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É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer 
meio ou processo, sem a expressa autorização do autor e das edições criadas pelo 
Eu Médico Residente ©. A violação dos direitos autorais dessa obra caracteriza 
crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções civis cabíveis. 
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seu conhecimento naquele tema. 
 
 
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memorização. 
 
 
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pontos mais importantes para sua prova. 
 
 
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apostila. 
 
 
Este símbolo indica que selecionamos uma questão direcionada para aquele trecho que você acabou 
de ler, para que você entenda como determinados conceitos são cobrados nas provas. 
 
 
 
E SE FOSSE VOCÊ NESTE PLANTÃO? ....................................................................................................................................... 6 
DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO ............................................................................................................................. 7 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................................... 7 
2 FISIOPATOLOGIA ............................................................................................................................................................... 7 
3 FATORES DE RISCO ............................................................................................................................................................ 9 
4 PREDIÇÃO E PREVENÇÃO ................................................................................................................................................ 10 
5 DEFINIÇÕES ..................................................................................................................................................................... 12 
5.1 HIPERTENSÃO ARTERIAL......................................................................................................................................... 12 
5.2 PRÉ-ECLÂMPSIA ...................................................................................................................................................... 12 
5.3 ECLÂMPSIA ............................................................................................................................................................. 16 
5.4 SÍNDROME HELLP ................................................................................................................................................... 17 
6 CONDUTA NA PRÉ-ECLÂMPSIA ....................................................................................................................................... 20 
6.1 NÃO FARMACOLÓGICA .......................................................................................................................................... 20 
6.2 FARMACOLÓGICA ................................................................................................................................................... 20 
6.3 INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO ................................................................................................................................ 24 
6.4 VIA DE PARTO ......................................................................................................................................................... 26 
7 PUERPÉRIO ...................................................................................................................................................................... 26 
8 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................................... 28 
9 QUESTÕES EXTRAS .......................................................................................................................................................... 29 
9.1 COMENTÁRIOS E GABARITOS ................................................................................................................................. 37 
 
 
 
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file:///D:/André%20Luiz/Trabalhos/EMR%20©/EMR%20©/Apostilas%20Extensivas/2022/GO/GO%20-%20Doenças%20Hipertensivas%20da%20Gravidez%20(2022%20Final2).docx%23_Toc108948524
 
 
 
SUS-BA 2022 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (ADAPTADO). Mulher, 35 anos de idade, nuligesta, com IMC de 35, 
hipertensa crônica, em uso de Nifedipina 40mg/dia, com bom controle dos níveis tensionais. Suspendeu a contracepção, 
pois desejava gestar. A paciente, agora, já na 37ª semana, evoluiu com cefaleia, escotomas e dor torácica. 
Durante o pré-natal, foi orientada pela equipe médica que, caso apresentasse tais sintomas, deveria procurar a 
Emergência. No pronto atendimento da maternidade, foram verificados seus níveis tensionais, apresentava PA: 160x110 
mmHg. Foi então administrada hidralazina endovenosa, iniciado esquema de Zuspan de Sulfato de Magnésio e, após 
controle do quadro, foi interrompida a gestação, nascendo um bebê do sexo feminino, pesando 2,800g, APGAR 8 e 9. 
 
 
 
 
 
 
EMR – Eu Médico Residente Ensino Ltda © 2022 
Todos os direitos reservados. 
CNPJ: 34.730.954/0001-71 
Sobre o caso clínico, responda aos questionamentos: 
1. Qual o diagnóstico da paciente e quais os fatores 
de risco a se destacar? 
2. Foi acertada a interrupção da gestação? 
3. Qual a melhor via de parto para a interrupção da 
gestação neste caso? 
4. Como é realizado o esquema de Zuspan utilizado 
no caso clínico e até que momento o Sulfato de 
Magnésio deve ser mantido? 
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• Em todo o mundo, as doenças hipertensivas na gestação estão entre as principais causas de mortalidade materna e 
perinatal. 
• Sabe-se que 10-15% das mortes maternas diretas estão associadas à pré-eclâmpsia/eclâmpsia. No entanto, 99% 
dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, já que, nesses locais, as condições socioeconômicas não 
favorecem a prática de hábitos de vida saudáveis e o acesso precoce ao pré-natal. 
• Na América Latina, as doenças hipertensivas são responsáveis por cerca de 26% das mortes maternas. Têm impacto 
importante também na morbidade materna, com insuficiência renal, edema agudo de pulmão, coagulopatias, 
acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e hepática, além de complicações fetais (restrição do crescimento e 
oligoâmnio, em decorrência, principalmente, de insuficiência placentária) e neonatais, como parto prematuro 
espontâneo ou induzido, situações que geram grande morbimortalidade perinatal. 
 
 
No Brasil, as doenças hipertensivas são a principal causa de mortalidade materna. 
 
 
• A fisiopatologia diretamente é pouco cobrada nas provas de residência, mas o seu entendimento é fundamental para 
compreender os conceitos e acontecimentos relacionados à doença e favorecer a fixação do assunto. Então, vamos 
entendê-la! 
• Para entender os distúrbios hipertensivos da gestação, nós precisamos entender a fisiopatologia da pré-eclâmpsia.As artérias arqueadas, ramos da artéria uterina, dão origem às artérias espiraladas, que vão nutrir o miométrio e o 
endométrio. Na mulher que não está gestante, essas artérias têm pequeno calibre. Na gestante, essas artérias vão 
aumentar seu calibre na medida em que ocorre a invasão do trofoblasto na parede uterina, para melhorar o aporte 
de sangue na placenta. 
 
 
Figura 1 – Anatomia da circulação uteroplacentária. Fonte: MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; REZENDE FILHO, Jorge de. Obstetrícia 
Fundamental, Rezende. 13 Ed. Guanabara Koogan, 2014. 
 
Espaço Interviloso. 
Decidua. 
Miométrio. 
Artéria 
Espiralada. 
Artéria Radial. 
Artéria Arqueada. 
Artéria Uterina. 
Artéria Arqueada. 
Peritônio. 
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• No primeiro trimestre de gestação, entre 6 e 12 semanas, ocorre a primeira onda de invasão trofoblástica, fenômeno 
no qual o trofoblasto placentário invade a decídua materna, atingindo o endométrio. Com isso, ocorre o 
remodelamento das artérias espiraladas, com ampliação do seu lúmen. Assim, acontece a diminuição da resistência 
desses vasos, favorecendo o desenvolvimento fetal. 
• A segunda onda de invasão trofoblástica ocorre entre 16 e 20 semanas, na qual o trofoblasto invade o miométrio, 
ampliando ainda mais a capacidade das artérias espiraladas e transformando-as em vasos de baixa resistência (e alto 
fluxo para nutrir a placenta e consequentemente o feto). Entretanto, nas pacientes com pré-eclâmpsia (PE), essa 
segunda onda de invasão não ocorre. Como consequência, as artérias espiraladas têm resistência aumentada, o que 
reduz a perfusão placentária e causa hipóxia. Como consequência, há desenvolvimento de estresse oxidativo, 
produção de fatores inflamatórios e antiangiogênicos. 
 
 
Figura 2 – Invasão Trofoblástica na Pré-Eclâmpsia (B) e na Gestação Normal (C). Fonte: Adaptado de MOFFETT-KING, A. Natural Killer Cells and 
Pregnancy. Nature Reviews Immunology, v. 2, n. 9, p. 656-663, Setembro 2002. 
 
 
Na pré-eclâmpsia, ocorre falha/ausência da 2ª onda de invasão trofoblástica. A idade gestacional exata, 
em que ocorre o início e o término de cada uma das ondas de invasão trofoblástica, varia de acordo 
com a referência. 
 
 
• Podemos dividir a fisiopatologia da pré-eclâmpsia em estágios pré-clínico e clínico, descritos por Redman e Sargent. 
• No estágio pré-clínico, alterações no desenvolvimento placentário e insuficientes modificações na circulação uterina 
respondem por hipóxia do tecido placentário e, principalmente, pelo fenômeno de hipóxia e reoxigenação, 
determinando o desenvolvimento de estresse oxidativo e a produção excessiva de fatores inflamatórios e 
antiangiogênicos. Nessa fase, os sinais e sintomas clínicos ainda estão ausentes. 
 
 
Figura 3 – Estágios da Pré-Eclâmpsia segundo Redman e Sargent. Fonte: Adaptado de: MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; REZENDE FILHO, Jorge 
de. Obstetrícia Fundamental, Rezende. 13.Ed. Guanabara Koogan, 2014. 
 
Miométrio. 
Citotrofoblasto. 
Decídua. 
Placenta. 
Artéria 
Espiralada. 
C B A 
GRAVIDEZ NORMAL. PRÉ-ECLÂMPSIA NÃO GRÁVIDA 
Diagnóstico Clínico da Pré-Eclâmpsia. 
Início da Circulação Uteroplacentária. 
Implantação. 
Concepção. 
Exposição Pré-Concepcional ao Sêmen. 
Reposição Inflamatória Sistêmica. 
Estresse Oxidativo Placentário. 
Estágio 3. 
Células NK, Macrófagos, 
Citotrofoblastos extraviloso. 
Placentação Defeituosa. 
Estágio 2. 
Células T, T(reg), Células Dendríticas, 
IDO. 
Desregulação Imunológica. 
Estágio 1. 
Estágio 0. 
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• No estágio clínico, a disfunção placentária e os fatores liberados por ela lesam o endotélio sistemicamente. Com isso, 
a paciente manifesta clinicamente hipertensão arterial e comprometimento de órgãos-alvo. A liberação de fatores 
antiangiogênicos e pró-inflamatórios, associada à redução de óxido nítrico e prostaciclina (vasodilatadores) e ao 
aumento de tromboxano A2 (vasoconstritor), é importante no estímulo à vasoconstrição, que leva ao 
comprometimento de órgãos-alvo, à formação de trombos e à hipertensão arterial. 
• Nos rins, a lesão endotelial se manifesta pela lesão glomerular (glomeruloendoteliose ou endoteliose glomerular), 
típica da pré-eclâmpsia e responsável pela proteinúria. 
• A lesão endotelial também leva ao aumento da permeabilidade vascular e à consequente perda de líquido para o 
terceiro espaço, dando origem ao edema característico da pré-eclâmpsia. 
• O desenvolvimento de hipertensão ocorre devido à vasoconstrição, a fim de compensar o fluxo placentário deficiente. 
 
 
Figura 4 – Fisiopatologia da Pré-Eclâmpsia. Legenda: DHL - desidrogenase láctica; PGI2 - prostaciclina; TGO - aspartato aminotransferase; TGP - alanina 
aminotransferase; TXA2 - tromboxano A2. Fonte: Adaptado de: Zugaib, Marcelo; Francisco, Rossana Pulcineli Vieira (eds). Zugaib Obstetrícia 
[3 Ed.]. BARUERI: Manole, 2016. 
 
 
• A etiologia exata da pré-eclâmpsia ainda é desconhecida, porém, alguns fatores de risco já foram identificados. Estão 
relacionados ao aumento no risco de desenvolver pré-eclâmpsia: 
− Primeira gestação e/ou mudança de parceiro (provavelmente, devido ao primeiro contato com antígenos paternos que 
desencadeiam a liberação de fatores inflamatórios); 
− Gestações múltiplas e mola hidatiforme, pela maior massa placentária. Inclusive, na doença trofoblástica gestacional 
pode haver pré-eclâmpsia precoce (antes de 20 semanas); 
− História de pré-eclâmpsia, em gestação anterior ou história familiar de pré-eclâmpsia; 
− Doença vascular preexistente: hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus ou gestacional, trombofilias, Lúpus 
Eritematoso Sistêmico (LES), Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAAF); 
− Obesidade – IMC > 30 kg/m2 (provavelmente pelo estado de inflamação crônica); 
 
Cerebrais: 
− Espasmos Vasculares; 
− Edema; 
− Hipoxia; 
− Convulsão. 
 
Hematológicas: 
− Trombocitopenia; 
− Hemólise 
microangiopática; 
 
Uterinas: 
− Hipertonia; 
− Descolamento Prematuro 
de Placenta; 
 
Placentárias: 
− Insuficiência Placentária; 
− Baixo Peso Fetal; 
− Sofrimento Fetal; 
− Óbito Fetal. 
 
Renais: 
 Retenção de Sódio; 
 Fluxo Plasmático Renal; 
 Filtração Glomerular; 
 Ácido Úrico; 
Endoteliose Glomerular; 
Proteinúria. 
 
Hepáticas: 
 TGO e TGP; 
 Bilirrubina; 
 DHL; 
Hematoma e Rotura Hepática. 
 
Hemodinâmicas: 
 Resistência Vascular; 
Hipertensão Arterial; 
 Volume Plasmático; 
 Permeabilidade Capilar; 
Edema. 
 
Vasoespasmo Arteriolar. 
Tecido Trofoblástico Aumentado. 
Fatores Ambientais. 
Doença Vascular Materna. 
Desequilíbrio Oxidativo. 
 Reatividade Vascular; 
 Permeabilidade Capilar; 
Ativação do Sistema de Coagulação. 
 TXA2/PGI2  Fibronectina  Endotelina. 
Lesão Endotelial. 
Perfusão Placentária Diminuída. 
Invasão Trofoblástica Inadequada. 
Fator Imunogenético. 
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− Idade > 40 anos ou < 18 anos (algumas referências citam idade > 35 anos); 
− Doença renal: o risco varia, a depender da taxa de filtração glomerular e da presença ou ausência de hipertensão; 
− Reprodução assistida; 
− Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). 
 
 
O tabagismo é considerado fator de proteção para pré-eclâmpsia. 
 
Tabela 1 – Fatores de Risco Relacionados à Ocorrência de Pré-Eclâmpsia. PAD = pressão arterial diastólica (mmHg). 
Fonte: FEMINA, Publicação Oficial da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, v. 47, n. 5, 2019. 
Característica Clínica: Risco Relativo: 
Hipertensão arterial crônica (PAD 80-89 na primeira consulta pré-natal) 1,38 (1,01-1,87) 
Idade > 40 anos e primípara 1,69 (1,23-2,29) 
Idade > 40 anos e multípara 1,96 (1,34-2,87) 
IMC > 30 kg/m2 na primeira consulta de pré-natal 2,12 (1,56-2,88) 
História familiar de pré-eclâmpsia (mãe, avó, irmã) 2,90 (1,70-4,93) 
Nuliparidade 2,91 (1,28-6,61) 
Gestão múltipla 2,93 (2,04-4,21) 
Diabetes Mellitus preexistente 3,56 (2,45-4,99) 
Históriapregressa de pré-eclâmpsia 7,19 (5,85-8,83) 
Síndrome de anticorpo antifosfolípide 9,72 (4,34-21,75) 
 
 
• A predição da pré-eclâmpsia ainda é um tema controverso. Ainda não há evidências que justifiquem o uso rotineiro 
de biomarcadores com o objetivo de predição da pré-eclâmpsia. São exemplos o Doppler das artérias uterinas, no 
primeiro e segundo trimestres, e os seguintes marcadores sanguíneos: PAPP-A (pregnancy-associated plasma protein 
A), ADAM-12 (disintegrin and metalloproteinase-12), PP-13 (placental protein-13), ácido úrico, leptina, homocisteína, 
sFlt-1 (soluble fms-like tyrosine kinase-1) e PlGF (placental growth factor), além de marcadores urinários, como a 
albuminúria e a calciúria: 
− sFlt-1: Fator antiangiogênico aumentado na pré-eclâmpsia; 
− PAPP-A: Aumentado na pré-eclâmpsia; 
− PIGF: Reduzido na pré-eclâmpsia; 
− A relação sFlT-1/PlGF está aumentada na pré-eclâmpsia. Uma relação ≤ 38, em pacientes com suspeita de PE, ajuda a 
excluir o diagnóstico de PE a médio prazo (por até 1 semana); valores desta relação ≥ 85 ou ≥ 110 são altamente 
sugestivos para o diagnóstico de PE precoce e tardia, respectivamente. 
• O screening combinado (incluindo fatores maternos e pressão arterial média + Doppler das artérias uterinas + 
marcadores bioquímicos) é recomendado por algumas entidades como o modelo de triagem mais eficiente (embora 
não custo-efetivo) na definição do risco para pré-eclâmpsia (predição). Através de um algoritmo combinado, calcula-
se o risco e, quando superior a 1:100, é considerado alto risco e a paciente tem indicação de receber medicações para 
reduzir a progressão para pré-eclâmpsia. Algumas entidades recomendam este rastreio como universal a ser realizado 
no primeiro trimestre entre 11-14 semanas. 
• Sabe-se que o Doppler das artérias uterinas, em pacientes de risco para PE, mostrando incisuras protodiastólicas 
persistentes além da 23ª semana (outras referências citam acima de 26 semanas) de gestação, identifica uma 
circulação placentária de alta resistência. Em geral, a alta resistência é fruto da deficiência de invasão vascular pelo 
trofoblasto e consequente risco aumentado de PE e/ou Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) na gestação atual. A 
maior utilidade do Doppler está relacionada ao seu alto valor preditivo negativo: se uma paciente que tem alto risco 
clínico para PE tiver uma Dopplerfluxometria indicando bom fluxo diastólico nas artérias uterinas, seu risco de 
desenvolver PE diminui. Não há utilidade em realizá-lo nas gestantes de baixo risco clínico para PE e CIUR, pois não é 
capaz de identificar risco aumentado nessa população. 
 
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• Como a incidência de pré-eclâmpsia é baixa na população geral (2-5%) e todos os testes preditivos não oferecem 
sensibilidade razoável, a OMS, o ACOG e a FEBRASGO recomendam que a “predição” para pré-eclâmpsia seja baseada 
na história clínica da paciente (fatores de risco). 
 
Tabela 2 – Fatores para Definição do Risco para Pré-Eclâmpsia. Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção 
Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Gestação de Alto Risco 
[Recurso Eletrônico] / High-Risk Pregnancy Manual. 1ª Edição, 2022, Versão Preliminar. Brasília: Ministério 
da Saúde, 2022. 
RISCO CONSIDERADO: APRESENTAÇÃO CLÍNICA/OBSTÉTRICA: 
Alto Risco: 
História de pré-eclâmpsia, principalmente acompanhada de 
desfechos adversos. 
Gestação múltipla. 
Obesidade (IMC > 30). 
Hipertensão arterial crônica. 
Diabetes tipo 1 ou 2. 
Doença renal. 
Doenças autoimunes (ex.: lúpus, síndrome antifosfolípide). 
Risco Moderado: 
Nuliparidade. 
Intervalo > 10 anos desde a última gestação. 
História familiar de pré-eclâmpsia (mãe e/ou irmãs). 
Baixo nível socioeconômico. 
Etnia afrodescendente. 
Idade ≥ 35 anos. 
História pessoal de baixo peso ao nascer. 
Gravidez prévia com desfecho adverso. 
 
• Através dos fatores de risco, indicamos intervenção medicamentosa, visando reduzir o risco de pré-eclâmpsia, caso a 
paciente apresente 1 fator de alto risco ou 2 fatores de risco moderado: 
− Ácido Acetilsalicílico (AAS): Droga que apresenta melhor evidência de redução de risco (60%), na dose de 100-
150mg/dia. Inicia-se de 12 semanas a 36 semanas, idealmente se iniciando antes da 16ª semana; 
− Cálcio: Dieta rica em cálcio está indicada para todas as gestantes. A suplementação com 1-2 gramas está recomendada 
durante a gestação para as pacientes com risco de desenvolver pré-eclâmpsia e/ou que apresentem dieta pobre em 
cálcio. Também tem impacto na redução do risco (50-78%), embora a evidência seja menos robusta que a do AAS. 
 
 
Caso a questão indique as medidas farmacológicas para reduzir risco de pré-eclâmpsia, o indicado é 
AAS + Cálcio. Caso não tenha uma alternativa com as duas medicações, o AAS deverá ser a alternativa 
de escolha. 
 
 
 
O QUE NÃO REDUZ RISCO DE DESENVOLVER PRÉ-ECLÂMPSIA: 
− Repouso; 
− Restrição de sódio na dieta (tem papel apenas para as hipertensas crônicas); 
− Antioxidantes (vitamina C e E); 
− Vitamina D; 
− Ômega-3; 
− Enoxaparina (indicado apenas nas trombofilias). 
 
 
 
SES-PE 2019 ACESSO DIRETO. 
São fatores de risco para pré-eclâmpsia todos abaixo citados, EXCETO: 
 
 
 
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A. Tabagismo. 
B. Gestação múltipla. 
C. Obesidade. 
D. Doenças autoimunes. 
E. Hipertensão crônica. 
 
COMENTÁRIO: É importante conhecer os fatores de risco para pré-eclâmpsia, pois, como a causa ainda 
é desconhecida, o conhecimento dos fatores de risco permite a prevenção secundária dessa doença. 
Os principais fatores de risco envolvidos na pré-eclâmpsia são: nuliparidade, provavelmente devido ao 
primeiro contato com antígenos paternos que desencadeiam a liberação de fatores inflamatórios; 
gestações múltiplas, pela maior massa placentária; história de pré-eclâmpsia em gestação anterior ou 
história familiar de pré-eclâmpsia; doença vascular preexistente, como doenças autoimunes; 
obesidade (IMC > 30 kg/m2); e hipertensão crônica. 
O tabagismo, por si só, está relacionado à hipoperfusão placentária e à hipóxia fetal pelo mecanismo 
de vasoconstrição, causado pelos componentes do cigarro. No entanto, não é considerado fator de 
risco para pré-eclâmpsia, mas sim fator de proteção. Em experimento in vitro, o cigarro aumenta os 
níveis de fator de crescimento placentário, o que é o oposto do que ocorre na pré-eclâmpsia. 
Entretanto, esse benefício não tem mais peso, quando comparado aos múltiplos riscos obstétricos 
envolvidos no tabagismo. RESPOSTA: Letra A. 
 
 
 
 
• Hipertensão na gravidez é a elevação da pressão arterial sistólica (PAS) > 140mmHg e/ou diastólica (PAD) > 90mmHg. 
O diagnóstico é firmado através de 2 aferições em um intervalo de 4 horas (ambulatorial) ou 15 minutos (emergência), 
com manguito adequado à circunferência braquial, paciente em repouso e adequadamente posicionada: 
− HIPERTENSÃO PRÉVIA À GESTAÇÃO (CRÔNICA): Hipertensão é dita crônica ou prévia quando a paciente tem um 
diagnóstico prévio (sabidamente hipertensa antes de engravidar) ou quando o diagnóstico é dado antes de 20ª semana 
de gestação. Neste caso, a hipertensão não é causada por toda a fisiopatologia tratada anteriormente; 
− HIPERTENSÃO ARTERIAL GESTACIONAL: Entende-se por gestacional a hipertensão desenvolvida na gestação após a 20ª 
semana na ausência de lesões de órgãos-alvo e de sinais de gravidade. Pode evoluir para pré-eclâmpsia em 10-50% dos 
casos. A hipertensão deve desaparecer em até 12 semanas após o parto. 
 
 
• Na pré-eclâmpsia, a hipertensão arterial inicia-se tipicamente após 20 semanas de gestação, após falha na ocorrência 
da 2ª onda de invasão trofoblástica. É classicamente associada a proteinúria significativa, já que o grande marco da 
lesão endotelial é a glomeruloendoteliose. 
 
 
 
PROTEINÚRIA NA GESTAÇÃO: 
− A proteinúria na gestação é definida pelas seguintes formas: 
✓ Proteinúria de24 horas > 300 mg; 
✓ Relação em amostra isolada de urina de Proteína / Creatinina > 0,3 mg/dL; 
− Na impossibilidade dos métodos acima, podemos utilizar a avaliação qualitativa em fita: 
✓ Proteinúria de fita > 1 +* (Dipstick) [algumas fontes, como o ACOG, adotam > 2 +]. 
 
 
 
• No entanto, podemos dar diagnóstico de pré-eclâmpsia, mesmo na ausência de proteinúria, se houver 
comprometimento sistêmico ou disfunção de órgãos-alvo (trombocitopenia, disfunção hepática, insuficiência renal, 
edema pulmonar, iminência de eclâmpsia ou eclâmpsia) ou sinais de comprometimento placentário (restrição de 
crescimento fetal e/ou alterações de Dopplervelocimetria); 
 
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Tabela 3 – Disfunções Orgânicas Maternas na Pré-Eclâmpsia. Fonte: Os Autores, Eu Médico Residente ©. Baseado em: Brasil. Ministério da Saúde. 
Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Gestação de Alto Risco [Recurso 
Eletrônico] / High-Risk Pregnancy Manual. 1ª Edição – 2022 – Versão Preliminar. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 
DISFUNÇÕES ORGÂNICAS MATERNAS NA PRÉ-ECLÂMPSIA: 
Trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm3). 
Disfunção hepática (transaminases ≥ 2 vezes o valor de referência). 
Insuficiência renal (creatinina ≥ 1,2 mg/dL ou o dobro do valor basal). 
Edema agudo de pulmão. 
Iminência de eclâmpsia ou eclâmpsia. 
 
 
A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão arterial que aparece após a 20ª semana, associada à 
proteinúria ou lesões de órgão-alvo. 
 
 
• Quanto à idade gestacional no diagnóstico, a pré-eclâmpsia (PE) pode ser classificada em: 
− PE precoce: < 34 semanas de gestação; 
− PE tardia: > 34 semanas; 
− PE pré-termo: < 37 semanas; 
− PE termo: > 37 semanas. 
 
 
PRÉ-ECLÂMPSIA PRECOCE X TARDIA: 
− PRECOCE (< 34 semanas): está, geralmente, associada ao maior comprometimento do desenvolvimento 
placentário e da circulação uteroplacentária, com avaliação Dopplervelocimétrica anormal das artérias 
uterinas, fetos com restrição de crescimento e piores desfechos maternos e perinatais; 
− TARDIA (> 34 semanas): frequentemente, associa-se às síndromes metabólicas, inflamação e 
comprometimento endotelial crônicos. Assim, é comum a presença de obesidade e doenças crônicas. 
A avaliação do compartimento uteroplacentário, muitas vezes, apresenta-se dentro da normalidade ou 
pouco alterada. Acredita-se que desfechos maternos e perinatais são mais favoráveis, principalmente 
por ser uma manifestação mais próxima do termo, porém, isso não significa que a doença possa ser 
considerada com menor cuidado. 
 
 
• Adicionalmente, a pré-eclâmpsia costuma ser classificada conforme a gravidade em: 
− PE sem sinais de gravidade: Elevação pressórica após 20 semanas, associada ao achado de proteinúria e SEM QUALQUER 
SINAL DE GRAVIDADE; 
− PE com sinais de gravidade (PE Grave): Elevação pressórica na gestação, associado à presença de qualquer marcador de 
gravidade – clínico ou laboratorial. 
 
 
O que entidades, como o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG), costumam 
denominar pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, algumas fontes, como a FEBRASGO, denominam de 
sinais e sintomas de deterioração clínica. 
 
 
• Os achados que indicam gravidade na pré-eclâmpsia são elencados abaixo (destacamos os mais cobrados em provas): 
− CLÍNICOS: 
✓ Sinais: 
− Hipertensão arterial severa – PAS > 160 e/ou PAD > 110 mmHg (repetido e confirmado); 
− Edema pulmonar; 
− Oligúria (diurese < 500mL/24h); 
 
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− Descolamento prematuro de placenta; 
− Acidentes vasculares encefálicos ou infarto agudo do miocárdio; 
− Convulsão (Eclâmpsia); 
− Hiper-reflexia. 
✓ Sintomas (sintomas de iminência de eclâmpsia): 
− Alterações visuais (desde fotofobia, fosfenas e escotomas até amaurose); 
− Cefaleia aguda que não responde a analgésicos comuns e sem outra causa que justifique; 
− Dor no andar superior do abdome (epigastralgia ou hipocôndrio direito) persistente que não responde a 
analgésicos comuns e sem outra causa que justifique. Náuseas e vômitos; 
− Dor torácica, queixa que deve ser valorizada, se estiver acompanhada ou não por alterações respiratórias, 
situação que pode ser o resultado de intensa vasculopatia cardíaca e/ou pulmonar. 
− LABORATORIAIS: 
✓ Plaquetopenia (contagem de plaquetária < 100.000 x 109/L); 
✓ Elevação das enzimas hepáticas, TGO e TGP – 2 vezes o valor da normalidade ou > 70 U/L segundo algumas fontes 
(o TGO/AST tende a estar mais elevado inicialmente que o TGP/ALT); 
✓ Insuficiência renal – Cr > 1,2 mg/dL ou o dobro da creatinina basal (entidades como o ACOG adotam o valor de Cr > 
1,1 mg/dL). 
• O valor da proteinúria, desde 2013, não é mais considerado como critério de gravidade, já que ele, por si só, tem uma 
correlação fraca com os desfechos materno e fetal. Como critério de gravidade, também foi removida a proteinúria 
maciça (5g/24 horas) e a restrição de crescimento fetal. 
• As pacientes com pré-eclâmpsia podem evoluir para formas graves, como a eclâmpsia e síndrome HELLP (Hemolysis, 
Elevated Liver enzymes and Low Platelets). 
 
 
 
EXAMES MÍNIMOS NA PRÉ-ECLÂMPSIA: 
− Hemograma (particularmente hematócrito, hemoglobina e plaquetas); 
− Desidrogenase láctica (DHL); 
− Bilirrubinas totais e frações; 
− Creatinina (a dosagem de ureia não é necessária de rotina, apenas se suspeita de lesão renal ou síndrome 
hemolítico-urêmica); 
− Transaminase oxalacética (TGO/AST). 
 
* Para avaliação do comprometimento hepático, apenas a dosagem de AST se mostra suficiente, já que está associada à 
necrose periportal, que ocorre na PE (diferente de doenças hepáticas parenquimatosas, em que prevalece o aumento da 
ALT). 
** ÁCIDO ÚRICO: O nível sérico de ácido úrico, por si, não indica intervenções isoladamente, mas a elevação deste exame está 
associada a resultados desfavoráveis. 
 
 
 
 
PRÉ-ECLÂMPSIA SOBREPOSTA (SUPERPOSTA, SUPERAJUNTADA): Paciente previamente hipertensa que 
após a 20ª semana de gestação apresentou as manifestações clínicas da pré-eclâmpsia sobrepostas à 
hipertensão crônica. Essas manifestações clínicas são: 
− Aparecimento de proteinúria significativa em uma paciente que previamente não apresentava 
proteinúria OU piora da proteinúria (dobrar o valor) em uma paciente que já apresentava proteinúria 
desde o início da gestação; 
− Necessidade de associação de anti-hipertensivos ou aumento das doses terapêuticas iniciais; 
− Na ocorrência de disfunção de órgãos-alvo. 
 
 
 
 
A pré-eclâmpsia está associada a diversas alterações na retina, que podem ser avaliadas durante o 
exame de fundo de olho, sendo a mais frequente delas a vasoconstrição das arteríolas retinianas, que 
pode estar presente em mais da metade das pacientes com pré-eclâmpsia. 
 
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Além dela, também podemos encontrar cruzamentos arteriovenosos patológicos (muito associados à 
HAS crônica), exsudatos, hemorragias retinianas e descolamento seroso da retina. 
 
 
 
 
Figura 5 – Retinopatia de Purtscher causada por Isquemia Coroidal e Infarto na Pré-Eclâmpsia. A - A oftalmoscopia mostra 
lesões espalhadas, amareladas e opacas da retina (setas); B - A fase tardia da angiofluorescência demonstra áreas 
de intensa hiperfluorescência representando “poças” de corante extravasado. Fonte: Sheffield, J. S. Williams 
Obstetrics (24th Edition.). New York: McGraw-Hill Education, 2014. 
 
 
 
 
UFF-RJ 2020 ACESSO DIRETO. Considerando os valores de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão 
arterial diastólica (PAD), a pré-eclâmpsia pode ser definida como: 
A. Hipertensão arterial prévia, que se mantém na gestação, com ou sem proteinúria. 
B. Proteinúria associada à hipertensão, definida como PAS ≥120mmHg e/ou PAD ≥80 mmHg. 
C. Hipertensão, edema e proteinúria, que se manifesta em qualquer fase da gestação. 
D. PAS ≥140mmHg e/ou PAD≥90mmHg, a partir da 20ª semana de gestação,associada à proteinúria. 
E. Hipertensão relatada pela gestante no domicílio, mas que não é confirmada na consulta de pré-natal. 
 
COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia pode ser definida como hipertensão arterial, após 20 semanas de 
gestação, associada à proteinúria significativa ou aos sinais de gravidade. A proteinúria significativa 
pode ser medida através: da proteinúria de 24 horas > 300 mg ou relação proteína/creatinina > 0,3 ou 
pela avaliação qualidade, através do dipstick > +1. A pré-eclâmpsia com sinais de gravidade é uma 
forma de apresentação que evolui com sinais de deterioração clínica, como crise hipertensiva (PAS > 
160 e/ou PAD > 110 mmHg), sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia, escotomas, hiper-reflexia), 
eclâmpsia, síndrome HELLP, dentre outros. 
A hipertensão prévia à gestação é chamada de hipertensão arterial crônica e é definida pela presença 
de hipertensão arterial antes de 20 semanas de gestação com ou sem proteinúria (Letra A: 
INCORRETA); pré-eclâmpsia se manifesta após 20 semanas, devido à falha na segunda onda de 
migração trofoblástica. 
O edema não é considerado um critério para diagnóstico e a hipertensão arterial na gestante é 
considerada como PAS > 140 e/ou PAD > 90 mmHg. (Letras B, C e E: INCORRETAS). 
RESPOSTA: Letra D. 
 
 
 
• A predição de desfechos adversos na pré-eclâmpsia é uma importante ferramenta ao auxiliar na decisão de condutas. 
Com esse objetivo, foi criado o PIERS (Preeclampsia Integrated and Estimated Risks), uma calculadora que usa um 
modelo matemático com valor preditivo, para avaliar as chances de desfechos adversos em até 48h, a partir da 
admissão da paciente. Os eventos adversos, considerados no modelo PIERS, são: eclâmpsia, coma, cegueira central, 
descolamento de retina, acidente vascular cerebral, descolamento prematuro da placenta, coagulopatia, disfunção 
hepática grave, hematoma hepático, edema pulmonar, infarto do miocárdio, insuficiência renal aguda e ascite. 
 
 
 
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Figura 6 – Calculadora fullPIERS, com exemplo de situação clínica, dados laboratoriais e o cálculo resultante. 
Fonte: Modificado de FEMINA, Publicação Oficial da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, v. 47, n. 5, 2019. 
 
 
• A eclâmpsia é definida por crise convulsiva tônico-clônica generalizada, autolimitada nas gestantes com diagnóstico 
de pré-eclâmpsia e que não sejam explicadas por outras causas (como epilepsia). Pode ocorrer ante, intra ou pós-
parto. 
• A eclâmpsia pode ser a primeira manifestação dessas pacientes (antes de apresentar outros sinais de gravidade ou 
mesmo a hipertensão). 
• Se houver déficit neurológico, alterações visuais persistentes, convulsões de difícil controle ou refratárias ao MgSO4 
e crise convulsiva com menos de 20 semanas, sem associação com a doença trofoblástica gestacional, após 48-72h 
do parto, deve-se proceder à investigação com exame de imagem visando excluir outras causas, pois essas alterações 
podem estar associadas a lesões expansivas, acidentes vasculares, intoxicações, dentre outras causas. 
• No atendimento inicial das pacientes com eclâmpsia, deve-se priorizar a estabilização da paciente, atentando-se para 
alguns cuidados, como: posicionar a gestante em decúbito lateral esquerdo e elevado, para assegurar a 
permeabilidade das vias aéreas; prover suporte de oxigênio nasal com cateter ou máscara, e providenciar acesso 
venoso periférico. O tratamento da eclâmpsia é o sulfato de magnésio (MgSO4) e pode acontecer antes, durante e 
após o parto. 
 
 
LESÃO DE ÓRGÃO-ALVO: SISTEMA NERVOSO CENTRAL! 
Existem duas síndromes que representam formas de lesão a nível de sistema nervoso central/encéfalo 
na pré-eclâmpsia e que podem aparecer em provas: 
 
 
% 26,5 
Probabilidade de desfecho adverso: 
CALCULAR 
 
AST/SGOT (U/L): 
Unidades de Interruptor (SL) 
 
Creatinina (mg/dL): 
 
Plaquetas (x109/L): 
% 97 
Sp02% (usar 97% se desconhecido): 
Não 
O paciente mostra dor torácica ou dispneia? 
dias semanas 
Idade gestacional (idade gestacional no parto, 
se diagnóstico de pré-eclâmpsia for pós-parto). 
Português 
fullPIERS CALCULATOR Help 
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− Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome (PRES): A síndrome de encefalopatia posterior reversível 
é um conjunto de sinais e sintomas neurológicos clínicos, como perda ou déficit de visão, convulsão, dor 
de cabeça e alteração sensorial ou confusão. Embora a suspeita de PRES seja aumentada no contexto 
dessas características clínicas, o diagnóstico de PRES é feito pela presença de edema vasogênico e 
hiperintensidades nos aspectos posteriores do cérebro na ressonância magnética. As mulheres estão 
particularmente em risco de PRES nos contextos de eclâmpsia e pré-eclâmpsia com cefaleia, consciência 
alterada ou anormalidades visuais; 
− Síndrome de Vasoconstrição Cerebral Reversível: Outra condição que pode ser confundida com 
eclâmpsia ou pré-eclâmpsia. É caracterizada por estreitamento multifocal reversível das artérias do 
cérebro com sinais e sintomas que normalmente incluem dor de cabeça súbita e, menos comumente, 
déficits neurológicos focais relacionados a: edema cerebral, acidente vascular cerebral ou convulsão. 
O tratamento de mulheres com PRES e síndrome de vasoconstrição cerebral reversível pode incluir controle 
da hipertensão, medicação antiepiléptica e acompanhamento neurológico de longo prazo. 
 
 
Figura 7 – Ressonância Magnética vendo Hipersinal Bilateral nas Regiões Occipitais nas Sequências FLAIR Axiais, Caso de PRES. 
Fonte: Lamy, C., Oppenheim, C., & Mas, J. L. Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome. Neurologic Aspects of 
Systemic Disease Part III, 2014. 
 
 
 
• Síndrome que se apresenta em 10-20% das gestações com pré-eclâmpsia grave. 
• A fisiopatologia da doença não está esclarecida, mas é considerada o comprometimento hepato-hematológico da PE. 
• Essa síndrome está relacionada à anemia hemolítica microangiopática e ao vasoespasmo no fígado materno. 
A sintomatologia geralmente é pobre, podendo-se encontrar mal-estar, epigastralgia, náuseas e cefaleia. 
• O grau de suspeita clínica dos casos de síndrome HELLP é muito importante. Na presença de trombocitopenia em 
uma paciente com PE, deve-se pensar fortemente na síndrome HELLP. O diagnóstico é LABORATORIAL. 
• O fator mais importante para diminuição da morbimortalidade materna é o diagnóstico precoce, antecipando-se às 
complicações. 
• O perfil laboratorial e uma boa anamnese evolutiva auxiliam na diferenciação dos diagnósticos diferenciais: hepatite 
aguda, colecistite, pancreatite, lúpus, estatose hepática da gestação, púrpura trombocitopênica, síndrome hemolítico 
urêmica e choque séptico ou hemorrágico. 
• O nome da síndrome é um acrônimo dos achados laboratoriais: 
 
H Hemolysis Hemólise. 
Bilirrubina > 1,2 mg/dL*, DHL > 600U/L ou Esfregaço**. 
*Principalmente Bilirrubina Indireta. 
E Elevated 
Liver Enzimes. 
Elevação das Enzimas Hepáticas. 
(Disfunção Hepática). 
TGO ou TGP > 70 U/L ou 2x a normalidade. 
L 
L Low 
Platelets. 
Baixa Contagem Plaquetária. 
(Plaquetopenia). 
Plaquetas < 100.000/mm3. 
P 
 
 
 
Esquizócito 
Vasoespasmo 
Bilirrubina 
DHL 
Endotélio 
Plaquetas 
A 
Músculo liso vascular 
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Figura 8 – Fisiopatologia da Síndrome HELLP. A - hemólise microangiopática; B - alterações hepáticas com elevação de transaminases; 
C - plaquetopenia. Legenda: DHL - desidrogenase láctica; TGO - aspartato aminotransferase; TGP - alanina aminotransferase; ADP - difosfato 
de adenosina; ATP - trifosfato de adenosina; 5TH - 5 hidroxitriptamina; TXA2 - Tromboxano A2. Fonte: Zugaib, Marcelo; Francisco, Rossana 
Pulcineli Vieira (eds). Zugaib Obstetrícia. 3 Ed. BARUERI: Manole, 2016. 
 
 
SUS-SP 2017 ACESSO DIRETO. Sobre hipertensão na gestação, é correto afirmar: 
A. A síndrome HELLP é caracterizada pela plaquetopenia, elevação das enzimas hepáticase diminuição da 
desidrogenase láctica. 
B. A pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica é caracterizada pela proteinúria após a 34ª semana 
em paciente com diagnóstico de hipertensão crônica. 
C. A pré-eclâmpsia é caracterizada como hipertensão arterial diagnosticada após a 20ª semana associada 
frequentemente à proteinúria e desaparece até 2 semanas após o parto. 
D. A hipertensão gestacional é a hipertensão arterial diagnosticada após a 34ª semana sem proteinúria. 
E. Hipertensão crônica é diagnosticada antes da 20ª semana e não desaparece 12 semanas após o parto. 
 
COMENTÁRIO: 
A. INCORRETA. A síndrome HELLP é caracterizada por hemólise (evidenciada pela presença de esquizócitos, 
DHL > 600 UI/L ou bilirrubina indireta > 1,2 mg/dL), elevação de enzimas hepáticas (> 2 vezes o valor de 
referência) e por plaquetopenia (<100.000/mm3). 
B. INCORRETA. A pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica é caracterizada pela proteinúria, após 20 
semanas de gestação, em pacientes com diagnóstico de hipertensão crônica. 
C. INCORRETA. A proteinúria, associada à pré-eclâmpsia, pode permanecer por meses, após o parto. 
D. INCORRETA. A hipertensão gestacional é a hipertensão diagnosticada após 20 semanas sem proteinúria 
e sem critérios de gravidade. Nesse caso, a hipertensão deve desaparecer 12 semanas após o parto. 
E. CORRETA. A hipertensão crônica ocorre antes de 20 semanas ou prévia à gestação e não desaparece 
após 12 semanas do parto. 
 
RESPOSTA: Letra E. 
 
 
 
SES-PE 2017 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Todos abaixo são critérios para diagnóstico de pré-
eclâmpsia grave, EXCETO: 
A. Oligúria. 
B. Distúrbios Visuais. 
C. Ácido Úrico Elevado. 
D. Creatinina Elevada. 
E. Plaquetopenia. 
 
TGP 
Necrose Hepatocelular 
TGO 
Depósito de 
Fibrina 
Hepatócito 
Equinócito 
B 
C 
Hemácia 
Lesão Endotelial 
Adesão 
Plaquetária 
Agregação Plaquetária 
Consumo de Plaquetas 
TXA2 
SHT 
ADP 
ATP 
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COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia grave é definida pela hipertensão arterial (PAS > 140 e/ou PAD > 90 
mmHg), após 20 semanas de gestação, com ou sem proteinúria associada aos sinais de gravidade. Os 
sinais de gravidade indicam deterioração clínica materna e lesão de órgão-alvo. São considerados 
critérios de gravidade: crise hipertensiva (PAS > 160 e/ou PAD > 110 mmHg); sinais de iminência de 
eclâmpsia (cefaleia, fotofobia, escotomas e hiper-reflexia, náuseas e vômitos, dor epigástrica ou no 
hipocôndrio direito); eclâmpsia; síndrome HELLP; oligúria (menos de 500 mL, em 24 horas); 
insuficiência renal aguda (creatinina sérica ≥ 1,2 mg/dL); dor torácica; edema agudo de pulmão; 
trombocitopenia, e; elevação de enzimas hepáticas. O ácido úrico elevado não é considerado um 
critério de gravidade. RESPOSTA: Letra C. 
 
 
 
UNICAMP-SP 2019 ACESSO DIRETO. Mulher, 37a, G1P1C0A0, procura orientação para nova gestação. 
Antecedentes Pessoais: pré-eclâmpsia grave há três anos com 31 semanas de gestação, ficando 
normotensa no puerpério com a suspensão da medicação. Houve normalização da proteinúria dentro 
de três meses pós-parto. A investigação de trombofilias foi negativa. A CONDUTA É PRESCREVER: 
A. Ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio a partir de 12 semanas. 
B. Ácido acetilsalicílico e heparina de baixo peso molecular a partir da concepção. 
C. Vitamina D e carbonato de cálcio desde o período pré-concepcional. 
D. Ácido fólico e heparina de baixo peso molecular a partir de 12 semanas. 
 
COMENTÁRIO: Paciente com história de pré-eclâmpsia grave em gestação anterior tem alto risco de 
desenvolver pré-eclâmpsia na gestação atual. Por isso, está indicado o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) 
como profilaxia, na dose de 100 mg/dia, que deve ser iniciado a partir de 12 semanas, além de 
suplementação com carbonato de cálcio. Há evidências na literatura de que a administração de AAS, 
antes da 16ª semana de gestação, reduz o risco de pré-eclâmpsia precoce em mais de 80% das 
gestantes de alto risco. A suplementação de vitamina D não está recomendada, assim como o uso de 
heparina de baixo peso molecular. RESPOSTA: Letra A. 
 
 
 
 
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• No tratamento da pré-eclâmpsia, pode-se recomendar dieta normal, sem restrição de sódio, pois não há benefícios 
desta conduta na evolução da pré-eclâmpsia. 
• Não há evidências que comprovem o benefício do repouso absoluto, porém, a redução da carga de atividade física é 
necessária para prevenir piora da hipertensão e melhorar o fluxo uteroplacentário. 
• O acompanhamento com exames laboratoriais é necessário para identificação precoce de comprometimento de 
órgãos-alvo, principalmente insuficiência hepática, renal e síndrome HELLP. A frequência desse acompanhamento 
depende da evolução e da gravidade de cada caso, recomendando-se sua execução de maneira geral, uma vez por 
semana. Inicialmente, o acompanhamento pode ser hospitalar, no diagnóstico inicial, para estabilização e coleta de 
exames, também nos casos de pré-eclâmpsia grave. Para pacientes estáveis e sem sinais de gravidade, pode ser feito 
acompanhamento ambulatorial. 
 
 
• Ao decidirmos sobre o início do tratamento farmacológico, precisamos levar em consideração que pacientes 
hipertensas crônicas, muitas vezes, toleram níveis elevados de PA, sem apresentar quaisquer manifestações clínicas. 
Por outro lado, pacientes jovens, com níveis de PA anteriores considerados baixos, podem evoluir para quadros graves 
e eclâmpsia, ainda com níveis pouco elevados da PA. Assim, ao considerar-se a necessidade de tratamento 
medicamentoso, recomenda-se, inicialmente, a classificação da PA, durante a gestação, em leve, moderada e grave. 
 
Tabela 4 – Classificação da Hipertensão. 
Fonte: FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Marcos Felipe Silva de. Tratado de Obstetrícia FEBRASGO. São Paulo: Elsevier, 2019. 
Hipertensão Arterial: Valores: 
Leve PAS ≥ 140 - 149 e/ou PAD ≥ 90 - 99 mmHg. 
Moderada PAS ≥ 150 - 159 e/ou PAD ≥ 100 - 109 mmHg. 
Grave (ou crise hipertensiva) PAS ≥ 160 e/ou PAD ≥ 110 mmHg. 
 
• Apesar de haver variações na literatura, a FEBRASGO recomenda o início de anti-hipertensivos, se PAS ≥ 150 e/ou PAD 
≥ 100 mmHg, PAS ≥ 140 e/ou PAD ≥ 90 mmHg persistentes ou se presença de sintomas. O alvo é manter a PAS entre 
110-140 e a PAD em torno de 85 mmHg, a fim de evitar hipofluxo placentário. 
• No tratamento de manutenção, está recomendado o uso da alfametildopa, na dose inicial de 750 mg/dia e máximo 
de 2 g/dia. Como segunda opção, estão os bloqueadores de canal de cálcio, como o nifedipino, na dose inicial de 20 
mg/dia até 120 mg/dia. Como terceira opção, estão a hidralazina, na dose 50-150 mg/dia (como vasodilatador 
periférico), e o metoprolol (como betabloqueador), na dose 100-200 mg/dia. 
 
Tabela 5 – Anti-Hipertensivos Recomendados na Gestação. 
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco. 1 Ed. - Versão Preliminar. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 
CLASSE: MEDICAÇÃO: POSOLOGIA: 
ALFA-AGONISTA: 
Metildopa 250 e 500 mg. 
750 mg a 2g/dia 
2 a 4x/dia. 
Clonidina 0,1 e 0,2 mg. 
0,2 a 0,6 mg/dia 
2 a 3x/dia. 
BLOQUEADOR DO CANAL DE CÁLCIO: 
Nifedipino retard 10 e 20 mg. 
20 a 120 mg/dia 
1 a 3x/dia. 
Nifedipino de liberação rápida 10 e 20 mg. 
20 a 60 mg/dia 
2 a 3 vezes/dia. 
Anlodipino 2,5; 5 e 10 mg. 
5 a 20 mg/dia 
1 a 2x/dia. 
VASODILATADOR PERIFÉRICO: Hidralazina 25 e 50 mg. 
50 a 150 mg/dia 
2 a 3 vezes/dia. 
BETABLOQUEADOR: 
Metoprolol 25, 50 e 100 mg. 100 a 200 mg/dia. 
Pindolol 5 e 10 mg. 
10 a 30 mg/dia 
2 a 3 vezes/dia. 
Carvedilol 6,25 e 12,5 mg. 
12,5 a 50 mg/dia 
1 a 2x/dia. 
 
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OBS.: Os betabloqueadores e vasodilatadores periféricos são considerados a terceira droga na associação de 
medicamentos para o controle pressórico ou no caso de impossibilidade de uso das drogas de primeira escolha. 
• Nas gestantes, está contraindicado o uso de inibidores da enzima conversorade angiotensina (IECA), bloqueadores 
do receptor de angiotensina II (BRA) ou inibidores diretos da renina (alisquireno) e o atenolol, pois podem causar 
malformações fetais, principalmente renais. Essas alterações são mais frequentemente associadas ao uso dessas 
medicações a partir do 2º trimestre da gestação. 
 
 
IECA, BRA, atenolol e inibidores diretos da renina são contraindicados na gestação! 
 
• O uso de diuréticos, em gestantes hipertensas crônicas, deve ser interrompido, se houver oligoâmnio ou superposição 
de pré-eclâmpsia, uma vez que esta, por si só, determina contração do volume circulatório. Há exceções para os casos 
de edema agudo de pulmão ou diante do comprometimento funcional renal: nesses casos, o diurético de escolha é a 
furosemida. 
• Na hipertensão arterial grave (PA ≥ 160 e/ou 110 mmHg), o manejo da crise hipertensiva é realizado conforme visto 
na tabela abaixo: 
 
Tabela 6 – Agentes Recomendados para o Tratamento da Crise Hipertensiva em Gestantes. 
Fonte: FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Marcos Felipe Silva de. Tratado de Obstetrícia FEBRASGO. São Paulo: Elsevier, 2019. 
Agente: Dose Inicial: Repetir, se necessário: Dose Máxima: 
Hidralazina 
(ampola de 20 mg/mL). 
5 mg, via intravenosa. 5 mg, a cada 20 minutos. 45 mg. 
Nifedipino 
(comprimido de 10 mg). 
10 mg, via oral. 
10 mg, a cada 20-30 minutos 
(via oral). 
30 mg. 
Nitroprussiato de sódio 
(ampola 50 mg/2 mL). 
0,5-10 mcg/kg/min, em infusão intravenosa 
contínua. 
 
− A ampola de hidralazina contém 1 mL, na concentração de 20 mg/mL. Diluir uma ampola (1 mL) em 19 mL de água destilada: dessa forma, obtém-
se a concentração de 1 mg/mL. 
− A ampola de nitroprussiato de sódio contém 2 mL, na concentração de 50 mg/2 mL. Diluir uma ampola (2 mL) em 248 mL de soro glicosado 5%, 
assim, teremos a concentração de 200 mcg/mL. 
 
• O objetivo é diminuir a PA em 15-25%, atingindo-se valores da PAS entre 140-150 mmHg e da PAD entre 90-100 
mmHg. Não há estudo robusto que demonstre superioridade entre a Hidralazina ou o Nifedipino. Contudo, alguns 
protocolos têm dado preferência ao Nifedipino, pelo risco potencial de a Hidralazina baixar a pressão bruscamente. 
• No tratamento da hipertensão arterial grave, o monitoramento da PA deve ser rigoroso, devido ao risco de 
hipotensão, que deve ser imediatamente corrigida com a elevação dos membros inferiores e remoção de medicações 
ou fatores que possam estar agindo como potencializadores. Deve-se evitar quedas bruscas da PA, pelos riscos 
maternos (acidente vascular cerebral, infarto) e de se reduzir em demasia a perfusão uteroplacentária, 
potencializando-se os efeitos negativos sobre o feto. 
• O nitroprussiato de sódio costuma ser reservado para casos refratários às outras medicações (Nifedipino e 
Hidralazina), ou para pacientes com comprometimento cardíaco ou edema agudo de pulmão. 
 
 
USP-SP 2020 ACESSO DIRETO. Primigesta, 27 anos de idade, vem para iniciar o pré-natal. É hipertensa 
crônica diagnosticada aos 22 anos de idade, fez uso de enalapril por 3 anos e, após mudança de hábitos 
de vida, suspendeu o tratamento medicamentoso. Tem diabetes tipo 2, usava metformina antes de 
engravidar que também suspendeu. Idade gestacional de 9 semanas, assintomática. Ao exame clínico 
inicial, apresenta pressão arterial de 166 x 102 mmHg, confirmada na segunda ocasião. Nesse 
momento, qual é a conduta com relação à pressão arterial? 
A. Tratamento medicamentoso ambulatorial. 
B. Tratamento endovenoso em regime de internação. 
C. Sulfato de magnésio em regime de urgência. 
D. Não há necessidade de tratamento pressórico. 
 
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COMENTÁRIO: Paciente com elevação dos níveis pressóricos antes de 20 semanas é classificada como 
hipertensão arterial crônica e, nesse caso, apresenta descompensação dos níveis pressóricos. Por isso, 
deve ser instituído um tratamento ambulatorial com metildopa para o controle da hipertensão. 
Ao decidirmos sobre o início do tratamento farmacológico, recomenda-se, inicialmente, a classificação 
da PA, durante a gestação, em leve, moderada e grave. 
Apesar de haver divergências na literatura, a FEBRASGO recomenda o início de anti-hipertensivos, se 
PAS ≥ 150 e/ou PAD ≥ 100 mmHg, PAS ≥ 140 e/ou PAD ≥ 90 mmHg persistentes ou se presença de 
sintomas. No tratamento de manutenção, está recomendado o uso da metildopa, na dose inicial de 
750 mg/dia e máximo de 2 g/dia. 
Como segunda opção, estão os bloqueadores de canal de cálcio, como o nifedipino, na dose inicial de 
20 mg/dia até 120 mg/dia. Como terceira opção, estão a hidralazina, 50-150 mg/dia, como 
vasodilatador periférico, e os betabloqueadores, como o metoprolol, 100-200 mg/dia. 
O tratamento endovenoso ou com sulfato de magnésio ainda não é recomendado, já que a paciente 
está assintomática e tem 9 semanas de gestação. RESPOSTA: Letra A. 
 
 
 
• O sulfato de magnésio é a droga de escolha no tratamento e na profilaxia da eclâmpsia. Ele deve ser mantido por 24 
horas após o parto ou após a última crise. Ele também é indicado nos casos de síndrome HELLP e pré-eclâmpsia grave 
(com deterioração clínica ou laboratorial). 
 
 
 
O sulfato de magnésio é a droga de escolha na prevenção e no tratamento da eclâmpsia. Esta droga 
NÃO É UTILIZADA COM FINS HIPOTENSORES. 
 
O MANEJO DAS SÍNDROMES HIPERTENSIVAS É A PARTE DO ASSUNTO MAIS COBRADA NAS PROVAS! 
 
 
 
• O sulfato de magnésio tem como vantagem adicional a neuroproteção fetal, reduzindo os casos de paralisia cerebral 
e disfunção motora grave em recém-nascidos prematuros (< 32 semanas de gestação), além de reduzir também a 
incidência de descolamento de placenta. 
• Deve-se acompanhar os níveis séricos de magnésio, considerando seu nível terapêutico entre 4-7 mEq/L (4,8 a 8,4 
mg/dL). Na terapia com sulfato de magnésio, existe o risco de intoxicação por magnésio (hipermagnesemia), 
principalmente quando o nível sérico ultrapassar 12 mEq/L: 
− O primeiro sinal de intoxicação é a abolição do reflexo patelar (8-10 mEq/L ou > 9 mg/dL); 
− Seguida pela paralisia respiratória (>12 mEq/L ou >12 mg/dL) e, por fim, parada cardíaca. 
• Por isso, ao iniciar essa medicação, deve haver uma monitorização do reflexo patelar, da frequência respiratória e da 
diurese. Se o reflexo patelar estiver abolido ou a diurese menor que 25 mL/hora, deve-se suspender o sulfato de 
magnésio. Já nos casos em que a frequência respiratória for menor do que 12 incursões por minuto, deve-se 
administrar o gluconato de cálcio 10%, 10 mL, via intravenosa (IV). 
 
 
 
O gluconato de cálcio está indicado se houver depressão respiratória. 
 
 
• Os principais esquemas de administração são o Pritchard (IV e IM) e o Zuspan (IV), devendo ser escolhido de acordo 
com a experiência do profissional e a disponibilidade de bomba de infusão contínua no serviço, já que têm eficácia 
semelhante. 
• Em pacientes com insuficiência renal (creatinina ≥ 1,2 mg/dL), a dose de manutenção deve ser a metade da dose 
recomendada e o nível sérico de magnésio deve ser medido. 
• O MgSO4 deve ser mantido por 24 horas após o parto ou a última crise. 
 
 
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Tabela 7 – Esquemas de Administração de Sulfato de Magnésio para Prevenção e Tratamento da Eclâmpsia. 
Fonte: FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Marcos Felipe Silva de. Tratado de Obstetrícia FEBRASGO. São Paulo: Elsevier, 2019. 
Administração do MgSO4: Dose Inicial: Dose de Manutenção: 
Esquema Pritchard 
(IV e IM). 
4g via endovenosa (bolus) infusão lenta + 10g 
intramuscular (5g em cada nádega). 
5 g via intramuscular a cada 4 horas. 
Esquema Zuspan 
(apenas IV). 
4 g via endovenosa (bolus) infusão lenta. 
1g via endovenosa por hora em bomba de 
infusão contínua (BIC). 
 
Tabela 8 – Dose x Efeito do MgSO4. 
Fonte: FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Marcos Felipe Silva de. Tratado de 
Obstetrícia FEBRASGO. São Paulo: Elsevier, 2019. 
Dose do MgSO4: Efeito: 
4-7 mEq/L. Nível terapêutico. 
> 7-10 mEq/L. Reflexo patelarabolido. 
> 10-12 mEq/L. Parada respiratória 
 
• Caso a paciente apresente novo episódio convulsivo em vigência de MgSO4, o tratamento ainda pode ser realizado 
com o próprio sulfato de magnésio – administrar mais 2g endovenosas de sulfato. Em casos refratários à terapia com 
MgSO4, indica-se o uso da difenil-hidantoína (fenitoína), tratamento em terapia intensiva além da investigação de 
possíveis complicações cerebrais associadas, principalmente as hemorragias intracranianas. Na persistência de 
convulsão após administração de sulfato de magnésio e de fenitoína, inicia-se o uso de outros agentes 
anticonvulsivantes. 
OBS.: O ACOG recomenda o uso de amobarbital, tiopental ou fenitoína para os casos refratários. 
 
 
INEP 2021 REVALIDA. Primigesta, de 25 anos de idade, com 34 semanas de gestação. Vinha em uso de 
metildopa 1 g/dia e deu entrada na maternidade, com quadro de iminência de eclâmpsia e níveis 
pressóricos de 170 x 120 mmHg. Foi iniciado tratamento com sulfato de magnésio (dose de ataque de 
6 g) e está em uso de infusão intravenosa contínua na dose de 1 g/hora. Cerca de 4 horas após início 
da medicação, a paciente referiu mal-estar e tonturas. Ao exame físico: regular estado geral, sonolenta, 
PA = 140 x 90 mmHg, frequência respiratória = 14 irpm, frequência cardíaca = 90 bpm, reflexo patelar 
ausente. Nas últimas 4 horas apresentou diurese total de 70 mL. 
Nesse caso, é indicado: 
A. Aumentar dose de infusão do sulfato de magnésio para 2 g/hora. 
B. Administrar gluconato de cálcio, 1 g, via intravenosa, lentamente 
C. Aumentar infusão de cristaloides e associar furosemida, por via intravenosa. 
D. Administrar hidralazina, 5 mg, por via intravenosa. 
 
COMENTÁRIO: Questão sobre intoxicação por sulfato de magnésio nas síndromes hipertensivas. Em 
uma paciente que não tem reflexo profundo (no caso, o patelar), a principal hipótese é a de que a 
concentração sérica de Magnésio esteja > 8 mEq/L. Se a FR < 16 irpm (algumas fontes trazem 12irpm), 
é possível que o nível sérico esteja superior a 12 mEq/L. Além disso, uma diurese < 25 mL/h favorece 
quadros de intoxicação pelo sulfato de magnésio. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. De forma alguma, a paciente já apresenta um quadro de intoxicação pelo MgSO4; 
B. CORRETA. Como paciente com clínica de intoxicação pelo MgSO4, está indicada a reversão com 
Gluconato de Cálcio 1g IV; 
C. INCORRETA. A suspensão do MgSO4 e o estímulo à diurese estão recomendadas para casos de arreflexia, 
mas, em casos de repercussão do nível de consciência e bradipneia, está indicada a realização do 
antídoto; 
D. INCORRETA. A hidralazina pode ser administrada para tratamento do pico hipertensivo (PA 170x120), 
mas, neste momento, a conduta mais urgente, demandada pelo quadro clínico, é reverter a intoxicação 
pelo sulfato. 
 
RESPOSTA: Letra B. 
 
 
 
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SES-PE 2021 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Qual é a concentração segura na terapêutica do íon de 
magnésio na prevenção e tratamento da eclâmpsia? 
A. 4 a 7 mEq/L. 
B. 8 a 11 mEq/L. 
C. 12 a 15 mEq/L. 
D. 16 a 19 mEq/L. 
E. 20 a 23 mEq/L. 
 
COMENTÁRIO: Durante a terapia com sulfato de magnésio (MgSO4), para prevenção e tratamento da 
eclâmpsia, existe o risco de intoxicação por magnésio (hipermagnesemia), principalmente quando o 
nível sérico ultrapassa 12 mEq/L. O nível terapêutico está entre 4-7 mEq/L. Os sinais de intoxicação 
pelo MgSO4 são a abolição do reflexo patelar, quando o nível sérico está entre 8-10 mEq/L, seguida 
pela paralisia respiratória (> 12mEq/L) e, por fim, parada cardíaca. A intoxicação não é comum em 
pessoas com função renal normal, já que a excreção é urinária. RESPOSTA: Letra A. 
 
 
 
• As gestantes com PE e feto pré-termo devem ser admitidas em um centro obstétrico de hospital com facilidades de 
unidade de tratamento intensivo (UTI) neonatal e materno. 
• A definição do melhor momento para interromper a gestação da paciente com síndrome hipertensiva depende do 
controle pressórico e da presença de sinais de gravidade: 
− Hipertensão Arterial Crônica: Interrupção entre 37-40 semanas. O momento da interrupção vai depender do controle 
pressórico: leve com 40 semanas, moderada com 38 semanas e grave com 37 semanas. Nessas pacientes, é importante 
vigiar o aparecimento de pré-eclâmpsia superposta; 
− Hipertensão Gestacional: Classicamente está indicada a vigilância até interromper com 37 semanas. Contudo, o novo 
Manual de Gestação de Alto Risco (Ministério da Saúde, 2022) cita que, em pacientes com bom controle pressórico, 
sem comprometimento do bem-estar fetal e sem evolução para pré-eclâmpsia, a interrupção pode ser postergada para 
39 semanas e 6 dias; 
− Pré-Eclâmpsia Superposta: Condução idêntica à pré-eclâmpsia das pacientes que não eram previamente hipertensas. O 
momento da interrupção vai depender da presença de sinais de gravidade/deterioração clínica; 
− Pré-Eclâmpsia sem sinais de gravidade / sem sinais de deterioração clínica: Está indicada conduta expectante até 37 
semanas. Nessas pacientes, devem ser realizados exames semanalmente: laboratoriais (hemograma, função renal e 
hepática), além de cardiotocografia e ultrassonografia obstétrica com Dopplervelocimetria, a avaliação do bem-estar e 
crescimento fetais (vale destacar que, na vigilância fetal das síndromes hipertensivas, o Doppler tem maior destaque); 
− Pré-Eclâmpsia com sinais de gravidade/ deterioração clínica: Está indicada a resolução da gestação com 34 semanas ou 
antes, na presença dos sinais de deterioração clínica/laboratorial. Vale destacar que o novo Manual do Ministério da 
Saúde (2022) cita que a vigilância hospitalar, até se aproximar de 37 semanas, é permitida visando atenuar as 
complicações da prematuridade em pacientes com melhora dos parâmetros clínicos e laboratoriais. No entanto, 
destaca-se que a vigilância é hospitalar, para monitoramento contínuo com capacidade de promover parturição de 
imediato, se necessário for. 
• Em algumas situações se indica interrupção imediata da gestação, após estabilização inicial: 
 
Tabela 9 – Indicações de Resolução da Gestação. 
Fonte: Valente EP, Cunha AEC, Mendonça VG, Santos LC, et al. Obstetrícia: Diagnóstico e Tratamento. Recife: MEDBOOK, 2018. 
Indicações de Resolução da Gestação: 
Eclâmpsia; 
Síndrome HELLP; 
Descolamento prematuro de placenta; 
Hipertensão refratária ao tratamento (com 3 drogas anti-hipertensivas); 
Edema agudo de pulmão / comprometimento cardíaco; 
Alterações laboratoriais progressivas (trombocitopenia, elevação de enzimas hepáticas); 
Insuficiência renal; 
Alterações da vitalidade fetal. 
 
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PRÉ-ECLÂMPSIA COM SINAIS DE GRAVIDADE EM IDADE GESTACIONAL INFERIOR AO LIMITE DE 
VIABILIDADE (ANTES DE 24-26 SEMANAS): 
− Recomenda-se que essa situação seja individualizada, compartilhando com o casal o prognóstico 
desfavorável do prolongamento da gestação, que está associada à elevada morbimortalidade materna 
e perinatal. Caso seja a vontade do casal, a interrupção terapêutica da gestação pode ser realizada. 
 
 
 
Figura 9 – Diagnóstico e Condução das Síndromes Hipertensivas. 
Fonte: Os Autores, Eu Médico Residente ©. 
 
 
USP-SP 2021 ACESSO DIRETO. Gestante de 25 anos de idade, primigesta, com 33 semanas e 3 dias de 
gravidez, chega ao pronto atendimento obstétrico em crise convulsiva tônico-clônica generalizada. 
O companheiro refere que a paciente estava com dor de cabeça intensa antes da convulsão. No exame 
clínico, está em mau estado geral, descorada +/4, hidratada, Pressão arterial 152 x 105 mmHg, FC 92 
bpm, FR 18 ipm, Saturação 96%, edema de MMII de 3+/4. 
No exame obstétrico, AU 33 cm, BCF presente e rítmico, dinâmica uterina presente (2 contrações em 
10 minutos), toque vaginal com colo dilatado 3 cm, médio, medianizado. Após o tratamento adequado, 
com estabilização do quadro clínico e avaliação laboratorial, a conduta obstétrica é: 
A. Cesárea imediata. 
B.Inibição do trabalho de parto. 
C. Condução do parto. 
D. Cesárea após corticoterapia. 
 
Interrupção 
Imediatamente após a 
Estabilização. 
Interrupção 
Imediatamente após a 
Estabilização. 
SÍNDROME HELLP ECLÂMPSIA 
Hemólise (DHL > 600; BT > 1,2) 
Plaquetopenia (PLT < 100.000) 
Lesão Hepática (TGO > 70 ou 2x) 
CONVULSÃO 
INTERRUPÇÃO 
34-37 semanas 
OU 
Imediata se Deterioração 
Clínica, Laboratorial ou 
Sofrimento Fetal. 
Pré-Eclâmpsia com 
Sinais de Gravidade 
INTERRUPÇÃO 
37 semanas 
Pré-Eclâmpsia sem 
Sinais de Gravidade 
SIM Sinais de Gravidade NÃO 
Pré-Eclâmpsia 
SIM 
Proteinúria e/ou 
Lesão de Órgão Alvo 
Interrupção 
37-39+6 semanas 
HIPERTENSÃO 
Arterial Gestacional 
Interrupção 
37 semanas 
Interrupção 
40 semanas 
Condução Igual à dá 
Pré-Eclâmpsia 
Pré-Eclâmpsia 
Superposta 
Se após 20 semanas: 
− Nova proteinúria ou 
piora de proteinúria 
prévia; 
− Lesão de órgãos-alvo; 
− Necessidade maior de 
anti-hipertensivos. 
Grave 
PAD ≥ 100 
Moderada 
PAD ≥ 100 e < 110 
Leve 
PAD ≥ 90 e < 100 
Hipertensão 
Arterial Crônica 
≥ 20 semanas Idade Gestacional < 20 semanas 
ELEVAÇÃO PRESSÓRICA CONFIRMADA 
PAS ≥ 140 mmHg e/ou 
PAD ≥ 90 mmHg 
NÃO 
MgSO4 MgSO4 
MgSO4 
Interrupção 
38 semanas 
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COMENTÁRIO: Questão sobre conduta na eclâmpsia. Diante de paciente gestante que evolui com crise 
convulsiva tônico-clônica generalizada, até que se prove o contrário, deve-se firmar o diagnóstico de 
eclâmpsia, especialmente se são flagrados sinais de iminência de eclâmpsia, antes do episódio (na 
questão, a paciente apresentava cefaleia intensa). 
Vale destacar que frente a um quadro de eclâmpsia, o tratamento é a administração do sulfato de 
magnésio e a interrupção da gestação após estabilização da paciente. 
Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. A cesárea imediata faz com que a criança tenha o nascimento no auge da descompensação 
metabólica provocada pela convulsão. Portanto, indica-se o estímulo ao parto vaginal e, caso essa 
condução acabe sendo impossibilitada, a cesárea se torna uma opção mais viável; 
B. INCORRETA. O desenvolvimento de eclâmpsia já corresponde a uma indicação à interrupção da 
gestação; 
C. CORRETA. Nesse caso, diante de paciente estável clínica e hemodinamicamente, após a administração 
do sulfato de magnésio para controle das crises convulsivas, pode-se prosseguir à condução do parto, já 
que a mesma já se encontra em trabalho de parto. Portanto, considerando-se a priorização do parto por 
via vaginal, algumas medidas, como amniotomia e administração de ocitocina, ainda podem ser 
tomadas, em busca de acelerar o parto de forma segura e cuidadosa; 
D. INCORRETA. A corticoterapia para maturação pulmonar fetal até pode ser iniciada, mas, no caso de 
eclâmpsia, essa não deve ser a prioridade. É importante priorizar a condução ativa do trabalho de parto; 
a corticoterapia não pode atrasar a interrupção da gestação. 
 
RESPOSTA: Letra C. 
 
 
 
• A via de parto é de indicação obstétrica. Deve-se priorizar o parto vaginal, tanto na prematuridade quanto no termo. 
Se a vitalidade fetal estiver preservada e a condição materna permitir aguardar o parto normal, pode-se fazer o 
preparo do colo. 
• A cesárea pode ser justificada em casos com deterioração clínica e/ou laboratorial com colo desfavorável, devido ao 
risco de se aguardar um trabalho de parto mais prolongado, assim como nos casos de alterações na vitalidade fetal. 
• Em casos em que se indica corticoterapia para maturação pulmonar fetal, mas que há indicação de interrupção da 
gestação, a corticoterapia não deve atrasar a interrupção da gestação. 
• Se for indicado o parto cesáreo na síndrome HELLP, com contagem de plaquetas inferior a 50.000/mm3, recomenda-
se avaliar coagulograma, realizar anestesia geral, repor plaquetas no ato cirúrgico e realizar hemostasia cuidadosa. 
 
 
• Alguns cuidados devem ser tomados no puerpério dessas pacientes, já que algumas manifestações graves podem 
ainda estar presentes ou até mesmo aparecer nessa fase, como a síndrome HELLP e a eclâmpsia. 
• Deve-se realizar a monitorização da PA, a cada 4 horas; evitar uso de drogas para supressão da lactação, como 
bromoergocriptina e cabergolina; manter o sulfato de magnésio por 24 horas após o parto; usar anti-hipertensivos, 
desde o puerpério imediato; reavaliação dos exames laboratoriais, até 24 horas pós-parto, e, depois, individualizar as 
reavaliações; manter internamento hospitalar por, pelo menos, 3 dias e posteriormente acompanhamento 
ambulatorial em 1 semana. 
• Nos casos de hipertensão transitória, a paciente apresentará melhora dos níveis pressóricos em até 12 semanas do 
pós-parto/puerpério. Caso persista com níveis pressóricos elevados após este período, dá-se o diagnóstico de 
hipertensão arterial sistêmica (crônica). 
 
 
 
O sulfato de magnésio deve ser mantido por 24 horas após o parto ou após a última crise convulsiva. 
 
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SURCE-CE 2021 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Primigesta, 15 anos, 30 semanas de gestação, 
procura emergência com queixas de cefaleia, vertigem e visão turva há 1 hora. Ao exame: PA 180 x 120 
mmHg. Após 15 minutos de decúbito lateral esquerdo, mantida PA 180 x 120mmHg. Gestante refere 
boa movimentação fetal. Nega cólicas, sangramento transvaginal ou perda de líquido. BCF = 152bpm. 
Qual a conduta inicial mais adequada para a paciente? 
A. Indicar cesariana de imediato. 
B. Iniciar alfametildopa em até 4 doses diárias e sulfato de magnésio a 50% EV, 1g/h. 
C. Iniciar sulfato de magnésio 50% IV (ataque e manutenção), além de nifedipino 10-20mg VO a cada 30 
minutos (máximo 50mg em 1h). 
D. Manter paciente em decúbito lateral esquerdo, com oxigênio sob máscara (5 L/min) e iniciar nifedipino 
10-20mg VO a cada 30 minutos (máximo 50mg em 1h). 
 
COMENTÁRIO: Estamos diante de uma gestante com quadro de crise hipertensiva (PAS ≥ 160 e/ou PAD 
≥ 110 mmHg) e, além dos níveis elevados de PA, a paciente ainda apresenta sinais de iminência de 
eclâmpsia (cefaleia, vertigem e visão turva). Diante desses sinais e sintomas, estamos diante de um 
quadro de pré-eclâmpsia grave. Por isso, devemos iniciar o sulfato de magnésio 50% IV (ataque e 
manutenção), a fim de prevenir eclâmpsia. Para o controle dos níveis de pressão arterial, estão 
indicados: nifedipino via oral ou hidralazina IV. Nos casos de pré-eclâmpsia grave, a interrupção da 
gestação está indicada, em geral, com 34 semanas, desde que as condições maternas e fetais estejam 
estáveis. A via de parto é obstétrica: a cesárea pode ser indicada nos casos de piora clínica e/ou 
laboratorial, devido ao risco de se aguardar um trabalho de parto mais prolongado, assim como nos 
casos de alterações na vitalidade fetal (Letra A: incorreta). A alfametildopa é indicada como tratamento 
de manutenção, e não na crise hipertensiva, devido ao seu tempo de ação mais prolongado; o sulfato 
de magnésio deve ser feito em duas fases: ataque e manutenção. (Letra B: incorreta). O uso de oxigênio 
está indicado nos casos de eclâmpsia, para garantir via aérea, mas não é utilizado de rotina na pré-
eclâmpsia grave (Letra D: incorreta). 
RESPOSTA: Letra C. 
 
 
 
 
Lembra do caso clínico que apresentamos no início da apostila? 
1. Qual o diagnóstico da paciente e quais os fatores de risco a se destacar? 
Pré-eclâmpsia superposta com sinais de gravidade/ sinais de deterioração clínica. Os principais 
fatores de risco são: a idade, a nuliparidade, a obesidade e a hipertensão crônica. 
2. Foi acertada a interrupção da gestação? 
Sim. Nos casos de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, a maioria das entidades recomenda a 
interrupção a partir de 34 semanas ou antes, em caso de deterioração clínica e/ou laboratorial 
progressiva e/ou sofrimento fetal. 
3. Qual a melhor via de parto para a interrupção da gestação neste caso? 
Via de parto obstétrico, não há indicação de cesariana pela síndrome hipertensiva unicamente. 
4.Como é realizado o esquema de Zuspan utilizado no caso clínico e até que momento o Sulfato de 
Magnésio deve ser mantido? 
É realizada uma dose de ataque de 4g via endovenosa, seguida de dose de manutenção de 1g/hora 
endovenosa em bomba de infusão contínua. A recomendação é de manter a infusão até 24 horas 
após o parto. 
 
 
 
 
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✓ BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco. 1 Ed., Versão Preliminar. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 
✓ FEMINA. Publicação oficial da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, v. 4, n. 5, 2019. 
✓ FEBRASGO. Pré-Eclâmpsia nos Seus Diversos Aspectos. 
São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2017. 
✓ FERNANDES, C. E.; SÁ, M. F. S. Tratado de Obstetrícia - FEBRASGO. São Paulo: Elsevier, 2019. 
✓ KARUMANCHI, S. A. et al. Pré-eclâmpsia: Pathogenesis. UpToDate, maio, 2022. 
✓ NORWITZ, E. R. et al. Pré-eclâmpsia: Management and Prognosis. UpToDate, maio, 2022. 
✓ PERAÇOLI et al. Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia. 
São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2018. 
✓ PHYLLIS AUGUST et al. Pré-eclâmpsia: Clinical Features and Diagnosis. UpToDate, maio, 2022. 
✓ PUBMED. Gestational Hypertension and Preeclampsia: ACOG Practice Bulletin, n. 222. Obstet. Gynecol. 2020. 
✓ PUBMED. Gestational Hypertension and Preeclampsia. Clinical Management Guidelines for Obstetrician-Gynecologists, 
ACOG Practice Bulletin. Vol. 133, n. 1, jan., 2019. 
✓ VALENTE et al. Obstetrícia: Diagnóstico e Tratamento. Recife: MEDBOOK, 2018. 
 
 
 
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1. SES-PE 2020 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Em que situação se justifica a utilização do esquema de Pritchard para 
administração de sulfato de magnésio na prevenção e no tratamento da eclâmpsia? 
A. Oligúria. 
B. Ausência de reflexo patelar. 
C. Hipertensão refratária ao uso dos anti-hipertensivos bloqueadores do canal de cálcio. 
D. Convulsões recorrentes e refratárias aos bloqueadores do canal de cálcio. 
E. Necessidade de transferência para outro serviço de saúde. 
 
2. SUS-BA 2022 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Mulher, 35 anos de idade, nuligesta, com IMC de 35, hipertensa 
crônica, em uso de Nifedipina 40mg/dia, com bom controle dos níveis tensionais. Suspendeu a contracepção pois 
deseja gestar. Diante do desejo da paciente de gestar, avalie, entre as condutas preventivas apresentadas, quais 
devem ser adotadas: 
I. Trocar do esquema anti-hipertensivo para alfametildopa. 
II. Propor redução de peso. 
III. Prescrever na gestação e AAS 150mg/noite entre 12 - 36 semanas. 
IV. Iniciar logo o uso de Cálcio 1-2 g/dia + AAS 150mg/noite. 
V. Iniciar logo o uso de Heparina de baixo peso molecular. 
VI. Fazer reposição de 1 a 2g/dia de Cálcio na gestação. 
Identifique a alternativa que apresenta as condutas adequadas 
A. I, II, III e VI. 
B. I, II e VI. 
C. II, III, IV e VI. 
D. II, III e VI. 
 
3. SES-PB 2022 ACESSO DIRETO. Francisca G2P1, 18 anos, agricultora, chega para a primeira consulta de pré-natal com 
21 semanas de gravidez, refere que não ia fazer acompanhamento, pois do primeiro não fez e deu tudo certo, mas 
que ficou com medo, pois uma prima que estava grávida morreu de pressão alta e no velório sua pressão estava muito 
elevada, mas não sabe o valor. No momento está sem queixas. Exame Físico sem alterações, exceto PA: 150x90 
mmHg. Qual o conceito de hipertensão arterial na gestação: 
A. PAS ≥140 mmHg e/ou PAD ≥80 mmHg confirmada por outra medida feita com intervalo de 24 horas entre as medidas. 
B. PAS ≥130 mmHg e/ou PAD ≥80 mmHg antes da 20ª semana, associada à proteinúria significativa. 
C. PAS ≥140 mmHg e/ou PAD ≥90 mmHg confirmada por outra medida realizada com intervalo de 4 horas entre as medidas. 
D. PAS ≥110 mmHg e/ou PAD ≥80 mmHg associada à oligúria (≥ 25 ml/h), cefaleia ou distúrbios visuais persistentes. 
E. PAS ≥140 mmHg e/ou PAD ≥90 mmHg associada à oligúria (≥ 25 ml/h), cefaleia ou distúrbios visuais persistentes. 
 
4. SURCE-CE 2022 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Paciente, 42 anos, G2P1(C)A0, 34 semanas de gestação por 
ultrassom precoce, cesárea anterior por pré-eclâmpsia, comparece à emergência encaminhada do Pré-Natal de Alto 
Risco com alterações pressóricas persistentes ao uso de Metildopa de 250 mg de 6/6 horas. Pressão Arterial aferida 
ao chegar = 150 x 100 mmHg e após decúbito lateral esquerdo por 15 minutos = 140 x 90 mmHg. Nega sinais e 
sintomas de iminência de eclâmpsia. Traz os seguintes exames laboratoriais realizados hoje: Plaquetas 97.000, TGO 
122, TGP 132, LDH 720, BT 1.3, BI 1.0. Diante desse quadro clínico, qual a conduta mais indicada? 
A. Estabilização materna e vigilância do bem-estar fetal. 
B. Iniciar corticoideoterapia e programar interrupção por cesárea. 
C. Interrupção imediata da gestação, sendo a via de parto indicação obstétrica 
D. Realização de biópsia hepática para confirmação de fígado gorduroso e posterior resolução da gestação. 
 
5. HUOL-RN 2021 ACESSO DIRETO. A pré-eclâmpsia é uma doença multifatorial e multissistêmica, específica da gestação, 
considerada como a expressão clínica de uma doença endotelial materna, mediada pela placenta e decorrente da 
insuficiente invasão trofoblástica das arteríolas espiraladas do útero. Considere as complicações maternas e fetais 
especificadas abaixo: 
I. Macrossomia fetal. 
II. Insuficiência renal materna. 
III. Restrição de crescimento fetal. 
IV. Gestação prolongada ou pós-termo. 
 
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As complicações frequentemente presentes em gestantes com pré-eclâmpsia grave estão nos itens: 
A. I e II. 
B. II e III. 
C. I e IV. 
D. III e IV. 
 
6. SES-PE 2017 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. A partir de quantas semanas, deve-se indicar a interrupção da gestação 
nos casos de pré-eclâmpsia grave? 
A. 34. 
B. 35. 
C. 36. 
D. 37. 
E. 38. 
 
7. HUOL-RN 2021 ACESSO DIRETO. Paciente de 30 anos, primigesta com idade gestacional de 35 semanas e quatro dias 
(compatível com o primeiro ultrassom), procura a maternidade com queixa de diminuição da movimentação fetal há 
1 dia. Refere ao obstetra que, no pré-natal, foram prescritas duas cápsulas ao dia de aspirina de 100 mg, após ela ter 
apresentado pressão de 140x90 com 11 semanas e 140x80 com 15 semanas. Ao exame clínico, constata-se o seguinte: 
corada, hidratada, eupneica, bom estado geral, pressão arterial 160x120 mmHg e 160x110 mmHg após meia hora em 
decúbito lateral, frequência cardíaca 94 batimentos por minuto, abdome gravídico, altura uterina 30cm, batimento 
cardíaco fetal 168 bpm, dinâmica uterina ausente, edema de mãos e face 2+/4+, edema simétrico de membros 
inferiores 2+/4 +, colo uterino grosso e sem dilatação ao toque vaginal. Realizou alguns exames na urgência cujos 
resultados foram: proteinúria de fita 3+, creatinina 1,4, ácido úrico 7,5mg/dL e plaquetas 167000. Nesse caso, o 
diagnóstico e a melhor conduta a ser adotada são, respectivamente: 
A. Pré-eclâmpsia sobreposta; administrar metildopa por via oral bem como aguardar parto no termo. 
B. Hipertensão crônica; administrar hidralazina mais sulfato de magnésio endovenosos além de aguardar parto no termo. 
C. Hipertensão gestacional; administrar nifedipina por via oral bem como interromper a gestação. 
D. Pré-eclâmpsia grave; administrar hidralazina mais sulfato de magnésio endovenosos bem como interromper a gestação. 
 
8. UFES-ES 2021 ACESSO DIRETO. São considerados fatores de risco da pré-eclâmpsia, exceto: 
A. História prévia de pré-eclâmpsia. 
B. Ser multípara. 
C. História familiar de pré-eclâmpsia em parente de primeiro grau. 
D. Condições clínicas preexistentes como diabetes e hipertensão arterial crônica. 
 
9. PSU-MG 2022 ACESSO DIRETO. Os distúrbios hipertensivos na gestação constituem causa de morte materna e 
morbimortalidade neonatal importantes no mundo. Sobre a fisiopatologia de pré-eclâmpsia e os mecanismos 
conhecidosde lesão endotelial assinale a alternativa ERRADA: 
A. Placentação anormal, com invasão deficiente do interstício materno, mediada pola baixa produção de receptores de 
fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF) e um mecanismo aceito. 
B. A placentação deficiente, que leva à lesão endotelial dos vasos placentários, mediada pelo aumento de produção de 
substâncias antiangiogênicas, explica a fisiopatologia da pré-eclâmpsia. 
C. O aumento dos níveis circulantes de substâncias antiangiogênicas associado à desregulação do sistema ranina 
angiotensina compromete a atividade do óxido nítrico, causando a lesão endotelial e pré-eclâmpsia. 
D. O estresse oxidativo, que consiste em um desequilíbrio entre substâncias pró-oxidativas (radicais livres e outros) 
antioxidantes, está ligado à lesão endotelial desenvolvimento da pré-eclâmpsia. 
 
10. UFF-RJ 2021 ACESSO DIRETO. No momento da consulta de pré-natal com 19 semanas de gestação, gestante, 38 anos, 
apresenta pressão arterial de 140x80 mmHg, confirmada em duas ocasiões distintas. Sobre esse caso, pode-se dizer 
que: 
A. A gestante deve iniciar imediatamente uso diário de ácido acetil salicílico, para evitar as complicações da pré-eclâmpsia. 
B. Se a pesquisa de proteína em urina de 24 horas for positiva, o diagnóstico de pré-eclâmpsia estará estabelecido. 
C. Trata-se de um caso de hipertensão arterial crônica, em função da idade gestacional no momento do diagnóstico. 
D. As medicações anti-hipertensivas são teratogênicas, então a gestante deve ser tratada com medidas não farmacológicas. 
E. Os níveis pressóricos registrados são considerados normais para uma gestante com 38 anos de idade. 
 
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11. UNESP-SP 2022 ACESSO DIRETO. Primigesta de 34 semanas refere inchaço nas pernas e mãos há uma semana. Hoje 
apresenta dor de cabeça que não melhora com o uso de analgésico, dor em região epigástrica e visão embaçada. PA 
140/90 mmHg, confirmada após 30 minutos. Urina I ausência de proteinúria. A hipótese diagnóstica e a conduta são: 
A. Crise hipertensiva; hipotensor de ação rápida. 
B. Pré-eclâmpsia grave; sulfato de magnésio. 
C. Hipertensão gestacional; hidroclorotiazida. 
D. Pré-eclâmpsia leve; hipotensor de ação rápida. 
 
12. UERJ-RJ 2022 ACESSO DIRETO. A utilização do sulfato de magnésio é consagrada em uma série de situações na prática 
obstétrica, EXCETO no(a): 
A. Parto prematuro em idade gestacional menor que 32 semanas. 
B. Tratamento da convulsão no puerpério em pacientes com eclâmpsia. 
C. Controle da pressão arterial em pacientes com hipertensão gestacional. 
D. Prevenção de crises convulsivas em pacientes com pré-eclâmpsia grave. 
 
13. PSU-AL 2021 ACESSO DIRETO. Gestante, 36 semanas, sem comorbidades, secundigesta com parto normal anterior, 
vem à maternidade para atendimento pois há 1 dia começou a apresentar turvação visual e edema em membros 
inferiores. Ao exame físico, além do edema, PA: 150x100mmHg, FC: 82bpm, mucosas normocoradas. Ausculta 
cardíaca e pulmonar sem alterações. Exame obstétrico: altura uterina: 33cm, apresentação cefálica, batimentos 
cardíacos fetais: 148bpm, dinâmica uterina ausente, tônus uterino normal. Ao toque vaginal: colo fechado, grosso, 
posterior. Com base no quadro clínico descrito e nos seus conhecimentos sobre hipertensão, é correto afirmar: 
A. Paciente que apresenta hipertensão crônica fora da gestação e que está bem controlada com medicações não apresenta 
risco aumentado de evoluir para pré-eclâmpsia quando gestante. 
B. O cálcio é uma medicação utilizada na prevenção de pré-eclâmpsia em pacientes previamente hipertensas. 
C. Quando a paciente evolui com hipertensão gestacional o uso de Captopril é uma opção. 
D. A mola hidatiforme é uma patologia associada à pré-eclâmpsia de início tardio. 
 
14. USPRP-SP 2022 ACESSO DIRETO. Mulher, 22 anos, G2P1 (1 PN) em seguimento no pré-natal com 33 semanas de 
gestação pelo ultrassom. Comparece no centro obstétrico com queixa de contrações uterinas há 2 horas, nega perdas 
vaginais e refere boa movimentação fetal. Ao exame: bom estado geral, pressão arterial: 160 x 110 mmHg. Abdome: 
gravídico, AU: 32 cm, dinâmica: ausente e BCF: 150 bpm. Cardiotocografia: feto ativo. Exames laboratoriais: urina tipo 
1: proteinúria ausente, creatinina: 0,7 mg/dL. Hemoglobina: 13,2 g/dL. Plaquetas: 233.000 mm³. Bilirrubina total: 0,6 
mg/dL. Transaminase oxalacética (TGO): 26 U/L. Qual o diagnóstico mais adequado neste momento? 
A. Hipertensão transitória 
B. Pré-eclâmpsia. 
C. Hipertensão arterial crônica. 
D. Hipertensão gestacional 
 
15. AMRIGS-RS 2022 ACESSO DIRETO. Assinale a alternativa que apresenta o grupo de drogas anti-hipertensivas que NÃO 
deve ser ministrado na gestação: 
A. Bloqueadores de canal de cálcio 
B. Inibidor adrenérgico de ação central. 
C. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina. 
D. Diuréticos tiazídicos. 
 
16. UFSC-SC 2021 ACESSO DIRETO. Primigesta com 13 semanas comparece para iniciar o acompanhamento pré-natal. 
Está assintomática e nega antecedentes médicos. Ao exame físico, IMC normal, PA 140/90 mmHg, útero compatível 
com 13 semanas de gestação e batimentos cardíacos fetais perceptíveis ao sonar. Refere alimentação equilibrada e 
adequada. Qual deve ser a prescrição? 
A. Ácido fólico 5 mg/dia. 
B. Hidroclorotiazida 25 mg/dia. 
C. Ácido acetilsalicílico 150 mg/dia. 
D. Cálcio 25 mg/dia e ômega 3 500 mg/dia. 
E. Nenhuma medicação no momento. 
 
 
 
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17. HIAE-SP 2022 ACESSO DIRETO. Primigesta, 23 anos de idade, 36 semanas, vai em consulta de pré-natal de rotina sem 
nenhuma queixa. Ao aferir a pressão arterial (PA), observam-se níveis de 140 × 95 mmHg. A aferição é repetida após 
repouso em decúbito lateral esquerdo e mantém-se em 140 × 90 mmHg. Foram solicitados exames, que mostraram 
hemoglobina: 11,5 g/dL, plaquetas: 170 mil/mm3, e proteinúria: 400 mg em 24 horas. O feto encontra-se no percentil 
50 de peso, com cardiotocografia de padrão normal. Entre as seguintes propostas terapêuticas, a melhor é 
A. Medir a PA semanalmente e instruir a paciente quando retornar. 
B. Indicar cesárea nesse momento. 
C. Indicar indução de parto nesse momento. 
D. Internação para controle pressórico e laboratorial e administração de corticoide. 
 
18. USPRP-SP 2021 ACESSO DIRETO. Multigesta (G4P3A0), 28 anos, 36 semanas e 4 dias de gestação, segue em pré-natal 
de alto risco por hipertensão arterial crônica e retorna para consulta. Refere boa movimentação fetal, nega queixas 
de qualquer natureza. Está em uso de alfametildopa 1,5 grama/dia. Ao exame: bom estado geral, corada, hidratada, 
afebril, pressão arterial de 150/100 mmHg. Exame obstétrico: altura uterina de 34 cm e frequência cardíaca fetal de 
144 bpm, com movimentos fetais. Exames laboratoriais: relação proteína/creatinina de 580 mg, creatinina 0,56 
mg/dL, AST (aspartato aminotransferase) 37 U/L, concentração de hemoglobina de 12,5 g/dL, plaquetas: 
180.000/mm3, bilirrubinas totais de 0,34 mg/dL. Cardiotocografia: feto ativo. Nesse caso, escolha a alternativa com 
as melhores condutas. 
A. Associar nifedipina retard e agendar indução com 39 semanas. 
B. Manter metildopa e induzir trabalho de parto com 37 semanas. 
C. Prescrever hidralazina endovenosa e parto cesárea. 
D. Orientar a curva de pressão arterial e agendar retorno para 1 semana. 
 
19. SCMBH-MG 2022 ACESSO DIRETO. Os distúrbios hipertensivos na gravidez são uma importante causa de morbidade 
e mortalidade materna. Sobre essas patologias, assinale a alternativa correta: 
A. A hipertensão gestacional é caracterizada por aumento da pressão arterial até 140 x 90 mmHg após 26 semanas e, em 
torno de 10% desenvolvem pré-eclâmpsia subsequente. 
B. São indicadores de gravidade da pré-eclâmpsia presença de cefaleia, distúrbios visuais, trombocitopenia e restrição de 
crescimento fetal. 
C. Diabetes e gemelaridade, apesar de causarem morbidade na gestação, não são fatores de risco de desenvolvimentopara hipertensão na gestação. 
D. O fluxo renal e a taxa de filtração glomerular são maiores na paciente com pré-eclâmpsia em relação às demais 
gestantes. 
 
20. UFRJ-RJ 2022 ACESSO DIRETO. Gestante, 30 anos, com idade gestacional (IG) de 35 semanas, chega à maternidade, 
trazida por familiares, com quadro clínico compatível com eclâmpsia. A primeira medida a ser tomada pela equipe 
médica nesse caso é: 
A. Administrar benzodiazepínico venoso. 
B. Administrar sulfato de magnésio. 
C. Oferecer oxigênio com 6L/min. 
D. Utilizar o protetor de língua. 
 
21. UFCG-PB 2021 ACESSO DIRETO. A droga de escolha a prevenção e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia e na 
eclâmpsia é: 
A. Gluconato de cálcio. 
B. Sulfato de magnésio. 
C. Sulfato de prata. 
D. Nitroprussiato de sódio. 
E. Carbonato de cálcio. 
 
22. PSU-MG 2021 ACESSO DIRETO. Gestante de 27 anos, G2P1A0, idade gestacional de 13 semanas de gravidez, 
comparece à primeira consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde. Relata parto prematuro com 31 semanas na 
última gravidez por quadro de “aumento súbito da pressão arterial na gravidez e que só controlou depois do parto”. 
Nega diabetes, hipertensão ou outras morbidades. Relata alergia à proteína do leite. Ao exame físico não foram 
identificadas anormalidades. Qual a conduta MAIS ADEQUADA para se tentar reduzir o risco, na gravidez atual, de 
complicação obstétrica semelhante à relatada? 
 
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A. Prescrever ácido fólico e heparina profilática. 
B. Prescrever cálcio e ácido acetilsalicílico. 
C. Prescrever restrição de sal e uso de metildopa. 
D. Solicitar Doppler fetal para definição das medidas profiláticas. 
 
23. UFPB-PB 2021 ACESSO DIRETO. Paciente, 15 anos, G1P0A0, com 32 semanas de gestação, com queixa de cefaleia, 
epigastralgia e escotomas. Exame físico: PA = 140x100mmHg; altura de fundo uterino de 32 cm, reflexos patelares e 
pré-cubitais exaltados. A conduta é: 
A. Internação, corticoterapia e cesárea imediata. 
B. Internação, corticoterapia e sulfato de magnésio. 
C. Anti-hipertensivo, corticoterapia e acompanhamento ambulatorial. 
D. Internação, corticoterapia e indução com misoprostol. 
E. Internação, solicitação de rotina laboratorial, anti-hipertensivo. 
 
24. SURCE-CE 2021 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Mulher, 19 anos, G1P0, comparece ao pronto-atendimento de 
maternidade de referência para atenção de nível terciário com 32 semanas de gestação, queixando-se de cefaleia 
intensa e visão turva. Refere boa movimentação fetal e nega dor abdominal ou perda de secreções vaginais. Ao 
exame: PA = 150 x 100 mmHg, altura uterina = 30 cm, contrações uterinas ausentes, FC: 80 bpm, FR: 18 rpm e toque 
vaginal não realizado. Realizada cardiotocografia categoria I. Exames laboratoriais: Labstix (+/4+) de proteínas. TGO, 
TGP, plaquetas, creatinina, bilirrubinas e LDH em níveis dentro da normalidade. Diante do caso, qual a melhor conduta 
para o binômio materno-fetal? 
A. Internar, iniciar sulfato de magnésio e indicar cesárea de imediato. 
B. Estabilizar com anti-hipertensivo e sulfato de magnésio. Fazer corticoide e resolução de gestação após 48h, se não 
houver estabilidade clínica materno e fetal. 
C. Estabilizar com anti-hipertensivo e sulfato de magnésio. Fazer esquema de corticoide. Acompanhar ambulatorialmente 
até 37 semanas se mãe e feto estáveis. 
D. Iniciar anti-hipertensivo; corticoide e sulfato de magnésio. Vigilância fetal e materna diárias em serviço de alto risco. 
Resolução da gestação no termo se mãe e feto estáveis. 
 
25. UFF-RJ 2021 ACESSO DIRETO. Mulher com 38 semanas de gestação procura emergência obstétrica com queixa de 
cefaleia. Apresenta-se lúcida e orientada. Pressão arterial = 130x85 mmHg. Durante o exame obstétrico, inicia quadro 
de convulsões tônico-clônicas generalizadas. Sobre este caso, pode-se dizer que: 
A. Está indicado parto imediato, realizado preferentemente através de cesariana sob anestesia geral. 
B. O diagnóstico de eclâmpsia está descartado, tendo em vista que a pressão arterial estava normal. 
C. A primeira medida a ser tomada é a avaliação da vitalidade fetal, através da cardiotocografia basal. 
D. Deve-se aguardar a finalização da primeira convulsão para iniciar a aplicação de sulfato de magnésio. 
E. Deve-se iniciar esquema de tratamento com benzodiazepínicos para evitar a recorrência das crises convulsivas. 
 
26. UFPB-PB 2021 ACESSO DIRETO. O gluconato de cálcio ou cloreto de cálcio 1g por via intravenosa é a medicação 
administrada em gestantes ou em puérperas com pré-eclâmpsia grave em uso de sulfato de magnésio. Em que 
condição está indicado o uso dessa medicação? 
A. Recidiva da convulsão. 
B. Ausência de reflexo patelar. 
C. Pico pressórico. 
D. Oligúria. 
E. Escotomas e cefaleia. 
 
27. UNIFESP-SP 2021 ACESSO DIRETO. Para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, segundo a classificação dos distúrbios 
hipertensivos na gestação proposta pela Sociedade Internacional para o Estudo da Hipertensão na Gestação (ISSHP), 
a presença de: 
A. Proteinúria não é obrigatória. 
B. Edema é obrigatório. 
C. Hipertensão não é obrigatória. 
D. Plaquetopenia é obrigatória. 
 
 
 
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28. SCM-SP 2021 ACESSO DIRETO. A síndrome HELLP acontece nos casos graves de pré-eclâmpsia e de eclâmpsia, quando 
associados à hemólise, à elevação das enzimas hepáticas e à plaquetopenia. Acerca da fisiopatologia dessa síndrome, 
assinale a alternativa correta: 
A. Lesões endoteliais ativam plaquetas, induzindo a agregação e a formação de trombos. Tal processo leva ao consumo 
exacerbado das plaquetas, culminando em trombocitopenia de consumo. 
B. O aumento da permeabilidade vascular é o principal evento relacionado à elevação de enzimas hepáticas. 
C. A permeabilidade vascular aumentada favorece o extravasamento de hemácias e plaquetas para o terceiro espaço e 
esse processo determina a plaquetopenia e a hemólise 
D. A plaquetopenia associada ao consumo de fibrina e aos fatores de coagulação nos capilares sobrecarrega o fígado e, por 
isso, há elevação das enzimas hepáticas. 
E. A vasodilatação determinada por intensa resposta inflamatória causa lesão endotelial, que, por sua vez, ativa a cascata 
da coagulação e a passagem das hemácias pelas redes de fibrina, causando hemólise. 
 
29. UNICAMP-SP 2020 ACESSO DIRETO. Mulher, 33a, G3P2C0A0, idade gestacional de 37 semanas, chega à Maternidade 
após crise convulsiva há 1 hora (tônico-clônica generalizada). Refere dor de cabeça de forte intensidade há 3 dias. 
Antecedentes pessoais: primeiro filho com o atual parceiro, nega complicações em gestações anteriores. Exame físico: 
PA = 142x86 mmHg, FC = 86 bpm, FR = 22 irpm; edema em face, mãos, membros inferiores, exame neurológico: 
normal. Exame ginecológico: altura uterina 35cm, ausência de contrações, feto cefálico. Plaquetas = 230.000 /mm³, 
RNI = 1,02, creatinina = 0,9mg/dL, AST = 15 UI/L, bilirrubina total = 0,8 mg/dL, relação proteína/creatinina urinária = 
0,4. Cardiotocografia: (IMAGEM). A CONDUTA É: 
 
A. Sulfato de magnésio e parto cesárea imediato. 
B. Tomografia computadorizada de crânio e parto cesárea imediato. 
C. Sulfato de magnésio e indução de parto. 
D. Tomografia computadorizada de crânio e indução de parto. 
 
30. UFPB-PB 2020 ACESSO DIRETO. Luciana está com 33 anos e está na sua primeira gestação. Realizou sua primeira 
consulta de pré-natal com 12 semanas de idade gestacional estando com IMC de 32 e pressão normal. Retorna na 
sua terceira consulta de pré-natal na vigésima terceira consulta de gestação com seus exames do primeiro trimestre: 
glicemia de jejum 80 mg/dL, tipagem sanguínea O+, sorologias para HIV, toxoplasmose, hepatite B e teste rápido para 
sífilis negativos. Nesta consulta, foi realizada verificação da pressão arterial que foi de 160/90 mmHg e teste rápido 
com fita de urinálise que demonstrou proteinúria. A partir dos dados apresentados acima, qual seria a alternativa com 
o diagnóstico e condutascorretas ao caso? 
A. Pré-eclâmpsia - encaminhar para serviço de urgência obstétrica para avaliação clínico laboratorial. 
B. Eclâmpsia - encaminhar para serviço de urgência obstétrica para avaliação clínico laboratorial. 
C. Pré-eclâmpsia - iniciar medidas não farmacológicas e metildopa 500mg, 1 comprimido 2 x ao dia, para controle de 
hipertensão. 
D. Hipertensão gestacional - iniciar medidas não farmacológicas e metildopa 500mg, 1 comprimido 2 x ao dia, para controle 
de hipertensão. 
E. Hipertensão crônica - iniciar medidas não farmacológicas e metildopa 500mg, 1 comprimido 2 x ao dia, para controle de 
hipertensão. 
 
31. PSU-MG 2020 ACESSO DIRETO. Primigesta, 29 anos, idade gestacional de 37 semanas e dois dias é atendida na 
maternidade por elevação dos níveis pressóricos nos últimos dois dias. Pré-natal sem intercorrências até essa data. 
Ao exame físico, pressão arterial: 150/90mmHg (em duas medidas com intervalo de quatro horas), medida do fundo 
uterino: 32cm, batimento cardíaco fetal: 150bpm, colo uterino fechado, propedêutica de Síndrome HELLP sem 
alterações e relação proteína/creatinina urinária de 0,4. A conduta MAIS ADEQUADA é: 
A. Iniciar metildopa e encaminhar ao pré-natal de alto risco. 
B. Iniciar metildopa e propor o parto com 39 semanas de gravidez. 
C. Internar e coletar urina para dosar proteinúria de 24 horas. 
D. Internar e indicar a resolução da gravidez. 
 
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32. SES-PE 2017 ACESSO DIRETO. Qual é o diagnóstico quando, na primeira consulta no pré-natal na 18ª semana, é 
verificado PA 140/90 mmHg e proteína de fita 1+? 
A. Hipertensão crônica. 
B. Hipertensão gestacional. 
C. Pré-eclâmpsia leve. 
D. Pré-eclâmpsia grave. 
E. Pré-eclâmpsia superposta. 
 
33. SES-PE 2020 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Em área onde a ingestão dietética de cálcio é baixa, recomenda-se, 
durante a gestação, a suplementação de cálcio para a prevenção de: 
A. Trabalho de parto prematuro. 
B. Diabetes. 
C. Pré-eclâmpsia. 
D. CIUR simétrico. 
E. Câimbras. 
 
34. AMRIGS-RS 2020 ACESSO DIRETO. Analise as assertivas abaixo em relação à pré-eclâmpsia: 
I. Na gestação, quando a pré-eclâmpsia ocorre, evidencia-se hemoconcentração progressiva, processo contrário do 
encontrado na gestante hígida. 
II. A insuficiência renal grave como complicação da pré-eclâmpsia constitui evento raro, podendo ser encontrada necrose 
tubular ou cortical. 
III. Entre as complicações cerebrais mais graves relacionadas à pré-eclâmpsia, encontramos as convulsões eclâmpicas e o 
Acidente Vascular Hemorrágico (AVE). 
Quais estão corretas? 
A. Apenas I e II. 
B. Apenas I e III. 
C. Apenas II e III. 
D. I, II e III. 
 
35. SURCE-CE 2020 ACESSO DIRETO. Gestante 15 anos, no curso de 29 semanas de gestação, apresenta-se em consulta 
de pré-natal referindo cefaleia, visão turva e pressão arterial de 160 x 90 mmHg mantida após decúbito lateral 
esquerdo. Indique a melhor conduta a ser adotada. 
A. Encaminhar a gestante para seguimento na emergência. Solicitar avaliação laboratorial para avaliação de proteinúria, 
função renal e diagnóstico de síndrome HELLP. Iniciar terapia anti-hipertensiva para tratamento do pico hipertensivo 
com uso de nifedipina oral e vigiar o bem-estar fetal. Faz-se necessário iniciar uso de sulfato de magnésio para profilaxia 
de convulsões. 
B. Encaminhar a gestante para seguimento na emergência. Solicitar avaliação laboratorial para avaliação de proteinúria, 
função renal e diagnóstico de síndrome HELLP. Iniciar terapia anti-hipertensiva para tratamento do pico hipertensivo 
com uso de nifedipina sublingual e vigiar o bem-estar fetal. Faz-se necessário iniciar uso de sulfato de magnésio para 
profilaxia de convulsões. 
C. Permanecer com o seguimento pré-natal ambulatorial, com consultas mensais. Solicitar avaliação laboratorial para 
avaliação de proteinúria, função renal e diagnóstico de síndrome HELLP. Iniciar terapia anti-hipertensiva oral para 
tratamento da elevação pressórica com uso de metildopa e vigiar o bem-estar fetal. Não se faz necessário iniciar uso de 
sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões. 
D. Permanecer com o seguimento pré-natal ambulatorial, com consultas semanais. Não se faz necessário solicitar avaliação 
laboratorial para avaliação de proteinúria, função renal e diagnóstico de síndrome HELLP. Iniciar terapia anti-
hipertensiva para tratamento do pico hipertensivo com uso de nifedipina oral e vigiar o bem-estar fetal. Não se faz 
necessário iniciar uso de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões. 
 
36. SES-PE 2020 ACESSO DIRETO. Gestante no curso de 36 semanas e 0 dias, G2P1, apresenta níveis pressóricos de 160 x 
110 mmHg (repetido e confirmado). Assintomática. Dinâmica uterina ausente, BCF 152 bpm. Toque vaginal não revela 
dilatação ou apagamento da cérvice. Apresentação cefálica e bolsa amniótica íntegra. Realizou exames na ocasião 
que revelaram: proteína/creatinina de 0,9; Plaquetas 90.000/mm3; equinocitose e peicilocitose; TGO 140 UI/L; BT 2,0 
mg/dL. Considerando o quadro acima, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta. 
A. Corticoterapia, neuroproteção e cesariana. 
B. Sulfato de Magnésio, anti-hipertensivos e interrupção por via alta. 
 
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C. Sulfato de Magnésio, cesariana e hidantalização. 
D. Corticoterapia, antibioticoprofilaxia e cesariana com 39 semanas. 
E. Corticoide, tocólise, penicilina cristalina e interrupção com 40 semanas. 
 
37. UERN-RN 2019 ACESSO DIRETO. É considerado critério de gravidade para pré-eclâmpsia: 
A. Oligúria < 1500 mL em 24h. 
B. Proteinúria de 24 horas ≥ 1,5 g/24h. 
C. Pressão arterial diastólica ≥ 110 mmHg e/ou pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg em 02 medidas, após repouso de 6h. 
D. Plaquetopenia< 140.000 células/mm3. 
 
38. SURCE-CE 2019 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Gestante admitida na emergência de uma maternidade terciária, 
no curso de 36 semanas de idade gestacional, apresentando níveis pressóricos elevados mantidos, com valores 
variando entre 160-170 mmHg a sistólica e 110-120 mmHg a diastólica, sem qualquer outro sinal ou sintoma 
associados. Exames laboratoriais: Plaquetas = 140.000/mm3, TGO = 55 UI/L, LDH = 530 UI/L, Relação Proteína-
Creatinina na urina = 0,5. Qual a hipótese diagnóstica? 
A. Pré-eclâmpsia leve. 
B. Pré-eclâmpsia grave. 
C. Hipertensão gestacional. 
D. Doença hipertensiva específica da gestação. 
 
39. SURCE-CE 2018 R4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA Gestante 16 anos, no curso de 28 semanas, procura emergência 
obstétrica referindo cefaleia, visão turva e epigastralgia. A avaliação apresentava nível pressórico mantido de 180x120 
mmHg e relação proteína/creatinina urinária de 0,5. Qual a hipótese diagnóstica e a melhor conduta a ser seguida? 
A. Pré-eclâmpsia com gravidade, administrar nifedipina e iniciar sulfato de magnésio. 
B. Pré-eclâmpsia sem gravidade, administrar hidralazina e reavaliar após 30 minutos. 
C. Pré-eclâmpsia com gravidade, administrar alfametildopa e iniciar sulfato de magnésio. 
D. Pré-eclâmpsia sem gravidade, orientar decúbito lateral esquerdo e reavaliar após 30 minutos. 
 
40. AMRIGS-RS 2018 ACESSO DIRETO. Primigesta, 36 semanas de gestação, chega à emergência referindo cefaleia 
occipital, escotomas e epigastralgia intensa com náuseas e vômitos. Nega contrações e perdas vaginais. Familiar 
refere que o pré-natal foi sem anormalidades até então e que a paciente nunca teve pressão alta. Ao exame: pressão 
arterial de 170 x 110 mmHg; altura uterina de 33 cm, tônus uterino normal, ausência de contrações, batimentos 
cardiofetais de 140 bpm, edema pronunciado de face e membros inferiores. Em relação a essa paciente, analise as 
assertivas abaixo: 
I. Deve-se avaliar o grau de comprometimento materno-fetal, com rastreamento de síndrome de HELLP, critérios de 
gravidade de pré-eclâmpsia e avaliação da vitalidade fetal com cardiotocografia e dopplervelocimetria; 
II. Há indicação de terapia preventiva anticonvulsivantecom sulfato de magnésio, assim como tratamento da crise 
hipertensiva com hidralazina endovenosa ou nifedipina via oral; 
III. Por se tratar de pré-eclâmpsia grave, está indicada a interrupção da gestação. Na presença de hematoma hepático, a 
cesariana deverá ser a via de parto; 
IV. Há baixo risco de ocorrência de pré-eclâmpsia em gestação futura nessa paciente. 
Quais estão CORRETAS? 
A. Apenas I e II. 
B. Apenas II e III. 
C. Apenas I, II e III. 
D. Apenas I, III e IV. 
E. I, II, III e IV. 
 
 
 
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1. COMENTÁRIO: O sulfato de magnésio é a droga de escolha no tratamento da eclâmpsia e da iminência de eclâmpsia. 
Ele deve ser mantido por 24 horas após o parto ou após a última crise. Ele também é indicado nos casos de Síndrome 
HELLP e pré-eclâmpsia grave (com piora clínica ou laboratorial). Os principais esquemas de administração são o 
Pritchard (IV e IM) e o Zuspan (IV), escolhidos de acordo com a experiência do profissional, já que têm eficácia 
semelhante. Em ambos, a dose de ataque é de 4 g intravenosa, mas a manutenção no esquema Pritchard é de 5 g via 
intramuscular, a cada 4 horas, enquanto o esquema Zuspan é feito por via intravenosa com bomba de infusão. 
Segundo a FEBRASGO, se houver necessidade de transferência para outro serviço, de uma gestante com diagnóstico 
de iminência de eclâmpsia ou eclâmpsia, o esquema de preferência do sulfato de magnésio é o de Pritchard, devido 
à segurança na aplicação intramuscular e quando a bomba de infusão contínua não estiver disponível. A presença de 
oligúria pode ocorrer, independentemente do esquema utilizado, e indica a interrupção da administração de MgSO4 
por qualquer via, devido ao risco de intoxicação (Letra A, INCORRETA). Da mesma forma, a ausência de reflexo patelar 
indica intoxicação por MgSO4, independente do esquema utilizado (Letra B, INCORRETA). Hipertensão refratária não 
interfere na escolha do esquema de MgSO4 (Letra C, INCORRETA). Qualquer esquema de MgSO4 pode ser usado no 
controle de convulsões recorrentes e refratárias, mas os bloqueadores de canal de cálcio não têm essa função 
(Letra D, INCORRETA). RESPOSTA: Letra E. 
 
2. COMENTÁRIO: Questão sobre recomendações na atenção pré-natal a uma paciente hipertensa. Vamos às assertivas: 
I. INCORRETA. Não precisamos trocar a nifedipina pela metildopa, por causa do bom controle pressórico. Inclusive, porque 
a nifedipina é um bloqueador de canal de cálcio, cujo uso é permitido na gestação; 
II. CORRETA. Paciente possui obesidade, fator de risco para pré-eclâmpsia superposta; 
III. CORRETA. Paciente tem alto risco de desenvolver pré-eclâmpsia pelos fatores de risco clínicos, há indicação de associar 
AAS a partir de 12 semanas até a 36ª semana; 
IV. INCORRETA. Não existe a recomendação de iniciar AAS e Cálcio antes da gravidez. O uso do AAS é contraindicado no 1º 
trimestre pelo risco de malformações gastrointestinais, como gastrosquise; 
V. INCORRETA. Paciente não apresenta qualquer indicação para uso de Heparina; 
VI. CORRETA. O uso do cálcio durante a gestação está recomendado às pacientes com baixa ingesta e/ou em risco para 
desenvolver pré-eclâmpsia. 
Alternativas corretas II, III e VI; RESPOSTA: Letra D. 
 
3. COMENTÁRIO: Questão sobre definição de hipertensão na gestação. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Há um erro na PAD que deveria ser > 90mmHg e o intervalo de 4 horas (ambulatorial); 
B. INCORRETA. É de PAS > 140 e/ou PAD > 90mmHg e a proteinúria é um achado da pré-eclâmpsia; 
C. CORRETA. Traz a descrição perfeita de hipertensão na gestação; 
D. INCORRETA. É de PAS > 140 e/ou PAD > 90mmHg. Oligúria, cefaleia e distúrbios visuais persistentes são sinais de 
gravidade; 
E. INCORRETA. Oligúria, cefaleia e distúrbios visuais persistentes são sinais de gravidade. 
RESPOSTA: Letra C. 
 
4. COMENTÁRIO: A questão abordando uma gestante com quadro compatível com síndrome HELLP e solicita a conduta 
mais indicada que, diante desse diagnóstico, é, sem dúvida, a prescrição de sulfato de magnésio e a interrupção da 
gestação, independentemente da idade gestacional. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. A conduta deve ser ativa e interromper a gestação; 
B. INCORRETA. A corticoterapia não está indicada, pois o feto já tem 34 semanas. Além disso, a interrupção da gestação é 
por indicação obstétrica e não necessariamente deve ser cesariana; 
C. CORRETA. A conduta diante da síndrome HELLP é a interrupção imediata da gestação e a via depende da indicação 
obstétrica; 
D. INCORRETA. Não faz parte da conduta da síndrome HELLP. 
RESPOSTA: Letra C. 
 
5. COMENTÁRIO: Questão sobre repercussões clínicas da pré-eclâmpsia. Vamos às assertivas: 
I. INCORRETA. A macrossomia é um achado relacionado à diabetes na gestação. A pré-eclâmpsia causa hipofluxo 
placentário e, consequentemente, restrição de crescimento intrauterino; 
II. CORRETA. A insuficiência renal é uma possível lesão de órgão-alvo; 
III. CORRETA. A pré-eclâmpsia causa hipofluxo placentário e, consequentemente, restrição de crescimento intrauterino; 
 
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IV. INCORRETA. As consequências da pré-eclâmpsia demandam intervenções obstétricas e interrupção antecipada da 
gestação em muitos casos. 
Assertivas II e III CORRETAS; RESPOSTA: Letra B. 
 
6. COMENTÁRIO: A definição do melhor momento para interromper a gestação da paciente com pré-eclâmpsia depende 
da presença ou não de sinais de gravidade. Nas pacientes sem sinais de gravidade, a conduta pode ser expectante, 
em até 37 semanas, e a rotina laboratorial deve ser realizada semanalmente (hemograma, função renal e hepática). 
Além disso, deve ser feita avaliação da vitalidade fetal com cardiotocografia e ultrassonografia obstétrica com 
Dopplervelocimetria. Já as pacientes com sinais de gravidade, está indicada a resolução da gestação com 34 semanas 
ou antes, na presença de sinais de deterioração clínica e/ou laboratorial. RESPOSTA: Letra A. 
 
7. COMENTÁRIO: Questão sobre síndrome hipertensiva na gestação. Traz uma paciente hipertensa crônica (elevação 
pressórica antes de 20 semanas), que fez uso de AAS para reduzir o risco de evoluir para pré-eclâmpsia, mas ainda 
assim desenvolveu sinais de gravidade com 35 semanas (lesão renal aguda, pico pressórico). Frente a um quadro de 
PE grave com mais de 34 semanas, está indicada a interrupção da gestação e a utilização de sulfato de magnésio para 
profilaxia da eclâmpsia. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Trata-se de uma pré-eclâmpsia sobreposta com critérios de gravidade; como a idade gestacional é superior 
a 34 semanas e com disfunção renal, a interrupção da gestação está indicada; 
B. INCORRETA. A paciente também é hipertensa crônica, mas, neste momento, apresenta pré-eclâmpsia sobreposta 
(proteinúria presente) com sinais de gravidade; 
C. INCORRETA. O diagnóstico é de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade pela presença de lesões de órgãos-alvo; 
D. CORRETA. Conduta acertada e, como diagnóstico, a alternativa poderia ter trazido o detalhe que se trata de uma pré-
eclâmpsia sobreposta com gravidade. Mas, lembrem-se sempre: buscar a melhor resposta e não brigar com a questão. 
RESPOSTA: Letra D. 
 
8. COMENTÁRIO: Questão sobre fatores de risco para pré-eclâmpsia. Vamos às alternativas: 
A. CORRETA. O passado pessoal de síndrome hipertensiva é um fator de risco importante; 
B. INCORRETA. A nuliparidade, o intervalo interpartal maior que 10 anos ou a troca de parceiro que são fatores de risco 
(lembrar da teoria imunológica da pré-eclâmpsia – primeira exposição antigênica); 
C. CORRETA. Assim como a história pessoal, a história em parentes de primeiro grau também representa risco; 
D. CORRETA. São de fato fatores de risco, pela possibilidade de lesão endotelial pré-existente. 
RESPOSTA: Letra B. 
 
9. COMENTÁRIO: A fisiopatologia da pré-eclâmpsia inicia-se a partir da invasão deficiente da musculatura dos vasos 
uterinos, o que faz com que esses vasos permaneçam de alta resistência,quando na verdade eles deveriam ser de 
baixa resistência. Logo, essa alta resistência ao fluxo, associado à produção de fatores antiangiogênicos e 
vasoconstritores, o que gera um estresse oxidativo, isto é, lesão do endotélio vascular. Então, a eclâmpsia é uma 
doença do endotélio. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Placentação anormal, com invasão deficiente do interstício materno (dos vasos, e não do interstício), 
mediada pela baixa produção de receptores de fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF) é mecanismo aceito; 
B. CORRETA. A placentação deficiente, que leva à lesão endotelial dos vasos placentários, mediada pelo aumento de 
produção de substâncias antiangiogênicas, explica a fisiopatologia da pré-eclâmpsia; 
C. CORRETA. O aumento dos níveis circulantes de substâncias antiangiogênicas associado à desregulação do sistema renina 
angiotensina compromete a atividade do óxido nítrico (um vasodilatador), causando a lesão endotelial e pré-eclâmpsia; 
D. CORRETA. O estresse oxidativo, que consiste em um desequilíbrio entre substâncias pró-oxidantes (radicais livres e 
outros) antioxidantes, está ligado à lesão endotelial e ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia. 
RESPOSTA: Letra A. 
 
10. COMENTÁRIO: Questão sobre hipertensão crônica na gestação. A paciente apresentou elevação pressórica (PAS > 
140 e/ou PAD > 90mmHg) confirmada no pré-natal após nova aferição, o que antes de 20 semanas, confirma o 
diagnóstico de hipertensão arterial prévia/crônica. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. O uso de AAS é indicado entre 12 e 16 semanas. Embora algumas sociedades, como o ACOG, coloquem 
que há benefício da introdução do AAS, embora em menor escala, com introdução até a 28ª semana. No entanto, o 
Ministério da Saúde traz como período ideal a introdução entre 12-16 semanas e existe outra alternativa 
completamente correta (Letra C); 
B. INCORRETA. O diagnóstico de pré-eclâmpsia só pode ser firmado após a 20ª semana de gestação. A presença de 
proteinúria, antes deste momento, pode refletir uma nefropatia prévia; 
 
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C. CORRETA. Por ser antes da 20ª semana, trata-se de fato de hipertensão crônica; 
D. INCORRETA. Existem hipotensores que podem ser utilizados na gestação. Os contraindicados são: IECA, BRA, Alisquireno 
e Atenolol; 
E. INCORRETA. Os pontos de corte para a pressão são os mesmos, independentemente da idade, e a sistólica de 140 mmHg 
representa uma pressão elevada. 
RESPOSTA: Letra C. 
 
11. COMENTÁRIO: Questão sobre pré-eclâmpsia. Paciente com alteração pressórica e, mesmo na ausência de proteinúria, 
apresenta lesão de órgão-alvo por sintomas de iminência de eclâmpsia – cefaleia, epigastralgia e alterações visuais. 
Trata-se de uma pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Não há necessidade de hipotensor, para não causar hipotensão e hipofluxo placentário. Os hipotensores 
são indicados, de forma aguda, para pressões sistólicas > 160 e/ou diastólicas > 110 mmHg; 
B. CORRETA. Paciente com PE grave, sintomas de iminência. A profilaxia da eclâmpsia com Sulfato de Magnésio está 
indicada; 
C. INCORRETA. Paciente tem sinais de gravidade; 
D. INCORRETA. Não há necessidade de hipotensor, para não causar hipotensão e hipofluxo placentário. Há presença de 
sinais de gravidade. 
RESPOSTA: Letra B. 
 
12. COMENTÁRIO: Questão sobre aplicabilidade do Sulfato de Magnésio na prática obstétrica. O sulfato pode ser indicado 
como prevenção e tratamento de eclâmpsia (Letra B, CORRETA). Adicionalmente, pode ser utilizado para 
neuroproteção fetal em caso de risco de parto prematuro com idade gestacional inferior a 32 semanas (Letra A, 
CORRETA) e nos casos de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade (Letra D, CORRETA). Não se faz uso de sulfato de 
magnésio na obstetrícia com finalidade de controle pressórico (Letra C, INCORRETA), principalmente em pacientes 
com hipertensão gestacional. RESPOSTA: Letra C. 
 
13. COMENTÁRIO: Questão sobre síndrome hipertensiva. Paciente com 36 semanas, se apresentou com elevação 
pressórica e turvação visual (sintoma de iminência de eclâmpsia). Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Não há qualquer relato sobre pressões no pré-natal que nos permita diagnosticar uma hipertensão crônica 
e, independentemente deste fato, a paciente apresenta sintomas de iminência de eclâmpsia, o que a classifica como 
pré-eclâmpsia com sinais de gravidade; 
B. CORRETA. O cálcio, assim como o AAS, pode ser utilizado nas pacientes de alto risco para desenvolver pré-eclâmpsia; 
C. INCORRETA. Os IECA, como o Captopril, são contraindicados na gestação, assim como BRA, Alisquireno e Atenolol; 
D. INCORRETA. Nas doenças trofoblásticas gestacionais, como a mola hidatiforme, há excesso de tecido trofoblástico, de 
exposição antigênica e pode haver desenvolvimento PRECOCE de pré-eclâmpsia. 
RESPOSTA: Letra B. 
 
14. COMENTÁRIO: Questão sobre síndrome hipertensiva. Essa questão foi trazida para que o aluno atente à necessidade 
de conhecer os protocolos locais que, muitas vezes, são adotados pelas bancas. A resposta da questão é polêmica e 
discorda da recomendação atual das principais sociedades internacionais. Entende-se por hipertensão na gravidez 
uma PAS > 140mmHg e/ou PAS > 90mmHg. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. A hipertensão transitória é um diagnóstico retrospectivo, quando há resolução do quadro hipertensivo em 
até 12 semanas após o parto; 
B. CORRETA. Atualmente, as principais entidades internacionais consideram pré-eclâmpsia a presença de proteinúria, lesão 
de órgão alvo ou hipertensão grave/severa (PAS > 160 e/ou PAD > 110 mmHg), em pacientes com elevação pressórica. 
Este nível de pressão da paciente a colocaria, inclusive, classificada como com sinal de gravidade; 
 
Achados de gravidade: 
Pressão arterial sistólica > 160 mmHg ou Pressão arterial diastólica > 110 mmHg em duas ocasiões, com um intervalo de 4h. 
Figura 10 – Pré-Eclâmpsia e Hipertensão Gestacional. Fonte: ACOG Practice Bulletin, Number 222. Obstet. Gynecol. 2020 Jun;135(6): e237-e260. 
 
C. INCORRETA. Na hipertensão crônica, a paciente apresenta hipertensão na gravidez confirmada antes de 20 semanas; 
D. “CORRETA”. A questão trouxe a rotina laboratorial normal na intenção de demonstrar que não havia qualquer lesão de 
órgão alvo ou de proteinúria, o que, em uma paciente com elevação pressórica confirmada após a 20ª semana de 
gravidez, dá o diagnóstico de hipertensão gestacional. 
Atente sempre para conhecer as bancas para as quais você fará prova. Resposta adotada pela banca: Letra D. 
 
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15. COMENTÁRIO: Questão sobre terapia hipotensora na gestação. Vale destacar que as drogas contraindicadas na 
gestação são: inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores do receptor de angiotensina II 
(BRA) ou inibidores diretos da renina (alisquireno) e o atenolol. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Os bloqueadores de canal de cálcio, como a Nifedipina, podem ser utilizados tanto no controle ambulatorial 
como no tratamento da emergência hipertensiva na gestação; 
B. INCORRETA. Nessa classe, o principal destaque vai à Metildopa, que é amplamente utilizada na gestação, medicação de 
primeira linha na obstetrícia; 
C. CORRETA. Os IECA, como Enalapril e Captopril, são de fato contraindicados. São categoria D na gestação (estudos 
demonstram evidência de risco fetal); 
D. INCORRETA. Os tiazídicos, como a Hidroclorotiazida, embora sejam pouco utilizados (pois na fisiopatologia da pré-
eclâmpsia não há excesso de volume intravascular), não são proibidos na gestação. 
RESPOSTA: Letra C. 
 
16. COMENTÁRIO: Questão sobre síndrome hipertensiva que aborda o tratamento da hipertensão durante o pré-natal, 
estamos diante de uma paciente no primeiro trimestre já com elevação dos níveis pressóricos, o que define uma 
hipertensão crônica e tem risco aumentado de desenvolver pré-eclâmpsia. Analisando as alternativas: 
A. INCORRETA. Adose de ácido fólico é mesma das gestantes sem HAS, que é de 400mcg/dia, e o uso após 12 semanas é 
dispensável por algumas entidades; 
B. INCORRETA. Não há recomendação inicialmente de iniciar medicação, porque ela apresenta PAD de 90-95 mmHg; se 
fosse iniciar, não seria a hidroclorotiazida a medicação de escolha; 
C. CORRETA. O cálcio e o AAS são as medicações usadas na prevenção da pré-eclâmpsia, a dose do AAS varia de 81 a 
150mg. A questão colocou que a paciente tem dieta equilibrada, a fim de dizer que a paciente não tem ingesta 
deficiente de cálcio (embora, mesmo nestes casos, alguns guidelines indicam a reposição de cálcio, mesmo nesta 
situação, para as pacientes de alto risco para pré-eclâmpsia); 
D. INCORRETA. É preciso fazer 1g/dia pelo menos de cálcio e não há evidência para uso de Ômega-3 para prevenção de 
pré-eclâmpsia na gestação; 
E. INCORRETA. Há indicação de iniciar AAS (de 12 a 16 semanas e manter até 36 semanas). 
RESPOSTA: Letra C. 
 
17. COMENTÁRIO: Questão sobre pré-eclâmpsia. Paciente na 36ª semana, alteração pressórica confirmada, proteinúria 
significativa (400mg em 24 horas) e sem sinais de gravidade clínicos ou laboratoriais. Trata-se de um caso de pré-
eclâmpsia sem sinais de gravidade. Neste caso, avaliado o bem-estar materno e fetal, devemos instruir a paciente dos 
sinais de alarme para retorno, monitorizar a pressão arterial ambulatorialmente e induzir o parto com 37 semanas 
para interrupção da gestação. Analisando as alternativas: 
A. CORRETA. A paciente deve ser acompanhada e avaliada frequentemente até a interrupção; 
B. INCORRETA. Não é caso de cesariana; pode ser feito o parto normal quando for o momento (via de parto obstétrica); 
C. INCORRETA. A paciente não preenche critério de gravidade para indução do parto nesse momento; 
D. INCORRETA. Não há indicação de internamento e nem de prescrever corticoide em uma gestação de 36 semanas. 
RESPOSTA: Letra A. 
 
18. COMENTÁRIO: A questão traz uma gestante portadora de hipertensão arterial crônica em uso de metildopa com 36 
semanas de idade gestacional. Por apresentar uma aferição da pressão arterial de 150 x 100 mmHg, apesar de 
assintomática, foram realizados exames para avaliar a presença de pré-eclâmpsia sobreposta. O único exame 
laboratorial alterado foi a relação proteína/creatinina, o que indica a presença de proteinúria. Como o enunciado não 
apresenta a avaliação da proteinúria no primeiro trimestre, não conseguimos saber se ela já apresentava uma 
nefropatia com proteinúria ou se essa proteinúria surgiu agora, então considera-se o pior e a paciente é classificada 
como pré-eclâmpsia sobreposta sem sinais de gravidade. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. A interrupção é com 37 semanas pela pré-eclâmpsia, a depender da curva pressórica o Nifedipino 
realmente pode ser associado à Metildopa que a paciente já utiliza; 
B. CORRETA. Como os demais exames estão normais e a paciente assintomática, o mais provável é que seja somente uma 
hipertensão crônica e a conduta adequada consiste em manter a metildopa (mas vale ressaltar que o controle pressórico 
poderia ser melhorado). A interrupção na pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade é com 37 semanas. É a opção mais OK; 
C. INCORRETA. Não há indicação de cesariana, o parto pode ser induzido. Sendo assim, a melhor resposta seria a Letra B. 
D. INCORRETA. Em uma semana, a paciente estaria com 37 semanas e 4 dias. O retorno deve ser em 3 dias, mas a curva 
pressórica não é uma orientação errada. 
RESPOSTA: Letra B. 
 
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19. COMENTÁRIO: Questão sobre doenças hipertensivas na gestação. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Para considerarmos hipertensão gestacional, deve ser > 140x90 mmHgHG em um intervalo superior a 04 
horas após a 20ª semana; 
B. CORRETA. São sinais clássicos de gravidade na pré-eclâmpsia; 
C. INCORRETA. São considerados 02 fatores de risco importantes para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, inclusive para 
o agravamento do quadro. A DM é considerada pela maioria dos autores fator de alto risco; com relação à gemelaridade, 
alguns autores consideram de alto risco e outros de risco moderado; 
D. INCORRETA. Na paciente com pré-eclâmpsia, há uma vasoconstrição, ocorre perda de líquido para o 3º espaço e cursa 
com menor fluxo renal e menor taxa de filtração. 
RESPOSTA: Letra B. 
 
20. COMENTÁRIO: Questão sobre eclâmpsia, uma convulsão ocasionada pela síndrome hipertensiva da gestão. A primeira 
coisa a ser feita é estabilizar a paciente e administrar sulfato de magnésio. Vamos às alternativas: 
A. INCORRETA. Quando é uma convulsão relacionada à eclâmpsia, não se usa benzodiazepínico; 
B. INCORRETA. Antes de correr o sulfato, tem que proteger a via aérea da paciente; 
C. INCORRETA. Se a paciente evoluir com hipóxia, nem sempre acontece; 
D. CORRETA. Toda paciente que estiver em convulsão, temos que proteger a via aérea, pois ela pode morder a língua e 
causar uma hemorragia, então, precisamos preservar a via área da paciente. 
Para esta questão, é importante, inclusive, mencionar o “ABCDEFG” (Amorim e Katz, 2011) do atendimento à 
eclâmpsia. Consiste no ABCDE que, classicamente, é aplicado nos pacientes graves e de trauma, acrescidos da letra F 
(avaliação Fetal) e G (interromper a Gestação). Por esse esquema, lembre-se que o A aparece primeiro, sendo 
importante garantir inicialmente a perviedade da via aérea da paciente. RESPOSTA: Letra D. 
ECLÂMPSIA: 
A, B, C, D, E, F, G: 
A. Assegurar permeabilidade das Vias Aéreas (Airways); 
B. Oxigenioterapia Suplementar (Breathing); 
C. Acesso Venoso Periférico (Circulation); 
D. Terapia Anticonvulsivante com Sulfato de Magnésio (prevenção de Dano ou Disability); 
E. EXAMINAR, ESTABILIZAR EXAMES LABORATORIAIS, EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA (TRATAMENTO); 
F. Avaliação FETAL; 
G. Interromper GRAVIDEZ. 
 
Figura 11 – Fonte: Amorim & Katz, 2010. 
 
21. COMENTÁRIO: O sulfato de magnésio é a medicação de escolha para profilaxia e tratamento de convulsões na pré-
eclâmpsia e eclâmpsia. Ele é, inclusive, superior aos outros anticonvulsivantes, como fenitoína e diazepam. O sulfato 
de magnésio tem ação central, estabilizando o potencial de ação das membranas celulares, vasodilatação cerebral 
com aumento do fluxo sanguíneo e diminuição da isquemia cerebral, além de redução da concentração de radicais 
livres. Os níveis terapêuticos estão entre 4-7 mg/dL e a toxicidade depende da dose. Na presença de efeitos tóxicos, 
principalmente depressão respiratória, podemos fazer uso do gluconato de cálcio como antídoto (Letra A, incorreta). 
Em áreas em que a ingestão de cálcio é baixa, pode ser feita a suplementação com carbonato de cálcio para prevenção 
de distúrbios hipertensivos (Letra E, incorreta). O nitroprussiato de sódio tem seu uso restrito na gestação. Ele pode 
ser considerado como uma opção nos casos de hipertensão refratária e usado por um curto período. Além disso, não 
tem função na prevenção e no tratamento das crises convulsivas (Letra D, incorreta). O sulfato de prata não é utilizado 
para prevenção e tratamento de convulsões (Letra C, incorreta). RESPOSTA: Letra B. 
 
22. COMENTÁRIO: O ácido acetilsalicílico reduz o risco de pré-eclâmpsia tardia, em mais de 60%, e pré-eclâmpsia precoce, 
em mais de 80%, em gestações de alto risco para desenvolver a doença. No Brasil, utilizamos a dose de 100 mg/dia, 
que deve ser iniciada entre 12-16 semanas e mantida até 36 semanas (outras referências recomendam até o final da 
gestação). A suplementação de cálcio também reduz o risco de pré-eclâmpsia, por isso, a suplementação é 
recomendada em áreas com baixa ingestão de cálcio ou em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia. A dose sugerida 
é de 1-2 g diariamente, dividida em três doses, de preferência no horário das refeições. O ácido fólico é recomendado 
em até 12 semanas, para prevenção de defeitos do tubo neural, e a heparina profilática não tem benefício 
comprovado, por isso, também não é recomendado o uso. A enoxaparina estáindicada apenas em pacientes com 
história de trombofilias (Letra A, incorreta). Na pré-eclâmpsia, não é recomendada dieta restrita em sal e a metildopa 
não é utilizada como profilaxia, mas sim quando há elevação dos níveis pressóricos, a depender da classificação da 
hipertensão arterial (Letra C, incorreta). O Doppler fetal pode ser usado para avaliação da vitalidade fetal ou para 
predição do risco de pré-eclâmpsia, porém, a profilaxia pode ser iniciada se a gestante apresentar fatores de risco, 
independente do exame de imagem (Letra D, incorreta). RESPOSTA: Letra B. 
 
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23. COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia acontece em mulheres com mais de 20 semanas de gestação, acompanhada de 
alteração dos níveis pressóricos (PAS > 140 e/ou PAD > 90 mmHg), com ou sem proteinúria, desde que estejam 
presentes os sinais de gravidade. Nesse caso, a paciente apresenta-se com sinais de iminência de eclâmpsia (queixa 
de cefaleia, epigastralgia, escotomas e hiper-reflexia), acompanhado de elevação da PA. Por isso, devemos classificá-
la como pré-eclâmpsia grave e providenciar internamento; iniciar sulfato de magnésio, para prevenção de eclâmpsia, 
e; corticoterapia, para maturação pulmonar fetal, já que pode ser necessária a interrupção da gestação antes do 
termo (Letra E, incorreta). A interrupção da gestação na pré-eclâmpsia grave, em geral, deve ser feita com 34 
semanas, ou antes, se houver alterações clínicas maternas ou fetais, como trombocitopenia, elevação de enzimas 
hepáticas e insuficiência renal (Letras A e D, incorretas). Nos casos de pré-eclâmpsia grave, o acompanhamento é 
feito em ambiente hospitalar com exames laboratoriais e da vitalidade fetal, devido ao risco de insuficiência 
placentária e à deterioração clínica materna (Letra C, incorreta). RESPOSTA: Letra B. 
 
24. COMENTÁRIO: Gestante com elevação dos níveis pressóricos e proteinúria na avaliação qualitativa (labstix) preenche 
critérios diagnóstico para pré-eclâmpsia. Nesses casos, é importante a estabilização clínica da paciente, em ambiente 
hospitalar, obtida através do controle com anti-hipertensivo de manutenção e sulfato de magnésio, já que a paciente 
se apresenta com sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia e visão turva). A interrupção da gestação não está 
indicada de imediato, se houver melhora do quadro com essas medidas terapêuticas, e pode ser feita no termo, se a 
mãe e o feto estiverem estáveis. O corticoide para maturação fetal também deve ser administrado, por se tratar de 
um feto prematuro e devido à possibilidade de interrupção da gestação antes do termo, na presença de alteração da 
vitalidade fetal e/ou deterioração clínica materna. RESPOSTA: Letra D. 
 
25. COMENTÁRIO: A eclâmpsia, definida por crise convulsiva tônico-clônica generalizada, autolimitada nas gestantes com 
diagnóstico de pré-eclâmpsia e sem diagnóstico prévio de epilepsia, pode ser a primeira manifestação das doenças 
hipertensivas na gravidez, mesmo na ausência de elevação dos níveis pressóricos (Letra B, incorreta). No atendimento 
inicial da eclâmpsia, a prioridade é a estabilização clínica da paciente. Os cuidados iniciais durante a crise convulsiva 
consistem em posicionar a gestante em decúbito lateral esquerdo e elevado (essa medida assegura a permeabilidade 
das vias aéreas), prover suporte de oxigênio com cateter nasal ou máscara e puncionar um acesso venoso periférico, 
se houver condições. Após a crise, o tratamento da eclâmpsia é o sulfato de magnésio (MgSO4) que deve ser iniciado 
imediatamente, após a primeira crise, a fim de evitar recorrência. O parto não deve ser feito antes da estabilização 
materna e fetal e, dependendo dessas condições, a via de parto pode ser obstétrica (Letra A, incorreta). A sequência 
de procedimentos recomendados para assistência à paciente com eclâmpsia é: chamar ajuda; assegurar 
permeabilidade de via aérea; oxigenação; acessos venosos; administrar MgSO4, e, após isso; avaliação fetal (Letra C, 
incorreta). Segundo a literatura, o MgSO4 é superior aos benzodiazepínicos no controle da eclâmpsia. Ele age 
estabilizando o potencial de ação das membranas celulares, aumentando o fluxo sanguíneo cerebral e reduzindo a 
concentração de radicais livres (Letra E, incorreta). RESPOSTA: Letra D. 
 
26. COMENTÁRIO: A terapia com sulfato de magnésio (MgSO4) está indicada nos casos de hipertensão descontrolada (PA 
> 160 e/ou > 110 mmHg), síndrome HELLP, eclâmpsia, sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia e edema agudo 
hipertensivo. Durante a terapia com MgSO4, existe o risco de intoxicação por magnésio (hipermagnesemia), 
principalmente quando a dose ultrapassa 12 mEq/L (o seu nível terapêutico está entre 4 e 7 mEq/L). Os sinais de 
intoxicação pelo MgSO4 são a abolição do reflexo patelar (8-10mEq/L), seguida pela paralisia respiratória (>12mEq/L) 
e, por fim, parada cardíaca. A intoxicação não é comum em pessoas com função renal normal, já que a excreção 
ocorre pela urina. Por isso, nos casos de redução da diurese, ocorre elevação das concentrações séricas de magnésio 
e consequente intoxicação. Logo, a redução da diurese não indica intoxicação, mas, na verdade, eleva o risco. O 
gluconato de cálcio e o cloreto de cálcio são os antídotos que podem ser administrados na presença de sinais de 
intoxicação por magnésio, como ausência de reflexo patelar e bradipneia. RESPOSTA: Letra B. 
 
27. COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia é definida como hipertensão arterial, PA > 140 e/ou 90 mmHg, em duas aferições, 
com intervalo > 4 horas, após 20 semanas de gestação, associado à proteinúria significativa. A proteinúria pode ser 
avaliada de forma qualitativa, pela presença de 1+ no labstix, pela relação proteína/creatinina urinária > 0,3 e pela 
proteinúria de 24 horas > 300 mg. Porém, pode haver pré-eclâmpsia sem proteinúria, desde que estejam presentes 
sinais de gravidade, como crise hipertensiva (PA > 160 e/ou 110 mmHg), sinais de iminência de eclâmpsia, síndrome 
HELLP ou lesão de órgão-alvo, dentre outros. A presença de edema não é obrigatória para o diagnóstico (letra B, 
incorreta). Já a presença de hipertensão faz parte da definição de pré-eclâmpsia e, portanto, é obrigatória (letra C, 
incorreta). A plaquetopenia é um dos critérios para diagnosticar os tipos de síndrome HELLP, mas não é obrigatória 
na pré-eclâmpsia (letra D, incorreta). RESPOSTA: Letra A. 
 
 
 
 
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28. COMENTÁRIO: A síndrome HELLP é uma forma de pré-eclâmpsia grave, caracterizada por disfunção endotelial e 
hepática, que pode se apresentar com pressão normal. Essa síndrome pode ser diagnosticada por meio de alterações 
laboratoriais compatíveis com hemólise (esquizócitos), elevação de enzimas hepáticas e plaquetopenia. A disfunção 
endotelial ocorre devido à vasoconstrição seguida de lesão endotelial. A vasoconstrição danifica o endotélio vascular, 
formando uma matriz de fibrina e isso faz com que, na microcirculação, as hemácias sofram modificações estruturais, 
dando origem aos esquizócitos e aos equinócios, que podem ser visualizados no esfregaço de sangue periférico e 
indicam anemia microangiopática. A lesão endotelial também induz agregação plaquetária e formação de trombos, o 
que leva ao consumo de plaquetas. A disfunção hepática ocorre pela obstrução dos sinusoides por fibrina, o que causa 
lesão de hepatócitos. A circulação hepática torna-se difícil e ocorre congestão, seguida pela distensão da cápsula de 
Glisson. Sabendo dessas informações, podemos responder à questão: A elevação de enzimas hepáticas ocorre devido 
à lesão de hepatócitos e não tem relação com o aumento da permeabilidade vascular (Letras B e D, incorretas). 
A plaquetopenia ocorre devido ao consumo de plaquetas, consequentemente da lesão endotelial. Essa mesma lesão 
leva à deposição de fibrina, que prejudica a circulação das hemácias, causando hemólise (Letra C, incorreta). 
A resposta inflamatória com lesão endotelial é causada pela vasoconstrição (Letra E, incorreta). RESPOSTA:Letra A. 
 
29. COMENTÁRIO: A eclâmpsia é definida como crise convulsiva tônico-clônica generalizada e autolimitada nas gestantes 
com diagnóstico de pré-eclâmpsia e sem diagnóstico prévio de epilepsia. Os cuidados iniciais durante a crise 
convulsiva consistem em posicionar a gestante em decúbito lateral esquerdo e elevado (essa medida assegura a 
permeabilidade das vias aéreas), prover suporte de oxigênio com cateter nasal ou máscara e puncionar um acesso 
venoso periférico, se houver condições. Após a crise, o tratamento da eclâmpsia é o sulfato de magnésio, que deve 
ser iniciado imediatamente, após a primeira crise, a fim de evitar recorrência. Também está indicado o exame clínico 
geral, obstétrico e exames laboratoriais, que, nesse caso, não apresentam alterações. Após estabilização e avaliação 
materna, pode ser feita avaliação fetal, por meio de ausculta e cardiotocografia e, quando possível, USG com doppler. 
A interrupção da gestação por ser por via obstétrica, desde que haja condições maternas e fetais adequadas, e a 
cesariana imediatamente, após a crise convulsiva, deve ser evitada, devido à hipóxia materna transitória (A e B, 
incorretas). Diante de uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada e autolimitada, após 20 semanas de gestação, 
a primeira hipótese diagnóstica deve ser eclâmpsia. O exame de imagem só deve ser solicitado se houver: déficit 
neurológico, alterações visuais persistentes, convulsões de difícil controle ou refratárias ao MgSO4 e crise convulsiva 
com menos de 20 semanas, sem ligação na doença trofoblástica gestacional (B e D, incorretas). RESPOSTA: Letra C. 
 
30. COMENTÁRIO: A presença de hipertensão arterial (PA > 140 e/ou 90 mmHg), após 20 semanas, acompanhada de 
proteinúria, pode indicar pré-eclâmpsia. Já a eclâmpsia é definida pela presença de crises convulsivas tônico-clônicas 
generalizadas e autolimitadas, após 20 semanas de gestação (como a questão não descreve história de crise 
convulsiva, a Letra B está incorreta). Gestantes com níveis de PA > 160 e/ou 110 mmHg apresentam um sinal de 
gravidade, por isso, é necessário uma avaliação clínica e obstétrica de urgência, acompanhada de exames 
laboratoriais, nesses casos, e não apenas tratamento ambulatorial para controle da pressão arterial. Além disso, a 
dose mínima de metildopa recomendada é de 750 mg/dia (Letra C, incorreta). A presença de proteinúria, no teste 
rápido com fita, afasta a hipótese de hipertensão gestacional (Letra D, incorreta). Como a gestante descrita na questão 
não apresentava alteração da pressão arterial antes de 20 semanas, podemos afastar a hipótese diagnóstica de 
hipertensão arterial crônica (Letra E, incorreta). RESPOSTA: Letra A. 
 
31. COMENTÁRIO: A presença de hipertensão arterial (PA > 140 e/ou 90 mmHg, em duas medidas, com intervalo de 4 
horas), após 20 semanas, acompanhada de proteinúria (relação proteína/creatinina > 0,3, proteinúria de 24 horas ou 
dipstick +1), define o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Nesses casos, na ausência de sinais de gravidade (crise 
hipertensiva, síndrome HELLP, dentre outros) está indicada a resolução da gestação no termo, com 37 semanas 
(letra B, incorreta). Nessas pacientes, devem ser realizados exames semanalmente: laboratoriais (hemograma, função 
renal e hepática), além de cardiotocografia e ultrassonografia obstétrica com Dopplervelocimetria para avaliação do 
bem-estar e crescimento fetais. Se a gestação tivesse menos de 37 semanas, o seguimento poderia ser feito com 
controle da pressão com anti-hipertensivos, como a metildopa, e acompanhar o pré-natal de alto risco (letra A, 
incorreta). Como a gestante já possui relação proteína/creatinina > 0,4, não precisa pedir proteinúria de 24 horas 
(letra C, incorreta). RESPOSTA: Letra D. 
 
32. COMENTÁRIO: A hipertensão crônica é definida como hipertensão arterial diagnosticada antes de 20 semanas. 
As síndromes hipertensivas da gestação acontecem após 20 semanas, quando as ondas de invasão trofoblástica já 
ocorreram. A hipertensão gestacional caracteriza-se por hipertensão arterial após 20 semanas, sem proteinúria ou 
outros sinais de pré-eclâmpsia, em gestante previamente normotensa. Ela desaparece em até 12 semanas, após o 
parto. Se a hipertensão persistir, mesmo após 12 semanas, é dado o diagnóstico de hipertensão crônica. A pré-
eclâmpsia é definida por hipertensão arterial, após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria e/ou aos sinais 
de gravidade, como crise hipertensiva, sinais de iminência de eclâmpsia e síndrome de HELLP. 
 
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A pré-eclâmpsia superposta é definida por hipertensão arterial crônica, que desenvolve proteinúria, piora da 
proteinúria preexistente e disfunção de órgão-alvo, após 20 semanas de gestação. Assim, quando a PA é 140x90 
mmHg, com 18 semanas de gestação, temos o diagnóstico de hipertensão crônica e a presença de proteinúria 
associada pode estar relacionada à lesão de órgão-alvo da própria hipertensão. RESPOSTA: Letra A. 
 
33. COMENTÁRIO: A suplementação de cálcio na dose entre 1-2 g/dia reduz em 55% o risco de pré-eclâmpsia. Em 
mulheres com dieta pobre em cálcio, a redução é de 74%, e, naquelas com fatores de risco, pode chegar até 78% de 
redução do risco. Logo, na gestação, todas as mulheres devem ter dieta rica em cálcio e, para aquelas com alto risco 
na pré-eclâmpsia e/ou dieta pobre em cálcio, deve-se iniciar suplementação. Não há relação entre suplementação de 
cálcio e prevenção de trabalho de parto prematuro, diabetes, CIUR ou câimbras. RESPOSTA: Letra C. 
 
34. COMENTÁRIO: Na pré-eclâmpsia, devido à falha nas ondas de migração trofoblástica, as artérias espiraladas 
permanecem como vasos de alta resistência. Com isso, ocorre baixa perfusão e isquemia placentária, com estresse 
oxidativo e inflamação. Esses mediadores inflamatórios perpetuam a lesão endotelial, com liberação de mais fatores 
inflamatórios característicos da pré-eclâmpsia. Com isso, há o aumento da permeabilidade vascular e extravasamento 
de líquido para o terceiro espaço, levando ao surgimento de edema e hemoconcentração. Na verdade, o esperado 
durante as modificações fisiológicas do organismo materna seria a hemodiluição (item I está correto). Durante a 
gravidez, a pré-eclâmpsia é a causa mais comum de insuficiência renal aguda. A forma grave, com necessidade de 
terapia renal substitutiva, é rara; a necrose tubular e cortical também são raras; podem se relacionar às emergências 
obstétricas em que há hemorragia intensa, como o descolamento prematuro de placenta (item II está correto). 
As principais complicações neurológicas da pré-eclâmpsia são as crises convulsivas e o AVE. A maioria dos acidentes 
vasculares cerebrais, durante a gestação com pré-eclâmpsia/eclâmpsia, são hemorrágicos e precedidos por cefaleia 
intensa e níveis de pressão arterial elevados. Os fatores de risco para AVC hemorrágico, em mulheres com pré-
eclâmpsia, são: hipertensão grave persistente associada à cefaleia significativa e/ou convulsões (item III está correto). 
RESPOSTA: Letra D. 
 
35. COMENTÁRIO: Diante da elevação arterial após 20 semanas de gestação, precisamos pensar na hipótese diagnóstica 
de pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia é definida pelo aumento dos níveis pressóricos (PAS > 140 e/ou PAD > 90 mmHg), 
após 20 semanas, associados à proteinúria significativa ou aos sinais de gravidade (sinais de iminência de eclâmpsia - 
cefaleia, fotofobia, escotomas, hiper-reflexia, náuseas e vômitos, dor epigástrica ou no hipocôndrio direito; PAS maior 
ou igual a 160 e/ou PAD maior ou igual 110 mmHg; eclâmpsia; síndrome HELLP; edema agudo de pulmão, dentre 
outros). Nesses casos, é importante encaminhar a gestante ao seguimento na emergência obstétrica, a fim de realizar 
coleta de exames laboratoriais, avaliação fetal e controle da pressão arterial. Nessa avaliação, devem ser solicitados 
exames laboratoriais para avaliação de proteinúria, função renal e diagnóstico de síndrome HELLP. Também é 
importante iniciar anti-hipertensivospara tratamento do pico hipertensivo (nifedipina oral ou hidralazina venosa) e 
vigiar o bem-estar fetal. Por fim, a fim de prevenir convulsões, devido à presença de sinais de iminência de eclâmpsia, 
deve ser iniciado o MgSO4. RESPOSTA: Letra A. 
 
36. COMENTÁRIO: Paciente com 36 semanas de gestação, apresentando elevação dos níveis pressóricos, associada à 
proteinúria com sinais de gravidade (PA 160X110 mmHg e alterações laboratoriais compatíveis com síndrome HELLP). 
Estamos diante de um quadro de pré-eclâmpsia grave, em que a principal medida é iniciar sulfato de magnésio e 
iniciar anti-hipertensivos. Nos casos de pré-eclâmpsia grave, a interrupção da gestação deve ser feita com 34 semanas 
e, nesse caso, pela via mais rápida. Como no toque vaginal, a paciente com colo fechado e sem apagamento se mostra 
desfavorável para via obstétrica. Logo, a via mais rápida é a via alta. Nos casos de síndrome HELLP, não devemos 
esperar a corticoterapia para interrupção da gestação, devido aos sinais de deterioração materna. Aguardar o tempo 
do corticoide pode levar aos desfechos maternos e fetais desfavoráveis (Letras A, D e E, incorretas). O uso de fenitoína 
não está recomendado de rotina, em pacientes com pré-eclâmpsia grave: o sulfato de magnésio é superior na 
prevenção das crises convulsivas (Letra C, incorreta). RESPOSTA: Letra B. 
 
37. COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia é definida como hipertensão arterial (pressão arterial sistólica [PAS] ≥ 140 e/ou 
pressão arterial diastólica [PAD] ≥ 90 mmHg), após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria significativa. Pode 
haver pré-eclâmpsia na ausência de proteinúria, desde que esteja presente algum sinal de gravidade. A pré-eclâmpsia 
com sinais de gravidade é uma forma de apresentação em que a gestante evoluiu com sinais e sintomas de 
deterioração clínica. Alguns desses sinais e sintomas podem ser: crise hipertensiva (PAS > 160 e/ou PAD > 110 mmHg); 
sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia, fotofobia, escotomas, hiper-reflexia, náuseas e vômitos, dor epigástrica ou 
no hipocôndrio direito); eclâmpsia; síndrome HELLP; oligúria (menos de 500mL em 24 horas); insuficiência renal aguda 
(creatinina sérica ≥ 1,2 mg/dL); edema agudo de pulmão e trombocitopenia (< 100.000/mm³), e; elevação de enzimas 
hepáticas. Desde 2013, a proteinúria não é mais considerada um sinal de gravidade. RESPOSTA: Letra C. 
 
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38. COMENTÁRIO: A presença de hipertensão arterial (PAS > 140 e/ou PAD > 110 mmHg), após 20 semanas de gestação, 
acompanhada de proteinúria significativa (relação proteína/creatinina > 0,3), define o diagnóstico de pré-eclâmpsia. 
Além disso, a presença de critérios de gravidade, como PAS > 160 e/ou PAD > 110 mmHg, mesmo na ausência de 
proteinúria, classifica a paciente como uma pré-eclâmpsia grave. O diagnóstico de pré-eclâmpsia leve não existe 
(Letra A, incorreta). A hipertensão gestacional é definida pelo surgimento de hipertensão arterial, após 20 semanas, 
com ausência de proteinúria e sem os critérios de gravidade (Letra C, incorreta). O termo doença hipertensiva 
específica da gestação não é mais utilizado (Letra D, incorreta). RESPOSTA: Letra B. 
 
39. COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia com gravidade é definida como elevação da pressão arterial (PAS > 140 e/ou PAD > 
110 mmHg), após 20 semanas de gestação acompanhada de proteinúria significativa (relação proteína/creatinina > 
0,3) e critérios de gravidade, como os sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia, visão turva e epigastralgia) e crise 
hipertensiva (PAS > 160 e/ou PAD > 110 mmHg). A principal conduta nesses casos é iniciar sulfato de magnésio para 
prevenção da eclâmpsia e administrar anti-hipertensivos, como nifedipina para o controle dos níveis pressóricos. 
A alfametildopa não é recomendada para o controle dos níveis pressóricos na urgência, já que seu início de ação varia 
entre 2 até 24 horas, enquanto a nifedipina tem início de ação de 15 a 30 minutos. RESPOSTA: Letra A. 
 
40. COMENTÁRIO: A pré-eclâmpsia com gravidade é definida pela hipertensão arterial (PAS > 140 e/ou PAD > 90 mmHg), 
após 20 semanas de gestação, com ou sem proteinúria, associada a sinais de gravidade, como sinais de iminência de 
eclâmpsia, alterações laboratoriais compatíveis com síndrome HELLP ou lesão de órgão-alvo, dentre outros. Nesse 
caso, a gestante se apresenta com sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia occipital, escotomas e epigastralgia 
intensa com náuseas e vômitos) e crise hipertensiva (PAS > 160 e/ou PD > 110 mmHg), sendo, portanto, classificada 
como pré-eclâmpsia com gravidade. A conduta deve ser iniciar sulfato de magnésio para prevenção de eclâmpsia e 
anti-hipertensivo, como hidralazina ou nifedipino (item II: correto) para tratamento da crise hipertensiva. Além disso, 
devemos solicitar exames laboratoriais para rastreamento de síndrome HELLP e lesão de órgão-alvo e avaliação da 
vitalidade fetal com Dopplervelocimetria e cardiotocografia (item I: correto). Na pré-eclâmpsia grave, a interrupção 
da gestação deve ser com 34 semanas ou antes, na presença de sinais ou sintomas de deterioração materna ou fetal. 
A cesárea pode ser indicada em casos com deterioração clínica e/ou laboratorial com colo desfavorável, devido ao 
risco de se aguardar o trabalho de parto, assim como nos casos de alterações na vitalidade fetal (item III: correto). 
Os pacientes com passado de pré-eclâmpsia têm alto risco de recorrência em uma gestação futura (item IV: incorreto). 
RESPOSTA: Letra C. 
 
 
 
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