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Os meios de Comunicação, Protagonismo Juvenil e a Cidadania

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OS MEIOS DE
COMUNICAÇÃO,
PROTAGONISMO
JUVENIL E A
CIDADANIA
Aula 1
A RELAÇÃO DO
ADOLESCENTE COM A
TECNOLOGIA E MÍDIAS
DIGITAIS
A relação do adolescente com a
tecnologia e as mídias digitais
Olá, estudante!
Dando sequência às discussões sobre adolescência e juventude na
contemporaneidade, abordaremos um pouco mais a influência das
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tecnologias e mídias digitais na formação das sociedades modernas.
Nesta aula, também conversaremos sobre os impactos dessas
mídias virtuais no modo como os sujeitos se relacionam e se
comunicam na atualidade.
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Pense em como seria seu cotidiano se não existissem computador,
televisão, celulares e internet. Com certeza seria muito complicado,
dada a importância desses objetos tecnológicos para a atual
comunicação pessoal e profissional. Sendo assim, refletir sobre as
tecnologias e a relação delas com os adolescentes e jovens, bem
como com o protagonismo juvenil e cidadania, é essencial quando
se trata da formação dos professores considerando as demandas do
século XXI. Agora imagine a seguinte situação: em uma escola de
Ensino Médio, observa-se um crescente uso inadequado da
tecnologia por parte dos alunos, especialmente nas redes sociais,
com comportamentos prejudiciais à convivência e à cidadania
digital. Isso inclui o compartilhamento irresponsável de informações,
cyberbullying e a propagação de fake news. Diante dessa realidade,
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a comunidade escolar enfrenta desafios para promover uma cultura
digital saudável entre os jovens.
Como a escola pode sensibilizar os alunos sobre a importância da
responsabilidade digital e da cidadania on-line? Quais estratégias
podem ser adotadas para promover um ambiente virtual seguro e
respeitoso, reduzindo comportamentos inadequados nas redes
sociais?
Bons estudos!
Vamos Começar!
O papel da tecnologia na formação das
sociedades modernas
A tecnologia desempenha um papel fundamental na formação das
sociedades modernas, moldando a maneira como interagimos,
comunicamos e percebemos o mundo ao nosso redor. Para
adolescentes e jovens, essa influência é particularmente marcante,
uma vez que eles crescem em uma era digital. Conforme Brito
(2008, p. 32): “A tecnologia vai muito além de meros equipamentos.
Ela permeia toda nossa vida, inclusive em questões não tangíveis
[…] as tecnologias são classificadas didaticamente por Sancho em
três grandes grupos: físicas, organizadoras e simbólicas”.
As tecnologias físicas são instrumentos como celular, telefone e
computadores; já as tecnologias organizadoras são formas de
relacionamento com o mundo, tais como os sistemas produtivos. Por
fim, as tecnologias simbólicas estão ligadas às formas de
comunicação entre as pessoas. “Ao escolhermos uma tecnologia,
optamos por um tipo de tecnologia, optamos por um tipo de cultura,
que está relacionada com o momento social, político e econômico
no qual estamos inseridos” (Brito, 2008, p. 33). Desse modo, as
tecnologias acompanham as sociedades e seus avanços, sendo
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ferramentas elaboradas para melhorar e aperfeiçoar processos
humanos.
A conectividade instantânea proporcionada pela tecnologia na
atualidade tem transformado a maneira como os jovens se
relacionam entre si e com o mundo. As redes sociais, por exemplo,
tornaram-se espaços virtuais onde ideias, tendências e experiências
são compartilhadas de maneira rápida e global. No entanto, essa
constante exposição digital também levanta questões sobre
privacidade, saúde mental e pressão por padrões de beleza e
sucesso.
Além disso, a tecnologia tem impacto direto na educação,
proporcionando acesso a recursos educacionais diversificados e
oportunidades de aprendizagem on-line. Por outro lado, a
dependência excessiva de dispositivos digitais suscita preocupações
sobre a distração e a falta de interação face a face. No âmbito
profissional, a tecnologia redefine carreiras e impulsiona inovações.
Para os jovens, isso significa a necessidade de desenvolver
habilidades digitais e adaptabilidade para enfrentar os desafios do
mercado de trabalho em constante evolução.
Em síntese, o papel da tecnologia na formação das sociedades
modernas é inegável, especialmente na vida de adolescentes e
jovens, que experimentam mudanças rápidas e profundas em suas
interações sociais, educação e perspectivas profissionais. Gerir essa
influência de maneira consciente e equilibrada torna-se essencial
para garantir um desenvolvimento saudável e uma participação
construtiva na sociedade contemporânea.
Siga em Frente...
A relação do jovem e adolescente com as
mídias digitais, em especial as redes sociais
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Os desafios da era moderna incluem a presença onipresente da
internet, um vasto campo sem fronteiras que permite a exploração
incessante de inúmeras informações diariamente. Por exemplo, ao
pesquisarmos determinado produto em serviços como o Google ou
o Facebook, em pouco tempo aparecem postagens relacionadas ao
tema buscado ou anúncios, bem como outras sugestões e links de
pesquisa.
Essa operação, quando falamos das redes sociais especificamente,
acontece por meio de algoritmos que seguem em constante
evolução. As redes sociais têm se tornado uma parte integral da vida
dos adolescentes e jovens, exercendo um impacto significativo em
diversos aspectos de seu desenvolvimento e suas interações
sociais. Em um mundo cada vez mais digital, essas plataformas
oferecem uma janela para a expressão individual, a conexão com
amigos e uma infinidade de informações.
Podemos definir redes sociais como plataformas on-line que
permitem a interação e o compartilhamento de conteúdo entre
usuários. O objetivo principal é proporcionar um espaço digital para
que os usuários construam e mantenham relações sociais — não
somente com amigos e familiares, mas também com pessoas de
interesses similares no mundo.
[…] passa a ser enorme a influência da informática, da
internet e dos demais meios de virtualização da realidade na
sociabilidade dos jovens. Exige-se dos jovens que sejam
metamorfoses ambulantes desassossegadas em busca do
novo, capazes de estabelecer em sua vida vínculos
temporários, efêmeros e de explorar novos territórios. Para
tal, muito contribuem as redes de informação e as redes
sociais virtuais. (Bordignon; Bonamigo, 2017, p. 317)
Apesar das contribuições significativas para as sociedades
modernas, as redes sociais representam influenciam a saúde dos
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adolescentes e jovens, sendo uma fonte tanto de conexão quanto de
impactos negativos. A exposição constante a padrões de beleza
irreais, a pressão por aceitação social e o risco de cyberbullying são
alguns dos desafios que podem afetar a saúde mental e emocional
desses indivíduos.
Nesse contexto, a educação mediática desempenha um papel
crucial, ao promover a literacia digital e ensinar habilidades críticas
de avaliação de conteúdo on-line; os jovens podem desenvolver
uma consciência mais aguçada sobre o impacto das redes sociaisem suas vidas. A educação mediática também capacita os
adolescentes a cultivarem hábitos saudáveis de uso, equilibrando o
tempo on-line com atividades offline, e a reconhecerem sinais de
comportamento prejudicial. Além disso, enfatiza a importância do
respeito à privacidade, promovendo a autenticidade e a construção
de relacionamentos virtuais positivos.
 
O uso das redes como forma de ser e estar
na sociedade atual
Segundo dados da pesquisa Tic Kids Online Brasil de 2022, 86%
dos usuários da internet entre 9 e 17 anos possuem ao menos um
perfil em uma rede social (96% no caso de usuários de 15 a 17
anos). A pesquisa apontou que a prática de jogos virtuais tem se
popularizado entre crianças e adolescentes. Ainda no mesmo ano, a
maioria dos usuários da faixa etária entre 9 e 17 anos participaram
de atividades on-line, sendo que 87% ouviram música e 82%
assistiram a vídeos, programas, filmes e séries. Além disso, 80%
realizaram pesquisas para trabalhos escolares, enquanto 79%
utilizaram mensagens instantâneas. O download de aplicativos
também foi uma prática comum, com 70% dos usuários relatando tal
atividade (Cetic.Br., 2023).
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Por meio da compreensão do conceito de redes sociais e dos dados
da pesquisa, podemos inferir que essas redes exercem um papel
significativo nas práticas e formas de comunicação de adolescentes
e jovens na atualidade. Na sociedade contemporânea, as redes
sociais moldam não apenas a maneira como eles se expressam,
mas também como se inserem e interagem no mundo, construindo
identidade e conexões sociais.
Jovens encontram nas redes sociais um espaço para expressar sua
individualidade, compartilhar experiências e opiniões, bem como
estruturar narrativas digitais que refletem sua personalidade e seus
valores. Perfis on-line tornam-se extensões do eu real, oferecendo
uma plataforma para expressão criativa e autopromoção. Contudo, é
importante reconhecer que o uso excessivo das redes sociais
também pode apresentar desafios. A busca por validação social, a
pressão por padrões estéticos e o impacto da comparação
constante podem afetar a saúde mental dos jovens. Ainda, a
necessidade de estar sempre conectado pode levar a um isolamento
do mundo real, impactando as relações interpessoais em outras
esferas da vida.
Em suma, as redes sociais tornaram-se uma ferramenta integral na
construção da identidade e nas interações sociais dos jovens na
sociedade contemporânea. No entanto, é crucial promover uma
abordagem equilibrada, incentivando o uso consciente e saudável
dessas plataformas para garantir o bem-estar emocional e a
integração social dos jovens na sociedade atual.
Vamos Exercitar?
Considerando os questionamentos levantados na situação-problema
do início desta aula, um dos caminhos viáveis para se trabalhar com
a tecnologia, principalmente com as redes sociais de uma forma
saudável no âmbito educacional, é implementar um programa
educacional abrangente que englobe palestras, eventos e atividades
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práticas para conscientizar os estudantes sobre a responsabilidade
digital e cidadania on-line. Além disso, parcerias com especialistas
em segurança digital e psicólogos para oferecer suporte emocional
aos estudantes, bem como práticas pedagógicas que incentivem o
pensamento crítico em relação às informações on-line, promovendo
uma cultura de respeito e cooperação digital, são estratégias
interessantes. Ainda, formar professores de acordo com essa
perspectiva é fundamental para a transformação digital e consciente
nos espaços escolares.
Saiba Mais
Leia o artigo Redes sociais digitais e educação, que discute a
importância das redes sociais digitais, destacando-as como recurso
pedagógico no sentido de favorecer um aprendizado mais crítico e
participativo.
Referências Bibliográficas
BORDIGNON, C.; BONAMIGO, I. S. Os jovens e as redes sociais
virtuais. Pesquisas e Práticas Psicossociais, São João del Rei, v.
12, n. 2, p. 310-326, 2017. Disponível em:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1809-
89082017000200006. Acesso em: 11 fev. 2024.
BRITO, G. da S.; PURIFICAÇÃO, I. da. Educação e novas
tecnologias: um (re)pensar. 2. ed. rev., atual. e ampl. Curitiba:
IBPEX, 2008.
CETIC.BR. TIC Kids Online Brasil: pesquisa sobre o uso da
internet por crianças e adolescentes no Brasil 2022. São Paulo:
Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2023. Disponível em:
https://cetic.br/media/docs/publicacoes/1/20230825142135/tic_kids_
online_2022_livro_eletronico.pdf. Acesso em: 14 fev. 2023.
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http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1809-89082017000200006
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1809-89082017000200006
https://cetic.br/media/docs/publicacoes/1/20230825142135/tic_kids_online_2022_livro_eletronico.pdf
https://cetic.br/media/docs/publicacoes/1/20230825142135/tic_kids_online_2022_livro_eletronico.pdf
SILVA, S. da. Redes sociais digitais e educação. Revista Iluminart,
Sertãozinho, v. 1, n. 5, p. 36-4, 2010. Disponível em:
https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/317/o/volume1numero5artigo4.p
df?1351211156. Acesso em: 25 mar. 2024.
Aula 2
PROTAGONISMO JUVENIL
Protagonismo juvenil
Olá, estudante!
Se as tecnologias e redes sociais alteraram significativamente o
acesso à informação e comunicação, também transformaram a
maneira como os jovens e adolescentes se posicionam, pensam e
se reconhecem no mundo. Nessa perspectiva, ao longo desta aula,
exploraremos a participação ativa dos jovens nas discussões que
envolvem a organização da sociedade e o exercício da cidadania.
Refletir sobre esses conceitos é crucial para promover uma
aprendizagem mais dinâmica, envolvente e comprometida com os
pilares da educação para o século XXI.
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
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Ponto de Partida
Na atualidade, os meios de comunicação desempenham um papel
fundamental na sociedade contemporânea, facilitando a
disseminação de informações e conectando pessoas em escala
global. Compreendem uma variedade de canais, como jornais, rádio,
televisão, internet e redes sociais, que transcendem barreiras
geográficas e temporais. A comunicação, por sua vez, é a essência
desses meios; trata-se do processo pelo qual informações, ideias e
sentimentos são compartilhados entre indivíduos. Envolve
codificação e decodificação de mensagens, além de fatores culturais
e contextuais que influenciam a compreensão mútua.
Por estarmos em um mundo cada vez mais interconectado, a
eficácia dos meios de comunicação é crucial para a troca de
conhecimento, a construção de identidades coletivas e o
fortalecimento da participação cívica. A habilidade de comunicar-se
efetivamente torna-se, assim, uma ferramenta valiosa para vida em
sociedade. É importante destacarmos que essa comunicação não é
fixa; na realidade, ela é modificada e aperfeiçoada ao longo das
gerações e mudanças no contexto social. Pensando nisso, imagine
a seguinte situação: em uma comunidade escolar,observa-se um
crescente desinteresse dos adolescentes e jovens pela participação
política. A falta de envolvimento é evidente nas mídias digitais, onde
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poucos demonstram interesse em questões políticas relevantes para
a sociedade. Sabendo da importância do engajamento cívico nessa
faixa etária, a escola enfrenta o desafio de promover a
conscientização política e estimular a participação dos alunos por
meio das mídias digitais.
Como as mídias digitais podem ser efetivamente utilizadas para
envolver os adolescentes e jovens em discussões políticas
relevantes, considerando o contexto atual? Qual é o papel da escola
no incentivo ao engajamento político dos alunos por meio das
mídias digitais, considerando os desafios e as oportunidades dessa
abordagem?
Bons estudos!
Vamos Começar!
O conceito de gerações e a percepção do
mundo por parte do jovem
No que se refere aos aspectos culturais e sociais, as gerações são
formas de categorizar grupos de pessoas que compartilham
características sociais, culturais e históricas semelhantes, nascidas
em um período específico. Cada geração é moldada pelas
experiências vividas durante sua juventude, as quais influenciam
valores, atitudes e visões de mundo.
Outra maneira de caracterizar as gerações é por meio dos estudos
da biologia. Nessa perspectiva, são considerados os aspectos de
reprodução e os indivíduos que estão no mesmo estágio de
descendência de um ancestral comum; por exemplo, mãe e filha
pertencem a gerações distintas. Conforme Feixa e Leccardi (2010,
p. 191): “Gerações é o lugar em que dois tempos diferentes — o do
curso da vida, e o da experiência histórica — são sincronizados. O
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tempo biográfico e o tempo histórico fundem-se e transformam-se,
criando desse modo uma geração social”.
Ao longo da história, com o desenvolvimento de tecnologias e da
industrialização, as concepções de gerações foram se alterando, e
as características culturais dos grupos passaram a ganhar nomes.
Baby boomers: indivíduos nascidos entre a década de 1940 e
o início dos anos 1960. Cresceram durante um período de
desenvolvimento econômico mundial significativo.
Geração X: indivíduos nascidos entre meados da década de
1960 e 1980. Testemunharam avanços tecnológicos, como a
popularização dos computadores pessoais.
Millennials (Geração Y): indivíduos nascidos entre o início da
década de 1980 e meados dos anos 1990. Cresceram durante
a ascensão da tecnologia digital.
Geração Z: indivíduos nascidos entre meados da década de
1990 e 2010. São indivíduos nativos digitais, com acesso à
tecnologia desde cedo.
Geração Alpha: indivíduos nascidos a partir da década de
2010. Espera-se que os sujeitos cresçam em um ambiente
altamente tecnológico e globalizado, com foco em inovação e
mudanças rápidas.
Apesar da distinção, muitas gerações convivem nas sociedades
modernas. Nesse cenário, a percepção do mundo por parte dos
jovens é particularmente interessante, pois reflete as dinâmicas em
constante evolução da sociedade e as mudanças tecnológicas,
culturais e sociais que moldam suas vidas.
Os jovens de diferentes gerações experimentam o mundo de
maneiras distintas devido às circunstâncias únicas em que
cresceram. Por exemplo, os baby boomers, nascidos após a
Segunda Guerra Mundial, testemunharam a reconstrução pós-
guerra e o surgimento de uma sociedade capitalista de consumo. Já
a geração X cresceu em uma época de avanços tecnológicos, como
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o surgimento dos computadores pessoais. Os millennials, por sua
vez, foram os pioneiros da era digital, enquanto a geração Z cresceu
em um mundo dominado pela conectividade on-line desde o início.
A percepção do mundo pelos jovens é profundamente influenciada
pelas tecnologias emergentes. A rapidez das mudanças tecnológicas
tem impactado não apenas a forma como os jovens se comunicam,
mas também como consomem informações, constroem
relacionamentos e percebem a realidade. A crescente interconexão
global e o acesso instantâneo à informação moldaram uma geração
que valoriza a diversidade, a inclusão e a consciência social.
Além disso, a crescente conscientização sobre questões como
mudanças climáticas, desigualdade social e diversidade de gênero
tem inspirado os jovens a desempenharem um papel ativo na defesa
de causas sociais e ambientais. A busca por propósito e significado
nas ações cotidianas é uma característica marcante dessa geração,
que procura contribuir para um mundo mais justo e sustentável.
Siga em Frente...
A inserção do jovem na política
Em sua experiência, qual é a percepção sobre a representatividade
dos jovens na política atual? Você acredita que os candidatos mais
jovens têm tido espaço para expressar suas ideias e propostas de
maneira efetiva? Muitas vezes a juventude tem pouco espaço ou até
mesmo interesse por essas questões, mas por quais razões isso
acontece?
A Constituição Federal de 1988 estabelece o direito ao voto
facultativo para jovens de 16 e 17 anos, concedendo-lhes a escolha
de participar ou não do processo eleitoral. Essa medida foi
implementada como parte do processo de redemocratização pós-
ditadura militar no Brasil, visando incluir mais grupos sociais na
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política. Nas primeiras eleições após a introdução desse direito, em
1992 houve uma participação significativa de jovens, totalizando 3,2
milhões de votos. Contudo, com o impeachment do presidente
Fernando Collor, o engajamento juvenil declinou, fato evidenciado
na eleição de 1994, quando apenas 1,1 milhão de eleitores jovens
compareceram às urnas (Ribeiro, 2023).
Se pensarmos na história do Brasil pós-período de
redemocratização, vários fatores acarretam essa diminuição do
interesse dos jovens pela política. Alguns exemplos são a
desconfiança no sistema, a polarização política, a ausência de uma
formação escolar política e a própria falta de representatividade de
jovens na política.
Mais do que votar, a inserção de jovens em contextos políticos e de
decisão representa e consolida os princípios democráticos do país e
o exercício da cidadania. Os jovens são agentes de mudança e
impulsionadores de transformações sociais. Sua participação ativa
na política é essencial para construir sociedades mais inclusivas e
representativas. Iniciativas que promovem o entendimento do
sistema político, dos direitos e das responsabilidades dos cidadãos,
bem como da importância do voto, podem capacitar os jovens a
participarem de modo informado e significativo.
Além disso, os jovens frequentemente trazem perspectivas
inovadoras e progressistas para questões sociais e ambientais. Sua
energia, paixão e familiaridade com as tecnologias emergentes têm
o potencial de inspirar novas formas de abordar desafios políticos
contemporâneos.
Ao reconhecer o potencial dos jovens como agentes de mudança, é
possível fortalecer a democracia e construir sociedades mais justas
e equitativas. A inclusão ativa dos jovens na tomada de decisões
políticas não apenas reflete um compromisso com a
representatividade, mas também assegura que as políticas adotadas
considerem as necessidades e aspirações das futuras gerações.
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Protagonismo juvenil e sustentabilidade,
tecnologiae sociedade
Você está familiarizado com o conceito de protagonismo juvenil? O
termo “protagonista” refere-se àquele que desempenha o papel
principal em uma narrativa. No contexto social, o protagonismo
juvenil implica a participação de adolescentes e jovens na
concepção e na implementação de iniciativas relacionadas a
questões sociais, tanto no âmbito local quanto no global (RABÊLLO,
[s. d.]). Dessa forma, ao assumir um papel protagonista, o jovem se
torna o principal catalisador na defesa e na promoção de seus
direitos.
Ao longo da história, registram-se diversas ações políticas lideradas
pela juventude, especialmente antes da década de 1990. Um
exemplo notável foi a resistência ao Golpe de 1964 no Brasil,
quando o movimento estudantil enfrentou o regime militar vigente
até 1985. Durante esse período, os jovens tiveram que lidar com
perseguições e até mesmo assassinatos em decorrência de sua
oposição ao governo.
Mais uma expressão marcante do engajamento juvenil foi a
participação nas manifestações pelas Diretas Já, entre 1983 e 1984.
Nesse contexto, os jovens lutaram pelo direito a eleições diretas e
pela reabertura dos grêmios estudantis nas escolas, que haviam
sido proibidos durante a ditadura militar.
Mais tarde, outro episódio notório foi a mobilização dos “caras
pintadas” durante o processo de impeachment do ex-presidente
Fernando Collor, em 1992. Esses jovens tornaram-se símbolos
visíveis de uma geração que se opunha ativamente a práticas
políticas questionáveis.
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O protagonismo juvenil é fundamental na abordagem de temas
contemporâneos, como sustentabilidade, tecnologia e sociedade.
Jovens de todo o mundo vêm se mostrando agentes de mudança,
trazendo inovação e novas perspectivas para os desafios que a
sociedade enfrenta atualmente.
No contexto da sustentabilidade, os jovens têm se destacado como
defensores do meio ambiente e impulsionadores de práticas mais
responsáveis. Um exemplo é o Fridays for Future (movimento
estudantil global dinâmico que pede ações imediatas referentes às
mudanças climáticas, por meio de campanhas de conscientização e
ativismo). A conscientização ambiental e a promoção de práticas
sustentáveis tornaram-se marcas distintivas do protagonismo juvenil
nessa área.
No campo da tecnologia, os jovens são nativos digitais,
familiarizados com as últimas inovações e tendências. Seja por meio
do desenvolvimento de aplicativos para causas sociais, iniciativas de
programação inclusiva ou defesa da ética digital, os jovens estão na
vanguarda da integração da tecnologia para promover o bem-estar
social e enfrentar desafios contemporâneos. No âmbito social, o
protagonismo juvenil se manifesta em movimentos que buscam
equidade, diversidade e inclusão. Presencialmente ou por meio de
plataformas on-line, os jovens se unem para combater a
discriminação, promover a justiça social e abordar questões
urgentes relacionadas aos direitos humanos.
Em resumo, o protagonismo juvenil em temas como
sustentabilidade, tecnologia e sociedade representa um catalisador
poderoso para a mudança positiva. Ao assumirem papéis ativos, os
jovens não apenas influenciam as discussões e decisões atuais,
mas também moldam o caminho para um futuro mais sustentável,
inclusivo e tecnologicamente avançado. O reconhecimento e o apoio
a essas iniciativas juvenis são cruciais para a construção de
sociedades mais resilientes e equitativas.
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Vamos Exercitar?
No caso da situação-problema apresentada no início desta aula,
podemos pensar em atividades e projetos que integrem a
conscientização política com o uso responsável das mídias digitais,
problematizando o próprio papel da política na organização dos
interesses públicos e na democratização. Para isso, pode-se propor
a criação de plataformas on-line específicas para discussões
políticas, a promoção de debates e eventos virtuais, além da
incorporação de temas políticos relevantes no currículo escolar. A
escola também pode fomentar iniciativas lideradas pelos alunos,
proporcionando espaço e recursos para que expressem suas
opiniões, e promover debates construtivos considerando a realidade
de suas comunidades locais e seus contextos sociais.
Saiba Mais
Leia o artigo Jovens na política na atualidade: uma nova cultura de
participação, cuja autora discute a participação de jovens em ações
coletivas como protagonistas na esfera pública, pondo em destaque,
também, algumas políticas públicas que têm tratado de questões de
seu cotidiano e a renovação operada na questão da participação
dos jovens a partir do uso das redes midiáticas.
Referências Bibliográficas
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm.
Acesso em: 25 mar. 2024.
FEIXA, C.; LECCARDI, C. O conceito de geração nas teorias sobre
juventude. Sociedade e Estado, Brasília, v. 25, n. 2, p. 185-204,
2010. Disponível em:
06/08/2024, 10:19 Os meios de Comunicação, Protagonismo Juvenil e a Cidadania
https://alexandria-html-published.platosedu.io/fceafb0d-7d94-4aa5-94bd-05b0522f0a59/v1/index.html 17/45
https://www.scielo.br/j/ccrh/a/jBGbrMwxkJBxvytwVnz9Wcp/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/ccrh/a/jBGbrMwxkJBxvytwVnz9Wcp/abstract/?lang=pt
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em: 25 mar. 2024.
GOHN, M. da G. Jovens na política na atualidade: uma nova cultura
de participação. Caderno CRH, Salvador, v. 31, p. 117-133, 2018.
Disponível em:
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RABÊLLO, M. E. D. L. O que é protagonismo juvenil? Cedeca: [s.
d.]. Disponível em:
https://cursosextensao.usp.br/pluginfile.php/52863/mod_resource/co
ntent/2/Protagonismo%20juvenil.pdf. Acesso em: 14 fev. 2024.
RIBEIRO, G. B. de L. A representatividade de jovem na política: por
que é importante? Politize, 6 set. 2023. Disponível em:
https://www.politize.com.br/a-representatividade-jovem-na-politica-
por-que-e-importante/. Acesso em: 14 fev. 2024.
Aula 3
CIDADANIA E JUVENTUDE
Cidadania e juventude
Olá, estudante!
Nossa trilha de estudos tem explorado diversos aspectos
relacionados à juventude e aos desafios que permeiam essa fase da
vida. Não podemos deixar de enfatizar, nesse contexto de
aprendizagem, a relevância da educação e do mercado de trabalho,
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https://cursosextensao.usp.br/pluginfile.php/52863/mod_resource/content/2/Protagonismo%20juvenil.pdf
https://cursosextensao.usp.br/pluginfile.php/52863/mod_resource/content/2/Protagonismo%20juvenil.pdf
https://www.politize.com.br/a-representatividade-jovem-na-politica-por-que-e-importante/
https://www.politize.com.br/a-representatividade-jovem-na-politica-por-que-e-importante/
assim como a percepção que os jovens têm de seu futuro. Trata-se
de temas que frequentemente suscitam dúvidas e incertezas entre
esses sujeitos. Portanto, compreender e familiarizar-se com tais
aspectos pode proporcionar uma escuta mais ativa e orientações
mais precisas para os jovens.
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Os jovens frequentemente enfrentam um período de intensas
reflexões e questionamentos em relação ao futuroe ao mercado de
trabalho. Diante das inúmeras possibilidades e exigências do mundo
profissional, surgem naturalmente diversas dúvidas e incertezas. A
escolha da carreira, as oportunidades de emprego e a busca por
realização pessoal e profissional são temas recorrentes e, nesse
contexto, a educação tem um papel fundamental.
Para aprofundarmos nossos estudos, imagine a seguinte situação:
um grupo de alunos do Ensino Médio manifestou preocupações
expressivas quanto ao futuro profissional. Muitos deles sentem-se
perdidos diante das diversas opções e dos desafios que se
apresentam na transição para a vida adulta. O corpo docente,
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liderado pela professora de orientação vocacional, busca estratégias
para fornecer suporte efetivo aos estudantes nesse momento
crucial.
Como a escola pode criar um ambiente propício para que os alunos
explorem paixões, habilidades e interesses, facilitando a tomada de
decisão em relação à carreira? De que maneira os professores, em
especial a professora de orientação vocacional, podem implementar
práticas educacionais que ajudem os alunos a adquirir habilidades
necessárias para enfrentar os desafios do mercado de trabalho
atual?
Bons estudos!
Vamos Começar!
A percepção do jovem sobre o futuro
De acordo com a pesquisa Jovem de Futuro de 2022, realizada com
2.070 adolescentes e jovens em 129 municípios brasileiros, o papel
mais importante da educação é dar mais conhecimentos; em
segundo lugar, possibilitar a obtenção de um emprego. Em termos
de contribuição da educação para sociedade, muitos jovens
destacam o respeito dos direitos e deveres.
A percepção do jovem sobre o futuro é um tema complexo, pois
reflete as expectativas da próxima geração. Muitos expressam uma
mistura de otimismo e apreensão em relação ao futuro. Por um lado,
estão animados com as oportunidades oferecidas pela tecnologia, a
globalização e a crescente conscientização sobre questões sociais.
Por outro lado, estão diante da pressão de tomar decisões
importantes sobre carreira, educação e estilo de vida em um cenário
de inúmeras mudanças.
A automação e a inteligência artificial estão transformando o
mercado de trabalho, criando oportunidades, mas também gerando
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incertezas sobre a estabilidade e a relevância das carreiras
tradicionais. Além disso, a preocupação com as mudanças
climáticas e a sustentabilidade molda a visão dos jovens sobre o
futuro do planeta. Muitos estão engajados em causas ambientais e
exigem ações concretas para enfrentar os desafios que afetarão
suas vidas diretamente.
Em resumo, a percepção do jovem sobre o futuro é um mosaico
complexo de emoções e perspectivas. Eles estão ansiosos para
vivenciar as oportunidades, mas também cientes dos desafios
significativos. À medida que moldam seus caminhos e contribuem
para a sociedade, é crucial que sejam ouvidos e apoiados, para que
possam lidar com o futuro de modo resiliente e confiante.
Siga em Frente...
O jovem e o mercado de trabalho
Carvalho e Carvalho (2006) explicam que a palavra “trabalho” vem
do latim tripalium, um instrumento utilizado por agricultores para
processar grãos como trigo, milho e linho. Essa raiz linguística,
associada a um instrumento de tortura em muitos dicionários,
contribui para a conotação negativa e de sofrimento vinculada ao
conceito de trabalho.
Ao longo da história, filósofos como Platão expressaram a ideia de
poupar os cidadãos do trabalho, considerando-o uma atividade
inferior. Aristóteles, por sua vez, valorizava mais a atividade política,
relegando o trabalho a uma posição inferior que supostamente
impedia o desenvolvimento de virtudes. Na Grécia Antiga, o título de
cidadão era reservado apenas aos homens livres, reforçando uma
visão depreciativa do trabalho.
Apesar das conotações negativas historicamente associadas ao
trabalho, desde tempos remotos, a humanidade sempre esteve
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envolvida em atividades laborais para garantir sua sobrevivência.
Seja na Pré-História, nas sociedades feudais ou na era capitalista,
especialmente ligada à Revolução Industrial, o trabalho é intrínseco
ao comportamento social humano, desempenhando um papel
essencial para a subsistência e a evolução das comunidades.
O conceito de trabalho envolve atribuir significado a uma atividade
específica, que pode ou não ser uma profissão. Uma profissão
refere-se à execução especializada de uma atividade, exigindo
domínio dos processos por parte do executor. Em contraste, o
emprego está relacionado à dimensão monetária, sendo uma fonte
de renda para o indivíduo, podendo ou não estar associado a uma
profissão ou um trabalho, dependendo da interpretação pessoal de
cada um.
Conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), jovens com
16 anos ou mais podem realizar atividades remuneradas, exceto em
trabalhos noturnos, perigosos ou insalubres, reservados para
maiores de 18 anos. Menores de 16 anos têm o trabalho proibido,
com exceção para a condição de aprendiz a partir dos 14 anos (Art.
7º, Inciso XXXIII). A escola deve estar ciente de que atividades para
adolescentes com menos de 18 anos devem respeitar condições
que não prejudiquem sua formação, desenvolvimento físico,
psíquico, moral e social, e permitam a frequência escolar (Art. 403,
parágrafo único). O documento também destaca a responsabilidade
dos pais, responsáveis ou tutores em evitar atividades que
prejudiquem os estudos do adolescente, conforme descrito no Art.
424.
Dessa forma, é crucial que o ambiente escolar esteja sensível à
presença de adolescentes e jovens que já integram o mercado de
trabalho, incorporando-os em processos educacionais que visem
abordar temas relacionados à orientação profissional. Isso lhes
possibilitará a chance de moldar seu próprio futuro com base em
seus planos e suas aspirações, contando com o suporte e as
garantias de políticas sociais e educacionais.
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No contexto brasileiro, a inserção dos jovens no mercado de
trabalho é um desafio complexo e impactante. Em um cenário com
altas taxas de desemprego e subemprego, muitos jovens enfrentam
obstáculos ao iniciar suas carreiras profissionais. Contudo, é
fundamental reconhecer a importância do protagonismo juvenil, a
capacidade dos jovens de serem agentes na construção de suas
trajetórias profissionais. Em meio aos desafios do mercado de
trabalho brasileiro, é essencial que os jovens se envolvam
ativamente na definição de seus objetivos e na busca por
habilidades que os tornem mais competitivos.
Programas de educação profissionalizante, estágios e iniciativas de
empreendedorismo são fundamentais para capacitar os jovens, pois
lhes oferecem ferramentas para enfrentarem os desafios do
mercado de trabalho e elaborarem seus projetos de vida. Além
disso, políticas públicas que promovem a inclusão e a equidade
compõem um ambiente propício ao desenvolvimento profissional
dos jovens. O estímulo ao protagonismo juvenil no contexto do
mercado de trabalho brasileiro não apenas fortalece a autoconfiança
e a autonomia dos jovens, mas também contribui para a construção
de uma sociedade mais dinâmica e inclusiva. Portanto, investir no
potencial dos jovens e proporcionar oportunidades concretas é
crucial para promover o crescimento pessoal e profissional,bem
como impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país.
 
A educação para cidadania e a relação do
jovem com o seu meio
A palavra “cidadania” vem do latim civitas, que significa cidade. Na
Grécia antiga, a cidadania era atribuída aos nascidos em território
grego, enquanto em Roma o termo referia-se à posição política de
um indivíduo e aos direitos que este detinha ou podia exercer. Do
ponto de vista jurídico, um cidadão é uma pessoa que desfruta dos
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direitos civis e políticos de um Estado. Em um sentido mais
abrangente, cidadania refere-se à condição de ser cidadão,
implicando, portanto, a titularidade de direitos e deveres. Ser
cidadão envolve participar ativamente na vida em sociedade,
contribuindo de maneira engajada para lidar com os desafios e as
questões da comunidade.
Conforme Silva e Pereira (2016) explicam, no contexto escolar e
educacional, a cidadania requer uma formação crítica que integre os
campos científico, filosófico e artístico de maneira autêntica ao
desafiador cotidiano das pessoas. Apesar das dificuldades
estruturais, de carreira e de formação continuada decorrentes das
contradições no financiamento educacional, a construção da
cidadania envolve enfrentar esses desafios por meio do debate
público e da organização política.
A educação para a cidadania refere-se a um conjunto de práticas
educativas destinadas a capacitar os indivíduos a compreenderem
seus direitos e deveres como cidadãos, além de incentivá-los a
participar ativamente na sociedade. Essa abordagem visa promover
valores como responsabilidade, respeito à diversidade, consciência
social e engajamento cívico. Ao explorar a relação do jovem com
seu meio, a educação para a cidadania tem o objetivo de
desenvolver uma conexão significativa entre os estudantes e a
comunidade. Isso implica não apenas compreender as questões
locais, mas também estimular a participação ativa na resolução de
problemas e no desenvolvimento do ambiente ao redor.
Os jovens são incentivados a se envolverem em atividades cívicas,
como voluntariado e projetos comunitários, para experimentar de
maneira prática o impacto positivo que podem ter em seu entorno.
Assim, a educação para a cidadania não apenas informa, mas
também capacita os jovens a contribuírem construtivamente para a
sociedade, promovendo um senso de pertencimento e
responsabilidade.
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Vamos Exercitar?
Retomando a situação-problema apresentada no começo da aula,
precisamos pensar em partes. Para a primeira questão, a escola
pode implementar programas de orientação profissional, cursos e
palestras com profissionais de diversas áreas. A professora de
orientação vocacional pode realizar atividades práticas, como testes
de aptidão e entrevistas exploratórias, a fim de auxiliar os alunos na
descoberta de suas vocações e na construção de seus projetos de
vida. Quanto à segunda questão, os professores, juntamente com a
professora de orientação vocacional, podem desenvolver projetos
interdisciplinares que incorporem habilidades práticas, comunicação
eficaz e trabalho em equipe. Além disso, é crucial promover a
conscientização sobre as demandas do mercado de trabalho e a
importância do aprendizado contínuo para garantir uma transição
mais suave dos estudantes para a vida profissional.
Saiba Mais
Consulte a página do Ministério da Educação (MEC) e leia a linha do
tempo do Histórico da educação profissional e tecnológica no Brasil.
Você encontrará um panorama das principais legislações
educacionais e orientações sobre essa modalidade de ensino no
Brasil. 
Referências Bibliográficas
BRASIL. Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-
Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis nº 6.019, de 3 de
janeiro de 1974, nº 8.036, de 11 de maio de 1990, e nº 8.212, de 24
de julho de 1991, a fim de adequar a legislação às novas relações
de trabalho. Disponível em:
06/08/2024, 10:19 Os meios de Comunicação, Protagonismo Juvenil e a Cidadania
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http://portal.mec.gov.br/publicacoes-para-professores/30000-uncategorised/68731-historico-da-educacao-profissional-e-tecnologica-no-brasil
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2017/lei/l13467.htm. Acesso em: 14 fev. 2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Histórico da educação
profissional e tecnológica no Brasil. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/publicacoes-para-professores/30000-
uncategorised/68731-historico-da-educacao-profissional-e-
tecnologica-no-brasil. Acesso em: 14 fev. 2024.
CARVALHO, R. de F. P. de; CARVALHO, O. J. P. de. Evolução do
trabalho: das comunidades pré-industriais às pós-industriais.
Revista da ABET, v. 6, n. 2, p. 112-126, 2006. Disponível em:
https://periodicos.ufpb.br/index.php/abet/article/view/15718/8965.
Acesso em: 25 mar. 2024.
PESQUISA jovem de futuro. São Paulo: Datafolha; Instituto
Unibanco, 2022. Disponível em:
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalh
e/pesquisa-jovem-de-futuro,415a8684-85bc-45fe-8562-
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SILVA, L. F. S. C. de; PEREIRA, T. I. Educação e cidadania:
reflexões sobre um debate contemporâneo. Gavagai – Revista
Interdisciplinar de Humanidades, Erechim, v. 3, n. 1, p. 13-27,
2016. Disponível em:
https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/GAVAGAI/article/view/8956.
Acesso em: 25 mar. 2024.
Aula 4
OS DESAFIOS DE
EDUCAÇÃO PARA JOVENS
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm
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http://portal.mec.gov.br/publicacoes-para-professores/30000-uncategorised/68731-historico-da-educacao-profissional-e-tecnologica-no-brasil
http://portal.mec.gov.br/publicacoes-para-professores/30000-uncategorised/68731-historico-da-educacao-profissional-e-tecnologica-no-brasil
https://periodicos.ufpb.br/index.php/abet/article/view/15718/8965
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalhe/pesquisa-jovem-de-futuro,415a8684-85bc-45fe-8562-fc84776902da
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalhe/pesquisa-jovem-de-futuro,415a8684-85bc-45fe-8562-fc84776902da
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalhe/pesquisa-jovem-de-futuro,415a8684-85bc-45fe-8562-fc84776902da
https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/GAVAGAI/article/view/8956
E ADOLESCENTES NO
SÉCULO XXI
Os desafios de educação para
jovens e adolescentes no século
XXI
Olá, estudante!
Nesta aula, exploraremos os desafios enfrentados durante a
adolescência e a juventude, especialmente no âmbito da educação
e do mercado de trabalho, contemplando os conceitos de
protagonismo juvenil e cidadania, além do desenvolvimento de
competências e habilidades essenciais para o século XXI. As
questões que apresentaremos têm como objetivo aprofundar nossas
reflexões sobre os desafios e as oportunidades inerentes ao
trabalho educacional com adolescentes e jovens.
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
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https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/ADOLESCENCIA_E_JUVENTUDE_NO_SECULO_XXI/PPT/u3a4_ado_juv_sec_xxi.pdfPonto de Partida
Você já parou para pensar sobre os principais desafios enfrentados
na educação de jovens e adolescentes na atualidade? Em um
cenário de constante transformação, a adaptação aos avanços
tecnológicos e o estímulo ao protagonismo juvenil estão entre os
principais desafios. Além disso, a necessidade de lidar com
questões sociais, como o acesso equitativo à educação e a
preparação para um mercado de trabalho dinâmico, demanda
atenção e soluções inovadoras. Refletir sobre essas dificuldades é
fundamental para promover uma educação mais eficaz e alinhada
às demandas contemporâneas.
Pensando nesse contexto, vamos analisar a seguinte situação: em
uma escola, o corpo docente enfrenta o desafio de proporcionar
uma educação eficaz para jovens e adolescentes, considerando as
demandas contemporâneas. A instituição busca estratégias para
lidar com questões como a adaptação aos avanços tecnológicos, a
inclusão digital, a promoção da diversidade e o estímulo ao
protagonismo juvenil, considerando o acesso à educação e a
preparação para o mercado de trabalho.
Como a tecnologia pode ser integrada de maneira eficaz no
processo educacional, considerando a inclusão digital e promovendo
uma aprendizagem significativa? De que forma o professor pode
estimular o protagonismo juvenil, envolvendo os alunos na resolução
de problemas sociais e no desenvolvimento de habilidades
essenciais para o século XXI?
Bons estudos!
Vamos Começar!
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Os desafios atuais do acesso e da
permanência de jovens e adolescentes na
escola
A evasão escolar, sobretudo no Ensino Médio, tem sido pauta de
várias discussões políticas e educacionais nos últimos anos. Branco
et al. (2020) explicam que a evasão escolar tem raízes em vários
fatores e vai além dos limites escolares, acarretando sérias
implicações sociais e humanas, incluindo a exclusão social do aluno.
Além de dificultar a superação de questões sociais, a formação
cidadã e a emancipação individual, a evasão resulta em desperdício
de recursos públicos, escassez de mão de obra qualificada,
prejuízos econômicos, bem como aumento de violência,
criminalidade, tráfico de drogas, consumo de entorpecentes e gastos
crescentes com saúde pública.
Nessa perspectiva, os autores ainda apontam que, para combater
os desafios relacionados à evasão escolar, é essencial uma ação
coordenada dos poderes públicos, juntamente com o suporte para
que gestores escolares e educadores promovam processos de
ensino e aprendizagem eficazes. O baixo desempenho acadêmico é
um fator contribuinte para a evasão, tornando crucial a criação de
ambientes escolares que promovam identidade, senso de
pertencimento e participação nas decisões, proporcionando
significado para a continuidade dos estudos.
Além disso, o estabelecimento e a atuação de uma rede de proteção
de crianças, adolescentes e jovens ajuda a garantir o direito à
educação para todos, por meio da colaboração entre a escola, o
Ministério Público, o Poder Judiciário, o Conselho Tutelar e a
Assistência Social. Essas instituições desempenham um papel
significativo no acolhimento de crianças e adolescentes que
enfrentam violência ou violação de direitos e na prevenção dessas
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situações, visando garantir um desenvolvimento físico, psíquico e
emocional saudável.
A permanência dos jovens na escola também é afetada por
desinteresse causado por métodos pedagógicos desatualizados,
inadequação do ambiente escolar às necessidades individuais dos
alunos e falta de apoio emocional e psicológico. Além disso,
questões socioeconômicas muitas vezes forçam os jovens a
abandonarem os estudos a fim de contribuir financeiramente para
suas famílias.
A pandemia de covid-19 exacerbou esses desafios, destacando a
importância da tecnologia na educação e evidenciando as
disparidades no acesso à internet e a dispositivos eletrônicos. São
necessárias estratégias inovadoras, políticas inclusivas e parcerias
entre governos, instituições educacionais e sociedade civil para
superar esses desafios e garantir que todos os jovens tenham
igualdade de oportunidades para o acesso e a permanência na
escola.
A escola deve ser um ambiente acolhedor, inclusivo e adaptável,
capaz de atender às diversas necessidades dos alunos. Isso
envolve estratégias pedagógicas que despertem o interesse dos
estudantes, promovam a participação ativa e estejam alinhadas com
as demandas contemporâneas e o desenvolvimento de diferentes
competências e habilidades. “[…] aluno competente é aquele que
enfrenta os desafios de seu tempo usando os saberes que aprendeu
e empregando, em todos os campos de sua ação, as habilidades
antes apreendidas em sala de aula” (Antunes, 2001, p. 18).
Os professores desempenham um papel central na implementação
dessas iniciativas. Além de proporcionarem um ensino de qualidade,
eles precisam estar atentos às particularidades de cada aluno,
identificando possíveis dificuldades e oferecendo suporte
individualizado. O estímulo ao diálogo aberto, a promoção da
empatia e a criação de um ambiente favorável ao aprendizado são
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elementos-chave. Nesse sentido, é preciso que haja a colaboração
entre educadores, pais e comunidade para estruturar uma rede de
apoio integral ao desenvolvimento educacional dos jovens.
Em resumo, o papel da escola e dos professores envolve não
apenas a transmissão de conhecimento, mas também a criação de
um ambiente propício ao aprendizado, o reconhecimento das
necessidades individuais dos alunos e a implementação de
estratégias inovadoras para superar os desafios atuais do acesso e
da permanência na escola.
Siga em Frente...
Educação, emprego e mercado de trabalho
A interseção entre educação e mercado de trabalho para jovens
brasileiros é um tema que impacta diretamente o desenvolvimento
econômico e social do país. A qualidade da educação desempenha
um papel determinante na preparação dos jovens para o mercado
de trabalho, influenciando não apenas sua empregabilidade, mas
também suas perspectivas de salários e progressão profissional.
No Brasil, muitos jovens enfrentam desafios significativos ao
ingressarem no mercado de trabalho devido a disparidades no
sistema educacional. A falta de acesso a uma educação de
qualidade, especialmente nas camadas mais vulneráveis da
sociedade, pode limitar as oportunidades de emprego e restringir o
crescimento profissional. É preciso que as políticas educacionais
busquem reduzir essas desigualdades, proporcionando um ensino
inclusivo e preparatório para as demandas do mercado de trabalho
contemporâneo.
Iniciativas que promovam capacitação técnica, habilidades
socioemocionais e adequação dos currículos às demandas dos
diferentes setores da sociedade podem ser meios para aprimorar a
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empregabilidade dos jovens. Não podemos deixar de destacar o
papel das políticas públicas para incentivar parcerias entre
empresas e instituições educacionais, criando programas de
estágio, aprendizagem e oportunidades de qualificação. Dessa
forma, é possível fortalecer a transição dos jovens do ambiente
escolar para o mercado de trabalho, proporcionando-lhes as
ferramentas necessárias para contribuir efetivamente para a
economia e a sociedade.
Conforme os estudos de Schwartzman e Cossío (2007), os desafios
enfrentados pelos jovens no Brasil para sua integração no mercado
de trabalho estão intrinsecamenteligados à educação, influenciando
não apenas a probabilidade de conseguir um emprego, mas também
o acesso a posições mais bem-remuneradas. Apesar de diversas
iniciativas e programas nos níveis federal, estadual e municipal
visando aprimorar a empregabilidade e os salários dos jovens já
inseridos no mercado de trabalho, em geral, essas ações têm
apresentado resultados insatisfatórios. O desemprego entre os
jovens, especialmente os com baixa escolaridade, permanece
significativamente elevado em comparação com a população
economicamente ativa, com uma tendência de aumento nos últimos
anos.
Os jovens brasileiros de baixa renda vivem em uma situação
dramática, espremidos entre um sistema de educação pública
de má qualidade e, a partir da adolescência, à necessidade
crescente de ganhar dinheiro em um mercado de trabalho
precário e de difícil entrada. As políticas necessárias para
tentar resolver esta situação devem lidar com o problema da
qualidade da escola, com as necessidades de renda, e fazer
isto tomando sempre em consideração as importantes
diferenças que existem para os diferentes grupos de idade.
(Schwartzman; Cossío, 2007, p. 11)
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Em suma, uma abordagem integrada que priorize a melhoria da
educação, a adequação das habilidades à demanda do mercado e o
fortalecimento das parcerias entre setores público e privado é
essencial para criar um cenário mais promissor para os jovens
brasileiros no que diz respeito à educação e ao mercado de
trabalho.
 
Novas competências e habilidades para o
desenvolvimento de consciência crítica e
protagonismo juvenil
No atual cenário social e educacional, torna-se cada vez mais
imperativo explorar e cultivar novas competências e habilidades que
promovam o desenvolvimento de consciência crítica e protagonismo
juvenil. Quando pensamos em habilidades e competências,
podemos nos ancorar nos preceitos da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), documento que destaca as competências como
capacidades amplas envolvendo conhecimento, habilidades,
atitudes e valores, orientadas para aplicação prática. Já as
habilidades referem-se à capacidade de aplicar conhecimentos em
situações específicas, abrangendo aspectos cognitivos,
socioemocionais e práticos.
Para Silva e Asinelli-Luz (2022), o engajamento social dos
adolescentes e jovens requer uma interação dinâmica entre
formação, conhecimento, participação, responsabilidade e
criatividade. Esses elementos atuam como ferramentas advindas de
competências e habilidades essenciais para fortalecer a abordagem
educacional voltada para uma prática cidadã ética e responsável.
Educar para a participação é criar espaços para que o/a
educando/a possa empreender, ele/a próprio/a, a construção
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de seu ser. Aqui, mais uma vez, as práticas e vivências são o
melhor caminho, já que a docência como está posta hoje,
dificilmente dá conta das múltiplas dimensões envolvidas no
ato de participar. Além do compromisso ético, a opção pelo
desenvolvimento de propostas baseadas no protagonismo
juvenil exige da/o educadora/or uma clara vontade política no
sentido de contribuir, através de seu trabalho, para a
construção de uma sociedade que respeite os direitos de
cidadania e aumente progressivamente os níveis de
participação democrática de sua população. (Silva; Asinelli-
Luz, 2022, p. 2)
Com base nesses princípios, podemos destacar que entre as
competências essenciais que se espera que os jovens desenvolvam
ao longo de seu processo formativo está o pensamento crítico, que
capacita os jovens a questionar, analisar e avaliar informações de
maneira reflexiva. Promover o raciocínio crítico não apenas os
prepara para tomarem decisões informadas, mas também instiga a
busca por soluções inovadoras para os desafios contemporâneos.
Além disso, habilidades socioemocionais, como empatia,
colaboração e inteligência emocional, desempenham um papel
crucial no desenvolvimento de uma consciência crítica e no
protagonismo juvenil. Essas habilidades capacitam os jovens a
compreenderem perspectivas diversas, trabalharem em equipe e
gerenciarem suas próprias emoções, elementos fundamentais para
a construção de uma sociedade mais harmoniosa e justa.
O uso responsável da tecnologia e a alfabetização digital também
são competências essenciais. Os jovens precisam desenvolver a
capacidade de navegar no mundo digital, avaliar informações on-line
de maneira crítica e utilizar as ferramentas tecnológicas para
expressar suas ideias e buscar soluções para questões relevantes.
A promoção do protagonismo juvenil envolve capacitar os jovens a
assumirem papéis ativos em suas comunidades. Isso inclui
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incentivá-los a participar de projetos sociais, atividades voluntárias e
processos de tomada de decisão, fornecendo-lhes oportunidades de
liderança e influência positiva.
A escola desempenha um papel crucial na formação dos jovens e
adolescentes, especialmente no que diz respeito ao
desenvolvimento de novas competências e habilidades necessárias
para enfrentar as demandas do século XXI. Em um mundo em
constante evolução, é essencial que as instituições educacionais
estejam atentas às mudanças no ambiente global e preparem os
estudantes não apenas para o sucesso acadêmico, mas também
para uma participação ativa na sociedade.
Para promover uma consciência crítica e o protagonismo juvenil, a
escola pode adotar abordagens pedagógicas inovadoras que vão
além do ensino tradicional. A promoção do pensamento crítico deve
ser incorporada em todas as disciplinas, incentivando os alunos a
questionarem, analisarem e avaliarem informações de maneira
reflexiva. Projetos interdisciplinares e práticos podem proporcionar
oportunidades para aplicação prática do conhecimento, estimulando
a criatividade e a resolução de problemas.
Vamos Exercitar?
Diante das questões levantadas inicialmente em nossa aula,
podemos destacar que o professor pode adotar uma abordagem
pedagógica inovadora, incorporando ferramentas tecnológicas de
maneira acessível a todos os alunos. Isso pode incluir a criação de
ambientes virtuais de aprendizagem, a promoção de projetos
colaborativos que abordem questões sociais relevantes e a
diversificação das metodologias para atender às diferentes formas
de aprendizado. Além disso, o estímulo ao protagonismo juvenil
pode ser alcançado por meio de atividades práticas que permitam
aos alunos aplicar seus conhecimentos na solução de desafios
reais, promovendo um ambiente educacional dinâmico e engajador.
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É importante frisarmos que, para desenvolverem tais ações,
professores, escola, comunidades, famílias e governos devem estar
alinhados em relação aos discursos educacionais e às funções de
cada ente na tarefa de assegurar o direito à educação de qualidade
e o compromisso com os pilares da educação e as demandas
educacionais do século XXI. 
Saiba Mais
Leia o artigo intitulado Trabalho e escola: é possível conciliar? A
perspectiva de jovens baianos. Os autores apresentam um estudo
que investigou experiências de transição para o trabalho de
adolescentes aprendizes baianos. O objetivo foi compreender os
significados construídos pelos jovens acerca das relações entre
trabalho e escola. Participaram da pesquisa 10 adolescentes, de
ambos os sexos, com idades entre 17 e 19 anos, egressos de um
programa de aprendizagem. 
Referências BibliográficasANTUNES, C. Como desenvolver competências em sala de aula.
Petrópolis: Vozes, 2001.
BRANCO, E. P. et al. Evasão escolar: desafios para permanência
dos estudantes na educação básica. Revista Contemporânea de
Educação, Rio de Janeiro, v. 15, n. 34, p. 133-155, 2020. Disponível
em: https://doi.org/10.20500/rce.v15i34.34781. Acesso em: 25 mar.
2024.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
Curricular. Brasília: MEC, 2018.
MATTOS, E. de; CHAVES, A. M. Trabalho e escola: é possível
conciliar? A perspectiva de jovens aprendizes baianos. Psicologia:
Ciência e Profissão, Brasília, v. 30, p. 540-555, 2010. Disponível
em:
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https://www.scielo.br/j/pcp/a/PfjBbyxwKL34L3YXZkQtZgv/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/pcp/a/PfjBbyxwKL34L3YXZkQtZgv/abstract/?lang=pt
https://doi.org/10.20500/rce.v15i34.34781
https://www.scielo.br/j/pcp/a/PfjBbyxwKL34L3YXZkQtZgv/abstract/?
lang=pt. Acesso em: 25 mar. 2024.
SCHWARTZMAN, S.; COSSÍO, M. B. Juventude, educação e
emprego no Brasil. Cadernos Adenauer: Geração Futuro, [S. l.], v.
7, n. 2, p. 51-65, 2007. Disponível em:
https://www.schwartzman.org.br/simon/2007juventude.pdf. Acesso
em: 25 mar. 2024.
SILVA, T. G. da; ASINELLI-LUZ, A. Protagonismo juvenil na escola:
limitações e possibilidades enquanto prática pedagógica na
disciplina de biologia. Portal Dia a Dia e Educação. Disponível em:
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1362-
8.pdf. Acesso em: 13 fev. 2024.
Encerramento da Unidade
OS MEIOS DE
COMUNICAÇÃO,
PROTAGONISMO JUVENIL E
A CIDADANIA
Os meios de comunicação,
protagonismo juvenil e cidadania
Olá, estudante!
Nesta etapa crucial de aprendizado na unidade, convidamos você a
refletir mais profundamente sobre o papel dos adolescentes e jovens
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https://www.scielo.br/j/pcp/a/PfjBbyxwKL34L3YXZkQtZgv/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/pcp/a/PfjBbyxwKL34L3YXZkQtZgv/abstract/?lang=pt
https://www.schwartzman.org.br/simon/2007juventude.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1362-8.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1362-8.pdf
diante dos principais desafios da sociedade contemporânea. Já
considerou de que forma a mídia pode influenciar as atitudes
individuais e coletivas? Nas atuais circunstâncias, as redes virtuais
são, de fato, meios de comunicação de massa? Qual impacto a
internet exerce na construção dos padrões de consumo entre os
jovens? E, sobretudo, qual é o papel da cidadania, da educação e
do protagonismo juvenil nesse cenário desafiador?
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
Ponto de Chegada
Desde a infância, somos apresentados na escola aos meios de
comunicação tradicionais, como televisão, rádio, jornais e revistas
impressas. Com o advento da era digital, as redes virtuais passaram
a integrar essa lista. Tais canais desempenham o papel de difundir
informações para uma parcela significativa da população, conhecida
como massa. Dias (2011, p. 302) define a massa como um
“agregado social caracterizado por um grau extremamente baixo de
coesão e organização, formado espontaneamente sob a influência
de um interesse comum”.
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Impalpável e carente de coesão interna, a massa apresenta uma
precariedade em sua consistência quando há alguma forma de
coesão. Os meios de comunicação almejam homogeneizar a
população, diluindo suas identidades individuais e promovendo,
assim, a massificação do coletivo. Para ilustrar, podemos comparar
a massa da população à massa de um bolo. Cada pessoa é como
um ingrediente único, com suas histórias singulares e essenciais
para a formação do todo. Contudo, a comunicação em massa não
busca destacar essas singularidades; pelo contrário, visa a resolver
as diferenças humanas, compondo um conglomerado populacional
uniforme.
Conforme Costa (2010), em épocas passadas, a transmissão de
cultura e notícias era feita oralmente entre vilarejos, com
documentos escritos reproduzidos manualmente. Nesse contexto, o
analfabetismo era comum, pois a leitura não era considerada
essencial para a comunicação. O marco transformador ocorreu em
1450, quando Johann Gutenberg inventou a prensa.
Ao olharmos para o contexto histórico, podemos observar que a
ascensão da tecnologia exerce um papel integral na formação das
sociedades modernas, moldando a maneira como nos comunicamos
e interagimos. No contexto contemporâneo, jovens e adolescentes
vivenciam uma realidade profundamente influenciada pelos avanços
tecnológicos e meios de comunicação, que geram impactos
significativos em suas vidas. A proliferação de dispositivos digitais,
redes sociais e plataformas de comunicação instantânea alterou
drasticamente os processos de interação social. Os jovens, imersos
nesse cenário digital, encontram-se conectados globalmente,
compartilhando experiências, ideias e informações de maneira
instantânea.
Essa interconexão tecnológica transcende fronteiras físicas,
possibilitando a construção de identidades digitais e o acesso a uma
diversidade de perspectivas culturais. Em resumo, o papel da
tecnologia nas sociedades modernas é profundo e multifacetado,
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especialmente no que diz respeito aos jovens e adolescentes.
Nesse contexto, a promoção de uma abordagem equilibrada e
consciente no uso da tecnologia torna-se essencial para uma
formação saudável e adaptável às exigências do mundo
contemporâneo.
É importante que os jovens desenvolvam autonomia em relação a
seu processo formativo e ação cidadã, com o protagonismo juvenil e
a compreensão mais ampla dos aspectos ligados à política e à
educação. O protagonismo juvenil representa uma abordagem
essencial no desenvolvimento dos jovens, destacando sua
capacidade de ser agente na construção de suas próprias trajetórias
e na transformação da sociedade. Essa perspectiva reconhece a
juventude como uma fase de descobertas, aprendizado e potencial
para contribuições significativas.
Os jovens protagonistas não são receptores passivos das
influências sociais, mas sim sujeitos capazes de participar
ativamente na tomada de decisões, na expressão de suas opiniões
e na busca por soluções para desafios locais e globais. Esse
protagonismo envolve só não seu processo formativo escolar, mas
também a política e a organização da sociedade.
“Política” vem de polis “cidade”. A cidade era, para os gregos,
um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens
podiam se dedicar à busca da felicidade. O político seria
aquele que cuidaria desse espaço. A vocação política, assim,
estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade.
(Alves, 2002, p. 9)
O protagonismo juvenil representa uma força vital na busca por
transformações sociais e na promoção da democracia participativa.
Ao engajarmos os jovens na política, proporcionamos oportunidades
para que expressem suas perspectivas, preocupações e aspirações,
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contribuindo para a construção de políticas mais inclusivas e
representativas.
O envolvimento dos jovens no processo político não apenas
fortalece a democracia, mas também inspiraa formação de líderes
comprometidos com a justiça social e a equidade. Ao encorajarmos
o protagonismo juvenil na esfera política, cultivamos cidadãos
informados, críticos e participativos, capazes de influenciar
positivamente as decisões que moldam o futuro da sociedade.
É importante frisar que o Estado brasileiro se organiza em três
poderes autônomos e complementares: o Legislativo, incumbido de
elaborar leis e fiscalizar o Executivo; o Executivo, responsável por
governar e administrar os interesses públicos, executando as leis
criadas pelo Legislativo; e o Judiciário, composto de órgãos do
Sistema de Justiça que interpretam e julgam casos com base nas
leis vigentes. Embora todos os poderes sejam essenciais para a
cidadania e justiça social, destaca-se a atuação significativa do
Legislativo, pois é dessa instância, nos três níveis de governo, que
emanam as diretrizes que orientam as ações do Executivo e do
Judiciário. Essa interação entre os poderes é fundamental para a
efetiva governança e para assegurar o equilíbrio necessário no
sistema político brasileiro.
Conhecer essa estrutura e as atribuições de cada poder é
importante para os jovens cidadãos brasileiros para integração
efetiva na arena política, o que não apenas amplia a diversidade de
vozes, mas também fortalece os alicerces de uma democracia
verdadeiramente representativa.
A educação desempenha um papel crucial na formação de uma
nova geração de indivíduos capazes de enfrentar os desafios
tecnológicos e se destacar no dinâmico mercado de trabalho
contemporâneo. Para além do domínio de conhecimentos
tradicionais, as novas competências e habilidades tornam-se
imperativas para o desenvolvimento de uma consciência crítica e
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protagonismo juvenil. A era digital exige que os jovens cultivem
habilidades como pensamento crítico, resolução de problemas,
comunicação eficaz e colaboração.
A capacidade de avaliar informações de maneira reflexiva,
discernindo entre fontes confiáveis e falsas, é essencial para
navegar na vastidão de dados disponíveis na internet. Além disso,
promover o protagonismo juvenil significa incentivar a autonomia, a
iniciativa e a capacidade de liderança, habilidades necessárias para
enfrentar os desafios das sociedades modernas.
A educação contemporânea precisa incorporar práticas inovadoras,
incluindo métodos de ensino que estimulem a criatividade, o
pensamento crítico e a resolução de problemas. A ênfase deve ser
colocada no desenvolvimento de competências, como empatia e
inteligência emocional, cruciais para interações humanas bem-
sucedidas nos ambientes profissionais e sociais.
Em resumo, a educação desempenha um papel central na
preparação dos jovens para os desafios tecnológicos e o mercado
de trabalho, capacitando-os com as habilidades necessárias para
desenvolver uma consciência crítica e assumir uma postura ativa na
sociedade. Essa abordagem não apenas fortalece o indivíduo, mas
também contribui para a construção de uma comunidade mais
adaptável e resiliente diante das rápidas transformações do mundo
contemporâneo.
É Hora de Praticar!
Tendo em vista o que discutimos ao longo das aulas, vamos analisar
o seguinte caso: em uma escola brasileira, observa-se um crescente
interesse dos alunos em questões relacionadas à sustentabilidade e
ao meio ambiente. Esses jovens demonstram uma forte vontade de
liderar iniciativas que promovam práticas sustentáveis dentro e fora
do ambiente escolar. No entanto, enfrentam desafios estruturais e
falta de suporte institucional para efetivar suas ideias.
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Desafios:
Falta de apoio institucional: a escola não possui políticas
específicas para integrar a sustentabilidade no currículo e nas
atividades escolares.
Limitação de recursos: os estudantes encontram dificuldades
para implementar projetos sustentáveis devido à falta de
financiamento e suporte logístico.
Diante dessas dificuldades, como integrar efetivamente a
sustentabilidade no currículo escolar para promover o protagonismo
juvenil nesse contexto? Como superar as limitações de recursos e
criar oportunidades para os alunos colocarem em prática suas ideias
sustentáveis?
Pare por um momento e anote suas reflexões sobre essas questões.
Reflita
Como a educação pode promover o desenvolvimento de habilidades
socioemocionais, como empatia e inteligência emocional, para
preparar os jovens para os desafios do mercado de trabalho e da
sociedade moderna? De que maneira as práticas educacionais
podem ser inovadoras para estimular o pensamento crítico e a
resolução de problemas entre os jovens, considerando o cenário
tecnológico em constante evolução? Como os sistemas
educacionais podem adaptar-se para cultivar o protagonismo juvenil,
incentivando a autonomia, a iniciativa e a liderança, a fim de que os
jovens tenham as ferramentas necessárias para enfrentar os
desafios do mundo contemporâneo?
 
Dê o Play!
Clique aqui e acesse os slides do dê o play!
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Resolução do estudo de caso
Uma forma de contornar as questões de infraestrutura e abordagens
pedagógicas é a elaboração, com a participação ativa dos
estudantes, de um programa ou projeto de educação ambiental que
integre a sustentabilidade em diferentes disciplinas do currículo,
promovendo discussões interdisciplinares. Além disso, estabelecer
parcerias com organizações locais e empresas para oferecer
suporte financeiro e logístico aos projetos sustentáveis propostos
pelos alunos é um caminho interessante para o envolvimento ativo
dos jovens em suas comunidades locais e a divulgação dos
trabalhos desenvolvidos durante a implementação e sequência do
projeto. 
Dê o play!
Assimile
A figura a seguir reúne alguns dos principais tópicos estudados
nesta unidade.
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Figura 1 | Os meios de comunicação, protagonismo juvenil e a cidadania: principais tópicos. Fonte:
elaborada pela autora.
Referências
ALVES, R. Conversas sobre política. 4. ed. Campinas: Verus,
2002.
COSTA, C. Sociologia: questões da atualidade. São Paulo:
Moderna, 2010.
DIAS, R. Glossário. In: DIAS, R. Fundamentos de sociologia
geral. 5. ed. Campinas: Alínea, 2011.
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