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EDUCAÇÃO NÃO FORMAL 
Dra. Márcia do Vale 
GUIA DA 
DISCIPLINA 
 
 
 
1 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. EDUCAÇÃO: FORMAL, INFORMAL E NÃO FORMAL 
 
Iniciaremos nossa disciplina compreendendo os conceitos, as diferenças e 
particularidades dos modelos de ensino formal, informal e não formal. 
 
Sabemos que o ser humano aprende, apreende e se desenvolve em suas relações. 
Para Brandão (1985) existem diversos terrenos férteis para o crescimento de novos 
saberes, desde nossas primeiras relações sociais até as mais complexas, seja dentro de 
uma comunidade, na família, na igreja, no trabalho, e nos diferentes campos sócio-
ocupacionais. Essas formas de ensino permeiam a trajetória dos indivíduos em diferentes 
níveis e intensidade. 
 
Para refletirmos sobre os modelos de ensino e como eles se dão na sociedade, é 
preciso compreender que a educação apresenta um conceito bem amplo e que pode ser 
analisada sob três aspectos: 
 
 
A educação formal como se conhece é organizada, acontece em local específico, 
sistematizado, com análise de conteúdo, em outras palavras, é regulada por leis, normas 
da instituição de ensino. Sendo formal, espera resultados, analisa os dados obtidos a partir 
dos planejamentos anteriormente realizados. É desenvolvida nas escolas públicas e 
particulares e segue uma ordem cronologicamente graduada e hierarquicamente 
estruturada, e os cursos são reconhecidos pelo Mec e comprovados por diplomas e 
certificados. 
 
A necessidade de um estudo formal centralizado em escolas, surgiu com a chegada 
do capitalismo, com a grande alteração na forma de produção, saindo do campo, de 
Educação Formal
Educação Informal
Não Formal
Fonte da imagem: Desenvolvido pela autora (2021) 
 
 
2 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
processos artesanais, para a cidade em decorrência da industrialização. Esse novo 
processo de produção passou a exigir conhecimentos específicos e científicos, que não 
podiam ser adquiridos de forma natural, como ocorria no campo, tais conhecimentos 
deveriam ser ensinados de forma sistematizada. 
 
A origem da escola, portanto, está ligada a necessidade de desenvolver e consolidar 
a ordem social capitalista. Era preciso formar o cidadão apto a viver na cidade, cumprindo 
seus direitos e deveres e atuando de forma eficiente no processo produtivo industrial. 
(SILVEIRA, 1995, p.24). 
 
A Educação formal ainda conforme Brandão (1985, p. 26), “[...] é o momento em que 
a educação se sujeita à pedagogia [...], cria situações próprias para o seu exercício, produz 
os seus métodos, estabelece suas regras e tempos, e constitui executores especializados. 
É quando aparece a escola, o aluno e o professor [...]”. 
 
1.1. Educação Informal 
A Educação informal é adquirida de forma espontânea, através das experiências e 
da vivência, se adquire na família, no convívio com a sociedade e caracteriza-se por não 
ser intencional ou organizada, mas casual e empírica, é aquela em que se aprende a ter 
respeito aos outros, a ter boas maneiras, a conviver com a sociedade, a fazer tarefas 
básicas, etc. Os responsáveis por esta educação são os pais, familiares, vizinhos, amigos, 
e comunidade em geral. 
 
A Educação informal define-se como ações praticadas pela sociedade, pelo âmbito 
em que a criança ou pessoa vive e que irá influenciar suas futuras ações, tanto más quanto 
boas. Ela acontece durante toda a vida do ser humano através dos processos de 
socialização. A Educação informal pode estar presente também nas crenças e religiões. 
Outro agente de construção deste tipo de educação são os meios de comunicação em 
massa. 
 
A educação informal, por sua vez, é resultado das ações que permeiam a vida do 
indivíduo. Ocorre nas experiências do dia-a-dia, tem função adaptadora e os 
conhecimentos adquiridos são passados para as gerações futuras. 
 
 
 
3 Educação Não Formal 
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1.2. Educação não formal 
Já́ a educação não formal pode acontecer em diferentes proporções, pois ela envolve 
o engajamento, as experiências que se adquire ao longo da vida, o trabalho e a identificação 
de potencialidades, compreensão sócio-política da sociedade e suas organizações, 
construção da identidade coletiva, uma vez que “na educação não-formal, as metodologias 
operadas no processo de aprendizagem parte da cultura dos indivíduos e dos grupos” 
(GOHN, 2006, p. 31). 
 
 Educação não formal acontece fora dos espaços escolares, e tem por finalidade 
desenvolver o ensino-aprendizagem de forma pouco explorada pela educação formal, e se 
desenvolve nos espaços não estabelecidos pela educação. É considerada por alguns 
autores como intencional, pois sofre as mesmas influências do mundo contemporâneo que 
as demais formas de educação, mas pouco assistida pelo ato pedagógico. 
 
A educação não formal pode acontecer em diferentes proporções, pois ela envolve 
o engajamento político, as experiências que se adquire ao longo da vida, o trabalho e a 
identificação de potencialidades, compreensão sócio-política da sociedade e suas 
organizações, construção da identidade coletiva, uma vez que “na educação não-formal, as 
metodologias operadas no processo de aprendizagem parte da cultura dos indivíduos e dos 
grupos” (GOHN, 2006, p. 31). 
 
A educação, de forma geral, passa constantemente por processos de mudanças, 
provocada pelos avanços das tecnologias, pelas produções incessantes de conhecimentos, 
pelos novos meios de comunicação que buscam atender e acompanhar as exigências do 
mundo contemporâneo, mediado pela globalização, que se apresenta como um novo 
sistema de poder. 
 
Neste sentido, esse novo formato de poder se intensificou nos anos de 1980 e 1990 
tornando-se mais forte no início do século XXI. Pode-se dizer que a globalização é um 
processo econômico, social, financeiro e ambiental, que passa a estabelecer uma 
integração entre as sociedades a nível mundial. Com isso, desencadeou um consumismo 
desorganizado desintegrando as sociedades, imperando as incertezas, ignorando as 
diversidades das culturas e a realidade de cada comunidade criando assim uma situação 
de desconforto social (GOHN, 2011). 
 
 
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Para Gohn (2011), a exclusão social já não se limita às camadas populares, pois 
leva-se em conta a renda social, saúde, moradia e educação. Os desafios, agora são os 
impostos pela sociedade contemporânea onde o setor econômico oprime a sociedade, 
afasta o cidadão de seus direitos, acelera um crescimento das desigualdades sociais e 
provoca um declínio na oferta de trabalho por falta de qualificação na educação. 
 
Neste sentido para Libâneo: A educação deve ser entendida como um fator de 
realização da cidadania, com padrões de qualidade da oferta e do produto, na luta contra a 
superação das desigualdades sociais e da exclusão social (LIBÂNEO, 2012, p.133). 
 
A educação não formal até os anos de 1980 foi tratada como de pouca importância 
no Brasil, sendo vista como um processo delineado para alcançar a participação de 
indivíduos e grupos específicos voltados às áreas rurais. Também foi tratada como 
comunitária no sentido de transformar o tempo desocupado das pessoas em tempo útil de 
socialização, aprimoramento das habilidades, educação básica e planejamento familiar. Em 
sua grande maioria atendia as campanhas de alfabetização de adultos, ou seja, uma 
alfabetização funcional (GOHN, 2011). 
 
A educação não formal, hoje, se desenvolve em diferentes lugares como igrejas, 
associações, nas organizações que coordenam e estruturam os movimentos sociais, nos 
sindicatos, nos partidos políticos, nas organizações não governamentais, nos espaços 
culturais, nos espaços interativos da escola formal com a sociedade entre outras. Nesses 
espaços,são respeitadas as diferenças no tempo do processo ensino e aprendizagem por 
existir certa flexibilidade na proposta dos conteúdos. 
 
A educação não-formal está sendo difundida, mas não se restringindo somente aos 
processos de ensino-aprendizagem nas escolas formais, mas com foco em oficinas 
artesanais, culturais, esportivas e recreativas. 
 
Um dos objetivos deste formato de educação é educar o indivíduo para a cidadania, 
trabalhando para formar a cultura política de um grupo, estimulando laços de coletividade. 
Portanto, procura promover a autoestima, interesses comuns e solidariedade. Sob este 
cenário, espera-se alcançar alguns resultados de importância para a coletividade como a 
consciência, organização, construção da identidade da comunidade envolvida, além de 
formar o indivíduo para a diversidade da vida, a valorizar a si próprio aprendendo a ler e 
 
 
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interpretar o mundo em que está inserido (GHON, 2006). Os espaços de educação 
não-formal, segundo Simson e Park (2001), deverão ser desenvolvidos segundo alguns 
princípios como: 
• Apresentar caráter voluntário; 
• Proporcionar elementos para a socialização e solidariedade; 
• Visar o desenvolvimento social; 
• Favorecer a participação coletiva; 
• Proporcionar a investigação e, sobretudo proporcionar a participação dos 
membros do grupo de forma descentralizada. 
 
Assim, devem ser considerados os desejos e anseios da comunidade com a qual se 
pretende trabalhar e partindo de estudos, do conhecimento da realidade em questão, fazer 
uma integração com as ações a serem desenvolvidas. 
 
A educação não formal visa atender a população que se encontra em um estado 
financeiro vulnerável e com uma carência social. Os espaços não formais oferecem 
atividades educacionais no período inverso de estudo da criança ou do adolescente, sendo 
uma experiência didática, organizada e sistematizada fora do contexto formal da escola. 
 
Alguns estudos nos mostram que espaços fora do ambiente escolar, podem 
proporcionar recursos pedagógicos complementares. Essas diferentes formas de ensino 
possuem métodos didáticos diferentes do habitual escolar, produzem arte, experimentos, 
desfrutam de diferentes projetos e atividades esportivas. São oferecidas e disponibilizadas 
um espaço para que a criança e o adolescente, possam aprender e expressar os novos 
conhecimentos adquiridos por meio de uma nova linguagem. 
 
1.3. A importância da educação não formal, para exercício pleno da cidadania e 
padrões éticos, civilidade no convívio com o outro, reconhecimento e 
aceitação da diversidade cultura 
O mais longo dos aprendizados, adquirimos através da cultura ao longo de toda a 
nossa vida, nas famílias privilegiadas esse saber acontece de forma natural devido ao 
acesso mais fácil, este aprendizado se torna mais refinado quanto mais dele absorvemos 
suas experiências; o brasileiro médio necessita submeter-se a um efetivo processo 
educacional para, minimamente, adquiri-la. 
 
 
 
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A Cultura é um processo intocável, e desde Kant é considerada a mais eficiente 
medida de civilização, parte indissociável do aperfeiçoamento, racional e moral, da história 
e da sociedade humana 
 
Os Políticos e a sociedade civil promovem discussões acaloradas sobre conteúdos 
escolares, com propostas de inclusão de matérias novas no currículo, pois sentem que 
alguns conhecimentos são necessários a uma formação mais completa; no entanto muitos 
professores rejeitam esta proposição, pois implica em menor tempo dedicado às outras 
disciplinas, e terminam todas sendo vistas de forma superficial. 
 
As escolas e famílias parecem ter dificuldade em definir a quem compete transmitir 
cultura, principalmente na atribuição das responsabilidades, assim como as regras de 
interpretação da realidade que permitam compreensão de sentido do mundo natural e 
social. Costuma-se designar à educação formal o conteúdo específico que representa o 
acervo protocolar das ciências, seja este de ordem material, como na geografia, biologia, 
química; ou filosófica, como psicologia, sociologia e outras. 
 
Mas a cultura tem acompanhado a evolução das ciências sociais desde as suas 
origens, e hoje, frente aos impasses e dificuldades dos projetos de desenvolvimento e 
modernização contemporâneos, não tem conseguido diferenciar-se, na área educacional, 
do valor conferido aos diplomas e títulos das especializações profissionais. 
 
Porém, cresce a compreensão sobre a importância da educação não formal, para 
exercício pleno da cidadania e padrões éticos, civilidade no convívio com o outro, 
reconhecimento e aceitação da diversidade cultural para o comportamento não violento, em 
todas as esferas da vida. É esta que tem tentado responder à necessidade de saberes e 
aprendizagens indispensáveis à preservação de bens móveis e imóveis da cultura e do 
patrimônio, museus, resgate das tradições das comunidades, educação ambiental, artes, 
trabalhos socioculturais inclusivos, além das muitas identidades étnicas, territórios 
normalmente fora das estruturas curriculares da educação formal 
 
Neste sentido, a educação formal, não formal e informal busca, a sua maneira, 
possibilitar relações sociais baseadas na igualdade e justiça social. Entretanto, a educação 
formal o faz intencionalmente buscando especialmente a aprendizagem efetiva e a 
certificação que vai acontecer gradativa e progressivamente. 
 
 
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A educação não formal, por sua vez, projeta seus objetivos num processo interativo, 
no qual “A transmissão de informação e formação política e sociocultural é uma meta na 
educação não formal. Ela prepara os cidadãos, educa o ser humano para a civilidade, em 
oposição à barbárie, ao egoísmo, individualismo etc.” (GOHN, 2006, p. 30). 
 
No caso do ensino não escolar, como afirma Brandão (1985), o ensino informal, não 
existe um fim projetado anteriormente, pois ele acontece a partir das relações interpessoais, 
é permanente, está no campo dos sentimentos, é resultado de uma rede de troca de 
saberes universal, gerando a partir dessas questões supracitadas: hábitos, ideias, 
comportamentos, formas de comunicação e linguagem, de acordo com a cultura da qual o 
indivíduo faz parte. 
 
Sendo a educação processo mais amplo na formação dos indivíduos conclui – se, 
portanto, que a educação não formal, informal e formal do conhecimento científico deva 
ocorrer nos diferentes espaços de ensino e aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
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2. ABRANGÊNCIA DA EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E A QUALIFICAÇÃO 
DO PEDAGOGO 
 
A educação não formal tem grande importância para a formação do cidadão, porém 
a mesma apresenta propósitos diferentes, extraescolares, fora do ambiente formal da 
educação que estamos acostumados a vivenciar e está atrelada com o Terceiro Setor 
 
A educação não formal visa atender a população que se encontra em um estado 
financeiro vulnerável e com uma carência social. Os espaços não formais oferecem 
atividades educacionais no período inverso de estudo da criança ou do adolescente, sendo 
uma experiência didática, organizada e sistematizada fora do contexto formal da escola. 
 
Os estudos nos mostram que espaços fora do ambiente escolar, podem proporcionar 
recursos pedagógicos complementares. Essas diferentes formas de ensino possuem 
métodos didáticos diferentes do habitual escolar, produzem arte, experimentos, desfrutam 
de diferentes projetos e atividades esportivas. São oferecidas e disponibilizadas um espaço 
para que a criança e o adolescente, possam aprender e expressar os novos conhecimentos 
adquiridos por meio de uma nova linguagem. 
 
Porém, cresce a compreensãosobre a importância da educação não formal, para 
exercício pleno da cidadania e padrões éticos, civilidade no convívio com o outro, 
reconhecimento e aceitação da diversidade cultural para o comportamento não violento, em 
todas as esferas da vida. É esta que tem tentado responder à necessidade de saberes e 
aprendizagens indispensáveis à preservação de bens móveis e imóveis da cultura e do 
patrimônio, museus, resgate das tradições das comunidades, educação ambiental, artes, 
trabalhos socioculturais inclusivos, além das muitas identidades étnicas, territórios 
normalmente fora das estruturas curriculares da educação formal 
 
2.1. Qualificação do Pedagogo para a Educação Não Formal 
 
No Terceiro Setor a Educação não Formal se expressa significativamente e a cada 
dia que passa vai se tornando mais forte abrindo mais possibilidades para atuação 
profissional do Pedagogo 
 
 
9 Educação Não Formal 
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O perfil e a atuação do pedagogo devem ser discutidos nas organizações, pois diante 
das exigências de um mundo globalizado e a falta de conhecimento das pessoas, a atuação 
do educador se tornou tão ampla que o pedagogo acaba atuando em áreas que fogem do 
âmbito escolar 
 
A grande dificuldade, hoje, é de determinar a verdadeira identidade do pedagogo, 
porque ele é um profissional versátil, que norteia a prática educativa, valendo-se de 
subsídios pedagógicos que o ajudam no saber e no saber fazer das pessoas. Acredita-se 
ser importante esclarecer que, independentemente do âmbito de atuação do pedagogo, 
cabe a ele, também, educar nas organizações, para oferecer uma aprendizagem que 
permita às pessoas complementarem-se em sua trajetória de conhecimentos. Sabe-se que 
o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e dá preferência a profissionais 
capacitados e qualificados, diante disso, há a necessidade do pedagogo atuar na 
capacitação, relações interpessoais e, também, na educação de valores sociais, entre 
outras ações. 
 
O pedagogo é a peça chave para as instituições de educação não formal, situadas 
no chamado terceiro setor ...segundo Viriato (2004), o terceiro setor é um conceito 
abrangente e difuso, agrupando instituições da sociedade civil, sem fins lucrativos, não 
geridos pelas leis do mercado, caracterizadas em promover os interesses coletivos. ONGs, 
fundações, associações, entidades, enfim, todas as instituições jurídicas que atuam em prol 
do bem comum, sem fins lucrativos, pertencem ao terceiro setor. Incluem também 
instituições filantrópicas dedicadas à prestação de serviços nos setores da saúde e do bem-
estar social, as organizações voltadas para a defesa dos direitos de grupos. Diante disso, 
pode-se ressaltar que as instituições não formais são geridas pelo chamado terceiro setor, 
no qual, quando voltadas à Educação, o Pedagogo tem grande importância. 
 
Libâneo (2007, p. 38 - 39) relata que, O curso de Pedagogia deve formar o pedagogo 
stricto sensu, isto é, um profissional qualificado para atuar em diversos campos educativos 
para atender a demanda socioeducativa de tipo formal, e não-formal e informal, decorrentes 
de novas realidades - novas tecnologias, novos atores sociais [...]. 
 
Contudo, o pedagogo já deve estar preparado para atuar nesses espaços de 
educação não formal, embora nem todas as graduações em pedagogia ofertem a disciplina 
de Coordenação do Trabalho Pedagógico em Espaços de Educação Não Formal. 
 
 
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Libâneo (2007) ressalta ainda, que no que diz respeito às áreas de atuação do 
pedagogo, podem ser definidas em duas esferas de ação educativa: a escolar e a 
extraescolar. Na esfera extraescolar, os pedagogos podem atuar como formadores, 
instrutores, organizadores técnicos, consultores, orientadores que desenvolvem atividades 
pedagógicas em órgãos públicos e privados, associações populares, supervisando 
funcionários e estagiários em empresas, com atividades culturais e outras funções. Com 
isso, o pedagogo pode assumir o seu papel que é de trabalhar com a educação, seja ela a 
formal ou a não formal, porém ambas têm um mesmo objetivo, a busca pela formação 
humana. O pedagogo é um profissional versátil que norteia a prática educativa, que ajudam 
no saber e no fazer das pessoas. Segundo Alves e Suze (2004, p.3): 
 
O pedagogo auxiliará na formação e desenvolvimento de habilidades, incentivo na 
formação do colaborador aprendiz e pesquisador, facilitando seu desempenho na 
organização e na vida. Para que isso se concretize, é necessário, além do conhecimento 
técnico, o conhecimento científico que envolve a pesquisa, a discussão, a troca de 
experiências e, acima de tudo, a vontade de crescer na busca de uma profissionalização 
continuada. O papel do pedagogo, nas organizações, irá auxiliar na articulação da 
aprendizagem, ajudando o processo em busca de conhecimento e mudanças, a fim de 
auxiliar gestores e colaboradores na construção de novos projetos que atendam aos 
desafios do mundo globalizado, com o objetivo de melhorar resultados. Portanto, o 
pedagogo, nas organizações (ONGs, hospitais, clubes, empresas [...] deverá desenvolver 
suas competências, apoiando-se nos seus saberes e fazeres, enfatizando que o ensinar 
não é transmitir conhecimento, mas, também o construir para que cada ser humano 
perceba o quanto este conhecimento é significativo para seu viver, promovendo a sua 
qualificação humana e profissional. 
 
Alves e Suze (2004, p.8) relatam também que esta perspectiva delineia o papel da 
educação não formal, destacando o trabalho do pedagogo, interferindo nestas 
organizações via projetos pedagógicos sociais. Outro foco de destaque do campo 
pedagógico é na qualificação dos trabalhadores, quando oferece cursos de longa e curta 
duração, para desenvolver novas habilidades e competências para que esses se insiram 
no mercado de trabalho devido às mudanças da ciência e tecnologia. O pedagogo, com 
base nos seus conhecimentos da prática educativa e conhecimentos amplos, viabiliza um 
aprendizado fundamental em um âmbito não escolar. Contribui, também, com questões de 
aprendizagem que influenciam no comportamento das pessoas fazendo parte da 
 
 
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organização no sentido individual e coletivo. Portanto, vale ressaltar, que o pedagogo tem 
suma importância nos espaços de educação não formal, assim como nas escolas. O 
mesmo é considerado articulador e mediador de todo o processo pedagógico que acontece 
nessas instituições. 
 
Podemos observar no Projeto Pedagógico do curso de Licenciatura em Pedagogia, 
do Centro de Educação/UFPE (2007), que o mesmo traz como um dos objetivos do curso, 
formar profissionais para atuar também em espaços não escolares de formação humana, 
ou seja, com a reforma curricular, percebemos a preocupação em se pensar a atuação do 
pedagogo em novos espaços. Esse cuidado do curso de Pedagogia em formar pedagogos 
que estejam aptos para atuarem, também, em espaços de educação não formal, nos revela 
uma atenção às novas demandas educativas advindas da sociedade. 
 
Como nos alerta Libâneo (2002, p.28) “O pedagógico perpassa toda a sociedade, 
extrapolando o âmbito escolar formal, abrangendo as esferas mais amplas da educação 
informal e não-formal”. Nesse sentido, o autor (ibidem) procura chamar nossa atenção para 
as transformações inerentes a todo processo sócio histórico, o que implica um movimento 
permanente de reflexão crítica sobre o papel do pedagogo na formação social dos sujeitos. 
Como o autor (ibdem) comenta: [...] os objetivos e conteúdo da educação não são sempre 
idênticos e imutáveis, antes variam ao longo da história e são determinados conforme o 
desdobramento concreto das relações sociais, das formas de econômicas da produção e 
lutas sociais. (p.79) 
 
Dessemodo, precisamos compreender que a educação perpassa por toda a esfera 
social, entre os mais variados espaços como, em casas, nas escolas, em praças, 
movimentos sociais ou políticos, espaços religiosos, em organizações não governamentais, 
entre outros e que, cada espaço poderá ter, ou não, intencionalidades distintas 
 
 
 
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3. O TERCEIRO SETOR 
 
A Educação não Formal se expressa significativamente no Terceiro Setor que a cada 
dia que passa ganha mais força em nosso país como uma possibilidade para atuação 
profissional do Pedagogo 
 
O primeiro setor é constituído pelo Estado, o segundo setor pelos entes 
privados que buscam fins lucrativos – ou seja, o mercado – e o terceiro setor é 
formado pelas organizações privadas sem fins lucrativos prestadoras de serviços 
públicos (popularmente chamadas de ONG’s).Embora o termo terceiro setor seja o 
mais utilizado no Brasil, é importante ressaltar que essa divisão pode transmitir uma 
ideia equivocada, a de que o primeiro setor teria mais importância que o segundo, e 
o segundo mais do que o terceiro. 
 
O terceiro setor é o conjunto de atividades voluntárias desenvolvidas em favor 
da sociedade, por organizações privadas não governamentais e sem o objetivo de 
lucro, independentemente dos demais setores (Estado e mercado) – embora com 
eles possa firmar parcerias e deles possa receber investimentos (públicos e privados) 
 
Existem diversas organizações que pertencem ao Terceiro Setor. 
Independentemente da atuação e do impacto social que causam, todas têm uma missão 
em comum: influenciar trajetórias, chegando onde as ações governamentais nem sempre 
são suficientes. O Terceiro Setor é constituído por todas as instituições que não visam 
lucros e que trabalham com o objetivo de solucionar ou minimizar problemas sociais de 
áreas como direitos humanos, meio ambiente, crianças, idosos etc. 
 
Mas hoje, especialmente no Brasil, a atuação dessas organizações está indo muito 
além de apenas lidar com questões assistenciais. 
 
A maior conscientização sobre os direitos de cada cidadão é apenas um dos 
benefícios trazidos pela atuação dessas entidades, colaborando para que as pessoas 
busquem cada vez mais novas maneiras de modificar sua realidade. 
 
http://www.politize.com.br/parcerias-publico-privadas-o-que-sao/
 
 
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O terceiro setor vem evoluindo cada vez mais, focando no crescimento das 
organizações passou a ter mais pessoas ajudando e profissionais mais capacitados, 
buscando mais resultados e produtividade. 
 
3.1. Algumas características do Terceiro Setor 
O terceiro Setor pode fortalecer e trazer mais qualidade para a educação pública 
através de parcerias com os setores público e privado. Isto porque o terceiro setor, é 
formado por entidades e organizações da sociedade civil, permitindo mais experimentações 
e inovações em projetos e políticas públicas, tendo também como objetivo a melhoria da 
qualidade de vida das pessoas necessitadas, podendo também gerar novos empregos, 
criando novos cargos de trabalho. 
 
O governo do nosso país não consegue atender com qualidade todas as pessoas 
que precisam do serviço público, dá para se observar que o trabalho social não é suficiente 
para acolher e atender todas as pessoas que não conseguem ser atendidas pelo serviço 
público e que não podem contratar os serviços no setor privado. 
 
As instituições do Terceiro Setor podem atuar nas áreas de educação, saúde, 
esportes, lazer, orientação vocacional, qualificação profissional, cultura, habitação, direitos 
civis, desenvolvimento do ser humano, proteção do meio ambiente e bem-estar social em 
geral. Essas Instituições são geralmente mantidas com recursos de doações de empresas 
e pessoas físicas e, também, com repasse de verbas públicas e/ou através de ações por 
elas organizadas como festas, jantares, bazares e venda de produtos, etc. 
 
 Uma outra característica importante dessas associações do Terceiro Setor é que 
elas contam com uma grande quantidade de mão-de-obra voluntária, ou seja, que não 
recebem remuneração pelo trabalho. 
 
Para melhor compreender o Terceiro Setor é importante saber que: 
 As Fundações são as instituições que financiam o terceiro setor, fazendo 
doações às entidades beneficentes. No Brasil, temos também as fundações 
mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios. 
 As Empresas Doadoras são as empresas consideradas parceiras. 
 
 
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 As Entidades Beneficentes são formadas pelos grupos de pessoas que 
desenvolvem a ação no Terceiro Setor. 
 As Entidades Sem Fins Lucrativos são, na realidade, lucrativas ou atendem os 
interesses dos próprios usuários; um clube é um exemplo de entidade sem fins 
lucrativos, mas beneficia seus sócios apenas. 
 As ONGs (Organizações Não Governamentais) são formadas por grupos de 
pessoas, sem fins lucrativos e que fazem diversos tipos de ações solidárias, 
buscando atender necessidades que o Estado não consegue atingir para grupos 
de pessoas consideradas excluídas da sociedade. É mantida por financiamentos 
e doações. Não tem valor jurídico, ou seja, não é empresa nem pessoa jurídica. 
 As OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) são 
organizações que por opção são qualificadas em nível federal por atenderem a 
Lei 9.790/99. Anualmente as OSCIPs precisam apresentar um relatório para o 
Ministério da Justiça.; 
 
No Terceiro Setor, as ONGs e OSCIPs são o solo fértil, em que se desenvolve a 
Educação Não Formal e onde o Pedagogo encontra um largo campo de ação profissional. 
 
Atualmente o terceiro setor é composto por profissionais, equipes, empresas 
especializadas em diversos segmentos da educação (Básica, Superior e Corporativa) que 
respaldam em inúmeros serviços que antecedem a etapa dos processos tecnológicos de 
aprendizagem, mas que são utilizados e atrelados para o seu desenvolvimento 
(plataformas, apps, games, simuladores, …). 
 
A estrutura da educação é muito mais complexa do que se imagina, transformar 
informação em conhecimento nos tempos atuais é um desafio que envolve a neurociência, 
meta cognição, legislação, modelo de negócio e tecnologia, nesse sentido o terceiro setor 
se fortalece na oferta de serviços e inovação. 
 
 
 
 
 
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4. PROJETO SOCIAL 
 
O Projeto Social permeia propostas com objetivos firmados em valores, crenças que 
explicam e organizam a ideia de um movimento, grupo ou organização social. Este 
conjunto de ideias revela a opção política do grupo através de sua forma de conhecer 
e atuar socialmente de forma concreta, de determinar suas metas, objetivos e 
estratégias devendo ser extraído e compartilhado pelo coletivo (GOHN, 2005). 
 
A Organização não Governamental – ONG – é definida como uma organização que 
não seja parte do governo, nem tenha sido fundada pelo Estado, dispondo de autonomia 
administrativa e atuando sem fins lucrativos em áreas específicas, como as de natureza 
social, cultural e com objetivos essencialmente não comerciais. Parte de seus recursos tem 
origem privada. Geralmente é associada à Organização das Nações Unidas. 
 
Para Gohn (2008), ao estudar a educação não-formal, desenvolvida junto a grupos 
sociais organizados ou movimentos sociais, chama nossa atenção para as questões das 
metodologias e modos de funcionamento, por ser um dos aspectos mais relevantes do 
processo de aprendizagem, mas lembra que é preciso aprofundar as pesquisas ao redor 
dos movimentos sociais e seus processos de encaminhamento. 
 
Garcia, em palestra ministrada no GEMEC – Campinas em 09/08/2008, fala que a 
educação não-formal tem queser compreendida pela sociedade como um direito e não 
como assistencialismo, embora este olhar de assistencialismo para com as ONGs e os 
projetos sociais esteja impregnado da visão de sociedade, até mesmo nas comunidades 
inclusas e nas entidades. 
 
Isso acontece, porque muitas vezes a sociedade deixa de cobrar do poder público, 
suas devidas obrigações, embora, mais a frente ela afirme que em alguns casos realmente 
não se trata de projetos, mas sim de assistencialismo, o que muitas vezes se encontra 
guiado pela mídia ou pelo enaltecimento pessoal. 
 
A educação não-formal vai além do assistencialismo. Visa ao desenvolvimento de 
valores, acreditando que a aprendizagem se dá por meio das práticas sociais, respeitando 
as diferenças existentes para a absorção e elaboração dos conteúdos implícitos ou 
 
 
16 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
explícitos no processo ensino e aprendizagem. A flexibilidade é bastante presente no 
estabelecimento dos conteúdos que permeiam a educação não-formal, assim como a 
criação e organização de seus espaços, sendo criados e recriados conforme os modos de 
ação previstos nos objetivos maiores que dão sentido ao fato de determinadas 
necessidades de grupos sociais pertencentes à comunidade estarem se reunindo. 
 
Os espaços de educação não-formal, segundo Simson e Park (2001), deverão ser 
desenvolvidos segundo alguns princípios como: 
• Apresentar caráter voluntário; 
• Proporcionar elementos para a socialização e solidariedade; 
• Visar o desenvolvimento social; 
• Favorecer a participação coletiva; 
• Proporcionar a investigação e, sobretudo proporcionar a participação dos 
membros do grupo de forma descentralizada. 
 
A partir destas caracterizações, devem ser considerados os desejos e anseios da 
comunidade com a qual se pretende trabalhar e partindo de estudos, do conhecimento da 
realidade em questão, fazer uma integração com as ações a serem desenvolvidas, levando 
em consideração a comunidade pois é muito difícil o envolvimento voluntário e de doação 
das pessoas com algo a que não se sintam pertencentes. Por estas razões, atualmente 
muitos projetos foram fundados e contam não somente com voluntários, mas também com 
funcionários contratados de acordo com as leis trabalhistas, dentre eles, professores, 
secretários, assistentes sociais, psicólogos, etc. 
 
Em determinados municípios esses projetos ou instituições recebem auxílio 
financeiro para o pagamento de seus funcionários. 
 
Quando a escola é vista como um espaço social, levando em conta os constantes 
processos de construção de identidade, sendo eles de caráter pessoal e social, 
automaticamente temos que pensar em práticas que o tempo todo nos faça manter 
parceiros da sociedade, favorecendo processos, onde a mesma possa integrar e 
transformar. 
 
Muitas entidades e projetos sociais, organizam as suas atividades enriquecendo 
seus espaços com atividades comumente denominadas de oficinas. 
 
 
17 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Para Silva (2007), oficinas são espaços organizados por um grupo social, onde são 
direcionadas propostas ligadas ao fazer, a aplicabilidade de determinadas atividades que 
possibilitem o ato de aprender, não somente aquilo que é ensinado, como também o que o 
meio lhe possibilita, levando em consideração o espaço, materiais, memória, enfim, aquilo 
que esteja sendo vivenciado e efetuado no momento dessas vivências. 
 
A oficina que conscientiza e promove a transformação é aquela que propicia ao 
sujeito a importância de sentir-se parte, parte das ações envolvidas e desenvolvidas, que 
tem como foco de visão construir perspectivas de maiores descobertas e potencialidades, 
que age como órgão facilitador de expressão. Nesta ideia destacam-se algumas oficinas 
em evidência no cenário das obras sociais. 
 
4.1. O Educador Social 
O educador, ou ainda, o educador social, segundo Caro e Guzo (2004), são 
denominações dadas ao profissional que se insere em projetos sociais e ou em ações 
existentes em projetos. 
 
O educador social tem que resgatar de forma contínua as histórias de vida de cada 
criança ou adolescente, conhecendo suas histórias, suas memórias e mediando interesses, 
levando o educando a querer buscar caminhos para a aproximação com o entendimento 
da vida em sociedade. 
 
As crianças e adolescentes, muitas vezes, levam consigo angústias e sentimentos 
de injustiça para as oficinas, e suas expectativas são unicamente serem ouvidos, cabendo 
ao educador utilizar-se de várias estratégias para que o diálogo aconteça, buscando a 
compreensão e transformando-a em valorização, fazendo da sua ação um multiplicador, 
capaz de transformar o estigma em qualidade, reintegrando o educando ao caráter 
colocado socialmente. 
 
Todo educador deve ser um profissional reflexivo, ou seja, aquele que está sempre 
se questionando, revendo, aperfeiçoando sua prática e se autoavaliando, este é o 
profissional crítico, aquele que leva o aluno a pensar. Dessa forma, há uma troca, pois 
enquanto o educador está ensinando, ele também está aprendendo. 
 
 
 
18 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Gadotti (2007, p.42) enfoca a constante preocupação do educador Paulo Freire 
voltado para a formação do professor e destaca: “o professor precisa saber muitas coisas 
para ensinar, mas o mais importante não é o que é preciso saber, mas como devemos ser 
para ensinar. O essencial é não matar a criança que existe ainda dentro de nós. Matá-la 
seria matar o aluno que está à nossa frente”. 
 
Muitos educadores se identificam com as lutas sociais, porém outros acabam na 
educação não formal por acaso, e outros por opção, levando em consideração que na visão 
dos movimentos sociais, a educação, seja ela formal, não-formal ou informal é vista como 
uma luta de classes. 
 
Os educadores que atuam neste contexto têm funções diferentes, não como um 
quebra cabeça com peças prontas, mas como um encontro de peças que se encaixam com 
a prática, com a vivência de cada um, com suas diferenças e seus questionamentos, e um 
dos grandes fatores na prática não-formal, é a flexibilidade que se apresenta neste modelo 
de educação, não é a atividade que vai dizer o que ou quem é a educação não-formal, mas 
sim o projeto político adotado e vivenciado pelo educador e consequentemente pela 
criança. 
 
Assim, o educador social pode ver as possibilidades de contribuição para a 
transformação, olhando para si e se vendo como agente transformador, fugindo às 
propostas ideológicas que há por trás de tudo, fugindo da visão salvadora de querer inserir 
a criança na sociedade sendo que ela já nasce parte de uma sociedade. 
 
Com base na vivência diária, o educador não deve usar o desânimo, cruzar os braços 
ou dizer que não adianta contribuir, pois o cotidiano é que faz a educação acontecer, 
quando se está com a criança e os adolescentes, os valores e crenças também estão 
juntos. 
 
Freire (1996, p.53 ) nos diz que como educador precisamos olhar para o que os 
grupos com os quais trabalhamos trazem consigo não simplesmente para o que falam 
deles, assim, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra” e continua dizendo que um 
bom educador é aquele que sabe provocar inquietudes, que aguça a curiosidade, mas que 
permite que o educando busque com autonomia. 
 
 
 
19 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Ao falar do educador social, Caro e Guzo (2004) destacam a satisfação pessoal 
como sendo um grande diferencial, além das qualidades adquiridas independentemente de 
conhecimentos adquiridos na academia. 
 
Este educador social também possui a consciência de sua pouca valorização e da 
importância de sua relação com os educandos, sendo ciente da responsabilidade social 
que o segue. Além disso, a competência técnica científicaprecisa ser compatível com a 
amorosidade necessária as relações educativas (FREIRE, 1996). 
 
O educador precisa ser coerente em seu discurso e em sua ação prática. Só há 
oportunidade de educar para a vida se a escola estiver imersa na realidade e na vida 
cotidiana dos educandos, de suas famílias, comunidade, município e país. 
 
Segundo Trilla (1993) o setor educativo não - formal é disperso e heterogêneo, mas 
enorme quanto à sua realidade atual e potencialidade futura. 
 
No contexto educação não-formal, o trabalho do educador e dos oficineiros, 
necessitam de muita dedicação, criatividade e amor, pois para os educandos manterem-se 
participativos diariamente, as atividades devem ser prazerosas e dinâmicas, capazes de 
deixá-los envolvidos e compreendendo que aquele espaço onde frequentam, é de grande 
valia para torná-los bons cidadãos. 
 
4.3. A construção do Projeto 
Não existe um modelo padrão para a construção de Projetos tanto que, muitas 
empresas ou órgãos públicos financiadores ou parceiros do Terceiro Setor quando vão 
selecionar os Projetos que vão apoiar, já apresentam um modelo e muitas vezes um roteiro 
para a construção de seus Projetos. 
 
MODELO ORIENTATIVO PARA PROJETOS SOCIAIS 
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO. 1.1Título do projeto: 1.2 Nome da 
entidade: 1.3Coordenador do projeto: 1.4 Fone: ( ) _________________ Fax ( ) 
________________ 
2. 2 JUSTIFICATIVA: Este item deverá responder o quê será desenvolvido e por 
quê existe a necessidade do projeto na entidade e na comunidade. Deve explicar 
 
 
20 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a relevância do projeto, para os usuários, Entidade e políticas públicas para qual 
sua atuação está voltada. Sugestão: até 50 linhas. 
3. 3. OBJETIVO(S): Este item deve responder para que vai ser realizado o projeto. 
Poder conter apenas o objetivo geral, ou objetivo geral e objetivos específicos, 
sempre, relacionados com os resultados que se pretende alcançar com o projeto. 
Descrever com clareza e concisão, em até 15 linhas. 
4. 4. PÚBLICO BENEFICIADO: Este item refere-se a para quem, quantas pessoas 
e quais as características do público a ser beneficiado pelo projeto. Sugestão: até 
10 linhas 
5. 5. DESCRIÇÃO DA AÇÃO OU METODOLOGIA: Descrever com clareza e 
concisão (cerca de 20 linhas) as etapas necessárias, quais e como serão 
desenvolvidas as atividades para atingir os objetivos propostos, incluindo a 
alocação de recursos humanos necessários para a efetivação da proposta, 
possibilitando o entendimento da execução do projeto. Por exemplo, em caso de 
uma oficina de informática, para qual pretende-se a destinação de recursos para 
a aquisição de equipamentos de informática, as etapas devem prever: compra, 
instalação de equipamentos, adequação de espaço físico, contratação de 
instrutor, início das oficinas, duração do curso, etc. Caso o objetivo seja a 
qualificação de ação, projeto ou programa, já em andamento, favor referir. 
Sugestão: até 20 linhas. 
6. 6. IMPACTO: Este item refere-se a quais são os resultados esperados e 
repercussão do projeto para o público a que se destina, mantendo coerência com 
os objetivos e a justificativa. Sugestão: até 20 linhas. 
7. 7. PARCERIAS E INTERFACES: Este item deve identificar os apoios externos 
com quem será executado o projeto. Por interfaces entende-se órgãos da esfera 
pública (federal, estadual ou municipal) que cederão suas estruturas técnicas, 
humanas, administrativas, financeiras e de materiais, ao projeto. Por parceria 
entende-se empresas e /ou entidades e/ou organizações das comunidades que 
possam apoiar o projeto. Citar o nome da entidade/órgão e tipo de contribuição 
(financeira, técnica, RH ou outra). 
8. 8. RECURSOS: 8.1 Materiais Na descrição dos recursos deve constar todo e 
qualquer material necessário para a execução do projeto. (Ex.: em caso de 
reforma, listar os materiais que serão utilizados, tais como: canos, fios, 
argamassa, tinta, etc.), se necessário acrescentar mais linhas. O valor constante 
 
 
21 Educação Não Formal 
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deverá estar de acordo com o orçamento de menor valor, dentre os três 
orçamentos anexados ao projeto. 
8.2 Financeiros: Neste item deve constar o valor total do projeto e quanto será 
financiado pela entidade, parcerias/interfaces (comprovando a existência dos 
valores = contrapartida) e pela Justiça Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5. CLASSE HOSPITALAR E ATENDIMENTO PEDAGÓGICO 
DOMICILIAR 
 
O Ministério da Educação em sua Secretaria de Educação Especial, lançou em 
dezembro de 2002 o caderno “Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Domiciliar: 
estratégias e orientações” e é nele que vamos selecionar um texto para entendermos o 
trabalho do Pedagogo neste espaço não formal, o Hospital. 
 
O caderno na íntegra pode ser acessado no link: 
 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/livro9.pdf 
(Acesso em 26/11/2019) 
 
 
5.1. Classe Hospitalar 
A educação de crianças com necessidades educacionais especiais vem recebendo 
grande impulso na atualidade. A partir dos movimentos internacionais, a implantação de 
uma política de inclusão de alunos com necessidades especiais no sistema regular de 
ensino, tornou-se um compromisso universal. 
 
Nesse contexto, o Ministério da Educação por meio da Secretaria de Educação 
Especial, elaborou um documento com o objetivo de estruturar ações políticas de 
organização do sistema de atendimento educacional em ambientes hospitalares e 
domiciliares. 
 
O direito à educação se expressa como direito à aprendizagem e à escolarização, 
traduzido, fundamental e prioritariamente, pelo acesso à escola de educação básica, 
considerada como ensino obrigatório, de acordo com a Constituição Federal Brasileira. 
 
 A educação é direito de todos e dever do Estado e da família, devendo ser promovida 
e incentivada com a colaboração da sociedade, tendo em vista o pleno desenvolvimento da 
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho 
segundo a Constituição Federal no art. 205. 
 
 
23 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Conforme a lei, o não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua 
oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. 
 
O artigo 214 da Constituição Federal afirma, ainda, que as ações do Poder Público 
devem conduzir à universalização do atendimento escolar. Entretanto, diversas 
circunstâncias podem interferir na permanência escolar ou nas condições de construção do 
conhecimento ou, ainda, impedir a frequência escolar, temporária ou permanentemente. 
 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional afirma que, para garantir o 
cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas alternativas de 
acesso aos diferentes níveis de ensino (art. 5°, § 5°), podendo organizar-se de diferentes 
formas para garantir o processo de aprendizagem (art. 23). Dentre as circunstâncias que 
exigem formas alternativas de acesso e organização do ensino, estão aquelas que 
caracterizam a produção intelectual no campo da educação especial. Para os educandos 
com necessidades educacionais especiais, os sistemas de ensino deverão assegurar 
currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos para atender 
às suas necessidades (art. 59). 
 
O Conselho Nacional de Educação, por meio da Resolução n° 02, de 11/09/2001, 
define, entre os educandos com necessidades educacionais especiais, aqueles que 
apresentam dificuldades de acompanhamento das atividades curriculares por condições e 
limitações específicas de saúde (art.13, §1° e 20º). 
 
Por outro lado, o direito à saúde, segundo a Constituição Federal (art. 196),deve ser 
garantido mediante políticas econômicas e sociais que visem ao acesso universal e 
igualitário às ações e serviços, tanto para a sua promoção, quanto para a sua proteção e 
recuperação. 
 
Assim, a qualidade do cuidado em saúde está referida diretamente a uma concepção 
ampliada, em que o atendimento às necessidades de moradia, trabalho, e educação, entre 
outras, assumem relevância para compor a atenção integral. A integralidade é, inclusive, 
uma das diretrizes de organização do Sistema Único de Saúde, definido pela Lei (C.F., art. 
197 e 198). 
 
 
 
24 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Neste documento, as condições e limitações específicas decorrem de tratamentos 
de saúde física e mental, seja na circunstância de internação, como tradicionalmente 
conhecida, seja na circunstância do atendimento em hospital-dia e hospital-semana, seja 
no próprio domicílio ou, ainda, em serviços ambulatoriais de atenção integral à saúde 
mental. 
 
Outras condições específicas que dificultam o acompanhamento das atividades 
curriculares no ambiente da escola decorrem da permanência em estruturas de assistência 
psicossocial como as casas de apoio, as casas de passagem, as casas-lar, as residências 
terapêuticas e outras semelhantes, quando limitam ou impedem, por razões de proteção à 
saúde, proteção social ou segurança à cidadania, o deslocamento livre e autônomo de seus 
usuários pela cidade. 
 
Com relação à pessoa hospitalizada, o tratamento de saúde não envolve apenas os 
aspectos biológicos da tradicional assistência médica à enfermidade. 
 
A experiência de adoecimento e hospitalização implica mudar rotinas; separar-se de 
familiares, amigos e objetos significativos; sujeitar-se a procedimentos invasivos e 
dolorosos e, ainda, sofrer com a solidão e o medo da morte – uma realidade constante nos 
hospitais. Reorganizar a assistência hospitalar, para que dê conta desse conjunto de 
experiências, significa assegurar, entre outros cuidados, o acesso ao lazer, ao convívio com 
o meio externo, às informações sobre seu processo de adoecimento, cuidados terapêuticos 
e ao exercício intelectual. 
 
No tratamento ambulatorial, os mesmos aspectos de assistência integral devem ser 
respeitados e atendidos, dado que a experiência de adoecimento ou sofrimento psíquico 
implica não só restrições à própria autonomia, como a produção de um “novo andamento 
da vida”, ou seja, novas expectativas e projetos de vida. 
 
Na impossibilidade de frequência à escola, durante o período sob tratamento de 
saúde ou de assistência psicossocial, as pessoas necessitam de formas alternativas de 
organização e oferta de ensino de modo a cumprir com os direitos à educação e à saúde, 
tal como definidos na Lei e demandados pelo direito à vida em sociedade. 
 
 
 
25 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Esta atenção também diz respeito ao paradigma de inclusão e contribui para com a 
humanização da assistência hospitalar. 
 
5.2. Classes Hospitalares e Atendimento Pedagógico Domiciliar 
Denomina-se classe hospitalar o atendimento pedagógico-educacional que ocorre 
em ambientes de tratamento de saúde, seja na circunstância de internação, como 
tradicionalmente conhecida, seja na circunstância do atendimento em hospital-dia e 
hospital-semana ou em serviços de atenção integral à saúde mental. 
 
Atendimento pedagógico domiciliar é o atendimento educacional que ocorre em 
ambiente domiciliar, decorrente de problema de saúde que impossibilite o educando de 
frequentar a escola ou esteja ele em casas de passagem, casas de apoio, casas-lar e/ou 
outras estruturas de apoio da sociedade. 
 
5.2.1. Objetivos das classes hospitalares e do atendimento pedagógico domiciliar: 
 
 Elaborar estratégias e orientações para possibilitar o acompanhamento 
pedagógico-educacional do processo de desenvolvimento e construção do 
conhecimento de crianças, jovens e adultos matriculados ou não nos sistemas 
de ensino regular, no âmbito da educação básica e que se encontram 
impossibilitados de frequentar escola, temporária ou permanentemente; 
 Garantir a manutenção do vínculo com as escolas por meio de um currículo 
flexibilizado e/ou adaptado, favorecendo seu ingresso, retorno ou adequada 
integração ao seu grupo escolar correspondente, como parte do direito de 
atenção integral. 
 
5.2.2. Professor coordenador 
O professor que irá coordenar a proposta pedagógica em classe hospitalar ou em 
atendimento pedagógico domiciliar deve conhecer a dinâmica e o funcionamento peculiar 
dessas modalidades, assim como conhecer as técnicas e terapêuticas que dela fazem parte 
ou as rotinas da enfermaria ou dos serviços ambulatoriais e das estruturas de assistência 
social envolvidas, quando for o caso. 
 
 
26 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Do ponto de vista administrativo, deve articular-se com a equipe de saúde do 
hospital, com a Secretaria de Educação e com a escola de origem do educando, assim 
como orientar os professores da classe hospitalar ou do atendimento domiciliar em suas 
atividades e definir demandas de aquisição de bens de consumo e de manutenção e 
renovação de bens permanentes. 
 
5.2.3. Professor 
O professor que irá atuar em classe hospitalar ou no atendimento pedagógico 
domiciliar deverá estar capacitado para trabalhar com a diversidade humana e diferentes 
vivências culturais, identificando as necessidades educacionais especiais dos educandos 
impedidos de frequentar a escola, definindo e implantando estratégias de flexibilização e 
adaptação curriculares. 
 
Deverá, ainda, propor os procedimentos didático-pedagógicos e as práticas 
alternativas necessárias ao processo ensino-aprendizagem dos alunos, bem como ter 
disponibilidade para o trabalho em equipe e o assessoramento às escolas quanto à inclusão 
dos educandos que estiverem afastados do sistema educacional, seja no seu retorno, seja 
para o seu ingresso. 
 
O crescimento profissional do professor deve incluir sua busca de fazer parte da 
equipe de assistência ao educando, tanto para contribuir com os cuidados da saúde, quanto 
para aperfeiçoar o planejamento de ensino, manifestando-se segundo a escuta 
pedagógica12 proporcionada. A consulta ao prontuário e o registro de informações neste 
documento também pertence ao desenvolvimento das competências deste professor. 
 
O professor deverá ter a formação pedagógica preferencialmente em Educação 
Especial ou em cursos de Pedagogia ou licenciaturas, ter noções sobre as doenças e 
condições psicossociais vivenciadas pelos educandos e as características delas 
decorrentes, sejam do ponto de vista clínico, sejam do ponto de vista afetivo. Compete ao 
professor adequar e adaptar o ambiente às atividades e os materiais, planejar o dia-a-dia 
da turma, registrar e avaliar o trabalho pedagógico desenvolvido. 
 
 
 
 
 
 
27 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5.2.4. Profissional de apoio 
Nas classes hospitalares, o professor deve contar com um assistente de apoio, 
podendo o mesmo pertencer ao quadro de pessoal do serviço de saúde ou do sistema de 
educação. 
 
Outros profissionais de apoio, podem ser absorvidos pela criação de bolsas de 
pesquisa, bolsas trabalho, bolsas de extensão universitária ou convênios privados, 
municipais ou estaduais. Esses apoios podem ser profissionais de nível médio ou 
estudantes universitários das áreas da saúde e educação. A função desses será a de 
auxiliar o professor na organização do espaço e controle da frequência dos educandos; 
contribuir com a adequada higiene do ambiente e dos materiais, a desinfecção concorrente 
e terminal dos mesmos e o acompanhamento dos educandos para uso do banheiro e na 
alimentação em classe. 
 
No dia 19 de fevereiro deste ano (2015) a Secretaria da Educação do Estado deSão 
Paulo, publicou em sua página oficial informações sobre o programa do governo, em 
relação a Classe Hospitalar. 
 
 
 
28 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6. O PAPEL DO PEDAGOGO NAS EMPRESAS 
 
 A Pedagogia é um campo de estudo focado no aprendizado dos seres humanos, 
ela auxilia na descoberta de técnicas capazes de aprimorar a assimilação das informações, 
facilitando a compreensão de novos conhecimentos. 
 
A pedagogia empresarial é uma inovação na área da educação e formação de novos 
profissionais que gostariam de atuar fora das escolas assim como surge também a 
psicopedagogia empresarial, duas novas formas de atuação do Pedagogo especializado 
na área de Recursos Humanos, ou seja, preparado para trabalhar com a parte humana da 
empresa. 
 
Sendo assim, Pedagogia Empresarial utiliza métodos e técnicas para otimizar o 
processo de aprendizagem dos colaboradores de uma empresa. 
 
A empresa é mais uma possibilidade de atuação do pedagogo. Hoje as empresas 
preocupam-se com o desenvolvimento de seus funcionários para que estes apresentem um 
melhor desempenho e ampliem sua formação profissional. 
 
A formação do Pedagogo Empresarial é oferecida em cursos de especialização e 
mestrado, por diversas instituições de ensino superior. Os cursos são reconhecidos pelo 
Ministério da Educação e Cultura – MEC. Tem como objetivos: 
 Compreender o contexto socioeconômico e produtivo da organização, 
objetivando situar o trabalho como processo educativo e ético; 
 Desenvolver metodologias adequadas à utilização das tecnologias da 
informação e da comunicação nas práticas educativas; 
 Habilitar o aluno para instituir programas de qualificação e requalificação 
profissional; 
 Estruturar setores de treinamento. 
6.1. O pedagogo na empresa 
O Pedagogo ganha espaço na empresa atuando no setor de Recursos Humanos na 
Área de Desenvolvimento, trabalhando com o treinamento de pessoal, formando mão de 
obra ou atendendo necessidades específicas. 
 
 
29 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Nesse cenário, a Pedagogia aplicada aos negócios tem um papel importante. Cabe 
ao pedagogo analisar o contexto da empresa, acompanhar as necessidades dos 
funcionários e planejar ações que impulsionem o desenvolvimento deles e produza novos 
conhecimentos. 
 
Não se trata de um treinamento mecânico e a postura a ser adotada na empresa, 
pelo pedagogo, não é a mesma que é adotada na escola. 
 
O Pedagogo, visando os resultados coletivos, desenvolve projetos educacionais, 
seleciona e planeja cursos de aperfeiçoamento e capacitação, representa a empresa em 
negociações, convenções, simpósios, realiza palestras, aplica novas tecnologias, pesquisa 
a utilização e a implantação de novos processos. 
 
O pedagogo na empresa deve utilizar metodologias específicas para melhorar o 
conhecimento dos funcionários e os processos educacionais dentro da empresa, através 
de cursos, treinamentos ou dinâmicas, o objetivo é que os colaboradores produzam 
positivamente. 
 
A empresa deve ser considerada como um espaço educativo e por isso cabe ao 
pedagogo buscar estratégias e metodologias que garantam uma melhor aprendizagem. 
 
A Pedagogia Empresarial trabalha com conhecimentos, competências, habilidades 
e atitudes necessárias para uma melhor produtividade. 
 
6.2. O Movimento do Pedagogo 
O pedagogo deve estudar e selecionar as estratégias que podem ser usadas em 
cada situação de treinamento para evitar desperdício de tempo e perda do foco. 
 
O trabalho pedagógico dentro da empresa visa que o colaborador passe a agir de 
modo diferente do que vem realizando até então, mas deve-se ter segurança de que as 
pessoas estão preparadas para isso. 
 Algumas das vantagens da pedagogia empresarial são: 
 percepção e resolução de problemas; 
 melhoria do clima organizacional; 
https://sambatech.com/blog/educacao-corporativa/treinamento-distancia/
https://sambatech.com/blog/insights/dinamicas-para-treinamento/
 
 
30 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 produção de novos conhecimentos; 
 aperfeiçoamento frequente dos colaboradores; 
 identificação de pontos em que precisam melhorar; 
 gestão da motivação dos funcionários; 
 melhoria nos relacionamentos das equipes; 
 aumento da produtividade. 
 
“As organizações bem sucedidas são aquelas que sabem conquistar e motivar as 
pessoas para que elas aprendam e apliquem seus conhecimentos na solução dos 
problemas e na busca da inovação rumo a excelência” (KOULOPOULOS, 1997 apud 
CHIAVENATO, 2009, p.134) 
 
Segundo Lopes (2008), em um caso de assessoria pedagógica para uma empresa, 
o pedagogo não deve basear seu trabalho apenas na fala do contratante para realizar seu 
diagnóstico, uma vez que a visão do Pedagogo Empresarial tem de ser distanciada. Pode 
acontecer de o “problema” estar ou ser o próprio contratante/solicitante. 
 
O Pedagogo dentro da empresa tem como objetivo principal auxiliar o 
desenvolvimento comportamental e psicológico das pessoas, levando o grupo a se 
relacionar melhor uns com os outros aprendendo a respeitar e valorizar as ideias de cada 
um 
 
O tato e o profissionalismo de ambas as partes são fundamentais para se implantar 
um processo de mudança por meio de assessoria. Esta comunicação entre pedagogo e 
contratador é uma das tarefas mais desafiadoras no trabalho de assessoria ao mesmo 
tempo em que pode ser a mais comprometedora para a qualidade do trabalho. 
 
O maior objetivo do Pedagogo ou Psicopedagogo dentro das organizações é tentar 
mudar o comportamento das pessoas fazendo com que estas melhorem sua atuação e 
desempenho profissional, além de ajudar no seu crescimento pessoal. A educação pode 
mudar o comportamento e a motivação do ser humano uma vez que aquilo que está 
aprendendo seja algo que possa suprir suas necessidades pessoais, podendo assim 
alcançar seus objetivos e aspirações. 
 
 
 
31 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
O ser humano tem diferentes necessidades: os seres humanos são motivados por 
grande diversidade de necessidades. Um fator pode motivar o comportamento de uma 
pessoa hoje e pode não ter potência suficiente para determinar seu comportamento no dia 
seguinte. Por outro lado, o comportamento das pessoas é simultaneamente influenciado 
por um grande número de necessidades, que apresentam valências e quantidades 
diferentes (CHIAVENATO, 2009, p.163) 
 
Chiavenato (2002) nos leva a compreender que a qualidade de vida das pessoas 
pode aumentar através de sua constante capacitação e de seu crescente desenvolvimento 
profissional, pois pessoas treinadas e habilitadas trabalham com mais facilidade e 
confiabilidade, prazer e felicidade, além de melhorar na qualidade e produtividade dentro 
das organizações também deve haver relacionamentos interpessoais, pois o homem é um 
ser de relações, ninguém consegue ser autossuficiente e saber se relacionar também é um 
aprendizado. De acordo com Fritzen (2007), as convivências ajudam na reflexão e 
interiorização das pessoas, e também apresentam uma rejeição à sociedade egoísta em 
que vivemos. 
 
 
 
 
32 Educação Não Formal 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Classe hospitalar e atendimento pedagógico 
domiciliar: estratégias e orientações. / Secretaria de Educação Especial. – Brasília: 
MEC; SEESP, 2002. 
BOCK, A. M. B. et al. Psicologias: uma introdução no estudo da Psicologia. 14ed. 
São Paulo: Saraiva, 2009. 
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