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ATIVIDADE PRÁTICA - FÍSICA MECÂNICA QUEDA-LIVRE Prof. Fernanda Fonseca Aluno: Fillipe Martins Costa RU: 4062662 RESUMO O relatório tem a intenção de provar a teoria de Galileu Galilei sobre a afirmativa de que dois corpos de massa diferentes caem simultaneamente, atingindo o chão ao mesmo instante. PALAVRA-CHAVE: Queda livre, movimentos da Física, Laboratório Virtual. INTRODUÇÃO Dentro da física, a mecânica é a área que estuda o movimento, mas não apenas isso, ela também estuda o repouso. Ou seja, quando um corpo não está em movimento. Para a física mecânica, independe se um corpo está sob a ação de forças. A física no estudo mecânico envolve uma série de movimentos, que têm diferentes características, fórmulas e outras coisas, quando dirigimos, estamos em movimento, nem percebemos que a queda livre é um dos movimentos estudados. Newton será sempre lembrado quando falamos deste movimento, pois é na mente desse cientista que levantou o porquê uma maça caindo no chão não vai subir ao céu, o que deu origem ao conceito de gravidade. Tendo também outro cientista que estuda esse movimento é, Galileu Galilei. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O movimento de Queda Livre vem sendo estudado desde a época de Aristóteles, o qual foi responsável pela primeira teoria desse movimento que dizia se duas pedras caíssem da mesma altura, a com maior peso chegaria primeiro ao solo. Essa afirmação foi aceita durante muito tempo até que Galileu Galilei, fisio e astrônomo, colocou isso em pratica. A queda livre é, portanto, um movimento descrito pelos corpos, abandonados a uma certa altura, que acontece exclusivamente pelo efeito da gravidade local. Nesse tipo de movimento, desconsideramos o efeito das forças de arrase ou atrito. Esse movimento é classificado como uniformemente acelerado. Isso significa dizer a aceleração é constante, pois a velocidade com que o corpo cai aumenta a uma taxa de aproximadamente 9,8 m/s em cada segundo. O movimento oposto, ou seja, de lançamento para cima, é chamado de movimento uniformemente retardado e por causa do sentido a aceleração é considerada negativa. Como vimos, a queda livre é um movimento uniformemente acelerado, pois a aceleração é constante em uma trajetória retilínea e vertical. Ao lançar um corpo para baixo partindo do repouso, a velocidade inicial é nula (v0 = 0). Sob ação da gravidade (g), levará um tempo (t) para que percorra uma determinada distância (h). Sendo assim, a queda livre pode ser descrita pelas equações: Cálculo da velocidade em queda livre: Onde, v é a velocidade, em metros por segundo (m/s) g é a aceleração da gravidade, em metros por segundo ao quadrado (m/s2) t é o intervalo de tempo, em segundos (s) Cálculo da altura em queda livre: A altura (h) é dada em metros (m). Equação de Torricelli: A equação de Torricelli é útil para calcular a velocidade de queda em problemas sem dados de tempo. Assim, podemos relacionar a altura (h) com a velocidade (v) Vale lembrar que o valor de g é variável em função da altitude e latitude. Por exemplo, o valor 9,80665 m/s2 corresponde à aceleração normal da gravidade na latitude 45º e ao nível do mar. Entretanto, é comum aproximar o valor para 10 m/s2 em exercícios para facilitar os cálculos, já que perto da superfície é possível considerá-lo constante Graficamente, a velocidade do movimento em relação ao tempo é expressa em uma reta ascendente e a variação da posição ao longo do tempo em uma parábola. EXPERIMENTO 1: LABORATÓRIO VIRTUAL Nesta etapa será utilizado o laboratório virtual da empresa Algetec e será seguido o roteiro especifico de queda livre, Conforme o roteiro tem- se conforme figura 1 seis tela que podem ser acessadas, nas mesmas verifica -se que o acesso pode ser realizado clicando sobre a tela desejada ou por comando “Alt + (número da tela)”, sendo que para iniciar os experimentos se faz necessário realizar as conexões no cronometro então esta é a primeira tela que foi acessada. Na figura 2 está a tela do cronometro e já está selecionada o primeiro terminal a ser conectado, 3 apresenta o terminal vermelho conectado, ainda na sequência a figura 4 apresenta o segundo terminal, na cor amarela já conectado na posição indicada no roteiro, a figura 5 temos a ligação dos dois cabos preto na chave liga-desliga , sendo que todas as ligações podem ser visitas na figura 6. Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Após realizar as ligações se faz necessário a alimentação elétrica do cronometro, que está apresentada na figura 7, quando é alimentado o cronometro tem sua tela apresentada conforme figura 8, no entanto o mesmo está desligado então é necessário pressionar o botão de liga no mesmo, assim como ligar o eletroímã na chave liga desliga, estas etapas estão mostradas na figura 9. Figura 8 Conexão cronometro na tomada de energia elétrica Fonte: o Autor. Figura 7 Figura 8 Figura 9 Com o eletroímã ligado, necessitamos selecionar a esfera, no primeiro teste utilizaremos a esfera menor, selecionando a mesma, clicamos para posicionar o plano vertical, conforme figura 10, com estes procedimentos a mesma fica grudada no eletroímã que o pode ser visto na figura 11, nesta também podemos ver que o diâmetro da esfera é de 12mm. Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Essa etapa foi realizada por 5 vezes e anotado os valores que estão na tabela 1, após foi recalibrado o senso para 212, conforme figura 13, a etapa foi repetida para os valores de 312mm, 412mm e 512mm todas com 5 repetições cada e todos os valores foram colocados na tabela 1. Tabela I – Valores das experiências com esfera 12mm Posição tabela 12 (mm) y (mm) t1 (s) t2 (s) t3 (s) t4 (s) t5 (s) tmédio (s) tmédio2 g (m/s²) v (m/s) 112 100 0,1430895 0,1430876 0,1430758 0,1430816 0,1430403 0,1430750 0,0204704 9,7701837 1,3978686 212 200 0,2013330 0,2013992 0,2013371 0,2013744 0,2013387 0,2013565 0,0610746 9,8657197 1,9865266 312 300 0,2471436 0,2471378 0,2471190 0,2471505 0,2471130 0,2471328 0,0815428 9,8240495 2,4278447 412 400 0,2855715 0,2855696 0,2855578 0,2855636 0,2855223 0,2855570 0,04005444 9,8108015 2,8015426 512 500 0,3195245 0,3195039 0,3195550 0,3195141 0,3194982 0,3195191 0,1020925 9,7950407 3,1297030 Calibração do senso em 224mm Tabela 2 – Valores das experiências com esfera 24mm Posição tabela 24 (mm) y (mm) t1 (s) t2 (s) t3 (s) t4 (s) t5 (s) tmédio (s) tmédio2 g (m/s²) v (m/s) 124 100 0,1417975 0,1418636 0,1418016 0,1418388 0,1418032 0,1418209 0,0201132 9,9437289 1,4102290 224 200 0,2013105 0,2013046 0,2012859 0,2013174 0,2012997 0,2012997 0,0405215 9,8712899 1,9870873 324 300 0,2467897 0,2467771 0,2467691 0,2467674 0,2467613 0,2467729 0,0608969 9,8527225 2,4313851 424 400 0,2853176 0,2853329 0,2852950 0,2853271 0,2853324 0,2853210 0,0814081 9,8270352 2,8038595 524 500 0,3194041 0,3193920 0,3194073 0,3193947 0,3194198 0,3194036 0,1020186 9,8021296 3,1308353 Foi calculado também os valores médios de cada uma destas esferas, os valores foram de 9,8131680 m/s e 9,8593812 m/s o que podemos notar dentro dos arredondamentos o valor pode ser considerado igual, e o valor é bem conhecido, é o que conhecemos como aceleração da gravidade, conforme mostrado na fundações teóricas que no movimento de queda livre a aceleração é um valor constante pois é desprezado a resistência do ar, também foi calculado a velocidade com que a esfera atinge a posição do sensor, com a multiplicação do valor de g pelo valor det, estes valores foram inseridos nas tabelas. De posse dos dados medidos e calculados foi possível traçar um gráfico de Posição em função do Tempo médio ( Δy x tmédio ) para a queda da esfera menor e para a queda da esfera maior. Gráfico (∆𝑦 x tmédio ) da esfera 12mm 100 200 300 400 500 0 100 200 300 400 500 600 0,143075 0,2013565 0,2471328 0,285557 0,3195191 A Y ( M M ) ∆y(mm) x t médio (s) Esfera 12mm ∆y(mm) x t médio (s) Esfera 12mm Gráfico (∆𝑦 x tmédio ) da esfera 24mm De posse dos dados medidos e calculados também foi traçado um gráfico do tempo médio em função da velocidade ( tmédio X Velocidade ) para a queda da esfera menor e para a queda da esfera maior. Gráfico (tmédio x Velocidade ) da esfera 12mm 100 200 300 400 500 0 100 200 300 400 500 600 0,14118209 0,2012997 0,2467729 0,285321 0,3194036 A Y ( M M ) ∆y (mm) x t médio (s) Esfera 24mm ∆y (mm) x t médio (s) Esfera 24mm 0,1430750 0,2015565 0,2471328 0,285570 0,3105191 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 1,2978686 1,9865266 2,4278447 2,8015426 3,129703 Te m p o M é d io ( s) Velocidade (m/s) TEMPO MÉDIO X VELOCIDADE ESFERA MENOR Gráfico (tmédia x Velocidade) da esfera 24mm Considerando os tempos podemos notar que são praticamente iguais, as diferenças são na terceira casa dos valores, ou seja não sendo significante, isso ocorre, pois, a característica da queda livre é que dois objetos mesmo com diferença de massa considerável como a experiência, sendo descartado a resistência do ar tem a mesma aceleração de forma que não tem diferença no tempo da queda dos objetos. 0,1418209 0,2012997 0,2467729 0,2855210 0,3194036 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 1,1410229 1,9870873 2,4313851 2,8038595 3,1308353 Te m p o M é d io ( s) Velocidade (m/s) TEMPO MÉDIO X VELOCIDADE ESFERA MAIOR EXPERIÊNCIA: EXPERIMENTO PRÁTICO No experimento prático será utilizado, lápis bolinha de borracha bolinha de papel e um cronometro, a trena é utilizada para fazer uma marcação com o lápis em uma parede, com altura entre 1 m e 2 m, conforme a figura 11, foi solta a bolinha o cronometro o tempo, esse processo foi repetido 5 vezes para cada altura, todos eles foram incluídos na tabela, assim como foi utilizado a bolinha de papel e inserido os dados na tabela. Nas tabelas ainda foi incluído os valores calculados em tempo médio, o quadrado do tempo médio e o modulo da aceleração gravitacional, modulo da velocidade, estes cálculos já foram demostrados durante experiência anterior com o laboratório virtual de forma que não serão repetidos, só serão colocados os resultados nas tabelas. Tabela: Valores das experiências com bola de borracha. Altura DY (m) bolinha de borracha t1 (s) t2 (s) t3 (s) t4 (s) t5 (s) tmédio (s) tmédio2 g (m/s²) v (m/s) 2 0,65 0,64 0,66 0,70 0,65 0,660 0,4356000 9,1827365 6,0606061 1,75 0,60 0,63 0,62 0,58 0,58 ,0604 0,3648160 9,5938775 5,7947020 1,5 0,56 0,53 0,57 0,54 0,55 0,550 0,3025000 9,9173554 5,4545455 1,25 0,51 0,50 0,48 0,49 0,53 0,502 0,2520040 9,9204775 4,9800797 1 0,44 0,46 0,43 0,46 0,45 0,448 0,2007040 9,9649235 4,4642857 Tabela: Valores das experiências com bola de papel. Posição (m) t1 (s) t2 (s) t3 (s) t4 (s) t5 (s) tmédio (s) tmédio2 g (m/s²) v (m/s) 2 0,60 0,65 0,63 00,64 0,68 0,658 0,4329640 9,2386434- 6,0790274 1,75 0,58 0,62 0,61 0,59 0,61 0,602 0,3624040 9,6577300 5,8139535 1,5 0,54 0,53 0,56 0,55 0,58 0,552 0,3047040 9,8456207 5,4347826 1,25 0,52 0,49 0,48 0,51 0,48 0,496 0,2460160 10,1619407 5,0403226 1 0,44 0,44 0,47 0,46 0,46 0,454 0,2061160 9,7032739 4,4052863 No relatório é questionado se o valor médio da aceleração gravitacional encontrado é valor é igual ou próximo ao valor da aceleração média terrestre de 9,81 m/s, que pode ser respondido como bem aproximado, qualquer desvio pode ser atribuído a não ter um ambiente ideal para execução da atividade, assim como impressão dos equipamentos, mas descartados isto, podemos dizer que é aproximadamente igual para ambas as bolas. Gráfico (Ay x tmédio) da bola de borracha 0,660 0,604 0,550 0,502 0,448 2 1,75 1,5 1,25 1 t m é d io Altura Ay Altura Ay (m) X t médio (s) Bola Borracha Série 1 Gráfico (Ay x tmédio ) da bola de papel Com os valores de velocidade e tempo médio também foi traçado o gráfico Velocidade x Tempo médio da bolinha de borracha assim como da bolinha de papel, os gráficos estão demostrados abaixo, onde podemos verificar também uma função de linearidade, o que é justificado por ser uma equação de primeiro grau. 0,660 0,604 0,550 0,502 0,448 2 1,75 1,5 1,25 1 t m é d io Altura Ay Altura Ay (m) X t médio (s) Bola Papel Série 1 Gráfico (Ay x Velocidade) da bolinha de papel Gráfico (Ay x Velocidade) da bolinha de borracha 6,0606061 5,7947020 5,4545455 4,9800797 4,4642857 0,658 0,602 0,552 0,496 0,454 V el o ci d ad e t médio Série 1 6,0606061 5,7947020 5,4545455 4,9800797 4,4642857 0.660 0,604 0.550 0,502 0,448 V el o ci d ad e t médio Série 1 Realizando uma análise dos tipos de função dos gráficos pode-se determinar que as experiências demonstram que a queda livre é um movimento retilíneo uniformemente variado, pois como citado anteriormente na experiência virtual, o movimento em queda livre é retilíneo pois é um mesmo sentido, para o caso é de cima para baixo, tem a variação da velocidade bem característica e verifica-se que essa variação é uniforme pois aumenta proporcionalmente com a mudança de alturas. Ainda analisando os dados verifica-se que o tempo médio de cada altura encontradas no experimento com a bolinha de borracha e com a bolinha de papel podem ser consideradas próximas, assim como o valor das acelerações gravitacionais médias encontradas no experimento com a bolinha de borracha e com a bolinha de papel também são próximas. No entendo, mesmo com estes valores bem aproximados é sabido que a massa das bolinhas tem diferença grande entre si, seria totalmente errado afirma por estes dados que seriam iguais, mas a igualdade dos valores está na característica principal do movimento em queda livre que é sofrer a influência da gravidade e ser descartado a influência do ar, desta forma a aceleração e igual. RESULTADOS E DISCUSSÃO Com os dados das experiências virtual e prática verifica-se compatibilidade com o que foi levantado no referencial teórico, existiram também algumas dificuldades para realização da parte prática com as bolinhas, devido a imprecisões de medições, seja por ser com um cronometro de celular, assim como a sincronização entre soltar a bolinha e acionar o cronometro, apesar destas dificuldades, foi possível determinar valores bem parecidos com o laboratório virtual. CONCLUSÕES De posse dos resultados obtidos, em ambas experiências e através de cálculos que o movimento em queda livre pode ser considerado um movimento retilíneo uniformemente variado, tem todas as características do mesmo, ainda pode-se verificar que as práticas ajudam a comprovar as teorias, e o ambiente de simulação auxilia muito para execução destas tarefas práticas, colocando à disposição ferramentas de precisão que não teríamos acesso sem ter um laboratório completo de forma virtual. No entanto mesmo com as dificuldades citadas na experiência prática, por vezes com coisas simples como uma bolinha e um relógio podemos comprovar leis da física, soluções práticas destas possivelmente serão muito utilizadas na nossa vivência como futuros engenheiros. RERERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASLivro: David;RESNICK,Robert;WALKER,jearl.Fundamentos de fisica, Mecânica. 10.ed.Rio de janeiro, RJ; LTC, e2016 vol 1;