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Cálculo Numérico
Lista 02
Disciplina: Cálculo Numérico
Aluno: Mac Myller da Silva Carlos, Francisco das Chagas B. da Silva, Anderson Souza Lourenço
Professor: David Carneiro de Souza
Parte I
Parte II
Q1:
R:
{w1, w2, ..., wn} é uma base de W, e que V é perpendicular a W. Isso significa que para qualquer
vetor w em W, temos que V · w = 0, onde · denota o produto escalar. considerando uma combinação
linear arbitrária c1w1 + c2w2 + ... + cnwn e mostrando que V é perpendicular a ela. Para fazer isso,
usamos a propriedade distributiva do produto escalar para escrever:
V · (c1w1 + c2w2 + ... + cnwn) = c1(V · w1) + c2(V · w2) + ... + cn(V · wn)
Como V é perpendicular a cada vetor da base, cada termo da soma é zero, o que implica que a soma
inteira é zero. Isso prova que V é perpendicular a qualquer combinação linear dos vetores da base e,
portanto, a todo vetor em W.
Q2:
R:
Ao trocar as variáveis de integração (t) para (s), temos:
<g, f> = ∫-1(limite inferior) e 1(limite superior) (g(s) * f(s) * ds)
Comparando as duas expressões, vemos que são idênticas. Portanto, <f, g> = <g, f>
<af + bg, h> = ∫-1(limite inferior) e 1(limite superior) ((af(t) + bg(t)) * h(t) * dt)
= ∫-1(limite inferior) e 1(limite superior) (af(t) * h(t) + bg(t) * h(t) * dt)
= a * ∫-1(limite inferior) e 1(limite superior) (f(t) * h(t) * dt) + b * ∫-1(limite inferior) e 1(limite
superior) (g(t) * h(t) * dt)
= a<f, h> + b<g, h>
Provando a linearidade
Uma vez que f(t) * f(t) é sempre não negativo, a integral de f(t) * f(t) também é não negativa.
Portanto, <f, f> ≥ 0. Se <f, f> = 0, então a integral de f(t) * f(t) deve ser zero. No entanto, a única
maneira de a integral ser zero é se f(t) = 0 para todo t no intervalo [-1, 1]. Portanto, <f, f> = 0 se e
somente se f(t) = 0 para todo t, o que implica que f é a função nula.
Logo, define um produto interno no espaço das funções contínuas C[-1, 1].
Q3:
R:
Para B1, supondo que existem coeficientes a, b, c tais que:
a * 5 + b * (x - 1) + c * (x² - 3x) = 0
Isso implica no seguinte sistema de equações:
5a + bx - b + cx² - 3cx = 0
cx² + (b - 3c)x + (5a - b) = 0
Portanto, os coeficientes a, b, c são todos iguais a zero, o que mostra que B1 é um conjunto
linearmente independente.
Para B2, supondo que existem coeficientes d, e, f tais que:
d * 8 + e * (3x + 2) + f * (5x² - 3x) = 0
Isso implica no seguinte sistema de equações:
8d + 3ex + 2e + 5fx² - 3fx = 0
5fx² + (3e - 3f)x + (8d + 2e) = 0
Portanto, os coeficientes d, e, f são todos iguais a zero, o que mostra que B2 é um conjunto
linearmente independente.
Para B1:
p(x) = ax² + bx + c = 5 * (a/5) + (x - 1) * b + (x² - 3x) * c
= a * 5 + b * (x - 1) + c * (x² - 3x)
Portanto, para expressar p(x) em termos de B1, os coeficientes d, e, f são d = a/5, e = b e f = c.
Para B2:
p(x) = ax² + bx + c = 8 * (a/8) + (3x + 2) * b + (5x² - 3x) * c
= a * 8 + b * (3x + 2) + c * (5x² - 3x)
Portanto, para expressar p(x) em termos de B2, os coeficientes d, e, f são d = a/8, e = b e f = c.
Logo, qualquer polinômio de grau 2 pode ser expresso como uma combinação linear dos elementos
de B1 e B2.
Calculando as coordenadas para p(x) = 3x² + x + 36:
Em relação a B1:
p(x) = 3x² + x + 36 = 0 * 5 + 1 * (x - 1) + 3 * (x² - 3x)
= 1 * (x - 1) + 3 * (x² - 3x)
Portanto, as coordenadas de p(x) em relação a B1 são (1, 3, 0).
Em relação a B2:
p(x) = 3x² + x + 36 = 0 * 8 + 1 * (3x + 2) + 3 * (5x² - 3x)
= 1 * (3x + 2) + 3 * (5x² - 3x)
Portanto, as coordenadas de p(x) em relação a B2 são (2, 3, 0).
Q4:
R:
dV/dt = -α4πr(t)²
dV = -α4πr² dt
d²V/dt² = -α4π(2r dr/dt)
d²V/dt² = -2α4πr(dr/dt)
Logo, a taxa de variação do volume em relação ao tempo é proporcional à taxa de variação do raio
em relação ao tempo.
Essa relação indica que, à medida que o tempo passa, o raio da naftalina diminui linearmente.
Q5:
R:
A equação geral de uma reta = y=mx+c, onde m é o coeficiente angular da reta e c é o coeficiente
linear da reta.
Seja ŷ o valor previsto para y dado um valor x:
ŷ = mx + c
S = (y1 - ŷ1)² + (y2 - ŷ2)²
Substituindo ŷ1 = mx1+c e ŷ2 = mx2+c:
S = (y1 - (mx1 + c))² + (y2 - (mx2 + c))²
S em relação a m:
dS/dm = -2x1(y1 - (mx1 + c)) - 2x2(y2 - (mx2 + c))
S em relação a c:
dS/dc = -2(y1 - (mx1 + c)) - 2(y2 - (mx2 + c))
Igualando as derivadas a zero:
-2x1(y1 - (mx1 + c)) - 2x2(y2 - (mx2 + c)) = 0
-2(y1 - (mx1 + c)) - 2(y2 - (mx2 + c)) = 0
Simplificando:
x1(y1 - mx1 - c) + x2(y2 - mx2 - c) = 0
(y1 - mx1 - c) + (y2 - mx2 - c) = 0
Temos:
m = (x1y1 - x2y2) / (x1² - x2²)
c = (x1²y2 - x2²y1) / (x1² - x2²)
Logo, a função que melhor se ajusta aos pontos pelo método da regressão linear coincide com a
equação da reta que passa por esses pontos.
Q6:
R:
Reescrevendo:
0 = a(-1) + b
-1 = a(0) + b
0 = a(1) + b
7 = a(2) + b
|1 -1| |a| = |0 |
|0 1| x|b| = |-1|
|1 1| | | = |0 |
|2 1| | | = |7 |
Substituindo os valores na fórmula, temos:
| a | | (4 -2) * (4 -2)^(-1) * (-2 -2) | | (0 -2 -1 1)^T |
| b | = | | * | |
pseudo-inversa de X, temos:
(4 -2)^(-1) = (1/8) * | -2 2 |
| 1 -2 |
| a | | (1/8) * (-2 -2) | | (0 -2 -1 1)^T |
| b | = | | * | |
| a | | (1/8) * (-4) | | -2 |
| b | = | | * | -1 |
Simplificando, obtemos:
| a | | -1/2 |
| b | = | |
Logo, a função que melhor ajusta os pontos pelo método dos mínimos quadrados para um
polinômio de grau 1 é:
y = (-1/2)x -1/2.
polinômio de grau 2, na forma y = ax^2 + bx + c. Seguindo o mesmo processo, obtemos as equações:
0 = a(-1)^2 + b(-1) + c
-1 = a(0)^2 + b(0) + c
0 = a(1)^2 + b(1) + c
7 = a(2)^2 + b(2) + c
Forma matricial:
| 1 -1 1 | | a | | 0 |
| 0 0 1 | x| b | = | -1 |
| 1 1 1 | | | | 0 |
| 4 2 1 | | | | 7 |
| a | | (4 -2) * (4 -2)^(-1) * (-2 -2 -1 -1) | | (0 -1 0 7)^T |
| b | = | | * | |
(4 -2)^(-1) = (1/8) * | -2 2 1 1 |
| 1 -2 1 -2 |
| 3 -2 -1 -1 |
| 6 2 1 1 |
| a | | (1/8) * (-4 4 2 2) | | (0 -1 0 7)^T |
| b | = | | * | |
| a | | -1/2 |
| b | = | |
Logo, a função que melhor ajusta os pontos pelo método dos mínimos quadrados para um
polinômio de grau 2 é:
y = (-1/2)x - 1/2.
Q7:
R:
7.6:
X = [-2, -1, 0, 1, 2] h1 = [1, 1, 1, 1, 1]
Y = [0, 0, -1, 0, 7] h2 = [-2, -1, 0, 1, 2]
[
5 0
0 10
]*[
𝑐1
𝑐2
]=[
6
14
]
Resolvendo o sistema acima, temos como resultado:
c1 =
6
5
, c2 =
7
5
Logo, y =
7
5
x +
6
5
7.7:
X = [-3, -1, 1, 2, 3] h1 = [1, 1, 1, 1, 1]
Y = [-1, 0, 1, 1, -1] h2 = [-3, -1, 1, 2, 3]
h3 = [9, 1, 1, 4, 9]
[
5 2 24
2 24 8
24 8 180
]*[
𝑐1
𝑐2
𝑐3
]=[
0
3
−13
]
Resolvendo o sistema acima, temos como resultado:
c1 =
121
134
, c2 =
31
268
, c3 =
53
268
Logo, y = −
53
268
x² +
31
268
x +
121
134
7.20:
g1(-2) = 4ª -2b = 1 e g2(-2) = c + d = -2
g1(1) = a + b = 1 e g2(1) = 4c + d = 9
Com isso temos para g1:
a=1 e b= 3/2
E para g2:
c=4 e d= -7
Com isso:
4a – 2b = 7 a= -1/2
a – b = 4 b= -9/2
Ficando:
g1(x) = x² + 3/2*x e g2(x) = 4x² - 7
O g1(x) se ajusta melhor pois sua função é positiva
7.2:
A)
[4.91581166, 5.31172705, 5.77734268, 6.01907971, 6.20273793]
[0.32812052, 4.66097825]
a= 105.73947127801338 b = 0.32812051872368425
Equação da regressão exponencial: y = 105.74 * e^(0.33x).
B)
Para x = 2008, a previsão de y é 709.16
Para x = 2010, a previsão de y é 757.26
Q8:
R:
A)
a)
b)
X² x Y Y² xy
274021 1567 46764 646 113103
Y = 0,52757x – 20,078
Convertendo para metros:
Y = 52,76x – 20,078
c)
Y = 52,76*(1,75) – 20,078
Y = 72,24Um funcionário com 80kg tem aproximadamente 1,89m
d)
Y = 52,76*(x) – 20,078
=
X = y+ (20,078 / 0,52757), X sendo altura e Y sendo peso.
e)
1,75 = y+ (20,078/0,52757)
Y = 72,24
f)
B)
a)
A questão nos fornece a função linearizada 1/y
Dada essa função obtemos uma nova tabela de dados:
-8 -6 -4 -2 0 2 4
0,033 0,1 0,111 0,1667 0,2 0,25 0,25
Fazendo o gráfico:
h1 = [1, 1, 1, 1, 1, 1, 1]
h2 = [-8, -6, -4, -2, 0, 2, 4]
Y = [0.033, 0.1, 0.111, 0.1667, 0.2, 0.25, 0.25]
Logo, a aproximação é viável, dada pela função:
Y ~= 1 / (0,1958 + 0,0185x)
b)
Agora para a função y = a*(b^x)
-8 -6 -4 -2 0 2 4
3,4012 2,303 2,197 1,791 1,609 1,386 1,386
h1 = [1, 1, 1, 1, 1, 1, 1]
h2 = [-8, -6, -4, -2, 0, 2, 4]
Y = [3.4012, 2.303, 2.197, 1.791, 1.609, 1.386, 1.386]
Logo, a aproximação é dada pela função:
Y ~= 5,5199 * (0,8597)^x
c)
A primeira função é mais linearizada, logo, garante uma melhor aproximação.
Q9:
R:
a)
Ao observar os dados fornecidos, percebemos que o número de bactérias está aumentando
rapidamente ao longo do tempo. À medida que as horas aumentam, o número de bactérias
também aumenta significativamente. Isso indica um crescimento acelerado e sugere que o
modelo mais apropriado para descrever esse comportamento é uma função exponencial.
b)
h1 = [1, 1, 1, 1, 1, 1, 1]
h2 = [0, 1, 2, 3, 4, 5, 6]
Y = [3.466, 3.850, 4.174, 4.522, 4.883, 5.247, 5.617]
Logo, a aproximação é dada pela função:
Y ~= 1,9438 * (1,60)^x
Q10:
R:
Integrando as funções da base {1, x, x^2} multiplicadas por f(x) = sen(𝜋) * x no intervalo [0, 1]:
∫(1 * sen(𝜋) * x) dx = (-1/𝜋) * (x * cos(𝜋)) |_0^1 = (-1/𝜋) * (1 * cos(𝜋) - 0 * cos(0)) = (-1/𝜋) * cos(𝜋) =
(-1/𝜋) * (-1) = 1/𝜋
∫(x * sen(𝜋) * x) dx = (-1/𝜋) * (x^2 * cos(𝜋)) / 2 |_0^1 = (-1/𝜋) * ((1^2 * cos(𝜋)) / 2 - (0^2 * cos(0)) / 2)
= (-1/𝜋) * (1 * cos(𝜋) / 2) = -1/(2𝜋) * cos(𝜋)
∫(x^2 * sen(𝜋) * x) dx = (-1/𝜋) * (x^3 * cos(𝜋)) / 3 |_0^1 = (-1/𝜋) * ((1^3 * cos(𝜋)) / 3 - (0^3 * cos(0)) /
3) = (-1/𝜋) * (1 * cos(𝜋) / 3) = -1/(3𝜋) * cos(𝜋)
Utilizando a função aproximada �̂�(x) = 𝑎0 + 𝑎1𝑥 + 𝑎2𝑥^2 e as integrais calculadas, podemos montar
o sistema de equações:
1/𝜋 = 𝑎0 + 𝑎1(1) + 𝑎2(1^2) --> 1/𝜋 = 𝑎0 + 𝑎1 + 𝑎2 (Equação 1)
-1/(2𝜋) * cos(𝜋) = 𝑎0 + 𝑎1(1/2) + 𝑎2(1/2)^2 --> -1/(2𝜋) * cos(𝜋) = 𝑎0 + (1/2)𝑎1 + (1/4)𝑎2 (Equação 2)
-1/(3𝜋) * cos(𝜋) = 𝑎0 + 𝑎1(1/3) + 𝑎2(1/3)^2 --> -1/(3𝜋) * cos(𝜋) = 𝑎0 + (1/3)𝑎1 + (1/9)𝑎2 (Equação 3)
Portanto, a aproximação de mínimos quadrados da função f(x) = sen(𝜋) * x no intervalo [0, 1] por um
polinômio da forma 𝑎0 + 𝑎1𝑥 + 𝑎2𝑥^2 é:
�̂�(x) = (-36/𝜋) + (15/𝜋 * cos(𝜋)) + (18/𝜋)𝑥 + (2/𝜋 * cos(𝜋))𝑥^2 + (-18/𝜋)𝑥^2 + (8/𝜋 * cos(𝜋))𝑥^2