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a. O problema social é estritamente econômico e de-
pende de vontades individuais.
b. O desenvolvimento da sociedade moderna deve 
passar por um processo de ruptura social e per-
manente anomia.
c. A questão social é também um problema de mo-
ralização e organização consciente da vida eco-
nômica.
d. Para Durkheim, na sociedade moderna não há 
possibilidades de desenvolvimento das coletivida-
des, por necessitar de novos pactos políticos dos 
governantes.
 11. (UECE) Uma das teorias clássicas das Ciências 
Sociais sobre a existência das classes sociais e das 
lógicas de estratificação que as mantêm separadas 
ou divididas nas sociedades modernas e capitalis-
tas foi desenvolvida pelo filósofo alemão Karl Marx 
(1818-1883). De modo geral, Marx buscou explicar as 
lógicas sociais tanto de existência das classes nas so-
ciedades capitalistas como os motivos de suas lutas 
ou tensões que estruturam o modo social de produ-
ção do capitalismo.
Assim, partindo da perspectiva teórica de Marx, as-
sinale a opção que corresponde às duas principais 
classes sociais antagônicas no sistema capitalista com 
seus respectivos objetivos.
a. A classe pequeno-burguesa, como os pequenos in-
dustriais e os profissionais liberais, contra a classe 
do lumpemproletariado, parcela de miseráveis e 
parte do exército de reserva: os primeiros lutam 
para não perderem seus dividendos e posses e os 
segundos para o ingresso na classe trabalhadora.
b. A classe capitalista, ou os donos dos meios de pro-
dução, e a classe proletária, ou os detentores da 
força de trabalho, lutam entre si: a primeira pela 
manutenção de seu domínio sobre toda a socieda-
de e a segunda contra as formas de exploração a 
que é submetida justamente pelos capitalistas.
c. A classe dos grandes burgueses capitalistas contra 
a classe dos pequenos proprietários e rentistas, 
parcela de gente abastada, mas que não possui 
maiores garantias de sobrevivência: os grandes 
capitalistas lutam pela busca de lucros e os peque-
nos proprietários e rentistas lutam para assegurar 
suas terras e rendas.
d. A classe proletária revolucionária detentora do 
Estado comunista contra a classe dos profissio-
nais liberais e funcionários públicos reacionários e 
conservadores: os primeiros lutam para manterem 
a Revolução Socialista e os segundos lutam para 
preservarem seus ganhos, privilégios e cargos.
 12. (Fuvest-SP) Há controvérsias entre historiado-
res sobre o caráter das duas grandes revoluções do 
mundo contemporâneo, a Francesa de 1789 e a Rus-
sa de 1917; no entanto, existe consenso sobre o fato 
de que ambas
a. fracassaram, uma vez que, depois de Napoleão, 
a França voltou ao feudalismo com os Bourbon e 
a União Soviética, depois de Gorbatchev, ao ca-
pitalismo.
b. geraram resultados diferentes das intenções re-
volucionárias, pois tanto a burguesia francesa 
quanto a russa eram contrárias a todo tipo de 
governo autoritário.
c. puseram em prática os ideais que as inspiraram 
de liberdade e igualdade e de abolição das clas-
ses e do Estado.
d. efetivaram mudanças profundas que resultaram 
na superação do capitalismo na França e do feu-
dalismo na Rússia.
e. foram marcos políticos e ideológicos, inspirando, a 
primeira, as revoluções até 1917, e a segunda, os 
movimentos socialistas até a década de 1970.
 13. (Enem)
Ao mesmo tempo, graças às amplas possibilidades que tive 
de observar a classe média, vossa adversária, rapidamente 
conclui que vós tendes razão, inteira razão, em não esperar 
dela qualquer ajuda. Seus interesses são diametralmente 
opostos aos vossos, mesmo que ela procure incessante-
mente afirmar o contrário e vos queira persuadir que sente 
a maior simpatia por vossa sorte. Mas seus atos desmen-
tem suas palavras.
ENGELS, F. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra. 
São Paulo: Boitempo, 2010.
No texto, o autor apresenta delineamentos éticos que 
correspondem ao(s)
a. conceito de luta de classes.
b. alicerce da ideia de mais-valia.
c. fundamentos do método científico.
d. paradigmas do processo indagativo.
e. domínios do fetichismo da mercadoria.
 14. (UEL-PR) Leia o texto a seguir.
A Modernidade [...] é um fenômeno de dois gumes. O desen-
volvimento das instituições sociais modernas e sua difusão 
em escala mundial criaram oportunidades bem maiores 
para os seres humanos gozarem de uma existência segura 
e gratificante que qualquer tipo de sistema pré-moderno. 
Mas a Modernidade tem também um lado sombrio.
GIDDENS, A. As consequências da Modernidade. 
2. reimpressão. São Paulo: Unesp, 1991. p. 16.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o de-
bate a respeito da Modernidade, considere as afir-
mativas a seguir.
 I. Para Marx, a Modernidade identificava-se com 
o capitalismo, o qual continha, em suas origens 
industriais, dimensões sociais potencialmente re-
volucionárias.
101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 262101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 262 07/07/22 13:5807/07/22 13:58
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 II. No momento do surgimento do industrialismo, 
Durkheim identificou o lado sombrio da Moder-
nidade com a possibilidade dos fenômenos da 
anomia social.
 III. Weber compreendia o mundo moderno como 
aquele no qual a racionalização implicava a ex-
pansão da burocracia e dos limites que o corpo de 
funcionários estabelecia à autonomia individual.
 IV. Para Giddens, a atual fase da Modernidade, ao 
reduzir as possibilidades de autodestruição so-
cial, eliminou a existência da chamada “socie-
dade de risco”.
Assinale a alternativa correta.
a. Somente as afirmativas I e II são corretas.
b. Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c. Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d. Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
 15. (Ibade-RJ)
Os seres humanos apreendem as características culturais 
mediante um complexo processo no interior do qual são 
agentes grupos ou contextos.
GIDDENS: 2001; 80.
Corresponde a essa definição o conceito de
a. socialização
b. interação
c. dominação
d. função
e. diferenciação
 16. (PUC-RJ) Nos séculos XV e XVI, o Ocidente euro-
peu foi cenário de experiências que apontaram para 
o início de tempos modernos, como
 I. o alargamento do mundo conhecido pelos eu-
ropeus, em parte devido à descoberta das terras 
americanas.
 II. a extinção das relações feudais, associada ao uso 
predominante do trabalho livre e assalariado.
 III. os progressos técnicos e científicos, decorrentes 
da liberdade de pensamento possibilitada pela 
expansão das ideias humanistas.
 IV. a divisão da cristandade ocidental, ocasionada 
pela Reforma Protestante.
 V. a consolidação de monarquias absolutistas, pos-
sibilitando o fim dos privilégios aristocráticos.
Assinale a opção que apresenta todos os itens corretos.
a. I e V.
b. I e IV.
c. II e IV.
d. II e III.
e. III e V.
 Desafio
 17. (UPE) No que tange ao paradigma da Moderni-
dade, observe o texto a seguir.
Um dos grandes problemas do início da Modernidade é, 
assim, o de estabelecer os fundamentos dessa nova Ciên-
cia, de justificá-la como o verdadeiro modelo explicativo 
do real, em oposição ao anterior, descartado como falso e 
errôneo. Trata-se, portanto, de mostrar que, apesar de as 
teorias científicas da Antiguidade terem sido refutadas, 
é possível formular teorias científicas verdadeiras, que 
efetivamente constituam um conhecimento do real, que 
revelem suas leis, que expliquem seu funcionamento.
MARCONDES, Danilo. A crise de paradigmas e o surgimento da 
Modernidade. São Paulo, 2007. p. 16.
Com relação a esse assunto, analise os seguintes 
itens:
 I. O pensamento cartesiano foi um referencial, um 
paradigma explicativo na trajetória da ciência 
moderna.
 II. O pensamento moderno em oposição ao saber 
metafísico dos antigos, singulariza a própria rea-
lidade observada e submetida à experimenta-
ção. As ciências física e matemática são as bases 
constituintespara a explicação do mundo.
 III. A física preconizada por Galileu Galilei contra o 
modelo metafísico – geocêntrico – da herança 
aristotélica foi um dos exemplos mais evidentes 
para os fundamentos da ciência moderna.
 IV. As regras do pensamento racional e empírico 
não configuram como matrizes da forma de 
pensar o mundo moderno.
 V. Dentre as características do pensamento mo-
derno, o problema central é o do objeto conhe-
cido. A reflexão em torno do sujeito que conhece 
não tem mais significância.
Estão corretos
a. II, III e IV.
b. I, IV e V.
c. II, IV e V.
d. I, II e III.
e. I, II, III, IV e V.
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1. (IFPA) Um importante sociólogo contemporâneo é o 
polonês Zygmunt Bauman. Preocupado com as novas 
dinâmicas da vida social, propõe um empreendimen-
to reflexivo que tem como norte as recentes modi-
ficações do mundo atual. Em relação às análises de 
Bauman, é incorreto afirmar:
a. Liquidez é a metáfora que Bauman utiliza para ex-
plicar o sentido da pós-Modernidade.
b. Desmoronamento da antiga ilusão moderna, ou 
seja, questionamento da crença de que há um fim 
do caminho em que andamos, um estado de per-
feição a ser atingido no futuro.
c. Desregulamentação e privatização das tarefas e 
deveres modernizantes. Na Modernidade líqui-
da, não existem mais valores individuais, apenas 
sociais.
d. Nesta sociedade líquida, transformada pelo mer-
cado, também os valores mais importantes da 
vida passam pelo mesmo processo de materializa-
ção tal qual uma simples mercadoria.
e. O processo de transformação pelo qual passa a 
humanidade pode ser aplicado ao mundo globa-
lizado que, na sua empolgação compulsiva para 
produzir bens de consumo acaba produzindo um 
número significante de lixo.
2. (Enem)
A crescente intelectualização e racionalização não indicam 
um conhecimento maior e geral das condições sob as quais 
vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos, pode-
ríamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não 
há forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar to-
das as coisas pelo cálculo.
WEBER, M. A ciência como vocação. Apud GERTH, H.; MILLS, W. (Org.). 
Max Weber: ensaios de sociologia. 
Rio de Janeiro: Zahar, 1979. Adaptado.
Tal como apresentada no texto, a proposição de Max 
Weber a respeito do processo de desencantamento do 
mundo evidencia o(a)
a. progresso civilizatório como decorrência da ex-
pansão do industrialismo.
b. extinção do pensamento mítico como um desdo-
bramento do capitalismo.
c. emancipação como consequência do processo de 
racionalização da vida.
d. afastamento de crenças tradicionais como uma 
característica da Modernidade.
e. fim do monoteísmo como condição para a consoli-
dação da ciência.
MÓDULO 29 ■ NOÇÕES DE MODERNIDADE NA SOCIOLOGIA
Resolução
Na Modernidade líquida, o individualismo é exacerbado em 
detrimento dos interesses coletivos. A realização particular e 
transitória são traços significativos do mundo atual, de acordo 
com Bauman.
Alternativa correta: C
Resolução
Para Max Weber, a crescente racionalização, característica da Mo-
dernidade, promove o desencantamento do mundo, por afastar 
o ser humano das tradições e da afetividade.
Alternativa correta: D
Habilidade
Analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em 
diversas linguagens, com vistas à compreensão e à crítica de 
ideias filosóficas e processos e eventos históricos, geográficos, 
políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 264101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 264 07/07/22 13:5807/07/22 13:58
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3. (UEL-PR) Analise a charge a seguir e responda à(s) questão(ões).
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Leia o texto a seguir.
A prudência sugere que, para qualquer pessoa que deseja agarrar uma chave sem perder tempo, 
nenhuma velocidade é alta demais; qualquer hesitação é desaconselhada, já que a pena é pesada.
BAUMAN, Z. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. 
Tradução de: MEDEIROS, Carlos Alberto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. p. 50.
Com base na charge e na sociedade agorista, considere as afirmativas a seguir.
 I. Na sociedade agorista, o volume de informação disponível é superior ao que seria con-
sumido por uma pessoa culta do século XIII ao longo da vida, o que gera a necessidade 
de proteção contra as informações indesejadas.
 II. Os sentimentos de felicidade ou a sua ausência derivam de esperanças e expectati-
vas, assim como de hábitos aprendidos, e tudo isso tende a diferir de um ambiente 
social para outro.
 III. A modernização tecnológica, materializada em equipamentos, facilitou o acesso a pro-
dutos e transformou as ações eventuais em hábitos diários e comuns.
 IV. O consumo é uma condição estimulada pelo convívio humano e o consumismo, um 
aspecto permanente e irremovível, sem limites temporais ou históricos, natural e prati-
cado por todos.
Assinale a alternativa correta.
a. Somente as afirmativas I e II são corretas.
b. Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c. Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d. Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e. Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
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4. (PUC-PR) Segundo o Sociólogo Zygmunt Bauman, 
a Modernidade líquida é a época atual em que vive-
mos. É o conjunto de relações e instituições, além de 
sua lógica de operações, que se impõe e que dá base 
para a contemporaneidade. É uma época de liquidez, 
de fluidez, de volatilidade, de incerteza e inseguran-
ça. É nesta época que toda a fixidez e todos os refe-
renciais morais da época anterior, denominada pelo 
autor como Modernidade sólida, são retirados de pal-
co para dar espaço à lógica do agora, do consumo, do 
gozo e da artificialidade.
Com base neste texto sobre Bauman, assinale a alter-
nativa correta.
a. A Modernidade líquida acarretou uma desistorici-
zação nas relações humanas, em que agora, mais 
necessário que ser, as pessoas sentem a necessi-
dade de aparecer. Esta é a base do consumismo ao 
qual Bauman se refere em sua teoria.
b. O termo Modernidade líquida significa que cada 
vez mais as pessoas criam laços afetivos e buscam 
sua segurança e felicidade na história pessoal de 
cada um.
c. Os laços humanos na Modernidade líquida têm um 
lugar especial e têm por base sólida a comunica-
ção humana através do diálogo e da interface da 
presença física e direta.
d. O Facebook é uma ferramenta importantíssima 
para se desenvolver relações sólidas e apropriadas 
atualmente na nossa sociedade.
e. A liberdade é um sentimento inerente ao ser hu-
mano e, portanto, parte integrante e importante 
da Modernidade líquida, não estando vinculado 
à necessidade de segurança vigente.
5. (VUNESP)
A solidariedade produzida pela divisão do trabalho é total-
mente diferente. Enquanto que a precedente implica em 
que os indivíduos se pareçam, esta supõe que eles diferem 
uns dos outros. A primeira só é possível na medida em que 
a personalidade individual seja absorvida pela persona-
lidade coletiva; a segunda só é possível se cada um tiver 
uma esfera própria de ação e, consequentemente, uma 
personalidade.
Rodrigues; 2005:83
Segundo o texto, o autor está se referindo a
a. solidariedade simbólica e solidariedade real.
b. patologia social e anomia.
c. solidariedadeorgânica e caráter patológico.
d. solidariedade primária e solidariedade mecânica.
e. solidariedade mecânica e solidariedade orgânica.
Sobre o módulo
Explorar a visão da Sociologia clássica a respeito da Modernida-
de, na forma que essa discussão se coloca nas últimas décadas, 
sobretudo por meio do pensamento de Bauman em torno da “Mo-
dernidade líquida”.
O exercício “Desafio” exige interpretação do texto e da imagem pelo 
aluno, sendo indicado verificar se houve real entendimento sobre 
Modernidade e pós-Modernidade, já que são pontos que exigem 
também uma boa reflexão.
Caso haja interesse em realizar uma atividade inovadora na pró-
xima aula, lembrar-se de que há um plano de aula disponível no 
portal.
Estante
ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo, 
Martins Fontes, 2008.
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar. 2001.
BAUMAN, Z. Amor líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.
BAUMAN, Z. A sociedade individualizada. Rio De Janeiro. Zahar, 2009.
Bauman, Z. & Raud, R. A individualidade numa época de incertezas. 
Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
Na web
Entrevista de Bauman para o jornalista Alberto 
Dines, no programa “Observatório da Imprensa” 
(2015), durante a sua última visita ao Brasil.
Disponível em: <coc.pear.sn/nE6V3zq>.
Bauman: o mundo líquido. Série Cinco pensadores 
para entender o mundo, por Luís Mauro Sá Martino.
Disponível em: <coc.pear.sn/1IRE0qc>.
Cinemateca
Medianeiras: Buenos Aires na era do amor virtual. Direção de Gus-
tavo Taretto. Argentina, 2011. 95 min
Martin (Javier Drolas) está sozinho, passa por um momento depres-
sivo e não se conforma com a maneira como a cidade de Buenos 
Aires cresceu e foi construída. Web designer, meio neurótico, pou-
co sai e fica grande parte do tempo no computador. É através da 
internet que conhece Mariana (Pilar López de Ayala), sua vizinha 
também solitária e desiludida com a vida moderna em uma grande 
cidade.
101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 266101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 266 07/07/22 13:5807/07/22 13:58
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Da teoria, leia os tópicos 2 e 2.A.
Exercícios de: Tarefa Reforço Aprofundamento Lidere!
 6. (Unicentro-PR) Max Weber, um dos fundadores 
da Sociologia, tinha amplo conhecimento em muitas 
áreas afins a essa ciência, tais como economia, direito 
e filosofia. Assim, ao analisar o desenvolvimento do 
capitalismo moderno, buscou entender a natureza e 
as causas da mudança social. Em sua obra, existem 
dois conceitos fundamentais, ou seja,
a. cultura e tipo Ideal.
b. classe e proletariado.
c. anomia e solidariedade.
d. fato social e burocracia.
e. ação social e racionalidade.
 7. (Unimontes-MG) A questão das classes sociais 
ocupa um papel fundamental na teoria de Karl Marx. 
Para ele, existem condicionantes e determinantes 
na complexa relação entre indivíduo e sociedade e 
entre consciência e existência social. Considerando 
as reflexões de Karl Marx sobre esse tema, marque a 
alternativa incorreta.
a. A luta de classes desenvolve-se no modo de or-
ganizar o processo de trabalho e no modo de se 
apropriar do resultado do trabalho humano.
b. A luta de classes está presente em todas as ações 
dos trabalhadores quando lutam para diminuir a 
exploração e a dominação.
c. Em meio aos antagonismos e lutas sociais, o in-
divíduo pode repensar a realidade, reagir e até 
mesmo transformá-la, unindo-se a outros em mo-
vimentos sociais e políticos.
d. As classes sociais sustentam-se em equilíbrios 
dinâmicos e solidários, sendo a produção da so-
lidariedade social o resultado necessário à vida 
em sociedade.
 8. (UFPR)
Zygmunt Bauman: vivemos tempos líquidos. Nada é 
para durar.
Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, 
notebooks etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da soli-
dão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte 
das pessoas, cuja marca principal é a ausência de compro-
metimento. Este texto tem como base a ideia do “ser líqui-
do”, característica presente nas relações humanas atuais. 
Inspirado na obra Amor líquido – sobre a fragilidade dos 
laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se mistu-
ram e se condensam com laços momentâneos, frágeis e vo-
lúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. 
Seja real ou virtual. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman 
é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 
87 anos, seus livros venderam mais de 200 mil cópias. Um 
resultado e tanto para um teórico. Entre eles, Amor líquido é 
talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste li-
vro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples 
e próxima do cotidiano, analisando as relações
amorosas e algumas particularidades da “Modernidade lí-
quida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, 
tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas 
mãos por entre os dedos feito água. “Para ser feliz há dois 
valores essenciais que são absolutamente indispensáveis 
[...] um é segurança e o outro é liberdade. Você não conse-
gue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um de-
les. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem 
segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] 
Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um 
pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liber-
dade, você entrega parte da segurança. Então, você ganha 
algo e você perde algo”, afirma o filósofo.
Disponível em: <http://lounge.obviousmag.org/de_dentro_da_ 
cartola/2013/11/zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada- 
e-para-durar.html#ixzz4FHU5rAce>.
Analisando o texto, pode-se afirmar que o autor de-
fende a seguinte ideia:
a. Temos relacionamentos estáveis, pois as relações 
humanas estão cada vez mais flexíveis; principal-
mente, devido aos avanços tecnológicos os quais 
criam vínculos; portanto, sentimentos de seguran-
ça. Logo, não há dificuldade em amar ao próximo.
b. O mundo virtual facilita para que as pessoas con-
sigam manter um relacionamento de longo prazo, 
duradouro. Sendo assim, os celulares permitem a 
proximidade com o outro.
c. O romantismo está fora de moda. As pessoas não 
têm mais medo da solidão, pois estando com seus 
celulares, nunca estão sozinhas.
d. Na Modernidade líquida, as pessoas se sentem 
desligadas umas das outras, e assim, desejam 
conectar-se; porém, as conexões não têm garan-
tia de permanência e podem ser desfeitas por di-
versas vezes. Os relacionamentos, em geral, estão 
sendo tratados como mercadorias; caso exista al-
gum defeito, podem ser trocados.
 9. (UCS-RS)
Conceito central do pensamento do sociólogo polonês 
Zygmunt Bauman (1925-2017), a “Modernidade líquida” 
seria o momento histórico que se vive atualmente, em 
que as instituições, as ideias e as relações estabelecidas 
entre as pessoas se transformam de maneira muito rápi-
da e imprevisível: “Tudo é temporário, a Modernidade – 
tal como os líquidos – caracteriza-se pela incapacidade de 
manter a forma”.
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Para melhor compreender a Modernidade líquida, é preciso 
voltar ao período que a antecedeu, chamado por Bauman 
de Modernidade sólida, que está associada aos conceitos 
de comunidade e laços de identificação entre as pessoas, 
que trazem a ideia de perenidade e a sensação de segu-
rança. Na era sólida, os valores transformavam-se em rit-
mo lento e previsível. Assim, tinha-se algumas certezas e a 
sensação de controle sobre o mundo – sobre a natureza, a 
tecnologia, a economia, por exemplo.
Alguns acontecimentos da segunda metade do século XX, 
como a instabilidade econômica mundial, o surgimento de 
novas tecnologiase a globalização, contribuíram para o en-
fraquecimento da ideia de controle sobre os processos do 
mundo, trazendo incertezas quanto à capacidade de ade-
quação aos novos padrões sociais, que se liquefazem e mu-
dam constantemente. Nessa passagem do mundo sólido 
ao líquido, Bauman chama atenção para a liquefação das 
formas sociais: o trabalho, a família, o engajamento políti-
co, o amor, a amizade e, por fim, a própria identidade. Essa 
situação produz angústia, ansiedade constante e o medo 
líquido: temor do desemprego, da violência, do terrorismo, 
de ficar para trás, de não se encaixar nesse novo mundo.
Assim, duas das características da Modernidade líquida são 
a substituição da ideia de coletividade e de solidarieda-
de pelo individualismo; e a transformação do cidadão em 
consumidor. Nesse contexto, as relações afetivas se dão 
por meio de laços momentâneos e volúveis e tornam-se 
superficiais e pouco seguras (amor líquido). No lugar da 
vida em comunidade e do contato próximo e pessoal, pri-
vilegiam-se as chamadas conexões, relações interpessoais 
que podem ser desfeitas com a mesma facilidade com que 
são estabelecidas, assim como mercadorias que podem ser 
adquiridas e descartadas. Exemplo disso seriam os relacio-
namentos virtuais em redes sociais.
A Modernidade líquida, no entanto, não se confunde com 
a pós-Modernidade, conceito do qual Bauman é crítico. De 
acordo com ele, não há pós-Modernidade (no sentido de 
ruptura ou superação), mas sim uma continuação da Mo-
dernidade (o núcleo capitalista se mantém) com uma lógi-
ca diferente – a fixidez da época anterior é substituída pela 
volatilidade, sob o domínio do imediato, do individualismo 
e do consumo.
Acompanhar o ritmo das transformações com a rapidez 
exigida pode ser difícil para algumas pessoas. Existe um 
sentimento de inadequação, cansaço e de estresse diante 
de tantos estímulos. Fica a pergunta: tais mudanças me-
lhoram ou dificultam a qualidade de vida das pessoas?
Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/ 
a-filosofia-de-zygmunt-bauman-o-pensador-da-Modernidade- 
liquida/>. Acesso em: 16 set. 2017. Parcial e adaptado.
Com base no texto, é correto afirmar que
a. a possibilidade de manter a economia mundial 
estável, o surgimento de novas tecnologias e a ca-
pacidade de adequação do ser humano aos novos 
padrões sociais, que se liquefazem e mudam cons-
tantemente, contribuem para a redução de senti-
mentos como a angústia, a ansiedade e o medo.
b. o conceito de Modernidade líquida traz a palavra 
“liquidez” de modo metafórico para referir-se ao 
momento atual, em que as instituições, as ideias 
e as relações estabelecidas entre as pessoas são 
perenes e transformam-se de maneira previsível.
c. o sociólogo polonês Bauman entende que, na época 
atual, o ritmo incessante das transformações gera 
angústias e incertezas e dá lugar a uma nova lógica, 
pautada pelo individualismo e pelo consumo.
d. o conceito de Modernidade líquida pressupõe a 
substituição da ideia de coletividade e de solida-
riedade pelo individualismo; assim, as conexões e 
os relacionamentos virtuais perdem lugar para a 
vida em comunidade que privilegia o contato pró-
ximo e pessoal.
e. a pós-Modernidade, que segundo Bauman só po-
deria existir com a manutenção do núcleo capita-
lista, consolidaria o consumo e a solidariedade, 
mas romperia com a ideia de individualidade.
 10. (UFT-TO) Leia o excerto da entrevista com o so-
ciólogo Zygmunt Bauman, concedida à revista ISTOÉ, 
e responda à questão.
ISTOÉ – O que caracteriza a “Modernidade líquida”?
Zygmunt Bauman – Líquidos mudam de forma muito rapi-
damente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes 
de manter a mesma forma por muito tempo. No atual es-
tágio “líquido” da Modernidade, os líquidos são deliberada-
mente impedidos de se solidificarem. A temperatura ele-
vada – ou seja, o impulso de transgredir, de substituir, de 
acelerar a circulação de mercadorias rentáveis – não dá ao 
fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo neces-
sário para condensar e solidificar-se em formas estáveis, 
com uma maior expectativa de vida.
ISTOÉ – As pessoas estão conscientes dessa situação?
Zygmunt Bauman – Acredito que todos estamos cientes 
disso, num grau ou outro. Pelo menos, às vezes, quando 
uma catástrofe, natural ou provocada pelo homem, torna 
impossível ignorar as falhas. Portanto, não é uma ques-
tão de “abrir os olhos”. O verdadeiro problema é: quem é 
capaz de fazer o que deve ser feito para evitar o desastre 
que já podemos prever? O problema não é a nossa fal-
ta de conhecimento, mas a falta de um agente capaz de 
fazer o que o conhecimento nos diz ser necessário fazer, 
e urgentemente. Por exemplo: estamos todos conscien-
tes das consequências apocalípticas do aquecimento do 
planeta. E todos estamos conscientes de que os recursos 
planetários serão incapazes de sustentar a nossa filosofia 
e prática de “crescimento econômico infinito” e de cresci-
mento infinito do consumo. Sabemos que esses recursos 
estão rapidamente se aproximando de seu esgotamento. 
Estamos conscientes – mas e daí? Há poucos (ou nenhum) 
sinais de que, de própria vontade, estamos caminhando 
para mudar as formas de vida que estão na origem de 
todos esses problemas.
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ISTOÉ – E o que o senhor chama de “amor líquido”?
Zygmunt Bauman – Amor líquido é um amor “até segundo 
aviso”, o amor a partir do padrão dos bens de consumo: man-
tenha-os enquanto eles te trouxerem satisfação e os substitua 
por outros que prometem ainda mais satisfação. O amor com 
um espectro de eliminação imediata e, assim, também de an-
siedade permanente, pairando acima dele. Na sua forma “lí-
quida”, o amor tenta substituir a qualidade por quantidade – 
mas isso nunca pode ser feito, como seus praticantes mais 
cedo ou mais tarde acabam percebendo. É bom lembrar que 
o amor não é um “objeto encontrado”, mas um produto de um 
longo e muitas vezes difícil esforço e de boa vontade.
BAUMAN, Zygmunt. In: Revista ISTOÉ. Disponível em: 
<https://istoe.com.br/102755_VIVEMOS+TEMPOS+LIQUIDOS+NADA+E
+PARA+DURAR+/>. Acesso em: 12 fev. 2018. Adaptado.
De acordo com o conceito de “Modernidade líquida” de 
Zygmunt Bauman, assinale a alternativa incorreta.
a. A Modernidade é “líquida”, ou seja, está sempre 
em transformação. Como um líquido, ela não é ca-
paz de conservar sua forma por muito tempo.
b. A Modernidade “líquida” é comparada aos elemen-
tos de conteúdos fluidos, os quais são considera-
dos difíceis de se solidificarem.
c. Na “Modernidade líquida”, as formas atuais de 
vida são percebidas com vulnerabilidade, pois são 
incapazes de permanecerem com a mesma identi-
dade por muito tempo.
d. Na “Modernidade líquida”, as pessoas estão cons-
cientes de que os recursos naturais e ambientais 
são infinitos e deverão ser acomodados a cada 
tipo de filosofia de vida individual.
 11. (Fasa-BA)
As formas de vida contemporânea, segundo o sociólogo 
polonês [Zygmunt Bauman], se assemelham pela vulnera-
bilidade e fluidez, incapazes de manter a mesma identida-
de por muito tempo, o que reforça um estado temporário 
e frágil das relações sociais e dos laços humanos. Essas 
mudanças de perspectivas aconteceram em um ritmo in-
tenso e vertiginoso a partir da segunda metade do século 
XX. Com as tecnologias, o tempo se sobrepõe ao espaço. 
Podemos nos movimentar sem sair do lugar.
Disponível em: <https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/
atualidades/zygmunt-bauman-o-pensamento-do-sociologo- 
da-modernidade-liquida.htm>. Acesso em: 8 abr. 2017.
No trecho acima, Zygmunt Bauman, considerado um 
dos principais filósofos da contemporaneidade, define 
o tempo presente como
a. “efemeridades”.
b. “pós-modernos”.
c. “hipermodernos”.
d. “Modernidade líquida”.
 12. (Enem)
A Sociologia ainda não ultrapassou aera das construções 
e das sínteses filosóficas. Em vez de assumir a tarefa de 
lançar luz sobre uma parcela restrita do campo social, ela 
prefere buscar as brilhantes generalidades em que todas as 
questões são levantadas sem que nenhuma seja expressa-
mente tratada. Não é com exames sumários e por meio de 
intuições rápidas que se pode chegar a descobrir as leis de 
uma realidade tão complexa. Sobretudo, generalizações às 
vezes tão amplas e tão apressadas não são suscetíveis de 
nenhum tipo de prova.
DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de Sociologia. 
São Paulo: Martins Fontes, 2000.
O texto expressa o esforço de Émile Durkheim em 
construir uma sociologia com base na
a. vinculação com a filosofia como saber unificado.
b. reunião de percepções intuitivas para demonstração.
c. formulação de hipóteses subjetivas sobre a vida 
social.
d. adesão aos padrões de investigação típicos das 
ciências naturais.
e. incorporação de um conhecimento alimentado 
pelo engajamento político.
 13. (IFPA)
Estão também mudando nossas identidades pessoais, 
abalando a ideia que temos de nós próprios como su-
jeitos integrados. Esta perda de um sentido de si es-
tável é chamada, algumas vezes, de deslocamento ou 
descentralização do sujeito. Esse duplo deslocamento – 
descentralização dos indivíduos tanto do lugar no mun-
do social e cultural quanto de si mesmos – constitui uma 
crise de identidade para o indivíduo.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-Modernidade. 2. ed. Tradução de 
SILVA, Tomaz T.da; LOURO, Guaracira L. Rio de Janeiro: DP&A, 1998. p. 13.
A identidade cultural no contexto da chamada pós-
-Modernidade continua sendo um tema recorrente 
nos círculos acadêmicos das Ciências Sociais. Diante 
disto, qual a alternativa que melhor expressa a ideia 
de identidade cultural no referido contexto?
a. Metanarrativas, isto é, grandes discursos sociais 
que agrupam diferentes discursos (ciência, estéti-
ca, moral). Crença nas grandes teorias.
b. Corpo social mais claramente definido: família, ca-
samento, classe são dimensões sociais claras.
c. Diferença sexual ordenada por um regime fálico, 
machista, baseado na dicotomia entre os sexos 
e na exclusão de formas não-dicotômicas da se-
xualidade
d. As macropolíticas de identidade cultural tendem a 
predominar sobre as políticas locais.
e. Ideia de fragmentação, identidades múltiplas. Va-
lorização da experiência transitória, ligeira.
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 14. (VUNESP)
Texto 1
O livro Cultura do narcisismo, escrito por Christopher Lasch 
em 1979, é um clássico. O texto de Lasch mostra como o que 
era diagnosticado como patologia narcísica ou limítrofe nos 
anos 50 torna-se uma espécie de “normalidade compulsória” 
depois de duas décadas. Para que alguém seja considerado 
“bem-sucedido”, é trivialmente esperado que manipule sua 
própria imagem como se fosse um personagem, com a con-
sequente perda do sentimento de autenticidade.
DUNKER, Christian. A cultura da indiferença. 
Disponível em: <www.mentecerebro.com.br>. Adaptado.
Texto 2
Zigmunt Bauman: Afastar-se da percepção de mundo consu-
mista e do tipo de atitude individualista contra o mundo e as 
pessoas não é uma questão a ponderar, mas uma obrigação 
determinada pelos limites de sustentabilidade desse mode-
lo da vida que pressupõe a infinidade de crescimento eco-
nômico. Segundo esse modelo, a felicidade está obrigatoria-
mente vinculada ao acesso a lojas e ao consumo exacerbado.
“Lojas são alívio a curto prazo, diz o sociólogo Zigmunt Bauman”. 
Disponível em: <www.mentecerebro.com.br>. Adaptado.
Considerando os textos, é correto afirmar que
a. para Bauman, as diretrizes liberais de crescimento 
econômico ilimitado prescindem de reflexão ética.
b. ambos tratam do irracionalismo subjacente aos 
critérios de normalidade e de felicidade.
c. a “cultura do narcisismo” apresenta um estilo de 
vida incompatível com a mentalidade consumista.
d. a patologia narcísica analisada por Lasch é um fe-
nômeno restrito ao domínio psiquiátrico.
e. ambos abordam problemas historicamente supe-
rados pelas sociedades ocidentais modernas.
 15. (UEL-PR)
A análise do tema Modernidade, por pensadores clás-
sicos da Sociologia, está presente também em autores 
contemporâneos, atentos às condições da sociedade 
atual. No século XIX, Karl Marx, em seu livro O manifes-
to comunista, de 1848, refere-se à sociedade burguesa 
de seu tempo como formação social em que
[...] tudo o que era sólido desmancha no ar, tudo que era sa-
grado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a 
encarar com serenidade sua posição social e suas relações 
recíprocas.
MARX, K.; ENGELS, F. O manifesto comunista. In: COUTINHO, C. N. et al. 
O manifesto comunista: 150 anos depois. Rio de Janeiro: 
Contraponto, 1998. p. 11.
Zigmunt Baumann, em Confiança e medo na cidade, 
afirma que
[...] se, entre as condições da Modernidade sólida, a des-
ventura mais temida era a incapacidade de se conformar, 
agora – depois da reviravolta da Modernidade “líquida” – 
o espectro mais assustador é o da inadequação. Temor 
bem justificado quando consideramos a enorme des-
proporção entre a quantidade e a qualidade de recursos 
exigidos por uma produção efetiva de segurança do tipo 
“faça você mesmo”.
BAUMANN, Z. Confiança e medo na cidade. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009. p. 21-22. Adaptado.
Com base nesses trechos e nos conhecimentos sobre 
Modernidade, apresente
a. uma característica particular para Marx e uma para 
Baumann;
b. duas características comuns para ambos os 
autores.
 16. (IFPA)
Mas as possibilidades radicalizadoras da transformação 
da intimidade são bastante reais. Alguns têm declarado 
que a intimidade pode ser opressiva, e isso pode real-
mente ocorrer se ela for encarada como uma exigência de 
relação emocional constante. No entanto, se considerada 
como uma negociação transacional de vínculos pessoais, 
estabelecida por iguais, ela surge sob uma luz completa-
mente diferente
GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade. 
São Paulo: Unesp, 1994. p. 11.
Anthony Giddens faz uma análise sobre a “evolução” 
da intimidade nas sociedades modernas. Diante disso, 
a alternativa que mais se aproxima da argumentação 
de Giddens em relação ao tema da intimidade é:
a. Segundo Giddens a intimidade na Modernidade se 
caracteriza pela tendência de reconhecer apenas 
uma única forma de vivenciar o amor, o sexo, o afeto, 
o desejo, o prazer. O retorno às tradições do final do 
século XIX marca esse momento da humanidade.
b. As formas de expressão de ódio frente àqueles 
que não se enquadram nos padrões socialmente 
aceitos diminuem na chamada “Modernidade re-
flexiva” de Giddens. Os atos de violência física ou 
simbólica contra gays, lésbicas e travestis foram 
diante desse novo momento contemporâneo cla-
ramente reduzidos.
c. Segundo Giddens, a emergência daquilo que de-
nomina sexualidade plástica é crucial para a rei-
vindicação da mulher ao prazer sexual. Essa sexua-
lidade plástica é a sexualidade descentralizada, 
livre das necessidades de reprodução.
d. As relações sexuais são relações privadas, que cada 
vez mais são tratadas na esfera pessoal. Esse é o 
elementar traço da vida íntima na Modernidade.
e. Nesse contexto dos vínculos pessoais, a intimida-
de para Giddens precisa ser percebida essencial-
mente por meio de uma perspectiva opressiva.
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 Desafio
 17. (UEL-PR)
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Alex Flemming, Estação Sumaré, instalação, fotografias e 
textos impressos com tinta vinílicasobre vidro, 44 peças de 
1,75 m x 1,25 m cada uma, 1998.
Leia o texto a seguir.
Na supermodernidade, os lugares considerados identitá-
rios, relacionais e históricos são diferentes dos não luga-
res, que se definem como grandes espaços de circulação 
e de passagem das pessoas, a exemplo dos terminais de 
metrô, dos aeroportos, das estações, dos parques de la-
zer, das grandes cadeias de hotéis e de supermercados. 
Nos não lugares, o único rosto que se esboça e a única voz 
que toma corpo, no diálogo silencioso do indivíduo com 
as paisagens, imagens, orientações e propagandas, são os 
seus – rosto e voz de uma solidão ainda mais desconcer-
tante porque evoca milhões de outras.
AUGÉ, M. Não lugares: introdução a uma antropologia da 
supermodernidade. Campinas: Papirus, 2012. p. 74-110. Adaptado.
O texto do antropólogo Marc Augé e a presença de 
obras de arte em uma estação de metrô remetem 
A
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para a importância de estudos contemporâneos sobre 
as relações entre os indivíduos e os espaços da super-
modernidade, com intensa circulação de pessoas.
Com base na figura, no texto e nos conhecimentos 
socioantropológicos sobre as relações dos indiví-
duos com os espaços denominados de não luga-
res, na contemporaneidade, considere as afirma-
tivas a seguir.
 I. Na contemporaneidade, nos grandes espaços 
por onde as pessoas circulam e transitam, o 
“estar junto” é feito de pura semelhança, sem 
nós sociais para além daqueles que os agregam 
como um somatório de indivíduos.
 II. Nos grandes locais de circulação, prevalecem as 
experiências sem precedentes de individualida-
de solitária e de mediação não humana; suas re-
ferências, na multidão, são os avisos, os painéis, 
o outdoor ou a tela.
 III. Os grandes espaços públicos das cidades, por 
onde os indivíduos passam, compram e se di-
vertem, formam um social orgânico e interde-
pendente de relações sociais e de experiências 
que se complementam.
 IV. Nas superfícies da superModernidade, onde 
prevalece o intenso trânsito de pessoas, a gera-
ção de identidades sociais e culturais sobrepõe-
-se à atualidade e à urgência do momento.
Assinale a alternativa correta.
a. Somente as alternativas I e II são corretas.
b. Somente as alternativas I e IV são corretas.
c. Somente as alternativas III e IV são corretas.
d. Somente as alternativas I, II e III são corretas.
e. Somente as alternativas II, III e IV são corretas.
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1. (UEL-PR)
O programa do esclarecimento era o desencantamento 
do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir a 
imaginação pelo saber. [...] O mito converte-se em esclare-
cimento, e a natureza em mera objetividade. O preço que 
os homens pagam pelo aumento de poder é a alienação 
daquilo sobre o que exercem o poder. [...]
Quanto mais a maquinaria do pensamento subjuga o que 
existe, tanto mais cegamente ela se contenta com essa re-
produção. Desse modo, o esclarecimento regride à mitolo-
gia da qual jamais soube escapar.
ADORNO & HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. Fragmentos 
filosóficos. Tradução de: ALMEIDA, Guido Antonio de. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p. 17-21-34.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a críti-
ca à racionalidade instrumental e a relação entre mito 
e esclarecimento em Adorno e Horkheimer, assinale a 
alternativa correta.
a. O mito revela uma constituição irracional, na medi-
da em que lhe é impossível apresentar uma explica-
ção convincente sobre o seu modo próprio de ser.
b. A regressão do esclarecimento à mitologia revela 
um processo estratégico da razão, com o objetivo 
de ampliar e intensificar seus poderes explicativos.
c. A explicação da natureza, instaurada pela raciona-
lidade instrumental, pressupõe uma compreensão 
holística, em que as partes são incorporadas, na sua 
especificidade, ao todo.
d. O esclarecimento implica a libertação humana 
da submissão à natureza, atestada pelo poder 
racional de diagnosticar, prever e corrigir as li-
mitações naturais.
e. O esclarecimento se caracteriza por uma expli-
cação baseada no cálculo, do que resulta uma 
compreensão da natureza como algo a ser co-
nhecido e dominado.
2. (Enem)
Hoje, a indústria cultural assumiu a herança civilizatória da 
democracia de pioneiros e empresários, que tampouco de-
senvolvera uma fineza de sentido para os desvios espirituais. 
Todos são livres para dançar e para se divertir, do mesmo 
modo que, desde a neutralização histórica da religião, são 
livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas 
a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a 
coerção econômica, revela-se em todos os setores como a 
liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa.
ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: 
fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
A liberdade de escolha na civilização ocidental, de 
acordo com a análise do texto, é um(a)
a. legado social.
b. patrimônio político.
c. produto da moralidade.
d. conquista da humanidade.
e. ilusão da contemporaneidade.
MÓDULO 30 ■ MODERNIDADE E PROGRESSO: DEFINIÇÕES E CRÍTICAS
Resolução
O pensamento iluminista afirma que a razão poderia emancipar 
o homem, fazendo-o conhecer as leis que regem a natureza. Se-
guindo a ideia de que conhecimento é poder, o esclarecimento 
era o caminho para o exercício do poder sobre a natureza.
Alternativa correta: E
Resolução
O texto utiliza um olhar crítico ao afirmar que a liberdade advin-
da da indústria cultural é ilusória, ideológica, na medida em que 
as escolhas possíveis são sempre as mesmas.
Alternativa correta: E
Habilidade
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos 
relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, 
culturais e epistemológicos, com base na sistematização de da-
dos e informações de natureza qualitativa e quantitativa (ex-
pressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos 
históricos, gráficos, mapas, tabelas etc.).
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3. (Enem) Considerando-se a dinâmica entre tecnologia e organização do trabalho, a repre-
sentação contida no cartum é caracterizada pelo pessimismo em relação à
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NEVES, E. Engraxate. Disponível em: www.grafar.blogspot.com. Acesso em: 15 fev. 2013.
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a. ideia de progresso.
b. concentração do capital.
c. noção de sustentabilidade.
d. organização dos sindicatos.
e. obsolescência dos equipamentos.
4. (Enem)
A maioria das necessidades comuns de descansar, distrair-se, comportar-se, amar e odiar o que os 
outros amam e odeiam pertence a essa categoria de falsas necessidades. Tais necessidades têm 
um conteúdo e uma função determinada por forças externas, sobre as quais o indivíduo não tem 
controle algum.
MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
Segundo Marcuse, um dos pesquisadores da chamada Escola de Frankfurt, tais forças ex-
ternas são resultantes de
a. aspirações de cunho espiritual.
b. propósitos solidários de classes.
c. exposição cibernética crescente.
d. interesses de ordem socioeconômica.
e. hegemonia do discurso médico-cien-
tífico.
5. (UEM-PR) Auguste Comte (1798-1857), a quem se atribui a formulação do termo Sociologia, 
foi o principal representante e sistematizador do positivismo. Acerca do pensamento com-
teano, é correto afirmar que
 01. considerava os problemas sociais malefícios do desenvolvimento econômico das socie-
dades industriais.
 02. teve grande influência sobre o pensamento socialbrasileiro do século XIX e início do XX.
 04. a inspiração para o método de investigação dos fenômenos sociais de Comte veio das 
ciências da natureza.
 08. era uma tentativa de constituição de um método objetivo para a observação dos fenô-
menos sociais.
 16. considerava o progresso e a evolução social um princípio da história humana.
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Sobre o módulo
Neste módulo, associar Modernidade e progresso e mostrar aos 
alunos as ambiguidades e contradições da Modernidade, de modo 
a estabelecer um pensamento crítico acerca do desenvolvimento 
histórico do projeto iluminista que se desencadeou com a globali-
zação do capitalismo.
O exercício “Desafio” necessita que o aluno tenha entendido o que 
é esclarecimento para Adorno e Horkheimer, associando-o à razão.
O exercício “Posicione-se” pede que os alunos se reúnam para aplica-
rem o que entenderam sobre todos os conceitos vistos no capítulo. É 
o momento de eles mostrarem reflexão e argumento crítico.
Proposta de atividade inovadora
Consultar as orientações para a proposta de atividade inovadora, 
disponíveis do Portal COC Infinito.
Estante
GIDDENS, Antony. As consequências da Modernidade. Tradução de: 
FIKER, Raul. São Paulo: Unesp. 2002.
LYOTARD. Jean Francois. A condição pós-moderna. 12. ed. Tradução 
de: BARBOSA, Ricardo Correia. Posfácio: SANTIAGO, Silviano. Rio de 
Janeiro: José Olympio, 2009.
Na web
Zygmunt Bauman – O que é pós-Modernidade? Fron-
teiras do pensamento.
Disponível em: <coc.pear.sn/g1jHfco>.
Vida pós-moderna. Café filosófico. Márcia Tiburi, 
Leandro Karnal, Rubens Fernandes Júnior, Luiz Fe-
lipe Pondé.
Programa que apresenta explicações e definições 
acerca da vida pós-moderna. Disponível em:
<coc.pear.sn/kaHtAD2>.
Devolvam nossa bandeira. Eduardo Bueno.
No vídeo, é explorada a relação entre a bandeira bra-
sileira e a corrente do positivismo.
Disponível em: <coc.pear.sn/7K4VDw1>.
Cinemateca
O preço do amanhã. Direção de Andrew Niccol. EUA, 2011. 101min
O filme é uma distopia que problematiza diversos valores da so-
ciedade pós-moderna, como o individualismo, a efemeridade das 
relações sociais, a hipervalorização do tempo e mercantilização das 
relações humanas no bojo da sociedade de consumo. Em um futuro 
próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a 
superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para 
sobreviver e obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, 
que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 
25 anos de vida. Quando Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma 
misteriosa doação, passa a ser perseguido pelos guardiões do tempo 
por um crime que não cometeu, mas ele sequestra Sylvia (Amanda 
Seyfried), filha de um magnata, e do novo relacionamento entre 
vítima e algoz surge uma poderosa arma contra o sistema e a orga-
nização que comanda o futuro das pessoas.
101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 274101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 274 07/07/22 13:5807/07/22 13:58
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Da teoria, leia os tópicos 3, 3.A, 3.B, 3.C e 3.D.
Exercícios de: Tarefa Reforço Aprofundamento Lidere!
 6. (UEL-PR)
O que os homens querem aprender da natureza é como 
aplicá-la para dominar completamente sobre ela e sobre 
os homens. Fora isso, nada conta. [...] O que importa não 
é aquela satisfação que os homens chamam de verdade, 
o que importa é a operation, o procedimento eficaz. [...] A 
partir de agora, a matéria deverá finalmente ser domina-
da, sem apelo a forças ilusórias que a governem ou que 
nela habitem, sem apelo a propriedades ocultas. O que não 
se ajusta às medidas da calculabilidade e da utilidade é 
suspeito para o Iluminismo [...] O Iluminismo se relaciona 
com as coisas assim como o ditador se relaciona com os 
homens. Ele os conhece, na medida em que os pode ma-
nipular. O homem de ciência conhece as coisas, na medida 
em que as pode produzir.
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Conceito de iluminismo. 
Tradução de: LOPARIC, Zeljko; LOPARIC, Andréa M. A. C. 2. ed. 
São Paulo: Victor Civita, 1983. p. 90-93.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a ra-
cionalidade instrumental em Adorno e Horkheimer, é 
correto afirmar:
a. A razão iluminista proporcionou ao homem a saída 
da menoridade da qual ele era culpado e permitiu 
o pleno uso da razão, dispensando a necessidade 
de tutores para guiar as suas ações.
b. O procedimento eficaz, aplicado segundo as re-
gras da calculabilidade e da utilidade, está desvin-
culado da esfera das relações humanas, pois sua 
lógica se restringe aos objetos da natureza.
c. A racionalidade instrumental gera de forma equâ-
nime conforto e bem-estar para as pessoas na es-
fera privada e confere um maior grau de liberdade 
na esfera social.
d. A visão dos autores sobre a racionalidade instru-
mental guarda um reconhecimento positivo para 
setores específicos da alta tecnologia, sobretudo 
aqueles vinculados à informática.
e. Contrariando a tese do projeto iluminista que 
opõe mito e iluminismo, os autores entendem 
que há uma dialética entre essas duas dimensões 
que resulta no domínio perpetrado pela razão 
instrumental.
 7. (UEL-PR)
A ideia de progresso manifesta-se inicialmente, à época 
do Renascimento, como consciência de ruptura. [...] No 
século XVIII tal ideia associa-se à consciência do caráter 
progressivo da civilização, e é assim que a encontramos em 
Voltaire. Tal como para Bacon, no início do século XVII, o 
progresso também é uma espécie de objeto de fé para os 
iluministas. [...] A certeza do progresso permite encarar o 
futuro com otimismo.
FALCON, F. J. C. Iluminismo. 2. ed. 
São Paulo: Ática, 1989. p. 61-62. Adaptado.
Na primeira metade do século XX, a ideia de progresso 
também se transformou em objeto de análise do gru-
po de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social 
vinculado à Universidade de Frankfurt.
Tendo como referência a obra de Adorno e Horkheimer, 
é correto afirmar:
a. Por serem herdeiros do pensamento hegeliano, os 
autores entendem que a superação do modelo de 
racionalidade inerente aos conflitos do século XX 
depende do justo equilíbrio entre uso público e 
uso privado da razão.
b. A despeito da Segunda Guerra, a finalidade do 
Iluminismo de libertar os homens do medo, da 
magia e do mito e torná-los senhores autôno-
mos e livres mediante o uso da ciência e da téc-
nica foi atingido.
c. Os autores propõem como alternativa às catás-
trofes da primeira metade do século XX um novo 
entendimento da noção de progresso tendo 
como referência o conceito de racionalidade co-
municativa.
d. Como demonstra a análise feita pelos autores no 
texto “O autor como produtor”, o ideal de progres-
so consolidado ao longo da Modernidade foi rom-
pido com as guerras do século XX.
e. Em obras como a Dialética do esclarecimento, os 
autores questionam a compreensão da noção de 
progresso consolidada ao longo da trajetória da 
razão por ela estar vinculada a um modelo de ra-
cionalidade de cunho instrumental.
 8. (Unimontes-MG) Para o sociólogo contempo-
râneo José de Souza Martins, a Modernidade, como 
moda e momento, é também a permanência do tran-
sitório e da incerteza, a angústia cotidiana da incer-
teza em face do progresso. Considerando esse ponto 
de vista do sociólogo, é incorreto afirmar:
a. Modernidade é a realidade social e cultural pro-
duzida pela consciência da transitoriedade do 
novo e do atual.
b. A Modernidade já esgotou todas as suas possibilida-
des históricas e, portanto, no caso brasileiro, já alcan-
çou um estágio de pleno desenvolvimento social.
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c. A Modernidade é um fenômeno historicamente re-
cente, marcado sobretudo pela diluição das identi-
dades e pela composição heterogênea do cultural 
e do social.
d. A vida cotidiana transforma-se em face dos obstá-
culos à modernização, progressivamente domina-
da por condutas, gestos e mentalidades em que o 
hibridismo cultural se faz presente.
 9. (Enem)
Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete 
aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e 
transformação das coisas em redor – mas ao mesmo tempo 
ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, 
tudo o que somos. A experiência ambiental da Modernida-
de anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe 
e nacionalidade: nesse sentido, pode-se dizer que a Mo-
dernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade 
paradoxal, uma unidade de desunidade.
BERMAN, M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da 
Modernidade. São Paulo: Cia. das Letras, 1986. Adaptado.
O texto apresenta uma interpretação da Modernidade 
que a caracteriza como um(a)
a. dinâmica social contraditória.
b. interação coletiva harmônica.
c. fenômeno econômico estável.
d. sistema internacional decadente.
e. processo histórico homogeneizador.
 10. (UFPA) Os pensadores da Escola de Frankfurt, 
Adorno e Horkheimer, prognosticam a tendência do 
destino da humanidade ao que chamam de razão 
instrumental, segundo a qual o(a)
a. sociedade moderna caminha em um processo de 
massificação e reificação que daria ensejo a movi-
mentos sociais mais fortes e atuantes.
b. solução para a superação da crise da racionalidade 
moderna seria a razão deixar de ser reflexiva.
c. formalismo lógico e o instrumentalismo fariam 
surgir fenômenos abomináveis, como o extermí-
nio de grupos étnicos e pobres.
d. racionalidade moderna seria responsável por 
maior integração social na medida em que aumen-
ta exponencialmente a produção e universaliza a 
possibilidade de consumo.
e. processo de racionalização da produção de bens 
materiais e culturais levaria ao multiculturalismo e 
à revalorização das tradições.
 11. (UEM-PR)
A exigência de que Auschwitz [campo de concentração 
nazista na Segunda Guerra] não se repita é a primeira de 
todas para a educação. [...] Mesmo assim é preciso tentar, 
inclusive porque tanto a estrutura básica da sociedade 
como os seus membros, responsáveis por termos chega-
do onde estamos, não mudaram nesses vinte anos [1940-
1965]. Milhões de pessoas inocentes – e só o simples fato 
de citar números já é humanamente indigno, quanto mais 
discutir quantidades – foram assassinadas de uma manei-
ra planejada. Isto não pode ser minimizado por nenhuma 
pessoa viva como sendo um fenômeno superficial, como 
sendo uma aberração no curso da história, que não im-
porta, em face da tendência dominante do progresso, do 
esclarecimento, do humanismo supostamente crescente. O 
simples fato de ter ocorrido já constitui por si só expressão 
de uma tendência social imperativa.
ADORNO, T. Educação após Auschwitz. In: ARANHA, M. Filosofar com 
textos: temas e história da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012. p. 243.
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
 01. Os campos de concentração mostraram ao mun-
do a que ponto pode chegar a banalização da 
vida humana, quando execuções em massa de 
seres humanos são planejadas.
 02. O fato de tratar as mortes apenas do ponto de 
vista numérico é desumano, porque mesmo 
que fosse uma única morte injusta, isto já se-
ria trágico.
 04. Para o filósofo, um dos problemas dos campos 
de concentração nazista foi o alto número de 
execuções de seres humanos, excessivo para os 
padrões estatísticos daquele contexto histórico.
 08. O texto chama a atenção para o fato de que mui-
tas pessoas morreram de modo planejado pela 
sociedade, ou seja, o massacre de pessoas revela 
a falta de humanidade por parte dos executores 
dessa ação.
 16. Para o filósofo, um dos problemas que levaram ao 
absurdo dos extermínios nos campos de concen-
tração nazistas foi a falta de preocupação com a 
vida humana em nome da valorização da Ciência 
e do progresso.
 12. (UEL-PR) Leia o texto a seguir.
O saber que é poder não conhece nenhuma barreira, nem 
na escravização da criatura, nem na complacência em face 
dos senhores do mundo. Do mesmo modo que está a ser-
viço de todos os fins da economia burguesa na fábrica e 
no campo de batalha, assim também está à disposição dos 
empresários, não importa sua origem.
ADORNO, T. W. & HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: 
fragmentos filosóficos. Tradução de: ALMEIDA, Guido Antonio de. 
Rio de Janeiro: Zahar, 1991. p. 20.
Com base no texto e no conhecimento dos conceitos 
de esclarecimento e racionalidade instrumental em 
Adorno e Horkheimer sobre o referido saber, é correto 
afirmar:
101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 276101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 276 07/07/22 13:5807/07/22 13:58
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a. Seu conteúdo é racional por si mesmo e de nature-
za crítico-reflexiva.
b. É principalmente técnico e carente de conteúdo 
racional por si mesmo.
c. Tem uma dimensão reflexiva e seus objetivos são 
racionais por si mesmos.
d. É caracterizado por forças sobrenaturais indomá-
veis que animam tudo.
e. Estabelece limites para o domínio nas relações so-
cioeconômicas.
 13. (UEG-GO)
Legado do Iluminismo
1. O pensamento iluminista abraçou a ideia do progresso 
e buscou ativamente a ruptura com a história e a tradição 
esposada pela Modernidade. Foi, sobretudo, um movi-
mento secular que procurou desmistificar e dessacralizar 
o conhecimento e a organização social para libertar os 
seres humanos de seus grilhões. Ele levou a injunção de 
Alexander Pope, de que “o estudo próprio da humanidade 
é o homem”, muito a sério. Na medida em que ele também 
saudava a criatividade humana, a descoberta científica e a 
busca da excelência individual em nome do progresso hu-
mano, os pensadores iluministas acolheram o turbilhão da 
mudança e viram a transitoriedade, o fugidio e o fragmen-
tário como condição necessária por meio da qual o projeto 
modernizador poderia ser realizado. Abundavam doutrinas 
de igualdade, liberdade, fé na inteligência humana (uma 
vez permitidos os benefícios da educação) e razão uni-
versal. “Uma boa lei deve ser boa para todos”, pronunciou 
Condorcet às vésperas da Revolução Francesa, “exatamente 
da mesma maneira como uma proposição verdadeira é ver-
dadeira para todos”. Essa visão era incrivelmente otimista. 
Escritores como Condorcet, observa Habermas (1983. p. 9), 
estavam possuídos “da extravagante expectativa de que as 
artes e as ciências iriam promover não somente o controle 
das forças naturais, mas também a compreensão do mun-
do e do eu, o progresso moral, a justiça das instituições e 
até a felicidade dos seres humanos”.
2. O século XX – com seus campos de concentração e es-
quadrões da morte, seu militarismo e duas guerras mun-
diais, sua ameaça de aniquilação nuclear e sua experiência 
de Hiroshima e Nagasaki – certamente deitou por terra 
esse otimismo. Pior ainda, há suspeita de que o projeto do 
Iluminismo estava fadado a voltar-se contra si mesmo e 
transformar a busca da emancipação humana num siste-
ma de opressão universal em nome da libertação huma-
na. Essa foi a atrevida tese apresentada por Horkheimer 
e Adorno em Dialética do esclarecimento (1972). Escreven-
do sob as sombras da Alemanha de Hitler e da Rússia de 
Stalin, eles alegavam que a lógica que se oculta por trás 
da racionalidade iluminista é uma lógica da dominação e 
da opressão. A ânsia por dominar a natureza envolvia o do-
mínio dos sereshumanos, o que no final só poderia levar 
a “uma tenebrosa condição de autodominação”, conforme 
salienta Bernstein (1985. p. 9). A revolta da natureza, que 
eles apresentavam como a única saída para o impasse, ti-
nha, portanto, de ser concebida como uma revolta da natu-
reza humana contra o poder opressor da razão puramente 
instrumental sobre a cultura e a personalidade.
São questões cruciais saber (I) se o projeto do Iluminismo 
estava ou não fadado desde o começo a nos mergulhar 
num mundo kafkiano; (II) se tinha ou não de levar a Aus-
chwitz e Hiroshima; e (III) se lhe restava ou não poder para 
formar e inspirar o pensamento e a ação contemporâneos.
3. Há quem, como Habermas, continue a apoiar o projeto, 
se bem que com forte dose de ceticismo quanto às suas 
metas, com muita angústia quanto à relação entre meios 
e fins e com certo pessimismo no tocante à possibilidade 
de realizar tal projeto nas condições econômicas e políticas 
contemporâneas. E há quem – e isso é o cerne do pensa-
mento filosófico pós-modernista – insista que devemos, 
em nome da emancipação humana, abandonar por inteiro 
o projeto iluminista. A posição a tomar depende de como 
se explica o “lado sombrio” da nossa história recente e do 
grau até o qual o atribuímos aos defeitos da razão iluminis-
ta, e não à falta de sua correta aplicação.
HARVEY, David. A condição pós-moderna: 
uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 3. ed. 
São Paulo: Loyola, 1993. p. 23-24. Adaptado.
É ideia defendida no texto:
a. Há, atualmente, principalmente por parte de 
Habermas, um otimismo em relação à possibilida-
de da realização do projeto iluminista, no que se 
refere aos fins desse projeto.
b. O pensamento iluminista busca superar a sacrali-
zação da realidade e coloca o homem como centro 
da reflexão, de modo que a razão humana passa a 
ser parâmetro do conhecimento.
c. Pensadores como Horkheimer, Adorno e Habermas 
reafirmaram sua confiança na possibilidade de 
que os ideais iluministas pudessem trazer liberda-
de e autonomia às sociedades do século XX.
d. Os acontecimentos e os pensadores do século XX 
comprovam a confiança que o pensamento ilumi-
nista tinha na razão humana, já que a humanidade 
avançou para um estágio melhor do que antes.
e. O pensamento iluminista perdeu seu vigor no sé-
culo XX porque valorizou demais a razão humana 
e, consequentemente, o que é transitório e passa-
geiro, relegando o que é essencial e permanente.
 14. (UEL-PR)
A sociedade contemporânea convive com os riscos produ-
zidos por ela mesma e com a frustração de, muitas vezes, 
não saber distinguir entre catástrofes que possuem cau-
sas essencialmente naturais e aquelas ocasionadas a partir 
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da relação que o homem trava com a natureza. Os custos 
ambientais e humanos do desenvolvimento da técnica, da 
ciência e da indústria passam a ser questionados a partir 
de desastres contemporâneos como aids, Chernobyl, aque-
cimento global, contaminação da água e de alimentos pe-
los agrotóxicos, entre outros.
LIMA, M. L. M. A Ciência, a crise ambiental e a sociedade de risco. 
Senatus. v. 4. n. 1. nov. 2005. p. 42-47. Adaptado.
O mito converte-se em esclarecimento e a natureza em 
mera objetividade. O preço que os homens pagam pelo 
aumento de seu poder é a alienação daquilo sobre o que 
exercem o poder. O esclarecimento comporta-se com as 
coisas como o ditador se comporta com os homens. Este 
os conhece na medida em que pode manipulá-los. O ho-
mem de ciência conhece as coisas na medida em que pode 
fazê-las. É assim que seu em-si torna para-ele. Nessa me-
tamorfose, a essência das coisas revela-se como sempre a 
mesma, como substrato de dominação.
ADORNO; HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p. 21.
O uso da razão para fins irracionais criou, principal-
mente no século XX, uma desconfiança crônica a res-
peito da sua natureza e dos seus usos. Com base nos 
conhecimentos sobre a racionalidade instrumental 
presente no texto, assinale a alternativa correta.
a. Tanto a dominação da natureza quanto a aliena-
ção do homem são o preço inevitável a ser pago 
pela razão, pois o conhecimento ocorre quando o 
mundo e o homem se tornam objetos.
b. O esclarecimento, na medida em que efetiva a su-
peração do mito, atualiza a essência e o próprio 
destino do homem, que consiste em transformar 
a natureza, produzindo objetos que tornam a vida 
mais confortável.
c. Mito e razão são forças primitivas antagônicas de 
natureza distinta: o mito caracteriza-se pela imagi-
nação, fantasia e falta de objetividade; já a razão, 
pela objetividade, por cujos processos de formali-
zação a certeza é instituída.
d. Dada a dimensão puramente formal da ciência, 
os aspectos práticos do mundo da vida lhe são 
alheios, razão pela qual os usos com vistas à domi-
nação são estranhos à sua essência, resultando na 
dominação de um mau uso prático.
e. A instrumentalização da razão e a objetivação da 
natureza são dois momentos de um mesmo pro-
cesso, cujo resultado consiste em conceber o ho-
mem e o mundo como objetos disponíveis à mani-
pulação e ao exercício de poder.
 15. (UEM) Sobre a relação entre a Revolução Indus-
trial e o surgimento da Sociologia como Ciência, assi-
nale o que for correto.
a. A consolidação do modelo econômico baseado na 
indústria conduziu a uma grande concentração da 
população no ambiente urbano, o qual acabou se 
constituindo em laboratório para o trabalho de in-
telectuais interessados no estudo dos problemas 
que essa nova realidade social gerava.
b. A migração de grandes contingentes populacionais 
do campo para as cidades gerou uma série de pro-
blemas modernos, que passaram a demandar inves-
tigações visando à sua resolução ou minimização.
c. Os primeiros intelectuais interessados no estudo 
dos fenômenos provocados pela Revolução In-
dustrial compartilhavam uma perspectiva positiva 
sobre os efeitos do desenvolvimento econômico 
baseado no modelo capitalista.
d. Os conflitos entre capital e trabalho, potencializa-
dos pela concentração dos operários nas fábricas, 
foram tema de pesquisa dos precursores da Socio-
logia e continuam inspirando debates científicos 
relevantes na atualidade.
e. A necessidade de controle da força de trabalho 
fez com que as fábricas e indústrias do século XIX 
inserissem sociólogos em seus quadros profissio-
nais, para atuarem no desenvolvimento de mode-
los de gestão mais eficientes e produtivos.
 16. (UEM-PR)
Desde sempre, o Iluminismo, no sentido mais abrangente 
de um pensar que faz progressos, perseguiu o objetivo de 
livrar os homens do medo e de fazer dele senhores. Mas, 
completamente iluminada, a Terra resplandece sob o signo 
do infortúnio triunfal. O programa do Iluminismo era o de 
livrar o mundo do feitiço. Sua pretensão, a de dissolver os 
mitos e anular a ilusão, por meio do saber.
HORKHEIMER, M.; ADORNO, T. Conceito de iluminismo. In: COTRIM, G. 
Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 166.
Com base nesse excerto e nos seus conhecimentos so-
bre o Iluminismo, assinale o que for correto.
 01. A palavra medo, no texto, diz respeito ao desco-
nhecido.
 02. A razão esclarecida depende de Deus, entidade 
transcendente que banha a Terra de luz resplan-
decente.
 04. Pertence ao projeto iluminista a célebre afirma-
ção de Immanuel Kant: “Ousai saber. Tenha a co-
ragem de servir-se da própria razão”.
 08. Constituem uma ameaça ao Iluminismo o inatis-
mo, o misticismo e toda forma de pensamento 
dogmaticamente estabelecido.
 16. O pensamento ilustrado acreditava na autono-
mia da razão, segundo a qual o homem atingiria 
maioridade.
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uma tendência recorrente de explicar as relações sociais, 
visto que o pensar sociológico é uma forma de [...] com-
preender o mundo dos homens que também abre a pos-
sibilidade de pensá-lo de diferentes maneiras.
BAUMAN; MAY. Aprendendo a pensar com a sociologia. 
Rio de Janeiro: Zahar, 2010. Adaptado.
A partir dos fragmentos apresentados, explicite a 
contribuição da Sociologia como Ciência social da 
Modernidade.
 Posicione-se
 18. Vimos em que contexto a Sociologia nasceu, 
de que maneira os fundadores do pensamento 
sociológico apresentaram teorias que buscavam 
compreender a Modernidade e, para além disso, 
os conteúdos otimistas e pessimistas relacionados 
a ela. Avançamos ainda sobre o conceito de pós-
-Modernidade e Modernidade líquida e agora é o 
momento de você se posicionar utilizando-se dos 
conceitos e ideias estudados ao longo do capítulo.
Organizem-se em grupos de cinco alunos, escolham 
uma perspectiva ou mais acerca do valor da Moderni-
dade e de sua relação com a pós-Modernidade e/ou 
sociedade líquida. Argumentem e mostrem que con-
seguem ser assertivos, revelando um pensamento 
crítico. É hora de praticar a argumentação!
 Desafio
 17. (UEMA) Articule o fragmento do artigo I, A bruxa 
nos relógios, da escritora Lya Luft, ao se referir à ques-
tão do estranhamento e da desnaturalização do fe-
nômeno social, com a reflexão de Bauman, em Apren-
dendo a pensar com a sociologia, fragmento II.
I.
Quando criança, eu achava que no relógio de parede do 
sobrado de uma de minhas avós, aquele que soava horas, 
meias horas, quartos de horas que me assustavam nas 
madrugadas insones em que eu eventualmente dormia 
lá, morava uma feiticeira que tricotava freneticamente, 
com agulhas de metal, tique-taque, tique-taque, tecendo 
em longas mantas o tempo da nossa vida.
Nessas reflexões, e observações, mais uma vez constatei 
o que todo mundo sabe: vivemos a idolatria da juventu-
de – e do poder, do dinheiro, da beleza física e do prazer. 
Muitos gostariam de ficar para sempre embalsamados 
em seus 20 ou 30 anos. Ou ter aos 60, “alma jovem”, o que 
acho muito discutível, pois deve ser bem melhor ter na 
maturidade ou na velhice uma alma adequada, o que não 
significa mofada e áspera...
LUFT, Lya. A bruxa nos relógios. Veja. 
São Paulo, Abril, 2. ed. 344, ano 46, n. 43, 23 out. 2013. p. 28.
II.
O pensamento sociológico provoca a desnaturalização e 
o estranhamento nos estudos dos fenômenos sociais. Há 
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280
PARA
CONFERIR
EM
-L
10
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4B
-2
2
1. (UECE)
Anthony Giddens, sociólogo inglês, refere-se a “um mun-
do em mudanças”, com reflexos sociais, econômicos e cul-
turais em larga escala, tanto mundial como local. Assim 
afirma Giddens:
“O mundo em que vivemos hoje nos faz muito mais inter-
dependentes, mesmo a milhares de quilômetros de distân-
cia, do que jamais fomos”.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 60.
As atuais mudanças que aproximam o local e o global 
são bastante novas na história da sociedade. Conside-
rando esse aspecto, assinale a afirmação verdadeira.
a. As mudanças atuais no mundo estão acontecendo 
apenas nos países desenvolvidos e não afetam o 
cotidiano das pessoas no Brasil, sobretudo das pe-
quenas cidades do interior.
b. Os processos que estão intensificando as relações 
e a interdependência sociais no mundo são com-
preendidos como globalização.
c. O fenômeno da globalização é um evento passa-
geiro, embora importante, mas que será em breve 
superado pelo poder da religião.
d. A globalização é um processo localizado nos Esta-
dos Unidos e Europa e diz respeito unicamente às 
mudanças na esfera econômica desses países.
2. (Unicentro-PR) Preencha as lacunas e assinale a al-
ternativa correta:
Zygmunt Bauman revela algumas características da 
_________. Para Bauman, sociedade atual é desre-
gulamentada, pois o __________é aquilo que dita as 
regras e as regras do mercado são marcadas pelo ob-
jetivo econômico capitalista: a aniquilação dos concor-
rentes e o sucesso com os consumidores. O _________ 
exacerbado é transposto para uma vida sem referen-
ciais fixos, uma vida líquida.
a. Sociedade líquida / mercado / individualismo.
b. Solidariedade / mercado / mundo.
c. Sociedade líquida / mundo / mercado.
d. Sociedade líquida / homem / coletivismo.
e. Matéria / objeto / individualismo.
3. Leia o texto a seguir.
[...] em primeiro lugar, que o “progresso” (se esse termo 
ainda é adequado para designar uma realidade muito di-
ferente daquela a que se tinha primeiramente aplicado) 
não é necessário nem contínuo; procede por saltos, ou, tal 
como diriam os biólogos, por mutações. Esses saltos não 
consistem em ir sempre mais longe na mesma direção; são 
acompanhados por mudanças de orientação, um pouco à 
maneira dos cavalos do xadrez que têm sempre à sua dis-
posição várias progressões, mas nunca no mesmo sentido. 
A humanidade em progresso nunca se assemelha a uma 
pessoa que sobe uma escada, acrescentando para cada um 
dos seus movimentos um novo degrau a todos aqueles já 
anteriormente conquistados, evoca antes o jogador cuja 
sorte é repartida por vários dados e que, cada vez que os 
lança, os vê espalharem-se no tabuleiro, formando outras 
tantas somas diferentes. O que ganhamos num, arriscamo-
-nos a perdê-lo noutro e é só de tempos a tempos que a 
história é cumulativa, isto é, que as somas se adicionam 
para formar uma combinação favorável. Que a história 
cumulativa não seja privilégio de uma civilização ou de um 
período da história é convincentemente mostrado pelo 
exemplo da América.”
LÉVI-STRAUSS, C. Raça e história. Lisboa: Presença, 1980. p. 63.
O texto apresenta uma ideia de progresso
a. linear.
b. ausente.
c. escalar.
d. aleatório.
101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 280101415433 CO EM 122 INFI 22 412 LV 10 MI DSOC PR MIOLO 001 a 060.indb 280 07/07/22 13:5807/07/22 13:58

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