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Processo Civil III AULA 01 Professora Rafaela Iansen Contato da Professora Instagram: @profrafaelaiansen E-mail: profrafaelaiansen@gmail.com mailto:profrafaelaiansen@gmail.com Pasta compartilhada https://1drv.ms/f/c/d4c4725eea68a628/IgCsaFBQFDp7S6FFOgJDV V0TAUu-gG_jltLrJMCXuBhHDK8?e=ceKrQy https://1drv.ms/f/c/d4c4725eea68a628/IgCsaFBQFDp7S6FFOgJDVV0TAUu-gG_jltLrJMCXuBhHDK8?e=ceKrQy Plano de Ensino 1. Noções Gerais 2. Satisfação do crédito 3. Recursos Noções Gerais Pilares A doutrina clássica da Escola Paulista de Direito Processual, consolidada por juristas vinculados à Universidade de São Paulo, estrutura o estudo do Direito Processual Civil a partir de quatro pilares fundamentais: 1. Jurisdição 2. Ação 3. Defesa 4. Processo Jurisdição Trata-se da função estatal destinada à pacificação de conflitos mediante a aplicação do Direito ao caso concreto. Por meio dela, o Estado substitui a vontade das partes para impor uma solução jurídica. Esse poder é exclusivo do Poder Judiciário. Ação Consiste no direito subjetivo público e abstrato de exigir do Estado o exercício da atividade jurisdicional. Diferente do direito material em disputa, a ação é o poder de invocar a tutela jurídica, independentemente de o resultado final ser favorável ou contrário ao autor. A sua existência assegura que o cidadão tenha acesso à justiça para a defesa dos seus interesses. Defesa É a manifestação do princípio do contraditório, representando o direito do réu de resistir à pretensão formulada pelo autor. Ela garante que o réu possa apresentar os seus argumentos, produzir provas e influenciar a convicção do magistrado antes de qualquer decisão. Esse instituto é essencial para a legitimidade do processo, pois assegura o equilíbrio de forças entre as partes e impede que o Estado decida sem ouvir as razões de todos os envolvidos. Processo Representa o instrumento utilizado pelo Estado para resolver os conflitos de interesses que surgem na sociedade. Quando as pessoas não conseguem solucionar as suas divergências amigavelmente, elas procuram o Poder Judiciário para que um juiz, imparcial, decida a questão. O processo estabelece as regras exatas para que o magistrado ouça as partes e determine a aplicação do Direito. O seu objetivo principal é garantir a pacificação social por meio de uma decisão pautada nas normas vigentes. E o procedimento? É a sequência ordenada de atos, formalmente estabelecida pelo rito (caminho determinado pelas normas), que conduz o processo ao objetivo final (decisão). Apresenta-se como o aspecto exterior (não é apenas teórico, acontece em algum lugar), prático (tem efeitos reais) e dinâmico (se adapta às circunstâncias) do processo. Elementos fundamentais do procedimento • O procedimento dita como os atos judiciais se sucedem no tempo; • A sua estrutura se amolda à pretensão inicial do autor; • O encadeamento lógico permite ao juiz organizar todo o julgamento; • A petição inicial representa o primeiro ato desse caminho formal; • A prolação da decisão final, sentença, encerra essa sequência de atos judiciais. Tipos de procedimentos na legislação A nossa legislação processual não estabelece um caminho único para todas as demandas judiciais em trâmite no país. O sistema normativo prevê dois tipos fundamentais de ritos, que são o procedimento comum e os procedimentos especiais. As ações que exigem regras muito específicas seguem um procedimento próprio (ex. consignação em pagamento), enquanto as demais, que não possuem previsão legal específica, tramitam obrigatoriamente pela regra geral estipulada no Código de Processo Civil de 2015. Procedimento comum Atua como a regra geral do sistema processual civil, aplicando-se a todas as demandas sem rito especial. Ele também incide de forma supletiva nos procedimentos especiais. A obediência à forma desse procedimento constitui matéria de ordem pública. A mudança do rito no decorrer de um processo exige uma emenda formal por parte do autor. Obrigada!