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CÉLULAS DO SANGUE GLÓBULOS VERMELHOS ● Eritrócitos ou hemácias São células sanguíneas que carregam hemoglobina. Eles são responsáveis pelo transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos e pela retirada do gás carbônico para ser eliminado. GLÓBULOS BRANCOS (LEUCÓCITOS) São responsáveis pela defesa do nosso organismo contra agentes infecciosos como vírus ou bactérias e também nos protegem contra substâncias estranhas. Para defender o corpo adequadamente, uma quantidade suficiente de leucócitos deve ir aonde é necessário, matar e digerir os organismos e as substâncias prejudiciais. A contagem dos leucócitos normalmente varia de 4.000 a 10.000 células por microlitro. Os cinco tipos de leucócitos ou glóbulos brancos são: Agranulócitos: - Linfócito: Reconhece moléculas estranhas e agentes infecciosos. - Monócito: Remove tecidos mortos e danificados. Destrói células cancerígenas. Granulócitos: - Basófilo: Defesa do hospedeiro das doenças alérgicas e parasitárias. - Eosinófilo: Defesa do organismo contra parasitas e alérgenos. - Neutrófilo: Matam e digerem fungos e bactérias. PLAQUETAS São fragmentos de grandes células que compõem o sistema de coagulação do sangue e age na prevenção de hemorragias. Chama-se de plaquetopenia a baixa contagem de plaquetas no sangue. O número reduzido de plaquetas pode ser decorrente de falta de produção, por uso de determinados medicamentos ou por destruição. ANATOMIA MEDULA ÓSSEA A medula óssea é o sítio de geração de células sanguíneas circulantes, incluindo hemácias, granulócitos e monócitos, bem como o sítio de maturação das células B. A geração de todas as células sanguíneas é chamada de hematopoese. A geração de todas as células sanguíneas, chamada hematopoese, ocorre inicialmente durante o desenvolvimento fetal, nas ilhotas sanguíneas junto ao saco vitelínico e mesênquima para-aórtico, mudando então para o fígado entre o 3º e o 4º mês de gestação, até finalmente seguir para a medula óssea. TIMO O timo é o local de maturação das células T. Trata-se de um órgão bilobado situado no mediastino anterior, que evolui após a puberdade, de modo a se tornar indetectável nos adultos. Cada lobo é dividido em múltiplos lóbulos por septos fibrosos, e cada lóbulo consiste em um córtex e uma medula interna. Um distúrbio hereditário da imunidade de células T causado pela falha de desenvolvimento do timo é chamado síndrome de DiGeorge. BAÇO O baço é um órgão altamente vascularizado, cujas principais funções são remover da circulação as células sanguíneas envelhecidas e danificadas, bem como as partículas (como imunocomplexos e microrganismos opsonizados), e iniciar respostas imunes adaptativas a antígenos transportados pelo sangue. A polpa branca contém as células mediadoras das respostas imunes adaptativas a antígenos transportados pelo sangue. Zona marginal, forma a fronteira entre a polpa vermelha e a polpa branca. A arquitetura da polpa branca é análoga à organização dos linfonodos, com zonas segregadas de células T e B. Todas as principais barreiras epiteliais do corpo, incluindo a pele, mucosa gastrointestinal e mucosa bronquial, tem seu próprio sistema de linfonodos, estruturas linfóides não encapsuladas e células imunes difusamente distribuídas que atuam de formas coordenadas para fornecer respostas imunes especializadas contra os patógenos que transpõem as barreiras. IMUNOGLOBULINAS INTRODUÇÃO ÀS IMUNOGLOBULINAS Defesa imunológica: Essencial para proteger o corpo contra infecções. Reconhecimento e neutralização: Ligam-se aos antígenos para marcá-los para destruição por outras células imunológicas. DEFINIÇÃO DE IMUNOGLOBULINAS Produzido por células plasmáticas: Derivado de linfócitos B. Função: Reconhecer e neutralizar antígenos, como vírus e bactérias. TIPOS DE IMUNOGLOBULINAS IgG: O anticorpo mais abundante e fornece imunidade a longo prazo. IgA: Encontrada em áreas mucosas, fornece proteção local. IgM: O primeiro anticorpo produzido em resposta a uma infecção. ● IgE: Envolvida em reações alérgicas e defesa contra parasitas. ● IgD: Presente na superfície dos linfócitos B, função não bem compreendida. IgG: o anticorpo mais abundante Atravessa a placenta: Fornece imunidade passiva ao feto. Imunidade de longo prazo: permanece no corpo por muito tempo, fornecendo proteção contínua. ● Vacinação: Os anticorpos IgG são frequentemente o resultado de vacinas, proporcionando imunidade a longo prazo. IgA: imunidade da mucosa Função em áreas mucosas: A IgA é encontrada principalmente em áreas mucosas, como os tratos respiratório e digestivo, onde fornece proteção local. Ela impede que patógenos entrem no corpo através das membranas mucosas e também está presente como IgA secretora em fluidos como saliva, lágrimas e leite materno. Exemplos: Durante a amamentação, a IgA é fornecida aos bebês, protegendo-os de infecções. IgM: o primeiro respondentes Resposta imune inicial: A IgM é o primeiro anticorpo produzido em resposta a uma infecção e desempenha um papel fundamental na ativação de outros componentes imunológicos. É crucial para a resposta precoce e ajuda a ativar o sistema complemento, auxiliando na destruição de patógenos. Exemplos: As infecções agudas geralmente apresentam altos níveis de IgM, indicando uma infecção recente. IgE: alergia e defesa Papel nas reações alérgicas: A IgE está envolvida em reações alérgicas e auxilia na defesa contra infecções parasitárias. Ela se liga a alérgenos e desencadeia a liberação de histamina dos mastócitos, contribuindo para reações alérgicas. Exemplos: Altos níveis de IgE estão associados à condições alérgicas, como asma e febre do feno. IgD: a função desconhecida Papel menos compreendido da IgD: A IgD está presente na superfície dos linfócitos B, mas sua função exata não é bem compreendida. Ela serve como marcador de superfície em células B imaturas e pode estar envolvida no início de respostas imunes. Pesquisas e estudos: A pesquisa em andamento visa descobrir o papel preciso da IgD no sistema imunológico, lançando luz sobre suas possíveis contribuições. ONDE AS IMUNOGLOBULINAS SÃO PRODUZIDAS? Principais locais de produção As imunoglobulinas são produzidas principalmente nos gânglios linfáticos, baço e medula óssea por linfócitos B ativados (células plasmáticas). Funções dos locais de produção Os gânglios linfáticos filtram a linfa e produzem anticorpos; o baço filtra o sangue e produz anticorpos; e a medula óssea é o local de maturação dos linfócitos B e produção de anticorpos. ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B Reconhecimento e ativação Os linfócitos B reconhecem antígenos, levando à sua ativação e diferenciação em células plasmáticas, que secretam anticorpos específicos. Processos-chave Durante esse processo, as células B se ligam a antígenos e as células B ativadas tornam-se células plasmáticas que produzem anticorpos, especialmente evidentes durante a vacinação. COMO AS IMUNOGLOBULINAS SÃO TRANSPORTADAS? Mecanismo de transporte Depois de decretadas, as imunoglobulinas circulam pela corrente sanguínea e pelo sistema linfático, atingindo várias partes do corpo. A corrente sanguínea serve como a principal via de transporte de anticorpos, enquanto o sistema linfático ajuda a distribuir anticorpos para diferentes tecidos. Exemplos de ação Infecções: Os anticorpos viajam para os locais de infecção para neutralizar os patógenos. MECANISMO DE LIGAÇÃO DO ANTÍGENO Encadernação e marcação As imunoglobulinas se ligam aos antígenos, marcando-os para destruição por células imunológicas, como macrófagos. Também podemse ligar a outras proteínas para cumprir seu papel. Isso envolve a ligação específica a antígenos-alvo, desencadeando uma resposta imune que marca os antígenos para destruição. Exemplos de ação Infecções bacterianas: Os anticorpos se ligam às bactérias, marcando-as para fagocitose por macrófagos. RESUMO DAS IMUNOGLOBULINAS Definição: Imunoglobulinas são proteínas produzidas pelas células plasmáticas para reconhecer e neutralizar antígenos. Tipos: Cinco tipos principais (IgG, IgA, IgM, IgE, IgD) com funções específicas. Produção e transporte: Produzido em gânglios linfáticos, baço e medula óssea, transportado através da corrente sanguínea e do sistema linfático. Ligação ao antígeno: Ligue-se aos antígenos e marque-os para destruição pelas células imunológicas. O QUE É TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS? Procedimento cirúrgico onde um órgão doente é substituído por um órgão saudável de um doador. Principais órgãos transplantados: rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas. IMUNOSSUPRESSÃO Após o transplante, o corpo pode rejeitar o órgão como corpo estranho. Medicamentos imunossupressores são administrados para prevenir essa rejeição. IMUNOGLOBULINAS NO TRANSPLANTE Anticorpos que ajudam a regular a resposta imunológica. Prevenção de rejeição: Reduzem a chance de rejeição aguda (rim, fígado). Tratamento de rejeição: IVIG neutraliza anticorpos que atacam o órgão transplantado. Ajuste da imunossupressão: Permitem redução de imunossupressores, minimizando efeitos colaterais. CONSIDERAÇÕES FINAIS Transplantes são vitais e o uso de imunoglobulinas ajuda a preservar a saúde do órgão transplantado. É necessário acompanhamento rigoroso e especializado. TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E A RELAÇÃO COM AS IMUNOGLOBULINAS CONCEITO DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS O transplante de órgãos é um procedimento médico no qual um órgão ou tecido saudável (doado) é transferido para um paciente cujo órgão correspondente está comprometido ou em falência. O objetivo é restaurar a função vital do órgão afetado, prolongando a vida e melhorando a qualidade de vida do receptor. Os transplantes podem ser: ● Autólogos: quando o doador e o receptor são o mesmo indivíduo (ex: enxertos de pele). ● Alogênicos: entre indivíduos da mesma espécie, mas geneticamente diferentes (ex: transplante renal entre pessoas). ● Xenogênicos: entre espécies diferentes (ex: pesquisa com órgãos de porcos para humanos). SISTEMA IMUNOLÓGICO E REJEIÇÃO DO TRANSPLANTE Após o transplante, o sistema imunológico do receptor reconhece o órgão transplantado como "não próprio" (estranho), desencadeando uma resposta imunológica de rejeição. Essa resposta ocorre porque o sistema imune identifica proteínas do doador, principalmente os antígenos do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), também conhecidos como antígenos HLA (Human Leukocyte Antigen). A rejeição pode ocorrer em três formas principais: ● Hiperaguda: minutos a horas após o transplante, mediada por anticorpos pré-existentes. ● Aguda: dias a semanas após, mediada por linfócitos T e anticorpos. ● Crônica: meses a anos depois, com progressiva perda da função do órgão transplantado. PAPEL DAS IMUNOGLOBULINAS As imunoglobulinas (Ig), também conhecidas como anticorpos, são proteínas produzidas pelos linfócitos B em resposta à presença de antígenos estranhos, como bactérias, vírus ou tecidos transplantados. Durante o transplante de órgãos, as imunoglobulinas desempenham papel central no reconhecimento e ataque ao enxerto: TIPOS DE IMUNOGLOBULINAS E SUAS FUNÇÕES: ● IgG: é a principal imunoglobulina envolvida nas reações de rejeição. Ela pode atravessar tecidos e ativar o sistema complemento, promovendo destruição das células do órgão transplantado. ● IgM: atua nas fases iniciais da resposta imune; pode causar rejeição hiperaguda ao se ligar rapidamente a antígenos do doador. ● IgA: tem papel menor, mas participa da imunidade de mucosas. ● IgE e IgD: menos envolvidas no contexto de transplantes, mas relacionadas a reações alérgicas e regulação da resposta imune. ANTICORPOS ANTI-HLA E REJEIÇÃO Antes de realizar um transplante, é feita a tipagem HLA e o teste de compatibilidade (cross match) para detectar a presença de anticorpos anti-HLA no receptor. Esses anticorpos são imunoglobulinas específicas que reconhecem antígenos HLA do doador. Se o teste for positivo, significa que o paciente já possui anticorpos que irão atacar o órgão doado, podendo ocorrer rejeição imediata (hiperaguda). TERAPIA IMUNOSSUPRESSORAS E USO DE IMUNOGLOBULINAS Para evitar a rejeição, o receptor precisa de terapia imunossupressora, que reduz a atividade do sistema imune. Os principais medicamentos utilizados incluem: ciclosporina, tacrolimus, azatioprina, micofenolato e corticosteróides. Além disso, as imunoglobulinas humanas intravenosas (IVIg) têm um papel importante em transplantes: ● São utilizadas para neutralizar anticorpos anti-HLA pré-formados, diminuindo o risco de rejeição. ● Têm efeito imunomodulador, reduzindo a produção de novos anticorpos e equilibrando a resposta imune. ● Podem ser empregadas no tratamento de rejeição mediada por anticorpos (AMR). IMPORTÂNCIA DA IMUNOLOGIA NO SUCESSO DO TRANSPLANTE O sucesso de um transplante depende de um equilíbrio entre a resposta imunológica e a tolerância imunológica. Compreender a função das imunoglobulinas e dos mecanismos de rejeição permite: ● Escolher doadores compatíveis. ● Prevenir reações imunológicas graves. ● Promover maior sobrevida do órgão transplantado. CONCLUSÃO As imunoglobulinas desempenham papel essencial nos processos de reconhecimento imunológico e rejeição em transplantes de órgãos. O avanço das técnicas de compatibilidade e o uso de terapias imunossupressoras e imunoglobulinas intravenosas têm contribuído significativamente para aumentar a taxa de sucesso dos transplantes, reduzindo complicações imunológicas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Questões de Imunologia — atividade de revisão 1. Sobre as classes de imunoglobulinas, assinale a alternativa incorreta: a) A IgG é a única classe que atravessa a placenta e confere imunidade ao feto. b) A IgM costuma ser a primeira imunoglobulina produzida numa resposta primária e é secretada como pentâmero. c) A IgA está presente nas secreções mucosas e no leite materno. d) A IgD é secretada em grande quantidade no sangue e participa ativamente da neutralização de antígenos. e) A IgE está associada a reações alérgicas e defesa contra parasitas. 2. Num linfócito B ativado, a comutação de classe (isotype switching) permite que ele mude a classe de anticorpo produzido (por exemplo, de IgM para IgG), mantendo a mesma especificidade antigênica. Isso ocorre por meio de: a) mutação somática nas regiões variáveis das cadeias pesadas b) recombinação entre segmentos de DNA nas regiões constantes das cadeias pesadas c) troca de cadeias leves do anticorpo d) fusão de dois linfócitos B e) ativação de genes de classe IgE diretamente pelo antígeno 3. Considere as alternativas sobre o sistema complemento. Qual afirmação está errada? a) A via clássica do complemento é ativada por anticorpos IgG ou IgM ligados ao antígeno. b) A via alternativa pode ser ativada diretamente por superfícies de patógenos sem anticorpos. c) A via das lectinas é ativada pela ligação de lectinas a açúcares na superfície microbiana. d) A via clássica não gera fragmentos C3b nem C5a. e) O complemento promove opsonização, lise microbiana e inflamação. 4. Qual das células abaixo é característica da imunidade inata e age sem necessidade de sensibilização prévia? a) Linfócito B b) Célula NK (natural killer) c) Plasmócito d) Linfócito T citotóxico e) Linfócito T auxiliar 5. Em uma resposta imunológicaadaptativa, a “secreção de anticorpos de alta afinidade” após exposições sucessivas ao antígeno se deve a dois mecanismos principais. Um deles é a selecção de clones B de alta afinidade no centro germinativo. O outro é: a) proliferação de macrófagos b) aumento aleatório da mutação nas células T c) mutações somáticas (hipermutação somática) nos genes de cadeia pesada e leve dos anticorpos d) ativação direta de células dendríticas e) fusão de anticorpos já existentes 6. Marque a alternativa que representa corretamente uma imunodeficiência primária (hereditária) e seu defeito típico: a) AIDS — depleção de linfócitos CD4 b) Síndrome de DiGeorge — defeito na maturação de células T c) Imunodeficiência secundária por quimioterapia — falha na produção de neutrófilos d) Leucemia — produção excessiva de anticorpos e) Hipergamaglobulinemia — excesso de imunoglobulinas 7. Qual hipótese não acredita-se que seja um “sinal de alerta” para suspeita de imunodeficiência primária? a) infecções pulmonares recorrentes (duas ou mais por ano) b) quatro ou mais otites novas por ano c) história familiar de imunodeficiência d) candidíase oral persistente ou estomatite e) episódios isolados de varicela 8. Sobre imunidade adaptativa, qual das afirmações abaixo é incorreta? a) A imunidade humoral é mediada por anticorpos secretados pelos plasmócitos. b) A imunidade celular depende das células T (auxiliares e citotóxicas). c) Os linfócitos T podem reconhecer antígenos livres no sangue sem necessidade de apresentação por MHC. d) Para apresentação antigênica, células dendríticas expressam MHC II para ativar células T auxiliares. e) A resposta secundária (memória) tende a ser mais rápida e robusta do que a primária. 9. A hipersensibilidade tipo I (imediata) é caracterizada por: a) reação mediada por anticorpos IgG contra antígenos fixados nas células b) formação de complexos imunes que depositam nos tecidos c) ativação de mastócitos e liberação de mediadores por IgE d) citotoxicidade mediada por Células T citotóxicas e) necrose tecidual induzida por complemento 10. Na hipersensibilidade tipo II, a lesão tecidual é geralmente causada por: a) complexos circulantes que se depositam nos capilares b) anticorpos contra antígenos nas células próprias, provocando lise via complemento ou fagocitose c) ativação de mastócitos por IgE d) reações imunológicas tardias (mediadas por células T) e) liberação de histamina por basófilos 11. Em relação à produção de anticorpos, qual afirmação está correta? a) Inicialmente, linfócitos B naïve expressam apenas IgA e IgE de membrana. b) Após ativação, as células B podem secretar IgM e IgD simultaneamente no sangue. c) A mudança de classe (switch) permite que a célula produza IgG, IgA ou IgE mantendo a região variável (especificidade) igual. d) A hipermutação somática age nas regiões constantes da cadeia leve para melhorar sua função. e) A síntese de anticorpos independe de cooperação das células T (é totalmente autônoma). 12. Sobre imunodeficiências secundárias, assinale a alternativa verdadeira: a) São sempre hereditárias e surgem na infância b) Nunca envolvem tratamento farmacológico c) Podem ser causadas por uso de esteroides, radioterapia ou quimioterapia d) A deficiência de anticorpos é a forma mais comum de imunodeficiência primária e) São consideradas mais graves que as primárias 13. Qual alternativa corresponde à via alternativa de ativação do complemento? a) Requer resposta inicial de anticorpos IgG ou IgM b) É independente de anticorpos e pode iniciar espontaneamente na superfície microbiana c) É ativada pela proteína lectina ligada ao antígeno d) Depende exclusivamente de imunoglobulina E (IgE) e) Atua apenas no intestino 14. Assinale a alternativa que melhor define “opsonização”: a) Formação de anticorpos que bloqueiam antígenos b) Lise direta do patógeno pela ação do complemento c) Cobertura do patógeno por moléculas (ex: anticorpos ou C3b) que facilitam sua fagocitose d) Ativação de mastócitos para liberar histamina e) Transformação de linfócitos B em células de memória 15. Em pacientes infectados com HIV, a deficiência imune se deve principalmente a: a) mutações no gene das imunoglobulinas b) depleção progressiva de células CD4+ c) produção excessiva de anticorpos d) ativação exacerbada de neutrófilos e) redução das células NK 16. Considerando os mecanismos de controle de resposta imune, qual molécula de superfície atua como regulador negativo em linfócitos T (limita resposta excessiva)? a) CD28 b) CTLA-4 c) CD40L d) B7 (CD80/86) e) CD3 17. Relações entre imunoglobulina e função, associe corretamente: 1. IgG 2. IgM 3. IgA 4. IgE 5. IgD A. Presente nas mucosas, saliva e secreções B. Primeira imunoglobulina em resposta primária C. Atua em reações alérgicas e defesa contra parasitas D. Presente em membrana de linfócitos B virgens como receptor E. Transporte pela placenta / resposta secundaria rápida As correspondências corretas são: a) 1-E, 2-B, 3-A, 4-C, 5-D b) 1-E, 2-D, 3-A, 4-B, 5-C c) 1-A, 2-B, 3-E, 4-C, 5-D d) 1-E, 2-B, 3-C, 4-A, 5-D e) 1-E, 2-B, 3-A, 4-D, 5-C 18. Um paciente apresenta infecções frequentes por fungos oportunistas, pneumonia por Pneumocystis e linfopenia grave de células T. Isso sugere uma imunodeficiência adquirida com dano predominante em: a) neutrófilos b) células B c) complemento d) células T e) barreiras epiteliais 19. Sobre vacinas de agentes vivos atenuados e imunodeficiências, assinale o que é correto: a) Pacientes com imunodeficiência grave podem receber vacinas com vírus vivos com segurança. b) Febre moderada não é contraindicação para dose subsequente de vacina. c) Uso de antibióticos (profiláticos ou terapêuticos) é contraindicação para vacinar. d) Vacinas de vírus vivos são sempre preferidas em pacientes imunossuprimidos. e) Vacinar em fase aguda de doença grave pode interferir na avaliação de eventos adversos. 20. Em termos evolutivos, pode-se dizer que a imunidade adaptativa surgiu para combater patógenos que evoluíram para escapar da resposta inata básica. Nessa linha, qual das características abaixo é típica da imunidade adaptativa e não da inata? a) Reconhecimento de padrões moleculares comuns (PAMPs) b) Resposta rápida já na primeira exposição c) Memória imunológica (resposta mais eficaz em exposições posteriores) d) Barreiras físicas como pele e mucosas e) Fagocitose por macrófagos 1 D 11 C 2 B 12 C 3 D 13 B 4 B 14 C 5 C 15 B 6 B 16 B 7 E 17 A 8 C 18 D 9 C 19 E 10 B 20 C TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E A RELAÇÃO COM AS IMUNOGLOBULINAS CONCEITO DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS SISTEMA IMUNOLÓGICO E REJEIÇÃO DO TRANSPLANTE PAPEL DAS IMUNOGLOBULINAS TIPOS DE IMUNOGLOBULINAS E SUAS FUNÇÕES: ANTICORPOS ANTI-HLA E REJEIÇÃO TERAPIA IMUNOSSUPRESSORAS E USO DE IMUNOGLOBULINAS IMPORTÂNCIA DA IMUNOLOGIA NO SUCESSO DO TRANSPLANTE Questões de Imunologia — atividade de revisão