Prévia do material em texto
UNIASSELVI CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO EM ALIMENTAÇÃO COLETIVA AMANDA ROCHA SILVA TAIÓ–MAIO/2024 UNIASSELVI CURSODE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO AMANDA ROCHA SILVA HOSPITAL E MATERNIDADE DONA LISETTE 08:00h ás 14:00h JANAINA PIERUCCINI PULGATTI Tutor da disciplina Relatório Final de Estágio Curricular Supervisionado,apresentado a Uniasselvi- SC,como requisito para obtenção do diploma. TAIÓ–MAIO/2024 Dados do estágiário Aluno: Amanda Rocha Silva Data de nascimento: 20/08/1996 Conclusão do curso: Dezembro de 2024 Endereço: Herta Woelfer, nº 64, Bairro Seminário, Taió-SC Fone: (47) 9.9738-3957 Curso: Nutrição Endereço: Coronel Feddersen Bairro: Centro Cidade: Taió Cep:89190-000 Fone: (47) 3562-2000 Dados do estágio Razão social: Associação da Redeh de Beneficiência Cristã Endereço: 4 de outubro Bairro: Seminário Cidade: Taió-SC Data de fundação: 06/12/1967 Natureza: Hospital público municipal Área de atuação da empresa: Saúde hospitalar e pronto socorro Número de empregados: 73 Períodode estágio: 11/03/24 á 11/07/2024 Representante legal da empresa:Dirce Karina Mewes Bauchspiess ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 5 2. OBJETIVOS ...........................................................................................................7 2.1 OBJETIVO GERAL ..............................................................................................7 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...............................................................................7 3. DESENVOLVIMENTO ...........................................................................................8 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA UAN ...................................................................... 9 3.2 CHECK LIST ................................................................................................. 11 3.3 DOCUMENTAÇÃO ....................................................................................... 15 3.4 ESTRUTURA FÍSICA .................................................................................. 18 3.5 RECURSOS HUMANOS .............................................................................. 20 3.6 CONTROLES................................................................................................ 24 3.7 CARDÁPIO ................................................................................................... 25 3.8 EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL ............................................... 30 3.9 OUTRAS ATIVIDADES ................................................................................ 30 4 CONCLUSÃO ................................................................................................. 30 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 31 APÊNDICES ..................................................................................................... 34 ANEXOS ........................................................................................................... 35 1 INTRODUÇÃO A alimentação saudável e sustentável deve ser relacionada à produção de alimentos que protejam a biodiversidade e promovam o consumo variado, resgatando alimentos, preparações e hábitos culturais tradicionais (MARTINELL e CAVALLI, 2019). A UAN é uma unidade de alimentação e nutrição que realiza atividades relacionadas a alimentação e nutrição que segundo as regras de vigilância sanitária deve garantir uma alimentação adequada e segura (PRISCILA NEGRÃO, HONAISER, ADRIANA BOLOGNINI, MARCELA CAROLINA MOURA) Na UAN, o exercício é relacionado através do profissional nutricionista e as atribuições são: o planejamento, organização, monitoramento, avaliação nutricional e assistência nutricional para a comunidade (GREGO e SANTOS,2022). Existem legislações que regem a UAN, entre elas podemos citar a RDC 216 de 2024 que o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. O nutricionista é responsável por lidar com todas as exigências inerentes ao seu cargo, avaliando que a maior parte das unidades possui apenas um profissional. Por isso, é imprescindível que apresente muita organização, exigindo um tempo inicial proposto ao planejamento e competência para delegar e gerir pessoas. Essa coordenação é essencial para resguardar o trabalho desnecessário ou perdido para reparar falhas. (GRIEGO e SANTOS, 2022) Não há dúvida que alimentação de qualidade é fundamental para garantir uma boa qualidade de vida. Somos o que comemos e como comemos ( MONTEIRO e COSTA, 2004). A formação de hábitos alimentares saudáveis é um processo que se inicia desde o nascimento, com as práticas alimentares introduzidas nos primeiros anos de vida pelos pais, primeiros responsáveis pela formação dos mesmos. (AMARAL, 2008, p. 01). Pode-se salientar que devido às demandas de trabalho muitas pessoas passaram a se alimentar fora de casa. A mulher ganhou seu espaço na sociedade, conquistando o direito de trabalhar além de cuidar dos seus principais afazeres que na maioria das vezes era cuidar do lar, cozinhar e cuidar dos filhos. Por outro lado, passaram a não ter mais tanto tempo assim para realizar todas essas tarefas. Dessa forma, passaram a se alimentar muito em restaurantes e lanchonetes, tanto ela, quanto as pessoas que compõem o quadro familiar. Desta forma a população passou a não se alimentar bem, alimentando-se com itens de baixa qualidade e pobres nutricionalmente, ricos em sódio, açúcar, gordura saturada. Entretanto, é importante ressaltar que o aumento do consumo de relações prontas da alimentação fora do domicílio e a opção pelo fast-food causam riscos a saúde da população, acometendo também as crianças principalmente porque muitas doenças como por exemplo obesidade, diabetes, pressão arterial, problemas cardíacos, câncer, entre outras são causadas em parte, por uma alimentação inadequada. (SCHLINDWEIN, KASSCUF, 2007). Pensando na qualidade de vida da população, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi instituído pela Lei 6.321, de 14/4/1976 com o objetivo de melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, prioritariamente os de baixa renda, visando repercutir de forma positiva na qualidade de vida, redução de acidentes de trabalho, aumento de produtividade, assim como a prevenção de doenças profissionais (Revista de Saúde Pública, v, 39, n 2, 2005.) No PAT os custos são divididos entre a empresa, o governo e o trabalhador: A empresa que adere ao programa é incentivada por meio de renúncia fiscal e deve fornecer aos seus trabalhadores (principalmente os de baixa renda, ou seja, aqueles que recebem até cinco salários mínimos) refeições ou cupons/cartões que lhes permitam adquirir refeições em restaurantes ou alimentos em mercados credenciados ou ainda cestas de alimentos, sempre baseadas em recomendações nutricionais mínimas estipuladas pelo programa (ARAÚJO, 2010). Ao longo do tempo os objetivos foram o combate a fome para ampliação do acesso a uma alimentação mais uma saudável e nutritiva. Para que os trabalhadores pudessem ter uma maior qualidade de vida e melhor desempenho em suas funções. O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é um programa do ministério do Trabalho e Emprego que tem como objetivo principal melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, facilitando às empresas a redução de despesas com a alimentação de seus funcionários. Procura-se obter, por meio de alimentação saudável, repercussões positivasna qualidade de vida, redução de acidentes de trabalho e aumento de produtividade. O PAT tem inquestionável relevância social e, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, atualmente nove milhões de trabalhadores são diretamente beneficiados pelo programa, sendo que sua aceitação é grande por parte dos trabalhadores e empresários, valores sociais diretamente envolvidos com o programa (SARNO Flávio, BANDONI, Daniel Henrique; JAIME, Patricia Constante,v 11,p 453-462,2006.) A atuação do nutricionista com os diversos setores da UAN e em equipe interprofissional deve compartilhar o senso de pertencimento à equipe para que possam trabalhar de maneira integrada e interdependente para atender às necessidades do local. O uso de metodologias que visem auxiliar na organização do processo de trabalho pode favorecer a CONVIDADO Revisar citação. Está incorreta. integração entre profissionais e o fortalecimento da equipe na execução de atividades da UAN, entretanto ainda são escassas neste segmento (MARQUES RJR,2020). Entretanto, algumas vezes os nutricionistas não estão satisfeitos e motivados para exercer sua profissão na área de alimentação coletiva, pois o acúmulo de atividades rotineiras, o predomínio de atividades administrativas, existência de conflitos de interesse entre a empresa e o nutricionista, jornadas de trabalho excessivas, baixa remuneração e vantagens faz com que a atividade laboral possa ser feita da maneira mais rápida e fácil sem a integração com outros profissionais (DA COSTA RL,2019). Por outro lado, também existem conflitos profissionais entre a equipe de trabalho e seus superiores, dificultando o relacionamento interpessoal, a ausência de diálogo, cooperação entre as pessoas, e a baixa integração entre funcionários novos e antigos dificulta a atuação do nutricionista frente a sua equipe (STICCA MG, 2019). A realidade diária em uma UAN é exaustiva e o trabalho em si é visto como importante para a sobrevivência, fortalecimento da identidade pessoal e construção de vínculos afetivos, especialmente pelos manipuladores de alimentos (BERTIN CHFP,2009). 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da Graduação no campo de prática de Alimentação Coletiva em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN). 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Descrever a unidade de alimentação coletiva; Avaliar todas as etapas de produção dos alimentos, desde a aquisição da matéria-prima à distribuição e reaproveitamento das sobras; Diagnosticar conformidades e não conformidades em unidades de alimentação coletiva; Prescrever recomendações técnicas nutricionais para corrigir não conformidades encontradas em UAN; Planejar ações corretivas de não conformidades encontradas a curto, médio e alongo prazo em unidades de alimentação coletiva; Elaborar plano de ação para UAN em estudo com base nas recomendações apresentadas; Implementar ações e controlar a qualidade dos produtos em UAN; Avaliar resultados e propor ações corretivas; Realizar um detalhado acompanhamento das atividades de rotina de produção de alimentos que engloba aspectos físicos, dimensionamento de utensílios, equipamentos, mão de obra e área física, planejamento de cardápios e todas as etapas que passam os gêneros alimentícios até chegarem ao consumidor, ou seja, a recepção da matéria prima, armazenamento, controle de estoque, pré-preparo, cocção, distribuição, controle de sobras, resto ingestão e Análise dos Pontos Críticos de Controle (APPCC). Realizar atividades de Educação Nutricional com os usuários do restaurante e treinamento de controle higiênico sanitário com os manipuladores de alimentos. Construir um relatório de ação. DESENVOLVIMENTO 3.1CARACTERIZAÇÃO DA UAN Hospital e Maternidade Dona Lisette, localizado na rua 4 de Outubro, nº115, Bairro Seminário, Taió – SC. FOTO 01- HOSPITAL E MATERNIDADE DONA LISETTE FONTE: Acervo pessoal, 2024 O hospital antes era de gestão exclusiva da prefeitura Municipal de Taió que atualmente contratou uma empresa tercerizada, a REDEH, para administrar o local através da parceria público privada. A UAN passa também ser de responsabilidade da empresa que faz a gestão do hospital. O contrato de serviço do local é a concessão, onde a empresa contratante que no caso a Prefeitura Municipal de Taió fornece a área física , energia elétrica e a água, enquanto que a tercerizada que é a REDEH entra com a mão de obra, os insumos, alimentos e etc. Como pontos positivos é possível citar a menor preocupação onde o contratante vai se preocupar apenas com a sua atividade laborativa, a garantia do funcionário com especialidade e conhecimento técnico, o custo final menor por conta dos recursos humanos e materiais. E como pontos negativos podemos citar a exigência de um contrato a ser seguido e a demora para se tomar decisões, uma vez que os funcionários não possuem autonomia e sim aguardar um retorno da empresa mencionada. Nesta UAN identificou-se que o tipo de distribuição para os pacientes e funcionários é considerado centralizado pois a refeição é preparada e identificada na própria cozinha e distribuida aos pacientes e seus acompanhantes nos leitos, E para os funcionários a refeição fica a vontade no buffet. Como alguns pontos negativo é ter riscos de contaminação visto que a refeição fica exposta por 4 horas e um ponto positivo que não é preciso usar descartáveis no fornecimento de refeições aos funcionários. A quantidade de refeições pode variar de acordo com a quantidade de pacientes internados e seus acompanhantes, então o controle passa a ser realizado de forma diária. Os acompanhantes também tem livre acesso para se alimentar fora do estabelecimento contanto que não leve aos quartos alimentos trazidos de outros locais. Os acompanhantes têm direito a 4 refeições sendo: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. QUADRO 1- REFEIÇÕES DOS PACIENTES Horário Refeição 08:00h Café da manhã 11:30h Almoço 15:00h Café da tarde 17:30h Jantar Fonte: Elaborado pela autora, (2024) O café da manhã, o almoço e o jantar são servidos nas marmitas térmicas com suas respectivas dietas, depois são entregues as copeiras para organização da conferência e distribuição. Os funcionários da unidade têm direito a 4 refeições sendo: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, porém só é anotado a quantidade de refeições do almoço e jantar. QUADRO 2- QUANTIDADE DE REFEIÇÕES DOS FUNCIONÁRIOS Refeição Quantidade Almoço 40 Jantar 20 Fonte: Elaborado pela autora, (2024) Não foi possível acesso a informações sobre a ISO. O alvará sanitário, o certificado de limpeza da caixa d’água e o certificado da dedetização ficam expostos na parede de entrada do hospital, já os certificados de manutenção de equipamentos não foi permitido acesso. O local não possui caixa de gordura. A empresa utiliza o TASY, um software de gestão que integra todos os setores, desde os atendimentos dos pacientes nos consultórios até a administração, RH, recepção, nutrição e etc. Como ação de sustentabilidade ambiental temos a separação do óleo já utilizado que uma empresa recolhe e de imediato já realiza a troca deixando detergente de louças e para ser utilizado na cozinha. 3.2 CHECK LIST Para que se possa garantir a qualidade e a segurança dos alimentos servidos neste estabelecimento, são necessários procedimentos que garantam as Boas Práticas de Fabricação (BPF) é um dos instrumentos mais utilizados para fiscalizar estes procedimentos é o Check List (CECON, Tayana de Souza Fernandes; COMARELLA, Larissa, 2015.) Foi aplicado o check list e sinalizado conforme a figura abaixo: FIGURA 1 - CHECK LIST Roteiro de inspeção de Boas Práticas de Manipulação e ComercializaçãoInformal Alimentícia FONTE: Carneiro, Angelica & Cardoso, Leandro & Souza, Leonardo & Santos, Luana & Filho, Gilberto. (2007 FOTO 02- CHECKLIST MENSAL FONTE: Acervo Pessoal, (2024) No check list de controle higiênico pode-se notar que em sua maioria as atividades estão de acordo como devem ser realizadas, exceto higienização das tampas das cubas do buffet do refeitório, da pia e do microondas não estão sendo cumpridas como preconiza as normas e continuam pendentes até o momento . Através do ciclo PDCA é possível utilizar protocolos e diretrizes afim de pôr em evidencia as boas práticas de manutenção, controle, registros e medições do ambiente em questão justamente para que seja possível ter uma maior quantidade e eficacia no setor, lembrando que esta ferramenta se aplica e só será possível uma vez que todos venham participar, sem o esforço de todos os envolvidos dificilmente será possível uma qualidade na prestação de serviço. O profissional nutricionista que trabalha está a frente da gestão deve ser capacitado para ensinar e direcionar os demais profissionais para que venham se angajar nesta tarefa tão importante que se refere aos cuidados visando assim garantir uma assistência e prestação de serviços de qualidade a todos os funcionários, pacientes e acompanhantes que demandam este serviço dentro da unidade hospitalar. Através do ciclo PDCA, seu direcionamento e gestão flui de forma mais ampla e essa estratégia visa garantir correções e melhoria na prestação de serviço como todo dentro da gestão hospitalar. O setor de nutrição disponibiliza um check list de atividades a serem feitas mensalmente na cozinha e ao realizar a atividade o funcionário que ficou responsável deve assinar no local diariamente. FIGURA 2 – CICLO DE PDCA Fonte: activiosoftware CICLO DE PDCA DA UNIDADE MENSAL P: Planejamento – localizar o problema e estabelecer planos de ação Mapa de produção Requisição diárias Colaboradores esfera administrativa: férias, folgas e plantões Equipamento e suas manutenções preventivas e seus custos Planejamento de cardápios Eventos na unidade D: Executar – colocar o plano em prática Produção – cadendamento Colaboradores em suas atividades no setor (incluir o setor admnistrativo também) Atendimento e controle de estoque Eventos comemorativos C: checkin – verificar atingimento de metas e acompanhar os indicadores Controle de desperdício Custo alimentar Horas extras, plantão e fatas Insumos (primeiro a entrar- primeiro a sair- (PVPS) Controle de temperatura Reuniões Action: Agir Ação corretiva Padronizar treinamentos Ajustar fluxos de atividade Manutenção dos equipamentos Ajustar cardápio conforme ( primeiro a entrar- primeiro a sair) de acordo ao itens do estoque (PVPS) Solicitar ficha técnica e seus efetivos Orçamento de estoque PCDA ESTOQUE- SEMANAL D: Inventário do Estoque – contagem dos itens Decapagem – higienização pesada C: Insumo vencidos , tendo vencido descarta e lança no sitema que não haja diferença no final do mês Identificar controle da diferença de estoque Higienização de coifa, fogão, salão, cozinha, piso, freezer, geladeira A: Ajuste de estoque, contagem dos itens 3.3 DOCUMENTAÇÃO O manual de boas práticas existe e é revisado/atualizado de forma anual pela nutricionista do local. O local não possui o APPCC que é uma analise de perigos e pontos criticos e controle cujo objetivo é a garantia da segurança na produção de alimentos. FOTO 03- PRINCÍPIOS DO APPCC FONTE: WEB MAIS SISTEMAS Na cozinha existem POPS localizados em pontos estrátegicos como por exemplo: o da higienização das mãos que estão localizados acima das pias, assim também como o da higienização dos utensílios e dos equipamentos de cozinha. FOTO 04 – POP HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS FONTE: Acervo pessoal (2024) FOTO 05 – HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS FONTE: Acervo pessoal (2024) FIGURA 3 – FLUXOGRAMA DA SALADAS 4 5 6 7 8 9 10 11 12 FONTE: Acervo pessoal (2024) RECEBIMENTO DAS HORTALÍÇAS NO SETOR DE CARGA RECEBIMENTO NUTRICIONISTA ENVIA AO ESTOQUE OS ITENS QUE SERÃO USADOS NAS PREPARAÇÕES DO DIA OS ITENS SÃO LEVADOS ATÉ A COZINHA E RECEBIDOS PELA COPEIRA A COPEIRA RECEBE OS ITENS E FAZ A HIGIENIZAÇÃO RETIRADA DAS FOLHAS E CASCAS CORTA AS FOLHAS LEVA ATÉ A COZINHEIRA PARA SEPARAÇÃO PREPARAÇÃO DA REFEIÇÃO PARA OS PACIENTES E ACOMPANHANTES DISTRIBUIÇÃO FOTO 06 – SALADA PARA O ALMOÇO DOS PACIENTES FONTE: Acervo pessoal (2024) 3.4 ESTRUTURA FÍSICA As áreas de recebimento, estoque e distribuição são separadas. A cozinha possui revestimento liso nas paredes e piso lavável de cor clara. Os banheiros de funcionários ficam no corredor que segue da área de saída dos funcionários, onde também fica localizado o vestiário, sendo 2, um masculino e outro feminino, um dos banheiros é usado como vestiário e não tem acesso a área de preparação de alimentos. As instalações sanitárias possuem lavatório e estão sempre suplidas de sabonete líquido, papel toalha e papel higiênico. A cozinha possui coifa que garante a circulação do ar. A cerâmica é branca, lavável com 2m de altura, também possui fogão industrial, estoque de panelas, geladeira,e possui 2 cubas e 3 bancadas. As portas da cozinha não são automáticas, são portas holandesas. As instalações são abastecidas com água corrente e possuem rede de esgoto. Existem ralos sifonados na parte de dentro da cozinha que escorrem a água quando o chão é higienizado. O local não possui caixa de gordura. O esgoto fica fora da área de preparação dos alimentos. Não existe presença de animais no local e nem materiais em desuso. A iluminação da área de preparo é artificial, porém não prejudica a observação de caracteristicas sensoriais dos alimentos. As luzes não tem proteção contra explosões e nem quedas acidentais. O refeitório fica em frente á cozinha e o estoque dos itens fica na parte interna trás da cozinha, ainda na parte interna da cozinha temos acesso á um local com geladeiras e freezer para guardar os hortifrutis e refrigerados como por exemplo: as carnes. Os materiais dos fogões, fornos, buffet e coifa são confeccionados em aço inox guardados na lavanderia da cozinha. A sala da nutricionista fica na parte interna em frente á área de produção dos alimentos. O estoque de descartáveis fica nas bancadas da área de produção facilitando a conferência e o acesso da copeira. O estoque possui um sistema integrado com os setores de nutrição e administração/compras. No estoque quem fica responsável por organizar os itens alimentícios por ordem de validade é a auxiliar de cozinha, mas durante a falta de funcionários a copeira e a cozinheira fazem esse trabalho. As funcionárias da copa informam a nutricionista os itens que vão precisar para a alimentação do dia a dia de acordo com o cardápio, e no caso dos funcionários elas já tem um padrão de quantidade de cada alimento a serem utilizados, pois os plantões são fixos, e se houver necessidade de mais refeições por exemplo quando é realizado cirurgias no hospital é avisado de imediato a nutricionista para deixar as refeições prontas para os médicos. Já nos casos dos pacientes, todos as noites é atualizado pelas técnicas de enfermagem o mapa das dietas com a quantidade de pacientes e acompanhantes do dia, onde a nutricionista faz o cálculo das quantidades e quais dietas serão servidas durante as refeições. FIGURA 4- Layout da Unidade de Alimentação e Nutrição do Hospital e Maternidade Dona Lisette FONTE: Elaborado pela autora, (2024) Os alimentos são recebidos e colocados em seus devidosestoques, quando precisam ser usados são levados em direção a cozinha para higienização e pré-preparo. Algumas inadequações foram observadas na estrutura como: as luminárias não possuem proteção contra explosão ou queda e a falta de manutenção das torneiras e portas. QUADRO 03 – PLANO DE AÇÃO Ações Objetivos Estratégias Cronograma Envolvidos Avaliação 1.Adequações dos ambientes destinados ao preparo dos alimentos e refeitório. -Planejar, supervisionar e avaliar a adequação das instalações físicas, equipamento s, utensílios e os serviços da UAN. -Manter os ambientes limpos e higienizados de acordo com as normas da vigilância sanitária. -Ação contínua. -Nutricionista -Cozinheiras -Copeiras -Observar sistematicamente a estocagem e a higienização dos ambientes. 2.Adequações sobre a higienização do hortifruti. -Observar de qual maneira está sendo realizada a higienização e se os utensílios usados estão limpos. -Realizar a higienização de acordo com as exigências do POP da instituição. -Ação contínua. -Nutricionista -Cozinheiras -Copeiras -Observar sistematicamente como está sendo realizada a sanitização do hortifruti FONTE: Elaborado pela autora, (2024) 3.5 RECURSOS HUMANOS A equipe de nutrição é formada por 5 funcionárias, sendo: 2 cozinheiras, 2 copeiras e 1 nutricionista. A nutricionista trabalha 40h em horário administrativo, das 08h ás 17h. FIGURA 05 – ORGANOGRAMA DA UAN FONTE: Elaborado pela autora, (2024) Nutricionista responsável atua na parte clínica, faz visita aos ambulatórios, checa os prontuários, atualiza o mapa das dietas, confere os carrinhos nos horários das refeições antes de sairem da copa para os leitos. Cozinheiras preparam todos os alimentos. Copeiras fazem higienização das frutas, vegetais, cortam e ajudam as cozinheiras na preparação das marmitas e etiquetam as tampas das marmitas sempre que tenha alguma restrição na dieta. No dimensionamento de equipe para hospitais, o cálculo utilizado é Mezomo, que sugere para cada 8 leitos, 1 funcionário, mais 20% já considerando as ausências, ou então a UAN deve ter 8% de números de funcionários do hospital somado ao substituto de folgas e férias. Nota-se que são 5 pessoas por plantão. Foi realizado o cálculo para este hospital da seguinte maneira: 1 funcionário....................... 8 leitos X funcionários.......................48 leitos 1x48 /8 = 6 funcionários E para as férias, multiplicamos o número de dias por 30, e dividimos por 330 que é o número de dias que os funcionários trabalham por ano. Ficando da seguinte forma: 7/ 30= 210 SUPERINTENDENTE DIRETOR NUTRICIONISTA CHEFE COPEIRAS COZINHEIRAS 210/330= 0,63 E como o resultado não deu um número inteiro, podemos aproximar para 1 funcionário. Resultando em 8 o número ideal de funcionários já somando o substituto de folgas e férias. Não foram fornecidas pela administração informações a respeito da carteirinha de saúde dos manipuladores. O município não oferece o curso de boas práticas para os profissionais em geral. A nutricionista faz seu próprio curso de boas práticas dentro dos órgãos municipais em que trabalha. Já realizaram o treinamento com os colaboradores que já estão a algum tempo trabalhando no local. Cada colaborador novo que entra é orientado sobre as boas práticas. Foi realizado durante o estágio um treinamento a respeito de alguns pontos que foram observados como: falta de higienização correta no hortifruti, descongelmento incorreto, higienização das mãos e contaminação cruzada. Foi falado sobre quão importante são essas medidas para evitar danos a saúde dos comensais, principalmente por ser um hospital onde as pessoas já chegam com sua saúde/imunidade fragilizada. Receber um alimento fora das condições normais ou contaminado pode prejudicar ainda mais a saúde do paciente. Falamos também sobre higienizar as mãos sempre que pegar no celular que é um hábito que foi notado que estavam fazendo com frequência. Esses treinamentos foram repetidos para as equipes que trabalham em dias diferentes. No estoque foi possível ajudar na contagem e na organização de PVPS e sua importância para evitar que o alimento cheguem a validade antes do uso. Sobre a coleta de amostras é feito corretamente, as amostras são coletadas, identificadas com o nome do manipulador, data e horário e assim levada ao congelador, sua validade é de três dias. Foram realizados três treinamentos ministrados pela acadêmica com os temas: Descongelamento de Carnes e Aves; Contaminação Cruzada; Higienização de Hortifrutigranjeiros e um treinamento realizado pela nutricionista sobre o Descarte Incorreto de Sobras de Alimentos. FOTO 06 – TREINAMENTO SOBRE BOAS PRÁTICAS NA COZINHA FONTE: Elaborado pela autora, (2024) Sobre o programa de controle médico e de saúde ocupacional (PCMSO), com a chegada da empresa tercerizada que passou a administrar o funcionários, foi necessário realizar os exames admissionais para a contratação de todos os funcionários da unidade. Pelas informações obtidas, não existe um programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA). Não foram fornecidas informações sobre a comunicação de acidentes de trabalho (CAT). Os EPI´s suficientes para o trabalho são: toucas, luvas, máscara descartáveis e avental. A entrega dos materiais é feita pela nutricionista , ela faz a entrega dos materiais sempre que não tenha mais disponível na UAN, durante o estágio foi possível acompanhar a entrega dos materiais. As bancadas possuem 90 cm de altura e 58 cm de largura, sendo considerada uma altura boa para a ergonomia do trabalho.Geralmente para pegar as coisas mais pesadas é chamado o auxiliar de serviços gerais que faz esse trabalho. O piso não é escorregadio e a cozinha não tem umidade. 3.6 CONTROLES Durante o período de estágio foi observado a falta de manutenção periódica dos termômetros usados na aferição de temperatura presente em cada refrigerador e freezer da UAN. A temperatura ideal para os refrigeradores é de abaixo 5ºC e do freezer abaixo de - 18ºC, mas feito a verificação das anotações dos meses anteriores ao mês do estágio, foi notado que boa parte não era realizado a aferição das temperaturas e que algumas delas não era a adequada ao recomendado. No buffet é feito a aferição da temperatura da água com o termômetro culinário sempre ás 10:00h, ás 10:45h é feito uma nova aferição mas dessa vez é aferido a temperatura dos alimentos nas cubas do buffet que tem como referência a temperatura acima de 80ºC; nas anotações anteriores foi possível observar que a temperatura da água estava incorreta ao recomendado, oscilando entre 39º C e 78ºC. Após o término do preparo do almoço a cozinheira responsável realiza a coleta de amostra de alimentos, cada alimento é colocado em pacotes de plástico descartáveis individuais e reunidos em um saco plástico identificado com o nome do manipulador, data, hora e validade, sendo armazenado no congelador do refrigerador da cozinha, após 3 dias a amostra é descartada. Durante o estágio foi possível acompanhar o recebimento de mercadorias e observado que não é feito a aferição de temperatura dos alimentos congelados recebidos, só é feito a verificação das quantidades recebidas se estão conforme foi solicitado se nas embalagens existem alguma violação ou abertura e a data de validade das mercadorias. Na higienização da UAN é realizado escalas com o que deve ser feito e limpado no dia, essas escalas contam com o dia/mês e o nome da funcionária responsável pelo trabalho atribuído, após a execuçãodo trabalho a escala deve ter a assinatura do colaborador. Ao longo do estágio foi observado a falta de conhecimento com o produto para sanitizar os alimentos, o POP da UAN descreve detalhadamente o que precisa ser feito para quê não haja contaminação cruzada. Foi realizado treinamento com as funcionárias sobre a importância do cuidado ao manusear alimentos. Sempre que surge algum sintoma de DTA, o colaborador ou paciente realiza a coleta de amostra biológica e de imediato é comunicado a CCIH do hospital para possíveis exclarecimentos. Analisando o disperdício foi proposto para as cozinheiras que os alimentos nas cubas do buffet fosse acrescentado aos poucos conforme os funcionários fossem consumindo as refeições, assim na retirada das cubas teria pouco desperdício indo para o lixo. Para realizar o índice de resto-ingestão, foram pesadas as marmitas antes e após serem servidas. Depois que os pacientes realizaram a refeição, os restos comestíveis eram pesados novamente, os resultados da média geral foi de 125,7g, representando uma média de resto- ingestão de 24,58%, quando as refeições eram servidas em pratos de cerâmica houve um maior indíce de resto-ingesta pois o alimento fica frio rapidamente. Pôde-se perceber que entre os convênios SUS e particular existem diferença nas sobras de alimentos, nota-se que quando o convênio é SUS volta cerca de 15% de resto- ingestão para a cozinha, já quando o convênio é particular por conta da diversidade de alimentos oferecidos durante a internação o retorno das sobras é de 25%. Durante o estágio foi notado a falta de manutenção nos equipamentos e utensílios da UAN onde acaba afetando diretamente o bom funcionamento do local. 3.7 CARDÁPIO O cardápio é elaborado mensalmente e conta com dois dias seguidos que é ofertado a feijoada que acontece as quintas e sextas no final de cada mês. Sempre que falta alguma carne que está no cardápio é feito a substituição por outra proteína, no dia anterior é realizado a retirada da carne do freezer e descongelada no refrigerador para a próxima cozinheira realizar o preparo. O método de Análise Qualitativa das Preparações do Cardápio (AQPC), proposto por Veiros e Proença (2003), é o mais utilizado por nutricionistas que atuam em UAN e em trabalhos científicos que visam à avaliação de cardápios. Este método visa auxiliar o nutricionista na elaboração de um cardápio mais adequado tanto do ponto de vista nutricional quanto em alguns aspectos sensoriais. A avaliação por este método auxilia na percepção de equilíbrio do cardápio, podendo analisar variáveis como tipo e características dos alimentos, a composição das preparações, suas cores, as técnicas de preparo, as repetições no cardápio, as combinações, os tipos e os percentuais de ofertas (frutas, folhosos, tipos de carnes, alimentos flatulentos, entre outros), permitindo identificar quantitativamente e qualitativamente estes itens do cardápio, para que possa atrair da melhor maneira o comensal. CONVIDADO Plano de ação para as não conformidades? QUADRO 03 – ANÁLISE DOS CARDÁPIOS DA UAN ESTUDADA Meses Dias Frutas Doce Fritura s Doce + Fritura Carne Gordurosa Folhosos Cores Iguais Ricos em enxofre Dezembro 22 8 dias 14 dias 11 dias 4 dias 4 dias 19 dias 17 dias 13 dias Janeiro 20 7 dias 13 dias 12 dias 4 dias 3 dias 16 dias 12 dias 12 dias Fevereiro 24 8 dias 16 dias 15 dias 5 dias 2 dias 22 dias 18 dias 17 dias Março 19 6 dias 13 dias 6 dias 2 dias 4 dias 17 dias 11 dias 13 dias Abril 24 8 dias 16 dias 10 dias 2 dias 4 dias 16 dias 16 dias 16 dias Total (dias) 109 37 72 54 23 17 90 71 71 % de ocorrência 33,9% 66,1% 49,5% 21,1% 15,6% 82,6% 65,1% 65,1% FONTE: Elaborado pela autora (2024) Através da análise nutricional qualitativa das preparações alimentares, observa-se que, possivelmente, o cardápio apresenta elevado teor calórico, pois foram verificados índices de ocorrência de 49,5% de frituras, 66,1% de doces (mistura de açúcares simples e gordura) e 21,1% de doce associado com fritura. Percebeu-se que é ampla a utilização da fritadeira para o preparo de carnes e complementos, talvez pela deficiência no número de fornos para atender a demanda. Destaca-se que a análise, neste local, deve levar em conta o impacto diferente do método de fritura, quando aplicado às carnes e aos complementos, uma vez que a carne tem limitação de uma porção por pessoa, e os complementos são sempre oferecidos para livre consumo. QUADRO 4 – CARDÁPIO CARDÁPIO HMDL ABRIL/24 01/04 Segunda 02/04 Terça 03/04 Quarta 04/04 Quinta 05/04 Sexta 06/04 Sábado 07/04 Domingo Arroz; feijão preto; almôndegas ao molho; polenta; farofa; salada Arroz; feijão preto; frango com legumes; aipim; salada Arroz; feijão preto; bife acebolado; macarrão; grão de bico; farofa; salad Arroz; feijão preto; frango assado; purê de batata; salada Arroz; feijão preto; strogonof bovino; batata palha; farofa; salada Arroz; feijão preto; escondidinho de linguiça; batata doce; salada Arroz; feijão preto; pernil suíno; maionese; farofa; salada 08/04 Segunda 09/04 Terça 10/04 Quarta 11/04 Quinta 12/04 Sexta 13/04 Sábado 14/04 Domingo Arroz; feijão vermelho; filé de tilápia; purê de milho; salada Arroz; feijão vermelho; bisteca; macarrão; farofa; salada Arroz; feijão vermelho; bisteca; macarrão; farofa; salada Arroz; feijão vermelho; iscas de carne; aipim; farofa; salada Arroz; feijão vermelho; frango xadrez; polenta; salada Arroz; feijão vermelho; sobrecoxa assada; macarrão; farofa; salada Arroz; feijão vermelho; almôndegas ao molho; maionese de batata doce; farofa; salada 15/04 Segunda 16/04 Terça 17/04 Quarta 18/04 Quinta 19/04 Sexta 20/04 Sábado 21/04 Domingo Arroz; feijão carioca; carne de panela com aipim; farofa; salada Arroz; feijão carioca; escondidinho de linguiça; macarrão; salada Arroz; feijão carioca; escondidinho de linguiça; macarrão; salada Arroz; feijão carioca; strogonoff de frango; batata palha; salada Arroz; feijão carioca; sobrecoxa assada; aipim; farofa; salada Arroz; feijão carioca; bife acebolado; purê de batata; salada Arroz; feijão carioca; torta de frango; abobrinha refogada; maionese; farofa; salada 22/04 Segunda 23/04 Terça 24/04 Quarta 25/04 Quinta 26/04 Sexta 27/04 Sábado 28/04 Domingo Arroz; feijão preto; bisteca; torta de legumes; salada Arroz; feijão preto; filé de tilápia; purê de milho; farofa; salada Arroz; feijão preto; sobrecoxa assada; batata doce; salada Arroz; feijão preto; bife acebolado; macarrão; farofa; salada Arroz; feijão preto; carne de panela; polenta; salada Arroz; feijão preto; filé sassami; abobrinha refogada; farofa; salada Arroz; feijão preto; linguiça acebolada; maionese de batata doce; salada 29/04 Segunda 30/04 Terça Arroz; feijão vermelho; frango com legumes; aipim; farofa; salada Arroz; feijão vermelho; strogonoff de frango; batata palha; salada Obs: Aos funcionários que desejam substituir a proteína do dia favor comunicar a nutricionista com antecedência para que seja preparado o substituto (omelete); Todos os dias ficará no refeitório duas jarras de água saborizada para consumo; Cardápio sujeito a alteração conforme abastecimento e estoque pela nutricionistaresponsável. FONTE: Elaborado pela estagiária e nutricionista do local (2024) QUADRO 5 FICHA TÉCNICA DE PREPARO Empresa: Hospital e Maternidade Dona Lisette Classificação: Prato Principal Receita: Omelete Número de porção: 3 Re Rendimento da porção: 3 ItI Itens Ii Ingredientes Classificação Unidades 1 Ovos 3 5 2 Leite integral 1 ½ xícara de chá 3 Manteiga s/ sal 3 2colheres de sopa 4 Cebola média 1 ½ unidade 5 Sal 2 1 colher de café 6 Pimenta do reino ½ colher de café 7 Salsinha 1 1 colher de sobremesa Fator de Correção (FC) Peso Bruto (PB) Peso Líquido (PL) 1,25 1,51 1,20 1 62,5 62,5 1 30 30 1,14 70 70 FONTE: Elaborado pela estágiaria e nutricionista do local (2024) Durante o estágio foi possível observar que os ingredientes e as embalagens devem ser de alta qualidade para que as refeições sejam servidas com excelência. Os produtos devem ser adquiridos de estabelecimentos limpos, organizados e com alvará sanitário, também é essencial que os produtos fornecidos sejam regularizados nos órgãos competentes. O veículo usado pelo fornecedor nas entregas precisa estar em boas condições de higiene, bem conservado e não pode transportar outras cargas que possam comprometer a segurança dos alimentos. O local de recepção dessas mercadorias deve ser protegido e limpo. Deve ser evitado, ao máximo, que o entregador entre na empresa, porém, se isso for inevitável, deve-se observar as condições desse entregador. Ele também deve seguir as regras de Boas Práticas. No ato do recebimento, é avaliado as características das mercadorias e as condições da embalagem. Recusando alimentos com prazo de validade vencido ou que apresentem alterações na cor, odor, aparência e textura. Também devem ser rejeitados os produtos cujas embalagens encontrem-se amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito. A embalagem é uma importante proteção dos alimentos, portanto, produtos com embalagens defeituosas podem estar contaminadas. No caso de produtos refrigerados e congelados, avaliar a temperatura no ato do recebimento. Essa é uma forma de controlar a qualidade do produto que você está recebendo. No local não há reaproveitamento das sobras, tudo o que é recolhido dos pratos,marmitas e buffet é descartado em lixo orgânico. 1 3 3 1 0,5 0,5 1,25 8 8 Total: 337 294 Valor dos ingredientes R$ 4,09 Valor do custo da receita R$ 4,09 Modo de preparo: lave e pese todos os ingredientes; picar a cebola; Quebrar os ovos, bater com leite e reservar; Colocar a manteiga em uma frigideira e dourar a cebola; Temperar com sal e pimenta e adicionar aos ovos; Cozinhar até dourar de um lado; Dobrar em envelope; Pesar a preparação pronta; Porcionar/pesar; Decorar com salsinha e servir. CONVIDADO Faltou a descrição todas as etapas de produção, desde a aquisição da matéria-prima à distribuição e reaproveitamento das sobras. 3.8 EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL Foi desenvolvido durante o estágio palestras nutricionais sobre o consumo excessivo de açúcar, do sal e sobre o desperdício de alimentos. Aproveitando o café da manhã dos funcionários foi servido um bolo de banana zero açúcar, no almoço servido salada temperada com azeite de oliva e pouco sal e para encerrar as palestras nutricionais foi servido água saborizada com limão, laranja em rodela, hortelã e morango congelado para substituir o suco artificial consumido pelos funcionários durante as refeições, todas as receitas foram bem aproveitadas e teve boa aceitação dos funcionários, a água saborizada hoje faz parte do cardápio dos funcionários. 3.9 OUTRAS ATIVIDADES Durante o estágio estavam presentes mais três estágiarios de nutrição, a pedido da nutricionista do local eles elaboraram folders sobre a importância do aleitamento materno para as puéperas que ganharam seus bebês na maternidade. Foram realizadas em duplas a antropometria dos pacientes internados para ser realizado o cálculo de IMC, já aproveitando a atividade foi proposto uma conversa sobre alimentação com os pacientes afim de obter informações importantes sobre como eram realizadas as refeições dos pacientes em casa e o que era consumido por eles. 4 CONCLUSÃO No decorrer do estágio foi possível acompanhar a rotina da nutricionista do local, e das colaboradoras. Foi um tempo de muito aprendizado e experiências que servirão para a vida. Cada refeição que vai para os pacientes é uma sensação de dever cumprido por saber que ajudamos na recuperação do paciente, é algo gratificante. Também foi possível ajudar na organização da alimentação antes da distribuição que acontece da seguinte maneira: a nutricionista pega as informações nos prontuários dos pcientes, depois passa leito por leito conversando com os pacientes para saber alguma particularidade ou seletividade, alergia alimentar e etc. Em seguida ela volta com as CONVIDADO Quais foram as 3 atividades de educação alimentar e nutricional feita pelos comensais? atualizações e atualiza o mapa das dietas que contêm a númeração dos leitos e nome dos pacientes, se tem acompanhante, idade, quadro clínico e observações gerais. Atualizado o mapa são montadas as marmitas para as distribuições. Por estar ligado a parte clínica e a cada dúvida sobre a saúde dos pacientes, foi possível conhecer diversos profissionais de diversos setores. E também foi permitido conhecer o funcionamento do hospital como um todo, a estrutura e a maternidade. Pode se concluir que o trabalho em uma unidade de alimentação e nutrição (UAN) não é algo fácil e exige atenção, cuidado e muito entendimento administrativo da parte do nutricionista porque além de orientar e montar os cardápios de acordo com as necessidades de cada paciente, ele precisa ser um bom gestor para conseguir lidar com uma equipe e os desafios diários, organizar estoque e demais intercorrências que podem acontecer, como por eemplo: o paciente que está a dias internado relata que não quer determinado tipo de alimento ou preparação, então deve ser pensado em algo novo dentro das condições da unidade e mandar algo diferente para que o paciente consiga se alimentar, observar se durante a troca de acompanhante ou nos horários de visita não tenha algum alimento diferente para o paciente já que isso é proibido, a alimentação da unidade é a única coisa com que ele poderá se alimentar para ter uma boa recuperação. Outro ponto que podemos salientar é que algumas inconformidades são díficeis de resolver, principalmente comportamento de colaboradores, mas o profissional nutricionista deve saber lidar com a equipe e orientar de uma forma que o ambiente da unidade seja um ambiente leve e que não comprometa o andamento da mesma. Para um bom funcionamento da unidade no refeitório poderia ter um quadro ou mural com recados, tendo em vista que muitos colaboradores usam a campanhia para pedir se tem alguma fruta em estoque sendo que cada um deles já sabem que quando não é ofertado é porque realmente o alimento está em falta, sempre que a campanhia é acionada alguma funcionária sai de suas funções para atender, e o uso de um mural seria de grande importância evitando assim saídas importunas das funcionárias de suas atribuições. REFERÊNCIAS ARAÚJO,Maria da Purificação Nazaré; COSTA-SOUZA, Jamancy;TRAD, Leny Alves Bomfim. A alimentação do trabalhador no Brasil: um resgate da produção científica nacional. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v 17. p. 975-992. BERTIN CHFP, et al. O trabalho sob a ótica das manipuladoras de alimentos de uma unidade hospitalar. Revista de Nutrição, 2009; 22 (5), 643–652. Carneiro, Angélica & Cardoso, Leandro & Santos, Luana & Filho, Gilberto, (2017). Elaboração de roteiro para inspeção de boas práticasde manipulação e comercialização de alimentos no setor informal. Vigilância Sanitária em Debate. 4 10.22239/2317- 269x00866 CECON, Tayana de Souza Fernandes, COMARELLA, Larissa, Check list de avaliação higiênico-sanitárias para unidade de alimentação e nutrição. Revista Saúde e Desenvolvimento, v8,n 4,p. 136-158, 2015. DA COSTA RL, et al. Satisfaction of nutritionists who work in food service. Revista de Nutrição, 2019; 32, 1–14. DE MOURA, Priscila Negrão; HONAISER, Adriana; BOLOGNINI, Marcela Carolina Moura. Avaliação do Indice de Resto-ingesta em Unidade de Alimentação e nutrição (UAN) do Colégio Agrícola de Guarapuava-PR- Revista Salus;v,3 n,1, p 71-77, 2009. Gonçalves NEXM. O nutricionista que atua em serviços hospitalares de nutrição: competências profissionais e estratégias gerenciais [dissertação de mestrado]. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto; 2016. GRIECO,Paolla;Santos;Laudjane Batista.PAPEL DO NUTRICIONISTA EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO NUTRICIONAL .Revista Liberum accessum,v.14,n 2,p.108-115, 2022 MARQUES RJR. Análise do trabalho em Equipe Multiprofissional Para Ações de Alimentação e Nutrição Na Atenção Básica. Trabalho, Educação e Saúde, 2020; 18(1), 1–17 MARTINELLI,Suellen Secchi;CAVALLI,Suzi Barletto.Alimentação saúdavel e sustentável:uma resvisão narrativa sobre desafios e perspectivas. Ciencia & Saúde Coletiva; v,24;p 4251-4262, - 2019). MATIAS,S.Sistema APPCC: O que É e Qual a Sua Importância? Disponível em :< https://webmaissistemas.com.br/blog/appcc/> . Acesso em 29 abr. 2024) MONTEIRO, C. A. et al. NOVA. The star shines bright. World Nutrition, v.7, n.1- 3,2016: Visions of 2016-2030 and beyond. Disponível em: Acesso em: 15 abr. 2021. SARNO, Flávio; BANDONI, Daniel Henrique;JAIME,Patricia Constante Excesso de peso e hipertensão arterial dos trabalhadores de empresas beneficiadas pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Revista Brasileira de Epidemiologia, v11.p453-462,2208. SAVIO,Karin Eleonora Oliveira et al. Avaliação do almioço servido a participantes do programa de alimentaçõ do trabalhador. Revista de Saúde Pública ,v.39, n.2,p148- 155,2005. SCHLINDWEIN, M.M,Influencia do custo de oportunidade do tempo da mulher sobre o padrão de consumo alimentar das famílias brasileiras. 2006.119p.Tese (doutorado em Ciências)- Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2006. STICCA MG, et al. Condições de Trabalho e Saúde de trabalhadores em um restaurante universitário. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 2019; 19(3): 583–603. APÊNDICES FOTO 08 MURAL INFORMATIVO FONTE: Elaborado pela autora, (2024) FOTO 09 MURAL INFORMATIVO FONTE: Elaborado pela autora, (2024) ANEXOS FIGURA 06- ALVARÁ SANITÁRIO FONTE: Direção do hospital FOTO 10 – INFORMATIVO SOBRE OS RESÍDUOS FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 11 – REGRAS DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 12 – USO DE EPIs FONTE: Acervo pessoal,(2024) FOTO 13 – LIXEIRAS DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 14 – TABELA DE CONTROLE DAS TEMPERATURAS FONTE: Acervo pessoal ,(2024) FOTO 15 – ENTRADA DO REFEITÓRIO E COZINHA FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 16 – ÁREA DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal (2024) FOTO 17 – LAVATÓRIO DO REFEITÓRIO FOTO 18 – ÁREA DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 19 – ÁREA DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 20 – BUFFET FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 21 – ENTRADA DA COZINHA FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 22 – ÁREA DE COCÇÃO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 21 – SETOR DE HORTIFRUTI FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 22 – HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 23 – GELADEIRA DE DESCONGELAMENTO E FREEZER FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 24 – ÁREA DE RECEBIMENTO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 25 – ESTOQUE DA UAN FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 26 – ESTOQUE DA UAN FONTE: Acervo pessoal, (2024)