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➔ LESÕES CELULARES 
➢ Lesões/ alterações que ocorrem dentro da
célula devido a algum agente nocivo.
➢ A base da maioria dos processos patológicos
está nas lesões celulares.
➢ Causada pela perda da homeostasia celular
(equilíbrio de funcionamento de células). → a
célula consegue se manter em uma situação de
equilíbrio até certos limites. Se ela sofrer alguma
lesão / estímulos nocivos, ela pode tentar se adaptar
a essa nova condição, se ela não consegue se
adaptar, ela sofre uma lesão celular,
➢ As lesões celulares são causadas por agente
agressores que provocam modificações
moleculares nas moléculas da célula, que vão se
aglomerando/somando e muitas vezes resultam em
alterações morfológicas (na forma e na função das
células – perde sua função).
➢ Ocorre quando o limite aceitável de
normalidade é extrapolado (variável).
➢ É um processo progressivo.
* Saúde: corpo está em homeostase (funções e a
anatomia estão preservadas – tanto o
funcionamento do organismo, como a sua forma
(tecidos, órgãos) estão em condições normais
anatomicamente e funcionalmente
(fisiologicamente)).
A situação de saúde de um indivíduo, reflete a
saúde de suas células (unidade básica do ser
vivo).
* A perda da homeostase da célula resulta em
desequilíbrio nas funções orgânicas e
consequentemente em doenças.
● Doenças → originadas de agressões que
desequilibram as funções das células dos tecidos,
dos tecidos, dos órgãos, quebrando a homeostasia.
● O QUE pode provocar a doença? →
Diversos estímulos.
➢ Causas Gerais de Lesão Celular: 
→ AGENTES EXÓGENOS:
✗ Agentes físicos: Traumas mecânicos,
extremos de temperatura, variações de pressões
atmosféricas, radiação e choque elétrico.
✗ Agentes químicos e drogas: Glicose e sal
em concentrações hipertônicas, aumento da
[Oxigênio] (aumenta a produção de radicais livres),
venenos, toxinas bacterianas, poluentes do ar,
inseticidas, álcool, drogas.
→ AGENTES ENDÓGENOS:
✗ Hipóxia: redução de oxigênio na circulação
sanguínea, levando a diminuição da respiração
aeróbia celular e consequentemente uma quebra na
produção de ATP. (≠ isquemia).
✗ Agentes infecciosos: Desde vírus à grandes
vermes como a Taenia sp.
✗ Reações imunológicas: Processos
inflamatórios, reações anafiláticas e doenças auto -
imunes.
✗ Distúrbios genéticos: Má formações
congênitas ex: síndrome de Down, erros inatos do
metabolismo.
✗ Desequilíbrios nutricionais: Deficiências
proteico – calóricas e vitaminas, distúrbios como
anorexia nervosa, inanição, obesidade,
aterosclerose.
Exemplo: Uma célula deficiente de nutrientes:
Não consegue produzir energia para suas funções,
logo, para ela se manter viável mesmo recebendo
pouco nutriente, ela realiza autofagia (consumir
suas próprias moléculas – organelas e proteínas-)
gerando atrofia da célula → metabolismo
reduzido, síntese proteica não está acontecendo
normalmente! A célula está tentando se adaptar a
uma situação de privação.
Se essa privação for muito prolongada, começa
a ter disfunções/alterações morfológicas e
fisiológicas que levam a uma lesão. Inicialmente,
se o estímulo for leve e transitório, essa lesão será
reversível, ou seja, cessando o
estímulo/removendo a causa (nesse caso,
retomando a nutrição da célula) ela volta ao
normal (Agressão persistente). Porém se esse
estímulo continuar progressivamente/
persistentemente ou se for muito intenso, a célula
pode não aguentar e entrar em lesão irreversível
(quando ultrapassa o ponto de não retorno)
entrando em morte celular (necrose ou apoptose)
(Agressão aguda).
* Hipóxia: insuficiência respiratória (menos
oxigênio que deveria no sangue e os tecidos
recebem menos oxigênio do que deveria), situação
sub – letal, ou seja, não leva a morte imediata, não
causa lesão irreversível. Essa situação pode levar a
uma situação de adaptação celular.
➢ As lesões celulares dependem de: 
→ Incapacidade de se adaptar.
→ Duração do estímulo/tempo de agressão.
→ Intensidade do estímulo.
→ Natureza do estímulo lesivo.
➢ A resposta aos estímulos dependem:
→ Tipo de injúria.
→ Duração e gravidade da injúria.
→ Tipo de célula e seu estado metabólico.
Exemplo: existem diferentes respostas a
isquemia (falta de atp) nos diferentes tecidos do
corpo: O cérebro é mais sensível a falta de atp do
que músculo cardíaco! O neurônio não possui
reserva de glicogênio como no músculo, ele produz
atp por meio da via glicolítica. Se acaba a oxigênio
no músculo, ele consegue consumir sua reserva de
glicogênio, aguenta mais tempo sem suprimento
sanguíneo, já o cérebro em pouco tempo sofre
morte celular.
COMO? (mecanismo, como o processo surge):
O que as causas de lesão provocam na célula
para perder a homeostase?
➢ 4 sistemas são particularmente vulneráveis
na célula (são muito sensíveis na célula e as lesões
podem induzir):
1. Respiração aeróbica, envolvendo
fosforilação oxidativa e produção de ATP (principal
causa de lesão celular).
2. Alterações da integridade das membranas
celulares (permeabilidade seletiva).
3. Influência na síntese de proteínas
enzimáticas e estruturais.
4. Preservação da integridade do conteúdo
genético da célula (dna). 
Como os agentes lesivos provocam alterações
nessas 4 situações?
MECANISMO DAS LESÕES: lesão celular é
originada de múltiplos mecanismos inter -
correlacionados e ao mesmo tempo: 1. Depleção de
ATP → 2. Danos mitocondriais → 3. Acúmulo de
íons Ca++ → 4. Acúmulo de radicais livres → 5.
Danos às membranas → 6. Danos ao DNA e às
proteínas.
1. DEPLEÇÃO DE ATP (FALTA DE ATP): 
➔ O ATP é um dos fatores primordiais para o
funcionamento da célula, para a manutenção da
homeostasia celular. Sem ATP várias funções
celulares ficam comprometidas. Ex: síntese de
proteínas, bombas de íons ATP dependentes
(primeiro que falha com deficiência de atp).
• Depleção de 5 a 10 % de ATP
compromete:
➔ Atividade da bomba de sódio e potássio
(potencial hidroeletrolítico da membrana).
➔ Glicólise anaeróbica: diminui a quebra da
glicose, fazendo com que o glicogênio seja
degradado/consumido a partir da via anaeróbica
com acúmulo de ácido lático, fazendo com que pH
caia → pois sem ATP a fosforilação oxidativa fica
comprometida.
➔ Falência da bomba de Ca 2+: O Ca 2+ fica
no meio extracelular, altos níveis de Ca 2+ no
citosol na célula desencadeiam uma série de
mecanismos danosos para a célula.
→ Desprendimento dos ribossomos.
→ Dano irreversível às mitocôndrias e ao RE.
➔ O que pode causar depleção de ATP?
→ ↓ [oxigênio] = interrompe a fosforilação
oxidativa, para produzir ATP é necessário do
oxigênio na cadeia respiratória na mitocôndria.
→ ↓ nutrientes = sem glicose a produção de ATP
diminui.
→ Danos às mitocôndrias, mitocondriais,
substâncias tóxicas (ex. cianeto: inativa a
citocromo – oxidase das mitocôndrias).
 Vaso com trombo obstruindo o fluxo sanguíneo↳
provocando isquemia. O tecido que está sem
receber sangue sofre necrose, pois a mitocôndria
que está sem receber sangue, diminui a
fosforilação oxidativa, o processo de síntese de
ATP fica comprometido. Então lesão isquêmica ou
química tóxica na célula produz baixa fosforilação
oxidativa, baixa produção de ATP!
 Sem ATP a primeira coisa que para são as↳
bombas de Na + e de Ca 2+ . Com a bomba de Na
+ sem funcionar, aumenta o influxo de Ca 2+ ,
água e Na + para dentro da célula, e o efluxo do K
+ para fora da célula. O excesso de íons na célula
provoca alteração osmótica, muitos íons atrai
água, deixando a célula inchada (tumefação
celular). Outra ação da falta de ATP é o aumento
da glicose anaeróbica, pois já que não tem
oxigênio, ocorre a produção de ATP pela quebra
da glicose por via anaeróbia por fermentação,
formando ácido lático. O excesso de ácido lático
faz cair o pH, fazendo com que a cromatina nuclearse condense. Devido a inchação celular (edema) o
retículo endoplasmático que também é uma
organela membranosa onde ocorre a síntese
proteica, fica tumefeito onde os ribossomos se
destacam (desprendem) no retículo e se rompem,
comprometendo a síntese proteica. Com isso,
temos como consequência: mal dobramento de
proteínas e dano irreversível às mitocôndrias.
 Se esse processo for prolongado, leva a uma↳
lesão irreversível, passa o ponto de não retorno e
culmina na morte celular.
2. INFLUXO DE ÍONS CÁLCIO:
→ O Ca 2+ deve ficar no meio extracelular.
Dentro da célula o Ca 2+ fica nas membranas
mitocondriais e no retículo, pois ali ele é cofator *
enzimático, auxiliando na função de várias
enzimas. Porém Ca 2+ NÃO pode ficar no citosol
(é danoso).
*cofator: quando a enzima está na sua forma
inativa, e se acopla ao cofator, ela fica em uma
forma mais ativa e acelera a função enzimática.
→ O excesso de Ca 2+ no citosol ativas enzimas
fosfolipases, que quebram/degrada fosfolipídios,
esses encontrados nas membranas, provocando
dano.
→ Ele também ativa as proteases, quebrando
proteínas do citoesqueleto, perdendo sua
sustentação → dano à membrana.
→ Quebra endonucleases→ dano ao DNA.
→ Quebra ATP → aumenta mais o consumo de
ATP e diminui o ATP dentro da célula.
→ Na membrana da mitocôndria ficam as proteínas
da cadeia respiratória, onde ocorre a síntese de ATP
e fosforilação oxidativa. Se ocorre fosfolipase
quebrando lipídio, degrada a membrana da
mitocôndria e vai consumir/danificar a membrana
da mitocôndria, aumentando a permeabilidade da
membrana da mitocôndria. Isso causa poros de
transição, permitindo com que substâncias que não
deveriam atravessam a membrana, e isso faz com
que o funcionamento da mitocôndria na produção
de ATP também fique comprometido.
A falha na produção de ATP, induz falha na
bomba de cálcio, aumentando cálcio citosólico, e
acaba reduzindo mais ainda o ATP.
3. GERAÇÃO DE RADICAIS LIVRES DE
OXIGÊNIO:
→ Radicais livres: é uma molécula que geralmente
é originada de um processo metabólico, da quebra
de alguma molécula orgânica. Na degradação da
proteína, glicose ou mesmo na fosforilação
oxidativa, produz moléculas que ficam com 1
elétron a mais, Ex. Radical superóxido (oxigênio
com 1 elétron a mais), um elétron altamente reativo
(fica circulando na última camada do átomo e onde
encostar ele faz uma reação de óxido - redução).
→ Por serem altamente reativos, reagem com os
componentes celulares provocando danos,
especialmente ao DNA (alteram as bases
nitrogenadas e provocam ligações alteradas no
DNA, nas proteínas, quebram lipídio).
→ O próprio metabolismo normal da célula, com a
degradação e síntese de produtos celulares produz
radicais livres.
→ Por que os radicais livres não são tóxicos para
todo mundo? Nós temos mecanismos naturais de
combate aos radicais livres (neutralização). As
nossas células possuem a enzima superóxido
desmutase, que quebra a água oxigenada,
produzindo o radical hidroxila, entre outras
enzimas.
→ Suco detox: possuem vitamina A, B e C que são
antioxidantes, onde vão neutralizar radicais livres.
→ Em algumas situações os radicais livres de
oxigênio podem ter efeitos patológicos: danificar
os lipídios de membrana, produzem modificações
nas proteínas produzindo quebra ou mal
dobramento de proteínas (os elétrons se ligam aos
polos positivos das proteínas, provocando
alterações nos aminoácidos) e danos ao DNA e
induzem mutações (uma das causas de câncer).
→ Quando que os efeitos dos radicais livres são
danosos para o organismo? quando a produção de
radicais livres é maior do que o efeito antioxidante
natural (nutrição inadequada, poucas vitaminas
antioxidantes e as células com algum
desequilíbrio), stress oxidativo.
➔ Caso L10 – Necrose de coagulação:
→ Paciente portador de cardiopatia chagásica.
→ Óbito por arritmia cardíaca.
→ 3 dias antes do óbito, apresentou forte dor
lombar com hematúria (urina com sangue).
indicativo de hemorragia no rim (lesão renal).↳
→ O que pode ter causado essa lesão renal?
● Macroscopia:
→ Rim 
 Pesando 150 g:↳
 Peso normal do rim = 120 a 180 g↳
→ Na região cortical apresentou-se uma área
triangular com vértice voltado para a medula:
 Área que↳
ocorreu a
necrose;
 Rim: artéria↳
renal se ramifica
(circulação única
terminal –
somente 1 vaso
trazendo
sangue). 
→ Se ocorrer obstrução em um domínio da artéria
renal, toda a área que está irrigada por esse ramo
sofre isquemia (falta de suprimento sanguíneo). As
células sem receber o suprimento sanguíneo entram
em lesão (ocorrem vários mecanismos, como falta
de ATP, falha das bombas, células incham) onde se
for uma lesão intensa ou progressiva, iram
culminar na necrose (morte celular causada por
autólise – ruptura de lisossomos que possuem
enzimas digestivas).
→ Região cortical alargada e pálida, e área
triangular:
↳ INFARTO: necrose causada por isquemia.
→ Área triangular branca e amarelada:
 Tecido está se digerindo (autólise)↳
→ Halo hemorrágico em volta da área
hemorrágica:
 O sangue chega, mas como a passagem está↳
obstruída, ele começa a
congestionar os vasos da periferia e tem-se uma
ruptura de vasos (hemorragia)
→ Rima amarelada:
 Devido ao extravasamento de conteúdo celular,↳
ocorre um processo inflamatório. Como não tem
sangue para chegar na área necrótica, os leucócitos
se acumulam na periferia e fagocita as bordas. Isso
ocasiona em inflamação crônica, tendo a formação
de tecido de granulação, angiogênese, a medida
que novos vasos vão surgindo, essa área sofre
reparo (fibrose – cicatrização).
Na fase crônica da doença de chagas, pode
ocorrer destruição (lesão) das fibras nervosas e
musculares do coração, afetando a função cardíaca
e, consequentemente gera cardiopatia inflamatória
e fibrosante que leva a arritmias cardíacas. Essa
lesão favorece a trombose porque acaba alterando a
liberação de fatores pró e anticoagulantes, ou seja,
altera a cascata de coagulação e o sistema
fibrinolítico, formando um trombo mural na
cavidade cardíaca. O movimento do fluxo
sanguíneo emboliza o trombo formado, que segue
até a artéria renal e acaba obstruindo a passagem da
artéria, ocasionando isquemia e consequentemente
um infarto branco (área de necrose de coagulação
provocada por obstrução arterial). O infarto renal
causou uma sobrecarga do coração gerando uma
arritmia cardíaca levando a óbito. A isquemia
provoca um colapso na célula devido a falta de
oxigênio, provocando a dor lombar e apesar de ter
ocorrido o infarto, o rim continua recebendo
sangue na área infartada, formando um halo
hemorrágico que causa extravasamento de sangue,
justificando o sintoma de hematúria ( sangue na
urina).
→ Por que a doença de Chagas é um fator de
risco da trombose? Pois ela envolve fatores da
tríade de virchow:
→ Dentro do coração temos:
 Lesão:↳ pela presença do protozoário e pelo
processo inflamatório lesionando a parede do
coração.
 Estase:↳ Ocorre a tentativa de reparo, e um
coração com fibrose não bombeia o sangue
normalmente, tendo um fluxo sanguíneo lento
(estase), congestão (o sangue fica acumulado no
coração).
* Essa destruição de miocardiócitos provoca
insuficiência cardíaca (não tem contração
adequada).
→ É um trombo mural. O fluxo sanguíneo no
trombo faz nebulizar e ao cair na circulação arterial
foi para a artéria renal (pode ir para outros lugares
também).
• Dano à membrana: Indicativo de que lesão
já está no estado irreversível e passou no ponto de
não-retorno.
→ NECROSE: morte celular por autólise.
 É uma consequência da morte celular sendo↳
precedida pela autólise (degradação enzimática dos
componentes celulares por enzimas da própria
célula liberada por lisossomos apósa morte celular
– responsável pelas alterações morfológicas.
 A morte celular já aconteceu, mas a necrose só↳
é visível e aparente ~ 24 h depois.
 A Necrose também pode ocorrer por↳
HETERÓLISE: enzimas extracelulares provindas
de macrófagos e leucócitos.
• Alterações morfológicas na célula
necrótica:
→ NECROSE DE COAGULAÇÃO:
 Citoplasma:↳ muito eosinofílico (meio ácido –
glicólise anaeróbia),→ desnaturação das proteínas
do citoplasma (proteínas se aglutinam – perdem
sua conformação). Isso deixa o citoplasma
fortemente corado pela eosina (Rosa)
 A deposição de massas de fosfolipídios↳
resultante das organelas digeridas formam as
figuras de mielina.
→ Núcleo:
 Picnose:↳ condensação/digestão da cromatina.
 Cariorrexe:↳ fragmentação do núcleo picnótico.
 Cariolise:↳ total digestão do DNA-lise pelas
enzimas (coloração nuclear pálida e fraca.
* Diferenças entre necrose e apoptose: Uma
das principais lesões celulares que desencadeia
processo de apoptose é lesão ao DNA. A causa da
lesão irreversível por apoptose envolve processos
internos dentro da célula altamente programados.
Morte celular programada ou suicídio celular,
a célula tem algum erro grave, principalmente
em proteínas, no DNA, que atrapalha o
funcionamento da célula, ela mesmo se mata
para evitar danos maior ao hospedeiro. Ela faz
isso por meio de um processo altamente
regulado, coordenado por enzimas nucleares
chamadas de caspases que vão induzir a
formação de corpos apoptóticos. Essas enzimas
fazem com que alguns vacúolos são formados
na célula, envolvendo as organelas e DNA e
formar corpos apoptóticos (se fragmentam em
pequenas frações dentro de vesículas, não
ocorrendo extravasamento de conteúdo
celular). Esses corpos apoptóticos são
fagocitados por macrófagos teciduais, não
estimulando processo inflamatório.
* Principais diferenças: A célula da apoptose
em vez de inchar, ela diminui pois tem processo
de autofagia (digestão dentro da célula). Em vez
de extravasar o conteúdo celular, ela forma corpos
apoptóticos.
DEPENDENDO DA CAUSA DA MORTE E
DO TIPO DE TECIDO AS ALTERAÇÕES
MORFOLÓGICAS DA NECROSE PODEM SER
DIFERENTES.
→ TIPOS DE NECROSE:
• Coagulativa: 
→ Macroscopicamente: infarto em cunha, área
esbranquiçada, consistência amolecida diferente do
tecido normal; é possível visualizar o
contorno/arquitetura das células.
→ Microscopicamente: túbulos renais
eosinofílicos, sem núcleo.
→ Tipo de tecido: denso, parenquimatosos e rico
em proteína (ex. Músculos).
→ Causas: principal isquemia ou hipóxia
prolongada.
• Liquefação: 
→ Macroscopicamente: região com consistência
mole, semifluida ou liquefeita.
→ Microscopicamente: falhas no tecido.
→ Tipos de tecido: Tecido nervoso. Ex. Cérebro,
rico em lipídio (muita bainha de mielina,
membranas lipídicas, barreira hematoencefálica).
Em ph baixo derrete, perde a consistência. Pode ser
em outros tecidos dependendo da causa, por ex, no
rim causado por bactérias e na pele por bactérias
(abscesso).
→ Causas: Comum após anóxia do sistema
nervoso, supra-renal ou mucosa gástrica. Ex. AVC
(derrame): falta de suprimento sanguíneo em uma
parte do cérebro e essa área morre. Sem tecido
conjuntivo, mas tem as células da glia como
preenchimento, logo, em volta da área necrótica
forma-se uma pseudocápsula pelo crescimento de
células da glia, os astrócitos começam a se
proliferar e secretar gliose, e preenche o tecido.
• Caseosa: 
→ Macroscopicamente: Aspecto de massa de
queijo, friável.
→ Microscopicamente: massa homogênea,
acidófila, contendo alguns núcleos picnóticos e
núcleos fragmentados na periferia (cariorrexe); as
células perdem totalmente os seus contornos e os
detalhes estruturais.
→ Tipos de tecido: não necessariamente no
pulmão, a bactéria da tuberculose pode se espalhar,
principalmente em imunocomprometidas, podendo
ir para o rim, linfonodo.
→ Causas: característica da necrose causada pelo
bacilo da tuberculose. Os macrófagos fagocitam a
bactéria e não conseguem digerir o agente, e os
macrófagos formam células gigantes e acabam
morrendo. Tem-se o núcleo necrótico com um
granuloma ao redor (infiltrado inflamatório de
linfócitos, depois fibrose), com aspecto de queijo
(não é líquida nem coagulativa).
• Gordurosa: ≠ liquefação: 
→ Macroscopicamente:
→ Microscopicamente:
→ Tipos de tecido: tecido adiposo (células
adipócitos)
→ Causas: Com a morte do adipócito que
armazena gordura, tem-se uma deposição de
gordura. Essa gordura calcifica formando pingos,
com aspecto de pingo de vela. Isso acontece nos
casos de: pancreatite aguda (o contato das enzimas
pancreáticas com a gordura do mesentério das
vísceras, provoca necrose do adipócitos) ou trauma
mecânico de tecido adiposo.
• Gomosa: 
→ Variedade de necrose por coagulação na qual o
tecido necrosado assume aspecto compacto e
elástico como borracha (goma), ou fluido e viscoso
como a goma-arábica. É encontrada na sífilis
tardia (goma sifilítica).
• Gangrenosa: 
→ Necrose de coagulação em áreas que têm
contato com o ambiente (mãos, pés).
→ Gangrena seca: necrose coagulativa,
principalmente em extremidades (artelhos, ponta
do nariz). Ocorre desidratação da região atingida
pelo contato com o ar.
→ Gangrena úmida: resulta de invasão da área
necrosada por microrganismos anaeróbios
produtores de enzimas que tendem a liquefazer os
tecidos mortos. Comum no tubo digestivo, dos
pulmões e da pele.
→ Gangrena gasosa: secundária à contaminação
por bactérias do gênero Clostridium que
produzem enzimas proteolíticas e lipolíticas e
grande quantidade de gás, formando bolhas
gasosas. Fatores de risco: DM, Aterosclerose,
Câncer de cólon secundária a traumas, feridas
cirúrgicas.
→ Evolução da Necrose:
• Regeneração: Tecidos com capacidade
regenerativa, quando o estroma é pouco alterado.
Restos celulares são reabsorvidos pela resposta
inflamatória. Liberação de fatores de crescimento
por células vizinhas e por leucócitos. Ex. Fígado.
• Cicatrização: O tecido necrosado é
substituído por tecido conjuntivo cicatricial. Lesão
extensa e células que não têm capacidade
regenerativa.
• Eliminação: pode ser eliminado pela via de
canalização, que se comunica com o meio externo
originando cavidades. Ex: espinha, tuberculose
(pessoa expectora material necrótico). Pode ser:
→ DIRETA: leva à formação de uma úlcera; Ex:
necrose da pele → espinha (foliculite).
→ ATRAVÉS DE CONDUTOS NATURAIS:
ocorre quando a zona de necrose atinge uma
estrutura canalicular que se comunica com o meio
externo, ex: necrose caseosa → tuberculose.
→ ATRAVÉS DE TRAJETOS
NEOFORMADOS: chamados fístulas (quando o
próprio tecido faz uma drenagem natural para
eliminar o material necrótico), geralmente de causa
infecciosa. ex., um abscesso no subcutâneo
provoca a formação de um trato fistuloso que se
abre na pele.
→ ATRAVÉS DE FAGOCITOSE: ocorre a partir
da periferia por células fagocitárias que são
eliminadas por vasos linfáticos ou sanguíneos (ex.,
no cérebro, onde não há linfáticos.)
• Se não for possível eliminar o material
necrótico pode acontecer a calcificação, que é a
deposição de cálcio no material necrótico e fica
uma massa endurecida.
• Outro processo é o Encistamento
(pseudocápsula): Material necrótico não é
absorvido por ser muito volumoso, a reação
inflamatória com exsudação de fagócitos
desenvolve-se somente na periferia da lesão com
proliferação conjuntiva ao redor. Ex: cérebro.
➔ LESÃO REVERSÍVEL → Degeneração: 
➢ É quando se tem um mal funcionamento,
onde tem-se acúmulos e algumas substâncias ficam
retidas dentro da célula em decorrência do
metabolismo perturbado.
➢ Existem vários tipos de degeneração:
● Degeneração hidrópica: acúmulo de água e
eletrólitos.
→ Conceito: entrada de água na célulae o
acúmulo, tornando a célula tumefeita (inchada).
→ Causa: O que faz a água entrar na célula? -
gradiente osmótico, acúmulo de eletrólitos dentro
da célula (desequilíbrio iônico).
O que provoca desequilíbrio iônico? - qualquer
alteração na bomba de Na + e K + , seja por falta
de ATP (ex. hipóxia, Insuficiência cardíaca,
hipoglicemia, desnutrição grave - falta de substrato
para produzir ATP), por falta de íons, alteração no
controle da concentração de íons (uso de soluções
hipertônicas), agressão direta à membrana
(destroem as proteínas), perda de eletrólitos
(vômito e diarreia).
→ É uma lesão celular reversível (se tirar a causa
volta ao normal).
→ Qualquer tecido pode ser acometido,
principalmente fígado e rim.
→ Microscopicamente: citoplasma
branco/pálido, mitocôndrias inchadas e ribossomos
destacados, aparência de vacúolos claros, pequenos
grânulos.
→ Macroscopicamente: órgão aumentado de
volume e peso, com aspecto pálido e
esbranquiçado, com perda do brilho (aspecto
turvo).
● Degeneração gordurosa ou Esteatose:
acúmulo de lipídios;
→ Muito comum no fígado, pois é o principal
órgão metabolizador de gorduras, mas pode ocorrer
em outros também como por ex, no músculo
esquelético, cardíaco, rim.
→ Causas: é uma lesão reversível; todas as causas
que envolvem um mal funcionamento do
hepatócito: toxinas, falta de ATP, hormônios,
diabetes, excesso de gordura na alimentação. Ex:
Etanol (mais comum):
1. O álcool é metabolizado em acetaldeído pela
enzima álcool desidrogenase, onde é convertido em
acetil-Coa. No entanto, o acetaldeído é tóxico
(responsável pelos efeitos no SNC), o que faz com
que o fígado deixe de metabolizar gordura.
2. Outro fator é que para o álcool para ser
metabolizado usa um complexo de enzimas do
citocromo P450 (mesmo complexo enzimático
responsável por metabolizar muitas coisas,
inclusive a gordura), se as enzimas estão ocupada
em metabolizar o componente tóxico, deixará de
metabolizar a gordura, resultando em acúmulo.
3. Como o metabolismo do álcool gera acetil-
Coa, que é utilizado no ciclo de krebs, produz
energia na forma de NAD. No entanto, tem-se um
limite, ao consumir todo NAD, para o ciclo de
Krebs e acumula acetil-Coa. O excesso de acetil-
Coa converte em gordura. Como os hepatócitos
têm um limite de armazenamento, os ácidos
graxos são enviados para os adipócitos pelas
lipoproteínas (lipídios + apoproteínas);
Outro ex: desnutrição: leva ao acúmulo de
gordura no fígado pois não consegue transformar
a gordura em lipoproteína para ser transportada.
→ Circulação hepática: tudo que ingere por via
oral é absorvido primeiramente no intestino pela
circulação mesentérica, onde a mesentérica drena
para a veia porta e vai para o fígado. No fígado a
área do lóbulo hepático que recebe o sangue é a
tríade portal e sai pela centro lobular, logo, o
acúmulo de gordura será maior na tríade portal
• Macroscopicamente: cor pálida,
esbranquiçado e amarelado, e aspecto
untuoso/brilhoso, aumento de volume, peso e de
tamanho, bordas rombas (perde o contorno).
• Microscopicamente: hepatócitos cheios de
vacúolos de gordura (começam com vacúolos
pequenos, que vão coalescendo, um vai
encostando no outro e vai se fundindo até formar
vacúolos maiores).
→ Degeneração hialina (claro/transparente):
acúmulo de proteínas.
→ Degeneração mucóide: a cúmulo de muco. Ex:
células que produzem muco não conseguem
secretá-lo ou produz em excesso.
→ Degeneração glicogênica: acúmulo de
carboidratos.
➔ ADAPTAÇÕES CELULARES: 
➢ Modificações no funcionamento e na
morfologia da célula em resposta a uma injúria
subletal persistente/alterações ambientais/estímulos
que levam a mudanças no padrão de expressão
gênica, ou seja, os genes que vão passar a ser
expressos na célula mudarão, mas não significa que
teve mudança/alteração genética. Os genes
permanecem os mesmos, a genética da célula não
muda, mas muda como ela expressa seus genes.
➢ São alterações fenotípicas nas células, são
adaptações funcionais e morfológicas dependendo
do estímulo externo. Tentativa da célula de manter
uma homeostasia.
➢ Alterações genotípicas, mudanças no DNA
por mutações são NEOPLASIAS.
➢ São reversíveis!
➢ Tipos de respostas adaptativas a diferentes
categorias de estímulos:
➢ Se a célula não tem capacidade de se adaptar
ou o estímulo for muito prolongado, perde a
capacidade de se adaptar → DEGENERAÇÃO OU
NECROSE.
● Adaptações relativas ao crescimento 
celular (volume da célula):
 ➢ Atrofia: Adaptação a precariedade
→ Diminuição no tamanho do tamanho (volume)
e função da célula.
→ Uma vez restaurada a normalidade, as células
atróficas podem reassumir suas funções.
→ Causas: Quando a célula está em situação de
estresse (insuficiência vascular Ex. arteriosclerose-
falta de suprimento sanguíneo),inflamações
crônicas, desuso, desnervação.
> Mecanismos (COMO) – para reduzir de
tamanho pode ocorrer:
→ Alteração no balanço entre a síntese e
degradação de proteínas → DEGRADAÇÃO →
síntese.
→ Proteólise (Aumento da degradação
protéica):
→ Autofagia: digestão das próprias
organelas: Os estímulos fazem com que a célula
tenda a economizar energia. Para economizar
energia, ela diminui sua maquinaria e ficam
inativadas para ser convertida em nutrientes para a
célula. Para isso, ela envolve as organelas com
autofagossoma (vacúolo), onde se funde com o
lisossoma e as enzimas lisossomais são despejadas
para dentro e degradam as organelas.
➢ Hipertrofia:
→ Aumento do volume da célula: órgão
aumenta de volume e peso.
→ Causas: aumento dos estímulos.
> Mecanismos: Aumenta a síntese proteica, de
organelas… (+síntese do que degradação -
contrária a atrofia)
→ Todas as células possuem receptores em sua
superfície que reconhecem estímulos externos.
Esses receptores podem por ex, ser sensores que
identificam o aumento da carga de trabalho, o
estiramento maior da fibra… É o aumento
estrutural da célula, precisa aumentar suas
organelas e suas proteínas, logo, necessita de:
nutrição adequada, oxigenação (suprimento
sanguíneo adequado p ara a chegada de nutrientes)
e inervação adequada. Tendo essas 3 condições, a
célula vai responder ao estímulo e gera um sinal de
transdução dentro da célula e a proteína receptora
do sinal, manda o sinal para outras proteínas dentro
da célula, que vão chegar no núcleo da célula e
“avisar” para o núcleo que precisa sintetizar mais
proteínas. 
● Adaptações relativas a proliferação e 
diferenciação celular: Não é mais tamanho da
célula, mas quantidade de células.
➢ Hiperplasia: tecidos que ao receber
estímulo, as células se multiplicam/proliferam.
→ Aumento do número de células que geram como
consequência o aumento de peso e volume.
→ Potencial regenerativo dos tecidos:
• A adaptação celular é diferente dependendo
do tipo de tecido.
• Temos 3 tipos de tecidos, quanto a
capacidade de regeneração:
1. Tecidos Lábeis: em constante divisão
celular, e constantemente expostos a estímulos
lesivos. Ex: pele, mucosas, TGI, boca e útero.
2. Tecidos Estáveis: estão em uma condição de
repouso ou baixo nível de replicação, mas quando
estimulados, podem voltar a se dividir, as células
voltam a se multiplicar em resposta a algumas
lesões para fazer regeneração. Ex: Fígado, rins,
músculo liso e pâncreas.
3. Tecidos não-divisores (permanentes):
aqueles que depois que se desenvolvem no período
embrionário e amadurecem e se tornam células
diferenciados, eles não se dividem mais.
→ A morte celular, em geral, leva a substituição
por tecido conjuntivo, não regenera. Ex: células
nervosas, músculo esquelético e cardíaco.
O que faz com que um tecido seja lábel, estável
ou permanente? - a quantidade de células-tronco
somáticas (células imaturasque não amadureceram
e não sofrem diferenciação completa, mas que tem
a capacidade de voltar a entrar em mitose , não tem
capacidade de se diferenciar em vários tecidos
diferentes) presentes em tecidos presentes em cada
tecido.
→ Causas: estimulação hormonal excessiva
(hiperplasia do endométrio, hiperplasia prostática
benigna) ou ação excessiva de fatores de
crescimento sobre células-alvo.
→ É um processo controlado e regride quando
retirado o estímulo.
→ Importante na cicatrização.
> Mecanismos:
➢ Hipoplasia: diminuem o número de células
por apoptose.
● Adaptação relativa a proliferação celular
e diferenciação celular:
➢ Conceito: conversão de um tecido maduro
e diferenciado em outro tipo de tecido igualmente
maduro e diferenciado com características
diferentes do primeiro, porém de mesma origem”
→ mesma origem embrionária.
➢ Causa: agressão continuada ou ambiente
hostil, ex:
→ Irritação por calor prolongado→ chimarrão
quente, haste do cachimbo na mucosa da boca.
→ Agressões mecânicas repetidas → prótese mal
ajustadas, cálculos nas vias biliares ou
pancreáticas.
→ Irritação química persistente → fumaça do
cigarro na mucosa respiratória, pH vaginal.
→ Inflamações crônicas colo uterino por infecções,
HPV, eversão (mulheres multíparas).
➢ É um processo adaptativo que visa tornar o
tecido mais resistente a agressão.
➢ Em primeiro momento ela é benéfica, pois
protege o epitélio, embora, ao longo do tempo, se
persistir por muito tempo traz consequências.
➢ Como surge a metaplasia? É um processo
inativação de genes responsáveis pela
diferenciação do tecido e desrepressão de outros
que vão condicionar um novo tipo de tecido → É
uma mudança da expressão gênica nas células
basais.
➢ Tipo de tecido: tecidos que se proliferam,
pois precisa da célula basal para se proliferar e dar
origem ao novo tecido → Tecidos epiteliais e em
algumas situações tecidos mesenquimais
(preenchimento, sustentação e nutrição).
➢ Mecanismo: Toda célula lesionada quando
expõe suas partículas, funcionam como alarminas
que estimulam o processo inflamatório. O processo
inflamatório libera então citocinas e a lesão celular
faz com que o tecido conjuntivo da matriz
extracelular comece a produzir fatores de
crescimento.
➢ O estímulo agressivo e ambiente hostil,
quando lesa o epitélio faz com que as células basais
sofram uma reprogramação, alguns sinais são
liberados por citocinas, fatores de crescimento,
componentes da matriz extracelular. Esses sinais
alteram a atividade de fatores de transcrição nas
células basais.
➢ Tipos:
1. Metaplasia Epitelial: 
 Escamosa: mais comum
→ Epitélio colunar transformado em epitélio
escamoso.
→ Ocorre em epitélios de revestimento mucoso.
→ Ex: brônquios, Colo do útero, endométrio,
urotélio.
a) Epitélio colunar ciliado mucossecretor →
epitélio estratificado pavimentoso. Ex: Mucosa
brônquica
b) Epitélio colunar mucossecretor do colo
uterino→ epitélio estratificado pavimentoso
escamoso. No colo uterino tem-se a ectocérvice e
a endocérvice (dentro do canal do útero). No
endocérvice é cheio de glândulas que têm como
revestimento um epitélio cilíndrico escamoso.
→ Causas: resposta fisiológica a hormônios e à
exposição do ambiente ácido vaginal,
inflamações, infecções, mulheres multíparas
(exposição da endocérvice - eversão do colo),
traumas e irritações crônicas a agentes químicos,
físicos ou mecânica - coito).
→ Quando a menina entra na puberdade, por
ação hormonal, ou alguma desregulagem
hormonal (produção maior de hormônio natural,
fisiológica ou uso de anticoncepcional onde os
níveis de estrógenos aumentam) pode acontecer
que o epitélio da endocérvice se exterioriza,
essas células migram para fora. Isso acontece
pois o estrogênio provoca uma certa abertura do
colo. Essa migração de células da endocérvice
para a ectocérvice, expõem essas células a um
ambiente ácido vaginal (~ 4), sendo lesivo para
uma célula colunar. Então pelo estímulo da
acidez vaginal nessas células que migraram para
fora, temos a metaplasia escamosa do colo do
útero, um processo adaptativo fisiológico
normal.
→ Normalmente internamente do colo do útero
temos o epitélio do tipo simples colunar (uma
única célula), já no no orifício, a medida que o
colo se exterioriza e passa ficar a parte externa
no colo, temos a ectocérvice com o epitélio do
tipo escamoso. A junção do epitélio colunar
simples e epitélio escamoso, chamamos de
junção escamo colunar (JEC). É o JEC que se faz
a coleta para o exame de papanicolau.
→ Quando se tem células metaplásicas nesta
região, aumentam a susceptibilidade de infecção
por HPV , principal vírus causador de displasia e
câncer de colo de útero, ou seja, em mulheres de
vida sexual ativa, que trocam frequentemente de
parceiros, o risco da mulher ter contato com o
vírus HPV de alta carcinogênese é alto.
→ Microscopicamente: vacúolos brancos de
glicogênio, as bactérias da microbiota normal da
vaigina fermentam esse glicogênio produzindo
ácido; devido ao fato das células escamosas
obstruírem a saída das glândulas forma-se os
cistos de Naboth (glândulas obstruídas cheias de
secreção de muco); na camada basal células com
halo claro ao redor do núcleo (coilócito-
alteração celular morfológica devido a infecção
por hpv).
→ Intestinal: Epitélio escamoso é substituído
por um epitélio mucossecretor, idêntico ao do
intestino, com células caliciformes.
→ Ocorre em gastrites crônicas, colecistites
crônicas, esôfago de Barrett.
c) Metaplasia intestinal no esôfago (esôfago de
Barrett – risco de câncer). Substituição do epitélio
estratificado pavimentoso da superfície do epitélio
esofágico para epitélio mucíparo (cheio de
glândulas – células caliciformes).
d) Leucoplasia: transformação do epitélio
estratificado pavimentoso escamoso não
ceratinizado, em epitélio ceratinizado composto
de várias camadas. Ex. Placas brancas na mucosa
bucal após agressão por próteses mal ajustadas,
chimarrão, haste do cachimbo.
2. Metaplasia mesenquimal: 
1. Cartilaginosa: cicatrizes, tecidos de
pseudoartrose
2. Óssea: depósito de cálcio sobre cartilagem –
Fibroblastos transformação para osteoclastos e
osteoblastos; Lesões cicatriciais da tuberculose,
cicatrizes de tecidos moles após trauma,
pancreatite crônica.
➢ Consequências: é reversível; perda de função
e maior tendência a trasformação maligna.
➢ As metaplasias escamosas em alguns casos
podem evoluir para Displasia:
➢ DISPLASIA:
→ Quando se tem tanto um problema na
proliferação, e diminuição ou ausência de
diferenciação celular.
→ Possui muitas características das células
malignas, (inclusive alterações genômicas), exceto
a invasão.
→ Ocorre principalmente em nível epitelial.
→ São alterações simultâneas na proliferação e
diferenciação das células → crescimento
desordenado.
→ Como as células estão se proliferando muito
rápido, elas perdem a capacidade de se tornarem
maduras e se diferenciar > células se tornam
imaturas e atípicas.
→ Características: elevada taxa de divisão
celular; presença de células pouco diferenciadas
(não conseguem executar a diferenciação pois
estão constantemente se dividindo).
→ São lesões pré cancerosas.
→ Causas: agressão crônica estimula localmente
as células-tronco teciduais, essas células passam a
se proliferar e expostas a proliferação constante
começam a sofrer alterações morfológicas.
→ Não ocorre o amadurecimento, fica com
característica de célula imatura→ cariomegalia
(núcleo maior); Hipercromasia (basofilia nuclear);
pleomorfismo (diferentes tamanhos, número e
formato de núcleo) ; células imaturas não restritas
a camada basal.
→ Está associada ou origina-se de tecido
metaplásico, mas nem sempre progride para a
neoplasia.
→ Quando nãoafeta toda espessura epitelial é
facilmente reversível. Quando afeta toda espessura
epitelial é denominada carcinoma in situ.
→ Displasias mais comuns: colo uterino, mucosa
gástrica, epitélio brônquico, epitélio glandular da
próstata, epitélio vulvar, esôfago de Barrett,
Displasia Gástrica.
PRÁTICA - LESÕES E ADAPTAÇÕES
CELULARES 
➔ L 121/2:
1) RIM – NORMAL
2) RIM – DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
(REVERSÍVEL).
 → Resumo clínico:
Paciente hipertenso, com acidente vascular
cerebral (AVC) deu entrada no hospital e foi
tratado com manitol. Antes do óbito teve vômitos
(pode ser causada pelo medicamento, lesão do
AVC, contribuiu para o aumento da diurese,
perdendo ainda mais K+) e os exames
laboratoriais demonstrando hipocalemia (baixa
concentração de potássio no sangue, que pode ser
causado tanto pelo vomito como desequilíbrio
hidreletrolítico que pode levar a degeneração
hidrópica, que é quando o sódio fica retido no
meio intracelular e o potássio no extracelular, que
faz a água entrar dentro da célula). → CAUSA
DA MORTE: AVC. 
Macroscopia:
Rim pesando 190 gramas (normal 125 a 170 g),
pálido, de volume aumentado, com a superfície de
corte mostrando o córtex alargado →
Degeneração hidrópica. 
Estude sua lâmina do seguinte modo:
• Identifique os constituintes normais do
órgão (L121) com a objetiva de pequeno ou médio
aumento: glomérulo, túbulos proximais, medular e
vasos.
• Observe na lâmina 122, que os túbulos
proximais estão aumentados de volume em função
do aumento do volume das células que os
compõem.
• As células são grandes e possuem um
citoplasma finamente vacuolizado de aspecto
rendilhado claro. O núcleo, que é normal,
geralmente é deslocado do centro para a base da
célula, apresentando cromatina delicada.
• Os limites celulares são mantidos, porém
algumas células apresentam o ápice rompido com
material róseo granular na luz do túbulo. O lúmen
da grande maioria dos túbulos está diminuído em
função do “inchamento” da célula. Os túbulos
coletores são preservados.
→ O que é o manitol? É um açúcar, hipertônico,
que provoca diurese, muito utilizado para
minimizar o edema cerebral. 
→ Processo patológico: degeneração (acumulo de
substâncias dentro da célula) hidrópica. 
→ Etiologia: a degeneração hidrópica é o acumulo
de água na célula, devido à incapacidade da célula
em manter o equilíbrio iônico e a homeostasia de
fluido devido a falha na bomba Na+/K+, que pode
ser causada por hipoxia, faltando nutriente, ATP,
congestão (baixo fluxo sanguíneo).
→ Faixa etária: pode ocorrer em qualquer
indivíduo e faixa etária. 
→ Patogenia: a relação entre o AVC e a
degeneração foi devido ao manitol, usado para o
tratamento de AVC, que pode alterar o equilíbrio
osmótico, levando a degeneração.
➔ L13 – FIGADO – ESTEATOSE
Resumo clínico:
Um paciente de 40 anos, alcoólatra de muitos
anos, depois de mais uma bebedeira teve uma
queda e bateu a cabeça. Este paciente foi a óbito
momentos depois de dar entrada no PS.
Macroscopia:
Durante a autópsia para estabelecer a causa da
morte, encontrou-se o fígado aumentado de volume
e peso, amolecido e de cor amarelada com as
bordas rombas (arredondadas).
Observe sua lâmina do seguinte modo:
• Estudar novamente a lâmia do fígado
normal e relembrar que no fígado normal há os
espaços porta delimitados, os lóbulos hepáticos
onde há no centro veia centrolobular. Os
hepatócitos na periferia do espaço porta é zona 1,
em torno da veia centrolobular é a zona 3 e entre
as duas é a zona 2.
• No corte do fígado com esteatose observa-
se vacúolos gordurosos na zona 1 caracterizando
esteatose (degeneração gordurosa).
• No corte corado com Sudan Black os
pontos representam gordura.
→ Processo patológico: esteatose hepática.
→ Etiologia: a esteatose (degeneração gordurosa)
pode ser causada muitas vezes por abuso de
álcool, diabetes, obesidade, etc., como o paciente
era alcoólatra, provavelmente foi a principal causa
do caso clínico. 
→ Faixa etária: atinge principalmente adultos,
devido a ingestão de bebida alcoólica e hábitos de
vida poucos saudáveis, sedentarismo, obesidade,
etc. Em relação ao sexo, mulheres são mais
susceptíveis devido a ação hormonal (estrógeno),
que propicia ao acumulo de gordura no fígado.
→ Patogenia: a degeneração gordurosa ocorre
principalmente no fígado pois é o órgão principal
de metabolismo de lipídios, que por se
acumularem demais, acaba por causar defeitos nas
funções hepáticas, como na metabolização de
outras substâncias. O álcool, sendo uma
substância hepatotóxica, que altera as funções
mitocondriais e microssômicas, aumentando a
síntese de lipídios e diminuindo sua degradação.
➔L18 MIOCÁRDIO – HIPERTRÓFICO,
NORMAL E ATRÓFICO.
→ Resumo clínico: 
➔ → Paciente (A) com 54 anos com
hipertensão (resistência dos vasos cardíacos, maior
força do VE) de 18x10 há 10 anos e com
tratamento irregular. Faleceu por hemorragia
cerebral (AVC) → hipertrofia. 
➔ → Paciente (B) de 34 anos falecido em
consequência de traumatismo abdominal em
acidente automobilístico → normal.
➔ → Paciente (C) de sexo masculino, com
93 anos apresentou enterocolite e faleceu por
distúrbios hidreletrolíticos → atrofia.
➔ → Macroscopia:
➔ O coração do paciente (A) pesava 650
gramas apresentando miocárdio do V.E. com 2,8
cm de espessura e com áreas focais irregulares
esbranquiçadas (infartos – fibrose). Os músculos
papilares eram proeminentes. O coração do
paciente (B) pesava 350 gramas sem
anormalidades. O coração do paciente (C) pesava
210 gramas, tinha as coronárias tortuosas e o
miocárdio de cor marrom havana (autofagia,
deposito de lipofucsina). A espessura do miocárdio
do V.E. era de 1,0 cm (causa principal é o
envelhecimento).
➔ → Observe sua lâmina do seguinte modo:
• Há três fragmentos de miocárdio na
lâmina. O fragmento maior é do coração
hipertrófico do paciente (A). O do meio é normal
(B) e o menor fragmento é do coração atrófico do
paciente (C).
• A diferença fundamental entre o miocárdio
normal e o hipertrófico é o aumento do diâmetro
da fibras. O núcleo de muitas fibras são maiores,
irregulares, às vezes em forma de chifre de veado.
Ao contrário o miocárdio atrófico tem o diâmetro
menor das fibras e de modo geral apresenta um
pigmento acastanhado em torno do núcleo
(lipofucsina).
→ Processo patológico: hipertrofia (atrofia) do
miocárdio.
→ Etiologia: a hipertrofia muscular é o aumento
da carga de trabalho. No coração, o estímulo para
a hipertrofia é geralmente uma sobrecarga
hemodinâmica cronica, neste caso devido a
hipertensão muscular.
→ Faixa etária: pode acometer com qualquer
pessoa e qualquer idade desde que seja exposta
aos estímulos causadores. Quando associado a
hipertensão, normalmente esta relacionada com
indivíduos acima dos 50 anos. A atrofia afeta
principalmente idosos devido ao envelhecimento.
→ Patogenia: 
➔ → Paciente (A): paciente assintomático,
hipertenso cronico, o tratamento irregular da
hipertensão pode ter contribuído para o quadro de
hipertrofia do miocárdio, uma vez que o aumento
da pressão sanguínea leva ao estreitamento das
fibras musculares cardíacas, onde os miócitos
tendem a realizar maior trabalho para manter o
fluxo sanguíneo. Na hipertrofia, ações conjuntas
de sensores mecânicos, junto a fatores de
crescimento e agentes vasoativos, atuam
coordenadamente para aumentar a síntese de
proteínas musculares que são responsáveis pelo
aumento de volume do órgão. Ainda que seja um
tipo de adaptação reversível, o estímulo, no caso
a hipertensão, apresentada pelo paciente, foi
mantido. Em caso de sobrecarga do miocárdio, as
células hipertrofiadas sofrem apoptose, o que
podem contribuir para a insuficiência do órgão.A
insuficiência cardíaca por sua vez, pode levar ao
desenvolvimento de trombo mural que, ao
embolizar-se atinge o cérebro, obstruindo o fluxo
sanguíneo e gerando um AVC. 
➔ → Paciente (B): paciente normal, morreu
devido ao traumatismo. 
➔ → Paciente (C): paciente com atrofia, teve
uma hipoxia generalizada. 
➔ → CAUSAS: as principais causas de
atrofia é a redução da carga de trabalho (atrofia de
desuso), perda da inervação, diminuição do
suprimento sanguíneo, nutrição inadequada, perda
da estimulação endócrina e compreensão tecidual.
Neste caso, a atrofia apresentada pelo paciente foi
causada pela diminuição do suprimento sanguíneo.
➔
➔ L19 COLO UTERINO – METAPLASIA
ESCAMOSA E CERVICITE CRÔNICA.
Resumo clínico:
Paciente com 45 anos apresentou durante exame
ginecológico a mucosa endocervical exposta
(paciente multigesta de partos normais) com
colpite de repetição.
Observe sua lâmina do seguinte modo:
Localize na lâmina a mucosa do colo uterino e
em uma das bordas (extremidades) observe a
endocérvix normal que é revestida por pregas
mucosas longitudinais compostas por eixos
fibrovasculares revestidos por uma única camada
de células colunares mucinosas. Na outra
extremidade observar a ectocérvix que é recoberta
por epitélio escamoso.
Acompanhando a borda do corte no sentido da
ectocérvix para a endocérvix (observe a Junção
Escamocelular – JEC), note que as células da
ectocérvix aos poucos substitui as da endocérvix e
o epitélio se torna espessado, podendo obliterar as
glândulas endocervicais (formação dos cistos de
Naboth).
Você vai observar também numerosas células
linfocitárias (defesa), o que nos dá um diagnóstico
de cervicite crônica.
→ Processo patológico: metaplasia escamosa e
cervicite crônica. 
→ Etiologia: a metaplasia é um tipo de adaptação
celular, que são sensíveis ao estresse e algumas
condições como irritações contínuas por calor
prolongado, agressões mecânicas repetidas (coito),
irritações químicas ou inflamações crônicas. A
cervicite crônica pode ser causada por traumas na
relação sexual, reações alérgicas a absorventes,
preservativos, e outros produtos íntimos. 
→ Faixa etária: mulheres, principalmente após
inicio da vida sexual.
→ Patogenia: fatores como a puberdade, estímulos
hormonais e a gravidez como no caso clínico, que é
uma mulher multigesta (várias gestações), é natural
que o epitélio colunar do colo do uterino acabe
ficando exposto, entrando em contato com o canal
vaginal. Exposições a esse epitélio, como pH
ácido, microrganismos e agressões mecânicas,
induzem a metaplasia, que é uma proteção do
organismo contra esses tipos de agressões, ou seja,
é uma adaptação celular contra ambientes hostis. O
mecanismo de metaplasia envolve citosinas, fatores
de crescimento e componentes da matriz
extracelular, geram sinais para a diferenciação de
células-tronco para uma linhagem em particular, ou
seja, ocorre uma conversão de um tecido maduro e
diferenciado em outro igualmente maduro e
diferenciado, ou seja, mesma origem embrionaria
porém características diferentes. A colpite de
repetição pode ser considerada um agente
agressivo ao epitélio colunar do colo uterino, que
foi substituído por epitélio escamoso, para suportar
tal ambiente hostil. 
Início de HPV ^
NEOPLASIAS
➔ L21 FARINGE (EPITÉLIO 
AMIGDALIANO) - PAPILOMA
Resumo clínico:
Paciente fumante crônico com 52 anos de idade,
apresentando ao exame uma vegetação friável,
mole, semelhante à amora, sobre o epitélio da
superfície da amígdala.
Papilomas iguais a este também são encontrados
na laringe, sobre as cordas vocais, provocando
rouquidão.
Estude sua lâmina do seguinte modo:
• A olho nu, note que há uma formação
papilífera que se projeta da amígdala (tecido
linfoide azulado).
• Com o aumento pequeno do microscópio
note que a formação tem origem no epitélio
pavimentoso estratificado mucoso que recobre a
amígdala.
• Este crescimento epitelial ordenado faz-se
em forma de dedos de luva, tendo como suporte
um eixo conjuntivo vascular (estroma).
• Note que o crescimento do epitélio formando
papilas por vezes é cortado transversalmente de
modo que você vê massas arredondadas tendo na
periferia epitélio pavimentoso estratificado e no
centro o eixo conjuntivo de suporte.
• Observe que as células epiteliais proliferadas
são normais, existe uma relação núcleo/citoplasma
mantida, há ordenação da disposição dos núcleos.
→ Processo patológico: Papiloma de epitélio
amigdaliano na faringe.
→ Etiologia: as neoplasias podem ter origem
natural ou adquirida, sendo a adquirida geralmente
causada por fatores ambientais, exposição a
agentes cancerígenos, etc, que induzem a
proliferação celular desordenada. O papiloma está
associado a infecção pelo vírus HPV. Fatores como
fumo cronico, idade (tempo de exposição),
alcoolismo, etc, podem induzir o desenvolvimento
de neoplasias.
→ Faixa etária: afeta normalmente pessoas com
vida sexual ativa, principalmente pessoas que
possuem HPV (18 aos 40 anos), devido a
transmissão do vírus. 
→ Patogenia: Normalmente esse processo
patológico é assintomático. Praticamente todos os
processos de neoplasias benignas crescem como
uma massa coesa e bem localizada em seu local de
origem, e não possuem poder de invasão para
outros tecidos. Seu crescimento epitelial é
ordenado, assim como dito na microscopia em que
o papiloma caracteriza-se pela forma de “dedos de
luva”. Acredita-se que o paciente era portador de
HPV, que é o agente causador do papiloma na
região oral, em que, nessa neoplasia benigna, teve
como fator de risco o fumo, na qual a composição
química do cigarro pode ter sido determinante
para a formação do papiloma. As neoplasias
benignas normalmente possuem uma capsula
fibrosa, composta por tecido conjuntivo, que
delimita o local da neoplasia. 
➔ L25 MAMA – CARCINOMA DUCTAL 
INVASIVO
Resumo clínico:
Paciente feminino, 37 anos, de cor branca
apresentou um nódulo no quadrante superior
direito da mama esquerda. Realizou a
quadrantectomia (retirada de parte da mama) e
esvaziamento axilar esquerdo (retirada de nódulos
linfáticos da axila (linfonodos).
Macroscopia:
O material de biópsia (espécime cirúrgico
representado pelo quadrante superior direito da
mama esquerda) foi encaminhado para análise em
formalina. Foi observado uma massa tumoral
medindo 3 cm de coloração brancacenta e
consistência firme, mal delimitada na periferia.
Foram dissecados 11 linfonodos, observando-se
metástase em apenas um.
Observe sua lâmina do seguinte modo:
• Corte 1 (redondo): mama não neoplásica
com estruturas e ductos lobulares sem atipias.
Observar a presença de ductos dilatados (ectasia)
contendo secreção, linfócitos e plasmócitos no
interstício.
• Corte 2 (próximo ao rótulo): observar o
tecido adiposo, algumas estruturas ducto-
lobulares normais outras com dilatação ductal,
artérias e veias, faixa de tecido muscular
esquelético, além de área de tecido fibroso
associado à neoplasia. 
• A neoplasia consiste de estruturas
ductolares forradas por células de núcleos
irregulares (anisocarióticas e chanfraduras
nucleares) e blocos sólidos e amplos de células,
além de pequenos agrupamentos neoplásicos
enfileirados em meio ao tecido fibrótico.
→ Processo patológico: carcinoma ductal
invasivo na mama.
→ Etiologia: o câncer de mama pode ser causado
por diversos fatores, dentre eles a idade, devido a
exposição prolongada de fatores ambientais,
hormonais, comportamentais, gravidez tardia,
genética, herança familiar, etc., mas, o principal
fator é a questão hormonal, devido ao tempo
prolongada a exposição do estrógeno, pois ele
estimula a proliferação celular, ou seja, promovea
expansão clonal (fase de promoção), que é a fase
principal para iniciar a proliferação de um câncer.
→ Faixa etária: mulheres a partir dos 50 anos,
principalmente as propensas a doença. 
→ Patogenia: a paciente apresentou um nódulo no
quadrante superior direito da mama esquerda, que é
um sintoma comum da doença, que normalmente é
indolor, rígido e irregular. A idade da paciente não
é comum, porém pode estar relacionada ao estilo
de vida ligado aos hábitos como sedentarismo,
fumo, alcoolismo, gravidez tardia, menarca
precoce ou menopausa tardia. Um tumor é formado
pela expansão clonal de uma única célula
precursora que sofreu lesão genética, na qual, essa
lesão ou mutação pode ser causado por agentes
ambientais como substâncias químicas, radioativas,
virais, ou geneticamente adquirida. Os genes
BRCA 1 e 2 são envolvidos com o câncer pois,
naturalmente, possuem a função de impedir o
surgimento de tumores por meio da reparação de
moléculas de DNA danificadas em que, ao sofrer
mutação, esses genes perdem a capacidade
protetora e torna o indivíduo mais susceptível ao
desenvolvimento de tumores malignos. Neoplasias
malignas normalmente apresentam invasão
tecidual, infiltração progressiva, destruição dos
tecidos ao redor, são pouco demarcados, não são
encapsulados.

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