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Módulo 01
Analista de Logística
https://ead.petracursos.com.br
@eadpetracursos
INTRODUÇÃO À 
LOGÍSTICA
 
 
 
P E T R A C o n s u l t o r i a e T r e i n a m e n t o s – I n t r o d u ç ã o à l o g í s t i c a - R e v . 0 
 
Página 1 
Índice 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2 
2. CADEIA DE SUPRIMENTOS .............................................................................................................. 2 
3. LOGÍSTICA ....................................................................................................................................... 3 
3.1 Fases do processo logístico ............................................................................................................. 5 
3.2 Características da logística .............................................................................................................. 7 
3.3 Importância da logística .................................................................................................................. 7 
3.4 Fatores de complexidade logística .................................................................................................. 9 
3.5 Fatores-chave de desempenho ..................................................................................................... 12 
3.6 Fatores do desenvolvimento logístico .......................................................................................... 16 
4. MAPEAMENTO DOS PROCESSOS LOGÍSTICOS .............................................................................. 17 
4.1 Ferramentas para o mapeamento ................................................................................................ 18 
5. TERMOS LOGÍSTICOS .................................................................................................................... 21 
Bibliografia: ........................................................................................................................................... 40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
Desde o início da civilização, o ser humano sempre procurou comercializar os seus 
produtos da melhor maneira, buscando atender e satisfazer aos seus clientes. Quanto 
melhor era a oferta de produtos (qualidade, preço, prazo de entrega, condições físicas da 
mercadoria, entre outros), maiores eram as possibilidades de venda e de lucros. 
Imagine um agricultor que tem uma pequena 
propriedade rural, situada nos arredores de uma cidade. 
Ele planta hortaliças e verduras, além de criar galinhas. 
Todas as manhãs, ainda de madrugada, ele colhe os 
hortifrutigranjeiros, carrega-os em seu veículo, e os leva 
para vender na feira da cidade. O agricultor sempre oferta 
produtos frescos e colhidos no dia, ele é conhecido por 
comercializar produtos de ótima qualidade, o que garante 
o seu sucesso nas vendas e o reconhecimento dos clientes. 
Essa, portanto, é a essência fundamental da logística: 
ofertar produtos e serviços, de acordo com as expectativas 
e as necessidades dos consumidores. 
Mesmo nas guerras, a logística é muito importante, pois é a responsável pelo sistema 
de abastecimento das tropas que estão em combate. Por exemplo, o fornecimento de 
pessoas (médicos, enfermeiros, cozinheiros, religiosos etc.), medicamentos, alimentos, 
estoque de munição e informação é um dos principais fatores que podem influenciar a 
vitória ou a derrota em uma batalha. Esse sistema (cadeia) de abastecimento nas guerras, 
muitas vezes, é denominado de sistema de apoio ou de intendência. 
2. CADEIA DE SUPRIMENTOS 
A cadeia de suprimentos consiste em uma rede de instalações e rotas de transporte 
que transformam matérias-primas em produtos acabados e os entregam aos 
consumidores. 
Podemos conceituar também como um conjunto de abordagens utilizadas para integrar 
eficientemente fornecedores, fabricantes, depósitos e armazéns, de forma que a 
mercadoria seja produzida e distribuída na quantidade certa, para a localização certa e no 
tempo certo, de forma a minimizar os custos globais do sistema ao mesmo tempo em que 
atinge o nível de serviço desejado. 
 
 
 
 
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Uma cadeia de suprimentos é formada por diversos parceiros de negócio (elos) que 
necessitam interagir entre si para que seus produtos e serviços possam ser consumidos 
pelo cliente (usuário). 
O fluxo de bens e o monetário transitam no mesmo caminho, mas em sentidos opostos. 
Enquanto o fluxo de bens segue o caminho dos fornecedores até o usuário (consumidor), 
passando pelos fabricantes, distribuidores e varejistas, o fluxo monetário segue o sentido 
oposto, partindo do consumidor, chegando até o fornecedor. Ao mesmo tempo, as 
informações são trocadas entre os elos da cadeia, permitindo que os processos sejam 
integrados e que os fluxos (bens e monetário) ocorram de maneira eficiente. 
 
Basicamente, esse é o funcionamento de uma cadeia de suprimentos típica. Como 
exemplo, podemos citar uma cadeia de suprimentos do setor de pneus. O fornecedor extrai 
o látex das seringueiras e o envia para o fabricante tratar a borracha e desenvolver o 
pneu. Após a fabricação, os pneus são comercializados para os distribuidores e varejistas, 
que os estocam para o atendimento ao cliente. Este, por fim, adquire o pneu para o seu 
veículo, realizando o pagamento pelo produto, que abastece monetariamente todos os 
elos participantes e gera o compartilhamento de informações ao longo da cadeia de 
suprimentos. 
3. LOGÍSTICA 
O termo logística foi aplicado primeiramente como a tarefa de organizar o suprimento 
de armas, equipamentos e alimentos às forças militares distantes. 
A palavra logística vem do verbo (francês) loger, ou seja, “alojar” ou abastecer, um 
termo militar que significava a arte de transportar, abastecer e alojar tropas. Adquiriu, 
posteriormente, um significado mais amplo, tanto para uso militar como industrial: a arte 
de administrar o fluxo de materiais e produtos, da fonte para o usuário. 
Logística consiste no uso conjunto de ferramentas, técnicas, metodologias e 
conhecimentos, com vistas a subsidiar a gestão e o fluxo de recebimentos de insumos, 
movimentação e armazenagem de mercadorias, estocagem de produtos e distribuição. 
 
 
 
 
 
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Evolução da logística: 
 
 
 
 
 
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As empresas verificaram que não era mais possível a busca pela maior produtividade 
interna se os outros parceiros de negócio não estavam sendo produtivos. Assim, conceitos 
que envolvem a logística e o SCM, como o comakership (gestão do relacionamento com o 
cliente), as alianças estratégicas, as subcontratações e a distribuição por diversos canais, 
são elementos importantes que desafiam as organizações a serem competitivas no atual 
momento. 
Nas empresas, as operações logísticas representam significativa participação nos seus 
custos totais – entre 5% e 35% do faturamento bruto (BOWERSOX; CLOSS, 2001). Dessa 
maneira, a logística e a gestão da cadeia de suprimentos constituem um importante 
mecanismo competitivo para as organizações. 
3.1 Fases do processo logístico 
As principais fases do processo logístico envolvem as atividades mais relevantes que 
estão relacionadas ao fluxo das mercadorias na empresa. É importante destacarmos que 
essas fases podem ser divididas em outras subpartes, dependendodas características do 
produto ou dos objetivos da empresa. 
 
 
 
 
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A logística é muito importante para a competitividade das organizações, pois ela 
consiste na integração de ações que visam entregar os produtos e serviços corretos, na 
localidade certa, em perfeito estado físico e no tempo combinado. Ela contribui 
decisivamente para o planejamento, a organização e a administração do fluxo de produtos 
e serviços, desde o seu recebimento até o momento da entrega ao cliente final. 
 
 
 
 
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3.2 Características da logística 
As atividades características da logística incluem, entre outras: 
✓ gestão de estoques; 
✓ gestão de transportes; 
✓ gestão da informação; 
✓ compras – S&OP (Sales and Operation Planning); 
✓ programação da produção – MRP II (Manufacturing Resource Planning); 
✓ armazenagem – WMS (Warehouse Management System); 
✓ movimentação de materiais; 
✓ embalagem. 
 
A função distribuição física inclui as seguintes atividades: 
✓ processamento de pedidos; 
✓ contabilização da distribuição; 
✓ recebimento; 
✓ transporte de chegada; 
✓ administração de estoques; 
✓ depósito interno; 
✓ embalagem para embarque; 
✓ embarque; 
✓ transporte de saída; 
✓ depósitos externos; 
✓ serviço ao cliente. 
3.3 Importância da logística 
Gerenciar a logística na organização é uma atividade fundamental para o 
desenvolvimento e a melhoria dos processos operacionais relacionados ao fluxo de 
produtos e serviços. 
Objetivos e benefícios da estratégia logística: 
 
 
 
 
 
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Desenvolver o conhecimento em logística, portanto, significa desenvolver uma 
estratégia competitiva empresarial que objetiva principalmente a otimização do capital 
monetário investido, por meio do uso de métodos e técnicas que reduzem a dependência 
por armazéns e estoques; a melhoria contínua dos processos (serviços de recebimento, 
estocagem, movimentação e de entrega das mercadorias); e a consequente redução dos 
custos da operação. 
Um bom gerenciamento logístico permite à organização conseguir alcançar níveis 
elevados de competitividade, em que os benefícios para ela são evidentes, como a 
melhoria dos serviços prestados, com maior agilidade e eficiência na operação; a maior 
visibilidade dos processos, por meio do acompanhamento direto nas operações, desde o 
recebimento até a distribuição; e o aumento da rentabilidade, por meio da otimização dos 
processos e da redução dos custos operacionais. 
Os objetivos e benefícios descritos permitem considerar que a utilização da logística 
nas empresas demanda a integração dos processos organizacionais – tanto internos 
quanto externos. Essa integração é denominada logística integrada; utiliza elementos de 
gestão conjunta de diversas áreas da empresa e de fora dela, como a integração com o 
marketing, as finanças, a manufatura, o pessoal, os fornecedores e os clientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A logística integrada também se caracteriza por apresentar basicamente três ciclos de 
atividade principais: 
 
O ciclo de suprimento refere-se às atividades caracterizadas pelo sistema de compras 
e de recebimento das mercadorias, incluindo a seleção dos fornecedores, a realização do 
pedido de compra, o transporte e o recebimento. 
O ciclo de apoio à manufatura envolve as atividades que compõem a produção no 
caso dos fabricantes, ou o sistema de armazenamento dos produtos no caso dos 
distribuidores e varejistas. Esse ciclo fundamenta-se em auxiliar a gestão dos estoques, 
da movimentação interna dos materiais e do processo de separação dos itens de acordo 
com os pedidos. 
Já o ciclo de distribuição física caracteriza-se por apresentar os principais elementos 
necessários para a entrega das mercadorias ao cliente final. Ele envolve a determinação 
do tipo de transporte a ser utilizado, o trajeto, as distâncias a serem percorridas, o tempo 
do percurso, o cumprimento dos prazos acordados e os custos envolvidos. 
Dessa maneira, a compreensão dos ciclos das atividades logísticas é essencial para o 
entendimento e a gestão dos processos logísticos na organização. A complexidade das 
operações organizacionais demanda que a análise logística aborde as atividades presentes 
nesses ciclos, procurando desenvolver um processo logístico mais ágil e consistente. 
3.4 Fatores de complexidade logística 
A complexidade logística é determinada pela ocorrência de diversos fatores que 
influenciam o modo de gerenciamento das operações logísticas empresariais. 
Alguns fatores: 
Ciclo de 
apoio à 
manufatura
Ciclo de 
distribuição física
Ciclo de 
suprimentos
 
 
 
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A proliferação de novos negócios e o aumento da competição global geram 
significativas influências no modo de gestão logística das organizações. A necessidade de 
desenvolvimento de novos mecanismos de ação e o estabelecimento de modelos que 
permitam a melhoria da eficiência das operações fazem com que as empresas tenham que 
continuamente perseguir o aumento de sua competitividade (redução dos custos da 
operação, aumento da rentabilidade do negócio, melhoria nos processos, entre outros 
fatores). Por exemplo, corporações que atuam em diversos países necessitam flexibilizar 
as suas operações logísticas, adequando-as ao perfil competitivo específico de cada 
localidade. 
O avanço da tecnologia da informação (TI) proporciona a melhoria (velocidade e 
precisão) da comunicação de dados e voz, permitindo a integração dos processos entre os 
elos da cadeia de suprimentos. 
Além disso, o desenvolvimento de novos equipamentos de movimentação e transporte 
logístico tem auxiliado as operações de fluxo dos produtos e serviços, viabilizando um 
melhor atendimento às necessidades dos clientes. Tecnologias como a internet de 
última geração utilizada na comunicação e a solução de uso da sobreposição de dois 
contêineres (denominada de double stack) em um mesmo vagão ferroviário são alguns 
exemplos de soluções tecnológicas que visam melhorar a eficiência das operações. Na 
Figura a seguir, temos um exemplo de sistema double stack; observe o uso de dois 
contêineres em um mesmo vagão e o potencial de redução de custos no transporte. 
 
 
 
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A cada dia, novos produtos e serviços são lançados em uma velocidade cada vez 
maior. O aumento da competitividade tem gerado novos desafios para as empresas; com 
o surgimento veloz de novos produtos, rapidamente eles se tornam obsoletos e necessitam 
de atualizações e inovações. O lançamento de novas gerações de modelos de veículos, por 
exemplo, tem os seus prazos cada vez mais encurtados. Veículos que antigamente 
levavam muitos anos para serem remodelados, como alguns veículos antigos (a Kombi, 
por exemplo, que não teve mudanças em seu design por muitas décadas), hoje precisam 
passar por um facelift (novo design), pelo menos, a cada três anos – como os veículos da 
Honda ou Toyota, que a cada três anos passam por um facelift e uma nova geração surge 
a cada cinco ou seis anos. Outro exemplo refere-se à quantidade de novos produtos de 
estética e beleza, com milhares de lançamentos a cada ano. 
A necessidade competitiva também fez com que asempresas buscassem se organizar 
em redes de negócio, para que pudessem otimizar as suas operações e focar suas 
atividades principais (essenciais). 
Hoje, diversos modelos de redes de organizações têm sido criados para atender a essas 
necessidades, como a marca Café do Cerrado, que consiste em uma associação 
cooperativista de cafeicultores que trabalham em conjunto para o desenvolvimento da 
marca e das características únicas do café plantado naquela região (triângulo mineiro). 
Com a utilização mais intensa de recursos naturais e sociais, as empresas também 
necessitam, a cada dia, elaborar mecanismos que possam justificar o desenvolvimento de 
seu negócio em modelos sustentáveis e que promovam a conservação ambiental, 
além de ser socialmente aceitáveis. Um dos mecanismos atualmente desenvolvidos para 
esse fim é o Environmental, Social and Governance (ESG), ou melhores práticas 
ambientais, sociais e de governança corporativa. 
 
 
 
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Trata-se de um conjunto de dados, transformados em métricas, que mostram que a 
empresa adota padrões e boas práticas com relação à sustentabilidade, ao socialmente 
consciente, ao respeito ambiental e à governança corporativa. O ESG promove as 
organizações responsáveis e projeta melhores perspectivas futuras para os negócios delas, 
principalmente considerando que as operações logísticas são fundamentais para o 
aumento competitivo no mercado. 
3.5 Fatores-chave de desempenho 
Alguns fatores-chave de desempenho logístico e da cadeia de suprimentos são 
importantes: 
 
 
 
 
 
 
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As instalações referem-se aos locais físicos e às estruturas onde os produtos são 
fabricados, montados ou armazenados. Observe na figura a seguir a importância dos 
diferentes tipos de instalações para o desempenho logístico. 
A decisão sobre as instalações está ligada à sua localização, à capacidade da 
infraestrutura e à sua flexibilidade. Esses aspectos influenciam diretamente o desempenho 
logístico e da cadeia de suprimentos. 
Um atacadista, por exemplo, deve decidir entre ter diversos pontos de atendimento 
(melhoria no atendimento) espalhados e próximos aos clientes e reduzir sua eficiência 
operacional (pelo maior número de locais), ou centralizar a sua distribuição em apenas 
um local (menor nível de atendimento), com maior eficiência. 
 
 
O estoque consiste em todos os materiais necessários, desde o recebimento da 
mercadoria, passando pelo processo de movimentação e transformação, até o momento 
de sua armazenagem e posterior embarque para a distribuição (na empresa e em sua 
cadeia de suprimentos). 
As políticas de estoque podem influenciar a eficiência das operações, pois a estratégia 
adotada – manter altos estoques para atender às necessidades do cliente, ou manter 
menos estoques para melhorar os custos de armazenagem – faz com que a organização 
desenvolva a sua competência competitiva de acordo com os objetivos traçados. 
A organização, por meio da otimização da estocagem, estrutura o processo de 
armazenagem em sistemas elevados, em que os estoques podem ser agrupados em 
prateleiras sobrepostas, aproveitando os espaços com maior eficiência. Ao mesmo tempo, 
o uso de equipamentos como empilhadeiras, sistemas de elevação, carrinhos de 
movimentação etc. é necessário para tornar o processo de depósito e retirada mais 
eficiente. Uma das maiores redes varejistas do mercado de vestuário, a espanhola Zara, 
é um dos principais exemplos de como o gerenciamento dos estoques gera vantagem 
competitiva para a empresa. 
 
 
 
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Com relação ao transporte, este envolve o processo de movimentação do estoque de 
um ponto a outro dentro da organização ou da cadeia de suprimentos. Diversas 
combinações de transporte podem ser configuradas (tipos de rotas, tipos de 
transporte/modais, entre outros), as quais influenciam a capacidade de movimentação da 
carga e a sua eficiência. 
O uso de um modal, ou a combinação de dois ou mais deles, permite o aumento da 
capacidade de transporte e a melhoria da eficiência da operação, com a redução dos custos 
envolvidos no processo. Uma das principais organizações cuja essência do seu negócio 
está fundada no transporte de cargas é a FedEx. A empresa, uma das maiores do mundo 
em transporte e movimentação de cargas, utiliza diversos sistemas e modais de transporte 
para aumentar a eficiência e a velocidade da sua operação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Já a informação consiste na identificação e na análise dos dados referentes a todo o 
processo logístico, que envolve as instalações, os estoques, o transporte, os custos, os 
preços, os fornecedores e os clientes. Ela é muito importante para o processo de gestão 
logística e da cadeia de suprimentos, pois é a responsável pela integração de dados e 
informações e pela padronização dos processos, ajustando-os ao modelo de negócio 
proposto. 
 
O fator compras, ou sourcing, envolve o processo de aquisição de materiais e a busca 
pela fonte dos recursos que suprem as atividades de produção, estocagem e 
armazenamento, distribuição e análise de informações (também denominada em inglês 
de procurement). 
Decisões como realizar internamente ou terceirizar afetam a capacidade organizacional 
de responder eficientemente à demanda e sua relação de custos. Por exemplo, uma 
empresa que tem suas fábricas distantes, instaladas em países de baixo custo, reduz 
custos, mas tem as suas operações prejudicadas com relação ao atendimento ao mercado 
(maior demora no abastecimento). Outro exemplo são as empresas terceirizadas que 
buscam melhorar o sistema de resposta à demanda, sem que a redução de custos seja 
prejudicada; por exemplo, a empresa Flextronics. 
 
 
 
 
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Por fim, o fator precificação, ou pricing, envolve a 
determinação de quanto uma organização cobra pelos 
produtos e serviços. Estratégias que envolvem a 
precificação podem ser especificamente relacionadas à 
diferenciação do preço com o aumento da qualidade e a 
melhoria na resposta ao cliente, ou ao baixo custo, que 
envolve uma oferta de produtos e serviços com preços 
competitivos e mais acessíveis ao consumidor. Outras 
estratégias envolvem um sistema de precificação por meio 
do uso de diversos canais de atendimento (denominados 
de omnichannel) e o uso intensivo de dados e informações 
de compras dos clientes – considerando a Lei Geral de 
Proteção de Dados (LGPD). 
 
3.6 Fatores do desenvolvimento logístico 
Alguns fatores do desenvolvimento logístico: 
 
 
 
 
 
 
 
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4. MAPEAMENTO DOS PROCESSOS LOGÍSTICOS 
O que é um processo? Consiste nas atividades desenvolvidas pela empresa (interna e 
externamente) para planejar, executar e controlar a logística de um produto ou serviço, 
visando garantir a integridade da entrega ao cliente. Os pilares que sustentam a gestão 
logística e a cadeia de suprimentos consistem em processos operacionalizados para 
entregar valor ao cliente. Produtos e serviços são entregues ao consumidor por meio de 
processos operacionais que fundamentam suas operações. 
A principal função da gestão logística e da cadeia de suprimentos é estruturar os 
processos, tornando-os mais eficientes,por meio do gerenciamento das informações e das 
mercadorias, tanto dentro quanto fora da organização. Dessa maneira, um processo 
logístico possui algumas etapas que devem ser gerenciadas. 
 
 
 
 
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4.1 Ferramentas para o mapeamento 
Existem diversas ferramentas que auxiliam no mapeamento dos processos logísticos. 
4.1.1 Diagramas 
O diagrama representa os detalhes que compõem uma operação, descrita em detalhes 
e com uma sequência ordenada de atividades. 
Para mapear os processos logísticos, podem ser utilizados dois tipos de diagrama: o 
fluxograma e o infográfico. 
O primeiro representa os símbolos utilizados no diagrama que mostram a ordem da 
ocorrência das atividades; o segundo traz conteúdos visuais que se propõem a indicar, de 
maneira simplificada e mais clara, os caminhos e procedimentos do funcionamento das 
atividades. O infográfico utiliza-se de imagens, ilustrações, vídeos, hyperlinks, entre 
outros. 
 
 
 
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Diagrama de processo 
 
 
Infográfico 
 
 
4.1.2 Service blueprint 
O service blueprint é uma ferramenta que serve para mapear os processos que 
concorrem para que o serviço ao cliente tenha sucesso. Em muitos processos, existe o 
contato com o cliente, cuja ação é muito importante para determinar a sua satisfação. 
 
 
 
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Em outras palavras, trata-se de um desenho esquemático (com o uso de um software 
ou não) que simula as operações e os processos envolvidos antes, durante e depois do 
atendimento ao cliente. 
 
 
4.1.3 VSM – Value Streaming Mapping 
O VSM é o mapeamento dos processos que seguem os princípios das operações enxutas 
(também denominado de lean manufacturing ou produção enxuta). Consiste em 
elementos de gestão incorporados na organização e que visam continuamente à redução 
dos desperdícios nas operações por meio de melhorias contínuas e permanentes. 
Basicamente, existem sete tipos principais de desperdícios (atividades e processos que 
agregam custo, mas não agregam valor aos clientes) atacados pela filosofia lean: de 
produção, de tempos (espera e prazos), de distribuição/transporte, de excesso de 
processos, de estoque, de movimentação e de defeitos. 
O VSM mapeia o que ocorre nas operações, tanto internas no nível organizacional 
quanto externas no nível da cadeia de suprimentos. O seu objetivo é detalhar as operações 
da empresa e de sua cadeia de suprimentos, procurando analisar as interações e os 
processos conjuntos (fluxo) necessários para agregar valor ao cliente. Inicia-se com a 
verificação dos processos que devem ser mapeados na cadeia de suprimentos. Dessa 
maneira, em cada elo da cadeia, são mapeados os processos internos e sua integração 
com os processos das empresas parceiras (outros elos). 
 
 
 
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5. TERMOS LOGÍSTICOS 
A logística acumula alguns termos que precisam ser compreendidos no dia a dia das 
atividades, veja alguns: 
 
Abastecimento 
É um canal de distribuição sem intermediários entre o produtor e o consumidor final. 
As responsabilidades que geralmente são passadas ao consumidor, aqui ficam por parte 
do produtor. 
ABC 
Sigla utilizada para referenciar o Custeio Baseado em Atividades. É 
um método de rastreio utilizado para saber de onde e como as 
empresas obtêm seus lucros e como suas atividades estão 
relacionadas à receita. 
Aberto para compras (Open to Buy) 
Muito indicado para o comércio de varejo, consiste em um planejamento de compras 
que tem como objetivo entregar a quantidade ideal para seu estoque atender as 
demandas. 
E quando falamos “ideal” é realmente o mais próximo disso, já que comércios pequenos 
não podem se dar ao luxo de cometer erros com estoque, nem para mais, nem para 
menos. 
 
 
 
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O OTB é basicamente a diferença entre quanto de estoque é realmente necessário e o 
quanto está realmente disponível, incluindo o estoque físico, o que já está em trânsito 
e o de pedidos pendentes. 
Aberto para recebimento 
Ainda relacionado ao estoque, é a autorização emitida para receber produtos como 
pedido de compra em aberto. Reflete no estoque, mas com um impacto a curto prazo, 
e frequentemente é monitorado. 
Acondicionamento 
É um processo em que o objetivo é preparar as mercadorias para a estocagem, 
armazenamento e transporte. 
Acordo co-fabricante (Co-Maker Agreement) 
É um acordo feito entre o fornecedor e o cliente ou co-fabricante. Neste acordo, são 
definidos a longo prazo: tempo de entrega, confiabilidade de entrega, desenvolvimento 
de novos produtos, procedimentos para reduzir preços, entre outros. 
Acuracidade do inventário 
É a quantidade precisa do quanto você tem no seu estoque. Só é possível obter a 
acuracidade do inventário se a quantidade física dele é a mesma registrada no sistema. 
Aduana 
Também conhecida como Alfândega, é o órgão governamental que 
fiscaliza e controla a entrada e saída de mercadorias em nosso país. 
É ela quem aplica as temidas taxas sobre produtos importados 
quando compramos algo lá de fora. Seus locais de atuação são 
aeroportos e zonas de fronteira do país com outras nações. 
Ad Valorem 
Também conhecido como taxa ou imposto de frete, é um tributo cobrado dentro da 
tabela de fretes que representa o custo de seguro da carga. 
Agente de carga 
Também conhecido como Transitário, é a pessoa ou entidade que presta serviços no 
transporte internacional de mercadorias. Agem como mediadores nas operações de 
transporte internacional de todos os modos de transporte. 
Análise de suporte logístico 
Dentro do processo de engenharia de sistemas, existe um conjunto de medidas de 
análise chamado análise de suporte logístico, que além de avaliar o suporte, ajuda a 
construir uma base de apoio ao sistema, considerando o ciclo de vida para o qual ele 
foi programado. 
Área de quebra 
Dentro do armazém existe a chamada área de quebra, onde os produtos, materiais e 
embalagens recebidos são desembalados, separados, classificados e até mesmo 
reembalados dependendo do interesse de armazenamento da empresa, ou para se 
adequar melhor ao sistema. Geralmente essa área fica próxima à entrada. 
Área de expedição 
Dentro do armazém, temos também a área de expedição, esse espaço fica bem próximo 
às rampas e plataformas de carregamento. 
 
 
 
 
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Armazém 
É um espaço físico, geralmente dentro de um galpão, onde são armazenados materiais 
para confecção do produto, produto inacabado ou a versão já pronta do produto. 
Nesse espaço ocorre recebimento de mercadorias, organização e a expedição para a 
etapa de distribuição correspondente. 
 
Armazém alfandegado 
Também conhecido como Terminal Alfandegado ou Terminal Aduaneiro, é o espaço 
físico onde as mercadorias importadas ou exportadas que carecem de um tributo 
aduaneiro ficam armazenadas até que o processo de liberação feito pela Receita Federal 
termine. 
Geralmente, quando as taxas não são quitadas em um determinado período, as 
mercadorias são devolvidas ao país de origem. 
Assemble-to-order 
Modelo de fabricação onde os produtos são produzidos sob demanda e pedidos dos 
clientes. 
Assemble-to-stock 
Diferente do modelo Assemble-to-order, aqui os produtos são fabricadospara 
estocagem, sem a necessidade de demanda. Eles são produzidos tendo como base as 
previsões de vendas. 
Atividade crítica 
Dentro do gerenciamento de projetos, a atividade crítica é toda e qualquer atividade 
crucial para o processo e sem espaço de tempo ou folga na sua execução. 
Auditoria 
Procedimento de análise e exame, para ver se a empresa está com suas atividades de 
acordo com as metas estabelecidas e com a legislação referente. 
Automated Guided Vehicle 
Traduzido como veículo autoguiado, é um robô que se move através de linhas ou fios 
marcados no chão, podendo também usar ondas de rádio ímãs ou lasers para sua 
navegação. 
B2B 
Sigla utilizada para Business-to-business (Empresa-para-empresa). É a denominação 
do comércio entre empresas (seja de produtos ou serviços). 
B2C 
Sigla utilizada para Business-to-consumer (Empresa-para-cliente). Diferente da B2B, é 
utilizada para classificar o comércio da empresa diretamente com o cliente (pessoa 
física). A principal diferença entre B2B e B2C está em quem adquire o produto. 
 
 
 
 
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Backlog 
Tendo surgido inicialmente na área de tecnologia, o termo backlog poderia ser traduzido 
simplesmente como “acúmulo de tarefas” ou um “histórico de tarefas pendentes”. 
Basicamente, é uma lista organizada de coisas que ainda precisam ser realizadas. 
Dentro da logística, esse conceito é parecido, mas está mais relacionado aos pedidos 
dos clientes. É a carteira de demandas e pedidos dos clientes que ainda não foram 
atendidas e estão acumuladas nesse histórico (log). 
Backoffice 
Qualquer departamento que não tenha contato direto com o consumidor final. 
Geralmente se trata dos setores financeiros e administrativos de uma empresa. 
Backorder 
O backorder é uma estratégia de venda usada quando não se tem estoque do produto. 
Backstage 
Local da fábrica ou armazém, onde o estoque é mantido. 
Bi-trem 
É a junção de dois modelos de semi-reboque (a parte da carga que vemos nas carretas, 
chamada por muitas pessoas de “baú”), unidos pelo que chamamos de “quinta roda” 
entre eles. 
 
A quinta roda é uma peça fundamental que ajuda a unir os dois semi-reboques e fica 
localizada na parte de trás do caminhão/carreta. 
O termo mais correto para classificar um bitrem é carreta, pois é um veículo de grande 
porte articulado, com mais eixos e alta capacidade de carga. 
Blocagem ou Block Stacking 
No sistema de armazenamento Blocado, ou Block-Stacking, as cargas dos paletes são 
empilhadas uma em cima da outra sem a utilização de estantes para isso. Uma das 
grandes razões para fazer uso desse método é a economia de espaço e o baixo custo. 
Cabotagem 
É o processo de navegação entre portos marítimos ou fluviais de um mesmo país, 
diferente da navegação de longo curso, onde são comuns atividades entre nações. Na 
cabotagem, não se perde a vista da costa. 
Cábrea 
Existem dois tipos de Cábreas, uma que fica em embarcações, denominada de Cábrea 
Flutuante, e outra que fica em terra em um ponto fixo. 
As duas servem para o mesmo objetivo e têm estruturas semelhantes ao guindaste, 
sendo usadas para erguer cargas pesadíssimas em portos. 
 
 
 
 
 
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Cadeia de Suprimentos 
A Cadeia de Suprimentos ou Supply Chain , consiste em todas as partes envolvidas – 
direta ou indiretamente – na confecção de um produto, até sua chegada nas mãos do 
cliente. 
Calado 
É a medida de profundidade em que um navio está submerso na água. Tecnicamente, 
é a distância da lâmina d’água até a quilha do navio. 
Calendário de Manufatura 
Usado na administração do estoque, esse calendário define que o planejamento para 
as ordens de produção sejam feitos somente nos dias de trabalho, ou seja, apenas em 
dias úteis. 
Caminho crítico 
Caminho crítico ou Método do Caminho Crítico é a mais longa sequência de atividades, 
partindo do início ao final do projeto e precisam começar e terminar exatamente dentro 
do prazo estipulado no próprio cronograma do projeto. 
Caminhão na prateleira 
Lembra das enormes filas de espera que reúnem vários veículos do lado de fora dos 
pátios? Pois é, isso até tem um nome apelidado pelos profissionais. 
Quando um caminhão que deveria estar em atividade, fica ocioso, é comum escutarmos 
que o caminhão “está na prateleira”. Uma clara referência à inutilidade do veículo 
quando nesse estado. 
Canais de distribuição 
Os canais de distribuição são os diversos caminhos que uma mercadoria pode percorrer 
desde a saída do fabricante, até chegar nas mãos do consumidor final. 
Eles se dividem em três tipos: 
1 – Canal de distribuição direto 
Aqui o fabricante é o único responsável pela distribuição do seu produto até a entrega 
nas mãos do cliente, renunciando a qualquer intermediário. Embora possua um número 
de clientes (e consequentemente de vendas) menor, todo o lucro é da empresa 
fabricante, possibilitando ter preços mais agressivos. 
2 – Vertical ou Indireto 
Nesse canal de distribuição, existem intermediários na relação entre a distribuição e a 
entrega ao cliente. Esse intermediário pode ser uma distribuidora, um varejo, um 
atacadista, entre outros. 
Como a distribuição é por conta desse intermediário, há sempre a possibilidade de ter 
que pagar uma comissão a ele, elevando o custo. Porém, como o alcance dos clientes 
é maior, a margem de lucro também pode ser mais expansiva. 
3 – Múltiplo ou Híbrido 
Como o nome sugere, é uma mescla entre os dois anteriores. 
Aqui, o fabricante tem um contato direto com os clientes, enquanto o intermediário 
atua mais na parte de distribuição, disponibilizando as mercadorias. 
Carreteiro 
Conhecido como carreteiro, esse é o motorista que conduz seu próprio veículo, fazendo 
transporte de cargas variadas para outras empresas, sem responder à transportadora. 
 
 
 
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Cegonheira 
Caminhões especializados no transporte de automóveis. São os principais veículos 
utilizados para o transporte de automóveis 0km em direção às concessionárias ou aos 
portos de exportação. 
Centro de distribuição (CD) 
Abreviado como CD, é o local utilizado para receber matérias primas, componentes ou 
produtos já finalizados. Também é daqui que os produtos saem em direção aos pontos 
de vendas (PDV) ou clientes. 
 
Central de monitoramento 
Embora em primeiro momento pareça (e tenha semelhanças) com as torres de controle, 
é bom entendermos as principais diferenças entre elas e as centrais de monitoramento. 
Enquanto as torres de controle gerenciam a movimentação das mercadorias entre a 
produção e os centros de distribuição, uma central de monitoramento faz o controle e 
o monitoramento do caminho percorrido pelos itens do armazém/centro de distribuição 
até chegar no cliente final. 
CFOP 
É a sigla para Código Fiscal de Operações e Prestações. 
Um código numérico que geralmente está nas notas fiscais e que identifica a origem e 
o destino daquela operação. É com esse código que é identificado se a operação deverá 
pagar impostos ou não. 
As regras sobre o CFOP podem ser encontradas pelo link do Ministério da Economia. 
O CFOP também identifica a natureza daquela operação, e por isso, o campo da nota 
fiscal que tem exatamente esse nome (natureza da operação), deve estar coerente com 
a informação exibida no campo do CFOP. 
CIF 
Sigla para Cost, Insurance and Freight, em português “Custo, Seguro e Frete”. 
Nesse tipo de modalidade de entrega, o fornecedor é quem fica responsável pelos 
custos com seguro e o gerenciamento de riscos. 
Nesse frete, o valor de venda do produto já inclui os custos de transporte, do seguroe 
do próprio produto. 
O frete CIF é muito utilizado no modelo de negócios B2C (Empresa para Consumidor), 
que compreende em um grande volume de entregas para diversos destinatários 
Clamp 
Equipamento acoplado às empilhadeiras com o objetivo de tornar o manuseio de 
determinados objetos mais fácil. O Clamp de bobinas, por exemplo, age como uma 
garra que permite ao operador segurar as bobinas com segurança e transportá-las até 
os paletes. 
 
 
 
 
 
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Conhecimento de embarque (Bill of Lading) 
Dentro do comércio aquaviário, o conhecimento de embarque é o documento mais 
importante no transporte de cargas do exterior. 
CT-e 
Sigla para Conhecimento de Transporte Eletrônico, é um dos mais importantes 
documentos digitais emitidos para o transporte de mercadorias. Independente do modal 
utilizado para o transporte de cargas (marítimo, aéreo ou terrestre), deve-se apresentar 
essa documentação que cobre todo o território federal. 
 
Para isso, as empresas precisam estar regularizadas em todos os Estados onde atuarem 
e especificamente no Estado em que estão situadas, precisam se credenciar na Secretaria 
da Fazenda. 
Cut-off 
Conhecido na gestão de estoque e na contabilidade, como teste de corte, é uma técnica 
de auditoria representada pelo corte de operações ou transações para apurar de forma 
dinâmica um processo. 
DANFE 
É uma representação simplificada da nota fiscal eletrônica, impressa em papel comum 
e de via única, usada para fins de fiscalização de transporte de mercadorias. Sua versão 
eletrônica é o próprio documento, conhecido como NF-e, em formato XML. 
Desembaraço aduaneiro 
É basicamente a liberação de uma mercadoria, após as devidas taxas serem pagas. 
Independente se trata-se de entrada ou saída para outro país, desde que todas as 
formalidades e obrigatoriedades com as taxas tenham sido quitadas. 
Desova de Container 
É o ato de descarregar toda a mercadoria posta no interior de um container, seja em 
um porto ou em um pátio logístico. A desova é feita após o veículo com o container 
chegar ao local de descarga. 
A conferência de documentação é feita e se tudo estiver em ordem, o lacre de segurança 
do container é rompido para iniciar assim, a desova dos produtos. 
Despacho 
O despacho de uma mercadoria é a etapa que liga diretamente a saída do produto do 
estoque do Centro de Distribuição com o início da operação de carga. 
Diárias de Transporte 
São as taxas impostas pela Legislação, referentes aos atrasos das entregas de 
produtos, seja pelo embarcador ou destinatário. Nesse caso o motorista é remunerado 
pela sua permanência enquanto aguarda no local. 
O tempo máximo para operações de carga e descarga hoje em dia tem uma tolerância 
de 5 horas a partir do momento em que o motorista chega no destino de 
coleta/descarga. 
Distribuição física 
A distribuição física está ligada à movimentação do produto, enquanto o canal de 
distribuição é a intermediação do produto. A distribuição envolve as operações de 
transporte e entrega com o objetivo de alimentar os pontos de venda e outros canais, 
após o processo de produção. 
 
 
 
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Doca 
Docas são os espaços físicos dentro de um pátio de 
cargas e descargas, reservados para o encaixe dos 
caminhões (com a caçamba virada para dentro da 
doca) da melhor forma possível para o motorista e para 
os operadores responsáveis pela operação que terá 
início ali. 
Nos portos, é chamada de marina. 
 
Dock Scheduling 
É o Sistema de Agendamento voltado para docas. Nele, sua operação de carga e 
descarga é mais prática, eliminando filas de caminhões do lado de fora do pátio e dando 
uma visão mais assertiva em tempo real, para o gestor e responsáveis pelo 
gerenciamento das docas. 
Drop size 
É a quantidade que o fornecedor entrega para cada cliente, ou a quantidade total 
vendida dividida pelo número de entregas realizadas. Para encontrar o Drop Size, de 
forma simplificada, nós temos que dividir o peso ou volume pela quantidade de entrega. 
DRP – Distribution Requirements Planning 
O DRP (ou em português, Planejamento de Distribuição) auxilia na distribuição de 
produtos de forma eficiente, facilitando a relação entre centros de distribuição e pontos 
de venda. 
A ferramenta tem o objetivo de facilitar o equilíbrio entre o consumo e a armazenagem, 
evitando rupturas, excessos de mercadorias e retirando a necessidade de fazer 
promoções para queimar estoques e com isso, reduzir sua margem. 
Dumping 
É quando empresas vendem um produto ou serviço por um valor extremamente abaixo 
do mercado, com objetivo de eliminar concorrentes e pegar uma fatia maior do mercado 
em que estão inseridos. 
DSE 
Sigla para Declaração Simplificada de Exportação. 
Segundo o próprio site da Receita Federal: Aos bens contidos em remessa postal 
internacional ou encomenda aérea internacional, até o limite de US$ 50.000, 00 
(cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra 
moeda, será admitido o registro de DSE por solicitação, respectivamente, da ECT ou de 
empresa de transporte internacional expresso porta a porta (courier). 
Basicamente, é um procedimento simples com o objetivo de facilitar a exportação para 
itens de até cinquenta mil dólares. 
Efeito chicote 
É quando existe uma diferença entre o que foi previsto e as reais demandas dos 
consumidores, gerando gargalos. 
Empilhadeira 
Uma máquina usada para – como o nome sugere – empilhar paletes, transportar 
mercadorias de um ponto a outro dentro do espaço de armazenamento e auxiliar na 
organização dos produtos. 
 
 
 
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Existem diversos modelos, mas os mais comuns em centros de distribuição e galpões 
são as elétricas e de combustão a gás. 
Para operar uma empilhadeira o operador deve obter a certificação NR-11 (no Brasil). 
ERP 
É um Sistema de Gestão Empresarial que centraliza todas as informações de todos os 
departamentos da empresa em um só lugar. 
Essa integração entre várias áreas facilita a tomada de decisão e torna muito mais 
prático e rápido localizar dados necessários para aquele momento específico. 
ESG 
A sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (traduzido a grosso modo 
como Meio ambiente, Social e Governança), são as práticas ambientais, sociais e de 
governança em uma corporação. 
Estocagem 
Estoque, ou estocagem, é o serviço usado para guardar matérias-primas e produtos 
semiacabados ou até mesmo mercadorias prontas para o consumo. 
É comum e presente em diversas atividades, desde o varejo até a indústria. 
Estoque 
São as mercadorias e produtos, estejam prontos ou inacabados, que uma empresa 
possui armazenados em um determinado local. Também pode incluir materiais e 
suprimentos para a produção do seu produto, não se limitando apenas ao produto em 
si. 
Estoque em trânsito 
São os produtos adquiridos pela empresa, isto é, já comprados, mas que ainda estão 
em trânsito para serem entregues e armazenados na estocagem. 
Mesmo que ainda não tenham chegado, já são considerados parte do estoque. Também 
conhecido como estoque de canal. 
Estufagem de container 
A estufagem é a prática de preencher completamente os espaços vazios no interior de 
um container. O objetivo é fazer com que a mercadoria carregada em seu interior se 
mantenha firme e justa, mesmo com os constantes movimentos do container (por 
guindastes e caminhões), sem correr riscos de bater nas paredes do interior da 
estrutura de metal. 
Expedição 
Atividade do armazém que verifica se a mercadoria está com todos os requisitos 
aprovados paraser transportada em direção ao cliente final. 
FEFO 
Sigla para a expressão “First expire, first out”. Traduzindo literalmente seria “O primeiro 
que expira, é o primeiro que sai”. Como o nome sugere, é um método de armazenagem 
que usa o tempo de validade e vencimento das matérias estocadas ali, como indicador 
para saber quais devem sair primeiro. 
Não importa há quanto tempo os itens estão ali, sua movimentação será decidida de 
acordo com seu prazo de validade. 
 
 
 
 
 
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FIFO 
Também utilizado como um método de organização, a sigla FIFO significa “First in, first 
out”. Como dá pra ver, o primeiro a entrar é literalmente o primeiro a sair. Nesse 
sistema de organização forma-se uma fila onde a saída dos produtos depende da sua 
entrada, sendo os primeiros a entrar no estoque, os primeiros também na hora de 
serem expedidos. 
First Mile 
Como o nome sugere, é a primeira milha de entrega. Traduzindo de forma mais clara, 
é o termo utilizado para definir a primeira etapa logística da transferência de um 
produto, diferente da Last Mile, que é literalmente a última etapa (quando o produto já 
está no último trajeto a caminho da sua casa. 
FOB 
Sigla para Free On Board, em português “Livre a bordo”. Se no frete CIF boa parte dos 
custos ficam por conta do fornecedor, aqui isso é repassado ao comprador no preço 
final do produto. Ou seja, os custos com frete e seguro são de responsabilidade do 
tomador de serviço, na maioria das vezes o destinatário. 
O frete FOB é utilizado mais por empresas do modelo de negócios B2B (Empresa para 
Empresa), o setor industrial, na compra de insumos comprados de outras organizações 
e o transporte sempre realizado por empresas já definidas. 
Gestão de Pátio 
A gestão de pátio é a administração e o controle de tudo que envolve as atividades 
dentro de um pátio logístico. As atividades de carga e descarga de mercadorias, a 
organização dos locais usados para armazenamento de materiais e até mesmo o 
transporte dos produtos estão ligados à gestão de pátio. 
Giro de estoque 
Indicador usado para verificar o desempenho de um estoque na empresa. 
Indica também a qualidade dos produtos armazenados e a quantidade vendida dentro 
de um período de tempo. Os dados servem ainda para avaliar a saúde financeira do 
negócio. Isso pode ser feito de forma muito mais prática com o auxílio de um WMS. 
GPS 
Sigla em inglês para o Sistema de Posicionamento Global. 
O sistema de navegação GPS permite, através de satélites, que saibamos a localização 
geográfica de objetos ou pessoas pelo campo terrestre. 
GRIS 
É uma taxa que é cobrada no valor da nota fiscal e apresentada de forma percentual. 
Seu objetivo é cobrir os gastos com a prevenção de roubo de cargas durante todo o 
transporte das mercadorias. 
Como é calculado o GRIS? 
Embora vários aspectos sejam levados em conta no processo para definir a taxa, a 
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) determina um 
valor médio como base para o início dos cálculos. 
A referência para esse valor é de 0,30% do valor total da NF-e, sendo obrigatório que 
a cobrança tenha um valor mínimo de R$ 3,00 para cada CT-e. 
 
 
 
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A partir daí, é feito uma análise sobre o tipo de produto transportado para saber qual 
o risco de roubos para sua categoria, podendo então sofrer um acréscimo ou decréscimo 
na taxação. 
Cargas como medicamentos, alimentos e eletrônicos são geralmente as mais visadas 
em roubos. 
Abaixo, um exemplo simples, mas prático de GRIS aplicado em uma mercadoria real: 
Valor total da mercadoria (Notebook): R$3.500,00 
Ad valorem: 0,3% 
Cálculo: 3.500 X 0,3% = R$10,50 
Hand Helders 
Os Hand Helders são coletores de dados portáteis, ou seja, aparelhos que rastreiam as 
informações contidas nas etiquetas das embalagens. Depois de coletadas, as 
informações são enviadas para um computador central através de radiofrequência. 
Hinterland 
A Hinterland é a área que envolve desde o porto até o último ponto de entrega do 
produto fretado. Basicamente ela cobre da origem até o destino final do produto. Sua 
definição geográfica é também baseada em questões comerciais. 
Homologação 
É a autorização final para que certo produto ou serviço prestado possa ser 
comercializado. 
Hub Logístico 
Os Hubs logísticos são locais estratégicos montados para redistribuição de mercadorias. 
Ficam localizados em pontos essenciais para a distribuição dos pedidos, como centros 
urbanos, visando agilizar as entregas. 
Quais os tipos de Hubs logísticos? 
Os centros de distribuição também podem, em alguns casos, serem caracterizados 
como Hubs logísticos, funcionando como catalisadores para Hubs menores. 
Lockers 
Funcionam como mini hubs, com estruturas bem menores como armários, localizados 
estrategicamente em centros urbanos e tirando a necessidade de grandes estoques. São 
basicamente postos avançados de distribuição de mercadorias encontrados em centros 
urbanos, uma característica inviável na maior parte das vezes para grandes CDs. 
Transit Points 
Parecido com os Lockers, o Transit Point também pode ser localizado em grandes 
centros urbanos, com a vantagem de que não tem todas aquelas etapas do processo 
de armazenagem, como picking, expedição etc. Isso ocorre porque as entregas que 
passam por ele já têm um destino pré-programado, ficando poucas horas no local. 
Inventário Rotativo 
É uma técnica para auditoria de acuracidade de inventário, onde são realizados ciclos 
(pode ser quinzenal, mensal, dependendo do produto e do valor) ao invés de ocorrer 
apenas uma vez ao ano. 
 
 
 
 
 
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Jidoka 
Um termo muito utilizado na indústria com origem oriental. É uma prática que tem 
como objetivo garantir a qualidade dos produtos expedidos e entregues ao consumidor 
final. 
JIT 
Um sistema de inventário que dita o volume de produção de acordo com as demandas, 
evitando desperdícios no estoque. 
Kanban 
Muito utilizado por times de produto, o Kanban é uma ferramenta de organização e 
gestão estratégica. 
O visual do Kanban (ou sua dashboard, no caso das versões digitais replicadas em 
softwares) é caracterizado por post-its coloridos e divisões em colunas que permitem 
visualizar os trabalhos em andamento. 
Kitting 
É a ação de reunir todos os componentes que farão parte do produto, em um pacote 
direcionado para a linha de produção ou montagem, para assim ser feito o pedido. 
O processo de Kitting deve ser feito de forma antecipada para que não haja de forma 
alguma interrupções na linha de montagem. 
Last Mile 
É a entrega de última milha. Consiste na última etapa de transporte e entrega de uma 
mercadoria até as mãos do cliente. É importante em vários segmentos, principalmente 
no e-commerce, já que implica diretamente no relacionamento com o cliente. 
Lead Time 
Na produção, existe o termo lead time que é basicamente todo o tempo utilizado para 
percorrer todo o ciclo de produção até a entrega do produto. 
Lei da Balança 
Conhecida popularmente como Lei da Balança, essa legislação tem fundamento nas 
resoluções nº 210/2006 e nº 211/2006 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito). 
Ela define os limites de peso de carga de um caminhão, para que ele circule pelas 
rodovias do país, sendo importante para controlar e preservar a qualidade das rodovias 
que já sofrem bastante com o alto tráfego diário de veículos de grande porte. 
Ainda sim, a Lei da Balança tem certa flexibilidade, tendo um limite de 5% a mais do 
que o tolerado do Peso Bruto Total (veículo + carga). Passando disso, o veículopode 
ser multado. 
LIFO 
LIFO também é um método de organização de estoque que se opõe diretamente ao 
FIFO. A sigla significa “Last in, first out”, ou seja, o último a entrar, será o último a sair. 
LMS (Logistic Management System) 
Consiste em uma ferramenta composta por outros sistemas de gestão em um mesmo 
software. Geralmente, a LMS une dois principais processos de gerenciamento logístico 
– armazenamento e transporte – de forma integrada, automatizada e contínua. 
Logística de planta 
A logística de planta envolve todas as atividades, partindo desde o recebimento de 
matéria prima até a fabricação e entrega dos produtos. 
 
 
 
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Logística Inbound 
Também conhecida como logística de abastecimento, ela tem como foco o planejamento 
e a gestão dos suprimentos, matérias-primas e mercadorias utilizadas para manter os 
recursos da empresa. 
Garante que não falte materiais, controlando seu armazenamento e transporte. O 
responsável por essa área precisa manter uma relação próxima com os fornecedores, 
além de gerenciar o recebimento de cargas. 
Logística Outbound 
Logística de distribuição ou Outbound é a responsável pelo planejamento de entregas 
e saída de produtos para os centros de distribuição. Nessa divisão, entram funções 
como a criação de rotas de entrega, rastreamento de entregas, contratação de 
motoristas e gestão de transportadoras. 
Logística Reversa 
Trabalhando com a simples, mas eficiente ideia de que “tudo que vem, volta”, a 
Logística Reversa é o conjunto de ações que tratam do descarte, reuso e reciclagem 
dos resíduos e produtos durante o processo logístico. 
Na prática, a Logística Reversa é um conjunto de procedimentos que visa recolher e 
encaminhar produtos, embalagens ou resíduos devolvidos, com objetivo de 
reaproveitá-los, evitando até mesmo custos futuros com matéria prima. 
LTL (Less-than-truckload) 
É o modelo de carga fracionada. Nesse modelo de carga, as mercadorias de diversos 
embarcadores são acomodadas em um mesmo veículo, e dessa forma o frete é dividido 
entre todos. 
Manifesto de Carga 
Desde 2016, a Legislação determina que o documento de Manifesto de Carga é 
obrigatório nos transportes de mercadorias. 
Ele reúne as principais informações de dois documentos importantes: o Conhecimento 
de Transporte eletrônico (CTe) e a Nota Fiscal eletrônica (NFe), sendo aplicado somente 
em ambiente digital, isto é, pela internet. 
Middle Mile 
O middle mile envolve o trajeto intracontinental, isto é, quando varejos e atacadistas 
transportam mercadorias dos centros de distribuição até centros de transbordo. 
Ao chegar no centro de transbordo, ocorre o chamado cross docking, com identificação 
e distribuição de pedidos para rotas de entrega. 
Milk Run 
É um sistema de suprimento que consiste na realização de uma coleta entre os 
fornecedores de peças ou componentes de forma programada, percorrendo rotas que 
também foram definidas com antecedência, com o propósito de reduzir os custos de 
estoques e, ao mesmo tempo, os custos de transporte, sem deixar de abastecer o 
cliente. 
É chamado também de sistema de coleta programada. 
A sua característica principal consiste no cliente, que é quem vai procurar os produtos 
(matérias-primas, peças, componentes) diretamente nos fornecedores. 
 
 
 
 
 
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Modais de Transporte 
Basicamente os meios de transporte em que podemos levar uma carga. Atualmente, 
temos cinco: aéreo, ferroviário, dutoviário, rodoviário e aquaviário. 
Modularidade 
Consiste em uma estratégia na criação de processos e produtos mais complexos através 
de subsistemas que são criados individualmente, porém, com funcionamento integrado. 
Na indústria automobilística vem sendo uma tendência bastante utilizada por conta da 
complexidade dos produtos e o difícil controle dos seus fornecedores. 
Nível de estoque 
Dentro da gestão de estoque, o nível de estoque é tudo que uma empresa precisa 
armazenar para poder operar, independente se é mantido no seu mínimo ou máximo. 
É preciso acompanhar os níveis de estoque para não perder o controle, e para isso é 
necessário conhecer os dois tipos. 
Permanente: sempre que o limite mínimo do nível de estoque é atingido, deve-se prever 
uma reposição. 
Periódico: aqui o estoque atende a demanda em quantidade mínima, até que uma 
próxima reposição seja realizada. 
No Moving 
Muito ligado à gestão de estoque, esse termo se refere aos produtos que têm uma saída 
bem irregular ou demanda pré-determinada de acordo com a época do ano (promoções 
por exemplo). 
Geralmente são as mercadorias que superam os 30 dias para serem vendidas. 
OCT 
Sigla para Order Cycle Time, é outro indicador importante e sensível dentro da logística. 
Esse indicador mede o tempo total do pedido desde o momento que ele foi feito, até o 
produto chegar às mãos do cliente. Pode parecer uma métrica simples, mas é uma das 
mais importantes dentro do comércio, principalmente no e-commerce onde o fator 
entrega é cada vez mais cobrado por agilidade e eficiência. 
OMS 
Sigla para Order Management System, ou em português: sistema de gestão de pedidos. 
É um software presente em muitos ERPs que tem a função de gerir pedidos e vendas. 
Muito utilizado hoje em dia no e-commerce, o OMS, assim como vários outros softwares 
de gestão dentro da logística, automatiza vários processos. Um deles, inclusive, é a 
logística reversa da empresa. 
OTD 
Sigla para On Time Delivery, esse indicador tem certa semelhança com o OCT, pois 
mede a eficiência dos seus produtos na parte da distribuição, usando como parâmetro, 
o prazo estabelecido com o cliente no momento da venda. 
Além disso, com o OTD é possível também avaliar a eficiência do serviço dos parceiros 
de transporte que prestam serviços para a empresa. 
OTIF 
Fazendo parte dos diversos KPI’s existentes dentro da logística, esse indicador de 
desempenho é usado para acompanhar e medir a qualidade das entregas dos produtos. 
 
 
 
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Sua sigla significa On Time In Full e seu objetivo é sempre aumentar a satisfação do 
cliente, fidelizando cada vez mais a clientela da empresa. 
Pagamento antes da entrega 
Também conhecido como CBD (Cash Before Delivery), é quando o comprador paga o 
preço do produto antes mesmo dele ter sido entregue. 
É uma das maiores modalidades de venda conhecidas e utilizadas atualmente. 
No CBD, o importador assume todos os riscos, como recusa do produto pelo cliente, 
problemas ocasionados por uma entrega problemática ou ainda a devolução por 
problemas no produto. 
Pátio Logístico 
O pátio é a área externa destinada à operação de carga e descarga de veículos, 
geralmente anexa à empresa. Com espaço para manobra e estacionamento, é onde 
motoristas aguardam e se preparam para o processo de carregamento ou 
descarregamento. 
Cada empresa e operação, dependendo do seu tamanho, irá possuir um tipo ou área 
distinta de pátio. 
Operações pequenas, como supermercados, geralmente possuem um pátio restrito 
onde é permitida a entrada apenas para atracar na doca e realizar a operação. 
PCP 
Sigla para Planejamento e Controle de Produção. 
Pé direito 
Dentro da logística, a definição de pé direito se refere à distância entre o piso e o teto 
do galpão. 
Piggyback 
Um jargão inglês do setor de transporte que significa em uma tradução literal, algo 
como “carregar nas costas”. 
Essa referência é porque no piggyback os produtos e mercadorias são carregados de 
forma combinada, isto é, veículos como caminhões e carretas são alocados em vagões 
ferroviários devidamente equipadospara isso. 
É mais comum na Europa. 
PTAX 
A PTAX é uma taxa de referência para as operações de câmbio no mercado financeiro. 
É considerada a taxa de câmbio mais usada no Brasil e tem sua divulgação diária feita 
pelo Banco Central. 
QFD 
Durante o processo de desenvolvimento de um produto, existem algumas ferramentas 
de qualidade que podem auxiliar. A QFD é uma delas, uma ferramenta voltada para a 
melhoria contínua. 
Quarteirizador Logístico 
Derivado do conceito de terceirização, a quarteirização logística está diretamente ligada 
aos PSL (ou Prestadores de Serviços Logísticos). Quando uma empresa terceiriza frotas 
de veículos, rotas, e outros serviços, ela precisa ter um controle desses agentes 
terceirizados. 
 
 
 
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É aí que entra a quarteirização logística, que pode ser um sistema, um funcionário ou 
uma empresa especializada. A escolha vai depender do porte da empresa que necessita 
desse controle e do tamanho de suas operações. 
QR Code 
QR Code é a evolução daquilo que usamos por tanto tempo: o código de barras. 
A diferença é que sua usabilidade é muito mais ampla hoje em dia, do que em seu 
formato antigo que só servia para compras. 
Enquanto o código de barras consistia na leitura de informações apenas em uma 
dimensão (vertical), o QR Code armazena informações em duas dimensões, vertical e 
horizontal. 
Radiofrequência 
A Radiofrequência, além de ser muito utilizada no rastreamento das etiquetas 
inteligentes, como falaremos logo abaixo, também é muito utilizada para a comunicação 
dentro de um armazém. 
Através de um teclado do terminal (também é possível utilizar por voz), os operadores 
do armazém confirmam cada operação realizada e, imediatamente, recebem uma nova 
ordem. 
A Anatel estabelece de acordo com a Lei Geral de Telecomunicações (nº 9.472, de 16 
de julho de 1997) que é proibida a utilização de equipamentos emissores de 
radiofrequência sem certificação expedida por ela. 
RFID 
É a sigla em inglês para Identificador por Radiofrequência. 
Acompanha aquilo que conhecemos hoje em dia como etiquetas inteligentes, recurso 
muito usado dentro da indústria e da logística 4.0. 
Rodotrem 
O Rodotrem é um caminhão composto por um cavalo mecânico e dois ou mais 
semireboques. 
Assim como seu comprimento, a sua capacidade de carga é absurdamente grande, 
chegando até 74 toneladas. 
O Rodotrem, assim como o Bitrem, possui dois semi-reboques, mas utiliza nove eixos, 
ampliando sua distribuição de carga ao longo do veículo. 
Romeu e Julieta 
O Romeu e Julieta é um tipo de caminhão trucado simples que é composto por dois 
reboques. Os reboques são conectados por um dolly (peça) aparafusado. 
Embora algumas pessoas confundam Romeu e Julieta com o Bitrem, existem algumas 
diferenças nas estruturas dos dois que servem para separá-los. A principal é que o 
Bitrem é formado por um cavalo mecânico e mais dois semirreboques, enquanto o 
Romeu e Julieta é um caminhão trucado com apenas um reboque. 
Set Up 
Dentro de uma linha de produção, é todo o trabalho necessário para mudar o 
maquinário, operador, recurso e tudo relacionado à última peça da produção A até o 
início da primeira peça da produção B. 
 
 
 
 
 
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SFS – Ship from store 
Nesse método de distribuição, os varejistas usam os estoques de suas próprias lojas 
físicas para atender os pedidos feitos online, ou seja, ao invés de utilizar um centro de 
distribuição para atender o e-commerce, a própria loja se encarrega disso. 
Muito disso se dá por conta da necessidade que as lojas têm atualmente de atender ao 
same day delivery. Olhando por esse lado, implantar o SFS traz vários benefícios para 
a logística e para o cliente final. 
SIL (Sistema de Informação Logística) 
Mais uma ferramenta disponível para auxiliar os gestores logísticos. Ela interliga as 
atividades logísticas em um processo integrado (semelhante ao ERP). 
Possui quatro níveis de funcionalidade: 
Transação | Controle de gestão | Análise de decisão | Planeamento estratégico 
Silo 
Reservatório responsável pelo armazenamento de produtos agrícolas que não estão 
ensacados. Sua construção, dimensão e formato varia de acordo com o que irá 
armazenar e às necessidades de cuidado com o produto específico. 
 
Pode ser construído tanto acima, quanto abaixo do solo. 
Sistema de duas caixas 
É um sistema de controle onde o estoque é armazenado em duas caixas fisicamente 
diferentes. Conforme os pedidos são feitos, os itens são retirados da primeira caixa até 
que ela se esvazie e então a segunda caixa passe a ser utilizada para as remessas de 
pedidos. 
Assim que a segunda caixa entra em utilização, a primeira recebe um pedido de 
abastecimento. 
SKUs 
Stocking Picking Unit ou em tradução livre, Unidade Estocada em Depósito. 
É um número de identidade de um produto no depósito, facilitando assim a gestão do 
armazém de modo geral. 
Software Logístico 
Conhecidos também como softwares de gestão logística, eles chegaram com força total, 
pois são o auxílio que durante tanto tempo os gestores logísticos precisaram. 
Sortage center 
Funcionando como um centro de triagem, o sortage center atende os pedidos que são 
feitos para as lojas locais, através da internet. 
 
 
 
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O principal objetivo do sortage center é aumentar a capacidade de atendimento das 
lojas, diminuir os custos na last mile e tornas as entregas mais rápidas, retirando a 
classificação dos produtos dos fundos da loja. 
O sortage center pode ser usado em conjunto com um sorter, aumentando ainda mais 
a eficiência dos processos. 
Sorter 
Dentro da logística e da tecnologia, existe um recurso chamado sorter que é um 
software de classificação automática de pedidos, de acordo com os locais de entrega. 
Depois que os pedidos são separados, eles são encaminhados para esse sistema que é 
encarregado de distribuir automaticamente cada pacote ou caixa para as portas de 
transporte. 
Os parâmetros de classificação que ele segue dependerá do que a empresa exige e de 
sua participação na cadeia de suprimentos. Nos correios, por exemplo, isso é feito de 
acordo com rotas e códigos postais. 
Startup 
Conhecidas como empresas pequenas que tem um potencial de crescimento gigantesco 
com produtos e ideias inovadoras, esses negócios tendem a chamar a atenção de 
investidores que veem neles, um futuro promissor. 
TAC 
Transportador Autônomo de Cargas. É nada mais do que o caminhoneiro autônomo. 
Nesse modelo de trabalho, o profissional é responsável pelo seu próprio veículo, bem 
como o controle da própria rotina. 
Telemetria 
Dentro da indústria, é a tecnologia que possibilita fazer medições remotas, através de 
ondas de rádio ou sinais de satélite. 
De certa forma, todos os sistemas de controle e rastreio que utilizamos dentro da 
logística, são uma forma de telemetria. 
TMS 
Podemos definir o TMS como o software de gestão e organização dos transportes, 
suprindo todas as necessidades associadas a eles. 
Por isso, o sistema de gestão de transportes é fundamental para que a operação tenha 
êxito para trazer e levar cargas do ambiente interno da empresa para os pontos de 
distribuição e vice-versa. 
Torre de controle logístico 
Também conhecida como control tower, ou em português, apenas torre de controle, é 
a central de informações sobre todas as operações de pátio e transporte da empresa. 
De forma prática, é uma sala onde os responsáveis por controlar e acompanhar as 
operações ficam, com atenção voltada para os KPI ‘s fornecidos pelos sistemas de 
gestão logística. 
TrackageA Trackage é uma empresa de tecnologia voltada para a logística, dona do YMS que 
atende gigantes do setor como DHL e 3M, o Trackage Maestro. 
O produto passou por vários testes dentro das operações da DHL, tendo como projeto 
piloto a operação da 3M. 
Desde então, a Trackage alcançou inúmeros clientes dentro e fora do Brasil. 
 
 
 
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Transbordo 
No transporte de mercadorias o transbordo de cargas é a transferência dessas 
mercadorias de um meio de transporte para outro. 
É uma opção muito utilizada no caso de multimodalidade de transporte. 
É muito comum quando, por exemplo, um caminhão que transporta uma carga é parado 
pela fiscalização e é constatado o excesso de peso. Nesse caso, parte da mercadoria é 
transferida para outro veículo, distribuindo assim o peso da mesma. 
Nos centros de distribuição também pode ocorrer, quando uma carga muito grande 
chega no CD e precisa ser dividida entre veículos no que chamamos de capilarização de 
entregas. 
Transporte multimodal 
O transporte multimodal é a utilização de mais de um modal de transporte (rodoviário, 
aéreo, aquaviário ou ferroviário) para a realização de uma entrega. 
TRT 
Sigla para Taxa de Restrição de Trânsito. 
Essa taxa é utilizada para cobrir custos adicionais no caso de haver alguma restrição 
quanto à circulação de veículos de carga dentro de determinado município. 
Umland 
É todo o ambiente físico e os componentes de um porto. 
Inclui infraestrutura como cais, espaço de atracação e profundidade; superestrutura 
como maquinários e armazéns e as tarifas e despesas geradas pelas operações do 
porto. 
Valor Agregado 
O valor agregado é aquele algo a mais que sua empresa oferece ao cliente. 
Valor Contábil 
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) define Valor Contábil como a quantia que 
um ativo é registrado na contabilidade da empresa. Os ativos podem ser bens ou 
direitos que fazem parte do patrimônio da corporação. 
WMS – Warehouse Management System 
O Sistema de Gerenciamento de Armazéns melhora a gestão e controle das tarefas a 
serem desempenhadas pela equipe, fazendo com que toda a operação seja melhor 
aproveitada, gerando mais economia de tempo e de recursos. 
Nos sistemas mais atuais, ocorre uma grande flexibilidade. As empresas conseguem 
adaptá-los às suas mudanças de estoque, adotando um jeito próprio de gerenciá-lo. 
YMS -Yard Management System 
Em português, YMS significa: Sistema de Gerenciamento de Pátio. Uma solução digital 
criada para empresas que precisam modernizar o monitoramento do setor logístico. 
É utilizado por indústrias de diversos segmentos, por ser um modelo de gerenciamento 
que consegue se adaptar a diferentes setores e necessidades de mercado.Na prática, o 
YMS atua especificamente na gestão de pátio e dá ao gestor uma visão completa de 
toda a movimentação desde a chegada de um veículo na portaria (check in) até a sua 
liberação (checkout). 
 
 
 
 
 
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Zona de Livre Comércio 
É um acordo feito entre blocos econômicos compostos por países que querem a isenção 
de taxas de importação para determinados produtos. 
Isso estimula o intercâmbio de produtos e ajuda no desenvolvimento de um bloco 
econômico. 
 
 
 
 
Bibliografia: 
• FEDICHINA, Márcio H. Gestão Logística e Empresarial. Paraná: IESDE, 2021. 
• CSCMP Supply Chain Management Definitions and Glossary. CSCMP, 2021. Disponível em: 
https://cscmp.org/CSCMP/Educate/SCM_Definitions_and_Glossary_of_Terms.aspx. Acesso 
em: 4 jan. 2022. 
• CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, 
planejamento e operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. 
• BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. 
São Paulo: Saraiva, 2003. 
• Glossário de logística. Trackage, 2022. Disponível em: 
https://www.trackage.com.br/blog/glossario-da-logistica/. Acesso em: 22 
dez.2022. 
 
 
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