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Prévia do material em texto

I
IRA- Insuficiencia Renal Aguda 
IRC- Insuficiencia Renal Crônica
I
Ana Carolina Vieira de Carvalho Santos - 202004159526
Bárbara Lessa Freitas - 202109380389
Graziela Oliveira Santos - 202003365009
Jessicleide Mota Salomão - 202003045454
Lívia Barbosa da Silva- 202003057436
Componentes:
Anatomia e Fisiologia
2 rins
2 ureteres
1 bexiga
1 uretra
Anatomia e Fisiologia
- Órgãos de cor
marromavermelhada, com cerca de
10cm de comprimento, cujo formato
lembra um feijão.
- Os rins estão localizados na parte
posterior da cavidade abdominal,
abaixo do diafragma e ao lado da
coluna vertebral.
Anatomia e Fisiologia
São unidades funcionais dos rins, os quais
respondem pela filtração do sangue.
Sua estrutura tubular possui:
Corpúsculo renal- conjunto formado
peloglomérulo renal e a capsula renal.
 Néfrons
 
 - Cápsula renal (ou Bowman);
 - Glomérulo renal (ou Malpighi) -rede de
capilares sanguíneos;
 
 
 
Anatomia e Fisiologia
Funções dos Rins
H2O
NA
K
AminoácidosFiltração do sangue;
 
Reabsorção:
Bicarbonato e Glicose
 
Excreção:
Uréia e Creatinina
 
Homeostase;
 
Equilíbrio hidroeletrolítico;
 
pH sanguíneo;
 
Manutenção da PA.
Anatomia e Fisiologia
 Filtração do sangue e produção de urina
Filtração do sangue e produção de urina
 
 
O sangue a ser filtrado chega pela artéria renal, que
se ramifica em arteríolas no interior do órgão.
 A arteríola aferente penetra no interior da cápsula 
renal do néfron e se ramifica formando o
glomérulo renal ( capilares).
 
 
Esses capilares se fundem novamente originando a
arteríola eferente, que conduz o sangue para fora da
cápsula renal.
 
 
 
 
Fisiologia 
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IRA-Insuficiencia Renal Aguda
Definição
É uma síndrome com causas
variáveis, resultando em declínio
súbito da função renal. 
 Associada frequententemente a
um aumento na uréia e
creatinina, oligúria( menos de
500 ml de urina/24h.),
hiperpotassemia e retenção de
sódio.
Fisiopatologia
Causas de Insuficiência Renal aguda
Pré- renais Intrarenais Pós- renais
Desidratação;
Choque;
Sepse;
Insuficiência Cardíaca;
Queimaduras;
Necrose tubular aguda;
Glomerulonefrite aguda;
Nefropatia Diabética;
Nefrite intersticial;
Urolitíase;
Tumor;
Hiperplasia prostática benigna;
Estreitamento ureteral;
Bexiga neurogênica;
Obstrução de saída vesical;
Fases de desenvolvimento da IRA
INÍCIO
OLIGÚRIA
DIURESE
RECUPERAÇÃO
Esses sinais de recuperação vão avançando num período de 3 a
12 meses. Se o paciente mantiver o mesmo quadro oligúrico e
urêmico por um período superior a 3 meses, as lesões renais
são irreversíveis e ele desenvolve IRC.
Interrupção súbita da função renal;
Causada por obstrução, má circulação ou
doença renal subjacente;
5% dos pacientes hospitalizados
desenvolvem IRA;
Em geral reversível com tratamento; 
Pode progredir para insuficiência renal
terminal, uremia e morte;
Pré-renal, intra-renal e pós-renal;
Em geral passa por 3 fases distintas:
oligúrica, diurética e de recuperação;
Fisiopatologias
Manifestações
Clínicas
Pré - renais
Diminuição do tugor cutâneo,
ressecamento das membranas
mucosas, perda de peso,
oligúria e anúria ,desidratação.
Pós Renais
Obstrução ao fluxo de urina,
sintomas obstrutivos de HPB,
possível nefrolitíase.
Intrarenais
A presença de edema é
habitual.
Manifestações
Clínicas
Pré - renais
O paciente apresenta
hipotensão arterial e
hipovolemia.
Pós Renais
 Um dos sintomas mais comuns é a
anúria, acompanhada de dor muscular
ou articular e mal-estar. A presença
desses sintomas é indicativa do grau de
perda de função do rim.
Intrarenais
Observa-se o aparecimento de febre,
taquicardia, taquipneia, acidose,
alteração no leucograma e nos bastões,
rash cutâneo, dor lombar, proteinúria e
eosinofilia.
Exame de urina;
Elevação dos níveis séricos de ureia, creatinina e potássio;
Diminuição nos níveis de bicarbonato, hemoglobina
hematócrito.
Diminuição do PH sanguíneo (Acidose Metabólica);
Cilindros, restos celulares (PUS) e diminuição da densidade
urinaria (cor da urina amarelo ouro);
Proteinúria e osmolaridade urinária próxima à do plasma;
Ultrasonografia renal.
Diagnóstico
Tratamento
 Dieta rica em calorias e restrita em proteÍnas, sódio e
potássio; 
 Restrição de líquidos;
Diuréticos;
Sulfonato de poliestirenos de sódio (oral ou enema);
 Glicose hipertônica, insulina e bicarbonato de sódio
IV.
Diálise peritonial ( IRA, IRC).
Diagnosticos de Enfermagem
 
► Volume Líquido Excessivo relacionado com uma taxa de filtração glomerular
reduzida e retenção de sódio.
►Risco para infecção relacionado com alterações no sistema imune e nas defesas
do hospdeiro;
► Risco para lesão relacionada com o sangramento GI.
► PADRÃO DE SONO Perturbado relacionado a náuseas, evidenciado por queixas
verbais.
►Desequilibrio Nutricional: menor que as necessidades corporais relacionado com 
o estado catabólico, anorexia e desnutrição associada à insuficiencia renal aguda;
► PERFUSÃO TISSULAR Renal ineficaz relacionado a vasoconstricção renal direta
evIdenciado pela relação ureia/creatinina aumentadas.
Cuidados de Enfermagem
Monitorar a PA (observando alterações posturais) e a frequência cardíaca.
Avaliar com frequência o estado de hidratação do paciente e otimizar o
débito cardíaco sempre que possível.
Observar sinais e sintomas de desidratação, por exemplo membranas
mucosas secas, sede.
Proporcionar refeições pequenas e frequentes.
Restringir a ingestão de vitamina D, vitamina A, conforme o indicado.
Monitorizar os exames laboratoriais: ureia, creatinina, sódio, potássio.
Explicar o nível da função renal após o episodio agudo ser superado.
Determinar os fatores psicológicos/encaminhar para uma avaliação
psicológica, quando necessária, para avaliar a imagem corporal e a
incompatibilidade com a realidade.
Identificar o sentimento básico de auto-estima do cliente, a imagem que ele
formou de si próprio: existencial, física, psicológica.
Complicações
Infecção
Arritmias devido à
hiperpotassemia
Anormalidades
eletrolíticas (sódio,
potassio, calcio ,
fosforo.
Falência multipla
de órgãos
IRC-Insuficiencia Renal Cronica
Definição
É em geral o resultado final de
destruição de tecido e perda de
função renal gradativas. Pode
também resultar de uma doença de
início súbito e progressão rápida
que destrói os néfrons e causa lesão
renal irreversível. 
Hipertensão, prolongada e grave;
DM;
Glomerulopatias( devido ao Lúpus ou a
outros transtornos;
Nefrite intersticial; 
Doença renal heriditária, doença policística;
Uropatia obstrutiva;
Transtorno desenvolvimental ou congênito;
Fisiopatologias
Em geral, o resultado final de destruição de
tecido e perda de função renal gradativas;
Os néfrons restantes aumentam suas taxas de
filtração, reabsorção e secreção.
Poucos sintomas ocorrem até que restem
menos de 25% da filtração glomerular;
O parênquima normal se perde com rapidez;
Os sintomas se acentuam com a diminuição
da função renal;
A doença é fatal sem tratamento;
Diálise ou transplante podem manter a vida.
Fisiopatologias
Manifestações 
Clínicas
Gastrointestinais
Cardiovasculares
Respiratórias
Neuromusculares
Dermatologicas
Hematológicas
Anormalidades
esqueléticas
Distúrbios
hidroeletrolíticos e
acidobasicos 
Metabólica e Endócrina
Funções Psicossociais
Hemograma completo;
Elevação de creatinina, uréia e fosforo séricos;
Diminuição dos níveis séricos de calcio, bicarbonato e
proteinas, principalmente Albumina;
Gasometria arterial- pH sanguíneo, dióxido de carbono
e bicarbonato baixos;
Urina de 24h, para creatinina, proteina e depuração da
creatinina;
A biopsia renal revela a doença subjacente;
Diagnóstico
Tratamento
Identificação e tratamentodas causas
reversiveis de IR;
Regulação dietética;
Tratamento das condições associadas para
melhorar a dinâmica renal;
Manutenção da diálise ou realização de um
transplante renal quando os sintomas não são
mais controlados pelo tratamento conservador.
Diagnosticos de Enfermagem
 
► Volume Líquido Excessivo relacionado com processo mórbido.
►Esquema terapêutico Ineficaz relacionado com as restrições impostas pela IRC e
seu tratamento;
► Risco para lesão ao deambular relacionado com possíveis fraturas e cãibras
musculares devidas a umadeficiência de calcio.
► Integrigade Cutânea Comprometida relacionada com o congelamento urêmico e
as mudanças nas glandulas oleosas e sudoríparas.
►Desequilibrio Nutricional: menor que as necessidades corporais relacionado com 
anorexia, náuseas, vômitos e restrição dietética ;
► Constipação relacionada com a restrição de líquidos e a ingestão de agentes
fixadores de fósfato;
Cuidados de Enfermagem
Medir e anotar ingestão e eliminações, incluindo líquidos corporais;
Pesar o cliente diariamente;
Avaliar turgor cutâneo e presença de edema;
Avaliar PA frequência de pulso e ritmo;
Avaliar frequência e esforço respiratórios;
Limitar a ingesta hidrica ao volume prescrito;
Manter equilíbrio eletrolítico adequado;
Monitorar sangramento digestório pesquisando sangue oculto nas fezes;
Cuidados com a pele para evitar prurido;
Orientar para realização de boa higiene oral;
Oferecer pequenas refeições saborosas;
 Pesquisar hipercalemia;
Pesquisar complicações ósseas e articulares;
Estimular respiração profunda e tosse para prevenir congestão pulmonar;
Cuidados de Enfermagem
Manter cuidado cutâneo meticuloso, massagear proeminências
ósseas, mudar frequentemente a posição do paciente e banha-lo com
água fria, para evitarruptura da pele;
 Usar técnica estéril rigorosa;
Avaliar estado neurológico periodicamente;
 Observe sinais de sangramento;
Relatar sinais de pericardite, atrito pericárdico e dor torácica;
Programar a medicação com cuidado;
 Promover a independência nas ações de auto-cuidado conforme
tolerado;
Encorajar a atividade alternada com o repouso;
Avaliar as respostas e reações da família à doença e tratamento;
 
Essa modalidade é indicada para extrair excesso de líquidos e
toxinas do sangue de pacientes muito doentes e que
necessitam eliminar escórias num curto período. Os pacientes
realizam hemodiálise em nível ambulatorial, numa frequência
de três a quatro vezes por semana e cada sessão dura, em
média, três a cinco horas. A máquina (dialisador) funciona
como um rim artificial, em que o sangue drenado passa por
membranas semipermeáveis (capilares) deixando ali as
escórias e o excesso de líquido. 
Esse processo de purificação é baseado nos princípios de
difusão, osmose e ultrafiltração. As complicações mais comuns
que ocorrem durante e após a diálise são: hipotensão, cãibras,
náuseas, vômitos, anemia, sangramentos, hipovolemia,
dispneia, arritmia cardíaca, convulsões e desmaios.
 
Hemodiálise
Atenção!
 Hemorragia, 
Contaminação do cateter,
 Esclerose peritoneal,
 Hiperglicemia,
 Obstrução parcial intestinal,
 Obstipação, 
Hipotireoidismo e 
Hérnia abdominal ou inguinal.
As complicações dessa modalidade de diálise são:
 
Assistencia de Enfermagem ao paciente
em diálise
 Pesar o paciente antes e após a diálise.
Avaliar o acesso venoso quanto à perviedade e à presença de sinais flogísticos.
Registrar os sinais vitais antes, durante e após a diálise.
Orientar o paciente a se alimentar durante o procedimento.
Em caso de náuseas, vômitos, sangramentos e desmaios durante a diálise, suspendê-
la imediatamente.
Orientar o paciente a relatar formigamentos, dor ou outros sintomas, caso haja.
Proteger o cateter com curativo oclusivo.
Colher amostra de sangue antes e depois da diálise.
Registrar perdas hídricas (incluir diurese).
Estimular o paciente a praticar atividades físicas regulares.
Estimular o paciente a seguir a dieta proposta.
Orientar o paciente quanto à quantidade de líquido que pode ser ingerida durante o
dia (incluindo frutas e sucos).
Referências
https://estudante.estacio.br/disciplinas/estacio_7171866/temas/3/conteudos/1
BRUNNER, PRÁTICAS DE ENFERMAGEM;NETTINA , M. SANDRA, VOLUME 2;9 EDIÇAO;2014
https://enfermagemilustrada.com/insuficiencia-renal-aguda-classificacao-clinica/

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