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Figura 13. Ventilação com bolsa válvula-máscara/insuflador manual com dois 
socorristas . O socorrista que está na cabeça da vítima inclina a cabeça e veda a máscara 
contra o rosto da vítima com o polegar e o dedo indicador da mão, formando um "C", a 
fim de produzir total vedação nas bordas da máscara. O socorrista usa os outros 3 dedos 
(o "E") para elevar a mandíbula (a fim de manter aberta a via aérea) e manter o rosto 
contra a máscara. O segundo socorrista bombeia a bolsa devagar (em 1 segundo) até que 
o tórax se eleve. Ambos os socorristas devem observar se há elevação do tórax.
Reanimação Cardiopulmonar (RCP) na Medicina: Princípios e Procedimentos
A reanimação cardiopulmonar (RCP) é uma intervenção médica crítica que visa restaurar 
a circulação sanguínea e a função respiratória em pacientes em parada cardíaca. Neste 
texto, exploraremos em detalhes os conceitos e procedimentos relacionados à RCP, 
abordando diferentes aspectos, incluindo a RCP em adultos, crianças, bebês, o uso de 
desfibriladores automáticos externos (DAE), ventilações de resgate e alívio de engasgos.
Conceitos Gerais1.
A cadeia de sobrevivência é um conceito fundamental na RCP e envolve uma série de 
etapas cruciais para aumentar as chances de sobrevivência de uma vítima de parada 
cardíaca. Essas etapas incluem:
Reconhecimento da PCR (Parada Cardiorrespiratória).1.
Ressuscitação cardiopulmonar (RCP) iniciada rapidamente.2.
Desfibrilação precoce com um desfibrilador externo automático (DEA).3.
Suporte avançado de vida eficaz.4.
Cuidados pós-RCP.5.
Conceitos críticos na RCP incluem:
Iniciar compressões torácicas nos primeiros 10 segundos após a identificação da 
PCR.
•
Comprimir com força e rapidez, permitindo o retorno completo do tórax entre as 
compressões.
•
Minimizar interrupções nas compressões.•
Administrar ventilações de resgate de forma adequada, evitando ventilações 
excessivas.
•
É importante notar que a RCP deve começar imediatamente após a identificação da 
parada cardíaca, e a prioridade inicial é iniciar as compressões torácicas de alta 
qualidade.
SBV/RCP em Adultos1.
Para adultos (a partir de meninos com pelos axilares/peito ou meninas com mamas em 
desenvolvimento), a RCP se divide em quatro partes principais: compressões, via aérea, 
respiração e desfibrilação. Aqui estão as etapas-chave para a RCP em adultos:
Verifique a segurança do local.•
Chame ajuda (pessoas e serviços de emergência) e um DEA.•
Verifique o pulso da vítima por 5 a 10 segundos.•
Inicie compressões torácicas de alta qualidade.•
A abertura das vias aéreas é crucial para a ventilação eficaz. Pode ser feita inclinando a 
cabeça e elevando o queixo, desde que não haja suspeita de trauma cervical. Se a 
inclinação da cabeça não for possível, a anteriorização/subluxação da mandíbula pode 
ser realizada.
No caso de RCP com dois socorristas, enquanto um chama ajuda e busca o DEA, o outro 
começa imediatamente as compressões torácicas. É importante manter a comunicação 
eficaz entre os socorristas para minimizar interrupções nas compressões.
Desfibrilador Automático Externo para Adultos e Crianças (+8 anos)1.
O DEA é um dispositivo crucial na RCP, especialmente em casos de fibrilação ventricular. 
O DEA administra um choque elétrico para interromper a fibrilação ventricular, 
permitindo que o músculo cardíaco recupere sua função normal.
É importante seguir as etapas corretas ao usar um DEA:
Ligue o DEA.•
Aplique as pás adequadamente.•
Isole a vítima para garantir a segurança.•
Se um choque for recomendado, afaste-se da vítima.•
Após o choque, retome imediatamente a RCP.•
A eficácia do DEA diminui consideravelmente após 10 segundos de interrupção das 
compressões torácicas. Portanto, é essencial minimizar o tempo entre o choque e o 
reinício das compressões.
SBV/RCP Para Crianças de Um Ano à Puberdade1.
Crianças entre um ano de idade e a puberdade têm suas próprias considerações na RCP. 
A profundidade das compressões deve ser de, no mínimo, um terço da profundidade 
anteroposterior do tórax, aproximadamente 5 cm.
As etapas para a RCP em crianças incluem:
Avaliar a resposta e a respiração.•
Chamar ajuda e um DEA.•
Verificar o pulso carotídeo ou femoral.•
Iniciar compressões e ventilações na proporção de 30:2, com trocas a cada 5 ciclos 
de RCP (aproximadamente a cada 2 minutos).
•
Quando houver mais de um socorrista, a proporção de compressões para ventilações 
pode ser ajustada para 15:2. A comunicação eficaz entre os socorristas é essencial para 
manter a sincronização durante a RCP.
SBV/RCP em Bebês1.
A RCP em bebês, que inclui recém-nascidos até um ano de idade, possui considerações 
específicas. A verificação do pulso é realizada na artéria braquial. As compressões são 
realizadas com dois dedos em bebês ou com as mãos envolvendo o tórax e os 
polegares em casos de dois socorristas.
Resumo: Livro de Manual BLS-SBV
 Página 1 de RENEW MED 
Tempo de enchimento capilar
Boa perfusão = 2 a 3 segundos.
Temperatura pode afetar resultado.
Náusea
Corpo reage a acúmulo de líquido
Atentar para sangue no vômito = sangramento interno.
Estado mental
Cérebro é o órgão mais sensível à hipóxia
Confusão, ansiedade e agitação são sinais.
Perda de consciência e convulsão sinais tardios.
Mantenha a via aérea da vítima aberta, com a manobra de inclinação da cabeça - elevação do queixo. 
Comprima o nariz com o polegar e o dedo indicador (apoiando a mão na testa).
1.
Inspire da maneira normal (e não profundamente) e cole seus lábios à boca da vítima, criando uma 
vedação hermética (Figura 28).
2.
Administre 1 ventilação (sopre por cerca de 1 segundo). Observe se há elevação do tórax quando a 
ventilação é administrada.
3.
Se o tórax não se elevar, repita a manobra de inclinação da cabeça - elevação do queixo.4.
Administre uma segunda ventilação (sopre por cerca de 1 segundo). Observe se o tórax se eleva.5.
Se não conseguir ventilar a vítima após 2 tentativas, reinicie imediatamente as compressões torácicas.6.
Se pulso inferior a 60/min, com sinais de perfusão deficiente, iniciar RCP.
Ações do socorrista
Incentivar a vítima;
Manter-se ao lado dela;
Não interferir ;
polegares em casos de dois socorristas.
A sequência para a RCP em bebês é a seguinte:
Avaliar a resposta e a respiração.•
Chamar ajuda e um DEA (caso haja outro socorrista).•
Verificar o pulso braquial.•
Iniciar compressões torácicas.•
Após 5 ciclos de RCP, se a ajuda ainda não foi chamada, faça-o.•
A técnica das compressões com dois dedos ou dois polegares deve ser realizada com 
cuidado para garantir uma profundidade adequada e evitar danos ao bebê.
Desfibrilador Automático Externo para Bebês e Crianças de 1 a 8 Anos1.
Alguns DEA são modificados para uso em bebês e crianças de 1 a 8 anos. No entanto, se 
não houver um DEA específico para crianças, é recomendável usar o DEA para adultos, 
pois é melhor do que não realizar a desfibrilação. A chave é aplicar o choque o mais 
rápido possível.
RCP com Via Aérea Avançada1.
Em situações que requerem a colocação de uma via aérea avançada, como um tubo 
endotraqueal, as compressões não devem ser interrompidas. A ventilação deve ser 
realizada a cada 6 a 8 segundos para evitar interrupções nas compressões.
Respirações Boca a Boca1.
Os socorristas podem reduzir o risco de distensão gástrica administrando ventilações 
mais lentamente, por apenas 1 segundo, com elevação visível do tórax. Isso é 
importante para evitar a introdução de ar no estômago da vítima. Em bebês, a técnica 
de vedação da boca e nariz deve ser usada se necessário.
Ventilação de Resgate1.
A ventilação de resgate é necessária quando há pulso, mas não há respiração adequada. 
A frequência e relação compressão-ventilação variam entre adultos e bebês. Em adultos, 
uma ventilação a cada 5 a 6 segundos é recomendada, enquanto em bebês, a 
frequência pode ser de 3 a 5 segundos.
Alívio do Engasgo1.
O alívio do engasgo é crucial quando uma vítima está com as vias aéreasobstruídas. A 
gravidade da obstrução pode variar, mas é importante identificá-la rapidamente. A 
manobra de Heimlich é usada para desobstruir as vias aéreas em crianças e adultos.
Em bebês que respondem, a combinação de pancadas nas costas e compressões 
torácicas é usada para desobstruir as vias aéreas. Em bebês que não respondem, a RCP 
é iniciada após chamar ajuda médica.
 Página 2 de RENEW MED 
Não interferir ;
Chamar sistema de resposta e emergência se obstrução parcial prosseguir.
Ações do socorrista
Perguntar se está engasgando 
Se vítima não conseguir falar e acenar sim
Há presença de obstrução
Iniciar desobstrução
Referência: Manual do Aluno Suporte Básico de Vida BLS/SBV em Português Diretrizes AHA 2015
 Página 3 de RENEW MED

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