Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: NUTRIÇÃO DISCIPLINA: MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS NOME DO ALUNO: BRUNA DE ARAÚJO SILVA WATANABE RA: 2323923 POLO DE MATRÍCULA: UNIP POLO AQUARIUS – 9365 POLO DE PRÁTICA: UNIP POLO DUTRA – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS DATA DAS AULAS PRÁTICAS (Relacione todas as datas em que compareceu): 02 /03 /2024 25 /05 /2024 06 /04 /2024 / / 27 /04 /2024 / / SÃO JOSE DOS CAMPOS , 28 DE MAIO DE 2024 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Realizamos o processo de coloração de Gram com o material biológico colhido da mucosa oral e observamos bactérias Gram (+) e Gram (-), segue esquema feito de forma manual a partir da observação em microscópio: Figura 01. Esquema visualização mucosa oral. As lâminas escolhidas foram: 3025d 25(d) – Bactéria do Queijo e Staphylococcus. Figura 02. Esquema visualização Bactéria do Queijo. 11 Figura 03. Bacteria do Queijo – visualização lente 10x microscópio. Figura 04. Staphylococcus – esquema de visualização. Figura 05. Staphylococcus – visualização lente 10x microscópio. A observação foi feita com a lente 10x, as demais lentes 40x e 100x não estavam funcionando de forma correta, portanto não foi possível visualizar a morfologia completa e detalhada das bactérias. 12 RESPOSTAS DAS QUESTÕES PROPOSTAS: 1. A estrutura é o peptídeoglicano nas paredes celulares das bactérias, as gram-negativas possuem uma parece celular mais fina e com menos peptídeoglicano, já as gram-positivas possuem uma parede mais grossa com com mais peptídeoglicano. Tanto a espessura da parede celular, quanto as dimensões dos espaços intersticiais, poe exemplo, diâmetro do poro, parecem ser determinantes do resultado final da coloração de Gram. (MARTINS, 1997). 2. Pela coloração de Gram dividem-se as bactérias em dois grandes grupos – Gram-Positivas e Gram-Negativas. 3. Existem bactérias que não se coram pelo método de Gram que são conhecidos como Bacilos Álcool Ácido Resistentes (BAAR), que são o caso das micobactérias sendo aeróbias estritas, consideradas fracamente gram- positivas. Outra propriedade compartilhada entre as micobactérias que as distingue das demais bactérias refere-se à retenção de fuscina básica pela parede celular, mesmo na presença de álcool e ácido, que confere a eles a designação de BAAR. O método de coloração de Ziehl-Neelsen, que permite diferenciar bactérias BAAR positivas e negativas, consiste no tratamento do esfregaço com fucsina seguido pelo seu descoramento a partir da mistura de álcool (97%) e ácido clorídrico (3%). (ALTERTHUM, 2015) 4. Os Gram-Positivos são aqueles que retêm o corante cristal violeta devido ao aumento na quantidade de ácido teicoido e a diminuição da permeabilidade da parede celular aos solventes orgânicos, por conterem 13 menos lipídeos na parede celular. (ALTERTHUM, 2015) 5. A parede das bactérias Gram-Negativas apresenta grande quantidade de lipídeos, que aumenta a permeabilidade aos solventes orgânicos permitindo a descoloração. Estes microrganismos perdem, portanto, o cristal violeta, corando-se o corante de fundo, safranina ou fucsina. (ALTERTHUM, 2015) 6. Em 1884, Gram observou que as bactérias adquiriram cores diferentes, quando tratadas com diferentes corantes. Isso permitiu classificá-las em dois grupos distintos: as que ficavam roxas, que foram chamadas de gram- positivas, e as que ficavam vermelhas, chamadas de gram-negativas. (MARTINS, 1997). 7. Em 1884, Gram observou que as bactérias adquiriram cores diferentes, quando tratadas com diferentes corantes. Isso permitiu classificá-las em dois grupos distintos: as que ficavam roxas, que foram chamadas de gram- positivas, e as que ficavam vermelhas, chamadas de gram-negativas. (MARTINS, 1997). 14 Neste relatório realizamos o preparo das amostras de mingau que iriam receber vários tipos de tratamentos para a verificação e posterior análise: 1. Dividimos o mingau em 15 copos plásticos: a. 3 copos seriam o grupo de controle, ou seja, ficariam armazenados à temperatura ambiente e sem nenhum tipo de tratamento; b. 12 copos seriam submetidos a diversos tratamentos: ficarão armazenados em geladeira com óleo vegetal, com vinagre, selado com filme plástico e os últimos 3 em geladeira sem nenhum tratamento. 2. Foram armazenados por 1 semana, então recebemos os resultados para verificação: Figura 05. Resultados experimento com mingau. 15 Não foi possível verificar cada uma das amostras infectadas em microscópio para mais detalhes e possível classificação dos microrganismos, por conta do tempo que tivemos entre uma aula e outra, também não foi possível manter as amostras para estudo mais detalhado, após as verificações a olho nu as amostras foram descartadas. Após verificação observei que: Amostrade mingau de geladeira, se manteve aparentemente sem alterações; Amostra amostra de mingau com filme plástico, foi possível observar que houveram alterações e crescimento de microrganismos e o cheiro estava forte, saliento que o plástico filme não estava aderindo bem ao copo, ou seja, não foi selado corretamente e por conta disso houve contaminação do ambiente; Amostra de mingau com óleo, aparentemente se manteve sem crescimento de microrganismos, porém foi possível observar que alguns mosquitinhos pousaram em cima do óleo, e a amostra se manteve aparentemente sem crescimento microbiano. Amostra de mingau com vinagre, aparentemente descoloriu o mingau, o cheiro estava bem ruim, mas aparentemente não houve crescimento de microrganismos ou fungos; Amostra de mingau de controle, o cheiro estava bem ruim, houve grande crescimento de microrganismos e aparentemente fungos. RESPOSTAS DAS QUESTÕES PROPOSTAS: 1. São considerados fatores intrínsecos a Atividade de Água (Aa), acidez (pH), potencial de oxi-redução (Eh), composição química, presença de fatores antimicrobianos naturais e as interações entre microrganismos presentes nos alimentos. Esses fatores estão relacionados as caracteristicas do alimento. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). 16 ATIVIDADE DE ÁGUA (Aa) – Para seu metaboolismo e multiplicação, os microrganismos exigem a presença de água na forma disponível. A água ligada a macromoléculas por forças físicas não está livre para agir como solvente ou para participar de reações químicas e, portanto, não pode ser aproveitada pelos microrganismos. É definida pela relação existente entre a pressão parcial de vapor de água contida na solução ou no alimento (P)e a pressão parcial de vapor da água pura (Po), a uma dada temperatura: A=P/Po. Os valores de Aa variam de 0 a 1, os microrganismos tem um valor mínimo, um valor máximo e um valor ótimo de Aa para sua multiplicação. Considerando que a Aa da água pura é 1,00 e que os microrganismos não se multiplicam em água pura, o limite máximo para o crescimento microbiano é ligeiramente menor do que 1,00. O comportamento dos microrganismos em relação a Aa mínima e ótima é bastante variável. Em geral, bactérias requerem Aa mais alta que os fungos. As bactérias gram- negativas são mais exigentes que as gram-positivas em relação a Aa necessária. A maioria das bactérias deteriorantes não se multiplica em Aa inferior a 0,91, enquanto que fungos deteriorantes podem fazê-lo em Aa de até 0,80. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996) Relativamente as bactérias causadoras de toxinfecções alimentares: Staphylococcus Aureus – tolera Aa de até 0,86 para sua multiplicação; Clostridium Perfringens– não se multiplica em alimentos com Aa inferior a 0,94; Bactérias Halofílicas – Aa 0,75; Bolores Xerofílicos – Aa 0,65; Leveduras Osmofílicas – Aa 0,60; 17 Figura 6. Valores de Aa de alguns alimentos: Fonte: Banwart 1989. Figura 7. Valores de Aa mínima para multiplicação de microrganismos importantes em alimentos: Fonte: Jay 1992. 18 A presença de nutrientes também é importante, pois amplia a faixa de Aa em que os microrganismos podem multiplicar-se. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). pH – Assim como a Aa os microrganismos tem valores de pH mínimo, ótimo e máximo para sua multiplicação, pH em torno da neutralidade, entre 6,5 e 7,5 é o mais favorável para a maioria dos microrganismos, alguns são favorecidos pelo meio ácido, como ocorre com as bactérias láticas, certamente porque há inibição da microbiota de competição. Bolores e leveduras mostram maior tolerância ao pH, sendo que os bolores podem se multiplicar em valores de pH mais baixos que as leveduras, sendo estas, por sua vez mais tolerantes que as bactérias a valores baixos de pH. Entre as bactérias, é possível verificar que as patogênicas são as mais exigentes quanto ao pH. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Carnes e produtos marinhos, em função de seu pH, são altamente suscetíveis à multiplicação dos microrganismos presentes, incluindo tanto os bolores e as leveduras como as bactérias. Após a morte, o glicogênio de reserva é transformado em ácido lático, abaixando o pH inicial do múculo cerca de 7,4 para cerca de 5,6, dependendo do tipo de animal. O estresse ao qual o animal é submetido antes do abate provoca a metabolização do glicogênio antes de sua morte, reduzindo a quantidade de ácido lático que pode ser produzida após a morte do animal, resultando em uma carne com pH mais elevado. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). De acordo com pH, os alimentos são subdividos em três grandes grupos: Alimentos de baixa acidez – tem pH superior a 4,5; Alimentos ácidos – pH entre 4,5 e 4,5; Alimentos muito ácidos – pH inferior a 4,0; Essa classificação está baseada no pH mínimo para a multiplicação de toxina de Clostridium botulinum (4,5) e no pH mínimo para multiplicação da grande maioria das bactérias (4,0). Alimentos de baixa acidez (pH > 4,5) são os mais sujeitos a multiplicação microbiana, tento em espécies patogênicas quanto de espécies deteriorantes. Já nos alimentos ácidos (pH entre 4,0 e 4,5), há predominância de crescimento de leveduras, de bolores e de algumas poucas espécies bacterianas, principalmente bactérias láticas e algumas espécies de Bacillus. Nos alimentos muito ácidos (pH < 4,0), o 19 desenvolvimento microbiano fica restrito quase que exclusivamente a bolores e leveduras. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Figura 8. Valores de pH para multiplicação de alguns microrganismos: Fonte: Banwart, 1989. 20 Figura 9. pH aproximado de alguns alimentos: Fonte: Jay, 1192. POTENCIAL DE OXI-REDUÇÃO (Eh) – Pode ser definido como sendo a facilidade com que determinado substrato ganha ou perde elétrons. Quando um elemento perde elétrons, ele é dito oxidado, e quando ganha elétrons, reduzido. Quando ocorre a transferência de elétrons de um composto para outro, se estabelece uma diferença de potencial entre os mesmos, a qual pode ser medida como instrumentos apropriados, sendo expressa em volts (v) ou milivolts (mV). Quanto mais oxidado é um composto mais positivo é seu potencial de oxi-redução, e quanto mais reduzido é um composto, mais negativo é esse potencial. Microrganismos aeróbios requerem valores de Eh positivos para multiplicação, nesse grupo estão incluídos a maioria dos bolores, as leveduras oxidativas e muitas bactérias, principalmente as causadoras de deterioração dos alimentos (Pseudomonas, Moraxella, Acinetobacter, Flavobacterium, entre outros). Algumas espécies de 21 bactérias patogênicas são também aeróbias (Bacillus cereus, por exemplo). Esses microrganismos requerem Eh entre +350 e +500mV. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Microrganismos anaeróbios requerem valores baixos de Eh, normalmente inferiores a +150mV. Nesse grupo estão incluídas algumas espécies de bactérias patogênicas (Clostridum botulinum) e bactérias deteriorantes (Desulfotomaculum nigrificans). (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Quanto aos fungos, verifica-se que os bolores importantes em alimentos são aeróbios, enquanto as leveduras de importância são aeróbias ou anaeróbias facultativas. O músculo do animal, imediatamente após sua morte, tem Eh de +250mV, porém, decorridas cerca de 30hrs, esse valor pode cair para - 250mV, dando condições para a multiplicações da microbiota anaeróbia da carne. Queijos tem valores de Eh bastante variáveis: dependendo das condições de fabricação, esses valores podem variar de -20 até -200mV. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Composição Química – Para que a multiplicação microbiana seja possível, os seguintes nutrientes devem estar disponíveis: água, fonte de energia, fonte de nitrogênio, vitaminas e sais minerais. Como fonte de energia, os microrganismos podem utilizar açúcares, álcoois e aminoácidos. As vitaminas são importantes fatores de crescimento de microrganismos, uma vez que fazem parte de diversas coenzimas envolvidas em várias reações metabólicas. Entre as vitaminas, as mais importantes são as do complexo B, biotina e o ácido pantotênico. Bactérias gram-positivas são mais exigentes em suas necessidades de vitamina que as bactérias gram- negativas, que juntamente com bolores, são capazes de sintetizar todos os seus fatores de crescimento. Necessarios em quantidades muito pequenas, os minerais são indispensáveis para a multiplicação microbiana, estão envolvidos em muitas reações enzimáticas. Entre esses minerais, merecem destaque o sódio, potássio, cálcio e o magnésio. Outros como ferro, cobre, manganês, molibdênio, zinco, cobalto, fósforo e enxofre podem ser igualmente importantes. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). FATORES ANTIMICROBIANOS NATURAIS – A estabilidade de alguns alimentos frente ao ataque de microrganismos é devida à presença de algumas substâncias naturalmente presentes nesses alimentos, tendo a 22 capacidade de retardar ou mesmo impedir a multiplicação microbiana. Condimentos contém vários óleos essenciais com atividade antimicrobiana, tais como eugenol no cravo, alicina no alho, aldeído cinâmico e o eugenol na canela, alil-isotiocianato na mostarda, timol e isotimol no orégano. Ovos, em especial a clara tem diversos agentes antimicrobianos naturais, além de apresentar pH desfavorável à multiplicação microbiana (entre 9 e 10), a clara do ovo é rica em lisozima, enzima capaz de destruir a parede celular bacteriana, sendo especialmente ativa em bactérias gram-positivas. Além desses agem também a avidina, conalbumina entre outros inibidores enzimáticos. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Leite provenientes de gado bovino também contém numerosas substâncias antimicrobianas naturais, que podem agir especifica ou inespecificamente, de ação especifica estão as imunoglobulinas, fator complemento, macrófagos e os linfócitos. Fatores inespecíficos antimicrobianos em leite, sendo o mais importante o sistema lactoperoxidase (SLP) que é bactericida para bactérias gram-negativas e bacteriostático para as gram-positivas. A lactoferrina do leite tem também atividade antimicrobiana, é uma proteína que inibe a multiplicação através da retirada de íons de ferro do leite. Outras substâncias como a lisozima e a nisina, produzida por bactérias láticas no leite, que são importantes para controle microbiano. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). Frutas e vegetais, os derivados do ácido hidroxicinâmico, encontrados em frutas e vegetais, são importantes agentes antimicrobianos, com ação predominantemente sobre bactérias e alguns fungos, assim como os taninos,presentes em frutas e sementes. As frutas contêm ácidos orgânicos e óleos essenciais importantes na inibição da multiplicação microbiana. Entre os fatores antimicrobianos naturais devem ser incluídas as estruturas biológicas que funcionam como barreiras mecânicas para a penetração de microrganismos, nessa categoria estão a casca das nozes, frutas e ovos, a pele dos animais e a película que envolve as sementes. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). INTERAÇÕES ENTRE MICRORGANISMOS- Um determinado microrganismo, ao se multiplicar em um alimento, produz metabólitos que podem afetar a capacidade de sobrevivência e de multiplicação de outros 23 microrganismos presentes nesse alimento. Bactérias produtoras de ácido lático (bactérias láticas) podem alterar o pH do alimento de tal forma que o tornam ácido demais para o crescimento de muitos outros microrganismos. Por outro lado, a formação de compostos alcalinos, como aminas, formado por ação de descarboxilases produzidas por muitos microrganismos, resulta no aumento do pH do alimento, o que o torna propício para a proliferação daquelas bactérias anteriormente inibidas pelo pH ácido. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996). 2. Entre os fatores extrínsecos, os mais importantes são: umidade e a temperatura ambientais e também a composição química da atmosfera que envolve o alimento. São relacionados ao ambiente onde o alimento se encontra. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996) TEMPERATURA AMBIENTAL – Os microrganismos podem se multiplicar em uma faixa bastante ampla de temperatura, havendo registros de multiplicação no mínimo de -35°C e um máximo de 90°C, são divididos pelos seguintes grupos: Psicrófilos – temperatura de multiplicação entre 0°C e 20°C – ótima entre 10°C e 15°C; Psicrotróficos – capacidade de se desenvolver entre 0°C e 7°C | europsicrotrófico – referente aos que não formam colônias visíveis até 6°C- 10°C. Mesófilos – temperatura ótima de multiplicação entre 25°C e 40°C, mínima 5°C e 25°C e máxima entre 40°C e 50°C; Termófilos – temperaturas ótimas de multiplicação entre 45°C e 65°C, mínima entre 35°C e 45°C, máxima 60°C e 90°C; Os fungos são capazes de crescer em faixa de temperatura mais ampla do que as bactérias, muitos fungos são capazes de se multiplicar em alimentos refrigerados. As leveduras, por sua vez, não toleram bem temperaturas altas, preferindo as faixas mesófilas e psicrófila. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996) UMIDADE RELATIVA DO AMBIENTE – Há uma correlação estreita entre a Aa de um alimento e a umidade relativa de equilíbrio do ambiente. Quando o alimento está em equilíbrio com a atmosfera, a umidade relativa (UR) é igual a Aa x 100. Assim, alimentos conservados em ambiente com UR 24 superior a sua Aa tenderão a absorver umidade do ambiente, causando um aumento em sua Aa. Por outro lado, os alimentos perderão água se a umidade ambiental for inferior a sua Aa, causando uma diminuição nesse valor. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996) COMPOSIÇÃO GASOSA DO AMBIENTE – A presença de oxigênio favorecerá a multiplicação de microrganismos aeróbios, enquanto que sua ausência causará predominância dos anaeróbios, embora haja bastante variação na sensibilidade dos anaeróbios ao oxigênio. Atmosferas modificadas, correspondem a ambientes nos quais o oxigênio é total ou parcialmente substituído por outros gases, são empregadas como recurso tecnológico para aumentar a vida útil dos alimentos. (FRANCO e LANDGRAFF, 1996) 3. São importantes para aumentar o controle e a durabilidade dos alimentos ao adicionarmos alguns nutrientes é possível aumentar a ação antimicrobiana e produzir novos alimentos como geléias, iogurtes, picles e etc. 4. Podemos citar inumeras formas de contaminação dos alimentos por microrganismos, patógenos ou deteriorantes, mas alguns são bastantes impertinentes. As principais fontes de contaminação estão na água, solo, plantas, utensílios, no manipulador, nos animais, ar, pó e por mais vezes na pele dos animais (SALVATIERRA, 2014). 5. Nos vegetais poucos microrganismos tem a capacidade de sobreviver, e também se multiplicar na superfície das plantas, por exemplo as bactérias fitopatogênicas (Corynebacterium ssp, Pseudomonas ssp). As encontradas no solo e na água podem ser contaminadas pelo ar, e posteriormente atingir os corpos hidricos por meio da chuva. As bactérias gram-negativas são as, mais comim microbiotas presentes no solo e na água, e se esta, quando em contato com o alimeno pode contaminar. No trato intestinal do homem e dos animais, é mais notável fonte de microrganismos enteropatogênicos que contaminam os alimentos. Isso pode ocorrer pela falta de higiene e a ausência de lavar as mãos, dando abertura à contaminação dessas bactérias durante o preparo dos alimentos. (SALVATIERRA, 2014). Solo, contém coliformes fecais, totais como a Salmonella e Vibrio. Água, contém coliformes fecais, totais, estreptococcus, shigella, bacillus, 25 cereus e leveduras. Vegetais, contém coliformes fecais, totais, E. Coli, Clostridium perfringens, bolores e fungos. Trato intestinal, que contém coliformes fecais, totais, streptococcus aureus, salmonella (ssp). E. Coli, Clostridium. E também manipulador dos alimentos que contém coliformes fecais, totais, streptococcus aureus, salmonela ssp, e.coli, etc. 6. Dependerá dos fatores extrínsecos e intrínsecos como por exemplo, tempo de exposição à temperatura, as formas que foram manupilados e se foram ou não higienizados. 26 AMOSTRA 1 – 35°C: Figura 10. Acervo próprio. Notamos o crescimento de microrganismos, identificamos esse pontos em amarelo que segundo conversamos com a professora orientadora, poderia ser colônias de Streptococcus Aureus. Observamos de forma prática como a temperatura e as condições ambientais podem ser favoráveis para o crescimento microrganismos. 27 AMOSTRA 2 – 2°C a 5°C: Figura 11. Acervo próprio. Esta amostra se manteve armazenada refrigerada, observamos pouco crescimento de microrganismos (mas houve crescimento) e uma variação menor de tipos de microrganismos. Em condições de refrigeração nos demonstrou crescimento lento, já que as condições e a temperatura não eram favoráveis para os microrganismos presentes na carne de frango. Em relação ao crescimento de microrganismos podemos analisar que a cruva de crescimento bacteriano é alcançado quando se realiza a contagem de população de bactérias em um intervalo de tempo, em uma substância líquida. Existem quatro fases de crescimento: inicial (lag), exponencial, estacionário e declínio. A fase inicial é a fase de adaptação das bactérias no ambiente, onde há aumento de bactérias mas não ocorre a divisão celular. A fase exponencial é o período conhecido pela constante multiplicação dos mirorganismos. A fase estacionária ocorre a falta de nutrientes e o acúmulo de materiais tóxicos, produzidos pelas próprias bactérias, pode cessar o crescimento microbiano. A fase de declínio há uma falta significativa de nutrientes e acentua o número de células mortas e a população entra em declínio. (SALVATIERRA, 2014). 28 O esquema abaixo foi realizado com a observação que tivemos de um microscópio com a lente 40x. Não foi possivel deixar mais nítido ou próximo, por conta disso não foi possível desenhar a morfologia correta das bactérias apresentadas no experimeno do frango. VISUALIZAÇÃO VIA MICROSCÓPIO: AMOSTRA 1 – 35°C: Lente 40x Figura 12. Acervo próprio AMOSTRA 2 – 5°C: Lente 40x Figura 13. Acervo próprio Esquemas da visualização dos microrganismos: 29 RESPOSTAS DAS QUESTÕES PROPOSTAS: 1. Os microrganismos podem ser classificados em várias categorias com base na temperatura ideal para o seu crescimento.Termófilos referem temperaturas ao redor de 60°C; Psicrófilos e Psicrotróficos se desenvolvem bem em temperaturas próximas de 10°C, sendo comuns em ambientes refrigerados e Mesófilos prosperam em temperaturas entre 20°C e 40°C. Essas classificações permitem entender que diferentes grupos de microrganismos se desenvolvem conforme a temperatura a que o alimento é submetido. Portanto, dependendo da origem do alimento, é crucial manter as condições apropriadas para evitar o crescimento microbiano e a consequente deterioração do produto. 2. Microrganismos patogênicos são aqueles que não causam mudanças visíveis ou estruturais nos alimentos, se tornando mais perigosos porque podem ser consumidos sem que se perceba a contaminação, exemplos incluem vírus, fungos e bactérias patogênicas. Por outro lado, microrganismos deteriorantes não são patogênicos, mas alteram a estutura e a composição dos alimentos, tornando-os visivelmente impróprios para o consumo. 3. A maioria dos microrganismos cresce utilizando os nutrientes dos alimentos, o que leva à sua deterioração. Considerado que os microrganismos patogênicos são invisíveis e não alteram a aparência dos alimentos, é essencial redobrar os cuidados na manipulação, conservação e armazenamento para reduzir a presença de patógenos. No caso dos microrganismos deteriorantes, controlar os fatores externos pode ajudar a diminuir seu crescimento. Portanto, em ambos os caso, é fundamental aplicar técnicas para prevenir ou minimizar a contaminação e a proliferação microbiana. 4. As fontes de contaminação podem variar desde a criação, como a ração 30 animal e a água, até a manipulação, incluindo o abate, corte e distribuição. A contaminação também pode ocorrer através do manipulador, da exposição a temperaturas inadequadas por mais de 30 minutos em temperatura ambiente, do fracionamento e armazenamento inadequados, e durante o preparo devido à contaminação cruzada proveniente de outros alimentos, superfícies de trabalho, utensílios e panelas não higienizados. 31 RESPOSTAS DAS QUESTÕES PROPOSTAS: 1. Quando falamos em DTA os exemplos mais comuns de infecções transmitidas por alimentos são a salmonelose (salmonella) e toxoplasmose (toxoplasma gondii) que podem ocorrer 2 horas após a ingestão de alimentos contaminados. As doenças causadas por intoxicações alimentares temos o botulismo (clostridium botullinum) e a intoxicação estafilocócica (staphylococcus aureus). Existe também outra classe de doença transmitida por alimentos, denominada toxinfecçã, como por exemplo a cólera, causada por alimentos e água contaminados pelo vírus Vibrio cholerae. 2. Família Enterobacteriaeae: Salmonella, Shigella, Yersinia, Escherichia Coli, Klebsiella Pneumoniae, Serratia, Proteus, Morganella, Providencia, Enterobacter. 32 O experimento foi realizado conforme solicitado, porém, devido ao intervalo entre uma aula e outra não tivemos acesso in loco as placas com os resultados da incubação, recebemos uma foto após a última aula da disciplina, por conta disso não foi possível visualizar as estruturas em um microscópio e esquematizar conforme pedido abaixo. Segue uma foto que comprova que o experimento foi realizado, porém não foi analisado. Figura 14. Acervo próprio 33 RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES PROPOSTAS: 1. Doenças trnasmitidas por alimentos (DTAs) são causadas pela ingestão de alimentos ou água contaminadas por microrganismos patogênicos, substâncias químicas ou por toxinas. A manifestação de uma DTA pode ocorrer em uma das seguintes formas: TOXINFECÇÃO: Resulta da ingestão de alimentos contaminados com mocrorganismos patogênicos que produzem ou liberam toxinas após a ingestão. INFECÇÃO: Decorrente da ingestão e posterior a multiplicação do patógeno no intestino, com invasão da mucosa ou penetração de tecidos. INTOXICAÇÃO: Causada pela ingestão de toxinas microbianas produzidas durante sua proliferação nos alimentos. As bactérias constituem o grupo microbiano com a maior incidência nas DTAs, porque apresentam ampla diversidade e virulência, o que lhe confere grande importância frente a sua capacidade de provocar danos a saúde. As boas práticas são procedimentos que devem ser adotados por indústrias e serviços de alimentação para garantir a qualidade higiênico- sanitária, prevenindo a ocorrência de tais doenças. 2. Família Enterobacteriaceae, mais de 25 gêneros, centenas de espécies e subespécies e milhares de sorotipos. PATÓGENOS PRIMÁRIOS: organismos capazes de causar doenças sempre – Shigella, Salmonella, Yersinia, Escherichia Coli, Klebsiella Pneumoniae. 34 PATÓGENOS OPORTUNISTAS: organismos que podem causar doenças em determinadas condições ou em alguns hospedeiros – Providencia, Morganella, Enterobacter, Serratia, Proteus, Escherichia Coli, Klebsiella Pneumoniae. Figura 15. Bactérias família Enterobacteriaceae. CONIDERAÇÕES FINAIS: Ao final das aulas práticas, foi possível compreender de forma clara a importância da disciplina Microbiologia dos Alimentos e o valor do aprofundamento nos estudos desta área no curso de Nutrição. Através das aplicações práticas, percebi a relevância da microbiologia na procução de alimentos, bem como os processos corretos de conservação e nos cuidados essenciais para evitar as doenças transmitidas por alimentos (DTAs). A disciplina destacou a importância de se adotar práticas rigorosas na produção, transporte e manipulação dos alimentos para garantir a segurança alimentar. 35 REFERÊNCIAS Figuras e Ilustrações: Figura 1. Acervo pessoal Figura 2. Acervo pessoal Figura 3. Acervo pessoal Figura 4. Acervo pessoal Figura 5. Acervo pessoal Figura 6. FRANCO, Bernadette Dora Gombossy de Melo e LANDGRAFF, Mariza. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu – 1996. Figura 7. FRANCO, Bernadette Dora Gombossy de Melo e LANDGRAFF, Mariza. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu – 1996. Figura 8. FRANCO, Bernadette Dora Gombossy de Melo e LANDGRAFF, Mariza. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu – 1996. Figura 9. FRANCO, Bernadette Dora Gombossy de Melo e LANDGRAFF, Mariza. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu – 1996. Figura 10. Acervo pessoal Figura 11. Acervo pessoal Figura 12. Acervo pessoal Figura 13. Acervo pessoal Figura 14. Acervo pessoal Figura 15. Família Enterobacteriaceae (Enterobactérias) – Unesp. Disponível em: https://www1.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/MicrobiologiaeImunologia/aula_ent erobacteriaceae.pdf Acesso em: 28/05/2024. 36 Textuais: ALTERTHUM, Flávio et al. Microbiologia – 6ª Edição. São Paulo: Editora Atheneu, 2015. Família Enterobacteriaceae (Enterobactérias) – Unesp. Disponível em: https://www1.ibb.unesp.br/Home/Departamentos/MicrobiologiaeImunologia/aula_ent erobacteriaceae.pdf Acesso em: 28/05/2024. FIGUEIREDO, R. M. Guia Prático para Evitar DVA – Doenças Veiculadas por Alimentos e recomendações para manipulação segura dos alimentos. Coleção Higiene dos Alimentos – 2 ed. Vol.2. P.198. Editora Manole: São Paulo, 2000. FRANCO, Bernadette Dora Gombossy de Melo e LANDGRAFF, Mariza. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu – 1996. MARTINS, Cláudia Renata Fernandes et al. Técnica de Coloração de Gram – Biblioteca Virtual em Saúde. Brasilia: Ministério da Saúde, 1997 (Série TELELAB). SALVATIERRA, Clabijo Mérida. Microbiologia: Aspectos morfológicos, bioquímicos e metodológicos. Editora Érica – Sob Demanda – 1ª Edição, 2014.