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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Introdução Apesar de frequentes, os reumatismos de partes moles são muitas vezes mal diagnosticadas. ● Conhecer anatomia e obtenção de uma boa história clínica ● Envolvem tendões, ligamentos, entenses, bursas, músculos, fáscias e nervos ● Hipermobilidade→ maior risco Sinovite→ inflamação das células da sinóvia Entesite → inflamação da região de união do ligamento/tendão com osso Bursite → inflamação da região que impede o atrito entre tensão e osso ● Séptica → com bactéria → enduramento, sinais flogísticos ● Asséptica → sem bactéria → traumática ou atraumática Tendinopatia → inflamação do tendão, antiga tendinite→ pode gerar calcificação Hipermobilidade → aumento da amplitude → maior risco de lesões Ombro Bursite subacromial/ subdeltoidea ● Geralmente é consequência da tendinopatia do manguito rotador ● Bursite traumática aguda→ queda ou trauma direto ● Dores intensas ao nível do ombro, podendo irradiar à região cervical, ao braço e inclusive ao antebraço e dedos, acompanhando-se de uma incapacidade funcional ● A dor é tipicamente presente em repouso, acentuada pelo movimento Diagnóstico ● Clínico ● Pode ser confirmada por USG ● Teste do aperto do botão subacromial causa dor ● Manobra de Dawbarn - abdução passiva de ombro - melhora dor por interposição do deltoide Fase aguda→ o que fazer? ● Repouso sem imobilização completa para evitar aderência ○ Movimentos passivos de mobilização articular 1 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Infiltração local de corticóide → desconfiar quando não melhora → ajuda na dor e na recuperação funcional ○ Casos refratários ou muito intensos ● AINES podem ser utilizados E na fase subaguda? ● Recuperar a função→ fisioterapia ● Iniciar movimento ativo Tendinopatia do manguito rotador ● Principal causa de dor no ombro ● Aumento de prevalência com a idade ● Importante morbidade entre trabalhadores manuais e aqueles cujo trabalho envolve uma grande quantidade de movimentos repetitivos ● O mais afetado é o supraespinhal O manguito rotador do ombro é formado por quatro músculos que se originam na escápula e se inserem nos tubérculos da cabeça do úmero, recobrindo e reforçando a cápsula articular glenoumeral. Os três posteriores (supraespinhoso, infraespinhoso e redondo menor) inserem no tubérculo maior e o anterior (subescapular), no tubérculo menor do úmero. ● Auxiliam na estabilização da articulação glenoumeral, tracionando a cabeça do úmero contra a cavidade glenóide da escápula ● Eecutam tbm movimentos do braço sobre a articulação do ombro:o supraespinhoso produz abdução (elevação lateral), especialmente nos primeiros 45º; infraespinhoso e o redondo menor fazem rotação externa, enquanto o subescapular faz rotação interna. Fatores de risco ● Atividade aérea repetitiva→ elevação de membro ● Variante bastonadas que predispõem ao impacto no manguito rotador ● Instabilidade escapular ● Genética ● Idade→ 30+ anos Fisiopatologia ● Mecanismo intrínseco ○ Lesão no tendão por sobrecarga, degeneração ou outro insulto. ○ Um sistema microvascular comprometido agrava o problema criando uma “zona crítica” de avascularização da lesão ● Mecanismo extrínseco ○ Forças de compressão exercidas pelas estruturas circundantes na causa da lesão do manguito rotador ● Várias estruturas podem colidir com o manguito rotador, incluindo: o acrômio, os ligamentos coracoacromiais, o processo coracoide e a articulação acromioclavicular com alterações osteoartríticas em sua superfície inferior ○ Atrito e compressão repetitiva do tendão → síndrome do impacto ou so pinçamento ● A instabilidade glenoumeral também pode levar a forças compressivas secundárias Por que síndrome do impacto? ● Trauma agudo; ● Degeneração biológica do tendão com a idade; ● Hipovascularização da zona de inserção do tendão supraespinhoso (“área crítica de Codman”); ● Fatores mecânicos, como a morfologia do acrômio. 💡 Existem três tipos morfológicos de acrômio, segundo Morrinson-Bigliani: ● Tipo I (plano),tipo II (curvo) e tipo III (ganchoso), sendo os dois últimos os mais “lesivos” aos tendões do manguito rotador. Clínica ● Adulto jovem normalmente após movimento brusco/ com a idade evolução gradual (alterações crônicas subjacentes) ● Dor com elevação do braço, empurrar ou puxar objetos ● Pcte pode acordar a noite com dor→ alivia se pende o braço ao lado da cama ● Podem localizar a dor no deltóide lateral e, muitas vezes, descrever a dor à noite, especialmente ao deitar no ombro afetado ● Manobras são moderadamente sensíveis Diagnóstico ● Clínicooo! 2 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Radiografias→ geralmente não são indicadas ○ Fazer se não obtiver resposta à terapia conservadora e suspeita-se de outra patologia (artrite acromioclavicular ou glenoumeral, calcificação do tendão) ● RNM → descartar rotura do manguito rotador quando terapia conservadora falha e para auxiliar no diagnóstico quando a patologia do ombro não está clara ● USG→ padrão-ouro ○ Alta sensibilidade particularmente para as rupturas tendíneas completas ○ Hipoecogenicidade ou espessamento do tendão com ou sem focos hipo ou hiperecogênicos internos ○ Ocasionalmente, é difícil visualizar todo o manguito rotador, o que pode reduzir a sensibilidade para identificar rupturas parciais do manguito rotador ● Tendinopatia do supraespinhal → Arco doloroso → movimento ativo ○ Se dor terminal = patologia acromioclavicular causando impacto ○ Observação: com mão supinada → subescapular ● Teste de Neer ● Teste do Impacto de Hawkins → partindo de uma posição de fl exão anterior com o cotovelo fl exionadoa 90º, o examinador faz uma rotação interna passiva. O teste é positivo quando surge dor ● Teste de Jobe e Teste de Patte: ○ São testes isométricos para medir a integridade do supraespinhoso e infraespinhoso, respectivamente. ○ Usados para pesquisar a rotura tendinosa, mas a presença de dor, sem fraqueza, pode ocorrer na tendinite (“síndrome do impacto”). ● Digitopressão Subacromial: ○ Na tendinite do manguito rotador costuma provocar dor focal,especialmente quando associada à bursite secundária. Tratamento ● Repouso e modificação de atividades estressoras/ crioterapia ● AINE´s ● Fisioterapia ● São contraindicados os movimentos do braço acima da cabeça e os de levantar, alcançar, puxar e empurrar objetos. ● A tipoia deve ser desencorajada pelo risco de provocar a “síndrome do ombro congelado”. ● Trata-se de uma capsulite adesiva da cápsula articular do ombro, na qual surgem aderências fibrosas que restringem omovimento e provocam dor. ● Após 2-3 semanas de repouso relativo do ombro, devem ser iniciados exercícios isométricos e isotônicos de rotação externa, rotação interna e flexão do antebraço, para reforçar os músculos supraespinhoso, redondo menor, subescapular e bíceps braquial, de forma a estabilizar a articulação do ombro e aumentar o espaço subacromial. ● Se os sintomas persistirem após 6-8 semanas do tratamento fisioterápico, devemos fazer o teste da injeção subacromial de lidocaína: se, após a injeção, não houver melhora imediata da dor, ou demonstrar-se fraqueza nos testes isométricos do supraespinhoso e infraespinhoso, a suspeita de rotura do tendão impõe-se, devendo-se indicar a RM e/ou a artrorressonância. Caso contrário, trata-se provavelmente de uma tendinite refratária, mas sem rotura. ● Infiltração com corticóides → se sintomas não melhoram após várias semanas de tratamento conservador, ou cuja dor os impede de realizar fisioterapia ● Quando a reabilitação estiver completa, deve-se enfatizar a necessidade de exercícios contínuos para 3 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA prevenir a recorrência e manter o fortalecimento muscular ● Cirurgia ○ Após seis a nove meses de tratamento conservador, a função do paciente e os sintomas não melhorarem significativamente ○ Ruptura clinicamente significativa do manguito rotador com base na históriae exame ○ Impacto secundário patologia articular acrômio-clavicular ○ Ruptura do manguito rotador, mas o paciente tiver uma fraqueza mínima e um movimento razoável, geralmente tratamento conservador!! Rotura ● Principal complicação de tendinite crônica do manguito rotador ● Mais comum acima dos 50 anos ● O diagnóstico é suspeitado pela história recente de queda sobre o ombro ou movimentos bruscos deforça, do tipo puxar um objeto pesado, e principalmente pelo exame físico demonstrando fraqueza naabdução e/ou na rotação externa do braço ● Teste de Jobe (Supraespinhoso): ○ resistência isométrica à elevação do braço no plano da escápula (30º lateral), em posição de rotação interna (polegar para baixo). ○ O teste é positivo quando pelo menos um dos braços apresentar fraqueza. ○ A presença de dor, sem fraqueza, indica apenas uma tendinite (“síndrome do impacto”). ● Teste de Patte (Infraespinhoso): ○ resistência isométrica à rotação externa, com o braço abduzido a 90º e o cotovelo flexionado. ○ O teste é positivo quando pelo menos um dos braços apresentar fraqueza,revelando perda da integridade do supraespinhoso. ○ A presença de dor, sem fraqueza, indica apenas uma tendinite (“síndrome do impacto”). ● Teste de Gerber (Subescapular): ○ o braço do paciente é colocado aduzido e em rotação interna no dorso do paciente, com o cotovelo flexionado. ○ A incapacidade de manter o membro afastado da escápula indica perda da integridade do subescapular. ● Confirma com RM de ombro e artrorressonância Tendinite calcânea (calcífica) do ombro ● Patogênese desconhecida ● Meia-idade→ entre 30 e 50 anos ● Predomina em mulheres→ 3;1 ● Definida pela presença de depósitos localizados de cálcio (fosfato de cálcio ou hidroxiapatita) no manguito rotador, especialmente o tendão do supraespinhoso e na bursa subacromial. ● Alguns casos estão associados à tendinite crônica do manguito rotador (“síndrome do impacto”). Evolução geralmente previsível e autolimitada, descrevendo-se três fases: 1. Fase Pré-Calcífica → ocorre degeneração tendínea, de aspecto granulomatoso, ainda sem cálcio, recobrindo o tendão. Esta fase é assintomática e sem alteração radiológica. 2. Fase Calcífica → o cálcio é excretado das células granulomatosas, acumulando-se como uma pasta branca (semelhante à pasta de dente) ao redor de uma porção de 2-3 cm do tendão (“fase de formação”). A radiografia simples mostra o depósito cálcico. O paciente pode revelar sintomas álgicos leves ou ser completamente assintomático. ○ Quando os depósitos calcifi cos começam a ser reabsorvidos pelo tendão (“fase reabsortiva”), o paciente pode apresentar dor intensa e aguda no ombro, agravada pela digitopressão e pelos movimentos acima da cabeça. ○ A dor costuma durar dias ou semanas. 4 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA 3. Fase Pós-Calcífica → os depósitos de cálcio desaparecem por completo e os sintomas se autoresolvem. A doença curou espontaneamente. Diagnóstico → feito pela radiografia simples, ao se observar os depósitos de cálcio na topografia manguito ● As incidências utilizadas são: AP em posição neutra do braço (supraespinhoso), AP em rotação interna (infraespinhoso, redondo menor), AP em rotação externa (subescapular) e perfil axilar (acrômio). Tratamento ● Conservador ● Crioterapia + AINEs ● A infiltração de corticoide pode ser indicada nos casos de dor intensa não responsiva às primeiras medidas. Após a melhora da dor, exercícios isométricos e cinesioterapia são indicados. ● Cirurgia reservada para casos refratários → artroscopia Tendinopatia bicipital ● Ocorre com mais frequência em pessoas com movimentos de força e bruscos (puxões, elevações, alcances ou arremessos) ● Pacientes idosos quadro mais arrastado ● Homens representam 96% dos casos e o risco de ruptura estava associado ao tabagismo e aumento do índice de massa corporal Fisiopatologia ● Movimentos repetitivos de levantar objetos e, em menor escala, elevar o braço acima da cabeça,podem provocar microtrauma e roturas microscópicas no tendão da porção longa do bíceps braquial,especialmente em indivíduos acima de 30 anos, com algum grau de degeneração tendínea. Clínica ● Quadros + arrastado em idosos ● Em casos de ruptura, é a cabeça longa do tendão proximal do bíceps a região acometida ● Geralmente associada a tendinopatia do manguito rotador ● Normalmente resulta de uma patologia geral do ombro, como impacto ou instabilidade ● Dor sobre a borda anterior do ombro irradiando para o bíceps havendo sensibilidade sobre o tendão → aponta para sulco bicipital ● Arremesso, extensão do ombro e flexão do cotovelo→ piora dor ● Ruptura aguda do tendão geralmente após trauma - "estalo" súbito + dor/equimoses/edema ● Ruptura na porção proximal da cabeça longa - deformidade "Popeye" Diagnóstico ● Clínico ● Teste de speed ou palm up 5 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Teste de Yergason ● Teste de Lippmann → examinador palpa o sulco intertubercular aproximadamente 3 cm distal ao ombro, com o cotovelo do paciente fletido em ângulo reto → dor ● Digitopressão no sulco bicipital ● Injeção de lidocaína no sulco bicipital Tratamento ● Repouso / fisioterapia / AINEs ● Infiltração corticoides → cuidado com lesão do tendão → melhora dor ○ Agulha do tendão tem muita resistência → puxa a agulha para sair do tendão ● Tratar condição primária ● Ruptura→ manejo conservador Cotovelo Bursite Olecraniana ● Bolsa sinovial localizada no aspecto extensor do cotovelo ● Traumática→ principalmente em homens mais jovens ● Inflamatória→ parece leite moça ● Infecciosa→ parece xixi ● Artrite x Bursite ○ Estender o cotovelo → artrite piora a dor→ extensão total do cotovelo reduz o volume articular aumentando a pressão e a dor ● História x exame físico x punção aspirativa Tratamento ● Depende da etiologia ● Bursite traumática ou idiopática ○ Repouso / AINE´s e proteção do cotovelo ○ Punção quando grandes volumes ● Bursite inflamatória ○ Punção com infiltração de corticoide ● Bursite Séptica ○ S. aureus ○ ATB ○ Aspiração repetida até ATB começar fazer efeito → pode internar para que haja essa continuidade ● Cirurgia→ bursectomia ○ Bursites de repetição ou persistentes ○ Bursite séptica sem resolução com tto clínico ○ Bursa fibrótica cronicamente inflamada Epicondilite lateral ● Cotovelo tenista ● Extensores do punho ● 0,7 a 2% da população ● População de meia-idade ativa Fatores de risco: 6 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Tabagismo ● Obesidade ● Movimentos repetitivos por pelo menos duas horas diárias e atividade forçada (cargas acima de 20 kg) Fisiopatologia ● Processo inflamatório da origem da musculatura extensora,especialmente do extensor radial curto do carpo. ● Ocorrem microrrupturas que desencadeiam reação inflamatória. ● Pode ocorrer por esforço repetitivo em atividades com a mão do tipo virar, torcer, segurar com força ou apertar as mãos. ● Profissões de risco são: carpinteiro, jardineiro, dentista. ● Um fator de risco independente é ouso de fluoroquinolonas. Clínica ● Lesão musculotendínea do extensor comum próximo a sua inserção no epicôndilo lateral ● Sensibilidade localizada sobre o epicôndilo lateral e a massa muscular extensora do punho proximal ● Dor com extensão de punho resistida com o cotovelo em extensão total ● Dor a extensão do cotovelo com o punho fletido ● Surge de forma lenta e progressiva na maioria das vezes ● Paciente não lembra de evento desencadeante na maioria ● A preensão é prejudicada Diagnóstico ● Normalmente não necessita exame de imagem – USG ● Teste de Cozen ● Teste de Mill Tratamento ● Modificação da atividade, AINE´s e fisioterapia ● Órtese → aparelhos de força contrária podem fornecer benefícios durante as primeiras seis semanas após a lesão → reduzir a tensão no tendão e no músculo na sua origem, aliviando assim a dor e melhorando a função ● Injeções de glicocorticóides → melhora dor, mas não previnea recorrência ● Cirurgia → sintomas graves que não melhoram com tratamento clínico Epicondilite medial ● Cotovelo de golfista ● Flexores do punho ● 0,6% homens e 1,1% mulheres ● Meia-idade ● Dor e sensibilidade próximo ao epicôndilo medial Clínica ● Dor a flexão do punho resistida com o cotovelo em extensão total Mãos e Punhos Tenossinovite digital estenosante (dedo em gatilho) ● Inflamação da bainha tendínea do tendão flexor dos dedos ● Incapacidade de flexionar suavemente ou estender o dedo ● 2% na população geral ● Mais comum entre mulheres do que homens ● Quinta ou sexta década de vida ● Principalmente 1, 3 e 4QD ● Esforço repetitivo, diabetes, gestação, hipotireoidismo, artrite reumatoide e artrite psoriática 7 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Clínica ● Dificuldade em movimentar o dedo inicialmente indolor progredindo para episódios com dor ● Dor em região de MCF ● Pode ocorrer travamento intermitente sendo mais comum ao acordar ou longos períodos de imobilidade ● Pode-se palpar um nódulo no tendão doloroso Tratamento ● Dificuldade em movimentar o dedo inicialmente indolor progredindo para episódios com dor ● Dor em região de MCF ● Pode ocorrer travamento intermitente sendo mais comum ao acordar ou longos períodos de imobilidade ● Pode-se palpar um nódulo no tendão doloroso Contratura de Dupuytren ● Espessamento da fáscia palmar levando a flexão dos dedos, formações nodulares e retração da pele por fibrose ● É uma doença fibroproliferativa benigna e lentamente progressiva ● Predisposição familiar ● Diabetes, epilepsia, etilismo, doença pulmonar crônica, fibromatose plantar ● Prevalência aumenta com a idade ● Homens brancos ● 80% dos pacientes são homens ● Diagnóstico é clínico Clínica ● Dedo anular mais acometido ● Normalmente bilateral ● Espessamento ou nódulo na palma da mão que pode inicialmente ser doloroso ou indolor ● Alta chance de recorrência (jovens /doença bilateral/ agressiva/história familiar ) Tratamento ● Calor local ● Exercícios de alongamento ● Uso de luvas de proteção ● Nódulo doloroso ou crescimento acelerado – infiltração de corticoide ● Deformidades progressivas ou contratura maior que 30 graus nas MCF ou IFP → cirurgia ou injeção de colagenase de clostridium Tenossinovite de Quervain ● Curto extensor e longo abdutor do polegar ● Etiologia ainda não bem definida ● Variações congênitas, atividades manuais repetitivas de pinça, artrite reumatoide e psoriática, gravidez e puerpério Clínica ● Dor no lado radial do punho que é mais notável com o movimento do polegar e do pulso ● A dor pode irradiar para o polegar ou antebraço Diagnóstico ● Clínico ● USG ● Manobra de Filkenstein – desvio ulnar do Punho ○ Alta incidência de falsos positivos – rizartrose 8 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Tratamento ● Modificação de atividade / repouso / órtese / fisioterapia ● AINE´s ● Infiltração de corticoide ● Liberação cirúrgica Síndrome do túnel do carpo ● É a mononeuropatia focal compressiva mais frequente ● Mais comum em idosos ● ● Prevalência estimada de 1 a 5% na população geral ● Mais frequente em mulheres = 3 : 1 ● Sinais provocados pela compressão do nervo mediano ao passar pelo túnel do carpo ● Dor e parestesia, e menos comumente fraqueza, na distribuição do nervo mediano ● Pulso, mão inteira, podendo irradiar proximalmente para o antebraço e, menos frequentemente, para acima do cotovelo até o ombro ● Piora noturna ● Casos graves envolvimento motor com queixas de alteração de força ● Fraqueza de abdução e oposição do polegar e atrofia da eminência tenar ● Atrofia muscular→ achado tardio Fatores de Risco: ● Obesidade ● Gênero feminino ● Condições coexistentes (diabetes, gravidez, artrite reumatoide, hipotireoidismo, doenças do tecido conjuntivo) ● Predisposição genética ● Uso de inibidor de aromatase ● Uso repetitivo de mão/punho Diagnóstico ● Sensibilidade nervo mediano – síndrome do túnel do carpo ● A probabilidade do diagnóstico → número de sintomas padrão e fatores provocativos/atenuantes ● Sintomas padrão ○ Desconforto doloroso na mão, antebraço ou braço ○ Parestesia na mão ○ Fraqueza ou falta de jeito da mão ○ Ocorrência de qualquer um destes sintomas na distribuição mediana ● Fatores provocativos ○ Dormir ○ Posições sustentadas de mão ou braço ○ Ações repetitivas da mão ou punho ● Fatores atenuantes ○ Mudanças na postura da mão ○ Agitando a mão ● Imagem → anormalidade estrutural do punho, como tumor, deformidade ou outra doença óssea ou articular ● USG → área de secção transversal significativamente maior do nervo mediano em comparação com controles ● RNM → anormalidades do nervo mediano, tendões flexores, estruturas vasculares e ligamento transverso do carpo na região do túnel do carpo, no entanto, sua utilidade diagnóstica permanece incerta ○ É reservada para casos incomuns para descartar uma lesão em massa ● ENMG útil para confirmar ou excluir a STC quando o diagnóstico clínico é incerto ou avaliar a gravidade da compressão do nervo e auxiliar nas decisões relativas à intervenção cirúrgica Graduação clínica da gravidade da STC: ● Leve → dormência, formigamento ou desconforto sem perda força ou sensorial, sem interrupção do sono e nenhuma dificuldade com a função da mão 9 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Moderada → perda sensitiva na distribuição mediana ou se os sintomas noturnos ocasionalmente perturbarem o sono. Os sintomas podem interferir levemente com a função da mão, mas o paciente deve ser capaz de realizar todas as AVDs ● Grave → fraqueza ou sintomas incapacitantes que interferem com as AVDs ou se os sintomas noturnos rotineiramente interromperem o sono Tratamento ● A avaliação e o tratamento de possíveis condições predisponentes ● Imobilização noturna ● ● Fisioterapia ● Infiltração corticoide ● Cirurgia – falha tratamento clínico / dano neurológico grave 10