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PACHEGO GONÇALVES | 9999999999 | alesantosf2020@gmail.com | CPF: 860.542.154-18
É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
1 
 
Direito Processual Civil 
(Ponto 5) 
Dos Atos Processuais. 
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2 
CURSO MEGE 
 
Site para cadastro: https://loja.mege.com.br/ 
Celular / Whatsapp: (99) 982622200 (Tim) 
Turma: Clube Delta 
Material: Ponto 6 (Processo Civil) 
 
 
 
 
 
 
Direito Processual Civil 
Ponto 5 
Dos Atos Processuais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 
SUMÁRIO 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA .................................................................... 4 
1. DOUTRINA (RESUMO) ................................................................................................. 5 
1.1. DOS ATOS PROCESSUAIS .......................................................................................... 5 
2. JURISPRUDÊNCIA ........................................................................................................ 40 
3. QUESTÕES ................................................................................................................... 45 
4. GABARITO COMENTADO ............................................................................................ 51 
 
 
 
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4 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA 
(Conforme Edital do Mege) 
 
 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
Dos atos processuais (Ponto 6). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 
1. DOUTRINA (RESUMO) 
1.1. DOS ATOS PROCESSUAIS 
1.1.1. DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS 
1.1.1.1. Dos Atos em Geral 
 
Art. 188 - Os atos e os termos processuais independem de forma 
determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, 
considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe 
preencham a finalidade essencial. 
 
A regra prevista no Código de Processo Civil é a de que os atos processuais 
independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir. Contudo, 
observa-se pela leitura do art. 188 que o Código de Processo Civil consagra o Princípio 
da Instrumentalidade das Formas, que determina o saneamento da nulidade 
ocasionada pela não observância da forma determinada em lei em razão do alcance da 
finalidade do ato. 
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça corrobora com a previsão 
contida no art. 188 do Código de Processo Civil aplicando, em várias hipóteses, o 
Princípio da Instrumentalidade das Formas para sanar vícios ocasionados pelo 
desrespeito da forma determinada em lei. Nesse sentido: 
 
STJ - AREsp 1399974: Em consonância com as normas 
fundamentais previstas nos artigos 5º e 6º do CPC/2015 e com 
o Princípio da Instrumentalidade das formas, deve ser afastada 
a pena de deserção quando o recolhimento do preparo, apesar 
de ter sido realizado em montante e código diversos do recurso 
interposto, é realizado a maior, sendo o valor efetivamente 
revertido aos cofres do tribunal respectivo. 
 
O Código de Processo Civil também consagra em seu art. 189 o Princípio da 
Publicidade e as respectivas hipóteses em que este será excepcionado. 
 
Art. 189 - Os atos processuais são PÚBLICOS, todavia tramitam 
em segredo de justiça os processos: 
I - em que o exija o interesse público ou social; 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, 
separação, união estável, filiação, alimentos e guarda de 
crianças e adolescentes; 
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional 
à intimidade; 
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6 
IV - que versem sobre ARBITRAGEM, inclusive sobre 
cumprimento de carta arbitral, desde que a confidencialidade 
estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em 
segredo de justiça e de pedir certidões de seus atos é RESTRITO 
às partes e aos seus procuradores. 
§ 2º O TERCEIRO que demonstrar interesse jurídico pode 
requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como 
de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação. 
 
 
1.1.1.1.1. Do negócio jurídico processual 
 
No CPC/73, as partes somente poderiam modificar as regras procedimentais 
em poucas hipóteses, como, por exemplo, na distribuição do ônus da prova (art. 333, 
parágrafo único, CPC/73), no adiamento da audiência (art. 453, I, CPC/73) e na alteração 
dos prazos dilatórios (art. 182 do CPC/73). 
O Novo CPC, entretanto, trouxe um regramento específico sobre o chamado 
“NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL”, no qual as partes podem estipular mudanças no 
procedimento, desde que sejam plenamente capazes, estejam de comum acordo e o 
direito em disputa admita autocomposição, isto é, que não se trate de direitos 
indisponíveis. 
 
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam 
autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes 
estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às 
especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o 
processo. 
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a 
validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes 
aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva 
em contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em 
manifesta situação de vulnerabilidade. 
 
Observe-se, portanto, que, para a celebração de um negócio jurídico processual, 
é indispensável a presença dos seguintes requisitos: 
 
a) as partes têm que ser plenamente capazes; 
b) comunhão de vontades para celebrar no negócio jurídico 
processual; 
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7 
c) direitos que admitam autocomposição. 
 
ATENÇÃO! No que se refere ao terceiro requisito, cumpre destacar que “a 
indisponibilidade do direito material não impede, por si só, a celebração de negócio 
jurídico processual (Enunciado 135 do Fórum Permanente de Processualistas Civis)”, 
tendo em vista que o fato de o direito ser indisponível não impede, por si só, a 
celebração de acordo, conforme ocorre em diversas ocasiões em que há leis específicas 
autorizando os Advogados Públicos a celebrarem acordos em determinadas ações. Em 
razão disso, nada impede que a Administração Pública celebre negócio jurídico 
processual, conforme enunciado 256 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (“A 
Fazenda Pública pode celebrar negócio jurídico processual”). 
 
Para alguns doutrinadores, o negócio jurídico não poderia ser feito em qualquer 
ação, mas somente naquela em que a especificidade da causa exigir, tendo em vista a 
própria redação do artigo 190 do NCPC.ATENÇÃO! No entanto, este não é o entendimento fixado no Enunciado 258 do Fórum 
Permanente de Processualistas Civis, segundo o qual “as partes podem convencionar 
sobre seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, ainda que essa convenção 
não importe ajustes às especificidades da causa”. 
 
Ao juiz cabe controlar a validade do negócio jurídico, negando-lhe aplicação em 
casos de: 
 
a) nulidade; 
b) inserção ABUSIVA em contrato de ADESÃO; 
c) situação de vulnerabilidade de uma das partes. 
 
ATENÇÃO! A maior parte da doutrina (Didier e Daniel Amorim, por exemplo) vem 
entendendo que o NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL NÃO DEPENDE DE 
HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL, produzindo efeitos imediatamente, nos termos do artigo 
200 do NCPC (“Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais 
de vontade produzem imediatamente a constituição, modificação ou extinção de 
direitos processuais. Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após 
homologação judicial”.). O juiz pode controlar a validade da convenção, conforme o 
exposto no parágrafo único do artigo 190, mas não é condição de eficácia do negócio. 
 A regra é a seguinte: não possuindo defeito, o juiz não pode recusar aplicação ao 
negócio jurídico processual. 
Neste sentido, vide o enunciado 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, 
segundo o qual “salvo nos casos expressamente previstos em lei, os negócios 
processuais do art. 190 não dependem de homologação judicial”. 
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8 
OBSERVAÇÃO: De acordo com a doutrina, quando o acordo processual interferir em 
poderes, deveres ou faculdades do magistrado, será necessário que este concorde com 
seus termos, com base em juízo discricionário. O negócio jurídico processual que 
transige sobre o contraditório e os atos de titularidade judicial se aperfeiçoa 
validamente se a ele aquiescer o juiz. STJ. 4ª Turma. REsp 1.810.444-SP, Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão, julgado em 23/02/2021 (Info 686). 
 
ATENÇÃO! Segundo decidiu o STJ, negócio jurídico processual não pode dispor sobre 
ato regido por norma de ordem pública, cuja aplicação é obrigatória (REsp 1810444, 
julgado em 2021). 
“3. São requisitos do negócio jurídico processual: a) versar a causa sobre direitos que 
admitam autocomposição; b) serem partes plenamente capazes; c) limitar-se aos ônus, 
poderes, faculdades e deveres processuais das partes; d) tratar de situação jurídica 
individualizada e concreta. 4. O negócio jurídico processual não se sujeita a um juízo 
de conveniência pelo juiz, que fará apenas a verificação de sua legalidade, 
pronunciando-se nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão 
ou ainda quando alguma parte se encontrar em manifesta situação de vulnerabilidade. 
5. A modificação do procedimento convencionada entre as partes por meio do negócio 
jurídico sujeita-se a limites, dentre os quais ressai o requisito negativo de não dispor 
sobre a situação jurídica do magistrado. As funções desempenhadas pelo juiz no 
processo são inerentes ao exercício da jurisdição e à garantia do devido processo legal, 
sendo vedado às partes sobre elas dispor.” 
Veja este outro interessante julgado a respeito de negócio jurídico processual: (...) 1. A 
audiência pode ser adiada por convenção das partes, o que configura um autêntico 
negócio jurídico processual e consagra um direito subjetivo dos litigantes, sendo 
prescindível a homologação judicial para sua eficácia. 2. Contudo, é dever do 
Magistrado controlar a validade do negócio jurídico processual, de ofício ou a 
requerimento da parte ou de interessado, analisando os pressupostos estatuídos pelo 
direito material. 3. A jurisprudência do STJ é no sentido de que o adiamento da 
audiência de julgamento é uma faculdade atribuída ao Magistrado, cujo 
indeferimento não configura cerceamento de defesa. (...) STJ. 3ª Turma. REsp 
1524130/PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 03/12/2019. 
 
Outra novidade no NCPC diz respeito ao fenômeno da “CALENDARIZAÇÃO”. As 
partes podem, agora, fixar um calendário para a prática de atos processuais, 
dispensando as intimações para tanto. 
Isto é, as partes, de comum acordo, podem fixar datas para a prática dos atos 
processuais, sendo certo que, nestas datas, o ato processual deve ser praticado 
independentemente de intimação. 
 
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar 
calendário para a prática dos atos processuais, quando for o caso. 
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§ 1º O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele 
previstos somente serão modificados em casos excepcionais, 
devidamente justificados. 
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato 
processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido 
designadas no calendário. 
 
Conforme visto no dispositivo legal, o calendário processual vincula não só as 
partes, mas também o juiz. 
 
ATENÇÃO! A compreensão sobre a calendarização foi cobrada pela banca VUNESP EM 
CONCURSO DO ESTADO DE SÃO PAULO DE 2018: 
A fixação de calendário para a prática de atos processuais: 
a) vincula as partes, mas não o juiz. 
b) torna dispensável intimação para a audiência cuja data esteja designada no 
calendário. 
c) é uma convenção processual e, portanto, não pode ser firmada pela Fazenda Pública. 
d) deve assumir a forma determinada em lei para evitar falha que gere nulidade. 
e) é uma convenção processual que, se estipular confidencialidade, permitirá que o 
processo tramite em segredo de justiça. 
Resposta e comentários ao final do material. 
 
1.1.1.2. Da Prática Eletrônica de Atos Processuais 
 
O Novo CPC, atento às novidades tecnológicas, possui seção inteiramente 
dedicada à prática eletrônica de atos processuais. 
De início, cumpre ressaltar que o tema também é tratado na Lei nº 
11.419/2006, que continua em vigência, de forma que, em caso de eventual colisão de 
normas, deve prevalecer a norma mais recente (no caso, o NCPC). 
As informações constantes dos sítios do Tribunal de Justiça gozam de 
presunção de veracidade e de confiabilidade, razão pela qual, em caso de qualquer erro 
no sítio, poderá ser requerida a dilação do prazo processual, nos termos do artigo 197 
do Novo CPC: 
 
Art. 197. Os tribunais divulgarão as informações constantes de 
seu sistema de automação em página própria na rede mundial 
de computadores, gozando a divulgação de presunção de 
veracidade e confiabilidade. 
Parágrafo único. Nos casos de problema técnico do sistema e de 
erro ou omissão do auxiliar da justiça responsável pelo registro 
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10 
dos andamentos, poderá ser configurada a justa causa prevista 
no art. 223, caput e § 1º. 
 
A referida regra veio para corroborar o entendimento do Superior Tribunal de 
Justiça, segundo o qual, ainda que os dados disponibilizados pela internet sejam 
‘meramente informativos’ e não substituam a publicação oficial (fundamento dos 
precedentes em contrário), isso não impede que se reconheça ter havido justa causa 
(art. 223, caput e § 1º, do NCPC) no descumprimento do prazo recursal pelo litigante 
induzido por erro cometido pelo próprio Tribunal (AgInt no REsp 1600492/RS). 
Vê-se, portanto, que não se trata de mais um simples entendimento 
jurisprudencial, mas de regra explícita, em consonância com a modernidade e com o 
Princípio da Boa-Fé Processual(art. 5º do NCPC). 
Em tempo, cumpre ressaltar que a regulamentação da prática e da 
comunicação dos atos processuais compete ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e, 
apenas supletivamente, aos Tribunais de Justiça locais. 
 
Art. 196. Compete ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e, 
supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a 
comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico e 
velar pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando a 
incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e 
editando, para esse fim, os atos que forem necessários, 
respeitadas as normas fundamentais deste Código. 
 
ATENÇÃO! Apesar da decoreba, o conhecimento deste artigo já foi cobrado na prova da 
FCC, no qual o examinador indagou ao candidato se a seguinte afirmativa estaria 
correta: 
“Em relação à forma dos atos processuais, é correto afirmar: 
a) Compete privativamente aos tribunais regulamentar a prática e a comunicação oficial 
de atos processuais por meio eletrônico, velando pela compatibilidade dos sistemas, 
disciplinando a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, 
para esse fim, os atos que forem necessários”. 
A resposta é negativa, pois compete ao CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e, apenas, 
supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos 
processuais por meio eletrônico, conforme artigo 196 do NCPC. 
 
1.1.1.3. Dos Atos da Parte 
 
Em regra, os atos praticados pelas partes têm eficácia IMEDIATA, ou seja, NÃO 
dependem de homologação judicial para gerarem efeitos. 
 
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11 
Art. 200. Os atos das partes consistentes em declarações 
unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a 
constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. 
 
Excepcionalmente, a desistência da ação depende de prévia homologação 
judicial. Nesse caso, portanto, a homologação judicial terá eficácia “ex nunc”, de forma 
que só se considera a ação extinta após a prolação da sentença homologatória. 
 
ATENÇÃO! O assunto foi cobrado pela FCC no concurso DO ESTADO DE SANTA 
CATARINA NO ANO DE 2017, tendo a banca examinadora considerado incorreta a 
seguinte assertiva: “A desistência da ação produzirá efeitos imediatos nos autos, 
embora seja possível discutir os ônus sucumbenciais se não houver anuência da parte 
adversa ao ato”. 
 
Sobre as petições, repetindo dispositivo da codificação anterior, o NCPC dispôs 
que, após a apresentação da peça processual, é proibido à parte peticionante lançar nos 
autos cotas marginais (escritos lançados fora do local adequado) ou cotas interlineares 
(anotações lançadas entre linhas de texto escrito), havendo uma dupla sanção a quem 
faz isso: as anotações serão riscadas e a parte deverá pagar multa correspondente à 
metade do salário-mínimo. 
 
Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas marginais ou 
interlineares, as quais o juiz mandará riscar, impondo a quem as 
escrever multa correspondente à metade do salário-mínimo. 
 
Parte da doutrina (exemplo: Daniel Amorim) entende que essa sanção 
pecuniária só deve ser aplicada quando houver tentativa do patrono da parte de 
ludibriar o juiz, de forma que a inclusão, por exemplo, pelo advogado de algum 
comentário escrito à peça já impressa, desde que o faça sem abuso no exercício de se 
expressar, NÃO deverá acarretar imposição de multa. 
 
1.1.1.4. Dos Pronunciamentos do Juiz e Dos Atos do Escrivão ou do Chefe de Secretaria 
 
Não há nenhuma controvérsia doutrinária sobre os temas, de forma que a 
simples leitura da lei seca é suficiente para o aprendizado do tema. Assim, sugerimos a 
leitura dos artigos 203 a 211. 
 
1.1.2. DO TEMPO E LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS 
1.1.2.1. Do tempo 
 
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12 
Os atos processuais geralmente são praticados em dias ÚTEIS, no horário das 
6h até às 20h. Excepcionalmente, admitir-se-á a prática de atos processuais, em especial 
a prolação de decisões, em dia SEM expediente forense, quando o tribunal funciona em 
sistema de plantão judiciário. Nesse caso, em razão da urgência e da relevância da 
matéria, é possível se obter decisão mesmo NÃO havendo expediente forense. 
 
Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 
06 (seis) às 20 (vinte) horas. 
 
Cumpre ressaltar que o horário para a prática de atos processuais NÃO se 
confunde com o horário forense, que é aquele em que o fórum se encontra aberto ao 
público para a prática de atos processuais que dependam de peticionamento ou de 
requerimento em processos que tenham autos físicos. As leis de organização judiciária 
é que determinarão o horário de expediente forense. 
A distinção é relevante, porque, para fins de contagem de prazo para a prática 
de atos em processos com autos físicos, deve-se considerar o horário do expediente 
FORENSE, e não o do horário para a prática de atos processuais do art. 212, “caput”, do 
NCPC. 
Ademais, estabelece ainda o CPC que serão concluídos após as 20 (vinte) horas 
os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar grave 
dano, nos termos do artigo 212, § 1º, do NCPC. 
Uma inovação de extrema relevância é a que vem estabelecida no artigo 212, 
§ 2º, do Novo CPC, segundo o qual, “independentemente de autorização judicial, as 
citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período de férias forenses, onde 
as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste artigo, 
observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal”. 
Na redação do artigo 172, § 2º, do CPC/73, para que a citação e a penhora 
pudessem ser feitas nas férias forenses, nos feriados ou dias úteis fora do horário entre 
06 (seis) às 20 (vinte) horas, era imprescindível a autorização do juiz. Atualmente, o 
oficial de justiça poderá citar, intimar e penhorar em qualquer horário. 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito da referida novidade foi cobrada pela banca 
VUNESP EM CONCURSO DO ESTADO DE RONDÔNIA DO ANO DE 2019, tendo a banca 
examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “Salvo autorização judicial, as 
citações, intimações e penhoras não poderão ser realizadas no período de férias 
forenses e nos feriados”. 
 
Outro ponto que merece destaque é que, no caso de PROCESSO ELETRÔNICO, 
a prática de ato processual pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e quatro) 
horas do último dia do prazo. Nesses casos, o NCPC teve o cuidado de estabelecer que 
se deve considerar o fuso horário do foro EM QUE TRAMITA O PROCESSO, e NÃO do 
local da prática do ato (escritório do advogado que peticiona eletronicamente). 
 
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13 
Art. 213. A prática eletrônica de ato processual pode ocorrer em 
qualquer horário até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia 
do prazo. 
Parágrafo único. O horário vigente no juízo perante o qual o ato 
deve ser praticado será considerado para fins de atendimento 
do prazo. 
 
Assim, se, por exemplo, um determinado processo tramita em Brasília, onde há 
horário de verão, e o escritório encontra-se em Fortaleza, onde não há horário de verão, 
o escritório tem até às 23 horas do horário de Fortaleza (24 horas em Brasília) para 
peticionar. Caso o peticionamento seja feito fora desse horário, ainda que esteja dentro 
das 24 horas do horário local, será a petição considerada intempestiva. 
 
Art.214. Durante as férias forenses e nos feriados, NÃO se 
praticarão atos processuais, excetuando-se: 
I - os atos previstos no art. 212, §2º; (citações, intimações e 
penhora) 
II - a tutela de urgência. 
 
Também se admite, durante as férias forenses, a antecipação de prova, mas tal 
medida terá natureza cautelar, somente devendo ser produzida neste período se o autor 
demonstrar que NÃO pode esperar pelo final das férias para produzi-la. 
 
Art. 215. Processam-se durante as férias forenses, onde as 
houver, e NÃO se suspendem pela superveniência delas: 
I - Os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à 
conservação de direitos, quando puderem ser prejudicados pelo 
adiamento; 
II - A ação de alimentos e os processos de nomeação ou remoção 
de tutor e curador; 
III - os processos que a lei determinar. 
 
É importante interpretarmos o art. 215 do NCPC com a regra do art. 93, XII, da 
CF-88, segundo a qual NÃO existem mais férias coletivas aos juízes de 1º e de 2º grau, 
que, portanto, deverão manter suas atividades jurisdicionais de forma ininterrupta. 
Diante dessa realidade, a aplicação do art. 215 do NCPC fica limitada aos tribunais 
SUPERIORES. 
 
Art. 216. Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito 
forense, os sábados, os domingos e os dias em que não haja 
expediente forense. 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
14 
 
Assim, os feriados (nacionais, estaduais e municipais) somente serão 
considerados feriados para fins processuais se, neste dia, NÃO houver expediente 
forense. 
 
1.1.2.2. Do Lugar 
 
Os atos processuais serão realizados ordinariamente na sede do juízo, mas, 
excepcionalmente, poderão ser realizados em outro lugar (exemplo: justificação, meio 
de prova em que o juiz se coloca em contato direto com a coisa, pessoa ou local que 
servirá como fonte de prova). 
 
Art. 217. Os atos processuais realizar-se-ão ordinariamente na 
sede do juízo, ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão 
de deferência, de interesse da justiça, da natureza do ato ou de 
obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. 
 
ATENÇÃO! O assunto foi cobrado pela FCC na prova do concurso DO ESTADO DE 
PERNAMBUCO DO ANO DE 2015, tendo a banca examinadora considerado correta a 
seguinte assertiva: “como regra geral, os atos processuais realizam-se na sede do juízo”. 
 
1.1.3. DOS PRAZOS 
1.1.3.1. Espécies de prazo 
 
Os prazos processuais podem ser legais (quando são fixados pela LEI), judiciais 
(quando são fixados pelo JUIZ) ou convencionais (quando são fixados por acordo 
celebrado entre as partes, nos termos do art. 190 do NCPC). 
Havendo omissão da lei em prever especificamente o prazo processual, poderá 
o juiz fixar o prazo no caso concreto, levando em conta a complexidade do ato a ser 
praticado. 
 
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos 
prescritos em lei. 
§ 1º - Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em 
consideração à complexidade do ato. 
 
1.1.3.2. Prazos em caso de omissão da lei e inércia do juiz 
 
Na hipótese de omissão legal e de inércia do juiz em fixar um prazo para a 
prática do ato processual, o prazo será de 5 dias. 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
15 
 
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos 
prescritos em lei. 
§ 2º - Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações 
somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 
(quarenta e oito) horas. 
§ 3º - Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, 
será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a 
cargo da parte. 
 
ATENÇÃO! É importante ressaltar que o § 2º não se confunde com o § 3º do artigo 218, 
porque tratam de situações diferentes. O prazo mínimo de 48 horas é para o 
COMPARECIMENTO EM JUÍZO, de forma que o intimado não terá que praticar qualquer 
ato processual, porque, sendo intimado para tanto, seu prazo será de 5 dias. Assim, por 
exemplo, tratando-se de intimação para comparecimento da parte à audiência, incide a 
regra do § 2º, não se aplicando o disposto no § 3º, uma vez que não há nenhum ato 
processual a ser realizado (REsp 884180/RJ), ressalvando-se, obviamente, o disposto no 
atual artigo 334 do NCPC. 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito do prazo para a prática do ato processual em caso 
de omissão da lei e do juiz foi cobrada pela banca FCC NO CONCURSO DO ESTADO DE 
ALAGOAS DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado incorreta a 
seguinte assertiva: “sendo a lei omissa, o prazo para a parte praticar o ato processual 
será sempre o de dez dias”. 
 
1.1.3.3. Ato praticado ANTES do início da contagem do prazo 
 
Todo prazo tem um termo inicial (dies a quo) e um termo final (dies ad quem). 
O termo inicial do prazo, em regra, dá-se com a intimação da parte, ao passo que o 
termo final, em regra, dá-se com o fim do prazo previsto da lei ou indicado pelo juiz no 
caso concreto. 
Por muito tempo, entendeu-se que eram intempestivos os atos processuais 
praticados ANTES do início da contagem do prazo (antes da intimação das partes, por 
exemplo). Tal entendimento era muito criticado, porque violava claramente os 
princípios da razoável duração do processo e da cooperação. 
Para reverter tal situação, o NCPC previu expressamente que o ato praticado 
ANTES da intimação das partes é, sim, TEMPESTIVO, independentemente de reiteração 
após a intimação. 
 
Art. 218. § 4º - Será considerado tempestivo o ato praticado 
ANTES do termo inicial do prazo. 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
16 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca FCC NO 
CONCURSO DO ESTADO DE ALAGOAS DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora 
considerado incorreta a seguinte assertiva: “será considerado intempestivo o ato 
praticado antes de seu termo inicial, por ainda não existir, processualmente”. 
 
1.1.3.4. Contagem do prazo 
 
Os prazos podem ser fixados em minutos, dias, meses ou anos, mas o mais 
comum mesmo é que sejam contados em dias e, no que diz respeito aos prazos em 
dias, o NCPC trouxe uma novidade: os prazos serão contados em dias ÚTEIS. 
 
Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou 
pelo juiz, computar-se-ão somente os dias ÚTEIS. 
 
Essa regra da contagem dos prazos somente em dias úteis aplica-se somente 
para os prazos PROCESSUAIS, de forma que o cumprimento de obrigações 
determinadas por decisão JUDICIAL continua a ser contado de maneira contínua, 
inclusive em férias, em feriados e em finais de semana. 
 
Art. 219. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se 
somente aos prazos PROCESSUAIS. 
 
ATENÇÃO! A Lei 13.728/2018, acabando com a divergência sobre o assunto, incluiu o 
artigo 12-A, na Lei 9.099/95, passando a prever que, nos Juizados Especiais Cíveis (não 
se aplica aos Juizados Especiais Criminais), “na contagem de prazo em dias, estabelecido 
por lei ou pelo juiz, para a prática de qualquer ato processual, inclusive para a 
interposição de recursos, computar-se-ão somente os dias úteis”. 
 
Da mesma forma, NÃO se aplica a regra do art. 219, “caput”, do NCPC, a prazos 
de prescrição e de decadência, porque estes são prazos MATERIAIS, e não processuais. 
Por isso, por exemplo, que o prazo de 120 dias para a impetração do mandado de 
segurança, por ter natureza material, deverá ser contado de forma ininterrupta. 
 
ATENÇÃO! Não obstante parcela da doutrina entendaque os prazos para o 
cumprimento de obrigações tenham natureza de prazo material, a Quarta Turma do 
Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.693.784-DF (DJe 05/02/2018), 
entendeu que o prazo para o cumprimento de sentença (art. 523 do NCPC) deve ser 
contado em dias úteis, pois esse prazo teria natureza dúplice (processual e material). 
 
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ATENÇÃO! Em que pese os prazos do mandado de segurança e da ação rescisória sejam 
decadenciais, o Superior Tribunal de Justiça entende que, se o termo final do prazo para 
ajuizamento da ação rescisória recair em dia não útil, prorroga-se para o primeiro dia 
útil subsequente, aplicando-se a regra do artigo 224, §1º, do Novo CPC, que visa atender 
ao princípio da razoabilidade, evitando que se subtraia da parte a plenitude do prazo a 
ela legalmente concedido (REsp 1.112.864-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, 
julgado em 19/11/2014, DJe 17/12/2014. Informativo 553). 
 
1.1.3.5. Suspensão e interrupção do prazo 
 
Segundo o art. 220, “caput”, do CPC, suspende-se o curso do prazo processual 
nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, uniformizando, assim, o 
prazo de suspensão durante as festas de final de ano. 
 
Art. 220. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias 
compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive. 
§ 2º - Durante a suspensão do prazo, NÃO se realizarão 
audiências nem sessões de julgamento. 
 
Esse recesso judicial alcança, inclusive, os juizados especiais. 
 
Enunciado nº 269 do FPPC: (art. 220) A suspensão de prazos de 
20 de dezembro a 20 de janeiro é aplicável aos JUIZADOS 
Especiais. 
 
Exceção: contudo, o art. 220, § 1º, do NCPC, prevê que o recesso judicial NÃO 
se aplica aos juízes, aos membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e da 
Advocacia Pública e aos auxiliares da Justiça. 
 
Art. 220. § 1º - Ressalvadas as férias individuais e os feriados 
instituídos por lei, os juízes, os membros do Ministério Público, 
da Defensoria Pública e da Advocacia Pública e os auxiliares da 
Justiça exercerão suas atribuições durante o período previsto no 
caput. 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca FCC NO 
CONCURSO DO ESTADO DE ALAGOAS DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora 
considerado incorreta a seguinte assertiva: “se processuais, interrompem-se nos dias 
compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive”. 
 
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18 
1.1.3.6. Obstáculo criado pela parte contrária 
 
Sendo constatado um obstáculo criado em detrimento da parte, ou seja, um 
obstáculo que impeça a parte de cumprir o prazo processual e que não seja criado por 
ela mesma, o prazo para a prática do ato será SUSPENSO, recebendo a parte o saldo do 
prazo ainda não utilizado quando se afastar o obstáculo que impedia a prática do ato. 
 
Art. 221. Suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em 
detrimento da parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do 
art. 313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual ao que 
faltava para sua complementação. 
 
É irrelevante a data em que a parte informou o juízo da existência do obstáculo 
ou da decisão judicial que o reconhece: o prazo estará suspenso a partir da data em que 
surgiu o obstáculo. 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca VUNESP NO 
CONCURSO DO ESTADO DE RONDÔNIA DE 2019, tendo a banca examinadora 
considerado incorreta a seguinte assertiva: “Em caso de obstáculo criado por uma das 
partes, superado o motivo que deu causa à suspensão do curso do prazo, este será 
restituído integralmente à outra parte”. 
 
1.1.3.7. Prorrogação e redução dos prazos 
 
Dispõe o artigo 222, “caput”, do NCPC que: 
 
Art. 222. Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for 
difícil o transporte, o juiz poderá prorrogar os prazos por até 2 
(dois) meses. 
 
Observa-se que o dispositivo legal permite uma AMPLIAÇÃO dos prazos em 
razão da dificuldade de acesso ao foro onde tramita o processo, atendo-se a uma 
realidade social. 
Da mesma forma, dispõe o § 2º do mesmo dispositivo legal que, “havendo 
calamidade pública, o limite previsto no “caput” para prorrogação de prazos poderá ser 
excedido”. 
Tanto o “caput” como o §2º tratam de hipóteses de prorrogação, ou seja, de 
ampliação do prazo processual. 
Não obstante a aparente restrição a hipóteses específicas, o artigo 139, VI, do 
NCPC, permite ao juiz “DILATAR OS PRAZOS processuais e alterar a ordem de produção 
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dos meios de prova, adequando-os às necessidades do conflito, de modo a conferir 
maior efetividade à tutela do direito”. 
De qualquer maneira, é importante ressaltar que o juiz não poderá REDUZIR 
prazos PEREMPTÓRIOS sem a concordância das partes, nos termos do § 1º do artigo 
222 do NCPC: 
 
Art. 222, § 1º Ao juiz é vedado reduzir prazos peremptórios sem 
anuência das partes. 
 
1.1.3.8. Contagem do prazo 
 
A contagem do prazo se dá da seguinte maneira: em primeiro lugar, a 
decisão/sentença/despacho é disponibilizado(a) no diário oficial. Após, considera-se 
como data da publicação o primeiro dia ÚTIL seguinte ao da disponibilização da 
informação no diário oficial eletrônico. Publicada a informação, o prazo começa a ser 
contado a partir do primeiro dia ÚTIL seguinte ao da publicação, e esse prazo será 
contado excluindo-se o dia do começo, mas incluindo-se o dia do vencimento. 
 
Art. 224. Salvo disposição em contrário, os prazos serão 
contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do 
vencimento. 
§ 2º - Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil 
seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da 
Justiça eletrônico. 
§ 3º - A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que 
seguir ao da publicação. 
 
Exemplo: sendo a intimação disponibilizada numa segunda-feira, a publicação 
ocorrerá na terça-feira, e o prazo só terá início na quarta-feira. 
 
ATENÇÃO! É MUITO IMPORTANTE, PARA FINS DE PROVA, conjugar a leitura deste 
artigo com todas as hipóteses do artigo 231 do NCPC, uma vez que este artigo trata das 
demais hipóteses do início do prazo, e não apenas da hipótese de intimação pelo Diário 
De Justiça Eletrônico. Neste sentido, dispõe o artigo 231 do NCPC: 
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se DIA DO COMEÇO do prazo 
(o dia do começo, em verdade, não é o dia do começo do prazo, pois o dia do começo 
não se conta, conforme preceitua o artigo 224 do NCPC. Assim, na verdade, o prazo 
começa no dia útil seguinte ao “dia do começo”): 
I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a 
intimação for pelo correio; 
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II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação 
for por oficial de justiça; 
III - a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do 
escrivão ou do chefe de secretaria; 
IV - o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a 
intimação for por edital (ver art. 257, III, do NCPC); 
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citaçãoou da intimação ou ao término do 
prazo para que a consulta se dê (ver art. 5º da Lei 11.419/06), quando a citação ou a 
intimação for eletrônica; 
VI - a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo esse, a 
data de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida, quando a citação 
ou a intimação se realizar em cumprimento de carta; 
VII - a data de publicação (ver art. 224, §2º, do NCPC), quando a intimação se der pelo 
Diário da Justiça impresso ou eletrônico; 
VIII - o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga, 
do cartório ou da secretaria. 
IX - o QUINTO DIA ÚTIL SEGUINTE à confirmação, na forma prevista na mensagem de 
citação, do recebimento da citação realizada por meio eletrônico. (Incluído pela Lei nº 
14.195, de 2021) 
Cuidado! Novidade legislativa. 
§ 1º Quando houver mais de um réu, o dia do começo do PRAZO PARA CONTESTAR 
corresponderá à última das datas a que se referem os incisos I a VI do caput. 
§ 2º Havendo mais de um intimado, o prazo para cada um é contado individualmente. 
§ 3º Quando o ato tiver de ser praticado diretamente pela parte ou por quem, de 
qualquer forma, participe do processo, sem a intermediação de representante judicial, 
o dia do começo do prazo para cumprimento da determinação judicial corresponderá à 
data em que se der a comunicação. 
§ 4º Aplica-se o disposto no inciso II do caput à citação com hora certa. 
 
ATENÇÃO! Deve-se atentar também, com o advento do NCPC, o termo inicial para 
APRESENTAÇÃO DE CONTESTAÇÃO será, como regra, a data de audiência de 
conciliação, nos termos do artigo 335 do NCPC: 
Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, 
cujo termo inicial será a data: 
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, 
quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver 
autocomposição; 
II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação 
apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4o, inciso I; 
III - prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais 
casos. 
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§ 1º No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6o, o termo 
inicial previsto no inciso II será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu 
respectivo pedido de cancelamento da audiência. 
§ 2º Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso II, havendo litisconsórcio passivo 
e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para resposta 
correrá da data de intimação da decisão que homologar a desistência. 
 
O NCPC também inovou ao prever que os dias do COMEÇO e do VENCIMENTO 
do prazo serão protraídos para o primeiro dia útil seguinte, se coincidirem com o dia em 
que o expediente forense for encerrado antes ou iniciado depois da hora normal. 
 
Art. 224. § 1º - Os dias do COMEÇO e do VENCIMENTO do prazo 
serão protraídos para o primeiro dia útil seguinte, se coincidirem 
com dia em que o expediente forense for encerrado antes ou 
iniciado depois da hora normal ou houver indisponibilidade da 
comunicação eletrônica. 
 
No CPC de 1973, só havia isso em relação ao dia do vencimento. 
 
1.1.3.9. Renúncia ao prazo 
 
A parte pode renunciar ao prazo recursal estabelecido em seu favor, mas 
deverá fazer tal renúncia de maneira EXPRESSA. 
 
Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido 
exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira 
expressa. 
 
ATENÇÃO! A compreensão do tema foi cobrada pela banca VUNESP NO CONCURSO DO 
ESTADO DE RONDÔNIA DO ANO DE 2019, tendo a banca examinadora considerado 
correta a seguinte assertiva: “A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido 
exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa”. 
 
1.1.3.10. Contagem em dobro dos prazos 
 
Dispõe o artigo 229 do NCPC que: 
 
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, 
de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em 
CPF: 860.542.154-18
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dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou 
tribunal, independentemente de requerimento. 
 
Observe-se que, ao contrário do CPC/73, não basta que os litisconsortes 
tenham advogados distintos, sendo imprescindível que estes advogados também sejam 
de ESCRITÓRIOS DIFERENTES para que o prazo seja contado em dobro. 
Frise-se que este prazo em dobro NÃO SE APLICA AOS PROCESSOS 
ELETRÔNICOS (art. 229, § 2º, do NCPC). 
 
ATENÇÃO! 
a) O prazo em dobro aplica-se ao Ministério Público, à Advocacia Pública e à Defensoria 
Pública, nos termos dos artigos 180, 183 e 186, salvo quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para estes entes. 
b) O prazo em dobro aplica-se à impugnação ao cumprimento de sentença, conforme 
artigo 525, § 3º, do NCPC (art. 525, § 3º Aplica-se à impugnação o disposto no art. 229.). 
c) NÃO SE aplica a contagem do prazo em dobro ao prazo para oferecimento dos 
embargos à execução, conforme artigo 915, § 3º, do NCPC (art. 915, § 3º Em relação ao 
prazo para oferecimento dos embargos à execução, não se aplica o disposto no art. 
229.). 
 
1.1.4. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS 
1.1.4.1. Formas de comunicação 
 
Há duas formas de comunicação dos atos processuais previstas pelo NCPC: a 
citação e a intimação, mas, em legislação extravagante (exemplo: Lei do Mandado de 
Segurança e Lei do Habeas Data) pode ocorrer a notificação. 
 
Art. 236. Os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial. 
 
O NCPC incentiva a prática de atos por meio de videoconferência ou outros 
recursos tecnológicos. 
 
Art. 236. § 3º - Admite-se a prática de atos processuais por meio 
de videoconferência ou outro recurso tecnológico de 
transmissão de sons e imagens em tempo real. 
 
1.1.4.2. Citação 
 
A citação é o ato pelo qual o réu é convocado para integrar a relação processual. 
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Art. 238. Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o 
executado ou o interessado para integrar a relação processual. 
 
Trata-se da primeira comunicação do réu acerca do processo, porque, depois, 
ele só será intimado acerca dos atos processuais. 
 
ATENÇÃO! Novidade legislativa - A Lei nº 14.195/2021 acrescentou o parágrafo único 
ao art. 238, prevendo que a citação deve ser feita no prazo de até 45 dias da propositura 
da ação: Parágrafo único. A citação será efetivada em ATÉ 45 (QUARENTA E CINCO) 
DIAS a partir da propositura da ação. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
 
1.1.4.2.1. Citação válida 
 
Para que o ato processual seja válido, é indispensável a citação do réu, salvo 
nos casos de indeferimento da petição inicial (art. 330 do NCPC) ou da improcedência 
liminar do pedido (art. 332 do NCPC). 
 
Art. 239. Para a validade do processo é indispensável a citação 
do réu ou do executado, ressalvadas as hipóteses de 
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do 
pedido. 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito do tema foi cobrada pela banca FGV NO 
CONCURSO DO ESTADO DE SANTA CATARINA REALIZADO NO ANO DE 2022, tendo a 
banca examinadora considerado incorreta a seguinte assertiva: “para a validade do 
processo é indispensável a citação do réu ou do executado, inclusive na hipótese deimprocedência liminar do pedido”. 
 
No entanto, cumpre frisar que “o comparecimento espontâneo do réu ou do 
executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data o prazo para 
apresentação de contestação ou de embargos à execução”, conforme dispõe o § 1º do 
artigo 239 do NCPC. 
 
ATENÇÃO! Se, em determinado processo, o autor requereu uma tutela provisória de 
urgência antecipada sem a oitiva do réu, e o juiz proferiu uma decisão negando, o autor 
poderá agravar de instrumento desta decisão, interpondo o recurso diretamente no 
Tribunal (arts. 1.015, I, e 1.016, ambos do NCPC). Caso o réu compareça 
espontaneamente, NO TRIBUNAL, apenas para contrarrazoar o recurso de agravo de 
instrumento, este comparecimento espontâneo não dispensa a citação do réu nos autos 
do processo principal em primeiro grau de jurisdição, uma vez que, segundo o STJ, “o 
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§1º do artigo 239 do NCPC exige o comparecimento espontâneo no processo principal, 
onde se discute a questão de fundo, e não simplesmente junto ao Tribunal de Justiça 
onde se discutia a antecipação de tutela (STJ. 4ª Turma. REsp 1.310.704-MS, Rel. Min. 
Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 10/11/2015 (Info 573)”. 
Ademais, segundo o STJ, a juntada nos autos de simples manifestação da União 
informando o envio de ofício, antes de despacho determinando a sua citação para 
responder a ação, não configura comparecimento espontâneo apto a suprir a falta de 
citação. (STJ. 2ª Turma. REsp 1.904.530-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 
08/03/2022 - Info 728). 
 
1.1.4.2.2. Efeitos 
 
São efeitos da citação válida: 
 
a) completar a estrutura tríplice da relação jurídica processual, 
considerando que somente com a prática do ato citatório estará 
definitivamente formada a relação autor-juiz-réu; 
b) induzir litispendência; 
c) estabilizar o processo; 
d) tornar a coisa litigiosa; 
e) constituir em mora do devedor. 
 
Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo 
incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e 
constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 
397 e 398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código 
Civil). 
 
Vale lembrar que esses efeitos são gerados mesmo que o juiz que tenha 
ordenado a citação seja INCOMPETENTE (absoluta ou relativamente). 
 
Art. 240. § 1º - A interrupção da prescrição, operada pelo 
despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo 
INCOMPETENTE, retroagirá à data de propositura da ação. 
 
Veja, portanto, que, adequando-se o NCPC ao Código Civil (art. 202 do CC/02), 
o que interrompe a prescrição não é a citação, mas sim o despacho do juiz que ordena 
a citação, ainda que este juiz seja incompetente. 
 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
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ATENÇÃO! A compreensão sobre o tema foi cobrada pela banca FCC NO CONCURSO DO 
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL DO ANO DE 2020, tendo a banca examinadora 
considerado incorreta a seguinte assertiva: “a citação válida, salvo se ordenada por 
juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o 
devedor”. 
 
ATENÇÃO! “O Superior Tribunal de Justiça vem entendendo que a citação válida, 
excepcionando-se as causas do art. 485, II e III, do NCPC, interrompe a prescrição. Desta 
forma, apenas em raros casos a citação válida não interrompe a prescrição. Um deles é 
a PEREMPÇÃO, fenômeno processual resultante da extinção do processo, por três 
vezes, por negligência do autor que, não promovendo os atos e diligências que lhe 
competirem, abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias (art. 485, III, do NCPC). O 
outro ocorre quando ficar o processo parado durante mais de um ano por negligência 
das partes (art. 485, II, do NCPC). Mesmo sendo extinto o processo por ilegitimidade da 
parte, a citação válida possui o condão de interromper a prescrição, por haver inclusive 
aparência de correta propositura da ação (AgRg no REsp 806.852/PR, Rel. Ministro 
GILSON DIPP, QUINTA TURMA, julgado em 11/04/2006, DJ 08/05/2006, p. 291)”. 
 
1.1.4.2.3. Providências para a citação 
 
O NCPC prevê o prazo de 10 dias para que o autor tome as providências 
necessárias para viabilizar a citação e que eventual demora imputável exclusivamente 
ao Poder Judiciário NÃO poderá prejudicar o autor. 
 
Art. 240. § 2º - Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) 
dias, as providências necessárias para viabilizar a citação, sob 
pena de não se aplicar o disposto no §1º. 
§ 3º - A parte não será prejudicada pela demora imputável 
exclusivamente ao serviço judiciário. 
 
Tal dispositivo legal consagra o entendimento já consolidado da súmula nº 106 
do STJ: 
 
Súmula nº 106 do STJ: Proposta a ação no prazo fixado para o 
seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao 
mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de 
prescrição ou decadência. 
 
1.1.4.2.4. Modalidades de Citação 
 
O CPC estabeleceu as seguintes modalidades de citação (art. 246): 
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a) por meio eletrônico; 
b) pelo correio; 
c) por oficial de justiça; 
d) por hora certa (que é uma espécie de citação por oficial de 
justiça); 
e) por edital; 
f) por meio de comparecimento do réu em cartório. 
 
a) Citação por meio eletrônico 
 
ATENÇÃO! Novidade legislativa - A Lei nº 14.195/2021 alterou o teor do art. 246 do 
CPC/2015, passando a prever como regra do sistema a citação por meio eletrônico: 
Art. 246. A citação será feita preferencialmente POR MEIO ELETRÔNICO, no prazo de 
até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços 
eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme 
regulamento do Conselho Nacional de Justiça. (Redação dada pela Lei nº 14.195, de 
2021) 
As outras modalidades de citação serão realizadas apenas se frustrada a por meio 
eletrônico: 
§ 1º-A A ausência de confirmação, em ATÉ 3 (TRÊS) DIAS ÚTEIS, contados do 
recebimento da citação eletrônica, implicará a realização da citação: (Incluído pela Lei 
nº 14.195, de 2021) 
I - pelo correio; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
II - por oficial de justiça; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; (Incluído 
pela Lei nº 14.195, de 2021) 
IV - por edital. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
Portanto, o Réu tem o dever processual de confirmar o recebimento da citação 
eletrônica em até 3 dias úteis. Se passar o prazo de 3 dias úteis e a secretaria da vara 
não receber essa confirmação, irá se entender que o réu, por algum motivo, não recebeu 
a citação eletrônica. Neste caso, deverá ser realizada a citação pelos meios tradicionais. 
Réu terá que apresentar justa causa para a ausência de confirmação: 
§ 1º-B Na primeira oportunidade de falar nos autos, o réu citado nas formas previstas 
nos incisos I, II, III e IV do § 1º-A deste artigo deverá apresentar justa causa para a 
ausência de confirmação do recebimento da citação enviada eletronicamente. (Incluído 
pela Lei nº 14.195, de 2021) 
Ato atentatório à dignidade da justiça a não confirmação sem justa causa: 
§ 1º-C Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça, passível de multa de ATÉ 5% 
(CINCO POR CENTO) DO VALOR DA CAUSA, deixar de confirmar no prazo legal, sem 
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justa causa, o recebimento da citação recebida por meio eletrônico. (Incluído pela Lei 
nº 14.195, de 2021) 
Vale ressaltar que na citação por correio eletrônico deverão conter orientações ao réu 
explicando como ele deverá realizar a confirmação do recebimento da citação: 
§ 4º As citações por correio eletrônico serão acompanhadas das orientações para 
realização da confirmação de recebimento e de código identificador que permitirá a sua 
identificação na página eletrônica do órgão judicial citante. (Incluído pela Lei nº 14.195, 
de 2021) 
ATENÇÃO! A referida novidade legislativa foi objeto de cobrança pela banca FGV NO 
CONCURSO DO ESTADO DE SANTA CATARINA REALIZADO NO ANO DE 2022. 
 
É importante ressaltar que a regra vale para as empresas, inclusive, para a 
Fazenda Pública, conforme dispõe o artigo 246, § 1º, do NCPC: 
 
§ 1º As empresas PÚBLICAS e privadas são obrigadas a manter 
cadastro nos sistemas de processo em autos eletrônicos, para 
efeito de recebimento de citações e intimações, as quais serão 
efetuadas preferencialmente por esse meio. (Redação dada pela 
Lei nº 14.195, de 2021) 
 
ATENÇÃO! Segundo o entendimento do STJ: Não há ofensa à prerrogativa de intimação 
pessoal prevista no art. 183 do CPC, quando o ente público DEIXA de realizar o 
necessário cadastramento no Sistema de Intimação Eletrônica do Superior Tribunal de 
Justiça, nos termos do art. 1.050 do CPC, sendo válida a intimação pela publicação no 
Diário de Justiça Eletrônico (STJ. 1ª Seção. AR 6.503-CE, Rel. Min. Og Fernandes, julgado 
em 27/10/2021 - Info 716). Portanto, se o ente público deixar de realizar o 
cadastramento no sistema eletrônico, será válida a sua intimação pelo DJe. 
 
ATENÇÃO! As microempresas e as pequenas empresas somente se sujeitam à regra 
acima se não possuírem cadastrado no Redesim: 
§ 5º As microempresas e as pequenas empresas somente se sujeitam ao disposto no § 
1º deste artigo quando não possuírem endereço eletrônico cadastrado no sistema 
integrado da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de 
Empresas e Negócios (Redesim). (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
Portanto, as microempresas e as pequenas empresas não são mais isentas do dever de 
realizar o cadastro eletrônico, apenas se possuírem cadastro no Redesim. 
§ 6º Para os fins do § 5º deste artigo, deverá haver compartilhamento de cadastro com 
o órgão do Poder Judiciário, incluído o endereço eletrônico constante do sistema 
integrado da Redesim, nos termos da legislação aplicável ao sigilo fiscal e ao tratamento 
de dados pessoais. (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
Além disso, a Lei nº 14.195/2021 alterou o teor do art. 247 do CPC/2015, passando a 
prever que a citação por meio eletrônico será feita para qualquer comarca do país, 
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dispondo que a esta se aplica o rol de exceções aplicável antes apenas à citação por 
correio. 
 
b) Citação pelo correios 
 
Conforme disposto acima, com o advento da Lei nº 14.195/2021, a citação pelo 
correio não é mais a regra do sistema. 
 
Art. 247. A citação será feita por MEIO ELETRÔNICO ou pelo 
correio para qualquer comarca do País, EXCETO: (Redação dada 
pela Lei nº 14.195, de 2021) 
I - nas ações de estado, observado o disposto no art. 695, § 3º; 
II - quando o citando for incapaz; 
III - quando o citando for pessoa de direito público; 
IV - quando o citando residir em local não atendido pela entrega 
domiciliar de correspondência; 
V - quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma. 
 
ATENÇÃO! Não há mais a exigência de que a citação no processo de execução seja feita 
pelo oficial de justiça, como ocorria no CPC/73, razão pela qual a citação na execução 
poderá ser feita pelo correio. 
 
Por fim, o procedimento previsto para a citação por correios encontra-se no art. 
248 do NCPC. Torna-se imprescindível atentar para a regra do § 4º, o qual valida a 
entrega da carta registrada para o porteiro do prédio, seja pessoa física ou jurídica. 
 
Art. 248. Deferida a citação pelo correio, o escrivão ou o chefe 
de secretaria remeterá ao citando cópias da petição inicial e do 
despacho do juiz e comunicará o prazo para resposta, o 
endereço do juízo e o respectivo cartório. 
§ 1º - A carta será registrada para entrega ao citando, exigindo-
lhe o carteiro, ao fazer a entrega, que assine o recibo. 
§ 2º - Sendo o citando pessoa jurídica, será válida a entrega do 
mandado a pessoa com poderes de gerência geral ou de 
administração ou, ainda, a funcionário responsável pelo 
recebimento de correspondências. 
§ 3º - Da carta de citação no processo de conhecimento 
constarão os requisitos do art. 250. 
§ 4º - Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com 
controle de acesso, será válida a entrega do mandado a 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
29 
funcionário da portaria responsável pelo recebimento de 
correspondência, que, entretanto, poderá recusar o 
recebimento, se declarar, por escrito, sob as penas da lei, que 
o destinatário da correspondência está ausente. 
 
c) Citação por oficial de justiça 
 
A citação será por oficial de justiça quando a citação por correios tiver sido 
frustrada, seja por determinação legal (art. 247), seja em razão das circunstâncias fáticas. 
Os requisitos para o mandado que o oficial de justiça deverá cumprir estão 
contidos no art. 250 do CPC. Sendo o réu devidamente localizado, o oficial de justiça 
deve ler o teor do mandado a ele e deverá, ainda, entregar-lhe a contrafé (art. 251 do 
NCPC). 
Nesse ponto, o oficial de justiça tem fé pública. A resistência do réu em aceitar 
a contrafé NÃO impede a realização do ato. Nesse caso, o oficial de justiça certificará a 
conduta do réu e o juiz poderá considerar que houve, sim, a citação (e, mesmo nesse 
caso, a citação será REAL). 
Por fim, o oficial de justiça poderá realizar atos processuais em outras comarcas, 
desde que de fácil comunicação com a comarca na qual atua ou quando as duas 
comarcas estiverem na mesma região metropolitana. 
 
Art. 255. Nas comarcas contíguas de fácil comunicação e nas que 
se situem na mesma região metropolitana, o oficial de justiça 
poderá efetuar, em qualquer delas, citações, intimações, 
notificações, penhoras e quaisquer outros atos executivos. 
 
d) Citação por hora certa 
 
A citação por hora certa é uma espécie de citação por oficial de justiça e será 
cabível quando o réu NÃO for localizado, porque ele está se escondendo para não ser 
citado. 
Vê-se, portanto, que há dois requisitos para a citação por hora certa: 
 
- Requisito objetivo – o oficial de justiça deve ter ido, pelo 
menos, duas vezes ao endereço do réu, não tendo encontrado 
este. No CPC/73, exigia-se que o oficial de justiça fosse três 
vezes ao mesmo local. OBS.: essas duas diligências NÃO 
precisam ter sido realizadas em dias distintos. 
- Requisito subjetivo – deve haver fundada suspeita de que o réu 
está SE ESCONDENDO para não ser citado. 
 
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Na segunda tentativa frustrada de localização do réu, então, o oficial de justiça 
intimará qualquer pessoa da família ou, não havendo, intimará o vizinho e avisará que,no dia ÚTIL imediato, voltará para fazer a citação. 
Retornando no dia e no horário pré-agendados, poderá ocorrer uma das 
seguintes opções: 
 
- Caso o réu realmente esteja lá, aguardando a “visita” do oficial 
de justiça, a citação que começou por hora certa acabará se 
transformando em citação real. 
- Caso o réu continue desaparecido, o oficial de justiça deverá 
analisar se as razões da ausência do réu foram justas e, se não 
tiverem sido, realizará a citação na pessoa do terceiro, que 
poderá ou NÃO ser a mesma que fora intimada na véspera. 
 
Art. 253. No dia e na hora designados, o oficial de justiça, 
independentemente de novo despacho, comparecerá ao 
domicílio ou à residência do citando a fim de realizar a 
diligência. 
§ 1º - Se o citando não estiver presente, o oficial de justiça 
procurará informar-se das razões da ausência, dando por feita 
a citação, ainda que o citando se tenha ocultado em outra 
comarca, seção ou subseção judiciárias. 
§ 2º - A citação com hora certa será efetivada mesmo que a 
pessoa da família ou o vizinho que houver sido intimado esteja 
ausente, ou se, embora presente, a pessoa da família ou o 
vizinho se recusar a receber o mandado. 
§ 3º - Da certidão da ocorrência, o oficial de justiça deixará 
contrafé com qualquer pessoa da família ou vizinho, conforme 
o caso, declarando-lhe o nome. 
§ 4º - O oficial de justiça fará constar do mandado a advertência 
de que será nomeado curador especial se houver revelia. 
 
Depois, então, caberá ao oficial de justiça fazer uma certidão detalhando 
todos os atos que o levaram à citação por hora certa, devolvendo em cartório o 
mandado de citação cumprido. É preciso que o oficial de justiça consigne o horário em 
que realizou as diligências, já tendo o STJ reconhecido a nulidade do mandado de citação 
cumprido quando ausente essa informação (REsp 468249 / SP). 
Em respeito ao princípio da publicidade e da cooperação, o art. 254 do NCPC 
prevê que, mesmo após a citação por hora certa, o escrivão deverá, no prazo impróprio 
de 10 dias, enviar carta ao réu avisando-lhe da sua citação ficta (art. 254): 
 
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Art. 254. Feita a citação com hora certa, o escrivão ou chefe de 
secretaria enviará ao réu, executado ou interessado, no prazo de 
10 (dez) dias, contado da data da juntada do mandado aos autos, 
carta, telegrama ou correspondência eletrônica, dando-lhe de 
tudo ciência. 
 
ATENÇÃO! “É possível a citação por hora certa em processo de execução (AgRg no REsp 
1131711/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 05/06/2014, DJe 
12/06/2014)”. 
Frise-se que a compreensão a respeito da possibilidade da citação por hora certa no 
processo de execução foi objeto de cobrança pela VUNESP NO CONCURSO DO ESTADO 
DO RIO DE JANEIRO DO ANO DE 2014, tendo a banca examinadora considerado 
incorreta a seguinte assertiva: “No processo de execução não se admite a citação por 
hora certa”. 
 
e) Citação por edital 
 
A citação por edital é uma forma de citação FICTA, e as hipóteses em que é 
admitida estão previstas no art. 256 do NCPC: 
 
Art. 256. A citação por edital será feita: 
I - Quando desconhecido ou incerto o citando; 
II - Quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se 
encontrar o citando; 
III - nos casos expressos em lei. 
§ 1º - Considera-se inacessível, para efeito de citação por edital, 
o país que recusar o cumprimento de carta rogatória. 
§ 2º - No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o 
réu, a notícia de sua citação será divulgada também pelo rádio, 
se na comarca houver emissora de radiodifusão. 
§ 3º - O réu será considerado em local ignorado ou incerto se 
infrutíferas as tentativas de sua localização, inclusive mediante 
requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos 
cadastros de órgãos públicos ou de concessionárias de serviços 
públicos. 
 
A citação por edital deve ser excepcional, exigindo-se o esgotamento de todos 
os meios possíveis para a realização da citação por outra forma, nos termos do § 3º do 
artigo 256 do NCPC. 
 
 
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f) Citação por comparecimento do réu em cartório 
 
Quando o indivíduo comparecer ao cartório, a citação poderá ser feita pelo 
escrivão ou pelo chefe de secretaria. 
 
1.1.4.3. Intimação 
1.1.4.3.1. Conceito 
 
A intimação é dirigida a qualquer sujeito, processual ou não, para que tome 
conhecimento dos atos e termos do processo. 
 
Art. 269. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos 
atos e dos termos do processo. 
 
1.1.4.3.2. Meios de intimação 
 
A intimação pode ser realizada: 
 
a) pelo advogado; 
b) por meio eletrônico; 
c) por publicação no órgão oficial; 
d) pelos correios; 
e) pelo escrivão ou chefe de secretaria; 
f) por oficial de justiça; 
g) por hora certa; 
h) por edital. 
 
a) Intimação pelo Advogado 
 
Uma das novidades do NCPC foi permitir que o advogado realize a intimação 
do advogado da parte contrária, com o objetivo de, assim, realizar o princípio da 
celeridade, da razoável duração do processo e da economia processual. 
 
Art. 269. § 1º - É facultado aos advogados promover a intimação 
do ADVOGADO da outra parte por meio do correio, juntando aos 
autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de 
recebimento. 
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33 
 
Essa prerrogativa do advogado é uma mera FACULDADE, de forma que, NÃO 
querendo assumir o ônus da intimação, ela continuará a ser realizada normalmente pelo 
cartório judicial. 
 
ATENÇÃO! A compreensão a respeito da referida faculdade foi cobrada pela banca 
VUNESP NO CONCURSO DO ESTADO DE SÃO PAULO DO ANO DE 2018, tendo a banca 
examinadora considerado correta a seguinte assertiva: “Relativamente à comunicação 
dos atos processuais, é correto afirmar: (...) a lei faculta ao advogado promover a 
intimação do colega adversário, desde que o faça pelo correio”. 
 
A técnica adotada por esse dispositivo legal se limita à intimação do 
ADVOGADO da parte contrária, NÃO podendo, portanto, ser utilizada para a intimação 
pessoal da parte contrária, dos serventuários da justiça ou até mesmo de terceiros. 
Exceção: é possível também que o advogado realize a intimação de testemunhas POR 
ELE ARROLADAS, mas em razão de regra expressa nesse sentido (art. 455 do NCPC). 
 
Art. 455. Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a 
testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da 
audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo. 
 
ATENÇÃO! Intimação da Fazenda Pública. 
O NCPC trouxe um regramento para uniformizar o regime jurídico da Advocacia Pública: 
todas as intimações ao Poder Público, agora, devem ser PESSOAIS, mediante a carga dos 
autos, remessa ou encaminhamento eletrônico, nos termos do artigo 183 do NCPC. 
 
b) Intimação por meio eletrônico 
 
As intimações realizar-se-ão, sempre que possível, por meio eletrônico, em 
respeito aos princípios da celeridade, da economia processual e da razoável duração do 
processo. Essa preferência pela intimação eletrônica aplica-se, inclusive, em relação às 
intimações do Ministério Público, das Defensorias Públicas e da Advocacia Pública. 
 
Art. 270. As intimações realizam-se, sempre que possível, por 
meio eletrônico, na forma da lei. 
Parágrafo único. Aplica-se ao Ministério Público, à Defensoria 
Pública e à AdvocaciaPública o disposto no §1º do art. 246. 
 
c) Intimação por publicação no órgão oficial 
 
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34 
Quando a intimação não puder ser feita por meio eletrônico, normalmente será 
feita por meio da publicação do ato no órgão oficial (art. 272). Atentar para as inovações 
trazidas pelo Novo CPC. 
Excepcionalmente, quando NÃO for possível a intimação eletrônica e, no local, 
NÃO houver publicação no órgão oficial, admite-se a intimação pessoal do advogado 
(art. 273). 
 
ATENÇÃO! Em caso de duplicidade de intimações, intimação eletrônica e publicação 
no Diário de Justiça eletrônico, qual prevalece? 
Quanto ao tema, o STJ oscila seu posicionamento. A decisão mais recente, divulgada no 
Informativo 697 do STJ, em 24.05.2021, foi no seguinte sentido: 
O termo inicial de contagem dos prazos processuais, em caso de duplicidade de 
intimações eletrônicas, dá-se com a realizada pelo portal eletrônico, que prevalece 
sobre a publicação no Diário da Justiça (DJe). EAREsp 1.663.952-RJ, Rel. Min. Raul 
Araújo, Corte Especial, por maioria, julgado em 19/05/2021. 
Dessa forma, diante da decisão acima colacionada, em que pese a oscilação do tema, é 
possível afirmar que, por ora, o STJ entende que, em caso de duplicidade, prevalece a 
intimação realizada pelo Portal Eletrônico, sempre que esta modalidade de intimação 
seja prevista e aplicável em determinado Tribunal, para advogados devidamente 
cadastrados, prevalecendo sobre a tradicional intimação pelo DJe. 
 
d) Intimação pelos correios 
 
A intimação será por CORREIOS quando nenhuma das outras formas for 
possível no caso concreto (art. 273). 
 
e) Intimação pelo escrivão ou chefe de secretaria 
 
Havendo o comparecimento das partes, dos representantes legais, dos 
advogados e demais sujeitos do processo ao cartório, a intimação pode ser realizada 
diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria. 
O comparecimento pode ser espontâneo ou provocado, NÃO havendo 
qualquer impedimento legal para que a intimação ocorra em sujeito presente ao 
cartório, por exemplo, para participar de uma audiência. 
 
f) Intimação por oficial de justiça 
 
A intimação feita por oficial de justiça é SUBSIDIÁRIA, pois só é admissível 
quando frustrada a intimação eletrônica ou a intimação pelos correios (art. 275 do 
NCPC). 
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35 
 
g) Intimação ficta 
 
A intimação ficta pode se dar de duas maneiras: intimação por hora certa e a 
intimação por edital. 
 
ATENÇÃO! Ler com muita atenção o artigo 272 do NCPC, especialmente os seus §§. 
 
1.1.4.4. Cartas 
 
As cartas são a forma processual de um juízo pedir auxílio a outro juízo para a 
prática de um ato processual para o qual o juízo em que tramita o processo NÃO tenha 
competência para praticá-lo. 
 
Art. 236. § 1º - Será expedida carta para a prática de atos fora 
dos limites territoriais do tribunal, da comarca, da seção ou da 
subseção judiciárias, ressalvadas as hipóteses previstas em lei. 
§ 2º - O tribunal poderá expedir carta para juízo a ele vinculado, 
se o ato houver de se realizar fora dos limites territoriais do local 
de sua sede. 
 
Em qualquer espécie de carta, os atos processuais a serem praticados serão 
atos de comunicação (citação, intimação e notificação), de instrução (produção de 
provas) e de constrição. 
 
1.1.4.4.1. Espécies de cartas 
 
O art. 237 do NCPC prevê quatro espécies de cartas: a) carta de ordem; b) carta 
precatória; c) carta rogatória; d) carta arbitral. 
 
Art. 237. Será expedida carta: 
I - De ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2º do art. 236; 
II - Rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique 
ato de cooperação jurídica internacional, relativo a processo em 
curso perante órgão jurisdicional brasileiro; 
III - precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique 
ou determine o cumprimento, na área de sua competência 
territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária 
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36 
formulado por órgão jurisdicional de competência territorial 
diversa; 
IV - Arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou 
determine o cumprimento, na área de sua competência 
territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária 
formulado por juízo arbitral, inclusive os que importem 
efetivação de tutela provisória. 
 
1.1.5. DAS NULIDADES 
 
ATENÇÃO! O tema “Das Nulidades” é constantemente cobrado nas provas. Geralmente, 
o examinador requer o conhecimento da “lei seca”, razão pela qual É IMPRESCINDÍVEL 
a leitura dos artigos 276 a 283 do Novo Código de Processo Civil. 
 
Parcela da doutrina, levando em conta a gravidade do vício e a natureza do ato 
processual, divide as imperfeições do ato jurídico em quatro categorias: meras 
irregularidades, nulidades relativas, nulidades absolutas e inexistência. 
 
1.1.5.1. Mera irregularidade 
 
A mera irregularidade constitui o vício de menor gravidade entre todas as 
imperfeições possíveis, porque é gerada pela inobservância de regra que NÃO atinge a 
validade do ato. 
 
1.1.5.2. Nulidade relativa 
 
Há nulidade relativa quando o ato é praticado com inobservância de forma legal 
que tem por objetivo preservar o interesse das PARTES, as quais deverão se manifestar 
sobre a nulidade no primeiro momento, sob pena de preclusão (art. 278 do NCPC). 
Somente a parte inocente (aquela que NÃO foi responsável pelo ato viciado) 
poderá formular pedido para a sua anulação, em razão da regra que veda o indivíduo de 
se beneficiar da própria torpeza, com fulcro nos princípios da boa-fé e da lealdade 
processual (art. 276 do NCPC). 
 
1.1.5.3. Nulidade absoluta 
 
Há nulidade absoluta quando o ato é praticado com inobservância de forma 
legal que tem por objetivo preservar o correto e regular funcionamento da máquina 
jurisdicional. Ou seja, busca-se preservar interesses de ordem pública. 
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37 
Exatamente por estar ligada a matérias de ordem pública, deve ser decretada 
a qualquer momento, inclusive DE OFÍCIO pelo juiz, nos termos do artigo 278, parágrafo 
único, do NCPC. 
 
1.1.5.4. Inexistência jurídica 
 
Trata-se do mais grave dos vícios, tornando o ato inexistente por falta de 
elementos constitutivos mínimos, sendo impossível até mesmo reconhecê-lo como ato 
processual. 
O ato inexistente jamais se convalida, podendo tal vício ser reconhecido na 
constância da demanda e após o seu encerramento, independentemente do prazo, por 
meio de mera ação declaratória de inexistência de ato jurídico. 
Qual é a diferença de “nulidade absoluta” para “inexistência jurídica”? Na 
nulidade absoluta, haverá o trânsito em julgado, e, não sendo interposta a ação 
rescisória no prazo de dois anos, o vício se convalida definitivamente. Por outro lado, a 
decisão proferida em processo juridicamente inexistente NÃO se convalida, podendo o 
vício ser alegado a qualquer tempo. 
 
1.1.6. DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO 
 
Trata-se de tema com pouca importância doutrinária, de forma que a simples 
leitura da lei seca já basta para exaurir o tema. Assim, sugerimos a leitura dos artigos 
284 a 290 do CPC. 
 
1.1.7. VALOR DA CAUSA 
1.1.7.1.Função 
 
A toda causa deve ser atribuído o “valor da causa”, ainda que ela NÃO tenha 
conteúdo econômico imediatamente aferível, pois o valor da causa serve não somente 
para se determinar o bem da vida que se pleiteia em juízo, mas também serve para se 
analisar a competência do juízo, a definição do rito processual, a fixação do valor para 
fins de aplicação de multa etc. 
 
Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que NÃO 
tenha conteúdo econômico imediatamente aferível 
 
1.1.7.2. Regras de Aplicação 
 
O art. 292 do NCPC determina as regras específicas para o valor da causa: 
 
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Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da 
reconvenção e será: 
I - Na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente 
corrigida do principal, dos juros de mora vencidos e de outras 
penalidades, se houver, até a data de propositura da ação; 
II - Na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o 
cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a 
rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte 
controvertida; 
 
A possibilidade de valor da causa em quantia inferior ao valor do ato quando o 
objeto da demanda NÃO corresponder à sua integralidade é novidade do NCPC. 
 
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações 
mensais pedidas pelo autor; 
IV - Na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o 
valor de avaliação da área ou do bem objeto do pedido; 
V - Na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o 
valor pretendido; 
 
A exigência de que o pedido de dano moral seja um pedido determinado é uma 
das novidades do NCPC, pois, no CPC-1973, admitia-se o pedido genérico em caso de 
danos morais. 
 
VI - Na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia 
correspondente à soma dos valores de todos eles; 
 
OBSERVAÇÃO! Essa soma só vale para a cumulação PRÓPRIA de pedidos (simples ou 
sucessiva), já que, nesse tipo de cumulação, o autor pode receber todos os pedidos que 
elabora. 
 
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; 
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do 
pedido principal. 
§1º - Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, 
considerar-se-á o valor de umas e outras. 
§2º - O valor das prestações vincendas será igual a uma 
prestação anual, se a obrigação for por tempo indeterminado ou 
por tempo superior a 01 (um) ano, e, se por tempo inferior, será 
igual à soma das prestações. 
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39 
 
Caso a parte contrária NÃO concorde com o valor da causa fixado pela outra, 
poderá impugnar o valor da causa, como preliminar de contestação. 
 
Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, 
o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o 
juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a 
complementação das custas. 
 
Portanto, NÃO se aplica mais a regra do CPC-1973, de acordo com a qual o valor 
da causa deveria ser impugnado em autos próprios. Agora, com fulcro no princípio da 
celeridade e da economia processual, deve ser feito na contestação, como preliminar. 
Por outro lado, o juiz também poderá, inclusive de ofício, readequar o valor da 
causa quando ficar claro que ele não corresponde ao conteúdo patrimonial em 
discussão. 
 
Art. 292. § 3º - O juiz corrigirá, DE OFÍCIO e por arbitramento, o 
valor da causa quando verificar que não corresponde ao 
conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico 
perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao 
recolhimento das custas correspondentes. 
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40 
2. JURISPRUDÊNCIA 
 
SÚMULAS 
 
Súmula 106 do STJ - Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na 
citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da 
arguição de prescrição ou decadência. 
Súmula 429 do STJ - A citação postal, quando autorizada por lei, exige o aviso de 
recebimento. 
Súmula 641 do STF - Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos 
litisconsortes haja sucumbido. 
 
JULGADOS 
 
QUARTA TURMA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE CITAÇÃO E MANIFESTAÇÃO 
DO RÉU EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. Não supre a falta de citação em ação 
revisional de alimentos o comparecimento do réu para contraminutar agravo de 
instrumentos contra decisão denegatória de tutela antecipada, sem que haja qualquer 
pronunciamento na ação principal por parte do demandado. Com efeito, sabe-se bem 
que o §1º do artigo 239 do NCPC dispõe que “o comparecimento espontâneo do réu ou 
do executado supre a falta ou a nulidade da citação”. Ocorre que, se o réu, em que pese 
tenha apresentado contrarrazões junto ao Tribunal de Justiça, por ocasião do 
julgamento do agravo de instrumento, não compareceu espontaneamente aos autos 
principais, não há o que se falar em suprimento da falta de citação, visto que o §1º do 
artigo 239 do NCPC exige o comparecimento espontâneo no processo principal, onde 
se discute a questão de fundo, e não simplesmente junto ao Tribunal de Justiça onde se 
discutia a antecipação de tutela (STJ. 4ª Turma. REsp 1.310.704-MS, Rel. Min. Ricardo 
Villas Bôas Cueva, julgado em 10/11/2015 (Info 573). 
 
QUARTA TURMA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO PARA PERÍCIA MÉDICA EM 
AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO DPVAT. Em ação de cobrança de seguro DPVAT, a 
intimação da parte para o comparecimento à perícia médica deve ser pessoal, e não 
por intermédio de advogado. Consoante determina a legislação processual civil, a 
intimação é “o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo, para 
que faça ou deixe de fazer alguma coisa” (art. 269 do CPC/2015). O diploma processual 
também disciplina os meios pelos quais devem ser feitas as intimações, tais como, pelo 
escrivão, oficial de justiça, correio, publicação na imprensa oficial ou até mesmo por 
ocasião da audiência. A doutrina distingue as intimações meramente comunicativas, 
que criam ônus e dão início à contagem de prazos processuais, daquelas que ordenam 
condutas e geram deveres para a parte intimada. Nesse ponto, destaca-se que o ato 
processual em questão se trata de intimação para a prática de uma conduta pessoal da 
parte, qual seja: o comparecimento para a realização de perícia médica. Dessa forma, 
por se tratar de ato que deve necessariamente ser realizado pela parte interessada (ato 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
41 
personalíssimo), não se mostra suficiente a intimação por intermédio de advogado. (STJ. 
4ª Turma. REsp 1.364.911-GO, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 1/9/2016 (Info 589)). 
 
RECURSOS REPETITIVOS. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO POR OFICIAL DE 
JUSTIÇA, CARTA ROGATÓRIA, PRECATÓRIA OU DE ORDEM. PRAZO RECURSAL. INÍCIO 
DO CÔMPUTO. DATA DA JUNTADA AOS AUTOS. Nos casos de intimação/citação 
realizadas POR CORREIO, OFICIAL DE JUSTIÇA, OU POR CARTA DE ORDEM, 
PRECATÓRIA OU ROGATÓRIA, o prazo recursal inicia-se com a juntada aos autos do 
aviso de recebimento, do mandado cumprido, ou da juntada da carta, tendo em vista 
o disposto no artigo 231 do NCPC, o qual estipula que, nestas situações, o prazo somente 
começa a correrapós a juntada os autos (STJ. Corte Especial. REsp 1.632.777-SP, Rel. 
Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 17/5/2017 (recurso repetitivo) (Info 604)). 
 
QUARTA TURMA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE USUCAPIÃO. CPC/73. 
CUMULAÇÃO DE PRETENSÕES: USUCAPIÃO E DELIMITATÓRIA. CITAÇÃO DO CÔNJUGE 
DO CONFINANTE. NÃO OCORRÊNCIA. NULIDADE RELATIVA DO FEITO. NECESSIDADE 
DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. A ausência de citação dos confinantes e 
respectivos cônjuges na ação de usucapião ensejará nulidade relativa, caso se constate 
o efetivo prejuízo. Na ação de usucapião, com relação ao PROPRIETÁRIO E SEU 
CÔNJUGE, constantes no registro de imóveis, é indispensável a citação destes (e demais 
compossuidores e condôminos) como litisconsortes necessários, sob pena de a sentença 
ser absolutamente ineficaz, tratando-se de nulidade insanável. Por outro lado, no 
tocante à citação do confrontante, apesar de amplamente recomendável, a sua falta 
não acarretará, por si, causa de irremediável nulidade da sentença que declara a 
usucapião, notadamente pela finalidade de seu chamamento, uma vez que a ação de 
usucapião terá por objetivo, tão somente, quanto a este, a delimitação da área, de modo 
a evitar que ocorra indevida invasão. Desta forma, dependendo do caso, pode ser que a 
ação não traga qualquer prejuízo ao confinante, razão pela qual não é necessária a 
anulação do feito, devendo ser aplicado o artigo 282, §1º, do NCPC, segundo o qual “o 
ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte” (REsp 
1.432.579-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, por maioria, julgado em 24/10/2017, DJe 
23/11/2017 – Informativo 616). 
 
Na ação de cobrança, é desnecessária a citação da sociedade empresária se todos os 
que participam do quadro social integram a lide (STJ. 3ª Turma. REsp 1731464-SP, Rel. 
Min. Moura Ribeiro, julgado em 25/09/2018 - Informativo 635). 
 
Somente há prazo em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores quando, 
além de existir dificuldade em cumprir o prazo processual e consultar os autos, for 
recolhido mais de um preparo recursal. Havendo interposição de recurso em conjunto 
e o recolhimento de um só preparo, não há que se falar na duplicação legal do prazo 
(STJ. 3ª Turma. REsp 1694404/SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 22/05/2018). 
 
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42 
A habilitação de advogado em autos eletrônicos não é suficiente para a presunção de 
ciência inequívoca das decisões, sendo inaplicável a lógica dos autos físicos. No 
processo físico, ao fazer a carga dos autos (retirada do processo em cartório), presume-
se a ciência de toda e qualquer decisão contida nos autos, ainda que o advogado não 
tenha sido intimado pelo Diário de Justiça. Ocorre que, ao se habilitar no processo 
eletrônico, o advogado não tem ciência imediata das decisões constantes do processo, 
uma vez que, para tomar conhecimento de seu conteúdo, ele precisa, necessariamente, 
clicar sobre ela, gerando uma intimação imediata do seu teor, constando da 
movimentação o ocorrido, momento no qual inicial o seu prazo (EDcl no REsp 
1592443/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado 
em 25/03/2019, DJe 27/03/2019 – Informativo 642). 
 
Em caso de duplicidade de intimações eletrônicas e publicação no Diário de Justiça 
eletrônico, qual prevalece? Quanto ao tema, o STJ oscila seu posicionamento. 
Analisando os julgados do STJ sobre o tema entre os anos de 2016 e 2020, verifica-se 
que, antes de 2019, prevalecia na Corte o entendimento pela supremacia da data da 
publicação no Diário de Justiça Eletrônico em detrimento da data da intimação 
eletrônica. Contudo, em 2019, o STJ decidiu de maneira contrária afirmando que a 
intimação eletrônica prevaleceria sobre a publicação no Diário de Justiça no caso de 
duplicidade de intimações (STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1330052/RJ, Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão, julgado em 26/03/2019 - Informativo 647). Entretanto, em 2020, o STJ 
parece ter retornado a sua posição anterior, possuindo vários julgados em que afirma 
que a jurisprudência da corte é no sentido de que, ocorrendo a intimação eletrônica e 
a publicação da decisão no Diário Oficial, prevalece esta última, uma vez que a 
publicação em Diário de Justiça eletrônico substitui qualquer outro meio de 
publicação oficial para quaisquer efeitos legais, nos termos no art. 4º, §2º, da Lei 
11.419/06 (AgInt nos EDcl no RMS 62.679/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL 
MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/12/2020, DJe 18/12/2020; AgRg no AREsp 
1770623/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, SEXTA TURMA, julgado em 15/12/2020, DJe 
18/12/2020; AgInt na AR 6.597/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, 
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 29/09/2020, DJe 02/10/2020; AgInt no AREsp 
1.566.245/AP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/5/2020, 
DJe 20/5/2020). 
 
É regular a citação da pessoa jurídica estrangeira por meio de seu entreposto no Brasil, 
ainda que não seja formalmente aquela mesma pessoa jurídica ou agência ou filial (STJ. 
Corte Especial. HDE 410-EX, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 20/11/2019 - 
Informativo 661). 
 
A prolação da decisão de acolhimento da impugnação do valor da causa em momento 
posterior à decisão que julgara o mérito da causa principal constitui mera irregularidade, 
não gerando prejuízo suficiente para decretação da nulidade do processo. Considerando 
o princípio da instrumentalidade, o recolhimento posterior das custas atinge seu 
objetivo, sem que para tanto seja necessária a decretação da nulidade do ato. Não se 
vislumbra prejuízo suficiente para a parte atingida pela irregularidade, pois o 
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43 
recolhimento das custas pode se dar de forma posterior, tendo por norte o fato de que 
o princípio da instrumentalidade das formas anda sempre de mãos dadas com o 
princípio da primazia da resolução do mérito. STJ. 3a Turma. AgInt no REsp 1.667.308/SP, 
Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 30/03/2020 (Info 669). 
 
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, recentemente, reafirmou o 
entendimento de que, “em regra, o peticionamento nos autos por advogado destituído 
de poderes especiais para receber citação não configura comparecimento espontâneo 
apto a suprir tal necessidade” (EREsp 1.709.915/CE, Rel. Ministro Og Fernandes, Corte 
Especial, julgado em 1º/8/2018, DJe de 9/8/2018; AgInt no REsp 1478178/MS, Rel. 
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 24/08/2020, DJe 
26/08/2020; AgInt no AREsp 1562428/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA 
TURMA, julgado em 10/08/2020, DJe 17/08/2020). 
 
Quando há pluralidade de réus, a data da PRIMEIRA CITAÇÃO VÁLIDA é o termo inicial 
para contagem dos juros de mora. Os efeitos da citação não podem ser confundidos 
com o início do prazo para a defesa dos litisconsortes. NÃO SE APLICA, para a 
constituição em mora, a regra processual disciplinadora do termo inicial do prazo para 
contestar (art. 231, § 1º, do CPC), em detrimento da regra geral de direito material 
pertinente (Código Civil, art. 280) (STJ. 3ª Turma. REsp 1.868.855-RS, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, julgado em 22/09/2020 - Informativo 680). 
 
O cancelamento da distribuição, a teor do art. 290 do CPC, prescinde da citação ou 
intimação da parte ré, bastando a constatação da ausência do recolhimento das custas 
iniciais e da inércia da parte autora, após intimada, em regularizar o preparo (STJ. 3ª 
Turma. REsp 1906378/MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 11/05/2021 - Info 696). 
 
Não há ofensa à prerrogativa de intimaçãopessoal prevista no art. 183 do CPC, quando 
o ente público deixa de realizar o necessário cadastramento no Sistema de Intimação 
Eletrônica do Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.050 do CPC, sendo 
válida a intimação pela publicação no Diário de Justiça Eletrônico (STJ. 1ª Seção. AR 
6.503-CE, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 27/10/2021 - Info 716). 
 
A juntada nos autos de simples manifestação da União informando o envio de ofício, 
antes de despacho determinando a sua citação para responder a ação, não configura 
comparecimento espontâneo apto a suprir a falta de citação. (STJ. 2ª Turma. REsp 
1.904.530-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 08/03/2022 - Info 728). 
 
É nulo o processo em que não houve a intimação e a intervenção do Ministério Público 
em primeiro grau de jurisdição, apesar da presença de parte com enfermidade 
psíquica grave e cujos legitimados para propor eventual ação de interdição possuem 
conflitos de interesses (STJ. 3ª Turma. REsp 1.969.217-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, 
julgado em 08/03/2022 (Info 729). 
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44 
Não é possível considerar válida a citação de pessoa jurídica em seu antigo endereço, 
cuja mudança fora comunicada à Junta Comercial, mas sem alteração no sítio 
eletrônico da empresa (STJ. 3ª Turma.REsp 1.976.741-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, julgado em 26/04/2022 - Info 734). 
 
A juntada nos autos de simples manifestação da União informando o envio de ofício, 
antes de despacho determinando a sua citação para responder a ação, não configura 
comparecimento espontâneo apto a suprir a falta de citação. STJ. 2ª Turma. REsp 
1.904.530-PE, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 08/03/2022 (Info 728) 
 
É nulo o processo em que não houve a intimação e a intervenção do MP em primeiro 
grau de jurisdição, apesar da presença de parte com enfermidade psíquica grave e 
cujos legitimados para pedir a interdição possuem conflitos de interesses. STJ. 3ª 
Turma. REsp 1.969.217-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 08/03/2022 (Info 729). 
 
Não é possível considerar válida a citação de pessoa jurídica em seu antigo endereço, 
cuja mudança fora comunicada à Junta Comercial, mas sem alteração no sítio 
eletrônico da empresa. STJ. 3ª Turma. REsp 1.976.741-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, julgado em 26/04/2022 (Info 734). 
 
O peticionamento nos autos por advogado destituído de poderes especiais para 
receber citação não configura comparecimento espontâneo apto a suprir tal 
necessidade. STJ. 4ª Turma. RHC 168.440-MT, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 
16/08/2022 (Info 745). 
 
Em regra, é descabido o arrependimento e a rescisão unilateral da transação, ainda 
que antes da homologação judicial 
É descabido o arrependimento e rescisão unilateral da transação, ainda que não 
homologada de imediato pelo Juízo. Uma vez concluída a transação as suas cláusulas ou 
condições obrigam definitivamente os contraentes, e sua rescisão só se torna possível 
“por dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa” (art. 849 do 
Código Civil). STJ. 3ª Turma. AgInt no REsp 1793194/PR, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, 
julgado em 2/12/2019. STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1.952.184-SC, Rel. Min. Maria 
Isabel Gallotti, julgado em 22/08/2022 (Info 750). 
 
É válida a intimação realizada em nome de advogado constituído nos autos se os 
poderes a ele outorgados tiverem sido substabelecidos com reserva. STJ. 4ª Turma. 
AgInt no AREsp 2.098.573-GO, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 
14/11/2022 (Info 761). 
 
 
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45 
3. QUESTÕES 
 
1. Considere os enunciados abaixo. 
I. Os atos processuais realizar-se-ão nos prazos prescritos em lei, sendo defeso ao juiz a 
fixação de prazos judiciais, salvo para diligências periciais ou para cumprimento de 
cartas precatórias. 
II. As partes podem, de comum acordo, reduzir ou prorrogar apenas os prazos dilatórios. 
III. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão 
somente os dias úteis, inclusive nos Juizados Especiais Cíveis. 
IV. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de 
dezembro e 20 de janeiro, inclusive. 
Está correto o que consta APENAS em: 
a) I e II. 
b) I, II e III. 
c) III e IV. 
d) II, III e IV. 
e) I, III e IV. 
 
2. Quanto ao tempo e lugar dos atos processuais, é INCORRETO afirmar que: 
a) Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 8 (oito) às 18 (dezoito) horas. 
b) Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras 
poderão realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias 
úteis fora do horário regularmente estabelecido pelo Código, observado o disposto no 
art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal. 
c) podem ser concluídos após o horário legal os atos processuais, se houver perigo de 
grave dano ou prejuízo à diligência com o adiamento. 
d) como regra geral, os atos processuais realizam-se na sede do juízo. 
e) as citações, intimações e penhoras, bem como o deferimento e cumprimento das 
tutelas de urgência, poderão ser realizados durante as férias forenses e nos feriados. 
 
3. No que se refere à comunicação dos atos processuais, é correto que: 
a) para a eficácia e existência do processo é indispensável a citação do réu ou do 
executado, com a ressalva única de indeferimento da petição inicial. 
b) o comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade 
da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de 
embargos à execução. 
c) a citação válida, salvo se ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna 
litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor. 
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46 
d) a citação será sempre pessoal, por se tratar de ato personalíssimo e, portanto, 
intransferível. 
e) como regra geral, a citação será feita por meio de mandado a ser cumprido por oficial 
de justiça; frustrada esta, far-se-á pelo correio. 
 
4. Em relação à forma dos atos processuais, é correto afirmar: 
a) Compete privativamente aos tribunais regulamentar a prática e a comunicação oficial 
de atos processuais por meio eletrônico, velando pela compatibilidade dos sistemas, 
disciplinando a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, 
para esse fim, os atos que forem necessários. 
b) Os atos e termos processuais são em regra formais, considerando-se nulos os que 
tenham sido praticados em desrespeito a essa premissa. 
c) A desistência da ação produzirá efeitos imediatos nos autos, embora seja possível 
discutir os ônus sucumbenciais se não houver anuência da parte adversa ao ato. 
d) Apenas decisões interlocutórias e sentenças devem ser publicadas no Diário de Justiça 
Eletrônico, já que despachos, por não causarem gravames, não necessitam de 
publicação. 
e) Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes 
plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às 
especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e 
deveres processuais, antes ou durante o processo. 
 
5. A fixação de calendário para a prática de atos processuais: 
a) vincula as partes, mas não o juiz. 
b) torna dispensável intimação para a audiência cuja data esteja designadano 
calendário. 
c) é uma convenção processual e, portanto, não pode ser firmada pela fazenda pública. 
d) deve assumir a forma determinada em lei para evitar falha que gere nulidade. 
e) é uma convenção processual que, se estipular confidencialidade, permitirá que o 
processo tramite em segredo de justiça. 
 
6. O negócio jurídico processual adquire eficácia a partir: 
a) da manifestação bilateral ou plurilateral de vontade das partes, não dependendo de 
homologação judicial, salvo nos casos expressamente previstos em lei. 
b) da verificação da existência e da validade do negócio, em respeito às normas de 
ordem pública. 
c) da verificação da licitude do negócio e de sua forma, que deve ser permitida ou não 
vedada por lei. 
d) da homologação do negócio pelo juízo, desde que verse sobre direitos disponíveis. 
e) da homologação do negócio pelo juízo antes da prolação da sentença. 
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7. Com base no CPC, é correto afirmar que o valor da causa: 
a) não servirá de base de cálculo para a fixação de multa por ato atentatório à dignidade 
da justiça caso seja irrisório ou demasiado elevado. 
b) é um requisito legal da petição inicial, mas não da reconvenção. 
c) não poderá ser corrigido de ofício pelo juiz, mesmo se verificado que a monta indicada 
não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão. 
d) pode ser corrigido a qualquer tempo se comprovada alteração superveniente de fato 
ou de direito, oportunidade na qual será complementado o seu pagamento, se 
necessário. 
e) corresponderá, em causa relativa a obrigação por tempo indeterminado, à soma das 
parcelas vencidas mais o valor de uma prestação anual relativa às parcelas vincendas. 
 
8. À luz do entendimento jurisprudencial do STJ a respeito de aplicação da lei 
processual, de atos processuais e de execução fiscal, julgue o item a seguir. 
O prazo recursal da parte que for intimada, por oficial de justiça, a respeito de decisão 
judicial se inicia na data de cumprimento do mandado, e não com a juntada do mandado 
ao processo. 
( ) Certo. 
( ) Errado. 
 
9. Relativamente à comunicação dos atos processuais, é correto afirmar: 
a) a lei faculta ao advogado promover a intimação do colega adversário, desde que o 
faça pelo correio. 
b) é vedado que, na intimação dirigida ao advogado, figure apenas o nome da sociedade 
a que pertença. 
c) se não for comunicada modificação de endereço da parte, a lei presume válida a 
intimação feita naquele constante dos autos, exceto quando se tratar de mudança 
temporária. 
d) a intimação feita ao ensejo da retirada dos autos de cartório é inválida se a carga for 
feita por quem não seja advogado investido de mandato. 
 
10. De acordo com o CPC, na ação em que houver pedido subsidiário, o valor da causa 
corresponderá: 
a) à soma dos valores dos pedidos principal e subsidiário. 
b) ao pedido de maior valor, entre o principal e o subsidiário. 
c) à média dos valores dos pedidos principal e subsidiário. 
d) ao valor do pedido principal. 
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e) ao valor de qualquer dos pedidos, principal ou subsidiário, desde que a diferença dos 
seus valores seja de até 5%. 
 
11. O erro de forma do processo: 
a) acarreta a ineficácia de todos os atos processuais, que deverão ser repetidos de 
acordo com a forma prescrita ou não defesa em lei. 
b) acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo 
ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais. 
c) não acarreta consequência processual alguma, devendo prevalecer os atos praticados 
em nome do exercício pleno e efetivo da atividade jurisdicional. 
d) acarreta a inexistência dos atos processuais cujo aproveitamento não seja possível, a 
serem novamente praticados em tempo razoável. 
e) é mera irregularidade, que só necessitará de ratificação ou convalidação se alguma 
das partes for menor ou incapaz. 
 
12. Quanto aos prazos: 
a) sendo a lei omissa, o prazo para a parte praticar o ato processual será sempre o de 
dez dias. 
b) a parte pode renunciar àqueles estabelecidos exclusivamente em seu favor, desde 
que o faça de maneira expressa. 
c) quando contados em dias, estabelecidos legal ou judicialmente, computar-se-ão os 
dias corridos. 
d) se processuais, interrompem-se nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 
de janeiro, inclusive. 
e) será considerado intempestivo o ato praticado antes de seu termo inicial, por ainda 
não existir, processualmente. 
 
13. Com relação à forma, ao tempo e ao lugar dos atos processuais, assinale a 
alternativa correta. 
a) O documento redigido em língua estrangeira poderá ser juntado aos autos 
desacompanhado de versão para a língua portuguesa se as partes assim acordarem. 
b) Em caso de obstáculo criado por uma das partes, superado o motivo que deu causa à 
suspensão do curso do prazo, este será restituído integralmente à outra parte. 
c) A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde 
que o faça de maneira expressa. 
d) Os atos das partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade 
só podem modificar ou extinguir direitos processuais após a homologação judicial. 
e) Salvo autorização judicial, as citações, intimações e penhoras não poderão ser 
realizadas no período de férias forenses e nos feriados. 
 
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14. Alberto Roberto tornou-se réu em uma ação de cobrança de nota promissória. 
Ficou sabendo por um escrevente do Cartório, procurou um advogado e, antes mesmo 
de ser citado, contestou o feito. Essa contestação: 
a) será tida por inexistente, devendo ser praticado o ato novamente no prazo legal da 
contestação. 
b) será tida por intempestiva, pois o que define a tempestividade é o início da contagem 
do prazo, ainda não iniciado. 
c) será considerada tempestiva, sem necessidade de reiteração do ato após a citação de 
Alberto Roberto. 
d) será considerada um ato praticado condicionalmente, pois dependerá de ratificação 
por Alberto Roberto, necessariamente dentro do prazo legal de oferecimento da defesa. 
e) é intempestiva, porque praticado o ato fora do prazo, o que se dá tanto antes quanto 
depois de finalizada sua contagem; no entanto, se o autor concordar, será a contestação 
tida por tempestiva, caracterizando a anuência um negócio jurídico-processual. 
 
15. No tocante à citação, é correto afirmar: 
a) a citação será sempre pessoal, salvo exclusivamente a feita na pessoa do curador do 
incapaz. 
b) a interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, retroagirá 
à data da prática do fato que originou a demanda. 
c) quando frustrada a citação pessoal, por meio de oficial de justiça, esta far-se-á por via 
postal e, mostrando-se infrutífera, por edital. 
d) a citação válida, salvo se ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna 
litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor. 
e) não se fará citação quando se verificar que o citando é mentalmente incapaz ou está 
impossibilitado de recebê-la. 
 
16. Pedro e João são casados. Pedro aforou ação de cobrança contra João visando 
receber dívida contraída antes do casamento e requereu segredo de justiça. 
O pedido: 
a) não deve ser deferido, porque a maior parte da comunidade sabe da existência da 
dívida. 
b) deve ser indeferido,porque o conflito de interesses é meramente contratual. 
c) deve ser deferido, para preservar a intimidade e a harmonia do casal. 
d) deve ser deferido, porque autor e réu são casados. 
 
17. Sobre citação, é correto afirmar que: 
a) será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até dois dias úteis, 
contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados 
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pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho 
Nacional de Justiça; 
b) a citação por edital pressupõe que o oficial de justiça tenha comparecido por duas 
vezes ao domicílio do citando sem encontrá-lo, havendo fundada suspeita de ocultação 
do citando; 
c) nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, não será válida 
a entrega do mandado a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de 
correspondência; 
d) o citando deve confirmar a citação eletrônica no prazo de até três dias úteis, contado 
do recebimento da citação eletrônica, sob pena de ser dado por citado; 
e) para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do executado, 
inclusive na hipótese de improcedência liminar do pedido. 
 
18. Em uma ação envolvendo direitos disponíveis, antes da decisão de organização e 
saneamento, as partes firmaram negócio jurídico processual, por meio do qual 
escolheram consensualmente o perito e estabeleceram que nenhuma das partes 
indicaria assistente técnico. 
Diante dessa situação jurídica, é CORRETO afirmar que: 
a) para a validade do referido negócio jurídico, este deve ser previamente homologado 
pelo juiz; 
b) o juiz deverá aceitar o perito escolhido consensualmente pelas partes, mas não 
poderá autorizar a dispensa de assistentes técnicos, por força de previsão legal; 
c) para o referido negócio jurídico processual produzir efeitos, o juiz deve figurar como 
parte, por se tratar de disposição diretamente ligada à atividade jurisdicional; 
d) diante da autonomia da vontade das partes, o juiz não poderá recusar o referido 
negócio jurídico processual, ainda que uma das partes se encontre em manifesta 
situação de vulnerabilidade; 
e) as partes podem convencionar sobre seus poderes por meio de negócio jurídico 
processual, o que lhes autoriza a indicar consensualmente o perito e a dispensar a 
indicação de assistente técnico. 
 
 
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4. GABARITO COMENTADO 
 
1. RESPOSTA – C 
I - INCORRETA – Art. 218, § 1º, do NCPC – “Art. 218. Os atos processuais serão realizados 
nos prazos prescritos em lei. § 1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos 
em consideração à complexidade do ato”. 
II – INCORRETA – Art. 190 do NCPC e Enunciado 19 do FPPC – “Art. 190. Versando o 
processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plenamente 
capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa 
e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou 
durante o processo”./Enunciados 19 do FPPC – “(art. 190) São admissíveis os seguintes 
negócios processuais, dentre outros: (...) acordo de ampliação de prazos das partes de 
qualquer natureza (...)”. Enunciado 21 do FPPC – “(art. 190) São admissíveis os seguintes 
negócios, dentre outros: acordo para (...) redução de prazos processuais”. 
III – CORRETA – Art. 219 do NCPC e art. 12-A da Lei 9.099/95 – “Art. 219. Na contagem 
de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis. 
/Art. 12-A. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a 
prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, computar-
se-ão somente os dias úteis”. 
IV – CORRETA – Art. 220 do NCPC – “Art. 220. Suspende-se o curso do prazo processual 
nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive”. 
 
2. RESPOSTA – A 
A – INCORRETA – Art. 212 do NCPC – “Art. 212. Os atos processuais serão realizados em 
dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas”. 
B – CORRETA - Art. 212, § 2º, do NCPC – “Art. 212, § 2º Independentemente de 
autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período 
de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário 
estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição 
Federal”. 
C – CORRETA – Art. 212, § 1º, do NCPC – “Art. 212. Os atos processuais serão realizados 
em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. § 1º Serão concluídos após as 20 (vinte) 
horas os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a diligência ou causar 
grave dano”. 
D – CORRETA – Art. 217 do NCPC – “Art. 217. Os atos processuais realizar-se-ão 
ordinariamente na sede do juízo, ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão de 
deferência, de interesse da justiça, da natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo 
interessado e acolhido pelo juiz”. 
E – CORRETA - Art. 214 do NCPC – “Art. 214. Durante as férias forenses e nos feriados, 
não se praticarão atos processuais, excetuando-se: I - os atos previstos no art. 212, § 2º; 
II - a tutela de urgência”. 
 
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3. RESPOSTA - B 
A – INCORRETA: art. 239 do NCPC – “Art. 239. Para A VALIDADE do processo é 
indispensável a citação do réu ou do executado, ressalvadas as hipóteses de 
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido”. 
B – CORRETA: art. 239, § 1º, do NCPC – “art. 239, § 1º O comparecimento espontâneo 
do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a partir desta data 
o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução”. 
C – INCORRETA: art. 240 do NCPC – “Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada 
por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora 
o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro 
de 2002 (Código Civil)”. 
D – INCORRETA: art. 242 do NCPC – “Art. 242. A citação será pessoal, podendo, no 
entanto, ser feita na pessoa do representante legal ou do procurador do réu, do 
executado ou do interessado”. 
E – INCORRETA: Conforme a atualização legislativa promovida pela Lei nº 14.195/2021, 
a regra do sistema é a citação por meio eletrônico. Art. 246 do NCPC – A citação será 
feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado 
da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando 
no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de 
Justiça. (Redação dada pela Lei nº 14.195, de 2021) 
 
4. RESPOSTA - E 
A – INCORRETA: art. 196 do NCPC – “Art. 196. Compete ao Conselho Nacional de Justiça 
e, supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos 
processuais por meio eletrônico e velar pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando 
a incorporação progressiva de novos avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os 
atos que forem necessários, respeitadas as normas fundamentais deste Código”. 
B – INCORRETA: art. 188 do NCPC – “Art. 188. Os atos e os termos processuais 
independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, 
considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preenchama finalidade 
essencial”. 
C – INCORRETA: art. 200, parágrafo único, do NCPC – “Art. 200. Os atos das partes 
consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem 
imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. 
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial.” 
D – INCORRETA: art. 205, § 3º, do NCPC – “Os despachos, as decisões interlocutórias, o 
dispositivo das sentenças e a ementa dos acórdãos serão publicados no Diário de Justiça 
Eletrônico”. 
E – CORRETA: art. 190 do NCPC – “Versando o processo sobre direitos que admitam 
autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no 
procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus 
ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo”. 
 
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53 
5. RESPOSTA – B 
A – INCORRETA – Art. 191, § 1º, do NCPC – “Art. 191, § 1º O calendário vincula as partes 
E O JUIZ, e os prazos nele previstos somente serão modificados em casos excepcionais, 
devidamente justificados”. 
B – CORRETA – Art. 191, § 2º, do NCPC – “Art. 191, § 2º Dispensa-se a intimação das 
partes para a prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem 
sido designadas no calendário”. 
C – INCORRETA – O calendário processual previsto no artigo 191 do NCPC nada mais é 
do que um negócio jurídico plurilateral (envolve as partes e o juízo). A Fazenda Pública, 
atuando como parte, pode, perfeitamente, celebrar negócio jurídico processual, não 
havendo vedação legal quanto a isso. Nesse sentido, vide o Enunciado 256 do Fórum 
Permanente de Processualistas Civis (FPPC) – “A Fazenda Pública pode celebrar negócio 
jurídico processual”. 
D – INCORRETA – Como regra, a forma do negócio jurídico processual atípico é livre, não 
havendo uma previsão específica na lei. Neste sentido, dispõe o Enunciado 400 do 
Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC) – “A validade do negócio jurídico 
processual, requer agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e 
forma prescrita ou não defesa em lei”. 
E – INCORRETA – A publicidade processual é um imperativo constitucional decorrente 
do artigo 5º, LX (LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando 
a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem;), e do artigo 93, IX (IX - todos os 
julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as 
decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, 
às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a 
preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse 
público à informação;) e X (X - as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas 
e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de 
seus membros;) da Constituição, razão pela qual apenas nas hipóteses previstas em lei 
o processo poderá tramitar por meio de segredo de justiça, hipóteses nas quais não se 
incluiu o acordo entre as partes. 
 
6. RESPOSTA – A 
COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS ASSERTIVAS - Conforme ensina Fredie Didier 
(DIDIER JR., Fredie. Curso de direito processual civil: introdução ao direito processual 
civil, parte geral e processo de conhecimento/Fredie Didier Jr. - 20. ed. - Salvador: Ed. 
Jus Podivm, 2018, p. 456): “Há negócios processuais que dependem de homologação 
judicial (desistência da demanda, art. 200, par. Ún; organização consensual do processo, 
art. 357, § 2º). Nesses casos, somente produzirão efeitos após a homologação. A 
NECESSIDADE DE HOMOLOGAÇÃO DE UM NEGÓCIO PROCESSUAL DEVE VIR PREVISTA 
EM LEI. Quando isso acontece, a homologação judicial é uma condição legal de eficácia 
do negócio jurídico processual. O negócio processual atípico baseado no art. 190 segue, 
porém, a regra geral do caput do art. 200 do CPC: PRODUZEM EFEITOS 
IMEDIATAMENTE, salvo se as partes, expressamente, houverem modulado a eficácia do 
negócio, com a inserção de uma condição ou de um termo. (...) 
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É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.
 
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A regra é a seguinte: não possuindo defeito, o juiz não pode recusar a aplicação do 
negócio processual”. 
No mesmo sentido, leciona Daniel Amorim que (NEVES, Daniel Amorim Assumpção 
Neves. Manual de Direito Processual Civil – Volume único. 8. Ed. Salvador: Juspodivm, 
2016, ebook) “O NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL NÃO DEPENDE DE HOMOLOGAÇÃO 
PELO JUIZ, aplicando-se ao caso o previsto no art. 200, caput, do Novo CPC, de forma 
que o acordo procedimental é eficaz independentemente de qualquer ato 
homologatório judicial. Cabe ao juiz, entretanto, controlar a validade do negócio jurídico 
processual, de ofício ou a requerimento da parte, levando em conta a análise dos 
requisitos formais exigidos de forma geral para a regularidade do negócio jurídico e o 
previsto no art. 190, parágrafo único, do Novo CPC”. 
Neste sentido, dispõe o Enunciado 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis 
(FPPC) que “Salvo nos casos expressamente previstos em lei, os negócios processuais do 
art. 190 não dependem de homologação judicial”. 
Da mesma forma, preceitua o Enunciado 261 do Fórum Permanente de Processualistas 
Civis (FPPC) que “o art. 200 aplica-se tanto aos negócios unilaterais quanto aos bilaterais, 
incluindo as convenções processuais do art. 190”. 
Por fim, cumpre ressaltar que “a indisponibilidade do direito material não impede, por 
si só, a celebração de negócio jurídico processual (enunciado 135 do FPPC)”, razão pela 
qual não há empecilho para que a Fazenda Pública celebre o negócio jurídico processual 
(enunciado 256 do FPPC), quando lei autorizativa. 
 
7. RESPOSTA – E 
A – INCORRETA – Art. 77, §§ 2º e 5º, do NCPC – “Art. 77, § 2º A violação ao disposto nos 
incisos IV e VI constitui ato atentatório à dignidade da justiça, devendo o juiz, sem 
prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa 
de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. § 5º 
Quando o valor da causa for irrisório OU INESTIMÁVEL, a multa prevista no § 2º poderá 
ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo”. 
B – INCORRETA – Art. 292 do NCPC – “Art. 292. O valor da causa constará da petição 
inicial ou da reconvenção e será: (...)”. 
C – INCORRETA – Art. 292, § 3º, do NCPC – “Art. 292, § 3º O juiz corrigirá, de ofício e por 
arbitramento, o valor da causa quando verificar que não corresponde ao conteúdo 
patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que 
se procederá ao recolhimento das custas correspondentes”. 
D – INCORRETA – Ao juiz só é dado controlar de ofício o valor da causa, corrigindo-o, 
antes do oferecimento da contestação. Oferecida esta e não tendo havido correção de 
ofício pelo juiz nem tendo o demandado impugnado, em preliminar, o valor da causa 
indicado pelo demandante, ter-se-á por correto o valor da causa, o qual não poderá mais 
ser alterado. 
E – CORRETA – Art. 292, §§ 1º e 2º, do NCPC – “Art. 292, § 1º Quando se pedirem 
prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o valor de umas e outras. § 2º O valor 
das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação for por tempo 
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indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo inferior, será igual 
à soma das prestações”. 
 
8. RESPOSTA – INCORRETA 
“Nos casos de intimação/citação realizadas por Correio, Oficial de Justiça, ou por Carta 
de Ordem, Precatória ou Rogatória, o prazo recursal inicia-se com a juntada aos autos 
do aviso de recebimento, do mandado cumprido, ou da juntada da carta (REsp 
1632777/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, CORTE ESPECIAL, julgado em 
17/05/2017, DJe 26/05/2017 – Informativo 604)”. 
 
9. RESPOSTA - A 
(A) CORRETA. Art. 269 do NCPC – “Art. 269. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a 
alguém dos atos e dos termos do processo. § 1º É facultado aos advogados promover a 
intimação do advogado da outra parte por meio do correio, juntando aos autos, a seguir, 
cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento. § 2º O ofício de intimação 
deverá ser instruído com cópia do despacho, da decisão ou da sentença”. 
(B) INCORRETA. Art. 272, § 1º, do NCPC – “Art. 272. Quando não realizadas por meio 
eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela publicação dos atos no órgão oficial. 
§ 1º Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, figure apenas o 
nome da sociedade a que pertençam, desde que devidamente registrada na Ordem dos 
Advogados do Brasil”. 
(C) INCORRETA. Art. 274, parágrafo único, do NCPC – “Art. 274, parágrafo único. 
Presumem-se válidas as intimações dirigidas ao endereço constante dos autos, ainda 
que não recebidas pessoalmente pelo interessado, se a modificação temporária ou 
definitiva não tiver sido devidamente comunicada ao juízo, fluindo os prazos a partir da 
juntada aos autos do comprovante de entrega da correspondência no primitivo 
endereço”. 
(D) INCORRETA. Art. 272, § 6º, do NCPC – “Art. 272, § 6º A retirada dos autos do cartório 
ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa credenciada a pedido do 
advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria 
Pública ou pelo Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão contida no 
processo retirado, ainda que pendente de publicação”. 
 
10. RESPOSTA - D 
A – INCORRETA – Art. 292, VIII, do NCPC – “Art. 292. O valor da causa constará da petição 
inicial ou da reconvenção e será: VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor 
do pedido principal”. 
B – INCORRETA – Art. 292, VII, do NCPC – “Art. 292. O valor da causa constará da petição 
inicial ou da reconvenção e será: VII - na ação em que os PEDIDOS SÃO ALTERNATIVOS, 
o de maior valor”. 
C – INCORRETA – Idem assertiva A. 
D – CORRETA – Idem assertiva A. 
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56 
E – INCORRETA - Idem assertiva A. 
 
11. RESPOSTA – B 
COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS ASSERTIVAS 
Art. 283 do NCPC – “Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a 
anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que 
forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais. Parágrafo único. Dar-
se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte prejuízo à defesa de 
qualquer parte”. 
 
12. RESPOSTA – B 
A – INCORRETA – Art. 218, § 1º, do NCPC – “Art. 218. Os atos processuais serão 
realizados nos prazos prescritos em lei. § 1º Quando a lei for omissa, O JUIZ 
DETERMINARÁ OS PRAZOS em consideração à complexidade do ato”. 
B – CORRETA – Art. 225 do NCPC – “Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo 
estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa”. 
C – INCORRETA – Art. 219 do NCPC – “Art. 219. Na contagem de prazo em dias, 
estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os dias úteis”. 
D – INCORRETA – Art. 220 do NCPC – “Art. 220. SUSPENDE-SE o curso do prazo 
processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive”. 
E – INCORRETA – Art. 218, § 4º, do NCPC – “Art. 218. § 4º Será considerado tempestivo 
o ato praticado antes do termo inicial do prazo”. 
 
13. RESPOSTA – C 
A – INCORRETA – Art. 192, parágrafo único, do NCPC – “Art. 192. Em todos os atos e 
termos do processo é obrigatório o uso da língua portuguesa. Parágrafo único. O 
documento redigido em língua estrangeira somente poderá ser juntado aos autos 
quando acompanhado de versão para a língua portuguesa tramitada por via 
diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por tradutor juramentado”. 
B – INCORRETA – Art. 221 do NCPC – “Art. 221. Suspende-se o curso do prazo por 
obstáculo criado em detrimento da parte ou ocorrendo qualquer das hipóteses do art. 
313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual ao que faltava para sua 
complementação”. 
C – CORRETA – Art. 225 do NCPC – “Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo 
estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa”. 
D – INCORRETA – Art. 200 do NCPC – “Art. 200. Os atos das partes consistentes em 
declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem imediatamente a 
constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. Parágrafo único. A 
desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial”. 
E – INCORRETA – Art. 212, § 2º, do NCPC – “Art. 212. Os atos processuais serão 
realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. § 2º Independentemente de 
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57 
autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no período 
de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário 
estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição 
Federal”. 
 
14. RESPOSTA – C 
COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS QUESTÕES 
Segundo o artigo 218, § 4º, do NCPC, “será considerado tempestivo o ato praticado 
antes do termo inicial do prazo”. Sendo assim, ainda que a contestação tenha sido 
oferecida antes da sua citação, ela será considerada tempestiva, não dependendo de 
ratificação posterior. 
 
15. RESPOSTA – E 
A – INCORRETA – Art. 242, caput e § 1º e art. 245, ambos do NCPC – “Art. 242. A citação 
será pessoal, podendo, no entanto, ser feita na pessoa do representante legal ou do 
procurador do réu, do executado ou do interessado. § 1º Na ausência do citando, a 
citação será feita na pessoa de seu mandatário, administrador, preposto ou gerente, 
quando a ação se originar de atos por eles praticados./Art. 245. Não se fará citação 
quando se verificar que o citando é mentalmente incapaz ou está impossibilitado de 
recebê-la. § 1º O oficial de justiça descreverá e certificará minuciosamente a ocorrência. 
§ 2º Para examinar o citando, o juiz nomeará médico, que apresentará laudo no prazo 
de 5 (cinco) dias. § 3º Dispensa-se a nomeação de que trata o § 2º se pessoa da família 
apresentar declaração do médico do citando que ateste a incapacidade deste. § 4º 
Reconhecida a impossibilidade, o juiz nomeará curador ao citando, observando, quanto 
à sua escolha, a preferência estabelecida em lei e restringindo a nomeação à causa. § 5º 
A citação será feita na pessoa do curador, a quem incumbirá a defesa dos interesses do 
citando.”. 
B – INCORRETA – Art. 240, § 1º, do NCPC – “Art. 240, § 1º A interrupção da prescrição, 
operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo 
incompetente, retroagirá à data de propositura da ação”. 
C – INCORRETA – Art. 249 do NCPC – A citação será feita por meio de oficial de justiça 
nas hipóteses previstas neste Código ou em lei, ou quando frustrada a citação pelo 
correio. 
D – INCORRETA – Art. 240, caput, do NCPC – “Art. 240. A citação válida, ainda quandoordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui 
em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei nº 10.406, de 10 
de janeiro de 2002 (Código Civil)”. 
E – CORRETA – Art. 245 do NCPC – Artigo transcrito acima no comentário da assertiva 
“A”. 
 
16. RESPOSTA – B 
COMENTÁRIO COMUM A TODAS AS ASSERTIVAS – O caso retratado na questão não se 
enquadra em nenhuma das hipóteses, que exige o processamento do feito em segredo 
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de justiça, nos termos do art. 189 do CPC/2015, uma vez que mesmo se tratando de caso 
em que as partes são casadas, trata-se de ação de cobrança de dívida contraída antes 
do casamento, não se enquadrando em nenhuma das hipóteses previstas no inciso II do 
referido dispositivo legal. 
Art. 189 CPC/2015 - Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de 
justiça os processos: 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união 
estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
 
17. RESPOSTA – A 
(A) CORRETA. Art. 246 CPC/2015 - A citação será feita preferencialmente por meio 
eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a determinar, 
por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do 
Poder Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça. 
(B) INCORRETA. A alternativa retrata a citação por hora certa, e não a citação por edital, 
nos termos do art. 252 do CPC/2015. 
Art. 252 CPC/2015 - Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça houver procurado o 
citando em seu domicílio ou residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de 
ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em sua falta, qualquer vizinho de que, 
no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar. 
(C) INCORRETA. Art. 252, parágrafo único, CPC/2015 - Nos condomínios edilícios ou nos 
loteamentos com controle de acesso, será válida a intimação a que se refere o caput 
feita a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência. 
(D) INCORRETA. Art. 246, § 1º-A, CPC/2015 - A ausência de confirmação, em até 3 (três) 
dias úteis, contados do recebimento da citação eletrônica, implicará a realização da 
citação: (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
I - pelo correio; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
II - por oficial de justiça; (Incluído pela Lei nº 14.195, de 2021) 
III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; (Incluído 
pela Lei nº 14.195, de 2021) 
IV - por edital. 
(E) INCORRETA. Art. 332 CPC/2015 - Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, 
independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido 
que contrariar. 
 
18. RESPOSTA - E 
(A) INCORRETA. 
A maior parte da doutrina (Didier e Daniel Amorim, por exemplo) vem entendendo que 
o NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL NÃO DEPENDE DE HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL, 
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produzindo efeitos imediatamente, nos termos do artigo 200 do NCPC (“Os atos das 
partes consistentes em declarações unilaterais ou bilaterais de vontade produzem 
imediatamente a constituição, modificação ou extinção de direitos processuais. 
Parágrafo único. A desistência da ação só produzirá efeitos após homologação judicial”.). 
O juiz pode controlar a validade da convenção, conforme o exposto no parágrafo único 
do artigo 190, mas não é condição de eficácia do negócio. Neste sentido, vide o 
enunciado 133 do Fórum Permanente de Processualistas Civis, segundo o qual “salvo 
nos casos expressamente previstos em lei, os negócios processuais do art. 190 não 
dependem de homologação judicial”. 
(B) INCORRETA. 
Conforme dispõe o art. 471 do CPC/2015, as partes podem, de comum acordo, escolher 
o perito, indicando os assistentes técnicos. Contudo, não há vedação legal que impeça 
acordo entre as partes de dispensa dos assistentes técnicos, não cabendo ao juiz, 
portanto, não autorizar a dispensa do assistente técnico conforme acordo realizado 
pelas partes. 
(C) INCORRETA. 
Conforme previsto no art. 190 do CPC/2015, o juiz não participará dos negócios jurídicos 
processuais como parte, cabendo a este controlar a validade da convenção processual. 
(D) INCORRETA. 
Conforme disposto no parágrafo único do art. 190 do CPC/2015, o juiz controlará a 
validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos 
casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que alguma 
parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade. 
(E) CORRETA. 
O CPC/2015, em seu art. 190, trouxe um regramento específico sobre o chamado 
“NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL”, no qual as partes podem estipular mudanças no 
procedimento, desde que sejam plenamente capazes, estejam de comum acordo e o 
direito em disputa admita autocomposição, isto é, que não se trate de direitos 
indisponíveis, trazendo hipóteses específicas de firmação de acordo entre as partes 
como ocorre no caso de nomeação de perito pelas partes, nos termos do art. 471 do 
CPC/2015.

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