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EXAME DE HEMOGRAMA COMPLETO O exame de sangue fornece informações importantes sobre o estado geral de saúde dos pacientes e, por isso, é o mais solicitado pelos médicos e enfermeiros no mundo todo. A introdução do exame de sangue denominado hemograma completo na prática médica ocorreu em 1925 por meio de critérios estabelecidos pelo médico e farmacêutico alemão V. Schilling. Entre todos os exames de sangue laboratoriais atualmente solicitados por médicos de todas as especialidades, o hemograma é o campeão. Por essa razão possui grande importância no conjunto de dados que devem ser considerados para o diagnóstico médico, não se admitindo erros ou conclusões duvidosas. A Resolução COFEN no. 195/1997 em seu Art. 1º resolve: “O Enfermeiro pode solicitar exames de rotina e complementares, quando no exercício de suas atividades profissionais da Atenção básica”. � Hemograma: � Glicemia em jejum. ... � Colesterol e Triglicerídeos. ... � Ureia e Creatina. ... � TGO (AST) e TGP (ALT) ... � TSH e T4 livre. ... � Ácido Úrico. ... � Exames de urina. HEMOGRAMA: O exame analisa informações específicas sobre os tipos e quantidades dos componentes no sangue, como: glóbulos vermelhos (hemácias); glóbulos brancos (leucócitos), plaquetas (coagulação sanguínea).GLICEMIA EM JEJUM: O exame de glicemia em jejum serve para medir o nível da glicose na circulação sanguínea do paciente podendo identificar casos de diabetes e pré diabetes, além de ser importante para o controle das pessoas que já possuem esses diagnósticos. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS: O exame mede os níveis de gorduras no sangue que podem ocasionar entupimento dos vasos sanguíneos, causando infarto e AVC (derrame). UREIA E CREATINA: Avalia o funcionamento dos rins e identifica alterações de forma precoce, mesmo se assintomático. TGO (AST) E TGP (ALT): O exame quantifica as enzimas TGO e TGP e avalia o funcionamento do fígado. Podem estar alteradas na vigência de lesões musculares, doença celíaca, hipotireoidismo, pancreatite e infarto, porém não são específicas para o diagnóstico destas doenças.TSH E T4 LIVRE: Avalia o funcionamento da glândula tireoide, podendo identificar alterações como hipotireoidismo e hipertireoidismo. ÁCIDO ÚRICO: Os cristais de ácido úrico podem se acumular nas articulações e nos rins causando gota, cálculos renais e até insuficiência renal. A elevação das dosagens de ácido úrico são frequentemente associadas a hipertensão arterial e problemas cardiovasculares. EXAMES DE URINA: Este exame serve para analisar de forma microscópica as células, bactérias e cristais que possam estar presentes na urina e causar doenças. Além disso são realizadas dosagens de glicose, bilirrubinas e outras substâncias que auxiliam no diagnóstico de doenças sistêmicas.ELETROCARDIOGRAMA: O exame de eletrocardiograma consiste em avaliar a atividade elétrica do coração e serve para diagnosticar a existência de problemas cardíacos. O hemograma completo é um exame de sangue que analisa informações de diferentes grupos celulares e pode ser dividido em três grupos de informações, de acordo com os seus componentes: ❖ ERITROGRAMA: (Série Vermelha): Avaliação das células responsáveis pelo transporte do oxigênio no organismo (células vermelhas, também chamadas de eritrócitos ou hemácias). Determina o perfil hematológico das células vermelhas por meio da contagem de eritrócitos, dosagem de hemoglobina, hematócrito e avaliações morfológicas. � LEUCOGRAMA: (Série Branca): Análise das células destinadas à defesa imunológica (células brancas ou leucócitos, incluindo-se neutrófilos, monócitos, linfócitos, basófilos e eosinófilos). Revela o perfil hematológico das células brancas por meio da contagem e análises morfológicas dos leucócitos. ❑ PLAQUETOGRAMA: Envolve a contagem e a avaliação da morfologia das plaquetas, que são os elementos responsáveis pela coagulação sanguínea. DESVIO A ESQUERDA A neutrofilia pode estar relacionada ao chamado “desvio à esquerda”, situação em que há aumento de células imaturas granulócíticas como mielócitos e metamielócitos, ou uma concentração de bastonetes maior que 10% da concentração dos neutrófilos segmentados. Significado clínico do Desvio à Esquerda A causa mais comum do aparecimento do desvio à esquerda, associados à neutrofilia, são os casos de infecções, principalmente as bacterianas. Porém, ainda faltam correlações entre a presença do desvio à esquerda e a gravidade da infecção. Nessas infecções, os neutrófilos circulante migram para o sítio da infecção. Desvio a esquerda Desvio a esquerda no processo infeccioso: Mielócitos.....................................................2% Metamielócitos............................................ 4% Bastonetes.................................................... 10% Segmentados..................................................70% Desvio a esquerda relacionados a disfunção da medula óssea: Quadros de leucemias. Mielócitos.......................................15% Metamielócitos ..............................3% Bastonetes......................................8% Segmentados..................................50% DESVIO A DIREITA O desvio a direita normalmente acontece após um estado infeccioso, e mesmo em um estado de melhora clínica do paciente, porque o recrutamento dessas células jovens já acabou, mas elas se tornaram maduras, ocorrendo então um predomínio de segmentados no hemograma, ou seja, um predomínio de neutrófilos maduros. ERITROGRAMA Hemácias ou Eritrócitos Hemoglobina Hematócrito VCM HCM CHCM RDW Diagnóstico de anemia Na anemia, ocorre redução em uma ou mais das principais medidas dos nossos glóbulos vermelhos (hemácias), obtidos como parte do hemograma. Uma baixa concentração de hemoglobina e/ou hematócrito, são os parâmetros mais usados para o diagnóstico. Sintomas e sinais de anemia ▪ Fraqueza; ▪ Fadiga; ▪ Dispneia (“falta de ar”); ▪ Sonolência; ▪ Dor de cabeça, entre outros. Além disso, também fazem parte do eritrograma os índices hematimétricos (VCM, HCM, CHCM e RDW) RETICULÓCITOS É a hemácia jovem após a perda do núcleo Célula rica em RNA ribossômico Coloração com novo azul de metileno ou azul brilhante de cresil- precipitação do RNA que se encadeiam em forma de retículo – reticulócitos Valores normais 0,5-1,5% /µl VCM: Volume Corpuscular Médio ou Volume Globular Médio VGM. • VCM: está alto significa que as hemácias estão maiores que o tamanho habitual e pode indicar algumas condições, como, por exemplo, a anemia por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico. Pode ser sinal também de hipotireoidismo, alcoolismo, alterações na medula óssea, hemorragias, síndromes mielodisplásicas. • VCM: está baixo, significa que as hemácias estão pequenas e são denominadas microcíticas, indicando, por exemplo, condições como anemia por deficiência de ferro, talassemia e doenças crônicas ou de origem genética, esferocitose congênita, uremia, infecções crônicas. HCM: Hemoglobina Corpuscular Média • HCM: alto quando os valores estão acima de 34 picogramas no adulto, isso indica hipercromia, de forma que a hemácia fica mais escura que o normal devido à grande quantidade de hemoglobina por hemácia, o que pode acontecer devido ao consumo elevador de álcool, uso de alguns medicamentos ou • HCM: baixa concentração de HCM, reduz a oxigenação aos tecidos, causando os sintomas de cansaço, fraqueza, sonolência, palidez nas mucosas, entre outros. • OBS: O HCM alto geralmente não causa sintomas. Como tratar HCM alto? Evite refrigerantes, vinho, licores, cervejas e beba apenas água ou sucos sem adoçantes para que não haja alteração no índice hematócrito. Ao beber mais fluidos, a concentração do sangue é diluída, já que o corpo também armazena líquidos na corrente sanguínea, diminuindo a concentração de hematócrito. CHCM: Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média • Valores altos de CHCM estão relacionados a um consumo elevado de álcool ou problemas na glândula tireoide. Significa que há mais hemoglobinaque o normal dentro dos glóbulos vermelhos, também chamados eritrócitos ou hemácias. Logo, essa células ficam mais escuras e são denominadas hipercrômicas. Em caso de anemia, ela também é chamada de hipercrômias. • Quando o valor de VCM e CHCM estão baixos, podem significar anemia por deficiência de ferro, ou outras condições como a talassemia (doença genética que diminui a produção de hemoglobinas), e quando o VCM está aumentado, pode indicar anemia devido à deficiência de ácido fólico ou vitamina B12 e desordens congênitas. A CHCM serve para medir a quantidade de hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina liga-se ao oxigênio, permitindo que o gás seja transportado pelas hemácias dos pulmões para os tecidos do corpo. Também é a hemoglobina que dá a cor vermelha ao sangue. A CHCM (Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média) é um índice hematimétrico do eritrograma. Esse exame está incluído no hemograma completo e serve para contar e avaliar as características das hemácias. RDW: Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos, e que avalia a variação de tamanho entre as hemácias. • Um RDW acima do valor de referência para a espécie significa que naquele sangue estão presentes hemácias de diferentes tamanhos, sejam elas macrocíticas, microcíticas ou a combinação de ambas, tornando-se assim um parâmetro mais sensível para caracterizar a ANISOCITOSE. • O RDW baixo normalmente não apresenta significado clínico quando interpretado isoladamente, no entanto caso sejam verificadas outras alterações no hemograma, pode indicar anemia causada por doença crônica, como doenças do fígado, problemas renais, HIV, câncer ou diabetes, por exemplo. O RDW é um dos parâmetros que constituem o hemograma e, juntamente com as outras informações fornecidas pelo exame, é possível verificar como está a produção das células sanguíneas e o estado geral da pessoa. Quando o resultado do RDW se encontra alterado, é possível desconfiar de algumas situações, como anemia, diabetes ou problemas hepáticos, cujo diagnóstico deve ser feito a partir da análise do hemograma completo e de exames bioquímicos. O valor de referência para o RDW no hemograma é de 11 a 14%, no entanto, este resultado pode variar de acordo com o laboratório. VCM e HCM baixos: indica anemia por falta de ferro; VCM e HCM normais: indica anemia normocítica, podendo ser indicativo de talassemia; VCM e HCM altos: indica anemia megaloblástica. INTERPRETAÇÕES DAS TERMINAÇÕES DOS INDICES HEMATIMÉTRICOS Micrograma (µg). Hematócrito (Ht). (%). Hemoglobina (g/dL): gramas por decilitros. VCM: (fL) ou (fl) fentolitros HCM: (pg) picogramas. CHCM: (g/dL) gramas por decilitro. RDW: (%) porcentagem. RDW alto: Anisocitose é o termo que se dá quando o RDW se encontra aumentado, podendo ser visto no esfregaço sanguíneo uma grande variação de tamanho entre as hemácias. O RDW pode estar aumentado em algumas situações, como: ❖ Anemia por deficiência de ferro; ❖ Anemia megaloblástica; ❖ Talassemia; ❖ Doenças do fígado. Além disso, pessoas em tratamento quimioterápico ou com algum antiviral também podem apresentar RDW aumentado. RDW baixo O RDW baixo normalmente não apresenta significado clínico quando interpretado isoladamente, no entanto caso sejam verificadas outras alterações no hemograma, pode indicar anemia causada por doença crônica, como doenças do fígado, problemas renais, HIV, câncer ou diabetes, por exemplo. O VCM (Volume Corpuscular Médio) é um índice hematimétrico presente no hemograma e indica o tamanho médio das hemácias, as células vermelhas do sangue. As alterações identificados pelo VCM podem indicar características e índices de determinados problemas de saúde. O QUE É VCM? Representa o tamanho de cada hemácia. Este índice indica a classificação de microcitose (quando o tamanho das hemácias é menor do que o esperado), normocitose (quando o tamanho das hemácias está normal, dentro dos valores de referência). Quando o nível de VCM está alto significa que as hemácias estão maiores que o tamanho habitual e pode indicar algumas condições, como, por exemplo, a anemia por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico. Pode ser sinal também de hipotireoidismo, alcoolismo, alterações na medula óssea, dentre outras. Quando o nível do VCM está baixo, significa que as hemácias estão pequenas e são denominadas microcíticas, indicando, por exemplo, condições como anemia por deficiência de ferro, talassemia e doenças crônicas. A alteração nos níveis de HCM pode acontecer devido ao consumo de álcool, alterações na tireoide e anemia, sendo importante que o médico seja consultado para que seja identificada a causa do HCM alto ou baixo e iniciado o tratamento mais adequado, caso haja necessidade. 1. HCM alto Quando os valores estão acima de 34 picogramas no adulto, isso indica hipercromia, de forma que a hemácia fica mais escura que o normal devido à grande quantidade de hemoglobina por hemácia, o que pode acontecer devido ao consumo elevador de álcool, uso de alguns medicamentos ou alterações de tireoide. É comum também que sejam observadas hemácias maiores que o normal, o que pode ser indicativo de anemia megaloblástica, que acontece devido à deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. 2. HCM baixa Quando os valores estão abaixo de 26 picogramas no adulto, é indicativo de hipocromia, em que a hemácia apresenta cor mais clara que o normal devido à menor concentração de hemoglobina por hemácia, o que pode ser devido à anemia ferropriva devido a falta de ferro, e a talassemia, que é um tipo de anemia genética. É comum também que sejam notadas hemácias menores que o normal, conhecidas como hemácias microcíticas, sendo importante que sejam avaliados os outros parâmetros do hemograma e o resultado de outros exames que possam ter sido indicados para que se possa identificar a causa da hipocromia e microcitose. Valores de referência do HCM Os valores normais da hemoglobina corpuscular média em picogramas por glóbulo vermelho, são: Recém nascido: 27 - 31 1 a 11 meses: 25 - 29 1 a 2 anos: 25 - 29 3 a 10 anos: 26 - 29 10 a 15 anos: 26 - 29 Homem: 26 - 34 Mulher: 26 - 34 Esses valores indicam a coloração que a célula sanguínea tem, por isso quando os valores estão baixos, o centro da célula fica esbranquiçado e quando os valores estão aumentados, a célula fica mais escura que o normal. CHCM: Quando o valor de CHCM está alto, as células vermelhas ficam mais escuras. Os valores de referência de CHCM variam pouco, ficando entre 30 e 33 pg. Valores muito altos (acima de 36) são indicativos da esferocitose hereditária.Caracteriza-se por hemólise dos eritrócitos esferoidais e anemia leve, que geralmente aparece em casos de virose. Além do CHCM pode ser feito o teste de fragilidade eritrocitária, teste de auto- hemólise eritrocitária e teste direto de antiglobulina (Coombs). A suspeita é maior quando há esplenomegalia (aumento do baço), história familiar e CHCM muito alto. A remoção do baço (esplenectomia) raramente é necessária. Neste caso, embora a esferocitose persista após a esplenectomia, as células sobrevivem mais tempo na circulação. Normalmente, os sintomas são resolvidos e anemia e reticulose diminuem. No entanto, a fragilidade dos eritrócitos permanece alta e uma dieta antioxidante e anti-inflamatórias é super importante. Doença falciforme e hemoglobinopatias podem também aumentar o CHCM. Se necessário, procure um hematologista.Valores altos de CHCM estão relacionados a um consumo elevado de álcool ou problemas na glândula tireoide. LEUCOGRAMA O leucograma é um exame de laboratório que avalia a série branca do hemograma, ou seja, avalia a quantidade e a qualidade de leucócitos, as células responsáveis pela defesa do nosso organismo. Este exame indica o número de neutrófilos, bastões ou neutrófilos segmentados, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos presentes no sangue. Para que serve o leucograma? O leucograma é solicitado para avaliar o sistema de defesa do organismo e, assim, verificarse há alguma inflamação ou infecção acontecendo. Esse exame faz parte do hemograma e é feito a partir da coleta de sangue em laboratório. Não é necessário jejum para realizar o exame, somente quando solicitado juntamente com outros exames, como a dosagem de glicose e colesterol, por exemplo. As células de defesa do organismo são os neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos, sendo responsáveis por funções diferentes no organismo, como: Hemograma é o exame utilizado para avaliar as três principais linhagens de células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. Ele é utilizado para o diagnóstico de várias doenças, incluindo anemia, infecções e leucemia. Qual é a diferença entre hemograma e hemograma completo? Chamamos hemograma completo o hemograma que contém resultados das três linhagens de células. Na verdade, o termo hemograma completo é apenas um preciosismo, visto que não existe hemograma incompleto. A palavra hemograma já engloba a dosagem das hemácias, leucócitos e plaquetas. Se por algum motivo o médico desejar apenas o resultado da contagem de hemácias, ele deve solicitar um eritrograma. Se quiser os resultados apenas dos leucócitos, o exame a ser pedido é o leucograma. Caso ele só se interesse pelas plaquetas, deve solicitar um plaquetograma. Quando o médico pede um hemograma, está implícito que ele quer o resultado completo, com a avaliação das hemácias, leucócitos e plaquetas. Os atuais valores de referência do hemograma foram estabelecidos na década de 1960, após observação de vários indivíduos sem doenças. Desvio à esquerda, esta denominação deriva do fato dos laboratórios fazerem a listagem dos diferentes tipos de leucócitos colocando seus valores um ao lado do outro. Como os bastões costumam estar à esquerda na lista, quando há um aumento do seu número diz-se que há um desvio para a esquerda no hemograma.Portanto, se você ouvir o termo desvio à esquerda, significa apenas que há um aumento da produção de neutrófilos jovens. Os neutrófilos segmentados são os neutrófilos maduros. Quando o paciente não está doente ou já está em fase final de doença, praticamente todos os neutrófilos são segmentados, ou seja, células maduras. Fagocitose: A fagocitose é um processo em que o leucócito engloba e depois realiza a digestão intracelular do micro-organismo invasor. Os linfócitos são as células que fazem o reconhecimento de organismos estranhos, iniciando o processo de ativação do sistema imune. Os linfócitos são, por exemplo, as células que iniciam o processo de rejeição nos transplantes de órgãos. Os linfócitos também são as células atacadas pelo vírus HIV. Este é um dos motivos da AIDS (SIDA) causar imunossupressão e levar a quadros de infecções oportunistas. Linfocitose: é o termo usado quando há um aumento do número de linfócitos. Linfopenia ou linfocitopenia é o termo usado quando há redução do número de linfócitos. NEUTRÓFILOS: Os neutrófilos são leucócito mais comum. Representa, em média, de 45% a 75% dos leucócitos circulantes. Os neutrófilos são especializados no combate a bactérias. Quando há uma infecção bacteriana, a medula óssea aumenta a sua produção, fazendo com que sua concentração sanguínea se eleve. Portanto, quando temos um aumento do número de leucócitos totais, causado basicamente pela elevação dos neutrófilos, estamos diante de um provável quadro infeccioso bacteriano. OS VALORES DE REFERENCIA DAS ESTRUTURAS NO HEMOGRAMA ERITOGRAMA As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são fragmentos de megacariócitos que estão relacionados com a cicatrização de feridas e reparação de vasos sanguíneos. São estruturas presentes no sangue que, diferentemente do que muitos pensam, não são células completas. Normalmente, o organismo humano possui de 150 mil a 450 mil plaquetas por microlitro de sangue. Desse total , 70% estão localizadas na circulação e 30% estão presentes no baço. As plaquetas circulantes permanecem nos vasos sanguíneos por aproximadamente 10 dias, quando são levadas para o baço e o fígado. Quando ocorre um aumento exagerado das plaquetas circulantes, dizemos que é um caso de trombocitose. Por outro lado, quando há uma diminuição exagerada nos seus valores normais, é a ocorrência de uma trombocitopenia. O que é o VPM no exame de sangue? O volume plaquetário médio (VPM) é um marcador da função plaquetária. Níveis elevados de VPM têm sido identificados como fatores de risco independentes para o IM em pacientes com doença cardíaca coronariana. No entanto, os valores biológico e prognóstico de níveis elevados de VPM ainda são controversos. Qual é o VPM normal? A padronização do valor de referência para o VPM não é um fato definido, existindo variações nas citações científicas, no entanto, o valor de referência mais utilizado é VPM=8,7 μm3 (± 1.46). O Plaquetócrito (PCT) corresponde ao volume total de plaquetas num determinado volume de sangue e está diretamente relacionado com a contagem do número de plaquetas, e o volume plaquetário médio (VPM), que é considerado um índice marcador da função plaquetária. Valores de referência hemograma (Adultos) Plaquetócrito: 0,100 - 0,500%. Qual é o normal das plaquetas de uma pessoa? Resultado de imagem para plaquetócrito normal, no que se refere à contagem de plaquetas, foi observado que o limite inferior na população estudada é menor que o encontrado na literatura, que é de 140 (mil/mm3), enquanto que o limite superior (412 mil/mm3) se mostrou bem próximo ao limite conhecido como normal – 400 mil/mm3). A plaqueta alta normalmente não causa sinal ou sintoma, sendo identificada através do hemograma. É considerado plaqueta alta quando são identificadas mais de 450.000 plaquetas/ µL de sangue A plaqueta alta pode acontecer devido à prática intensa de atividade física, estresse ou ser consequência do trabalho de parto. No entanto, o aumento da quantidade de plaquetas, chamada de trombocitose ou plaquetose, pode ser também indicativo de doenças, como anemia hemolítica, anemia ferropriva, síndrome mieloproliferativa ou leucemia, por exemplo. As principais causas de plaquetas altas são: Prática intensa de atividade física; Trabalho de parto; Estresse; Uso de adrenalina; Tabagismo; Anemia hemolítica grave; Anemia ferropriva; Síndromes Mieloproliferativas, como Trombocitemia essencial, Policitemia Vera e Mielofibrose; Sarcoidose; Infecções agudas e crônicas; Leucemia; Após hemorragia aguda; Após retirada do baço, conhecida como esplenectomia; Neoplasias; Colite ulcerativa; Após operações. Na maioria dos casos o aumento da quantidade de plaquetas não causa sintomas, no entanto em algumas situações, dependendo da causa, a pessoa pode apresentar náusea, vômito, tontura e formigamento das extremidades, por exemplo.Como diminuir as plaquetas altas De acordo com a concentração de plaquetas no sangue, presença de sintomas e estado geral da pessoa, o clínico geral ou hematologista, pode recomendar o uso de ácido acetilsalicílico (ASS), com o objetivo de diminuir o risco de trombose. Assim, você pode recomendar, ou não, o uso de aspirina em dose baixa e, além disso, para os pacientes com risco de trombose muito alto, é também indicado usar algum medicamento para diminuir a contagem de plaquetas. ASS. FIM