Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Aluno: Davi de Aguiar Portela (0001418) 
Medicina – Urgência e Emergência I Tema B – Aula 08 
 
 ACLS – Taquiarritmias 
 
As arritmias são condições em que o ritmo ou a 
frequência cardíaca (FC) está alterado, sem uma 
justificativa fisiológica. 
Já a taquicardia pode ser conceituada como uma 
arritmia cardíaca: 
o Taquicardia: FC > 100 bpm; 
o Taquicardia sintomática: FC > 150 bpm. 
Elas podem ser divididas de acordo com 3 
características: 
1) Duração do QRS 
2) Regularidade do ritmo; 
3) Estabilidade. 
 
Duração do QRS e Regularidade do Ritmo 
 QRS Estreito (<120 ms) QRS Largo (>120 ms) 
Ritmo Regular o Taquicardia sinusal; 
o Taquicardia por reentrada nodal; 
o Taquicardia atrioventricular; 
o Taquicardia atrial focal; 
o Flutter atrial; 
o Taquicardia juncional. 
o Taquicardia ventricular monomórfica; 
o Taquicardia supraventricular com 
aberrância de condução; 
o Taquicardia atrioventricular 
antidrômica (Wolff-Parkinson-White). 
Ritmo Irregular o Fibrilação atrial; 
o Taquicardia atrial multifocal; 
o Flutter atrial ou taquicardia atrial 
com BAV variável. 
o Taquicardia ventricular polimórfica; 
o Fibrilação atrial + pré-excitação. 
 
De uma maneira simples, existem 3 mecanismos 
que causam as taquiarritmias cardíacas: 
o Automatismo anormal; 
o Reentrada nodal; 
o Atividade deflagrada (pós-potencial). 
O QRS normalmente dura até 120ms (3 
quadradinhos). 
Quando o QRS é estreito (< 120ms), podemos 
garantir que a origem do estímulo elétrico 
cardíaco é supraventricular. 
No entanto, quando o QRS é largo pode ser: 
o Taquicardia de origem ventricular; 
o Taquicardia supraventricular com 
condução aberrante; 
o Taquicardia supraventricular antidrômica 
(Wolff-Parkinson-White). 
Os critérios de Brugada auxiliam a diferenciar 
uma taquicardia ventricular (TV) de uma 
taquicardia supraventricular com aberrância. 
 
 
Taquiarritmias de QRS 
Estreito 
São caracterizadas por um ritmo de taquicardia 
+ QRS Estreito (< 120ms), em que a origem do 
estímulo elétrico cardíaco é supraventricular. 
Logo, significa que há uma alteração acima do 
feixe de Hiss. 
 
TAQUICARDIA SINUSAL 
É um aumento da FC >100 bpm, em que 
aparecem as ondas QRS sinusais, secundário a 
um estimulo externo. 
Geralmente, é uma taquiarritmia benigna 
desencadeada pelo aumento da atividade 
simpática. 
TODAS as ondas P antecedem um complexo 
QRS, intervalo RR regular. 
Uma diversidade de condições pode provocar a 
taquicardia sinusal: 
o Causas fisiológicas: 
 Emoções; 
 Atividade física; 
 Atividade sexual; 
 Dor; 
 Gravidez. 
o Causas patológicas: 
 Transtornos de ansiedade; 
 Anemia (por conta da 
hipovolemia); 
 Febre; 
 Desidratação; 
 Tireotoxicose (hipertireoidismo); 
 Choque; 
 Hipoglicemia; 
 Feocromocitoma; 
 Câncer; 
 Disfunção autonômica; 
 Embolia pulmonar; 
 IAM; 
 Pericardite; 
 Alopatias; 
 Insuficiência cardíaca. 
o Fármacos: 
 Adrenalina e noradrenalina; 
 Atropina; 
 Metilxantinas; 
 Doxorrubicina; 
 Beta2-agonistas; 
 Dopamina. 
o Drogas: 
 Álcool; 
 Café; 
 Cocaína; 
 Anfetaminas; 
 Ecstasy; 
 Crack. 
O tratamento da taquicardia sinusal consiste em 
somente corrigir a causa, sem fazer medicações 
para diminuir a FC. 
 
Taquicardia Sinusal 
Critérios eletrocardiográficos: 
 FC > 100 BPM; 
 Onda P sinusal + em D2, D3, aVF; 
 Onda P sempre precedendo um complexo QRS, em uma mesma derivação; 
 Onda P com mesma morfologia que o complexo QRS, em uma mesma derivação; 
 Intervalo RR regular; 
 QRS estreito (<120 ms). 
 
Figura 1. Taquicardia Sinusal. 
 
 
Entretanto, nesse grupo existem algumas 
taquiarritmias sinusais que fogem do padrão de 
resposta a um estímulo externo: 
I. Taquicardia sinusal inapropriada; 
II. Taquicardia sinusal reentrante; 
III. Síndrome de taquicardia postural 
ortostática. 
 
Taquicardia Sinusal Inapropriada 
Ela tem origem sinusal que acontece em um 
momento inapropriado, sendo comum em 
mulheres jovens, e sua causa é desconhecida. 
O prognostico é bom, visto que ela não está 
associada a uma taquicardiomiopatia. 
O diagnostico é de exclusão, geralmente feito 
pelo monitoramento com holter/ ECG por 24h. 
Inicialmente, o tratamento é com mudança nos 
hábitos de vida (atividade física, expansão 
volêmica/ beber bastante água e evitar 
estimulantes como café e álcool). 
Se refratário, pode-se usar betabloqueadores ou 
a ivabradina (bloqueador dos canais I de calcio, 
que reduz o disparo sinusal). 
 
 
 
 
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR 
PAROXISTICA BENIGNA 
São taquicardias frequentes na pratica clínica em 
mulheres jovens, de início e termino súbitos. 
Seus sintomas são: 
o Palpitações; 
o Tontura; 
o Sensação de “cabeça vazia”. 
Protótipo: taquicardia por reentrada nodal – TRN 
(55-60%). 
Nesse caso, o paciente deve ter duas vias de 
condução no nó AV: 
o Via alfa: de condução rápida e com 
período refratário prolongado; 
o Via beta: de condução lenta e com 
período refratário curto. 
 
O estimulo elétrico desce pela via lenta e sobre 
pela via rápida. 
Com isso, uma extrassístole atrial pode ser o 
predisponente para o início da TRN. 
 
Taquicardia Paroxística Supraventricular 
Critérios Eletrocardiográficos: 
 Taquicardia com FC entre 180-200 bpm; 
 Onda P não visualizada (ativação atrial retrógrada); 
 Pode aparecer pseudo-S (em D2, DE e aVF); 
 Intervalo RR regular; 
 QRS estreito (<120 ms). 
 
Figura 2. Taquicardia Paroxística Supraventricular. 
 
FIBRILAÇÃO ATRIAL 
A fibrilação atrial (FA) se inicia no lado esquerdo 
do coração, no átrio., e é muito comum em 
idosos. 
Na FA, ocorrem inúmeros circuitos de 
microentrada com relação temporal e anatômica 
imprevisíveis, causando deflexões atriais 
ectópicas múltiplas (vistas como várias ondas P). 
 
O nó AV funciona como um mecanismo 
adaptativo que impede os estímulos elétricos de 
chegarem aos ventrículos, impedindo, assim, a 
evolução de uma FA para fibrilação ventricular. 
Dessa forma, nessa arritmia, os átrios não se 
contraem de maneira organizada, eles “fibrilam”. 
A frequência de movimentos fibrilatórios atriais é 
extremamente alta, em torno de 400-600 por 
minuto. 
Como os átrios não contraem, apenas fibrila, há 
uma predisposição de surgimentos de eventos 
tromboembólicos. 
Apesar de a FA ter o QRS estreito, existem 
algumas situações associadas que causam o 
alargamento dele: 
o Presença de um bloqueio de ramo 
associado (bloqueio de ramo direito ou 
esquerdo); 
o Condução aberrante (algumas 
taquiarritmias conduzem com QRS largo 
apenas na alta frequência — é como se 
as fibras de His-Purkinje se cansassem 
durante a taquicardia); e 
o Presença de uma pré-excitação (como 
na síndrome de Wolf-Parkinson-White, 
que veremos adiante). 
Além disso, a FA pode ser regular quando 
houver um bloqueio atrioentricular total 
associado.
 
Fibrilação Atrial 
Critérios Eletrocardiográficos: 
 Ausência de ondas P bem definidas; 
 Ativação atrial muito irregular - padrão “serrilhado fino”, múltiplas ondas “F” irregulares e com 
frequência elevada (400-600 bpm); 
 Intervalo RR Irregular; 
 QRS estreito (<120 ms); 
 OBS: se houver apenas ritmo irregular sem onda P, é suficiente para que o diagnóstico continue 
sendo fibrilação atrial, ainda que não tenha o padrão "serrilhado fino" 
 
Figura 3. Fibrilação Atrial. 
 
Etiologia 
A FA deve ser entendida como uma arritmia 
crônica, que tem altas taxas de recorrência. 
Existem algumas causas de FA que são 
reversíveis, tais como: 
o Ingestão excessiva de álcool – “holiday 
heart syndrome”, ou síndrome cardíaca 
do feriado 
o Drogas estimulantes: cocaína, crack, 
termogênicos, cafeínas; 
o Teofilina e adenosina; 
o Cirurgias cardíacas e torácicas; 
o Croque elétrico.; 
o IAM; 
o Pericardite; 
o Miocardite; 
o Embolia pulmonar; 
o Doenças metabólicas; 
o Hipertireoidismo; 
o Flutter atrial e síndrome WPW: 
Manifestações Clínicas 
25% dos pacientes são assintomáticos, logo o 
exame físico é importantíssimo.Quando há 
queixas, em sua maioria são: 
o Palpitações; 
o Dispneia; 
o Desconforto precordial; 
o Tontura; 
o Sudorese. 
Já no exame físico, pode-se observar: 
o Taquicardia; 
o Ritmo cardíaco muito irregular; 
o Pulso irregular e pulso venoso variável; 
o FC maior que a frequência de pulso 
(achado conhecido como dissociação 
pulso-precórdio ou anisocardioesfigmia); 
o Ausência de onda “a” do pulso venoso 
jugular; 
o B1 com fonese variável; 
o Ausência de B4. 
Classificação Clínica 
A FA pode ser classificada de acordo com o seu 
tempo de início: 
Paroxística FA revertida expontaneamente 
ou com ajuda médica em 
menos de 7 dias 
Persistente: FA com duração >7 dias e com 
perspectivas de reversão 
Persistente 
de longa 
duração: 
FA com duração >1 ano e com 
perspectivas de reversão 
Permanente 
(40-50%): 
FA com duração >7 dias e sem 
perspectivas de reversão 
 
Prevenção de Eventos Trombóticos 
Os eventos tromboembólicos ocorrem tanto 
pela falta de contração atrial (estase sanguínea), 
quanto pela lesão endotelial da parede dos átrios. 
O átrio esquerdo é o principal responsável pela 
formação de trombos. 
Foram desenvolvidos escores clínicos que 
permitem estimar o risco de eventos 
tromboembólicos em pacientes com FA: 
o Escore CHADS2; 
o Escore CHA2DS2VASc 
CHADS2 
C: insuficiência cardíaca 1 ponto 
H: hipertensão 1 ponto 
A: age/ idade ≥75 anos 1 ponto 
D: diabetes mellitus 1 ponto 
S: stroke – AVE ou AIT 2 pontos 
 
Escore CHADS2 ≥ 2 pontos indica 
anticoagulação por tempo indeterminado, ou 
seja, provavelmente para sempre. 
 
 
 
CHADS2VASc 
C: insuficiência cardíaca 1 ponto 
H: hipertensão 1 ponto 
A: age/ idade ≥75 anos 2 pontos 
D: diabetes mellitus 1 ponto 
S: stroke – AVE ou AIT 2 pontos 
V: vasculopatia – IAM prévio, 
DAOP e placas na aorta 
1 ponto 
A: age/ idade entre 65-74 anos 1 ponto 
Sc: sexo feminino 1 ponto 
 
Nesse escore, temos: 
o 0 pontos: não coagular; 
o 1 ponto: considerar possibilidade de 
anticoagular; 
o Escore ≥2: anticoagular. 
Em escore 1, a decisão pela anticoagulação será 
conduzida por um conjunto de fatores que 
envolve: 
o Opinião do médico e do paciente; 
o Disponibilidade da assistência de saúde; 
o Risco de sangramento; 
o Opções de medicações disponíveis. 
Entretanto, em caso de FA valvar ou com 
cardiomiopatia hipertrófica, o paciente deve 
permanecer anticoagulado independentemente 
do cálculo encontrado nos escores 
A predisposição a sangramentos é o maior 
problema no uso de anticoagulantes. Logo, o 
escoe HASBLED serve como um parâmetro 
para isso, mas não pode contraindicar a 
anticoagulação: 
HASBLED 
H: hipertensão descontrolada (PAS 
≥ 160 mmHg) 
1 ponto 
A: alteração hepática ou renal 1 ponto 
cada 
S: stroke – AVE 1 ponto 
B: bleeding – sangramento prévio 
ou predisposição a sangramentos 
1 ponto 
L: labilidade do RNI 1 ponto 
E: elderly – idade ≥ 65 anos 1 ponto 
D: drogas que interfiram na 
varfarina ou uso de álcool 
1 ponto 
cada 
 
Apenas como parâmetro, devemos considerar 
pacientes com escore HASBLED ≥ 3 pontos 
como sendo mais propícios a eventos 
hemorrágicos. 
O uso de antiplaquetários é desaconselhável em 
pacientes com fibrilação atrial em substituição à 
anticoagulação. 
 Anticoagulantes orais de ação direta 
(DOAC): 
o Dabigatrana (Pradaxa®) 150 mg, 
2x/dia; dose reduzida 110 mg, 
2x/dia; 
o Rivaroxabana (Xarelto®) 15 mg, 
2x/dia por 21 dias, seguido de 20 
mg, 1x/dia; 
o Edoxabana (Lixiana®) 60 mg, 
1x/dia 
o Apixabana (Eliquis ®) 5 mg 2x/dia 
 Antagonistas da vitamina K: 
o Dicumarínicos/ Varfarina; 
 
FLUTTER ATRIAL 
O flutter atrial tem um mecanismo semelhante a 
FA, em que se difere por ter circuitos de 
microrreentradas originadas, no istmo 
cavotricuspídeo, apenas no átrio direito. 
Intervalo RR pode ser regular ou irregular 
(geralmente, quando há bloqueio associado). 
Desconfiar de Flutter atrial sempre que a 
frequência atrial estiver próxima de 300 bpm, em 
que o nó AV filtra o estimulo atrial para que a 
frequência ventricular fique em torno de 150 
bpm. 
É uma arritmia emboligencia, assim como a FA, 
podendo causar AVE, embolias de membros, 
IAM. 
Assim como a FA, existem algumas situações 
associadas que causam o alargamento do QRS 
no flutter: 
o Presença de um bloqueio de ramo 
associado; 
o Condução aberrante (algumas 
taquiarritmias conduzem com QRS largo 
apenas na alta frequência — é como se 
as fibras de His-Purkinje se cansassem 
durante a taquicardia); e 
o Presença de uma pré-excitação (como 
na síndrome de Wolf-Parkinson-White, 
que veremos adiante). 
Além disso, o flutter atrial pode ser regular 
quando houver um bloqueio atrioentricular total 
O tratamento do Flutter atrial consiste em fazer 
a anticoagulação e a diminuição da FC com 
betabloqueadores por 4 semanas. Em seguida, 
fazer a cardioversão sincronizada em 50J. 
O flutter tem uma pior resposta a medicação e 
uma melhor resposta a cardioversão elétrica, por 
isso inicia com apenas 50J. 
A ablação por cateter, interrompe 
definitivamente o circuito de microrreentrada e 
curar o paciente.
 
 
 
 
 
Flutter Atrial 
Critérios Eletrocardiográficos: 
 Frequência atrial tende a 300 bpm; 
 Taquicardia com FC de 150 bpm (múltiplos de 300); 
 Ondas P não visualizadas, somente ondas F de aspecto serrilhado em aprede inferior (DII, DIII e 
aVF) e V1; 
 Intervalo RR Regular; 
 QRS estreito (<120 ms). 
 
Figura 4. Flutter atrial. 
 
 
Taquiarritmias de QRS 
Largo 
São caracterizadas por um ritmo de taquicardia 
+ QRS Largo (> 120ms), correspondendo a 80% 
de todas as taquicardias de QRS largo. Significa 
que há uma alteração abaixo do feixe de Hiss. 
OBS: pode haver taquiarritmias supra-
ventriculares com condução aberrante (QRS 
largo). 
Nas taquiarritmias ventriculares (TV), há 3 ou 
mais complexos QRS sequenciais com FC acima 
de 100 bpm, de origem ventricular. 
Se menor que 3 complexos QRS, é chamado de 
extrassístole ventricular. 
Elas são potencialmente letais, com risco de 
morte súbita. 
 
TAQUICARDIA VENTRICULAR MONOMÓRFICA 
Todos os complexos QRS estão largos (>120 
bpm) e com morfologia similar. 
Geralmente é uma taquiarritmia maligna 
associada a cardiopatias estruturais: 
o Infarto agudo do miocárdio (IAM); 
o Doença de Chagas; 
o Cardiopatia congênita; 
o Síndrome QT longo congênito; 
o Síndrome de Brugada; 
o Cardiomiopatia arritmogênica do 
ventrículo direito; 
o Cicatriz de miocardite. 
o Idiopática. 
Entretanto, alguns pacientes com coração 
normal podem ter TV monomórfica. 
O mecanismo de reentrada de sangue é a 
etiologia mais comum, em que há uma área de 
fibrose entremeada com miocárdio normal. 
 
Taquicardias Ventriculares Monomórficas 
Critérios Eletrocardiográficos: 
 Taquicardia com FC > 100 bpm; 
 Dissociação atrioventricular; 
 Intervalo RR regular; 
 Complexo QRS alargado e de mesma morfologia. 
Figura 5. TV monomórfica. 
 
TAQUICARDIA VENTRICULAR POLIMÓRFICA 
Todos os complexos QRS estão largos (>120 
bpm) e com múltiplas morfologias em uma 
mesma derivação. 
Pode ser assintomática quando de curta duração, 
porém é potencialmente maligna. 
Pode ocorrer na vigência de intervalo QT normal 
ou longo (avaliando intervalo QT de base). 
Causas: 
o Infarto agudo do miocárdio; 
o Doença de Chagas; 
o Síndrome QT longo congênito; 
o Síndrome de Brugada; 
o Cardiomiopatia arritmogênica do 
ventrículo direito; 
o Idiopática. 
 
Taquicardias Ventriculares Polimórficas 
Critérios Eletrocardiográficos: 
 Taquicardia com FC > 100 bpm; 
 Dissociação atrioventricular; 
 Intervalo RR regular; 
 Complexo QRS alargado e de morfologia diferentes numa mesma derivação. 
 
Figura 6. TV polimórfica. 
 
 
Tratamento das 
Taquiarritmias Estáveis 
Na história clínica do paciente, a principal queixa 
é de palpitação. Dentre as causas primárias de 
taquiarritmias, tem-se: 
Causa da 
arritmia: 
Característica das 
palpitações: 
Taquicardia 
por reentrada 
nodal 
Palpitações regularesSinal de frog positivo 
Mulheres em torno da 3ª 
década de vida 
Síndrome de 
Wolff-
Palpitações rítmicas em 
região precordial, com dor 
precordial 
Parkinson-
White 
Jovens aparentemente 
saudáveis 
FA paroxística Palpitações arrítmicas; 
Sensação de peso; 
Homens obesos, hipertensos, 
etilistas ou com suspeita de 
apneia do sono 
Extrassístoles Palpitações tipo “falha” ou 
“soco no peito” 
 
O eletrocardiograma é ferramenta fundamental 
no diagnóstico diferencial das taquiarritmias. 
 
 
 
TRATAMENTO DAS TAQUICADIAS DE QRS 
ESTREITO E REGULAR 
Nesses casos, há o envolvimento direto do nodo 
AV, que é estimulado influentemente pelo nervo 
vago: 
1. Taquicardia por reentrada nodal; 
Logo, uma manobra que estimula o nervo vago 
pode interromper essa taquiarritmia. 
 
Manobras Vagais 
Taxa de sucesso de 30-43% 
Induzem uma diminuição temporária da atividade 
do nó sinusal e da condução do nó AV. 
Estimulo aos barorreceptores da aorta, causando 
uma deflagração do reflexo de aumento de 
resposta vagal, que diminui a resposta simpática. 
1. Manobra de Vasalva Modificada; 
2. Massagem do Seio Carotídeo (MSC). 
Manobra de Valsava Modificado 
Deve-se pedir para o paciente forçar a 
expiração enquanto e seu troco é abaixado e 
suas pernas são levantadas. 
o O paciente deve estar sentado com uma 
inclinação de 30°. 
o A manobra de Valsalva pode ser realizada 
com o auxílio de uma seringa de 10ml. 
o Paciente deve assoprá-la por 15 segundos. 
o Após esse período, devemos elevar as 
pernas do paciente em uma angulação de 
45° por 15 segundos. 
o Retorne o paciente para a posição original. 
 
 
 
Massagem do seio carotídeo: 
o Paciente deitado em decúbito dorsal; 
o Pescoço hiperestendido; 
o Pressão por 5-10 segundos; 
o Local: abaixo do ângulo da mandíbula; 
o Se não resolver: repetir do outro lado, 
após 2 minutos; 
Deve-se realizar ausculta, se não há sopro 
carotídeo! 
o Não realizar se AVC, IAM nos últimos 6 
meses; 
o Cessar assim que responder com a 
redução da FC; 
o Realizar em paciente monitorizado 
 
 
Cardioversão Química 
Caso as manobras vagais não resolvam, deve-se 
aplicar adenosina. 
Adenosina: 
 1ª dose: adenosina 6 mg, em bolus; 
 2ª e 3ª dose: adenosina 12 mg, em 
bolus. 
 Dose máx: 30 mg. 
Diminui a condução pelo nó atrioventricular e 
promove vasodilatação coronária; 
o Resposta rápida: tempo de meia vida 
de 5-10 segundos; 
o Aplicar em uma veia grande 
(antecubital) durante 1 segundo  
infusão rápida de AD ou SF 0,9% E 
elevAR o braço imediatamente; 
o Avisar ao paciente que poderá ter 
sensação de “morte iminente” 
transitória, à administração; 
Cessa 90% das arritmias de reentrada nodal; 
Contraindicações absolutas: 
o Bloqueio AV de 2º ou 3º graus; 
o Disfunção do nó sinusal e FA pré-
excitada. 
 
 
Se o paciente não reverter com essa droga, 
podemos descartar envolvimento nodal na 
taquiarritmia. 
Com isso, deve-se fazer medicações que 
abaixem a FC do paciente: 
 Betabloqueadores EV: 
o Metoprolol: 5 mg EV lento (2 a 5 
min), a cada 5 min, até 15 mg. 
 Bloqueadores dos canais de cálcio (BCC): 
o Verapamil ou Diltiazem EV 
o É indicado em casos de bloqueio 
AV de 2º ou 3º grau, hipotensão, 
bradicardia, FA pré-excitada e 
insuficiência cardíaca 
descompensada, asma e DPOC. 
 
TRATAMENTO DAS TAQUICADIAS DE QRS 
ESTREITO E IRREGULAR 
A fibrilação atrial é o seu protótipo, em que há o 
risco de presença de trombos em átrio 
esquerdo e de eventos trombróticos; 
Na FA, pode-se considerar fazer o controle do 
ritmo (reverter a arritmia) ou fazer o controle da 
FC. 
Além disso, deve determinar se vai anticoagular 
ou não o paciente, por meio do CHA2DS2VASC. 
Importante determinar a duração da FA, pois 
assim da para saber se há possibilidade de haver 
trombos ou não 
I. FA é aguda (< 48h); ou 
II. FA crônica (> 48h). 
Em caso de instabilidade, deve-se considerar a 
cardioversão elétrica sincronizada. 
 
FA Aguda (< 48h) Estável: 
Se o paciente chegar com FA ou Fluttler atrial 
com FC >100 bpm na emergência, e tiver 
estável, deve-se ver os seguintes critérios: 
o Início dos sintomas marcadamente < 48h; 
ou 
o Ecocardiograma transesofágico sem 
evidências de trombos; ou 
o Paciente anticoagulado há pelo menos 3 
semanas. 
Nesses casos, considera-se que não houve 
tempo hábil para se formar um trombo 
intracavitário. 
A partir disso, pode-se considerar realizar a 
cardioversão química e/ou elétrica e anticoagular. 
Elastem como objetivo controlar o ritmo 
cardíaco e reverter a arritmia. 
Nos pacientes estáveis, é preferível tentar 
primeiro a cardioversão química, mediante o uso 
de antiarrítmicos, e, caso não haja sucesso, 
procede-se a cardioversão elétrica. 
Antiarrítmico 
Dose de 
ataque: 
Amiodarona 150-300 mg, EV 
correr diluído em SG 5% 100 
ml em 20-30 minutos; 
Dose de 
manutenção: 
Amiodarona 900 mg (6 amp), 
EV correr diluído em SG 5% 
232 ml EV em 24 horas, 
1mg/min(16ml/h) por 6 horas e 
0,5 mg/min (8 ml/h) por 18 
horas 
 
 
Caso o paciente não tenha critério de 
cardioversão, deve-se apenas controlar a FC e 
anticoagula-lo por 3 semanas. 
 
 
FA Crônica (> 48h) Estável: 
Nesses casos, o paciente não tem critério para 
cardioversão química e/ou elétrica, logo devese 
fazer o 
o Controle de Frequência Cardíaca: 
betabloqueadores ou BCC; 
o Anticoagulação efetiva por 3 semanas 
(rivaroxabana); 
Betabloqueadores 
Controle da FC: 
 Metoprolol: 5mg EV lento (2 a 5 min), 
a cada 5 min, até 15mg; 
Contraindicações: 
o BAV de 2º ou 3º grau; 
o Hipotensão; 
o Bradicardia; 
o FA pré-excitada; 
o Insuficiência Cardíaca descompensada; 
o Asma; 
o DPOC 
 
Bloqueador dos Canais de Cálcio não-
diidropirínicos 
Controle da FC: 
 Verapamil 5mg/2ml: 2,5-5 mg,EV, em 
2- 3min, Dose Máxima:15 mg 
 Diltiazem 25 mg/5ml e 50mg/10ml: 
Dose 15-20 mg (0,25mg/kg) em 2 a 3 
min, pode repetir 20 a 25 mg após 
15min da 1ª dose; 
Contraindicações: 
o BAV de 2º ou 3º grau; 
o Hipotensão; 
o Bradicardia; 
o FA pré-excitada; 
o Insuficiência Cardíaca 
 
Logo após, encaminhar para o especialista para 
fazer a cardioversão química ou elétrica, deve 
anticoagular o paciente a partir do escore 
CAH2DS2VASC: 
o 0: anticoagular por apenas 4 semanas; 
o 1: anticoagylar por 4 semanas ou para 
sempre; 
o ≥ 2: anticoagular para sempre. 
Após fazer o controle da FC, outra opção é 
realizar ecocardiograma transesofágico (ECO 
TE) para exclusão de trombos e proceder para 
a cardioversão elétrica. 
Caso seja possível, deve-se realizar uma dose de 
heparina em bólus antes do procedimento e 
manter a anticoagulação depois. 
Características da 
FA 
Medicação e tempo de 
uso 
FA instável Fazer uma dose de 
heparina não fracionada 
EV ou enoxaparina SC o 
mais rapidamente 
possível – não atrasar a 
cardioversão elétrica. 
FA < 48 horas e 
baixo risco de 
eventos trombo-
embólicos (CHA2D 
S2VASc ≤ 1 etc.) 
Não é necessário 
anticoagular antes da 
cardioversão 
FA < 48 horas e 
alto risco de 
eventos trombo-
embólicos (CHA2D 
S2VASc >1 etc.) 
Fazer heparina não 
fracionada EV ou 
enoxaparina SC. (o 
tempo varia na literatura 
desde momentos antes 
da cardioversão até 6-12 
horas antes). 
FA > 48 horas e 
sem ECO TE 
Varfarina: 3 semanas 
com RNI entre 2-3. 
DOAC: 3 semanas de 
início das drogas. 
FA > 48 horas e 
ECO TE sem 
trombros 
Varfarina: até pelo 
menos 1 RNI entre 2-3. 
DOAC, HNF ou 
enoxaparina: pelo menos 
2 horas antes da 
cardioversão. 
 
 
TRATAMENTO DAS TAQUICADIAS DE QRS 
LARGO E REGULAR 
80% das taquicardias de QRS largo são 
taquicardias ventriculares: 
I. Taquicardia ventricular monomórfica; 
No entanto, pode ser também: 
II. Taquicardia supraventricular com 
condução aberrante; 
III. Taquicardia supraventricular antidrômica 
(Wolff-Parkinson-White). 
Em 2019, a Diretriz Europeia de Taquiarritmias 
propôs como primeira conduta as manobras 
vagais e adenosina, como visto anteriormente. 
Não usar adenosina em paciente com taquicardia 
por reentrada atrioventricularantidrômica (Wolff-
Parkinson-White) pelo risco de evolução para 
parada cardíaca. 
Na ausência de resposta a adenosina, deve-se 
implementar: 
 Procainamida (indisponível no Brasil); 
 Amiodarona 150 mg, EV, em 10 minutos 
Antiarrítmico 
Dose de 
ataque: 
Amiodarona 150-300 mg, EV 
correr diluído em SG 5% 100 
ml em 20-30 minutos; 
 
Dose de 
manutenção: 
Amiodarona 900 mg (6 amp), 
EV correr diluído em SG 5% 
232 ml EV em 24 horas, 
1mg/min(16ml/h) por 6 horas e 
0,5 mg/min (8 ml/h) por 18 
horas 
 
 
Em algumas bibliografias, não há a 
recomendação de realizar manobra vagal nem 
adenosina nas taquicardias de QRS largo. 
Sempre vale checar qual é o livro-texto 
referência da banca de sua prova. 
Nesses casos, a conduta será o uso de 
amiodarona venosa 
 
Tratamento das 
Taquiarritmias Instáveis 
A abordagem inicial deve ser feita para identificar 
sinais de instabilidade hemodinâmica no paciente. 
Os principais sinais de gravidade são: 
o Diminuição da consciência; 
o Diminuição da PA; 
o Dispneia; 
o Dor torácica; 
o Diminuição da perfusão. 
As taquicardias instáveis são abordadas com 
cardioversão elétrica sincronizada ou 
desfibrilação, pois elas ameaçam a vida do 
paciente (emergência médica). 
Taquiarritmia Carga do 
Desfibrilador 
Bifásico 
Conduta 
QRS estreito 
e regular 
50-100 J Cardioversão 
Sincronizada 
QRS estreito 
e irregular 
120-200 J Cardioversão 
Sincronizada 
QRS largo e 
regular 
100 J Cardioversão 
Sincronizada 
QRS largo e 
irregular 
200 J Desfibrilação 
 
Para que seja feito a cardioversão elétrica 
sincronizada, deve-se seguir o protocolo 
OSASCO: 
o Orientar o paciente; 
o Sedação (midazolam e fentanil) 
o Ambuzar o paciente após a sedação 
(saturação acima de 94%); 
o Sincronizar; 
o Cardioverter com a carga indicada; 
o Observar o ritmo após a cardioversão. 
Começar com 100J, e se necessário ir 
aumentando até chegar em 200J. 
A sincronização garante que a carga seja liberada 
junto com o QRS. Se a carga for liberada no 
período refratário (fenômeno R sobre T), o 
paciente pode evoluir com parada 
cardiorrespiratória. 
 
TRATAMENTO DAS TAQUICADIAS DE QRS 
LARGO E IRREGULAR 
A desfibrilação deve ser usada em ritmos de 
parada cardiorrespiratória ou quando o ritmo é 
muito rápido e não se consegue sincronizar de 
maneira adequada 
I. Taquicardia ventricular polimórfica; 
II. Torsades de Pointe 
 
 
Referências: 
1. AMERICAN HEART ASSOCIATION et al. 
Destaques das diretrizes da American 
Heart Association 2015 para RCP e ACE. 
Guidelines CPR ECC, v. 28, 2010. 
2. BERNOCHE, Claudia et al. Atualização da 
diretriz de ressuscitação cardiopulmonar 
e cuidados cardiovasculares de 
emergência da Sociedade Brasileira de 
Cardiologia-2019. Arquivos brasileiros de 
cardiologia, v. 113, p. 449-663, 2019. 
 
 
 
Pré-Teste 
Pergunta 1 
Paciente, 26 anos sem comorbidades chega ao serviço de emergência com quadro de palpitação. Nega 
dor torácica. Exame físico normal (ausculta pulmonar limpa, PA 120×70). Realizado ECG abaixo. Qual 
diagnóstico e qual tratamento? 
 
a) Fibrilação atrial – Cardioversão elétrica. 
b) Taquicardia Paroxistica Supraventricular- Manobra Vagal 
c) Taquicardia Paroxistica Supraventricular- Amiodarona. 
d) Taquicardia Ventricular- Amiodarona 
 
 
Pergunta 2 
Paciente, 60 anos, portadora de Doença de Chagas, deu entrada na emergência, com quadro de 
palpitações, acompanhada de dispneia, sudorese e dessaturação. Realizado ECG abaixo. Qual diagnóstico 
e qual tratamento recomendado? 
 
a) Taquicardia Ventricular Monomórfica- Cardioversão elétrica sincronizada 
b) Taquicardia Ventricular Polimórfica- Desfibrilação 
c) Taquicardia Ventricular Monomórfica- Amiodarona 
d) Taquicardia Paroxistica Supraventricular- Adenosina 
 
Pergunta 3 
Homem de 18 anos estava na balada, quando subitamente iniciou quadro de palpitac ̧ão, referindo o uso 
de bebidas alcoólicas. Encontra-se pálido, sudoreico, PA (pressão arterial) de 70 x 40 mm Hg, saturação 
de 88% em ar ambiente. O traçado eletrocardiográfico encontra-se a seguir. Qual diagnóstico e conduta? 
 
a) Taquicardia paroxistica supraventricular - manobra vagal 
b) Flutter atrial - introduzir metoprolol. 
c) Fibrilação atrial - introduzir Adenosina. 
d) Flutter atrial - realizar cardioversão elétrica sincronizada. 
 
Pergunta 4 
Uma mulher com 57 anos de idade é levada por familiares a uma Unidade de Pronto Atendimento com 
quadro de “desmaio”, ocorrido há poucas horas. A paciente recuperou a conscie ̂ncia e passou a queixar-
se de palpitação e tontura. Ela nega febre, cefaleia, dispneia ou dor precordial e episódios prévios 
semelhantes. A paciente refere ter hipertensão, controlada apenas com diuréticos, nega tabagismo ou 
etilismo. Ao exame físico, apresenta-se lúcida, orientada, colaborativa, pálida, sudoreica e levemente 
taquipneica. A ausculta pulmonar é normal. O resultado do exame cardiovascular mostra ritmo cardíaco 
irregular, em dois tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros; pressão arterial = 80 x 40 mmHg; 
frequência cardíaca = 200 bpm em média; frequência respiratória = 24 irpm. Os demais aspectos do 
exame físico não apresentam alterações significativas. A paciente foi submetida, de imediato, a 
eletrocardiograma, cujo resultado é reproduzido a seguir. 
 
 
a) Administração imediata de amiodarona, início de anticoagulac ̧ão ou antiagregação por via oral, 
ablação por cateter de focos arritmogênicos e suspensão das drogas pós-ablação. 
b) Administração de heparina por via intravenosa, cardioversão elétrica imediata, início de 
anticoagulação por via oral pós-cardioversão e terapia de manutenção posterior com amiodarona. 
c) Administração de heparina por via intravenosa, início de anticoagulac ̧ão ou antiagregação por via 
oral, cardioversão elétrica ou química posterior e terapia de manutenção com amiodarona. 
d) Administração imediata de betabloqueador por via endovenosa, início de anticoagulac ̧ão ou 
antiagregação por via oral, monitorização do eletrocardiograma e observação da evolução. 
 
Gabarito: 
01 B 
02 A 
03 D 
04 B 
f

Mais conteúdos dessa disciplina