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Ultrassom em Obstetrícia Características gerais do USG: ➔ Método de rastreamento e diagnóstico, ➔ Anatomia, fisiologia, crescimento e bem-estar fetal, ➔ Vantagens: Produção de imagens em tempo real, ➔ Desvantagem: Examinador dependente, ➔ Ondas sonoras refletidas de tecidos e líquidos fetais e maternas, ➔ Quanto mais alta a frequência- melhor a qualidade da imagem, - Frequência mais baixa- penetram melhor nos tecidos, 1. Estruturas densas (ossos)- imagens hiperecoicas. - Exemplo: fêmur com imagem hiperecoica (“imagem brilhante”) 2. Líquidos – imagens anecoicas. - Exemplo: Saco gestacional com líquido amniótico, - Quanto maior a quantidade de líquido, mais escura fica a imagem. Vias de realização da ultrassonografia na gestação: I. Abdominal, II. Vaginal, III. Perineal. Ultrassom Tranvaginal - Transdutor dentro da vaginal pelo saco vaginal anterior Ultrassom via abdominal: Indicações: ➔ A necessidade de ultrassonografia de rotina no pré-natal de risco habitual não é embasada em evidências científicas, ➔ Cada país e instituição tem seu protocolo próprio de solicitação de ultrassonografia na gestação. Tipos de Ultrassonografia: 1. Ultrassonografia obstétrica básica: - Pode ser feita em qualquer idade gestacional, avalia o tamanho fetal, cavidade amniótica, placenta, líquido amniótico a depender da idade gestacional, peso fetal, consegue visualizar algumas alterações cardíacas, posição fetal. 2. Ultrassonografias especializadas: a) Ultrassonografia morfológica: - 1 trimestre ↪ 11 a 13 semanas e 6 dias, - 2 trimestre ↪ 18 a 24 semanas, b) Dopplervelocimetria, - Feita para avaliar o fluxo sanguíneo fetal, - Risco de pré eclâmpsia ↪ Através da medida da artéria uterina, - Anemia fetal ↪ Através da dopplervelocimetria da artéria cerebral média. c) ecocardiografia, - Avalia o coração fetal d) ultrassonografia tridimensional: - Auxilia na ultrassonografia básica, sobretudo em relação às malformações e alterações placentárias. Rastreamento de anomalias cromossômica: ➔ Anomalias cromossômicas, ➔ 50% dos abortamentos 1º trimestre são causadas por aneuploidias, ➔ Trissomias dos cromossomos 21, 18 e 13, a monossomia do cromossomo X, as trissomias sexuais e as triploidia, - Podem não levar ao abortamento, alterações em que o feto pode desenvolver até o termo, logo, para preparar essa família ➔ Rastreamento de anomalias cromossômicas, ➔ Principal objetivo: identificar fetos com maior risco de aneuploidias, ➔ Rastreamento x diagnóstico, - Ou seja, o objetivo é identificar fetos com maior risco de aneuploidias, logo no exame de 1 trimestre não é feito o diagnóstico pelo USG, o diagnóstico é pelo cariótipo, logo, o intuito é avaliar fetos com maior risco de ter ↪ Rastreamento, depois é colhido o cariótipo fetal para comprovação (exame invasivo). ➔ Combinado (Combinar os testes bioquímico e biofísicos) ou teste isolado, - Quanto mais combinado maior é a sensibilidade, ➔ Primeiro ou segundo trimestre, - Porém no primeiro trimestre apresenta uma sensibilidade muito maior, ➔ Primeiro trimestre entre 11 a 13 6/7 semanas ➔ Risco basal + risco corrigido pelos marcadores bioquímicos e biofísicos. Risco Basal: ➔ Risco basal: idade materna e idade gestacional ➔ Quanto maior a idade materna, maior o risco de trissomia 21, 13 e 18 ↪ Quanto maior a idade gestacional, maior a chance de não ocorrer disjunção meiótica, ➔ Monossomia X, trissomias sexuais e triploidia- não se relacionam a idade ➔ Risco basal com 30 anos- 1/600 gestantes ➔ Risco basal com 35 anos- 1/250 gestantes ➔ Risco basal com 40 anos- 1/80 gestantes ➔ Risco basal com 45 anos- 1/20 gestantes ➔ Risco basal com 50 anos- 1/5 gestantes ★ Apesar de proporcionalmente o risco de trissomia do 21 ser maior em mulheres < 35 anos, em números absolutos temos mais fetos com síndrome de Down abaixo dos 35 anos, pois o número de mulheres que engravidam nessa faixa etária é maior. ➔ Quanto maior a idade gestacional, menor é o risco de aneuploidias: - Pois como muitas aneuploidias levam ao óbito ao longo da gestação, os fetos que sobrevivem a maioria não tem cromossomopatias. Translucência nucal ➔ Medida do maior espaço entre a pele e os tecidos moles que recobrem a coluna vertebral do feto na região posterior do pescoço, ➔ Principal marcador ultrassonográfico, ➔ Quanto maior for a TN, maior será o risco de cromossomopatias, - Relacionada às síndromes gênicas, a malformações cardíacas fetais e a algumas infecções congênitas como a pelo parvovírus B19, ➔ Não é uma anormalidade fetal, mas um marcador que representa risco aumentado para anomalias fetais. Causas de aumento da TN: ➔ Disfunção cardíaca, ➔ Congestão venosa na cabeça e na região cervical, ➔ Composição alterada da matriz extracelular, ➔ Drenagem linfática deficiente, ➔ Anemia fetal, ➔ hipoproteinemia, ➔ Infecção fetal. ➔ A idade gestacional entre 11 e 13 semanas e 6 dias e o CCN entre 45 e 84 mm, ➔ Medida em um corte longitudinal mediano com o feto em posição neutra: - Logo, o feto não pode estar com hiperextensão e nem hiperfletida. ➔ A imagem deve conter somente a cabeça e parte superior do tórax, ➔ A ampliação da imagem deve ser a maior possível, ➔ Deve ser medida a espessura máxima da translucência nucal entre a pele e o tecido celular subcutâneo que recobre a coluna cervical, tomando cuidado para não confundir a pele fetal com o âmnio, ➔ Os calipers devem ser posicionados nas linhas que definem a TN e não sob o líquido, ➔ Mais de uma medida deve ser realizada, sendo utilizada a maior medida. ➔ Feto com cabeça na posição neutra. ➔ Nesta imagem não dá para averiguar a translucência nucal ➔ TN varia conforme a idade gestacional: - Logo, conforme o feto vai crescendo aumenta a translucência nucal, ➔ TN alterada - acima do percentil 95 para a idade gestacional, ➔ TN está abaixo do percentil 95- 3% malformações graves, ➔ TN entre o percentil 95 e 99- 7% malformações graves, ➔ TN está acima do percentil 99- 20% quando a TN é de 4 mm e 65% quando é de 6,5 mm ➔ TN de 2,0 mm para qualquer idade gestacional está abaixo do percentil 95. ➔ TN de 2,5 mm para 12 semanas está acima do percentil 95 para essa idade gestacional. ➔ TN de 3,0 mm para qualquer idade gestacional está acima do percentil 95. ➔ TN ≥ 3,5 para qualquer idade gestacional está acima do percentil 99. Outros marcadores ultrassonográficos ➔ Ausência de osso nasal, ➔ Alteração da velocidade de fluxo do ducto venoso com onda A negativa, ➔ Ângulo facial frontomaxilar ampliado e a regurgitação da valva tricúspide, ➔ Frequência cardíaca fetal ( FCF): - Taquicardia ↪ trissomia do cromossomo 13 ↪ Síndrome de Patau e monossomia do cromossomo X, - Bradicardia ↪ trissomia do cromossomo 18 ↪ Síndrome de Edwards e na triploidia. Marcadores Bioquímicos: B-hCG •PAPP-A •AFP •Estriol não conjugado •Inibina A Marcadores bioquímicos do 2 º trimestre Teste Quadruplo ou Quad Test Alfafetoproteína ➔ Principal proteína produzida pelo concepto, ➔ Marcador bioquímico de cromossomopatias no segundo trimestre, ➔ Auxilia no Diagnóstico dos defeitos de fechamento do tubo neural e nos defeitos de fechamento da parede abdominal DNA fetal livre no sangue materno: ➔ Teste não invasivo para trissomias fetais, ou NIPT: - Rastreamento das trissomias dos cromossomos 21, 18, 13 e monossomia do cromossomo X: a partir de 10 semanas de gestação, com taxa de detecção de 98%, - Pacientes com risco intermediário para alterações cromossômicas. ➔ Método de rastreamento de cromossomopatias com maior acurácia nos dias de hoje, ➔ Custo elevado e ainda pouco utilizado no Brasil, ➔ Avaliação do DNA fetal presente na circulação materna ↪ Feita pela coleta do sangue da mãe, ➔ Quanto maior a porcentagem de DNA fetal no sangue materno, chamada de fração fetal, maior a acurácia deste exame. Indicações para o DNA livre: ➔ Idade materna > 35 anos, ➔ Alterações ultrassonográficas associadas a trissomias, ➔ Filho anterior com alguma trissomia, ➔ Pais com translocaçãorobertsoniana balanceada, com risco aumentado de trissomia 21 ou 13, ➔ Gestante com risco intermediário para cromossomopatias. Interpretação e conduta no rastreamento de cromossomopatias ➔ Rastreamento de cromossomopatias no primeiro trimestre: identifica mais de 95% dos casos de fetos com síndrome de Down, ➔ Classifica-se as gestantes em alto risco, risco intermediário e baixo risco. Ultrassonografia do 1 trimestre: ➔ Ultrassom feito até 14 semanas. ➔ Via abdominal ou vaginal: - Até a 10 semana a via vaginal é mais preferível, acesso muito melhor ao feto quando a gestação ainda é intrapélvica, ➔ Ultrassom obstétrico inicial: - Datar a idade gestacional, se a gestação é intrauterina ou não, ➔ Ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre: - Morfologia do feto inicial e rastreamento de aneuploidias. Ultrassonografia obstétrica inicial: •4,5 a 11 semanas •Preferência via vaginal •Diagnosticar a gestação •Datação •Avaliar corionicidade •Avaliar sangramento 1º trimestre. Ultrassonografia morfológica do 1º trimestre: •11 a 13 6/7 semanas •Rastreamento de aneuploidias •Morfologia fetal •Corionicidade •Datação da gestação. Indicações para ultrassonografia do primeiro trimestre: ➔ Confirmar a presença de gestação intrauterina e afastar gestação ectópica ➔ Avaliar sangramento vaginal ➔ Avaliar dor pélvica ➔ Estimar a idade gestacional ➔ Diagnosticar e avaliar gestações múltiplas ➔ Confirmar atividade cardíaca fetal ➔ Avaliar anomalias fetais detectadas no primeiro trimestre - Somente anomalias graves, ➔ Avaliar alterações anexiais e uterinas maternas ➔ Rastreamento fetal de aneuploidias ➔ Rastreamento de pré-eclâmpsia. ➔ Avaliar suspeita de doença trofoblástica gestacional. Diagnóstico de Gravidez: ➔ Saco gestacional: a partir de 4,5 a 5 semanas. - Primeira estrutura que aparece intrauterina - Auxilia avaliar se a gestação é tópica ou ectópica, - Na ectópica pode ocorrer um pseudo saco gestacional ➔ (Medida Média do saco gestacional) DMSG: média dos três diâmetros. ➔ Vesícula vitelínica: a partir de 5 semanas, desaparece entre 10 a 12 semanas. - Primeira coisa que aparece dentro do saco gestacional, antes do feto, - Desaparece pois aparece a placenta. ➔ DMSG≥ 25 mm: obrigatório ver embrião e vesícula vitelínica. DMSG > 25 mm sem embrião ou vesícula vitelínica= gestação não evolutiva/ gestação anembrionada ➔ Embrião: visualizado entre 5,5 a 6 semanas. ➔ Medida: comprimento cabeça-nádegas (CCN) ➔ Parâmetro mais importante para calcular a idade gestacional. •Batimentos cardíacos fetais: visualizados entre 5,5 e 6 semanas. •Embrião ≥ 7 mm sem BCF é considerado óbito embrionário e gestação não evolutiva.