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Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação a Distância
AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DIDÁCTICA E O SEU PAPEL NO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM 
Benedito António Fernando – 708210685 
 Curso: Licenciatura em ensino de Matemática 
	 Disciplina: Didáctica Geral
	 Ano de frequência: 1º 
 Trabalho de campo: II
Nampula, Janeiro, 2024
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Estrutura 
	
Aspectos organizacionais 
	· Capa 
	0.5
	
	
	
	
	· Índice 
	0.5
	
	
	
	
	· Introdução 
	0.5
	
	
	
	
	· Discussão 
	0.5
	
	
	
	
	· Conclusão 
	0.5
	
	
	
	
	· Bibliografia
	0.5
	
	
	
Conteúdo 
	
Introdução 
	· Contextualização (indicação clara do ploblema)
	
1.0
	
	
	
	
	· Descrição dos objectivos
	1.0
	
	
	
	
	· Metodologia adequada ao objecto do trabalho 
	
2.0
	
	
	
	
Analise e discussão 
	· Articulação e domínio do discurso académico (expressão escrita cuidada, coerência/ coesão textual)
	
2.0
	
	
	
	
	· Revisão bibliográfica nacional e internacionais relevantes na área de estudo
	2.0
	
	
	
	
	· Exploração de dados 
	2.0
	
	
	
	Conclusão 
	· Contributos teóricos práticos 
	2.0
	
	
	
Aspectos gerais 
	
Formatação 
	· Paginação, tipo e tamanho de letras, parágrafos, espaçamento entre linhas 
	1.0
	
	
	
Referencias. Bibliográficas 
	Normas APA 6ª edição em bibliografia 
	· Rigor e coerência das citações/ referencias bibliográficas 
	4.0
	
	
	Folha para recomendações de melhoria:
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
ÍNDICE 
Introdução	6
1.	Funções didácticas/Etapas da Aula	7
1.1.	Conceito de funções didácticas	7
1.2.	Principais funções didácticas	7
1.3.	Introdução e Motivação	7
1.3.1.	Tarefas do professor para conseguir a motivação inicial	8
1.3.2.	Motivação contínua e final	9
1.4.	Mediação e Assimilação	10
1.4.1.	Aspectos da função didáctica Mediação e Assimilação	11
1.4.2.	Princípios e as fontes do saber na função didáctica Mediação e Assimilação	11
1.4.2.1.	Princípios	11
1.4.2.2.	As fontes do saber na função didáctica Mediação e Assimilação	12
1.5.	Domínio e Consolidação	12
1.5.1.	Formas metódicas para o Domínio e Consolidação	13
1.6.	Controle e avaliação	15
2.	Plano de Aula Nº 34	16
Conclusão	21
Referências bibliográficas	22
Introdução
O presente trabalho nos traz uma reflexão sobre as principais funções didáctica e o seu papel no processo ensino e aprendizagem. As funções didácticas são etapas, fases ou momentos de aquisição das qualidades necessárias no processo da formação dos alunos. Elas constituem orientações para o professor poder dirigir o processo de ensino-aprendizagem. Estão relacionadas entre si, pois o seu funcionamento como sistema permite que os resultados duma determinada fase sirvam de base para as exigências das etapas seguintes. Cada passo de uma aula corresponde uma função didáctica predominante. Isso significa que a aula é realizada com mais de uma função didáctica. 
As funções didácticas desempenham um papel preponderante no decurso do processo ensino e aprendizagem, uma vez que actuam como um instrumento que permite que o professor ou educador, esteja consciente dos fundamentos teóricos da sua área de formação (específicos e pedagógicos), elaborando sua prática, a fim de transformar o aluno em sujeito que respondam as exigência contemporâneas, como: analisar, interpretar, avaliar, sintetizar, comunicar, usar diferentes linguagens, estabelecer relações, propor soluções inovadoras para as situações com as quais defronta.
O trabalho tem como objectivo:
Geral:
· Compreender o papel das principais funções didácticas no processo de ensino aprendizagem.
Objectivo específicos:
· Descrever as principais funções didácticas;
· Explicar o papel das funções didácticas no processo de ensino aprendizagem;
· Elaborar o modelo de plano de aulas.
O trabalho esta organizado em páginas, onde foram abordada deforma detalhada as actividades propostas. E esta estruturado da seguinte forma: introdução, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas. 
A metodologia adoptada para a realização da pesquisa consta de amplo levantamento bibliográfico, com consultas a materiais como livros, artigos e textos com informações consideradas relevantes para a composição do trabalho.
1. Funções didácticas/Etapas da Aula
1.1. Conceito de funções didácticas
Para Libâneo (1994) “funções didácticas são movimentos ou passos do processo ensino e aprendizagem no decorrer de uma aula ou unidade”(p.175).
Nivagara(2010) refere que:
As funções didácticassão elementos ou partes que constituem a actividade principal do processo de ensino-aprendizagem, o qual se manifesta na coordenação, subordinação, combinação e relação destas, de modo a garantir que o PEA se realize de forma eficaz, isto é, que as várias partes do PEA possam constituir uma unidade de conhecimento.
Segundo Pilleti (1991), “funções didácticas são orientações para o professor dirigir o processo completo de aprendizagem e de aquisição de diferentes qualidades” (p. 110).
Cada fase ou passo da aula corresponde a uma só função didáctica dominante, embora nesta mesma fase se regista envolvimento das restantes, com o fim elas assegurarem a eficiência da assimilação da matéria. Cada função didáctica, como momento ou passo da aula que reflecte as regularidades do processo ensino e aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração, conteúdo, método dominante, conjuntos de meios e formas de ensino inclusive as actividades concretas dos alunos (Pilleti:1991).
1.2. Principais funções didácticas
Segundo Libâneo (2006) “As principais funções didácticas são: Introdução e Motivação, Mediação e Assimilação, Domínio e Consolidação e Controle e Avaliação” (p.126).
1.3. Introdução e Motivação
Libânio(1994) define a introdução como “a parte da entrada da aula que conduz aoaluno para estratégia de desenvolvimento, faz apresentação do tema, apresentação da questão chave, apresenta a problemática de forma resumida” (p. 139)
De acordo com Piletti (2004) “Motivação consiste em apresentar a alguém estímulos e incentivos que possam favorecer determinado tipo de conduta. Consiste em oferecer ao aluno os estímulos e incentivos apropriados para tornar a aprendizagem mais eficaz”
Esta funçãodidáctica visa a preparação e introdução da matéria, correspondendo especificamente ao momento inicial de preparação para o estudo da matéria nova e compreende actividades interligadas, tais como: 
· Preparação prévia do professor;
· Preparação dos alunos; 
· Introdução da matéria nova;
· Colocação didáctica dos objectivos.
Antes de entrar na sala e iniciar a aula, o professor precisa de se preparar, através de uma planificação sistemática da aula ou conjunto de aulas. 
A preparação sistemática de aulasassegura adosagem damatéria a tempo, o esclarecimento deobjectivos a atingir e das actividades que serão realizadas, bem como a preparação dos meios de ensino adequados. 
No início da aula, a preparação dos alunos visa criar condições de estudo, mobilização da atenção,para criar uma atitude favorável ao estudo, organização do ambiente, suscitar interesse e ligar a matéria nova à anterior. 
“A motivaçãoinicial inclui perguntas para averiguar se os conhecimentos anteriores estão efectivamente consolidados e prontospara o conhecimento novo. Aqui o empenho do professor está em estimular o raciocínio dos alunos” (Nérici1990: 115).
 Como foi referido, a introdução do assunto é a ligação da matéria anterior com a matéria nova. Constitui, desta forma, a ligação entre as noções que os alunos já possuem em relação à matéria nova, bem como o estabelecimento de vínculos entre a prática quotidianae o assunto. É importante que os alunos tenham amplas oportunidades de expressar as ideias que já possuem, pois, crianças têm conhecimentos tácitos, dos quais não são necessariamente conscientes, até que sejam encorajadas a verbalizá-los.
 O melhor procedimento para aplicar a introdução é apresentar a matéria como um problema a ser resolvido. Mediante perguntas, troca de ideias/experiências, colocação de possíveis soluções, estabelecimento de relações causa-efeito, os problemas relacionados ao tema vão-se encaminhando para se tornarem também problemas para os alunos na sua vida prática. Com isso, vão sendo apontados os conhecimentos que é necessário dominar e as actividades de aprendizagem correspondentes.
1.3.1. Tarefas do professor para conseguir a motivação inicial
Para conseguir a motivação inicial o professor deve realizar as seguintes tarefas: 
a) Averiguar, através de perguntas, se os conhecimentos anteriores estão efectivamente disponíveis e prontos para o conhecimento novo. Aqui o empenho do professor está em estimular o raciocínio dos alunos, instiga-los a emitir opiniões próprias sobre o que aprenderam, fazê-los ligar os conteúdos a coisas ou eventos do quotidiano. A correcção de trabalhos de casa pode tornar-se importante factor de reforço e consolidação. Às vezes haverá necessidade de uma breve revisão (recapitulação) da matéria, ou a rectificação de conceitos ou habilidades insuficientemente assimiladas.
b) Estabelecer a ligação entre noções que os alunos já possuem com à matéria nova, bem como estabelecer vínculos entre a prática quotidiano e o assunto. Para isso, o melhor procedimento é apresentar a matéria como um problema a ser resolvido, embora nem todos os assuntos se prestem a isso. Mediante perguntas, trocas de experiências, colocação de possíveis soluções, estabelecimento de relações causa-efeito, os problemas atinentes ao tema vão-se encaminhando para se tornarem também problemas para os alunos em suas vidas praticas.
c) Criar ou obter uma atmosfera propicia para a aprendizagem. Para isso é necessário: 
· Dar informações sobre o conteúdo da aula;
· Orientar para os objectivos em vista;
· Provocar a curiosidade.
Portanto, para uma efectiva motivação dos alunos no PEA, é fundamental: 
· A orientação para objectivos concretos atingíveis pelos alunos, que se encontrem na zona de desenvolvimento próximo;
· A conexão dos motivos da sociedade (representados pelo professor), da turma e de cada aluno individualmente.
1.3.2. Motivação contínua e final
A motivação permanente ou contínua tem como sua estratégia atingir objectivo de uma tarefa, de uma aula: atingir o objectivo de uma tarefa/actividade tem uma função motivadora. Por isso, dada a sua importância dos objectivos na actividade do professor e dos alunos, eles devem ser recordados e verificados em todas as etapas do ensino.
Os alunos precisam de ser activados logo desde o princípio da aula; igualmente devem permanecer activos, motivados ao discurso da aula em causa para garantir a manutenção do nível optimal por muito mais tempo, fazendo permanecer a capacidade de recepção, assimilação do conteúdo, ao mesmo tempo que fará com que os alunos se inventam nas actividades em virtude de estarem “despertados”, com alto nível de actividades neurofisiológica.
1.4. Mediação e Assimilação
Para Nérici (2010) a Mediação e Assimilação é o segundo momento da aula e está no centro do processo de ensino-aprendizagem em que se transmite e se assimila a matéria. É uma função didáctica muito visível dentro do processo de ensino aprendizagem. A função do professor é de mediar a construção do conhecimento por parte dos alunos.
Mediação e Assimilação constituem a etapa ou passo da aula, onde se realiza a percepção de fenómenos ligados ao tema, a formação de conceitos, o desenvolvimento de capacidades cognitivas de observação, imaginação e raciocínio do aluno. Pode também ser percebida como sendo o momento da aula, isto é a função didáctica na qual o mediador das orientações, explicações necessárias, organiza as actividades dos alunos que os possam conduzir à assimilação activa dos conhecimentos para desenvolver atitudes, convicções, habilidades, hábitos, etc.
Portanto, para a realização desta função didáctica, o professor deve ter em conta algumas considerações: 
· Qual é o nível (de pré-requisitos) dos alunos (depois da reactivação)?
· Quais são os objectivos a atingir? 
· Quais são os conteúdos através dos quais os objectivos devem ser atingidos? 
· Quais os métodos através dos quais os conteúdos devem ser mediados e os objectivos atingidos? 
· Que meios de ensino serão mais adequados aos alunos, aos objectivos definidos, ao conteúdo, aos métodos escolhidos e às características do professor, de maneira a atingir uma assimilação activa por parte dos alunos?
É nesta fase em que os alunos devem teramplas oportunidades de se ocupar e empenhar com a matéria da aula, de forma activa e colaborativa.A actividade dos alunos (seja individual, aos pares, ou em grupos) pode ser iniciada ou seguida por uma exposição pelo professor. Desta forma, os alunos não apenas decoram factos, mas sim adquirem e desenvolvem habilidades e competências. A função do professor é de mediar o processo de construção do conhecimento. Assim, a figura do professor como transmissor de conhecimentos desaparece, para dar lugar à figura de mediador, facilitador ou orientador, concebendo o aluno como o sujeito da sua própria aprendizagem.
Entretanto, para que esta função alcance os seus objectivos é importante, do lado do professor, se ter em conta determinadas considerações, particularmente a interligação entre as categorias didácticas em acção num PEA (objectivos, meios, conteúdos, métodos, aluno e professor) e, sobretudo, questionar-se sobre e realizar actividades necessárias para desencadear as devidas actividades dos alunos em relação aos objectivos e conteúdos. 
1.4.1. Aspectos da função didáctica Mediação e Assimilação
 Mediação 	Assimilação 
 (
Estruturação e organização logica e didactica do conteudo, compreendendo: 
Exposição do professor
;
A actividade relativamente independente dos alunos
;
A elaboração conjunta
;
) (
Acção dos processos da cognição mediante assimilação activa e desenvolvimento do saber, saber fazer e saber ser e estar devendo se assegurar a iniciativa, a assimilação consciente e o desenv
o
lvimentode potencialidades intelectuais do aluno
)
	Fonte: Nivagara (2010)
1.4.2. Princípios e as fontes do saber na função didáctica Mediação e Assimilação
1.4.2.1. Princípios
O trabalho metódico do professor, essencialmente nesta função didáctica deve favorecer que os alunos, efectivamente, aprendam. Eis porque, para o efeito, se deduzem dois princípios fundamentais:
Primeiro princípio: A selecção e o emprego de métodos de ensino e aprendizagem, suas técnicas e variações são determinados basicamente pelas interligações didácticas entre o nível inicial dos alunos, os objectivos a atingir e os conteúdos a mediar. No uso dos métodos de ensino-aprendizagem para a mediação do conteúdo, o professor demonstra sua capacidade criadora, antes de tudo, explorando exactamente a relação objectivo-conteúdo-nível inicial dos alunos métodos compreendendo suas potencialidades pedagógicas e suas particularidades lógicas, e adaptando e acomodando o método, no mais exacto e flexibilidade possível, à situação didáctico-pedagógica de uma determinada aula (ou de uma determinada etapa de aula).
Segundo Princípio: Na função didáctica Mediação e Assimilação o professor deve se concentrar no essencial, isto é, assegurar que os alunos dominem o fundamental exigido pelo programa e necessário para a aprendizagem do conteúdo seguinte. Isto exige a concentração dos esforços metódicos nos pontos onde o professor espera os progressos decisivos nos seus alunos; por exemplo: 
· O conhecimento fulcral 
· A compreensão dum conceito básico 
· O significado de uma nova técnica de trabalho científico.
1.4.2.2. As fontes do saber na função didáctica Mediação e Assimilação
Segundo Nivagara:
Os conhecimentos (saber) de todo o homem são tomados de duas fontes: a experiência directa (através da observação/ contacto com a realidade) e a indirecta (através de representações linguísticas: palavras, modelos, meios gráficos, etc.). Também no processo de ensino aprendizagem, e particularmente na função didáctica Mediação e Assimilação o saber pode ser mediado através de fontes directas e/ou indirectas.
I. Fontes directas – compreendem observações, experiências, excursões. Deste modo, os alunos chegam a passar da observação de processos, objectos e fenómenos, da análise de suas ideias e suas experiências, a ideias correctas e fundamentadas cientificamente e a conceitos exactos;
II. Fontes indirectas – consistem na exposição oral do professor, utilização de textos do livro do aluno ou do atlas geográfico, mapas, cartazes, esquemas, modelos ex.: do globo terrestre). A partir das fontes indirectas os alunos partem de conceitos já elaborados, de representações verbais do professor ou do livro de textos alunos reproduzem mentalmente, isto é, na sua consciência, o objecto ou fenómeno em estudo e chegam, assim, a novas ideias, conhecimentos, conceitos e compreensão.
1.5. Domínio e Consolidação
De acordo com Nivagara (2010) “A função didáctica Domínio e Consolidação é o momento da aula em que o aluno realiza várias acções, com o fim de consolidar os conhecimentos transmitidos e assimilados” (p.187).
“Domínio e Consolidação dá informação ao professor sobre como o aluno percebeu a matéria e quais aspectos precisam de reparo ou de mais explicação” (Libâneo, 1994, p. 153).
Esta etapa consiste na organização, aprimoramento e fixação dos conhecimentos por parte dos alunos, a fim de que estejam disponíveis para orientá-los nas situações concretas de estudo e de vida. Trata-se, também, de uma etapa em que, em paralelo com os conhecimentos e através deles, se aprimora aformação de habilidades e hábitos para a utilização independente e criadora dos conhecimentos. 
A consolidação de conhecimentos e formação de habilidades e hábitos inclui exercícios, a recapitulação da matéria, o resumo, a aplicação dos conceitos aprendidos para outros contextos, as tarefas de casa e a sistematização. Entretanto, estes dependem do facto de que os alunos tenham compreendidobem amatéria e de que estes sirvam de meios para o desenvolvimento do seu pensamento independente, do seu raciocínio e da sua actividade mental. Nesta etapa pretende-se conseguir o aprimoramento do novo saber dos alunos, por isso, o professor deve criar condições de retenção e compreensão da matéria, através de exercícios e actividades práticas para solicitar a compreensão. 
1.5.1. Formas metódicas para o Domínio e Consolidação
Para o professor realizar, com os seus alunos, função didáctica Domínio e Consolidação precisa de certas acções nesse sentido, nomeadamente a repetição, a sistematização, a exercitação e aplicação. Estas acções, enquanto formas metódicas para a realização do “domínio e consolidação” ocorrem em todas as etapas do PEA, mas aqui trata-se duma etapa em que o objectivo directo é a consolidação e domínio dos conteúdos.
i. Repetição 
O trabalho com a matéria nova fica concluído quando os alunos tiverem assimilado de forma duradoira e sólida os conhecimentos e capacidades, quando estão disponíveis e prontos para serem aplicados nas situações da vida quotidiana.
Nesta passagem do PEA, o professor habilidoso do ponto de vista metódico soluciona várias tarefas: 
· Mediante a repetição reafirma os conhecimentos e capacidades fundamentais:
· Mediante as repetições controla o nível da situação inicial dos alunos;
· Mediante as repetições o professor obtém uma base para avaliar a cada aluno (através do controlo escrito, frontal dos rendimentos) ou a todo o grupo.
ii. Sistematizar -Integrar 
Sistematizar é integrar e estruturar logicamente, através de gráficos quadros ou tabelas, dando a visão de conjunto os conhecimentos, experiências, as habilidades, etc., aprendidos. Nesse sentido, sistematizar é continuar o processo cognitivo pela integração dos conhecimentos em sistemas científicos e, ao mesmo tempo, capacitar os alunos a pensar e agir de maneira organizada e sistemática. 
iii. Exercitação
Em didáctica a “exercitação” refere-se à repetição de acções com o objectivo de desenvolver capacidades e habilidades. Todos os processos físicos e psíquicos, ou seja, todas as capacidades e habilidades do homem necessitam de exercitação para a sua formação, aperfeiçoamento e fixação: observar, analisar, concluir, aplicar, aprender, perceber, etc., inclusive o próprio exercitar deve ser exercitado, treinado. 
Exercícios fazem os alunos penetrar mais profundamente na matéria. Assim, a exercitação é a execução repetida de actividades (desenvolvimento de acções) com o objectivo do seu contínuo aperfeiçoamento e a mecanização parcial das habilidades e hábitos. Para além de ter importância naformação de capacidades, a exercitação tem, indirectamente, como objectivo a fixação e aprofundamento de conhecimentos: a exercitação está em estreita relação com a repetição, e ambas criam condições importantes para a aplicação dos conhecimentos e capacidades.
iv. Aplicação 
A aplicação é o “coração” do processo de ensino e aprendizagem e a etapa superior do aumento e desenvolvimento de capacidades através da resolução de problemas e tarefas em situações análogas e novas.
A função didáctica mais importante da aplicação é o desenvolvimento da capacidade para trabalhar livremente com os conhecimentos e capacidades; e, ainda, com a aplicação se atinge uma reafirmação e uma profunda consciencialização dos conhecimentos. Por isso, podemos concluir que a aplicação se destaca no PEA pelas seguintes características: 
· Os conhecimentos e as capacidades têm que ser actualizados e transformados em novas relações ou situações;
· Os conhecimentos e capacidades, em relação, têm que ser manejados independentemente;
· Mediante a aplicação se estabelece uma união directa ou indirecta entre a teoria e a prática.
1.6. Controle e avaliação
Esta etapa permite o acompanhamento de todo o processo de ensinoaprendizagem e forma ao mesmo tempo a conclusão das unidades do ensino. O professor pode dirigir efectivamente o processo de ensino-aprendizagem e conhecer permanentemente o grau das dificuldades dos alunos na compreensão da matéria. Este controle vai consistir, também, em acompanhar o PEA avaliando as actividades do professor e do aluno em função dos objectivos definidos. Através do controlo e avaliação, o professor pode providenciar e, se necessário, rectificar, suplementar ou mesmo reorganizar a aprendizagem.
“Avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do professor como dos alunos” (Quist 2007, p.96).
Esta função consiste em acompanhar todo o processo de ensino-aprendizagem, avaliando-se as actividades do professor e dos alunos, em função dos objectivos definidos. Avalia-se, no entanto, o nível atingido, identificam-se os problemas ou dificuldades que existem e propõem-se, no fim, medidas para a sua superação. As dificuldades do processo de ensino-aprendizagem podem ser de vários motivos. Elas podem ser ocasionadas por má definição ou formulação dos objectivos, conteúdos e métodos de ensino, por uma reflexão inadequada ou má criação de condições concretas, por má qualidade do trabalho dos professores ou dos alunos, ou mesmo por má qualidade do trabalho dos dirigentes da educação.
Pela avaliação é possível saber-se se a aprendizagem está a efectuar-se conforme o previsto ou não e, ao mesmo tempo, permite ao professor certificar-se sobre o que o aluno aprendeu e, então, saber que rumo dar aos trabalhos das novas aulas (se é para repetir, ou prosseguir dependendo da situação vivida no momento quanto ao saber, saber fazer e saber ser-estar dos alunos).
6
2. Plano de Aula Nº 34
ESCOLA SECUNDÁRIA ……………………….
Professor: ………………………………...
Disciplina: Matemática, 8ª classe. Data: 02 de Maio de 2024.
Tempo estimado: 90 minutos.
Unidade temática: Sistema de duas equações lineares a duas incógnitas. 
Tema: Resolução de problemas conducentes a sistema de equações a duas incógnitas. 
Objectivos gerais: Resolver e aplicar os sistemas de duas equações lineares a duas incógnitas na vida real.
Objectivos específicos:
 Identificar os dados, as condições e o objectivo do problema.
 Conhecer e pôr em prática estratégias de resolução de problemas, verificando a adequação dos resultados obtidos e dos processos utilizados.
 Formular problemas a partir de situações matemáticas e não matemáticas
 Interpretar informação, ideias e conceitos representado de diversas formas, incluindo textos matemáticos.
 Representar informação, ideias e conceitos de diversas formas.
 Traduzir relações de linguagem natural para linguagem matemática e vice-versa.
 Discutir resultados, processos e ideias matemáticos
	Tempo
	Função didáctica
	Conteúdo
	Actividades
	Metodologia
	Meios de ensino
	
	
	
	Professor
	Alunos
	
	
	10min
	Introdução e Motivação
	· Saudação;
· Organização da turma;
· Recapitulação da matéria anterior
· Apresentação do tema da nova aula nova.
	Saúda aos alunos.
Marca a presença;
Faz o controlo da turma.
Procura saber compreensão da aula anterior.
Apresenta o tema no quadro.
	Saúdam o professor.
Confirmam a presença;
Apresentam o essencial da aula anterior;
Anota o tema no caderno;
	
Elaboração conjunta
	Quadro, giz, livra de turma, apagador, caderno e caneta.
	25min
	Mediação e assimilação
	· Compreensão do problema;
· Resolução;
· Concepção, aplicação e justificação de estratégias;
	Defini o sistema de equações, a seguir enumera os passos de resolução do problema de sistema de equações, dando exemplos com uma relação das situações reais.
	Escutam atentamente a definição e contribuem na explicação dos professores, fazem as devidas anotações da matéria dada.
	
Expositivo
	Quadro, giz, modelos didáctico, apagador’ caderno e caneta.
	50min
	Domínio e Consolidação
	Como podemos equacionar um problema de sistema de equações? 
	Marca os exercícios no quadro, orientar a resolução e a respectiva correcção.
	Passam e resolvem os exercícios no caderno e faz a sua correcção.
	
Elaboração conjunta
	Quadro, giz, caderno, caneta
	10min
	Controle e Avaliação
	Exercícios sobre a aula. Deixa o trabalha independente.
	A apresentam os exercícios e faz o controlo e a classificação da resolução.
Marca T.P.C
	Copia os exercícios e resolvem de forma individual.
Passam o T.P.C
	Trabalho independente
	Quadro, giz, caderno, caneta.
Resumo da aula.
De um modo geral, para a resolução de problemas envolvendo sistema de duas equações lineares a duas incógnitas, devemos seguir os seguintes passos para facilitar a compreensão e interpretação do problema:
1) Ler atentamente o problema, identificar as incógnitas e escolher duas letras para representá-la;
2) Estabelecer a relação existente entre as incógnitas e os dados do problema (Equacionar);
3) Resolver o sistema obtido;
4) Discutir o par de solução (verificar se a solução da equação é ou não a solução do problema, tendo em conta as condições dadas);
5) Dar resposta ao problema.
Exemplo 1 
A população de uma cidade A é três vezes maior que a população da cidade B. Somando a população das duas cidades tem o total de 200.000 habitantes. Qual a população da cidade A? 
 (
x = 3y 
3y + y = 200 000
) (
Substituindo x = 3y na equação (2)
:
) (
x = 3y 
x + y = 200 000
 
)Indicaremos a população das cidades por uma incógnita (letra que representará um valor desconhecido). 
Cidade A = x 	
Cidade B = y 
 (
x
 = 3y
y = 50000
) (
x
 = 3y
y = 200000
/4
) (
x
 = 3y
4y = 200000
)
Como y corresponde a população da cidade B, então vamos calcular a população da cidade A:
X = 3y x = 3. 50000 150000.
População da cidade A = 150 000 habitantes 
População da cidade B = 50 000 habitantes.
Exemplo 2 
 (
x + 5y = 1 
x = 1 – 5y 
) (
2x + 3y = 16 
x + 5y = 1 
)Descubra quais são os dois números em que o dobro do maior somado com o triplo do menor dá 16, e o maior deles somados com quíntuplo do menor dá 1. 
 (
Isolando x na 2ª equação teremos:
)Maior: x 
Menor: y 
x + 5y = 1 
x = 1 – 5y 
 (
Agora vamos achar o valor de x, escolhendo uma das equações:
 
Maior: 
Menor: 
)Substituindo o valor de x na 1ª equação 
2(1 – 5y) + 3y = 16 
2 – 10y + 3y = 16 
- 7y = 16 – 2 
- 7y = 14 (multiplica por -1) 
7y = - 14 
y = -14/7 
y = - 2
Exemplo 3 
 (
Isolando x na 1ª equação 
)Num aquário há 8 peixes, entre pequenos e grandes. Se os pequenos fossem mais um, seria o dobro dos grandes. Quantos são os pequenos? E os grandes? 
 (
x + y = 8 
x + 1 = 2y 
)
Pequenos: x 
Grandes: y 
Substituindo o valor de x na 2ª equação 
 (
Pequenos: x = 5 
Grandes: y = 3
)x + 1 = 2y (8 – y) + 1 = 2y 
 8 – y + 1 = 2y 9 = 3y 3y = 9 
y = 9/3 y = 3, substituindo y = 3 teremos: x + y = 8 x = 8-3 = 5.
Trabalho independente 
A soma das quantias que Fernando e Beth possuem é igual à quantia que Rosapossui. O dobro do que possui Fernando menos a quantia de Beth mais a de Rosa é igual a 30 reais. Sabendo que a quantia que Fernando possui, adicionada a 1/3 da quantia de Rosa, vale 20 reais, calcule a soma das quantias de Fernando, Beth e Rosa.
Solução: 
Considerando as quantias “x” e “y” respectivamente de Fernando e Beth, temos de acordo com as informações que Rosa possui (x + y). Ainda de acordo com o enunciado temos o sistema:
. 
Logo, Rosa possui 30. O valor pedido é a soma das quantias de cada um: 
. 
Conclusão
Ao fim do trabalho, pode-se concluir que a pesquisa realizada ampliou o conhecimento a respeito das principais funções didácticas e sua relevância no processo ensino e aprendizagem.Percebe-se que cada fase ou passo da aula corresponde a uma só função didáctica dominante, embora nesta mesma fase se regista envolvimento das restantes, com o fim elas assegurarem a eficiência da assimilação da matéria. Cada função didáctica, como momento ou passo da aula que reflecte as regularidades do processo ensino e aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração, conteúdo, método dominante, conjuntos de meios e formas de ensino inclusive as actividades concretas dos alunos. As funções didácticas descrevem as etapas de uma aula, em termos das finalidades pedagógicas. Cada etapa do processo de ensino-aprendizagem tem uma função pedagógica e elas estão estreitamente interligadas.
Este trabalho foi muito importante para o aperfeiçoamento de competências de investigação, selecção e organização de informações académicas.
Referências bibliográficas 
· Nivagara, D. (2010). Didáctica Geral: aprender a ensinar; Rio de Janeiro
· Piletti, C. (1991). Didáctica Geral. São Paulo: ed. Ática.
· Libâneo, J (1994). Didáctica. Brasil, São Paulo: Cortez. Editora. 
· Nérici, E. Introdução a Didáctica Geral, 16ª Edição, São Paulo, Brazil: Editora Atlas, S. 1991
· Quist, D. (2007). Métodos do Ensino Primário: Manual do professor. Maputo, Editora Nacional de Moçambique.
· Piletti, Claudino. Didáctica Geral. 23ª ed., São Paulo,, Ática, 2001.
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x + y = 8 
x + 1 = 2y

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