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Bárbara de Myra 2019.2 COMO INTERPRETAR UM HEMOGRAMA ERITROGRAMA • O eritrograma é a parte do hemograma em que são analisadas as características das células vermelhas do sangue, as hemácias, também conhecidas como eritrócitos. • Além da quantidade dos glóbulos vermelhos, um hemograma também deve analisar as suas características morfológicas, pois também podem indicar doenças. • HEMÁCIAS - Hemácias (também conhecidas por eritrócitos ou glóbulos vermelhos) são as células sanguíneas responsáveis pela cor vermelha do sangue e que exercem um importante papel na oxigenação celular dos tecidos corporais. - As hemácias são as células com maior presença no sangue, compostas basicamente de globulina e hemoglobina, proteína responsável pela cor avermelhada do sangue. - Normalmente, existem cerca de 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico no sangue de um homem adulto e saudável. Na mulher, este valor é de aproximadamente 4,5 milhões. - BAIXA DE HEMÁCIAS ↳ Quando a quantidade das hemácias no sangue está em baixa é diagnosticada então a anemia, doença causada pela baixa quantidade de hemoglobina e de ferro no sangue ou em decorrência da grande destruição das células sanguíneas. ↳ É importante ressaltar também que alguns quadros de anemias podem ser causados pela genética, como a anemia falciforme, doença caracterizada pela deformação hereditária no tamanho das hemácias. Esta mudança faz com que ela se torne menos flexível e seja mais frágil que a hemácia normal, o que desencadeia a destruição rápida dessa célula sanguínea. - ALTA DE HEMÁCIAS ↳ As hemácias altas ocorrem quando atingem um valor de hemoglobina superior ao de 17,2 g/dL e 15,1 g/dL, para homens e mulheres adultas, respectivamente. ↳ Entre as principais doenças e demais causas que estão relacionadas com a hemoglobina alta estão: Tumores Fibrose pulmonar Enfisema pulmonar Desidratação Esforço físico extremo • HEMOGLOBINA (HB) - É um componente das hemácias e é responsável pelo transporte de oxigênio. - A Hb é constituída pelo grupamento heme, que é formado por ferro, e cadeias globinas, que podem ser alfa, beta, gama ou delta, resultando nos principais tipos de hemoglobina. - Os valores de referência da hemoglobina são: ↳ Crianças de 2 a 12 anos: 11,5 a 15,5 g/dL; ↳ Homens: 14 a 18 g/dL; ↳ Mulheres: 12 a 16 g/dL; ↳ Grávidas: 11 g/dL • HEMATÓCRITO (HT/HCT) - Representa a porcentagem de volume ocupado pelas hemácias no volume total de sangue. - O valor do hematócrito também pode refletir a quantidade de hemoglobina presente nas hemácias. ↳ Anemia ↳ Sangramento ↳ Desnutrição ↳ Diminuição de vit B12, ácido fólico ou Fe ↳ Leucemia ↳ Excesso de hidratação - Quando o valor está alto, pode ser indicativo de pouco líquido no sangue, o que pode significar desidratação grave, por exemplo. ↳ Desidratação ↳ Baixos níveis de oxigênio no sangue ↳ Doença pulmonar ↳ Doença cardíaca congênita ↳ Eritrocitose, que é o aumento anormal de células vermelhas do sangue - Os valores de referência do hematócrito variam de laboratório, mas geralmente o valor normal do hematócrito é: ↳ Mulher: entre 35 e 45%. No caso das mulheres grávidas, o valor de referência normalmente é entre 34 e 47% ↳ Homem: entre 40 e 50% ↳ Crianças a partir de 1 ano: entre 37 e 44% Bárbara de Myra 2019.2 • VCM - Volume corpuscular médio → mede o tamanho das hemácias. - Hemácias macrocíticas → tamanho das hemácias pode estar aumentado em alguns tipos de anemia (deficiência de vit B12 [megaloblástica/perniciosa] e de ácido fólico), alcoolismo e alterações de medula óssea. - Hemácias microcíticas → tamanho pode estar diminuído em casos de anemia por deficiência de ferro (microcíticas hipocrômicas) ou de origem genética, como a Talassemia. - O valor normal do VCM é entre 80 e 100 fl, podendo variar de acordo com o laboratório. • HCM - Hemoglobina corpuscular média → indica a concentração total de Hb através da análise do tamanho e coloração da hemácia. - O HCM, assim como o VCM são pedidos num hemograma a fim de identificar o tipo de anemia que a pessoa possui, hipercrômica, normocrômica ou hipocrômica. - HCM ALTO ↳ Quando os valores estão acima de 33 picogramas no adulto, isso indica anemia hipercrômica, alterações da tireóide ou alcoolismo. ↳ As causas do HCM alto se devem ao aumento do tamanho dos glóbulos vermelhos são maiores que o desejado, levando ao surgimento de anemia megaloblástica causada pela falta de vitamina B12 e ácido fólico. - HCM BAIXO ↳ Quando os valores estão abaixo de 26 picogramas no adulto, isso indica anemia hipocrômica que pode ser causada por anemia ferropriva, devido à falta de ferro, e a talassemia, que é um tipo de anemia genética. ↳ Quando o HCM está baixo isso indica que os glóbulos vermelhos são menores que o normal e como as próprias células são pequenas, o valor médio da hemoglobina é baixo. - Os valores normais da hemoglobina corpuscular média em picogramas por glóbulo vermelho, são: ↳ Recém nascido: 27 - 31 ↳ 1 a 11 meses: 25 - 29 ↳ 1 a 2 anos: 25 - 29 ↳ 3 a 10 anos: 26 - 29 ↳ 10 a 15 anos: 26 - 29 ↳ Homem: 27 - 29 ↳ Mulher: 27 - 29 - OBS.: ↳ VCM e HCM baixos: Significa anemia microcítica, como por exemplo a anemia ferropriva; ↳ VCM e HCM normais: Significa anemia normocítica, podendo ser indicativo de talassemia; ↳ VCM elevado: Significa anemia macrocítica, como a anemia megaloblástica, por exemplo. • CHCM - Concentração da hemoglobina corpuscular média. - Os valores da CHCM variam entre 32 e 36%. - Esses valores indicam a coloração que a célula sanguínea tem, por isso quando os valores estão baixos, o centro da célula fica esbranquiçado e quando os valores estão aumentados, a célula fica mais escura que o normal. • RDW - É a sigla para Red Cell Distribution Width, o que em português significa Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos, e que avalia a variação de tamanho entre as hemácias, sendo essa variação denominada anisocitose. - Quando o valor está elevado no hemograma significa que os glóbulos vermelhos têm um tamanho superior ao normal, podendo ser visto no esfregaço sanguíneo hemácias muito grandes e muito pequenas. ↳ Anemia por def. de ferro (ferropriva) ↳ Anemia megaloblástica ↳ Talassemia ↳ Doenças hepáticas - O RDW baixo normalmente não apresenta significado clínico quando interpretado isoladamente, no entanto caso sejam verificadas outras alterações no hemograma, pode indicar anemia causada por doença crônica, como doenças do fígado, problemas renais, HIV, câncer ou diabetes, por exemplo. - Se o resultado do RDW se encontra alterado, é possível desconfiar de algumas situações, como anemia, diabetes ou problemas hepáticos, cujo diagnóstico deve ser feito a partir da análise do hemograma completo e de exames bioquímicos. - O valor de referência para o RDW no hemograma é de 11 a 14%. Bárbara de Myra 2019.2 • OBS.: TIPOS DE ANEMIAS - A palavra normocítica é usada para nomear as hemácias com tamanho celular normal. Já a palavra normocrômica representa a normalidade da coloração da célula sanguínea. - Quando o resultado de um exame sanguíneo apresenta anemia normocítica ou normocrômica, significa que a não há anormalidades na estrutura e concentração das hemácias. - MACROCÍTICAS ↳ As anemias macrocíticas são aquelas em que as hemácias apresentam um tamanho maior do que o normal, sendo normalmente visto no exame VCM (Volume Corpuscular Médio) acima do valor de referência, que é entre 80 e 100 fl. ↳ Principais: Anemia megaloblástica. Anemia de Fanconi. Anemia perniciosa. - MICROCÍTICAS ↳ As anemias microcíticas são aquelas em que as hemácias possuem tamanho menor que o normal, apresentando diminuição do VCM e da concentração de hemoglobina dentro das hemácias. ↳ Principais: Anemia ferropriva. Talassemia. - NORMOCÍTICAS ↳ As anemias normocíticas são aquelasem que o tamanho das hemácias é normal, sendo o resultado do VCM e HCM próximos ao limite do normal ou apresentam pouca variação em relação aos valores normais. ↳ Principais: Anemia hemolítica. Anemia falciforme. Anemia aplásica. LEUCOGRAMA • O leucograma é um exame importante para ajudar a verificar a imunidade da pessoa e como o organismo consegue reagir a diferentes situações, ele é solicitado para avaliar o sistema de defesa do organismo e, assim, verificar se há alguma inflamação ou infecção acontecendo. • Quando a concentração de leucócitos está elevada, a situação é denominada leucocitose, e o inverso, leucopenia. • OBS.: sufixo PENIA = diminuição. CITOSE = aumento. • LEUCÓCITOS - Os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, são as células responsáveis por defender o organismo contra infecções, doenças, alergias e resfriados, sendo parte da imunidade de cada pessoa. - Essas células são transportadas no sangue para serem utilizadas sempre que um vírus, uma bactéria, ou qualquer outro organismo estranho entra no corpo humano, eliminando-os e impedindo que provoquem problemas de saúde. - O valor normal dos leucócitos no sangue situa-se entre 4500 a 11000 leucócitos/mm³ de sangue nos adultos, no entanto esse valor pode ser alterado devido a algumas situações como infecções recentes, estresse ou AIDS, por exemplo. - As células de defesa do organismo são os neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos, sendo responsáveis por funções diferentes no organismo. ↳ Neutrófilos: são as células sanguíneas mais abundantes do sistema de defesa, sendo responsável pelo combate a infecções, podendo ser indicativo de infecção por bactérias quando os valores se encontram aumentados. Os bastões ou bastonetes são os neutrófilos jovens e que normalmente são encontrados no sangue quando há infecções em fase aguda. Os neutrófilos segmentados são os neutrófilos maduros e mais encontrados no sangue. ↳ Linfócitos: são responsáveis pelo combate a vírus e tumores e produção anticorpos. Quando aumentados, podem indicar uma infecção viral, HIV, leucemia ou rejeição de um órgão transplantado, por exemplo. Bárbara de Myra 2019.2 ↳ Monócitos: são as células de defesa responsáveis for fagocitar microrganismos invasores, sendo chamados de macrófagos quando estão nos tecidos e monócitos quando estão no sangue. Atuam contra vírus e bactérias sem distinção. ↳ Eosinófilos: são as células de defesa ativadas em caso de alergia ou em infecções por parasitas. ↳ Basófilos: são as células de defesa ativadas em caso de inflamação crônica ou alergia prolongada e, em condições normais, só é encontrado até 1%. • BASTONETES - O nível de bastonetes alto no hemograma pode ser sinal uma infecção bacteriana aguda. Os bastonetes são neutrófilos (células de defesa) imaturos. Portanto, quando os níveis estão altos, significa que o organismo está solicitando mais neutrófilos da medula óssea, onde são produzidos. O resultado é um aumento do número de neutrófilos jovens (bastonetes) no sangue. ↳ Em geral, quando os bastonetes estão altos, o nível de neutrófilos maduros, chamados de segmentados, também está elevado. Se o aumento de bastonetes vier acompanhado por um aumento do número dos outros glóbulos brancos (eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos), indica que o organismo está respondendo bem a uma inflamação ou infecção. ↳ Porém, se o número de bastonetes estiver mais alto que o de segmentados, significa que a medula óssea não está conseguindo enviar para o sangue uma quantidade suficiente de neutrófilos maduros, liberando os imaturos. Isso geralmente ocorre em processos inflamatórios e infecciosos mais graves. - Níveis de bastonetes baixos no hemograma podem indicar problemas na produção de neutrófilos pela medula óssea ou um aumento da destruição dessas células. As causas são muito variadas, podendo incluir problemas genéticos, uso de medicamentos, infecções, doenças, entre outras. ↳ Os bastonetes são neutrófilos imaturos. Quando se tornam maduros são chamados de segmentados. Os neutrófilos são células de defesa do sangue que participam no combate às infecções. ↳ O número de bastonetes pode ficar baixo devido a uma rápida utilização ou destruição dessas células, ou ainda por produção insuficiente das mesmas. ↳ Algumas situações mobilizam os neutrófilos que já estão na circulação sanguínea, diminuindo a concentração dessas células no sangue. Alguns exemplos: estresse, uso de medicamentos corticoides, antibióticos, antitérmicos e de tratamento para HIV/AIDS, infecções virais, quimioterapia, estresse, entre outras. • SEGMENTADOS - Os neutrófilos segmentados são células responsáveis pela defesa do organismo e são encontrados em maior quantidade no sangue quando comparado aos outros neutrófilos. - O aumento da quantidade de neutrófilos segmentados no sangue é denominado neutrofilia e acontece quando a quantidade de segmentados é superior a 8000/ µL, ou de acordo com o valor máximo estabelecido pelo laboratório, podendo acontecer devido a algumas situações, como por exemplo: ↳ Infecções por fungos, vírus ou bactérias ↳ Inflamação ↳ Tumores de crescimento rápido, como os no trato digestivo ou no fígado ↳ Hemorragia ↳ Uso medicamentos, como corticoides ↳ Picadas de inseto ↳ Infarto ↳ Após prática de atividade física intensa ↳ Após cirurgia - A diminuição da quantidade de neutrófilos segmentados no sangue recebe o nome de neutropenia e acontece quando o valor se encontra abaixo de 1600/ µL, ou de acordo com o valor mínimo determinado pelo laboratório. Pode acontecer devido a: ↳ Alterações na atividade da medula óssea ↳ Infecção neonatal por vírus ou bactérias ↳ Durante tratamento quimioterápico ↳ Alcoolismo ↳ Doenças autoimunes • EOSINÓFILOS - Essas células de defesa ficam presentes no sangue em elevadas concentrações principalmente durante reações alérgicas ou em caso de infecções parasitárias, bacterianas e fúngicas. - Os valores normais de eosinófilo no sangue são: ↳ Valor absoluto: 40 a 500 células/ µL de sangue - é a contagem total das eosinófilos no sangue; ↳ Valor relativo: 1 a 5% - é a porcentagem dos eosinófilos em relação às outras células do leucograma. Bárbara de Myra 2019.2 - Quando a contagem de eosinófilos no sangue é maior do que o valor normal de referência, é caracterizada a eosinofilia. As principais causas de eosinofilia são: ↳ Alergia, como asma, urticária, rinite alérgica, dermatite, eczema ↳ Parasitoses por vermes, como ascaridíase, toxocaríase, oxiuríase, ancilostomíase, esquistossomose, etc ↳ Infecções, como febre tifoide, tuberculose, alguns vírus ↳ Alergia ao uso de remédios, como AAS, antibióticos, anti-hipertensivos ou triptofano, por exemplo ↳ Doenças inflamatórias de pele, como pênfigo bolhoso, dermatites ↳ Outras doenças inflamatórias, como doença inflamatória intestinal, doenças hematológicas, câncer ou doenças genéticas que causam eosinofilia hereditária, por exemplo - A contagem baixa de eosinófilos, chamada de eosinopenia, acontece quando os eosinófilos estão abaixo de 40 células/ µL, podendo chegar a 0 célula/ µL. ↳ A eosinopenia pode acontecer no caso de infecções bacterianas agudas, como pneumonia ou meningite, por exemplo, já que são infecções bacterianas graves que costumam aumentar outros tipos de células de defesa, como os neutrófilos, o que podem diminuir a contagem absoluta ou relativa dos eosinófilos. A redução dos eosinófilos também pode ser resultado da diminuição da imunidade devido a doenças ou uso de medicamentos que alterem a função do sistema imunológico, como os corticoides. • BASÓFILOS - Os basófilos são células importantes para o sistema imune, estando normalmente aumentados em casos de alergia ou inflamação prolongada como asma, rinite ou urticária por exemplo. Os basófilos possuem em sua estrutura inúmeros grânulos,que, em situações de inflamação ou alergia, por exemplo, liberam heparina e histamina para combater o problema. - Os basófilos estão presentes no sangue em concentrações muito pequenas, sendo os valores normais de referência dos basófilos variam entre 0 - 2% ou 0 - 200/mm3 tanto nos homens como nas mulheres. - O aumento dos basófilos no sangue, conhecido por basofilia, ocorre em casos de: ↳ Colite ulcerativa (inflamação do intestino) ↳ Asma ↳ Sinusite e rinite, que corresponde à inflamação dos seios perinasais, que se encontram nas vias respiratórias, geralmente associada a infecções ↳ Artrite, que é a inflamação das juntas do corpo e que causam dor ↳ Insuficiência renal crônica, principalmente nos casos de mau funcionamento dos rins, como nefrose ↳ Anemia hemolítica, em que as hemácias são destruídas, havendo comprometimento do transporte de oxigênio e nutrientes para o organismo ↳ Após fazer quimioterapia - A basopenia, que é quando os basófilos estão baixos, é uma situação pouco comum e que pode ocorrer devido à diminuição da produção de glóbulos brancos pela medula óssea, sendo possível identificar apenas 20 células por litro de sangue. ↳ As principais causas de basopenia são ingestão de medicamentos que enfraquecem o sistema imune, como corticoides, ovulação, gravidez, período de estresse, hipertireoidismo e a síndrome de Cushing. • LINFÓCITOS - Os valores normais de referência dos linfócitos são entre 1000 a 5000 linfócitos por mm³ de sangue, que representa de 20 a 50% na contagem relativa. - A quantidade de linfócitos acima dos valores de referência recebe o nome de linfocitose e normalmente está relacionado a processos infecciosos. Assim, as principais causas de linfócitos altos são: ↳ Infecções agudas, como mononucleose, poliomielite, sarampo, rubéola, dengue ou coqueluche, por exemplo ↳ Infecções crônicas, como tuberculose, malária ↳ Hepatite viral ↳ Hipertireoidismo ↳ Alergia ↳ Anemia perniciosa, que é caracterizada pela deficiência de ácido fólico e vitamina B12 ↳ Intoxicação por benzeno e metais pesados ↳ Diabetes Bárbara de Myra 2019.2 - A quantidade de linfócitos abaixo dos valores de referência recebe o nome de linfopenia e normalmente é relacionada com situações envolvendo a medula óssea, como anemia aplástica ou leucemia, por exemplo. Além disso, a linfopenia também pode ser sinal de doenças auto-imunes, em que o próprio organismo atua contra o sistema imunológico de defesa, como o lúpus eritematoso sistêmico, por exemplo (LES). ↳ A linfopenia ainda pode acontecer devido à AIDS, terapia com drogas imunossupressoras ou tratamento quimioterápico ou radioterápico, doenças genéticas raras, ou ser consequência de situações de estresse, como pós-operatório e sobrecarga corporal, por exemplo. - OBS.: tipos de linfócitos ↳ Existem 2 tipos principais de linfócitos no organismo, os linfócitos B, que são células imaturas produzidas na medula óssea e lançadas para a corrente sanguínea para produzir anti-corpos contra bactérias, vírus e fungos, e os linfócitos T, que são produzidos na medula óssea mas que depois são desenvolvidas no timo até se dividirem em 3 grupos: ↳ Linfócitos T CD4: ajudam os linfócitos B a eliminar infecções, sendo o primeiro alerta do sistema imune. Normalmente estas são as primeiras células a serem afetadas pelo vírus do HIV, sendo que em pacientes infectados o exame de sangue indica um valor inferior a 100/ mm³. ↳ Linfócitos T CD8: diminuem a atividade de outros tipos de linfócitos e, por isso, encontram-se aumentados em casos de HIV. ↳ Linfócitos T citotóxicos: destroem células anormais e infectadas por vírus ou bactérias. • MONÓCITOS - Os monócitos são produzidos na medula óssea e ficam poucas horas circulantes na circulação, e seguem para outros tecidos, onde sofrem processo de diferenciação, recebendo o nome de macrófago, que tem diferentes nomes de acordo com o tecido em que se encontra: células de Kupffer, no fígado, micróglia, no sistema nervoso, e células de Langerhans na epiderme. - O aumento no número de monócitos, também chamado de monocitose, normalmente é indicativo de infecções crônicas, como tuberculose, por exemplo. Além disso, pode haver aumento no número de monócitos devido à colite ulcerativa, infecção por protozoários, doença de Hodgkin, leucemia mielomonocítica, mieloma múltiplo e doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. ↳ O aumento dos monócitos normalmente não causa sintomas, sendo percebido apenas por meio do exame de sangue, o hemograma. - Quando os valores de monócitos estão baixos, condição chamada de monocitopenia, normalmente significa que o sistema imunológico está enfraquecido, como acontece em casos de infecções no sangue, tratamentos de quimioterapia e problemas na medula óssea, como anemia aplástica e leucemia. Além disso, casos de infecções na pele, uso de corticoides e infecção pelo HPV também podem causar diminuição do número de monócitos. PLAQUETOGRAMA • PLAQUETAS (PQT) - As plaquetas são, na verdade, fragmentos de células que são muito importantes por serem responsáveis pelo início do processo de coagulação. - O valor normal das plaquetas normal deve estar entre 150.000 a 450.000/ mm³ de sangue. - As plaquetas elevadas são preocupantes pois podem causar coágulos e trombos sanguíneos, havendo risco de trombose e embolia pulmonar, por exemplo. - Quando as plaquetas estão reduzidas, podem aumentar o risco de sangramentos. • VMP - O tamanho da plaqueta, medido através do Volume Plaquetário Médio (VPM), é um marcador da função plaquetária. Bárbara de Myra 2019.2