribuição: é responsável pelo recebimento do produto acabado e seu</p><p>encaminhamento para os canais de distribuição. Portanto, todas as operações de transporte,</p><p>armazenagem, gestão de estoques, informações, recebimento de pedidos, separação de</p><p>materiais, embalagem e expedição do produto ou serviço acabado até o momento em que esteja</p><p>disponível nos pontos de venda são atribuições da logística de distribuição.</p><p>Logística reversa: tem por �nalidade viabilizar o �uxo reverso dos materiais do ponto de venda ou</p><p>a partir dos consumidores até a empresa produtora. É importante salientar que a logística</p><p>reversa ocorre em dois momentos: no pós-venda, ou seja, quando um produto apresenta algum</p><p>defeito ou é entregue de maneira inadequada, por exemplo; e no pós-consumo, quando já se</p><p>extinguiu a vida útil do produto e deve-se fazer o �uxo reverso de seus rejeitos, como acontece</p><p>com garrafas de refrigerante retornáveis, latas de alumínio, baterias, lâmpadas e pneus.</p><p>Portanto, esse subprocesso tem, dentre suas funções, a coleta, a correta armazenagem e</p><p>estocagem, o transporte e a destinação dos despojos para o local apropriado, como aterros,</p><p>incineradores ou organizações que os reprocessem, na intenção de transformá-los em matéria-</p><p>prima novamente, como ocorre com plásticos, papéis e vidros.</p><p>Portanto, todos esses subprocessos, quando trabalham de maneira interdependente, resultam na</p><p>chamada logística integrada, garantindo o alinhamento estratégico, melhor nível de serviço,</p><p>qualidade e redução de custos.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Diferença entre logística e cadeia de suprimentos</p><p>A cadeia de suprimentos é fundamental para que uma empresa, independentemente de seu porte</p><p>(pequeno, médio ou grande) e de sua atividade-�m (indústria, comércio ou prestação de serviço)</p><p>obtenha sucesso frente ao mercado em que atua, bem como para que a sua mortalidade não</p><p>seja de�nida precocemente por causa da má administração de sua cadeia. Mas o que é a cadeia</p><p>de suprimentos?</p><p>A cadeia de suprimentos corresponde aos processos que envolvem fornecedores-clientes e</p><p>unem organizações desde a fonte inicial de insumos até o ponto de consumo do produto</p><p>acabado. Pode se referir, ainda, a uma cadeia de empresas autônomas, ou semiautônomas, que</p><p>são de fato responsáveis pela aquisição, produção e liberação de um determinado produto e/ou</p><p>serviço ao cliente �nal.</p><p>Isso permite a�rmar que qualquer empresa ou trabalhador autônomo envolvido no processo de</p><p>fabricação de um produto ou na prestação de um serviço pode ser denominado “agente,</p><p>elemento ou componente” de uma cadeia de suprimentos, tornando-se responsável por todo o</p><p>�uxo de materiais, informações e questões �nanceiras relacionado a um determinado produto</p><p>e/ou serviço.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A Figura 1, a seguir, demonstra a relação entre a cadeia de suprimentos e a logística.</p><p>Figura 1 | Abrangência da cadeia de suprimentos e da logística integrada.</p><p>Portanto, como aponta a Figura 1, é possível identi�car claramente a abrangência da logística</p><p>integrada e da gestão da cadeia de suprimentos. Nesse cenário, cabe ressaltar que a cadeia de</p><p>suprimentos se mostra mais abrangente e responsável por integrar todos os processos e</p><p>negócios que ocorrem em função do produto oferecido ao consumidor �nal.</p><p>Por �m, um fator de fundamental importância no contexto da cadeia de suprimentos é a</p><p>sistemática de produção adotada pela empresa, que pode ser: sistema puxado, sistema</p><p>empurrado e sistema híbrido.</p><p>O sistema de produção puxado consiste em uma metodologia na qual quem dá início à produção</p><p>é o próprio consumidor. Exemplos de empresas que adotam esse sistema produtivo são os</p><p>fabricantes de móveis planejados ou pizzarias.</p><p>Já ao optar pelo sistema de produção empurrado, a empresa, por meio de previsões</p><p>quantitativas ou qualitativas, consegue mensurar um volume de consumo para um determinado</p><p>bem ou serviço dentro de um período. Então, produz e “empurra” o que foi produzido para o</p><p>mercado, como acontece com as empresas fabricantes de produtos alimentícios, de higiene e</p><p>limpeza.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Por �m, o sistema híbrido, ou conjugado, se trata de uma junção dos dois sistemas citados</p><p>anteriormente, isto é, o sistema de produção puxado e o sistema de produção empurrado.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Você se lembra do caso da empresa Sabor Supremo? Agora já podemos ajudá-</p><p>la a mapear a cadeia de suprimentos de dois dos seus principais ingredientes (o tomate e o</p><p>azeite) e, ainda, de�nir qual a sistemática de produção dessa organização para que sua cadeia</p><p>possa ser estrategicamente gerenciada, a �m de que não haja mais rupturas tanto em seu</p><p>processo produtivo quanto no que se refere aos produtos acabados para o mercado.</p><p>Em um primeiro momento, é necessário descrever todos os fornecedores responsáveis pela</p><p>disponibilização das matérias-primas, considerando tanto o fornecedor primário, ou seja, o</p><p>produtor do tomate o do azeite, quanto o fornecedor secundário, isto é, quem distribui esses</p><p>produtos para a empresa (central de abastecimento de hortifrutis, sacolão, supermercado, etc.).</p><p>Após mapear os fornecedores, é preciso de�nir quem são os clientes primários, como um</p><p>distribuidor ou atacadista, e os clientes secundários ou de segundo nível, como um varejista.</p><p>Essas etapas são importantes porque permitem identi�car exatamente quais desses agentes da</p><p>cadeia estão apresentando problemas na entrega, bem como veri�car se as quantidades estão</p><p>abaixo daquilo que foi solicitado pelo departamento de compras.</p><p>Essa abordagem também ajuda a detectar se algum dos clientes, independentemente do nível,</p><p>está gerando a falta de produtos ao consumidor �nal. Os produtos da empresa Sabor Supremo</p><p>podem estar parados em um distribuidor, por exemplo, aguardando a “montagem da</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Sistema empurrado: a execução da operação antecipa os pedidos dos clientes. Nesse</p><p>sistema, a demanda não é conhecida; opera-se com uma previsão. Exemplo de um sistema</p><p>assim é um buffet ou restaurante self-service, que se programa (e produz) de acordo com a</p><p>necessidade de comida para um determinado período e/ou estimativa. Geralmente existem</p><p>grandes estoques no decorrer da cadeia.</p><p>É comum ouvir que estoque é “dinheiro parado” e, por isso, deve-se comprar e produzir somente o</p><p>que será vendido. No entanto, o tipo de produto, de negócio e de estratégia empresarial será o</p><p>fator decisório na hora de escolher entre sistema puxado ou empurrado. Um exemplo claro da</p><p>necessidade de um sistema empurrado envolve os bens de consumo, como refrigerantes, sucos,</p><p>chocolates, palha de aço, etc. Esses produtos geralmente são vendidos em varejos e, se não</p><p>estiverem disponíveis ao consumidor, provavelmente serão substituídos por opções dos</p><p>concorrentes no momento da compra.</p><p>Qual é a sua opinião sobre estoque? Ele é bom ou ruim? Tente mensurar quanto a disponibilidade</p><p>de um estoque custa para uma organização. Agora, pense no quão custosa seria a falta de</p><p>estoque para uma linha de produção ou o não atendimento de um cliente. Os estoques em</p><p>excesso são “dinheiro parado”, mas a ausência de um produto pode gerar perdas de vendas e do</p><p>próprio cliente. Por esse motivo, independentemente do sistema escolhido (puxado ou</p><p>empurrado), existem algumas técnicas e ferramentas que auxiliam na gestão de estoques no</p><p>decorrer da cadeia de suprimentos.</p><p>Essa premissa demonstra a importância de se gerenciar os estoques, com um foco voltado ao</p><p>atendimento aos clientes na hora certa, com a quantidade correta e requerida. Esse tem sido o</p><p>objetivo das empresas. Dessa forma, fazer a distribuição de maneira rápida e e�caz se</p><p>transforma na oportunidade de obter uma vantagem competitiva poderosa.</p><p>O planejamento é um dos principais instrumentos usados para a de�nição de uma política de</p><p>estoque que vá ao encontro dos objetivos macros da empresa e, de maneira geral, pode abranger</p><p>metas de níveis (quantidade) de estoque, de giro de estoque, metodologia de inventários, metas</p><p>de acuracidade (con�abilidade/assertividade) dos inventários, políticas exclusivas (especí�cas)</p><p>para itens importados e metas de níveis de atendimento aos clientes (de�nir o nível de serviço</p><p>próprio para cada cliente).</p><p>Logo, a melhor política de estoque é aquela que atende aos clientes dentro da meta estabelecida,</p><p>ao menor nível de estoque possível e ao maior giro de estoque praticável.</p><p>Este é o grande desa�o das empresas: buscar a excelência, atender aos clientes da melhor</p><p>maneira possível e com níveis de estoque cada vez menores, o que, por si só, já representa uma</p><p>missão altamente complexa. Essa fórmula se re�ete em resultados positivos para uma</p><p>organização, pois ajuda signi�cativamente na positivação do �uxo de caixa e permite que a</p><p>empresa aloque recursos em outros investimentos.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Tipos de inventários</p><p>É fundamental que uma empresa tenha informações de estoque con�áveis para dar �uxo a todas</p><p>as operações. Considere o seguinte exemplo: um determinado cliente solicita um produto com</p><p>urgência. O vendedor consulta o sistema e veri�ca se possui o produto, como também se pode</p><p>atender à necessidade desse consumidor prontamente. No momento em que envia para o</p><p>armazém a ordem de separação, o produto não é encontrado �sicamente. O vendedor é, então,</p><p>obrigado a ligar para o cliente e informá-lo de que não conseguirá atender ao seu pedido com a</p><p>urgência prometida.</p><p>Portanto, é imperativo que as empresas tenham acesso a informações de estoque con�áveis.</p><p>Uma das ferramentas utilizadas nesse sentido é o inventário físico, que consiste na contagem</p><p>física dos itens em estoque, para que as diferenças sejam veri�cadas em relação ao estoque</p><p>contábil e, assim, os ajustes necessários sejam executados. Existem diversas formas de</p><p>desenvolver um inventário. Fica a critério da empresa selecionar a melhor maneira de conferir e</p><p>garantir a con�abilidade dos dados. Os principais tipos de inventário são:</p><p>Inventário geral: é o processo de contagem física de todos os itens da empresa em uma</p><p>data pre�xada. É utilizado usualmente no fechamento contábil do exercício anual ou em</p><p>inventários mensais/trimestrais, para “fechamento” dos custos.</p><p>Inventário dinâmico: é o processo de contagem física de um item sempre que este atinge</p><p>alguma situação prede�nida. Exemplo: a contagem pode acontecer quando o estoque de</p><p>um determinado item �car zerado.</p><p>Inventário rotativo: é a contagem física, feita de maneira contínua, dos itens em estoque,</p><p>programada de modo que os itens sejam contados, de acordo com sua importância, a uma</p><p>frequência predeterminada. Essas contagens são efetuadas, de modo geral, diariamente.</p><p>Inventário por amostragem: é empregado em procedimentos de auditoria, valendo-se de</p><p>uma abordagem estatística. Nesse caso, são contados apenas alguns itens que</p><p>representam uma boa amostra do universo de produtos da empresa. Assim, pelo resultado</p><p>da amostragem, pode-se veri�car se os métodos de controle estão sendo bem executados.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Para solucionar os problemas apresentados anteriormente, a empresa pode</p><p>adotar como estratégia a implementação de um sistema de gestão de estoque dinâmico,</p><p>direcionado a uma abordagem Just in Time e à integração de tecnologias de análise de dados</p><p>avançadas. Esse sistema tem o objetivo de otimizar os níveis de estoque, mantendo-os alinhados</p><p>com as tendências de demanda em tempo real e minimizando o capital imobilizado por estoques</p><p>excessivos.</p><p>Nesse contexto, para que a instauração desse sistema atinja os seus objetivos, a empresa deve</p><p>começar a agir pela integração dos dados de vendas em tempo real, informações de mercado e</p><p>feedback dos clientes, a �m de prever mais precisamente as necessidades de estoque futuras.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Isso permitirá ajustes rápidos nos níveis de estoque, reduzindo tanto o excesso quanto a falta de</p><p>produtos.</p><p>A empresa também deverá buscar melhorias na comunicação interna, estabelecendo um diálogo</p><p>mais e�ciente entre os departamentos, para garantir que as informações sobre demanda e</p><p>estoque sejam compartilhadas em tempo real. Isso facilitará o planejamento integrado e a</p><p>reposição coordenada de estoque.</p><p>Outras medidas interessantes são:</p><p>Adoção de sistemas puxados e empurrados de forma estratégica: a empresa poderá usar</p><p>uma abordagem híbrida, utilizando sistemas puxados para produtos de alta demanda e</p><p>variabilidade, e sistemas empurrados para itens de demanda previsível e estável. Isso</p><p>gerará um equilíbrio entre e�ciência operacional e satisfação do cliente.</p><p>Implementação de inventário rotativo: para assegurar a precisão dos dados de estoque, a</p><p>empresa pode adotar a prática do inventário rotativo, permitindo a identi�cação e correção</p><p>de discrepâncias de forma contínua, sem a necessidade de interromper as operações para</p><p>inventários gerais.</p><p>Capacitação e treinamento de equipe: seria válido realizar um investimento signi�cativo na</p><p>capacitação da equipe, ensinando sobre as melhores práticas de gestão de estoque e o uso</p><p>e�ciente do novo sistema. Isso pode assegurar que todos os envolvidos compreendam seu</p><p>papel na otimização dos processos de estoque.</p><p>Com a implementação do sistema de gestão de estoque dinâmico, a empresa será capaz de</p><p>observar uma melhoria signi�cativa na e�ciência operacional. O capital imobilizado por estoques</p><p>poderá ser reduzido, liberando recursos para outras áreas de investimento.</p><p>Além disso, a satisfação do cliente poderá apresentar melhorias em virtude da disponibilidade</p><p>consistente de produtos de alta demanda, resultando em um aumento nas vendas e na �delidade</p><p>dos consumidores.</p><p>A estratégia adotada pela empresa serve como um exemplo prático de como a gestão de</p><p>estoque, quando alinhada com as tecnologias e práticas modernas, pode transformar desa�os</p><p>operacionais em oportunidades de crescimento e vantagem competitiva.</p><p>Saiba mais</p><p>Você sabia que uma previsão de demanda mais acurada contribui substancialmente para</p><p>transformar a gestão de estoques em um diferencial competitivo para seu negócio? Para</p><p>enriquecer seus estudos sobre gestão de estoques, sobretudo no que se refere à utilização da</p><p>previsão da demanda como ferramenta e aos aspectos relacionados a esse tema, sugiro que</p><p>você leia o artigo a seguir.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Previsão de demanda e gestão de estoque: um estudo realizado em uma empresa de polpas de</p><p>fruta.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>WILVERT, J. E. Previsão de demanda e gestão de estoque: um estudo realizado em uma empresa</p><p>de polpas de fruta. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 39., 2019, Santos,</p><p>SP. Anais... Santos, SP: Enegep, 2019. Disponível em:</p><p>https://abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_291_1641_37429.pdf. Acesso em: 3 fev. 2024.</p><p>Aula 5</p><p>Encerramento da Unidade</p><p>Videoaula de Encerramento</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>https://abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_291_1641_37429.pdf</p><p>https://abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_291_1641_37429.pdf</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>https://abepro.org.br/biblioteca/TN_STP_291_1641_37429.pdf</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula retomaremos nossa análise sobre os pilares fundamentais da</p><p>logística: transporte, armazenagem, movimentação e gestão de estoques. Esses temas são</p><p>cruciais para a e�ciência operacional em qualquer setor produtivo, pois garantem que os</p><p>recursos certos estejam no lugar certo, na hora certa. Dominar esses conceitos ampliará sua</p><p>capacidade de minimizar custos e maximizar a satisfação do cliente em sua prática pro�ssional.</p><p>Embarque nesta imersão estratégica e eleve sua habilidade de planejar e executar com</p><p>excelência. Está pronto para a viagem? Vamos lá!</p><p>Ponto de Chegada</p><p>Olá, estudante! Para desenvolver as competências associadas a esta unidade de aprendizagem,</p><p>que são “Compreender a importância das operações de transportes no que tange à</p><p>competitividade e lucratividade de uma organização no mercado, aplicando as técnicas</p><p>necessárias para a gestão e�ciente dessa atividade; Projetar e gerenciar espaços de</p><p>armazenamento, maximizando a utilização desses ambientes e garantindo a segurança dos</p><p>produtos; Assimilar conhecimentos para aplicar as técnicas de gerenciamento, a �m de otimizar</p><p>a movimentação interna de mercadorias, entendendo a importância da ergonomia e da</p><p>segurança no trabalho; Adquirir as competências necessárias para implementar sistemas</p><p>e�cazes de controle de estoque, equilibrando a demanda e a oferta de produtos, bem como</p><p>minimizando custos e evitando a obsolescência ou a falta de produtos”, é importante que você</p><p>tenha iniciado sua trajetória de estudos pela aquisição de conhecimentos sobre os conceitos</p><p>básicos inerentes a operações logísticas de transporte, armazenagem, movimentação de</p><p>mercadorias e gestão de estoques.</p><p>Nesta unidade de aprendizagem, tratamos da essência da logística e da gestão de operações de</p><p>transportes, atividades essenciais para a competitividade e lucratividade de uma organização no</p><p>mercado. A compreensão profunda desses saberes oportuniza a aplicação das técnicas</p><p>necessárias para uma gestão e�ciente, garantindo que cada etapa, desde o planejamento até a</p><p>execução, contribua signi�cativamente para os objetivos da empresa.</p><p>Primeiro, descobrimos como projetar e gerenciar espaços de armazenamento para maximizar a</p><p>utilização do ambiente disponível, sem comprometer a segurança e integridade dos produtos. A</p><p>capacidade de organizar e adaptar esses espaços é crucial para responder dinamicamente às</p><p>demandas do mercado e às variações de estoque.</p><p>Em seguida, direcionamos nossa atenção à movimentação interna de mercadorias, sublinhando</p><p>a importância da ergonomia e da segurança no trabalho. Esses fatores não apenas protegem os</p><p>pro�ssionais, mas também aumentam a e�ciência operacional. Ao entender e aplicar princípios</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>ergonômicos, é possível reduzir a fadiga e os erros, otimizando o �uxo de trabalho e a</p><p>produtividade.</p><p>Por �m, discutimos sobre a gestão de estoques, enfatizando a necessidade de sistemas e�cazes</p><p>de controle para equilibrar a demanda e a oferta de produtos. Uma gestão de estoque</p><p>competente minimiza custos, evita a obsolescência e a falta de produtos, garantindo que a</p><p>organização possa atender às necessidades dos clientes de maneira e�ciente e oportuna.</p><p>Esses conceitos e técnicas são fundamentais não apenas para a operação diária de uma</p><p>organização, mas também para sua estratégia de longo prazo. A capacidade de integrar</p><p>e�cazmente gestão de transportes, armazenamento e estoques se re�ete diretamente na</p><p>satisfação do cliente, na redução de custos e no sucesso sustentável do negócio.</p><p>É Hora de Praticar!</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Uma empresa de médio porte especializada em e-commerce de produtos eletrônicos enfrenta</p><p>desa�os logísticos signi�cativos. Frente a um crescimento exponencial nas vendas on-line, a</p><p>demanda por uma gestão e�ciente de operações de transporte e armazenagem tornou-se crítica.</p><p>A ine�ciência nos modais de transporte utilizados resultou em altos custos de transporte,</p><p>atrasos nas entregas e clientes insatisfeitos. Além disso, a armazenagem e a estocagem não</p><p>estão otimizadas, levando a uma rotatividade de estoque lenta e à obsolescência de produtos de</p><p>alta tecnologia.</p><p>A empresa utiliza um armazém centralizado que não está aproveitando ao máximo os tipos de</p><p>equipamentos de armazenagem disponíveis, dando origem a uma movimentação interna</p><p>ine�caz.</p><p>Quais sugestões e estratégias podem ser apontadas a �m de que esses problemas sejam</p><p>resolvidos?</p><p>Para que você possa solidi�car seu entendimento sobre os assuntos estudados nesta etapa de</p><p>aprendizagem, considere as seguintes perguntas:</p><p>Como a e�ciência na gestão de armazenamento e movimentação interna de mercadorias</p><p>pode impactar a competitividade de uma organização no mercado?</p><p>De que maneira a implementação de sistemas e�cazes de controle de estoque contribui</p><p>para minimizar custos e evitar a obsolescência de produtos?</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Qual a importância da ergonomia e da segurança no trabalho para a gestão logística e</p><p>como esses fatores afetam a produtividade e a satisfação dos</p><p>colaboradores?</p><p>Para solucionar o caso descrito anteriormente, primeiro é necessário desenvolver um estudo</p><p>minucioso dos conceitos fundamentais relativos às operações de transporte, com o intuito de</p><p>identi�car os modais mais e�cientes e econômicos para a realidade da empresa.</p><p>Um aspecto importante nesse contexto é a análise detalhada</p><p>dos custos de transportes, pois</p><p>isso permitirá a detecção de oportunidades para a redução de despesas, talvez por meio de</p><p>negociações de tarifas ou consolidação de cargas.</p><p>Em relação à armazenagem e estocagem, um reprojeto dos objetivos da armazenagem deve ser</p><p>realizado, direcionando o foco à rapidez de acesso aos produtos mais vendidos e à e�ciência do</p><p>uso do espaço. Isso pode incluir a reestruturação dos tipos de armazéns e a implementação de</p><p>novos equipamentos de armazenagem, como sistemas automatizados. As funções da</p><p>movimentação interna também precisam ser revistas, selecionando tipos de movimentação que</p><p>bene�ciem o �uxo de produtos.</p><p>Para os estoques, deve-se adotar uma classi�cação estratégica que diferencie produtos com alta</p><p>e baixa rotatividade, aplicando uma tipologia de estoques que permita um manejo mais e�caz</p><p>dos inventários. Além disso, é crucial a implantação de sistemas de gestão de estoque que</p><p>forneçam dados em tempo real, facilitando a tomada de decisões rápidas e informadas.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>,</p><p>Unidade 3</p><p>Técnicas e Métodos Aplicados à Logística</p><p>Aula 1</p><p>Logística Lean: Mapeamento do Fluxo de Valor</p><p>Logística lean: mapeamento do �uxo de valor</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula você será apresentado ao conceito de logística lean, conhecendo</p><p>o seu histórico e evolução. Você também descobrirá quais são os tipos de desperdícios que</p><p>podem ser evitados para otimizar processos e aprenderá a realizar o mapeamento do �uxo de</p><p>valor atual e futuro. Este conhecimento é essencial para sua prática pro�ssional, pois oferece</p><p>ferramentas que ajudam a aprimorar a e�ciência operacional, reduzir custos e melhorar a</p><p>satisfação do cliente. Preparado para aprofundar seus conhecimentos em logística e fazer a</p><p>diferença no mercado? Junte-se a mim nesta jornada de aprendizagem!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Seja bem-vindo! É com grande satisfação que recebemos você em</p><p>mais uma etapa de seu desenvolvimento acadêmico. Este é um momento signi�cativo, em que</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>aprimoraremos não apenas nosso conhecimento técnico, mas também nossa capacidade de</p><p>inovar e transformar o ambiente ao nosso redor.</p><p>Nesse contexto, a aula de hoje, intitulada “Logística lean: mapeamento do �uxo de valor”,</p><p>promete ser um marco importante em sua formação, uma vez que possui como objetivo principal</p><p>oferecer uma visão abrangente sobre a logística lean, contemplando desde seu histórico e</p><p>evolução até técnicas especí�cas para otimização dos processos logísticos, como o</p><p>mapeamento do �uxo de valor atual e futuro. Esses temas são fundamentais para saber como</p><p>identi�car e eliminar desperdícios, melhorando a e�ciência e a e�cácia nas operações logísticas.</p><p>O conhecimento que será adquirido nesta etapa de estudos tem o potencial de impactar</p><p>positivamente qualquer cadeia de suprimentos, tornando-a mais ágil e responsiva às demandas</p><p>do mercado.</p><p>Para garantir o aproveitamento máximo desta aula, convido você a re�etir sobre três questões</p><p>centrais:</p><p>Como o histórico da logística lean contribui para o entendimento de suas práticas atuais?</p><p>Quais são os principais tipos de desperdícios identi�cados pela logística lean e como podem ser</p><p>eliminados?</p><p>De que maneira o mapeamento do �uxo de valor atual e a projeção do �uxo de valor futuro</p><p>auxiliam na otimização dos processos logísticos?</p><p>Essas perguntas servirão como guias para que você aprofunde sua compreensão sobre a</p><p>logística lean e seu papel crítico na melhoria contínua dos processos logísticos.</p><p>Esteja atento a cada detalhe e absorva o máximo de informações que puder. O conhecimento</p><p>que você está prestes a adquirir é uma ferramenta poderosa para o seu futuro pro�ssional.</p><p>Motive-se a estudar com dedicação. Boa aula!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Histórico da logística lean e sua evolução</p><p>A logística lean, ou logística enxuta, tem suas raízes no Sistema Toyota de Produção,</p><p>desenvolvido no Japão após a Segunda Guerra Mundial. Esse sistema, idealizado por Taiichi</p><p>Ohno e Eiji Toyoda, tinha a intenção de eliminar desperdícios no processo de produção,</p><p>maximizando o valor para o cliente. O foco era voltado à identi�cação e remoção de processos</p><p>que não agregavam valor, a �m de otimizar o uso de recursos e a e�ciência operacional.</p><p>Desde sua concepção, a logística lean evoluiu de uma prática restrita ao chão de fábricas para</p><p>uma abordagem que abrange toda a cadeia de suprimentos. Esse avanço foi marcado pela</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>adoção de princípios lean em diferentes setores da economia, não se limitando ao segmento</p><p>automobilístico.</p><p>Nesse sentido, ferramentas como o mapeamento do �uxo de valor (Value Stream Mapping –</p><p>VSM) foram desenvolvidas para identi�car e minimizar os desperdícios em todos os processos,</p><p>considerando desde a aquisição de matérias-primas até a entrega do produto ao consumidor</p><p>�nal.</p><p>Por sua vez, a integração da tecnologia de informação à logística lean representou outro</p><p>momento importante na sua evolução. Sistemas de planejamento de recursos empresariais</p><p>(ERP), gestão de relacionamento com clientes (CRM) e sistemas de execução de manufatura</p><p>(MES) começaram a ser utilizados para aumentar a visibilidade e o controle sobre o �uxo de</p><p>materiais e informações, permitindo uma tomada de decisão mais ágil e baseada em dados.</p><p>No panorama atual, caracterizado por mercados voláteis e exigências crescentes por parte dos</p><p>consumidores, a importância da logística lean nas cadeias de suprimentos é indiscutível. A</p><p>capacidade de responder rapidamente a mudanças na demanda, mantendo custos baixos e</p><p>elevados níveis de qualidade, é uma vantagem competitiva signi�cativa.</p><p>A logística lean contribui para a sustentabilidade das operações ao reduzir desperdícios e</p><p>otimizar o uso de recursos. Esse aspecto é particularmente relevante em um cenário de</p><p>crescente preocupação com o impacto ambiental das atividades empresariais, uma vez que a</p><p>redução de desperdícios não apenas melhora a e�ciência operacional, mas também coopera</p><p>com a diminuição da pegada de carbono das empresas.</p><p>Além disso, a abordagem lean facilita a colaboração e a integração entre diferentes elos da</p><p>cadeia de suprimentos. A partir do compartilhamento de informações e da adoção de práticas</p><p>lean conjuntas, fornecedores, fabricantes e distribuidores podem sincronizar suas operações,</p><p>minimizando tempos de ciclo e melhorando o nível de serviço ao cliente.</p><p>Tipos de desperdícios</p><p>A logística lean, ou logística enxuta, é uma �loso�a de gestão com foco direcionado à redução de</p><p>desperdícios ao longo da cadeia de suprimentos, visando à maximização do valor para o cliente.</p><p>Nesse contexto, diversos tipos de desperdícios podem ser identi�cados</p><p>e evitados na logística</p><p>lean, como:</p><p>Superprodução: produzir mais do que o necessário ou antes do necessário pode levar ao</p><p>excesso de estoque, aumentando os custos de armazenagem e gerando o risco de</p><p>obsolescência.</p><p>Tempo de espera: delays na produção ou no transporte de produtos resultam em tempo</p><p>ocioso para recursos humanos e materiais, o que diminui a e�ciência geral da cadeia de</p><p>suprimentos.</p><p>Transporte: movimentações desnecessárias de produtos entre processos ou locais</p><p>contribuem para a elevação de custos e risco de danos. A logística lean busca otimizar</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>rotas e consolidar cargas para minimizar esses desperdícios.</p><p>Processamento excessivo: realizar muitas operações em um produto, de maneira que o</p><p>custo desses processos ultrapasse aquilo que o valor percebido pelo cliente pode pagar,</p><p>resulta em desperdício de recursos e tempo. O objetivo deve ser simpli�car e padronizar</p><p>processos.</p><p>Inventário excessivo: um estoque excessivo esconde problemas como previsões</p><p>imprecisas, ine�ciências de produção e questões de qualidade, além de representar um</p><p>capital imobilizado que poderia ser mais bem aproveitado.</p><p>Movimentos desnecessários: a movimentação ine�ciente de pessoas ou equipamentos que</p><p>não agregam valor ao produto aumenta o tempo de produção e pode provocar o desgaste</p><p>físico dos trabalhadores.</p><p>Defeitos: produtos com defeito requerem retrabalho ou descarte, gerando custos adicionais</p><p>e afetando a satisfação do cliente. A logística lean enfatiza a qualidade desde o início para</p><p>minimizar esses desperdícios.</p><p>Talento subutilizado: não aproveitar plenamente as habilidades e os conhecimentos dos</p><p>colaboradores também é uma forma de desperdício, pois limita a inovação e a e�ciência na</p><p>solução de problemas.</p><p>Nesse contexto, é importante ressaltar que, para eliminar os desperdícios descritos, a logística</p><p>lean implementa uma série de práticas e ferramentas, como: o sistema Just in Time (JIT), que</p><p>busca sincronizar a produção com a demanda; o mapeamento do �uxo de valor (VSM), o qual</p><p>identi�ca todas as atividades que agregam ou não valor ao produto; e o sistema de puxar a</p><p>produção (Kanban), que regula o �uxo de trabalho baseado na demanda real. Além disso, a</p><p>melhoria contínua (Kaizen) é uma �loso�a central da logística lean que incentiva a procura</p><p>constante por e�ciência e eliminação de desperdícios.</p><p>A implementação bem-sucedida da logística lean exige comprometimento organizacional e uma</p><p>mudança cultural que valorize a e�ciência, a qualidade e a melhoria contínua. Ao direcionar o</p><p>foco à eliminação dos desperdícios identi�cados, as empresas podem alcançar uma cadeia de</p><p>suprimentos mais ágil, e�ciente e alinhada com as necessidades dos clientes.</p><p>Mapeamento do �uxo de valor atual</p><p>A logística lean é uma �loso�a de gestão concentrada na maximização do valor para o cliente a</p><p>partir da eliminação contínua de desperdícios em todos os processos logísticos. Para que sua</p><p>implementação e utilização sejam adequadas, é necessário que seja elaborado o mapa do �uxo</p><p>de valor atual, ou seja, a descrição de todas as atividades, processos, �uxo de informação e</p><p>colaboradores envolvidos nessas operações. Para tanto, é essencial obedecer aos seus cinco</p><p>princípios básicos:</p><p>1. De�nir o que agrega valor sob a perspectiva do cliente</p><p>O primeiro passo para implementar a logística lean é entender claramente o que constitui valor</p><p>para o cliente. Cabe evidenciar que “valor”, nessa perspectiva, é qualquer ação ou processo pelo</p><p>qual o cliente está disposto a pagar.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A identi�cação do valor e, consequentemente, de toda a cadeia de valor da empresa é de</p><p>fundamental importância, pois leva a organização a direcionar seus esforços a atividades que</p><p>aumentam a satisfação do cliente e diferenciam a empresa no mercado.</p><p>A cadeia de valor é o conjunto de todas as etapas que agregam ou não valor ao produto desde o</p><p>momento em que ele entra como matéria-prima até se transformar em produto acabado e ser</p><p>entregue ao cliente, como mostra a Figura 1, a seguir.</p><p>Figura 1 | Exemplo de cadeia de valor.</p><p>Nesse sentido, todas as atividades que não agregam valor são consideradas desperdícios e</p><p>devem ser alvos de eliminação.</p><p>2. Mapear o �uxo de valor atual</p><p>Após a de�nição do valor, o próximo passo é o mapeamento do �uxo de valor atual. Esse</p><p>processo envolve a identi�cação detalhada de todas as atividades necessárias para entregar um</p><p>produto ou serviço, do início ao �m, como ilustra a Figura 2, a seguir.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 2 | Exemplo de mapeamento do �uxo de valor atual. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>O objetivo dessa criteriosa descrição de atividades é visualizar claramente todas as etapas,</p><p>processos e �uxos de informação para identi�car e eliminar desperdícios. Desperdícios podem</p><p>incluir superprodução, espera, transporte desnecessário, processos excessivamente complexos,</p><p>entre outros fatores. Ao extinguir esses desperdícios, a empresa pode tornar o processo mais</p><p>e�ciente e ágil.</p><p>3. Criar um �uxo contínuo</p><p>O terceiro princípio da logística lean é criar um �uxo contínuo de produtos e serviços. Isso</p><p>signi�ca organizar as operações de modo que cada atividade seja realizada de maneira suave e</p><p>sem interrupções, desde a solicitação do cliente até a entrega do valor. O �uxo contínuo reduz os</p><p>tempos de ciclo, minimiza estoques desnecessários e aumenta a �exibilidade para responder às</p><p>mudanças na demanda do cliente. Esses benefícios são obtidos por meio da simpli�cação dos</p><p>processos, balanceamento de carga de trabalho e eliminação de gargalos.</p><p>4. Estabelecer um sistema puxado</p><p>Diferentemente de sistemas tradicionais de produção empurrada, nos quais a produção é</p><p>baseada em previsões de demanda, um sistema puxado permite que a produção seja iniciada a</p><p>partir da demanda real do cliente. Isso signi�ca produzir apenas o que é necessário, no momento</p><p>necessário e na quantidade necessária. Sistemas puxados ajudam a reduzir a sobreprodução,</p><p>altos níveis de estoque e os custos associados, além de aumentarem a capacidade de resposta</p><p>às mudanças na demanda do cliente.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>5. Buscar a perfeição</p><p>O último princípio é a busca contínua pela perfeição, o que envolve a melhoria constante dos</p><p>processos, produtos e serviços, com o objetivo de eliminar completamente os desperdícios e</p><p>sempre otimizar o valor entregue ao cliente. A melhoria contínua é um processo iterativo que</p><p>abrange toda a organização, contemplando desde a alta gestão até os operadores, e requer uma</p><p>cultura de abertura para mudanças, experimentação e aprendizagem contínua.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Mapeamento do �uxo de valor futuro</p><p>Após a análise do estado atual, o próximo passo é o desenvolvimento do mapeamento do �uxo</p><p>de valor futuro. Esse mapa corresponde a uma visão projetada de como o processo deveria</p><p>funcionar para maximizar o valor ao cliente e eliminar desperdícios.</p><p>O mapeamento do �uxo de valor futuro é baseado nas ine�ciências identi�cadas no mapa atual e</p><p>na aplicação dos princípios lean para gerar um processo mais enxuto. Desse modo, o mapa de</p><p>valor futuro deve incluir:</p><p>A reorganização das etapas do processo para eliminar desperdícios e melhorar o �uxo.</p><p>A introdução de novas práticas ou tecnologias que aumentem a e�ciência.</p><p>A rede�nição dos �uxos de materiais e de informações para facilitar uma produção mais ágil e</p><p>�exível.</p><p>O objetivo do mapa de valor futuro é servir como um plano de ação para alcançar um estado</p><p>mais e�ciente e e�caz. Esse recurso orienta a implementação de melhorias contínuas e ajuda a</p><p>estabelecer metas claras para a equipe.</p><p>Em resumo, o mapeamento do �uxo de valor atual fornece uma fotogra�a detalhada dos</p><p>processos existentes, apontando áreas de desperdício e ine�ciências, enquanto o mapeamento</p><p>do �uxo de valor futuro concede uma visão estratégica para otimizar e melhorar esses</p><p>processos, concentrando-se na criação de valor para o cliente. Ambos os mapeamentos são</p><p>indispensáveis para empresas que buscam a excelência operacional por meio da metodologia</p><p>lean.</p><p>Vamos</p><p>Exercitar?</p><p>A logística lean, que tem suas raízes no Sistema Toyota de Produção, é um paradigma com foco</p><p>voltado à maximização do valor para o cliente a partir da eliminação contínua de desperdícios</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>em todos os processos. Esse enfoque histórico é crucial para entendermos as práticas atuais da</p><p>logística lean, pois ilustra a evolução de um sistema de produção especí�co para uma �loso�a</p><p>abrangente de gestão, aplicável a diversos contextos e setores. A compreensão desse</p><p>desenvolvimento ajuda os pro�ssionais a adaptarem e aplicarem os princípios lean de forma</p><p>mais e�caz em suas operações, reconhecendo que o objetivo �nal é sempre entregar valor</p><p>máximo com o mínimo de desperdício.</p><p>Os principais tipos de desperdícios identi�cados pela logística lean incluem excesso de</p><p>produção, tempo de espera, transporte desnecessário, excesso de processamento, inventário</p><p>excessivo, movimentos desnecessários e defeitos. A eliminação desses desperdícios passa pela</p><p>implementação de várias ferramentas e técnicas, como o sistema puxado de produção,</p><p>nivelamento de produção (Heijunka), Kaizen (melhoria contínua) e 5S (cinco sensos). Cada um</p><p>desses elementos trabalha para criar um ambiente de produção mais enxuto e e�ciente, no qual</p><p>o valor é constantemente incrementado, enquanto os custos e o tempo de ciclo são reduzidos.</p><p>O mapeamento do �uxo de valor atual e a projeção do �uxo de valor futuro são ferramentas</p><p>críticas na logística lean para a otimização dos processos logísticos. O mapeamento do �uxo de</p><p>valor atual permite uma visualização detalhada dos processos atuais, identi�cando em quais</p><p>momentos os desperdícios ocorrem e onde o valor é ou não adicionado. Essa análise crítica</p><p>pavimenta o caminho para a criação de um �uxo de valor futuro, um plano estratégico que tem o</p><p>objetivo de eliminar desperdícios, melhorar �uxos de processos e aumentar a e�ciência geral. Ao</p><p>visualizar o estado desejado, as organizações podem de�nir objetivos claros e instaurar</p><p>mudanças direcionadas para alcançá-los, promovendo assim a melhoria contínua e a entrega de</p><p>valor superior ao cliente.</p><p>Para uma re�exão sobre as possibilidades adicionais de resolução, deve-se considerar a</p><p>adaptação contínua dos princípios lean às mudanças tecnológicas e de mercado. Com a</p><p>digitalização e a aplicação de tecnologias avançadas, como a Internet das Coisas (IoT) e a</p><p>inteligência arti�cial (AI), novas oportunidades para eliminação de desperdícios e otimização de</p><p>processos emergem.</p><p>Assim, enquanto o mapeamento do �uxo de valor fornece uma estrutura para a melhoria, a</p><p>inovação contínua e a adaptabilidade são fundamentais para manter a relevância e a e�cácia da</p><p>logística lean diante dos desa�os e oportunidades futuros.</p><p>Saiba mais</p><p>A logística lean é uma �loso�a que busca reduzir os desperdícios e os custos nas operações</p><p>logísticas por meio da identi�cação e eliminação das atividades que não agregam valor ao</p><p>cliente. Essa abordagem baseia-se em três conceitos fundamentais: reduzir o tamanho do lote,</p><p>aumentar a frequência de entrega e nivelar o �uxo de entrega. Para que você possa compreender</p><p>de maneira mais criteriosa as práticas lean aplicadas à logística, faça a leitura do material</p><p>indicado a seguir.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Práticas lean na logística: uma síntese da literatura.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>OLIVEIRA, V. C. C. de; NASCIMENTO, J. H. M. do; THOMÉ, A. M. T. Práticas lean na logística: uma</p><p>síntese da literatura. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 38., 2018,</p><p>Maceió, AL. Anais... Maceió, AL: Enegep, 2018. Disponível em:</p><p>https://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STO_258_481_36125.pdf. Acesso em: 11 fev. 2024.</p><p>ORIBE, C. Y. Advanced Kaizen: o método de análise e solução de problemas na manufatura</p><p>enxuta e em outros contextos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2022. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555208115/. Acesso em: 11 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 2</p><p>Just in Time; Kanban e Método SIPOC Aplicados à Logística</p><p>Just in Time, Kanban e método SIPOC aplicados à logística</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>https://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STO_258_481_36125.pdf</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STO_258_481_36125.pdf</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555208115/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula trataremos de conceitos indispensáveis para a e�ciência na</p><p>gestão de operações: a �loso�a Just in Time, seus pilares fundamentais, o sistema Kanban e o</p><p>método SIPOC. Esses conteúdos são vitais para aprimorar sua prática pro�ssional, uma vez que</p><p>contribuem para a otimização de processos e a maximização dos resultados com precisão e</p><p>agilidade. Prepare-se para enriquecer seu conhecimento e aplicar essas estratégias de forma</p><p>efetiva em seu ambiente de trabalho. Não perca esta oportunidade de aprimoramento!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Seja bem-vindo! É com grande satisfação que recebo você nesta</p><p>etapa do seu desenvolvimento acadêmico e pro�ssional. Iniciar este módulo de aprendizagem</p><p>representa um passo signi�cativo em sua formação, bem como na sua capacitação para atuar</p><p>em segmentos do mercado nos quais a e�ciência e a inovação são fundamentais.</p><p>Nesta aula exploraremos conceitos e práticas essenciais para o aprimoramento da gestão e</p><p>operação logística, como a �loso�a Just in Time (JIT) e seus pilares fundamentais, o sistema</p><p>Kanban e o método SIPOC.</p><p>A �loso�a Just in Time, que tem foco voltado à redução de desperdícios e à melhoria contínua,</p><p>estabelece a base para entendermos como otimizar processos e recursos. Os princípios do JIT</p><p>nos guiam na implementação prática dessa �loso�a, enquanto o sistema Kanban oferece uma</p><p>ferramenta visual para gerenciar o �uxo de trabalho e materiais.</p><p>Por sua vez, o método SIPOC proporciona uma perspectiva clara dos processos, identi�cando</p><p>fornecedores, entradas, saídas e clientes, o que é essencial para a gestão e�caz de todas as</p><p>atividades compreendidas no contexto logístico.</p><p>Para nortear nossa aprendizagem e estimular uma re�exão profunda, considere as seguintes</p><p>perguntas ao longo de seus estudos:</p><p>Como a implementação da �loso�a Just in Time pode impactar a e�ciência das operações</p><p>logísticas e o nível de percepção de agregação de valor por parte dos consumidores?</p><p>De que maneira os pilares fundamentais do Just in Time se aplicam especi�camente ao</p><p>contexto logístico e à gestão da cadeia de suprimentos integrada?</p><p>Como o sistema Kanban e o método SIPOC podem ser integrados às operações logísticas</p><p>para melhorar a gestão e os processos?</p><p>Essas questões foram projetadas para mantê-lo engajado e atento aos aspectos mais relevantes</p><p>desta etapa de aprendizagem, ajudando-o a aplicar o conhecimento adquirido de maneira</p><p>prática</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>e efetiva em sua futura carreira.</p><p>Encorajo você a explorar esses conceitos com curiosidade e dedicação, visando não apenas à</p><p>excelência acadêmica, mas também ao impacto positivo em sua trajetória pro�ssional. Boa aula!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Filoso�a Just in Time</p><p>O conceito Just in Time (JIT) consiste em uma �loso�a de gestão de produção que enfatiza a</p><p>e�ciência e a redução de desperdício ao produzir bens ou serviços. Essa abordagem,</p><p>centralizada na ideia de produzir o necessário, no momento necessário e na quantidade</p><p>necessária, emergiu no Japão durante o período do pós-guerra, mais especi�camente na</p><p>indústria automobilística, com a Toyota Motor Company desempenhando um papel pioneiro em</p><p>sua implementação e desenvolvimento.</p><p>O desenvolvimento do JIT está intrinsecamente ligado ao contexto histórico e econômico do</p><p>Japão no período pós-Segunda Guerra Mundial. O país enfrentava severas limitações de recursos</p><p>e um mercado bastante restrito.</p><p>Em resposta a essas limitações, a Toyota, sob a liderança de Taiichi Ohno, começou a</p><p>desenvolver um sistema que pretendia minimizar o desperdício em todos os aspectos da</p><p>produção, incluindo tempo, trabalho e material. Essa �loso�a representou uma ruptura com o</p><p>modelo tradicional de produção em massa, popularizado por Henry Ford, que destacava a</p><p>e�ciência a partir de grandes lotes de produção e altos níveis de estoque.</p><p>No cenário global, o JIT se expandiu para além da indústria automobilística japonesa,</p><p>in�uenciando práticas de gestão de produção em diversos setores e países. Sua aplicação tem</p><p>sido adaptada a diferentes contextos e necessidades, demonstrando sua �exibilidade e</p><p>relevância contínua como uma �loso�a de gestão de produção.</p><p>De outro modo, na conjuntura logística, o Just In Time cumpre um papel de grande importância,</p><p>pois envolve a gestão cuidadosa da cadeia de suprimentos para garantir que os componentes e</p><p>materiais necessários estejam disponíveis para a produção no momento certo. Isso exige</p><p>coordenação e comunicação extremamente e�cazes entre fornecedores, fabricantes e</p><p>distribuidores.</p><p>A implementação do JIT requer uma compreensão detalhada dos padrões de demanda e um</p><p>planejamento preciso. As empresas devem ser capazes de prever com exatidão a demanda do</p><p>cliente e alinhar suas operações de produção e logística de acordo com essa informação. Tal</p><p>tarefa frequentemente envolve o uso de tecnologias avançadas para coletar e analisar dados em</p><p>tempo real, permitindo ajustes rápidos e informados na cadeia de suprimentos.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Um dos principais benefícios do JIT na logística é a redução signi�cativa de estoques, o que não</p><p>apenas diminui custos de armazenamento, mas também minimiza o risco de obsolescência e</p><p>deterioração de produtos.</p><p>Além disso, o JIT, na logística, incentiva fortes relações de parceria com fornecedores. Como os</p><p>materiais são entregues exatamente quando é necessário, torna-se importante que os</p><p>fornecedores sejam con�áveis e capazes de atender a demandas imprevistas ou alterações no</p><p>cronograma de produção. Esse aspecto do JIT promove uma integração mais profunda e</p><p>colaborativa entre diferentes entidades na cadeia de suprimentos.</p><p>No entanto, apesar de suas vantagens, o JIT também apresenta desa�os. Por exemplo, a</p><p>dependência de entregas pontuais pode tornar a cadeia de suprimentos vulnerável a</p><p>interrupções, como condições climáticas adversas, greves ou falhas no transporte. Assim, um</p><p>planejamento de contingência robusto é indispensável para mitigar esses riscos.</p><p>Vale destacar, ainda, que a instauração do JIT pode se mostrar ainda mais complexa, uma vez</p><p>que exige não apenas mudanças nos processos de produção, mas também uma transformação</p><p>cultural dentro das organizações. O bom funcionamento dessa abordagem requer colaboração</p><p>estreita entre trabalhadores, gerentes e fornecedores, bem como um compromisso com a</p><p>melhoria contínua. A adoção do JIT pode levar a signi�cativas economias de custos, aumento da</p><p>qualidade, redução de tempo de produção e maior satisfação do cliente.</p><p>Em resumo, o JIT na logística é uma estratégia que busca otimizar a cadeia de suprimentos,</p><p>diminuindo estoques e elevando a e�ciência. Sua implementação bem-sucedida depende de uma</p><p>compreensão profunda da demanda do cliente, da colaboração estreita com parceiros da cadeia</p><p>de suprimentos e da capacidade de responder rapidamente a mudanças nas condições de</p><p>mercado. Apesar dos desa�os, quando desenvolvido corretamente, o JIT pode oferecer</p><p>vantagens expressivas em termos de redução de custos e melhoria da e�ciência operacional.</p><p>Pilares fundamentais do Just in Time</p><p>O sistema Just in Time é uma �loso�a de gerenciamento da produção que enfatiza a e�ciência e</p><p>a redução de desperdícios no processo de fabricação. Está alicerçado nos pilares fundamentais</p><p>que serão descritos a seguir.</p><p>O primeiro pilar é a eliminação do desperdício. O desperdício é entendido, nesse contexto, como</p><p>tudo o que não agrega valor ao produto ou serviço, como tempo de espera, inventário excessivo,</p><p>movimentos desnecessários, defeitos, entre outros aspectos.</p><p>A �loso�a JIT busca identi�car e eliminar esses desperdícios, o que resulta em um processo</p><p>mais enxuto e e�ciente. Esse foco direcionado à eliminação do desperdício não apenas reduz</p><p>custos, mas também melhora a qualidade do produto e a satisfação do cliente.</p><p>Em segundo lugar, o JIT ressalta a importância de um �uxo de produção contínuo. A ideia é que</p><p>os produtos devem �uir sem interrupções através do processo de produção. Isso é alcançado</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>por meio de uma cuidadosa programação e sincronização das operações, garantindo que cada</p><p>etapa do processo esteja diretamente conectada à próxima. Essa abordagem minimiza os</p><p>tempos de espera e os estoques intermediários, ampliando a e�ciência e a capacidade de</p><p>resposta às demandas dos clientes.</p><p>O terceiro princípio fundamental do JIT é a produção puxada. Diferentemente da produção</p><p>empurrada, em que a produção é baseada em previsões e programações, a produção puxada</p><p>responde diretamente à demanda do cliente. Isso signi�ca que a produção só é acionada quando</p><p>existe uma demanda real, a �m de evitar a superprodução e o acúmulo de estoques</p><p>desnecessários. Esse sistema de resposta rápida concede uma maior �exibilidade e</p><p>adaptabilidade às mudanças nas demandas do mercado.</p><p>Além disso, o JIT promove a qualidade total. Ou seja, a qualidade é incorporada em cada etapa</p><p>do processo de produção. O objetivo é fazer certo desde a primeira vez, evitando retrabalhos e</p><p>defeitos. Esse resultado é obtido por meio de um forte compromisso com a melhoria contínua</p><p>(Kaizen) e do envolvimento dos funcionários em todos os níveis da organização. A ideia é que</p><p>todos os colaboradores contribuam para a identi�cação de problemas e o desenvolvimento de</p><p>soluções, criando um ambiente onde a melhoria contínua seja parte integrante da cultura</p><p>organizacional.</p><p>Por �m, a manutenção preventiva é outro aspecto fundamental do JIT. Ela garante que</p><p>equipamentos e máquinas estejam sempre em condições ideais de funcionamento, evitando</p><p>paradas inesperadas que possam interromper o �uxo de produção. A manutenção preventiva não</p><p>apenas amplia a e�ciência operacional, mas também prolonga a vida útil dos equipamentos e</p><p>reduz os custos a longo prazo.</p><p>Sistema Kanban</p><p>O sistema Kanban é uma metodologia de gestão visual adotada para controlar a produção e</p><p>otimizar o �uxo de trabalho em diversos processos, especialmente na manufatura e no</p><p>desenvolvimento de softwares.</p><p>Originário do Japão, o termo kanban traduz-se literalmente para o português como “cartão” ou</p><p>“sinalização”. Esse sistema foi desenvolvido pela Toyota na década de 1940 como parte de seu</p><p>sistema de produção Just in Time (JIT), com o objetivo de melhorar a e�ciência e reduzir</p><p>desperdícios.</p><p>A essência do sistema Kanban reside em sua simplicidade visual, utilizando cartões (kanbans)</p><p>para representar tarefas ou itens de trabalho, bem como colunas para simbolizar cada etapa do</p><p>processo. Esses cartões são movidos</p><p>ao longo de um quadro Kanban (físico ou digital), que</p><p>sistematiza todo o �uxo de trabalho, desde o início até a conclusão. Tal visualização permite que</p><p>os membros da equipe identi�quem facilmente os gargalos e interrupções no processo,</p><p>facilitando a implementação de melhorias contínuas e a adaptação rápida a mudanças. A Figura</p><p>1, a seguir, exibe alguns modelos de quadros Kanban.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 1 | Quadro Kanban de produção e quadro Kanban de abastecimento. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>O sistema Kanban é fundamentado em quatro princípios básicos: visualizar o trabalho, limitar o</p><p>trabalho em andamento, direcionar o foco ao �uxo e melhorar continuamente. Ao visualizar o</p><p>trabalho, todos os envolvidos têm uma visão clara do progresso e do estado atual dos projetos.</p><p>Limitar o trabalho em andamento ajuda a prevenir o excesso de tarefas e a sobrecarga de equipe,</p><p>garantindo que a atenção esteja voltada às tarefas mais críticas. O foco no �uxo, por outro lado,</p><p>visa à otimização da movimentação das tarefas ao longo do processo, reduzindo o tempo de</p><p>ciclo e aumentando a entrega de valor. Por �m, a melhoria contínua é um componente-chave, já</p><p>que incentiva a equipe a re�nar constantemente o processo para elevar a e�ciência e a e�cácia.</p><p>Embora originalmente tenha sido aplicado ao setor de manufatura, atualmente o sistema Kanban</p><p>é amplamente adotado em outras áreas, sobretudo no desenvolvimento ágil de softwares, por</p><p>causa de sua �exibilidade e de sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes e requisitos</p><p>de projeto.</p><p>Em contextos de TI, o Kanban ajuda as equipes a gerenciarem tarefas de desenvolvimento,</p><p>testes, manutenção e outras atividades de forma mais e�caz, promovendo a transparência, a</p><p>colaboração e a responsabilidade entre os membros do grupo.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A implementação do Kanban pode variar signi�cativamente dependendo das necessidades</p><p>especí�cas da equipe e da natureza do trabalho. No entanto, a simplicidade do sistema e sua</p><p>ênfase na visualização e no �uxo de trabalho o tornam uma ferramenta poderosa para qualquer</p><p>organização que busca melhorar a gestão de seus processos e projetos.</p><p>Com sua abordagem centrada no ser humano e no aprimoramento contínuo, o Kanban se alinha</p><p>bem com a �loso�a de gestão moderna, ressaltando a adaptabilidade, a e�ciência e a satisfação</p><p>da equipe.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Método SIPOC</p><p>O método SIPOC é uma ferramenta utilizada no âmbito da gestão da qualidade e da melhoria de</p><p>processos cuja origem remonta às práticas de gestão de qualidade total e ao modelo Seis Sigma.</p><p>Essa abordagem serve para mapear processos de forma macro, proporcionando uma visão clara</p><p>e simpli�cada das etapas-chave de um sistema, bem como das entradas e saídas associadas a</p><p>cada uma dessas fases. A sigla SIPOC faz referência aos componentes fundamentais desse</p><p>método – Suppliers (Fornecedores), Inputs (Entradas), Process (Processo), Outputs (Saídas) e</p><p>Customers (Clientes) –, formando assim uma cadeia de valor que viabiliza uma análise integrada</p><p>e sistemática dos processos de negócio, como ilustra a Figura 2, a seguir.</p><p>Figura 2 | Elementos do método SIPOC. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>O primeiro componente, Suppliers (Fornecedores), refere-se às entidades ou aos indivíduos que</p><p>fornecem os insumos necessários para o processo. Eles podem ser internos ou externos à</p><p>organização e são cruciais para o início do processo, pois a qualidade e a pontualidade de seus</p><p>fornecimentos têm impacto direto na execução e nos resultados.</p><p>O segundo elemento, Inputs (Entradas), corresponde aos recursos, informações ou materiais</p><p>recebidos dos fornecedores, os quais serão utilizados no processo. Essas entradas são</p><p>fundamentais para a operação do processo e determinam, em grande medida, a qualidade do</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>produto ou serviço �nal. Uma análise cuidadosa das entradas é essencial para identi�car</p><p>potenciais áreas de melhoria e garantir que o processo seja e�ciente e e�caz.</p><p>O terceiro componente, Process (Processo), é o coração do método SIPOC. Representa as</p><p>atividades sequenciais ou paralelas que transformam as entradas em saídas. Esse componente</p><p>é mapeado por meio de uma série de etapas que descrevem o �uxo de trabalho, o que permite</p><p>identi�car gargalos, redundâncias ou ine�ciências. A análise do processo oferece oportunidades</p><p>para otimização e melhoria contínua.</p><p>Em seguida, Outputs (Saídas) são os produtos, serviços ou resultados gerados pelo processo. As</p><p>saídas são destinadas a satisfazer as necessidades ou expectativas dos clientes e sofrem</p><p>in�uência direta da e�cácia das etapas anteriores do SIPOC. Uma compreensão clara das saídas</p><p>é importante para avaliar a qualidade do processo e detectar oportunidades de melhoria.</p><p>Por �m, Customers (Clientes), o último componente do SIPOC, engloba os receptores das saídas</p><p>do processo. Eles podem ser internos ou externos à organização, e suas necessidades e</p><p>expectativas moldam os requisitos das saídas do processo. O feedback dos clientes é um</p><p>componente vital para o ciclo de melhoria contínua, pois fornece informações essenciais sobre a</p><p>adequação e a qualidade das saídas do processo.</p><p>A aplicação do SIPOC constitui-se como uma ferramenta fundamental na análise e</p><p>aprimoramento de processos logísticos, proporcionando uma visão ampla e estruturada dos</p><p>componentes críticos de qualquer processo empresarial.</p><p>Esse modelo, oriundo das práticas do Seis Sigma, serve como um mapa visual que esclarece os</p><p>elementos primordiais de um processo, viabilizando uma compreensão holística que é</p><p>indispensável para a identi�cação de oportunidades de otimização e e�ciência.</p><p>No âmbito logístico, em que a e�cácia e a e�ciência dos processos são cruciais para a</p><p>satisfação do cliente e a sustentabilidade operacional e �nanceira da empresa, o SIPOC emerge</p><p>como uma ferramenta de diagnóstico e planejamento extremamente valiosa.</p><p>Ao de�nir claramente quem são os fornecedores e as entradas necessárias para seus processos,</p><p>as empresas podem assegurar a qualidade e a pontualidade dos insumos, aspectos</p><p>fundamentais para a �uidez das operações logísticas.</p><p>Da mesma forma, a explicitação das saídas e dos clientes ajuda a garantir que os produtos ou</p><p>serviços �nais estejam alinhados às expectativas e necessidades dos consumidores �nais,</p><p>promovendo assim uma maior satisfação do cliente e sua consequente �delização.</p><p>Além disso, a implementação do SIPOC na análise de processos logísticos facilita a identi�cação</p><p>de gargalos, redundâncias ou etapas ine�cientes que podem estar comprometendo o</p><p>desempenho geral, uma vez que, por meio de uma visão sistêmica, os gestores serão capazes de</p><p>avaliar cada componente do processo em relação aos seus objetivos estratégicos, possibilitando</p><p>intervenções direcionadas e mais efetivas.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Vale ressaltar, ainda, que essa abordagem promove uma melhor comunicação e entendimento</p><p>entre as diferentes áreas da empresa, já que todos os envolvidos têm acesso a uma</p><p>representação clara e concisa do processo em análise.</p><p>Os benefícios do uso do SIPOC na otimização de processos logísticos são notáveis e</p><p>multifacetados. Primeiro, essa ferramenta contribui para um maior alinhamento estratégico,</p><p>assegurando que todos os aspectos do processo estejam voltados para o cumprimento dos</p><p>objetivos organizacionais. Isso é especialmente importante em um contexto logístico, no qual a</p><p>coordenação e�caz de diversas atividades – desde o abastecimento até a entrega �nal – é</p><p>fundamental para o sucesso operacional.</p><p>Adicionalmente, o SIPOC auxilia na redução de custos e no aumento da e�ciência, uma vez que a</p><p>análise detalhada dos processos pode revelar oportunidades para a eliminação de desperdícios,</p><p>a simpli�cação de procedimentos e a melhoria da gestão de recursos.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>A �loso�a Just in Time (JIT) é um sistema de gestão de produção que visa à redução de</p><p>estoques e ao aumento da e�ciência a partir da produção enxuta e do atendimento à demanda.</p><p>Os pilares fundamentais do JIT incluem a eliminação</p><p>de desperdícios, a melhoria contínua e a</p><p>integração da produção.</p><p>O sistema Kanban, por sua vez, é uma ferramenta visual de gestão de �uxo de produção que</p><p>sinaliza a necessidade de reposição de estoques, facilitando a implementação do JIT.</p><p>O método SIPOC (Suppliers, Inputs, Process, Outputs and Customers) é um recurso de</p><p>mapeamento de processos que ajuda a visualizar as etapas críticas que envolvem desde os</p><p>fornecedores até os clientes, enfatizando a importância da qualidade e da e�ciência em cada</p><p>fase.</p><p>A instauração da abordagem Just in Time pode impactar signi�cativamente a e�ciência das</p><p>operações logísticas ao minimizar os estoques e reduzir o tempo de espera ao longo da cadeia</p><p>de suprimentos. Isso não apenas otimiza o uso de recursos, mas também pode ampliar a</p><p>satisfação do consumidor, na medida em que a capacidade de responder rapidamente às</p><p>mudanças na demanda pode levar a uma percepção aumentada de agregação de valor.</p><p>Os consumidores bene�ciam-se de produtos e serviços que melhor atendem às suas</p><p>necessidades em tempo hábil, o que, por sua vez, pode fortalecer a lealdade à marca e a</p><p>vantagem competitiva da empresa.</p><p>Os pilares fundamentais do Just in Time aplicam-se ao contexto logístico e à gestão da cadeia</p><p>de suprimentos integrada ao ressaltarem a importância de processos ágeis e adaptáveis. A</p><p>eliminação de desperdícios não se limita a materiais físicos, mas inclui a redução de tempos de</p><p>espera e a otimização de processos logísticos. A melhoria contínua, outro pilar do JIT, incentiva a</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>busca constante por e�ciência em todas as etapas da cadeia de suprimentos, garantindo que as</p><p>operações permaneçam competitivas e relevantes.</p><p>A integração do sistema Kanban e do método SIPOC às operações logísticas oferece</p><p>mecanismos para melhorar a gestão e os processos de forma prática. O Kanban facilita a</p><p>implementação de um sistema puxado de produção, no qual a demanda real do consumidor</p><p>direciona a produção e a reposição de estoques, reduzindo o excesso e melhorando a</p><p>�exibilidade.</p><p>Já o SIPOC ajuda as organizações a entenderem melhor seus processos logísticos, identi�cando</p><p>áreas para aperfeiçoamento e assegurando que as operações estejam alinhadas com as</p><p>necessidades dos clientes. A combinação dessas ferramentas pode levar a uma cadeia de</p><p>suprimentos mais integrada e e�ciente, capaz de responder dinamicamente às demandas do</p><p>mercado e agregar valor signi�cativo para os consumidores.</p><p>Essas re�exões sobre a �loso�a Just in Time, seus pilares fundamentais, o sistema Kanban e o</p><p>método SIPOC revelam a importância de práticas enxutas e adaptáveis na gestão da cadeia de</p><p>suprimentos. Ao implementar essas estratégias, as organizações podem não apenas melhorar</p><p>suas operações logísticas, mas também aprimorar a experiência do consumidor, criando um</p><p>diferencial competitivo no mercado.</p><p>Saiba mais</p><p>Você já ouviu falar em Just in Sequence? Trata-se de uma evolução do conceito de Just in Time.</p><p>Ambas as abordagens são fundamentais para a compreensão adequada da gestão da produção</p><p>e da logística moderna. Enquanto o JIT se dedica à produção e entrega de materiais no exato</p><p>momento em que se tornam necessários, reduzindo estoques e custos, o JIS leva essa ideia</p><p>ainda mais longe, adicionando um elemento crucial: a sequência. Em outras palavras, o JIS não</p><p>apenas assegura que os componentes cheguem no momento certo, mas também que sejam</p><p>entregues justamente na ordem em que serão usados durante a produção. Para que você possa</p><p>saber mais detalhes sobre essa importante �loso�a, faça a leitura do material indicado a seguir.</p><p>O QUE é: just-in-sequence (JIS).</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>https://ciriusquality.com.br/glossario/o-que-e-just-in-sequence-jis/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>O QUE é: just-in-sequence (JIS). Cirius Quality, 22 set. 2023. Disponível em:</p><p>https://ciriusquality.com.br/glossario/o-que-e-just-in-sequence-jis/. Acesso em: 12 fev. 2024.</p><p>ORIBE, C. Y. Advanced Kaizen: o método de análise e solução de problemas na manufatura</p><p>enxuta e em outros contextos. Rio de Janeiro: Alta Books, 2022. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555208115/. Acesso em: 11 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 3</p><p>Embalagem; Unitização e Outsourcing</p><p>Embalagem, unitização e outsourcing</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Bem-vindo a mais uma videoaula essencial para o seu desenvolvimento</p><p>pro�ssional. Por meio deste conteúdo, vamos nos aprofundar no universo da logística,</p><p>explorando temas como embalagem, os conceitos vinculados a esse tópico, sua importância</p><p>para a efetividade das operações logísticas, tipos de embalagens, unitização, modelos de</p><p>unitização e seus benefícios. Além disso, vamos descobrir o que é outsourcing e as vantagens</p><p>que essa ferramenta traz para a logística. Esses conteúdos são fundamentais para aprimorar</p><p>suas habilidades e conhecimentos, pois concedem estratégias e práticas e�cazes para otimizar</p><p>processos e garantir uma gestão logística mais e�ciente e sustentável. Não perca a chance de</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://ciriusquality.com.br/glossario/o-que-e-just-in-sequence-jis/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555208115/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>enriquecer sua prática pro�ssional com essas informações valiosas. Assista agora à videoaula e</p><p>transforme seu aprendizado em ação!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Seja muito bem-vindo à nossa aula sobre processos logísticos. Nesta importante etapa de</p><p>estudos, exploraremos tópicos essenciais, que formam a base da logística moderna. Para tanto,</p><p>vamos direcionar nossa atenção especi�camente à relevância e variedade das embalagens, à</p><p>prática da unitização e ao papel desempenhado pelo outsourcing nesse contexto. Esses</p><p>elementos são vitais para entender como a logística opera de maneira e�ciente e inovadora no</p><p>cenário atual.</p><p>A aula de hoje proporcionará uma visão ampla sobre os conceitos basilares relacionados às</p><p>embalagens, abordando não apenas sua relevância na cadeia logística, mas também os</p><p>diferentes tipos existentes e o modo com que cada um se adapta a necessidades especí�cas.</p><p>Além disso, aprofundaremos nosso entendimento sobre a unitização, veri�cando suas variações</p><p>e benefícios. Esse é um conhecimento indispensável para otimizar processos e custos logísticos.</p><p>Por �m, discutiremos sobre o outsourcing, uma prática cada vez mais adotada no setor logístico.</p><p>Nesse sentido, investigaremos como esse recurso colabora com a logística, permitindo uma</p><p>operação mais ágil e concentrada.</p><p>Para que você possa aproveitar ao máximo este encontro e aplique os saberes adquiridos de</p><p>forma prática, re�ita sobre as seguintes perguntas durante a aula:</p><p>Como os diferentes tipos de embalagens in�uenciam a e�ciência dos processos logísticos?</p><p>De que maneira a</p><p>unitização contribui para a otimização da logística e a redução de</p><p>custos?</p><p>Quais são os principais benefícios do outsourcing para as empresas no contexto logístico?</p><p>Essas questões servirão como guias para o nosso debate, estimulando uma re�exão profunda</p><p>sobre cada tópico estudado.</p><p>Portanto, convido você a se engajar ativamente, já que seu entendimento e capacidade de</p><p>articular os conceitos analisados serão determinantes em sua carreira na logística.</p><p>Lembre-se: cada passo rumo ao conhecimento é um passo em direção ao sucesso. Boa aula!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Embalagem: conceitos fundamentais e sua importância para a</p><p>logística</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>As embalagens desempenham um papel essencial nas operações logísticas, uma vez que, além</p><p>de protegerem os produtos durante o transporte, também facilitam o manuseio, armazenamento</p><p>e identi�cação desses itens, contribuindo para a otimização da cadeia de suprimentos.</p><p>Para uma conceitualização adequada, podemos de�nir embalagem como o conjunto de</p><p>atividades de projeto e produção do recipiente ou envoltório de um produto. Trata-se de um</p><p>importante componente da atividade econômica dos países industrializados. O desenvolvimento</p><p>da indústria, do comércio, da tecnologia e da própria sociedade fez da embalagem um</p><p>importante elemento da vida moderna. Assim, a embalagem incorporou novas funções, como</p><p>conservar, expor, vender os produtos e conquistar os clientes.</p><p>A embalagem ainda pode ser entendida como um conjunto de artes, ciências e técnicas</p><p>utilizadas na preparação das mercadorias, com o objetivo de criar as melhores condições para</p><p>seu transporte, armazenagem, distribuição, venda e consumo, ou, alternativamente, como um</p><p>meio de assegurar a entrega de um produto numa condição razoável, sob o menor custo global.</p><p>No atual contexto, muitas empresas consideram as embalagens como um fator estratégico,</p><p>usando-a como uma ferramenta de marketing. Isso agrega valor ao produto, bem como evidencia</p><p>a imagem e a marca da empresa. O desenvolvimento de embalagens pode contribuir para o</p><p>sucesso do produto na competição de mercado.</p><p>As embalagens também são elementos indispensáveis durante toda a cadeia de suprimentos,</p><p>cumprindo um papel fundamental na estrutura operacional, uma vez que, dentro das atividades</p><p>logísticas, elas têm as funções de facilitar o manuseio e a armazenagem, proporcionar uma</p><p>utilização mais apropriada do equipamento de transporte, proteger o produto, alterar a densidade</p><p>do item, facilitar o uso do produto e prover valor de reutilização para o consumidor.</p><p>A escolha das embalagens deve considerar a quantidade de produtos, número de camadas e tipo</p><p>de material, na intenção de acomodar o item sem causar danos físicos/mecânicos. No entanto,</p><p>também é necessário entender a embalagem como um fator importante do processo</p><p>operacional, com implicações diretas sobre as atividades produtivas, principalmente quando</p><p>estas envolvem etapas de movimentação manual de cargas.</p><p>O objetivo da embalagem é permitir que a mercadoria nela contida chegue a seu destino com a</p><p>mesma condição de uso e conservação que apresentou em sua origem e no momento em que</p><p>foi embalada. A Figura 1, a seguir, demonstra as principais funções da embalagem.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 1 | Funções das embalagens.Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Tipos de embalagens</p><p>Você sabia que existem classi�cações ou subdivisões para os tipos de embalagens? As</p><p>embalagens podem ser subdivididas em cinco tipos especí�cos:</p><p>Contenção ou primária: é a primeira embalagem, que �ca em contato direto com o produto,</p><p>protegendo-o dos agentes externos.</p><p>Apresentação ou secundária: envolve a embalagem de contenção, apresentando o produto</p><p>no ponto de venda (consumidor �nal).</p><p>Comercialização ou terciária: contém um múltiplo da embalagem de apresentação,</p><p>constituindo a unidade para a extração do pedido (atacadista).</p><p>Movimentação ou quaternária: consiste em múltiplos de embalagens de comercialização</p><p>que serão movimentadas racionalmente por equipamentos mecânicos (unitização). Os</p><p>paletes e contêineres se enquadram nessa divisão.</p><p>Especiais ou de quinto nível: são embalagens especiais, como embalagens térmicas e</p><p>contêineres refrigerados, que têm como função básica manter uma temperatura especí�ca.</p><p>Figura 2 | Tipos de embalagens.Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Desse modo, a compreensão dos diferentes tipos de embalagens é fundamental para a</p><p>efetividade das operações logísticas, para a integridade do produto e para a satisfação dos</p><p>clientes, contribuindo signi�cativamente para a agregação de valor por parte das empresas.</p><p>Um questionamento recorrente nesse contexto é o seguinte: como as embalagens contribuem</p><p>para a e�ciência das operações logísticas e de que maneira podem agregar valor? Para</p><p>responder a essa pergunta, é fundamental analisarmos as colaborações de cada tipo de</p><p>embalagem.</p><p>A embalagem primária está em contato direto com o produto. Logo, esse tipo de embalagem é</p><p>essencial para a proteção e preservação de um item, além de fornecer informações vitais ao</p><p>consumidor. Por sua vez, a embalagem secundária agrupa várias embalagens primárias,</p><p>facilitando o manuseio e a distribuição.</p><p>Já as embalagens terciárias, comumente representadas por caixas de transporte e paletes,</p><p>agregam valor a operações logísticas ao colaborar com a e�ciência do transporte e manuseio em</p><p>maior escala. Por outro lado, a embalagem quaternária, utilizada para transporte e armazenagem</p><p>em grandes volumes, como contêineres, otimiza a logística de distribuição, enquanto as</p><p>embalagens de quinto nível, que geralmente participam da unitização de cargas em grandes</p><p>contêineres ou veículos de transporte, são fundamentais para a logística internacional e de</p><p>grande escala.</p><p>O entendimento aprofundado desses diferentes níveis permite às empresas otimizar a proteção</p><p>do produto, reduzir custos de transporte e armazenamento, além de aprimorar a experiência do</p><p>cliente, garantindo que os produtos cheguem em perfeito estado. Assim, a escolha e o</p><p>gerenciamento e�cazes das embalagens em cada um desses níveis são estratégicos para</p><p>agregar valor ao negócio, tanto em termos de e�ciência operacional quanto de percepção de</p><p>qualidade e con�abilidade por parte do cliente.</p><p>Unitização</p><p>A técnica de unitização na logística é um método crucial para o aprimoramento de processos e</p><p>e�ciência operacional. Refere-se ao agrupamento de mercadorias em unidades maiores e mais</p><p>manejáveis durante o transporte e armazenamento. Trata-se de uma técnica amplamente usada</p><p>em várias indústrias por causa de sua capacidade de simpli�car o manuseio de cargas e</p><p>melhorar a efetividade das operações logísticas.</p><p>Tipos de unitização</p><p>As cargas podem ser unitizadas de várias maneiras. Os tipos de unitização mais comuns são:</p><p>Cargas paletizadas: a paletização é a forma mais conhecida de unitização. Consiste em</p><p>uma plataforma (palete) disposta horizontalmente para o apoio e acondicionamento de</p><p>cargas.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>No Brasil, os paletes possuem uma padronização chamada de Palete Padrão Brasileiro (PBR),</p><p>tendo como principal especi�cação as medidas de 1.000 mm x 1.200 mm, que são mais</p><p>utilizadas no Brasil, EUA e Europa. Atualmente, é possível encontrar paletes de madeira, metal,</p><p>plástico e até mesmo outros componentes, como papelão.</p><p>Figura 3 | Paletização. Fonte: Adobe Stock.</p><p>Cargas pré-lingadas: a carga é condicionada em redes especiais de nylon ou corda, de</p><p>modo a proporcionar fácil manuseio por guindastes, permitindo o aumento da velocidade</p><p>de carregamento e descarregamento. É possível observar essa prática na movimentação e</p><p>transporte de sacarias, como ilustra a Figura 4, a seguir.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 4 | Exemplo de cargas pré-lingadas. Fonte: Adobe Stock.</p><p>Conteinerização: consiste no acondicionamento de vários volumes, como caixas, em um</p><p>contêiner, isto é, um recipiente de metal ou madeira, geralmente de grandes dimensões,</p><p>destinado ao acondicionamento e transporte de carga multimodal. Sua utilização</p><p>é comum</p><p>na importação e exportação de produtos.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 5 | Carga conteinerizada. Fonte: Adobe Stock.</p><p>Big Bag: são contentores �exíveis de volume médio utilizados para transporte e</p><p>armazenamento de qualquer tipo de líquidos, granulados ou produtos em pó. Outros</p><p>exemplos são os contentores para líquido.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 6 | Big Bag.Fonte: Adobe Stock.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Benefícios da unitização</p><p>As vantagens proporcionadas pela unitização são numerosas e signi�cativas para a e�ciência</p><p>das operações logísticas. Primeiro, esse processo facilita o manuseio e o transporte de cargas,</p><p>uma vez que unidades maiores podem ser movimentadas mais facilmente do que múltiplos itens</p><p>menores. Isso não apenas economiza tempo, mas também reduz o risco de danos durante o</p><p>manuseio.</p><p>Além disso, a unitização otimiza o espaço de armazenamento e transporte, permitindo que mais</p><p>mercadorias sejam movimentadas ou armazenadas de uma vez, o que é crucial para a</p><p>diminuição de custos operacionais.</p><p>A padronização concedida pela unitização também melhora a compatibilidade com diferentes</p><p>modos de transporte, facilitando a logística intermodal. Por �m, a unitização pode contribuir para</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>a sustentabilidade das operações logísticas, pois a minimização no número de viagens e o</p><p>melhor aproveitamento do espaço podem levar a uma menor emissão de carbono.</p><p>Desse modo, podemos a�rmar que a unitização é uma prática fundamental na logística moderna,</p><p>oferecendo e�ciência, economia de custos e sustentabilidade. Ao escolher o tipo de unitização</p><p>mais adequado e aplicá-lo efetivamente, as empresas podem garantir uma cadeia de</p><p>suprimentos mais ágil e robusta.</p><p>Outsourcing</p><p>O outsourcing, na logística, também conhecido como terceirização logística, é uma estratégia</p><p>operacional na qual uma empresa delega parte ou a totalidade de suas atividades logísticas a um</p><p>prestador de serviços especializado. Nesta fase de nossos estudos, vamos investigar a natureza</p><p>do outsourcing na logística, seus benefícios, bem como entenderemos de que forma essa</p><p>abordagem contribui para a efetividade das operações logísticas.</p><p>Pode-se seguramente a�rmar que o outsourcing, na conjuntura logística, envolve a transferência</p><p>de responsabilidades como transporte, armazenamento, gestão de inventário, embalagem e</p><p>distribuição para terceiros. Essa prática permite que as empresas se concentrem em suas</p><p>competências essenciais, deixando as operações logísticas complexas e intensivas em recursos</p><p>nas mãos de especialistas.</p><p>Benefícios do outsourcing na logística</p><p>Foco no core business: o outsourcing possibilita que as empresas se dediquem às suas</p><p>atividades principais, melhorando a e�ciência e e�cácia nas operações centrais.</p><p>Redução de custos: ao terceirizar, as empresas podem diminuir custos operacionais</p><p>signi�cativos, como mão de obra, infraestrutura e tecnologia, aproveitando a escala e a</p><p>e�ciência dos provedores de logística.</p><p>Acesso a expertise e tecnologia avançada: prestadores de serviços de logística</p><p>frequentemente possuem conhecimento especializado e investem em tecnologias</p><p>avançadas, proporcionando soluções mais e�cientes e inovadoras.</p><p>Flexibilidade e escalabilidade: a terceirização permite que as empresas ajustem</p><p>rapidamente suas operações logísticas em resposta às mudanças nas demandas do</p><p>mercado, uma vantagem signi�cativa em ambientes de negócios voláteis.</p><p>Melhoria na qualidade de serviço: provedores de serviços logísticos especializados muitas</p><p>vezes têm capacidade para garantir entregas mais rápidas e con�áveis, melhorando a</p><p>satisfação do cliente.</p><p>Gestão de riscos: com a terceirização, o risco associado às operações logísticas é</p><p>transferido para o prestador de serviços, que geralmente está mais bem equipado para</p><p>gerenciá-lo e mitigá-lo.</p><p>Portanto, considerando os benefícios relacionados, o outsourcing na logística tem um impacto</p><p>expressivo na efetividade das operações logísticas. Ele permite uma alocação mais e�ciente de</p><p>recursos, uma melhor gestão da cadeia de suprimentos e a implementação de práticas</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>inovadoras e sustentáveis. Empresas que adotam o outsourcing muitas vezes experimentam um</p><p>aumento na e�ciência operacional, redução de erros e atrasos, e aperfeiçoamento na precisão do</p><p>inventário.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>A embalagem é um elemento crítico na logística, servindo não apenas para proteger produtos,</p><p>mas também para facilitar o manuseio, transporte e armazenamento desses itens. Os conceitos</p><p>fundamentais de embalagem abrangem a escolha de materiais, design e funcionalidade,</p><p>exercendo um impacto direto sobre a e�ciência dos processos logísticos. Diferentes tipos de</p><p>embalagens, como rígidas, �exíveis e retornáveis, in�uenciam a forma com que os produtos são</p><p>manipulados e transportados, afetando a segurança, o custo e a sustentabilidade da cadeia de</p><p>suprimentos.</p><p>A unitização, processo de agrupar produtos em uma única unidade de carga, como paletes ou</p><p>contêineres, é outra prática essencial na logística. Ela permite uma movimentação mais e�ciente</p><p>e segura de cargas, reduzindo o manuseio individual de itens e otimizando o espaço em veículos</p><p>de transporte. A unitização contribui signi�cativamente para a diminuição de custos e danos</p><p>durante o transporte, além de facilitar procedimentos de carga e descarga.</p><p>O outsourcing, na logística, refere-se à terceirização de serviços e operações logísticas a</p><p>empresas especializadas. Esse método oferece vários benefícios, incluindo a redução de custos</p><p>operacionais, o acesso a expertise e tecnologia avançada, e a oportunidade de se concentrar nos</p><p>aspectos centrais do negócio. Empresas frequentemente recorrem ao outsourcing para aumentar</p><p>a e�ciência e a �exibilidade de suas operações logísticas, adaptando-se melhor às demandas de</p><p>mercado e minimizando o risco operacional.</p><p>Por meio da análise dos diferentes tipos de embalagens, pode-se entender como cada opção</p><p>in�uencia a efetividade dos processos logísticos. Por exemplo, embalagens mais leves e</p><p>duráveis podem reduzir custos de transporte e diminuir a incidência de danos aos produtos.</p><p>Da mesma forma, uma re�exão mais profunda sobre a unitização pode revelar como essa prática</p><p>facilita a movimentação de cargas e otimiza o espaço, resultando em economias signi�cativas.</p><p>Por �m, ao explorar os benefícios do outsourcing, é possível perceber como essa estratégia pode</p><p>alavancar a e�ciência logística, oferecendo �exibilidade e competência especializada, fatores</p><p>essenciais para o sucesso em um mercado competitivo. Essas considerações abrem caminho</p><p>para uma compreensão mais sólida das práticas logísticas e suas implicações nos negócios</p><p>modernos.</p><p>Saiba mais</p><p>As atividades relacionadas às embalagens de produtos representam uma parte fundamental da</p><p>vida moderna, com efeitos diretos sobre o meio ambiente e a gestão de resíduos. Existem</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>diferentes tipos de embalagens, cada uma com suas próprias características e impactos</p><p>ambientais. Cada modelo de embalagem desempenha sua função e afeta o ciclo de vida dos</p><p>produtos e a sustentabilidade ambiental. Para que você possa compreender melhor as</p><p>classi�cações das embalagens quanto à sua destinação temporária, parcial ou �nal, sugiro que</p><p>leia na íntegra o artigo Sustentabilidade quanto às embalagens de alimentos no Brasil, cujo link</p><p>de acesso está disponível a seguir.</p><p>Sustentabilidade quanto às embalagens de alimentos no Brasil.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/.</p><p>carga”.</p><p>Saiba mais</p><p>Entender o sistema de produção de uma empresa é imprescindível para o e�ciente</p><p>funcionamento e a integração das operações logísticas e, consequentemente, de toda a cadeia</p><p>de suprimentos, uma vez que todo o planejamento dessa cadeia deve ser feito em função da</p><p>sistemática escolhida. Quer saber mais detalhes sobre os tipos de sistema de produção? Então,</p><p>acesse o vídeo sugerido a seguir.</p><p>CADEIA de suprimento: Pull e Push | Supply Chain.</p><p>Referências</p><p>CADEIA de suprimento: Pull e Push | Supply Chain. [S. l.]: Instituto Montanari, 10 fev. 2017. 1 vídeo</p><p>(5min49s). Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=WUELdN6Mj7s. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=WUELdN6Mj7s</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=WUELdN6Mj7s</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 2</p><p>Logística, Valor e Cadeia de Valor</p><p>Logística, valor e cadeia de valor</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula você investigará a de�nição de valor, os atributos logísticos</p><p>ganhadores de pedidos e o conceito de vantagem competitiva. Esses conteúdos são essenciais</p><p>para a sua prática pro�ssional, pois ajudam a entender como criar e manter uma vantagem</p><p>competitiva no mercado. Prepare-se para esta jornada de conhecimento! Vamos lá!</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Em algum momento, você já ouviu um ditado que a�rma o seguinte:</p><p>“as pessoas não compram produtos; elas compram benefícios”? São exatamente esses</p><p>benefícios que ajudarão a constatar valor em uma determinada transação. Nunca é demais</p><p>lembrar que a percepção de valor é o passo anterior à �delização dos clientes.</p><p>Nesse sentido, o principal objetivo desta etapa de aprendizagem é apresentar a você a de�nição</p><p>de valor, bem como diferenciá-lo dos custos e preço. Além disso, descreveremos quais são os</p><p>atributos logísticos ganhadores de pedidos que contribuem para a entrega de um elevado nível</p><p>de serviço e, consequentemente, de valor. Por �m, discorreremos sobre o conceito e a</p><p>importância da vantagem competitiva para as organizações.</p><p>Para que possamos colocar em prática esses aprendizados, usaremos mais uma situação</p><p>hipotética. Voltaremos a atuar junto aos gestores da empresa Sabor Supremo, uma fabricante de</p><p>molhos e condimentos que agora pretende expandir sua atuação no mercado. Para alcançar</p><p>essa meta, a empresa precisará instalar novas fábricas em locais estratégicos, a �m de</p><p>minimizar tanto os custos referentes ao transporte quanto o tempo de atendimento aos clientes.</p><p>A intenção da Sabor Supremo é não apenas atender ao mercado regional, como ocorre</p><p>atualmente, mas dispor os seus produtos para comercialização em todo o território nacional.</p><p>Desse modo, para que a empresa possa atingir os seus objetivos, quais são os principais</p><p>atributos logísticos aos quais ela deve atentar para que os novos consumidores possam</p><p>efetivamente compreender e constatar valor, tornando-se �éis aos produtos da Sabor Supremo?</p><p>Preparado para ajudar a resolver esse caso? Então, vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>De�nição de valor</p><p>Em um primeiro momento, para que possamos de�nir “valor”, é essencial conceituar as</p><p>terminologias “custo” e preço”, isso porque esses termos são recorrentemente tomados como</p><p>iguais, tanto em sua essência quanto na aplicabilidade.</p><p>O custo consiste na quantidade de recursos, geralmente medidos em termos monetários, que</p><p>são gastos para produzir um bem ou serviço. Isso pode incluir coisas como materiais, mão de</p><p>obra e tempo. Por exemplo, o custo de produção de um carro incluiria o custo dos materiais (aço,</p><p>plástico, etc.), o custo da mão de obra para montá-lo e o custo do tempo e dos recursos usados</p><p>na sua fabricação.</p><p>Por sua vez, preço é a quantidade de dinheiro que um comprador paga a um vendedor em troca</p><p>de um bem ou serviço. O preço é determinado por vários fatores, os quais incluem o custo de</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>produção, a oferta e a demanda, e o valor percebido pelo comprador.</p><p>Por �m, o valor se trata de uma medida da importância ou utilidade de um bem ou serviço para</p><p>um indivíduo ou empresa, podendo se mostrar totalmente subjetivo, uma vez que pode variar de</p><p>pessoa para pessoa. Por exemplo, um carro pode ter um alto valor para alguém que precisa se</p><p>deslocar diariamente para o trabalho, mas pode ter um valor menor para alguém que trabalha em</p><p>casa. Logo, podemos a�rmar que, no contexto da logística, o valor é uma percepção da relação</p><p>custo-benefício que o consumidor tem de um produto e/ou serviço em comparação com outro</p><p>disponibilizado pela concorrência.</p><p>Com base nesse contexto, pode-se a�rmar que o valor é gerado no momento em que “as</p><p>percepções dos benefícios em uma transação superam os custos totais de propriedade”. De</p><p>modo genérico, o consumidor está disposto a pagar por algo a mais do que o bem que ele</p><p>adquiriu quando percebe o valor agregado ao produto/serviço, o que aumenta o diferencial</p><p>estratégico da organização.</p><p>Portanto, enquanto o custo está relacionado à produção de um bem ou serviço, o valor refere-se</p><p>à percepção do comprador sobre a utilidade ou importância desse bem ou serviço. O preço é o</p><p>ponto de equilíbrio onde o valor percebido pelo comprador encontra o custo de produção do</p><p>vendedor.</p><p>Entretanto, para que a empresa possa entregar valor aos seus consumidores, é essencial que ela</p><p>disponha de uma estrutura e um conjunto de processos, chamado de cadeia de valor (value</p><p>chain), que agreguem valor aos produtos e serviços.</p><p>A cadeia de valor é formada por: atividades primárias, as quais abrangem concepção e</p><p>desenvolvimento do produto; e atividades secundárias, como venda, modo de distribuição ao</p><p>comprador, assistência pós-venda e atividades de apoio, as quais consistem em práticas de</p><p>suporte às atividades primárias e a si mesmas, como mostra a Figura 1, a seguir.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Figura 1 | Cadeia de valor.</p><p>Dentro desse contexto, a logística tem por �nalidade gerar agregação de valor ao processo</p><p>operacional de uma organização como um todo, otimizando desde o transporte de matéria-prima</p><p>até a expedição do produto �nal ao cliente, na intenção de garantir um bom nível de serviço</p><p>durante o processo de comercialização de um produto/serviço.</p><p>Nesse sentido, a gestão e�ciente das atividades da cadeia de valor assegura o nível de serviço e</p><p>um processo e�ciente, fato que gera maior percepção de valor pelo cliente. Assim, na medida em</p><p>que é possível garantir ou superar as expectativas dos consumidores, garante-se também a</p><p>satisfação deles, ampliando a vantagem competitiva de uma organização.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Atributos logísticos ganhadores de pedidos</p><p>A identi�cação dos atributos logísticos, chamados comumente de atributos ganhadores de</p><p>pedidos,</p><p>Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>LANDIM, A. P. M. et al. Sustentabilidade quanto às embalagens de alimentos no Brasil. Polímeros,</p><p>v. 26, n. spe, p. 82-92, 2016. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/po/a/Mnh695j5cVys99xsSSx54WM/?format=pdf&lang=pt. Acesso em:</p><p>12 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 4</p><p>Tecnologia de Informação Aplicada à Logística</p><p>Tecnologia da informação aplicada à logística</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>https://www.scielo.br/j/po/a/Mnh695j5cVys99xsSSx54WM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://www.scielo.br/j/po/a/Mnh695j5cVys99xsSSx54WM/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula vamos explorar os pilares da tecnologia da informação aplicada</p><p>à logística, investigando desde conceitos fundamentais até ferramentas essenciais nesse</p><p>âmbito, como ERP, MRP I, MRP II, MES, TMS, CRM, RFID e EDI. Esses conteúdos são importantes</p><p>para sua prática pro�ssional, pois o ajudarão a otimizar processos, melhorar a e�ciência e</p><p>reforçar a competitividade no mercado. Dominar essas tecnologias amplia suas habilidades de</p><p>planejar, implementar e gerenciar recursos de forma estratégica. Não perca esta oportunidade de</p><p>aprimorar suas competências na área da logística. Junte-se a mim nesta jornada educativa!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá! Seja bem-vindo a este módulo de estudo no qual conheceremos as principais ferramentas</p><p>tecnológicas aplicadas à logística. Este campo de conhecimento representa um aspecto vital</p><p>para a otimização de processos e a e�ciência operacional em organizações de diversos</p><p>tamanhos e setores.</p><p>Por meio deste conteúdo, você obterá um entendimento abrangente das ferramentas e sistemas</p><p>que moldam a espinha dorsal da logística moderna, tornando-se preparado para enfrentar os</p><p>desa�os do mercado com solidez e inovação.</p><p>Ao longo desta aula, trataremos de conceitos e ferramentas essenciais, como ERP, que integra</p><p>diversas funções de negócios em um único sistema, MRP I, direcionado ao planejamento das</p><p>necessidades de materiais, e MRP II, com seu escopo ampliado no planejamento de recursos de</p><p>manufatura.</p><p>Nesta importante etapa de aprendizagem, ainda aprofundaremos nosso entendimento sobre o</p><p>MES, que monitora e documenta o processo de produção, e o TMS, que otimiza o transporte de</p><p>mercadorias. Além disso, discutiremos sobre o papel do CRM na gestão de relacionamento com</p><p>o cliente e a relevância das tecnologias RFID e EDI na facilitação da comunicação e e�ciência</p><p>logística. Esses conteúdos não apenas enriquecerão seu conhecimento acadêmico, mas</p><p>também o habilitarão a aplicar os conceitos estudados em situações práticas, transformando</p><p>desa�os logísticos em oportunidades de crescimento.</p><p>Para estimular a re�exão e garantir um aprendizado efetivo, considere as seguintes questões</p><p>durante seus estudos:</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Como a integração de sistemas como ERP, MRP I e MRP II pode melhorar a e�ciência operacional</p><p>e a tomada de decisão em uma organização?</p><p>De que maneira tecnologias como RFID e EDI transformam a gestão da cadeia de suprimentos,</p><p>especialmente em contextos de alta demanda e complexidade logística?</p><p>Por �m, qual o impacto do CRM e do TMS na satisfação do cliente e na otimização dos custos de</p><p>transporte, respectivamente?</p><p>Mantenha essas perguntas em mente, pois elas o guiarão através deste material, incentivando</p><p>uma compreensão sólida dos temas abordados.</p><p>Incentivo você a se dedicar e aproveitar ao máximo os recursos e conhecimentos oferecidos.</p><p>Estou aqui para apoiá-lo em seu desenvolvimento acadêmico e pro�ssional. Boa aula!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Tecnologia da informação aplicada à logística: conceitos</p><p>fundamentais e importância</p><p>A interseção da tecnologia da informação (TI) com a logística representa uma evolução</p><p>fundamental nas práticas empresariais, remodelando as operações logísticas e elevando os</p><p>padrões de e�ciência, e�cácia e lucratividade no mercado contemporâneo.</p><p>A evolução histórica da TI na logística pode ser percebida como uma jornada de constante</p><p>inovação e integração. Desde a adoção dos primeiros sistemas de gestão de armazéns, nos anos</p><p>1970 e 1980, que automatizaram os processos de armazenamento e inventário, até a revolução</p><p>da internet e a subsequente ascensão do comércio eletrônico, a TI tem se mostrado um vetor de</p><p>transformação na logística. Esse avanço tomou uma velocidade ainda maior com o advento de</p><p>tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), inteligência arti�cial (IA) e análise de dados,</p><p>permitindo uma otimização sem precedentes nas operações logísticas.</p><p>As vantagens da TI na logística são as mais diversas. A e�ciência operacional, potencializada</p><p>pela automação e pela precisão dos dados, possibilita uma gestão de estoque mais enxuta e</p><p>uma melhor previsão de demanda. A e�cácia é visivelmente aprimorada por meio de sistemas</p><p>integrados que facilitam a coordenação entre diferentes etapas da cadeia logística, considerando</p><p>desde a aquisição de matéria-prima até a entrega ao consumidor �nal. Além disso, a</p><p>implementação de sistemas de TI na logística propicia uma tomada de decisão baseada em</p><p>dados, o que é crucial para melhorar a qualidade dos serviços e reduzir custos.</p><p>Sem as ferramentas tecnológicas atuais, a logística, em um mercado tão dinâmico como o</p><p>contemporâneo, enfrentaria desa�os signi�cativos. A ausência de sistemas integrados e</p><p>automatizados resultaria em processos lentos, propensos a erros e ine�cientes.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Por sua vez, a incapacidade de processar e analisar grandes volumes de dados em tempo real</p><p>comprometeria a capacidade de conceder respostas rápidas às mudanças de mercado, um fator</p><p>crítico na era da globalização e da demanda por grati�cação instantânea.</p><p>Desse modo, a importância da TI para a efetividade, e�ciência e e�cácia das operações logísticas</p><p>é inegável. Com a integração de sistemas de TI, as empresas conseguem monitorar e gerenciar</p><p>suas cadeias de suprimentos em tempo real, otimizando rotas de entrega, gerenciando melhor os</p><p>níveis de estoque e minimizando os custos operacionais. Isso não apenas aumenta a</p><p>lucratividade, mas também reforça a satisfação do cliente, o que é crucial na era do consumidor</p><p>digital.</p><p>Portanto, no que se refere à lucratividade das empresas contemporâneas, a TI na logística é um</p><p>motor de crescimento e sustentabilidade. A habilidade de operar de maneira mais enxuta e de</p><p>responder rapidamente às alterações de mercado pode ser a diferença entre o sucesso e o</p><p>fracasso em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo. A e�ciência operacional reduz</p><p>os custos, enquanto a e�cácia amplia a satisfação do cliente, resultando em maior �delidade e</p><p>repetição de negócios.</p><p>Para concluir, em relação à competitividade no mercado, as empresas que efetivamente integram</p><p>a TI às suas operações logísticas se destacam. Essas organizações são capazes de antecipar</p><p>tendências de mercado, responder de maneira ágil às demandas dos clientes e manter uma</p><p>cadeia de suprimentos resiliente. Tal capacidade de adaptação não apenas mantém as empresas</p><p>à frente da concorrência, mas também as posiciona como líderes inovadores em seus</p><p>respectivos mercados.</p><p>Ferramentas tecnológicas aplicadas à logística</p><p>Antes de conhecermos os tipos de tecnologias aplicadas à logística, é importante destacar que a</p><p>capacidade que a TI tem de efetuar mudanças está condicionada às características da</p><p>organização e dos</p><p>produtos, como também às características dos processos que ocorrem na</p><p>empresa. Desse modo, as principais ferramentas tecnológicas aplicadas à logística serão</p><p>descritas a seguir.</p><p>Enterprise Resource Planning (ERP) – Sistemas Integrados de Gestão</p><p>O conceito de ERP (Enterprise Resource Planning), ou Sistemas Integrados de Gestão</p><p>Empresarial, refere-se a um tipo de software que integra os principais processos de negócio de</p><p>uma empresa em um único sistema. O objetivo central por trás do ERP é fornecer uma visão</p><p>uni�cada e em tempo real das informações essenciais para a gestão empresarial, facilitando o</p><p>�uxo de dados entre diferentes departamentos, como �nanças, recursos humanos, produção,</p><p>logística e vendas.</p><p>A importância dos sistemas ERP para a e�ciência e e�cácia das operações logísticas é</p><p>indiscutível. Ao reunir todas as operações de negócio em um único sistema, as empresas podem</p><p>melhorar expressivamente a coordenação entre diversos departamentos, reduzir redundâncias e</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>erros, e acelerar o processo de tomada de decisões. Isso se traduz em uma cadeia de</p><p>suprimentos mais ágil e responsiva, capaz de se adaptar rapidamente a mudanças no mercado</p><p>ou à demanda dos clientes.</p><p>Dentre as vantagens dos sistemas ERP, destacam-se o aperfeiçoamento da e�ciência</p><p>operacional, a minimização de custos, a melhoria na qualidade dos dados (por causa da</p><p>diminuição de erros de entrada) e a capacidade de gerar relatórios e análises em tempo real que</p><p>apoiem a tomada de decisão estratégica. Além disso, os sistemas ERP facilitam a conformidade</p><p>regulatória a partir da padronização de processos e do registro detalhado de todas as transações</p><p>empresariais.</p><p>A aplicabilidade dos sistemas ERP é vasta e abrange diversos setores da economia. Por exemplo,</p><p>na indústria de manufatura, um ERP pode integrar o planejamento de produção com o controle de</p><p>estoque, a gestão da cadeia de suprimentos e as operações de vendas, viabilizando uma</p><p>produção mais enxuta e reduzindo o tempo de colocação de produtos no mercado. No setor de</p><p>varejo, um ERP pode aprimorar a gestão de inventário, otimizar as operações de compra e venda,</p><p>e proporcionar uma melhor experiência de compra para o cliente. No setor de serviços, sistemas</p><p>ERP normalmente ajudam na gestão de projetos, na otimização de recursos e na faturação,</p><p>melhorando a e�ciência operacional e a satisfação do consumidor.</p><p>Material Requirements Planning (MRP I) – Planejamento das Necessidades de</p><p>Materiais</p><p>O Planejamento das Necessidades de Materiais (MRP I) é um sistema adotado para o</p><p>gerenciamento e planejamento da produção e do estoque em empresas de manufatura. Esse</p><p>conceito surgiu na década de 1960, com o objetivo de ajudar as empresas a determinarem quais</p><p>materiais são necessários, em que quantidade e em qual momento, para garantir uma produção</p><p>e�ciente. Ou seja, o MRP I responde a três questionamentos:</p><p>a. O que deve ser produzido?</p><p>b. Quanto deve ser produzido?</p><p>c. Quando deve ser produzido?</p><p>Assim, o MRP I tornou-se um componente fundamental para a e�ciência e e�cácia das</p><p>operações logísticas, permitindo que as empresas minimizassem o excesso de estoque e</p><p>garantissem a disponibilidade de materiais para a produção, conforme necessário.</p><p>O conceito central do MRP I baseia-se na criação de um plano de produção detalhado, que utiliza</p><p>as previsões de venda, a estrutura dos produtos (lista de materiais) e os níveis de estoque atuais</p><p>para calcular as necessidades futuras de materiais. Isso ajuda as empresas a planejarem suas</p><p>compras e produção de forma mais e�caz, diminuindo os custos de armazenagem e evitando</p><p>atrasos na produção por consequência da falta de insumos.</p><p>A importância do MRP I para as operações logísticas reside em sua capacidade de sincronizar a</p><p>demanda do produto com o processo de produção, garantindo que os recursos sejam utilizados</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>de maneira bem-sucedida. Isso não apenas melhora a e�ciência da produção, mas também</p><p>contribui para uma maior satisfação do cliente por causa da redução dos tempos de espera</p><p>pelos produtos.</p><p>As vantagens do MRP I incluem:</p><p>Redução de estoque: ao planejar precisamente quando os materiais serão necessários, as</p><p>empresas podem reduzir a quantidade de estoque que precisam manter.</p><p>Aumento da e�ciência da produção: com um planejamento melhor, as linhas de produção</p><p>�cam menos propensas a interrupções por falta de materiais.</p><p>Melhoria no atendimento ao cliente: a capacidade de cumprir prazos de entrega é</p><p>aperfeiçoada com um planejamento e�caz, aumentando a satisfação do cliente.</p><p>Planejamento �nanceiro melhorado: a previsão de necessidades de material ajuda na</p><p>elaboração de orçamentos mais precisos e na alocação mais adequada de recursos.</p><p>Manufacturing Resource Planning (MRP II) – Planejamento de Recursos de</p><p>Manufatura</p><p>O Manufacturing Resource Planning (MRP II) é um método empregado para o planejamento</p><p>e�caz dos recursos de uma empresa de manufatura. Consiste em uma evolução do Material</p><p>Requirements Planning (MRP), expandindo-se para incluir a integração de recursos adicionais</p><p>dentro da empresa, além do simples planejamento de materiais. Surgido na década de 1980, o</p><p>MRP II integra áreas como planejamento de demanda, planejamento de produção, programação</p><p>de fábrica e controle de atividades operacionais, proporcionando uma visão holística da</p><p>operação de manufatura. Além dos três questionamentos respondidos pelo MRP I, o MRP II</p><p>considera uma quarta pergunta: como deve ser produzido? Incluem-se nesse contexto as</p><p>necessidades de mão de obra, maquinários, equipamentos e demais ferramentas. Portanto, o</p><p>MRP II responderá às seguintes indagações:</p><p>a. O que deve ser produzido?</p><p>b. Quanto deve ser produzido?</p><p>c. Quando deve ser produzido?</p><p>d. Como deve ser produzido?</p><p>A importância do MRP II reside em sua capacidade de melhorar a e�ciência e e�cácia das</p><p>operações logísticas, otimizando o uso dos recursos de manufatura. Essa técnica permite um</p><p>planejamento mais preciso, reduzindo estoques desnecessários, melhorando os prazos de</p><p>entrega e aumentando a capacidade de resposta às mudanças na demanda.</p><p>As vantagens do MRP II abrangem a melhoria na coordenação entre os departamentos, a</p><p>otimização dos estoques, o aumento da produtividade e a redução de custos. Por exemplo, uma</p><p>empresa que implementa o MRP II pode programar sua produção para minimizar o tempo de</p><p>inatividade das máquinas e diminuir o excesso de estoque, resultando em um processo mais</p><p>enxuto e e�ciente.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Manufacturing Execution System (MES) – Sistemas de Execução de Manufatura</p><p>O Manufacturing Execution System (MES) é uma solução tecnológica projetada para gerenciar e</p><p>monitorar os processos de produção em uma fábrica em tempo real. O conceito de MES surgiu</p><p>nas últimas décadas do século XX como uma ponte entre o planejamento da produção (MRP</p><p>II/ERP) e o controle de processos no chão de fábrica.</p><p>O MES fornece informações detalhadas sobre todas as fases da produção, considerando desde a</p><p>entrada de matérias-primas até o produto �nal. Isso permite uma gestão mais e�caz e e�ciente</p><p>dos processos de manufatura.</p><p>A importância do MES para a e�ciência e e�cácia das operações logísticas é notável. Essa</p><p>abordagem concede uma maior transparência nos processos de produção, facilita a detecção de</p><p>gargalos, melhora a qualidade dos produtos, reduz os custos de produção e aumenta a</p><p>satisfação do cliente.</p><p>As vantagens do MES compreendem a capacidade de responder rapidamente a mudanças na</p><p>demanda, a melhoria no controle de qualidade e a redução de desperdícios. Por exemplo, uma</p><p>empresa pode usar o MES para monitorar a qualidade de seus produtos em tempo real,</p><p>permitindo intervenções imediatas para corrigir problemas antes que eles afetem grandes lotes</p><p>de produção.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Transportation Management System (TMS) – Sistema de</p><p>Gerenciamento de Transporte</p><p>O Transportation Management System (TMS) é uma plataforma tecnológica destinada ao</p><p>planejamento, execução e otimização do transporte de mercadorias. Emergiu como</p><p>um conceito</p><p>nas décadas de 1980 e 1990, com o advento das tecnologias de informação.</p><p>O TMS desempenha um papel fundamental na cadeia de suprimentos, oferecendo ferramentas</p><p>para a melhoria da e�ciência e e�cácia das operações logísticas a partir da otimização das rotas</p><p>de transporte, diminuição de custos de frete e aprimoramento do tempo de entrega.</p><p>A relevância do TMS está em sua capacidade de integrar informações em tempo real sobre os</p><p>movimentos de carga, proporcionando uma gestão mais adequada dos recursos de transporte.</p><p>As vantagens incluem a redução de custos a partir da escolha de modais e rotas mais e�cientes,</p><p>a melhoria na visibilidade da cadeia de suprimentos e a capacidade de responder rapidamente a</p><p>alterações na demanda ou em condições de mercado. Por exemplo, um TMS pode automatizar a</p><p>seleção de transportadoras com base em tarifas, tempo de trânsito e performance, garantindo</p><p>que as mercadorias sejam entregues de maneira econômica e tempestiva.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Customer Relationship Management (CRM) – Gestão de Relacionamento com o</p><p>Cliente</p><p>O Customer Relationship Management (CRM) é uma estratégia de negócios suportada por</p><p>sistemas tecnológicos destinados a gerenciar as relações com clientes de forma integrada e</p><p>analítica. O conceito de CRM surgiu no início dos anos 1990, com o objetivo de centralizar as</p><p>interações com os clientes, melhorar o atendimento e personalizar os serviços oferecidos.</p><p>A importância do CRM nas operações logísticas é evidente, na medida em que ele permite uma</p><p>compreensão mais bem fundamentada das necessidades e comportamentos dos clientes,</p><p>dando origem a uma cadeia de suprimentos mais alinhada às expectativas do mercado.</p><p>As vantagens do CRM abrangem a melhoria na retenção de clientes, aumento da satisfação e</p><p>�delidade, e�ciência operacional e vantagem competitiva. Por exemplo, uma empresa pode</p><p>utilizar o CRM para analisar o histórico de compras dos clientes e prever demandas futuras,</p><p>ajustando sua logística e inventário para atender a essas necessidades de modo proativo.</p><p>Radio Frequency Identi�cation (RFID) e Electronic Data Interchange (EDI)</p><p>O RFID (Identi�cação por Radiofrequência) e o EDI (Intercâmbio Eletrônico de Dados) são</p><p>tecnologias essenciais para a e�ciência e e�cácia das operações logísticas.</p><p>O RFID, que emergiu na segunda metade do século XX, utiliza ondas de rádio para identi�car</p><p>automaticamente e rastrear etiquetas anexadas a objetos. Essa tecnologia fornece vantagens</p><p>expressivas, como melhoria na precisão do inventário, redução de perdas e furtos, e otimização</p><p>dos processos de recebimento e expedição de mercadorias. Por exemplo, um centro de</p><p>distribuição pode utilizar o RFID para rastrear produtos em tempo real, aperfeiçoando a precisão</p><p>do estoque e a e�ciência no manuseio dos pedidos.</p><p>O EDI, por outro lado, é uma tecnologia que permite a troca eletrônica de documentos comerciais</p><p>entre empresas de forma padronizada. Difundido nas décadas de 1960 e 1970, o EDI é</p><p>fundamental para o êxito das operações logísticas, pois reduz erros, acelera transações e diminui</p><p>os custos operacionais. As vantagens do EDI incluem a melhoria na comunicação entre parceiros</p><p>comerciais, o encurtamento no tempo de processamento de pedidos e a diminuição da</p><p>necessidade de papel. Um exemplo de aplicabilidade do EDI é a automação do processo de</p><p>pedidos de compra, em que as ordens são enviadas e recebidas eletronicamente, acelerando o</p><p>ciclo de pedido e entrega.</p><p>Essas tecnologias e sistemas são indispensáveis para a modernização e efetividade das</p><p>operações logísticas e de manufatura, proporcionando às empresas as ferramentas necessárias</p><p>para competir em um mercado global cada vez mais dinâmico e exigente.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Na interseção entre tecnologia da informação e logística, diversos conceitos e ferramentas se</p><p>destacam por sua capacidade de transformar as operações e a gestão da cadeia de</p><p>suprimentos. Nesse sentido, os Sistemas Integrados de Gestão (ERP), o Planejamento das</p><p>Necessidades de Materiais (MRP I), o Planejamento de Recursos de Manufatura (MRP II), os</p><p>Sistemas de Execução de Manufatura (MES), o Sistema de Gerenciamento de Transporte (TMS),</p><p>a Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM), a Identi�cação por Radiofrequência (RFID) e a</p><p>Troca Eletrônica de Dados (EDI) são recursos fundamentais.</p><p>A integração de sistemas como ERP, MRP I e MRP II possibilita uma visão holística e integrada</p><p>dos processos de negócio, otimizando a e�ciência operacional e aprimorando a tomada de</p><p>decisão em organizações. O ERP, atuando como a espinha dorsal, reúne diversas funções de</p><p>negócio em um único sistema, facilitando o �uxo de informações e a coordenação entre</p><p>departamentos. Já o MRP I, com foco voltado ao planejamento das necessidades de materiais, e</p><p>o MRP II, que expande esse propósito para o planejamento de recursos de manufatura,</p><p>complementam o ERP ao garantir que os recursos sejam alocados de maneira bem-sucedida,</p><p>minimizando desperdícios e maximizando o uso dos recursos. Essa sinergia entre sistemas</p><p>assegura uma resposta mais rápida às mudanças de demanda, melhora a precisão dos</p><p>inventários e eleva a qualidade do planejamento e da execução produtiva.</p><p>Por sua vez, as tecnologias RFID e EDI revolucionam a gestão da cadeia de suprimentos,</p><p>especialmente em cenários de alta demanda e complexidade logística. O RFID proporciona um</p><p>método altamente e�caz para o rastreamento e gerenciamento de inventário em tempo real,</p><p>reduzindo signi�cativamente os erros e aperfeiçoando a precisão do estoque.</p><p>O EDI viabiliza a troca automática de documentos entre empresas e parceiros, agilizando</p><p>processos logísticos, diminuindo o tempo de processamento e ampliando o êxito das transações</p><p>comerciais. Juntas, essas tecnologias dão origem a uma cadeia de suprimentos mais ágil e</p><p>transparente, capaz de responder rapidamente às mudanças do mercado e às exigências dos</p><p>clientes.</p><p>Vale ressaltar que o impacto do CRM e do TMS na satisfação do cliente e na otimização dos</p><p>custos de transporte, respectivamente, é signi�cativo. O CRM, voltado à gestão de</p><p>relacionamento com o cliente, permite que as organizações compreendam e antecipem as</p><p>necessidades dos clientes, personalizando a comunicação e melhorando a experiência do</p><p>consumidor. Isso leva a um crescimento na �delidade do cliente e, potencialmente, a uma</p><p>elevação nas vendas.</p><p>Já o TMS otimiza as operações de transporte, contemplando desde o planejamento e execução</p><p>até o acompanhamento da entrega. Ele contribui para a redução de custos ao identi�car as rotas</p><p>mais e�cientes, melhorar a utilização da carga e reduzir os tempos de entrega, culminando em</p><p>um serviço mais con�ável e com um custo conveniente para o cliente �nal.</p><p>Portanto, essas tecnologias e sistemas não apenas aprimoram a e�ciência operacional e a</p><p>tomada de decisão, mas também transformam a maneira com que as organizações se</p><p>relacionam com seus clientes e parceiros, criando uma cadeia de suprimentos mais resiliente,</p><p>responsiva e orientada ao consumidor.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Saiba mais</p><p>A telemetria veicular transformou consideravelmente o setor logístico, oferecendo uma panaceia</p><p>para desa�os antigos e emergentes. No cerne dessa revolução está a capacidade de coletar,</p><p>transmitir e analisar dados em tempo real sobre o comportamento do veículo e do motorista, o</p><p>que permite uma visão sem precedentes sobre as operações diárias. Essa tecnologia não apenas</p><p>aumenta a e�ciência operacional, otimizando rotas e reduzindo o tempo de inatividade, mas</p><p>também promove a segurança nas estradas ao monitorar estilos de condução e prevenir</p><p>acidentes. Nesse contexto, para que você possa conhecer de maneira mais aprofundada essa</p><p>importante ferramenta, acesse o texto sugerido para leitura a seguir.</p><p>Telemetria veicular.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.;</p><p>MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>GOMES, M. G. Telemetria veicular. 2022. 28 f. Monogra�a (Bacharelado em Engenharia de</p><p>Controle e Automação) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Outro Preto, MG,</p><p>2022. Disponível em:</p><p>https://monogra�as.ufop.br/bitstream/35400000/4331/2/MONOGRAFIA_TelemetriaVeicular.pdf.</p><p>Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 5</p><p>Encerramento da Unidade</p><p>Videoaula de Encerramento</p><p>https://monografias.ufop.br/bitstream/35400000/4331/2/MONOGRAFIA_TelemetriaVeicular.pdf</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://monografias.ufop.br/bitstream/35400000/4331/2/MONOGRAFIA_TelemetriaVeicular.pdf</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula você retomará a análise dos conceitos fundamentais da logística</p><p>lean, que abrangem o mapeamento do �uxo de valor, a abordagem Just in Time, Kanban e o</p><p>método SIPOC aplicados à logística. Exploraremos, também, a importância da embalagem, dos</p><p>processos de unitização, outsourcing e o papel crucial desempenhado pela tecnologia de</p><p>informação na logística. Esses conteúdos são essenciais para aprimorar sua prática pro�ssional,</p><p>pois oferecem ferramentas e estratégias que ajudam a otimizar processos logísticos, melhorar a</p><p>e�ciência e reduzir custos. Preparado para enriquecer sua aprendizagem? Assista a esta</p><p>videoaula e transforme sua maneira de pensar e aplicar a logística ao ambiente pro�ssional.</p><p>Ponto de Chegada</p><p>Olá, estudante! Para desenvolver as competências associadas a esta unidade de aprendizagem,</p><p>que são “Compreender, identi�car e eliminar desperdícios, otimizando processos e melhorando a</p><p>e�ciência operacional, bem como realizar a gestão e�caz de inventário e a sincronização de</p><p>operações logísticas, promovendo uma visão integrada e ágil da cadeia de suprimentos; Adquirir</p><p>habilidades para decidir estrategicamente sobre acondicionamento de produtos e terceirização</p><p>de serviços, considerando aspectos de custo, segurança e e�ciência; Desenvolver a aptidão para</p><p>utilizar ferramentas tecnológicas que podem ser aproveitadas em análise de dados,</p><p>monitoramento de operações e tomada de decisão baseada em informações precisas e</p><p>atualizadas, fortalecendo assim a capacidade de inovação e adaptação em um setor em</p><p>constante evolução”, é essencial conhecer conceitos-chave com os quais podemos nos deparar</p><p>em diversas áreas da logística.</p><p>Esse conhecimento promove uma visão integrada e ágil da cadeia de suprimentos, o que</p><p>capacitará você a tomar decisões estratégicas sobre o acondicionamento de produtos e a</p><p>terceirização de serviços, considerando aspectos de custo, segurança e e�ciência.</p><p>Além disso, é de fundamental importância adquirir habilidades para utilizar ferramentas</p><p>tecnológicas voltadas à análise de dados, ao monitoramento de operações e à tomada de</p><p>decisões baseadas em informações precisas e atualizadas.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Nesse contexto, em um primeiro momento, direcionamos o foco de nossos estudos à logística</p><p>lean e ao mapeamento do �uxo de valor. Conhecemos o histórico da logística lean, os tipos de</p><p>desperdícios e o processo de mapeamento do �uxo de valor atual e futuro. Esses saberes são</p><p>indispensáveis para identi�car e eliminar desperdícios, otimizando o funcionamento da cadeia de</p><p>suprimentos.</p><p>Posteriormente, tratamos das técnicas e métodos aplicados à logística, introduzindo �loso�as,</p><p>como a abordagem Just in Time, e sistemas, como Kanban e SIPOC. Essas técnicas são</p><p>importantes para a gestão e�caz do inventário e a sincronização das operações logísticas,</p><p>garantindo uma produção mais enxuta e ágil.</p><p>Dando continuidade à nossa jornada de aprendizagem, estudamos sobre embalagem e</p><p>unitização, conceitos primordiais para o acondicionamento de produtos e a terceirização de</p><p>serviços. A escolha adequada de embalagens e das técnicas de unitização exerce impacto direto</p><p>sobre a e�ciência operacional e os custos, além de interferir na segurança e integridade dos</p><p>produtos durante o transporte e armazenamento.</p><p>Por �m, conhecemos as principais tecnologias aplicadas à logística, que compreendem sistemas</p><p>como ERP, MRP, MRP II, MES, TMS, CRM, além das tecnologias RFID e EDI. O domínio dessas</p><p>ferramentas tecnológicas é vital para a análise de dados, monitoramento de operações e tomada</p><p>de decisões estratégicas, fortalecendo a capacidade de inovação e adaptação em um setor em</p><p>constante evolução.</p><p>A integração dos conhecimentos adquiridos ao longo desta unidade de aprendizagem prepara</p><p>você para promover melhorias signi�cativas na e�ciência operacional e gestão da cadeia de</p><p>suprimentos. Ao aplicar esses conceitos e técnicas a situações práticas, você estará bem mais</p><p>capacitado para enfrentar desa�os logísticos, otimizar processos e contribuir para a</p><p>sustentabilidade e competitividade das organizações.</p><p>É Hora de Praticar!</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>A empresa AlfaTech, especializada na fabricação de componentes eletrônicos, vem lidando com</p><p>desa�os signi�cativos em sua cadeia de suprimentos e logística. Apesar de observar uma</p><p>demanda crescente por seus produtos, a AlfaTech luta para atender aos pedidos de forma</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>e�ciente, o que resulta em atrasos na entrega, excesso de estoque, custos operacionais elevados</p><p>e insatisfação dos clientes.</p><p>Diante desse contexto, identi�cou-se que os processos logísticos internos são marcados por</p><p>desperdícios signi�cativos, falta de sincronia entre a produção e a demanda, gestão ine�ciente</p><p>de embalagens e unitização, além de uma terceirização (outsourcing) mal aproveitada e</p><p>sistemas de tecnologia da informação desatualizados.</p><p>Desse modo, quais estratégias podem ser sugeridas para que a empresa resolva esses</p><p>problemas?</p><p>Para que você possa solidi�car seu entendimento sobre os assuntos estudados nesta etapa de</p><p>aprendizagem, considere as seguintes perguntas:</p><p>Como a implementação de práticas lean pode cooperar com a eliminação de desperdícios</p><p>na cadeia de suprimentos?</p><p>De que maneira as tecnologias de informação, como ERP e RFID, transformam a gestão</p><p>logística e a tomada de decisão nas empresas?</p><p>Qual é o impacto da escolha de embalagens e técnicas de unitização na e�ciência e nos</p><p>custos das operações logísticas?</p><p>Para que os gestores da empresa AlfaTech solucionem as questões apresentadas anteriormente,</p><p>é possível recorrer às seguintes estratégias:</p><p>Logística lean: mapeamento do �uxo de valor</p><p>Implementação: a AlfaTech iniciará um projeto de mapeamento do �uxo de valor (Value</p><p>Stream Mapping – VSM) para identi�car todos os �uxos de material e de informação na</p><p>cadeia de suprimentos. Esse mapeamento ajudará a identi�car desperdícios nos processos</p><p>atuais, como excesso de estoque, esperas, movimentos desnecessários, entre outras</p><p>complexidades.</p><p>Resultado esperado: eliminação de desperdícios e otimização dos processos, dando</p><p>origem a uma cadeia de suprimentos</p><p>mais enxuta e e�ciente, o que reduzirá custos e</p><p>melhorará o tempo de resposta ao cliente.</p><p>Just in Time (JIT), Kanban e método SIPOC aplicados à logística</p><p>Implementação: deve-se adotar o sistema Just in Time para alinhar a produção com a</p><p>demanda real, minimizando os estoques e diminuindo os custos. O sistema Kanban será</p><p>utilizado para sinalizar a necessidade de reposição de materiais, baseando-se na demanda.</p><p>O método SIPOC (Suppliers, Inputs, Process, Outputs and Customers) ajudará a entender e</p><p>a melhorar os processos logísticos, de�nindo claramente os fornecedores, insumos,</p><p>processos, saídas e clientes.</p><p>Resultado esperado: redução de estoques, melhoria na e�ciência da produção e entrega, e</p><p>aumento da satisfação do cliente em função de um melhor alinhamento entre produção e</p><p>demanda.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Embalagem, unitização e outsourcing</p><p>Implementação: revisar e otimizar o design das embalagens para minimizar custos e maximizar</p><p>a e�ciência no transporte. Empregar soluções de unitização que facilitem a movimentação,</p><p>armazenagem e transporte. Avaliar e otimizar a estratégia de outsourcing, selecionando</p><p>parceiros que possam agregar valor ao processo logístico.</p><p>Resultado esperado: redução nos custos de embalagem e transporte, melhor aproveitamento do</p><p>espaço no armazenamento e nos veículos de transporte, e parcerias mais estratégicas e bem-</p><p>sucedidas.</p><p>Tecnologia de informação aplicada à logística</p><p>Implementação: atualizar os sistemas de tecnologia da informação para integrar todas as</p><p>operações logísticas, desde o pedido até a entrega. Adotar soluções de software que</p><p>permitam a rastreabilidade dos produtos, a gestão e�ciente de estoques, o planejamento de</p><p>demanda e a otimização de rotas.</p><p>Resultado esperado: melhoria na precisão dos dados, aumento na visibilidade da cadeia de</p><p>suprimentos, decisões mais rápidas e informadas, e uma maior capacidade de resposta às</p><p>mudanças na demanda.</p><p>A instauração dessas soluções permitirá à AlfaTech superar os desa�os logísticos atuais,</p><p>transformando sua cadeia de suprimentos em um processo mais enxuto, e�ciente e adaptável às</p><p>necessidades do mercado. A abordagem integrada, que combina princípios de logística lean,</p><p>Just in Time, Kanban, metodologia SIPOC, otimização de embalagens e unitização, estratégias de</p><p>outsourcing e�cazes e tecnologia da informação avançada, preparará a AlfaTech para atender</p><p>melhor aos seus clientes, reduzir custos e ampliar sua competitividade no mercado.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>,</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Unidade 4</p><p>Planejamento Logístico</p><p>Aula 1</p><p>Planejamento Logístico</p><p>Introdução ao planejamento logístico</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Bem-vindo a esta videoaula em que conheceremos informações essenciais sobre</p><p>o planejamento logístico. Por meio deste conteúdo, você terá acesso a uma introdução a esse</p><p>tema, investigando, em seguida, os principais fatores que afetam o planejamento. Ao prosseguir</p><p>nesta trajetória de aprendizagem, você descobrirá quais são os diferentes níveis em que o</p><p>planejamento logístico opera, até, por �m, saber como implementá-lo na prática. Compreender</p><p>esses conceitos é fundamental para aprimorar sua prática pro�ssional, otimizando processos e</p><p>melhorando o rendimento em qualquer ambiente de trabalho. Junte-se a mim nesta jornada</p><p>educativa e eleve suas habilidades a um novo patamar. Não perca!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá! Seja bem-vindo a esta aula dedicada aos fundamentos do planejamento logístico, um</p><p>elemento indispensável no mundo empresarial moderno. Esta etapa de estudos consiste em uma</p><p>breve introdução a esse tema tão relevante. Assim, conheceremos os fatores primordiais a</p><p>serem considerados nesse contexto, discutiremos sobre os diferentes níveis do planejamento</p><p>logístico e, para concluir, descobriremos como implementar efetivamente esses planos.</p><p>A logística, como espinha dorsal de qualquer operação comercial, considerando desde a</p><p>aquisição de matérias-primas até a entrega do produto �nal ao consumidor, exige um</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>planejamento meticuloso e estratégico. A e�ciência logística não apenas otimiza os processos</p><p>operacionais, mas também contribui signi�cativamente para a satisfação do cliente e a</p><p>sustentabilidade do negócio.</p><p>Frente a esse cenário, o objetivo de nossa problematização é responder aos seguintes</p><p>questionamentos:</p><p>Como um planejamento logístico e�caz pode servir como diferencial competitivo para as</p><p>empresas no cenário atual?</p><p>Quais são os desa�os e as oportunidades que surgem no processo de planejamento?</p><p>Como as organizações podem se adaptar às mudanças rápidas do mercado e às</p><p>exigências dos consumidores, mantendo, ao mesmo tempo, a e�ciência e a redução de</p><p>custos?</p><p>Essas são perguntas fundamentais, que nos guiarão através dos tópicos da aula, incentivando-</p><p>nos a re�etir sobre como esses princípios podem ser aplicados e adaptados à nossa realidade</p><p>pro�ssional.</p><p>Ao embarcar nesta jornada de aprendizagem, mantenha-se curioso e engajado. Os</p><p>conhecimentos a serem adquiridos a partir de agora têm o potencial de transformar desa�os em</p><p>oportunidades, conduzindo sua futura carreira para novos horizontes. A�nal, o planejamento</p><p>logístico não é apenas uma ferramenta operacional, mas também uma habilidade estratégica</p><p>que pode de�nir o sucesso de uma organização.</p><p>Desse modo, esteja pronto para pensar em como você pode trabalhar esses saberes em cenários</p><p>reais, tornando-se um pro�ssional mais capacitado e preparado para o dinamismo do mundo</p><p>empresarial. Vamos iniciar esta trajetória juntos, prontos para desvendar os segredos do</p><p>planejamento logístico e�ciente.</p><p>Bons estudos!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Introdução ao planejamento logístico</p><p>A importância de um planejamento logístico coeso no contexto empresarial atual é um tema de</p><p>relevância crescente no mundo dos negócios. Por isso, é fundamental conheceremos os motivos</p><p>pelos quais um planejamento logístico e�caz se torna tão determinante para as empresas no</p><p>cenário contemporâneo, marcado por rápidas mudanças tecnológicas, expectativas elevadas dos</p><p>consumidores e uma cadeia de suprimentos global complexa.</p><p>Em um primeiro momento, é preciso considerar a obrigatoriedade de as empresas se adaptarem</p><p>às constantes mudanças tecnológicas. No presente contexto empresarial, caracterizado por uma</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>evolução tecnológica veloz, as empresas devem incorporar novas tecnologias em seus</p><p>processos logísticos.</p><p>Frente a esse cenário, o uso de softwares avançados de gerenciamento de estoque, sistemas de</p><p>rastreamento em tempo real e soluções de automação são indispensáveis para aumentar a</p><p>e�ciência e reduzir custos. Um planejamento logístico que integra essas tecnologias viabiliza</p><p>uma análise de dados</p><p>mais adequada, a previsão de demanda e a otimização de rotas de</p><p>entrega.</p><p>A satisfação e a retenção de clientes, por outro lado, representam outro motivo que justi�ca a</p><p>necessidade de um planejamento logístico acurado. A logística desempenha um papel crucial na</p><p>satisfação do cliente, e é fato que os consumidores atuais esperam entregas rápidas, precisas e</p><p>custos de envio baixos. Um planejamento logístico bem elaborado permite que as empresas</p><p>atendam a essas expectativas a partir de uma gestão e�ciente do inventário, redução dos</p><p>tempos de entrega e oferta de opções de envio �exíveis. A capacidade de cumprir promessas</p><p>feitas ao cliente constrói con�ança e �delidade à marca.</p><p>De outro modo, a consciência ambiental e a responsabilidade social tornaram-se aspectos vitais</p><p>para as empresas. Um planejamento logístico e�caz ajuda as organizações a adotarem práticas</p><p>sustentáveis, como a redução da emissão de carbono por meio de rotas de entrega otimizadas e</p><p>uso de veículos ecoe�cientes. Isso não apenas diminui o impacto ambiental, mas também</p><p>melhora a imagem da empresa perante consumidores e stakeholders.</p><p>Mais um fator que explica a necessidade de as organizações contemporâneas planejarem</p><p>acertadamente seus processos e atividades logísticas é a busca pela resiliência na cadeia de</p><p>suprimentos.</p><p>No panorama global atual, permeado por incertezas econômicas e políticas, a resiliência da</p><p>cadeia de suprimentos torna-se uma característica de importância substancial para qualquer</p><p>organização. Nesse sentido, um planejamento logístico bem desenvolvido permite que as</p><p>empresas se antecipem e estejam preparadas para interrupções, como desastres naturais ou</p><p>con�itos comerciais. Algumas estratégias pertinentes para esses casos são diversi�cação de</p><p>fornecedores, manutenção de estoques de segurança e �exibilidade no transporte.</p><p>Por �m, é válido esclarecer que um sistema logístico bem planejado pode ser um diferencial</p><p>competitivo expressivo. A capacidade de entregar produtos de forma rápida e e�ciente,</p><p>mantendo custos baixos, ajuda as empresas a se destacarem em um mercado saturado. Além</p><p>disso, a e�ciência logística pode resultar em economias de escala, bene�ciando tanto as</p><p>organizações quanto os consumidores.</p><p>Planejamento logístico: fatores a serem considerados</p><p>Você já deve ter percebido que uma fábrica pode ter um excelente parque fabril, com máquinas</p><p>de última geração, dispor da melhor tecnologia, contar com uma mão de obra bastante</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>quali�cada e um produto �nal de altíssima qualidade, mas, caso essa empresa não entregue</p><p>bons serviços logísticos, tudo isso será perdido.</p><p>Para que as operações logísticas obtenham o melhor resultado, é necessário ter planejamento.</p><p>Ou seja, sua orientação estratégica, como pro�ssional da logística, deve preparar uma empresa</p><p>para atingir seus objetivos de lucros, desenvolvimento e participação no mercado. Sim, essa</p><p>sempre será a sua primeira e mais importante preocupação, a�nal a sua organização somente</p><p>existirá e permanecerá no mercado se esses objetivos forem alcançados. Sem agradar ao seu</p><p>cliente, isso não acontecerá. É importante ressaltar que o processo de aquisição de um bem ou</p><p>de prestação de um serviço não se encerra simplesmente ao �nal da linha de produção ou no</p><p>momento em que o serviço é executado.</p><p>Isso justi�ca a necessidade de haver um planejamento logístico que busque escoar a demanda</p><p>de seu nicho de mercado. Desse modo, um bom planejamento logístico poderá ser o diferencial</p><p>competitivo de uma organização. Tudo isso está relacionado com a infraestrutura da empresa,</p><p>desde sua gestão de marketing e de vendas, perpassando pelo planejamento de sua produção,</p><p>até a consequente armazenagem dessa produção, para posterior envio ao cliente.</p><p>Independentemente do valor do produto que a empresa fabrica, o cliente tem a expectativa de</p><p>recebê-lo exatamente como foi pedido na ordem de compra, intacto, em perfeito estado e</p><p>funcionamento (quando se trata de máquinas ou equipamentos), e, lógico, dentro do prazo</p><p>proposto na hora da venda.</p><p>Caso algum desses itens não seja contemplado, seu cliente �cará insatisfeito e poderá devolver</p><p>o produto. Esse desgaste afeta principalmente o consumidor, seu cliente, que é a razão da</p><p>existência da empresa. Uma logística mal planejada e mal executada resultará em danos</p><p>imensuráveis, aniquilando toda e qualquer campanha de marketing, além de causar danos</p><p>irreparáveis à sua marca e a consequente perda de sua carteira de clientes para a concorrência.</p><p>Todos esses prejuízos podem ser motivados por um mau planejamento logístico ou um</p><p>planejamento que não esteja sendo articulado da forma adequada. O problema pode ser iniciado</p><p>pelo uso de uma embalagem inadequada ou de uma estocagem incorreta, que não conserve o</p><p>item do modo apropriado, comprometendo sua inviolabilidade e a capacidade de resistir a algum</p><p>dano físico até sua entrega �nal. A partir da campanha de marketing e da venda do produto, na</p><p>cadeia de fornecedores, deve-se assegurar a disponibilização da melhor matéria-prima dentro do</p><p>prazo estipulado. Toda a sua linha de produção precisa estar devidamente engajada com a</p><p>qualidade e o cumprimento de prazos. Entendeu agora a razão pela qual deve existir um ótimo</p><p>planejamento logístico?</p><p>Níveis do planejamento logístico</p><p>O planejamento logístico pode ser analisado sob dois níveis fundamentais, os quais podemos</p><p>considerar como pontos indispensáveis para quem deseja atender plenamente às demandas de</p><p>seus clientes.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>O primeiro é o nível tático, que, na maior parte dos casos, compreende decisões e estratégias</p><p>que são tomadas pela alta direção da organização, pois remete a planos estratégicos de médio e</p><p>longo prazo, os quais normalmente demandam maiores investimentos. Por essa razão, as</p><p>decisões estipuladas nesse nível são de fundamental importância, uma vez que é por meio delas</p><p>que a alta direção estabelece todo o seu planejamento estratégico, a �m de atingir seus objetivos</p><p>– ou seja, atender às necessidades, aos desejos e, principalmente, às expectativas de seus</p><p>clientes.</p><p>Algumas decisões estratégicas integradas ao nível tático são:</p><p>Instalações físicas da sua organização: são adequadas à demanda da empresa?</p><p>Investimentos: há a necessidade de investimentos em melhorias nos processos envolvidos</p><p>para o pleno atendimento de seus clientes?</p><p>Tecnologia: está adequada para a sua demanda e atende plenamente a todos os</p><p>processos?</p><p>Transportadora: é preciso efetuar a troca da empresa responsável pelo transporte em</p><p>função de quebra de contrato e não atendimento às condições impostas nesse</p><p>documento?</p><p>O nível seguinte é o operacional, também denominado como chão de fábrica, que é restrito aos</p><p>supervisores de áreas envolvidas em todos os processos, responsáveis pelas seguintes</p><p>decisões:</p><p>Pessoal envolvido: há necessidade de fornecer treinamentos ao pessoal envolvido em</p><p>áreas que não estão correspondendo conforme o esperado?</p><p>Quali�cação: todos os funcionários vinculados aos processos possuem a devida</p><p>quali�cação para atuar em suas respectivas áreas?</p><p>Tecnologia nos processos: os softwares usados nos processos são apropriados?</p><p>Movimentação de materiais: é adequada às suas necessidades?</p><p>Fornecedores: cumprem com suas responsabilidades, conforme estipulado no contrato?</p><p>Siga em Frente...</p><p>Em uma visão mais ampla, podemos considerar outros fatores determinantes para o</p><p>planejamento estratégico e logístico:</p><p>Localização da planta industrial ou do centro de distribuição (CD): este pode ser o elemento</p><p>mais fundamental para agilizar a sua logística, pois contempla rodovias e/ou ferrovias</p><p>existentes na região e a proximidade de portos ou aeroportos.</p><p>Disponibilidade de mão de obra quali�cada, treinada e motivada: um simples funcionário</p><p>desquali�cado ou desmotivado pode trazer péssimos resultados.</p><p>Fornecedores quali�cados e que atendam às suas necessidades: não se pode dizer a um</p><p>cliente insatisfeito que a culpa do atraso na entrega do produto é do seu fornecedor, pois,</p><p>nesse caso, o consumidor simplesmente o trocará</p><p>pelo seu concorrente.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Conhecimento dos concorrentes: esteja sempre um passo à frente deles.</p><p>Harmonia com o planejamento funcional da sua organização: de nada adianta contar com</p><p>uma logística excelente e extraordinária se a produção não cumpre seus prazos e metas.</p><p>Abordagem Just in Time: pode ser usada para minimizar estoques.</p><p>Foco voltado aos processos-chave do negócio e externalização dos demais processos</p><p>(fornecedores quali�cados e com alto nível de comprometimento): é importante escolher</p><p>entre fazer ou comprar.</p><p>Nível de serviço a ser oferecido ao cliente: é preciso de�nir o nível de atendimento que</p><p>desejo conceder aos meus clientes.</p><p>Conhecer as necessidades dos clientes ou do público-alvo: como vou satisfazer meu</p><p>cliente se não o conheço?</p><p>A consideração de todos esses aspectos resultará em quatro benefícios fundamentais que</p><p>ajudarão a organização a manter-se competitiva no mercado:</p><p>Redução de custos.</p><p>Diminuição de capital a ser investido.</p><p>Melhoria nos serviços fornecidos ao cliente.</p><p>Consequente minimização de custos e maximização de lucros.</p><p>Os resultados obtidos constituem o que podemos chamar de gestão do ciclo do sucesso:</p><p>Mínima perda de clientes.</p><p>Altos faturamentos e lucros.</p><p>Satisfação dos acionistas.</p><p>Investimentos da organização para contínua melhoria.</p><p>Investimentos em recursos humanos (treinamentos e tecnologia).</p><p>Satisfação dos funcionários.</p><p>Força de trabalho motivada e dedicada.</p><p>Serviços e produtos de melhor qualidade.</p><p>Satisfação dos clientes.</p><p>Para não incorrer no equívoco de tomar como verdade a ideia de que o planejamento logístico</p><p>deve ater-se apenas às estruturas e decisões relacionadas aos transportes, devemos considerar</p><p>que um bom planejamento logístico inclui: a demanda por tecnologias, como softwares de</p><p>qualidade, que possibilitem um melhor controle e tomadas de decisão fundamentadas; frota de</p><p>veículos compatível para o atendimento da demanda de sua produção para o mercado;</p><p>compreensão da forma de gestão da empresa, ou seja, se é centralizada ou não; capacitação da</p><p>mão de obra, a �m de prover pro�ssionais logísticos que atuem de maneira pro�ssional,</p><p>estratégica e sejam capazes de eliminar desperdícios de tempo e dinheiro, cooperando com a</p><p>credibilidade da sua marca. Essas vantagens se transformarão em um diferencial competitivo da</p><p>sua empresa no mercado frente aos seus concorrentes. Além disso, não se esqueça de estender</p><p>esse planejamento logístico para os departamentos de apoio.</p><p>Implementando o planejamento logístico</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Podemos a�rmar que um planejamento logístico e�ciente começa na de�nição estratégica da</p><p>empresa, na intenção de capacitá-la para alcançar seus objetivos em termos de faturamento e</p><p>lucro, crescimento e participação no mercado. É lógico que estamos falando sobre um processo</p><p>criativo, considerando uma projeção do futuro, e que geralmente é orientado pela alta cúpula da</p><p>organização, a qual delineia e consolida as diretrizes gerais da empresa num projeto corporativo</p><p>conjunto.</p><p>Em seguida, esse projeto pode ser dividido em partes que englobam as mais diversas áreas</p><p>funcionais, como marketing, produção e logística. Cada parte pode ser chamada de subprograma</p><p>e requer a adoção de muitas atividades e decisões especí�cas, como qual será o centro de</p><p>armazenagem ou estocagem, as políticas de estocagem a serem de�nidas e colocadas em</p><p>prática, os sistemas de atendimento de pedidos e, por �m, a seleção dos modais de transporte a</p><p>serem utilizados.</p><p>Que tal descrevermos os passos que podem ser considerados para desenvolver um melhor</p><p>planejamento logístico?</p><p>Necessidade: é geralmente referendada pela alta cúpula da direção da empresa e faz parte</p><p>do planejamento estratégico da organização. Mas também pode referir-se a um problema</p><p>detectado em qualquer parte da logística, o qual afete o desempenho da empresa.</p><p>De�nição do problema: deve-se con�gurar a necessidade na forma do problema encontrado</p><p>para que seja mais bem compreendido.</p><p>Síntese: quais seriam as possíveis soluções para a questão envolvida?</p><p>Análise: faça as adequações necessárias para veri�car se a solução encontrada realmente</p><p>é a melhor.</p><p>Aplicação: coloque a proposta de resolução em prática experimentalmente, para veri�car e</p><p>acompanhar os resultados.</p><p>Avaliação: se a solução posta em prática atingir os resultados esperados, torne-os parte da</p><p>programação na condução de toda a sua logística.</p><p>Por �m, acompanhe periodicamente os resultados e veri�que se existem falhas ou novas</p><p>necessidades no seu sistema logístico. Tome a iniciativa e solucione qualquer problema antes</p><p>que o seu cliente reclame.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>A logística é um pilar fundamental no mundo empresarial, sendo responsável pela gestão e�caz</p><p>do �uxo de produtos desde a aquisição de matérias-primas até a entrega ao consumidor �nal. O</p><p>planejamento logístico abrange a compreensão dos métodos e estratégias necessários para</p><p>otimizar esse �uxo, garantindo que os produtos certos cheguem no lugar certo, no momento</p><p>certo e nas condições ideais, tudo isso com o menor custo possível. A obtenção desses</p><p>resultados requer uma análise cuidadosa dos fatores que in�uenciam a logística, como demanda</p><p>do mercado, infraestrutura disponível, regulamentações e tecnologia.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Um planejamento logístico e�caz é, sem dúvida, um diferencial competitivo para as empresas no</p><p>cenário atual, marcado por uma concorrência acirrada e por consumidores cada vez mais</p><p>exigentes. Um planejamento bem-sucedido permite às empresas não apenas atender às</p><p>expectativas dos clientes de forma mais precisa, mas também reduzir custos operacionais,</p><p>melhorar a gestão de estoque e responder de modo mais ágil às mudanças do mercado.</p><p>Contudo, o processo de planejamento logístico não está isento de desa�os. As empresas</p><p>enfrentam diversas di�culdades, como a volatilidade da demanda, a complexidade das cadeias</p><p>de suprimentos globais, as variações nos custos de transporte e armazenamento, além das</p><p>constantes transformações tecnológicas. Ao mesmo tempo, esses desa�os trazem consigo</p><p>oportunidades signi�cativas para inovação e melhoria contínua. A utilização de tecnologias</p><p>avançadas, como a Internet das Coisas (IoT), inteligência arti�cial (IA) e análise de Big Data, pode</p><p>fornecer insights valiosos para a otimização dos processos logísticos.</p><p>Para se adaptar às rápidas mudanças do mercado e às exigências dos consumidores, mantendo</p><p>a e�ciência e a redução de custos, as organizações precisam adotar uma abordagem �exível e</p><p>resiliente no seu planejamento logístico. Nesse sentido, algumas medidas pertinentes são a</p><p>diversi�cação de fornecedores, o investimento em tecnologias que proporcionem maior</p><p>visibilidade e controle sobre a cadeia de suprimentos, e a adoção de estratégias de logística</p><p>sustentável que não apenas reduzam custos, mas também atendam às crescentes demandas</p><p>por responsabilidade ambiental e social.</p><p>Por �m, é importante evidenciar que o planejamento logístico é um campo dinâmico e complexo,</p><p>que exige das empresas uma abordagem estratégica e adaptativa. Ao lidar com os desa�os e</p><p>aproveitar as oportunidades que surgem, as organizações podem não apenas sobreviver, mas</p><p>prosperar no ambiente empresarial contemporâneo.</p><p>Saiba mais</p><p>O planejamento logístico é de fundamental importância para o sucesso de qualquer empresa. Ele</p><p>envolve a coordenação e�ciente de várias atividades, como transporte, armazenamento de</p><p>mercadorias, manuseio de materiais e embalagem, para garantir que os produtos sejam</p><p>entregues ao cliente �nal de maneira adequada e econômica. Para que você aprofunde seus</p><p>conhecimentos sobre a importância e os benefícios resultantes de um planejamento logístico</p><p>e�caz, faça a leitura do artigo Planejamento logístico e suas contribuições para a redução de</p><p>custos, cujo link de acesso está disponível a seguir.</p><p>Planejamento logístico e suas contribuições para a redução de custos.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>OLIVEIRA, A. C.; SOUZA, A. A. de. Planejamento logístico e suas contribuições para a redução de</p><p>custos. Revista Cientí�ca Eletrônica de Ciências Aplicadas da FAIT, n. 1, maio, 2021. Disponível</p><p>em: http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-</p><p>16-17-56.pdf. Acesso em: 21 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 2</p><p>Nível de Serviço Logístico</p><p>Nível de serviço logístico</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula trataremos de um tema de enorme importância para o sucesso</p><p>no setor logístico: o nível de serviço logístico. Vamos apresentar a de�nição desse conceito, suas</p><p>respectivas dimensões e os elementos que o compõem. Este conhecimento é fundamental para</p><p>a sua prática pro�ssional, pois entender o nível de serviço logístico permite otimizar operações,</p><p>melhorar a satisfação do cliente e aumentar a e�ciência. Portanto, este conteúdo é um recurso</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf</p><p>http://fait.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/vKqaBqg5rVnjA3w_2021-8-30-16-17-56.pdf</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>essencial para quem busca excelência na área logística. Prepare-se para adquirir conhecimentos</p><p>que farão a diferença na sua carreira. Vamos começar?</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá! Seja bem-vindo a mais uma etapa de aprendizagem da disciplina Processos Logísticos. É</p><p>com grande satisfação que dou as boas-vindas a você, caro estudante, neste ambiente de</p><p>conhecimento e descoberta. A sua presença aqui é um passo valioso em direção ao</p><p>aprofundamento de seus estudos e ao seu desenvolvimento acadêmico e pro�ssional. Estou</p><p>aqui para apoiá-lo em cada fase desse processo, fornecendo os recursos e o suporte</p><p>necessários para que você alcance seus objetivos.</p><p>Nesta fase de estudos, nosso foco será direcionado ao conceito de nível de serviço logístico, um</p><p>tema de grande relevância para a gestão e�ciente de operações e cadeias de suprimentos.</p><p>Inicialmente, conheceremos a de�nição de nível de serviço, entendendo seu signi�cado e</p><p>importância dentro do contexto logístico.</p><p>Em seguida, abordaremos as dimensões e os elementos que compõem o nível de serviço,</p><p>fornecendo uma visão abrangente de como esses aspectos in�uenciam a performance</p><p>operacional e a satisfação do cliente. Este conteúdo é indispensável para a compreensão de</p><p>como as atividades logísticas se interligam para criar valor nas operações empresariais,</p><p>exercendo impacto direto sobre a competitividade e o sucesso das organizações.</p><p>Para estimular a re�exão e garantir um aproveitamento completo do conteúdo, considere as</p><p>seguintes perguntas durante a aula:</p><p>Qual a importância do nível de serviço logístico para a gestão de cadeias de suprimentos?</p><p>Como as dimensões e os elementos do nível de serviço in�uenciam a satisfação do cliente</p><p>e a performance operacional das empresas?</p><p>De que maneira um planejamento acurado pode ser utilizado para melhorar o nível de</p><p>serviço logístico?</p><p>Essas questões ajudarão você a entender a aplicabilidade dos conceitos discutidos e identi�car</p><p>como os conhecimentos adquiridos podem ser empregados na prática. Encorajo você a se</p><p>engajar ativamente nas discussões, utilizando os insights obtidos para enriquecer sua</p><p>compreensão e capacidade analítica.</p><p>Lembre-se: o seu comprometimento e curiosidade são os maiores aliados no processo de</p><p>aprendizagem. Mantenha-se focado, questione e explore as possibilidades que esta aula trará</p><p>para sua formação e carreira.</p><p>Bons estudos!</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Vamos Começar!</p><p>Nível de serviço logístico</p><p>No atual contexto, é preciso criar condições de adaptação da empresa junto ao seu mercado</p><p>consumidor, no qual a velocidade das tecnologias e das informações faz com que o produto e o</p><p>serviço não se restrinjam apenas ao preço, mas contemplem uma dimensão muito maior na</p><p>diferenciação perante o cliente. Eis o grande desa�o da nova gestão: agregar valor ao produto</p><p>e/ou serviço. Mas o que é valor? Esse conceito se iguala ao preço? Ao custo?</p><p>Valor é o grau de benefício obtido como resultado da utilização e das experiências vividas com</p><p>um produto. É a percepção do cliente e das demais partes interessadas sobre o grau de</p><p>atendimento de suas necessidades, considerando as características e atributos do produto, seu</p><p>preço e a facilidade de aquisição, de manutenção e de uso ao longo de todo o seu ciclo de vida.</p><p>As organizações buscam criar e entregar valor para todas as partes interessadas. Isso requer um</p><p>balanceamento do valor na percepção dos clientes, dos acionistas, da força de trabalho e da</p><p>sociedade.</p><p>Administrar o processo de serviços dentro da cadeia de suprimento, atentando-se às</p><p>necessidades e à satisfação do cliente, é uma forma mais viável de agregar valor a esse sistema.</p><p>Dentro dos conceitos logísticos, podemos determinar o que o consumidor espera: o produto</p><p>certo, na hora certa, na quantidade certa, no local certo, com o custo adequado.</p><p>Anteriormente, as organizações se posicionavam ou pela de�nição de preços (baixos), ou pela</p><p>diferenciação em seus produtos. No entanto, no mundo globalizado, em que a tecnologia e a</p><p>informação imperam, as novidades são facilmente copiadas em prazos curtos. Assim, o contexto</p><p>de qualidade e serviço ao cliente é uma vertente clara das mudanças e um ponto forte na</p><p>diferenciação.</p><p>Todos fazem parte de uma cadeia de serviços, encontrando-se ora no processo de comprar, ora</p><p>no processo de vender. Os serviços representam uma parte fundamental do processo de procura</p><p>versus oferta. Para facilitar a visualização dessa ideia, pode-se considerar como exemplo um</p><p>almoço em um restaurante. Nesse caso, o desejo maior é o de alimentar-se (compra da comida).</p><p>No entanto, desde a chegada ao estabelecimento, é possível se deparar com os serviços: o</p><p>manobrista que guarda o carro, a recepcionista que recebe o cliente e o acompanha até a mesa,</p><p>além de todo o serviço prestado pelo garçom, incluindo o cafezinho após a refeição. Esses</p><p>serviços que estão correlacionados com o produto principal (nessa circunstância, a comida) é</p><p>que podem trazer uma experiência “mágica” para os consumidores.</p><p>Fazer apenas o que está de�nido pela organização como padrão de atendimento pode até suprir</p><p>as necessidades do cliente, mas talvez não satisfaça plenamente suas expectativas. Já não</p><p>basta simplesmente satisfazer clientes; é preciso encantá-los!</p><p>Como a logística pode agregar valor aos clientes?</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A logística agrega valor de lugar, de tempo, de qualidade e de informação à cadeia produtiva.</p><p>Além de associar os valores positivos para o consumidor �nal, a logística moderna procura</p><p>eliminar do processo tudo que não tenha valor para o cliente, ou seja, aquilo que acarrete</p><p>somente custos e perdas de tempo.</p><p>De acordo com Neves (2005), a logística tem valor quando considera</p><p>os 8Rs:</p><p>Right material: material certo.</p><p>Right quantity: quantidade correta.</p><p>Right quality: qualidade justa.</p><p>Right place: lugar certo.</p><p>Right time: tempo correto.</p><p>Right method: método adequado.</p><p>Right cost: custo justo.</p><p>Right impression: boa impressão.</p><p>Nesse contexto, é possível comprovar que a logística é uma das competências que podem</p><p>contribuir com o processo de agregação de valor para o cliente. Quando as operações estão</p><p>integradas e são entendidas como competências-chave do negócio, podem servir como base</p><p>para a obtenção de vantagem estratégica.</p><p>De�nição de nível de serviço</p><p>Serviço pode ser de�nido como um conjunto de atividades que são oferecidas por uma pessoa</p><p>ou empresa com o objetivo de satisfazer as necessidades ou desejos de um cliente ou grupo de</p><p>clientes. Ao contrário de um produto, que é tangível e pode ser �sicamente entregue ao</p><p>consumidor, um serviço é intangível, o que signi�ca que não pode ser tocado, visto ou sentido de</p><p>forma concreta. Os serviços são realizados e consumidos ao mesmo tempo, e sua execução</p><p>pode variar de acordo com o fornecedor, o cliente e cada situação.</p><p>Também podemos conceitualizar os serviços como todos os benefícios oferecidos aos clientes.</p><p>Essa visão é bem ampla quanto à natureza dos serviços, mas é importante entender que tal</p><p>interpretação não necessariamente re�ete as missões e visões da organização. O conceito de</p><p>serviço é mais pontual e diz respeito ao presente, ao que a empresa faz e ao que seus clientes</p><p>visualizam. Dentro desse âmbito, é válido destacar a necessidade de saber detalhadamente</p><p>como o serviço, os resultados e as experiências serão manifestados.</p><p>Logo, pode-se a�rmar que não existe uma única de�nição para “nível de serviço”, uma vez que</p><p>cada indivíduo terá uma visão diferente em relação a uma organização especí�ca. Porém devem</p><p>ser considerados quatro elementos básicos para a designação desse conceito, os quais se</p><p>mostram essenciais para que os consumidores possam constatar que lhes foi entregue um</p><p>elevado nível de serviço. São eles:</p><p>Experiência do serviço: como o fornecedor lida com o cliente?</p><p>Resultado do serviço: o que o cliente recebe?</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Operação do serviço: como o serviço é entregue?</p><p>Valor do serviço: qual o benefício em relação ao custo?</p><p>Desse modo, a gestão das operações e dos serviços é a arte de criar e entregar valor. O grande</p><p>desa�o nesse sentido é conseguir o equilíbrio entre agregar valor ao consumidor e diminuir o</p><p>custo da organização, gerando os seguintes ganhos:</p><p>Maximizar os benefícios para o cliente.</p><p>Minimizar os custos �nanceiros e de sacrifício para o cliente.</p><p>Minimizar o custo para a organização.</p><p>Outro ponto a ser contemplado é a intangibilidade dos serviços. Ou seja, os serviços são de difícil</p><p>mensuração. Por essas di�culdades encontradas, é necessário achar meios de fornecer indícios</p><p>físicos para que o cliente fortaleça o valor do conceito. Muitos autores consideram essa</p><p>vantagem competitiva como algo próprio das experiências dos consumidores, mas acrescentar</p><p>valores tangíveis aos serviços pode gerar novos diferenciais</p><p>E o que é nível de serviço logístico? O nível de serviço logístico é de�nido como a qualidade com</p><p>que o �uxo de bens e serviços é gerenciado. Ou seja, é o resultado líquido de todos os esforços</p><p>logísticos da empresa.</p><p>Considerando esse cenário, também podemos conceitualizar nível de serviço logístico como o</p><p>desempenho oferecido pelos fornecedores aos seus clientes no atendimento dos pedidos. Esse</p><p>desempenho entregue é um fator-chave do conjunto de valores logísticos que as organizações</p><p>concedem a seus clientes para garantir a �delidade.</p><p>Por �m, o nível de serviço também pode ser de�nido como aquilo que o cliente percebe além do</p><p>produto em si.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Dimensões e elementos do nível de serviço</p><p>O nível de serviço logístico fornecido por diversas empresas possui muitas dimensões na prática,</p><p>de acordo com o segmento de atuação. Alguns exemplos de dimensões do nível de serviço são:</p><p>Tempo decorrido entre o recebimento de um pedido no depósito do fornecedor e seu</p><p>despacho a partir desse depósito.</p><p>Lote mínimo de compra ou qualquer limitação no sortimento de itens de uma ordem</p><p>recebida pelo fornecedor.</p><p>Porcentagem de itens em falta no depósito do fornecedor a qualquer instante.</p><p>Proporção dos pedidos de clientes preenchidos com exatidão.</p><p>Porcentagem de clientes atendidos ou volume de ordens entregues dentro de um intervalo</p><p>de tempo desde a recepção do pedido.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Porcentagem de ordens dos clientes que podem ser preenchidas completamente assim</p><p>que são recebidas no depósito.</p><p>Proporção de bens que chegam ao cliente em condições adequadas para venda.</p><p>Tempo despendido entre a colocação de um pedido pelo cliente e a entrega dos bens</p><p>solicitados.</p><p>Facilidade e �exibilidade com que o cliente pode gerar um pedido.</p><p>Por sua vez, o serviço oferecido inclui um grande número de fatores individuais, sendo que a</p><p>maioria está sob controle logístico. Esses fatores são classi�cados de acordo com sua relação</p><p>com a transação do produto:</p><p>Elementos de pré-transação: proporcionam por escrito uma política para o nível de serviço,</p><p>deixando claro aos clientes o que eles podem esperar do serviço oferecido. Criar uma</p><p>estrutura organizacional para implementar a política de nível de serviço e providenciar</p><p>treinamento técnico ou manuais aos clientes são práticas que também contribuem para</p><p>melhorar as relações entre clientes e fornecedores.</p><p>Elementos de transação: estão diretamente envolvidos nos resultados obtidos com a</p><p>entrega do produto ao cliente. Nesse caso, é importante ajustar níveis de estoque,</p><p>selecionar modos de transporte e determinar procedimentos para processamento de</p><p>pedidos, os quais, por sua vez, têm in�uência sobre tempos de entrega, exatidão do</p><p>preenchimento de ordens, condição das mercadorias na recepção do cliente e</p><p>disponibilidade de estoque.</p><p>Elementos de pós-transação: representam os serviços necessários para apoiar o produto</p><p>no campo, proteger consumidores de produtos defeituosos, providenciar o retorno de</p><p>embalagens ou tratar de reclamações, devoluções ou solicitações. Essas atividades</p><p>ocorrem após a venda do produto, mas devem ser planejadas nos estágios de transação ou</p><p>pré-transação.</p><p>Portanto, o nível de serviço é a soma de todos os elementos descritos anteriormente, já que os</p><p>clientes reagem a esse conjunto como um todo.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>O nível de serviço logístico é um conceito fundamental no campo da logística e gestão da cadeia</p><p>de suprimentos. Refere-se à qualidade com que a logística de uma empresa pode entregar seus</p><p>produtos ou serviços aos clientes. A de�nição de nível de serviço engloba uma série de</p><p>parâmetros que determinam o quão e�caz e e�ciente é o processo de entrega, abrangendo</p><p>desde a precisão do pedido até a rapidez da entrega e a qualidade do atendimento ao cliente.</p><p>As dimensões e elementos do nível de serviço logístico são variados e incluem aspectos como</p><p>tempo de entrega, con�abilidade, disponibilidade de produtos, capacidade de resposta,</p><p>�exibilidade e qualidade da comunicação com o cliente. Esses componentes são essenciais para</p><p>entender como a logística de uma empresa pode afetar diretamente a satisfação do cliente e a</p><p>performance operacional. Por exemplo, entregas mais rápidas e con�áveis ajudam a aumentar</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>expressivamente a satisfação do cliente, enquanto uma boa comunicação pode auxiliar no</p><p>gerenciamento das expectativas dos clientes e na mitigação de possíveis insatisfações.</p><p>A importância do nível de serviço logístico para a gestão de cadeias de suprimentos reside na</p><p>sua capacidade de se tornar um diferencial competitivo para as empresas. Um alto nível de</p><p>serviço logístico pode não apenas satisfazer, mas também superar as expectativas dos clientes,</p><p>criando lealdade à marca e vantagem competitiva no mercado. Além disso, uma gestão e�caz do</p><p>nível de serviço pode resultar em operações mais e�cientes, reduzindo custos com desperdícios,</p><p>atrasos e retrabalhos.</p><p>Um planejamento</p><p>acurado é imprescindível para melhorar o nível de serviço logístico. Ele envolve</p><p>a análise detalhada das necessidades dos clientes, a avaliação das capacidades logísticas da</p><p>empresa e a identi�cação de áreas para melhoria. Um planejamento bem elaborado pode ajudar</p><p>a otimizar os processos logísticos, melhorar a precisão dos pedidos, diminuir o tempo de entrega</p><p>e aumentar a �exibilidade para atender a demandas variadas. Ferramentas como tecnologia de</p><p>informação, análise de dados e sistemas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) pode</p><p>ser utilizada para aprimorar a precisão no planejamento e execução do nível de serviço logístico.</p><p>A re�exão sobre como as dimensões e os elementos do nível de serviço logístico in�uenciam a</p><p>satisfação do cliente e a performance operacional das empresas revela a complexidade e a</p><p>importância de uma gestão logística efetiva. Ao considerar esses aspectos, as organizações</p><p>podem desenvolver estratégias mais robustas para não apenas atender, mas também superar as</p><p>expectativas dos clientes, garantindo assim uma posição sólida no mercado competitivo.</p><p>Saiba mais</p><p>O nível de serviço é um componente fundamental para a competitividade de uma empresa,</p><p>podendo se tornar, em mercados altamente competitivos, um diferencial importante.</p><p>Organizações que oferecem um excelente serviço podem se destacar da concorrência e atrair</p><p>mais clientes. Cabe salientar, ainda, que o nível de serviço logístico in�uencia diretamente o nível</p><p>de satisfação dos consumidores. Entretanto, qual o impacto que os níveis de serviços logísticos</p><p>elevados exercem sobre a lucratividade da empresa? Para que você possa compreender como o</p><p>lucro se comporta em relação ao nível de serviço, faça a leitura do artigo sugerido a seguir.</p><p>A in�uência do nível de serviço logístico na satisfação do cliente: um estudo em montadora do</p><p>setor automobilístico.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540</p><p>https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>NEVES, M. A. O. Introdução à logística e SCM (CD). São Paulo: Tigerlog, 2005.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>TOMOYOSE, F. H. A in�uência do nível de serviço logístico na satisfação do cliente: um estudo</p><p>em montadora do setor automobilístico. 2014. 186 f. Dissertação (Mestrado em Administração)</p><p>– Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, SP, 2014. Disponível em:</p><p>https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>Aula 3</p><p>Medição de Desempenho</p><p>Medição de Desempenho</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula você descobrirá a importância da medição de desempenho</p><p>logístico e conhecerá diversos indicadores internos e externos essenciais. Esses temas são</p><p>cruciais para saber como otimizar as operações logísticas e elevar a satisfação do cliente,</p><p>práticas que são fundamentais para o sucesso de qualquer negócio no ambiente competitivo</p><p>atual. Assim, preparei um conteúdo abrangente, que equipará você com um conhecimento</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>https://www.uscs.edu.br/pos-stricto-sensu/arquivo/540</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>aplicável à sua jornada pro�ssional. Não perca esta oportunidade de aprimorar suas habilidades</p><p>em logística. Junte-se a mim nesta etapa de aprendizagem!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá! Seja bem-vindo a mais esta aula da disciplina Processos Logísticos. O foco desta fase de</p><p>estudos está direcionado à essencialidade da medição de desempenho dentro do vasto campo</p><p>da logística. Este encontro acadêmico tem o objetivo de equipá-lo com conhecimentos</p><p>fundamentais que explicam como a performance logística é avaliada, tanto internamente quanto</p><p>externamente, por meio de indicadores especí�cos. A importância desses indicadores não pode</p><p>ser subestimada, pois eles servem como ferramentas cruciais para entender, analisar e melhorar</p><p>as operações logísticas, garantindo assim a e�ciência e a e�cácia dos processos.</p><p>Ao longo desta etapa de aprendizagem, exploraremos três áreas principais: a medição de</p><p>desempenho logístico; os indicadores de desempenho logístico interno; e os indicadores de</p><p>desempenho logístico externo. Cada uma dessas áreas é vital para compreender como as</p><p>operações logísticas podem ser otimizadas para atender às demandas do mercado e às</p><p>expectativas dos clientes. Os indicadores de desempenho interno concentram-se na avaliação</p><p>dos processos internos, enquanto os indicadores externos voltam-se para a análise da satisfação</p><p>do cliente e a e�ciência na entrega.</p><p>Para estimular o pensamento crítico e a participação ativa, considere as seguintes perguntas</p><p>durante nossa discussão:</p><p>Como os indicadores de desempenho logístico interno in�uenciam a e�ciência</p><p>operacional?</p><p>De que maneira os indicadores de desempenho logístico externo re�etem a satisfação do</p><p>cliente e a competitividade no mercado?</p><p>Como a medição de desempenho logístico contribui para a identi�cação de áreas de</p><p>melhoria e inovação em processos logísticos?</p><p>Essas questões são projetadas para mantê-lo engajado e atento aos elementos que são</p><p>fundamentais para o desenvolvimento de uma compreensão abrangente da logística.</p><p>Encorajo você a se dedicar ao estudo desses conceitos primordiais, pois eles são peças-chave</p><p>para o sucesso na área de processos logísticos.</p><p>Bons estudos!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Medição de desempenho logístico</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A medição de desempenho em operações logísticas é fundamental para a sobrevivência,</p><p>competitividade e perenidade das empresas no mercado atual, o qual é caracterizado por sua</p><p>alta dinâmica e concorrência. Primeiro, é importante destacar que essa medição permite que as</p><p>organizações identi�quem com precisão as e�ciências e ine�ciências em seus processos</p><p>logísticos. Ao quanti�car o desempenho por meio de indicadores-chave de desempenho (KPIs),</p><p>as empresas conseguem monitorar a e�cácia das suas operações, considerando desde a</p><p>aquisição de matéria-prima até a entrega �nal ao consumidor. Esse diagnóstico facilita a tomada</p><p>de decisões informadas e a implementação de ações corretivas e preventivas, garantindo uma</p><p>gestão mais efetiva da cadeia de suprimentos.</p><p>Além disso, a medição de desempenho possibilita a melhoria contínua. A partir dessa atividade,</p><p>as empresas podem estabelecer benchmarks internos e externos, promovendo a inovação e a</p><p>adoção de melhores práticas do setor. Esse aspecto é vital para manter a relevância e</p><p>competitividade no mercado, pois permite que as organizações se adaptem rapidamente às</p><p>mudanças de demanda dos consumidores, às novas tecnologias e aos padrões regulatórios.</p><p>A concorrência no mercado, por sua vez, é diretamente in�uenciada pela capacidade de uma</p><p>empresa entregar produtos e serviços de forma e�caz e e�ciente. A medição de desempenho</p><p>logístico contribui para a redução</p><p>de custos operacionais, otimização de estoques, melhoria no</p><p>tempo de entrega e aumento da satisfação do consumidor. Organizações que dominam esses</p><p>aspectos tendem a se destacar, pois concedem um valor mais expressivo aos seus clientes em</p><p>comparação aos concorrentes.</p><p>Por �m, a medição de desempenho é vital para a perenidade das empresas. Ela fornece</p><p>informações valiosas para o planejamento estratégico e a sustentabilidade do negócio a longo</p><p>prazo. Conhecer as tendências de desempenho no decorrer do tempo ajuda as organizações a se</p><p>anteciparem a desa�os futuros, adaptando-se e evoluindo conforme necessário para manter sua</p><p>posição no mercado.</p><p>Desse modo, podemos a�rmar que a medição de desempenho em operações logísticas não é</p><p>apenas um requisito para a e�ciência operacional, mas uma alavanca crítica para a</p><p>competitividade, crescimento e sustentabilidade empresarial.</p><p>E como o desempenho pode ser mensurado? A resposta para essa pergunta é bastante simples:</p><p>por meio dos indicadores de desempenho.</p><p>Os indicadores de desempenho são instrumentos desenvolvidos pelas empresas para</p><p>acompanhar como estão funcionando. A partir da materialização de dados, realizam-se análises</p><p>cujos resultados in�uenciam as tomadas de decisões. É importante evidenciar que os</p><p>indicadores de desempenho devem envolver toda a organização, do nível operacional ao</p><p>estratégico.</p><p>Indicadores de desempenho interno</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Que tal entender um pouco mais sobre os indicadores de desempenho logístico interno? Para</p><p>isso, é importante relembrar que dentro das organizações existem vários processos logísticos.</p><p>No entanto, para a criação de indicadores internos, não é recomendado o acompanhamento de</p><p>indicadores vinculados a todos os processos existentes, já que isso pode tornar a coleta de</p><p>dados demasiadamente complexa e di�cultar a tomada de decisões diante de informações</p><p>dispersas. Ângelo (2005) subdivide os indicadores de desempenho logístico interno em quatro</p><p>áreas-chave:</p><p>Atendimento do pedido ao cliente.</p><p>Gestão de estoques.</p><p>Armazenagem.</p><p>Gestão de transportes.</p><p>Vamos conhecer alguns indicadores de desempenho que integram essas áreas no Quadro 1, a</p><p>seguir. Mas é importante ter como premissa o fato de que as organizações podem e devem</p><p>selecionar, criar e adaptar os indicadores de desempenho que acharem apropriados para suas</p><p>operações.</p><p>Indicador de</p><p>desempenho Descrição Cálculo Melhores</p><p>práticas</p><p>DESEMPENHO NO ATENDIMENTO DO PEDIDO AO CLIENTE</p><p>Pedido Perfeito ou</p><p>Perfect Order</p><p>Measurement</p><p>Calcula a taxa de</p><p>pedidos sem erros</p><p>em cada estágio</p><p>do pedido do</p><p>cliente. Deve</p><p>considerar cada</p><p>etapa na "vida" de</p><p>um pedido.</p><p>% Acuracidade no</p><p>registro do pedido</p><p>x %</p><p>acuracidade na</p><p>separação x %</p><p>entregas no prazo</p><p>x</p><p>% entregas sem</p><p>danos x % pedidos</p><p>faturados</p><p>corretamente</p><p>Em torno de 70%</p><p>% de Pedidos</p><p>Completos e no</p><p>Prazo ou % OTIF -</p><p>On Time in Full</p><p>Corresponde às</p><p>entregas realizadas</p><p>dentro do prazo e</p><p>atendendo às</p><p>quantidades e</p><p>especi�cações do</p><p>pedido.</p><p>Entregas perfeitas</p><p>/ total de entregas</p><p>realizadas</p><p>Para grupos de</p><p>clientes A, o índice</p><p>varia de 90% a</p><p>95%. No geral,</p><p>atinge valores</p><p>próximos de 75%</p><p>% de Entregas no</p><p>Prazo ou On Time</p><p>Delivery</p><p>Desmembramento</p><p>da OTIF. Mede % de</p><p>entregas realizadas</p><p>Entregas no prazo /</p><p>Total de entregas</p><p>realizadas</p><p>Variam de 95% a</p><p>98%</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>no prazo acordado</p><p>com o cliente.</p><p>Taxa de</p><p>Atendimento do</p><p>Pedido ou Order Fill</p><p>Rate</p><p>Desmembramento</p><p>da OTIF. Mede % de</p><p>pedidos atendidos</p><p>na quantidade e</p><p>especi�cações</p><p>solicitadas pelo</p><p>cliente.</p><p>Pedidos</p><p>integralmente</p><p>atendidos / Total</p><p>de pedidos</p><p>expedidos</p><p>99,50%</p><p>Tempo de Ciclo do</p><p>Pedido ou Order</p><p>Cycle Time</p><p>Tempo decorrido</p><p>entre a realização</p><p>do pedido por um</p><p>cliente e a data de</p><p>entrega. Alguns</p><p>consideram como</p><p>data �nal a data de</p><p>disponibilização do</p><p>pedido na doca de</p><p>expedição.</p><p>Data da entrega</p><p>menos a data da</p><p>realização do</p><p>pedido</p><p>Menos de 24 horas</p><p>para localidades</p><p>mais próximas ou</p><p>até um limite de</p><p>350 km</p><p>DESEMPENHO NA GESTÃO DOS ESTOQUES</p><p>Dock to Stock Time</p><p>Tempo da</p><p>mercadoria da</p><p>doca de</p><p>recebimento até a</p><p>sua armazenagem</p><p>física. Outros</p><p>consideram da</p><p>doca até a sua</p><p>armazenagem</p><p>física e o seu</p><p>registro nos</p><p>sistemas de</p><p>controle de</p><p>estoques e</p><p>disponibilização</p><p>para venda.</p><p>Tempo da doca ao</p><p>estoque ou</p><p>disponibilizaçã do</p><p>item para venda</p><p>2 horas ou 99,9%</p><p>no mesmo dia</p><p>Acuracidade do</p><p>Inventário ou</p><p>Inventory Accuracy</p><p>Corresponde à</p><p>diferença entre o</p><p>estoque físico e a</p><p>informação</p><p>contábil de</p><p>estoques.</p><p>Estoque físico</p><p>atual por SKU /</p><p>estoque contábil</p><p>ou estoque</p><p>reportado no</p><p>sistema</p><p>No Brasil, 95%. No</p><p>Japão, atingem</p><p>99,95%. E nos EUA,</p><p>entre 99,75% e</p><p>99,95%</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Stock outs</p><p>Quanti�cação das</p><p>vendas perdidas</p><p>em função da</p><p>indisponibilidade</p><p>do item solicitado.</p><p>Receita não</p><p>realizada por causa</p><p>da</p><p>indisponibilidade</p><p>do item em</p><p>estoque (R$)</p><p>Variável</p><p>% Estoque</p><p>Indisponível para</p><p>Venda</p><p>Corresponde ao</p><p>estoque</p><p>indisponível para</p><p>venda em função</p><p>de danos</p><p>decorrentes da</p><p>movimentação</p><p>armazenagem,</p><p>vencimento da</p><p>data de validade ou</p><p>obsolescência.</p><p>Estoque</p><p>indisponível (R$) /</p><p>Estoque total (R$)</p><p>Variável</p><p>Utilização da</p><p>Capacidade de</p><p>Estocagem ou</p><p>Storage Utilization</p><p>Mede a utilização</p><p>volumétrica ou do</p><p>número de</p><p>posições para</p><p>estocagem</p><p>disponíveis em um</p><p>armazém.</p><p>Ocupação média</p><p>em m³ ou posições</p><p>de</p><p>armazenagem</p><p>ocupadas</p><p>/ Capacidade total</p><p>de armazenagem</p><p>em m³ ou número</p><p>de posições</p><p>Estar acima de</p><p>100% é um</p><p>péssimo indicador,</p><p>pois provavelmente</p><p>indica que</p><p>corredores ou</p><p>outras áreas</p><p>inadequadas para</p><p>estocagem estão</p><p>sendo utilizadas</p><p>Visibilidade dos</p><p>Estoques ou</p><p>Inventory Visibility</p><p>Mede o tempo para</p><p>disponibilização</p><p>dos estoques dos</p><p>materiais recém-</p><p>recebidos nos</p><p>sistemas da</p><p>empresa.</p><p>Data / Hora do</p><p>registro da</p><p>informação de</p><p>recebimento do</p><p>material nos</p><p>sistemas da</p><p>empresa - Data /</p><p>Hora do</p><p>recebimento físico</p><p>Máximo de 2 horas</p><p>PRODUTIVIDADE DO ARMAZÉM</p><p>Pedidos por Hora</p><p>ou Orders per Hour</p><p>Mede a quantidade</p><p>de pedidos</p><p>separados e</p><p>embalados/acondi</p><p>cionados por hora.</p><p>Pedidos separados</p><p>/ embalados /</p><p>Total de horas</p><p>trabalhadas no</p><p>armazém</p><p>Variam conforme o</p><p>tipo de negócio</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Também pode ser</p><p>medido em linhas</p><p>ou itens.</p><p>Custo por Pedido</p><p>ou Cost per Order</p><p>Rateio dos custos</p><p>operacionais do</p><p>armazém pela</p><p>quantidade de</p><p>pedidos expedidos.</p><p>Custo total do</p><p>armazém</p><p>/ Total de pedidos</p><p>expedidos</p><p>Variam conforme o</p><p>tipo de negócio</p><p>Custos de</p><p>Movimentação e</p><p>Armazenagem</p><p>como um % das</p><p>Vendas ou</p><p>Warehousing Cost</p><p>as % of Sales</p><p>Revela a</p><p>participação dos</p><p>custos</p><p>operacionais de</p><p>um armazém nas</p><p>vendas de uma</p><p>empresa.</p><p>Custo total do</p><p>armazém / Venda</p><p>total</p><p>Variam conforme o</p><p>tipo de negócio</p><p>Tempo Médio de</p><p>Carga/Descarga</p><p>Mede o tempo de</p><p>permanência dos</p><p>veículos de</p><p>transporte</p><p>nas docas de</p><p>recebimento e</p><p>expedição.</p><p>Hora de saída da</p><p>doca - Hora de</p><p>entrada na doca</p><p>Variam conforme</p><p>tipo de veículo,</p><p>carga e condições</p><p>operacionais</p><p>Tempo Médio de</p><p>Permanência do</p><p>Veículo de</p><p>Transporte ou</p><p>Truck Turnaround</p><p>Time</p><p>Além do tempo em</p><p>doca, mede</p><p>tempos manobra,</p><p>trânsito interno,</p><p>autorização da</p><p>portaria, vistorias,</p><p>etc.</p><p>Hora de saída da</p><p>portaria</p><p>- Hora de entrada</p><p>na portaria</p><p>Variam conforme</p><p>procedimentos da</p><p>empresa</p><p>Utilização dos</p><p>Equipamentos de</p><p>Movimentação</p><p>Mede a utilização</p><p>dos equipamentos</p><p>de movimentação</p><p>disponíveis em</p><p>uma operação de</p><p>movimentação e</p><p>armazenagem.</p><p>Horas em</p><p>operação / Horas</p><p>disponíveis para</p><p>uso</p><p>Em uso intensivo,</p><p>com operador</p><p>dedicado, mínimo</p><p>de 95%</p><p>DESEMPENHO EM TRANSPORTES</p><p>Custos de</p><p>Transporte como</p><p>um % das Vendas</p><p>Mostra a</p><p>participação dos</p><p>custos de</p><p>transportes nas</p><p>Custo total de</p><p>transportes (R$) /</p><p>Vendas totais (R$)</p><p>Variam conforme o</p><p>tipo de negócio</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>ou Freight Costs as</p><p>% of Sales</p><p>vendas totais da</p><p>empresa.</p><p>Custo do Frete por</p><p>Unidade Expedida</p><p>ou Freight Cost per</p><p>Unit Shipped</p><p>Revela o custo do</p><p>frete por unidade</p><p>expedida. Pode</p><p>também ser</p><p>calculado por</p><p>modal de</p><p>transporte.</p><p>Custo total de</p><p>transporte (R$) /</p><p>Total de unidades</p><p>expedidas</p><p>Variam conforme o</p><p>tipo de negócio</p><p>Coletas no Prazo</p><p>ou On Time</p><p>Pickups</p><p>Calcula o % de</p><p>coletas realizadas</p><p>dentro do prazo</p><p>acordado.</p><p>Coletas no prazo /</p><p>Total de coletas</p><p>Variam de 95% a</p><p>98%</p><p>Utilização da</p><p>Capacidade de</p><p>Carga de</p><p>Caminhões ou</p><p>Truckload Capacity</p><p>Utilized</p><p>Avalia a utilização</p><p>da capacidade de</p><p>carga dos veículos</p><p>de transporte</p><p>utilizados.</p><p>Carga total</p><p>expedida /</p><p>Capacidade teórica</p><p>total dos veículos</p><p>utilizados</p><p>Depende de</p><p>diversas variáveis,</p><p>mas as melhores</p><p>práticas estão ao</p><p>redor de 85%</p><p>Avarias no</p><p>Transporte ou</p><p>Damages</p><p>Mede a</p><p>participação das</p><p>avarias em</p><p>transporte no total</p><p>expedido.</p><p>Avarias no</p><p>transporte (R$)</p><p>/ Total expedido</p><p>(R$)</p><p>Variável</p><p>Não</p><p>Conformidades em</p><p>Transportes</p><p>Mede a</p><p>participação do</p><p>custo extra de frete</p><p>decorrente de</p><p>reentregas,</p><p>devoluções,</p><p>atrasos, etc. por</p><p>motivos diversos</p><p>no custo total de</p><p>transporte.</p><p>Custo adicional de</p><p>frete com não</p><p>conformidades</p><p>(R$) / Custo total</p><p>de transporte (R$)</p><p>Variável</p><p>Acuracidade no</p><p>Conhecimento de</p><p>Frete ou Freight Bill</p><p>Accuracy</p><p>Mede a</p><p>participação dos</p><p>erros veri�cados</p><p>no conhecimento</p><p>de frete em relação</p><p>aos custos totais</p><p>de transportes.</p><p>Erros na cobrança</p><p>(R$) / Custo total</p><p>de transporte (R$)</p><p>Mínimo de 98,5%</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Quadro 1 | Indicadores de desempenho logístico interno. Fonte: adaptado de Corrêa (2019).</p><p>Desse modo, destacam-se como principais indicadores de desempenho logístico interno:</p><p>Custo total: é a quantidade de recursos consumidos e o pacote de serviços oferecidos. O</p><p>custo logístico pode ser medido em termos de valores totais, em porcentagem das vendas</p><p>ou custos unitários.</p><p>Tempo do ciclo: é aquele que se gasta para realizar todo o processo logístico (tempo</p><p>necessário para atender a um pedido após o seu recebimento, incluindo produção,</p><p>separação e entrega).</p><p>Pedido perfeito: é aquele em que se tem o produto certo, na quantidade correta, no lugar</p><p>exato, no tempo ajustado, nas condições adequadas. Exemplo: se a empresa atende aos</p><p>pedidos nas seguintes condições: 90% no prazo, 95% sem avarias, 92% completos e 94%</p><p>corretos, o percentual de pedidos perfeitos é de apenas 74% (0,90x0,95x0,92x0,94).</p><p>Siga em Frente...</p><p>Indicadores de desempenho externo</p><p>Vamos conhecer alguns indicadores de desempenho logístico externo no Quadro 2, a seguir.</p><p>Atualmente, deve-se considerar a satisfação do cliente proporcionada por toda a cadeia de</p><p>suprimentos, o que justi�ca a preocupação com o monitoramento de indicadores de âmbito</p><p>externo.</p><p>Indicador de</p><p>desempenho</p><p>Descrição Cálculo Melhores</p><p>práticas</p><p>DESEMPENHO DO FORNECEDOR</p><p>Entregas</p><p>realizadas dentro</p><p>do prazo</p><p>negociado</p><p>Calcula a taxa de</p><p>entregas realizadas</p><p>dentro do prazo</p><p>negociado com o</p><p>fornecedor</p><p>Número de</p><p>entregas realizadas</p><p>dentro do prazo</p><p>/ Número de</p><p>entregas totais</p><p>Entregas</p><p>devolvidas parcial</p><p>ou integralmente</p><p>Corresponde às</p><p>entregas</p><p>devolvidas parcial</p><p>ou integralmente</p><p>por causa de</p><p>alguma falha não</p><p>aceitável do</p><p>fornecedor</p><p>Entregas</p><p>devolvidas parcial</p><p>ou integralmente /</p><p>Total de entregas</p><p>recebidas (aceitas</p><p>+ devolvidas)</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Recebimento de</p><p>produtos dentro</p><p>das especi�cações</p><p>de qualidade</p><p>Corresponde à</p><p>quantidade de</p><p>produtos que</p><p>foram entregues</p><p>dentro das</p><p>especi�cações de</p><p>qualidade</p><p>previamente</p><p>acordadas com o</p><p>fornecedor</p><p>Produtos recebidos</p><p>dentro das</p><p>especi�cações de</p><p>qualidade</p><p>acordadas com o</p><p>fornecedor / Total</p><p>de produtos</p><p>aceitos * 100</p><p>Deve ser bem</p><p>próximo de 100%,</p><p>caso contrário a</p><p>empresa está</p><p>aceitando produtos</p><p>fora dos padrões</p><p>desejados (custos</p><p>extras)</p><p>Atendimento do</p><p>pedido realizado</p><p>Veri�ca se o</p><p>fornecedor está</p><p>entregando a</p><p>quantidade de</p><p>produtos</p><p>solicitados</p><p>Número produtos</p><p>entregues /</p><p>Número de</p><p>produtos pedidos *</p><p>100</p><p>100%. Se este</p><p>indicador</p><p>permanecer por um</p><p>longo tempo</p><p>abaixo de 100%</p><p>isso signi�ca que o</p><p>fornecedor não</p><p>está com</p><p>capacidade</p><p>su�ciente de</p><p>atender aos</p><p>produtos</p><p>Tempo de entregas</p><p>dos produtos</p><p>É o tempo que o</p><p>fornecedor leva</p><p>para entregar um</p><p>pedido</p><p>Data e/ou hora da</p><p>realização do</p><p>pedido ao</p><p>fornecedor - Data</p><p>e/ou hora da</p><p>entrega dos</p><p>produtos</p><p>Varia conforme o</p><p>negócio. No</p><p>entanto, o</p><p>desempenho do</p><p>fornecedor</p><p>in�uencia</p><p>diretamente o</p><p>estoque da</p><p>empresa. Ou seja,</p><p>caso esse tempo</p><p>seja muito longo, a</p><p>empresa precisará</p><p>manter níveis altos</p><p>de estoque</p><p>Quadro 2 | Indicadores de desempenho logístico externo. Fonte: adaptado de Corrêa (2019).</p><p>Um indicador externo importante é o de entregas realizadas dentro do prazo negociado, que pode</p><p>ser usado para medir mensalmente as entregas para um segmento/cliente especí�co, bem como</p><p>para medir todos as entregas realizadas em uma frequência diária.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>O cálculo é simples: Número de entregas realizadas dentro do prazo / Número de entregas totais.</p><p>Exemplo: geralmente são realizadas 1.050 entregas diárias. Na última segunda-feira, 998</p><p>entregas foram efetuadas dentro do horário determinado. Sendo assim, 95% das entregas foram</p><p>feitas conforme o prazo negociado.</p><p>Mas como coletar as informações sobre entregas dentro do prazo? Para isso, deve-se prezar pelo</p><p>controle da operação, contar com a validação por parte do cliente ou, até mesmo, consultar o</p><p>controle/indicador do cliente em tempo real. Com a utilização da tecnologia da informação (TI)</p><p>aplicada à logística, esse monitoramento �ca mais fácil. Podemos tomar como exemplo o caso</p><p>de uma distribuidora de e-commerce que utiliza um sistema via equipamentos móveis de</p><p>comunicação (tablet, celular, etc.) e, ao entregar a mercadoria ao cliente, pede a con�rmação por</p><p>meio de uma assinatura eletrônica, foto e/ou outra forma de validação. Assim, os controles são</p><p>alimentados automaticamente.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>A medição de desempenho logístico é uma ferramenta essencial para o gerenciamento e�caz da</p><p>cadeia de suprimentos, permitindo que as empresas avaliem a e�ciência e e�cácia de suas</p><p>operações logísticas. Os indicadores de desempenho logístico podem ser divididos em duas</p><p>categorias principais: internos e externos.</p><p>Os indicadores de desempenho logístico interno concentram-se nas operações internas da</p><p>empresa, as quais incluem a e�ciência dos processos de armazenagem, transporte interno,</p><p>gestão de inventário e processamento de pedidos. Esses indicadores são fundamentais para</p><p>entender a e�ciência operacional e identi�car áreas que necessitam de melhorias, otimizando</p><p>assim a gestão dos recursos e reduzindo custos.</p><p>Os indicadores de desempenho logístico interno in�uenciam diretamente a e�ciência operacional</p><p>ao fornecer dados quantitativos sobre o desempenho dos processos logísticos internos. Ao</p><p>analisar esses indicadores, as empresas podem detectar gargalos operacionais, excesso de</p><p>estoque, problemas no processamento de pedidos, entre outros empecilhos. Essa veri�cação</p><p>possibilita a implementação de estratégias para aperfeiçoar a produtividade, diminuir tempos de</p><p>ciclo, aumentar a precisão dos estoques e otimizar o uso de recursos. Consequentemente, a</p><p>melhoria na e�ciência operacional se traduz em redução de custos e ampliação da capacidade</p><p>de resposta às demandas do mercado.</p><p>Por outro lado, os indicadores de desempenho logístico externo re�etem a interação da empresa</p><p>com o ambiente externo, isto é, com clientes, fornecedores e parceiros logísticos. Esses</p><p>indicadores avaliam a qualidade do serviço prestado ao cliente, a pontualidade das entregas, a</p><p>precisão dos pedidos e a capacidade de resposta a solicitações especiais. A análise desses</p><p>indicadores permite que as empresas entendam como suas operações logísticas impactam a</p><p>satisfação do cliente e sua posição competitiva no mercado. Organizações que se destacam em</p><p>desempenho logístico externo tendem a ter clientes mais satisfeitos, o que resulta em maior</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>�delidade do cliente, melhor reputação no mercado e, em última análise, vantagem competitiva</p><p>sustentável.</p><p>A medição de desempenho logístico, ao integrar a análise de indicadores internos e externos,</p><p>contribui signi�cativamente para</p><p>a identi�cação de áreas de melhoria e inovação em processos</p><p>logísticos. Essa abordagem holística possibilita que as empresas não apenas aprimorem suas</p><p>operações internas, mas também melhorem a qualidade do serviço oferecido aos clientes. A</p><p>coleta contínua e a avaliação de dados de desempenho habilitam as organizações para</p><p>detectarem tendências, preverem demandas futuras e adaptarem-se a mudanças no ambiente de</p><p>mercado. Além disso, a identi�cação de áreas para inovação pode levar ao desenvolvimento de</p><p>novas tecnologias, práticas e modelos de negócio que impulsionem a e�ciência logística e criem</p><p>novas oportunidades de mercado.</p><p>Portanto, podemos a�rmar que a medição de desempenho logístico é uma prática crítica que</p><p>in�uencia diretamente a efetividade operacional, a satisfação do cliente e a competitividade no</p><p>mercado. Ao considerarem os indicadores tanto de desempenho interno quanto externo, as</p><p>empresas podem obter uma visão abrangente de suas operações logísticas, encontrando</p><p>possibilidades de melhorias e inovações que sustentem o crescimento e o sucesso a longo</p><p>prazo.</p><p>Saiba mais</p><p>Mensurar o desempenho das operações realizadas em uma empresa é uma prática fundamental</p><p>para o alcance de uma gestão mais acurada, pois favorece o conhecimento exato da e�ciência</p><p>dos resultados obtidos. Logo, essa atividade concede um embasamento sólido para as tomadas</p><p>de decisões. Entretanto, o processo de escolha e implantação desses indicadores pode</p><p>apresentar alguns desa�os bastante complexos. Para que você possa conhecer algumas</p><p>particularidades inerentes a esse procedimento de implantação, faça a leitura do artigo</p><p>disponível a seguir.</p><p>Indicadores de desempenho logísticos: proposta de implantação em um centro de distribuição.</p><p>Referências</p><p>ÂNGELO, L. B. Indicadores de desempenho logístico. Santa Catarina: UFSC, 2005.</p><p>BACK JUNIOR, I. L. Indicadores de desempenho logísticos: proposta de implantação em um</p><p>centro de distribuição. Produção & Engenharia, v. 10, n. 1, p. 827-840, jan. dez. 2020. Disponível</p><p>em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707.</p><p>Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707</p><p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/producaoeengenharia/article/view/30490/22707</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 4</p><p>Custos Logísticos</p><p>Custos Logísticos</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Bem-vindo a esta videoaula na qual trataremos de um tema crucial para qualquer</p><p>pro�ssional da área de logística: o conceito de custos logísticos e sua respectiva determinação.</p><p>Ao longo deste conteúdo, você conhecerá os diferentes tipos de custos logísticos, como custos</p><p>�xos e variáveis, e custos diretos e indiretos. Dominar esses elementos é essencial para</p><p>estabelecer uma gestão e�caz e a otimização dos recursos dentro de qualquer operação</p><p>logística. Logo, este material é indispensável para sua prática pro�ssional, pois o ajudará a tomar</p><p>decisões mais informadas e estratégicas. Convido você a assistir a esta videoaula e ampliar seus</p><p>conhecimentos sobre essa área tão importante. Vamos juntos dar mais um passo em sua</p><p>formação pro�ssional?</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá! Seja bem-vindo! Iniciar mais uma etapa de aprendizagem sempre é uma tarefa repleta de</p><p>expectativas e oportunidades de crescimento. Neste ambiente de ensino, convido você a explorar</p><p>e expandir seus conhecimentos, preparando-se para os desa�os e as demandas do mercado de</p><p>trabalho. Aqui, valorizamos a curiosidade intelectual e a vontade de avançar no campo dos</p><p>processos logísticos, uma área fundamental para o sucesso das organizações modernas.</p><p>Nesta aula investigaremos conceitos importantes relacionados aos custos logísticos, que</p><p>constituem um assunto indispensável para a compreensão da dinâmica e da e�ciência</p><p>operacional na gestão da cadeia de suprimentos. Começaremos nossa jornada com uma</p><p>explanação sobre a de�nição de custos logísticos, seguida de uma análise detalhada dos tipos</p><p>de custos envolvidos nesse âmbito, como custos �xos e variáveis, e custos diretos e indiretos.</p><p>Por �m, discutiremos sobre metodologias adotadas para a determinação do custo logístico total.</p><p>Essa compreensão é indispensável para qualquer pro�ssional da área, pois oferece as bases</p><p>necessárias para a tomada de decisões estratégicas e a otimização de recursos.</p><p>Durante esta fase de estudos, três perguntas guiarão nossa discussão e re�exão:</p><p>Como os custos �xos e variáveis in�uenciam a estrutura de custos logísticos de uma</p><p>empresa?</p><p>De que maneira os custos diretos e indiretos podem ser identi�cados e gerenciados dentro</p><p>da logística?</p><p>Qual a importância da determinação precisa do custo logístico total para a competitividade</p><p>e sustentabilidade de uma organização?</p><p>Essas questões são projetadas para estimular o pensamento crítico e a aplicação prática dos</p><p>conceitos analisados, estimulando você a permanecer atento e engajado com o material</p><p>apresentado.</p><p>Convido você a aproveitar esta oportunidade para ampliar seus conhecimentos e habilidades na</p><p>área de processos logísticos. Com dedicação e empenho, os saberes aqui explorados serão</p><p>valiosos para sua formação acadêmica e pro�ssional.</p><p>Bons estudos!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Conceito de custos logísticos</p><p>Adventos como a globalização e a abertura de mercado, em meados de 1990, contribuíram para</p><p>a entrada de novos fornecedores internacionais e, consequentemente, para um aumento</p><p>vertiginoso da concorrência. Nesse contexto, o gerenciamento dos custos logísticos passou a</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>receber uma atenção muito maior, tornando-se um dos desa�os mais complexos que os gestores</p><p>contemporâneos enfrentam. Essa preocupação tem algumas justi�cativas bem palpáveis.</p><p>Em certos segmentos, os custos logísticos podem representar percentuais bastante expressivos,</p><p>os quais, caso sejam mal geridos, são capazes de comprometer a sobrevivência da empresa no</p><p>mercado em que atua. Outro ponto a ser destacado em relação aos custos logísticos é o fato de</p><p>que, no Brasil, boa parte das organizações são de pequeno ou médio porte e há uma percepção</p><p>comum de que o gerenciamento estratégico, minucioso e sistêmico dos custos deve ser feito</p><p>apenas por grandes empresas, o que é um grande equívoco.</p><p>Mas o que são custos logísticos?</p><p>Os custos são aqueles gastos que ocorrem em virtude dos esforços produtivos e que dão origem</p><p>a um bem ou a um serviço. Nesse sentido, são considerados custos os gastos com mão de obra</p><p>da fábrica, com matérias-primas consumidas, energia elétrica do barracão onde ocorre a</p><p>produção, salários dos gerentes, líderes e supervisores das linhas de produção, e, principalmente,</p><p>custos com transportes, seja no momento de aquisição da matéria-prima</p><p>ou no instante em que</p><p>os produtos acabados são entregues aos seus respectivos pontos de vendas ou ao consumidor</p><p>�nal.</p><p>Esses custos logísticos estão presentes em todas as operações que ocorrem no contexto de</p><p>uma cadeia de suprimentos integrada, considerando a aquisição da matéria-prima, o momento</p><p>em que o produto ou serviço �ca disponível para consumo, os processos responsáveis pela sua</p><p>disponibilização aos canais de vendas (como varejo, atacado, atacarejo ou e-commerce) e as</p><p>operações que acontecem na esfera da logística reversa.</p><p>Portanto, é possível constatar que existem motivos para que o gerenciamento desses custos</p><p>seja tão complexo. Nesse contexto, conhecer as terminologias e as formas de classi�cação dos</p><p>gastos, dentre eles os custos, bem como as ferramentas de gerenciamento, pode tornar a gestão</p><p>mais acurada, de modo que as tomadas de decisão por parte dos gestores resultem em</p><p>benefícios à organização.</p><p>Tipos de custos logísticos</p><p>Os custos logísticos são classi�cados considerando duas variáveis:</p><p>a. Em relação à variação de seus valores de acordo com os volumes produzidos, são</p><p>categorizados como custos �xos ou custos variáveis.</p><p>b. Em relação à forma como são aplicados e mensurados aos produtos, são categorizados como</p><p>custos diretos ou custos indiretos.</p><p>Os custos �xos, como a própria terminologia sugere, são os custos que não variam em um</p><p>determinado período, independentemente da quantidade produzida. Eles têm natureza �xa, ou</p><p>seja, terão o mesmo valor se a indústria produzir 100 ou 1.000 unidades. O valor do aluguel do</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>armazém e a mão de obra são exemplos de custos �xos. Independentemente das quantidades</p><p>produzidas pela empresa, esses custos devem ser quitados impreterivelmente no prazo</p><p>acordado.</p><p>Por sua vez, os custos variáveis são aqueles que apresentam uma relação direta com os volumes</p><p>de produção. Nesse caso, quanto maior for o volume produzido, maiores serão os custos. Para</p><p>exempli�car, podemos citar a matéria-prima e as embalagens. Perceba que, quanto maior o</p><p>montante produzido, maior é o valor gasto tanto com matérias-primas quanto com embalagens.</p><p>Em contrapartida, caso a empresa não produza uma única unidade no mês, também não terá</p><p>custos em relação às matérias-primas e embalagens. Outro exemplo de custo variável é o gasto</p><p>com a energia elétrica da fábrica. Se a fábrica trabalha em um turno de oito horas, gastará um</p><p>determinado valor com energia. Caso passe a trabalhar em dois turnos, ou seja, 16 horas/dia,</p><p>começará a gastar, ao menos em teoria, o dobro do que consumia anteriormente.</p><p>Figura 1 | Demonstração da relação entre os custos �xos e variáveis. Fonte: elaborada pelo autor.</p><p>Os custos diretos podem ser diretamente associados aos produtos, bastando apenas que se</p><p>tenha uma unidade de medida de consumo, como kg de matéria-prima por produto, unidades de</p><p>embalagem utilizadas no produto ou horas de mão de obra gastas no produto. Dois bons</p><p>exemplos desses tipos de custos são as matérias-primas e a mão de obra. Vamos conferir um</p><p>caso?</p><p>Suponha que uma empresa tenha gastado R$ 1.000,00 em matéria-prima e R$ 2.000,00 em mão</p><p>de obra para produzir 1.000 unidades de um determinado produto. Com esses dados, é possível</p><p>identi�car claramente que o custo total de produção foi de R$ 3.000,00 e o custo unitário foi de</p><p>R$ 3,00 por unidade. Por isso, esses custos são denominados “diretos”. Tais custos basicamente</p><p>são compostos de materiais diretos (matérias-primas, embalagens) e mão de obra direta (ou</p><p>seja, os valores gastos com os trabalhadores que estão diretamente vinculados ao processo de</p><p>fabricação, como os operadores de máquinas).</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Por outro lado, os custos indiretos não oferecem condições para que haja uma medida objetiva.</p><p>Logo, qualquer tentativa de alocação precisa ser feita de maneira estimada e, muitas vezes,</p><p>arbitrária, utilizando critérios de rateio, como ocorre com os custos de supervisão e aluguel da</p><p>fábrica.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Determinação do custo logístico total</p><p>Como é composto o custo logístico? Uma das maneiras de formar os custos logísticos é por</p><p>meio dos custos logísticos totais, que representam a somatória dos distintos custos</p><p>provenientes das atividades logísticas. Tendo em vista o conceito de logística integrada, é</p><p>importante para o gestor conhecer tais custos e sua totalidade, a �m de considerar esses dados</p><p>como embasamento para a tomada de decisões, buscando o equilíbrio entre o custo e o nível de</p><p>serviço. Desse modo,</p><p>Custo Logístico Total = CAM+CTRA+CE+CME+CTI+CTRI+CDL+CDNS+CAD, sendo:</p><p>CAM = Custos de armazenagem e movimentação.</p><p>CTRA = Custo de transporte.</p><p>CE = Custos de embalagens.</p><p>CME = Custos de manutenção do estoque.</p><p>CTI = Custos de tecnologia da informação.</p><p>CTRI = Custos tributários (tributos não recuperáveis).</p><p>CDL = Custos decorrentes de lotes.</p><p>CDNS = Custos decorrentes de níveis de serviço.</p><p>CAD = Custos de administração logística.</p><p>Agora, que tal aprofundarmos nossa análise sobre cada um desses custos?</p><p>Custos de Armazenagem e Movimentação (CAM): o processo de armazenagem possui</p><p>diversas atividades que geram custos para a empresa, como recebimento de materiais,</p><p>acondicionamento, seleção de pedido ou embarque, etiquetagem, mão de obra,</p><p>manutenção de equipamentos, limpeza e segurança. Tais custos podem ser classi�cados,</p><p>dependendo da forma com que os estoques são acondicionados, como �xos ou variáveis.</p><p>Os custos �xos surgem quando se usa armazenagem própria e espaço físico alugado, podendo</p><p>ser reduzidos por meio de uma melhor utilização do leiaute, diminuição de movimentos</p><p>desnecessários e aumento da rotatividade, e redução de custos com mão de obra e níveis de</p><p>estoque. Os custos variáveis geralmente estão associados a serviços de armazenagem que são</p><p>terceirizados para operadores logísticos.</p><p>Uma estratégia logística que vem sendo muito adotada no momento é o uso de centros de</p><p>distribuição, posicionando o estoque em vários pontos da cadeia de suprimentos. Essa decisão</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>permite reduzir custos de manutenção de inventário e transportes, entre outros tipos. Também</p><p>deve-se considerar a estocagem em trânsito, que se relaciona ao tempo em que os materiais</p><p>permanecem num veículo.</p><p>O maior desa�o é assegurar que as estratégias de armazenagem e redução de custos sejam</p><p>compatíveis com as estratégias de níveis de serviços da empresa. Os principais custos</p><p>relacionados à armazenagem e movimentação de materiais provêm da estocagem e dos</p><p>movimentos de transportes. Sendo assim, observa-se a importância de conhecer bem os custos</p><p>de transporte para equilibrar os custos logísticos e assim viabilizar o desenvolvimento de</p><p>estratégias logísticas mais e�cientes.</p><p>Custo de transporte (CTRA): o transporte, tanto no plano nacional como no plano</p><p>internacional, é considerado um dos processos mais importantes dentro da gestão</p><p>logística. Envolve o deslocamento de materiais dos fornecedores para a empresa, entre as</p><p>�liais de uma mesma empresa, da empresa para o cliente e do cliente para a empresa</p><p>(logística reversa).</p><p>Custos de embalagens (CE): as embalagens exercem um impacto signi�cativo sobre o</p><p>custo e a produtividade dentro dos sistemas logísticos. Seus custos mais evidentes se</p><p>encontram na execução de operações automatizadas ou manuais de embalagens e na</p><p>necessidade subsequente de descartar a própria embalagem após sua utilização.</p><p>Custos de manutenção do estoque (CME): inventários (ou estoques) são ativos tangíveis</p><p>adquiridos ou produzidos por uma empresa, visando à sua comercialização ou utilização</p><p>em operações. O nível de inventários a ser mantido depende da política adotada pela</p><p>empresa. Tal política muitas vezes é instituída por causa da incerteza do mercado em que</p><p>essa organização atua.</p><p>Custos de Tecnologia da Informação (CTI): considerada por muitos estudiosos como uma</p><p>importante fonte de melhoria de produtividade e competitividade, a utilização de TI pelas</p><p>empresas tem aumentado signi�cativamente, tendo em vista a procura pela minimização</p><p>dos custos operacionais e</p><p>a consequente otimização dos resultados.</p><p>Custos tributários (CTRI): de acordo com o Portal Tributário (2017), o conceito de tributo</p><p>engloba impostos, taxas de serviços públicos e contribuições de melhoria (decorrentes de</p><p>obras públicas), contribuições sociais e econômicas, encargos e tarifas tributárias (com</p><p>características �scais) e emolumentos a serem pagos pelo Poder Público em função de</p><p>obtenção/transferência de bens e/ou serviços diretos, especí�cos ou de concessão.</p><p>Custos decorrentes de lotes (CDL): estão associados às atividades de setup, que consiste</p><p>no trabalho requerido para preparar o posto de trabalho para o próximo item da</p><p>programação. Nesse caso, o tempo de recurso parado é uma das principais perdas.</p><p>Custos decorrentes de nível de serviço (CDNS): estão associados ao que se espera como</p><p>resposta no próximo elo da cadeia, em termos de disponibilidade do produto/serviço</p><p>(inventário), con�abilidade do serviço (qualidade) e desempenho (velocidade e consistência</p><p>de entregas).</p><p>Custos de administração logística (CAD): é possível correlacionar os elementos dos custos</p><p>logísticos observados anteriormente a cada um dos processos logísticos, pois: a) os</p><p>inventários acontecem ao longo de toda a cadeia; b) os custos das falhas mais expressivos,</p><p>quando em âmbito de abastecimento/planta, são relativos a vendas perdidas; c) os níveis</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>de serviço impõem exigências do cliente/consumidor sobre a distribuição, bem como das</p><p>fábricas sobre a logística de abastecimento.</p><p>Esses custos surgem em todas as operações das subdivisões da logística, que abrangem a</p><p>logística de suprimentos, logística de produção e logística de distribuição. Podemos, ainda,</p><p>apontar a logística reversa como uma nova subdivisão, cujos custos também devem ser</p><p>considerados, os quais incluem ponto de coleta, transporte, entre outros fatores.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Nesta aula tratamos de conceitos fundamentais e de práticas essenciais no âmbito da logística,</p><p>direcionando o foco especi�camente aos custos associados a essa área de substancial</p><p>importância nas operações empresariais. Inicialmente, de�nimos o conceito de custos logísticos,</p><p>uma componente vital para o entendimento da e�ciência e e�cácia das operações logísticas.</p><p>Esses custos são categorizados de diversas formas, distinguindo-se entre custos �xos e</p><p>variáveis, bem como entre custos diretos e indiretos. Também aprofundamos nosso</p><p>entendimento sobre a análise dessas categorias e �nalizamos a aula com a determinação do</p><p>custo logístico total, um elemento-chave para a gestão �nanceira bem-sucedida na logística.</p><p>No que se refere à in�uência dos custos �xos e variáveis na estrutura de custos logísticos de</p><p>uma empresa, podemos a�rmar que os custos �xos e variáveis desempenham papéis distintos</p><p>nesse contexto. Os custos �xos, que podem incluir aluguel de armazéns ou salários de</p><p>funcionários contratados, não variam conforme o volume de produção ou vendas. Isso signi�ca</p><p>que, independentemente da quantidade de mercadorias movimentadas, esses custos</p><p>permanecem constantes, o que pode representar uma vantagem para empresas com altos</p><p>volumes de produção. Por outro lado, os custos variáveis, que incluem embalagens e</p><p>combustível para transporte, mudam diretamente de acordo com o volume de produtos</p><p>manuseados ou vendidos. Essa natureza variável implica que, à medida que a empresa amplia</p><p>sua produção ou vendas, os custos variáveis aumentam proporcionalmente, impactando a</p><p>estrutura de custos logísticos e exigindo uma gestão cuidadosa para maximizar a e�ciência.</p><p>Vale destacar, ainda, que a identi�cação correta e a gestão e�caz de custos diretos e indiretos</p><p>são ações fundamentais para o controle �nanceiro dentro da logística. Os custos diretos são</p><p>aqueles que podem ser facilmente atribuídos a um produto ou serviço especí�co, como o custo</p><p>de transporte de mercadorias. Em contraste, os custos indiretos, como a manutenção de</p><p>equipamentos e os custos administrativos, não estão diretamente ligados a um produto ou</p><p>serviço em particular, o que torna sua alocação mais complexa. Para gerenciá-los efetivamente, é</p><p>essencial utilizar sistemas de contabilidade e gestão �nanceira que permitam a alocação precisa</p><p>desses custos, bem como a implementação de estratégias para sua otimização, como a</p><p>negociação de contratos de manutenção mais vantajosos ou a adoção de práticas</p><p>administrativas mais adequadas.</p><p>Por �m, é importante considerar que a mensuração precisa do custo logístico total é vital para a</p><p>competitividade e sustentabilidade de uma organização. Esse cálculo abrangente permite que a</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>empresa tenha uma visão clara de quanto está gastando para movimentar produtos desde a</p><p>aquisição da matéria-prima até a entrega dos itens ao cliente �nal. Essa visibilidade é crucial</p><p>para identi�car áreas de ine�ciência, oportunidades de redução de custos e para a tomada de</p><p>decisões estratégicas baseadas em dados concretos. Além disso, uma compreensão sólida dos</p><p>custos logísticos totais é indispensável para a de�nição de preços competitivos, que, ao mesmo</p><p>tempo, garantam a margem de lucro necessária para o crescimento e a sustentabilidade da</p><p>empresa no longo prazo.</p><p>Saiba mais</p><p>A redução de custos logísticos é fundamental para a sobrevivência e competitividade de uma</p><p>empresa no mercado, isso porque os custos logísticos representam uma parcela signi�cativa</p><p>das despesas operacionais de uma organização. Portanto, a busca contínua pela diminuição</p><p>desses custos pode resultar em uma economia expressiva, melhorando a margem de lucro e a</p><p>saúde �nanceira da empresa. Para que você possa conhecer algumas táticas de redução de</p><p>custos que não exerçam efeitos negativos sobre o nível de serviço, faça a leitura do texto</p><p>indicado a seguir.</p><p>Táticas BOPE de redução de custos logísticos.</p><p>Referências</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>DUARTE, F. Táticas BOPE de redução de custos logísticos. Guia do TRC, 20 set. 2016. Disponível</p><p>em: https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-</p><p>logisticos/32090. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>GLOSSÁRIO de termos tributários e �scais. Portal Tributário, 31 jan. 2017. Disponível em:</p><p>https://www.portaltributario.com.br/glossario.htm. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-logisticos/32090</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-logisticos/32090</p><p>https://guiadotrc.com.br/publicacao/artigo-taticas-bope-de-reducao-de-custos-logisticos/32090</p><p>https://www.portaltributario.com.br/glossario.htm</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Aula 5</p><p>Encerramento da Unidade</p><p>Videoaula de Encerramento</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula, você será apresentado ao importante</p><p>contexto do planejamento</p><p>logístico, retomando a análise de temas essenciais a esse contexto, como nível de serviço</p><p>logístico, medição de desempenho e custos logísticos. Este conteúdo é indispensável para sua</p><p>prática pro�ssional, pois oferecerá a você ferramentas e conhecimentos que o ajudarão a</p><p>otimizar operações, melhorar a e�ciência e reduzir custos em suas atividades logísticas. Prepare-</p><p>se para adquirir competências que farão a diferença no seu dia a dia pro�ssional. Não perca esta</p><p>oportunidade de aprimorar suas habilidades! Assista agora a esta videoaula!</p><p>Ponto de Chegada</p><p>Olá, estudante! Para desenvolver as competências associadas a esta unidade de aprendizagem,</p><p>que são “Desenvolver habilidades para efetuar planejamentos logísticos e�cientes,</p><p>compreendendo a importância de cada etapa no processo de distribuição de produtos ou</p><p>serviços; Analisar e estabelecer padrões de nível de serviço logístico, garantindo a satisfação do</p><p>cliente e a competitividade no mercado; Desenvolver habilidades analíticas para a medição do</p><p>desempenho logístico, a �m de avaliar e otimizar operações continuamente; Compreender,</p><p>identi�car e gerenciar com êxito os gastos operacionais, contribuindo para a saúde �nanceira e a</p><p>e�ciência das organizações”, você deve, antes de tudo, conhecer os conceitos basilares</p><p>relacionados ao planejamento logístico.</p><p>Nesse contexto, a �m de esclarecer como os conteúdos trabalhados em cada aula contribuíram</p><p>para o desenvolvimento das competências descritas anteriormente, é importante considerarmos,</p><p>em um primeiro momento, que assimilar os aspectos do planejamento logístico ajudará a</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>identi�car os fatores que in�uenciam a e�ciência operacional, os quais abrangem desde a</p><p>adaptação às mudanças tecnológicas até a satisfação do cliente e as práticas sustentáveis .</p><p>O foco direcionado ao nível de serviço logístico permite entender como agregar valor ao cliente</p><p>em processos que envolvem desde a precisão na entrega até a oferta de qualidade e</p><p>informações. O domínio desses conteúdos é vital para se destacar em um mercado concorrido.</p><p>Por outro lado, avaliar o desempenho logístico por meio de indicadores internos e externos é</p><p>fundamental para estimular a melhoria contínua, a otimização dos processos e a redução de</p><p>custos, garantindo a competitividade e a sustentabilidade da empresa .</p><p>Por �m, o entendimento apropriado dos custos logísticos, incluindo os �xos, variáveis, diretos e</p><p>indiretos, é relevante para o gerenciamento e�ciente dos recursos, pois viabiliza a criação de</p><p>estratégias que equilibrem custo e serviço .</p><p>Em conclusão, esses conteúdos se interligam para formar uma base sólida de conhecimento em</p><p>logística, colaborando com a otimização das operações, a satisfação do cliente e a e�ciência</p><p>�nanceira.</p><p>É Hora de Praticar!</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Estudo de caso: logística e�ciente na Distribuidora Alfa</p><p>A Distribuidora Alfa, uma empresa consolidada no setor de distribuição de alimentos, enfrenta</p><p>desa�os expressivos em sua cadeia logística. Com a crescente demanda do mercado e a</p><p>necessidade de manter a competitividade, a Alfa busca melhorar seus processos de distribuição</p><p>para garantir a satisfação do cliente e a e�ciência operacional.</p><p>A empresa reconhece a importância de um planejamento logístico e�caz, que envolva a análise e</p><p>o estabelecimento de padrões de nível de serviço logístico, medição de desempenho e</p><p>gerenciamento efetivo dos custos logísticos.</p><p>A Alfa tem lidado com questões relacionadas a atrasos nas entregas, variações signi�cativas nos</p><p>custos de transporte e di�culdades na gestão de estoques. Isso tem afetado diretamente o nível</p><p>de serviço fornecido aos clientes e a competitividade da empresa no mercado. Para tratar desses</p><p>desa�os, a Alfa iniciou um processo de revisão de suas operações logísticas, com foco</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>direcionado a três áreas principais: planejamento logístico, medição de desempenho e</p><p>otimização dos custos logísticos.</p><p>Considerando o contexto apresentado, tente responder às seguintes perguntas:</p><p>Como a Distribuidora Alfa pode melhorar seu planejamento logístico para garantir entregas</p><p>no prazo e reduzir a variabilidade nos tempos de entrega?</p><p>Quais métricas e ferramentas a Alfa deve implementar para medir efetivamente o</p><p>desempenho de sua logística e identi�car áreas para aprimoramento contínuo?</p><p>De que maneira a Alfa pode otimizar seus custos logísticos sem comprometer a qualidade</p><p>do serviço, especialmente considerando os custos de transporte e gestão de estoques?</p><p>Você, como parte integrante da empresa, deverá buscar soluções para os problemas descritos,</p><p>aplicando os conceitos e competências desenvolvidos durante esta unidade de aprendizagem.</p><p>Para que você possa solidi�car seu entendimento sobre os assuntos estudados nesta etapa de</p><p>aprendizagem, considere as seguintes perguntas:</p><p>Como a tecnologia pode ser aplicada para melhorar o planejamento e a execução logística em</p><p>sua organização?</p><p>De que maneira a medição de desempenho logístico coopera com a melhoria contínua e a</p><p>competitividade no mercado?</p><p>Qual a importância do gerenciamento de custos logísticos para a sustentabilidade �nanceira das</p><p>empresas?</p><p>Para que os gestores da Distribuidora Alfa possam resolver os problemas apresentados</p><p>anteriormente, é possível recorrer a algumas estratégias. A sugestão de abordagem a ser</p><p>implementada envolve uma compreensão profunda das dinâmicas da cadeia logística e a</p><p>aplicação de técnicas orientadas para a e�ciência e a satisfação do cliente. As capacidades de</p><p>elaborar planejamentos logísticos efetivos e de adaptar-se às necessidades do mercado são</p><p>fundamentais para o sucesso operacional e �nanceiro da empresa. Nesse caso, algumas</p><p>medidas que podem ser desenvolvidas são:</p><p>Melhoria do planejamento logístico: a Alfa pode adotar tecnologias avançadas de previsão</p><p>e planejamento para melhorar a precisão de suas entregas. Isso inclui o uso de softwares</p><p>de gestão de transporte (TMS) para otimizar rotas e horários, bem como a implementação</p><p>de uma estratégia de estoque baseada na demanda para minimizar atrasos e maximizar a</p><p>e�ciência do transporte.</p><p>Medição de desempenho: a instauração de um conjunto de indicadores-chave de</p><p>desempenho (KPIs), como o tempo médio de entrega, a taxa de cumprimento de pedidos e</p><p>o custo médio por entrega, permitirá à Alfa monitorar sua e�cácia logística e identi�car</p><p>áreas de melhoria. Ferramentas analíticas e dashboards podem fornecer insights em tempo</p><p>real e facilitar a tomada de decisões baseada em dados.</p><p>Otimização de custos logísticos: a Alfa deve analisar detalhadamente seus custos</p><p>logísticos para identi�car oportunidades de redução, como a negociação de tarifas de</p><p>transporte, a consolidação de cargas para aproveitar melhor os espaços de transporte e a</p><p>adoção de práticas de gestão de estoque que diminuam o excesso e os custos de</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>armazenagem. Estratégias de sourcing estratégico também podem ajudar a minimizar</p><p>custos sem sacri�car a qualidade do serviço.</p><p>Entretanto, enquanto a solução proposta aborda os desa�os imediatos da Distribuidora Alfa, é</p><p>importante que a empresa continue a explorar inovações em logística e tecnologia, como a</p><p>logística verde e o uso de veículos autônomos, para aprimorar ainda mais sua e�ciência e</p><p>sustentabilidade a longo prazo. Por isso, é interessante que você re�ita sobre como essas e</p><p>outras estratégias inovadoras podem ser aplicadas à realidade da Alfa para lidar com desa�os</p><p>futuros e aproveitar novas possibilidades.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS</p><p>LOGÍSTICOS</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>enfrentados pelas organizações no contexto atual. Esses tópicos são fundamentais para a sua</p><p>prática pro�ssional, pois contribuem para uma tomada de decisão mais estratégica e acertada,</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/logistica-melhora-a-experiencia-do-cliente-e-reduz-custos-operacionais,0d66ce7503ee5810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/logistica-melhora-a-experiencia-do-cliente-e-reduz-custos-operacionais,0d66ce7503ee5810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>bem como ajudam a otimizar processos e a melhorar a satisfação do cliente. Prepare-se para</p><p>esta jornada de conhecimento! Vamos lá!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? A nossa percepção de valor em relação à aquisição de um produto ou</p><p>à contratação de um serviço é um dos principais motivos que nos levam a comprar novamente</p><p>esse produto ou serviço, não é mesmo? Mas alguns questionamentos recorrentes surgem nesse</p><p>contexto: como a logística e as operações por ela contempladas podem contribuir para a</p><p>geração de valor ao mercado consumidor? Qual a responsabilidade da logística no que tange à</p><p>�delização de um cliente a um produto ou marca?</p><p>Nesse sentido, o principal objetivo desta etapa de aprendizagem é apresentar a você a relação e</p><p>a importância das operações logísticas e da geração de valor para os clientes, bem como quais</p><p>os principais desa�os logísticos que são diuturnamente enfrentados pelas organizações</p><p>contemporâneas.</p><p>Para que possamos colocar em prática esses aprendizados, imagine a seguinte situação: você</p><p>trabalha junto aos gestores da empresa Tudo Eletrônicos. O sr. José, diretor dessa instituição,</p><p>tem experiência na área de vendas e, por esse motivo, a empresa vem crescendo rapidamente.</p><p>No entanto, os conhecimentos do sr. José em técnicas e metodologias inovadoras utilizadas na</p><p>área de logística são limitados. Além disso, a empresa nunca ofereceu treinamentos, muito</p><p>menos pro�ssionalização, aos pro�ssionais que trabalham na área logística.</p><p>Os colaboradores são pro�ssionais que conhecem muito da operação e estão há muito tempo na</p><p>organização. Em uma visita ao centro de distribuição (CD) e conversando com o gestor do</p><p>armazém, este informou que ocorrem algumas perdas, mas que a equipe é muito boa, a�rmando</p><p>que em time que está vencendo não se mexe.</p><p>Em seus processos logísticos, a Tudo Eletrônicos lida com 520 fornecedores, contando com um</p><p>estoque de até 40 dias para todos os produtos. Há problemas de perda de capital em decorrência</p><p>desse amplo estoque, pois não é utilizado nenhum método de gestão de estoques ou previsão de</p><p>demanda, e a aquisição de materiais acontece por meio da opinião e do conhecimento do sr.</p><p>José.</p><p>Para executar o processo de entrega, usa-se um sistema de formação de carga para liberar a</p><p>distribuição ao cliente �nal, o que atrasa, em até 15 dias, a atividade de distribuição e faz com</p><p>que os clientes busquem por concorrentes da empresa. Além do atraso, percebe-se a ocorrência</p><p>de avarias (13%) e extravios (5%), prejudicando ainda mais a imagem da Tudo Eletrônicos em</p><p>comparação a outras organizações.</p><p>Para o estado de São Paulo, as entregas podem acontecer utilizando-se o transporte da própria</p><p>empresa. Para pedidos de outros locais, a distribuição é feita pela Agência Nacional de Correios</p><p>e Telégrafos. Apesar de toda a infraestrutura do estado de São Paulo, ainda existem regiões que</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>são carentes de investimentos na malha rodoviária, o que prejudica o nível de qualidade da</p><p>entrega. Já no serviço terceirizado, não há qualquer nível de controle da Tudo Eletrônicos para</p><p>com as cargas remetidas, fato associado a um total de 85% das principais reclamações de</p><p>clientes.</p><p>A concorrência automatizou o CD, e todos os veículos passaram a ser rastreados via satélite,</p><p>possibilitando sua localização a qualquer momento. Porém, na contramão dessa tendência</p><p>logística, a Tudo Eletrônicos ainda utiliza métodos antiquados para a gestão de informação. Para</p><p>se ter uma ideia, em uma das visitas à empresa, foi possível perceber que um colaborador da</p><p>área de logística estava tentando ligar para um dos motoristas na intenção de descobrir em que</p><p>ponto da rota ele estava, pois outro motorista tinha sofrido um acidente e precisava de apoio. O</p><p>detalhe era que a rota pela qual o primeiro motorista passava �cava bem distante do local do</p><p>acidente, a aproximadamente 500 quilômetros da rota do segundo motorista. Imagine o tempo</p><p>perdido e o atraso em entregas que isso gerou!</p><p>Com base nessas informações, devemos responder ao seguinte questionamento: quais são os</p><p>desa�os logísticos que limitam a capacidade de uma empresa?</p><p>Para sanar essa dúvida, será necessário desenvolver um levantamento dos desa�os das</p><p>operações logísticas da Tudo Eletrônicos, sugerindo um plano de ações de melhoria com foco</p><p>voltado à compreensão de como esses desa�os podem impulsionar o crescimento e o</p><p>diferencial da empresa.</p><p>Preparado? Então, vamos lá!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Logística e valor ao cliente</p><p>É bastante comum constatarmos que a maior parte das empresas percebe a necessidade de</p><p>maximizar o desempenho de operações logísticas apenas quando é preciso reduzir custos.</p><p>Contudo, algumas organizações passam a utilizar o sistema logístico como fonte de vantagem</p><p>competitiva e, por isso, conseguem personalizar pacotes de serviços oferecidos, a �m de atender</p><p>às necessidades especí�cas dos clientes, fato que gera um diferencial estratégico substancial.</p><p>Para satisfazer essas exigências, as empresas precisam reorganizar e estruturar as suas</p><p>atividades, tornando-as um sistema. Ou seja, devem pensar na logística integrada.</p><p>É importante destacar que a logística é um conjunto de atividades funcionais repetido muitas</p><p>vezes ao longo do canal de suprimentos a partir do qual as matérias-primas são convertidas em</p><p>produtos acabados e o valor é adicionado aos olhos dos consumidores.</p><p>Vamos tomar como exemplo um pãozinho que é produzido em uma determinada padaria, a qual</p><p>tem sua demanda estimada e, por essa razão, programa sua produção e operações para atendê-</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>la. Ou seja, se espera vender 500 pãezinhos por dia, a padaria precisa organizar seus recursos</p><p>materiais, �nanceiros e físicos (pessoas, máquinas e equipamentos, etc.), além de obter</p><p>informações para atender aos seus clientes. Conseguiu visualizar essa cadeia de valor que se</p><p>inicia com a compra de farinha e segue até a venda do pão quentinho?</p><p>Você se lembra dos subsistemas logísticos? Então, vamos juntar os conceitos de logística e</p><p>cadeia de valor. A logística de suprimentos do pãozinho será responsável pela aquisição,</p><p>armazenagem, estocagem, entre outras atividades necessárias para disponibilizar os materiais</p><p>aos colaboradores da empresa, a �m de que estes produzam os produtos �nais.</p><p>Mas em que momento produzir e com quais recursos? Essas perguntas fazem parte da logística</p><p>de produção, que organizará os recursos produtivos de forma mais apropriada para que seja</p><p>possível atender à demanda. Depois que o produto estiver pronto, será necessário disponibilizá-lo</p><p>aos clientes. Atualmente, esse processo é feito na própria loja (padaria), mas antigamente havia</p><p>os entregadores de pães e leite, o que tornava mais complexa a distribuição, atividade que fazia</p><p>parte da logística de distribuição.</p><p>Desse modo, ao analisarmos a cadeia de valor, podemos constatar que ela engloba três</p><p>sequências logísticas: suprimentos, produção e distribuição. Além disso, é complementada com</p><p>a área comercial (vendas) e de pós-vendas (serviços). Esta última, inclusive, tem a logística</p><p>reversa como parte do processo. Todas essas etapas são importantes e essenciais para agregar</p><p>valor ao cliente.</p><p>É nesse contexto que surge outro questionamento: como a logística ajuda a gerar valor aos</p><p>consumidores?</p><p>A logística incorpora valor de</p><p>lugar, de tempo, de qualidade e de informação à cadeia produtiva.</p><p>Além de agregar os valores positivos para o consumidor �nal, a logística moderna também</p><p>procura eliminar do processo tudo o que não tenha valor para o cliente, ou seja, aquilo que</p><p>acarrete somente custos e perda de tempo.</p><p>Nesse sentido, a logística tem valor quando são considerados os 8Rs:</p><p>Right material: material certo.</p><p>Right quantity: quantidade correta.</p><p>Right quality: qualidade justa.</p><p>Right place: lugar certo.</p><p>Right time: tempo correto.</p><p>Right method: método adequado.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Right cost: custo justo.</p><p>Right impression: boa impressão.</p><p>Nesse contexto, a logística é uma das competências que podem colaborar no processo de</p><p>agregação de valor para o cliente. Quando as operações estão integradas e são consideradas</p><p>como competências-chave do negócio, podem servir como base para a obtenção de vantagem</p><p>estratégica.</p><p>Fica evidente a importância da logística para as organizações. Três grandes aspectos podem</p><p>resumir sua importância empresarial:</p><p>Obtenção de vantagem competitiva.</p><p>Redução de custos.</p><p>Agregação de valor.</p><p>O grande desa�o da logística, então, é conseguir equilibrar as variáveis de custos e nível de</p><p>serviço. É possível melhorar o nível de serviço e reduzir o custo simultaneamente? Nem sempre</p><p>isso é viável. Vamos tomar como exemplo uma expectativa ou acordo realizado junto ao cliente,</p><p>que é atender aos pedidos em até 48 horas. Trata-se de um objetivo altamente complexo quando</p><p>pensamos em todos os desa�os logísticos enfrentados pelas empresas contemporâneas.</p><p>Para essa rápida resposta ao consumidor, será necessário ter produtos em estoque para o</p><p>atendimento de requisito. O aumento de estoque signi�cará maiores custos. Então, qual é a</p><p>solução? Não existe uma resposta exata. Cada empresa, processo, cliente e até mesmo produto</p><p>apresentará sua especi�cidade e estratégia distinta. Cabe ao gestor decidir esse trade off, ou</p><p>seja, escolher o que priorizar. Essa decisão pode resultar em vantagem competitiva e agregação</p><p>de valor.</p><p>Desa�os logísticos</p><p>Você já deve ter ouvido a seguinte frase: “O maior de todos os desa�os logísticos é, sem dúvida,</p><p>a infraestrutura”.</p><p>Esse é um jargão comum para todo e qualquer pro�ssional da área de logística, pois muitas</p><p>empresas, de âmbito nacional ou internacional, atendem a mercados e produções em que a</p><p>distância e a qualidade do sistema de movimentação não podem ser um fator limitador. Para</p><p>esse tipo de desa�o, torna-se necessário um sistema logístico bem estruturado que favoreça o</p><p>desenvolvimento operacional da organização. Mas você concorda com essa a�rmação?</p><p>De forma abrangente, os desa�os logísticos começam com a seleção dos fornecedores,</p><p>passando pelos processos de negociação com clientes e fornecedores, pelo planejamento da</p><p>produção, inclusive pelo dimensionamento dos níveis de estoques e dos locais de armazenagem,</p><p>bem como pelos mecanismos de distribuição dos produtos aos clientes, e, tendo em vista</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>aspectos da economia contemporânea, seguem até chegar ao processo de logística reversa e a</p><p>questões de sustentabilidade.</p><p>É possível perceber uma crescente preocupação das empresas no que tange à tarefa de lidar</p><p>com os desa�os logísticos. Nesse cenário, surgiu a necessidade de utilizar um conjunto de</p><p>métodos e técnicas, como o Just in Time (JIT), o controle estatístico de processo, o</p><p>desdobramento da função da qualidade (QFD), engenharia simultânea e produção enxuta (Lean</p><p>Manufacturing). Essas são algumas ferramentas adotadas em quase todos os países</p><p>industrializados e sua utilização contribui para a otimização dos processos logísticos. Mas do</p><p>que se trata esses conceitos? Vamos entender?</p><p>Just in Time (JIT): é uma �loso�a que visa à redução do estoque, produzindo somente a</p><p>quantidade necessária, no tempo necessário.</p><p>Desdobramento da função da qualidade (QFD): engloba ferramentas da qualidade que têm</p><p>por objetivo o desenvolvimento de produtos que incorporem as reais necessidades do</p><p>cliente em seus projetos de melhoria.</p><p>Engenharia simultânea: é o envolvimento da gestão da produção ainda no desenvolvimento</p><p>do produto, buscando antever os processos e possíveis ocorrências.</p><p>Lean Manufacturing ou produção enxuta: é uma �loso�a operacional que visa à eliminação</p><p>dos desperdícios e à criação de valor.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Principais desa�os logísticos</p><p>Embora os desa�os logísticos possam apresentar distinções e especi�cidades singulares em</p><p>função do tipo de negócio, região e diversos outros fatores, os mais comuns são:</p><p>Planejamento da demanda: praticamente todos os desa�os da logística surgem por causa</p><p>da escassez de processos que visem ao entendimento do comportamento da demanda do</p><p>mercado com relação aos itens comercializados pela organização. Pense em uma</p><p>lanchonete que tenha comprado uma quantidade pequena de pães em um dia de pico de</p><p>vendas; o resultado só pode ser desastroso! Com o propósito de alcançar uma maior</p><p>precisão da demanda, podem-se utilizar métodos quantitativos (uso de recursos</p><p>matemáticos e estatísticos) ou métodos qualitativos (pesquisa de mercado, analogia</p><p>histórica, etc.), além de planejamentos colaborativos entre as áreas e empresas envolvidas.</p><p>Métodos de aquisição de materiais: este desa�o relaciona os processos de identi�cação,</p><p>seleção, negociação e avaliação de fornecedores. Como podemos perceber, a seleção</p><p>incorreta do fornecedor pode levar à falência de um negócio.</p><p>Armazenagem: os desa�os logísticos integrados ao processo de armazenagem podem ser</p><p>divididos em dois pontos de vista: o estratégico (localização do armazém ou centro de</p><p>distribuição) e operacional (planejamento e controle dos processos de estocagem,</p><p>tecnologias de facilitação de estocagem, movimentação e atendimento dos pedidos pelo</p><p>armazém). Se o centro de distribuição de uma empresa está distante do seu principal</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>mercado consumidor, podem acontecer problemas relativos à demora no tempo de</p><p>entrega.</p><p>Gestão de estoques: o desa�o de gerenciamento de estoques possibilita a agregação de</p><p>valor quando o produto está disponível para o cliente no momento desejado, gerando um</p><p>resultado favorável para os quesitos relacionados ao nível de serviço. Contudo, é</p><p>necessário que o pro�ssional de logística busque por melhores técnicas de gestão de</p><p>estoque.</p><p>Transportes: abrange desde a seleção correta do modal (tipo/modelo) de transporte até o</p><p>gerenciamento das rotas e frotas, pois o custo do transporte é um dos maiores</p><p>responsáveis pelo aumento no custo logístico, bem como a relação direta dessa atividade</p><p>com o recebimento dos insumos e o nível de serviço, o que demanda muita atenção dos</p><p>pro�ssionais de logística.</p><p>Infraestrutura: é um dos desa�os com maior grau de importância, pois problemas na</p><p>infraestrutura logística prejudicam o �uxo de produtos entre os diversos pontos da cadeia</p><p>logística. No Brasil, encontramos grandes di�culdades para utilizar modais de transporte</p><p>diferentes do rodoviário (caminhões) por causa da falta de infraestrutura para os demais</p><p>modos de transporte (portos, aeroportos, ferrovias, etc.). No entanto, até mesmo o modal</p><p>rodoviário sofre com as consequências da ausência de infraestrutura, visto que, longe dos</p><p>grandes centros, as estradas nacionais não possuem condições adequadas.</p><p>Visibilidade das informações: compartilhar informações de forma integrada, em um</p><p>ambiente colaborativo, para que todos os atores da cadeia logística visualizem o processo</p><p>de atendimento a um determinado pedido, é um desa�o, mas também um grande</p><p>diferencial estratégico.</p><p>Tecnologia da informação: o tratamento das informações envolvidas no processo de</p><p>planejamento das operações logísticas, aliado aos avanços da tecnologia, exige que o</p><p>pro�ssional de logística direcione uma atenção especial a essa área, pois tecnologia e</p><p>logística, quando associadas, se transformam em um diferencial estratégico das empresas.</p><p>Gestão de pessoas: este desa�o é iniciado com a seleção de pro�ssionais, seguindo com a</p><p>capacitação, motivação e, acima de tudo,</p><p>desenvolvimento de equipes multifuncionais</p><p>comprometidas com os resultados desejados.</p><p>Tributação: o conceito de tributo engloba impostos, taxas de serviços públicos e</p><p>contribuições de melhoria (decorrentes de obras públicas), contribuições sociais e</p><p>econômicas, encargos e tarifas tributárias (com características �scais) e emolumentos a</p><p>serem pagos pelo Poder Público em função de obtenção/transferência de bens e/ou</p><p>serviços diretos, especí�cos ou de concessão. O Brasil possui 92 tipos diferentes de</p><p>tributos, sendo que pelo menos 44 deles afetam os custos logísticos.</p><p>Globalização: é notória a possibilidade de comercializar qualquer produto ou serviço em</p><p>nível mundial. Isso é efeito da globalização, que permite a expansão dos negócios, ao</p><p>mesmo tempo em que traz maiores concorrências. No entanto, ser uma empresa global</p><p>não signi�ca, necessariamente, ter o mesmo produto distribuído e comercializado em</p><p>qualquer parte do mundo. Muitas vezes será preciso entender a regionalização. Uma</p><p>empresa de fast-food que pretende vender seus produtos na Índia, por exemplo, não poderá</p><p>ofertar alimentos à base de carne bovina, pois a vaca é sagrada para os moradores daquele</p><p>país.</p><p>Exigências legais, sociais e ambientais: a legislação é um conjunto de leis que organiza a</p><p>vida de um país. No âmbito nacional, existem várias leis especi�cas (sendo nacionais,</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>estaduais e/ou municipais) para a área logística. Por exemplo, a Lei nº 13.103, de 2 de</p><p>março de 2015, dispõe sobre o exercício da pro�ssão de motorista, estabelecendo períodos</p><p>de paradas e/ou troca de motorista em longos trajetos. Já imaginou o quanto isso pode</p><p>impactar os custos e prazos de uma operação? O mesmo acontece com questões sociais e</p><p>ambientais.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Os desa�os logísticos enfrentados pela Tudo Eletrônicos são complexos e</p><p>multifacetados, com impactos diretos sobre a e�ciência operacional, a satisfação do cliente e a</p><p>competitividade no mercado por parte dessa empresa. Vamos analisar os principais desa�os e</p><p>propor um plano de ações de melhoria.</p><p>Desa�os logísticos da Tudo Eletrônicos</p><p>Gestão de estoque ine�ciente: com um estoque de até 40 dias e sem métodos de gestão ou</p><p>previsão de demanda, a empresa enfrenta perda de capital e falta de agilidade.</p><p>Processos de distribuição lentos e ine�cazes: atrasos de até 15 dias na distribuição, além</p><p>de altas taxas de avarias e extravios, afetam negativamente a reputação da empresa e</p><p>levam à perda de clientes.</p><p>Falta de pro�ssionalização e treinamento: a equipe de logística, apesar de experiente,</p><p>carece de conhecimento em técnicas e metodologias modernas, o que limita a capacidade</p><p>de inovação e melhoria contínua.</p><p>Dependência excessiva do diretor nas decisões de compra: a falta de um sistema</p><p>estruturado para a aquisição de materiais, tomando como base apenas a intuição e</p><p>experiência do sr. José, aumenta os riscos de erros e ine�ciências.</p><p>Infraestrutura e tecnologia defasadas: comparada aos concorrentes, que utilizam</p><p>rastreamento via satélite e automação, a Tudo Eletrônicos está atrasada tecnologicamente,</p><p>o que interfere na e�ciência e na rastreabilidade dos seus produtos.</p><p>Problemas com o transporte e entrega: di�culdades na malha rodoviária de São Paulo e a</p><p>falta de controle sobre o serviço terceirizado de entrega agravam a insatisfação dos</p><p>clientes.</p><p>Plano de ações de melhoria</p><p>Implementar um sistema de gestão de estoque: adotar metodologias como Just in Time</p><p>(JIT) ou Kanban para reduzir o estoque e melhorar a e�ciência.</p><p>Otimização dos processos de distribuição: adotar tecnologias de rastreamento e</p><p>automação para acelerar a distribuição e diminuir avarias e extravios.</p><p>Programa de treinamento e desenvolvimento de equipe: investir em treinamento para</p><p>atualizar a equipe com as últimas tendências e tecnologias em logística.</p><p>Sistematizar o processo de compra e previsão de demanda: utilizar ferramentas analíticas e</p><p>de Big Data para uma tomada de decisão baseada em dados, e não apenas na intuição.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Modernização tecnológica: investir em tecnologias como rastreamento via satélite e</p><p>automação de armazéns para melhorar a e�ciência operacional e a rastreabilidade.</p><p>Melhorar a gestão de transporte e entrega: reavaliar e otimizar as rotas de entrega, além de</p><p>estabelecer um controle mais efetivo sobre o serviço terceirizado.</p><p>Impacto dos desa�os no crescimento e diferencial da empresa</p><p>E�ciência operacional: a melhoria nos processos logísticos pode resultar em uma redução</p><p>de custos e tempos de entrega, aumentando a competitividade da empresa.</p><p>Satisfação do cliente: processos mais rápidos e con�áveis melhoram a experiência do</p><p>consumidor, contribuindo para a �delização e atração de novos clientes.</p><p>Inovação e competitividade: a adoção de novas tecnologias e práticas inovadoras</p><p>posiciona a empresa à frente dos concorrentes, destacando-a no mercado.</p><p>Implementar essas ações requer um compromisso com a mudança e o investimento em</p><p>recursos, mas os benefícios a longo prazo são signi�cativos tanto para a e�ciência operacional</p><p>quanto para o crescimento sustentável da Tudo Eletrônicos.</p><p>Saiba mais</p><p>Quanto mais complexa for uma atividade, maior será a necessidade de uma logística e�ciente</p><p>para sistematizar as etapas que a constituem, evitando erros e reduzindo custos operacionais.</p><p>Para que você possa saber como sistematizar um sistema logístico, além de compreender a</p><p>importância das operações logísticas para a gestão estratégica e assertiva de uma organização,</p><p>acesse o conteúdo sugerido para leitura a seguir.</p><p>LOGÍSTICA melhora a experiência do cliente e reduz custos operacionais.</p><p>Referências</p><p>BRASIL. Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015. Dispõe sobre o exercício da pro�ssão de</p><p>motorista; altera a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452,</p><p>de 1º de maio de 1943, e as Leis nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito</p><p>Brasileiro, e 11.442, de 5 de janeiro de 2007 (empresas e transportadores autônomos de carga),</p><p>para disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista pro�ssional; altera a Lei</p><p>nº 7.408, de 25 de novembro de 1985; revoga dispositivos da Lei nº 12.619, de 30 de abril de</p><p>2012; e dá outras providências. Diário O�cial da União, Brasília, DF: 3 mar. 2015. Disponível em:</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13103.htm. Acesso em: 23 jan.</p><p>2024.</p><p>CAXITO, F. (Coord.). Logística: um enfoque prático. 3. ed. São Paulo: Saraiva Uni, 2019. E-book.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/. Acesso em:</p><p>23 jan. 2024.</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/logistica-melhora-a-experiencia-do-cliente-e-reduz-custos-operacionais,0d66ce7503ee5810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13103.htm</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788571440043/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações.</p><p>4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.</p><p>CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da</p><p>indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>LOGÍSTICA melhora a experiência do cliente e reduz custos operacionais. Sebrae, 26 jan. 2023.</p><p>Disponível em:</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/logistica-melhora-a-experiencia-do-cliente-e-</p><p>reduz-custos-operacionais,0d66ce7503ee5810VgnVCM1000001b00320aRCRD. Acesso em: 24</p><p>jan. 2024.</p><p>POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo:</p><p>Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>Aula 4</p><p>Qualidade na Logística</p><p>Qualidade na logística</p><p>Este conteúdo é um vídeo!</p><p>Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo</p><p>computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os</p><p>vídeos direto no aplicativo</p><p>para assistir mesmo sem conexão à internet.</p><p>Dica para você</p><p>Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua</p><p>aprendizagem ainda mais completa.</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula você conhecerá tanto o conceito quanto a evolução histórica da</p><p>qualidade, bem como sua importância como elemento primordial para que as empresas possam</p><p>permanecer competitivas no mercado contemporâneo. Também será possível explorar a</p><p>qualidade aplicada às operações logísticas, apresentando, inclusive, os principais atributos que</p><p>ajudam os clientes a constatarem elevados níveis de qualidades em operações logísticas. Esses</p><p>tópicos são fundamentais para a sua prática pro�ssional, pois cooperam para uma tomada de</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/logistica-melhora-a-experiencia-do-cliente-e-reduz-custos-operacionais,0d66ce7503ee5810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/logistica-melhora-a-experiencia-do-cliente-e-reduz-custos-operacionais,0d66ce7503ee5810VgnVCM1000001b00320aRCRD</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>decisão mais estratégica e adequada, otimização de processos e melhoria da satisfação do</p><p>cliente. Prepare-se para esta jornada de conhecimento! Vamos lá!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Tudo bem? Do seu ponto de vista, o que é qualidade? O que faz você perceber</p><p>qualidade em um produto ou serviço? Quais são os atributos primordiais para que isso ocorra?</p><p>Entrega no prazo? Produto íntegro? Um bom atendimento? Produtos ou serviços que superem as</p><p>suas expectativas? E agora a pergunta que não quer calar: será que alguém próximo a você</p><p>percebe qualidade dessa mesma forma?</p><p>Todos esses questionamentos foram elencados apenas para que possamos compreender o nível</p><p>de subjetividade do fator qualidade. Entender isso é o que servirá como força motriz para que</p><p>empresas se esforcem para entregar aos seus clientes a maior quantidade de atributos de</p><p>qualidade, principalmente os aplicados às operações logísticas, a �m de satisfazer o seu</p><p>mercado consumidor. Nesse contexto, surge outro questionamento: quais são esses atributos de</p><p>qualidade?</p><p>O principal objetivo desta etapa de aprendizagem é apresentar a você os conceitos inerentes à</p><p>qualidade e sua evolução ao longo dos anos. Também vamos veri�car quais são os atributos</p><p>exigidos no âmbito das operações logísticas que contribuirão substancialmente para que os</p><p>clientes possam constatar o recebimento de um elevado nível de serviço e, consequentemente,</p><p>de qualidade.</p><p>Para que possamos colocar em prática esses ensinamentos, vamos atuar junto aos gestores da</p><p>Souza & Catarino, uma empresa de médio porte do setor de varejo que está enfrentando</p><p>di�culdades signi�cativas na gestão da qualidade de seus serviços e operações logísticas.</p><p>Apesar de contar com um histórico de sucesso na era da artesania e de ter se adaptado ao</p><p>modelo de produção em massa, a empresa não conseguiu evoluir adequadamente para as</p><p>demandas da gestão estratégica da qualidade.</p><p>Com a crescente complexidade e volatilidade do mercado atual, a Souza & Catarino está lutando</p><p>para manter a satisfação do cliente e a e�ciência operacional. Seus principais problemas incluem</p><p>atrasos nas entregas, inconsistência na qualidade dos produtos e um sistema de�ciente de</p><p>feedback dos clientes. Além disso, a empresa não implementou tecnologias modernas de</p><p>logística e gestão da qualidade, como a análise de dados e a automação.</p><p>Desse modo, você deverá apresentar sugestões e alternativas que mitiguem tais adversidades. E</p><p>então, preparado?</p><p>Vamos Começar!</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>Evolução da qualidade: da artesania à gestão estratégica</p><p>A qualidade, como um conceito fundamental em produção e serviços, tem suas raízes na história</p><p>da civilização. Sua origem remonta à era da artesania, quando a produção era manual e cada</p><p>artesão era responsável pela criação e inspeção de seus produtos.</p><p>Nesse contexto, a qualidade era sinônimo de habilidade artesanal, com pouco ou nenhum</p><p>controle formal de qualidade. Esse período caracterizou-se por uma relação direta entre produtor</p><p>e consumidor, permitindo um feedback imediato sobre a qualidade.</p><p>Com o advento da Revolução Industrial, a produção em massa substituiu a artesania. Essa</p><p>mudança levou à necessidade de sistemas mais convencionais de controle de qualidade.</p><p>Frederick Taylor e outros personagens introduziram o conceito de gerenciamento cientí�co,</p><p>direcionando o foco à e�ciência e à padronização do trabalho. Na década de 1920, o controle</p><p>estatístico de qualidade foi introduzido por Walter A. Shewhart, marcando um ponto de virada na</p><p>gestão da qualidade.</p><p>Já durante a Segunda Guerra Mundial, a qualidade ganhou uma nova dimensão de importância</p><p>por causa da necessidade de produção con�ável de materiais de guerra. É nesse momento</p><p>crucial da história mundial que foram desenvolvidas e implementadas técnicas e �loso�as que</p><p>enfatizavam que o enfoque da qualidade não deveria ser apenas o produto ou serviço acabado,</p><p>mas sim todos os níveis da organização. Esse panorama deu origem ao conceito de gestão da</p><p>qualidade total (TQM).</p><p>Por sua vez, no cenário pós-guerra, a qualidade tornou-se um diferencial competitivo</p><p>internacional. A série de normas ISO 9000, introduzida em 1987, estabeleceu padrões</p><p>internacionais para sistemas de gestão da qualidade. Além disso, conceitos como Seis Sigma e</p><p>Lean Manufacturing surgiram, concentrando-se na redução de desperdícios e na melhoria</p><p>contínua.</p><p>Por �m, no atual momento, o qual chamamos de “era digital”, a qualidade evoluiu para além da</p><p>manufatura, englobando serviços e softwares. A qualidade passou a ser integrada com inovação</p><p>e agilidade, adaptando-se às rápidas mudanças do mercado e às expectativas dos</p><p>consumidores. As ferramentas digitais e a análise de dados passaram a desempenhar um papel</p><p>vital na gestão da qualidade, o que destaca a importância da qualidade não apenas como uma</p><p>função operacional, mas também como um pilar estratégico para o sucesso sustentável das</p><p>organizações.</p><p>Conceito de qualidade</p><p>Talvez o valor de qualidade seja conhecido por todos, mas, quando se trata do conceito, a</p><p>percepção de cada parte interessada pode ser diferente, conforme seus anseios e necessidades.</p><p>Nesse sentido, é possível pensar que qualidade signi�ca fazer as coisas da maneira certa, ou</p><p>seja, como foi combinado com o cliente. Se ele �car satisfeito, é porque a qualidade foi atingida.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>De modo inerente, pode-se entender por qualidade a competência em atingir o objetivo que foi</p><p>de�nido, uma vez que ela pode estar em tudo o que se faz, e não apenas nas consequências do</p><p>que foi feito.</p><p>Entretanto, utilizando-se de um conceito mais amplo e abrangente, podemos a�rmar que a</p><p>qualidade consiste em um conjunto de características de desempenho de um produto ou serviço</p><p>que, em conformidade com as especi�cações, atende e, por vezes, supera as expectativas e os</p><p>anseios do consumidor.</p><p>Cabe destacar que apenas o cliente pode de�nir a qualidade de um serviço ou produto. Logo, a</p><p>qualidade passa a ser um termo relativo, que muda conforme a evolução das necessidades do</p><p>consumidor. Assim, os gestores precisam estar aptos a perceber a importância das pesquisas</p><p>junto aos consumidores, as teorias e as aplicações dos métodos estatísticos aos processos de</p><p>produção.</p><p>Nesse sentido, um questionamento bastante recorrente é o seguinte: quais são os princípios</p><p>necessários para se desenvolver uma gestão voltada ao atingimento de níveis elevados de</p><p>qualidade? É claro que esses princípios podem variar de organização para organização, mas as</p><p>prescrições essenciais podem ser resumidas nos seguintes pontos:</p><p>Criar uma declaração de objetivos e propósitos para a melhoria constante dos produtos e</p><p>serviços, a �m de se tornar competitivo e criar empregos.</p><p>Afastar-se totalmente da dependência da inspeção para atingir a qualidade. Ou seja, é</p><p>necessário prevenir</p><p>e investir, colocando a produção com qualidade em primeiro lugar.</p><p>Acabar com a política de compra baseada no preço.</p><p>Dar importância à minimização dos custos totais e à formação de parcerias.</p><p>Aperfeiçoar continuamente o sistema de produção e serviços.</p><p>Aplicar o treinamento da função.</p><p>Instituir a liderança, bem como estabelecer novas formas de direção, renovando as práticas</p><p>de che�a.</p><p>Eliminar o medo e evitar uma gestão autoritária, gerando a con�ança.</p><p>Derrubar as barreiras entre os departamentos. O trabalho deve ser realizado em equipe para</p><p>atingir os objetivos organizacionais.</p><p>Eliminar os slogans e metas numéricas para a força de trabalho, uma vez que a maioria dos</p><p>problemas de qualidade é inerente aos processos e sistemas.</p><p>Instituir um programa de educação e autodesenvolvimento.</p><p>Entretanto, embora possa parecer que a aplicação desses princípios seja simples, é de</p><p>fundamental importância que se adote um programa de implementação da qualidade. Para isso,</p><p>podem-se seguir alguns passos fundamentais:</p><p>1. Planejamento da qualidade: identi�car os clientes, estabelecer suas necessidades,</p><p>desenvolver características dos produtos e processos que as satisfaçam, transferir os</p><p>resultados para o nível operacional.</p><p>2. Controle da qualidade: manter o processo planejado, a �m de alcançar as metas. Avaliar o</p><p>nível de desempenho, comparando-o às metas estabelecidas, e tomar medidas que atuem</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>nas diferenças.</p><p>3. Melhoria da qualidade: criar mudanças que tragam benefícios e atinjam altos níveis de</p><p>desempenho, de�nir uma base que proporcione a melhoria da qualidade, identi�car e</p><p>selecionar projetos de melhoria, criar equipes de projetos comprometidas com o sucesso,</p><p>motivar e treinar as equipes para manter o nível de melhoria.</p><p>A Figura 1, a seguir, ilustra o processo de percepção de qualidade por parte do cliente.</p><p>Figura 1 | Trajetória de percepção da qualidade.</p><p>Qualidade em logística</p><p>A qualidade em logística é um tema de grande relevância no contexto acadêmico e empresarial,</p><p>pois cumpre um papel de grande importância tanto para as empresas quanto para os</p><p>consumidores. Desse modo, é fundamental que a qualidade em logística seja analisada tanto do</p><p>ponto de vista das empresas quanto sob a ótica dos consumidores.</p><p>Para as organizações, a qualidade em logística é essencial para manter a competitividade no</p><p>mercado. Uma logística e�ciente permite a redução de custos, a otimização de processos e o</p><p>aumento da satisfação do cliente.</p><p>Empresas que investem na qualidade de suas operações logísticas conseguem melhorar a</p><p>gestão de estoque, reduzir tempos de entrega e aumentar a precisão nas previsões de demanda.</p><p>Isso se traduz em uma cadeia de suprimentos mais ágil e e�ciente, capaz de responder</p><p>rapidamente às mudanças do mercado e às necessidades dos clientes.</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>No que se refere aos consumidores, a qualidade logística in�uencia diretamente a experiência de</p><p>compra e a percepção da marca. Um serviço logístico de alta qualidade garante entregas rápidas,</p><p>seguras e no prazo estabelecido, o que aumenta a con�ança que o consumidor tem na empresa.</p><p>Além disso, oferecer opções de rastreamento em tempo real e contar com uma política de</p><p>devoluções e�ciente são aspectos valorizados pelos consumidores.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Atributos necessários para constatar qualidade em logística</p><p>Como você perceberá, os atributos essenciais para que se possa constatar elevados níveis de</p><p>qualidade em logística, em diversos momentos, convergem com os atributos logísticos</p><p>ganhadores de pedidos. Isso ocorre porque tanto os atributos ganhadores de pedidos quanto os</p><p>requisitos vitais à percepção de qualidade devem se complementar, a �m de satisfazer de</p><p>maneira plena e satisfatória o mercado consumidor. Desse modo, os principais atributos que</p><p>contribuem para a percepção de qualidade em logística são os seguintes:</p><p>E�ciência operacional: refere-se à capacidade de executar as operações logísticas de forma</p><p>rápida e com o menor custo possível, mantendo a qualidade do serviço.</p><p>Con�abilidade: consiste na habilidade de cumprir promessas, entregando os produtos no</p><p>prazo e condições acordados.</p><p>Flexibilidade: capacidade de adaptar as operações logísticas a mudanças inesperadas na</p><p>demanda ou no fornecimento.</p><p>Rastreabilidade: facilidade com que os clientes podem acompanhar seus pedidos,</p><p>proporcionando transparência e segurança.</p><p>Sustentabilidade: implementação de práticas logísticas que minimizem o impacto</p><p>ambiental, o que é cada vez mais valorizado tanto por consumidores quanto por</p><p>stakeholders.</p><p>Gestão de relacionamentos: ajuda a construir relações sólidas e de longo prazo com</p><p>fornecedores e clientes, melhorando a comunicação e a colaboração.</p><p>Inovação tecnológica: uso de tecnologias avançadas, como automação, inteligência</p><p>arti�cial e análise de dados, para aprimorar as operações logísticas.</p><p>Gestão de riscos: capacidade de identi�car, avaliar e mitigar potenciais riscos nas</p><p>operações logísticas.</p><p>Atendimento ao cliente: consiste em oferecer um serviço de atendimento e�ciente e</p><p>proativo, capaz de resolver rapidamente quaisquer problemas ou dúvidas.</p><p>Qualidade do produto: tem a função de garantir que os produtos sejam entregues em</p><p>perfeito estado, sem danos ou defeitos.</p><p>Portanto, podemos concluir que a qualidade em logística é um aspecto primordial e que afeta</p><p>diretamente a competitividade das empresas, bem como a satisfação dos consumidores. Investir</p><p>Disciplina</p><p>PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>nos atributos mencionados não apenas melhora a e�ciência operacional, mas também constrói</p><p>uma imagem positiva da empresa, �delizando clientes e fortalecendo a marca no mercado.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Então, vamos lá! Para solucionar os problemas de qualidade logística identi�cados na empresa</p><p>Souza & Catarino, podemos trabalhar com as seguintes alternativas:</p><p>Implementação de um sistema de gestão da qualidade total (TQM): a empresa deve adotar</p><p>um sistema TQM para garantir que a qualidade seja uma responsabilidade compartilhada</p><p>em todos os níveis da organização. Isso inclui treinamento e engajamento dos funcionários</p><p>na promoção da melhoria contínua.</p><p>Adoção de tecnologias avançadas: é interessante introduzir tecnologias como inteligência</p><p>arti�cial, análise de dados e automação para melhorar a e�ciência operacional. Essas</p><p>tecnologias podem ajudar na previsão de demanda, gestão de estoque, rastreamento de</p><p>pedidos e identi�cação proativa de problemas de qualidade.</p><p>Melhoria no processo de feedback do cliente: deve-se estabelecer um canal de</p><p>comunicação robusto e e�ciente com os clientes para coletar feedbacks regulares. Isso</p><p>pode ser feito por meio de pesquisas, sistemas de avaliação on-line e um serviço de</p><p>atendimento ao cliente mais responsivo.</p><p>Foco na �exibilidade e con�abilidade da logística: consiste em aprimorar a �exibilidade e a</p><p>con�abilidade das operações logísticas para responder prontamente a mudanças na</p><p>demanda e garantir entregas no prazo.</p><p>Práticas sustentáveis: é preciso integrar práticas sustentáveis nas operações logísticas</p><p>para atender às crescentes expectativas dos consumidores e stakeholders em relação à</p><p>responsabilidade ambiental.</p><p>Treinamento e desenvolvimento de equipes: deve-se investir no treinamento e</p><p>desenvolvimento contínuo das equipes, enfatizando a importância da qualidade em todos</p><p>os aspectos das operações.</p><p>Gestão de relacionamento com fornecedores: consiste em construir parcerias estratégicas</p><p>com fornecedores para assegurar a qualidade dos insumos e a e�ciência da cadeia de</p><p>suprimentos.</p><p>Monitoramento e avaliação constantes: é importante implementar um sistema de</p><p>monitoramento e avaliação contínuos para medir a e�cácia das estratégias de qualidade e</p><p>fazer ajustes conforme necessário.</p><p>Por meio dessas medidas, a empresa Souza & Catarino poderá constatar uma melhoria</p><p>signi�cativa na satisfação do cliente, e�ciência operacional e competitividade no mercado.</p><p>Saiba mais</p><p>É bastante comum nos depararmos com o termo “stakeholders” quando tratamos de assuntos</p><p>logísticos. Mas você sabe o que é um stakeholder?</p>LOGÍSTICOS CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015. CORRÊA, H. L. Administração de cadeias de suprimentos e logística: integração na era da indústria 4.0. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/. Acesso em: 23 jan. 2024. POZO, H. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: uma introdução. São Paulo: Grupo GEN, 2019. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/. Acesso em: 23 jan. 2024. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023022/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597023220/