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CÉLULAS DO SANGUE 
 
 
 
GLÓBULOS VERMELHOS 
 
● Eritrócitos ou hemácias 
 
São células sanguíneas que carregam hemoglobina. Eles são responsáveis pelo transporte do oxigênio 
dos pulmões para os tecidos e pela retirada do gás carbônico para ser eliminado. 
 
 
GLÓBULOS BRANCOS (LEUCÓCITOS) 
 
São responsáveis pela defesa do nosso organismo contra agentes infecciosos como vírus ou bactérias e 
também nos protegem contra substâncias estranhas. Para defender o corpo adequadamente, uma 
quantidade suficiente de leucócitos deve ir aonde é necessário, matar e digerir os organismos e as 
substâncias prejudiciais. 
 
A contagem dos leucócitos normalmente varia de 4.000 a 10.000 células por microlitro. 
 
Os cinco tipos de leucócitos ou glóbulos brancos são: 
 
 
Agranulócitos: 
 
- Linfócito: Reconhece moléculas estranhas e agentes infecciosos. 
 
- Monócito: Remove tecidos mortos e danificados. Destrói células cancerígenas. 
 
 
 
Granulócitos: 
 
- Basófilo: Defesa do hospedeiro das doenças alérgicas e parasitárias. 
 
- Eosinófilo: Defesa do organismo contra parasitas e alérgenos. 
 
- Neutrófilo: Matam e digerem fungos e bactérias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLAQUETAS 
 
São fragmentos de grandes células que compõem o sistema de coagulação do sangue e age na 
prevenção de hemorragias. 
 
Chama-se de plaquetopenia a baixa contagem de plaquetas no sangue. 
 
O número reduzido de plaquetas pode ser decorrente de falta de produção, por uso de determinados 
medicamentos ou por destruição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA 
 
 
MEDULA ÓSSEA 
 
A medula óssea é o sítio de geração de células sanguíneas circulantes, incluindo hemácias, 
granulócitos e monócitos, bem como o sítio de maturação das células B. 
 
A geração de todas as células sanguíneas é chamada de hematopoese. 
 
 
 
 
 
A geração de todas as células sanguíneas, chamada hematopoese, ocorre inicialmente durante o 
desenvolvimento fetal, nas ilhotas sanguíneas junto ao saco vitelínico e mesênquima para-aórtico, 
mudando então para o fígado entre o 3º e o 4º mês de gestação, até finalmente seguir para a medula 
óssea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TIMO 
 
O timo é o local de maturação das células T. Trata-se de um órgão bilobado situado no mediastino 
anterior, que evolui após a puberdade, de modo a se tornar indetectável nos adultos. Cada lobo é 
dividido em múltiplos lóbulos por septos fibrosos, e cada lóbulo consiste em um córtex e uma medula 
interna. 
 
 
 
 
 
 
Um distúrbio hereditário da imunidade de células T causado pela falha de desenvolvimento do timo é 
chamado síndrome de DiGeorge. 
 
 
 
 
 
 
 
BAÇO 
 
O baço é um órgão altamente vascularizado, cujas principais funções são remover da circulação as 
células sanguíneas envelhecidas e danificadas, bem como as partículas (como imunocomplexos e 
microrganismos opsonizados), e iniciar respostas imunes adaptativas a antígenos transportados pelo 
sangue. 
 
 
 
A polpa branca contém as células mediadoras das respostas imunes adaptativas a antígenos 
transportados pelo sangue. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Zona marginal, forma a fronteira entre a polpa vermelha e a polpa branca. A arquitetura da polpa 
branca é análoga à organização dos linfonodos, com zonas segregadas de células T e B. 
 
 
 
 
Todas as principais barreiras epiteliais do corpo, incluindo a pele, mucosa gastrointestinal e mucosa 
bronquial, tem seu próprio sistema de linfonodos, estruturas linfóides não encapsuladas e células 
imunes difusamente distribuídas que atuam de formas coordenadas para fornecer respostas imunes 
especializadas contra os patógenos que transpõem as barreiras. 
 
 
 
IMUNOGLOBULINAS 
 
INTRODUÇÃO ÀS IMUNOGLOBULINAS 
 
 
Defesa imunológica: Essencial para proteger o corpo contra infecções. 
 
Reconhecimento e neutralização: Ligam-se aos antígenos para marcá-los para destruição por outras 
células imunológicas. 
 
 
DEFINIÇÃO DE IMUNOGLOBULINAS 
 
Produzido por células plasmáticas: Derivado de linfócitos B. 
 
Função: Reconhecer e neutralizar antígenos, como vírus e bactérias. 
 
 
 
 
 
 
TIPOS DE IMUNOGLOBULINAS 
 
IgG: O anticorpo mais abundante e fornece imunidade a longo prazo. 
 
IgA: Encontrada em áreas mucosas, fornece proteção local. 
 
IgM: O primeiro anticorpo produzido em resposta a uma infecção. 
 
● IgE: Envolvida em reações alérgicas e defesa contra parasitas. 
 
● IgD: Presente na superfície dos linfócitos B, função não bem compreendida. 
 
 
 
 
IgG: o anticorpo mais abundante 
 
Atravessa a placenta: Fornece imunidade passiva ao feto. 
 
Imunidade de longo prazo: permanece no corpo por muito tempo, fornecendo proteção contínua. 
 
● Vacinação: Os anticorpos IgG são frequentemente o resultado de vacinas, proporcionando 
imunidade a longo prazo. 
 
 
 
 
 
 
IgA: imunidade da mucosa 
 
Função em áreas mucosas: A IgA é encontrada principalmente em áreas mucosas, como os tratos 
respiratório e digestivo, onde fornece proteção local. Ela impede que patógenos entrem no corpo 
através das membranas mucosas e também está presente como IgA secretora em fluidos como saliva, 
lágrimas e leite materno. 
 
Exemplos: Durante a amamentação, a IgA é fornecida aos bebês, protegendo-os de infecções. 
 
 
IgM: o primeiro respondentes 
 
Resposta imune inicial: A IgM é o primeiro anticorpo produzido em resposta a uma infecção e 
desempenha um papel fundamental na ativação de outros componentes imunológicos. É crucial para a 
resposta precoce e ajuda a ativar o sistema complemento, auxiliando na destruição de patógenos. 
 
Exemplos: As infecções agudas geralmente apresentam altos níveis de IgM, indicando uma infecção 
recente. 
 
 
IgE: alergia e defesa 
 
Papel nas reações alérgicas: A IgE está envolvida em reações alérgicas e auxilia na defesa contra 
infecções parasitárias. Ela se liga a alérgenos e desencadeia a liberação de histamina dos mastócitos, 
contribuindo para reações alérgicas. 
 
Exemplos: Altos níveis de IgE estão associados à condições alérgicas, como asma e febre do feno. 
 
 
IgD: a função desconhecida 
 
Papel menos compreendido da IgD: A IgD está presente na superfície dos linfócitos B, mas sua 
função exata não é bem compreendida. Ela serve como marcador de superfície em células B imaturas 
e pode estar envolvida no início de respostas imunes. 
 
Pesquisas e estudos: A pesquisa em andamento visa descobrir o papel preciso da IgD no sistema 
imunológico, lançando luz sobre suas possíveis contribuições. 
 
 
ONDE AS IMUNOGLOBULINAS SÃO PRODUZIDAS? 
 
Principais locais de produção 
 
As imunoglobulinas são produzidas principalmente nos gânglios linfáticos, baço e medula óssea por 
linfócitos B ativados (células plasmáticas). 
 
Funções dos locais de produção 
 
 
Os gânglios linfáticos filtram a linfa e produzem anticorpos; o baço filtra o sangue e produz 
anticorpos; e a medula óssea é o local de maturação dos linfócitos B e produção de anticorpos. 
 
 
ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B 
 
Reconhecimento e ativação 
 
Os linfócitos B reconhecem antígenos, levando à sua ativação e diferenciação em células plasmáticas, 
que secretam anticorpos específicos. 
 
Processos-chave 
 
Durante esse processo, as células B se ligam a antígenos e as células B ativadas tornam-se células 
plasmáticas que produzem anticorpos, especialmente evidentes durante a vacinação. 
 
 
COMO AS IMUNOGLOBULINAS SÃO TRANSPORTADAS? 
 
Mecanismo de transporte 
 
Depois de decretadas, as imunoglobulinas circulam pela corrente sanguínea e pelo sistema linfático, 
atingindo várias partes do corpo. A corrente sanguínea serve como a principal via de transporte de 
anticorpos, enquanto o sistema linfático ajuda a distribuir anticorpos para diferentes tecidos. 
 
Exemplos de ação 
 
Infecções: Os anticorpos viajam para os locais de infecção para neutralizar os patógenos. 
 
 
MECANISMO DE LIGAÇÃO DO ANTÍGENO 
 
Encadernação e marcação 
 
As imunoglobulinas se ligam aos antígenos, marcando-os para destruição por células imunológicas, 
como macrófagos. Também podemse ligar a outras proteínas para cumprir seu papel. Isso envolve a 
ligação específica a antígenos-alvo, desencadeando uma resposta imune que marca os antígenos para 
destruição. 
 
Exemplos de ação 
 
Infecções bacterianas: Os anticorpos se ligam às bactérias, marcando-as para fagocitose por 
macrófagos. 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DAS IMUNOGLOBULINAS 
 
Definição: Imunoglobulinas são proteínas produzidas pelas células plasmáticas para reconhecer e 
neutralizar antígenos. 
 
Tipos: Cinco tipos principais (IgG, IgA, IgM, IgE, IgD) com funções específicas. 
 
Produção e transporte: Produzido em gânglios linfáticos, baço e medula óssea, transportado através 
da corrente sanguínea e do sistema linfático. 
 
Ligação ao antígeno: Ligue-se aos antígenos e marque-os para destruição pelas células imunológicas. 
 
 
O QUE É TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS? 
 
Procedimento cirúrgico onde um órgão doente é substituído por um órgão saudável de um doador. 
 
Principais órgãos transplantados: rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas. 
 
 
IMUNOSSUPRESSÃO 
 
Após o transplante, o corpo pode rejeitar o órgão como corpo estranho. 
 
Medicamentos imunossupressores são administrados para prevenir essa rejeição. 
 
 
IMUNOGLOBULINAS NO TRANSPLANTE 
 
Anticorpos que ajudam a regular a resposta imunológica. 
 
Prevenção de rejeição: Reduzem a chance de rejeição aguda (rim, fígado). 
 
Tratamento de rejeição: IVIG neutraliza anticorpos que atacam o órgão transplantado. 
 
Ajuste da imunossupressão: Permitem redução de imunossupressores, minimizando efeitos 
colaterais. 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Transplantes são vitais e o uso de imunoglobulinas ajuda a preservar a saúde do órgão transplantado. 
 
É necessário acompanhamento rigoroso e especializado. 
 
 
 
 
 
TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E A RELAÇÃO COM AS IMUNOGLOBULINAS 
 
CONCEITO DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS 
 
O transplante de órgãos é um procedimento médico no qual um órgão ou tecido saudável (doado) é 
transferido para um paciente cujo órgão correspondente está comprometido ou em falência. O objetivo 
é restaurar a função vital do órgão afetado, prolongando a vida e melhorando a qualidade de vida do 
receptor. 
 
Os transplantes podem ser: 
 
● Autólogos: quando o doador e o receptor são o mesmo indivíduo (ex: enxertos de pele). 
 
● Alogênicos: entre indivíduos da mesma espécie, mas geneticamente diferentes (ex: 
transplante renal entre pessoas). 
 
● Xenogênicos: entre espécies diferentes (ex: pesquisa com órgãos de porcos para humanos). 
 
 
SISTEMA IMUNOLÓGICO E REJEIÇÃO DO TRANSPLANTE 
 
Após o transplante, o sistema imunológico do receptor reconhece o órgão transplantado como "não 
próprio" (estranho), desencadeando uma resposta imunológica de rejeição. 
 
Essa resposta ocorre porque o sistema imune identifica proteínas do doador, principalmente os 
antígenos do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), também conhecidos como 
antígenos HLA (Human Leukocyte Antigen). 
 
A rejeição pode ocorrer em três formas principais: 
 
● Hiperaguda: minutos a horas após o transplante, mediada por anticorpos pré-existentes. 
 
● Aguda: dias a semanas após, mediada por linfócitos T e anticorpos. 
 
● Crônica: meses a anos depois, com progressiva perda da função do órgão transplantado. 
 
 
PAPEL DAS IMUNOGLOBULINAS 
 
As imunoglobulinas (Ig), também conhecidas como anticorpos, são proteínas produzidas pelos 
linfócitos B em resposta à presença de antígenos estranhos, como bactérias, vírus ou tecidos 
transplantados. 
 
Durante o transplante de órgãos, as imunoglobulinas desempenham papel central no reconhecimento e 
ataque ao enxerto: 
 
 
TIPOS DE IMUNOGLOBULINAS E SUAS FUNÇÕES: 
 
● IgG: é a principal imunoglobulina envolvida nas reações de rejeição. Ela pode atravessar 
tecidos e ativar o sistema complemento, promovendo destruição das células do órgão 
transplantado. 
 
● IgM: atua nas fases iniciais da resposta imune; pode causar rejeição hiperaguda ao se ligar 
rapidamente a antígenos do doador. 
 
● IgA: tem papel menor, mas participa da imunidade de mucosas. 
 
● IgE e IgD: menos envolvidas no contexto de transplantes, mas relacionadas a reações 
alérgicas e regulação da resposta imune. 
 
 
ANTICORPOS ANTI-HLA E REJEIÇÃO 
 
Antes de realizar um transplante, é feita a tipagem HLA e o teste de compatibilidade (cross match) 
para detectar a presença de anticorpos anti-HLA no receptor. 
 
Esses anticorpos são imunoglobulinas específicas que reconhecem antígenos HLA do doador. 
 
Se o teste for positivo, significa que o paciente já possui anticorpos que irão atacar o órgão doado, 
podendo ocorrer rejeição imediata (hiperaguda). 
 
 
TERAPIA IMUNOSSUPRESSORAS E USO DE IMUNOGLOBULINAS 
 
Para evitar a rejeição, o receptor precisa de terapia imunossupressora, que reduz a atividade do 
sistema imune. 
 
Os principais medicamentos utilizados incluem: ciclosporina, tacrolimus, azatioprina, 
micofenolato e corticosteróides. 
 
Além disso, as imunoglobulinas humanas intravenosas (IVIg) têm um papel importante em 
transplantes: 
 
● São utilizadas para neutralizar anticorpos anti-HLA pré-formados, diminuindo o risco de 
rejeição. 
 
● Têm efeito imunomodulador, reduzindo a produção de novos anticorpos e equilibrando a 
resposta imune. 
 
● Podem ser empregadas no tratamento de rejeição mediada por anticorpos (AMR). 
 
 
IMPORTÂNCIA DA IMUNOLOGIA NO SUCESSO DO TRANSPLANTE 
 
O sucesso de um transplante depende de um equilíbrio entre a resposta imunológica e a tolerância 
imunológica. 
 
 Compreender a função das imunoglobulinas e dos mecanismos de rejeição permite: 
 
● Escolher doadores compatíveis. 
 
● Prevenir reações imunológicas graves. 
 
● Promover maior sobrevida do órgão transplantado. 
 
 
CONCLUSÃO 
 
As imunoglobulinas desempenham papel essencial nos processos de reconhecimento imunológico e 
rejeição em transplantes de órgãos. 
 
O avanço das técnicas de compatibilidade e o uso de terapias imunossupressoras e imunoglobulinas 
intravenosas têm contribuído significativamente para aumentar a taxa de sucesso dos transplantes, 
reduzindo complicações imunológicas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. 
 
Questões de Imunologia — atividade de revisão 
1. Sobre as classes de imunoglobulinas, assinale a alternativa incorreta: 
 a) A IgG é a única classe que atravessa a placenta e confere imunidade ao feto. 
 b) A IgM costuma ser a primeira imunoglobulina produzida numa resposta primária 
e é secretada como pentâmero. 
 c) A IgA está presente nas secreções mucosas e no leite materno. 
 d) A IgD é secretada em grande quantidade no sangue e participa ativamente da 
neutralização de antígenos. 
 e) A IgE está associada a reações alérgicas e defesa contra parasitas. 
 
2. Num linfócito B ativado, a comutação de classe (isotype switching) permite que ele 
mude a classe de anticorpo produzido (por exemplo, de IgM para IgG), mantendo a 
mesma especificidade antigênica. Isso ocorre por meio de: 
 a) mutação somática nas regiões variáveis das cadeias pesadas 
 b) recombinação entre segmentos de DNA nas regiões constantes das cadeias 
pesadas 
 c) troca de cadeias leves do anticorpo 
 d) fusão de dois linfócitos B 
 e) ativação de genes de classe IgE diretamente pelo antígeno 
 
3. Considere as alternativas sobre o sistema complemento. Qual afirmação está 
errada? 
 a) A via clássica do complemento é ativada por anticorpos IgG ou IgM ligados ao 
antígeno. 
 b) A via alternativa pode ser ativada diretamente por superfícies de patógenos sem 
anticorpos. 
 c) A via das lectinas é ativada pela ligação de lectinas a açúcares na superfície 
microbiana. 
 d) A via clássica não gera fragmentos C3b nem C5a. 
 e) O complemento promove opsonização, lise microbiana e inflamação. 
 
4. Qual das células abaixo é característica da imunidade inata e age sem necessidade 
de sensibilização prévia? 
 a) Linfócito B 
 b) Célula NK (natural killer) 
 c) Plasmócito 
 d) Linfócito T citotóxico 
 e) Linfócito T auxiliar 
 
5. Em uma resposta imunológicaadaptativa, a “secreção de anticorpos de alta 
afinidade” após exposições sucessivas ao antígeno se deve a dois mecanismos 
principais. Um deles é a selecção de clones B de alta afinidade no centro 
germinativo. O outro é: 
 a) proliferação de macrófagos 
 b) aumento aleatório da mutação nas células T 
 c) mutações somáticas (hipermutação somática) nos genes de cadeia pesada e 
leve dos anticorpos 
 d) ativação direta de células dendríticas 
 e) fusão de anticorpos já existentes 
 
6. Marque a alternativa que representa corretamente uma imunodeficiência primária 
(hereditária) e seu defeito típico: 
 a) AIDS — depleção de linfócitos CD4 
 b) Síndrome de DiGeorge — defeito na maturação de células T 
 c) Imunodeficiência secundária por quimioterapia — falha na produção de 
neutrófilos 
 d) Leucemia — produção excessiva de anticorpos 
 e) Hipergamaglobulinemia — excesso de imunoglobulinas 
 
7. Qual hipótese não acredita-se que seja um “sinal de alerta” para suspeita de 
imunodeficiência primária? 
 a) infecções pulmonares recorrentes (duas ou mais por ano) 
 b) quatro ou mais otites novas por ano 
 c) história familiar de imunodeficiência 
 d) candidíase oral persistente ou estomatite 
 e) episódios isolados de varicela 
 
8. Sobre imunidade adaptativa, qual das afirmações abaixo é incorreta? 
 a) A imunidade humoral é mediada por anticorpos secretados pelos plasmócitos. 
 b) A imunidade celular depende das células T (auxiliares e citotóxicas). 
 c) Os linfócitos T podem reconhecer antígenos livres no sangue sem necessidade 
de apresentação por MHC. 
 d) Para apresentação antigênica, células dendríticas expressam MHC II para ativar 
células T auxiliares. 
 e) A resposta secundária (memória) tende a ser mais rápida e robusta do que a 
primária. 
 
9. A hipersensibilidade tipo I (imediata) é caracterizada por: 
 a) reação mediada por anticorpos IgG contra antígenos fixados nas células 
 b) formação de complexos imunes que depositam nos tecidos 
 c) ativação de mastócitos e liberação de mediadores por IgE 
 d) citotoxicidade mediada por Células T citotóxicas 
 e) necrose tecidual induzida por complemento 
 
10. Na hipersensibilidade tipo II, a lesão tecidual é geralmente causada por: 
 a) complexos circulantes que se depositam nos capilares 
 b) anticorpos contra antígenos nas células próprias, provocando lise via 
complemento ou fagocitose 
 c) ativação de mastócitos por IgE 
 d) reações imunológicas tardias (mediadas por células T) 
 e) liberação de histamina por basófilos 
 
11. Em relação à produção de anticorpos, qual afirmação está correta? 
 a) Inicialmente, linfócitos B naïve expressam apenas IgA e IgE de membrana. 
 b) Após ativação, as células B podem secretar IgM e IgD simultaneamente no 
sangue. 
 c) A mudança de classe (switch) permite que a célula produza IgG, IgA ou IgE 
mantendo a região variável (especificidade) igual. 
 d) A hipermutação somática age nas regiões constantes da cadeia leve para 
melhorar sua função. 
 e) A síntese de anticorpos independe de cooperação das células T (é totalmente 
autônoma). 
 
12. Sobre imunodeficiências secundárias, assinale a alternativa verdadeira: 
 a) São sempre hereditárias e surgem na infância 
 b) Nunca envolvem tratamento farmacológico 
 c) Podem ser causadas por uso de esteroides, radioterapia ou quimioterapia 
 d) A deficiência de anticorpos é a forma mais comum de imunodeficiência primária 
 e) São consideradas mais graves que as primárias 
 
13. Qual alternativa corresponde à via alternativa de ativação do complemento? 
 a) Requer resposta inicial de anticorpos IgG ou IgM 
 b) É independente de anticorpos e pode iniciar espontaneamente na superfície 
microbiana 
 c) É ativada pela proteína lectina ligada ao antígeno 
 d) Depende exclusivamente de imunoglobulina E (IgE) 
 e) Atua apenas no intestino 
 
14. Assinale a alternativa que melhor define “opsonização”: 
 a) Formação de anticorpos que bloqueiam antígenos 
 b) Lise direta do patógeno pela ação do complemento 
 c) Cobertura do patógeno por moléculas (ex: anticorpos ou C3b) que facilitam sua 
fagocitose 
 d) Ativação de mastócitos para liberar histamina 
 e) Transformação de linfócitos B em células de memória 
 
15. Em pacientes infectados com HIV, a deficiência imune se deve principalmente a: 
 a) mutações no gene das imunoglobulinas 
 b) depleção progressiva de células CD4+ 
 c) produção excessiva de anticorpos 
 d) ativação exacerbada de neutrófilos 
 e) redução das células NK 
 
16. Considerando os mecanismos de controle de resposta imune, qual molécula de 
superfície atua como regulador negativo em linfócitos T (limita resposta excessiva)? 
 a) CD28 
 b) CTLA-4 
 c) CD40L 
 d) B7 (CD80/86) 
 e) CD3 
 
17. Relações entre imunoglobulina e função, associe corretamente: 
 
1. IgG 
 
2. IgM 
 
3. IgA 
 
4. IgE 
 
5. IgD 
 
 A. Presente nas mucosas, saliva e secreções 
 B. Primeira imunoglobulina em resposta primária 
 C. Atua em reações alérgicas e defesa contra parasitas 
 D. Presente em membrana de linfócitos B virgens como receptor 
 E. Transporte pela placenta / resposta secundaria rápida 
 
 As correspondências corretas são: 
 a) 1-E, 2-B, 3-A, 4-C, 5-D 
 b) 1-E, 2-D, 3-A, 4-B, 5-C 
 c) 1-A, 2-B, 3-E, 4-C, 5-D 
 d) 1-E, 2-B, 3-C, 4-A, 5-D 
 e) 1-E, 2-B, 3-A, 4-D, 5-C 
 
18. Um paciente apresenta infecções frequentes por fungos oportunistas, pneumonia 
por Pneumocystis e linfopenia grave de células T. Isso sugere uma 
imunodeficiência adquirida com dano predominante em: 
 a) neutrófilos 
 b) células B 
 c) complemento 
 d) células T 
 e) barreiras epiteliais 
 
19. Sobre vacinas de agentes vivos atenuados e imunodeficiências, assinale o que é 
correto: 
 a) Pacientes com imunodeficiência grave podem receber vacinas com vírus vivos 
com segurança. 
 b) Febre moderada não é contraindicação para dose subsequente de vacina. 
 c) Uso de antibióticos (profiláticos ou terapêuticos) é contraindicação para vacinar. 
 d) Vacinas de vírus vivos são sempre preferidas em pacientes imunossuprimidos. 
 e) Vacinar em fase aguda de doença grave pode interferir na avaliação de eventos 
adversos. 
 
20. Em termos evolutivos, pode-se dizer que a imunidade adaptativa surgiu para 
combater patógenos que evoluíram para escapar da resposta inata básica. Nessa 
linha, qual das características abaixo é típica da imunidade adaptativa e não da 
inata? 
 a) Reconhecimento de padrões moleculares comuns (PAMPs) 
 b) Resposta rápida já na primeira exposição 
 c) Memória imunológica (resposta mais eficaz em exposições posteriores) 
 d) Barreiras físicas como pele e mucosas 
 e) Fagocitose por macrófagos 
 
1 D 11 C 
 
2 B 12 C 
 
3 D 13 B 
 
4 B 14 C 
 
5 C 15 B 
 
6 B 16 B 
 
7 E 17 A 
 
8 C 18 D 
 
9 C 19 E 
 
10 B 20 C 
 
	TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E A RELAÇÃO COM AS IMUNOGLOBULINAS 
	 
	CONCEITO DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS 
	SISTEMA IMUNOLÓGICO E REJEIÇÃO DO TRANSPLANTE 
	PAPEL DAS IMUNOGLOBULINAS 
	 
	TIPOS DE IMUNOGLOBULINAS E SUAS FUNÇÕES: 
	ANTICORPOS ANTI-HLA E REJEIÇÃO 
	TERAPIA IMUNOSSUPRESSORAS E USO DE IMUNOGLOBULINAS 
	IMPORTÂNCIA DA IMUNOLOGIA NO SUCESSO DO TRANSPLANTE 
	 
	Questões de Imunologia — atividade de revisão

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