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2 Educação de Jovens e Adultos Alunos: Kelly Rejane dos Santos Borges, Margarete da Penha Dergos Ribeiro e Milena Lemos de Souza Tutor: Raquel Araci Dal’forno Casagrande RESUMO Este presente trabalho tem por objetivo falar sobre a educação de jovens e adultos nos dias atuais, fazendo uma relação entre a teoria que é vista em sites, revistas, livros, com a prática e o cotidiano dos alunos da modalidade EJA. Ele fala sobre o real motivo de tantos brasileiros terem abandonado seus estudos, sobre como é feito as avaliações e a importância dos educandos na EJA. Para a realização desta pesquisa, foi abordado temas em que teóricos como Freire, Luckesi, Moran entre outros, elaboraram diversos trabalhos sobre, possibilitando o enriquecimento e proporcionando uma ótima contribuição para este artigo. A EJA é uma modalidade de educação básica, onde tem alunos de todas as classes sociais e econômicas, fazendo com que seja preciso que o ensino tenha oportunidades de desenvolvimento conforme a realidade de cada aluno. É importante destacar que essa modalidade precisa fazer com que tenha significado na vida de cada educando, e que os resultados tragam diversas oportunidades e que diminua o índice de analfabetismo no Brasil. É necessário que os métodos utilizados em sala de aula tenham um grande investimento e dedicação nessa etapa educacional para que haja um bom desempenho da parte de todos. Palavras-chave: Educação – EJA – Avaliação – Tecnologia 1. INTRODUÇÃO O Brasil possui milhares de pessoas com idade superior a 15 anos de idade analfabetos, muitos por não ter acesso à educação, outros por motivos econômicos não tiveram a chance de estudar. A EJA tem o intuito de reintegrar essas pessoas na sociedade atual na qual vivemos, para que possam ter uma qualidade de vida maior. A grande maioria de pessoas não alfabetizadas ou não concluintes da educação básica são os trabalhadores domésticos, agricultores, donas de casa, trabalhadores da área civil etc. Oliveira (1999) informa que a modalidade não é definida propriamente pelo recorte etário ou geracional, e sim pela condição de exclusão socioeconômica, cultural e educacional da parcela da população que constitui seu público-alvo. No Brasil e em toda a América Latina, a EJA tem a finalidade de trazer trabalhadores rurais para a sociedade urbana, alfabetizando e elevando o nível social e econômico do mesmo. A EJA tem grande valor na sociedade, pois devolve ao homem a vontade de ir à frente, de continuar, de ter uma carreira num alto nível. Há diversos relatos de como a EJA mudou a vida de tantas pessoas, mudando também a vida de quem às cerca. A partir da década de 1930 o sistema educacional no Brasil passou por transformação devido a industrialização na época mas foi na era Vargas que a educação deu um salto, essa época também ocorreu a criação do ministério da educação e cultura. Essa modalidade EJA foi criada para beneficiar jovens e adultos e está na lei de Bases e Diretrizes da Educação Nacional n 9.394/96 no capítulo ll, seção e artigo 37. Ela veio para reforçar a educação dos jovens e adultos com intuito de diminuir a exclusão e marginalização enfrentada por esses indivíduos. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA No Brasil a educação de jovens e adultos desempenha um papel importante na alfabetização, onde o aluno aprende a ler e escrever, enquanto o letramento é a capacidade de desenvolver e aprimorar as práticas sociais de interações discursivas, orais e escritas. A EJA é uma modalidade de ensino criada para beneficiar jovens e adultos que por algum motivo não tiveram a chance de estudar na idade recomendada. Portanto, os educadores devem buscar planos e métodos para substituir velhas técnicas de memorização e adequar-se ao novo, aproveitando a bagagem que esses alunos trazem consigo e fazer um trabalho em equipe onde os dois lados saiam ganhando. “A alfabetização escolarização passou a ser o início ou via única para o acesso à educação básica, à formação de profissionais, a cultura escrita e aos seus benefícios. Diferenciada dos usos rotineiros de leitura e da escrita, a alfabetização tornou-se objetivo de um campo específico de estudos da educação, que delineou e uniformizou seus métodos, processos e resultados, por meio de currículos organizados para esse fim” (Frade,2005,p.42) O letramento está além de alfabetizar, está relacionado a um contexto de escrita e leitura, faz parte da vida do indivíduo, usada como prática social. A educação de jovens e adultos é um exercício para a cidadania. O papel do educador em sala de aula na EJA é estabelecer um diálogo com seus alunos através de atividades planejadas, a fim de inserir a escrita e a leitura de uma forma prazerosa que renda frutos pois a participação de todos é imprescindível para reduzir as desigualdades sociais. Alfabetizar e letrar são duas ações distintas mas não inseparáveis, ao contrário, o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais de leitura e da escrita, do modo que o indivíduo se tornasse ao mesmo tempo alfabetizado e letrado. (Soares, 1998, p.47.) A avaliação na educação de jovens e adultos é um processo investigativo feito com muita calma e atenção levando sempre em consideração aqueles alunos que não tiveram acesso à educação na infância. A escola precisa de novas visões de avaliações pois a sociedade exige cada vez mais uma qualificação profissional, por isso precisa -se que os métodos avaliativos sejam renovados para que possam ser eficazes. É de responsabilidade do educador usar métodos eficazes e coerentes com a realidade dos educandos e abordando assuntos de modo que todos possam compreender. Avaliar é um processo necessário em vários âmbitos, seja na vida escolar ou em empresarial. Ela serve para que veja se o método adotado e os objetivos estão sendo passados e compreendidos de forma correta. Berger (2011, p. 13) afirma que: "A avaliação é uma ação presente em nosso dia a dia, pois sempre estamos diante de situações que exigem análise e tomada de decisão." Grande parte dos alunos da EJA provém das camadas pobres e vulneráveis da sociedade, inclusive fator esse que fez com que não pudessem frequentar a escola para trabalhar, sustentar e cuidar da sobrevivência familiar. Muitos estão retornando às aulas para uma nova colocação no mercado de trabalho e concluir sua formação. Com a chegada da internet e novos meios de comunicação ficou ainda mais fácil e comum todos estarem conectados com o mundo digital. Para reafirmar o quanto estamos constantemente inseridos basta analisar um único dia, conferimos mensagens, acessamos redes sociais digitais a todo tempo, enviamos e-mails, ouvimos músicas, assistimos filmes, séries. Hoje, podemos nos comunicar, aprender ou falar com alguém em qualquer parte do mundo, em tempo real, sem precisar sair da frente da tela de nosso computador ou celular. É necessário incluir essas novas tecnologias nas escolas, para que isso seja possível as escolas devem possuir recursos tecnológicos necessários como rede de internet disponível e sala de informática para dar suporte no ensino dos aluno. A precariedade de algumas escolas, muitas vezes, acaba fazendo com que os estudantes de classes sociais mais baixas, deixem de usufruir dessa possibilidade. “A educação é e sempre foi um processo complexo que utiliza a medida de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com os estudantes”. (BELLONI, 1999. p.54). Alunos que tem acesso a internet nos horários de aula como por exemplo em laboratórios de informática na escola, complementam importantes etapas dos projetos podendo assim serem incentivados a realizarem pesquisas sobre temas diversos, esses alunos podem aumentar a sua habilidade de fluência digital, hoje requisito básico para vida social. Os celulares dos alunos poderiam vir a ser utilizados como ferramentas para potencializar a comunicação com professores e colegas, e também para a realização de pesquisas e utilização deaplicativos pedagógicos propostos e mediados pelos professores. A utilização das ferramentas tecnológicas, hoje é fundamental em nossa realidade, também deveria ser uma das atribuições das turmas da educação de jovens e adultos, lembrando que seu uso deve ser complementar evitando frustração ou mesmo sentimento de exclusão por parte desses alunos que não tem acesso a esses meios de tecnologia. O uso da tecnologia no EJA oportuniza aos indivíduos uma inserção no mundo digital estimulando o convívio digital estimulando o convívio social e um novo modo de vida. A inclusão social para os alunos é de suma importância, pois com as novas tecnologias abre um leque de oportunidades e curiosidades que o mundo tecnológico oferece. Dar oportunidades de inclusão digital agrega valores, e impulsiona o EJA a uma educação igualitária e ao exercício da cidadania. A tecnologia no EJA é um caminho para a inclusão social, pois os alunos tem acesso a informação e as atualidades do mercado de trabalho facilitando a um novo conceito de vida pessoal ou profissional. A formação básica é item indispensável para uma boa colocação no mercado de trabalho, e a manutenção da empregabilidade, as atividades pedagógica s devem colocar o estudante exercendo o papel de protagonista no processo de ensino e aprendizagem, o aluno deixa de ser aquele ser passivo que somente ouvia as aulas e recebia os conhecimentos transmitidos pelos professores, para atuar de forma ativa. Freire (2019, p. 49) relatou que “[…] não há saber mais ou menos; há saberes diferentes”, mostrando que o saber popular é de grande importância para o professor, que ministra suas aulas na EJA. Luckesi (2002) afirma que: “a avaliação é um recurso pedagógico útil e necessário para auxiliar cada educador e cada educando na busca e na construção de si mesmos e dos seus melhores modos de ser na vida.” Educar com novas tecnologias é um desafio que até agora não foi enfrentado com profundidade: são feitas apenas adaptações, pequenas mudanças. Ensinar com novas tecnologias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distante professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. (MORAN, 2001, p. 28) Garcia (2005) enfatiza que o adulto não retorna à escola com a intenção de recuperar um tempo perdido ou para aprender algo que não aprendeu quando criança. O que ele busca é um aprendizado para as suas necessidades atuais. https://profemarli.com/eja-e-os-desafios-de-inclusao Nesta imagem podemos notar a partir desse gráfico que a procura pela modalidade EJA teve uma queda no decorrer dos anos de 2017 até 2021. Foi apurado que essa queda se fez por conta da população cada vez mais precisar trabalhar para sobreviver e conseguir sustentar seu lar. A pandemia que teve início em 2020 também foi um fator para que houvesse uma procura menor a essa modalidade Paulo Freire destacou -se por seu trabalho com a educação popular no Brasil pois o seu objetivo era que as pessoas recuperassem a dignidade por meio da educação. Na década de 60 Freire elaborou um método que ultrapassasse a utilização de cartilhas que eram feitas para a educação infantil. Brandão ressaltada que Freire estava em busca de um método para "[...] formar pessoas educadas e conscientes, exigia uma outra compreensão o processo ensino-aprendizagem, do educador-alfabetizador para o educando-alfabetizado". No ano de 1963 Paulo Freire em apenas 45 dias ensinou 300 alunos a ler e escrever e isso fez com que seu método de ensino fosse estabelecido. Segundo Romão e Rodrigues (2011, p. 22), o educador “[...] utilizou um processo de alfabetização para pessoas adultas, de caráter extremamente inovador se comparado à concepção de ‘educação bancária’, como ele mesmo a denominou, e que se desenvolvia no interior das escolas brasileiras”. Paulo Freire utilizava seu método usando o vocabulário mais usados pelos alunos no qual ele ensinava. Ele usava em média 17 palavras que eram chamadas de palavras geradoras e essas palavras faziam parte de debates para que tivessem significado na realidade de casa aluno ali presente. Romão e Rodrigues (2011, p. 23) ainda afirmam que: Paulo Freire sempre se mostrou muito cauteloso na escolha das palavras que empregava, quando expunha o seu pensamento pedagógico. O mesmo deve ter ocorrido no momento em que procurou o termo mais adequado para conceber o processo de alfabetização, que não se reduzisse à decodificação de uma língua. Acabou chegando à ‘leitura de mundo’. E assim a alienação de gravar palavras e repeti-las diversas vezes como era a cartilha foi descartada e a nova proposta de ler a palavra e ler o mundo foi implantada na educação de jovens e adultos no Brasil. A revista EJA em debate nos diz que “as apresentações e realizações das atividades com os estudantes, sempre existiram sugestões e propostas de que os próprios educandos encontrassem algumas soluções para as questões ambientais sugeridas e discutidas, possibilitando, na medida do possível, que encontrassem significados de aprendizagens, permitindo descobrir outras perspectivas e possibilidades sobre a prática profissional, dentro e fora da sala de aula, no sentido de reconhecer autorias no processo de aprendizagens significativas”. Com isso, entendemos que a autonomia do estudante EJA tem grande significado durante as aulas e em todo percurso escolar. É de grande importância que o aluno tenha confiança para que a aprendizagem não seja apenas dentro da sala de aula, mas também no dia a dia do educando. Ao passar dos anos os métodos vão ficando ultrapassados e é necessário que seja feita uma reestruturação nos métodos de ensino para que sejam cada vez mais atuais e que se adequem a realidade da sociedade. Referente à isso um artigo sobre a EJA no Rio de Janeiro destaca que, “apesar de situar o novo modelo para o Ensino Médio, adotado a partir de 2012 pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ), tal iniciativa apresenta uma perspectiva de aferir índices, taxas, resultados de proficiência da EJA em módulos sem que se discuta de maneira qualitativa e aprofundada essa política educacional e sua concepção. Assim, é de causar espanto a escassez de análises de propostas curriculares para a EJA/EM no âmbito das secretarias estaduais de educação.” 3. MATERIAIS E MÉTODOS Para o presente trabalho acadêmico, foram feitas pesquisas com o objetivo de gerar novos conhecimentos sobre o tema “Processo de avaliação, a inclusão digital, a educação e trabalho EJA”. Ele foi escolhido por ser um tema muito atual já que vivemos em um mundo tecnológico. O ensino da modalidade EJA vem se adequando ao longo dos anos e para acompanhar essa evolução e por ser um tema discutido na atualidade temos um amplo material para pesquisas e levantamento de dados. Utilizamos materiais já publicados, livros, jornais, revistas eletrônicas, periódicos e materiais diversos, buscando sempre autores que publicaram suas obras com o tema em questão. A internet foi muito utilizada já que temos diversos recursos de forma rápida e diversificada com o uso dela, além de ter fácil acesso á qualquer hora e lugar. Os objetivos foram realizados de forma descritiva. Para a fundamentação teórica primeiramente pesquisamos e destacamos o que é a modalidade de Ensino de Jovens e Adultos e sua importância, seguindo assim dos demais trechos desse trabalho. Um gráfico foi usado, para que fizéssemos um comparativo de como a procura da pela modalidade reduziu do ano de 2017 até o ano de 2021. Vídeos de outras entrevistas também serviram como um complemento na pesquisa. Alunos relataram o motivo de terem abandonado os estudos em determinada época de suas vidas e falaram sobre como está a inclusão digital no ensino da EJA. Um aluno desta modalidade foi entrevistado e através de formulário com perguntas pudemos relatar suas vivências tornando assim possível adquirir mais conhecimento e aprofundar os estudos sobre o assunto neste trabalho.Os livros fornecidos pela UNIASSELVI “Educação e Tecnologias” e “Educação de Jovens e Adultos” também foram de grande importância para a realização deste Paper. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Diante à pesquisas e estudos para a elaboração deste trabalho, vimos que a maioria dos alunos EJA não tiveram oportunidade para concluir os estudos por conta da situação financeira, por não conseguir ir a escola por falta de dinheiro para o transporte ou porque eram obrigados à trabalhar cedo para que pudessem viver. Conversamos com o estudante Vitor Costa Mariano de 38 anos de idade que decidiu mudar de vida ingressando na EJA em 2021 e foi dito que o motivo de não ter concluído os estudos foi a carga horária de trabalho que não se conciliava com o horário da escola. Vitor parou de estudar com 14 anos na 8° (oitava) série do ensino fundamental, retornou os estudos com 20 anos e teve que parar novamente no 1° (primeiro) ano do ensino médio. Em 2021 com 37 anos resolveu voltar a estudar através da Educação de Jovens e adultos para que conseguisse melhores oportunidades de trabalho. Ele nos conta que a falta de estudos dificultou a procura de trabalho e que precisava trabalhar para que pudesse sustentar sua filha. Segundo Vitor, a maior dificuldade que encontrou ao voltar a estudar foi conseguir tempo para que pudesse estudar as matérias dadas pelos professores, pois trabalha no turno da manhã e tarde e à noite está cansado, mas mesmo assim não desiste de concluir seus estudos. As aulas são online e de fácil acesso, podendo ser assistidas pelo celular de qualquer lugar. As provas e os trabalhos também são online o que facilita a conciliação do cotidiano com a escola. Nesta conversa com o estudante da modalidade EJA conseguimos ver a relação entre a teoria que vemos em livros e artigos com a prática vivenciada na escola. 5. CONCLUSÃO Apesar dos esforços na área de educação nos últimos anos, o Brasil ainda conta com quase 12 milhões de analfabetos. O trabalho infantil, a pobreza e a desigualdade social são os principais motivos que levam à evasão escolar. Para driblar essa situação, existe o projeto EJA. O projeto EJA surgiu para substituir o antigo supletivo, oferecendo oportunidade para jovens e adultos retomarem os estudos. Possibilitar o acesso à educação é extremamente importante, afinal dessa forma amplia-se as oportunidades de trabalho dessas pessoas, que conseguem ter acesso a vagas melhores e com salários mais altos, além da formação como indivíduo e cidadão. Conhecer as mudanças tecnológicas e inseri-las na EJA significa favorecer significativamente a aprendizagem desse público em todos os aspectos, visto que possibilitará além da construção de novos conhecimentos, a preparação para a participação da vida social e para o mercado de trabalho. Segundo Paulo Freire “Não é possível atuar em favor da igualdade, do respeito aos direito, à voz, à participação, à reinvenção do mundo, num regime que negue a liberdade de trabalhar, de comer, de falar, de criticar, de ler, de discordar, de ir e vir, a liberdade de ser”. (FREIRE, 2011, p.193) O professor tem um papel extremamente importante no projeto EJA, afinal é ele que mostrará aos alunos que não é vergonha ter parado de estudar, mas sim, motivo de orgulho estar buscando meios de recuperar o tempo perdido. Por isso, é muito importante que o educador consiga ajudar os estudantes a identificar a utilidade e o valor dos estudos, usando atividades relacionadas ao cotidiano dessas pessoas, buscando produzir aulas dinâmicas e pensando em maneiras de expandir os horizontes. “Desde modo, pode-se destacar que para uma prática pedagógica eficaz e de qualidade, se faz necessário que o profissional busque uma capacitação continuada, visando o aperfeiçoamento de seus conhecimentos através de cursos e estudos, levando em consideração suas experiências e vivências do dia a dia.” (Salomé, 2020, p.6) Mais do que apenas conseguir um certificado que lhe permita novas possibilidades e até prestar uma faculdade, a educação por meio do EJA é uma maneira significativa de modificar vidas. Afinal, é por meio dela que as pessoas conseguem ter um olhar mais crítico do mundo e da sociedade, definir o seu papel como cidadão e fazer a sua voz ser ouvida. Sem isso, dificilmente a educação conseguirá modificar as realidades nas quais esses indivíduos estão inseridos. REFERÊNCIAS BELLONI, Maria Luiza. Educação a Distância. 2.ed. São Paulo: Editora Autores Associados, 1999. (p.53-77). BERBER, Miguel André. Avaliação educacional. Aracaju: UNIT, 2011. EJA em debate / Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. - Ano 10, n. 18 (jul-dez/2021) -. - Florianópolis: Publicação do IFSC, 2021. 100p. Frade, Isabel C. A. S. Métodos e Didáticas de alfabetização: História, características e modos de fazer de professores. Belo Horizonte, 2005. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019. ________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa / Paulo Freire, São Paulo, Paz e Terra, 2011. GARCIA, Inez Helena Muniz. Alfabetização e letramento na educação de jovens e adultos. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL PAULO FREIRE, 5. 2005, Recife. LUCKESI, Cipriano C. 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