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DOS ATOS PROCESSUAIS 
 
 
Os atos processuais estão regulados entre os artigos 188 a 293 do Código de Processo Civil. 
O processo é o procedimento animado por uma relação jurídica processual e tem 2 aspectos: 
1. material ou externo (é o procedimento)  sequência de atos coordenados tendentes ao ato fim que é a sentença. 
2. interno, incorpóreo ou imaterial (é a relação jurídica processual)  o vínculo jurídico invisível que cria direitos e 
obrigações entre as partes e elas e o juiz. 
Conceito de processo  é a relação jurídica de direito público que reúne autor, juiz e réu, que se exterioriza e se 
desenvolve através de uma sequência de atos coordenados tendentes ao ato fim. 
Os atos processuais são todos os atos jurídicos que tem relevância para o plano do processo ou, de alguma forma, 
podem influenciar a atuação do Estado-juiz ao longo de todo o procedimento. O ato processual tem por fim 
instaurar, desenvolver, modificar ou extinguir a relação jurídico-processual. A petição inicial, a decisão interlocutória, 
a contestação, a sentença são exemplos de atos processuais. 
Em resumo, são manifestações de vontade de alguma das partes envolvidas no processo. 
Os atos processuais, segundo o Código de Processo Civil, são divididos em cinco títulos: 
i. Da Forma, do Tempo e do Lugar dos Atos Processuais 
ii. Da Comunicação dos Atos Processuais 
iii. Das Nulidades 
iv. Da Distribuição e do Registro 
v. Do Valor da Causa 
 
I. DA FORMA, DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS 
 
I.I. DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS. 
 
- Dos Atos em Geral. 
 
a) ausência de solenidade (artigo 188): 
 Não dependem de forma determinada, senão quando a lei expressamente a exigir. 
 Serão válidos se realizados de outro modo, preencherem a finalidade essencial. (Princípio da 
instrumentalidade das formas  Art 277 CPC. 
 
Art. 188. Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo 
quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de 
outro modo, lhe preencham a finalidade essencial. 
Art. 277. Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, 
realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade. 
 
b) publicidade dos atos processuais (artigo 189): 
 
Em regra são públicos os atos processuais, salvo os que devem tramitar em segredo de justiça. São eles: 
 que o exija o interesse público ou social; 
 que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e 
guarda de crianças e adolescentes; 
 em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; 
 que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confidencialidade 
estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
Nos casos em que há decretação do segredo de justiça, o direito de consultar os autos e de pedir certidões de 
seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. O terceiro, que demonstrar interesse jurídico, pode requerer 
ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de inventário e partilha resultante do divórcio ou 
separação. 
 
c) negócio jurídico processual (artigos 190 e 191): 
 
O novo CPC permite as partes alterarem o procedimento e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e 
deveres processuais previstos no Código de forma prévia ou incidental, abrangendo alguns ou todos os atos do 
processo. Como exemplo, podemos citar a ampliação e redução de prazos processuais, acordo de rateio de despesas 
processuais, pacto de mediação obrigatória antes de procurar poder judiciário, dentre outros. 
Para tanto, a lei exige dois requisitos: partes plenamente capazes e direitos disponíveis (direitos que admitem 
autocomposição). 
 
O artigo 191permite que as partes formalizem um calendário processual, com anuência do juiz, para prática de atos 
processuais. Estabelecido calendário, o descumprimento do prazo acarreta preclusão (art. 193). 
 
d) utilização do uso da língua portuguesa (artigo 192): 
 Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso da língua portuguesa. 
 
e) documentos produzidos em língua estrangeira (artigo 192, parágrafo único): 
 O documento redigido em língua estrangeira somente poderá ser juntado aos autos quando acompanhado 
de versão para a língua portuguesa tramitada por via diplomática ou pela autoridade central, ou firmada por 
tradutor juramentado. 
 
- Da Prática Eletrônica dos Atos Processuais. 
 
Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a permitir que sejam produzidos, 
comunicados, armazenados e validados por meio eletrônico, na forma da lei, inclusive para prática de atos notariais 
e de registro, no que for cabível. 
Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos atos, o acesso e a participação das partes e de 
seus procuradores, inclusive nas audiências e sessões de julgamento, observadas as seguintes garantias: 
 Disponibilidade 
 Independência da plataforma computacional 
 Acessibilidade 
 Interoperabilidade dos sistemas, serviços, dados e informações que o Poder Judiciário administre no 
exercício de suas funções. 
O registro de ato processual eletrônico deverá ser feito em padrões abertos, que atenderão aos requisitos de: 
 Autenticidade 
 Integridade 
 Temporalidade 
 Não repúdio 
 Conservação 
 Confidencialidade nos casos que tramitem em segredo de justiça 
Compete ao Conselho Nacional de Justiça e, supletivamente, aos tribunais, regulamentar a prática e a comunicação 
oficial de atos processuais por meio eletrônico e velar pela compatibilidade dos sistemas. 
As unidades do Poder Judiciário deverão manter gratuitamente, à disposição dos interessados, equipamentos 
necessários à prática de atos processuais e à consulta e ao acesso ao sistema e aos documentos dele constantes e, 
no local onde não estiverem disponibilizados, permite-se a prática de ato não eletrônico. 
As unidades do Poder Judiciário assegurarão às pessoas com deficiência acessibilidade aos seus sítios na rede 
mundial de computadores, ao meio eletrônico de prática de atos judiciais, à comunicação eletrônica dos atos 
processuais e à assinatura eletrônica. 
 
- Dos Atos das Partes. 
 
a) momento em que o ato processual produz efeito (artigo 200): 
 
Regra geral  imediatamente. 
Os atos das partes (declarações unilaterais ou bilaterais de vontade) produzem imediatamente a constituição, a 
modificação ou a extinção de direitos processuais. 
 
Exceção  a desistência da ação só produzirá efeito depois de homologada por sentença. 
 
b) protocolo (artigo 201). 
Poderão as partes exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e documentos que entregarem em cartório 
(importante para restauração dos autos). 
 
Art. 201. As partes poderão exigir recibo de petições, arrazoados, papéis e 
documentos que entregarem em cartório. 
 
 
c) cotas marginais (artigo 202). 
É defeso lançar, nos autos, cotas marginais ou interlineares; o juiz mandará riscá-las, impondo a quem as escrever 
multa correspondente à metade do salário mínimo. 
 
Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares, as quais o juiz 
mandará riscar, impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do salário-
mínimo. 
 
- Dos Pronunciamentos do Juiz. 
 
Existem duas categorias de atos processuais dos juízes: 
A) atos reais (ou materiais). 
 Atos materiais são aqueles que não têm caráter de determinação ou resolução e podem ser instrutórios 
(inspeções, ouvir alegações, interrogatório de partes) e de documentação (rubricar, assinar). 
B) provimentos; 
 Provimentos são pronunciamentos do juiz no processo, expressões verbais ou escritas de seu pensamento. 
Poderão ser finais (decidir a causa) ou interlocutórios (ao longo do processo). Os provimentos são as 
sentenças, as decisões interlocutórias, os despachos. 
 
Nos termos do art. 203, os pronunciamentosdo juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos: 
 
 Sentença: é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 485 e 487, põe fim a fase 
cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução. 
 Como regra geral, contra a sentença cabe interposição do recurso de Apelação (Prazo 15 dias) e de 
Embargos de Declaração (Prazo 5 dias). 
 Decisão interlocutória: é todo pronunciamento judicial de natureza decisória, que não se enquadre como 
sentença. 
 Despachos: todos os demais atos do juiz praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte, a 
cujo respeito a lei não estabelece outra forma. Não cabe recurso (art. 1.001 CPC). 
 
Obs.: os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de despacho, devendo ser 
praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários. 
 
Acórdão é julgamento proferido pelos tribunais (órgãos colegiados). 
 Possuem caráter decisório, podem causar prejuízo e, por consequência, desafiam recurso (embargos de 
declaração, embargos infringentes, recurso ordinário constitucional, recurso especial, recurso extraordinário 
ou embargos de divergência). 
 
Art. 205. Os despachos, as decisões, as sentenças e os acórdãos serão redigidos, 
datados e assinados pelos juízes. 
§ 1o Quando os pronunciamentos previstos no caput forem proferidos oralmente, o 
servidor os documentará, submetendo-os aos juízes para revisão e assinatura. 
§ 2o A assinatura dos juízes, em todos os graus de jurisdição, pode ser feita 
eletronicamente, na forma da lei. 
§ 3o Os despachos, as decisões interlocutórias, o dispositivo das sentenças e a ementa 
dos acórdãos serão publicados no Diário de Justiça Eletrônico. 
 
 
As sentenças e acórdãos devem conter (art. 489 CPC): 
A) relatório: nome das partes, síntese do pedido do autor e da resposta do réu e resumo das principais ocorrências 
do processo; 
B) fundamentação: decisão das questões de fato e de direito, vale dizer, das questões preliminares e das questões 
prejudiciais; 
C) dispositivo: decisões das questões submetidas ao julgador, vale dizer, das questões de mérito. 
 
- Dos Atos do Escrivão ou do Chefe de Secretaria. 
 
Ao escrivão cabe a atividade documental do processo, velar pela integridade física do processo. 
 
Principais atividades: 
 ato de autuação (capa, nome do juízo, natureza do feito, número de registro, nome das partes, data de 
início e encerramento). Art. 206 CPC. 
 preparação dos atos a serem assinados pelo juiz e pelas partes, como por exemplo, termo de audiência. 
 
a) todas as folhas dos autos serão rubricadas e numeradas pelo escrivão ou chefe de secretaria, para que se evite a 
inserção de outras folhas ou a retirada de folhas existentes (art. 207). 
 
b) É facultado à parte, o procurador, o membro do MP, o defensor público e os auxiliares da justiça rubricar as folhas 
correspondentes aos atos que intervierem. 
 
c) os termos de juntada, vista, conclusão e outros semelhantes constarão de notas datadas e rubricadas pelo 
escrivão ou chefe de secretaria (art. 208). 
 
O termo certifica um fato ou ato processual ocorrido no juízo (termo de juntada), enquanto o auto certifica um fato 
ou ato processual ocorrido fora da sede do juízo (auto de penhora). 
 
d) os atos e termos do processo serão: 
- assinado pelas pessoas que neles intervierem. Na impossibilidade ou recusa, o escrivão certificará a ocorrência; 
-Quando se tratar de processo total ou parcialmente documentado em autos eletrônicos, os atos processuais 
praticados na presença do juiz poderão ser produzidos e armazenados de modo integralmente digital em arquivo 
eletrônico inviolável, na forma da lei, mediante registro em termo, que será assinado digitalmente pelo juiz e pelo 
escrivão ou chefe de secretaria, bem como pelos advogados das partes. Nesse caso, eventuais contradições na 
transcrição deverão ser suscitadas oralmente no momento de realização do ato, sob pena de preclusão, devendo o 
juiz decidir de plano e ordenar o registro, no termo, da alegação e da decisão. 
 
e) taquigrafia, estenotipia, ou de outro método idôneo. 
É permitido o uso, nos termos do art. 210 CPC. 
Taquigrafia é a escrita abreviada a mão e a estenotipia é a escrita abreviada por aparelho eletrônico chamado 
estenótipo. 
 
f) não se admitem, nos atos e termos, espaços em branco, bem como entrelinhas, emendas ou rasuras, salvo se 
aqueles forem inutilizados e estas expressamente ressalvadas (artigo 211). 
 
I. II. DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS. 
 
A) HORÁRIO PARA REALIZAÇÃO: 
 
 Realização em dias úteis, das 6 às 20 horas (atos externos), admitindo-se que sejam concluídos após as 20:00 
se iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a providência ou causar grave dano (Art. 212, CPC). 
 No Juizado Especial Cível poderão realizar-se em horário noturno, conforme dispuserem as normas de 
organização judiciária (Lei nº 9.099/95, art. 12). 
 Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no 
período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido, 
observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal. 
 Ato processual que deva ser praticado por meio não eletrônico, deverá ser protocolado no horário de 
funcionamento do fórum ou tribunal. 
 A prática de ato eletrônico pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia 
do prazo. 
 Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos e os dias em que não 
haja expediente forense (Art. 216, CPC). 
 
B) ATOS PROCESSUAIS E FÉRIAS/FERIADOS: 
 
Durante as férias e feriados NÃO se realizam atos processuais, salvo (art. 214): 
I - citações, intimações e penhoras; 
II - a tutela de urgência. 
 
Processam-se durante as férias e NÃO se suspendem, de forma que continuam tramitando normalmente nesse 
período (art. 215): 
I - os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à conservação de direitos, quando puderem ser 
prejudicados pelo adiamento; 
II - a ação de alimentos e os processos de nomeação ou remoção de tutor e curador; 
III - os processos que a lei determinar. 
 
C) LUGAR PARA PRÁTICA DE ATOS PROCESSUAIS: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art5xi
 
Sobre o lugar para práticas de atos processuais, prevê o Código de Processo Civil (art. 217) que realizar-se-ão 
ordinariamente na sede do juízo, ou, excepcionalmente, em outro lugar em razão de deferência, de interesse da 
justiça, da natureza do ato ou de obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. 
 
Exceções: 
a) Deferência (art. 454); 
b) Obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz (art. 449, parágrafo único). 
 
Obs.: carta precatória, rogatória e de ordem também são exceções. 
 
I.III. DOS PRAZOS. 
 
O impulso do processo rumo ao provimento jurisdicional (composição do litígio) está presidido pelo sistema da 
oficialidade, de sorte que, com ou sem a colaboração das partes, a relação processual segue sua marcha 
procedimental em razão de imperativos jurídicos lastreados, precipuamente, no mecanismo dos prazos1. 
Os prazos devem ser exercidos nos prazos estabelecidos pela lei, sob pena de preclusão. Prazo é lapso de tempo em 
que o ato processual pode ser validamente praticado. 
A preclusão é a perda, extinção ou consumação do direito de praticar um ato processual. 
O prazo se inicia com a intimação da parte e se encerra no momento em que se encerra o lapso previsto em lei. 
Ambos devem ser documentados nos autos pelo escrivão. 
 
a) Classificação dos prazos segundo o artigo 218 do CPC: 
 
 LEGAIS  dispostos expressamente. Ex.: Art. 1.003, § 5º. 
 JUDICIAIS  fixados pelo juiz. Ex.: 102, CPC. 
 CONVENCIONAIS  ajustados entre as partes. Ex.: suspensão do prazo para que a obrigação sejavoluntariamente cumprida (art. 922). 
 
Prazos para praticar atos processuais: 
o Regra geral: o ato processual deverá ser praticado no prazo prescritos na lei. 
o Lei omissa: juiz fixa prazo. 
o Lei ou juiz omisso: prazo 5 dias e as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 
(quarenta e oito) horas. 
 
1 Humberto Theodor Júnior, Curso de Direito Processual Civil, Vol. 1, p. 285, 55ª Ed., Forense, 2014. 
 
b) Prazos em dias úteis e suspensão dos prazos: 
 
 Na contagem de prazo (processual) em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os 
dias úteis; 
 Suspende-se o curso do prazo processual durante os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de 
janeiro (art. 220, CPC); 
- Ressalvadas as férias individuais e os feriados instituídos por lei, os juízes, os membros do Ministério 
Público, da Defensoria Pública e da Advocacia Pública e os auxiliares da Justiça exercerão suas atribuições 
durante a suspensão prevista no art. 220, caput. 
- Durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento. 
 Suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte ou ocorrendo qualquer das 
hipóteses do art. 313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual ao que faltava para sua 
complementação; 
 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu 
representante legal ou de seu procurador; 
II - pela convenção das partes; 
III - pela arguição de impedimento ou de suspeição; 
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas; 
V - quando a sentença de mérito: 
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de 
inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo 
pendente; 
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a 
produção de certa prova, requisitada a outro juízo; 
VI - por motivo de força maior; 
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da 
navegação de competência do Tribunal Marítimo; 
VIII - nos demais casos que este Código regula. 
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo 
processo constituir a única patrona da causa; 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art313
 Suspendem-se os prazos durante a execução de programa instituído pelo Poder Judiciário para promover a 
autocomposição, incumbindo aos tribunais especificar, com antecedência, a duração dos trabalhos. 
 
c) Natureza dos prazos: dilatórios ou peremptórios. 
 
Dilatório: embora fixado na lei, admite prorrogação ou redução, desde que por convenção das partes e com motivo 
legítimo, e desde que o requerimento ao juiz seja apresentado antes do seu encerramento. Exemplo: art. 313, II, CPC 
 
Peremptório: é o que está estabelecido previamente pela lei e é vedado ao juiz reduzir sem anuência das partes (art. 
222, § 1º). 
 
*Os prazos na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, poderão ser prorrogados pelo juiz 
por até 2 (dois) meses. 
*Os prazos em caso de calamidade pública, poderão ser prorrogados por prazo superior a 2 (dois) meses. 
 
Art. 222. Na comarca, seção ou subseção judiciária onde for difícil o transporte, o juiz 
poderá prorrogar os prazos por até 2 (dois) meses. 
§ 1o Ao juiz é vedado reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes. 
§ 2o Havendo calamidade pública, o limite previsto no caput para prorrogação de 
prazos poderá ser excedido. 
 
 
d) Encerramento do prazo e preclusão temporal: 
 
Regra geral: encerrado o prazo, perde a parte o direito de praticar ou emendar o ato, independentemente de 
declaração judicial, ocorrendo a preclusão, salvo se provar justa causa (evento alheio à vontade da parte e que a 
impediu de praticar o ato por si ou por mandatário). 
Existem 3 tipos de preclusão: 
 Preclusão temporal: ocorre quando há perda do direito de praticar o ato processual, pelo decurso do tempo, 
como por exemplo, protocolar embargos de declaração no 10º dia. O prazo dos embargos de declaração é 
de 5 dias, conforme art. 1.023 do CPC. 
 Preclusão lógica: ocorre quando há incompatibilidade entre os atos praticados pela parte, como por 
exemplo, cumpre um julgado, mas logo em seguida recorre da decisão cumprida. Ao cumprir o julgado, 
perde o interesse ao recurso. 
 Preclusão consumativa: ocorre quando a parte já cumpriu o ato, não podendo praticá-lo novamente. 
Exemplo: efetua o protocolo de uma contestação no 5º dia do prazo, restando mais 10 dias. Se arrepende, e 
no 10º dia, protocola nova contestação. A segunda defesa deverá ser desconsiderada, em decorrência da 
preclusão consumativa. 
 
Art. 223. Decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar ou de emendar o ato 
processual, independentemente de declaração judicial, ficando assegurado, porém, à parte 
provar que não o realizou por justa causa. 
§ 1o Considera-se justa causa o evento alheio à vontade da parte e que a impediu de 
praticar o ato por si ou por mandatário. 
§ 2o Verificada a justa causa, o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que lhe 
assinar. 
 
e) Contagem do prazo (art. 224): 
 
1. Os prazos processuais no Novo CPC são contados APENAS em DIAS ÚTEIS (art. 219, CPC/2015). 
2. Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos e os dias em que não haja 
expediente forense (art. 216, CPC/2015). 
3. Salvo disposição em contrário, os prazos são contados excluindo o dia do começo e incluindo o dia do vencimento 
(art. 224, caput, CPC/2015). 
4. Os dias do começo e do vencimento do prazo serão protraídos para o primeiro dia útil seguinte, se coincidirem 
com dia em que o expediente forense for encerrado antes ou iniciado depois da hora normal ou houver 
indisponibilidade da comunicação eletrônica (art. 224, § 1º, CPC/2015). 
5. Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação no Diário 
da Justiça Eletrônico (DJE) (art. 224, §2º, CPC/2015). 
6. A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da publicação (art. 224, §3º, CPC/2015). 
 
O artigo 231 traz regra especial sobre o dia do começo do prazo: 
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo: 
I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a 
intimação for pelo correio; 
II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a 
intimação for por oficial de justiça; 
III - a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do 
escrivão ou do chefe de secretaria; 
IV - o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a 
intimação for por edital; 
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do 
prazo para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica; 
VI - a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo esse, a 
data de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida, quando a citação ou a 
intimação se realizar em cumprimento de carta; 
VII - a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso 
ou eletrônico; 
VIII - o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em 
carga, do cartório ou da secretaria. 
§ 1o Quando houver mais de um réu, o dia do começo do prazo para contestar 
corresponderá à última das datas a que se referem os incisos I a VI do caput. 
§ 2o Havendo mais de um intimado, o prazo para cada um é contado individualmente. 
§ 3o Quando o ato tiver de ser praticado diretamente pela parte ou por quem, de 
qualquer forma, participe do processo, sem a intermediação de representantejudicial, o dia 
do começo do prazo para cumprimento da determinação judicial corresponderá à data em 
que se der a comunicação. 
§ 4o Aplica-se o disposto no inciso II do caput à citação com hora certa. 
 
f) Permite-se à parte renúncia do prazo a seu favor, desde que de maneira expressa (art. 225). 
 
g) Prazos do Juiz (art. 226): 
 5 dias para despachar; 
 10 dias para proferir decisões interlocutórias; 
 30 dias para proferir sentenças. 
 Obs.: prazo poderá ser excedido por igual tempo com motivo justificado (Art. 227, CPC). 
 
h) Serventuário (art. 228): 
 1 DIA para enviar os autos à conclusão do juiz; 
 5 DIAS para executar atos processuais. 
Contagem: 
- da data que concluiu o ato anterior, se imposto pela lei; 
- da data que tiver ciência da ordem, se determinada pelo juiz. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art232
Obs.: Nos processos em autos eletrônicos, a juntada de petições ou de manifestações em geral ocorrerá de 
forma automática, independentemente de ato de serventuário da justiça. 
 
i) Prazos especiais: 
 MP tem prazo em dobro para praticar atos processuais, salvo quando lhe for assinado prazo próprio na lei 
(art. 180). 
 Litisconsortes com diferentes procuradores (advogados distintos) de escritórios de advocacia distintos tem 
prazo em dobro para todas suas manifestações, cessando quando houver apenas 2 (dois) réus, for oferecida 
defesa por apenas um deles. NÃO se aplica essa regra em autos eletrônicos (art. 229). 
 O prazo para a parte, o procurador, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública e o Ministério Público será 
contado da citação, da intimação ou da notificação (art. 230). 
 
II. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS. 
 
Os atos processuais são CUMPRIDOS por ordem judicial (dentro da Comarca) ou REQUISITADOS por carta (fora da 
Comarca). 
 
As formas de comunicação dos atos processuais são: CARTA, CITAÇÃO, INTIMAÇÃO. 
 
Admite-se a prática de atos processuais por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão 
de sons e imagens em tempo real (art. 236, § 3º). 
 
II.I. DA CITAÇÃO. 
 
a) conceito. 
A citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a relação processual 
(art. 238, CPC). 
 
b) indispensabilidade da citação. 
 É indispensável para validade do processo, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou 
de improcedência liminar do pedido. 
 O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da citação, fluindo a 
partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos à execução. 
 Rejeitada a alegação de nulidade, tratando-se de processo de: 
I - conhecimento, o réu será considerado revel; 
II - execução, o feito terá seguimento. 
 
 
c) regra da pessoalidade da citação (art. 242 CPC). 
 
Citação será feita em regra pessoalmente ao réu (tanto por correio quando por oficial). 
 
Exceções: 
 Representante legal ou procurador legalmente autorizado a receber citação. 
 Administrador do imóvel encarregado do recebimento dos aluguéis (será habilitado para representar o locador 
em juízo) quando locador que se ausenta do país sem cientificar locatário de que deixou procurador com poderes 
para receber citação. 
 Ausente: citação será feita na pessoa do mandatário, administrador, feitor ou gerente, quando a ação se originar 
de atos por eles praticados. 
 A citação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas respectivas autarquias e fundações 
de direito público será realizada perante o órgão de Advocacia Pública responsável por sua representação judicial. 
 
d) lugar da citação. 
 
Regra geral: qualquer lugar (art. 243) 
Obs.: 
- O militar, em serviço ativo, será citado na unidade em que estiver servindo se não for conhecida a sua residência ou 
nela não for encontrado. 
 
 
Não se fará citação, salvo para evitar perecimento do direito (art. 244): 
I - de quem estiver participando de ato de culto religioso; 
II - de cônjuge, de companheiro ou de qualquer parente do morto, consanguíneo ou afim, em linha reta ou na linha 
colateral em segundo grau, no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias seguintes; 
III - de noivos, nos 3 (três) primeiros dias seguintes ao casamento; 
IV - de doente, enquanto grave o seu estado. 
Não se fará citação quando se verificar que o citando é mentalmente incapaz ou está impossibilitado de recebê-la. 
Nesse caso, o oficial de justiça descreverá e certificará minuciosamente a ocorrência. Para examinar o citando, o juiz 
nomeará médico, que apresentará laudo no prazo de 5 (cinco) dias. Dispensa-se a nomeação se pessoa da família 
apresentar declaração do médico do citando que ateste a incapacidade deste. Reconhecida a impossibilidade, o juiz 
nomeará curador ao citando, observando, quanto à sua escolha, a preferência estabelecida em lei e restringindo a 
nomeação à causa. A citação será feita na pessoa do curador, a quem incumbirá a defesa dos interesses do citando. 
e) efeitos da citação válida, ainda quando ordenada por juiz incompetente (art. 240). 
1. induz litispendência (por isso que se extingue a ação com citação mais recente); 
2. torna litigiosa a coisa (gera e ineficácia da alienação do objeto litigioso); 
3. constitui o devedor em mora (nas obrigações sem prazo de vencimento), ressalvado o disposto nos arts. 397 e 
398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil); 
 
Observações: 
1. A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo 
incompetente, retroagirá à data de propositura da ação. 
2. Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) dias, as providências necessárias para viabilizar a citação, sob pena 
de não se ser interrompida a prescrição, mas a parte não será prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao 
serviço judiciário. 
3. O efeito retroativo (interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido 
por juízo incompetente, retroagirá à data de propositura da ação) aplica-se à decadência e aos demais prazos 
extintivos previstos em lei. 
 
 
e) modalidades de citação (art. 246). 
I - pelo correio; 
II - por oficial de justiça; 
III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; 
IV - por edital; 
V - por meio eletrônico, conforme regulado em lei. 
 
Observações: 
1. Com exceção das microempresas e das empresas de pequeno porte, as empresas públicas e privadas são 
obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo em autos eletrônicos, para efeito de recebimento de citações 
e intimações, as quais serão efetuadas preferencialmente por esse meio (art. 246, § 1º). Aplica-se essa regra à União, 
aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às entidades da administração indireta (art. 246, § 2º). 
2. Na ação de usucapião de imóvel, os confinantes serão citados pessoalmente, exceto quando tiver por objeto 
unidade autônoma de prédio em condomínio, caso em que tal citação é dispensada (art. 246, § 3º). 
 
CITAÇÃO PELO CORREIO (Art. 246)  exige-se carta registrada com recibo. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm#art397
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm#art397
 
A citação pelo correio depende da vontade do réu, pois só se aperfeiçoa com a sua assinatura no aviso de 
recebimento. 
 
Não pode ser feita citação pelo correio (art. 247): 
- ações de estado 
- citando pessoa incapaz 
- citando pessoa jurídica de direito público 
- não houver correio na localidade 
- quando autor requerer de outra forma 
- quando frustrada citação pelo correio 
 
Observações: 
 Sendo o citando pessoa jurídica, será válida a entrega do mandado a pessoa com poderes de gerência geral 
ou de administração ou, ainda, a funcionário responsável pelo recebimento de correspondências (art. 248, § 
2º). 
 Nos condomíniosedilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a entrega do mandado a 
funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência, que, entretanto, poderá recusar 
o recebimento, se declarar, por escrito, sob as penas da lei, que o destinatário da correspondência está 
ausente (art. 248, § 4º). 
 
CITAÇÃO REAL POR OFICIAL DE JUSTIÇA. 
 
É realizada quando: 
- nas hipóteses previstas no Código de Processo Civil ou em lei; 
- frustrada pelo correio; 
- quando a por correio não é admissível; 
- quando for requerido pela parte. 
 
O oficial de justiça tem que procurar o réu e citá-lo (art. 251): 
- lendo-lhe o mandado e entregando-lhe a contrafé, obtendo a nota de ciente; 
- a recusa em receber ou não aceitar apor nota de ciente não evita a citação, que será considerada VÁLIDA; 
- portando por fé se recebeu ou recusou a contrafé. 
 
Art. 250. O mandado que o oficial de justiça tiver de cumprir conterá: 
I - os nomes do autor e do citando e seus respectivos domicílios ou residências; 
II - a finalidade da citação, com todas as especificações constantes da petição inicial, 
bem como a menção do prazo para contestar, sob pena de revelia, ou para embargar a 
execução; 
III - a aplicação de sanção para o caso de descumprimento da ordem, se houver; 
IV - se for o caso, a intimação do citando para comparecer, acompanhado de 
advogado ou de defensor público, à audiência de conciliação ou de mediação, com a 
menção do dia, da hora e do lugar do comparecimento; 
V - a cópia da petição inicial, do despacho ou da decisão que deferir tutela provisória; 
VI - a assinatura do escrivão ou do chefe de secretaria e a declaração de que o 
subscreve por ordem do juiz. 
Art. 251. Incumbe ao oficial de justiça procurar o citando e, onde o encontrar, citá-lo: 
I - lendo-lhe o mandado e entregando-lhe a contrafé; 
II - portando por fé se recebeu ou recusou a contrafé; 
III - obtendo a nota de ciente ou certificando que o citando não a apôs no mandado. 
 
 
CITAÇÃO POR HORA CERTA. 
 
A citação por hora certa é uma citação ficta feita por oficial de justiça, que após 2 (duas) visitas frustradas avisa um 
familiar ou na falta, vizinho ou pessoa do local, que voltará no dia seguinte marcando horário. Se o réu estiver no 
local na hora marcada a citação será real. Caso contrário, a citação será ficta e será feita através do informante. 
Depois o escrivão enviará no prazo de 10 (dez) dias contados da data da juntada do mandado aos autos uma carta, 
telegrama ou correspondência eletrônica informando o réu da citação. 
Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a intimação feita a funcionário da 
portaria responsável pelo recebimento de correspondência (art. 252, parágrafo único, CPC). 
 
Obs.: o prazo de resposta é contado da juntada do mandado de citação por hora certa. Não é contado dessa 
correspondência/comunicação enviada pelo cartório, que é apenas uma formalidade posterior. 
 
Requisitos da citação por hora certa: 
1. duas visitas no endereço do réu em horários que ele deveria estar; 
2. suspeita de ocultação maliciosa (quem analisa esse requisito é o oficial de justiça, mas nada impede que com base 
na certidão o juiz determine a citação por hora certa). 
Observações: 
1.A citação com hora certa será efetivada mesmo que a pessoa da família ou o vizinho que houver sido intimado 
esteja ausente, ou se, embora presente, a pessoa da família ou o vizinho se recusar a receber o mandado. 
2. Da certidão da ocorrência, o oficial de justiça deixará contrafé com qualquer pessoa da família ou vizinho, 
conforme o caso, declarando-lhe o nome. 
3. O oficial de justiça fará constar do mandado a advertência de que será nomeado curador especial se houver 
revelia. 
 
CITAÇÃO POR EDITAL (art. 256). 
 
Admite-se a citação por edital: 
1. quando o citando é desconhecido ou incerto; 
2. quando o lugar é ignorado, incerto (que não se pode precisar) ou inacessível. 
3. nos casos expressos em lei. 
 
Observações: 
- A inacessibilidade pode ser física ou geográfica quando o acesso é naturalmente difícil (cientista no meio da 
Amazônia) ou jurídica (quando o país estrangeiro não cumpre carta rogatória). A inacessibilidade social é a que 
decorre de perigo. 
- O réu será considerado em local ignorado ou incerto se infrutíferas as tentativas de sua localização, inclusive 
mediante requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos cadastros de órgãos públicos ou de 
concessionárias de serviços públicos (Art. 256, § 3º). 
- No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu, a notícia de sua citação será divulgada também pelo 
rádio, se na comarca houver emissora de radiodifusão (art. 256, § 2º).. 
 
NÃO É PERMITIDA CITAÇÃO POR EDITAL NO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (Lei 9.099/95, art. 18, § 2º). Justificativa: O 
procedimento previsto nessa lei é direcionado a causas de menor complexidade e deve orientar-se-á pelos critérios 
da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a 
conciliação ou a transação. 
 
Procedimento da citação por edital (art. 257): 
1. a afirmação do autor ou a certidão do oficial informando a presença das circunstâncias autorizadoras; 
2. a publicação do edital na rede mundial de computadores, no sítio do respectivo tribunal e na plataforma de 
editais do Conselho Nacional de Justiça, que deve ser certificada nos autos; 
3. a determinação, pelo juiz, do prazo, que variará entre 20 (vinte) e 60 (sessenta) dias, fluindo da data da 
publicação única ou, havendo mais de uma, da primeira; 
4. a advertência de que será nomeado curador especial em caso de revelia. 
 
Obs.: O juiz poderá determinar que a publicação do edital seja feita também em jornal local de ampla circulação ou 
por outros meios, considerando as peculiaridades da comarca, da seção ou da subseção judiciárias (art. 257, 
parágrafo único). 
A parte que requerer a citação por edital, alegando dolosamente a ocorrência das circunstâncias autorizadoras para 
sua realização, incorrerá em multa de 5 (cinco) vezes o salário-mínimo. A multa reverterá em benefício do citando 
(art. 258). 
Serão publicados editais (art. 259): 
I - na ação de usucapião de imóvel; 
II - na ação de recuperação ou substituição de título ao portador; 
III - em qualquer ação em que seja necessária, por determinação legal, a provocação, para participação no processo, 
de interessados incertos ou desconhecidos. 
 
II.II. DAS CARTAS. 
 
Espécies de cartas: 
 Precatória: outra Comarca. 
 Rogatória: autoridade judiciária estrangeira. 
 Ordem: tribunal ao juiz subordinado. 
 Arbitral: arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua 
competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo arbitral, 
inclusive os que importem efetivação de tutela provisória. 
 
Art. 237. Será expedida carta: 
I - de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2o do art. 236; 
II - rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação 
jurídica internacional, relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro; 
III - precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o 
cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato relativo a pedido de 
cooperação judiciária formulado por órgão jurisdicional de competência territorial diversa; 
IV - arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o 
cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato objeto de pedido de 
cooperação judiciária formulado por juízo arbitral, inclusive os que importem efetivação de 
tutela provisória. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art236§2
Parágrafo único. Se o ato relativo a processo em curso na justiça federal ou em 
tribunal superior houver de ser praticadoem local onde não haja vara federal, a carta 
poderá ser dirigida ao juízo estadual da respectiva comarca. 
 
Requisitos essenciais das cartas (art. 260): 
a) a indicação dos juízes de origem e de cumprimento do ato; 
b) o inteiro teor da petição, do despacho judicial e do instrumento do mandato conferido ao advogado; 
c) a menção do ato processual, que lhe constitui o objeto; 
d) o encerramento com a assinatura do juiz; 
 
- Em todas as cartas o juiz deve fixar prazo dentro do qual deverá ser cumprida (art. 261, caput). 
- As partes deverão ser intimadas pelo juiz do ato de expedição da carta (art. 261, § 1º). 
- As cartão deverão, preferencialmente, ser expedidas por meio eletrônico, caso em que a assinatura do juiz deverá 
ser eletrônica, na forma da lei (art. 263, CPC). 
- As cartas são itinerantes (art. 262, caput), ou seja, podem ser apresentadas a juízo diverso do que dela consta, a 
fim de se praticar o ato. 
- O juiz recusará cumprimento a carta precatória ou arbitral, devolvendo-a com decisão motivada quando: I - a carta 
não estiver revestida dos requisitos legais; II - faltar ao juiz competência em razão da matéria ou da hierarquia; III - o 
juiz tiver dúvida acerca de sua autenticidade (art. 267, CPC). 
- Cumprida a carta, será devolvida ao juízo de origem no prazo de 10 (dez) dias, independentemente de traslado, 
pagas as custas pela parte (art. 268, CPC). 
 
IMPORTANTE: Para evitar a expedição desnecessária de cartas precatórias, nas comarcas contíguas de fácil 
comunicação e nas que se situem na mesma região metropolitana, o oficial de justiça poderá efetuar, em qualquer 
delas, citações, intimações, notificações, penhoras e quaisquer outros atos executivos (art. 255). 
 
II.III. DAS INTIMAÇÕES. 
 
Conceito: É ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo (Art. 269, CPC). 
 
Regras: 
 É facultado aos advogados promover a intimação do advogado da outra parte por meio do correio, juntando 
aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento (art. 269, § 1º). 
 O ofício de intimação deverá ser instruído com cópia do despacho, da decisão ou da sentença (art. 269, § 
2º). 
 A intimação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público será realizada perante o órgão de Advocacia Pública responsável por sua 
representação judicial (art. 269, § 3º). 
 As intimações realizam-se, sempre que possível, por meio eletrônico, na forma da lei (art. 270, caput). 
 O Ministério Público, à Defensoria Pública e à Advocacia Pública são obrigados a manter cadastro nos 
sistemas de processo em autos eletrônicos, para efeito de recebimento de citações e intimações, as quais 
serão efetuadas preferencialmente por esse meio (art. 270, parágrafo único). 
 O juiz determinará de ofício as intimações em processos pendentes, salvo disposição em contrário (art. 271). 
 Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela publicação dos atos no 
órgão oficial (art. 272, caput). 
 Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, figure apenas o nome da sociedade a que 
pertençam, desde que devidamente registrada na Ordem dos Advogados do Brasil. 
- Sob pena de nulidade, é indispensável que da publicação constem os nomes das partes e de seus 
advogados, com o respectivo número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, ou, se assim 
requerido, da sociedade de advogados. 
- A grafia dos nomes das partes não deve conter abreviaturas. 
- A grafia dos nomes dos advogados deve corresponder ao nome completo e ser a mesma que constar da 
procuração ou que estiver registrada na Ordem dos Advogados do Brasil. 
- Constando dos autos pedido expresso para que as comunicações dos atos processuais sejam feitas em 
nome dos advogados indicados, o seu desatendimento implicará nulidade. 
- A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa credenciada a pedido 
do advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo 
Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão contida no processo retirado, ainda que 
pendente de publicação. 
- O advogado e a sociedade de advogados deverão requerer o respectivo credenciamento para a retirada de 
autos por preposto. 
- A parte arguirá a nulidade da intimação em capítulo preliminar do próprio ato que lhe caiba praticar, o qual 
será tido por tempestivo se o vício for reconhecido. 
- Não sendo possível a prática imediata do ato diante da necessidade de acesso prévio aos autos, a parte 
limitar-se-á a arguir a nulidade da intimação, caso em que o prazo será contado da intimação da decisão que 
a reconheça. 
 Se inviável a intimação por meio eletrônico e não houver na localidade publicação em órgão oficial, 
incumbirá ao escrivão ou chefe de secretaria intimar de todos os atos do processo os advogados das partes 
pessoalmente, se tiverem domicílio na sede do juízo ou por carta registrada, com aviso de recebimento, 
quando forem domiciliados fora do juízo (art. 273). 
 A intimação será feita por oficial de justiça quando frustrada a realização por meio eletrônico ou pelo 
correio. A certidão de intimação deve conter: I - a indicação do lugar e a descrição da pessoa intimada, 
mencionando, quando possível, o número de seu documento de identidade e o órgão que o expediu; II - a 
declaração de entrega da contrafé; III - a nota de ciente ou a certidão de que o interessado não a apôs no 
mandado. Caso necessário, a intimação poderá ser efetuada com hora certa ou por edital (art. 275). 
 
Esquematizando intimações novo CPC 
 Meio eletrônico (art. 270) 
 DJE (272) 
 Escrivão ou Chefe de Secretaria pessoalmente, se tiverem domicílio na sede 
do juízo ou por carta registrada, com aviso de recebimento, quando forem 
domiciliados fora do juízo (art. 273). 
Art. 270. As intimações realizam-se, sempre que possível, por meio eletrônico, na 
forma da lei. 
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo: 
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do 
prazo para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica; 
 
Art. 272. Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as 
intimações pela publicação dos atos no órgão oficial. 
Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo: 
VII - a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso 
ou eletrônico; 
Art. 224, § 2o. Considera-se como data de publicação o primeiro dia útil seguinte ao da 
disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. 
_ 
Art. 273. Se inviável a intimação por meio eletrônico e não houver na localidade 
publicação em órgão oficial, incumbirá ao escrivão ou chefe de secretaria intimar de todos 
os atos do processo os advogados das partes: 
I - pessoalmente, se tiverem domicílio na sede do juízo; 
II - por carta registrada, com aviso de recebimento, quando forem domiciliados fora 
do juízo. 
 
III. DAS NULIDADES. 
 
A nulidade do ato processual poderá ser: 
A. De forma, quando o ato não reveste a “roupagem” descrita na lei; 
B. De conteúdo, quando não inclui condição substancial prevista na lei. 
 
Para os atos processuais solenes (devem obedecer determinadas formalidades), o ato será nulo caso não se observe 
o quanto disposto na lei. No entanto, a decretação da nulidade não pode ser requerida pela parte que lhe deu causa. 
Exemplo: o autor que, numa ação sobre direito real, não promoveu a citação da mulher do réu, nos termos do art. 
73 do CPC e perdeu a demanda, não pode invocar a nulidade. 
 
 
Art. 276. Quando a lei prescrever determinada forma sob pena de nulidade, a decretação desta não 
pode ser requerida pela parte que lhe deu causa. 
 
 
Art. 73. O cônjuge necessitarádo consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito 
real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. 
 
O artigo 277 trata do princípio da instrumentalidade das formas. Se o ato processual atingir a sua finalidade, mesmo 
que realizado em desacordo com a lei, não existe razão para a decretação da nulidade do processo. Por regra geral, 
os atos processuais são não solenes. Ex.: art. 281. No entanto, algumas nulidades, por serem consideradas absolutas, 
não podem ser convalidadas, salvo exceção, como exemplo a nulidade de citação, por inobservância do artigo 250 é 
causa de nulidade absoluta – no entanto, se o réu comparece e contesta, não se declara a nulidade, porquanto o ato 
atingiu a sua finalidade. 
 
Art. 277. Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, realizado de 
outro modo, lhe alcançar a finalidade. 
 
 
Art. 281. Anulado o ato, consideram-se de nenhum efeito todos os subsequentes que dele dependam, 
todavia, a nulidade de uma parte do ato não prejudicará as outras que dela sejam independentes. 
 
Nulidade absoluta: vícios graves que não podem ser convalidados, mesmo com o passar do tempo. Não sofrem com 
a preclusão e devem ser declaradas de ofício pelo juiz. Aqui temos exclusivo interesse público. Pode ser arguida em 
qualquer fase do processo. Ex.: 279 e 280 do CPC. 
 
Art. 280. As citações e as intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições 
legais. 
 
 
Nulidade relativa: deve ser alegada na primeira oportunidade que couber falar nos autos, sob pena de preclusão, 
salvo provando legítimo impedimento. 
 
O caput do art. 278 aplica-se somente às nulidades relativas, que devem ser argüidas pela parte interessada na 
primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos, sob pena de preclusão temporal. 
 
Art. 278. A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar 
nos autos, sob pena de preclusão. 
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput às nulidades que o juiz deva decretar de ofício, 
nem prevalece a preclusão provando a parte legítimo impedimento. 
 
Nas hipóteses que a lei prevê que é obrigatória a intervenção do MP (art. 178), se o MP não for intimado, o processo 
será nulo, a partir do momento que o MP deveria ser intimado. 
 
Art. 178. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como fiscal da 
ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos processos que 
envolvam: 
I - interesse público ou social; 
II - interesse de incapaz; 
III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. 
Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de intervenção 
do Ministério Público. 
 
Art. 279. É nulo o processo quando o membro do Ministério Público não for intimado a acompanhar o 
feito em que deva intervir. 
§ 1° Se o processo tiver tramitado sem conhecimento do membro do Ministério Público, o juiz 
invalidará os atos praticados a partir do momento em que ele deveria ter sido intimado. 
§ 2º A nulidade só pode ser decretada após a intimação do Ministério Público, que se manifestará 
sobre a existência ou a inexistência de prejuízo. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
 
Art. 281. Anulado o ato, consideram-se de nenhum efeito todos os subsequentes que dele 
dependam, todavia, a nulidade de uma parte do ato não prejudicará as outras que dela sejam 
independentes. 
 
 
Exemplo do art. 281: reconhecido cerceamento de defesa em razão da negativa de ouvir testemunha em uma 
audiência, a consequência será a nulidade do ato de recusa ou da sentença, se já tiver ocorrido o julgamento, não 
comprometendo o restante da audiência. 
 
Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz declarará que atos são atingidos e ordenará as providências 
necessárias a fim de que sejam repetidos ou retificados. 
§ 1º O ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte. 
§ 2º Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o 
juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. 
 
Diante de um vício do ato processual, o juiz deverá sempre verificar a viabilidade da retificação, tomando as medidas 
necessárias para tanto. Todavia, caso conclua pela impossibilidade do saneamento, a declaração da nulidade será 
inevitável. Se concluir pela nulidade, deve declarar quais atos serão atingidos. 
 
Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser 
aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições 
legais. 
Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte prejuízo à 
defesa de qualquer parte. 
 
O erro de forma acarreta a anulação somente dos atos que não podem ser aproveitados. A regra é a de que se não 
há prejuízo para defesa, aproveita o ato processual. 
 
Decretação de nulidade. 
 
No processo, não existe nulidade de pleno direito. A nulidade sempre deverá ser declarada. Até então o ato gera 
seus efeitos normais. O juiz sempre deverá verificar a viabilidade da retificação. Se não declarada, a nulidade pode 
envolver-se na definitividade da coisa julgada, que sana todas as irregularidades, salvo exceções, como por exemplo, 
no caso de impedimento do juiz, todo o processo é contaminado pela presunção de falta de imparcialidade e a 
nulidade é total. 
 
IV. DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO. 
O registro é a anotação, nos livros próprios, dos dados de identificação do processo, em que contam seu 
número, identificação das partes e do juízo. É imprescindível para fornecer informações da existência do processo e 
da cronologia da sua formação, bem como para a elaboração de estatísticas. 
A distribuição poderá ser eletrônica, mas sempre será alternada e aleatória, obedecendo rigorosa igualdade, 
para garantir a divisão do trabalho forense, evitando sobrecarga de trabalho. 
As regras de distribuição e registro estão elencadas nos artigos 284 até 290 do Código de Processo Civil, 
conforme segue. 
Art. 284. Todos os processos estão sujeitos a registro, devendo ser distribuídos onde houver mais de um juiz. 
Art. 285. A distribuição, que poderá ser eletrônica, será alternada e aleatória, obedecendo-se rigorosa 
igualdade. 
Parágrafo único. A lista de distribuição deverá ser publicada no Diário de Justiça. 
Art. 286. Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza: 
I - quando se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já ajuizada; 
II - quando, tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, ainda que em 
litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus da demanda; 
III - quando houver ajuizamento de ações nos termos do art. 55, § 3o, ao juízo prevento. 
Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra hipótese de ampliação objetiva do 
processo, o juiz, de ofício, mandará proceder à respectiva anotação pelo distribuidor. 
Art. 55. § 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar 
risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, 
mesmo sem conexão entre eles. 
Comentários: A distribuição pode dependência evita que a ré tenha de arguir a conexão ou a continência, por 
exemplo. Para que a regra seja cumprida, é necessária a adoção de mecanismos nos sistemas de informática dos 
tribunais, permitindo essa distribuição. 
Art. 287. A petição inicial deve vir acompanhada de procuração, que conterá os endereços do advogado, 
eletrônico e não eletrônico. 
Parágrafo único. Dispensa-se a juntada da procuração: 
I - no caso previsto no art. 104; 
II - se a parte estiver representada pela Defensoria Pública; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art55§3http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art104
III - se a representação decorrer diretamente de norma prevista na Constituição Federal ou em lei. 
Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo 
para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente. 
§ 1o Nas hipóteses previstas no caput, o advogado deverá, independentemente de 
caução, exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por 
despacho do juiz. 
§ 2o O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo 
nome foi praticado, respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos. 
Dispensa-se a juntada de procuração: 
a) Atos considerados urgentes, como por exemplo preclusão, decadência ou prescrição. 
b) Parte representada pela Defensoria Pública. 
c) Representação decorrer da Constituição Federal ou da Lei. Exemplo: procuradores de órgão público, porque 
os poderes de representação decorrem do ato de sua nomeação. 
Art. 288. O juiz, de ofício ou a requerimento do interessado, corrigirá o erro ou compensará a falta de 
distribuição. 
Art. 289. A distribuição poderá ser fiscalizada pela parte, por seu procurador, pelo Ministério Público e pela 
Defensoria Pública. 
Art. 290. Será cancelada a distribuição do feito se a parte, intimada na pessoa de seu advogado, não realizar o 
pagamento das custas e despesas de ingresso em 15 (quinze) dias. 
Comentários: No caso de cancelamento da distribuição, o juiz extinguirá o processo por sentença, sem julgamento 
do mérito e o autor poderá propor outra ação fundada nos mesmos elementos do processo extinto (partes, causa de 
pedir e pedido). O prazo para recolhimento das custas e despesas de ingresso é de 15 (quinze) dias. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm

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