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CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
Fernanda De Souza McIntyre1 
Ana Jandira Nascimento Gonçalves2 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Curso de Licenciatura em Pedagogia (PED5244) – Estágio Curricular 
Obrigatório I – Educação Infantil 
20/05/2023 
 
RESUMO 
 
Este artigo destaca a importância da literatura infantil como meio de incentivar a leitura 
no processo de ensino e aprendizagem. A prática de contar histórias e o contato com 
os livros devem ser constantemente incentivados, pois proporcionam uma série de 
benefícios para as crianças. Através das histórias, as crianças estimulam sua 
imaginação, interagem, brincam e aprendem. A presença da literatura na educação 
infantil é de extrema importância e deve estar presente em todas as etapas de 
aprendizado das crianças. 
 
Palavras-chave: Literatura Infantil. Contação de histórias. Vivências de 
Estágio. 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O tema escolhido para ser abortado no Estágio Curricular Obrigatório I: 
Educação Infantil foi Literatura Infantil – Contação de Histórias, apresentando 
como a área de concentração: Metodologia de Ensino. 
O presente trabalho teve como objetivo analisar estratégias para contar 
histórias da literatura infantil e seus derivados com a ludicidade, abordando a 
importância da contação de histórias na educação infantil; descrever os 
principais benefícios da contação de histórias na educação infantil; resgatar a 
arte de contar histórias. Através dessa prática, busca-se estimular o 
desenvolvimento da linguagem oral, promover a interação entre crianças e 
adultos, incentivar o gosto pela leitura, desenvolver o raciocínio lógico, envolver 
 
1 Acadêmico do Curso de Licenciatura em Pedagogia; E-mail: 
nandamcintyre@gmail.com 
2 Tutor Externo do Curso de Licenciatura em Pedagogia – Polo Imbituba; E-mail: 
anajandirang2023@gmail.com 
2 
 
as crianças em um mundo de fantasias e imaginação, além de aprimorar a 
interação e comunicação das crianças. 
Na educação infantil, a utilização da literatura infantil como recurso na 
contação de histórias em sala de aula é uma forma de estimular a 
aprendizagem e permitir que as crianças ingressem no mundo da leitura. A 
prática da contação de histórias é de extrema importância, pois desperta a 
curiosidade e o imaginário das crianças, permitindo que elas vivenciem 
diferentes situações e emoções, o que favorece o aprendizado por meio da 
reflexão. Através da criatividade, as crianças se sentem mais confiantes e 
demonstram maior interesse e qualidade nas atividades propostas pelos 
professores. 
Este trabalho foi estruturado de forma a facilitar a compreensão, 
iniciando com um resumo seguido pela introdução. Em seguida, a 
fundamentação teórica, onde foi abordado o tema com detalhes mais 
aprofundados. Posteriormente, descreve-se as vivências do estágio, relatando 
os momentos e todas as atividades realizadas. Na parte final, fala-se das 
impressões do estágio, ou seja, tudo o que proporcionou experiências, sejam 
elas positivas ou negativas. Entretanto, neste trabalho, serão relatadas apenas 
as impressões positivas, uma vez que estas foram as que prevaleceram. 
 
2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA 
 
2.1 A LITERATURA INFANTIL 
 
A literatura infantil no Brasil começou a ser publicada no século XIX, 
através de livros de poesia, contos, fábulas, tirinhas ou novelas juvenis. São 
muitos os autores literários brasileiros, o que nos permite perceber que ler e 
conhecer várias obras se faz essencial para um amplo repertorio de leitura. 
Dentre esses autores podemos destacar José Monteiro Lobato e Mauricio de 
Sousa. 
Na infância a criança aceita com facilidade a fantasia, pois ela ainda está 
nos primeiros estágios de seu desenvolvimento e a imaginação surge como 
aliada para atribuir significados as coisas que ela ainda não consegue 
3 
 
entender, por isso é tão importante aproximarmos a literatura infantil com o 
mundo dos pequenos o mais cedo possível. 
De acordo com FERNANDES (2010, p. 203): 
 
O primeiro contato que a criança tem com a literatura é através das 
histórias orais relatadas por seus pais ou adultos de sua convivência. 
Esse momento é uma oportunidade única de trabalhar sua 
imaginação e reflexão, permitindo sua participação num mundo de 
conflitos, impasses, soluções, etc., como um personagem ou como 
um observador. Nesse universo de sonho e magia a criança descobre 
lugares, tempos, culturas, valores éticos, e outros aspectos 
importantes do saber [...] ampliando sua visão de mundo. 
 
Nesse sentindo, a literatura infantil é de suma importância para o 
desenvolvimento da criança proporcionando um caminho de descobertas e 
conhecimentos. Desse modo, ela ajuda no desenvolvimento cognitivo, da 
personalidade e da linguagem infantil, além de entreter e instruir da melhor 
forma. A literatura é uma peça-chave no universo da comunicação e da 
linguagem, pois é a partir dela que se pode ter contato com outras vivencias, 
culturas, visitar o passado, ir a lugares muitas vezes impossíveis de mediar, 
através de estratégias que promovam situações de aprendizagens 
significativas e prazerosas. 
“É na Educação Infantil, que os primeiros contatos das crianças, com a 
leitura de literatura acontece”. (SOUSA, WANDERL EY, 2019, p.223) 
A literatura promove a formação integral da criança, estimula as mesmas 
com diversas metodologias de ensino como: lendas, fábulas e contos que são 
narrativas curtas, mas ricas de conhecimento. Observa-se que histórias como: 
Chapeuzinho Vermelho, a Bela e a Fera, O Patinho Feio, Os Três Porquinhos e 
todos os seus personagens, mesmo sendo histórias “antigas” continuam sendo 
uma atração para as crianças, e eficientes métodos contra angústia, sofrimento 
e temores infantis. Quando essas histórias são apresentadas as crianças com 
metodologia concertas na busca de desenvolver o imaginário, certamente 
essas crianças encontram nos personagens da história o seu “ídolo” ou seu 
“herói”, sendo que esse fato desenvolve nas crianças sentimentos de 
curiosidade, interesse, afeto, magia e coragem. 
 
A literatura infantil tem por tarefa transformar os sonhos em realidade, 
é um excelente recurso em prol ao processo de ensino-
4 
 
aprendizagem, ao crescimento da criança, de sua alegria e sua 
magia. A literatura infantil na fase inicial da aprendizagem da criança 
tem função formadora e socializadora. (ZILBERMAN & LAJOLO, 
1985, p.25). 
 
Para que o objetivo com a leitura seja positivo, existem vários fatores 
neste caminho, sendo um dos mais relevantes à necessidade de os textos 
estarem adequados a cada fase de desenvolvimento infantil. Deve se enfatizar 
que o foco da literatura infantil não é o de alfabetizar e sim, garantir novas 
experiências com gêneros textuais, orais e escritos. 
 
2.2 CONTAÇÂO DE HISTÓRIAS 
 
As histórias estão presentes em nossa cultura há muito tempo, e contar 
histórias é a mais antiga das artes, sendo próprio do ser humano e surgiu antes 
mesmo da escrita. Não se tem registro, uma data cronológica que aponte seu 
aparecimento, sendo assim considerada uma das práticas mais antigas que se 
tem registro na humanidade. Desde pequenos costumamos ouvir histórias de 
nossos familiares, principalmente de nossos avós que adoram relatar sobre a 
vida de nossos antepassados. 
A contação de histórias, deve estar presente deste o primeiro estágio da 
vida das crianças, pois desperta o lado lúdico que é muito importante para o 
desenvolvimento infantil. É no lúdico que a criança desenvolve criatividade e 
senso crítico. Sendo assim, pode-se afirmar que a contação de histórias é uma 
poderosa ferramenta para estimular a imaginação da criança, estimula a 
oralidade, auxilia no desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional e, por 
isso, trata-se de uma atividade tão importante na educação infantil. 
Atualmente existe uma enormepreocupação sobre as metodologias de 
ensino na educação infantil, visto que muitos teóricos discutem a forma como a 
criança aprende e sobre a necessidade de tornar o processo de ensino 
aprendizagem em um momento de interações sociais e culturais, afinal a 
aquisição de conhecimentos na infância se dá principalmente através das 
práticas lúdicas. 
Na educação infantil, o hábito de contar histórias para crianças, deve ser 
visto como uma estratégia pedagógica importante para estimular a leitura e, 
5 
 
consequentemente, no desenvolvimento educacional infantil. O ato de contar 
histórias na Educação Infantil é fundamental, e cabe, então, aos professores 
possibilitar oportunidades para que as crianças possam vivenciar as histórias 
contadas, pois “ouvir histórias é uma das formas essenciais de leitura”. (PATTE 
GENEVIÈVE PATTE 1987, p. 179). 
Ao ouvir histórias, as crianças têm a oportunidade de desenvolver e 
fortalecer sua imaginação, ampliar seu vocabulário, permitir sua 
autoidentificação e reconhecimento, aprender a refletir para aceitar condições 
relacionadas às diferentes extensões da vida além de desenvolver um 
pensamento lógico que promove memória e pensamento crítico através da 
expressão do humorismo e da satisfação da sua curiosidade natural. 
A hora do conto é um momento muito esperado na Educação Infantil, 
pois é uma ocasião mágica de interação entre o professor e as crianças, sendo 
assim criando vínculos afetivos de simpatia e interesse com o professor, com o 
ambiente escolar e cria interesse pela leitura. 
Os contos de fadas podem ajudar as crianças a enfrentar medos, 
feridas, problemas e dificuldades. Portanto, é importante que as crianças entre 
em contato com mundo imaginário, da fantasia. Os contos de fadas despertam 
a educação criativa das crianças e transmite valores. Através da contação de 
histórias, as crianças têm a oportunidade de desenvolver e sustentar a sua 
imaginação, ampliar o seu vocabulário, permitir a sua autoidentificação e 
autorreconhecimento, aprender a refletir para aceitar situações relacionadas 
com diferentes dimensões da vida bem como desenvolver o pensamento lógico 
que favorece a memória e o espírito crítico através da manifestação de humor 
e de satisfação de sua curiosidade natural. 
A contação de histórias é um recurso muito utilizado na educação infantil 
e vem criando cada vez mais força, pois quando realizada da maneira correta, 
estimula a atenção, curiosidade e imaginação nas crianças, além de promover 
o desenvolvimento cognitivo e social e assim melhorando suas capacidades de 
comunicação. Ao ouvir as histórias, as crianças têm contato com novas 
realidades, tempos, lugares e comportamentos diferentes, além de estimular à 
oralidade, comunicação e expressão. 
6 
 
Contar histórias é uma arte que envolve uma série de habilidades e 
recursos para capturar a imaginação e a atenção das crianças. Ao contar uma 
história, é preciso usar a criatividade e a imaginação, explorando as 
expressões corporais e faciais, ajustar a entonação da voz e utilizar recursos 
visuais como fantoches, teatrinhos e desenhos, entre outros. 
Esses recursos ajudam a criar um ambiente envolvente e interativo, que 
estimula a curiosidade das crianças e as convida a participar da história. Além 
disso, a utilização de diferentes recursos visuais contribui para tornar a 
narrativa mais rica e dinâmica, despertando a imaginação das crianças e 
permitindo que elas se conectem de forma mais intensa com os personagens e 
a trama. 
Portanto, contar histórias é uma atividade que requer habilidades 
específicas e o uso de recursos criativos e visuais para envolver e divertir as 
crianças, incentivando o desenvolvimento de sua imaginação e curiosidade. 
O professor da Educação Infantil tem em suas mãos a preciosa 
oportunidade de proporcionar as crianças um universo de fantasia, onde elas 
possam descobrir-se e explorar o mundo de maneira divertida e prazerosa. É 
de extrema importância que o professor utilize métodos pedagógicos dinâmicos 
e envolventes para apresentar as histórias infantis, pois dessa forma, as 
crianças serão capazes de compreender e assimilar melhor as histórias 
contadas, o que é de suma importância para o desenvolvimento cognitivo e 
emocional das crianças. Como afirma Góes (1997, p. 18): 
 
Privilegiar atividades com histórias e materiais literários tem, por 
certo, repercussões positivas para a criança. Pesquisas têm indicado 
que, na infância, as experiências com narrativas, em vários contextos, 
são instâncias de refinamento da cognição. 
 
Para que a contação de histórias se torne ainda mais interessante e ser 
vista como uma estratégia pedagógica, deve-se criar dinâmicas incentivando 
atividades manuais e sensoriais como desenhos e pinturas, organizar uma roda 
de conversa em que as crianças possam fazer perguntas e contar o que 
acharam da história. 
 
3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO 
 
7 
 
O Estágio Obrigatório I da Educação Infantil, aconteceu entre os dias 
vinte e nove de março a quinze de maio de dois mil e vinte e três, começando 
com a observação de todo espaço físico, totalizando vinte horas de 
observação, onde verificou-se as principais características do campo docente e 
da sala de aula a ser observada. 
A regência do Estágio Obrigatório I da Educação Infantil realizou -se no 
período de oito a quinze de maio de dois mil e vinte e três, compreendendo 20 
horas. Ao que se refere à caracterização da turma que aconteceu a regência, a 
turma do Pré-Escolar I do período vespertino, composta por vinte alunos, com 
idade de quatro anos, e tem um aluno incluído, este tem o segundo professor. 
A professora regente trabalha com projetos e suas aulas são planejadas 
interdisciplinarmente, procurando sempre, a aprendizagem e o 
desenvolvimento do aluno. A turma é calma, se interessam em aprender, as 
aulas são bem dinâmicas, lúdicas, sempre com brincadeiras e atividades, a 
turma tem sua rotina pré-estabelecida. 
Por meio de um projeto de intervenção relacionando-se o tema 
estipulado pela professora regente, animais domésticos e selvagens com 
diversas áreas do conhecimento, sendo desenvolvido com base na área de 
concentração vigente. 
Pode-se vivenciar de forma prática a empolgação que as crianças 
sentem ao aprender e descobrir coisas novas, pois foi proporcionado a 
oportunidade de conhecer os animais por meio da contação de histórias, com a 
utilização de figuras lúdicas e livros, que atraiu muito a atenção das crianças, 
desenvolveu-se também diversas atividades lúdicas, pois a ludicidade na 
educação infantil é um recurso extremamente valioso, que proporciona à 
criança aprender de maneira prazerosa e enriquecedora. No projeto de 
intervenção foi planejado trabalhar os animais da seguinte forma: na segunda-
feira contação de histórias, terça-feira a classificação dos animais, quarta-feira 
os animais selvagens e domésticos, quinta-feira os animais da fazenda, e na 
segunda-feira seguinte os animais de estimação. 
Os momentos de regência foram bem tranquilos, seguindo a rotina 
proposta pela professora regente. Após a chamada, era oferecido algum tipo 
de atividade (pecinhas de montar, massinha de modelar) para interação entre 
8 
 
eles. Posteriormente, realizava-se a atividade do dia que será relatada a seguir. 
Primeiro dia: 08/05/2023 - Contação de histórias – O Patinho Feio. 
Iniciou-se contando a história do Patinho Feio, utilizando figuras lúdicas para a 
realização da contação da história. Após a contação de histórias, foram 
realizadas algumas perguntas a fim de trabalhar a oralidade através da 
interpretação, fazendo com que elas se identificassem com as situações e 
assim desenvolvendo meios de lidar com seus sentimentos e emoções, tento 
um resultado positivo. Por meio da história também foi aplicado o 
reconhecimento dos animais, números e o reconhecimento das cores. Após a 
hora do lanche foi aplicadauma atividade impressa do desenho de um patinho 
para as crianças colorir. 
Segundo dia: 09/05/2023- Classificação dos animais. 
Iniciou-se explicando a classificação dos animais, lembrando a diversidade de 
espécies e a presença ou ausência de ossos, além de abordar seus habitats. 
Após a explicação, foi utilizado figuras lúdicas de diversos animais, 
questionando se eles conheciam cada animal, identificando qual era, se 
possuía ossos ou não, e onde vivia. Após o intervalo para o lanche, foi 
distribuído uma atividade impressa contendo vários desenhos de animais e sua 
classificação, para que as crianças pudessem colorir. 
Terceiro dia: 10/05/2023 - Animais domésticos e selvagens. 
Foi explicado as principais diferenças entre animais domésticos e selvagens. 
Em seguida, organizou-se uma divertida brincadeira chamada "Qual bicho eu 
sou?". Preparou-se uma caixa contendo diversos papéis com charadas sobre 
animais. Cada criança retirava um papel da caixa e com auxílio da professora 
se fazia a leitura em voz alta. Quando a criança acertava, pegava uma figura 
lúdica do animal correspondente e a colocava em exposição em um painel de 
isopor. Após a atividade, foi hora do lanche. Em seguida, foi oferecido uma 
atividade impressa em que as crianças precisavam ligar os animais ao seu 
habitat correspondente. 
Quarto dia: 11/05/2023 – Animais da fazenda. 
Começou-se a atividade animando a turma com a canção "Seu Lobato tinha 
um sítio", na qual cantamos e reproduzimos os movimentos e sons dos animais 
mencionados na música. Em seguida, conversou-se sobre os animais 
9 
 
presentes em uma fazenda, fazendo algumas perguntas, como quais animais 
eles conheciam e se já haviam visitado uma fazenda antes. Após o intervalo 
para lanche, foi realizada uma atividade em que as crianças colaram algodão 
em um desenho impresso de uma ovelha. 
Quinto dia: 15/05/2023- Animais de estimação 
Partiu-se da atividade da história do livro "Leo e a Baleia" de Benji Davies. 
Após a história, foi realizada uma animada roda de conversa sobre animais de 
estimação, abordando diversas perguntas relacionadas ao tema. Para 
enriquecer a experiência, apresentou-se um aquário com um peixe e, ao final 
da roda de conversa, as crianças ficaram entusiasmadas ao observá-lo. 
Tivemos uma conversa adicional sobre o peixe como animal de estimação, 
explorando mais informações e curiosidades. 
 
4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (CONSIDERAÇÕES FINAIS) 
 
O estágio é uma oportunidade única de conhecer de perto o dia a dia da 
vida escolar, aplicar os conhecimentos teóricos em práticas educativas e 
experimentar as diversas reações das crianças ao recebê-las. As impressões 
do Estágio foram extremamente positivas; acredito não ter tido nenhuma 
experiência negativa. O estágio na Educação Infantil, sem dúvida, proporcionou 
muitas contribuições valiosas em relação às vivências e práticas pedagógicas. 
É na Educação Infantil que se despertam as curiosidades, as vontades e os 
bons hábitos. Nessa fase, as opiniões e ideias começam a fazer sentido e a se 
desenvolver. 
Ter a supervisão da professora regente é de suma importância, pois nos 
proporciona segurança e auxílio nos momentos de dúvida. A avaliação e as 
dicas recebidas pela professora regente nos oferecem a oportunidade de 
melhorar e corrigir falhas a cada dia. Estar em sala de aula e vivenciar todas as 
situações neste período faz enxergar a realidade como um todo e entender as 
necessidades das crianças. Percebeu-se que elas não vêm para a escola 
apenas em busca de conhecimento, mas também de carinho, proteção e 
acolhimento. 
10 
 
Cada estágio realizado é único e diferente. Em cada etapa e fase, é 
possível combinar teorias com práticas, e é isso que torna a experiência mais 
gratificante. É uma sensação maravilhosa quando se consegue alcançar todos 
os objetivos propostos e ver a semente germinar e dar frutos. Conseguiu- se 
atingir todos os objetivos de forma tranquila e prazerosa. Sem exceção, as 
crianças realizaram todas as atividades elaboradas com alegria. Quanto à 
contação de histórias, as impressões foram surpreendentes e positivas. 
É fundamental incentivar as crianças desde cedo sobre a importância da 
literatura infantil. Durante o estágio, foi possível perceber que o hábito da 
leitura não tem idade e é na infância que se deve mostrar o que isso nos 
proporciona, não apenas em termos literários, mas também em conhecimento. 
Além disso, a literatura infantil enriquece a imaginação de forma significativa, 
prazerosa e, principalmente, lúdica. Isso foi claramente evidenciado durante o 
estágio, pois era visível o entusiasmo das crianças ao ouvirem e visualizarem 
histórias. 
Durante este período, constatou-se que existem diversos métodos para 
abordar um mesmo tema, pois as crianças estão sempre evoluindo, curiosas 
para aprender. Como educadores, devemos escolher a melhor ferramenta para 
trabalhar as atividades e alcançar os objetivos propostos. É perceptível que 
quando a criança tem a oportunidade de vivenciar a atividade, ou seja, 
manipulá-la e realizá-la por si mesma, a atividade se torna muito mais 
enriquecedora e prazerosa. Pode-se enriquecer qualquer atividade incluindo 
histórias, músicas, imagens e trabalhos manuais, tornando-a lúdica. Dessa 
forma, a criança se sente motivada a aprender de maneira prazerosa, sem 
sacrifícios, mas sim com vontade de descobrir cada vez mais. 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Scipione, 1989. 
 
COELHO, Betty. Contar histórias uma arte sem idade. São Paulo, 2002. 
Editora Ática 
11 
 
 
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Contação de histórias na educação infantil: por que é importante? Sagrado 
rede de educação, 2020. Disponível em: 
https://www.sagradoeducacao.com.br/pagina/1698contacao de-historias-na-
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DE FARIAS SOUZA, N. M.; WAN DERLEY, N. D. A. W. Brincando, lendo e 
contando histórias na educação infantil. Entre Letras, v. 10, n. 2, p. 209- 
225, 2019. 
 
FERNANDES, Maria. Os segredos da alfabetização. 2 ed. São Paulo: Cortez, 
2010. 
 
GÓES, M.C.R.; SMOLKA, A.L.B. (Org.) A significação nos espaços 
educacionais: interação social e subjetivação. Campinas, SP: Papirus, 1997. 
 
PATTE, Geneviève. Storytelling: Art and Technique. Metuchen, NJ: Scarecrow 
Press, 1987, p. 179. 
 
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Acesso dia 08/03/2023. 
 
TEIXEIRA, Raquel Maria Richetti. Literatura e a linguagem infantil: 
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http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/ensino-medio/203-literatura-infantil-reflexoes-e-praticas
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/ensino-medio/203-literatura-infantil-reflexoes-e-praticas
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https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/desenvolvimento-infantil/ 
Acesso em: 09/03/2023. 
 
ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 4 ed. São Paulo: Global, 
1985. 
ANEXO 
Registro de Frequência 
 
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/desenvolvimento-infantil/

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