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GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ 
 
ELMANO de FREITAS da Costa 
GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ 
 
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL - SSPDS 
 
SAMUEL ELÂNIO de Oliveira Júnior - DPF 
SECRETÁRIO DA SSPDS 
 
ACADEMIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO CEARÁ – AESP|CE 
 
LEONARDO D`Almeida Couto BARRETO - DPC 
DIRETOR-GERAL DA AESP|CE 
 
KAMILLY Távora CAMPOS - DPC 
DIRETORA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO INTERNA DA AESP|CE 
 
EVANDRO Queiroz de Assunção – Cel PM 
COORDENADOR DE ENSINO E INSTRUÇÃO DA AESP|CE 
 
José ROBERTO de Moura Correia – TC PM 
COORDENADOR ACADÊMICO PEDAGÓGICO DA AESP|CE 
 
Francisca ADEIRLA Freitas da Silva – MAJ PM 
SECRETÁRIA ACADÊMICA DA AESP|CE 
 
MÔNICA Pontes Rodrigues 
ORIENTADORA DA CÉLULA DE ENSINO A DISTÂNCIA DA AESP|CE 
 
CURSO DE CONDUTORES DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA - CCVE/2023 
 
DISCIPLINA 
Direção Defensiva 
 
CONTEUDISTA 
Saulo Daniel Leite da Silva 
 
REVISÃO 
Bruno Henrique Carvalho Lopes 
 
FORMATAÇÃO 
Joelson Pimentel da Silva 
 
• 2023 • 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................. 1 
Objetivos ............................................................................................................................ 2 
Estrutura ............................................................................................................................ 2 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 3 
Aula 01: A importância da direção defensiva...................................................................... 4 
1.1 Conceito de Direção Defensiva ................................................................................... 4 
1.2 Dados do Trânsito ...................................................................................................... 5 
1.3 Sinistro de Trânsito .................................................................................................... 5 
1.4 Elementos Básicos da Direção Defensiva ................................................................... 7 
1.5 Erros que devem ser evitados no trânsito ................................................................ 10 
Aula 02: Como reduzir os riscos das condições adversas .................................................. 12 
2.1 Condições Adversas ................................................................................................. 12 
2.2 Definindo o Sinistro de Trânsito ............................................................................... 18 
2.3 Principais causas de sinistros de trânsito ................................................................. 18 
2.4 Visão Periférica ........................................................................................................ 19 
2.5 Ultrapassagens ......................................................................................................... 20 
2.6 Como Evitar Sinistros com Outros Veículos .............................................................. 20 
2.7 Principais Colisões .................................................................................................... 21 
2.8 Como evitar sinistros com pedestres e outros integrantes do trânsito (motociclista, 
ciclista) ........................................................................................................................... 25 
Aula 03: A Importância do Comportamento seguro na Condução dos Veículos de 
emergência ...................................................................................................................... 28 
3.1 O comportamento seguro no trânsito ...................................................................... 28 
3.2 Comportamento de Risco no Trânsito ...................................................................... 30 
3.3 Estado físico e mental do condutor, consequências da ingestão e consumo de bebida 
alcoólica e substâncias psicoativas ................................................................................. 32 
EXERCÍCIOS ...................................................................................................................... 35 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 39 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
APRESENTAÇÃO 
 
O Código de Trânsito Brasileiro, juntamente com suas legislações complementares, 
estabelecem diretrizes importantes para a condução e circulação de veículos de 
emergência, sendo necessária a correta observância às regras estabelecidas no que se 
refere às normas de circulação e conduta desses veículos, mesmo em situação de 
emergência, para a redução dos riscos de sinistros de trânsito. 
Com a ampliação de seus conhecimentos, você pode refletir e analisar as graves 
consequências às quais a condução do veículo de emergência, de forma agressiva e 
desmedida, pode levar, seja pelo cometimento de infrações de trânsito ou até mesmo 
pela responsabilização em sinistros ou por crimes de trânsito na esfera penal, 
principalmente quando se trata de agentes públicos de serviço. 
Bem sabemos que com o aumento da interatividade das pessoas por intermédio de 
aplicativos de troca de mensagens instantâneas e redes sociais, a difusão de informações, 
vídeos, fotos e etc., leva questão de segundos, e em poucos minutos qualquer pessoa 
pode estar sendo manchete no noticiário, você como um motorista profissional 
qualificado e especializado certamente não tem interesse em fazer parte da próxima 
notícia como sendo um motorista irresponsável ou despreparado. 
Neste módulo, veremos alguns dados estatísticos que apresentam um grande 
crescimento da frota de veículos. A partir do estudo desses, você será capaz de fazer uma 
análise mais consciente de seu papel neste contexto. A partir do conhecimento dos riscos 
das condições adversas, técnicas de condução segura, cuidados com ultrapassagens e 
análise da preferência relativa dos veículos de emergência sobre os demais veículos, 
dinâmica dos sinistros de trânsito, dentre outros pontos, você acrescentará a sua 
experiência ferramentas e ações importantes para evitar sinistros de trânsito, bem como 
ter uma convivência mais harmoniosa, focando o respeito e a preservação da vida! 
 
Vamos nessa! 
 
 
 
 
 
2 
Objetivos 
 
Ao final do estudo deste módulo, você deverá ser capaz de: 
 
 Analisar o atual cenário do trânsito brasileiro e sobre a atuação dos agentes 
de segurança pública neste contexto. 
 Reconhecer a importância da direção defensiva na condução de veículos de 
emergência, para evitar se envolver em sinistros. 
 Diferenciar procedimentos de comportamento seguro em relação às ações de 
comportamento de risco, na condução de veículos especializados. 
 Identificar as principais condições adversas para a condução veicular, tais 
como: sinais de alteração física e mental do condutor, sob o efeito de 
bebida alcoólica e de substâncias psicoativas. 
 Listar os procedimentos para uma ultrapassagem segura. 
 Compreender os principais fatores de sinistros de difícil identificação da causa. 
 
Estrutura 
 
Aula 01: A importância da direção defensiva. 
Aula 02: Como reduzir os riscos das condições adversas. 
Aula 03: O comportamento seguro na condução dos veículos de emergência. 
 
Dentro dessas Aulas Veremos: 
 Sinistro evitável ou não evitável; 
 Como ultrapassar e ser ultrapassado; 
 O sinistro de difícil identificação da causa; 
 Como evitar sinistros com outros veículos; 
 Como evitar sinistros com pedestres e outros integrantes do trânsito 
(motociclista, ciclista); 
 A importância de ver e ser visto; 
 A importância do comportamento seguro na condução de veículos 
especializados. 
 
3 
 Comportamento seguro e comportamento de risco – diferença que pode 
pouparvidas. 
 Estado físico e mental do condutor, consequências da ingestão e consumo de 
bebida alcoólica e substâncias psicoativas; 
 
Lista de Siglas e Abreviaturas: 
ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas 
Art.: Artigo 
CONTRAN: Conselho Nacional de Trânsito 
CTB: Código de Trânsito Brasileiro 
SENATRAN: Secretaria Nacional de Trânsito 
DETRAN: Departamento Estadual de Trânsito 
OMS: Organização Mundial de Saúde. 
ONG: Organização Não Governamental 
NBR: Normas Técnicas Brasileiras 
RENAVAM: Registro Nacional de Veículos Automotores. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A Direção Defensiva busca capacitar você a utilizar o veículo de emergência como 
um instrumento de cidadania e conscientização, valorizando o comportamento 
necessário para a segurança no trânsito. Neste módulo, você terá a oportunidade de 
refletir e reconhecer seu compromisso com a sociedade e usuários sobre seu verdadeiro 
papel quanto à segurança no trânsito, mesmo enfrentando várias condições adversas, 
aprenderá a ter um comportamento preventivo e de modo a evitar sinistros. 
 
 
 
 
 
 
 
4 
Aula 01: A importância da direção defensiva 
 
1.1 Conceito de Direção Defensiva 
 
Segundo a definição constante no manual de Direção Defensiva do Departamento 
Nacional de Trânsito, “é a forma de dirigir, que permite a você reconhecer 
antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, com 
seus acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via.” (DENATRAN, 
2005). Em outras palavras, a Direção Defensiva, também chamada de Condução 
Defensiva, é o conjunto de técnicas e procedimentos utilizados, pelo motorista, com o 
objetivo de prevenir ou minimizar os sinistros de trânsito e suas consequências. 
Para isso, você precisa aprender os conceitos de direção defensiva e usar esse 
conhecimento com eficiência. Dirigir sempre com atenção, para poder prever o que fazer 
com antecedência e tomar as decisões certas para evitar sinistros. 
 
A Direção Defensiva pode ser dividida em: 
 
PREVENTIVA: Deve ser a atitude permanente do motorista para evitar sinistros. 
CORRETIVA: É a atitude que o motorista deverá adotar ao se defrontar com a 
possibilidade de sinistro, corrigindo situações não previstas. 
 
A sociedade espera que os motoristas de veículos especializados (Ambulância, 
Viaturas de Polícia, Bombeiros e Órgãos de Trânsito), quando estejam exercendo sua 
atividade sejam sempre defensivos, por conta de sua capacitação, não admitindo 
qualquer conduta que represente perigo para os demais condutores/veículos e pedestres. 
Por isso, é fundamental a sua capacitação para o comportamento seguro no trânsito, 
atendendo à diretriz da “preservação da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política 
Nacional de Trânsito. Trânsito seguro é um direito de todos! 
 
 
 
 
5 
1.2 Dados do Trânsito 
 
O governo brasileiro fez uma opção pelo desenvolvimento através do modal 
rodoviário a partir da década de 1950. Hoje temos uma frota circulante de cerca de 116 
milhões de veículos, entre caminhões, ônibus, automóveis, motocicletas, dentre outros, 
segundo dados do Ministério dos transportes, SENATRAN - Secretaria Nacional de 
Trânsito, RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores. 
No decorrer do tempo a nossa estrutura viária não acompanhou o aumento da frota, 
gerando congestionamentos, sérios problemas para a circulação viária, principalmente 
nas áreas urbanas. A disputa por espaço, o desrespeito às regras de circulação e conduta, 
aliados ao estresse dos motoristas têm acarretado muitos conflitos e graves sinistros. 
 
 
Figura 1 - Transito congestionado. Fonte: opiniaoenoticia.com.br 
1.3 Sinistro de Trânsito 
 
Conforme a NBR/ABNT 10.697/20 e Lei 14.599/23, que alterou o CTB, Sinistro de 
Trânsito é todo evento que resulta em dano ao veículo ou à sua carga e/ou em lesões a 
pessoas ou animais e que pode trazer dano material ou prejuízo ao trânsito, à via ou ao 
meio ambiente, em que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias 
terrestres ou em áreas abertas ao público. 
Todo sinistro pode ser evitável, seja por você motorista, entidade ou órgãos que 
cuidam do trânsito, escolas, centro de formação, entre outros. SINISTRO EVITÁVEL é 
aquele em que você deixou de fazer tudo o que razoavelmente poderia ter feito para 
evitá-lo. Já o SINISTRO INEVITÁVEL é aquele em que, apesar do condutor fazer tudo para 
evitar o sinistro, ele ocorre. O importante não é saber quem é o culpado, mas sim o que 
poderia ter sido feito para evitar determinado sinistro. 
 
6 
Um estudo feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) indica que, 
de 1998 até o final de 2017, aproximadamente R$ 36 bilhões por ano foram gastos com 
sinistros de trânsito no Brasil, ou seja, R$ 720 bilhões acumulados durante esses 20 anos. 
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, morreram 662.219 pessoas de 1998 a 
2015 em decorrência dos sinistros de trânsito. 
As lesões causadas pelo trânsito constituem um problema de saúde pública. No 
Brasil, os sinistros de trânsito apresentam um alto custo social, cultural e intelectual. 
Profissionais no auge de sua capacidade produtiva e jovens promissores encontram-se 
entre os que mais morrem no trânsito. Além de um prejuízo emocional, cada sinistro traz 
também um prejuízo econômico difícil de quantificar. Cada sinistro tem custos com 
socorro, combustível, seguro, leito de hospital, medicamentos, afastamento de trabalho, 
indenizações, custo com Previdência e etc. O Brasil terminou o ano de 2017 com 35.375 
mortes, valor que custou aos cofres nacionais cerca de 62 bilhões de reais. Com a queda 
no número de mortos em sinistros de trânsito que se iniciou em 2015, a projeção para a 
próxima década é uma redução de custos percentual de 18%, chegando à casa de 50 
bilhões de reais gastos com mortes em sinistros de trânsito. Ainda assim, no total, a 
projeção do Observatório Nacional de Segurança Viária - ONSV - é que os gastos com 
sinistros de trânsito até 2027 resultem em um acumulado na casa de 640 bilhões de reais. 
 
Para refletir... 
 
Como profissional de segurança pública, reflita acerca do seu papel nesta ação e a 
contribuição que você pode dar em relação à segurança do trânsito em sua cidade e em 
seu local de trabalho. Dentre as vítimas do trânsito, atualmente, há um grande número 
de policiais, agentes penitenciários, bombeiros e guardas municipais, que estavam a 
serviço, na maioria das situações. 
 
 
Figura 2 - Sinistro Ambulância Bombeiros. Fonte: G1.com 
 
7 
1.4 Elementos Básicos da Direção Defensiva 
 
Para que um condutor possa praticar a direção defensiva, ele precisa de certos 
elementos básicos e conhecimentos, não só de legislação de trânsito, mas também de 
comportamentos que devem ser praticados no dia a dia, no uso do veículo de 
emergência. 
São elementos da direção defensiva: 
 
 Conhecimento; 
 Atenção; 
 Previsão; 
 Decisão; 
 Habilidade. 
 
Estude a seguir sobre cada um deles! 
 
CONHECIMENTO: É fundamental conhecer as leis e normas que regem o trânsito. 
Este conhecimento é repassado através do Código de Trânsito Brasileiro, suas legislações 
complementares e do aprendizado na prática. É necessário conhecer seus direitos e 
deveres em qualquer situação de trânsito, como condutor ou pedestre, para evitar tomar 
atitudes que possam causar sinistros ou danos aos usuários da via. 
 
 Conheça seu veículo. Leia o manual do proprietário 
 Aplique suas experiências vivenciadas em situações anteriores; 
 Tenha o domínio básico da legislação de trânsito; 
 Identifique os riscos causados por condições adversas (chuva, neblina etc.); 
 Conheça as características de segurança, dirigibilidade e utilização dos 
controles do veículo que está conduzindo; 
 Conheça os limites de sua habilidade (autoconhecimento). 
 
ATENÇÃO: Deve ser direcionada a todos os elementos da via etambém às condições 
físicas e mentais do condutor, aos cuidados e à manutenção do veículo, tempo de 
deslocamento e conhecimento prévio do percurso, sinalização da via, entre outros. 
 
8 
 
Figura 3 - Via Interditada. Fonte: www.flexeirasonline.com 
 
 Mantenha-se atento à sinalização; 
 Perceba seu posicionamento em relação aos demais veículos; 
 Observe as ações dos pedestres para protegê-lo; 
 Perceba as condições do pavimento (buracos, ondulações, objetos etc.). 
 
IMPORTANTE! Atenção difusa, ou seja, aquela em que é necessário utilizar todos os 
meios para ter uma visão completa do cenário, é a mais adequada para a condução 
veicular. Você deve estar sempre com a mente alerta, olhar à frente, à retaguarda, para 
todos os lados e até mesmo à frente do veículo que desloca na dianteira. Os condutores 
de veículos não devem dirigir com atenção fixa ou dispersiva. (Cartilha – DETRAN/RJ). 
 
PREVISÃO: É a antecipação de uma situação de risco e pode ser desenvolvida e 
treinada no uso do seu veículo. São exercidas numa ação próxima (curto prazo, EX: o 
condutor vendo que está na iminência de ultrapassar um ciclista, prevê um possível 
movimento lateral brusco, comum entre os ciclistas) ou distante (longo prazo, EX: revisão 
do veículo; abastecimento; verificação de equipamentos obrigatórios.), dependendo 
sempre do seu bom senso e conhecimento. Essa previsão pode ser mediata ou imediata. 
 
PREVISÃO MEDIATA (antes de iniciar os deslocamentos) 
 
EX.: Planeje os deslocamentos (itinerário principal e alternativo). 
 
PREVISÃO IMEDIATA (após iniciar os deslocamentos) 
 
EX.: Reduza a velocidade ao passar/ultrapassar um ciclista; 
 
 
9 
DECISÃO: Dependerá da situação que se apresenta e do seu conhecimento das 
possibilidades do veículo, das leis e normas relacionadas ao trânsito, do tempo e do 
espaço que você dispõe para tomar uma atitude correta. É ser ágil nas suas ações, mas 
não esquecendo o bom senso e sua experiência. 
Considere o tempo de reação para executar a manobra; 
Evite a hesitação (você tem frações de segundos para agir); 
Escolha a ação que esteja alinhada à sua habilidade ao volante e às características do 
veículo que está conduzindo (estabilidade, freios, peso e dimensões). 
 
HABILIDADE: Ser um condutor hábil significa que você seja capaz de manusear os 
controles de um veículo e executar com perícia e sucesso qualquer manobra necessária 
no trânsito. 
Além desses elementos é preciso conhecer e aplicar as três medidas básicas para a 
prevenção de sinistros: 
 
CONSIDERAR O RISCO 
CONHECER E APLICAR A DEFESA 
AGIR NO MOMENTO CERTO 
 
 Realize treinamentos de condução veicular; 
 Desenvolva os automatismos corretos; 
 Efetue as manobras necessárias, em situações de risco, para evitar sinistros; 
 Não exceda os limites do veículo, da via e os seus próprios, durante a 
execução das manobras. 
 
IMPORTANTE! Com os conhecimentos necessários, dedicando toda a atenção 
possível ao ato de dirigir, você poderá prever situações de risco. Estando devidamente 
treinado, terá habilidade para decidir e agir defensivamente, de modo a evitar sinistros, 
preservando a sua segurança e a dos demais participantes do trânsito. 
 
O Condutor Defensivo: É aquele que preserva a sua vida e a de todos que estão à 
sua volta através do emprego racional e sensato dos conhecimentos teóricos e de uma 
postura na condução do veículo procurando evitar sinistros. É importante lembrar que 
 
10 
pesquisas realizadas por entidades especializadas na área apontam que a maioria dos 
sinistros de trânsito tem como principal causa problemas com o condutor do veículo, 
seguidos de problemas mecânicos e problemas com a via, respectivamente. 
 
Dentre esses problemas com o condutor, temos: 
 
NEGLIGÊNCIA: Pressupõe um ato omissivo, ou seja, deixar de fazer algo do qual o 
condutor deveria realizar Ex.: Não realizar a manutenção preventiva no veículo e conduzi-
lo em mal estado de conservação. 
 
IMPRUDÊNCIA: Ocorre quando o condutor tem conhecimento das leis e regras de 
trânsito e mesmo assim deixa de respeitá-las. Ex.: trafegar com velocidade inadequada 
para a via, avançar sinal vermelho, entre outras. 
 
IMPERÍCIA: É a falta de habilidade ou inexperiência. Ocorre quando o condutor é 
imperito na prática da direção, ou seja: não possui conhecimentos técnicos ou habilidade 
para realizar as manobras necessárias ao ato de dirigir. Ex.: Não conseguir manter o 
veículo parado em um aclive. 
 
1.5 Erros que devem ser evitados no trânsito 
 
Veja alguns erros que você não deve cometer no trânsito, principalmente sendo um 
condutor de emergência: 
 
• Infrações de trânsito; 
• Abuso do veículo; 
• Atraso de horário. 
• Descortesia. 
 
Estude a seguir cada um deles. 
 
 
 
11 
INFRAÇÕES DE TRÂNSITO: Você, como condutor habilitado e que conduz veículo de 
emergência deve conhecer e obedecer à legislação de trânsito (cumprir e fazer cumprir). 
Contudo, há razões maiores para você respeitar as regras, pois: 
• Foram feitas com vistas a segurança de todos e; 
• Você deve ser exemplo positivo para a sociedade e será cobrado em caso de 
desrespeito. 
 
IMPORTANTE! Leia o CTB, aprofunde-se nas normas gerais de circulação e conduta, 
saiba o que não é permitido quando se conduz um veículo, evitando assim o 
cometimento de infrações de trânsito: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm 
 
ABUSO DO VEÍCULO: Em decorrência das características da sua atividade de 
emergência em muitas situações você necessita executar manobras que exigem mais do 
veículo. As mais comuns são: o uso indevido da embreagem; do freio, arrancadas e 
manobras bruscas que prejudicam partes vitais do veículo, reduzindo a vida útil do 
equipamento e comprometendo a segurança. 
 
ATRASO DE HORÁRIO: Evite recuperar o tempo de atraso e as situações inesperadas 
(congestionamento, problemas no veículo, etc.) empreendendo velocidade que ponha 
em risco a sua vida e a dos demais. 
 
DESCORTESIA: Em condições normais, você deve desenvolver atitudes de cortesia, 
ou seja, respeitar os outros condutores de veículos e os pedestres. Ao demonstrar 
cortesia você evita um ambiente de animosidade e descrédito, portanto, “cortesia gera 
cortesia”, diminuindo a possibilidade de envolvimento em sinistro. 
 
IMPORTANTE! Lembre-se: o mais importante em uma ocorrência de emergência é 
você conseguir chegar ao seu destino em segurança, pois caso se envolva em sinistro no 
percurso, de nada terá adiantado a pressa, além da impossibilidade de socorrer quem 
necessita de auxílio, já que Viatura/ambulância quebrada não vai para lugar nenhum! 
 
 
12 
Aula 02: Como reduzir os riscos das condições adversas 
 
2.1 Condições Adversas 
 
São todos aqueles fatores que podem prejudicar o seu real desempenho no ato de 
conduzir, tornando maior a possibilidade de um sinistro de trânsito. O condutor de 
veículo de emergência, em muitas situações, tem de trafegar sem as condições ideais de 
segurança para atender as mais diversas ocorrências, independente das condições 
climáticas, luminosidade, trânsito e qualidade da via. É importante que você seja capaz de 
identificar esses riscos rapidamente e agir corretamente diante dessas situações, 
adotando os procedimentos adequados para cada uma delas. 
 
Luz – As condições de iluminação são muito importantes na Direção Defensiva. A 
intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento, pode afetar a capacidade do 
motorista de ver e de ser visto. O excesso de claridade pode provocar ofuscamentos e a 
falta de luz ocasiona penumbra, podendo provocar condições favoráveis a um sinistro. 
Para não se envolver em um sinistro, o condutor precisa se adaptar a essas circunstâncias. 
 
 
Figura 4 - Ofuscamento por Farol Alto. Fonte: http://blog.inbep.com.br 
 
O ofuscamento também pode acontecer devido: 
 
 Ao farol alto de um veículo vindoem sentido contrário; 
 Ao reflexo da luz solar em espelhos ou para-brisas; 
 À passagem de um trecho muito iluminado para um trecho escuro, ou vice-
versa, como acontece nas entradas ou saídas de túneis. 
 
13 
Assim sendo, siga as seguintes orientações: 
 
 Em vias iluminadas, use farol baixo; 
 À noite, ao perceber veículo em sentido contrário, seja o primeiro a baixar o 
farol. 
 Nas rodovias, use sempre faróis acesos em luz baixa, independente da hora do 
dia. Assim, você pode ser visto mais facilmente. Lembre-se: Ver e ser visto por 
todos torna o trânsito mais seguro! 
 Nas vias não iluminadas use a luz alta, exceto ao cruzar com outro veículo ou 
ao segui-lo; 
 
Quando há ofuscamento de sua visão pelos faróis do veículo que vem em sentido 
contrário, suas pupilas levam de 4 a 7 segundos para restabelecerem a visão normal. 
Portanto, em um tempo razoável, procure diminuir a velocidade e alertar o motorista que 
vem em sua direção, alternando a luz baixa e alta, de forma intermitente por um curto 
período de tempo. Caso a situação persista, ao se aproximar do outro veículo procure se 
guiar pela faixa branca da margem direita da via e não olhe na direção dos faróis do 
veículo que transita em sentido contrário. Quando a luz solar incidir diretamente nos seus 
olhos, proteja-os utilizando a pala interna de proteção ou óculos protetores a fim de 
evitar o ofuscamento. 
 
b) Tempo/Clima – Estas condições adversas estão ligadas às condições atmosféricas: 
frio, calor, vento, chuva, e neblina e etc. Todos esses fenômenos reduzem a capacidade 
visual do motorista, tornando mais difícil a visualização de outros veículos. Tais condições 
podem tornar-se tão extremas que o impossibilitam de ver a margem de estradas ou as 
faixas divisórias. A grande maioria dos sinistros ocorridos em condições climáticas 
adversas deve-se à falta de adaptação de alguns motoristas que continuam a dirigir o 
veículo em velocidade incompatível. 
 
Chuva: Reduz a visibilidade, diminui a aderência dos pneus, principalmente nas 
curvas, aumenta o espaço percorrido nas frenagens e dificulta as manobras de 
emergência. Você sabe o que fazer em caso de condução sob chuva? Compare as 
alternativas relacionadas às suas atitudes na condução de veículo de emergência. 
 
14 
 
Figura 05 - Dirigindo na Chuva. Fonte: http://blog.inbep.com.br 
 
• Acione o limpador do para-brisa e mantenha as palhetas em bom estado; 
• Reduza a velocidade, de acordo com as condições de segurança, parando o veículo, 
se for o caso ; 
• Acenda os faróis de luz baixa; 
• Aumente a distância do veículo que segue à frente; 
• Redobre a atenção; 
 
Aquaplanagem ou Hidroplanagem: É a falta de aderência dos pneus à via. Ocorre 
em função da formação de uma “camada” de água entre a pista e o pneu do veículo, 
levando o condutor à perda do controle do veículo. 
 
 
Figura 6 - Aquaplanagem. Fonte: http://blog.inbep.com.br 
 
Veja os fatores que propiciam a aquaplanagem: 
 
 Velocidade incompatível; 
 Grande quantidade de água na via; 
 Pneus desgastados (lisos), com ausência de sulcos. 
 Calibragem inadequada dos pneus. 
 
15 
Você sabe o que deve ser feito quando o veículo aquaplanar? Compare suas 
respostas. 
 Tire o pé do acelerador até retomar o controle completo da direção; 
 Não freie, pois se as rodas estiverem travadas no momento que voltar o 
contato dos pneus com a pista, você poderá perder o controle do veículo. 
 Segure o volante com firmeza, mantendo-o alinhado. 
 
E o que deve ser evitado? 
 Frear bruscamente; 
 Movimentar a direção de forma brusca. 
 
IMPORTANTE! A possibilidade do veículo mais leve aquaplanar é maior que dos 
veículos mais pesados. Portanto, procure controlar sua estabilidade através da 
velocidade, que deverá ser menor nos pisos molhados. 
 
c) Via - Antes de iniciar um percurso curto ou longo, você deve procurar informações 
sobre as condições das vias que vai percorrer para planejar melhor seu itinerário, assim 
como o tempo que vai precisar para chegar ao destino desejado. 
 
 
 
Figura 7 - Buracos na Via. Fonte: http://blog.inbep.com.br 
 
Você deve ajustar-se às condições da via, reconhecendo o seu estado de 
conservação, largura, acostamento, fluxo de veículos, para poder se preparar melhor para 
aquilo que vai enfrentar e tomar os cuidados indispensáveis à segurança e ao uso de 
equipamentos que auxiliem no percurso. 
 
 
16 
São muitas as condições adversas das vias de trânsito, vejamos: 
 Curvas; 
 Desvios; 
 Aclives e declives; 
 Tipo de pavimento; 
 Largura da via; 
 Desníveis; 
 Ausência de acostamento; 
 Trechos escorregadios (areia, óleo na pista, poças de água); 
 Buracos; 
 Obras na pista; 
 Saliência ou lombada; 
 Depressão; 
 Pista irregular; 
 Desmoronamento; 
 Excesso de vegetação prejudicando a visibilidade da sinalização e da margem 
da via. 
 
d) Trânsito – As condições de trânsito envolvem a presença de outros usuários da 
via, interferindo no comportamento do motorista. Com o trânsito fluindo facilmente ou 
estando congestionado, a velocidade desenvolvida poderá ser alta ou baixa. Existem 
períodos do dia que afetam sobremaneira o tráfego na via tais como os horários de pico, 
durante os quais a movimentação de pessoas e veículos é mais intensa. 
 
e) Veículo– A condição em que se encontra o veículo é outro fator muito importante 
a ser considerado para evitar sinistros. Antes de assumir a direção, todo motorista 
defensivo deve cuidar da manutenção do seu carro e verificar se o mesmo encontra-se 
em condições de circulação. Os defeitos mais comuns que podem causar sinistros são, 
dentre outros: 
 Pneus desgastados; 
 Freios desregulados; 
 Lâmpadas queimadas; 
 Limpadores de para-brisa ineficientes ou inoperantes 
 
17 
 Buzina inoperante; 
 Espelhos retrovisores ineficientes; 
 Cintos de segurança defeituosos; 
 Amortecedores em mau estado/defeituosos; 
 
 
 
Figura 8 Figura 8 - Ambulância sendo empurrada. Fonte: G1.globo.com 
 
f) Condutor/Motorista – É preciso considerar o estado em que o motorista se 
encontra, isto é, se ele está física e mentalmente em condições de dirigir um veículo. Em 
muitas ocasiões a jornada de trabalho extenuante do condutor de veículo de emergência 
pode interferir na maneabilidade, aumentando os riscos de envolvimento em sinistros de 
trânsito. Por conta disso, é considerada uma das situações adversas mais perigosas, pois 
os aspectos físicos e psicológicos influenciam diretamente na atuação do condutor. Como 
exemplos, temos: 
 
1. Condições físicas 
2. Condições mentais 
3. Fadiga 
 4. Perturbação física 
5. Sono 
6. Estresse 
7. Visão deficiente 
8. Audição deficiente 
9. Estado alcoólico 
 
 
18 
 
Figura 9 - Teste etilômetro. Fonte:paraiba.com.br 
 
IMPORTANTE! Conduzir, quando sentir-se sem condições físicas ou emocionais, põe 
em risco não só sua vida, mas a de todos os usuários do trânsito. 
 
ATENÇÃO: Não existe fórmula mágica para passar o sono (café, lavar o rosto, 
energético etc). 
 
2.2 Definindo o Sinistro de Trânsito 
 
Como já vimos, Sinistro de Trânsito é evento que resulta em dano ao veículo ou à sua 
carga e/ou em lesões a pessoas ou animais e que pode trazer dano material ou prejuízo 
ao trânsito, à via ou ao meio ambiente, em que pelo menos uma das partes está em 
movimento nas vias terrestres ou em áreas abertas ao público. O sinistro é desencadeado 
por uma sequência de fatos críticos e circunstâncias que, cumulativamente, vão 
agravando perigos inerentes ao cotidiano do trânsito. 
Lembramos também que o importante não é saber quem é o culpado, mas sim o 
que poderia ter sido feito para evitar determinado sinistro. 
 
2.3 Principais causas de sinistros de trânsito 
 
 Excesso de velocidade; 
 Dirigir sob efeito de álcool; 
 Ultrapassagens mal realizadas; Não manter distância de segurança do veículo da frente; 
 Desrespeito à sinalização 
 
19 
 
 
Figura 10 - Velocímetro em alta velocidade. Fonte: quatrorodas.com.br 
 
Aproximadamente 90% dos sinistros têm como causa a falha humana, e que, 
normalmente, recaí sobre três aspectos jurídicos que caracterizam a culpabilidade: 
Negligência, Imprudência e Imperícia, que já estudamos anteriormente. 
 
2.4 Visão Periférica 
 
Observe a figura e veja a diferença que ocorre na redução da visão periférica quando 
você se desloca em alta velocidade. Quanto mais veloz, mais seu campo de visão reduz, 
entrando num efeito túnel, deixando de perceber, por exemplo, a presença de ciclistas e 
pedestres que trafegam pelas margens da via. Quanto maior for a velocidade, menor o 
campo de visão do condutor, trazendo, como consequência, sérios riscos à segurança. 
 
 
Figura 11 - Visão periférica x Velocidade. Fonte:ecribeiro.com 
 
 
 
20 
2.5 Ultrapassagens 
 
 
Figura 12 - Ultrapassagem proibida Fonte: G1.globo.com.br 
 
Onde houver sinalização proibindo a ultrapassagem, não ultrapasse! A sinalização é 
a representação da lei e foi implantada após estudos técnicos, que concluiu que naquele 
trecho não é possível a ultrapassagem, pois há perigo de sinistro. 
Para ultrapassar com segurança, antes de efetuar uma ultrapassagem, certificar-se 
de que nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-
lo, quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de 
ultrapassar um terceiro e que a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão 
suficiente para que sua manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha 
em sentido contrário, indique com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz 
indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de braço. Nos 
declives, as velocidades de todos os veículos são maiores. Para ultrapassar, tome cuidado 
adicional com a velocidade necessária para a ultrapassagem. Outros veículos podem 
querer ultrapassá-lo, não dificulte a ultrapassagem, mantenha a velocidade do seu 
veículo, ou até mesmo reduza-a ligeiramente, se necessário. 
 
2.6 Como Evitar Sinistros com Outros Veículos 
 
Existem procedimentos que, quando praticados conscientemente, ajudam a prevenir 
ou evitar sinistros. Você deve estar preparado em todos os momentos, para atitudes que 
ajudem na prevenção. Ver, pensar e agir com conhecimento, rapidez e responsabilidade, 
são princípios básicos de qualquer método de prevenção de sinistros. 
 
21 
2.7 Principais Colisões 
 
Colisão: Sinistro de trânsito em que um veículo em movimento sofre o impacto de 
outro veículo, também em movimento. (NBR/ABNT – 10697/20). 
 
2.7.1 Colisão com o veículo da frente 
 
Acontece quando o condutor colide com o veículo que está imediatamente à sua 
frente, no mesmo sentido de direção. Você precisa ter tempo e espaço suficientes para 
realizar as manobras. Veja algumas dicas para você evitar a colisão com o veículo da 
frente: 
 
Esteja atento: Nunca desvie a atenção do que está acontecendo em volta e observe 
os sinais do condutor da frente, tais como luz de freio, luz indicadora de direção, 
sinalização com os braços, pois indicam o que ele pretende fazer. Cuidados com as 
distrações: manusear celular, multimídia etc. 
 
Controle da Situação: Procure ver além do veículo da frente para identificar 
situações que podem obrigá-lo a manobras bruscas sem sinalizar, verifique a distância e 
deslocamento também do veículo de trás e ao seu lado para poder tomar a decisão mais 
adequada, se necessário, numa emergência. 
 
Mantenha distância: Deve-se manter uma distância segura do veículo da frente, 
adotando - sempre que possível - a regra dos dois segundos ou do referencial fixo (que 
será visto a seguir). Lembre-se de que com a chuva ou pista escorregadia essa distância 
deve ser maior que em condições normais. 
 
Comece a parar antes: Se necessário, pise no freio imediatamente ao avistar algum 
tipo de perigo, mas pise aos poucos para evitar derrapagens ou parada brusca, pondo em 
risco os outros condutores na via. 
 
 
 
 
22 
2.7.2 Colisão com veículo de trás 
 
Uma das principais causas dessa colisão é motivada por motoristas que dirigem 
"colados" ao veículo da frente e que nem sempre se pode escapar dessa situação, 
principalmente em uma emergência. 
Outras causas são: 
 Freadas bruscas; 
 Falta de sinalização; 
 Manobras inesperadas dos condutores do veículo da frente. 
 
A sua primeira atitude é livrar-se do condutor que o segue à curta distância, 
reduzindo a velocidade ou deslocando-se para outra faixa de trânsito mais à direita ou 
acostamento, levando-o a ultrapassá-lo com segurança. 
 
Veja algumas dicas para você evitar esse tipo de colisão: 
 
Planeje o que fazer: Não fique indeciso quanto ao percurso, entradas ou saídas que 
irá usar. Planeje antes o seu trajeto para não confundir o condutor que vem atrás com 
manobras bruscas. 
Sinalize suas atitudes: Informe através de sinalização correta (luzes do veiculo ou 
gestos do condutor) e dentro do tempo necessário o que você pretende fazer, para que os 
outros condutores também possam planejar suas atitudes. Certifique-se de que todos 
entenderam e viram sua sinalização. O condutor deve ficar atento aos retrovisores, para 
ter noção do comportamento do motorista de trás, que poderá estar muitas vezes no 
ponto cego do veículo. 
Pare aos poucos: Alguns condutores só lembram de frear após o cruzamento onde 
deveriam entrar. Isto é muito perigoso, pois obriga os outros condutores a frear 
bruscamente e nem sempre é possível evitar a colisão. 
Livre-se dos colados à sua traseira: Use o princípio da cortesia e favoreça a 
ultrapassagem dos "apressadinhos", mantendo sempre as distâncias recomendadas para 
sua segurança. 
 
 
 
23 
2.7.3 Colisão Frontal 
 
 
Figura 13 - Colisão frontal com viatura. Fonte: https://www.opopular.com.br 
 
Esse tipo de colisão é considerado um dos sinistros mais graves, pois o impacto 
sofrido é proporcional à soma das velocidades dos veículos envolvidos. A principal causa 
da colisão frontal é a ultrapassagem proibida, como em curvas e aclives. 
Em sua opinião quais as principais causas desse tipo de sinistro? 
 
 Ultrapassagens feitas em desacordo com as medidas de segurança; 
 Excesso de velocidade; 
 Dormir ao volante; 
 Problemas com o veículo; 
 Distração do condutor; 
 Ingestão de bebida alcoólica 
 
Veja algumas sugestões para evitá-las: 
 
Cuidado com as curvas: Velocidade, tipo de pavimento, ângulo da curva, condições 
do veículo e condutor são fatores que podem determinar a saída do seu veículo da sua 
faixa de direção, indo chocar-se com quem vem no sentido contrário, causando um 
sinistro grave. Em vias com duplo sentido de circulação e pista única, nos trechos em 
curvas e em aclives sem visibilidade suficiente, Não ultrapasse, (Art. 32 do CTB). 
mantenha-se atento. 
 
 
 
 
24 
Atenção nos cruzamentos: Estes sinistros também ocorrem nas conversões à direita 
ou esquerda, não observar o semáforo ou a preferência de passagem no local, assim 
como a travessia de pedestres pode ser determinante para o acontecimento do sinistro. 
Só realize a manobra de conversão com segurança e nos locais permitidos. 
 
Colisão nas ultrapassagens: São ocasionadas por ultrapassagens mal realizadas 
aliadas ao excesso de velocidade. 
 
Para evitar este tipo de colisão você deve: 
 Ultrapasse apenas em locais permitidos, ficando atento às condições de 
segurança e visibilidade; 
 A ultrapassagem deve ser realizada apenas pela esquerda, exceto quando o 
veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda 
(Art. 29, IX do CTB). 
 Mantenha a distância do veículo da frente, para não perder o ângulo da visão. 
 Checar os espelhos retrovisores, verificaros pontos cegos do veículo. 
 Sempre sinalize, mostrando sua intenção. 
 Evite ultrapassar em curvas, túneis, viadutos, aclives, declives, lombadas, 
cruzamentos e outros pontos que não ofereçam segurança na manobra. 
 
Colisão em cruzamentos: Nos cruzamentos, entradas e saídas de veículos são locais 
críticos onde também ocorrem sinistros. Para evitar este tipo de colisão, é necessário que 
você: 
 Obedeça à sinalização. 
 Respeite a preferência de quem transita por via preferencial, ou que já esteja 
transitando em rotatórias. 
 Cuidado com as manobras de conversão, tanto à esquerda quanto à direita. 
 Dê preferência aos pedestres e veículos não motorizados. 
 
 
 
25 
2.8 Como evitar sinistros com pedestres e outros 
integrantes do trânsito (motociclista, ciclista) 
 
2.8.1 Atropelamento de Pedestre 
 
O pedestre é o usuário mais vulnerável da via, principalmente crianças, idosos e 
Pessoas com Deficiência. Como condutor defensivo a regra é ser cuidadoso com o 
pedestre e dar-lhe sempre o direito de passagem, principalmente nos locais adequados 
(faixa ou passagem, área de cruzamento, área escolar). 
 
Veja algumas ações preventivas para evitar atropelamentos: 
 
1. Respeitar os limites de velocidade. 
2. Obedecer aos sinais luminosos, principalmente não avance os sinais vermelhos. 
3. Parar ou reduzir a velocidade antes das faixas de pedestres. 
4. Reduzir a velocidade em locais com movimento de pedestres, mesmo que a via 
esteja livre. Mais atenção ainda ao passar por locais próximos a escolas, hospitais, praças, 
shopping centers, estacionamentos e áreas residenciais. 
5. Ter atenção especial nas paradas de ônibus, pois o pedestre pode tentar 
atravessar a via pela frente do mesmo, repentinamente. 
6. Fique atento! Pois o pedestre pode aparecer de forma repentina. Tenha atenção 
especial para com idosos e Pessoas com Deficiência. Lembrando que as crianças podem 
correr atrás de bolas, pipas ou animais de estimação. 
7. Redobre o cuidado e manobre devagar caso seja preciso dar marcha à ré em 
garagens ou em locais com crianças, tais como praças, escolas, áreas residenciais. Por 
terem baixa estatura, as crianças ficam fora do campo visual e dos espelhos retrovisores. 
Considerar o ponto cego. 
 
IMPORTANTE: O dano causado ao pedestre sempre é maior por ele não ter o veículo 
para protegê-lo. O homicídio culposo na direção de veículo automotor (Art. 302 do CTB), 
lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (Art. 303 do CTB) ou deixando o 
condutor do veículo, na ocasião do sinistro, de prestar imediato socorro à vítima (Art. 304 
do CTB) são configurados como crimes de trânsito. E ocorrendo o sinistro sobre faixa de 
 
26 
trânsito temporária ou permanentemente destinada a pedestres é uma circunstância que 
sempre agrava as penalidades dos crimes de trânsito (Art. 298 do CTB). 
 
2.8.2 Atropelamento de Animais 
 
 
Figura 14 - Atropelamento de Animal. Fonte:tvmarioprata.com.br 
 
Os atropelamentos de animais estão entre as principais causas de morte de animais 
silvestres no Brasil, muitos condutores e/ou passageiros também são vítimas, inclusive 
fatais, em virtude desse tipo de sinistro, principalmente quando ocorre com animais de 
maior porte como o caso de bovinos, equinos, por exemplo. Fique atento e dirija com 
cuidado nas estradas e rodovias, principalmente à noite, pois podem surgir animais na 
via. Ocorre com mais frequência nas zonas rurais, pois os animais muitas vezes invadem a 
estrada ou rodovia. 
Portanto, assim que perceber qualquer animal na via, reduza a marcha até que o 
tenha ultrapassado e evite usar a buzina, pois poderá assustá-lo e fazer com que se volte 
contra o veículo. A luz, às vezes, cega momentaneamente o animal e o impede de sair da 
via para que você o passe. Mantenha sempre a calma, analise a situação e tome a melhor 
atitude para o momento. Se possível, auxilie na retirada destes, caso contrário, informe 
ao órgão competente. 
 
2.8.3 Colisão com Ciclistas 
 
O ciclista com o seu veículo não motorizado é frágil e vulnerável. Além de que, tem a 
preferência sobre os veículos motorizados (Art. 29. XIII, § 2º do CTB). Para evitar que você 
se envolva nesse tipo de sinistro, fique atento, olhe constantemente para os retrovisores, 
tendo cuidado com os pontos cegos do veículo, anunciando sua presença com leves 
 
27 
toques na buzina. Ter especial atenção à noite, pois muitos não usam os refletivos 
previstos na legislação. Certifique-se de que o ciclista viu e entendeu sua sinalização, 
mantenha distância e cuidado ao efetuar manobras ou abrir a porta do veículo. 
 
Lembre-se que os veículos motorizados são responsáveis pelos não motorizados. 
 
2.8.4 Colisão com Motociclistas 
 
O motociclista conduz um veículo motorizado, possuindo direitos e deveres como 
qualquer outro condutor. Muitos Motociclistas costumam ter comportamentos que põem 
em risco a segurança do trânsito e dos usuários da via. É importante lembrar que os 
sinistros envolvendo motociclistas geralmente possuem consequências trágicas, devido à 
sua fragilidade. Por isso aumente a distância de seguimento, facilite a ultrapassagem e 
esteja atento aos pontos cegos do veículo. 
 
Para refletir... 
 
Leia a decisão judicial a seguir, proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do 
Sul, e reflita sobre a importância da direção defensiva na condução de veículos de 
emergência: 
 
TJ-RS – Apelação Cível AC 70065441719 RS (TJ-RS) 
 
Data da publicação: 02/03/2016 
 
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. 
COLISÃO ENTRE AUTOMÓVEL E VIATURA POLICIAL EM CRUZAMENTO SINALIZADO POR 
SEMÁFORO. Responsabilidade do ente público configurada, pois evidenciado que o 
sinistro ocorreu porque o condutor da viatura ingressou em cruzamento sinalizado por 
semáforo sem adotar as cautelas indispensáveis para a realização do intento. A 
prioridade de passagem conferida a automóveis em socorro não é absoluta, exigindo-se 
condutor cautela, em especial quando efetua cruzamentos sinalizados por semáforos (art. 
29, VIII, d, do CTB). 
 
28 
Aula 03: A Importância do Comportamento seguro na 
Condução dos Veículos de emergência 
 
3.1 O comportamento seguro no trânsito 
 
Como vimos, existem vários tipos de colisões que podem acontecer com o veículo, e 
os comportamentos perigosos dos condutores nas vias também são bem variados, mas o 
fator mais comum nos sinistros é não ter conseguido desviar ou parar a tempo o seu 
veículo, evitando a colisão. Já sabemos da importância fundamental do aprimoramento 
dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, então agora veremos algumas 
ações que tornam o trânsito mais seguro. 
 
Como parar: O condutor defensivo deve conhecer os tipos de paradas do veículo, 
tempo e distância necessários para cada uma delas a fim de evitar sinistros. 
 
 
Figura 15 - Imagem Distância de Seguimento. FONTE: DETRAN PR. 
 
Distância de Seguimento: é a distância entre seu veículo e o que segue à frente, de 
forma que você possa parar mesmo em uma emergência, sem colidir com a traseira do 
outro. 
 
Distância de reação: é aquela que seu veículo percorre desde a percepção do perigo 
até o momento em que pisa no freio. 
 
Distância de frenagem: é aquela que o veículo percorre a partir do momento em 
que o sistema de freio é acionado até a parada total do veículo. 
 
 
 
29 
Distância de parada total: é aquela que o seu veículo percorre desde a percepção do 
perigo até parar, ficando a uma distância segura do outro veículo, pedestre ou qualquer 
objeto na via. 
 
Distância de Reação + Distância de Frenagem = Distância de Parada Total. 
 
Distância Segura: Para você saber se está a uma distância segura dos outros 
veículos, vai depender do tempo (sol ou chuva), da velocidade, das condições da via, dos 
pneus e do freio do veículo, da visibilidade e da sua capacidade dereagir rapidamente, 
porém, para manter uma distância segura entre os veículos, você poderá utilizar a "Regra 
dos dois segundos ou a regra do referencial fixo". Procedimentos: 
 
 
Figura 16 - Imagem Regra dos Dois Segundos. FONTE: DETRAN PR. 
 
Observe a via à sua frente e escolha um ponto fixo de referência (à margem) como 
uma árvore, placa, poste, casa, etc. 
Quando o veículo que está à sua frente passar por este ponto, comece a contar 
pausadamente: “cinquenta e um, cinquenta e dois”. (mais ou menos dois segundos). 
Se o seu veículo passar pelo ponto de referência antes de terminar a contagem de 
dois segundos (cinquenta e um, cinquenta e dois), você deve diminuir a velocidade para 
aumentar a distância e ficar em segurança. 
Se o seu veículo passar pelo ponto de referência após você terminar a contagem dos 
dois segundos, significa que a sua distância é segura. 
Este procedimento ajuda você a manter-se longe o suficiente dos outros veículos em 
trânsito, possibilitando fazer manobras de emergência ou paradas bruscas necessárias, 
sem o perigo de uma colisão com o veículo da frente. 
Para veículos com mais de 06 metros de comprimento, ou sob chuva, aumente o 
tempo de contagem: “cinquenta e um, cinquenta e dois, cinquenta e três”. 
 
 
30 
IMPORTANTE: Evite colisões, mantendo distância segura. 
 
3.1.1 Cinto de segurança 
 
Outro comportamento seguro no trânsito é a correta utilização do cinto de 
segurança, além de fazer parte dos equipamentos obrigatórios (Art. 105. I do CTB), é um 
dispositivo que garante a sua segurança em caso de sinistros. Seu uso nas vias urbanas e 
rurais é exigido a todos os ocupantes do veículo. Conforme o Art. 65 do CTB é obrigatório 
o uso do cinto de segurança para condutores e passageiros em todas as vias do território 
nacional, salvo em situações regulamentadas pela CONTRAN. 
 
3.1.2 Encosto de cabeça 
 
Proteção obrigatória para os assentos do condutor e passageiros (Art. 105. I do CTB). 
Sua altura deve estar acima de seus olhos e a distância não deve ser maior do que 7 
centímetros. É necessário para proteger o pescoço, em caso de colisões com veículos de 
trás. Deve ser regulado na altura das orelhas e não da nuca, prevenindo o condutor do 
chamado “Efeito Chicote”. 
 
3.2 Comportamento de Risco no Trânsito 
 
Além de tudo que já vimos para evitar sinistros, ainda existem alguns 
comportamentos que são causadores de situações perigosas ao conduzir veículos nas 
vias. 
 
3.2.1 Colisão em marcha à ré 
 
Por ser considerada uma manobra perigosa e uma infração de trânsito (Art. 194), 
deve ser evitada sempre que possível e muita atenção quando realizá-la, observando as 
medidas de segurança, principalmente em locais de grande movimentação ou onde 
circulem veículos e pedestres. 
 
 
31 
Devem-se tomar algumas precauções ao realizar manobras em marcha à ré, a fim de 
evitar colisões: 
 A marcha à ré deve ser utilizada em pequenas manobras. 
 Verificar o espaço da manobra e a ausência de qualquer tipo de obstáculo; 
 Não dar ré em esquinas e outros lugares de pouca visibilidade; 
 Evitar sair de ré de garagens e estacionamentos; 
 Ter cuidado com crianças, animais e objetos. 
 
3.2.2 Pontos Cegos 
 
As seis colunas de sustentação do teto do veículo encobrem a visão do motorista, 
quando ele vai realizar algumas manobras, diminuindo seu campo de visão, como por 
exemplo, a mudança de faixa na via. Os retrovisores externos, esquerdo e direito, devem 
ser ajustados de maneira que você, sentado na posição de direção, veja o limite traseiro 
do seu veículo e com isso reduza a possibilidade de “pontos cegos” ou sem alcance visual. 
Se não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar uma manobra, 
movimente a cabeça ou o corpo para encontrar outros ângulos de visão pelos espelhos 
externos, ou por meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos motores dos 
outros veículos e só faça a manobra se estiver seguro de que não irá gerar perigo ou 
ocasionar sinistros. 
 
 
Figura 17 - Ponto cego no veículo. Fonte: Idetran. 
 
 
32 
3.3 Estado físico e mental do condutor, consequências da 
ingestão e consumo de bebida alcoólica e substâncias 
psicoativas 
 
Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a concentração, afeta a 
coordenação motora, muda o comportamento e diminui o desempenho, limitando a 
percepção de situações de perigo e reduzindo a capacidade de ação e reação. 
 
3.3.1 Bebida Alcoólica 
 
O álcool etílico é considerado uma substância psicoativa (droga) e, como tal, é a de 
maior consumo no Brasil. A bebida alcoólica é responsável por cerca de 75% dos sinistros 
com vítimas fatais. 
 
 
Figura 18 - Uso de Álcool e direção Fonte: http://portaldotransito.com.br 
 
A bebida alcoólica interfere, tumultua e destrói a organização funcional do corpo 
humano, de modo traiçoeiro e muitas vezes irreversível. Quando se está em jejum, a 
bebida alcoólica chega ao estômago sendo rapidamente absorvida e transportada para a 
corrente sanguínea. O processo é mais lento quando há ingestão de alimentos. (SENAI/ 
FIERGS, 1995) Esta dosagem alcoólica distribui-se uniformemente em todos os órgãos e 
líquidos orgânicos, mas, principalmente no cérebro, criando um falso senso de 
autoconfiança, reduzindo o campo de visão, alterando a audição, a fala e o senso de 
equilíbrio. (SENAI/FIERGS,1995). 
Quando chega ao estômago, o álcool é rapidamente absorvido e transportado para a 
corrente sanguínea. A dosagem alcoólica distribui-se por todos os órgãos e líquidos 
orgânicos, mas concentra-se elevadamente no cérebro. O processo de absorção do álcool 
no organismo é rápido (90% em 1 hora), porém a eliminação total é lenta, processo que 
 
33 
demanda de 6 a 8 horas e não pode ser acelerado por exercícios físicos, café forte, banho 
frio ou remédios. Esses recursos populares conseguem apenas transformar um ébrio 
sonolento num bêbado bem acordado. A atuação do álcool afeta completamente nossa 
capacidade de condução de veículos, pois deprime os centros de controle do cérebro, 
levando às seguintes consequências: 
Diminuição da Capacidade de Reação: causa depressão e pode levar o condutor a 
um estado de relaxamento com retardamento dos seus reflexos. 
Redução de Inibição: os efeitos do álcool tendem, em princípio, eliminar nossa 
inibição. Assim, a habilidade de controlar as más condições de trânsito torna-se quase 
inexistente. 
Debilitação do Controle Neuromuscular: o condutor não pode dividir sua atenção 
satisfatoriamente depois de uma pequena dose de bebida alcoólica. A habilidade de 
mudar a atenção de um acontecimento para outro, ou de fazer duas coisas de uma só vez 
(que é exigida para uma direção segura) torna-se, em grande parte, reduzida. 
Dificuldade de Visão: o motorista não pode julgar corretamente a velocidade de seu 
veículo ou dos outros, nem a que distância se encontra em relação a outros veículos. 
 
3.3.2 Substâncias Químicas ou Remédios 
 
O consumo de algumas substâncias afeta negativamente o nosso estado físico e 
mental e nosso modo de dirigir. Alguns remédios usados, mesmo por recomendação 
médica, alteram nosso estado geral prejudicando nosso desempenho ao volante. Evite 
tomá-los, ou evite dirigir após o seu uso. 
EX.: Remédios para emagrecer; calmantes ou antialérgicos; Drogas para manter-se 
acordado (Rebite). 
 
 
Figura 19 - Substâncias químicas. Fonte: blogdocaminhoneiro 
 
34 
Todos os tipos de drogas são proibidos ao volante, inclusive o álcool, pois afetam o 
nosso raciocínio lógico e o desempenho normal de nossas funções físicas e mentais. 
Muitas drogas podem ser fatais, principalmente quando associadas a bebidas alcoólicas. 
Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência 
de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência é configurado 
crime de trânsito previsto no Art. 306. do CTB.3.3.3 O Estado físico e mental 
 
Preocupações, aborrecimentos e temperamento agressivo são causas frequentes dos 
sinistros de trânsito. Sob estado de tensão emocional do condutor, o veículo passa a ser 
manobrado e usado como arma pessoal, ampliando o perigo da velocidade e do peso 
para si e para os outros usuários da via. FINALIZANDO 
 
Neste módulo, você estudou que: 
 
• A estrutura viária brasileira não acompanhou o crescimento da frota de veículos e 
com isso grandes problemas, como congestionamentos e sinistros, surgiram. Como 
servidor público, condutor de veículo de emergência, e como cidadão, você pode 
contribuir para minimizar esse grave problema, sendo um exemplo de condutor e um 
multiplicador da prática da direção defensiva, visando tornar o trânsito de sua cidade 
mais seguro e humanizado. 
• Colocando em prática as técnicas de um condutor defensivo, você estará 
contribuindo para minimizar as chances de envolver-se em sinistros. Viu alguns erros que 
devem ser evitados no trânsito e como é importante aplicar os elementos da direção 
defensiva, pois é primordial para sua própria segurança e a de sua equipe, bem como 
para a sociedade em geral. 
• Que é necessário um cuidado especial para dirigir sob uma condição adversa. Você 
viu algumas medidas que podem ser adotadas para superar essa condição, e, certamente, 
você está mais confiante para enfrentar essas situações com segurança. 
 • Que a prioridade no trânsito dos veículos de emergência é relativa e não absoluta, 
que as suas condutas na direção do veículo de emergência devem respeitar as mais 
elementares normas de trânsito. Você tem uma importante tarefa no desempenho de sua 
 
35 
profissão: servir à sociedade. Não coloque em risco a sua vida, a de sua equipe e as das 
demais pessoas no trânsito, lembre-se em casa tem uma família a sua espera! 
 
EXERCÍCIOS 
 
EXERCÍCIOS DE DIREÇÃO DEFENSIVA 
 
01 - Dentre as principais causas de sinistros, podemos destacar as falhas humanas que 
são a imperícia, a imprudência e a negligência. O sinistro ocorre por imprudência quando 
o condutor: 
 
A - Avança o sinal vermelho. 
B - Desconhece as regras de circulação. 
C - Conduz o veículo que apresente equipamento obrigatório inoperante. 
D - Realiza a manutenção do veículo. 
E - Pratica direção defensiva. 
 
02 - Com relação à direção defensiva, as condições adversas da via incluem. 
 
I ventos laterais. 
II ofuscamento causado pela luz solar. 
III queda de barreiras. 
IV buracos na pista. 
 
A quantidade de itens certos é igual a: 
 
A - 1. 
B - 2. 
C - 3. 
D - 4. 
E - 0. 
 
03 - São elementos da direção defensiva, Exceto: 
 
A - Conhecimento; 
B- Atenção; 
C - Previsão; 
D - Decisão; 
E - Autoconfiança. 
 
 
36 
04 - Direção Defensiva é dirigir de modo a evitar sinistros apesar dos erros dos outros e 
das condições adversas enfrentadas, como os descritos abaixo: 
 
I - Luz. Exemplos: sol, farol alto. 
II - Tempo. Exemplos: neblina, chuva, sol, vento. 
III - Via. Exemplos: falta de acostamento, buraco, falta de sinalização. 
IV - Trânsito. Exemplos: sinistros, falta de transporte coletivo, reflexos. 
V - Veículo. Exemplos: amortecedores, pneus, freio. 
VI - Motorista. Exemplos: drogas, cerração, sono. 
 
Dentre as condições apresentadas, apenas: 
 
A - I, II, III, V e VI estão corretas. 
B - II, IV e VI estão incorretas. 
C - II, IV, V e VI estão corretas. 
D - III, V e VI estão incorretas. 
E - I, II, III e IV estão corretas. 
 
05 - Dirigir defensivamente é reconhecer os possíveis imprevistos e procurar evitá-los a 
tempo de se proteger. Portanto, é melhor deixar que as condições mostrem como se deve 
dirigir. Das alternativas abaixo, assinale a alternativa que corresponde aos elementos da 
prevenção de sinistros: 
 
A - Conhecimento, Atenção, Previsão, Decisão e Habilidade. 
B - Homem, Via e Veículo. 
C - Imperícia, Imprudência e Negligência. 
D - Ergonomia, Automatismo e Atos inseguros do motorista. 
E - Atenção fixa, Dispersiva e Difusa. 
 
06 - Em Direção Defensiva, a técnica de manter a regra dos dois segundos, (51, 52) ou 
(1001, 1002), é para evitar uma colisão. 
 
A - Misteriosa. 
B - Com o veículo na curva. 
C - Com o veículo da frente. 
D - Com o veículo em sentido contrário. 
E - No cruzamento. 
 
 
 
 
 
 
37 
07 - Ao analisar o desenvolvimento das condições de trânsito com bastante antecedência, 
e os riscos a que está sujeito, o condutor do veículo pratica a direção defensiva. A 
capacidade de manejar os controles do veículo e de executar perfeitamente as manobras 
necessárias corresponde ao seguinte aspecto da direção defensiva: 
 
A - Conhecimento 
B - Atenção 
C - Previsão 
D - Decisão 
E - Habilidade 
 
08 - Dirigir defensivamente é evitar sinistros ou diminuir as consequências de um sinistro 
inevitável. Os sinistros geralmente são causados pela combinação de diversos fatores, 
como: 
 
I. Excesso de velocidade. 
II. Desrespeito à sinalização. 
III. Falta de habilidade para conduzir com segurança. 
IV. Negligência na avaliação das condições adversas. 
V. Erro na previsão das ações de outros motoristas. 
 
Estão corretas apenas as alternativas: 
A. I, II, III 
B. I, IV, V 
C. II, III, V 
D. I, II, III, IV 
E. I, II, III, IV, V 
 
09 - A ultrapassagem é uma das causas mais comuns de sinistros graves em rodovias. Para 
evitar essa ocorrência, uma das ações defensivas a ser realizada pelo condutor do veículo 
que está sendo ultrapassado é: 
 
A - Acionar a seta para a esquerda, indicando ao veículo que está ultrapassando que deve 
fazê-lo, se o desejar, pelo lado direito. 
B - Aumentar a velocidade do seu veículo para evitar a ultrapassagem porque, à frente, há 
uma curva à esquerda. 
C - Colaborar com o condutor do veículo que está ultrapassando, facilitando-lhe a 
manobra e sinalizando para ajudá-lo. 
D - Diminuir a distância para o veículo da frente, de modo que o condutor que está 
ultrapassando entenda que não vai ser possível retornar à sua pista. 
E - Permitir a ultrapassagem sem intervir, deixando a cargo do condutor do veículo que 
está ultrapassando a responsabilidade pelo resultado da ação. 
 
38 
10 - Para transpor um trecho de rodovia alagado à sua frente o condutor deve: 
 
A - Engatar a primeira marcha, manter o carro acelerado e regular a velocidade com a 
embreagem. 
B - Acelerar fundo e ao chegar ao trecho alagado colocar o câmbio em ponto morto. 
C - Acelerar fundo e entrar no trecho alagado em alta velocidade. 
D - Reduzir para a segunda marcha e entrar no trecho alagado em alta velocidade. 
E - Entrar no trecho alagado com o carro acelerado, colocar o câmbio em ponto morto e 
em seguida frear bruscamente. 
 
11 - Distâncias que devem ser observadas ao trafegar em uma rodovia são denominadas: 
 
A - Rolamento, segurança, preventiva e reação. 
B - Seguimento, parada, reação e frenagem. 
C - Segurança, cautela, freada e parada. 
D - Seguimento, segurança, frenagem e ação. 
E - Rolamento, segurança, cautelosa e preventiva. 
 
12 - Antes de iniciar uma ultrapassagem todo conduto deverá se certificar que: 
 
I - Nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-lo; 
II - Quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de 
ultrapassar um terceiro; 
III - A faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que sua 
manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido contrário; 
 
Está Correto os Itens em: 
A - Apenas em I. 
B - Apenas em I e III. 
C - Apenas em II e III. 
D - Todas estão corretas. 
E - Todas estão incorretas. 
 
13 - Pode-se afirmar que a "Aquaplanagem" ou "Hidroplanagem", muito discutida em 
Direção Defensiva é: 
 
A - A falta de contato do pneu com o solo, em dia de chuva. 
 B - A forma correta de dirigir, aumentando a velocidade. 
 C - O aumento de contato do pneu com o solo, quando a velocidade aumenta. 
D - O acúmulo de ar no sistema de freio hidráulico dos veículos equipados com freio 
"ABS". 
E -A falta de estabilidade quando a pista está muito seca. 
 
39 
14 - São exemplos de erros que devem ser evitados no trânsito, EXCETO: 
 
A - Infrações de trânsito. 
B - Abuso do veículo. 
C - Atenção difusa. 
D - Atraso de horário. 
E - Descortesia. 
 
15 - Quando dizemos que, “Apesar do condutor fazer tudo para evitar o sinistro, ele 
ocorre”. Ocorreu um(a): 
 
A – Sinistro de Trânsito. 
B – Sinistro evitável. 
C - Infração de trânsito. 
D – Sinistro inevitável. 
E – Sinistro de percurso. 
 
GABARITO 
 
01 02 03 04 05 
A B E B A 
06 07 08 09 10 
C E E C A 
11 12 13 14 15 
B D A C D 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm. Acesso 
em: 13/07/2023 
BRASIL. Resoluções – CONTRAN - Ministério dos Transportes. Disponível em: 
https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/transito/conteudo-Senatran/resolucoes-
contran. Acesso em: 15/07/2023 
BRASIL. SENASP-MJ – Secretaria Nacional de Segurança Pública – Ministério da Justiça. 
Curso de Condutores de Veículo de Emergência, Módulo II, Ciclo 41, 2017. Acesso em: 
01/11/2017. 
 
 
40 
CEARÁ. DETRAN CE - Departamento Estadual de Trânsito do Ceará. Disponível em: 
portal.detran.ce.gov.br/. Acesso em: 01/11/2017. 
PARANÁ. DETRAN PR - Departamento Estadual de Trânsito do Paraná. Disponível em: 
http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/habilitacao/manualdehabilitacao/manualdeha
bparte6.pdf. Acesso em: 01/11/2017. 
PERNAMBUCO. DETRAN PE - Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco. 
Disponível em: http://www.detran.pe.gov.br/index.php?option=com_content&id=374. 
Acesso em: 01/11/2017. 
SÃO PAULO. DETRAN SP - Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. Disponível 
em: https://www.detran.sp.gov.br/wps/wcm/connect/5b1f94c7-ee70-43a2-9789-
5cd219e6f895/DIRECAO_DEFENSIVA16112010+e+detran.pdf?MOD=AJPERES&CVID=klHe
dCU. Acesso em: 01/11/2017. 
SILVA, Fábio G. Sobreira, CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO COMENTADO E ANOTADO, 
São Paulo: Clube de Autores, 2ª Edição, 2017, pág. 80. 
NEVES, Afrânio; SILVA, Saulo. SINISTRO DE TRÂNSITO O manual do policial rodoviário no 
atendimento a ocorrência de acidente de trânsito. Fortaleza: DINCE, 2021. 
 
REFERÊNCIAS NA WEB. 
 
ABRAMET. Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. Disponível em: 
<https://www.abramet.com.br/noticias/abnt-muda-terminologia-e-adota-a-expressao-
sinistro-de-transito-para-qualificar-incidentes-no-trafego/>. Acesso em: 13 jul. 2023 
ONSV. Observatório Nacional de Segurança Viária. Estimativa dos custos associados aos 
acidentes de trânsito - projeção 2018-2027. Disponível em: 
<https://www.flipsnack.com/observatorio/relat-rio-custos-da-mortalidade.html> Acesso 
em: 13 jul. 2023 
ONSV. Observatório Nacional de Segurança Viária. 20 anos do CTB - Acidentes de 
Trânsito custam R$ 36 Bilhões/ano. Disponível em: 
<https://www.flipsnack.com/observatorio/release_20_anos_ctb.html> Acesso em: 13 jul. 
2023 
 
 
 
 
41 
SEPARATA 
 
Revisão da apostila disciplina de Direção Defensiva (15h/a) para o Curso de 
Condutores de Veículo de Emergência - CCVE/AESP- CE/2023. 
 
A revisão da presente apostila atende o disposto no Item 6.4.3.2, Módulo II - Direção 
Defensiva - 15 horas-aula, do ANEXO II da RESOLUÇÃO Nº 789/20 do CONTRAN que 
consolida normas sobre o processo de formação de condutores de veículos automotores e 
elétricos. 
Em conformidade com a NBR/ABNT 10.697/20 que define os termos técnicos utilizados 
na preparação e execução de pesquisas relativas a sinistros de trânsito e na elaboração de 
relatórios estatísticos e operacionais. 
 
LEI Nº 9.503/97 que Institui o Código de Trânsito Brasileiro, atualizada até Julho de 
2023. 
 
Foi realizada a substituição de todas as expressões "acidente de trânsito" por "sinistro de 
trânsito", em conformidade com a NBR/ABNT 10.697/20 e Lei 14.599/23, que alterou o CTB. 
Até então a expressão era inexistente no Código de Trânsito Brasileiro, porém com a alteração 
do CTB passou a incorporar a definição já prevista na Norma Brasileira da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas n. 10.697/20, ao todo foram alteradas/corrigidas 94 expressões 
na apostila. 
 
SINISTRO DE TRÂNSITO - evento que resulta em dano ao veículo ou à sua carga e/ou 
em lesões a pessoas ou animais e que pode trazer dano material ou prejuízo ao trânsito, à via 
ou ao meio ambiente, em que pelo menos uma das partes está em movimento nas vias 
terrestres ou em áreas abertas ao público. 
 
Atualizações/Correções: 
 
Na Lista de Siglas e Abreviaturas: Foi atualizado o Órgão "DENATRAN" para 
SENATRAN - Secretaria Nacional de Trânsito, conforme Decreto Nº 10.788/21. pág. 06 
 
 
42 
O Sistema Nacional de Trânsito agora integra o Ministério dos Transportes, não mais o 
Ministério das Cidades; DENATRAN foi corrigido para SENATRAN (Decreto Nº 10.788/21); 
Atualizado os dados da frota de veículos no Brasil (Primeiro semestre 2023); Foi substituída 
a expressão "acidente de trânsito" por "sinistro de trânsito" e corrigida sua definição 
(NBR/ABNT 10.697/20 e Lei 14.599/23). Pág. 08 - (Item 1.3) 
 
Realizada a atualização dos dados dos números de sinistros de trânsito no Brasil e 
dos gastos deles decorrentes. Pág. 09 - (Item 1.3) 
 
Realizado ajustes nas definições dos elementos Básicos da Direção Defensiva. Pág. 10. - 
(Item 1.4) 
 
Realizado ajustes nas orientações para evitar o ofuscamento. Pág. 16 - (Item 2.1) 
 
Realizado ajustes nas orientações para evitar a aquaplanagem; Retirado o link para vídeo 
sobre aquaplanagem; Realizado ajustes nas condições adversas das vias de trânsito; 
Realizado ajustes nas condições adversas do veículo. Pág. 18 - (Item 2.1) 
 
Corrigida a definição de Sinistro de Trânsito. Pág. 21 - (Item 2.2) 
 
Realizado ajustes nas orientações para realizar uma ultrapassagem (Art. 29, XI, a, do 
CTB) (Item 2.5); Atualização na definição de Colisão (NBR/ABNT – 10697/20) (Item 2.7); 
Ajustes nas orientações para evitar Colisão com o veículo da frente (Item 2.7.1). Págs. 23 e 24 
 
Realizado ajustes em Colisão frontal (Art. 32 do CTB) (Item 2.7.3); Ajustes em Cuidado 
com as curvas. Pág. 26 
 
Realizado ajustes em Colisão nas ultrapassagens (Art. 29, IX do CTB); Colisão em 
cruzamentos; Retirada da definição de colisão misteriosa (Desacordo com NBR/ABNT 
10697/20); Realizado ajustes em Atropelamento de Pedestre (Item 2.8.1); Realizado ajustes 
em Atropelamento de Animais (Item 2.8.2). Págs. 28 e 29 
 
 
 
43 
Realizado ajustes em Colisão com Ciclistas (Item 2.8.3); Realizado ajustes em Colisão 
com Motociclistas (Item 2.8.4). Pág.30 
 
Realizado ajustes em Item 3.1.1 Cinto de segurança; Realizado ajustes em Item 3.1.2 
Encosto de cabeça; Realizado ajustes em Item 3.2.1 Colisão em marcha à ré. Pág.33 
 
Realizado ajustes em Item 3.2.2 Pontos Cegos; Item 3.3.1 Bebida Alcoólica. Pág.34 
 
Realizado ajustes em Item 3.3.2 Substâncias Químicas ou Remédios; Retirado o link 
do vídeo Pateta no Trânsito do Item 3.3.3; Realizado ajustes em O Estado físico e mental. 
Pág. 34 
 
Realizada atualização nas Referências Bibliográficas.

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