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FACULDADE DE ITÁPOLIS
ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL E CULTURAL DE ITÁPOLIS
PÓS – GRADUAÇÃO LATO SENSU EM DIGITE O NOME DO SEU CURSO
 A APRENDIZAGEM DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E A PRÁTICA PEDAGÓGICA
SEU NOME
ITÁPOLIS
2017
SEU NOME
A APRENDIZAGEM DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E A PRÁTICA PEDAGÓGICA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para obtenção do Certificado de Especialista em nome do seu curso
ITÁPOLIS
2017
 DEDICO este trabalho a todos os professores, alunos, familiares que contribuíram de alguma maneira para esta conclusão.
AGRADECIMENTOS
Agradeço aos professores pela paciência em todos os momentos do curso.
Agradeço a Deus.
Agradeço a meus familiares.
Agradeço aos colegas de sala de aula, que contribuíram com suas experiências.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” (Paulo Freire).
RESUMO
O presente estudo tem como enfoque principal relacionar as dificuldades encontradas pelas crianças com deficiência intelectual e as práticas pedagógicas utilizadas no processo de ensino-aprendizagem. A finalidade é descrever de que forma as crianças com deficiência intelectual são inseridas nas salas de aula e quais as práticas pedagógicas utilizadas para inclusão das mesmas no ambiente escolar, a fim de compreender os desafios enfrentados, no cotidiano escolar. No decorrer do desenvolvimento do trabalho, pudemos constatar que os alunos com deficiência intelectual são submetidos a acompanhamento pedagógico planejado a partir da realidade e da necessidade de cada um. Através de pesquisas bibliográficas com base em diferentes autores, foi possível constatar que o espaço escolar pode e deve ser um local onde os alunos criam e recriam conhecimento, possibilitando novas maneiras de interpretar o mundo.
PALAVRAS-CHAVE: deficiência intelectual; educação; prática pedagógica.
SUMARIO
INTRODUÇÃO	07
1. O QUE É DEFICIÊNCIA INTELECTUAL 	09
2. A ESCOLA E O ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: POSSIBILIDADES E NECESSIDADES 	12
3. CONTRIBUIÇÕES AOS PROFESSORES, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL 	15
CONCLUSÃO 	18
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 	19
INTRODUÇÃO
	A política atual de educação especial, desenhada na perspectiva do que tem se convencionado chamar de "educação inclusiva", nos impele a tentar identificar o que pode ser considerado "especial" na educação escolar e que poderia contribuir com a escolaridade do aluno com deficiências.
Na história da educação especial brasileira, de modo geral, a "especialização" de atendimento ou o "atendimento especializado" couberam hegemonicamente há dois espaços: às classes especiais e às instituições especializadas (BRASIL, 2008).
Esses dois espaços, pelas características da política educacional brasileira, foram constituídos entre a iniciativa privada e a pública: o poder público abriu classes especiais para atendimento a diferentes deficiências em escolas das redes estaduais, e a iniciativa privada fundou instituições.
Ressalta-se que a formação desses espaços respondeu a uma necessidade identificada pelos profissionais das áreas da educação e da Saúde na transição dos séculos XIX e XX (BRASIL, 2008).
Durante o século XX, a educação especial foi aos poucos se constituindo na educação brasileira são entre esses espaços e sob essas duas formas administrativas sendo elas públicas e privadas; embora haja registro de um considerável número de atendimentos especializados oferecidos pelas escolas públicas brasileiras por todo o país, principalmente após a década de 1970, com a criação do Centro de Educação Especial - CNESP.
A formação de escolas especializadas dentro das instituições ocorreu, em grande parte, apenas após aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em 1996, com a obrigatoriedade de escolarização de todas as crianças (BRASIL, 2008).
Educação inclusiva propõe que todas as pessoas com necessidades educacionais especiais sejam matriculadas na escola regular, baseando-se no princípio da educação para todos. Diante disso, a escola apresenta-se como espaço apto a promover transformações, aberta a lidar com as diferenças, sejam elas de ordem racial, econômica, entre outras, uma vez que fazem parte da sociedade, e estão presentes em diferentes ambientes, sendo um destes o ambiente escolar. (LEAO, 2004).
Assim sendo, o espaço escolar pode e deve ser o local onde os alunos criam e recriam conhecimento, possibilitando novas maneiras de interpretar o mundo que, certamente, beneficiaram o convívio harmônico na sociedade.
Nesse contexto, a nossa pesquisa procurou analisar as práticas pedagógicas utilizadas, com vistas a construção de uma nova metodologia a ser aplicada no ensino aos alunos dotados de deficiência intelectual (LEAO, 2004).
Colaborando com a problemática em foco está o fato dos sistemas escolares estarem organizados de maneira que se permita a divisão nos atendimentos de alunos tidos como "normais" e de alunos tidos como "deficientes", dentro das modalidades de ensino regular e especial, de professores e especialistas em diversas áreas, principalmente, nas áreas onde o foco são manifestações das diferenças (MANTOAN, 2005).
Em uma abordagem, nosso estudo pretende descrever, através da observação, as principais dificuldades apresentadas pelas crianças portadoras de deficiências intelectuais no processo de ensino-aprendizagem, também, as práticas pedagógicas que foram utilizadas para a melhor compreensão dos alunos.
Nosso estudo foi elaborado em capítulos para melhor compreensão e leitura sobre o tema escolhido. Vamos falar um pouco de escola inclusiva, de práticas pedagógicas, do papel dos profissionais educadores, como também falar sobre estratégias do trabalho para com os alunos com deficiência intelectual.
1. O QUE É DEFICIÊNCIA INTELECTUAL?
A deficiência intelectual (DI) é quando o desempenho intelectual fica significativamente abaixo da média desde o nascimento ou período inicial da vida do bebê, causando limitações à capacidade de realizar atividades normais da vida diária.
A deficiência intelectual pode ser genética ou resultado de um distúrbio que interfere no desenvolvimento do cérebro. A maioria das crianças com DI não desenvolve sintomas notáveis até chegarem a pré-escola. O diagnóstico se baseia nos resultados de testagem formal. A realização de cuidados pré-natais adequados reduz o risco de se ter um filho com DI. Apoio de muitos especialistas, terapia e educação especial ajudam as crianças a alcançar o nível de desempenho mais elevado possível (SILVEIRA, 2011).
Dizemos, portanto que deficiência intelectual é um distúrbio do neurodesenvolvimento. O termo "retardo mental", usado anteriormente, adquire um estigma social indesejável. Por isso, os profissionais de Saúde o substituíram pelo termo deficiência intelectual.
A deficiência intelectual não é um distúrbio médico específico como uma pneumonia ou uma faringite e nem é um distúrbio da saúde mental. As pessoas com DI têm desempenho intelectual significativamente abaixo da média, que limita sua capacidade de lidar com uma ou mais áreas da vida diária normal (habilidades de adaptação) ao ponto de precisarem de apoio constante. As habilidades adaptativas podem ser classificadas em diversas áreas, incluindo área conceitual, onde analisa se competência em memória, leitura, escrita e matemática. Área social onde se analisa consciência dos pensamentos e sentimentos de outras pessoas, habilidades interpessoais e julgamento social e ainda área prática onde é direcionado a cuidados pessoais, organização de tarefas, administração do dinheiro saúde e segurança (SILVEIRA, 2011).
Algumas crianças com deficiência intelectual manifestam anomalias evidentes no nascimento ou pouco tempo depois. Essas anomalias podem ser físicas ou neurológicas e podem incluircaracterísticas faciais pouco comuns, como cabeça muito grande ou muito pequena, deformidades das mãos ou dos pés e várias outras anomalias. Algumas vezes, as crianças têm um aspecto normal, mas apresentam outros sinais de doença grave, como convulsões, letargia, vômitos, urina com odor anormal, distúrbios alimentares e crescimento anormal. Durante o primeiro ano de vida, muitas crianças com DI mais grave têm um desenvolvimento motor tardio e apresentam lentidão para rolar, se sentar e ficar de pé (SILVEIRA, 2011).
No entanto, a maior parte das crianças com DI não manifesta sintomas perceptíveis até ao período pré-escolar. Os sintomas se tornam aparentes em idade mais precoce naquelas mais gravemente afetadas. Em geral, o primeiro problema percebido pelos pais é um atraso no desenvolvimento da linguagem. As crianças com DI aprendem de forma mais lenta a usar palavras, a uni-las e a construir frases completas. Algumas vezes, seu desenvolvimento social é lento devido a dificuldades cognitivas e deficiências da linguagem. As crianças com DI podem demorar a aprender a se vestir e se alimentar sozinhas. Alguns pais podem não considerar a possibilidade de deficiência cognitiva até a criança chegar à escola ou à pré-escola e se mostrar incapaz de atender as expectativas apropriadas à idade.
As crianças com DI são mais propensas do que as outras crianças a ter problemas comportamentais, tais como explosões, crises de raiva e comportamento fisicamente agressivo ou autoagressivos. Esses comportamentos se relacionam com frequência a situações específicas de frustração combinadas com deficiência na capacidade de comunicar e controlar impulsos. Crianças mais velhas podem ser facilmente enganadas, exploradas e convencidas a maus comportamentos menores (SILVEIRA, 2011).
Para o diagnóstico de DI, muitas crianças são avaliadas por equipes de profissionais, incluindo a especialidade neurologista pediátrico ou pediatra do desenvolvimento, psicólogo, patologista da fala, terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta, educador especial, assistente social ou enfermeiro.
É através do desempenho intelectual que os médicos avaliam as crianças com suspeita de deficiência intelectual e procuram a causa. Mesmo que a causa da DI de uma criança possa ser irreversível, é importante identificar o distúrbio que causou a deficiência, para que assim os médicos possam prever o futuro da criança, prevenir a perda de habilidades adicionais, planejar intervenções que possam auxiliar no desempenho da criança e auxiliar os pais sobre o risco de terem outra criança com o distúrbio (SILVEIRA, 2011).
Uma vez que problemas de desenvolvimento leves nem sempre são percebidos pelos pais, os médicos rotineiramente fazem testes de avaliação do desenvolvimento durante as consultas médicas. É através de questionários simples, como os Questionários de idades e estágios ou Inventários de desenvolvimento infantil, que os médicos utilizam para avaliar com rapidez as habilidades cognitivas, verbais e motoras da criança. Os pais também podem participar da avaliação podendo ajudar o médico a determinar o nível de desempenho da criança através do preenchimento de um teste de Avaliação parental da situação do desenvolvimento (PEDS). As crianças com desempenho significativamente inferior ao nível da sua idade nesses testes de avaliação são encaminhadas para testes formais (BORDIN, 2019).
Diante do exposto podemos dizer que não existe cura para a deficiência intelectual, no entanto, alguns tratamentos podem ajudar a melhorar a qualidade de vida do portador do déficit mental. A educação especial e a terapia comportamental são algumas das opções para melhorar a vida da pessoa.
O indivíduo que apresenta deficiência intelectual deve ser avaliado e acompanhado por um profissional psicólogo e pedagógico. Também em alguns casos é importante a procura do auxílio de um fonoaudiólogo e médicos, pois outros transtornos ou doenças podem está associados à deficiência mental.
	
	
2. A ESCOLA E O ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: POSSIBILIDADES E NECESSIDADES
	O aluno com deficiência intelectual pode frequentar a sala de recursos multifuncionais para o atendimento complementar ao ensino regular. Segundo o MEC, o professor do atendimento educacional especializado tem por tarefa, propor atividades que contribuam para a aprendizagem de conceitos, além de propor situações vivenciais que possibilitem esse aluno organizar o seu pensamento. Esse atendimento deve se fundamentar em situações problema, que exijam que o aluno utilize seu raciocínio para resolução de um determinado problema (MEC, v. 2, 2010, p. 8).
	A inclusão de alunos com necessidades especiais é uma realidade da sociedade atual, ao invés de segregação ou integração em um espaço destinado a deficiências, eis que é chegado o momento da escola inclusiva. E este momento não chegou sem luta, ele traduz o anseio de toda uma sociedade, de pessoas que buscaram reconhecimento dos seus direitos. No entanto, os alunos com necessidades educacionais especiais são matriculados, que é o seu direito, em salas de aula do ensino regular, sem que se defina qual é a concepção de cada deficiência que o professor tem. Ou seja, o professor tem se deparado com necessidades educacionais especiais, das quais não tem conhecimento.
O aluno com deficiência intelectual apresenta dificuldades em construir o conhecimento e também em mostrar suas capacidades. Essas dificuldades são agravadas quando a escola se apresenta em modelo tradicional de ensino onde o aluno somente recebe informações sem interagir e sem ser estimulado. Essas escolas acabam por enfatizar a deficiência inibindo o desenvolvimento da aprendizagem do educando (GOMES et al. 2007).
A criança com necessidades especiais tem seus direitos garantidos por lei é o que fica explícito na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Em seu artigo 58º a educação especial é uma modalidade de ensino que deve ser oferecida preferencialmente em rede regular de ensino aos alunos com necessidades especiais.
O art. 59º diz que o sistema do ensino assegurará ao aluno com necessidades especial currículos, métodos, recursos educativos para tender suas necessidades; professores capacitados para integração do aluno em sala de aula e professores com especialização adequada em nível médio ou superior para atendimento especializado (LDB, 1996).
A inclusão só pode acontecer quando houver a prática voltada às necessidades do aluno, para isso acontece o preparo do professor especializado que atua como orientador e supervisor de tais práticas (EDLER, 1997). As práticas ocorrem após realizar-se um diagnóstico, avaliar os alunos onde serão identificadas as potencialidades e suas necessidades. Analisando educação escolar é uma instância educativa que trabalha com o desenvolvimento do educando, visando suas habilidades cognoscitivas juntamente com outras formações como, por exemplo, convicções como habilidade motora. (BRASIL, 2006).
É através dessa educação inclusiva que o aluno pode viver de forma autônoma e integrada, sendo preparada para interagir de forma independente e funcional em todos os aspectos de sua vida (FRANÇA et al. 2008).
É comum o diagnóstico ser realizado em crianças que já frequentam a escola, quando assim, esse processo envolve avaliação psicométrica e adaptativa para identificar as áreas que precisam ser mais e menos desenvolvidas. O apoio prestado a criança com DI deve ser multidisciplinar envolvendo todos que participam de sua vida de modo a fortalecer sua aprendizagem. (SILVA; COELHO, 2014).
Ribeiro, Lima e Santos (2009) mostram que a escola inclusiva precisa ter um projeto pedagógico o qual toda equipe possa discutir, entender e promover transformações em sua organização e funcionamento tendo por finalidade atender as necessidades dos alunos. Aos professores é necessário que desenvolvam domínio teórico-prático sobre as concepções buscando o aperfeiçoamento de sua prática. “Logo, uma nova abordagem educacional pressupõe pensar o ensinoa partir de uma atitude aberta, flexível e, sobretudo, reflexiva em relação à própria prática educacional”. (RIBEIRO; LIMA; SANTOS, 2009, p. 95).
Então, a Educação Inclusiva, diferentemente da Educação Tradicional, na qual todos os alunos é que precisavam se adaptar a ela, chega estabelecendo um novo modelo onde a escola é que precisa se adaptar às necessidades e especificidades do aluno, buscando além de sua permanência na escola, o seu máximo desenvolvimento. Ou seja, na educação inclusiva, uma escola deve se preparar para enfrentar o desafio de oferecer uma educação com qualidade para todos os seus alunos. Considerando que, cada aluno numa escola, apresenta características próprias e um conjunto de valores e informações que os tornam únicos e especiais, constituindo uma diversidade de interesses e ritmos de aprendizagem, o desafio da escola hoje é trabalhar com essa diversidade na tentativa de construir um novo conceito do processo ensino e aprendizagem, eliminando definitivamente o seu caráter segregacionista, de modo que sejam incluídos neste processo todos que dele, por direito, são sujeitos.
Na interpretação de Mantoan (2004), a Inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais é um movimento que tem sido muito polemizado por diferentes segmentos, mas essa inserção nada mais é do que garantir o direito constitucional que todos independentes de suas necessidades, têm a uma educação de qualidade, e que a Inclusão vai depender da capacidade de lidarmos com a diversidade e as diferenças.
Com certeza, de modo geral, as escolas têm conhecimento das leis acerca da inclusão bem como da obrigatoriedade da garantia de vaga para os alunos com necessidades educacionais especiais, no entanto apontam alguns entraves pelo fato de não haver a sustentação necessária, como por exemplo, a ausência de definições mais estruturais acerca da educação especial e dos suportes necessários a sua implementação. Sabemos também, da dura realidade das condições de trabalho e os limites da formação profissional, o número elevado de alunos por turma, a rede física inadequada, o despreparo para ensinar "alunos especiais". Sabemos que, para que a inclusão se efetue não basta a garantia apenas na legislação, mas demanda modificações profundas e importantes no sistema de ensino.
Essas mudanças deverão levar em conta o contexto sócio-econômico, além de serem gradativas, planejadas e contínuas para garantir uma educação de ótima qualidade. Por outro lado, o processo de Inclusão já está posto e não se trata de desativar o que está funcionando, mas sim de buscarem alternativas e formas de articulações que possibilitem esse novo modo de ver e pensar a escola. Além disso, a educação inclusiva favorece não só o aluno com necessidades educacionais especiais, mas, também os demais alunos que passam a adquirir atitudes de respeito e compreensão pelas diferenças, além de juntos receberem uma metodologia de ensino diferenciada e da disposição de maiores recursos.
3. CONTRIBUIÇÕES AOS PROFESSORES, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
Uma escola inclusiva é aquela que atenda as necessidades de todos os alunos, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, entre outras, sendo seu maior desafio envolver uma pedagogia focada no aluno, capaz de educar e incluir todos. A escola deve garantir uma inclusão com sucesso e qualidade. O aluno com deficiência deve se sentir acolhido, aceito, recebido pelo meio, tendo e trocando experiência com os outros alunos.
“A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de todos, adotando novas práticas pedagógicas.” (BRASIL, 2010, p.9). A inclusão não é apenas colocar alunos com deficiência dentro das unidades escolares e achar que isso é o suficiente. O que muito acontece, nos dias de hoje, no processo de inclusão, sempre há confusão entre os termos integração e inclusão.
O trabalho do professor, no que diz respeito ao processo de alfabetizar para incluir, tem encontrado alguns impasses, pois devido ao comprometimento cognitivo, o aluno tem limitações significativas na aquisição do conhecimento, o que acaba levando os professores a não acreditarem na capacidade de alfabetização dos alunos com deficiência intelectual, acabando apenas por deixar os alunos ali na sala, para dizer que estão sendo “incluído”, o que muitas vezes não acontece de fato (MENDES, 2002).
O professor da sala de aula regular nem sempre está preparado para o trabalho com a criança com deficiência intelectual, fazendo das atividades diferenciadas tarefas para preenchimento de tempo e não para desenvolvimento harmônico e integral infantil. Utilizam propostas baseadas na repetição e na memorização em lugar de buscarem envolver a criança em situações de aprendizagem pautadas em experiências e vivências significativas. Esse modo de tratar a criança revela falta de crédito na capacidade de aprender do deficiente intelectual, ocasionando prejuízos para suas aprendizagens e seu desenvolvimento como ser humano (BORACHI, 2013).
Muitos professores se sentem despreparados para atender os alunos com deficiência intelectual, devido à diversidade que esses grupos apresentam em seu processo de apropriação do conhecimento.
O aluno com deficiência intelectual tem limitações impostas pela própria deficiência, mas isso não significa que o mesmo não tenha condições de ser alfabetizado e incluso, tudo ao seu ritmo e tempo, e cabe o professor ter a paciência de esperar e acompanhar cada avanço. Para que o aluno com deficiência intelectual se beneficie do ensino regular, começa por ele não estar somente matriculado e sim verdadeiramente incluso. É necessário que o professor, como mediador e condutor da aprendizagem na prática educacional, seja flexível, analisando e revisando seu plano de ensino, e sempre que for necessário, estar fazendo alterações, visando sempre ao desenvolvimento do aluno em todos os aspectos. Cabe ao professor ter total conhecimento das estratégias que utilizará, pois nem todos os alunos aprenderão com a mesma estratégia utilizada, ainda que sejam todos deficientes intelectuais. A apropriação de conhecimento acontece individualmente, pois cada aluno é único. Para que a inclusão aconteça dentro da sala de aula, precisa-se fazer com que o aluno esteja envolvido nas mesmas atividades que os restantes dos alunos.
Não existe um método especifico para incluir um aluno com deficiência intelectual. Porém existem métodos que podem ser utilizados para contribuir na aprendizagem desses alunos, como: currículo funcional, comunicação alternativa, flexibilização curricular e tecnologia assistiva. Sendo assim, faz-se necessária uma reflexão constante sobre métodos, estratégias, práticas e adequações curriculares que auxiliem o aluno durante esse processo de descobertas, pois as dificuldades estão presentes para serem superadas.
A escola tem um papel fundamental frente à sociedade, pois é nela que a vida social de todos os cidadãos começa. A escola inclusiva deve proporcionar aos alunos vivências do seu cotidiano ou daqueles que um dia farão parte de suas vidas. Também situações problemas do dia-a-dia, entrelaçando-as a situações de modo que se tornem significativas para o aluno. A escola é o primeiro lugar onde a criança com deficiência intelectual terá convívio com pessoas que não são de sua própria família. É por isso que a escola inclusiva se torna tão importante!
Em relação ao currículo escolar, Antunes (2010) ressalta que a maior parte dos docentes o considera mais do que uma lista de conteúdos, o que auxilia esses professores na estruturação de um trabalho mais flexível. No entanto, quando se trata de alunos com deficiência intelectual, as atividades pedagógicas parecem ser conduzidas sem planejamento, dando a entender que as adaptações curriculares são, na verdade, improvisações de atividades em sala de aula.
Outra questão discutida nos artigos analisados se refere ao trabalho que os professores desenvolvemcom os alunos com DI. Na maioria dos textos investigados, é possível perceber um sentimento de inaptidão dos professores para ensinar alunos que apresentam limitações cognitivas mais significativas. Segundo Mazaro et al. (2008), incentivar ações de formação docente continuada, pautadas na perspectiva de reflexão sobre a própria prática, contribuiria para promover modificações relevantes nessa realidade. Não é a deficiência em si que impede a aprendizagem do sujeito, mas, sim, as condições às quais este aluno se encontra envolvido, visto que essas condições podem ou não propiciar os processos de ensino e de aprendizagem.
Estamos conscientes de que o desafio colocado aos professores é grande e que parte significativa continua “não preparada” para desenvolver estratégias de ensino diversificado, mas, o aluno com necessidades especiais está na escola, então cabe a cada um, encarar esse desafio de forma a contribuir para que no espaço escolar, aconteçam avanços e transformações, ainda que pequenas, mas que possam propiciar o início de uma inclusão escolar possível. Nesse sentido, direcionamos nossa atenção para as ações que cabem aos professores realizar na prática pedagógica no intuito de favorecer a aprendizagem de todos os alunos envolvidos no processo. Sugerimos algumas Adaptações Curriculares de Pequeno Porte (Adaptações Não Significativas), possíveis de serem aplicadas.
CONCLUSÃO
	A deficiência intelectual por não se mostrar visível em muitos casos, passa despercebida pelos professores ou ainda é vista como preguiça e falta de interesse por parte do aluno. Acredita-se então que uma avaliação inicial seja o primeiro passo para um professor que está conhecendo sua turma. A avaliação pode detectar as dificuldades e as potencialidades de cada aluno, só assim o professor pode começar a trabalhar os conteúdos e identificar o aluno com deficiência intelectual.
Quando identificada a DI o professor juntamente com equipe pedagógica deve procurar os melhores meios para o aprendizado do aluno. Ressaltando que o diagnóstico deve ser dado por profissionais como psicopedagogo, psicólogos ou médicos após muitas avaliações. 
O professor conhecendo seu aluno e sabendo de suas necessidades deve buscar auxilio para trabalhar com este de maneira não exclusiva, mas de forma que o aprendizado chegue a todos sem diferenciação. Buscar métodos diferenciados para desenvolver o conteúdo com a turma toda e respeitar o tempo de cada aluno, especialmente o que apresenta DI são fatores essenciais para um aprendizado significativo. 
O trabalho pode alertar sobre a Deficiência a professores e envolvidos no aprendizado do aluno, quando não conseguem entender o motivo pelo qual este apresenta dificuldades e não consegue aprender. Leituras complementares são extremamente importantes, cada artigo pesquisado apresenta informações relevantes sobre a DI. Para ensinar bem é preciso conhecer e entender do assunto, assim o aluno com Deficiência Intelectual pode desenvolver suas funções cognitivas aprendendo e se desenvolvendo no seu tempo de aprendizagem.
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