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UNIVERSIDADE PAULISTA LOGÍSTICA SUSTENTABILIDADE Desenvolvimento Sustentável SANTANA DE PARNAÍBA – SÃO PAULO 2019 SUSTENTABILIDADE Desenvolvimento Sustentável Orientadora: Jefferson Rodrigues SANTANA DE PARNAÍBA – SÃO PAULO 2019 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Introdução O desenvolvimento sustentável é um conceito elaborado para fazer referência ao meio ambiente e à conservação dos recursos naturais. Entende-se por desenvolvimento sustentável a capacidade de utilizar os recursos e os bens da natureza sem comprometer a disponibilidade desses elementos para as gerações futuras. Isso significa adotar um padrão de consumo e de aproveitamento das matérias-primas extraídas da natureza de modo a não afetar o futuro da humanidade, aliando desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. Sabemos que existem os recursos naturais não renováveis, ou seja, aqueles que não podem renovar-se naturalmente ou pela intervenção humana, tais como o petróleo e os minérios; e que também existem os recursos naturais renováveis. No entanto, é errôneo pensar que esses últimos sejam inesgotáveis, pois o seu uso indevido poderá extinguir a sua disponibilidade na natureza, com exceção dos ventos e da luz solar, que não são diretamente afetados pelas práticas de exploração econômica. Dessa forma, é preciso adotar medidas para conservar esses recursos, não tão somente para que eles continuem disponíveis futuramente, mas também para diminuir ou eliminar os impactos ambientais gerados pela exploração predatória. Assim, o ambiente das florestas e demais áreas naturais, além dos cursos d'água, o solo e outros elementos necessitam de certo cuidado para continuarem disponíveis e não haver nenhum tipo de prejuízo para a sociedade e o meio ambiente. DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL: O VERDADEIRO PAPEL DAS EMPRESAS A adoção de um sistema de gestão ambiental vem se tornando cada vez mais importante e necessário para as empresas, pois incorporam essa visão e remetem a uma dimensão temporal da discussão ambiental. As empresas e industrias são responsáveis por maior parte da poluição no planeta portanto não podemos mais estar encarando essa situação sob a ótica da lei a ser cumprida de controle, da punição ou das ações em estanques e isoladas no ambiente empresarial e sim enfrentar com uma nova atitude de gestão, dinâmica, competitiva e socialmente responsável, como o mundo moderno exige. Segundo Moreira, e Sene (2005) avalia-se que, em média, o ambiente “consumido” pela cidade consisti em pelo menos dez vezes maior que aquele tomado por sua malha urbana. Principalmente nas industriais onde consomem enormes quantidade de energia e matérias-primas e, assim, abrolham toneladas de subprodutos: resíduos sólidos (lixo), líquidos (esgotos) e gasosos (fumaças e gases) que, por não serem reaproveitados, acumulam-se no solo, nas aguas e no ar, originando uma série de desequilíbrios no meio ambiente. Alguns desses impactos ocorrem em escala local, ou seja, na própria cidade; outros em escala regional e global, ultrapassando os limites da cidade que lhes dá origem. Sendo assim, por isso que se deve haver uma atenção especial por parte das empresas com relação aos seus resíduos para evitar a contaminação do meio ambiente. Adotar um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) equivale a um conjunto inter-relacionado de procedimentos organizacionais, políticas, técnicos e administrativos de uma empresa que objetiva obter melhor atuação ambiental como controle e arrefecimento dos seus impactos ambientais. Desempenho Ambiental corresponde aos resultados dimensíveis da gestão de aspectos ambientais das atividades, produtos e serviços de uma organização. O indivíduo que não segue o crescimento analisado pela dimensão ambiental a nível de consciência e atitude no mundo e não abordoa essa publicação, poderá ser visto como uma atitude positiva para que com o esforço de alguns profissionais, possam conduzirem a empresa em que trabalham na direção de um enquadramento normativo moderno representado pelas serie ISO 9000 e ISO 14000. O trabalho de um gestor ambiental através do sistema de gestão da organização é que incide a base para o estabelecimento de um artifício de gerenciamento que aponte a melhoria continua dos resultados e agencie o desenvolvimento sustentável. A sobrevivência da organização está densamente ligada ao conceito de desenvolvimento sustentável pois a sociedade não aceitara mais as agressões ao meio ambiente como aquelas determinadas nas décadas passadas por empresas que não tinham essa preocupação. A prática de um SGA compõe a tática para que o empresário, ou outro responsável, em um processo sucessivo, identifique oportunidades de progressos que diminuem os impactos das atividades da empresa ao meio ambiente, aprimorando, simultaneamente, sua situação no mercado e suas probabilidades de sucesso. A gestão ambiental está fundamentada em 5 princípios básicos que podem ser definidos como: Princípio 1: Conhecer o que deve ser feito; assegurar comprometimento com o SGA e definir Política Ambiental. Princípio 2: Preparar um Plano de Ação para acatar as condições da política ambiental. Princípio 3: Certificar condições para o cumprimento dos Objetivos e Metas Ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias. Princípio 4: Realizar avaliações quali-quantitativas periódicas da concordância ambiental da empresa. Princípios 5: Revisar e completar a política ambiental, os objetivos e metas e as obras praticadas para assegurar a progresso continuo do desempenho ambiental da empresa. Acatar esses princípios e coloca-los em prática sob a prática de um sistema de gestão ambiental é segurança de redução de impactos ambientais e, consequentemente, a progresso da imagem de uma empresa. Além disso é importante lembrar que a ISO 14001 é a cláusula que estabelece as condições de prática e operação do sistema de gerenciamento ambiental. O seu uso é um meio de avalizar às empresas uma administração ativa e competente dos assuntos ambientais. Um bom gerenciamento ambiental, além de abater riscos de acidentes ecológicos e aprimorar o comando de recursos energéticos, materiais e humanos, ainda fortalece imagem da empresa acoplado à sua comunidade, fornecedores, clientes e autoridades, entre outros. As etapas do processo de auditoria ambiental são basicamente dividida em: planejamento; preparação; execução e elaboração do relatório final. O planejamento e a preparação da auditoria ambiental são etapas anteriores, pois são geralmente realizadas fora do local a ser auditado teve. Com origem nos Estados Unidos através da realização de auditorias voluntárias na década de70 as auditoria versavam em análises críticas da atuação ambiental ou auditorias para verificação de concordância que se propunham a diminuir os riscos dos investidores às ações legais que pudessem brotar das atitudes das empresas. Com o acréscimo da intensidade e das decorrências dos acasos ambientais, as empresas começam os processos de inquirição, ou seja, de auditorias ambientais com mais assiduidade. Nos anos de 80 as auditorias ambientais foram uma ferramenta gerencial muito banal nos países desenvolvidos e vem se tornando cada dia mais aposta nos países em desenvolvimento pelas empresas adventícias,que atuam como empresas locais. A auditoria ambiental sobre base normatizada iniciou a ser debatida internacionalmente em 1991 no campo da ISSO. A altercação amplia-se mundialmente em 1994 com a revelação dos planos de preceito dentro da série ISO 14000. No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) proporcionou, em dezembro de 1996, as normas NBR ISO 14010, 14011 e 14012, relacionadas a auditoria ambiental, as quais em 2002, foram supridas pela norma NBR ISO 19011: 2002, segundo Becke (2003). As novas percepções de gestão empresarial incluem como início colocar uma política da qualidade, inclusive ambiental, assentando a atividade industrial em foco para o acesso de um verdadeiro desenvolvimento sustentável, segundo La Rovere (2001). A coerência com o ecossistema e os meios político, econômico e social, o uso lógico dos recursos naturais e a conservação de energia encontram em organizações industriais espaçosa margem de aplicação. O domínio bem-sucedido passa a ser uma alavanca para o desenvolvimento dos países e também como um propiciador de condições e recursos para resolver os problemas ambientais viventes. Na Auditoria Ambiental Interna, realizado por NETO (2001) aprova-se o alerta de que a maioria das avarias da biodiversidade e serviços ecológicos, serão difíceis de serem recuperadas, para que neste caso, dê importância ao uso da tecnologia da prevenção, fazendo com que o homem tenha noção e que o importante é manter a preservação. Já para SÁ (1990) a auditoria é vista como uma revisão, intervenção, perícia, exame de contas ou de toda uma escrita. A Economia Ambiental está em crescimento e aos poucos a ideia de lucrar sem atingir o meio ambiente são investidas na sociedade e adotadas por muitas empresas. A sustentabilidade é o caminho que todos devem seguir, porem o que se percebe é que medidas simples e básicas para que isso aconteça pode ser tomada medidas simples como separar o lixo e deposita-lo no destino correto, usar a energia de forma mais consciente, usar transportes coletivos ao invés do carro próprio. Pequenas ações que podem mudar o destino, e muito, de um país. A seriedade abonada a sustentabilidade do planeta, permite que entidades pró-ecológicas exercem o papel de reconhecer, fiscalizar e advertir diferentes produtos à venda no mercado que são ecologicamente corretos, devido à sua composição ou ao seu baixo dispêndio de energia, no caso de eletroeletrônicos. Ao identificar esses produtos advertidos para o consumidor que se preocupa com o futuro da Terra, as entidades adjudicam os chamados selos verdes. O selo verde nada mais é do que uma ideia criada para valoração da própria natureza, pois os alvitres produzidos pelas empresas são confeccionados cada vez mais com o objetivo de menos agressão ao planeta. Observa-se as geladeiras como exemplo disso que, atualmente, são fabricadas e recebem o selo verde como sinal de economia e preservação ao meio ambiente. Outra questão é que incentiva consumidores conscientes que, além de se beneficiar com o produto compro, ajuda a natureza. A certificação ambiental é um conceito que pode ser aplicado dentro das empresas pois almeja transmitir uma mensagem a terceiros sobre certos atributos positivos de seus produtos, da própria entidade ou sistemas. É uma abonação escrita oferecida por uma entidade independente que comprova que estes produtos estão conforme as requisições definidas segundo normas ou particularizações técnicas. Responsabilidade socioambiental ocorrem quando as empresas decidem, voluntariamente, colaborar para uma sociedade mais liça e para um ambiente mais limpo, abrangência de seus efeitos. As pessoas e as empresas, como consumistas e investidores, condenaram os agravos causados ao ambiente pelas celeridades econômicas. Educação ambiental desenvolve conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para a preservação do meio ambiente. Podendo ser realizada em qualquer lugar, a educação ambiental é desenvolvida por entidades ligadas ao meio ambiente ou por órgãos do governo estando presente dentro de todos os níveis educacionais, como o objetivo de atingir todos os alunos em fase escolar. Com o desenvolvimento sustentável obtém-se o crescimento econômico acoplado a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social. Para que aconteça o desenvolvimento sustentável é imprescindível que tenha uma união entre o desenvolvimento econômico, a justiça social a preservação do meio ambiente, o uso coerente dos recursos da natureza (sobretudo a água), a qualidade de vida e reciclagem de vários tipos de materiais. Abrangência do desenvolvimento sustentável O desenvolvimento sustentável encontra-se baseado em três níveis que devem estar interligados para que possa atingir a máxima do seu conceito. Perspectiva global O qual enfrenta-se quatro grandes desafios: 1. o aumento global da temperatura, em função do efeito estufa gerado pela emissão de gases da queima de combustíveis fósseis e a destruição da vegetação consumidora de carbono; 2. a perda de biodiversidade como resultado da degradação dos habitats naturais e uso de recursos naturais; 3. a poluição de águas continentais pelos derrames de petróleo e acumulação de resíduos nos oceanos e nos sistemas fluviais internacionais e 4. a destruição da camada de ozônio em função da emissão de gases. Perspectiva nacional Exige dos governos a definição de políticas claras para aumentar o bem estar presente sem comprometer o bem estar futuro. Ou seja, dá ênfase no capital humano e no cuidado com o estoque de recursos naturais. Perspectiva local ou regional A qual não só os municípios devem ampliar as possibilidades de planejar políticas adequadas aos produtores e executar a infraestrutura insuficiente, como também a organização da iniciativa privada e dos cidadãos são vitais para aproveitar as oportunidade macroeconômicas disponíveis. Assim como os programas sociais, de saúde e de educação para a população mais desprotegida. Contradições da sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável sustentabilidade A sustentabilidade é caracterizada também por paradoxos, conflitos e tensões que talvez sejam sem solução. Dentre algumas contradições podemos elencar: Tecnologia e cultura Causa versus cura: Um fator chave na crise ambiental global. A humanidade apresenta diversas formas de manifestação cultural. Dentre elas a tecnologia é a mais palpável e uma das principais causas de impacto ambiental. Sem a tecnologia encontrada em tudo, e encorajando o aumento do consumo de recursos e produção de resíduos, a sociedade estaria limitada por processos metabólicos dos simples organismos biológicos que as compõem. E a mesma tecnologia que gera problemas, é usada intensivamente na sua solução O que é sustentabilidade empresarial Empresas que almejam obter sucesso e mostrar valor aos seus clientes passaram a adotar uma série de atitudes éticas, métodos, estratégias e tecnologias que visam a reduzir possíveis impactos ambientais. Muito ao contrário do que se pensa, adotar estratégias de sustentabilidade ambiental não é apenas realizar promoções de ações e divulgações em anúncios, logomarcas e embalagens pregando a “onda verde”. Sustentabilidade empresarial tem um conceito muito mais amplo de desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade empresarial é uma remodelação e uma reestruturação de processos de forma a agregar valor ao negócio por meio de práticas menos danosas ao meio ambiente. Ou seja, muitas empresas passaram a redesenhar toda a estrutura de produção, objetivando implementar ações sustentáveisem seus processos de negócios. Organizações de todos os portes e segmentos podem tirar proveito dos benefícios de uma cultura sustentável: redução de impressões, coleta seletiva de lixo, reaproveitamento de resíduos gerados em obras, desenvolvimento de produtos ecológicos (como o plástico biodegradável), enfim, práticas que reduzem os custos operacionais e aumentam o nível de engajamento dos clientes com a empresa. Empreendedores passam a sentir o valor da sustentabilidade nos negócios quando alcançam o último estágio. Ou seja, quando ela deixa de ser uma prática e se torna uma estratégia de atuação que se permeia por toda a organização de forma natural. Os pilares de uma gestão sustentável A adoção de práticas menos danosas ao meio ambiente e ao indivíduo se tornou uma máxima em empresas sustentáveis que se preocupam em passar uma imagem positiva para seus consumidores, agregando valor ao negócio. No entanto, a implementação de práticas sustentáveis ainda é um desafio para muitas empresas: mudar produtos, processos, tarefas e hábitos demanda uma remodelação e reestruturação de estratégias — mudanças com as quais nem sempre as organizações estão preparadas para lidar. O que se pensou por muito tempo é que o conceito de sustentabilidade estava ligado unicamente a práticas de preservação e conservação da fauna e flora, da proteção de espécies ameaçadas de extinção, dentre outras ações que, por mais que sejam válidas, não representam em si o que realmente significa o conceito de desenvolvimento sustentável. Isso significa que falar em sustentabilidade não implica apenas questões ambientais, mas também o meio social e econômico, formando os três pilares da sustentabilidade empresarial. Quer conhecê-los? Acompanhe cada um deles a seguir: Pilar ambiental Construir processos sustentáveis implica realizar sistematicamente ações que visem à preservação dos ecossistemas e da biodiversidade. A busca por alternativas mais limpas e que agridam da menor forma o meio ambiente tem levado empresas a investirem na modificação de processos, aperfeiçoamento da mão de obra, redução da utilização de resíduos, substituição de insumos e na racionalização de consumo de recursos naturais. Um bom exemplo a ser citado é a Natura, empresa brasileira que se destaca no ranking de negócios mais sustentáveis do planeta. Pioneira na adoção de práticas sustentáveis, a companhia utiliza produtos à base da flora nacional para a elaboração dos seus itens (sem uso de compostos químicos). Além disso, a empresa usa álcool orgânico e óleo 100% vegetal, tendo um dos mais eficientes planos de redução de carbono. Pilar econômico Muito além do que se pensa, a sustentabilidade ambiental visa a amparar o fluxo econômico e a movimentar as finanças de maneira mais saudável. Isso significa que não basta apenas a empresa buscar lucro — é preciso que dentro dos resultados alcançados estejam inclusos ganhos ambientais e sociais. Esse pilar da sustentabilidade empresarial aborda as causas e efeitos de decisões de negócios, ou seja, as metas e objetivos da organização devem estar incluídos no plano de negócios, sendo compatíveis com o desenvolvimento sustentável da própria companhia e da sociedade. Vale destacar que a busca pela sustentabilidade representa novas oportunidades de negócios. Isso porque os consumidores podem preferir empresas que apresentam produtos e serviços sustentáveis em suas estratégias. Por exemplo, se uma empresa se desenvolve adotando más condições de trabalho dos seus funcionários, ela não está tendo um desenvolvimento econômico sustentável, uma vez que não existe harmonia nas relações estabelecidas. Pilar social Processos são executados por pessoas e estão diretamente relacionados aos clientes, fornecedores e comunidade em geral. Assim, é fundamental que empresas se preocupem em oferecer um ambiente de trabalho adequado, a fim de oferecer mais qualidade de vida organizacional e promover a saúde e bem-estar dos trabalhadores. O pilar social compreende salários adequados à legislação trabalhista, bem- estar e saúde dos trabalhadores, uso de equipamentos de segurança, entre outras boas práticas de execução dos processos que possam garantir proteção ao colaborador, além do seu desenvolvimento pessoal e coletivo. A Terra entrou em uma nova era geológica, segundo cientistas A entrada nesta nova era geológica, batizada de Antropoceno, pode ter acontecido em meados do século passado e foi marcada pelo consumo em massa de materiais como alumínio, concreto, plástico e pelas consequências dos testes nucleares em todo o planeta, segundo a pesquisa publicada na revista “Science”. Por outro lado, o Antropoceno é uma época de rápidas mudanças ambientais provocadas pelo impacto de um aumento da população e pelo consumo, sobretudo após a chamada “grande aceleração” de meados do Século XX, segundo os pesquisadores. “Os humanos estão há algum tempo afetando o meio ambiente, mas recentemente aconteceu uma rápida propagação mundial de novos materiais como alumínio, concreto e plásticos, que estão deixando sua marca nos sedimentos”, disse no estudo o professor Colin Waters, do Instituto Geológico Britânico. Sustentável 2009: ruptura ou transição? Inovar, educar e agir na busca de soluções para superar os problemas sociais e ambientais, tendo a sustentabilidade como pilar central e norteador, foram foco do 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, o Sustentável 2009, realizado entre 4 e 6 de agosto, em São Paulo. Organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebeds), o evento contou com o apoio do WWF-Brasil, que participou em algumas sessões da programação oficial. “O Sustentável 2009 gera oportunidades únicas de debate ao reunir um diverso painel de pessoas com ingredientes para avançar, subverter e inovar”, afirmou a Secretária-Geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, na cerimônia de abertura do Congresso. “A economia que temos hoje não pode mais ser considerada como a economia de amanhã. A sustentabilidade é um fato, e agora estamos na jornada para chegar lá”, afirmou o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, na mesma ocasião. Aquecimento global e as adaptações necessárias para as mudanças climáticas também foram temas recorrentes nas diversas atividades do Congresso. O Coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, Carlos Rittl, participou da mesa “Caminhos para um mundo de baixo carbono: ruptura ou transição?”. “Estamos em um momento em que já convivemos com aquecimento global. No qual já contabilizamos perdas humanas e financeiras”, afirmou Rittl, apresentando dados como o aumento já percebido de 0,76º C, a elevação dos oceanos em 160milímetros e o aumento em 35% da concentração de CO2 na atmosfera. Além disso,ele salientou que os 12 anos mais quentes da história foram registrados nos últimos 15 anos e, que em média, 300 mil pessoas morrem anualmente devido eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. A cultura de massas é a cultura feita para consumo do povo. Para entender o que é cultura de massas, é preciso voltar no tempo, especificamente no século XV, com o surgimento da imprensa escrita criada por Gutemberg. A partir desse momento, a literatura e as informações, que antes tinham seu conhecimento restrito a uma elite, passam a chegar a um número maior de pessoas, porém, ainda de forma limitada. É com a Revolução Francesa, que busca a liberdade de expressão e a Revolução Industrial, que faz nascer um mercado consumidor, que a cultura de massas se desenvolve, juntamente com a indústria cultural e os meios de comunicação de massa, como rádio, televisão, cinema, teatro e posteriormente a internet. Acultura de massas não é produzida por quem a consome, o povo, mas sim por aqueles que são donos dos meios de comunicação ou os dominam e produzem uma cultura comerciável, que possa lhes ser lucrativa. A sociedade de consumo, resultado da Revolução Industrial, é que alimenta a cultura de massas, que passa a ser feita em série, de forma industrial para o maior número de pessoas. Essa cultura deixa de ser um instrumento de crítica, conhecimento, livre pensamento, para ser um produto vendável, padronizado de acordo com princípios gerais que orientam essa sociedade, que não tem tempo de questionar aquilo que consome e quer apenas distração e lazer, nas horas de folga de uma rotina diária de trabalho intensa e repetitiva. A cultura de massas é um produto da indústria cultural, termo criado pelos filósofos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, fundadores da escola de Frankfurt, instituto de pesquisas sociais, voltado para discussão sobre questões culturais da sociedade atual. De acordo com Adorno e Horkheimer, a indústria cultural cria padrões de consumo e transmite notícias, fatos ou acontecimentos de acordo com seus interesses, desenvolvendo uma sociedade alienada à realidade. Na visão do sociólogo Waldenyr Caldas, “cultura de massa consiste na produção industrial de um universo muito grande de produtos que abrange setores como a moda, o lazer no sentido mais amplo, incluindo os esportes, o cinema, a imprensa escrita, falada e televisionada, os espetáculos públicos, a literatura, enfim, um número muito grande de eventos e produtos que influenciam e caracterizam o atual estilo de vida do homem contemporâneo no meio urbano – industrial.” (CALDAS,1987, p.16). Edgar Morin vai dizer: ”(...) a orientação consumidora destrói a autonomia e a hierarquia estética próprias da cultura cultivada. Na cultura de massa não há descontinuidade entre a arte e a vida.” (MORIN,1975,p.13). De acordo com sua visão, a cultura de massas é um sincretismo de culturas, ou seja, mistura valores, costumes e tradições diferentes, homogeneizados para que se tornem mais acessíveis ao grande público e ao mesmo tempo produtos lucrativos. A cultura de massas é comumente confundida com cultura popular, mas são conceitos com significados totalmente diferentes. A cultura popular se refere à cultura produzida pelo povo, são manifestações que expressam a identidade de uma comunidade, suas raízes e seus comportamentos. A cultura de massas não representa nenhuma identidade cultural, seu objetivo principal é o lucro obtido através do consumo, pela maior parte da população, de produtos criados pela indústria cultural. O momento histórico que marca o crescimento e força da cultura de massas é século XX, especialmente nos Estados Unidos, onde os meios de comunicação são usados para impor à população o “American way of life”, ou modo de vida americano, que traz o consumo como fonte de felicidade e status social. A comunicação de massa foi muito usada como ferramenta de propagação de ideologias, comportamentos e doutrinas, com destaque para período entre Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria. Após o fim desta última, a cultura de massa é vista sob novo ponto de vista, com o surgimento da Internet e globalização mundial. Os teóricos da Escola Evolucionista – Progressista criada por Edward Shils, um sociólogo americano, defendem que a cultura de massa retrata uma sociedade com pluralidade de culturas que se interagem, tornando-as democráticas e diversificadas. Para esses teóricos, a sociedade resultante da Revolução Industrial, é uma sociedade democrática com maior iniciativa, liberdade e desenvolvimento sociocultural e econômico, capaz de criar sua própria cultura, quebrando o monopólio da cultura feita por uma elite para o povo. A posição da Escola Evolucionista – Progressista sobre a sociedade de massas, onde a cultura de massas se desenvolve, é definida por L. Wirth: “(...) Elas são uma entidade da época moderna, o produto da divisão do trabalho, das comunicações em massa e de um consenso, conseguido mais ou menos democraticamente.” (WIRTH,1984 In CALDAS, 1987, p.39). São visões diferentes sobre uma cultura que evoluiu ao longo do tempo de acordo com mudanças sociais, políticas e econômicas sofridas pelas sociedades. Não há ponto de vista certo ou errado quando se fala de cultura, pois ela é algo cheio de diversidades e dinâmico. A liderança e a sustentabilidade Acabamos de sair da conclusão da Rio+20, a principal conferência mundial sobre desenvolvimento sustentável depois da Rio 92. Considero que um dos seus principais legados foi o reposicionamento empresarial. As empresas são vistas agora como parte da solução – fato explicitado no acordo político batizado de O Futuro Que Queremos. Já era tempo. Considero que isso é fruto do amadurecimento das discussões e também de um movimento positivo das empresas. Muitas já entenderam que é frutífero para seus negócios colocar a sustentabilidade no centro da sua estratégia empresarial. Por outro lado, isso coloca uma pressão sobre elas: necessitam, de fato, mudar seus negócios buscando o equilíbrio entre os resultados econômicos, sociais e ambientais. Essa nova posição traz uma complexidade muito maior para o exercício empresarial, principalmente para seus líderes. Mas não pode ser interpretada como sinônimo de dificuldade. A complexidade é um dado do problema e soluções lindíssimas podem surgir a partir de uma postura positiva dos líderes em relação à capacidade de ação individual e coletiva. Felizmente minha percepção é que cada vez mais líderes empresariais estão alinhados a essa postura mais pró-ativa. Mas quais são os atributos desses novos líderes? Gosto muito da abordagem da equipe do MIT (Senge, Ancona, Locke e outros), que fortalece quatro aspectos da liderança neste novo tempo de tantas incertezas e de maior complexidade: dar sentido ao contexto; definir uma visão de futuro; relacionar-se; e promover a mudança com inovação. Aprecio esses quatro aspectos pois eles têm toda relação com a promoção do desenvolvimento sustentável. A compressão do estado do mundo dá sentido total à necessidade de um novo posicionamento empresarial. Há evidências de todas as fontes de que a situação do planeta é insustentável para nosso (espécie humana) futuro. Há também alguns exemplos de empresas que tomaram a dianteira e apresentam bons resultados. Apesar de correr mais riscos, as pioneiras têm sido mais valorizadas. A comparação entre a carteira do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa) ou do DJSI (Dow Jones Sustainability Index) com a carteira que define o índice geral dessas bolsas mostra isso. Uma visão de futuro empresarial alinhada ao cenário da sustentabilidade aparenta ser uma das chaves de sucesso. Essas empresas líderes em sustentabilidade apresentam melhores resultados. Na Braskem, por exemplo, revisamos nossa visão e decidimos alcançar a “liderança global da química sustentável” até 2020. Isso está, sem dúvida, ajudando a alinhar os esforços das nossas diversas unidades de negócio, visando ao alcance dessa visão. O relacionamento amplo com as diversas partes interessadas é um dos aspectos mais relevantes da sustentabilidade, tema muito explorado por diversos autores. Em um ambiente de complexidade, é uma petulância imaginar que você sozinho será capaz de coletar as informações necessárias, analisá-las todas, definir uma solução e implementá-las sem ouvir os envolvidos de fora da sua organização. Isso reduz a autonomia, mas ouvir e considerar a experiência e o conhecimento externo levam no mínimo a decisões mais consistentes. E, finalmente, a inovação é a única forma de atender ao tamanho do nosso desafio. Muitos já fizeram contas e mais contas. Alguns afirmam que precisaríamos reduzir em dez vezes os impactos decorrentes da satisfação dasnossas necessidades (fator 10). Outros dizem que precisamos reduzir cinco vezes (fator 5). Qualquer que seja o número, não se trata de uma melhoria incremental. Portanto, precisamos de melhorias revolucionárias, ou seja, inovar. Mas liderar dessa forma não é uma tarefa fácil. Recente pesquisa conduzida pela Accenture por ocasião do 10º aniversário do programa Pacto Global, da ONU, que visa promover o fortalecimento do papel das empresas na busca do desenvolvimento sustentável, apontou que, apesar de 93% de 766 CEOs de empresas associadas ao programa entenderem que “a sustentabilidade será crítica para o sucesso dos seus negócios”, colocar isso em prática é um grande desafio. Segundo a mesma pesquisa, apenas 59% deles têm conseguido implementar os princípios do desenvolvimento sustentável de maneira ampla nas suas respectivas empresas; e 49% consideram que a complexidade de sua implementação é a principal barreira. Por esse motivo, a discussão do papel da liderança e da sua relação com os desafios da sustentabilidade ainda merece muita reflexão. Temos muito a aprender uns com os outros Produção e Consumo Sustentáveis Produção e consumo sustentáveis é uma abordagem holística aplicada para minimizar os impactos ambientais negativos dos sistemas de produção e de consumo, ao mesmo tempo em que promove melhor qualidade de vida para todos; estimula a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos e insumos; e fomenta a geração de trabalhos decentes e o comércio justo. Ademais, contribui para a conservação dos recursos naturais e dos ecossistemas, dissociando crescimento econômico da degradação ambiental. A agenda PCS constitui um novo paradigma para a gestão ambiental. Ela vai além dos tradicionais mecanismos de comando e controle, pois sua abordagem e internalização requerem um novo olhar sobre o modelo de desenvolvimento. Um modelo no qual todos os atores - governos, empresas, instituições, sociedade – têm responsabilidades e papeis a cumprir se desejarmos um País onde todos tenham direito a uma melhor qualidade de vida, sem comprometer nosso meio ambiente e nosso futuro, e o das gerações que virão. Com esse propósito, o Departamento de Desenvolvimento, Produção e Consumo Sustentáveis (DPCS) tem como principal competência fomentar no País práticas de produção e de consumo sustentáveis (PCS) com vistas à promoção de um desenvolvimento socialmente mais justo, ambientalmente mais responsável e economicamente mais equilibrado. O DPCS atua na implementação do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) desde 2010, e na disseminação e apoio à implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, com vistas ao alcance das metas estabelecidas em 2015, sobretudo do ODS 12, de assegurar os padrões de produção e consumo sustentáveis. Buscamos, por meio da articulação institucional e com o apoio do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentáveis, e dos parceiros, a promoção de sinergias entre políticas, ações e programas voltados a produção e consumo sustentáveis, visando a implementar e fortalecer ações em PCS, e o cumprimento das metas e compromissos assumidos no contexto das convenções e acordos internacionais. Padrões mais sustentáveis de produção e de consumo são o caminho mais seguro e justo para combater as mudanças climáticas, conservar e usar sustentavelmente os recursos hídricos, a biodiversidade, as florestas, todos os recursos. Para alcançarmos esses objetivos, acreditamos na cooperação, no intercâmbio de experiências e de boas práticas, e no trabalho conjunto. Conclusão No modelo atual de sociedade capitalista, o crescimento econômico é fundamental para o desenvolvimento humano, no entanto, somente o crescimento econômico não é suficiente, e para a obtenção de sociedade com qualidade de vida e de produção de crescimento deve-se observar todos os fatores que contribuem para tal fato. Diante disso, chega-se em consonância do entendimento de que o meio ambiente é parte integrante da nossa vida e do qual necessitamos primordialmente, e desta forma o crescimento econômico é um desafio ao meio-ambiente, uma vez que existem deficiências referentes à capacidade do meio em suportar as imposições exercidas pelas atividades humanas, de modo que a implantação dos conceitos de sustentabilidade faz-se necessário, pois pressupõem o uso consciente dos recursos naturais necessários à vida humana, fundamentais para garantia das presentes e futuras gerações. 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