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Medicina - 6º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa Profº Sergio 31 de out. de 2023 Anatomia - Fígado tem 8 segmentos: ● I. Segmento posterior ● II. Segmento posterior lateral esquerdo ● III. Segmento anterior lateral esquerdo ● IV. Segmento medial esquerdo ● V. Segmento anterior medial direito ● VI. Segment anterior lateral direito ● VII. Segmento posterior lateral direito ● VIII. Segmento posterior medial direito - Anatomia: ● Veia hepática direita: leva sangue para a cava superior ● Veia hepática esquerda 1 ● Vesícula biliar fica em cima do duodeno → pode ter cálculo ileobiliar ● Ducto colédoco e virchow→ se para ali da pancreatite biliar que é a forma mais grave ● Íleo biliar: é rara complicação da colelitíase, responsável por 1-4% de todos os casos de obstrução mecânica abdominal, sobretudo em pacientes acima de 65 anos de idade - Infundíbulo da vesícula + ducto cístico - Triángulo de Calot → ducto cístico, ducto hepático principal e a borda do fígado ● No meio fica a artéria cística Metabolismo das bilirrubinas - Da destruição das hemácias vai se originar a bilirrubina indireta que se liga a albumina plasmática. Por ser uma grande molécula não ultrapassa a membrana dos glomérulos renais e dessa forma não temos bilirrubina na urina mesmo em casos de intensa hemólise. - Chegando ao fígado a bilirrubina indireta por ação da glucoronil-transferase a bilirrubina indireta se conjuga ao ácido glucurônico originando-se assim a bilirrubina direta ou bilirrubina conjugada. Esta é eliminada para o intestino antes sendo concentrada 12 vezes na vesícula biliar. - Das vias biliares chega ao intestino onde por ação das hidrogenases aí presentes é transformada em urobilinogênio e pela ação da flora intestinal em estercobilinogênio o qual é eliminado pelas fezes dando às mesmas a sua coloração característica. - O urobilinogênio por sua vez é eliminado em parte pela urina, em parte pelas fezes e em grande parte (95,0%) sendo reabsorvido como sais biliares (ácido cólico e desoxicólico) e do intestino retorna ao fígado, de onde será reexcretado constituindo o círculo Entero-hepático. OBS! Bilirrubina: não tem na urina, pois não atravessa membrana glomerular - Icterícia → dá muito prurido, faz uma cirurgia para que a bilirrubina caia direto no colo (melhor mas tem diarreia) - Fisiologia: ● Fluxo biliar seja livre de sais biliares, servindo para excretar toxinas e metabólitos ● Grande parte do fluxo depende de estímulo neural, humoral e químico. A atividade vagal induz a secreção biliar, assim como o hormônio gastrointestinal secretina. A colecistoquinina (CCK), secretada pela mucosa intestinal, serve para produzir a secreção biliar e a contração da parede da vesícula biliar, aumentando, por isso, a excreção da bile nos intestinos ● O colesterol dá origem aos ácidos biliares cólico e desoxicólico dos sais biliares lançados no intestino onde a maior parte é reabsorvida e volta ao fígado, havendo 5,0% são eliminados nas fezes. Falta de absorção com passagem para o colo causará diarreia por seu efeito catártico ( grande ressecção do íleo ou pós-operatório inicial de colecistectomia) 2 ● Principal rota de liberação de toxinas exógenas e endógenas. ● Bile é lançada no intestino promovendo a emulsificação das gorduras. ● No intestino por ação das bactérias intestinais levará à coloração típica das fezes. ● A obstrução completa do colédoco terminal leva então à presença de fezes acóicas como massa de vidraceiro. Colecistite crônica calculosa - Doença super prevalente - Clínica: ● Dor relacionada à alimentação, cerca de 90 minutos após a mesma, em 2/3 dos portadores de cálculos. Apenas 2,0% dos assintomáticos irão desenvolver complicações. ● A dor, tipicamente não é em cólica, sendo mais contínua do que a cólica mas é denominada cólica biliar, deve-se em maior grau a obstrução do infundíbulo da vesícula em sua transição junto ao ducto cístico, após estímulo pela colecistoquinina duodenal, assim que o alimento passa do estômago para o duodeno. ● Pode durar várias horas e ser acompanhada de sensibilidade à palpação no hipocôndrio direito. Essa dor poderá ser acompanhada de náuseas e vômitos. ● O diagnóstico será confirmado pela ultrassonografia. ● Surtos repetidos indicam a colecistectomia - Colelitíase → litos = pedra na vesícula ● Descompensação do colesterol e eletrolítico - Não adianta apenas tirar os cálculos, pois vai voltar a fazer novos → com isso tirar a vesícula (colecistectomia) 3 - Vesícula biliar e as características de colesterol OBS! Os cálculos são poliédricos - Calculo de bilirrubinato sao negros → anemia hemolitica Colecistite Aguda - Clínica: ● Dor intensa no hipocôndrio direito, semelhante a da cólica biliar porém mais demorada e tornando-se contínua. ● Existirá febre e sensibilidade no ponto vesicular, cruzamento da borda lateral da bainha do reto com a borda costal. ● O sinal de Murphy, patognomônico desta afecção consiste na percepção de dor intensa mantendo-se a mão espalmada sobre o hipocôndrio direito e pedindo-se para o paciente respirar profundamente. Irá determinar a dor no final da inspiração que será interrompida quando a área inflamada for tocada pela ponta dos dedos. - Quadro clínico e Diagnóstico: ● Além da dor, temos febre e habitualmente náuseas e vômitos. ● O processo inflamatório da parede pode levar o omento a tentar o bloqueio da inflamação, formando-se uma massa palpável. ● Leucocitose presente com desvio à esquerda, leve elevação da bilirrubina. ● Colangite ascendente: ○ Caracterizada pela Tríade de Charcot: febre elevada, dor com piora no quadrante abdominal superior direito e piora da icterícia, É uma grave complicação infecciosa e se associada ao choque infeccioso e confusão mental teremos a Penatade de Reynolds. ● Síndrome de Mirizzi ○ Grande elevação da bilirrubina direta pode ser devida a um grande cálculo impactado no infundíbulo colo-cístico e que irá comprimir secundariamente o ducto biliar principal a denominada Confirmação diagnóstica sempre é possível pela ultrassonografia. ○ Quando o cálculo comprime o infundíbulo colocistico → comprime o ducto hepático - Tratamento: ● Antibioticoterapia e Colecistectomia OBS! Melhor conduta é a cirurgia no início do processo - Colecistite aguda alitiásica: ● É uma colecistite sem pedra - Fatores de risco: ● Extremos de idade - criança (não lactente) e idoso ● Grandes queimados ● Politraumatizados ● Diabéticos ● Portadores de graves afecções e imunodeprimidos ● A melhor conduta em pacientes muito graves é a drenagem da vesícula por punção transcutânea guiada por US. - Achados: - Dor sensibilidade no andar superior do abdome, febre, náuseas e vômitos - Sinal de Murphy ● Recuo da inspiração profunda a palpação do hipocôndrio direito contra o rebordo costal - Achados laboratoriais negativos ou inespecíficos ● Leucocitose (às vezes com desvio à esquerda) ● Fosfatase alcalina ● Transaminases hepática 4 - US e o método de imagem de escolha ● Sensibilidade: 80-100% ● Especialidade: 60-100% - Achados Ecográficos: ● Presença de colelitíase ● VB distendida (diâmetro transverso > 4 cm) ● Espessamento da parede da vesícula (>3 mm) ● Aspecto laminar da parede ● Perda de definição da parede ● Sinal De Murphy ultrassonografia - 75% já tiveram sintomas de cólica biliar prévia - Perfuração em 10% ● Mortalidade 20% - demora no diagnóstico - Colecistite alitiásica ● 5 a 10% ● Crianças ● Paciente diabéticos ○ Diabéticos, IRC, AIDS ● Associado a NPP OBS! Pólipos da vesícula biliar: sempre devem ser retirados pois são considerados uma lesão pré-neoplásica Coledocolitíase - Cálculo parou no colédoco e com isso sempre gera icterícia - Ocorre em mais de 5,0% dos portadores de colelitíase. Raramente Cálculos primários do colédoco podem ser devidos a um estenose do mesmo ou estenose da papila. - Em toda colecistectomia por doença crônica ou aguda é preconizada a colangiografia intra-operatória. ● Se o colédoco estiver dilatado mesmo que pouco precisa fazer a retirada - Quadro clínico→ Diagnóstico e tratamento. ● Pode ser primária em paciente portador de colelitíase, mas na maioria das vezes existe o antecedente de colecistectomia, onde não se fez a exploração radiológica intra-operatória das vias biliares. 5 ● Observa-se icterícia as custas de bilirrubina direta, clareamento das fezes (Hipoecóicas), escurecimento da urina. ○ Acolia → fezes claras ○ Colúria → urina escura ● O aparecimento de febre e calafrios caracterizam uma colangite, Bilirrubina D. muito elevada tem o maior fator preditivo de coledocolitíase ● A ultrassonografia mostra colédoco dilatado, pode mostrar o cálculo mas o exame de maior sensibilidade é a colangiorressonância magnética. ● O método ideal, diagnóstico e terapêutico será a colangiografia retrógrada endoscópica com papilotomia (secção do esfíncter de Oddi) e retirada do cálculo. Raramente pode ser necessária uma exploração aberta do colédoco. ○ Se não conseguir tem que fazer cirurgia aberta OBS! Colangioressonância → método mais eficaz de diagnosticar coledocolitíase Colangite Aguda - Apresentação clássica da colangite é a da tríade de Charcot ● Febre ● Icterícia ● Dor no quadrante superior direito. - Quando a infecção começa a se manifestar com choque, os dois achados adicionais de alterações no estado mental e hipotensão se juntam à tríade de Charcot, tornando-se a pentade de Reynolds. - Agentes etiológicos: ● Os patógenos mais comuns são Klebsiella, E. coli, Enterobacter, Pseudomonas e Citrobacter spp. - Com a obstrução aguda de uma estrutura visceral tubular, a dor pode ser intensa, mas geralmente não está associada à sensibilidade abdominal - Tratamento: ● O TRATAMENTO que se impõe de urgência é além da antibioticoterapia maciça, a descompressão e retirada de cálculo por PCRE; ● Não sendo possível a retirada por PCRE deverá ser feita a retirada cirúrgica por coledocotomia e a coledocostomia com colocação de um tubo em “T” . Este procedimento é cercado de maior mortalidade. OBS! Além da colangite aguda e choque tóxico infeccioso já abordados, outras temíveis complicações da colecistite aguda são a perfuração, bloqueada ou não pelo omento, ai ocorrendo uma gravíssima peritonite biliar. - Essa perfuração poderá ser bloqueada pelo duodeno . Nesses casos é comum a formação de uma fístula colecisto-duodenal com a migração dos cálculos pelo intestino. Ai se forem de grandes dimensões poderão determinar uma obstrução intestinal denominada ÍLEO BILIAR. Colangiografia retrógrada endoscópica PCRE - Ideal para o diagnóstico e tratamento (basket) da coledocolitíase e sua principal complicação a colangite aguda 6 - Coledocotomia e duodenotomia para retirada de cálculo na impossibilidade de retirada por balão ou basket via endoscópica - Uma complicação frequente serão cálculos que impactam na papila, esfíncter de Oddi, e causam obstrução do Wirsung. A pancreatite aguda biliar é a forma mais frequente de pancreatite aguda e é cercada de mortalidade em torno de 10% ● Colédoco e ducto de wirsung desemboca na papila duodenal (tanto a bile quanto suco pancreático) ● Pode reflui suco pancreático pro colédoco e causa pancreatite aguda ○ Pode ocorrer intra útero 7 Pancreatite Aguda - Quadro clínico: ● Normalmente é de origem biliar ● Vômitos persistentes ● Dor de forte intensidade no epigástrio/dorsal com irradiação em faixa ● É frequente o derrame pleural esquerdo ● Na evolução pode-se palpar massa no epigástrio ● Febre e icterícia em 50,0% dos casos ● Casos desfavoráveis com hemorragia retroperitonial vão apresentar o sinal de Gray- Turner ● Hipotensão e taquipneia também assinalando gravidade OBS! Alça sentinela → estômago e cólon paralisados, com edema parede do estômago e cólon - Áreas escuras → pancreatite aguda necro hemorrágica Colangiografia Trans-hepática Percutânea - Para o diagnóstico de doença mais alta na via biliar não acessível à PCRE - Tratamento cirúrgico da calculose múltipla intra-hepática pela exérese da via biliar externa e drenagem com anastomose em Y de Roux OBS! Porfiria → Acúmulo de porfirina - causa dor abdominal e sintomas neurológicos - Causada por um defeito na enzima envolvida na fabricação do grupo heme e acúmulo de porfirina Carcinoma da vesícula biliar - Carcinoma da vesícula biliar - Muito mais frequente em mulheres, acima dos 70 anos. Muito grave pois raramente se faz o diagnóstico precoce. - Fatores de risco aceitos: cálculos principalmente cálculos maiores, pólipo da vesícula biliar e vesícula calcificada em porcelana. - São adenocarcinomas e precocemente invadem o leito vesicular no fígado. - Diagnóstico confirmado por TC - Tratamento: A única possibilidade de cura é a ressecção completa sem doença disseminada. 8 - Pólipo da vesícula biliar: OBS! Os pólipos precisam retirar pois podem evoluir para câncer Colangiocarcinoma - Fator de risco direto é a presença de cisto de colédoco, não ressecado. - Extremamente grave, dor no HD e icterícia são os principais sintomas. - Fosfatase alcalina muito elevada e hiperbilirrubinemia direta . - Diagnóstico por TC. - Menos da metade com possibilidade de ressecção. - Quimioterapia tem mostrado aumento da sobrevida Síndromes Colestáticas do Lactente - Natureza Clínica: infecções perinatais “Hepatite Neonatal” (não é uma hepatite) ● Slave Torch - a tocha de escravo ● Sífilis ● Listeriose ● Adenovírus Varicela ● ECHOVírus ● Toxoplasmose ● Outros (infecções pp. urinária) ● Rubéola ● Citomegalovírus ● Herpes ● Hepatite B - A principal etiologia é a atresia de vias biliares. O diagnóstico é confirmado por biópsia hepática e o tratamento é cirúrgico devendo ser realizado até a 10ª - 12ª semana de vida. 9 - Trata-se de uma doença que se origina no período pós-natal e que evolui como processo inflamatório esclerosante das vias biliares, levando a obstrução completa que progride da via extra-hepática para a intrahepática. - Etiologia e fatores de risco desconhecidos. - Quadro clínico de um lactente saudável, sem nenhuma comorbidade, desenvolvendo-se normalmente e que passa a apresentar icterícia cutâneo-mucosa e fezes acólicas. OBS! Criança ictérica, cocô: fezes em massa de vidraceiro OBS! Alfa 1 antitripsina: boa para formação do pulmão e fígado - Se tem deficiência faz dosagem e biópsia hepática percutânea - Evolui para cirrose e depois vai precisar de transplante hepático Síndrome de Alagille - hipoplasia de vias biliares ● Origem genética ● Fácies sindrômica ● Estenose da artéria pulmonar ● Vértebras em asa de borboleta ● Embriotoxon posterior ● 30% vão necessitar transplante hepático 10 OBS! Criança com testa olímpica e olho pequeno - Olho: embriotoxon posterior → ângulo ao redor do olho - Vértebra em asa de borboleta Cisto de Colédoco - Clínica: ● Alta prevalência em meninas e orientais ● Tumor palpável no HD ● Vômitos e icterícia com resolução espontânea e recidiva após dias ou semanas - Etiologia: ● O ducto comum e longo OBS! Desenho 1 é normal e o segundo é o com problema - Atresia de vias biliares - Portoenterostomia a Kasai - Deve ser feita até a 10ª semana de vida 11 - Pós operatório 12