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1 MARKETING, BRANDING POSITION 1 SUMÁRIO Sumário NOSSA HISTÓRIA ................................................................................................................ 2 BRANDING POSITION .......................................................................................................... 3 CONCEITO FUNDAMENTAL ................................................................................................ 6 TIPOS DE POSICIONAMENTO............................................................................................. 8 POSICIONAMENTO ............................................................................................................ 11 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 23 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 BRANDING POSITION 1.1 Conceito de Posicionamento Cada produto, serviço ou ideia, lançados no mercado, ocupam um determinado local nos corações e mentes de cada consumidor individual. Este local é hierarquizado. O primeiro da lista é o produto líder. Os demais, a partir do segundo listado, são os produtos, serviços e ideias considerados secundários. Todas as vantagens estão com o líder. As desvantagens com os secundários. O líder pode ser comercializado com maiores margens de lucro e necessitam de menores investimentos em tempo, energia e dinheiro para se manterem no topo. Os produtos secundários necessitam de amplos e onerosos esforços para tentar se aproximar dos líderes, e nem sempre o conseguem. Qualquer pessoa pode fazer uma lista hierarquizada sobre qualquer produto, serviço ou ideias que conheça ou consuma. Qual a melhor escola na cidade? O melhor sabão ou leite em pó? O melhor refrigerante? Ela poderá também listar os produtos/serviços e ideias de forma a que ocupem um “lugar” na lista que imaginou (hierarquização do posicionamento) de tal maneira que sempre poderá apontar facilmente os serviços, idéias ou produtos líderes e fixar assim seu posicionamento em relação aos que ocupem posições secundárias. Equação Custo x Benefício Quando podem , os consumidores optam pelos produtos líderes, que são líderes precisamente por serem considerados melhores. Esta equação envolve tanto aspectos emocionais quanto econômicos. Enquanto isso os produtos secundários são adquiridos somente pelos que não podem comprar os produtos líderes e sofrem mais com as variações de renda ou problemas conjunturais da economia. em outras palavras se você tem recursos financeiros necessários você optara sempre pelo produto líder. Como adquirir Posicionamento de Mercado O posicionamento pode ser adquirido ao longo do tempo. Esse era o único método utilizado antes do advento do marketing tal como o conhecemos hoje. Atualmente, uma ideia, um produto ou um serviço podem ser lançados e 4 adquirir o posicionamento de líder em seus respectivos mercados com uma rapidez extraordinária. E é isso o que tem ocorrido em diversas situações em que um produto semi-desconhecido, sem contar com o suporte de uma grande organização, ou sem “tradição” no mercado, muitas vezes derrota e substitui lideranças mais antigas e estabelecidas. Exemplo do Mercado "Escolas" Um exemplo de mercado pode ajudar a compreender o processo. Dado a grande mobilidade social promovida pela Educação no Brasil a escolha da escola dos filhos é uma prioridade em muitas famílias. Na verdade, muitos pais e mães sacrificam uma parcela importante de suas disponibilidades em tempo, dinheiro e energia para oferecer a melhor educação a suas crianças. Os pais que estudaram em boas escolas atribuem a esse fato, com razão, muito do sucesso que obtiveram na vida profissional. Aqueles que venceram dificuldades e suplantaram os obstáculos por terem estudado em escolas menos conhecidas ou posicionadas também desejam, freqüentemente, oferecer uma opção de estudo melhor que a que tiveram a seus filhos. Então esse é um mercado conservador por definição, em que os clientes baseiam sua escolha fortemente em Posicionamento de Mercado. No Brasil, até fins da década de sessenta, no âmbito de escolas e colégios privados, as organizações que possuíam os melhores posicionamentos eram as mais antigas, tradicionais, muitas vezes vinculadas a uma ordem religiosa como os maristas, os jesuítas, batistas, etc. Baseavam seu posicionamento na excelência de seu ensino, nos resultados obtidos por seus alunos, na fixação de seus diferenciais mercadológicos através do tempo. Isto é, se preocupavam mais com o “produto” que forneciam. Numa deferência aos primórdios do marketing quando efetivamente as ações de marketing eram quase que exclusivamente empreendidas em função do Produto. Então surgiram escolas e colégios sem vínculos com confissões religiosas, laicas, montados sobre conceitos e estruturas empresariais e utilizando estratégias de marketing mais agressivas. Elas, às vezes, se originaram em estabelecimentos pequenos e pouco representativos nas décadas anteriores, outras vezes foram empreendimentos completamente novos, inéditos em seus respectivos mercados. 5 Em poucos anos as mais novas substituíram as escolas antigas na preferência dos alunos e seus pais (posicionamento de mercado) captaram mais clientes, melhores professores, obtiveram custos fixos mais baixos e ganhos de escala em seus custos variáveis, lucraram mais e puderam, por isso, oferecer serviços melhores a preços competitivos. Então as antigas escolas tiveram que baixar preços, e terminaram, em vários casos, por oferecer serviços de pior qualidade, definhando ou sobrevivendo com dificuldade. Porém, para ficarmos no exemplo das escolas, nem sempre as novas empresas educacionais obtiveram tanto êxito. Ele somente ocorreu quando estabeleceram estratégias apropriadas. Nas prateleiras de um supermercado o posicionamento de mercado também resolve um grande problema para o consumidor: a angústia de compra… Angústia da compra ou dissonância cognitiva Testes comportamentais comprovaram que os consumidores de serviços, ideias e produtos, quando expostos a soluções diferentes, desenvolvem a “angústia de compra”, ou "Dissonância Cognitiva". Uma insegurança, que pode ser bastante estressante, sobre a conveniência, a qualidade, ou a “racionalidade” de sua opção de compra. Às vezes dissolvem essa angústia pedindo auxílio a alguém em quem confiam, tomam informações e precauções antes de realizar a compra. Muitas vezes a dúvida é resolvida por um vendedor ou uma atendente que esteja ali propositalmente, e não por acaso. Outras vezes conferem a validade de sua escolha em casa pedindo a opinião de parentesou solicitando que avaliem por que preço comprou aquele produto ou serviço. Uma boa estratégia de posicionamento de mercado antecipa essa situação oferecendo, através das ações de marketing apropriadas, as respostas de que o cliente necessita para fazer sua escolha. Assim, diante de um expositor de supermercado, se ele o puder, comprará sempre o produto líder, evitando a angústia de compra e se sentindo auto-recompensado por sua opção. Verificando o Posicionamento de Mercado O posicionamento de mercado é facilmente verificável através de pesquisas. Em geral, pesquisas de campo oferecem resultados bastante nítidos. Há todo um capítulo da Estatística dedicado a esse tipo de pesquisa de mercado. 6 Posicionamento de Mercado no Marketing Pessoal Cada pessoa, em se tratando de Marketing Pessoal, possui vários posicionamentos de mercado. Tantos quantos sejam os mercados em que atua. E em cada um tem um posicionamento que lhe é peculiar, específico. No mercado “família” alguém pode ser o “apaziguador” o “diplomático” que desanuvia ambientes e promove a concórdia entre tios, primos, irmãos, pais, etc. Pode ter um posicionamento contrário, “briguento”, “ranzinza”, “rabugento”. No trabalho, outro dos “mercados” em Marketing Pessoal, pode ter um posicionamento inteiramente diferente, ser o “brincalhão”, o “responsável”, o “solucionador de problemas” o “criativo” etc. CONCEITO FUNDAMENTAL Segundo Philip Kotler, posicionamento de mercado é “a ação de projetar o produto e a imagem da organização com o fim de ocupar uma posição diferenciada na escolha de seu público-alvo”. Em termos práticos, o posicionamento pode ser obtido a partir da fórmula: Segmentação + Diferenciação = Posicionamento. Logo, a análise do posicionamento é indispensável para avaliar o destaque da imagem da empresa. Um modelo de estratégia de posicionamento clássico é da empresa Sony, que possui três equipes diferentes e especializadas, que avaliam cada parte de um novo lançamento. Uma equipe planeja como realizar pequenas melhorias, outra trabalha no desenvolvimento de grandes melhorias e a terceira desenvolve uma estratégia de como tornar o produto obsoleto. Portanto, o conceito de posicionamento é entendido com base na estratégia de colocação e comunicação com o mercado e também na percepção do público consumidor da empresa. Para se considerar a análise do posicionamento, deve-se entender a perspectiva da ação para os consumidores e ao ambiente de marketing em geral. Em suma, a imagem que a empresa deseja refletir aos seus consumidores nem sempre é a percebida por eles, por isso a indicação da análise do posicionamento. As estratégias de posicionamento devem ser baseadas na diferenciação das ofertas inseridas em um segmento específico de mercado. Para tanto, a construção 7 de uma identidade de posicionamento eficaz deve ser baseada na segmentação e no diferencial que satisfaçam alguns critérios: Importância: oferecimento de um benefício; Lucratividade: deve-se considerar a diferença lucrativa; Acessibilidade: o consumidor deve poder pagar a diferença; Superioridade: a diferença deve ser superior a outras formas de benefícios; Exclusividade: a diferenciação não pode ser copiada com facilidade pela concorrência; Destaque: diferença oferecida de maneira justa. Algumas empresas com posicionamento e proposta de valores bastante divulgadas são a locadora de veículos Hertz, conhecida como a maior empresa de aluguel de carros do mundo, e a Coca-Cola, posicionada como a maior empresa de refrigerantes do mundo. Ambas reforçam o seu produto e serviço na mente de seus consumidores com frequência. Com referência a esse cenário, considera-se que cada empresa deve possuir o seu modelo de posicionamento, baseado nas características pertinentes ao seu negócio e de acordo com a diferenciação do seu produto. É importante se atentar aos principais tipos de erros de posicionamento, tais quais: Subposicionamento, onde uma empresa está inserida em uma faixa de mercado já saturada; Super posicionamento, onde a imagem da empresa está supervalorizada; Posicionamento confuso, quando o consumidor possui uma imagem confusa da empresa; Posicionamento duvidoso, quando os consumidores não se sentem seguros no apelo que a marca oferece. O composto de planejamento estratégico do posicionamento deve ser somado aos seus diferenciais e características: Relevância: além do diferencial do produto, é preciso ter relevância para o seu público-alvo; Distinção: o produto deve ser superior ao da concorrência; Comunicação: é importante informar de forma simples e direta sobre o produto; Entrega e Sustentação: a empresa deve suprir a entrega através de um eficiente canal de distribuição. 8 Contudo, o resultante de um bom posicionamento é o desenvolvimento de uma proposta de valor adequada, com foco no mercado específico, o qual propõe uma razão convincente e vendável ao consumidor potencial. Portanto, a definição correta da proposta de valor, assim como a definição do nicho de mercado são fundamentais para a eficácia do plano estratégico. TIPOS DE POSICIONAMENTO Adotar um bom posicionamento estratégico ajuda as agências a tomarem as melhores decisões nos mais variados setores. Quando uma agência planeja uma campanha para um cliente, convém fazer uma pesquisa sobre os meios de comunicação que o público da empresa contratante mais acessa, não é mesmo? Assim como ter esse conhecimento, compreender sobre o posicionamento estratégico que deve ser adotado também é necessário. O posicionamento estratégico pode ser desenvolvido de várias maneiras, com foco no preço dos serviços ou dos produtos, no benefício oferecido, na diferenciação competitiva etc. Para as agências de comunicação , compreender essa questão é fundamental, para que saibam como se posicionar no mercado e também desenvolver boas ações em relação aos clientes. A seguir, vamos explicar mais detalhadamente o que é o posicionamento estratégico e qual é a sua importância. Também apresentaremos os principais tipos que podem ser desenvolvidos. Continue a leitura e confira! Entenda o que é o posicionamento estratégico e a sua importância Em seu livro “Ascensão e queda do planejamento estratégico”, o teórico Henry Mintzberg define as estratégias como planos que a alta administração das companhias têm para alcançar resultados mais efetivos para o cumprimento de sua missão e seus objetivos gerais. Nesse sentido, o autor explica que o posicionamento estratégico é a forma como uma empresa deve atuar para agregar vantagem competitiva. Mintzberg também salienta que as estratégias devem ser compreendidas como um processo complexo. 9 Para Mintzberg, as estratégias têm 5 definições, as quais ele chama de 5 Ps. São os seguintes: Plano: a estratégia é uma diretriz para que algo seja realizado; Pretexto: a estratégia é uma manobra para competir com os concorrentes; Padrão: a estratégia é realizada por convenção ou força cultural estabelecida; Posição: a estratégia visa se posicionar de alguma forma perante os mais diversos públicos; Perspectiva: a estratégia levanta as intenções coletivas sobre o comportamento de determinados públicos para compreender as melhores decisões que podem ser tomadas. Ao falar sobre posicionamento estratégico, também é interessante olharmos a visão trazida pelos autores Wright, Kroll e Parnell, no livro “Administração estratégica: conceitos”. Eles entendem que a estratégia envolve o desenvolvimento de uma postura organizacional, que é baseada em análises dos ambientes internos e externos. Eles dizem, portanto, que para definir um bom posicionamento estratégico é recomendado que se tenha uma visão ampla dos recursos que a empresa têm, dos seus públicos e do cenário em que está inserida. Compreender isso também é necessáriopara que sejam feitos ajustes pontuais, de modo que os resultados sejam ainda mais positivos. Também não podemos deixar de comentar que, cada vez mais, as estratégias são embasadas em dados, sendo que essa é uma das premissas do Business Intelligence. É interessante que métricas sejam acompanhadas para verificar se os resultados esperados estão sendo alcançados ou não. Conheça os 4 principais tipos de posicionamento estratégico Compreender os diferentes tipos de posicionamento estratégico é relevante para que as agências de comunicação possam desenvolver um bom planejamento de mídia e outros trabalhos para si próprias e também para os clientes. Na sequência, apresentaremos os principais deles. Veja! 1. Com base no preço As estratégias podem ser desenvolvidas com base no preço, ou seja, no valor que é pago por determinado produto ou serviço. Nesse tipo de estratégia, é fundamental que seja feito um bom trabalho de branding com a marca. 10 É o caso, por exemplo, das bolsas da marca Gucci. Elas costumam custar bem mais caro do que as de outras marcas, mas seu preço está aliado à simbologia da marca, que representa luxo e sofisticação. 2. Com base na diferenciação competitiva Nas estratégias de posicionamento com base na diferenciação competitiva, as marcas precisam trabalhar naquilo que elas têm de melhor para que sejam diferenciadas da concorrência. Para descobrir esse diferencial, muitas vezes os publicitários e relações-públicas desenvolvem sessões de brainstorming. Um exemplo clássico desse tipo de estratégia de posicionamento é o da marca de eletrodomésticos Brastemp. É bem provável que você já tenha assistido aos comerciais de TV, com pessoas em situações dizendo que tal coisa “não é assim uma Brastemp”. Tal frase virou uma expressão popular, que faz parte do dia a dia das pessoas e mostra como essa marca é vista com superioridade, com um diferencial competitivo. 3. Com base na monopolização de um segmento do mercado As estratégias com base na monopolização de um segmento do mercado são colocadas em prática quando uma empresa, de forma intencional ou não, monopoliza determinado setor, ou seja, se torna a única que oferece determinado produto ou serviço. Em nosso país, um exemplo de monopólio é a Petrobras, que realiza 98% do refino de combustíveis comercializados no Brasil. Nessas situações, o trabalho de comunicação é muito mais voltado para as relações públicas e o relacionamento com os clientes e outros stakeholders do que para a publicidade. Isso porque as empresas não precisam fazer propaganda para vender, uma vez que não têm concorrência. 4. Com base no benefício oferecido Também é comum que as empresas tenham um posicionamento estratégico com base no benefício oferecido. Nessas situações, a gestão de marcas é feita com foco nos resultados que os clientes terão quando usarem determinado produto ou serviço. A Nike, por exemplo, tem feito um grande trabalho nas mais diversas mídias, com foco na saúde e nas melhorias que o esporte pode trazer para as pessoas. Dessa maneira, quem compra um tênis da marca, por exemplo, não está adquirindo 11 apenas um calçado, mas comprando um benefício, que será obtido ao utilizar esse produto. Esses são alguns dos principais tipos de posicionamento estratégico que podem ser seguidos pelas marcas. POSICIONAMENTO Um objeto está posicionado quando pode ser identificado em um lugar, por comparação aos lugares que outros objetos ocupam. A percepção de posicionamento está vinculada ao modo e às variáveis usadas para definição dos pontos de referência, e quanto mais os posicionamentos forem semelhantes, maior deve ser a percepção de grupos de referência. Os grupos de referência desenvolvem um papel duplo: ao mesmo tempo em que servem para consolidação da percepção de um elemento como fazendo parte de uma categoria de produto ou grupo estratégico, podem contribuir para um processo de indiferenciação ou padronização de referenciais (commoditização). A relevância do conceito de categoria de produto é explícita nos conceitos de posicionamento. Tipicamente, os profissionais de marketing assumem que os clientes agrupam produtos em níveis variados de especificidade, de forma hierárquica. Na mente dos clientes, produtos são inicialmente agrupados em classes, depois em categorias de produto, tipo de produto e, ao final, por marca. A organização em categorias de produto que está na memória do cliente tem um importante papel em sua tomada de decisão (KELLER, 2003, p. 79). A profundidade da consciência de marca está relacionada à probabilidade de que a marca seja lembrada, enquanto sua amplitude refere-se à lembrança em diferentes situações de uso. Para Levitt (1990, p. 85), não existe uma “mesma mercadoria”. Todos os bens e serviços podem ser diferenciados, e usualmente os são, com base no fato que para o comprador potencial, um produto é um aglomerado complexo de satisfações de valor. Kotler (1996, p. 269) define diferenciação como “o ato de desenhar um conjunto de diferenças significativas para distinguir a oferta da empresa das ofertas dos concorrentes”. Uma diferença é viável quando obedece aos critérios de importância, distintividade, superioridade, comunicabilidade, sustentabilidade, disponibilidade e rentabilidade. Aaker (1989 12 apud MONTE, 1998, p. 46) observa que o posicionamento significa diferentes coisas para diferentes pessoas. Para alguns, é a decisão de segmentar, para outros, a questão da imagem. Para a maioria, a opção através da qual as características do produto são destacadas. Poucos gerentes consideram todas as alternativas anteriores. Não há uma definição universalmente aceita de posicionamento (BLANKSON, 2001, p. 3). Isto pode ser em parte atribuído á falta de uma clara base teórica e à relativa simplicidade com que o conceito é utilizado pelos praticantes de marketing. Há uma série de termos complementares e relacionados: “posição do produto”, “posição”, “posicionamento de produto”, “posicionamento de mercado”, que mostram também alguma sobreposição dos conceitos e aplicações. Por posição de produto entende- se a soma dos atributos associados a um produto por seus consumidores, o mais antigo termo relacionado a posicionamento (ARNOTT, 1992 apud BLANKSON, 2001, p. 4). As definições de posicionamento de produto guardam ainda uma relação estreita com o próprio posicionamento de marca. Nas definições de Alpert e Gatty (1969) e Bennett (1995) (apud BLANKSON, 2001, p. 4), o posicionamento de produto aparece como a maneira pela qual usuários de um produto percebem marcas concorrentes e categorias de produtos. Neste ponto surge o mapa perceptual como uma das ferramentas de trabalho desenvolvidas para suportar o esforço de posicionamento de produto/marca. O termo posição é definido na literatura como um lugar ocupado por um produto/serviço em relação a seus concorrentes. Para Arnott (1992 apud BLANKSON, 2001, p. 4), posição é “[...] a identificação das dimensões perceptuais e a mensuração da posição de um produto/serviço em vários eixos, seguida de uma inferência sobre onde o produto/serviço deve estar.” (tradução nossa). Novamente o conceito de posição definido por Arnott refere-se ao mapa perceptual. Já o posicionamento de mercado é concebido como a estratégia relacionada à qual abordagem adotar em relação à segmentação de mercado e à seleção dos segmentos nos quais a companhia quer participar (GREENLEY, 1989 apud BLANKSON, 2001, p. 4). Neste item, o conceito de posicionamento é tomado pela estratégia empresarial. Em Ries e Trout (2002, p. 2), a essência do posicionamento consiste em aceitar as percepções como realidade e então reestruturar essas percepções a 13 fim de criar a posição desejada: “[...] é o modo como você se diferencia na mente de seu cliente potencial”. Kapferer(1992, p. 96) define posicionamento como a ênfase nas características distintivas que fazem uma marca diferente de seus competidores e atraente para o público. Em outro momento (Id., p. 172) diz que “posicionamento é o ato de relacionar uma faceta de uma marca a um conjunto de expectativas, necessidades e desejos de consumidores”. Posicionamento é um conceito crucial, que lembra que as escolhas dos clientes são feitas numa base comparativa, e um produto só será escolhido se fizer parte claramente de um processo de seleção. Keller (2003, p. 45) define posicionamento de marca como a criação de superioridade de marca na mente dos consumidores. Posicionamento envolve convencer os consumidores das vantagens de seus produtos contra a concorrência, e ao mesmo tempo aliviar preocupações em relação a possíveis desvantagens. Para o autor, o posicionamento usualmente requer a especificação também de valores cruciais (conjunto de associações abstratas como atributos e benefícios) e um “mantra” (a essência da marca ou promessa). Aaker (1996, p. 83) descreve posição da marca como “a parcela da identidade e da proposta de valor da marca que deve ser ativamente comunicada ao público-alvo e apresenta uma vantagem em relação às marcas concorrentes”. Em seu modelo, a fase de posicionamento segue à definição da identidade e da proposta de valor, quando da sua implementação. A pedra angular do programa de comunicação da marca é o enunciado de posição. Um posicionamento de sucesso é definido por Sternthal e Tybout (2001b, p. 58) quando “[...] envolve afiliar uma marca a alguma categoria que os consumidores possam compreender e reconhecer de imediato, além de diferenciá-la de outros produtos na mesma categoria [...]”. Para Arnott (1993 apud BLANKSON, 2001) posicionamento é “[...] o processo interativo, proativo e deliberado de definir, medir, modificar e monitorar as percepções de um consumidor sobre um objeto no mercado [...]”. A aplicação do posicionamento envolve a definição das dimensões de um espaço perceptual particular que representa adequadamente a percepção do público-alvo, a medição da localização dos objetos nesse espaço, as modificações das características do objeto para aproximarem-se das percepções ideais dos clientes e, por último, as 14 modificações das percepções dos clientes através da estratégia de comunicação. Para Lehmann e Winer (2002, p. 246, tradução nossa), posicionamento é “uma definição específica de como o produto difere da concorrência na mente de um determinado grupo de clientes, e abrange o público-alvo dos clientes e competidores, e atributos através dos quais a diferenciação vai ocorrer”. O posicionamento competitivo de uma empresa é “uma declaração dos mercados-alvo, isto é, onde a empresa irá competir e a vantagem diferencial, ou seja, como a empresa irá competir” (HOOLEY; SAUNDERS, 1996, p. 51). A definição de posicionamento dada por Kotler (1996, p. 270) diz que “posicionamento é o ato de desenvolver a oferta e a imagem da empresa, de forma que ocupem um lugar distinto e valorizado nas mentes dos consumidores-alvo”. Para Randazzo (1997, p. 47), o “[...] posicionamento da marca é aquilo que os publicitários querem que a marca represente no mercado e na mente do consumidor”. Posicionar a marca no mercado baseia-se normalmente num produto e seus atributos físicos, comparados a seus competidores. O posicionamento perceptual, ou como a marca se posiciona na mente do consumidor, inclui o posicionamento de mercado, mas não se limita a ele, pois o anunciante vai além dos atributos físicos. A publicidade faz isto ao criar uma mitologia de marca que transmite benefícios baseados no produto ou de cunho emocional/psicológico. Para Peter e Olson (1996, p. 496), o objetivo principal de uma estratégia de posicionamento é formar uma imagem particular na mente dos consumidores. Talarico (1998, p. 66) usa a definição de posicionamento de marca como “[...] a definição de um ponto no espaço da mente do consumidor a ser ocupado pela marca”. McKenna (1992 apud MONTE, 1998, p. 43) vê o posicionamento sob um enfoque tridimensional, compreendendo o posicionamento do produto, o posicionamento do mercado e o posicionamento da empresa. Para Blankson (2001, p. 5), os diversos termos relacionados a posicionamento mostram um padrão com três elementos: conceitual, operacional e estratégico, ou clientes, empresa e concorrência, adicionadas a duas perspectivas, gerencial/organizacional e do consumidor. Abordagens de posicionamento baseado nos concorrentes ou nas metas dos clientes diferem em relação ao foco, mas reaproximam-se na concepção do 15 valor da marca, que tem como função ligar a posição da marca ao mix de marketing. Sternthal e Tybout (2001b, p. 73) definem valor de marca como: Valor = (qualidade do produto/serviço + qualidade psíquica) /(preço + tempo) Upshaw (1999, p. 121) defende que o posicionamento é um processo, não um ato. É um processo de persuasão contínua, para encorajar o cliente a pensar de uma determinada maneira, e não uma ação unilateral do profissional de marketing. O processo de posicionamento consta de duas etapas básicas (KAPFERER, 1992), a definição da categoria na qual a marca será associada e comparada e o estabelecimento do diferencial e vantagem competitiva da marca contra suas concorrentes na categoria. Para Upshaw (1999, p. 110), uma marca bem posicionada forma a base para um relacionamento de longo prazo com o cliente. Embora influenciadores, os responsáveis por marketing não podem controlar como uma marca será posicionada na mente dos clientes. O autor contrasta algumas das idéias vigentes com sua visão de posicionamento: Blankson e Kalafatis (2001, p. 7) afirmam que uma perspectiva do conceito de posicionamento deve levar em conta o papel do posicionamento, seus objetivos, a identificação de estratégias adequadas para suportar os objetivos, o desenvolvimento de uma comunicação capaz de entregar as mensagens desejadas e, por fim, o gerenciamento das atividades relacionadas com o ciclo de vida. A efetividade de um posicionamento deve ser julgada em termos dos objetivos traçados em relação às percepções geradas no público-alvo. Com base nas definições obtidas na pesquisa bibliográfica, foi possível distinguir grupos de referência sobre os quais assentam-se as principais diferenças e similaridades entre os conceitos de posicionamento. Um primeiro agrupamento diz respeito aos termos genéricos que parecem permear as definições de posicionamento, independentemente de sua orientação. São eles diferenciação, processo, segmento/público-alvo, oferta, concorrência, atributos, clientes, valor, lugar ocupado num cenário competitivo ou categoria, vantagem. Esses termos permitem a montagem de uma definição genérica de posicionamento como “o processo de estudo, definição e implementação de uma oferta diferenciada de valor cujos atributos proporcionem uma posição vantajosa sustentável em relação á concorrência num cenário competitivo, do ponto de vista de um público-alvo”. 16 Esta definição genérica se aplica indiferentemente ao posicionamento do produto, de marca, de imagem, da companhia ou estratégico. O posicionamento de oferta e o posicionamento estratégico apresentam diferenças que foram sumarizadas no quadro abaixo. Para Alcaniz e López (2000, p.31), o posicionamento da oferta de marketing induz ao marketing mix (preço distribuição, produto e promoção) como fator de sucesso, tem caráter tático/operacional, opera no curto/médio prazos e consideram concorrentes todas as ofertas percebidas como igualmente adequadas a uma situação de uso ou contexto de aplicação. Já o posicionamento estratégico expande a atuação para outros fatores de sucesso do negócio, como a tecnologia, usa um horizonte de longo prazo e emprega um contexto deanálise amplo em variedade e quantidade de dimensões estratégicas. Embora com diferenças, existem pontos de sobreposição ao se analisar os dois posicionamentos. Essas sobreposições advêm dos responsáveis pela definição dos posicionamentos, da importância dos mercados e do horizonte temporal utilizado. A tipologia de Alcaniz e López pode ser criticada pelos defensores do caráter estratégico das ações de marketing que se sobrepõem à estratégia global. Alcaniz e Lópes (2000, p. 38-39), em seu estudo sobre a indústria automobilística, encontraram evidências que sugerem que os posicionamentos, estratégico e de marketing, podem ser percebidos de forma diferente para uma mesma empresa, aos olhos do setor e de seus potenciais clientes. Daí a percepção de posicionamento levaria a situações onde os grupos de concorrentes se mostrariam diferentes na estratégia competitiva ampla e na oferta de marketing. Gouvêa (1991, p. 26) ressalta o teor estratégico implícito na técnica de posicionamento, que consiste no mapa de rotas a serem traçadas para determinar como ir do ponto A ao ponto B, pela determinação do composto de marketing para conduzir os clientes de um ponto a outro. Do exposto na discussão sobre as definições de posicionamento, pode-se concluir que, embora o conceito genérico de posicionamento seja único, a tipologia de Alcaniz e Lópes (2000) representa da maneira mais aproximada a variedade de conceituações relativas ao posicionamento, em termos de suas manifestações principais: a orientação ao cliente, baseada nos esquemas perceptuais, e a orientação ao organizacional, focada no posicionamento da companhia na 17 indústria. Uma única observação diz respeito à nomenclatura adotada. Parece pouco aconselhável diferenciar as orientações ao cliente e organizacional sob as denominações de, respectivamente, posicionamento operacional (ou de oferta) e estratégico. É mais adequado considerar um posicionamento perceptual e organizacional, onde ambos têm implicações de caráter estratégico e podem se estender a programas de longo prazo. Esta revisão da literatura mostrou como o conceito de posicionamento encontra-se ainda em fase de sedimentação em marketing. O tema tem destaque na literatura, mas seu tratamento conceitual tem se mostrado pouco estruturado, a exemplo do que acontece com outros termos em administração de marca, como a definição de imagem, por exemplo. Embora tenha se chegado a um conceito genérico que abranja o cerne do problema do posicionamento, é de se esperar que autores, em função da apropriação do conceito por outras áreas, que não somente a comunicação, continuem utilizando definições mais específicas às suas aplicações. Foram encontradas duas orientações básicas em posicionamento: o posicionamento perceptual, ligado às problemáticas de posicionamento de marca e produto, e a orientação organizacional, voltada para a definição do lugar a ser ocupado pela empresa no cenário competitivo. Essas duas orientações não devem ser consideradas mutuamente excludentes, pois interagem entre si do ponto de vista estratégico e se reforçam, não sendo necessariamente tratadas como esforços separados do ponto de vista dos praticantes de marketing. Autores como Kapferer (2000, p. 98) e Aaker (1996, p. 84) atentam para as limitações de alcance do posicionamento na administração de marcas. O posicionamento não revela toda a riqueza de significados de uma marca nem reflete todo o seu potencial, não permite a exploração completa da identidade e singularidade da marca, e muitas vezes deixa a comunicação de marca à mercê da qualidade do trabalho criativo, pois diz pouco sobre estilo, forma e espírito da comunicação. A armadilha da posição da marca ocorre quando a busca pela identidade se restringe ao aspecto do posicionamento, pela necessidade de proporcionar guias para os programas de comunicação, limitando o trabalho com a identidade de marca. Ao se falar de marcas globais, o posicionamento enfrenta o desafio de lidar com declarações de benefícios para públicos cujos gostos podem não ser 18 perfeitamente homogêneos. A característica desafiadora da globalização de marcas está em prever se as diferenças existentes entre usuários nos diversos mercados requerem ou não posicionamentos, execuções e mesmo marcas diferentes. Essa discussão também está vinculada ao impacto da tecnologia de informação sobre o marketing: a possibilidade de alcançar e administrar uma carteira de clientes mundial com suas vantagens de escala assume a criação de marcas globais para um cliente-alvo indistinto. Por outro lado, a mesma tecnologia possibilita vantagens competitivas ao se analisar níveis individuais de consumo para ofertas personalizadas. Este texto conclui pela existência de um conceito genérico de posicionamento que identifica o processo e explicita seu objetivo, estratégia e componentes básicos, ao mesmo tempo em que permite sua adaptação, de acordo com a orientação de posicionamento. Propõe também uma definição para posicionamento de marca que pode ser usada nas discussões pelos estudiosos e praticantes de marketing. Por fim, seleciona uma tipologia composta de duas orientações predominantes nas aplicações do posicionamento: perceptual e organizacional. Qualquer revisão bibliográfica apresenta limitações do ponto de vista de espaço e acesso às publicações, que se resumiram aqui aos textos mais conhecidos sobre o tema. Novos estudos podem ser realizados a partir das referências deste texto com o objetivo de obter um quadro mais completo das discussões existentes. Análises empíricas de casos de posicionamento podem ser efetuadas no sentido de validar a adequação das definições propostas, bem como pesquisas sobre as ainda obscuras origens do termo. Estudos que proponham medidas de efetividade para o processo de implantação e propostas de modelos abrangentes teriam potencial de aprimorar a eficácia e compreensão do processo de posicionamento. Os profissionais de marketing podem identificar 4 tipos de mercados em que a organização pode atuar. É possível que a instituição atue em mais de um mercado. De acordo com Kotler são: Mercado Consumidor: As empresas que comercializam produtos e serviços 19 de consumo em massa, como refrigerantes, cosméticos, passagens aéreas e equipamentos esportivos, investem parte significativa do tempo tentando estabelecer uma imagem de marca superior. Grande parte da solidez de uma marca depende do desenvolvimento de um produto superior, com uma embalagem adequada, disponível nos locais adequados e sustentado por propaganda continua e serviço confiável. O mercado de consumo em constante mudança torna essa tarefa mais complexa. Mercado Organizacional: Empresas que vendem bens e serviços para outras empresas deparam-se com profissionais de compras bem treinados e informados, que possuem técnicas para avaliar ofertas de vários concorrentes. Compradores organizacionais compram bens que permitem fabricar um produto ou pode ser revendidos para terceiros com lucro. As empresas que vendem esses bens devem demonstrar como eles ajudarão os clientes a atingir receitas maiores ou custos menores. A propaganda desempenha um papel importante, mas o papel mais forte é desempenhado pela força de vendas, pelo preço e pela reputação da empresa no que se refere à confiabilidade e à qualidade. Mercado Global: Empresas que vendem produtos e serviços no mercado global enfrentam decisões e desafios adicionais. Elas tem de decidir em que países entrar, como entrar em cada país “como exportador, licenciador de franquia, parceiro em joint-venture, fabricante sobre contrato ou fabricante autônomo”. Como adaptar as características de produtos e serviços a cada um deles, como determinar preços para os produtos em países diferentes e como adaptar as comunicaçõesa diferentes culturas. Essas decisões devem ser tomadas em fase de diferentes exigências em relação a compra, negociação, propriedade e formas de uso dos bens, de diferentes culturas, línguas e sistemas jurídicos e políticos e de moedas cujo valor pode flutuar. Mercados sem fins lucrativos: Empresa que vendem seus produtos a organizações sem fins lucrativos como “igrejas, universidades, instituições de caridade ou órgãos públicos”, precisam determinar os preços com cautelar, pois essas organizações limitado,preços mais baixos afetam as carateristas e a qualidade dos bens e serviços que o fornecedor pode incluir em sua oferta. Muitas compras do governo exigem licitação, e, na ausência de fatores que 20 justifiquem um preço mais elevado, é favorecida a proposta que a presentar o menor preço. O mercado organizacional é formado por todas as organizações que produzem bens e serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços, sejam eles vendidos, alugados ou fornecidos a terceiros. Os principais setores que compõem o mercado organizacional são agricultura, exploração florestal e pesca; mineração; manufatura; construção; transporte; comunicação; serviços públicos; setor bancário, financeiro e segurador; distribuição e serviços. As compras feitas por empresas envolvem mais dinheiro e maior quantidade de produtos do que as feitas por consumidores. Considere o processo de produção e venda de um simples par de sapatos. Os matadouros vendem o couro cru aos curtumes; estes vendem o couro aos fabricantes de sapatos, que são vendidos aos atacadistas, que os vendem aos varejistas; finalmente, os varejistas os vendem aos consumidores. Cada elo na cadeia de suprimentos também precisa comprar muitos outros bens e serviços para sustentar suas operações. Dada a natureza altamente competitiva dos mercados B2B, o maior inimigo das empresas que atuam nesse setor é a comoditização.4 Ela corrói as margens e compromete a fidelidade do cliente. A comoditização só pode ser superada se o público-alvo se convencer de que existem diferenças significativas no mercado e que os benefícios exclusivos das ofertas de uma empresa valem a despesa adicional. Desse modo, um passo crucial no marketing B2B é criar e comunicar uma diferenciação relevante em relação aos concorrentes. Veja a seguir como a Navistar ajustou seu marketing à crise econômica e à mudança na mentalidade do cliente. Os profissionais de marketing organizacional enfrentam muitos dos mesmos desafios que os profissionais de marketing ao consumidor. Em especial, é de suma importância para ambos a compreensão de seus clientes e do que eles valorizam. Um levantamento das principais empresas de produtos B2B identificou os seguintes desafios enfrentados por elas: 1. Compreender de novas maneiras as profundas necessidades dos clientes. 2. Identificar novas oportunidades de crescimento orgânico do negócio. 3. Melhorar as técnicas e ferramentas de gestão de valor. 4. Calcular melhor os indicadores de desempenho de marketing e prestação 21 de contas. 5. Concorrer e crescer nos mercados globais, particularmente na China. 6. Combater a ameaça da comoditização de bens e serviços, levando ofertas inovadoras ao mercado mais rapidamente e passando a adotar modelos de negócios mais competitivos. 7. Convencer executivos de nível operacional a adotar o conceito de marketing e sustentar programas robustos de marketing. Todavia, os mercados organizacionais possuem características que os tornam muito diferentes dos mercados consumidores: De modo geral, as empresas que vendem para o mercado organizacional lidam com um número menor de compradores, mas que são de maior porte, do que as empresas que vendem diretamente para o consumidor, sobretudo em setores como motores para aeronaves e armamentos. O destino dos pneus da Goodyear, dos motores da Cummins, dos sistemas de controle da Delphi e de outros fornecedores de peças automotivas depende da obtenção de contratos com algumas grandes montadoras. Em consequência do menor número de clientes e da importância e poder dos clientes de grande porte, é de se esperar que os fornecedores customizem suas ofertas às necessidades específicas de cada cliente corporativo. Por meio de seu programa “Supplier Added Value Effort” ($AVE), as indústrias PPG, com sede em Pittsburgh, desafiam seus fornecedores de bens e serviços de manutenção, reparo e operações a submeter propostas anuais de valor agregado/economia de custos equivalente a pelo menos 5 por cento do total de suas vendas anuais à PPG. Um fornecedor preferencial apresentou uma sugestão para o programa $AVE que reduziu os custos de um projeto de iluminação em US$ 160 mil por meio da negociação de preços com desconto para novas instalações elétricas e lâmpadas fluorescentes. De modo geral, os compradores organizacionais selecionam fornecedores que também consomem seus produtos. Por exemplo, um fabricante de papel pode comprar produtos químicos de uma indústria que, por sua vez, adquira um volume considerável de seu papel. Bens organizacionais costumam ser adquiridos por compradores treinados, que são obrigados a seguir políticas, normas e exigências de compra da organização para a qual trabalham. Muitos dos trâmites de compra como solicitação 22 de cotações, propostas e contratos de compra não são encontrados na maioria das compras feitas por consumidores. Os compradores profissionais passam a vida aprendendo a comprar melhor. Muitos pertencem a associações de classe, como a norte-americana Institute for Supply Management, que buscam melhorar a efetividade e o status dos compradores profissionais. Isso quer dizer que os profissionais de marketing organizacional devem oferecer informações impecáveis sobre seus produtos e suas vantagens em relação aos da concorrência. 23 REFERÊNCIAS APRILIANTY, F; PURWANEGARA, M. Using neural response (EEG) and conjoint analysis to understand the effect of underwear‟s product cues on consumer choice. Global Marketing Conference Proceedings, Singapura, jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2016. ARIANO, E. Neuromarketing para curiosos – parte 6: Visão. 2015. Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. ASTOLFI, L.; et.al. The Track of Brain Activity during the Observation of TV Commercials with the High-Resolution EEG Technology. 2009. Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. BAYE, M. Economia de Empresas e Estratégias de Negócios. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2010. CARVALHO, A. Preferências dos consumidores McDonald’s. 2011. Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. DESIGN CULTURE. Falando de evolução – Diacronia. 2014. Disponível em: . Acesso em: 28 abr. 2016. FOREBRAIN: O pensamento ao seu alcance. 2016. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2016. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS PROJETOS. FGV Projetos. 2016. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2016. INSTITUTO BRASILEIRO DE NEUROMARKETING E NEUROECONOMIA. 2016. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2016