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14/10/2024
1
Sistema Renal
Profa Ms Raffaela Angel
Insuficiência Renal
Ocorre quando o rim começa a perder sua 
capacidade de filtrar os líquidos do sangue.
Diminuição rápida da função renal: 
Insuficiência Renal Aguda – IRA (evolução 
rápida, geralmente em dias ou semanas)
Diminuição gradual da função renal: 
Insuficiência Renal Crônica - IRC
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14/10/2024
2
Insuficiência Renal Aguda / Lesão Renal Aguda
Definição
Decorrente de uma queda na taxa de filtração glomerular (TFG). 
A azotemia (elevação da uréia e creatinina plasmáticas ) aparece 
quando a TFG está menor que 50 ml/min
• Provocando acúmulo de substâncias nitrogenadas (uréia e creatinina), 
acompanhada ou não da diminuição da diurese.
• Pode ocorrer em decorrência de qualquer condição que:
• hipofluxo renal;
• lesão do próprio parênquima renal;
• obstrução do sistema uro-excretor. 
Insuficiência Renal Aguda Pré-Renal
55% - 60% 
Elevação das "escórias nitrogenadas" causada diretamente pela redução do fluxo 
sanguíneo renal.
Caracteriza-se clinicamente pela reversibilidade, uma vez restaurado o fluxo renal. 
As principais causas são: hipovolemia; estados de choque; insuficiência cardíaca; 
cirrose hepática com ascite; AINE; IECA.
Cursa com oligúria (100 a 400ml em 24h ou 150 mg/dia) e/ou 
redução do ritmo de filtração glomerular (renal
Uropatias:
• Infecções urinárias de repetição, obstruções urinárias e cálculos 
urinários
Insuficiência Renal CrônicaSintomas
Neurológicos – alterações do sono, convulsões, irritabilidade, cefaleia, coma;
Gastrointestinais – anorexia, náusea, vômito, hálito urêmico, sangramento GI, úlcera péptica;
Psicológicas – depressão, ansiedade, psicose
Pulmonar – pleurite, derrame pleural
Hematológicos – anemia, sangramento
Cardiovasculares – HAS, IC, coronariopatia, pericardite
Musculoesquelética – fraqueza, osteodistrofia
Oculares – retinopatia hipertensiva, depósito de Ca na conjuntiva e córnea
Metabólicas – intolerância aos carboidratos, gota
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Insuficiência Renal Crônica
Diagnóstico
• Redução do pH sanguíneo.
• Níveis baixos de Hb e Ht.
• Diminuição das sobrevidas das hemácias.
• Citopenia discreta.
• Defeitos plaquetários.
• Niveis plasmáticos elevados de ureia, creatinina, sódio e 
potássio.
• A biopsia renal revela o tecido subjacente. 
• Histórico e achados diagnósticos
• Taxa de Filtração Glomerular (TGF)
• Anemia
• Desequilíbrio de cálcio e fósforo
Tratamento na Insuficiência Renal Crônica
Meta: manter a função renal e a homeostase pelo maior tempo possível. 
Terapia Farmacológica:
• anti-hipertensivos;
• eritropoetina;
• suplemento de ferro;
• agentes ligantes de fosfato;
• suplementos de cálcio.
Terapia Nutricional:
• regulação da ingestão protéica;
• ingestão de líquido para equilibrar as perdas hídricas;
• ingestão de sódio e alguma restrição do potássio
• ingestão calórica adequada e a suplementação vitamínica. 
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Insuficiência Renal Crônica
Programa de promoção à saúde e prevenção primária (grupos de riscos para IRC 
- Identificação precoce da disfunção renal (Diagnóstico da IRC);
- Detecção e correção de causas reversíveis da doença renal;
- Diagnóstico etiológico (tipo de doença renal);
- Definição e estadiamento da disfunção renal; 
- Prevenir complicações da doença renal crônica;
- Modificar comorbidades comuns a estes pacientes;
- Planejamento precoce da terapia de substituição renal (TSR).
Modalidades de Tratamento Insuficiência Renal Crônica
Hemodiálise
Diálise peritoneal ambulatorial contínua
Diálise peritoneal automatizada
Transplante renal
Permitir a manutenção 
da vida
A escolha do método de tratamento deve ser de 
forma individualizada, contemplando os 
aspectos clínicos, psíquicos e socioeconômicos 
do paciente. 
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Diálise
• É um método de depuração de substâncias do plasma humano pelo 
fenômeno de difusão passiva, através de uma membrana semi-
permeável
Diálise
Hemodiálise (HD):
• Realizado em um circuito extra-corpóreo, utilizando-se uma membrana 
artificial. 
• Um ou mais vasos sanguíneos do paciente são puncionados para que 
seu sangue percorra um circuito tubular e passe pelo filtro (uma 
estrutura contendo um grande número de pequenos capilares, 
constituídos por um material que serve como membrana 
semipermeável, banhados externamente pela solução de diálise).
Diálise Peritoneal (DP): 
• O processo de diálise é realizado dentro do próprio corpo, utilizando-se 
o peritônio como a membranasemi-permeável
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Como é feita a Hemodiálise
A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador (capilar ou filtro). 
O dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos. 
Durante a diálise, parte do sangue é retirado, passa através da linha arterial do 
dialisador onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha venosa.
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Como é feita a Hemodiálise
Ultrafiltração lenta e contínua (SCUF)
• Terapia para retirada de grandes volumes de água.
• A retirada de água é realizada à medida que o sangue passa através do 
filtro, não utilizando fluido de substituição e nem reposição. 
• A remoção é de 300 ml a 500 ml por hora
Como é feita a Hemodiálise
Hemofiltração veno-venosa contínua (CVVH)
• A membrana tem alta permeabilidade, com a finalidade de limpeza 
de resíduos. 
• Quando o volume de água é conduzido através da membrana, os 
solutos são carreados em conjunto por convecção. 
• Não utiliza solução de diálise, porém essa terapia pode ocorrer 
hipovolemia. 
• Para evitar hipovolemia, a água removida durante a hemofiltração 
deve ser devolvida antes que o sangue seja devolvido ao paciente, ou 
seja, é o uso de fluido de substituição. 
• Esta modalidade é eficaz para depuração de moléculas medianas, 
como citocinas inflamatórias, tendo a possibilidade de melhoria da 
sepse
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Hemofiltração veno-venosa contínua (CVVH)
Hemodiálise veno-venosa contínua (CVVHD)
• Envolve a infusão de fluido de diálise para dentro do filtro. 
• O fluido de dialisado rodeia o filtro de sangue preenchido por segmentos. 
• Solutos que são pequenos o suficiente para caber através da membrana do filtro de 
diálise irá moverse de uma área de alta concentração para baixa concentração (difusão). 
• O dialisado determina os solutos que serão removidos. 
• Se o objetivo é remover solutos, a concentração no dialisado é mais baixa do que a 
concentração no sangue. 
• Se, ao contrário, a intenção for a de fornecer algo para o paciente, a concentração no 
dialisado é mais elevada do que o sangue. 
• Assim, é a remoção de resíduos apenas por difusão, sem o uso de hemofiltração (fluido 
de substituição); 
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Hemodiálise veno-venosa contínua (CVVHD)
• Hemodiafiltração veno-venosa contínua (CVVHDF)
• É a modalidade que utiliza grande volume de solução, porém não 
necessita de alto fluxo de sangue. 
• São necessários fluidos de substituição. 
• Sua membrana tem alta permeabilidade
• É a modalidade mais utilizada na UTI
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CVVHDF – Hemodiafiltração venovenosa contínua
CVVHD – Hemodiálise venovenosa contínua
CVVH – Hemofiltração venovenosa contínua
SCUF – Ultrafiltração contínua lenta
TPE – Troca de plasma terapêutica
• SCUF – Ultrafiltração lenta contínua
• TPT – Troca plasmática terapêutica
SCUF – Ultrafiltração lenta contínua
TPT – Troca plasmática terapêutica
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Hemodiálise & Acesso
Fístula Arteriovenosa
Pequena cirurgia vascular
Liga-se uma artéria a uma veia
Criando um vaso periférico
Com alto fluxo e mais resistente a punções repetidas.
Veia passa a receber o alto fluxo da artéria, começa a se desenvolver, crescendo e 
engrossando sua parede
Trata-se de um grande vaso bem visível, com alto fluxo e pressão de sangue e 
facilmente puncionável.
Complicações Associadas a Fístula Arteriovenosa
Trombose
Hipofluxo
Isquemia
Obstrução Veia Subclávia
Infecção
Hematoma
Hemorragia
Isquemia da Mão
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Hemodiálise & Acesso
O problema da fístula é que esta precisa de pelo menos dois 
meses para se tornar apta à punção pelas grossas agulhas da 
hemodiálise. 
Nem todos os pacientes podem esperar por este intervalo 
para começar a dialisar. 
Neste caso, lança-se mão do cateter de hemodiálise.
Hemodiálise
Introduzido geralmente na veia jugular interna, prolonga-se até a veia 
cava,
É um procedimento de 30 minutos e o paciente pode seguir 
imediatamente para hemodiálise.
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Cuidados de Enfermagem com Fístula
Ideal localização - braço não dominante
Observar presença de frêmito 
Não mensurar PA no membro ou coletar exames
Não puncionar acessos venosos no membro
Observar edema, palidez cutânea, cianose, sangramento na fistula 
e membro
Evitar queda de PA – risco de perda da fístula (coagulação)
Cuidados de Enfermagem com Cateter
Verificar Rx para checar posicionamento após inserção
Não injetar líquidos ou medicamentos no cateter e preencher 
com heparina
Não abrir o clampe quando o paciente não estiver em 
hemodiálise
Manter técnica estéril para o manuseio
Observar a inserção do cateter quanto a sinais de inflamação ou 
dobra do cateter
Cuidados diários & Controle de Infecção
SHILLEY
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• Hipotensão (20%-30% das diálises)• Cãibras (5%-20%)
• Náuseas e vômitos (5%-15%)
• Cefaléia (5%)
• Dor torácica (2%-5%)
• Dor lombar (2%-5%)
• Prurido (5%)
• Febre e calafrios (de medicamentos.
• Estimular o reforço para o sistema de apoio social e mecanismos de adaptação para diminuir o impacto do 
stress da doença renal crônica.
• Fornecer indicações de assistência social e apoio da psicologia.
• Encorajar e possibilitar que o paciente tome certas decisões.
Referências
1. Barrozo AM; et al. Cuidados de enfermagem para pacientes com insuficiência renal crônica 
em hemodiálise: uma revisão integrativa. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São 
José dos Pinhais. 17(5): 01-17; 2024.
2. Nascimento CD. Intervenções de enfermagem nas complicações mais frequentes durante 
a sessão de hemodiálise: revisão da literatura. Rev Bras Enferm 2005 nov-dez; 58(6):719-
2022.
3. Andrade AFSMD; et al. Assistência de enfermagem ao paciente em hemodiálise: 
investigação completiva. 10 (11); 2021.
4. Leone DRR, Neves ACOJ, Prado RT, Castro EAB. Assistência de enfermagem em diálise 
peritoneal: aplicabilidade da teoria de orem - estudo de método misto. Esc Anna Nery. 
25(3):e20200334; 2021.
5. Silva, alessandra silva da et al.percepções e mudanças na qualidade de vida de pacientes 
submetidos à hemodiálise. rev. bras. enferm. disponível em: 
. acesso em: 13 maio 2013.
6. Bernardina, l. d. et al. evolução clínica de pacientes com insuficiência renal aguda em 
unidade de terapia intensiva. revista acta paulista de enfermagem, são paulo, n. 21, p. 
174-178, 2008.
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	Slide 1: Sistema Renal
	Slide 2: Insuficiência Renal
	Slide 3: Insuficiência Renal Aguda / Lesão Renal Aguda Definição
	Slide 4: Insuficiência Renal Aguda Pré-Renal
	Slide 5: Insuficiência Renal Aguda – Pré Renal
	Slide 6: Insuficiência Renal Aguda Intrínseca
	Slide 7: Insuficiência Renal Aguda Intrínseca
	Slide 8: Insuficiência Renal Aguda Pós Renal
	Slide 9: Causas Insuficiência Renal Aguda Pós Renal
	Slide 10: Síndrome Urêmica
	Slide 11
	Slide 12: Marcadores Laboratoriais Cistatina C
	Slide 13: Sinais e Sintomas da Síndrome Urêmica
	Slide 14: Sinais e Sintomas da Síndrome Urêmica
	Slide 15: Insuficiência Renal Crônica
	Slide 16: Insuficiência Renal Crônica
	Slide 17: Insuficiência Renal Crônica
	Slide 18: Insuficiência Renal Crônica
	Slide 19: Insuficiência Renal Crônica
	Slide 20: 
	Slide 21: Insuficiência Renal Crônica
	Slide 22: Modalidades de Tratamento Insuficiência Renal Crônica
	Slide 23: Diálise
	Slide 24: Diálise
	Slide 25: Como é feita a Hemodiálise
	Slide 26
	Slide 27: Como é feita a Hemodiálise
	Slide 28: Como é feita a Hemodiálise
	Slide 29: Hemofiltração veno-venosa contínua (CVVH) 
	Slide 30
	Slide 31: Hemodiálise veno-venosa contínua (CVVHD) 
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35: Hemodiálise & Acesso Fístula Arteriovenosa
	Slide 36: Complicações Associadas a Fístula Arteriovenosa
	Slide 37: Hemodiálise & Acesso
	Slide 38: Hemodiálise
	Slide 39: Cuidados de Enfermagem com Fístula
	Slide 40: Cuidados de Enfermagem com Cateter
	Slide 41
	Slide 42: Complicações que podem ocorrer em uma sessão de Hemodiálise
	Slide 43: Hipotensão
	Slide 44: Cuidados de Enfermagem Durante a Hemodiálise
	Slide 45: Cuidados de Enfermagem Durante a Hemodiálise
	Slide 46: Cuidados de Enfermagem Durante a Hemodiálise
	Slide 47: Diálise Peritoneal - DP
	Slide 48: Diálise Peritoneal
	Slide 49: Modalidades DP
	Slide 50: Diálise Peritoneal
	Slide 51: Diálise Peritoneal
	Slide 52: Complicações: Diálise Peritoneal
	Slide 53: Complicações Da Diálise Peritoneal
	Slide 54: Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal
	Slide 55: Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal
	Slide 56: Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal
	Slide 57: Transplante Renal
	Slide 58: Cuidados de Enfermagem
	Slide 59: Cuidados de Enfermagem
	Slide 60: Referências

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