Prévia do material em texto
Ham 7 | Isabella Afonso Síndromes hipertensivas na gestação 》controlar uma convulsão eclâmptica, todo esforço é direcionado para apoiar as funções vitais maternas e utilizando as medidas de tratamento crítico requeridas. 》 conduta expectante para tratamento da pré-eclåmpsia 》sem sinais de deterioração》 idade gestacional fetal é inferior a 37 semanas de gestação 》 administração de corticosteróides pré-natais 》 o parto é indicado antes das 37 semanas de gestação +cuidadoso controle da pressão arterial (PA) 》 evitar a insuficiència utero- Placentária iatrogènica devido à hipotensão. •Pré-eclâmpsia precoce 》Antes de 34 semanas Alteração do Doppler das artérias uterinas, restrição de crescimento fetal e pior prognóstico materno e fetal •Pré-eclâmpsia tardia》 Após 34 semanas Menor comprometimento fetal e melhores resultados maternos-fetais 》FATORES DE RISCO: Primiparidade, Troca de parceiros, Nova gravidez, Longo intervalo interpartal, Extremos de vida reprodutiva, História familiar de DHEF; Pré exlåmpsia anterior; Raça negra 》FISIOPATOLOGIA: Má placentação, Stress oxidativo, Imunológica, Genético. Obs: é uma lesão do endotélio, Lesão endotelial》Espasmo arteriolar e CIV. Ham 7 | Isabella Afonso Pré-eclåmpsia》Lesão endotelial》Aumento da permeabilidade vascular》 Extravasamento do plasma materno para o meio extravascular》 Aumento da viscosidade sanguínea》Edema, hemoconcentração e proteinúria》Trombose e isquemia de orgãos fatores imunológicos》 excesso de carga antigênica fetal e a ausência de antígenos bloqueadores》 ativação da imunidade inata e das citocinas pró-inflamatórias》 Aumento dos fatores antiangiogênicos (fatos solúvel tipo tirosina quinase- sFLt-1 e endoglina) 》 Diminuição dos fatores angiogênicos (fator de crescimento placentário -PIGF G fator de crescimento endotelial-VEGFs) •Pré-ecåmpsia》Vasoespasmo intenso》Baixa perfusão renal》 Redução do fluxo plasmático renal e filtração glomerular》Lesão tubular, glomerular e arteriolares》 Mais específico- endoteliose glomerulocapilar》aumento de Ureia e creatinina e da Concentração de ácido úrico Ham 7 | Isabella Afonso PREDIÇÃO DE PRÉ-ECLÄMPSIA •Marcadores bioquimicos (PLGFe PAPP-A)》Quanto menor a concentração, maior o risco de pré-eclâmpsia •Fatores de risco maternos •Marcador biofisico (artéria uterina)》 Quanto maior for o IP da artéria uterina,maior o risco de pré-eclâmpsia Hipertensão crônica ▪definida por pressão arterial elevada previamente à concepção ou detectada antes das 20 semanas de gestação. Os critérios incluem 》 PA acima ou igual a 140/90mmHg medida em duas ocasiðes e com no mínimo 4 horas de intervalo, antes da gravidez ou até 20 semanas de gestação ou que persiste além das 12 semanas de pós-parto. • A hipertensão crônica está associada a resultados perinatais adversos, incluindo pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino (CIU) e descolamento da placenta •A gravidade da PA materna na 20 semana de gestação associa-se com resultados Piores • redução excessiva de PA pode resultar em diminuição da perfusão placentária •Metildopa, labetol, nifedipino • Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA) e os antagonistas dos receptores da angiotensina II não devem ser usados devido à associação com RCIU, insuficiència renal neonatal, oligohidrâmnios, efeitos dos oligohidrâmnios (por exemplo, malformações de membros, defeitos de ossificação craniana, hiperplasia pulmonar) e morte neonatal. •betabloqueador atenolol também tem sido associado à RCIU, • Os diuréticos tiazídicos podem ser mantidos se utilizados antes da gavidez, mas devem ser descontinuados se exacerbarem o esgotamento do fluido intravascular da pré-eclâmpsia ou se a hipertensão crônica se agravar devido à pré-eclâmpsia sobreposta.'" -não são drogas anti-hipertensivas de primeira linha para a hipertensão crônica na gravidez 》Hipertensão leve 》 PAS 130-19/ PAD 80-89mmhg. Observar e se tiver fatores de risco para pré eclampsia》 administração de aspirina como forma prevenir -HAC leve, sem outras complicações, podem ser acompanhados com retornos mensais até a 28*semana; quinzenais, entre 28* e 34 semanas; e semanais, após a 34' semana. Caso Ham 7 | Isabella Afonso necessite de aumento da dose anti-hipertensiva ou quadros suspeitos de PE sobreposta, as pacientes devem retornar, no máximo, em uma semana 》PA grave》 160/110 ou maior , se tiver em trabalho de parto ativo e PA não controlada 》 labetalol EV ou hidralazina . -Deve ser encaminhadas a um serviço terciário , para internação, elucidação da causa do aumento pressórico-má aderência à medicação, tratamento insuficiente ou PE superajuntada-e verificação da vitalidade fetal e, caso esteja indicado o uso de sulfato de magnésio, recomenda-se seu início ainda no local de atendimento primário para posterior encaminhamento. • Para pacientes com hipertensão arterial grave resistente, eclâmpsia, edema pulmonar, descolamento prematuro da placenta ou outros sinais de deterioração materna ou fetal, o parto é indicado após a estabilização materna sem esperar as 48 horas completas para o uso de corticosteroides pré-natais, independentemente da idade gestacional. •Mulheres com menos de 34 semanas de gestação devem ter o parto após completar 48 horas de corticosteroides pré-natais e se tiverem contagem de plaquetas inferior a 100.000/ml, níveis de transaminases duas vezes o valor normal, RCIU, fluxo diastólico final invertido da artéria umbilical ou disfunção renal recente ou em deterioração. Se as condições maternas e fetais permitirem, é recomendada a tentativa de retardar o parto e administrar corticosteroides para a pré-eclâmpsia no estabelecimento de ruptura de membranas ou parto pré-termo com menos de 34 semanas de gestação Ham 7 | Isabella Afonso Hipertensão Crônica com Pré-eclâmpsia Sobreposta 》Mulheres com hipertensão crônica 》 monitoradas 》quanto ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia sobreposta e RCIU. 1. PRÉ-ECLÅMPSIA SUPERIMPOSTA O desenvolvimento de proteinúria ou aumento súbito sustentado da proteinúria, aumento súbito da PA em mulher cuja hipertensão arterial tenha sido previamente bem controlada, ou o desenvolvimento das características graves de pré-eclâmpsia dor no quadrante superior direito, cefaleia, alterações da visão, edema pulmonar, aumento do nível de creatinina ou transaminase, trombocitopenia (contagem de plaquetas inferior a 100.000/m) 》são diagnósticos para pré-eclâmpsia superimposta. A) subcategoria considerada pré-eclåmpsia sobreposta sem sinais de deterioração. •Se as únicas manifestaçòes são PA elevada a níveis inferiores a 160/110mmHlg juntamente com proteinúria B) subcategoria é considerada pré-eclâmpsia sobreposta com sinais de deterioração, •Com a presença adicional de qualquer disfunção orgånica como evidenciado pelos sinais de deterioração mencionados anteriormente 》O crescimento fetal deve ser avaliado por ultrassonografia seriada( cada 4s) a partir de 24 semanas de gestação até a triagem, visando investigar a possibilidade de desenvolvimento da RCIU. Hipertensão gestacional •mulheres que desenvolvem hipertensão após 20 semanas de gestação • não tem proteinúria significativa ou outro critério de pré eclampsia •50% desenvolve pré-eclâmpsia entre 24-35 semanas Condutas da Hipertensão arterial leve e PE não grave 1. Medidas gerais • Pré-natal de alto risco • Controle diário da PA • Dieta normal sem restrição de sal •Redução da atividade física • Proteína de fita 1 a 2x por semana •Ultrassom obstétrico com Doppler 2. Exames laboratoriais • Hemograma • Ureia/creatinina • TGO/TGP • DHL • Bilirrubinas • Proteinúria • Vitalidade fetal 3. Tratamento medicamentoso Anti-hipertensivo oral- metildopa Ham 7 | Isabella Afonso 4. Conduta obstétrica Parto com 37 semanas, podendo chegar a 40 semanas em alguns casos Preferência pela via vaginal PA=:160/0 mmHg ou suspeita de lesão de orgãos alvo 1. Internaçäo da gestante •Avaliação PA •Avaliaçäo vitalidade fetal •Exames laboratoriais •Estabilizaçāo hemodimämica •Definir se: -Pré-ecämpsia grave -Iminência de eclâmpsia -Eclâmpsia-Síndrome HELLP 1. Sulfato de magnésio -Principal conduta diante de Pré-eclâmpsia grave, Iminência de eclâmpsia, Eclâmpsia e Síndrome HELLP. -Prevenção e tratamento de convulsões Ham 7 | Isabella Afonso Ampolas de Sulfato de magnésio : - MgSO4 50%: ampola com 10ml contém 5g de sulfato de magnésio. - MgSO4 20%: ampola com 10ml contém 2g de sulfato de magnésio. - MgSO4 10%: ampola com 10ml contém 1g de sulfato de magnésio. Intoxicação por sulfato de magnésio= Depressão respiratória Sinais de intoxicação= Reflexos patelares e Frequência respiratória diminuídos Medicação para intoxicação por sulfato de magnésio= Gluconato de cálcio 10% Se: -Reflexos patelares ausentes -Frequência respiratória prevenir falência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico •Manter a PA entre 140-150/90-100 mmHg •Investigar pré-eclâmpsia grave -Hemograma, Ureia/creatinina -TGO/TGP, DHL, Bilirrubinas, Proteinúria • Vitalidade fetal Pré Eclâmpsia Sem Caracteristicas de Deterioração •A pré-eclâmpsia é um processo de doença multiorgânico caracterizado por hipertensão arterial e proteinúria ou características graves de pré-eclâmpsia na segunda metade da gravidez em mulher com PA previamente normal Critérios diagnóstico •PAS 140 ou maior Ham 7 | Isabella Afonso •PAD 90 ou maior •Proteinúria >300 mg em 24h ou 0,3 na relação proteína/ creatinina na urina •O edema auxilia no diagnóstico de pré-eclâmpsia nos casos em que acentuado e generalizado (afetando rosto ou as mãos), mas não mais um critério de diagnóstico. •O rápido ganho de peso pode ser um sinal de edema pronunciado e serve para alertar profissional a pelo menos cogitar o diagnóstico. Muitas mulheres com pré-eclåmpsia nunca apresentam edema, enquanto o edema não dependente ocorre em 10 a 15% das mulheres que permanecem normotensas durante a gravidez. •O diagnóstico de pré-eclâmpsia pode ser feito sem proteinúria se alguma das seguintes características graves da gravidez estiver presente: ▪níveis de plaquetas inferiores a 100.000/m》 trombocitopenia •níveis de creatinina sérica superiores a 1,1mg/dl ou a duplicação do nível basal 》 disfunção renal •TGO / TGP dobrados》 lesão hepática •Edema pulmonar •alterações SNC 》 cefaleia, estocomas, convulsões ● Prevenção de PE: as melhores evidências disponíveis até o momento apontam o uso de ácido acetilsalicilico (AAS] (60 a 150 mg/dia) e cálcio (Ca) (1,5 a 2 g/dia) como intervenções realmente benéficas em grupos de risco para desenvolvimento da PE com redução das chances de desenvolvimento de PE de 10% a.30% Conduta obstétrica na PE grave •abaixo de 24 semanas: resolução da gestação. • entre 24 e 34 semanas: manter a hospitalização e tentar prolongar a gravidez até 34 semanas, corticoterapia. -realizar corticoterapia para a maturação pulmonar fetal: betametasona (12 mg/IM a cada 24 horas/por 48 horas) ou dexametasona (6 mg/IM a cada 12 horas/por 48 horas). fármaco de escolha é a betametasona, devendo a dexametasona ser utilizada apenas quando não há disponibilidade daquela Ham 7 | Isabella Afonso -Nesses casos, uso de sulfato de magnésio também guarda importância para a neuroproteção fetal, devendo ser utilizado com essa finalidade entre 24 e 32 semanas. É de extrema importância ressaltar que, ainda nos casos de indicação absoluta para a resolução da gestação, a estabilização clínica materna é mandatória, principalmente com a introdução de sulfato de magnésio. •após 34 semanas: resolução da gestação •débito urinário cair abaixo de 25 a 30ml/h, deve ser administrada solução de Ringer-lactato ou soro fisiológico normal. O líquido por via intravenosa deve ser administrado na dosagem de 100 a 125ml/h e a ingestão total de líquido por via oral e intravenosa não deve exceder 150ml/h.51 A sondagem vesical de demora com Foley permite o monitoramento preciso do débito urinário. Medidas gerais • Internação hospitalar • Estabilização hemodinâmica • Exames laboratoriais • Cardiotocografia Tratamento medicamentoso • Sulfato de magnésio • Hidralazina ou nifedipina se PA≥ 160/110 mmHg. Ham 7 | Isabella Afonso ECLÂMPSIA •Pré-eclâmpsia + convulsão tônico clônicas •Convulsões de curta duração e indistinguíveis •Podem ocorrer: 1- Na gravidez (50%), no parto (25%) e no puerpério (25%). •Sofrimento fetal durante as contrações Perda da consciência, rigidez em braços, pernas, peito e costa. • Após alguns minutos, os músculos começam a tremer e a paciente se contorce por 1 a 2 minutos. • A língua pode ser mordida e expectoração espumosa e com sangue pode sair pela boca. • Em seguida ocorre a fase pós-ictal, quando os movimentos terminam e a mulher fica em sono profundo e vai acordando gradualmente Ham 7 | Isabella Afonso •Na vigência de eclâmpsia, são considerados princípios básicos de conduta: evitar trauma por que dá, manter a permeabilidade das vias aéreas, garantir suporte de oxigênio e prevenir a aspiração em casos de vômitos. Assim, preconiza-se colocar a gestante em decúbito lateral esquerdo ou semissentada em cama com grades laterais,utilizar cânula de Guedel, fornecer oxigênio nasal 5 L/min e obter prontamente acesso venoso, •Nos casos de recorrência da crise convulsiva, administram-se mais 2 g de sulfato de magnésio por via endovenosa (bolus) e utiliza-se como manutenção a dose de 2 g/h. Se dois desses bolus não controlarem as convulsões, o fármaco de escolha será a difenil-hidantoína em seu esquema clássico para tratar crises convulsivas. Recomenda-se, ainda, nesses casos investigar complicações cerebrais, principalmente hemorragias intracranianas. SÍNDROME HELLP •A síndrome HELLP caracteriza-se pelo quadro de hemólise, aumento das enzimas hepáticas e plaquetopenia, sendo uma das formas mais severas da DHEG, com altas taxas de morbimortalidade materna e fetal. Essa síndrome ocorre com mais frequência no terceiro trimestre e no puerpério. •Os principais sintomas da síndrome HELLP são: dor em hipocôndrio direito e epigástrio, mal-estar geral, náuseas e •Quadro clássico de iminência de eclâmpsia: cefaleia, turvação visual e epigastralgia , vômitos H- hemólise: DHL > 600UI/L, esquizócitos EL- elevação das enzimas hepáticas (enzyme of liver): 2 x o nível superior LP- plaquetopenia (low platelets): plaquetas