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Odontogeriatria: Saúde do Idoso em 
Odontologia
Bruna Lorrany Costa
Ana Claudia dos Santos
Leticia Appel Kirsch
Caroline Polsaque de Azevedo Fávero
Jaislla Suellen da Silva
2023
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
Selma Alice Ferreira Ellwein – CRB 9/1558 
 
 
 
 
C87o 
 
Costa, Bruna Lorrany. et al. 
 
 Odontogeriatria: saúde do idoso em odontologia./. Bruna Lorrany 
Costa, Ana Claudia dos Santos, Letícia Appel Kirsch, Caroline 
Polsaque de Azevedo Fávero, Jaislla Suellen da Silva. – Londrina: 
Editora Científica, 2023. 
 
 ISBN 978-65-00-71848-5   
 
 1. Odontologia. 2. Saúde Bucal. 3. Qualidade de Vida. 3. I. Autores. 
II. Título. 
 
 CDD 617.6 
 
 
 
 
 
CONCEITO:
Especialidade da odontologia que trabalha 
com pacientes com mais de 60 anos, que tem 
como objetivo a integração social, psicológica, 
funcional e preventiva de doenças bucais que 
podem aumentar os riscos de doenças 
sistêmicas em idosos.
• Quanto mais longa a vida média da população, 
mais importante se torna o conceito de 
qualidade de vida, e a saúde bucal tem um papel 
relevante nesse contexto.
• Saúde bucal comprometida pode afetar o nível 
nutricional, o bem estar físico e mental. E 
diminuir o prazer de uma vida social ativa 
Doenças Neurodegenerativas:
Alzheimer
Demência
Parkinson
***Estes idosos também estão retendo seus dentes e necessitam de cuidados especiais e de 
profissionais especializados para lidar com essas doenças.
CATEGORIAS DE IDOSOS
❖Independentes
❖Parcialmente dependente
❖Totalmente dependente
❖Paliativos ( pacientes cuja ciência já 
esgotou seus recursos).
Doenças Comuns da Faixa Etária
❑Hipertensão arterial
❑Diabetes
❑Doenças cardíacas
❑Osteoporose
*** Médicos e Dentista devem manter um diálogo frequente, pois no caso 
de cirurgia, por exemplo, o dentista deve comunicar ao médico e se informar 
sobre o estado geral de saúde do paciente.
Prevenção e Dieta:
A dentição vai além da mastigação:
• Interferem na fonética
• Estética facial – ausência dental ou 
dentes mal cuidados
A higienização diária e a visita 
regular ao dentista são fatores 
decisivos na manutenção da 
saúde bucal, como um todo, 
evitando assim as doenças 
orais crônicas.
Doenças Orais 
Crônicas: 
Cáries de raíz:
Xerostomia
Atrição/abrasão
Lesões da mucosa oral ( candidíase, 
leucoplasias)
Câncer oral
Doenças periodontais
Dieta:
A dieta também é de extrema 
importância e deve ser à base de carnes, 
frutas, verduras, legumes, cereais e fibras.
Deve-se evitar o consumo de doces e 
refrigerantes.
A velhice e suas
implicações
sistêmicas
• Senescênica: resulta do somatório de 
alterações orgânicas, funcionais e 
psicológicas do envelhecimento normal
• Senilidade: é caracterizada por 
afecções que frequentemente 
acometem os indivíduos idosos.
Após os 50 anos de idade, inicia-se à 
atrofia óssea, ou seja, a perda de 
massa óssea que poderá levar a 
fraturas.
Modificações anatômicas na 
coluna vertebras, que causam 
redução na estatura 
aproximadamente 1 a 3 cm a 
cada década.
O envelhecimento modifica a atividade 
celular na medula óssea, ocasionando 
reabastecimento inadequado de 
osteoclastos e osteoblastos e também 
desequilíbrio no processo de reabsorção e 
formação óssea, resultando em perda 
óssea.
O que muda com o 
envelhecimento na Boca?
• No Sistema imune?
• Nas Salivas?
• Nos Músculos?
• No estômago?
• No Periodonto?
• Nos Ossos?
• Psicologicamente?
DIFERENÇA NO S. 
IMUNOLÓGICO
• Comprometimento da 
resistência às infecções
• Diminuição da capacidade 
reprodutiva das células T., 
criadas no inicio da adolescência
• Decréscimo do número de 
anticorpos IgG, IgA e IgM 
encontrado na saliva dos idosos.
DIFERENÇAS NAS FIBRAS
PERIODONTAIS:
DIFERENÇAS NAS FIBRAS 
PERIODONTAIS:
O periodonto, que engloba as estruturas de 
suporte do elemento dental, pode, com a idade 
sofrer um decréscimo no seu conteúdo de fibras, 
mas não há uma correlação clínica positiva e 
somente sob condições patológicas adversas 
como:
DIFERENÇAS NAS FIBRAS
PERIODONTAIS:
➢ Placa Bacteriana: são depósitos microbianos de 
ocorrência natural, representa um biofilme 
verdadeiro com bactérias em uma matriz 
extracelular de origem bacteriana e produtos do 
exsudato do sulco gengival e saliva.
Diferenças nas Fibras Periodontais:
➢Cálculo dental: são as placas bacterinas 
que tornaram-se mineralizadas, podem 
ser detectados radiograficamente. 
Classificam-se em sub e supra-gengival.
➢ .
Diferenças nas Fibras Periodontais:
➢Tabagismo: é um fator modificador da 
resposta imune do individuo contra os 
microorganismo 
periodontopatogênicos, 
compromentendo assim o sistema de 
defesa local. Elevando com isso a 
probabilidade de perda dentária.
Diferenças nas Fibras
Periodontais:
➢Trauma oclusal: restaurações 
insatisfatórias, hábitos 
parafuncionais (bruxismos, 
apertamento dental.
Diferenças na Musculação x 
Coordenação
• Em função das Alterações 
Neuro-musculares associadas ao 
envelhecimento, mudanças na 
ingestão de alimentos podem 
ocorrer como a aspiração, 
mastigação incompleta, refluxos 
ou inalação do mesmo.
Diferenças na Musculação 
x Coordenação
• A tonicidade da Musculatura da 
Língua é outro aspecto que 
acaba por criar mais um fator de 
readaptação das pessoas idosas, 
para conseguirem que o bolo 
alimentar possa atingir o 
estômago de forma mais 
adequada.
Diferenças na 
Saliva
• O decréscimo do fluxo salivar 
com a idade é um fato 
comprovado por diversos 
estudos e que pode ser 
enormemente potencializada 
pelas medicações.
Diferenças na Saliva
• A Halitose é muitas vezes citada pelo paciente 
como tendo origem odontológica.
• Após um programa de limpeza da cavidade 
bucal, higienização e bochechos com 
clorexidina, e se não ocorrer melhoras, deve-
se procurar por causas esofágicas ou 
gastrointestinais
Densidade Óssea 
Com o tempo a densidade óssea diminui
A perda de cálcio e minerais pode levar a 
Osteoporose
Por isso é importante manter cuidados nos 
procedimentos cirúrgicos, para não ocorrer 
fraturaas.
Psicologicamente:
• O fato de não ter seus dentes tratados, 
ou a ausência de Próteses, aguça um 
sentido de mutilação que é 
característico da idade avançada. Seja 
na família, no trabalho ou nos 
ambientes sociais, o idoso não deve ter 
restrições de sorrir, falar ou selecionar 
alimentos adequados à sua condição 
funcional de mastigação.
Doenças Bucais mais 
comuns:
Os dentes são perdidos principalmente 
devido à cárie e a doença periodontal.
Essas doenças ocorrem quando existe a 
união de alguns fatores como: 
➢Má higiene oral
➢ restos alimentares
➢Bactérias
Essa união gera substâncias que atacam 
os dentes e a gengiva provocando as 
doenças.
Cáries Radiculares:
• Ocorrem principalmente devido a recessão gengival, pois as raízes ficam mais expostas e 
consequentemente suscetível à cárie.
• A diminuição do fluxo salivar, favorece o aumento de microorganismo.
Alterações Dentárias
Desvio mesial dos dentes provocados pela força de oclusão
Alteração da tonalidade, tornando-se mais escurecidos
Desgaste no esmalte devido ao atrito pela mastigação ou por 
hábitos parafuncionais
Alterações 
Dentárias
• Calcificação progressiva da dentina 
periférica, na junção amelo-dentinária 
e dentina-cemento. Progredindo em 
direção à polpa e os espaços 
interglobulares
• Redução da permeabilidade dos 
canalículos dentinários
• Aumento do limiar de sensibilidade à 
dor, devido ao menor fluxo em seu 
interior
Alterações Dentárias
• A polpa dentária apresenta-se 
reduzida e fibrótica
• Redução do número e da qualidade 
dos vasos sanguíneos no interior da 
câmara pulpar
• Redução do volume da câmara 
pulpar
Alterações 
gengivais/mucosa
• As mucosas ficam mais sensíveis e finas
• Diminuição das papilas gustativas ( 
Consequentemente diminuiçãona 
percepção dos sabores)
• Perda de elasticidade e diminuição da 
espessura tanto da lâmina própria do 
revestimento como da camada de 
queratina.
Alterações gengivais/ Mucosa
A capa queratinizada da gengiva torna-se fina ou 
ausente – deixando a gengiva com aparência de cera
Gengiva deixa de ter aspecto de casca de laranja e passa 
a ser mais brilhante e lisa, com perda de seu contorno. 
Alterações Bucais
• Candidíase: constitui um 
problema frequente na velhice. 
Sua incidência é elevada devido 
à presença de condições 
debilitantes, deficiências 
vitamínicos, traumas e em 
muitos casos higiene diminuída.
• Infecção provocada pelo fungo 
Candida Albicans
Alterações bucais:
• A estomatite por prótese pode ser 
causada por Cândida (mais comum), 
infecção bacteriana, irritação 
mecânica ou outras reações 
alérgicas, provocadas por 
constituintes do material de base da 
prótese.
Alterações Bucais
• Queilite angular: manifesta-se como uma “prega” 
junto das comissuras labiais que se mantém 
constantemente umedecida por saliva.
• Pode ter como causa a perda da dimensão 
vertical de oclusão, deficiência de vitaminda B, 
doença de Parkinson, desidratação, ressecamento 
da mucosa labial e rachaduras.
Alterações 
bucais
A redução do fluxo salivar em pessoas de 
idade avançada é resultado de alterações 
regressivas nas glândulas salivares. 
Especialmente a atrofia das células que 
cobrem os ductos intermediários. A função 
reduzida das glândulas também provoca 
alteração na qualidade da saliva
Alterações Bucais
• Xerostomia (sensação boca seca). Pode 
estar associada a doenças sistêmicas 
e/ou ao efeito colateral de alguns 
medicamentos. 
80% dos pacientes idosos fazem uso de 
alguma medicação e 90% destes fármacos 
podem produzir xerostomia.
Alterações bucais
Sinais e Sintomas da Xerostomia:
Queimação dos tecidos bucais (Sensação de queimação).
Alterações na superfície da língua
Disfagi – dificuldade de engolir
Alterações do paladar
Dificuldade de falar
Problemas periodontal e cárie radicular
Com a redução do fluxo salivar há uma 
alteração no equilíbrio bacteriano da 
cavidade bucal devido ao aumento da 
quantidade de Streptococcus Mutans e 
Lactobacilos.
Fatores que predispõem os 
idosos a doenças bucais:
1 - Dificuldade de higiene bucal e 
das próteses devido ao:
➢ declínio na saúde geral,
➢ distúrbios cognitivos,
➢ dificuldades motoras e
➢ diminuição da acuidade visual
Fatores que Predispõem os 
idosos a doenças bucais:
2 – Efeitos colaterais de 
medicamentos:
➢Diminuição de saliva
➢Hiperplasia gengival
➢Reações liquenóides
➢Discinesia tardia
➢Alterações na fala, deglutição e 
paladar
Fatores que predispõem os 
idosos a doenças bucais:
3 – Efeitos colaterais da terapia de 
doenças sistêmicas como:
➢Radioterapia
➢Terapia com oxigênio e aspiradores 
bucais que promovem o ressecamento 
➢Redução ou falta de produção de saliva
Fatores que predispõem os 
idosos a doenças bucais:
4 – Alterações sistêmicas que reduzem o fluxo salivar:
Síndrome de Sjögren
Artrite reumatóide
Sarcoidose
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Menopausa
Desidratação
Diabetes
Doença de Alzheimer´s
Depressão
Fatores que predispõem os 
idosos a doenças bucais:
5 – Comportamento e Atitudes:
➢Indivíduos que tiveram experiências anteriores de 
doenças bucais e não conseguem realizar a higiene 
oral
➢Hábitos dietéticos cariogênicos
➢Não realização de visitas regulares aos dentistas por 
longos períodos de tempo
Adoro ir ao 
Dentista
Prevenção
Como prevenir?
• Dicas de prevenção
Como prevenir?
• Atenção especial à escovação da gengiva – Escova macia, trocando a cada 02 meses
Como prevenir?
• Consultas regulares ao dentista
Como prevenir?
• Escova elétrica auxilia a 
coordenação
• Escova interdental em áreas 
com maior espaço entre os 
dentes
• Fio dental com suporte
Como Prevenir?
• Limpadores de língua
• Bochechos
• Cuidados com as próteses após as 
refeições
Seja qual for o mecanismo e 
o tempo de envelhecimento 
celular, este não atinge 
simultaneamente todas as 
células, tecidos, órgãos e 
sistemas.
.
Cada sistema tem o seu tempo de 
envelhecimento, mas sem a interferência 
dos fatores ambientais. Pois quando existe 
essa interferência há alterações que se dão 
mais cedo e se tornam mais evidentes 
quando o organismo é agredido pela 
doença.
Referências
ROSA, B.L. et al. Odontogeriatria: a saúde bucal na terceira 
idade. RFO, v.13, n.2, p.82-86, 2008.
BRUCKER, M.R. Odontogeriatria: uma visão gerontológica. 
Elsevier Health Sciences, 1989.
MARCUCCI G. Fundamentos de estomatologia. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
	Slide 1: Odontogeriatria: Saúde do Idoso em Odontologia
	Slide 2
	Slide 3: CONCEITO:
	Slide 4
	Slide 5: Doenças Neurodegenerativas:
	Slide 6: Categorias de Idosos
	Slide 7: Doenças Comuns da Faixa Etária
	Slide 8: Prevenção e Dieta:
	Slide 9
	Slide 10: Doenças Orais Crônicas: 
	Slide 11: Dieta:
	Slide 12: A velhice e suas implicações sistêmicas
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16: O que muda com o envelhecimento na Boca?
	Slide 17: Diferença no S. Imunológico
	Slide 18: Diferenças nas Fibras Periodontais:
	Slide 19: Diferenças nas Fibras Periodontais:
	Slide 20: Diferenças nas Fibras Periodontais:
	Slide 21: Diferenças nas Fibras Periodontais:
	Slide 22: Diferenças nas Fibras Periodontais:
	Slide 23: Diferenças nas Fibras Periodontais:
	Slide 24: Diferenças na Musculação x Coordenação
	Slide 25: Diferenças na Musculação x Coordenação
	Slide 26: Diferenças na Saliva
	Slide 27: Diferenças na Saliva
	Slide 28: Densidade Óssea 
	Slide 29: Psicologicamente:
	Slide 30: Doenças Bucais mais comuns:
	Slide 31: Cáries Radiculares:
	Slide 32: Alterações Dentárias
	Slide 33: Alterações Dentárias
	Slide 34: Alterações Dentárias
	Slide 35: Alterações gengivais/mucosa
	Slide 36: Alterações gengivais/ Mucosa
	Slide 37: Alterações Bucais
	Slide 38: Alterações bucais:
	Slide 39: Alterações Bucais
	Slide 40: Alterações bucais
	Slide 41: Alterações Bucais
	Slide 42: Alterações bucais
	Slide 43
	Slide 44: Fatores que predispõem os idosos a doenças bucais:
	Slide 45: Fatores que Predispõem os idosos a doenças bucais:
	Slide 46: Fatores que predispõem os idosos a doenças bucais:
	Slide 47: Fatores que predispõem os idosos a doenças bucais:
	Slide 48: Fatores que predispõem os idosos a doenças bucais:
	Slide 49
	Slide 50: Como prevenir?
	Slide 51: Como prevenir?
	Slide 52: Como prevenir?
	Slide 53: Como prevenir?
	Slide 54: Como Prevenir?
	Slide 55
	Slide 56
	Slide 57: Referências