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REBILITAÇÃO TRAUMATO-ORTOPÉDICA E TERAPIA MANUAL DOS MEMBROS SUPERIORES Profa. Me. Renata Soraya @renatasorayac @tetradom Caminho metodológico Lesões traumáticas Fraturas Luxações Lesões degenerativas Síndromes Compressivas Lesões tendíneas e miotentíneas Sobre Mim... Conceitos gerais de lesão e suas características e conseqüências clínicas; lesões traumáticas e degenerativas dos complexos do Ombro e MMSS. Assistência fisioterapêutica Fraturas de escápula • Avulsão em pontos de inserção muscular • Secundários a luxações gleno umerais Pouco frequentes em geral poli traumatizados Sem desvio - Maioria Só as articulares demandam maior cuidado clínico Trauma direto Fraturas de Escápula CLASSIFICAÇÃO DE ZDRAUKOVIC Tipo I - Fraturas do corpo. Fraturas de Escápula Tipo II - Fraturas de apófises • Acrômio: Mecanismo luxação superior • Coracóide: Fratura por avulsão Fraturas de Escápula • Tipo III - Fraturas do ângulo súpero-lateral, incluindo colo e glenóide. Fraturas de clavícula • Freqüentes em várias faixas etárias, inclusive na infância • Geralmente bom prognóstico a curto prazo • Mecanismo: trauma direto ou queda com apoio da mão Classificação para fraturas de clavícula Grupo I - Fraturas do terço médio (75%) Grupo II - Fraturas do terço distal (20%) Grupo III - Fraturas do terço proximal (5%) Tratamento clínico • Conservador, a menos que: lesão vascular, lesão ligamentar completa, pseudo-artrose, lesão partes moles, expostas • Complicações – síndrome do desfiladeiro torácico é a mais comum Fisioterapia ✓O que tenho de problemas? ✓Dor/ Edema ✓Contratura muscular antálgica ✓Complicações gleno-umerais/ escapulares ✓Mudanças no padrão respiratório ✓Alterações posturais Como solucionar? • Analgesia (recursos?) • Liberar ADMs (clavicular, escapular e umeral), Como? • Alongamentos (Forma X tolerância) • Respiração: Falaremos adiante • Consciência/esquema postural (Como ativá- lo?) Técnicas de mobilização clavicular Mobilização global da esterno clavicular (EC) Técnica de inferiorização da EC Técnica de decoptação da ECTécnica de posteriorização da EC Técnicas de mobilização escápulo torácicas Liberação do bordo medial Músculos chave ▪ Ecom, trapézio, elevador, escaleno e peitoral menor ▪ Inibição do trapézio, grande dorsal e rombóides • Músculo energia • Pompage • Técnica de Jones (gatilho) Tratamento • Padrão respiratório • Respiração diafragmática • Liberação do diafragma • Pompage dos escalenos, peitoral menor, trapézio e elevador da escápula, ECOMs Tratamento • Reeducação postural para prevenção de posturas viciosas • Mobilidade e estabilidade global de tronco (PNF) • Força nos MMSS (se houver deficit) • Prevenção de complicações cervicais e gleno- umerais • Senso proprioceptivo/ Controle de tronco Lesões Associadas Lesões nervosas (Proximais) • Axilar (deltóide e Redondo menor) • Plexo Braquial • Supra escapular (SE e IE) • Músculo-cutâneo (bíceps e coraco) Lesões vasculares •A. circunflexa umeral anterior e posterior, suprem o manguito • Mecanismo lesional • Trauma direto, queda ao solo com apoio da mão ou cotovelo, crise convulsiva, choque elétrico, metástase óssea, lesão por PAF JOVENS X IDOSOS Diagnóstico • Dor aguda, edema, creptação local, impotência funcional, equimose (24 a 36h), posição antálgica • RX (AP, escapular e axial – série trauma do serviço) • US, DOPPLER, TC, RNM.... Vai depender do acesso e das complicações de partes moles associadas Classificação • Uma Parte • Duas partes • Três partes • Quatro partes • Fratura–luxação Tratamento Clínico • Não desviadas, repouso do membro com tipóia ou velpeau, 7-20 dias, controle radiológico, encaminhamento à reabilitação • Para as fraturas desviadas, tenta-se a redução incruenta, seguida de imobilização. Quando as fraturas são irredutíveis e para as fraturas em 3 e 4 partes , o tratamento é cirúrgico. Para as fraturas em 4 partes, PODE ser realizada a prótese de ombro. Fisioterapia (vamos discutir?) • OBJETIVOS • Debelar quadro álgico • Recuperar ADM (cintura escapular, ombro, cotovelo, mão) • Recuperar força • Prevenir/ minimizar risco de complicações • Tratar lesões associadas (quais as mais comuns?) TÉCNICAS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR GLENO-UMERAL liberação da cápsula posterior Tratar lesão de superioridade Decoaptação lateral Decoaptação lateral liberação das rotações Trhust para lesão de superioridade do úmero Técnica de decoaptação posterior Outras Técnicas • Liberação sentado e de pé • Stretching de Deltóide Outras Técnicas • Stretching de Subescapular, do infra espinhoso e peitoral Síndrome do impacto Impacto sub-acromial primário e/ ou secundário (pós anteriorização da cabeça umeral) envolvendo a arco mole, contra o arco duro Biomecânica da lesão • Os movimentos globais do complexo do ombro são somatórios de angulações de todas as articulações do complexo. • Disfunções de uma delas pode alterar a biomecânica, gerando distúrbios. Fatores Que Desencadeiam Queixas Álgicas: • Trauma • Hipo vascularização do supra • Impacto subacromial primário • DISCINESE (?) Fatores que minimizam o impacto • A báscula lateral (binário serrátil + trapézio superior) • A rotação externa da cabeça • A estabilização do manguito (principalmente do subescapular) • A descida (deslizamento) da cabeça para baixo associada ao rolamento na elevação e ou abdução Tipos de acrômio e repercussões Como se manifesta? • Tendinites (agudas ou crônicas, rupturas , calcificações...) do Supra espinhoso • (+) bursites • (+) CLB (tendinites, espessamentos e subluxações...) • (-) subescapular • (-) Infra-espinhoso 3 fases de Neer • Fase 1: edema +hemorragia reversíveis. • Fase 2: fibrose e tendinite do manguito. • Fase 3: ruptura , sinais de degeneração óssea e subcondral Quadro clínico • Dor, arco doloroso (70- 120º), creptação (lesão da bursa), atrofia, força diminuída • Edema, impotência Funcional, comprometimento de outras articulações Diagnóstico • RX – Imagem em espelho, sinais de artrose, formato do acrômio, espaço sub-acromial, contornos, esclerose sub- condral. • US e RNM – Reações de lesão ou infamação de SE, edema, rupturas, calcificações DIAGNÓSTICO • Coluna cervical • História clínica • Inspeção (sinais, simetria, avaliação postural...) • Palpação :Bursa sub-acromial, AAC, LAC, CLB, tendão do supra, esterno-clavicular, bordos escapulares, tônus , temperatura... • #Testes irritativos • #Testes de força • #Testes de instabilidade • #Testes de envolvimento vascular ou neurológico Testes Clínicos. Ainda vale? Funcionalidade Resumindo... Vilões ✓Atitudes posturais ✓Falhas do Manguito ✓Lesões de superioridade ✓Restrições miofasciais e articulares ✓Quem são eles? Mocinhos ✓Rotação externa funcional ✓Depressão da cabeça ✓Báscula lateral ✓Liberação das outras articulações do complexo ✓O que fazer para solucionar? Tratamento • Fisioterapêutico • Cirúrgico • Pós Cirúrgico POMPAGE/ LIBERAÇÃO MIOFASCIAL Exemplos de exercícios Exemplos de Exercício nessa fase? • A evidência para o exercício como a estratégia de gestão mais importante para SSP está aumentando e se fortalecendo. Pesquisas contínuas são necessárias para identificar se existe uma dose ideal e tipo de exercício. Atualmente, não é possível afirmar que um programa de exercícios é mais adequado que outro. No entanto, uma forte recomendação pode ser feita para incluir a terapia manual como uma intervenção adjunta ao exercício. Evidências conflitantes cercam a eficácia da terapia multimodal e injeção de corticosteróides. Outras intervenções não cirúrgicas comumente prescritas, como ultrassom, laser de baixa potência e TOC, carecem de evidências de eficácia. (2020) GIRD- você conhece? • O Déficit de Rotação Interna da Glenoumeral (GIRD) é a alteração biomecânica maisfrequente em atletas "overhead". Como testa, Re? • Contratura da Cápsula posterior • Adaptações ósseas ligadas à atividades forçadas desde à infância • Hipertrofia/ contratura/ encurtamento dos rotadores externos Como minimizar? • MT e Ses 3X/semana (por 6 semanas) em mulheres de 32 a 42 anos com dor cervical e ombro: redução da dor e melhora da postura e da função, com redução ângulos cervical e do ombro. Os achados mostraram que melhora na função foi estatisticamente mais eficaz no Grupo 1 do que no Grupo 2. Luxação Gleno Umeral Conceito • É a perda de relação anatômica entre a cavidade glenóide e a cabeça do úmero. Apresentação clínica 1) Traumática 2) Não-traumática 3) Recidivante 50% dos casos. A instalação do quadro depende de alguns fatores: a) idade do paciente - talvez o mais importante; b) Intensidade do trauma inicial; c) Tipo e tempo de duração da imobilização; d) Reabilitação funcional(Ocorrer e ser ou não ser bem coordenada) Por que ocorre? ANATOMIA FUNCIONAL Características biomecânicas relevantes: • Articulação + INSTÁVEL do corpo, Por que? Elementos estabilizadores PASSIVOS • Labrum glenoideo, cápsula articular, ligamentos, bursa sub-acromial, pressão negativa intra articular ATIVOS • Manguito rotador (SE, IE e SE) e CLB CLASSIFICAÇÃO 1) Luxação escápulo-umeral anterior 2) Luxação escápulo-umeral posterior 3) Luxação inferior 4) Luxação superior Luxação anterior • 85% dos casos e pode ser de vários subtipos. • Trauma direto e violento em direção póstero- anterior • Abd +RE • Queda acompanhada de movimento rotacional, podendo determinar a ruptura do labrum (lesão de Bankart) e dos ligamentos gleno- umerais, que compõem a cápsula articular. Luxação Anterior • A) normal • B)Luxado Anteriormente • C)Reduzido e apresentando as lesões de Hill Sacks(1) e Bankart(2) Luxação posterior • Incidência rara (quadros de choque elétrico ou crise epilética). Rotadores internos contraídos intensamente. Trauma direto na direção Antero Posterior. • Poderemos ter: ruptura da cápsula posterior, cabeça na parte posterior da glena e lesão de Hill Sacks invertida Luxação inferior • Cabeça do úmero fica alojada ou deslocada para axila • Mecanismo Lesional: Força com o braço em máxima abdução ou Paralisia (+) • Fácil redução: peso do membro, na Traumática Luxação superior • Fratura de acrômio associada na maioria dos casos • Lesão do manguito rotador provável • A força da gravidade determinará a redução (Também o peso do braço). • Mecanismo Lesional força axial/ longitudinal • Tipo Raro DIAGNÓSTICO a)mecanismo de lesão inicial Traumático, atraumático, voluntário, etc b)posição do braço ao ser deslocado RE + ABD = luxação anterior RI + AD = luxação posterior ABD acima de 100º = luxação inferior c) Redução e imobilização: tipo e tempo d) mecanismo de recorrência (quando há) e) sinais e sintomas de lesões neurológicas f)Extensão das limitações físicas do paciente Lesões anatômicas associadas LESÃO DE BANKART • Presente em 85% dos casos de luxações recidivantes • Desinserção da porção antero-inferior do labrum, da cápsula articular e/ ou rebordo glenoideo • Um dos sinais sugestivos de indicação cirúrgica LESÃO DE HILL SACHS • Afundamento do osso cortical do canto supero- lateral da cabeça umeral. O tamanho da lesão é Proporcional a quantidade de recidivas • A rotação faz com que o osso cortical pouco condensado da cabeça seja impactado contra o osso muito condensado da glena anterior FRATURAS Acomete cerca de 10% dos casos de luxação (relativo ao tipo) • Extravasamento de ar e contraste pelo labrum confirmando bankart. • Do lado oposto pequena lesão de Hill sachs 1-Lesão de hill sachs invertida 2-Hill Sachs 3-Bankart 4- Fraturas de glena LESÕES DE MANGUITO • Acomete principalmente pacientes maiores de 40 anos • Com a idade os tecidos se tornam mais rígidos, oferecendo menor resistência ao trauma LESÕES VASCULO-NERVOSAS • Neuropraxias, axonotmeses, neurotmeses (ENMG) • Lesões vasculares pouco comuns Tratamento Conservador • Cirúrgico • Vamos discutir???? • Tem déficit de ADM? Manipula-se? Fraturas de diáfise • Localizada entre a borda superior da inserção do peitoral MAIOR e o limite inferior da crista supracondiliana. • Acima ou abaixo da inserção do deltóide (prognóstico) • Classificação Tratamento • Conservador (se não: patológica, exposta ou lesões associadas!) • Tala “pinça de confeiteiro” (2 a 4 meses) ou Tipóia, gesso pendente, Velpeau, talas plásticas, tração esquelética. • Transversas demandam um olhar... Tratamento Cirúrgico • Fixador interno (fraturas fechadas, com cavalgamento, interposições musculares, lesões vasculares ou do radial, parkinsonianos, fraturas patológicas) • Fixador externo (fraturas complexas, cominutas, lesões de partes moles – curativos, retalhos, enxertos) Cuidados : NERVO RADIAL Complicações Gerais Edema, desvios angulares, retardo de consolidação, pseudo-artrose, Rigidez articular, infecção, lesões do radial (praxia ou tmese), lesão da artéria braquial Como minimizar? • Exercícios nas adjacentes e melhora do retorno venoso • Isométricos na área imobilizada • Carga de peso longitudinal precoce (com critérios) Fisioterapia • OBJETIVOS • Debelar quadro álgico • Recuperar ADM (cintura escapular, ombro, cotovelo, mão) • Recuperar força • Prevenir/ minimizar risco de complicações • Tratar lesões associadas (quais as mais comuns?) Cotovelo Classificação de Mason para fraturas de cabeça e colo de rádio Tipo I - Sem deslocamento ou minimamente deslocada • Limitação da prono supinação por dor aguda e/ou edema • Deslocamento intra-articular menor que 2 mm Tipo II - Fratura deslocada • Movimento limitado mecanicamente ou por incongruência. • Sem cominuição severa (pode ser fixado através de redução aberta e fixação interna) Tipo III - Severa cominuição • Não reconstrutível. • Requer excisão para o movimento. Sobre prognóstico desse tipo de lesão ler: http://www.scielo.br/pdf/rbort/v46n4/05.pdf Fraturas de antebraço Monteggia Fraturas de Galeazzi • Fratura do rádio associada à luxação da articulação rádio ulnar distal. • Fratura do rádio mais freqüente na junção do terço médio e distal. ML- queda com o braço em pronação e o pulso em extensão. • Redução incruenta (não cirúrgica) é recomendada na maioria dos casos Classificação • (A) Tipo I - Fratura-luxação no terço distal do antebraço com deslocamento posterior do rádio, provavelmente representa um dano em supinação. • (B) Tipo II - Lesão de Galeazzi clássica, com fratura radial na junção dos terços médio e distal com rádio deslocado anteriormente, está envolvido provavelmente o mecanismo de pronação. Complicações • Pseudo artrose (redução inadequada, retirada precoce da síntese, infecção e diástase dos fragmentos) • Consolidação viciosa ( +++ ulna) • Sinostose rádio ulnar (na fixação externa e na miosite ossificante) • Seqüelas musculares • Seqüelas nervosas • Como tratar/Prevenir? Fraturas de Colles • Deformidade em dorso de garfo (c/ desvio radial da mão) • TTO: redução, imobilização gessada (4/5 semanas) • Lesões do mediano, grandes desvios são indicação cirúrgica Fratura de Smith • Também chamada de “Colles reverso” • TTO: imobilização em leve extensão e supinação do antebraço (6 semanas). Exame radiológico Fratura de Chauffeur • Fratura do processo estilóide do rádio • Mecanismo: desvio radial forçado do punho • TTO: redução e fixação per cutânea por fios de kirschner. Fratura de escafóide • Muitas vezes não diagnosticada facilmente. • RX: repetido com 2 a 3 semanas • Muitas vezes confundida com distensão ou contusão do punho. • TTO: gesso mesmo na suspeita: 4 a 6 semanas sendo nas 1ªs cotovelo, punho mão e polegar. Depois o cotovelo pode ser deixado livre. O punho permanece até calcificação. Ou Fixação interna Fisioterapia• Especificidade da mão • As pinças • Mobilidade osso a osso • Coordenação e destreza • Força e sensibilidade Músculo- energia para pronadores e supinadores Mobilização de cabeça do rádio Técnica de “Biscuit Braking” USANDO A FLEXÃO E EXTENSÃO DO PUNHO, REALIZA MOVIMENTOS EM “OITO” MOBILIZANDO A MÃO E O PUNHO Técnica articulatória para ossos da mão EXTENSÃO DO PUNHO E MOBILIZAÇÃO DOS OSSOS DA 1ª E 2ª FILEIRAS DO CARPO DEDOS ENTRELAÇADOS Técnica de stretching para o retináculo flexor do carpo LIBERA A ARTICULAÇÃO ANTERIORMENTE SEPARANDO ESCAFÓIDE DO PISIFORME E LIBERANDO O TÚNEL CARPIANO Mobilização da ulna distal ÚTIL: PÓS FRATURAS DE COLLES E/OU SMITH CONSOLIDADAS RECURSOS ELETROTERMOFOTO TERAPÊUTICOS • Quais e com quais objetivos e parâmetros?? • E no tratamento cirúrgico o que muda?? Epicondilite lateral e medial • A causa mais comum de dor no cotovelo (a lateral) • Cotovelo do Tenista ou do Golfista. Outro termo utilizado é a tendinose, com alterações degenerativas e fibrose dos tendões • Inflamação na inserção dos supinadores e extensor do punho e dedos/ ou dos flexores • Prevalência 3ª e 4ª décadas de vida, doença ocupacional Fisiopatologia • Movimentos repetitivos causam lesões e rupturas microscópicas da região com necrose por falência do aporte sanguíneo • QP: dor que piora aos esforços e se localiza no epicôndilo lateral com irradiação para o antebraço, punho e eventualmente para mão Diagnóstico • Essencialmente clínico: dor aguda à palpação do epicôndilo, edema local • RX: diagnóstico de exclusão, pode identificar osteófitos e lesões degenerativas • USG: edema + inflamação e ruptura • Testes Clínicos: Phalen, phalen invertido, Cozen, Mill Tratamento clínico • TOC: existe muita controvérsia sobre sua real eficácia. Além disso, a heterogeneidade quanto a frequência, energia e número de pulsos utilizados, dificulta os resultados; • Infiltrações de corticoides são muito empregadas, mas também controversas; • Ao se comparar o uso da TOC com infiltração local de corticóide, a infiltração mostrou-se mais efetiva; • Uso de Braces para estabilização Tratamento fisioterapêutico • US (parâmetros??) • Laser • Flexibilização tecidual (liberação miofascial, alongamento, crochetagem, etc) • Treinamento excêntrico Stretching dos músculos epicondileanos Cotovelo em pronação e apoiado . Possibilidades? Mobilização articular da ulna em flexão de cotovelo Posição básica para mobilização do cotovelo? Mobilização em lateralização e medialização da ulna com o cotovelo em extensão Músculo- energia para extensores e flexores Thrust em extensão Jones no epicôndilo Síndrome de quervain síndromes neurocompressivas do membro superior • São comuns na clínica médica e na reabilitação • Entre as causas estão os fatores traumáticos e ocupacionais. Entre os nervos do MS mais acometidos estão o mediano, radial e ulnar. • Como resultado, o nervo perde sua mobilidade ao longo do canal neural devido à formação de tecido fibroso, provocando dores crônicas, parestesia e paresia (CUNHA et al, 2014). Síndrome do túnel do carpo A Síndrome do Túnel do Carpo • Dor e “formigamento” dos dedos e das mãos, frequentemente com piora noturna ou matinal; • Doença compressiva mais comum (4% a 5% da população), sobretudo entre 40 e 60 anos, sexo feminino, bilateral em quase metade dos casos • A compressão se faz no túnel duro e inelástico onde passam 9 tendões e o nervo (mediano). O canal tem em média, 3cm de largura. Formado por pequenos ossos do carpo, que servem de base, e um ligamento transverso, que compõe o teto do túnel. Causas • Todas as situações que provocam aumento do tecido sinovial, que reveste os tendões e serve para nutri-los, causas traumáticas, inflamatórias, tumorais ou medicamentosas, aumentam também a pressão dentro desse canal • Trabalho manual com movimentos repetidos (L.E.R) • Alterações hormonais como menopausa e gravidez • Diabetes mellitus, por causa da alteração do tecido sinovial e neuropatia periférica • Artrite reumatóide, doenças da tireóide dentre outras. Diagnóstico: Testes Clínicos, emg, usg Teste de tensão para os mmss • O examinador realiza Abdução, rot. externa, extensão de punho, supinação de antebraço • Gradativamente vai estendendo o cotovelo, sem perder os outros parâmetros • Se tolerar roda a cabeça contra lateralmente • A mesma posição para Mobilização Neural tratamento Clínico Cirúrgico Fisioterapêutico síndrome do túnel cubital • É a segunda neuropatia compressiva mais comum do MS, após a síndrome do túnel do carpo; • Etiologia: fraturas-luxações do cotovelo, anomalias congênitas, alterações metabólicas, osteoartrite e estresse valgo, entre outras; • Quadro clínico: dor, parestesia, déficit sensorial intermitente no território do ulnar, que se acentuam com a abdução do ombro e flexão do cotovelo Diagnóstico Sinal de Wartenburg: 5o dedo abduzido quando em repouso (déficit na adução). Sinal de Fromet: ao segurar um papel, o paciente com nervo ulnar íntegro é capaz de usar o adutor do polegar (A); quando há déficit, o paciente faz compensação com o flexor longo do hálux, território de inervação do mediano (B) Exames Complementares • Rx de cotovelo: para excluir deformidade, osteófitos e instabilidade decorrente de trauma. • USG: exame dinâmico, pode evidenciar compressão e subluxação do nervo ulnar com a flexão do antebraço. • ENMG: importante para confirmar o diagnóstico clinico. Queda na velocidade de condução do nervo na região do cotovelo abaixo de 50 m/s é diagnóstico. Pacientes com sintomas leves podem ser falso negativo, porém em paciente com sintomas graves, a ENMG pode sugerir o prognóstico A Síndrome de Guyon • Neuropatia compressiva do nervo ulnar • LER pouco descrita na literatura, porém de importância clinica pelos distúrbios funcionais e sensitivos que provoca • Causada por qualquer alteração que leve a um estreitamento da passagem do nervo pelo canal de Guyon. Alterações estas variadas, mas na sua maioria relacionadas ao trabalho. A Síndrome de Guyon Causas Não-ocupacional a) Traumatismo - as contusões sobre a região hipotenar b) Processo expansivo tipo lipoma e cisto c) Tumefação edematosa devido artrite ou osteoartrite d) Trombose da artéria cubital Ocupacional Uso de ferramentas, instrumentos de trabalho ou atividades que comprimam mecanicamente a base da mão, Vibração, movimentos repetitivos com força associada Sintomas • Queixas de alteração de sensibilidade no 4º e 5º dedo com ou sem presença marcante de dor e hipoestesia. • Alterações de força e dificuldades de mobilidade da mão (intrínsecos). • Força de preensão e pinça diminuídas. • Fraqueza e hipotrofia muscular, sensação de frio e intolerância ao calor distribuídos na região cubital da mão. Síndrome Compartimental Fluídos se acumulam em compartimentos Miofasciais Comum: perna, antebraço, mão e coxa. 6 Ps: Pain, dor. Pressure, edema com tensão. Paresia, Parestesia ou anestesia. Pulso, invariavelmente presente. Pink, coloração rósea do membro RENATA SORAYA Distrofia simpático-reflexa Síndrome Dolorosa Complexa Regional 1-2% Desenvolve Dor e Impotência Funcional do Membro Atingido. Dor desproporcional à gravidade da lesão e muitas vezes a fratura pode não ocorrer. • Dor, eritema, edema, hiperestesia da região. Passada a fase inicial, pode haver rigidez articular, atrofia muscular e perda da função. • Rx mostra grave osteoporose de desuso. • PREVENÇÃO é a Chave!!! RENATA SORAYA A Síndrome Complexa de Dor Regional de tipo I (SCDR I) • Dor intensa que acomete uma extremidade do corpo, sem etiologia definida • 1994 (Associação Internacional para o Estudo da Dor - IASP), numerosos nomes (Distrofia Simpático Reflexa, Causalgia, Algodistrofia ou Atrofia de Sudeck): Estaabeleceu critérios para o diagnóstico e classificou: • Tipo I. Conhecida como síndrome de DSR. Doença ou lesão que não afetou diretamenteos nervos (90% dos casos) • Tipo II. Conhecida como causalgia, esse tipo sucede lesões distintas aos nervos Prevalência • Sexo feminino, a partir da quarta década, em apenas um membro • 57% no primeiro mês pós-lesão. MMSS / MMII • Sinais e sintomas sensitivos, neurovegetativos e motores. Dor em queimação, latejamento ou peso, intensa e espontânea e hiperalgesia. • Espasmos musculares, limitação na ADM, tremores, déficit de força, distonia, edema, mudança na temperatura e coloração da pele. Alterações tróficas como retração tendínea e ligamentar e amiotrofia na fase crônica. Preensão e função de pinça, comumente estarão comprometidos. • Fase 1 (aguda) - Até três meses. Os sintomas incluem dor, edema, calor na parte afetada e sudorese. Pode haver o crescimento mais rápido das unhas e pelos da mão. • Fase 2 (distrófica) - Até doze meses. Edema constante, as pregas cutâneas podem desaparecer, a temperatura da pele cai, unhas quebradiças. Dor difusa, a rigidez articular maior e sensibilidade ao toque. • Fase 3 (atrófica) - Após um ano. Pele pálida ou descorada, seca e brilhante. As articulações extremamente rígidas, a dor é menos intensa e a recuperação da mobilidade articular é menos provável. RENATA SORAYA Tratamento • Bloqueio do sistema nervoso neurovegetativo simpático • Tratamento farmacológico, bloqueios anestésicos, terapia psíquica e comportamental, programa de educação cognitivo comportamental em dor crônica, neurocirúrgico funcional, neurólise, descompressão, tratamento fisioterapêutico e terapêutico ocupacional. • Diante da complexidade, observa-se a necessidade de uma atenção multidisciplinar RENATA SORAYA RENATA SORAYA