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CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 1 Direito Processual Civil (Ponto 5) Dos Atos Processuais. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 2 CURSO MEGE Site para cadastro: https://loja.mege.com.br/ Celular / Whatsapp: (99) 982622200 (Tim) Turma: Clube Delta Material: Ponto 6 (Processo Civil) Direito Processual Civil Ponto 5 Dos Atos Processuais CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 3 SUMÁRIO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA .................................................................... 4 1. DOUTRINA (RESUMO) ................................................................................................. 5 1.1. DOS ATOS PROCESSUAIS .......................................................................................... 5 2. JURISPRUDÊNCIA ........................................................................................................ 40 3. QUESTÕES ................................................................................................................... 45 4. GABARITO COMENTADO ............................................................................................ 51 CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA (Conforme Edital do Mege) DIREITO PROCESSUAL CIVIL Dos atos processuais (Ponto 6). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 5 1. DOUTRINA (RESUMO) 1.1. DOS ATOS PROCESSUAIS 1.1.1. DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS 1.1.1.1. Dos Atos em Geral Art. 188 - Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial. A regra prevista no Código de Processo Civil é a de que os atos processuais independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir. Contudo, observa-se pela leitura do art. 188 que o Código de Processo Civil consagra o Princípio da Instrumentalidade das Formas, que determina o saneamento da nulidade ocasionada pela não observância da forma determinada em lei em razão do alcance da finalidade do ato. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça corrobora com a previsão contida no art. 188 do Código de Processo Civil aplicando, em várias hipóteses, o Princípio da Instrumentalidade das Formas para sanar vícios ocasionados pelo desrespeito da forma determinada em lei. Nesse sentido: STJ - AREsp 1399974: Em consonância com as normas fundamentais previstas nos artigos 5º e 6º do CPC/2015 e com o Princípio da Instrumentalidade das formas, deve ser afastada a pena de deserção quando o recolhimento do preparo, apesar de ter sido realizado em montante e código diversos do recurso interposto, é realizado a maior, sendo o valor efetivamente revertido aos cofres do tribunal respectivo. O Código de Processo Civil também consagra em seu art. 189 o Princípio da Publicidade e as respectivas hipóteses em que este será excepcionado. Art. 189 - Os atos processuais são PÚBLICOS, todavia tramitam em segredo de justiça os processos: I - em que o exija o interesse público ou social; II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 6 IV - que versem sobre ARBITRAGEM, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. § 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir certidões de seus atos é RESTRITO às partes e aos seus procuradores. § 2º O TERCEIRO que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação. 1.1.1.1.1. Do negócio jurídico processual No CPC/73, as partes somente poderiam modificar as regras procedimentais em poucas hipóteses, como, por exemplo, na distribuição do ônus da prova (art. 333, parágrafo único, CPC/73), no adiamento da audiência (art. 453, I, CPC/73) e na alteração dos prazos dilatórios (art. 182 do CPC/73). O Novo CPC, entretanto, trouxe um regramento específico sobre o chamado “NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL”, no qual as partes podem estipular mudanças no procedimento, desde que sejam plenamente capazes, estejam de comum acordo e o direito em disputa admita autocomposição, isto é, que não se trate de direitos indisponíveis. Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade. Observe-se, portanto, que, para a celebração de um negócio jurídico processual, é indispensável a presença dos seguintes requisitos: a) as partes têm que ser plenamente capazes; b) comunhão de vontades para celebrar no negócio jurídico processual; CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 7 c) direitos que admitam autocomposição. ATENÇÃO! No que se refere ao terceiro requisito, cumpre destacar que “a indisponibilidade do direito material não impede, por si só, a celebração de negócio jurídico processual (Enunciado 135 do Fórum Permanente de Processualistas Civis)”, tendo em vista que o fato de o direito ser indisponível não impede, por si só, a celebração de acordo, conforme ocorre em diversas ocasiões em que há leis específicas autorizando os Advogados Públicos a celebrarem acordos em determinadas ações. Em razão disso, nada impede que a Administração Pública celebre negócio jurídico processual, conforme enunciado 256 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (“A Fazenda Pública pode celebrar negócio jurídico processual”). Para alguns doutrinadores, o negócio jurídico não poderia ser feito em qualquer ação, mas somente naquela em que a especificidade da causa exigir, tendo em vista a própria redação do artigo 190 do NCPC.ATENÇÃO! No entanto, este não é o entendimento fixado no Enunciado 258 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, segundo o qual “as partes podem convencionar sobre seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, ainda que essa convenção não importe ajustes às especificidades da causa”. Ao juiz cabe controlar a validade do negócio jurídico, negando-lhe aplicação em casos de: a) nulidade; b) inserção ABUSIVA em contrato de ADESÃO; c) situação de vulnerabilidade de uma das partes. ATENÇÃO! A maior parte da doutrina (Didier e Daniel Amorim, por exemplo) vem entendendo que o NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL NÃO DEPENDE DE HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL, produzindo efeitos imediatamente, nos termos do artigo 200 do NCPC (“Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial”.). O juiz pode controlar a validade da convenção, conforme o exposto no parágrafo único do artigo 190, mas não é condição de eficácia do negócio. A regra é a seguinte: não possuindo defeito, o juiz não pode recusar aplicação ao negócio jurídico processual. Neste sentido, vide o enunciado 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, segundo o qual “salvo nos casos expressamente previstos em lei, os negócios processuais do art. 190 não dependem de homologação judicial”. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 8 OBSERVAÇÃO: De acordo com a doutrina, quando o acordo processual interferir em poderes, deveres ou faculdades do magistrado, será necessário que este concorde com seus termos, com base em juízo discricionário. O negócio jurídico processual que transige sobre o contraditório e os atos de titularidade judicial se aperfeiçoa validamente se a ele aquiescer o juiz. STJ. 4ª Turma. REsp 1.810.444-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 23/02/2021 (Info 686). ATENÇÃO! Segundo decidiu o STJ, negócio jurídico processual não pode dispor sobre ato regido por norma de ordem pública, cuja aplicação é obrigatória (REsp 1810444, julgado em 2021). “3. São requisitos do negócio jurídico processual: a) versar a causa sobre direitos que admitam autocomposição; b) serem partes plenamente capazes; c) limitar-se aos ônus, poderes, faculdades e deveres processuais das partes; d) tratar de situação jurídica individualizada e concreta. 4. O negócio jurídico processual não se sujeita a um juízo de conveniência pelo juiz, que fará apenas a verificação de sua legalidade, pronunciando-se nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou ainda quando alguma parte se encontrar em manifesta situação de vulnerabilidade. 5. A modificação do procedimento convencionada entre as partes por meio do negócio jurídico sujeita-se a limites, dentre os quais ressai o requisito negativo de não dispor sobre a situação jurídica do magistrado. As funções desempenhadas pelo juiz no processo são inerentes ao exercício da jurisdição e à garantia do devido processo legal, sendo vedado às partes sobre elas dispor.” Veja este outro interessante julgado a respeito de negócio jurídico processual: (...) 1. A audiência pode ser adiada por convenção das partes, o que configura um autêntico negócio jurídico processual e consagra um direito subjetivo dos litigantes, sendo prescindível a homologação judicial para sua eficácia. 2. Contudo, é dever do Magistrado controlar a validade do negócio jurídico processual, de ofício ou a requerimento da parte ou de interessado, analisando os pressupostos estatuídos pelo direito material. 3. A jurisprudência do STJ é no sentido de que o adiamento da audiência de julgamento é uma faculdade atribuída ao Magistrado, cujo indeferimento não configura cerceamento de defesa. (...) STJ. 3ª Turma. REsp 1524130/PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 03/12/2019. Outra novidade no NCPC diz respeito ao fenômeno da “CALENDARIZAÇÃO”. As partes podem, agora, fixar um calendário para a prática de atos processuais, dispensando as intimações para tanto. Isto é, as partes, de comum acordo, podem fixar datas para a prática dos atos processuais, sendo certo que, nestas datas, o ato processual deve ser praticado independentemente de intimação. Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos processuais, quando for o caso. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 9 § 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados em casos excepcionais, devidamente justificados. § 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário. Conforme visto no dispositivo legal, o calendário processual vincula não só as partes, mas também o juiz. ATENÇÃO! A compreensão sobre a calendarização foi cobrada pela banca VUNESP EM CONCURSO DO ESTADO DE SÃO PAULO DE 2018: A fixação de calendário para a prática de atos processuais: a) vincula as partes, mas não o juiz. b) torna dispensável intimação para a audiência cuja data esteja designada no calendário. c) é uma convenção processual e, portanto, não pode ser firmada pela Fazenda Pública. d) deve assumir a forma determinada em lei para evitar falha que gere nulidade. e) é uma convenção processual que, se estipular confidencialidade, permitirá que o processo tramite em segredo de justiça. Resposta e comentários ao final do material. 1.1.1.2. Da Prática Eletrônica de Atos Processuais O Novo CPC, atento às novidades tecnológicas, possui seção inteiramente dedicada à prática eletrônica de atos processuais. De início, cumpre ressaltar que o tema também é tratado na Lei nº 11.419/2006, que continua em vigência, de forma que, em caso de eventual colisão de normas, deve prevalecer a norma mais recente (no caso, o NCPC). As informações constantes dos sítios do Tribunal de Justiça gozam de presunção de veracidade e de confiabilidade, razão pela qual, em caso de qualquer erro no sítio, poderá ser requerida a dilação do prazo processual, nos termos do artigo 197 do Novo CPC: Art. 197. Os tribunais divulgarão as informações constantes de seu sistema de automação em página própria na rede mundial de computadores, gozando a divulgação de presunção de veracidade e confiabilidade. Parágrafo único. Nos casos de problema técnico do sistema e de erro ou omissão do auxiliar da justiça responsável pelo registro CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 10 dos andamentos, poderá ser configurada a justa causa prevista no art. 223, caput e § 1º. A referida regra veio para corroborar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual, ainda que os dados disponibilizados pela internet sejam ‘meramente informativos’ e não substituam a publicação oficial (fundamento dos precedentes em contrário), isso não impede que se reconheça ter havido justa causa (art. 223, caput e § 1º, do NCPC) no descumprimento do prazo recursal pelo litigante induzido por erro cometido pelo próprio Tribunal (AgInt no REsp 1600492/RS). Vê-se, portanto, que não se trata de mais um simples entendimento jurisprudencial, mas de regra explícita, em consonância com a modernidade e com o Princípio da Boa-Fé Processual(art. 5º do NCPC). Em tempo, cumpre ressaltar que a regulamentação da prática e da comunicação dos atos processuais compete ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e, apenas supletivamente, aos Tribunais de Justiça locais. Art. 196. Compete ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e, supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico e velar pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários, respeitadas as normas fundamentais deste Código. ATENÇÃO! Apesar da decoreba, o conhecimento deste artigo já foi cobrado na prova da FCC, no qual o examinador indagou ao candidato se a seguinte afirmativa estaria correta: “Em relação à forma dos atos processuais, é correto afirmar: a) Compete privativamente aos tribunais regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico, velando pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários”. A resposta é negativa, pois compete ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e, apenas, supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico, conforme artigo 196 do NCPC. 1.1.1.3. Dos Atos da Parte Em regra, os atos praticados pelas partes têm eficácia IMEDIATA, ou seja, NÃO dependem de homologação judicial para gerarem efeitos. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 11 Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. Excepcionalmente, a desistência da ação depende de prévia homologação judicial. Nesse caso, portanto, a homologação judicial terá eficácia “ex nunc”, de forma que só se considera a ação extinta após a prolação da sentença homologatória. ATENÇÃO! O assunto foi cobrado pela FCC no concurso DO ESTADO DE SANTA CATARINA NO ANO DE 2017, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “A desistência da ação produzirá efeitos imediatos nos autos, embora seja possível discutir os ônus sucumbenciais se não houver anuência da parte adversa ao ato”. Sobre as petições, repetindo dispositivo da codificação anterior, o NCPC dispôs que, após a apresentação da peça processual, é proibido à parte peticionante lançar nos autos cotas marginais (escritos lançados fora do local adequado) ou cotas interlineares (anotações lançadas entre linhas de texto escrito), havendo uma dupla sanção a quem faz isso: as anotações serão riscadas e a parte deverá pagar multa correspondente à metade do salário-mínimo. Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares, as quais o juiz mandará riscar, impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do salário-mínimo. Parte da doutrina (exemplo: Daniel Amorim) entende que essa sanção pecuniária só deve ser aplicada quando houver tentativa do patrono da parte de ludibriar o juiz, de forma que a inclusão, por exemplo, pelo advogado de algum comentário escrito à peça já impressa, desde que o faça sem abuso no exercício de se expressar, NÃO deverá acarretar imposição de multa. 1.1.1.4. Dos Pronunciamentos do Juiz e Dos Atos do Escrivão ou do Chefe de Secretaria Não há nenhuma controvérsia doutrinária sobre os temas, de forma que a simples leitura da lei seca é suficiente para o aprendizado do tema. Assim, sugerimos a leitura dos artigos 203 a 211. 1.1.2. DO TEMPO E LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS 1.1.2.1. Do tempo CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 12 Os atos processuais geralmente são praticados em dias ÚTEIS, no horário das 6h até às 20h. Excepcionalmente, admitir-se-á a prática de atos processuais, em especial a prolação de decisões, em dia SEM expediente forense, quando o tribunal funciona em sistema de plantão judiciário. Nesse caso, em razão da urgência e da relevância da matéria, é possível se obter decisão mesmo NÃO havendo expediente forense. Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 06 (seis) às 20 (vinte) horas. Cumpre ressaltar que o horário para a prática de atos processuais NÃO se confunde com o horário forense, que é aquele em que o fórum se encontra aberto ao público para a prática de atos processuais que dependam de peticionamento ou de requerimento em processos que tenham autos físicos. As leis de organização judiciária é que determinarão o horário de expediente forense. A distinção é relevante, porque, para fins de contagem de prazo para a prática de atos em processos com autos físicos, deve-se considerar o horário do expediente FORENSE, e não o do horário para a prática de atos processuais do art. 212, “caput”, do NCPC. Ademais, estabelece ainda o CPC que serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano, nos termos do artigo 212, § 1º, do NCPC. Uma inovação de extrema relevância é a que vem estabelecida no artigo 212, § 2º, do Novo CPC, segundo o qual, “independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal”. Na redação do artigo 172, § 2º, do CPC/73, para que a citação e a penhora pudessem ser feitas nas férias forenses, nos feriados ou dias úteis fora do horário entre 06 (seis) às 20 (vinte) horas, era imprescindível a autorização do juiz. Atualmente, o oficial de justiça poderá citar, intimar e penhorar em qualquer horário. ATENÇÃO! A compreensão a respeito da referida novidade foi cobrada pela banca VUNESP EM CONCURSO DO ESTADO DE RONDÔNIA DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “Salvo autorização judicial, as citações, intimações e penhoras não poderão ser realizadas no período de férias forenses e nos feriados”. Outro ponto que merece destaque é que, no caso de PROCESSO ELETRÔNICO, a prática de ato processual pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia do prazo. Nesses casos, o NCPC teve o cuidado de estabelecer que se deve considerar o fuso horário do foro EM QUE TRAMITA O PROCESSO, e NÃO do local da prática do ato (escritório do advogado que peticiona eletronicamente). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 13 Art. 213. A prática eletrônica de ato processual pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia do prazo. Parágrafo único. O horário vigente no juízo perante o qual o ato deve ser praticado será considerado para fins de atendimento do prazo. Assim, se, por exemplo, um determinado processo tramita em Brasília, onde há horário de verão, e o escritório encontra-se em Fortaleza, onde não há horário de verão, o escritório tem até às 23 horas do horário de Fortaleza (24 horas em Brasília) para peticionar. Caso o peticionamento seja feito fora desse horário, ainda que esteja dentro das 24 horas do horário local, será a petição considerada intempestiva. Art.214. Durante as férias forenses e nos feriados, NÃO se praticarão atos processuais, excetuando-se: I - os atos previstos no art. 212, §2º; (citações, intimações e penhora) II - a tutela de urgência. Também se admite, durante as férias forenses, a antecipação de prova, mas tal medida terá natureza cautelar, somente devendo ser produzida neste período se o autor demonstrar que NÃO pode esperar pelo final das férias para produzi-la. Art. 215. Processam-se durante as férias forenses, onde as houver, e NÃO se suspendem pela superveniência delas: I - Os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à conservação de direitos, quando puderem ser prejudicados pelo adiamento; II - A ação de alimentos e os processos de nomeação ou remoção de tutor e curador; III - os processos que a lei determinar. É importante interpretarmos o art. 215 do NCPC com a regra do art. 93, XII, da CF-88, segundo a qual NÃO existem mais férias coletivas aos juízes de 1º e de 2º grau, que, portanto, deverão manter suas atividades jurisdicionais de forma ininterrupta. Diante dessa realidade, a aplicação do art. 215 do NCPC fica limitada aos tribunais SUPERIORES. Art. 216. Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos e os dias em que não haja expediente forense. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 14 Assim, os feriados (nacionais, estaduais e municipais) somente serão considerados feriados para fins processuais se, neste dia, NÃO houver expediente forense. 1.1.2.2. Do Lugar Os atos processuais serão realizados ordinariamente na sede do juízo, mas, excepcionalmente, poderão ser realizados em outro lugar (exemplo: justificação, meio de prova em que o juiz se coloca em contato direto com a coisa, pessoa ou local que servirá como fonte de prova). Art. 217. Os atos processuais realizar-se-ão ordinariamente na sede do juízo, ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão de deferência, de interesse da justiça, da natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. ATENÇÃO! O assunto foi cobrado pela FCC na prova do concurso DO ESTADO DE PERNAMBUCO DO ANO DE 2015, tendo a banca examinadora considerado correta a seguinte assertiva: “como regra geral, os atos processuais realizam-se na sede do juízo”. 1.1.3. DOS PRAZOS 1.1.3.1. Espécies de prazo Os prazos processuais podem ser legais (quando são fixados pela LEI), judiciais (quando são fixados pelo JUIZ) ou convencionais (quando são fixados por acordo celebrado entre as partes, nos termos do art. 190 do NCPC). Havendo omissão da lei em prever especificamente o prazo processual, poderá o juiz fixar o prazo no caso concreto, levando em conta a complexidade do ato a ser praticado. Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. § 1º - Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato. 1.1.3.2. Prazos em caso de omissão da lei e inércia do juiz Na hipótese de omissão legal e de inércia do juiz em fixar um prazo para a prática do ato processual, o prazo será de 5 dias. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 15 Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. § 2º - Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas. § 3º - Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte. ATENÇÃO! É importante ressaltar que o § 2º não se confunde com o § 3º do artigo 218, porque tratam de situações diferentes. O prazo mínimo de 48 horas é para o COMPARECIMENTO EM JUÍZO, de forma que o intimado não terá que praticar qualquer ato processual, porque, sendo intimado para tanto, seu prazo será de 5 dias. Assim, por exemplo, tratando-se de intimação para comparecimento da parte à audiência, incide a regra do § 2º, não se aplicando o disposto no § 3º, uma vez que não há nenhum ato processual a ser realizado (REsp 884180/RJ), ressalvando-se, obviamente, o disposto no atual artigo 334 do NCPC. ATENÇÃO! A compreensão a respeito do prazo para a prática do ato processual em caso de omissão da lei e do juiz foi cobrada pela banca FCC NO CONCURSO DO ESTADO DE ALAGOAS DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “sendo a lei omissa, o prazo para a parte praticar o ato processual será sempre o de dez dias”. 1.1.3.3. Ato praticado ANTES do início da contagem do prazo Todo prazo tem um termo inicial (dies a quo) e um termo final (dies ad quem). O termo inicial do prazo, em regra, dá-se com a intimação da parte, ao passo que o termo final, em regra, dá-se com o fim do prazo previsto da lei ou indicado pelo juiz no caso concreto. Por muito tempo, entendeu-se que eram intempestivos os atos processuais praticados ANTES do início da contagem do prazo (antes da intimação das partes, por exemplo). Tal entendimento era muito criticado, porque violava claramente os princípios da razoável duração do processo e da cooperação. Para reverter tal situação, o NCPC previu expressamente que o ato praticado ANTES da intimação das partes é, sim, TEMPESTIVO, independentemente de reiteração após a intimação. Art. 218. § 4º - Será considerado tempestivo o ato praticado ANTES do termo inicial do prazo. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 16 ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca FCC NO CONCURSO DO ESTADO DE ALAGOAS DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “será considerado intempestivo o ato praticado antes de seu termo inicial, por ainda não existir, processualmente”. 1.1.3.4. Contagem do prazo Os prazos podem ser fixados em minutos, dias, meses ou anos, mas o mais comum mesmo é que sejam contados em dias e, no que diz respeito aos prazos em dias, o NCPC trouxe uma novidade: os prazos serão contados em dias ÚTEIS. Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias ÚTEIS. Essa regra da contagem dos prazos somente em dias úteis aplica-se somente para os prazos PROCESSUAIS, de forma que o cumprimento de obrigações determinadas por decisão JUDICIAL continua a ser contado de maneira contínua, inclusive em férias, em feriados e em finais de semana. Art. 219. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos PROCESSUAIS. ATENÇÃO! A Lei 13.728/2018, acabando com a divergência sobre o assunto, incluiu o artigo 12-A, na Lei 9.099/95, passando a prever que, nos Juizados Especiais Cíveis (não se aplica aos Juizados Especiais Criminais), “na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, computar-se-ão somente os dias úteis”. Da mesma forma, NÃO se aplica a regra do art. 219, “caput”, do NCPC, a prazos de prescrição e de decadência, porque estes são prazos MATERIAIS, e não processuais. Por isso, por exemplo, que o prazo de 120 dias para a impetração do mandado de segurança, por ter natureza material, deverá ser contado de forma ininterrupta. ATENÇÃO! Não obstante parcela da doutrina entendaque os prazos para o cumprimento de obrigações tenham natureza de prazo material, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.693.784-DF (DJe 05/02/2018), entendeu que o prazo para o cumprimento de sentença (art. 523 do NCPC) deve ser contado em dias úteis, pois esse prazo teria natureza dúplice (processual e material). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 17 ATENÇÃO! Em que pese os prazos do mandado de segurança e da ação rescisória sejam decadenciais, o Superior Tribunal de Justiça entende que, se o termo final do prazo para ajuizamento da ação rescisória recair em dia não útil, prorroga-se para o primeiro dia útil subsequente, aplicando-se a regra do artigo 224, §1º, do Novo CPC, que visa atender ao princípio da razoabilidade, evitando que se subtraia da parte a plenitude do prazo a ela legalmente concedido (REsp 1.112.864-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 19/11/2014, DJe 17/12/2014. Informativo 553). 1.1.3.5. Suspensão e interrupção do prazo Segundo o art. 220, “caput”, do CPC, suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, uniformizando, assim, o prazo de suspensão durante as festas de final de ano. Art. 220. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive. § 2º - Durante a suspensão do prazo, NÃO se realizarão audiências nem sessões de julgamento. Esse recesso judicial alcança, inclusive, os juizados especiais. Enunciado nº 269 do FPPC: (art. 220) A suspensão de prazos de 20 de dezembro a 20 de janeiro é aplicável aos JUIZADOS Especiais. Exceção: contudo, o art. 220, § 1º, do NCPC, prevê que o recesso judicial NÃO se aplica aos juízes, aos membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia Pública e aos auxiliares da Justiça. Art. 220. § 1º - Ressalvadas as férias individuais e os feriados instituídos por lei, os juízes, os membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia Pública e os auxiliares da Justiça exercerão suas atribuições durante o período previsto no caput. ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca FCC NO CONCURSO DO ESTADO DE ALAGOAS DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “se processuais, interrompem-se nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive”. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 18 1.1.3.6. Obstáculo criado pela parte contrária Sendo constatado um obstáculo criado em detrimento da parte, ou seja, um obstáculo que impeça a parte de cumprir o prazo processual e que não seja criado por ela mesma, o prazo para a prática do ato será SUSPENSO, recebendo a parte o saldo do prazo ainda não utilizado quando se afastar o obstáculo que impedia a prática do ato. Art. 221. Suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. 313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual ao que faltava para sua complementação. É irrelevante a data em que a parte informou o juízo da existência do obstáculo ou da decisão judicial que o reconhece: o prazo estará suspenso a partir da data em que surgiu o obstáculo. ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca VUNESP NO CONCURSO DO ESTADO DE RONDÔNIA DE 2019, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “Em caso de obstáculo criado por uma das partes, superado o motivo que deu causa à suspensão do curso do prazo, este será restituído integralmente à outra parte”. 1.1.3.7. Prorrogação e redução dos prazos Dispõe o artigo 222, “caput”, do NCPC que: Art. 222. Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz poderá prorrogar os prazos por até 2 (dois) meses. Observa-se que o dispositivo legal permite uma AMPLIAÇÃO dos prazos em razão da dificuldade de acesso ao foro onde tramita o processo, atendo-se a uma realidade social. Da mesma forma, dispõe o § 2º do mesmo dispositivo legal que, “havendo calamidade pública, o limite previsto no “caput” para prorrogação de prazos poderá ser excedido”. Tanto o “caput” como o §2º tratam de hipóteses de prorrogação, ou seja, de ampliação do prazo processual. Não obstante a aparente restrição a hipóteses específicas, o artigo 139, VI, do NCPC, permite ao juiz “DILATAR OS PRAZOS processuais e alterar a ordem de produção CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 19 dos meios de prova, adequando-os às necessidades do conflito, de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito”. De qualquer maneira, é importante ressaltar que o juiz não poderá REDUZIR prazos PEREMPTÓRIOS sem a concordância das partes, nos termos do § 1º do artigo 222 do NCPC: Art. 222, § 1º Ao juiz é vedado reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes. 1.1.3.8. Contagem do prazo A contagem do prazo se dá da seguinte maneira: em primeiro lugar, a decisão/sentença/despacho é disponibilizado(a) no diário oficial. Após, considera-se como data da publicação o primeiro dia ÚTIL seguinte ao da disponibilização da informação no diário oficial eletrônico. Publicada a informação, o prazo começa a ser contado a partir do primeiro dia ÚTIL seguinte ao da publicação, e esse prazo será contado excluindo-se o dia do começo, mas incluindo-se o dia do vencimento. Art. 224. Salvo disposição em contrário, os prazos serão contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento. § 2º - Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. § 3º - A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação. Exemplo: sendo a intimação disponibilizada numa segunda-feira, a publicação ocorrerá na terça-feira, e o prazo só terá início na quarta-feira. ATENÇÃO! É MUITO IMPORTANTE, PARA FINS DE PROVA, conjugar a leitura deste artigo com todas as hipóteses do artigo 231 do NCPC, uma vez que este artigo trata das demais hipóteses do início do prazo, e não apenas da hipótese de intimação pelo Diário De Justiça Eletrônico. Neste sentido, dispõe o artigo 231 do NCPC: Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se DIA DO COMEÇO do prazo (o dia do começo, em verdade, não é o dia do começo do prazo, pois o dia do começo não se conta, conforme preceitua o artigo 224 do NCPC. Assim, na verdade, o prazo começa no dia útil seguinte ao “dia do começo”): I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for pelo correio; CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 20 II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por oficial de justiça; III - a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão ou do chefe de secretaria; IV - o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação for por edital (ver art. 257, III, do NCPC); V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citaçãoou da intimação ou ao término do prazo para que a consulta se dê (ver art. 5º da Lei 11.419/06), quando a citação ou a intimação for eletrônica; VI - a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo esse, a data de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida, quando a citação ou a intimação se realizar em cumprimento de carta; VII - a data de publicação (ver art. 224, §2º, do NCPC), quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso ou eletrônico; VIII - o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga, do cartório ou da secretaria. IX - o QUINTO DIA ÚTIL SEGUINTE à confirmação, na forma prevista na mensagem de citação, do recebimento da citação realizada por meio eletrônico. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) Cuidado! Novidade legislativa. § 1º Quando houver mais de um réu, o dia do começo do PRAZO PARA CONTESTAR corresponderá à última das datas a que se referem os incisos I a VI do caput. § 2º Havendo mais de um intimado, o prazo para cada um é contado individualmente. § 3º Quando o ato tiver de ser praticado diretamente pela parte ou por quem, de qualquer forma, participe do processo, sem a intermediação de representante judicial, o dia do começo do prazo para cumprimento da determinação judicial corresponderá à data em que se der a comunicação. § 4º Aplica-se o disposto no inciso II do caput à citação com hora certa. ATENÇÃO! Deve-se atentar também, com o advento do NCPC, o termo inicial para APRESENTAÇÃO DE CONTESTAÇÃO será, como regra, a data de audiência de conciliação, nos termos do artigo 335 do NCPC: Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo inicial será a data: I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição; II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso I; III - prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais casos. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 21 § 1º No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6o, o termo inicial previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu respectivo pedido de cancelamento da audiência. § 2º Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso II, havendo litisconsórcio passivo e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para resposta correrá da data de intimação da decisão que homologar a desistência. O NCPC também inovou ao prever que os dias do COMEÇO e do VENCIMENTO do prazo serão protraídos para o primeiro dia útil seguinte, se coincidirem com o dia em que o expediente forense for encerrado antes ou iniciado depois da hora normal. Art. 224. § 1º - Os dias do COMEÇO e do VENCIMENTO do prazo serão protraídos para o primeiro dia útil seguinte, se coincidirem com dia em que o expediente forense for encerrado antes ou iniciado depois da hora normal ou houver indisponibilidade da comunicação eletrônica. No CPC de 1973, só havia isso em relação ao dia do vencimento. 1.1.3.9. Renúncia ao prazo A parte pode renunciar ao prazo recursal estabelecido em seu favor, mas deverá fazer tal renúncia de maneira EXPRESSA. Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa. ATENÇÃO! A compreensão do tema foi cobrada pela banca VUNESP NO CONCURSO DO ESTADO DE RONDÔNIA DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado correta a seguinte assertiva: “A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa”. 1.1.3.10. Contagem em dobro dos prazos Dispõe o artigo 229 do NCPC que: Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 22 dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. Observe-se que, ao contrário do CPC/73, não basta que os litisconsortes tenham advogados distintos, sendo imprescindível que estes advogados também sejam de ESCRITÓRIOS DIFERENTES para que o prazo seja contado em dobro. Frise-se que este prazo em dobro NÃO SE APLICA AOS PROCESSOS ELETRÔNICOS (art. 229, § 2º, do NCPC). ATENÇÃO! a) O prazo em dobro aplica-se ao Ministério Público, à Advocacia Pública e à Defensoria Pública, nos termos dos artigos 180, 183 e 186, salvo quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo próprio para estes entes. b) O prazo em dobro aplica-se à impugnação ao cumprimento de sentença, conforme artigo 525, § 3º, do NCPC (art. 525, § 3º Aplica-se à impugnação o disposto no art. 229.). c) NÃO SE aplica a contagem do prazo em dobro ao prazo para oferecimento dos embargos à execução, conforme artigo 915, § 3º, do NCPC (art. 915, § 3º Em relação ao prazo para oferecimento dos embargos à execução, não se aplica o disposto no art. 229.). 1.1.4. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS 1.1.4.1. Formas de comunicação Há duas formas de comunicação dos atos processuais previstas pelo NCPC: a citação e a intimação, mas, em legislação extravagante (exemplo: Lei do Mandado de Segurança e Lei do Habeas Data) pode ocorrer a notificação. Art. 236. Os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial. O NCPC incentiva a prática de atos por meio de videoconferência ou outros recursos tecnológicos. Art. 236. § 3º - Admite-se a prática de atos processuais por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real. 1.1.4.2. Citação A citação é o ato pelo qual o réu é convocado para integrar a relação processual. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 23 Art. 238. Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a relação processual. Trata-se da primeira comunicação do réu acerca do processo, porque, depois, ele só será intimado acerca dos atos processuais. ATENÇÃO! Novidade legislativa - A Lei nº 14.195/2021 acrescentou o parágrafo único ao art. 238, prevendo que a citação deve ser feita no prazo de até 45 dias da propositura da ação: Parágrafo único. A citação será efetivada em ATÉ 45 (QUARENTA E CINCO) DIAS a partir da propositura da ação. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 1.1.4.2.1. Citação válida Para que o ato processual seja válido, é indispensável a citação do réu, salvo nos casos de indeferimento da petição inicial (art. 330 do NCPC) ou da improcedência liminar do pedido (art. 332 do NCPC). Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido. ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca FGV NO CONCURSO DO ESTADO DE SANTA CATARINA REALIZADO NO ANO DE 2022, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, inclusive na hipótese deimprocedência liminar do pedido”. No entanto, cumpre frisar que “o comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução”, conforme dispõe o § 1º do artigo 239 do NCPC. ATENÇÃO! Se, em determinado processo, o autor requereu uma tutela provisória de urgência antecipada sem a oitiva do réu, e o juiz proferiu uma decisão negando, o autor poderá agravar de instrumento desta decisão, interpondo o recurso diretamente no Tribunal (arts. 1.015, I, e 1.016, ambos do NCPC). Caso o réu compareça espontaneamente, NO TRIBUNAL, apenas para contrarrazoar o recurso de agravo de instrumento, este comparecimento espontâneo não dispensa a citação do réu nos autos do processo principal em primeiro grau de jurisdição, uma vez que, segundo o STJ, “o CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 24 §1º do artigo 239 do NCPC exige o comparecimento espontâneo no processo principal, onde se discute a questão de fundo, e não simplesmente junto ao Tribunal de Justiça onde se discutia a antecipação de tutela (STJ. 4ª Turma. REsp 1.310.704-MS, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 10/11/2015 (Info 573)”. Ademais, segundo o STJ, a juntada nos autos de simples manifestação da União informando o envio de ofício, antes de despacho determinando a sua citação para responder a ação, não configura comparecimento espontâneo apto a suprir a falta de citação. (STJ. 2ª Turma. REsp 1.904.530-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 08/03/2022 - Info 728). 1.1.4.2.2. Efeitos São efeitos da citação válida: a) completar a estrutura tríplice da relação jurídica processual, considerando que somente com a prática do ato citatório estará definitivamente formada a relação autor-juiz-réu; b) induzir litispendência; c) estabilizar o processo; d) tornar a coisa litigiosa; e) constituir em mora do devedor. Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). Vale lembrar que esses efeitos são gerados mesmo que o juiz que tenha ordenado a citação seja INCOMPETENTE (absoluta ou relativamente). Art. 240. § 1º - A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo INCOMPETENTE, retroagirá à data de propositura da ação. Veja, portanto, que, adequando-se o NCPC ao Código Civil (art. 202 do CC/02), o que interrompe a prescrição não é a citação, mas sim o despacho do juiz que ordena a citação, ainda que este juiz seja incompetente. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 25 ATENÇÃO! A compreensão sobre o tema foi cobrada pela banca FCC NO CONCURSO DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL DO ANO DE 2020, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “a citação válida, salvo se ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor”. ATENÇÃO! “O Superior Tribunal de Justiça vem entendendo que a citação válida, excepcionando-se as causas do art. 485, II e III, do NCPC, interrompe a prescrição. Desta forma, apenas em raros casos a citação válida não interrompe a prescrição. Um deles é a PEREMPÇÃO, fenômeno processual resultante da extinção do processo, por três vezes, por negligência do autor que, não promovendo os atos e diligências que lhe competirem, abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias (art. 485, III, do NCPC). O outro ocorre quando ficar o processo parado durante mais de um ano por negligência das partes (art. 485, II, do NCPC). Mesmo sendo extinto o processo por ilegitimidade da parte, a citação válida possui o condão de interromper a prescrição, por haver inclusive aparência de correta propositura da ação (AgRg no REsp 806.852/PR, Rel. Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, julgado em 11/04/2006, DJ 08/05/2006, p. 291)”. 1.1.4.2.3. Providências para a citação O NCPC prevê o prazo de 10 dias para que o autor tome as providências necessárias para viabilizar a citação e que eventual demora imputável exclusivamente ao Poder Judiciário NÃO poderá prejudicar o autor. Art. 240. § 2º - Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) dias, as providências necessárias para viabilizar a citação, sob pena de não se aplicar o disposto no §1º. § 3º - A parte não será prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário. Tal dispositivo legal consagra o entendimento já consolidado da súmula nº 106 do STJ: Súmula nº 106 do STJ: Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. 1.1.4.2.4. Modalidades de Citação O CPC estabeleceu as seguintes modalidades de citação (art. 246): CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 26 a) por meio eletrônico; b) pelo correio; c) por oficial de justiça; d) por hora certa (que é uma espécie de citação por oficial de justiça); e) por edital; f) por meio de comparecimento do réu em cartório. a) Citação por meio eletrônico ATENÇÃO! Novidade legislativa - A Lei nº 14.195/2021 alterou o teor do art. 246 do CPC/2015, passando a prever como regra do sistema a citação por meio eletrônico: Art. 246. A citação será feita preferencialmente POR MEIO ELETRÔNICO, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça. (Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) As outras modalidades de citação serão realizadas apenas se frustrada a por meio eletrônico: § 1º-A A ausência de confirmação, em ATÉ 3 (TRÊS) DIAS ÚTEIS, contados do recebimento da citação eletrônica, implicará a realização da citação: (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) I - pelo correio; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) II - por oficial de justiça; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) IV - por edital. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) Portanto, o Réu tem o dever processual de confirmar o recebimento da citação eletrônica em até 3 dias úteis. Se passar o prazo de 3 dias úteis e a secretaria da vara não receber essa confirmação, irá se entender que o réu, por algum motivo, não recebeu a citação eletrônica. Neste caso, deverá ser realizada a citação pelos meios tradicionais. Réu terá que apresentar justa causa para a ausência de confirmação: § 1º-B Na primeira oportunidade de falar nos autos, o réu citado nas formas previstas nos incisos I, II, III e IV do § 1º-A deste artigo deverá apresentar justa causa para a ausência de confirmação do recebimento da citação enviada eletronicamente. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) Ato atentatório à dignidade da justiça a não confirmação sem justa causa: § 1º-C Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça, passível de multa de ATÉ 5% (CINCO POR CENTO) DO VALOR DA CAUSA, deixar de confirmar no prazo legal, sem CPF: 860.542.154-18PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 27 justa causa, o recebimento da citação recebida por meio eletrônico. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) Vale ressaltar que na citação por correio eletrônico deverão conter orientações ao réu explicando como ele deverá realizar a confirmação do recebimento da citação: § 4º As citações por correio eletrônico serão acompanhadas das orientações para realização da confirmação de recebimento e de código identificador que permitirá a sua identificação na página eletrônica do órgão judicial citante. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) ATENÇÃO! A referida novidade legislativa foi objeto de cobrança pela banca FGV NO CONCURSO DO ESTADO DE SANTA CATARINA REALIZADO NO ANO DE 2022. É importante ressaltar que a regra vale para as empresas, inclusive, para a Fazenda Pública, conforme dispõe o artigo 246, § 1º, do NCPC: § 1º As empresas PÚBLICAS e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo em autos eletrônicos, para efeito de recebimento de citações e intimações, as quais serão efetuadas preferencialmente por esse meio. (Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) ATENÇÃO! Segundo o entendimento do STJ: Não há ofensa à prerrogativa de intimação pessoal prevista no art. 183 do CPC, quando o ente público DEIXA de realizar o necessário cadastramento no Sistema de Intimação Eletrônica do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.050 do CPC, sendo válida a intimação pela publicação no Diário de Justiça Eletrônico (STJ. 1ª Seção. AR 6.503-CE, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 27/10/2021 - Info 716). Portanto, se o ente público deixar de realizar o cadastramento no sistema eletrônico, será válida a sua intimação pelo DJe. ATENÇÃO! As microempresas e as pequenas empresas somente se sujeitam à regra acima se não possuírem cadastrado no Redesim: § 5º As microempresas e as pequenas empresas somente se sujeitam ao disposto no § 1º deste artigo quando não possuírem endereço eletrônico cadastrado no sistema integrado da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) Portanto, as microempresas e as pequenas empresas não são mais isentas do dever de realizar o cadastro eletrônico, apenas se possuírem cadastro no Redesim. § 6º Para os fins do § 5º deste artigo, deverá haver compartilhamento de cadastro com o órgão do Poder Judiciário, incluído o endereço eletrônico constante do sistema integrado da Redesim, nos termos da legislação aplicável ao sigilo fiscal e ao tratamento de dados pessoais. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) Além disso, a Lei nº 14.195/2021 alterou o teor do art. 247 do CPC/2015, passando a prever que a citação por meio eletrônico será feita para qualquer comarca do país, CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 28 dispondo que a esta se aplica o rol de exceções aplicável antes apenas à citação por correio. b) Citação pelo correios Conforme disposto acima, com o advento da Lei nº 14.195/2021, a citação pelo correio não é mais a regra do sistema. Art. 247. A citação será feita por MEIO ELETRÔNICO ou pelo correio para qualquer comarca do País, EXCETO: (Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) I - nas ações de estado, observado o disposto no art. 695, § 3º; II - quando o citando for incapaz; III - quando o citando for pessoa de direito público; IV - quando o citando residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência; V - quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma. ATENÇÃO! Não há mais a exigência de que a citação no processo de execução seja feita pelo oficial de justiça, como ocorria no CPC/73, razão pela qual a citação na execução poderá ser feita pelo correio. Por fim, o procedimento previsto para a citação por correios encontra-se no art. 248 do NCPC. Torna-se imprescindível atentar para a regra do § 4º, o qual valida a entrega da carta registrada para o porteiro do prédio, seja pessoa física ou jurídica. Art. 248. Deferida a citação pelo correio, o escrivão ou o chefe de secretaria remeterá ao citando cópias da petição inicial e do despacho do juiz e comunicará o prazo para resposta, o endereço do juízo e o respectivo cartório. § 1º - A carta será registrada para entrega ao citando, exigindo- lhe o carteiro, ao fazer a entrega, que assine o recibo. § 2º - Sendo o citando pessoa jurídica, será válida a entrega do mandado a pessoa com poderes de gerência geral ou de administração ou, ainda, a funcionário responsável pelo recebimento de correspondências. § 3º - Da carta de citação no processo de conhecimento constarão os requisitos do art. 250. § 4º - Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a entrega do mandado a CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 29 funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência, que, entretanto, poderá recusar o recebimento, se declarar, por escrito, sob as penas da lei, que o destinatário da correspondência está ausente. c) Citação por oficial de justiça A citação será por oficial de justiça quando a citação por correios tiver sido frustrada, seja por determinação legal (art. 247), seja em razão das circunstâncias fáticas. Os requisitos para o mandado que o oficial de justiça deverá cumprir estão contidos no art. 250 do CPC. Sendo o réu devidamente localizado, o oficial de justiça deve ler o teor do mandado a ele e deverá, ainda, entregar-lhe a contrafé (art. 251 do NCPC). Nesse ponto, o oficial de justiça tem fé pública. A resistência do réu em aceitar a contrafé NÃO impede a realização do ato. Nesse caso, o oficial de justiça certificará a conduta do réu e o juiz poderá considerar que houve, sim, a citação (e, mesmo nesse caso, a citação será REAL). Por fim, o oficial de justiça poderá realizar atos processuais em outras comarcas, desde que de fácil comunicação com a comarca na qual atua ou quando as duas comarcas estiverem na mesma região metropolitana. Art. 255. Nas comarcas contíguas de fácil comunicação e nas que se situem na mesma região metropolitana, o oficial de justiça poderá efetuar, em qualquer delas, citações, intimações, notificações, penhoras e quaisquer outros atos executivos. d) Citação por hora certa A citação por hora certa é uma espécie de citação por oficial de justiça e será cabível quando o réu NÃO for localizado, porque ele está se escondendo para não ser citado. Vê-se, portanto, que há dois requisitos para a citação por hora certa: - Requisito objetivo – o oficial de justiça deve ter ido, pelo menos, duas vezes ao endereço do réu, não tendo encontrado este. No CPC/73, exigia-se que o oficial de justiça fosse três vezes ao mesmo local. OBS.: essas duas diligências NÃO precisam ter sido realizadas em dias distintos. - Requisito subjetivo – deve haver fundada suspeita de que o réu está SE ESCONDENDO para não ser citado. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 30 Na segunda tentativa frustrada de localização do réu, então, o oficial de justiça intimará qualquer pessoa da família ou, não havendo, intimará o vizinho e avisará que,no dia ÚTIL imediato, voltará para fazer a citação. Retornando no dia e no horário pré-agendados, poderá ocorrer uma das seguintes opções: - Caso o réu realmente esteja lá, aguardando a “visita” do oficial de justiça, a citação que começou por hora certa acabará se transformando em citação real. - Caso o réu continue desaparecido, o oficial de justiça deverá analisar se as razões da ausência do réu foram justas e, se não tiverem sido, realizará a citação na pessoa do terceiro, que poderá ou NÃO ser a mesma que fora intimada na véspera. Art. 253. No dia e na hora designados, o oficial de justiça, independentemente de novo despacho, comparecerá ao domicílio ou à residência do citando a fim de realizar a diligência. § 1º - Se o citando não estiver presente, o oficial de justiça procurará informar-se das razões da ausência, dando por feita a citação, ainda que o citando se tenha ocultado em outra comarca, seção ou subseção judiciárias. § 2º - A citação com hora certa será efetivada mesmo que a pessoa da família ou o vizinho que houver sido intimado esteja ausente, ou se, embora presente, a pessoa da família ou o vizinho se recusar a receber o mandado. § 3º - Da certidão da ocorrência, o oficial de justiça deixará contrafé com qualquer pessoa da família ou vizinho, conforme o caso, declarando-lhe o nome. § 4º - O oficial de justiça fará constar do mandado a advertência de que será nomeado curador especial se houver revelia. Depois, então, caberá ao oficial de justiça fazer uma certidão detalhando todos os atos que o levaram à citação por hora certa, devolvendo em cartório o mandado de citação cumprido. É preciso que o oficial de justiça consigne o horário em que realizou as diligências, já tendo o STJ reconhecido a nulidade do mandado de citação cumprido quando ausente essa informação (REsp 468249 / SP). Em respeito ao princípio da publicidade e da cooperação, o art. 254 do NCPC prevê que, mesmo após a citação por hora certa, o escrivão deverá, no prazo impróprio de 10 dias, enviar carta ao réu avisando-lhe da sua citação ficta (art. 254): CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 31 Art. 254. Feita a citação com hora certa, o escrivão ou chefe de secretaria enviará ao réu, executado ou interessado, no prazo de 10 (dez) dias, contado da data da juntada do mandado aos autos, carta, telegrama ou correspondência eletrônica, dando-lhe de tudo ciência. ATENÇÃO! “É possível a citação por hora certa em processo de execução (AgRg no REsp 1131711/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 05/06/2014, DJe 12/06/2014)”. Frise-se que a compreensão a respeito da possibilidade da citação por hora certa no processo de execução foi objeto de cobrança pela VUNESP NO CONCURSO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DO ANO DE 2014, tendo a banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “No processo de execução não se admite a citação por hora certa”. e) Citação por edital A citação por edital é uma forma de citação FICTA, e as hipóteses em que é admitida estão previstas no art. 256 do NCPC: Art. 256. A citação por edital será feita: I - Quando desconhecido ou incerto o citando; II - Quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar o citando; III - nos casos expressos em lei. § 1º - Considera-se inacessível, para efeito de citação por edital, o país que recusar o cumprimento de carta rogatória. § 2º - No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu, a notícia de sua citação será divulgada também pelo rádio, se na comarca houver emissora de radiodifusão. § 3º - O réu será considerado em local ignorado ou incerto se infrutíferas as tentativas de sua localização, inclusive mediante requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos cadastros de órgãos públicos ou de concessionárias de serviços públicos. A citação por edital deve ser excepcional, exigindo-se o esgotamento de todos os meios possíveis para a realização da citação por outra forma, nos termos do § 3º do artigo 256 do NCPC. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 32 f) Citação por comparecimento do réu em cartório Quando o indivíduo comparecer ao cartório, a citação poderá ser feita pelo escrivão ou pelo chefe de secretaria. 1.1.4.3. Intimação 1.1.4.3.1. Conceito A intimação é dirigida a qualquer sujeito, processual ou não, para que tome conhecimento dos atos e termos do processo. Art. 269. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo. 1.1.4.3.2. Meios de intimação A intimação pode ser realizada: a) pelo advogado; b) por meio eletrônico; c) por publicação no órgão oficial; d) pelos correios; e) pelo escrivão ou chefe de secretaria; f) por oficial de justiça; g) por hora certa; h) por edital. a) Intimação pelo Advogado Uma das novidades do NCPC foi permitir que o advogado realize a intimação do advogado da parte contrária, com o objetivo de, assim, realizar o princípio da celeridade, da razoável duração do processo e da economia processual. Art. 269. § 1º - É facultado aos advogados promover a intimação do ADVOGADO da outra parte por meio do correio, juntando aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 33 Essa prerrogativa do advogado é uma mera FACULDADE, de forma que, NÃO querendo assumir o ônus da intimação, ela continuará a ser realizada normalmente pelo cartório judicial. ATENÇÃO! A compreensão a respeito da referida faculdade foi cobrada pela banca VUNESP NO CONCURSO DO ESTADO DE SÃO PAULO DO ANO DE 2018, tendo a banca examinadora considerado correta a seguinte assertiva: “Relativamente à comunicação dos atos processuais, é correto afirmar: (...) a lei faculta ao advogado promover a intimação do colega adversário, desde que o faça pelo correio”. A técnica adotada por esse dispositivo legal se limita à intimação do ADVOGADO da parte contrária, NÃO podendo, portanto, ser utilizada para a intimação pessoal da parte contrária, dos serventuários da justiça ou até mesmo de terceiros. Exceção: é possível também que o advogado realize a intimação de testemunhas POR ELE ARROLADAS, mas em razão de regra expressa nesse sentido (art. 455 do NCPC). Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo. ATENÇÃO! Intimação da Fazenda Pública. O NCPC trouxe um regramento para uniformizar o regime jurídico da Advocacia Pública: todas as intimações ao Poder Público, agora, devem ser PESSOAIS, mediante a carga dos autos, remessa ou encaminhamento eletrônico, nos termos do artigo 183 do NCPC. b) Intimação por meio eletrônico As intimações realizar-se-ão, sempre que possível, por meio eletrônico, em respeito aos princípios da celeridade, da economia processual e da razoável duração do processo. Essa preferência pela intimação eletrônica aplica-se, inclusive, em relação às intimações do Ministério Público, das Defensorias Públicas e da Advocacia Pública. Art. 270. As intimações realizam-se, sempre que possível, por meio eletrônico, na forma da lei. Parágrafo único. Aplica-se ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à AdvocaciaPública o disposto no §1º do art. 246. c) Intimação por publicação no órgão oficial CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 34 Quando a intimação não puder ser feita por meio eletrônico, normalmente será feita por meio da publicação do ato no órgão oficial (art. 272). Atentar para as inovações trazidas pelo Novo CPC. Excepcionalmente, quando NÃO for possível a intimação eletrônica e, no local, NÃO houver publicação no órgão oficial, admite-se a intimação pessoal do advogado (art. 273). ATENÇÃO! Em caso de duplicidade de intimações, intimação eletrônica e publicação no Diário de Justiça eletrônico, qual prevalece? Quanto ao tema, o STJ oscila seu posicionamento. A decisão mais recente, divulgada no Informativo 697 do STJ, em 24.05.2021, foi no seguinte sentido: O termo inicial de contagem dos prazos processuais, em caso de duplicidade de intimações eletrônicas, dá-se com a realizada pelo portal eletrônico, que prevalece sobre a publicação no Diário da Justiça (DJe). EAREsp 1.663.952-RJ, Rel. Min. Raul Araújo, Corte Especial, por maioria, julgado em 19/05/2021. Dessa forma, diante da decisão acima colacionada, em que pese a oscilação do tema, é possível afirmar que, por ora, o STJ entende que, em caso de duplicidade, prevalece a intimação realizada pelo Portal Eletrônico, sempre que esta modalidade de intimação seja prevista e aplicável em determinado Tribunal, para advogados devidamente cadastrados, prevalecendo sobre a tradicional intimação pelo DJe. d) Intimação pelos correios A intimação será por CORREIOS quando nenhuma das outras formas for possível no caso concreto (art. 273). e) Intimação pelo escrivão ou chefe de secretaria Havendo o comparecimento das partes, dos representantes legais, dos advogados e demais sujeitos do processo ao cartório, a intimação pode ser realizada diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria. O comparecimento pode ser espontâneo ou provocado, NÃO havendo qualquer impedimento legal para que a intimação ocorra em sujeito presente ao cartório, por exemplo, para participar de uma audiência. f) Intimação por oficial de justiça A intimação feita por oficial de justiça é SUBSIDIÁRIA, pois só é admissível quando frustrada a intimação eletrônica ou a intimação pelos correios (art. 275 do NCPC). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 35 g) Intimação ficta A intimação ficta pode se dar de duas maneiras: intimação por hora certa e a intimação por edital. ATENÇÃO! Ler com muita atenção o artigo 272 do NCPC, especialmente os seus §§. 1.1.4.4. Cartas As cartas são a forma processual de um juízo pedir auxílio a outro juízo para a prática de um ato processual para o qual o juízo em que tramita o processo NÃO tenha competência para praticá-lo. Art. 236. § 1º - Será expedida carta para a prática de atos fora dos limites territoriais do tribunal, da comarca, da seção ou da subseção judiciárias, ressalvadas as hipóteses previstas em lei. § 2º - O tribunal poderá expedir carta para juízo a ele vinculado, se o ato houver de se realizar fora dos limites territoriais do local de sua sede. Em qualquer espécie de carta, os atos processuais a serem praticados serão atos de comunicação (citação, intimação e notificação), de instrução (produção de provas) e de constrição. 1.1.4.4.1. Espécies de cartas O art. 237 do NCPC prevê quatro espécies de cartas: a) carta de ordem; b) carta precatória; c) carta rogatória; d) carta arbitral. Art. 237. Será expedida carta: I - De ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2º do art. 236; II - Rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica internacional, relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro; III - precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 36 formulado por órgão jurisdicional de competência territorial diversa; IV - Arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo arbitral, inclusive os que importem efetivação de tutela provisória. 1.1.5. DAS NULIDADES ATENÇÃO! O tema “Das Nulidades” é constantemente cobrado nas provas. Geralmente, o examinador requer o conhecimento da “lei seca”, razão pela qual É IMPRESCINDÍVEL a leitura dos artigos 276 a 283 do Novo Código de Processo Civil. Parcela da doutrina, levando em conta a gravidade do vício e a natureza do ato processual, divide as imperfeições do ato jurídico em quatro categorias: meras irregularidades, nulidades relativas, nulidades absolutas e inexistência. 1.1.5.1. Mera irregularidade A mera irregularidade constitui o vício de menor gravidade entre todas as imperfeições possíveis, porque é gerada pela inobservância de regra que NÃO atinge a validade do ato. 1.1.5.2. Nulidade relativa Há nulidade relativa quando o ato é praticado com inobservância de forma legal que tem por objetivo preservar o interesse das PARTES, as quais deverão se manifestar sobre a nulidade no primeiro momento, sob pena de preclusão (art. 278 do NCPC). Somente a parte inocente (aquela que NÃO foi responsável pelo ato viciado) poderá formular pedido para a sua anulação, em razão da regra que veda o indivíduo de se beneficiar da própria torpeza, com fulcro nos princípios da boa-fé e da lealdade processual (art. 276 do NCPC). 1.1.5.3. Nulidade absoluta Há nulidade absoluta quando o ato é praticado com inobservância de forma legal que tem por objetivo preservar o correto e regular funcionamento da máquina jurisdicional. Ou seja, busca-se preservar interesses de ordem pública. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 37 Exatamente por estar ligada a matérias de ordem pública, deve ser decretada a qualquer momento, inclusive DE OFÍCIO pelo juiz, nos termos do artigo 278, parágrafo único, do NCPC. 1.1.5.4. Inexistência jurídica Trata-se do mais grave dos vícios, tornando o ato inexistente por falta de elementos constitutivos mínimos, sendo impossível até mesmo reconhecê-lo como ato processual. O ato inexistente jamais se convalida, podendo tal vício ser reconhecido na constância da demanda e após o seu encerramento, independentemente do prazo, por meio de mera ação declaratória de inexistência de ato jurídico. Qual é a diferença de “nulidade absoluta” para “inexistência jurídica”? Na nulidade absoluta, haverá o trânsito em julgado, e, não sendo interposta a ação rescisória no prazo de dois anos, o vício se convalida definitivamente. Por outro lado, a decisão proferida em processo juridicamente inexistente NÃO se convalida, podendo o vício ser alegado a qualquer tempo. 1.1.6. DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO Trata-se de tema com pouca importância doutrinária, de forma que a simples leitura da lei seca já basta para exaurir o tema. Assim, sugerimos a leitura dos artigos 284 a 290 do CPC. 1.1.7. VALOR DA CAUSA 1.1.7.1.Função A toda causa deve ser atribuído o “valor da causa”, ainda que ela NÃO tenha conteúdo econômico imediatamente aferível, pois o valor da causa serve não somente para se determinar o bem da vida que se pleiteia em juízo, mas também serve para se analisar a competência do juízo, a definição do rito processual, a fixação do valor para fins de aplicação de multa etc. Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que NÃO tenha conteúdo econômico imediatamente aferível 1.1.7.2. Regras de Aplicação O art. 292 do NCPC determina as regras específicas para o valor da causa: CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 38 Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: I - Na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data de propositura da ação; II - Na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte controvertida; A possibilidade de valor da causa em quantia inferior ao valor do ato quando o objeto da demanda NÃO corresponder à sua integralidade é novidade do NCPC. III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor; IV - Na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de avaliação da área ou do bem objeto do pedido; V - Na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido; A exigência de que o pedido de dano moral seja um pedido determinado é uma das novidades do NCPC, pois, no CPC-1973, admitia-se o pedido genérico em caso de danos morais. VI - Na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles; OBSERVAÇÃO! Essa soma só vale para a cumulação PRÓPRIA de pedidos (simples ou sucessiva), já que, nesse tipo de cumulação, o autor pode receber todos os pedidos que elabora. VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. §1º - Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o valor de umas e outras. §2º - O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 01 (um) ano, e, se por tempo inferior, será igual à soma das prestações. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 39 Caso a parte contrária NÃO concorde com o valor da causa fixado pela outra, poderá impugnar o valor da causa, como preliminar de contestação. Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas. Portanto, NÃO se aplica mais a regra do CPC-1973, de acordo com a qual o valor da causa deveria ser impugnado em autos próprios. Agora, com fulcro no princípio da celeridade e da economia processual, deve ser feito na contestação, como preliminar. Por outro lado, o juiz também poderá, inclusive de ofício, readequar o valor da causa quando ficar claro que ele não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão. Art. 292. § 3º - O juiz corrigirá, DE OFÍCIO e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 40 2. JURISPRUDÊNCIA SÚMULAS Súmula 106 do STJ - Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. Súmula 429 do STJ - A citação postal, quando autorizada por lei, exige o aviso de recebimento. Súmula 641 do STF - Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. JULGADOS QUARTA TURMA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE CITAÇÃO E MANIFESTAÇÃO DO RÉU EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. Não supre a falta de citação em ação revisional de alimentos o comparecimento do réu para contraminutar agravo de instrumentos contra decisão denegatória de tutela antecipada, sem que haja qualquer pronunciamento na ação principal por parte do demandado. Com efeito, sabe-se bem que o §1º do artigo 239 do NCPC dispõe que “o comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação”. Ocorre que, se o réu, em que pese tenha apresentado contrarrazões junto ao Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do agravo de instrumento, não compareceu espontaneamente aos autos principais, não há o que se falar em suprimento da falta de citação, visto que o §1º do artigo 239 do NCPC exige o comparecimento espontâneo no processo principal, onde se discute a questão de fundo, e não simplesmente junto ao Tribunal de Justiça onde se discutia a antecipação de tutela (STJ. 4ª Turma. REsp 1.310.704-MS, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 10/11/2015 (Info 573). QUARTA TURMA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO PARA PERÍCIA MÉDICA EM AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO DPVAT. Em ação de cobrança de seguro DPVAT, a intimação da parte para o comparecimento à perícia médica deve ser pessoal, e não por intermédio de advogado. Consoante determina a legislação processual civil, a intimação é “o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo, para que faça ou deixe de fazer alguma coisa” (art. 269 do CPC/2015). O diploma processual também disciplina os meios pelos quais devem ser feitas as intimações, tais como, pelo escrivão, oficial de justiça, correio, publicação na imprensa oficial ou até mesmo por ocasião da audiência. A doutrina distingue as intimações meramente comunicativas, que criam ônus e dão início à contagem de prazos processuais, daquelas que ordenam condutas e geram deveres para a parte intimada. Nesse ponto, destaca-se que o ato processual em questão se trata de intimação para a prática de uma conduta pessoal da parte, qual seja: o comparecimento para a realização de perícia médica. Dessa forma, por se tratar de ato que deve necessariamente ser realizado pela parte interessada (ato CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 41 personalíssimo), não se mostra suficiente a intimação por intermédio de advogado. (STJ. 4ª Turma. REsp 1.364.911-GO, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 1/9/2016 (Info 589)). RECURSOS REPETITIVOS. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO POR OFICIAL DE JUSTIÇA, CARTA ROGATÓRIA, PRECATÓRIA OU DE ORDEM. PRAZO RECURSAL. INÍCIO DO CÔMPUTO. DATA DA JUNTADA AOS AUTOS. Nos casos de intimação/citação realizadas POR CORREIO, OFICIAL DE JUSTIÇA, OU POR CARTA DE ORDEM, PRECATÓRIA OU ROGATÓRIA, o prazo recursal inicia-se com a juntada aos autos do aviso de recebimento, do mandado cumprido, ou da juntada da carta, tendo em vista o disposto no artigo 231 do NCPC, o qual estipula que, nestas situações, o prazo somente começa a correrapós a juntada os autos (STJ. Corte Especial. REsp 1.632.777-SP, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 17/5/2017 (recurso repetitivo) (Info 604)). QUARTA TURMA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE USUCAPIÃO. CPC/73. CUMULAÇÃO DE PRETENSÕES: USUCAPIÃO E DELIMITATÓRIA. CITAÇÃO DO CÔNJUGE DO CONFINANTE. NÃO OCORRÊNCIA. NULIDADE RELATIVA DO FEITO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. A ausência de citação dos confinantes e respectivos cônjuges na ação de usucapião ensejará nulidade relativa, caso se constate o efetivo prejuízo. Na ação de usucapião, com relação ao PROPRIETÁRIO E SEU CÔNJUGE, constantes no registro de imóveis, é indispensável a citação destes (e demais compossuidores e condôminos) como litisconsortes necessários, sob pena de a sentença ser absolutamente ineficaz, tratando-se de nulidade insanável. Por outro lado, no tocante à citação do confrontante, apesar de amplamente recomendável, a sua falta não acarretará, por si, causa de irremediável nulidade da sentença que declara a usucapião, notadamente pela finalidade de seu chamamento, uma vez que a ação de usucapião terá por objetivo, tão somente, quanto a este, a delimitação da área, de modo a evitar que ocorra indevida invasão. Desta forma, dependendo do caso, pode ser que a ação não traga qualquer prejuízo ao confinante, razão pela qual não é necessária a anulação do feito, devendo ser aplicado o artigo 282, §1º, do NCPC, segundo o qual “o ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte” (REsp 1.432.579-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, por maioria, julgado em 24/10/2017, DJe 23/11/2017 – Informativo 616). Na ação de cobrança, é desnecessária a citação da sociedade empresária se todos os que participam do quadro social integram a lide (STJ. 3ª Turma. REsp 1731464-SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 25/09/2018 - Informativo 635). Somente há prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores quando, além de existir dificuldade em cumprir o prazo processual e consultar os autos, for recolhido mais de um preparo recursal. Havendo interposição de recurso em conjunto e o recolhimento de um só preparo, não há que se falar na duplicação legal do prazo (STJ. 3ª Turma. REsp 1694404/SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 22/05/2018). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 42 A habilitação de advogado em autos eletrônicos não é suficiente para a presunção de ciência inequívoca das decisões, sendo inaplicável a lógica dos autos físicos. No processo físico, ao fazer a carga dos autos (retirada do processo em cartório), presume- se a ciência de toda e qualquer decisão contida nos autos, ainda que o advogado não tenha sido intimado pelo Diário de Justiça. Ocorre que, ao se habilitar no processo eletrônico, o advogado não tem ciência imediata das decisões constantes do processo, uma vez que, para tomar conhecimento de seu conteúdo, ele precisa, necessariamente, clicar sobre ela, gerando uma intimação imediata do seu teor, constando da movimentação o ocorrido, momento no qual inicial o seu prazo (EDcl no REsp 1592443/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 25/03/2019, DJe 27/03/2019 – Informativo 642). Em caso de duplicidade de intimações eletrônicas e publicação no Diário de Justiça eletrônico, qual prevalece? Quanto ao tema, o STJ oscila seu posicionamento. Analisando os julgados do STJ sobre o tema entre os anos de 2016 e 2020, verifica-se que, antes de 2019, prevalecia na Corte o entendimento pela supremacia da data da publicação no Diário de Justiça Eletrônico em detrimento da data da intimação eletrônica. Contudo, em 2019, o STJ decidiu de maneira contrária afirmando que a intimação eletrônica prevaleceria sobre a publicação no Diário de Justiça no caso de duplicidade de intimações (STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1330052/RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 26/03/2019 - Informativo 647). Entretanto, em 2020, o STJ parece ter retornado a sua posição anterior, possuindo vários julgados em que afirma que a jurisprudência da corte é no sentido de que, ocorrendo a intimação eletrônica e a publicação da decisão no Diário Oficial, prevalece esta última, uma vez que a publicação em Diário de Justiça eletrônico substitui qualquer outro meio de publicação oficial para quaisquer efeitos legais, nos termos no art. 4º, §2º, da Lei 11.419/06 (AgInt nos EDcl no RMS 62.679/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/12/2020, DJe 18/12/2020; AgRg no AREsp 1770623/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, SEXTA TURMA, julgado em 15/12/2020, DJe 18/12/2020; AgInt na AR 6.597/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 29/09/2020, DJe 02/10/2020; AgInt no AREsp 1.566.245/AP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/5/2020, DJe 20/5/2020). É regular a citação da pessoa jurídica estrangeira por meio de seu entreposto no Brasil, ainda que não seja formalmente aquela mesma pessoa jurídica ou agência ou filial (STJ. Corte Especial. HDE 410-EX, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 20/11/2019 - Informativo 661). A prolação da decisão de acolhimento da impugnação do valor da causa em momento posterior à decisão que julgara o mérito da causa principal constitui mera irregularidade, não gerando prejuízo suficiente para decretação da nulidade do processo. Considerando o princípio da instrumentalidade, o recolhimento posterior das custas atinge seu objetivo, sem que para tanto seja necessária a decretação da nulidade do ato. Não se vislumbra prejuízo suficiente para a parte atingida pela irregularidade, pois o CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 43 recolhimento das custas pode se dar de forma posterior, tendo por norte o fato de que o princípio da instrumentalidade das formas anda sempre de mãos dadas com o princípio da primazia da resolução do mérito. STJ. 3a Turma. AgInt no REsp 1.667.308/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 30/03/2020 (Info 669). A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, recentemente, reafirmou o entendimento de que, “em regra, o peticionamento nos autos por advogado destituído de poderes especiais para receber citação não configura comparecimento espontâneo apto a suprir tal necessidade” (EREsp 1.709.915/CE, Rel. Ministro Og Fernandes, Corte Especial, julgado em 1º/8/2018, DJe de 9/8/2018; AgInt no REsp 1478178/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 24/08/2020, DJe 26/08/2020; AgInt no AREsp 1562428/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 10/08/2020, DJe 17/08/2020). Quando há pluralidade de réus, a data da PRIMEIRA CITAÇÃO VÁLIDA é o termo inicial para contagem dos juros de mora. Os efeitos da citação não podem ser confundidos com o início do prazo para a defesa dos litisconsortes. NÃO SE APLICA, para a constituição em mora, a regra processual disciplinadora do termo inicial do prazo para contestar (art. 231, § 1º, do CPC), em detrimento da regra geral de direito material pertinente (Código Civil, art. 280) (STJ. 3ª Turma. REsp 1.868.855-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 22/09/2020 - Informativo 680). O cancelamento da distribuição, a teor do art. 290 do CPC, prescinde da citação ou intimação da parte ré, bastando a constatação da ausência do recolhimento das custas iniciais e da inércia da parte autora, após intimada, em regularizar o preparo (STJ. 3ª Turma. REsp 1906378/MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 11/05/2021 - Info 696). Não há ofensa à prerrogativa de intimaçãopessoal prevista no art. 183 do CPC, quando o ente público deixa de realizar o necessário cadastramento no Sistema de Intimação Eletrônica do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.050 do CPC, sendo válida a intimação pela publicação no Diário de Justiça Eletrônico (STJ. 1ª Seção. AR 6.503-CE, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 27/10/2021 - Info 716). A juntada nos autos de simples manifestação da União informando o envio de ofício, antes de despacho determinando a sua citação para responder a ação, não configura comparecimento espontâneo apto a suprir a falta de citação. (STJ. 2ª Turma. REsp 1.904.530-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 08/03/2022 - Info 728). É nulo o processo em que não houve a intimação e a intervenção do Ministério Público em primeiro grau de jurisdição, apesar da presença de parte com enfermidade psíquica grave e cujos legitimados para propor eventual ação de interdição possuem conflitos de interesses (STJ. 3ª Turma. REsp 1.969.217-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 08/03/2022 (Info 729). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 44 Não é possível considerar válida a citação de pessoa jurídica em seu antigo endereço, cuja mudança fora comunicada à Junta Comercial, mas sem alteração no sítio eletrônico da empresa (STJ. 3ª Turma.REsp 1.976.741-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 26/04/2022 - Info 734). A juntada nos autos de simples manifestação da União informando o envio de ofício, antes de despacho determinando a sua citação para responder a ação, não configura comparecimento espontâneo apto a suprir a falta de citação. STJ. 2ª Turma. REsp 1.904.530-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 08/03/2022 (Info 728) É nulo o processo em que não houve a intimação e a intervenção do MP em primeiro grau de jurisdição, apesar da presença de parte com enfermidade psíquica grave e cujos legitimados para pedir a interdição possuem conflitos de interesses. STJ. 3ª Turma. REsp 1.969.217-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 08/03/2022 (Info 729). Não é possível considerar válida a citação de pessoa jurídica em seu antigo endereço, cuja mudança fora comunicada à Junta Comercial, mas sem alteração no sítio eletrônico da empresa. STJ. 3ª Turma. REsp 1.976.741-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 26/04/2022 (Info 734). O peticionamento nos autos por advogado destituído de poderes especiais para receber citação não configura comparecimento espontâneo apto a suprir tal necessidade. STJ. 4ª Turma. RHC 168.440-MT, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 16/08/2022 (Info 745). Em regra, é descabido o arrependimento e a rescisão unilateral da transação, ainda que antes da homologação judicial É descabido o arrependimento e rescisão unilateral da transação, ainda que não homologada de imediato pelo Juízo. Uma vez concluída a transação as suas cláusulas ou condições obrigam definitivamente os contraentes, e sua rescisão só se torna possível “por dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa” (art. 849 do Código Civil). STJ. 3ª Turma. AgInt no REsp 1793194/PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 2/12/2019. STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1.952.184-SC, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 22/08/2022 (Info 750). É válida a intimação realizada em nome de advogado constituído nos autos se os poderes a ele outorgados tiverem sido substabelecidos com reserva. STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 2.098.573-GO, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 14/11/2022 (Info 761). CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 45 3. QUESTÕES 1. Considere os enunciados abaixo. I. Os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei, sendo defeso ao juiz a fixação de prazos judiciais, salvo para diligências periciais ou para cumprimento de cartas precatórias. II. As partes podem, de comum acordo, reduzir ou prorrogar apenas os prazos dilatórios. III. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis, inclusive nos Juizados Especiais Cíveis. IV. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive. Está correto o que consta APENAS em: a) I e II. b) I, II e III. c) III e IV. d) II, III e IV. e) I, III e IV. 2. Quanto ao tempo e lugar dos atos processuais, é INCORRETO afirmar que: a) Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 8 (oito) às 18 (dezoito) horas. b) Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário regularmente estabelecido pelo Código, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal. c) podem ser concluídos após o horário legal os atos processuais, se houver perigo de grave dano ou prejuízo à diligência com o adiamento. d) como regra geral, os atos processuais realizam-se na sede do juízo. e) as citações, intimações e penhoras, bem como o deferimento e cumprimento das tutelas de urgência, poderão ser realizados durante as férias forenses e nos feriados. 3. No que se refere à comunicação dos atos processuais, é correto que: a) para a eficácia e existência do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, com a ressalva única de indeferimento da petição inicial. b) o comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução. c) a citação válida, salvo se ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 46 d) a citação será sempre pessoal, por se tratar de ato personalíssimo e, portanto, intransferível. e) como regra geral, a citação será feita por meio de mandado a ser cumprido por oficial de justiça; frustrada esta, far-se-á pelo correio. 4. Em relação à forma dos atos processuais, é correto afirmar: a) Compete privativamente aos tribunais regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico, velando pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários. b) Os atos e termos processuais são em regra formais, considerando-se nulos os que tenham sido praticados em desrespeito a essa premissa. c) A desistência da ação produzirá efeitos imediatos nos autos, embora seja possível discutir os ônus sucumbenciais se não houver anuência da parte adversa ao ato. d) Apenas decisões interlocutórias e sentenças devem ser publicadas no Diário de Justiça Eletrônico, já que despachos, por não causarem gravames, não necessitam de publicação. e) Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo. 5. A fixação de calendário para a prática de atos processuais: a) vincula as partes, mas não o juiz. b) torna dispensável intimação para a audiência cuja data esteja designadano calendário. c) é uma convenção processual e, portanto, não pode ser firmada pela fazenda pública. d) deve assumir a forma determinada em lei para evitar falha que gere nulidade. e) é uma convenção processual que, se estipular confidencialidade, permitirá que o processo tramite em segredo de justiça. 6. O negócio jurídico processual adquire eficácia a partir: a) da manifestação bilateral ou plurilateral de vontade das partes, não dependendo de homologação judicial, salvo nos casos expressamente previstos em lei. b) da verificação da existência e da validade do negócio, em respeito às normas de ordem pública. c) da verificação da licitude do negócio e de sua forma, que deve ser permitida ou não vedada por lei. d) da homologação do negócio pelo juízo, desde que verse sobre direitos disponíveis. e) da homologação do negócio pelo juízo antes da prolação da sentença. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 47 7. Com base no CPC, é correto afirmar que o valor da causa: a) não servirá de base de cálculo para a fixação de multa por ato atentatório à dignidade da justiça caso seja irrisório ou demasiado elevado. b) é um requisito legal da petição inicial, mas não da reconvenção. c) não poderá ser corrigido de ofício pelo juiz, mesmo se verificado que a monta indicada não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão. d) pode ser corrigido a qualquer tempo se comprovada alteração superveniente de fato ou de direito, oportunidade na qual será complementado o seu pagamento, se necessário. e) corresponderá, em causa relativa a obrigação por tempo indeterminado, à soma das parcelas vencidas mais o valor de uma prestação anual relativa às parcelas vincendas. 8. À luz do entendimento jurisprudencial do STJ a respeito de aplicação da lei processual, de atos processuais e de execução fiscal, julgue o item a seguir. O prazo recursal da parte que for intimada, por oficial de justiça, a respeito de decisão judicial se inicia na data de cumprimento do mandado, e não com a juntada do mandado ao processo. ( ) Certo. ( ) Errado. 9. Relativamente à comunicação dos atos processuais, é correto afirmar: a) a lei faculta ao advogado promover a intimação do colega adversário, desde que o faça pelo correio. b) é vedado que, na intimação dirigida ao advogado, figure apenas o nome da sociedade a que pertença. c) se não for comunicada modificação de endereço da parte, a lei presume válida a intimação feita naquele constante dos autos, exceto quando se tratar de mudança temporária. d) a intimação feita ao ensejo da retirada dos autos de cartório é inválida se a carga for feita por quem não seja advogado investido de mandato. 10. De acordo com o CPC, na ação em que houver pedido subsidiário, o valor da causa corresponderá: a) à soma dos valores dos pedidos principal e subsidiário. b) ao pedido de maior valor, entre o principal e o subsidiário. c) à média dos valores dos pedidos principal e subsidiário. d) ao valor do pedido principal. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 48 e) ao valor de qualquer dos pedidos, principal ou subsidiário, desde que a diferença dos seus valores seja de até 5%. 11. O erro de forma do processo: a) acarreta a ineficácia de todos os atos processuais, que deverão ser repetidos de acordo com a forma prescrita ou não defesa em lei. b) acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais. c) não acarreta consequência processual alguma, devendo prevalecer os atos praticados em nome do exercício pleno e efetivo da atividade jurisdicional. d) acarreta a inexistência dos atos processuais cujo aproveitamento não seja possível, a serem novamente praticados em tempo razoável. e) é mera irregularidade, que só necessitará de ratificação ou convalidação se alguma das partes for menor ou incapaz. 12. Quanto aos prazos: a) sendo a lei omissa, o prazo para a parte praticar o ato processual será sempre o de dez dias. b) a parte pode renunciar àqueles estabelecidos exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa. c) quando contados em dias, estabelecidos legal ou judicialmente, computar-se-ão os dias corridos. d) se processuais, interrompem-se nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive. e) será considerado intempestivo o ato praticado antes de seu termo inicial, por ainda não existir, processualmente. 13. Com relação à forma, ao tempo e ao lugar dos atos processuais, assinale a alternativa correta. a) O documento redigido em língua estrangeira poderá ser juntado aos autos desacompanhado de versão para a língua portuguesa se as partes assim acordarem. b) Em caso de obstáculo criado por uma das partes, superado o motivo que deu causa à suspensão do curso do prazo, este será restituído integralmente à outra parte. c) A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa. d) Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade só podem modificar ou extinguir direitos processuais após a homologação judicial. e) Salvo autorização judicial, as citações, intimações e penhoras não poderão ser realizadas no período de férias forenses e nos feriados. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 49 14. Alberto Roberto tornou-se réu em uma ação de cobrança de nota promissória. Ficou sabendo por um escrevente do Cartório, procurou um advogado e, antes mesmo de ser citado, contestou o feito. Essa contestação: a) será tida por inexistente, devendo ser praticado o ato novamente no prazo legal da contestação. b) será tida por intempestiva, pois o que define a tempestividade é o início da contagem do prazo, ainda não iniciado. c) será considerada tempestiva, sem necessidade de reiteração do ato após a citação de Alberto Roberto. d) será considerada um ato praticado condicionalmente, pois dependerá de ratificação por Alberto Roberto, necessariamente dentro do prazo legal de oferecimento da defesa. e) é intempestiva, porque praticado o ato fora do prazo, o que se dá tanto antes quanto depois de finalizada sua contagem; no entanto, se o autor concordar, será a contestação tida por tempestiva, caracterizando a anuência um negócio jurídico-processual. 15. No tocante à citação, é correto afirmar: a) a citação será sempre pessoal, salvo exclusivamente a feita na pessoa do curador do incapaz. b) a interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, retroagirá à data da prática do fato que originou a demanda. c) quando frustrada a citação pessoal, por meio de oficial de justiça, esta far-se-á por via postal e, mostrando-se infrutífera, por edital. d) a citação válida, salvo se ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor. e) não se fará citação quando se verificar que o citando é mentalmente incapaz ou está impossibilitado de recebê-la. 16. Pedro e João são casados. Pedro aforou ação de cobrança contra João visando receber dívida contraída antes do casamento e requereu segredo de justiça. O pedido: a) não deve ser deferido, porque a maior parte da comunidade sabe da existência da dívida. b) deve ser indeferido,porque o conflito de interesses é meramente contratual. c) deve ser deferido, para preservar a intimidade e a harmonia do casal. d) deve ser deferido, porque autor e réu são casados. 17. Sobre citação, é correto afirmar que: a) será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até dois dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 50 pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça; b) a citação por edital pressupõe que o oficial de justiça tenha comparecido por duas vezes ao domicílio do citando sem encontrá-lo, havendo fundada suspeita de ocultação do citando; c) nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, não será válida a entrega do mandado a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência; d) o citando deve confirmar a citação eletrônica no prazo de até três dias úteis, contado do recebimento da citação eletrônica, sob pena de ser dado por citado; e) para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, inclusive na hipótese de improcedência liminar do pedido. 18. Em uma ação envolvendo direitos disponíveis, antes da decisão de organização e saneamento, as partes firmaram negócio jurídico processual, por meio do qual escolheram consensualmente o perito e estabeleceram que nenhuma das partes indicaria assistente técnico. Diante dessa situação jurídica, é CORRETO afirmar que: a) para a validade do referido negócio jurídico, este deve ser previamente homologado pelo juiz; b) o juiz deverá aceitar o perito escolhido consensualmente pelas partes, mas não poderá autorizar a dispensa de assistentes técnicos, por força de previsão legal; c) para o referido negócio jurídico processual produzir efeitos, o juiz deve figurar como parte, por se tratar de disposição diretamente ligada à atividade jurisdicional; d) diante da autonomia da vontade das partes, o juiz não poderá recusar o referido negócio jurídico processual, ainda que uma das partes se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade; e) as partes podem convencionar sobre seus poderes por meio de negócio jurídico processual, o que lhes autoriza a indicar consensualmente o perito e a dispensar a indicação de assistente técnico. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 51 4. GABARITO COMENTADO 1. RESPOSTA – C I - INCORRETA – Art. 218, § 1º, do NCPC – “Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. § 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato”. II – INCORRETA – Art. 190 do NCPC e Enunciado 19 do FPPC – “Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo”./Enunciados 19 do FPPC – “(art. 190) São admissíveis os seguintes negócios processuais, dentre outros: (...) acordo de ampliação de prazos das partes de qualquer natureza (...)”. Enunciado 21 do FPPC – “(art. 190) São admissíveis os seguintes negócios, dentre outros: acordo para (...) redução de prazos processuais”. III – CORRETA – Art. 219 do NCPC e art. 12-A da Lei 9.099/95 – “Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis. /Art. 12-A. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, computar- se-ão somente os dias úteis”. IV – CORRETA – Art. 220 do NCPC – “Art. 220. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive”. 2. RESPOSTA – A A – INCORRETA – Art. 212 do NCPC – “Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas”. B – CORRETA - Art. 212, § 2º, do NCPC – “Art. 212, § 2º Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal”. C – CORRETA – Art. 212, § 1º, do NCPC – “Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. § 1º Serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave dano”. D – CORRETA – Art. 217 do NCPC – “Art. 217. Os atos processuais realizar-se-ão ordinariamente na sede do juízo, ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão de deferência, de interesse da justiça, da natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz”. E – CORRETA - Art. 214 do NCPC – “Art. 214. Durante as férias forenses e nos feriados, não se praticarão atos processuais, excetuando-se: I - os atos previstos no art. 212, § 2º; II - a tutela de urgência”. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 52 3. RESPOSTA - B A – INCORRETA: art. 239 do NCPC – “Art. 239. Para A VALIDADE do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido”. B – CORRETA: art. 239, § 1º, do NCPC – “art. 239, § 1º O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução”. C – INCORRETA: art. 240 do NCPC – “Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil)”. D – INCORRETA: art. 242 do NCPC – “Art. 242. A citação será pessoal, podendo, no entanto, ser feita na pessoa do representante legal ou do procurador do réu, do executado ou do interessado”. E – INCORRETA: Conforme a atualização legislativa promovida pela Lei nº 14.195/2021, a regra do sistema é a citação por meio eletrônico. Art. 246 do NCPC – A citação será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça. (Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) 4. RESPOSTA - E A – INCORRETA: art. 196 do NCPC – “Art. 196. Compete ao Conselho Nacional de Justiça e, supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico e velar pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários, respeitadas as normas fundamentais deste Código”. B – INCORRETA: art. 188 do NCPC – “Art. 188. Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preenchama finalidade essencial”. C – INCORRETA: art. 200, parágrafo único, do NCPC – “Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial.” D – INCORRETA: art. 205, § 3º, do NCPC – “Os despachos, as decisões interlocutórias, o dispositivo das sentenças e a ementa dos acórdãos serão publicados no Diário de Justiça Eletrônico”. E – CORRETA: art. 190 do NCPC – “Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo”. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 53 5. RESPOSTA – B A – INCORRETA – Art. 191, § 1º, do NCPC – “Art. 191, § 1º O calendário vincula as partes E O JUIZ, e os prazos nele previstos somente serão modificados em casos excepcionais, devidamente justificados”. B – CORRETA – Art. 191, § 2º, do NCPC – “Art. 191, § 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário”. C – INCORRETA – O calendário processual previsto no artigo 191 do NCPC nada mais é do que um negócio jurídico plurilateral (envolve as partes e o juízo). A Fazenda Pública, atuando como parte, pode, perfeitamente, celebrar negócio jurídico processual, não havendo vedação legal quanto a isso. Nesse sentido, vide o Enunciado 256 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC) – “A Fazenda Pública pode celebrar negócio jurídico processual”. D – INCORRETA – Como regra, a forma do negócio jurídico processual atípico é livre, não havendo uma previsão específica na lei. Neste sentido, dispõe o Enunciado 400 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC) – “A validade do negócio jurídico processual, requer agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei”. E – INCORRETA – A publicidade processual é um imperativo constitucional decorrente do artigo 5º, LX (LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem;), e do artigo 93, IX (IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;) e X (X - as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros;) da Constituição, razão pela qual apenas nas hipóteses previstas em lei o processo poderá tramitar por meio de segredo de justiça, hipóteses nas quais não se incluiu o acordo entre as partes. 6. RESPOSTA – A COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS ASSERTIVAS - Conforme ensina Fredie Didier (DIDIER JR., Fredie. Curso de direito processual civil: introdução ao direito processual civil, parte geral e processo de conhecimento/Fredie Didier Jr. - 20. ed. - Salvador: Ed. Jus Podivm, 2018, p. 456): “Há negócios processuais que dependem de homologação judicial (desistência da demanda, art. 200, par. Ún; organização consensual do processo, art. 357, § 2º). Nesses casos, somente produzirão efeitos após a homologação. A NECESSIDADE DE HOMOLOGAÇÃO DE UM NEGÓCIO PROCESSUAL DEVE VIR PREVISTA EM LEI. Quando isso acontece, a homologação judicial é uma condição legal de eficácia do negócio jurídico processual. O negócio processual atípico baseado no art. 190 segue, porém, a regra geral do caput do art. 200 do CPC: PRODUZEM EFEITOS IMEDIATAMENTE, salvo se as partes, expressamente, houverem modulado a eficácia do negócio, com a inserção de uma condição ou de um termo. (...) CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 54 A regra é a seguinte: não possuindo defeito, o juiz não pode recusar a aplicação do negócio processual”. No mesmo sentido, leciona Daniel Amorim que (NEVES, Daniel Amorim Assumpção Neves. Manual de Direito Processual Civil – Volume único. 8. Ed. Salvador: Juspodivm, 2016, ebook) “O NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL NÃO DEPENDE DE HOMOLOGAÇÃO PELO JUIZ, aplicando-se ao caso o previsto no art. 200, caput, do Novo CPC, de forma que o acordo procedimental é eficaz independentemente de qualquer ato homologatório judicial. Cabe ao juiz, entretanto, controlar a validade do negócio jurídico processual, de ofício ou a requerimento da parte, levando em conta a análise dos requisitos formais exigidos de forma geral para a regularidade do negócio jurídico e o previsto no art. 190, parágrafo único, do Novo CPC”. Neste sentido, dispõe o Enunciado 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC) que “Salvo nos casos expressamente previstos em lei, os negócios processuais do art. 190 não dependem de homologação judicial”. Da mesma forma, preceitua o Enunciado 261 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC) que “o art. 200 aplica-se tanto aos negócios unilaterais quanto aos bilaterais, incluindo as convenções processuais do art. 190”. Por fim, cumpre ressaltar que “a indisponibilidade do direito material não impede, por si só, a celebração de negócio jurídico processual (enunciado 135 do FPPC)”, razão pela qual não há empecilho para que a Fazenda Pública celebre o negócio jurídico processual (enunciado 256 do FPPC), quando lei autorizativa. 7. RESPOSTA – E A – INCORRETA – Art. 77, §§ 2º e 5º, do NCPC – “Art. 77, § 2º A violação ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. § 5º Quando o valor da causa for irrisório OU INESTIMÁVEL, a multa prevista no § 2º poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo”. B – INCORRETA – Art. 292 do NCPC – “Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: (...)”. C – INCORRETA – Art. 292, § 3º, do NCPC – “Art. 292, § 3º O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes”. D – INCORRETA – Ao juiz só é dado controlar de ofício o valor da causa, corrigindo-o, antes do oferecimento da contestação. Oferecida esta e não tendo havido correção de ofício pelo juiz nem tendo o demandado impugnado, em preliminar, o valor da causa indicado pelo demandante, ter-se-á por correto o valor da causa, o qual não poderá mais ser alterado. E – CORRETA – Art. 292, §§ 1º e 2º, do NCPC – “Art. 292, § 1º Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o valor de umas e outras. § 2º O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação for por tempo CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.55 indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo inferior, será igual à soma das prestações”. 8. RESPOSTA – INCORRETA “Nos casos de intimação/citação realizadas por Correio, Oficial de Justiça, ou por Carta de Ordem, Precatória ou Rogatória, o prazo recursal inicia-se com a juntada aos autos do aviso de recebimento, do mandado cumprido, ou da juntada da carta (REsp 1632777/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, CORTE ESPECIAL, julgado em 17/05/2017, DJe 26/05/2017 – Informativo 604)”. 9. RESPOSTA - A (A) CORRETA. Art. 269 do NCPC – “Art. 269. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo. § 1º É facultado aos advogados promover a intimação do advogado da outra parte por meio do correio, juntando aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento. § 2º O ofício de intimação deverá ser instruído com cópia do despacho, da decisão ou da sentença”. (B) INCORRETA. Art. 272, § 1º, do NCPC – “Art. 272. Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela publicação dos atos no órgão oficial. § 1º Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, figure apenas o nome da sociedade a que pertençam, desde que devidamente registrada na Ordem dos Advogados do Brasil”. (C) INCORRETA. Art. 274, parágrafo único, do NCPC – “Art. 274, parágrafo único. Presumem-se válidas as intimações dirigidas ao endereço constante dos autos, ainda que não recebidas pessoalmente pelo interessado, se a modificação temporária ou definitiva não tiver sido devidamente comunicada ao juízo, fluindo os prazos a partir da juntada aos autos do comprovante de entrega da correspondência no primitivo endereço”. (D) INCORRETA. Art. 272, § 6º, do NCPC – “Art. 272, § 6º A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão contida no processo retirado, ainda que pendente de publicação”. 10. RESPOSTA - D A – INCORRETA – Art. 292, VIII, do NCPC – “Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal”. B – INCORRETA – Art. 292, VII, do NCPC – “Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: VII - na ação em que os PEDIDOS SÃO ALTERNATIVOS, o de maior valor”. C – INCORRETA – Idem assertiva A. D – CORRETA – Idem assertiva A. CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 56 E – INCORRETA - Idem assertiva A. 11. RESPOSTA – B COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS ASSERTIVAS Art. 283 do NCPC – “Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais. Parágrafo único. Dar- se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte prejuízo à defesa de qualquer parte”. 12. RESPOSTA – B A – INCORRETA – Art. 218, § 1º, do NCPC – “Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. § 1º Quando a lei for omissa, O JUIZ DETERMINARÁ OS PRAZOS em consideração à complexidade do ato”. B – CORRETA – Art. 225 do NCPC – “Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa”. C – INCORRETA – Art. 219 do NCPC – “Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis”. D – INCORRETA – Art. 220 do NCPC – “Art. 220. SUSPENDE-SE o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive”. E – INCORRETA – Art. 218, § 4º, do NCPC – “Art. 218. § 4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo”. 13. RESPOSTA – C A – INCORRETA – Art. 192, parágrafo único, do NCPC – “Art. 192. Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso da língua portuguesa. Parágrafo único. O documento redigido em língua estrangeira somente poderá ser juntado aos autos quando acompanhado de versão para a língua portuguesa tramitada por via diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor juramentado”. B – INCORRETA – Art. 221 do NCPC – “Art. 221. Suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. 313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual ao que faltava para sua complementação”. C – CORRETA – Art. 225 do NCPC – “Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa”. D – INCORRETA – Art. 200 do NCPC – “Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial”. E – INCORRETA – Art. 212, § 2º, do NCPC – “Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. § 2º Independentemente de CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 57 autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal”. 14. RESPOSTA – C COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS QUESTÕES Segundo o artigo 218, § 4º, do NCPC, “será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo”. Sendo assim, ainda que a contestação tenha sido oferecida antes da sua citação, ela será considerada tempestiva, não dependendo de ratificação posterior. 15. RESPOSTA – E A – INCORRETA – Art. 242, caput e § 1º e art. 245, ambos do NCPC – “Art. 242. A citação será pessoal, podendo, no entanto, ser feita na pessoa do representante legal ou do procurador do réu, do executado ou do interessado. § 1º Na ausência do citando, a citação será feita na pessoa de seu mandatário, administrador, preposto ou gerente, quando a ação se originar de atos por eles praticados./Art. 245. Não se fará citação quando se verificar que o citando é mentalmente incapaz ou está impossibilitado de recebê-la. § 1º O oficial de justiça descreverá e certificará minuciosamente a ocorrência. § 2º Para examinar o citando, o juiz nomeará médico, que apresentará laudo no prazo de 5 (cinco) dias. § 3º Dispensa-se a nomeação de que trata o § 2º se pessoa da família apresentar declaração do médico do citando que ateste a incapacidade deste. § 4º Reconhecida a impossibilidade, o juiz nomeará curador ao citando, observando, quanto à sua escolha, a preferência estabelecida em lei e restringindo a nomeação à causa. § 5º A citação será feita na pessoa do curador, a quem incumbirá a defesa dos interesses do citando.”. B – INCORRETA – Art. 240, § 1º, do NCPC – “Art. 240, § 1º A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo incompetente, retroagirá à data de propositura da ação”. C – INCORRETA – Art. 249 do NCPC – A citação será feita por meio de oficial de justiça nas hipóteses previstas neste Código ou em lei, ou quando frustrada a citação pelo correio. D – INCORRETA – Art. 240, caput, do NCPC – “Art. 240. A citação válida, ainda quandoordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil)”. E – CORRETA – Art. 245 do NCPC – Artigo transcrito acima no comentário da assertiva “A”. 16. RESPOSTA – B COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS ASSERTIVAS – O caso retratado na questão não se enquadra em nenhuma das hipóteses, que exige o processamento do feito em segredo CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 58 de justiça, nos termos do art. 189 do CPC/2015, uma vez que mesmo se tratando de caso em que as partes são casadas, trata-se de ação de cobrança de dívida contraída antes do casamento, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses previstas no inciso II do referido dispositivo legal. Art. 189 CPC/2015 - Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos: II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 17. RESPOSTA – A (A) CORRETA. Art. 246 CPC/2015 - A citação será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça. (B) INCORRETA. A alternativa retrata a citação por hora certa, e não a citação por edital, nos termos do art. 252 do CPC/2015. Art. 252 CPC/2015 - Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça houver procurado o citando em seu domicílio ou residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em sua falta, qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar. (C) INCORRETA. Art. 252, parágrafo único, CPC/2015 - Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a intimação a que se refere o caput feita a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência. (D) INCORRETA. Art. 246, § 1º-A, CPC/2015 - A ausência de confirmação, em até 3 (três) dias úteis, contados do recebimento da citação eletrônica, implicará a realização da citação: (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) I - pelo correio; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) II - por oficial de justiça; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) IV - por edital. (E) INCORRETA. Art. 332 CPC/2015 - Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar. 18. RESPOSTA - E (A) INCORRETA. A maior parte da doutrina (Didier e Daniel Amorim, por exemplo) vem entendendo que o NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL NÃO DEPENDE DE HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL, CPF: 860.542.154-18 PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18 É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal. 59 produzindo efeitos imediatamente, nos termos do artigo 200 do NCPC (“Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial”.). O juiz pode controlar a validade da convenção, conforme o exposto no parágrafo único do artigo 190, mas não é condição de eficácia do negócio. Neste sentido, vide o enunciado 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, segundo o qual “salvo nos casos expressamente previstos em lei, os negócios processuais do art. 190 não dependem de homologação judicial”. (B) INCORRETA. Conforme dispõe o art. 471 do CPC/2015, as partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando os assistentes técnicos. Contudo, não há vedação legal que impeça acordo entre as partes de dispensa dos assistentes técnicos, não cabendo ao juiz, portanto, não autorizar a dispensa do assistente técnico conforme acordo realizado pelas partes. (C) INCORRETA. Conforme previsto no art. 190 do CPC/2015, o juiz não participará dos negócios jurídicos processuais como parte, cabendo a este controlar a validade da convenção processual. (D) INCORRETA. Conforme disposto no parágrafo único do art. 190 do CPC/2015, o juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade. (E) CORRETA. O CPC/2015, em seu art. 190, trouxe um regramento específico sobre o chamado “NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL”, no qual as partes podem estipular mudanças no procedimento, desde que sejam plenamente capazes, estejam de comum acordo e o direito em disputa admita autocomposição, isto é, que não se trate de direitos indisponíveis, trazendo hipóteses específicas de firmação de acordo entre as partes como ocorre no caso de nomeação de perito pelas partes, nos termos do art. 471 do CPC/2015.