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Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
PAtologia da vesícula biliar 
➛ A função da vesícula biliar é armazenar, concentrar e 
eliminar a bile, cuja função é a emulsificação de gordura da 
dieta 
➛ Um dos componentes da bile é a bilirrubina que pode ser 
indireta (não conjugada) e direta (conjugada), sendo esta a 
mais encontrada na vesícula biliar 
➛ Junto da bile temos outros componentes liberados como 
os sais biliares, água e, principalmente, o colesterol 
 ✓ O colesterol é eliminado via bile 
 ✓ O colesterol é um componente hidrossolúvel, por isso 
não consegue ser eliminado através da urina 
 ✓ As células responsáveis por produzir o colesterol são os 
hepatócitos 
➛ A bile é drenada em direção a veia porta 
➛ Composição: os componentes presentes dentro da bile 
são concentrados, com exceção da água que está sendo 
reabsorvida pela própria vesícula biliar 
Colesterol: 
➛ Componente hidrofóbico 
➛ Para conseguir ser eliminado junto com a água, o 
colesterol necessita de uma estrutura formada por sais biliares 
e lectina, formando uma estrutura que possua as duas partes, 
uma hidrofílica é uma hidrofóbica - micela 
➛ A micela armazena o 
colesterol no meio protegido 
por uma camada hidrofóbica e 
uma camada hidrofílica, 
permitindo que assim ele seja 
eliminado junto da água 
➛ Caso haja um aumento de 
colesterol e os outros componentes não supram essa 
necessidade, como uma falta de sais biliares ou falta de 
lectina, o colesterol acaba se acumulando na vesícula 
podendo formar cristais denominados de cálculos biliares 
Trajeto da bile: 
➛ Produção: fígado 
➛ Armazenamento: vesícula biliar 
➛ Fígado -> produção da bile -> armazenada na vesícula 
biliar -> ducto cístico -> eliminação da bile -> ducto colédoco 
-> direcionada ao intestino 
 ✓ O ducto colédoco se junta com o ducto pancreático 
principal que carrega outras substâncias juntando com a bile 
até a papila duodenal maior (esfíncter de oddi) 
Histologia: 
➛ Na parede da vesícula biliar podemos encontrar uma 
camada mucosa, lâmina própria, uma camada submucosa, 
uma camada muscular e uma camada serosa (quando não 
tem contato com o fígado) ou uma camada adventícia 
(quando há contato com o fígado) 
➛ O epitélio da vesícula biliar é epitélio colunar simples ciliado 
➛ Doença mais comum das vias biliares 
➛ Maior frequência na vesícula biliar - colelitiase 
➛ Sintomas: processos obstrutivos e complicações 
(inflamação - colecistites) 
Patologia da vesicula biliar
Introdução: 
A falta de alguns componentes ou o excesso de alguns 
componentes podem alterar o equilíbrio de solubilidade 
da bile tornando esses componentes insolúveis, podendo 
levar ao acúmulo destes na vesícula podendo ocasionar 
a formação de cálculos 
Litíase Biliar:
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
Natureza dos cálculos biliares: 
➛ Colesterol: 
 ✓ Originados na vesícula biliar 
 ✓ Puros (concentrações crescentes de colesterol) ou 
mistos (colesterol + bilirrubinato de cálcio) 
➛ Pigmentares: 
 ✓ Originados na vesícula ou colédoco 
 ✓ Composto principalmente por bilirrubinato de cálcio 
(pouco colesterol) 
Fatores de risco: 
➛ Idade - predomínio a partir dos 40-50 anos 
 ✓ Aumento da secreção do colesterol e redução da 
formação de sais biliares 
➛ Sexo - mais frequente em mulheres 
 ✓ Estrógeno - maior quantidade de estrógenos circulantes: 
maior secreção de colesterol na bile (maior captação e 
síntese) 
➛ Obesidade e dislipidemia 
 ✓ Maior secreção de colesterol na bile 
➛ Perda rápida de peso 
 ✓ Hipomotilidade da vesícula e maior secreção de 
colesterol 
➛ Hereditariedade 
 ✓ Histórico familiar, alteração genética que desequilibra a 
síntese e secreção dos componentes biliares 
➛ Hemólise 
 ✓ Maior quantidade de bilirrubina não conjugada na bile 
➛ Doenças do íleo 
 ✓ Diminuição da recaptação entérica de sais biliares 
 
Fisiopatogenia: 
Patogênese dos cálculos de colesterol: 
➛ Ocorrem quando as concentrações de colesterol 
excedem a capacidade solubilizante dos sais biliares 
(supersaturação) e o colesterol gera núcleos em cristais 
sólidos de monoidrato de colesterol 
 ✓ Formação de bile supersaturada 
de colesterol - redução de sais 
biliares e lecitina 
 ✓ Hipomotilidade da vesícula biliar 
 ✓ Nucleação e cristalização 
aceleradas - crescimento 
 ✓ Hipersecreção de muco 
➛ Os cálculos de colesterol surgem exclusivamente na 
vesícula biliar e classicamente são duros e amarelo-pálidos, os 
sais de bilirrubina podem conferir-
lhes a coloração preta 
➛ Quando compostos 
predominantemente de colesterol, 
são radiolucentes; a deposição de 
carbonato de cálcio em 10% a 
20% dos cálculos é suficiente para 
torná-los radiopacos 
➛ Os cálculos únicos são ovoides; 
cálculos múltiplos tendem a ser 
facetados 
Patogênese dos cálculos pigmentares: 
➛ Maior quantidade de bilirrubina não conjugada na bile - 
mais comum devido a condições 
hemoliticas crônicas 
➛ Precipitação da bilirrubina com 
sais de cálcio 
 ✓ Pretos: mais associados a 
hemólise crônica 
 ✓ Marrons: associados à 
infecções (beta-glicuronidase 
bacteriana) 
Quadro clínico: 
➛ Aproximadamente 70% a 80% dos pacientes com 
cálculos biliares permanecem assintomáticos por toda a vida 
➛ Os sintomas incluem dor espasmódica, em cólica, devido à 
passagem dos cálculos nos ductos biliares (os cálculos 
menores causam sintomas com mais frequência do que os 
maiores), dor em hipocôndrio direito (ponto de Murphy) ou 
epigástrica, podendo haver irradiação para o dorso, febre 
discreta, náuseas e inapetência 
➛ Nos exames de imagem podemos identificar variações 
associadas ao tamanho e radiopacidade dos cálculos. 
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
➛ Complicações mais graves incluem empiema, perfuração, 
fístulas - icterícia, inflamação da árvore biliar (colangite), 
colestase obstrutiva ou pancreatite e erosão dos cálculos 
biliares no intestino adjacente (íleo biliar) 
 ✓ Secreções mucinosas claras em uma vesícula biliar 
obstruída provocam sua distensão (mucocele) 
 ✓ Há, também, um risco maior de carcinoma da vesícula 
biliar 
Colecistiteo aguda: 
➛ Inflamação aguda na mucosa da vesícula biliar 
➛ Colecistite aguda litiásica/calculosa: 
 ✓ 90% dos casos de colecistites agudas 
 ✓ Obstrução por cálculos 
 ✓ Com a presença de cálculos biliares, é iniciada por 
irritação química da vesícula biliar pelos ácidos biliares retidos; 
há uma liberação subsequente dos mediadores inflamatórios 
(lisolecitina, prostaglandinas) e a vesícula biliar desenvolve 
dismotilidade 
 ✓ Nos casos graves, a distensão e pressões luminais 
elevadas comprometem o fluxo sanguíneo da mucosa, 
causando isquemia; a contaminação bacteriana pode ser uma 
complicação tardia. 
➛ Colecistite aguda alitiásica/acalculosa: 
 ✓ 10% dos casos 
 ✓ Principalmente eventos isquêmico (traumas, hipovolemia, 
vasculites, obstrução não litiásica) 
 ✓ Resulta de isquemia (traumas, hipovolemia, vasculites, 
obstruções não litiásicas) devido a um fluxo diminuído na 
circulação arterial final da artéria cística; ocorre no quadro de 
sepse com hipotensão e falência de múltiplos órgãos, 
imunossupressão, trauma importante ou queimaduras, 
diabetes mellitus ou infecções 
Fisiopatogenia da Colecistite aguda: 
Morfologia da Colecistite aguda: 
➛ A vesícula biliar apresenta-se aumentada, contraída, de cor 
vermelho-brilhante a manchada de preto-esverdeada com um 
exsudato fibrinoso seroso 
➛ Os conteúdos luminais variam de turvos a purulentos 
➛ Em casos graves, a vesícula biliar se transforma em um 
órgão necrótico preto-esverdeado (colecistite gangrenosa), 
com múltiplas perfurações 
➛ Nos casos mais leves, há somente edema de parede e 
hiperemia da vesícula biliar 
➛ Infiltrado neutrofílico 
➛ Deposição de fibrina 
➛ Presença de edema acentuado, congestão e áreas de 
hemorragia 
Colecistite crônica: 
➛ 95% associado a litíase 
➛ Mais comum em mulheres 
➛ Não há necessariamente obstrução biliar 
➛ Vesícula em porcelana:vesícula contraída com fibrose 
extensa e calcificação da parede 
Morfologia da Colecistite crônica: 
➛ Infiltrado inflamatório predominantemente linfocitário 
➛ Fibrose 
➛ Mucosa - hiperplasia, metaplasia pilorica e intestinal 
Coleciit agudas e crônicas:
Camila Mariana Castro de Oliveira 
Medicina Nove de Julho
➛ Hipertrofia da camada muscular 
➛ Seios de Rockitansky-Aschoff 
➛ Colegranulomas: bile impactada nos seios de Rockitansky-
Aschoff 
 ✓ Macrofagos xantomatosos esboçando arranjo 
granulomatoso, cristais de colesterol e células gigantes tipo C 
 Neoplasias benignas: 
➛ São raras - adenomas de vesícula biliar 
➛ Pedunculado ou séssil 
➛ Tubular, viloso ou tubulo-viloso 
Neoplasias malignas: 
➛ Incomuns 
➛ Carcinoma de vesícula biliar - neoplasia maligna mais 
frequente do trato biliar 
➛ Mais comum em mulheres, em média aos 70 anos 
➛ Associação com cálculos biliares 
➛ Risco aumentado - vesícula em porcelana 
➛ Diagnóstico frequentemente tardio 
➛ Os cânceres da vesícula biliar abrigam alterações 
moleculares recorrentes: ERBB2 (Her- 2/neu) é 
superexpresso em 30% a 60% dos casos e ocorrem 
mutações nos genes de remodelagem da cromatina (PBRM1 
e MLL3) em 1/4 dos casos 
Morfologia: 
➛ Tumores infiltrativos - espessamento difuso da vesícula 
biliar e endurecimento 
 ✓ É o mais comum 
 ✓ Placa neoplásica de limites imprecisos com 
endurecimento difuso da parede vesicular 
➛ Tumor exofítico - cresce dentro do lúmen como uma 
massa irregular, semelhante a couve-flor 
 ➛ A maioria dos carcinomas da vesícula biliar são 
adenocarcinomas - a aparência histológica pode variar de 
papilar a infiltrativa e de moderadamente diferenciada a não 
diferenciada
Colesterolose: 
✓Acúmulo de colesterol nos macrófagos subepiteliais e células 
epiteliais 
 - Concentração elevada de 
colesterol na bile, alteração do 
transporte lipídico da mucosa 
✓ Macroscopia: numerosos 
depósitos puntiformes difusos, 
vesícula em morango, pólipos de 
colesterol 
✓ Microscopia: mucosa hiperplasia com 
agregado de macrófagos 
xantomatosos 
Nplasias:

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