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<p>O papel da alimentação nutricionalmente equilibrada na manutenção da saúde e prevenção de doenças tem despertado interesse pela comunidade cientifica que produz estudos com o intuito de comprovar a atuação de certos alimentos na prevenção de doenças.</p><p>De acordo com a Resoluçao n°18 de 30/04/99, da Secretaria de Vigilancia Sanitaria do Ministerio da Saude no Brasil, a definiçao legal de alimento funcional e: "todo aquele alimento ou ingrediente que, alem das funçoes nutricionais basicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiologicos e/ou efeitos beneficos a saude, devendo ser seguro para consumo sem supervisao medica". Entre esses alimentos funcionais estao os probioticos e os prebioticos. Tais alimentos tambem sao vistos como promotores de saude e podem estar associados a reduçao do risco de doenças cronico degenerativas e não transmissiveis.</p><p>Para apresentarem alegações de propriedade funcional e, ou, de saúde, tanto os alimentos como as substâncias bioativas e probióticos isolados devem ser, obrigatoriamente, registrados junto ao órgão competente. O conteúdo da propaganda desses produtos não pode ser diferente em seu significado, daquele aprovado para a rotulagem. As alegações devem ainda, estar em consonância com as diretrizes da política pública de saúde;</p><p>Conceitos:</p><p>Substâncias bioativas: nutrientes e não nutrientes que possuem ação metabólica ou fisiológica específica.</p><p>Alimentos funcionais: são alimentos com efeitos protetores e preventivos aos organismo e são altamente estudados cientificamente. Possuem benefícios fisiológicos e, ou, reduzem risco de doenças crônicas, além de suas funções básicas nutricionais.</p><p>Probióticos: micro-organismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo.</p><p>Os Probióticos são os micro-organismos vivos (bactérias “boas”, bactérias “do bem”!) que têm sua ação ou proliferação estimulada pelo uso dos prebióticos. Os micro-organismos com ação probiótica mais utilizados são as bactérias pertencentes ao gênero Lactobacillus e Bifidobacterium, que são administradas geralmente na forma de suplementação via oral.</p><p>Os prebióticos são carboidratos que não são digeridos pelo nosso organismo e que acabam por estimular a proliferação e a ação das probióticos/bactérias boas desejáveis e diminuem a produção das bactérias indesejáveis exercendo, assim, um papel primordial na fisiologia gastrointestinal e no equilíbrio de nosso organismo.</p><p>Prebióticos: ingrediente alimentar não digerível que afeta beneficamente o indivíduo por estimular seletivamente o crescimento e/ou a atividade de uma ou de um número limitado de bactérias no cólon, melhorando a saúde do indivíduo”</p><p>Critérios para classificação como prebióticos</p><p>1. Não ser hidrolisado ou absorvido na parte superior do trato gastrintestinal;</p><p>2. Ser um substrato seletivo para uma ou um número limitado de bactérias comensais potencialmente benéficas para o cólon (ex. bifidobactérias, lactobacilos e eubactérias) que são estimuladas a crescer;</p><p>3. Consequentemente, ser capaz de alterar a microbiota do cólon com uma atividade e/ou composição potencialmente mais saudável.</p><p>Adicionalmente, os prebióticos podem inibir a multiplicação de patógenos, garantindo benefícios adicionais a saúde do hospedeiro. Esses componentes atuam mais frequentemente no intestino grosso, embora eles possam ter também algum impacto sobre os microorganismos do intestino delgado.</p><p>Os Simbióticos referem-se a combinação de bactérias probióticas e de substancias prebióticas que afetam beneficamente o hospedeiro por melhorar a sobrevivência e implantação de microrganismos vivos no trato gastrodigestório e por favorecer seletivamente o crescimento ou atividade metabólica de bactérias promotoras de saúde no colon. Os alimentos simbióticos estão representados principalmente pelos produtos lácteos fermentados.</p><p>Alimentos probióticos e prebióticos podem ser consumidos como produtos naturais ou industrializados.</p><p>Os prebióticos são encontrados em alimentos ricos em fibras (por exemplo: frutas, aveia, verduras e mel) ou em fontes modificadas. Os principais prebióticos utilizados e estudados são a inulina e os frutooligossacarídeos, polímeros que possuem as mesmas propriedades nutricionais, diferenciando-se apenas pelo grau de polimerização, sendo extraídos principalmente da chicória (Cichorium intybus) e da alcachofra de Jerusalém (Helianthus tuberosus).</p><p>Exemplos de prebióticos: biomassa de banana verde , fécula de mandioca, batata yacon, teff, cítricos, maçã, cebola, alho, tomate, raiz da chicória, alho, cebola, aspargos, mel, alcachofra</p><p>Os probióticos, por sua vez, podem ser encontrados em alimentos de origem láctea (leite, iogurtes, leites fermentados e queijo) ou não-láctea, como derivados da soja.Podem ser componentes de:</p><p>1) alimentos industrializados presentes no mercado, como leites fermentados e iogurtes;</p><p>2) alimentos fermentados de forma caseira como as coalhadas e o kefir</p><p>3) podem ser encontrados na forma de pó ou em cápsulas.</p><p>Os benefícios dos probióticos são:</p><p>· Estímulo da imunidade</p><p>· Resistência do intestino aos patógenos (organismos que causam doenças)</p><p>· Equilíbrio intestinal após uso de antibióticos</p><p>· Alívio de constipação (prisão de ventre)</p><p>· Promoção da digestão da lactose em indivíduos intolerantes à lactose</p><p>· Aumento da absorção de minerais e produção de vitaminas, entre outros</p><p>Já os prebióticos contribuem para:</p><p>· Regulagem da absorção de cálcio</p><p>· Redução do risco de câncer de cólon, entre outros</p><p>· Inibição da multiplicação de patógenos (causadores de doenças)</p><p>· Aumento de bactérias benéficas no intestino, entre outros</p><p>Simbióticos: são compostos por micro-organismos vivos que, quando administrados em doses adequadas, podem trazer benefícios à saúde do hospedeiro. São formados pela associação de um ou mais probióticos com um ou mais prebióticos.</p><p>O uso do simbiótico, entre outros benefícios, pode promover aumento do número de bifidobactérias, controle glicêmico, redução da taxa de colesterol sanguíneo, balanceamento da microbiota intestinal saudável que auxilia na redução da obstipação e/ou diarreia, melhora da permeabilidade intestinal e estimulação do sistema imunológico. Os simbióticos, portanto, proporcionam a ação conjunta de probióticos e prebióticos, podendo ser classificado como componentes dietéticos funcionais que podem aumentar a sobrevivência dos probióticos durante sua passagem pelo trato digestório superior, pelo fato de seu substrato específico estar disponível para a fermentação.</p><p>Fitoesteróis – Os fitoesteróis são compostos naturalmente presentes em óleos vegetais, nozes, feijão, abacate, semente de girassol, milho, soja, legumes e verduras. Também estão presentes em óleos e cremes vegetais funcionais. São substâncias semelhantes ao colesterol, pouco absorvidas pelo intestino e competem com o colesterol, contribuindo para que este seja menos absorvido e, desta forma, auxiliam na redução dos níveis de colesterol total no sangue e na prevenção de doenças cardíacas. Ou seja, os fitosteróis reduzem significativamente os níveis de colesterol total e LDL-colesterol (“colesterol ruim”), quando consumidos regularmente e associados a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Todavia, não há prova de que essa diminuição do colesterol pelos fitoesteróis se traduza necessariamente em redução do risco de doenças cardiovasculares.</p><p>A ingestão média dos fitoesteróis em dietas ocidentais é de 150mg a 310mg/dia, sendo as principais fontes os óleos vegetais, frutas, legumes e verduras. No entanto, para que haja uma redução significativa do colesterol (aproximadamente 10%) é necessária a ingestão de de 1 a 3g de fitoesterol por dia. Porém, para atingir essa recomendação, seria necessária uma quantidade muito grande de alimentos, portanto, o melhor jeito de conseguir ingerir essa quantidade de fitoesteróis é através do consumo de alimentos enriquecidos com fitoesteróis, como creme vegetal, iogurtes e leite. Os</p><p>alimentos enriquecidos com fitoesteróis são indicados para pessoas com níveis elevados de colesterol sanguíneo e com histórico familiar de hipercolesterolemia. A não ser que, por uma orientação médica, a ingestão de fitoesteróis pelas vias naturais citadas acima seja a mais apropriada.</p><p>Fibras – Podem ser insolúveis e solúveis. Boas fontes são os grãos integrais, frutas, vegetais em geral. Melhoram a saúde do intestino, reduzem o risco de câncer do cólon e no controle do colesterol. Aumentam o bolo fecal e melhoram o trânsito intestinal.</p><p>Antioxidantes –Os chamados radicais livres são moléculas oxidantes produzidas constantemente no metabolismo celular normal e em eventos patológicos e processos inflamatórios (imunidade e defesa celular). Não existe uma maneira de não produzirmos radicais livres, já que os produzimos até quando respiramos ou praticamos atividades físicas! Todavia, eles também são introduzidos no organismo através de fontes externas como exposição ao sol ou a poluição. Outros meios de introdução incluem ainda stress, ingestão de bebidas alcoólicas, alimentos insalubres e tabaco.</p><p>Os antioxidantes podem ser sintetizados no organismo ou obtidos a partir da dieta. Algumas enzimas antioxidantes são produzidas dentro do corpo. Outros agentes antioxidantes são encontrados nos alimentos como vegetais folhosos, frutas, legumes, hortaliças e cereais integrais. Os benefícios de consumir alimentos ricos em antioxidantes são enormes. Além de diminuir o risco de desenvolver certas enfermidades, os antioxidantes também possuem efeito antienvelhecimento.</p><p>Os antioxidantes encontrados na natureza e suas principais fontes são:</p><p>· Ácidos Graxos Ômega 3: encontrado principalmente em peixes de águas frias e com alto teor de gordura e em óleos vegetais (linhaça). Previne doenças cardiovasculares, previne doenças autoimunes e inflamatórias.</p><p>· Antocianinas: encontrada nas frutas em geral, principalmente nas frutas vermelhas e arroxeadas. Ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer.</p><p>· Betacaroteno: presente em alimentos de cor amarela/laranja/vermelha – como mamão, cenoura, abóboras, manga, pêssego, batata doce, melão, damasco –  e em vegetais verdes escuros – como espinafre, couve, chicória, agrião.</p><p>· Betaglucana: boas fontes são a aveia, cevada, legumes e alguns outros grãos. Ajuda no controle da glicemia e do colesterol sérico.</p><p>· Catequinas: boas fontes são a uva, morango, chá verde e o chá preto. As catequinas podem ser benéficas para algumas doenças como o diabetes tipo 1, cardiopatias e infecções virais. Possui ação antioxidante e inibe o aparecimento de certos tipos de câncer.</p><p>· Flavonóides: encontrado em sucos de uva e vinhos tintos, morangos, nozes, amora, framboesa, frutas cítricas, brócolis, repolho, chá verde e a soja. Os flavonóides são responsáveis por “eliminar” os radicais livres do nosso organismo e também estão associados à prevenção de doenças cardiovasculares. Excelente efeito antioxidante, faz a diminuição dos níveis de LDL, reduz as “ondas de calor” em mulheres na menopausa.</p><p>· Isoflavonas: suas fontes são a soja, leguminosas, amendoim, alcaçuz, legumes e ervilhas. Auxilia na redução dos sintomas da menopausa, redução de doenças cardiovasculares e osteoporose. Reduz ainda o risco de câncer de mama e de próstata.</p><p>· Isotiocianatos e Indol: suas fontes são o brócolis, o repolho, a couve-flor, rabanete e folhas de mostarda. Faz o aumento da atividade de enzimas protetoras contra carcinogênese.</p><p>· Licopeno: presente em alimentos avermelhados, como o tomate, melancia e goiaba. O licopeno é um potente antioxidante é bastante associado na redução do risco de doenças cardiovasculares e à prevenção de vários tipos de câncer, principalmente câncer de próstata.</p><p>· Lignanas: fonte é a linhaça. Sua propriedade é a de inibir o surgimento de tumores.</p><p>· Limonoides: boas fontes são as frutas cítricas. Tem entre seus benefícios, o estímulo à produção de enzimas protetoras contra o câncer e a redução do colesterol.</p><p>· Luteína e Zeaxantina: encontrado em folhas verdes (luteína) pequi e milho (zeaxantina). Protege contra a degeneração macular e atua na manutenção da boa visão.</p><p>· Resveratrol e Quercetina: boas fontes são a casca de uva, vinho tinto e maçã. Ajuda na redução do risco de doenças cardiovasculares, tem propriedades anticancerígenas, inibe a formação de coágulos e inflamações.</p><p>· Selênio: é um mineral com ação antioxidante encontrado principalmente na castanha do Pará, salmão e trigo. O selênio tem uma função similar à vitamina E. Ele se liga a algumas proteínas já existentes para formar enzimas e possui papel importante da produção dos hormônios da tiroide (que regulam o metabolismo e interferem diretamente no funcionamento de diversos órgãos).</p><p>· Sulfetos alílicos (Alil sulfetos): fontes são o alho e a cebola. Faz a redução do risco de doenças cardiovasculares, estímulo à produção de enzimas protetoras contra o câncer gástrico.</p><p>· Vitamina A: é encontrada em abundância no fígado, leite e gema de ovo.</p><p>· Vitamina C: presente principalmente em frutas cítricas como laranja, limão, abacaxi. Estudos indicam que a Vitamina C possui efeito protetor contra danos causados pela exposição a radiações e medicamentos, também é atribuído à vitamina C o papel de protetora contra o desenvolvimento de tumores.</p><p>· Vitamina E: presente em grãos e sementes oleaginosas, como gérmen de trigo, sementes de girassol, nozes, amêndoas, avelãs, castanhas, e também encontrado em couve, abacate, alface, espinafre, brócolis, carnes magras, laticínios e óleos vegetais. A vitamina E pode impedir danos causados por radicais livres associados a doenças específicas como artrite ou catarata.</p><p>Os alimentos ricos em antioxidantes mostram que uma dieta variada é importante para a manutenção da saúde do organismo.</p><p>ALEGAÇÃO DE PROPRIEDADE FUNCIONAL Uma alegação de propriedade funcional é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano e poderá ser utilizada mediante demonstração de eficácia comprovada por evidências científicas.</p><p>Para a comprovação científica das alegações com base na essencialidade dos nutrientes, os seguintes princípios científicos devem ser considerados (EFSA, 2016):</p><p>✓ o nutriente é necessário para as funções normais do corpo humano, ou seja, tem um papel mecanicista essencial na função metabólica ou tem a capacidade de reverter os sinais e sintomas clínicos de sua deficiência;</p><p>✓ o nutriente não pode ser sintetizado pelo corpo ou não pode ser sintetizado em quantidades adequadas para manter as funções normais do corpo; e</p><p>✓ o nutriente deve ser obtido de uma fonte alimentar.</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p>

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