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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA HIGIENE E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL Inspeção do leite e derivados ESTABELECIMENTOS Granja leiteira: o estabelecimento destinado à produção, ao pré-beneficiamento, ao beneficiamento, ao envase, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de leite para o consumo humano direto, podendo também elaborar derivados lácteos a partir de leite exclusivo de sua produção, envolvendo as etapas de pré-beneficiamento, beneficiamento, manipulação, fabricação, maturação, ralação, fracionamento, acondicionamento, rotulagem, armazenagem e expedição. Posto de refrigeração: o estabelecimento intermediário entre as propriedades rurais e as unidades de beneficiamento de leite e derivados destinado à seleção, à recepção, à mensuração de peso ou volume, à filtração, à refrigeração, ao acondicionamento e à expedição de leite cru refrigerado, facultada a estocagem temporária do leite até sua expedição. Unidade de beneficiamento de leite e derivados: o estabelecimento destinado à recepção, ao pré- beneficiamento, ao beneficiamento, ao envase, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de leite para o consumo humano direto, facultada a transferência, a manipulação, a fabricação, a maturação, o fracionamento, a ralação, o acondicionamento, a rotulagem, a armazenagem e a expedição de derivados lácteos, permitida também a expedição de leite fluido a granel de uso industrial. RIISPOA, 2017 ATUALIZADO PELO DECRETO 10468 DE 2020 NOVA LEGISLAÇÃO Separada em duas normativas: IN N° 76/18 – Regulamento técnico dos produtos Leite cru refrigerado Leite pasteurizado Leite pasteurizado tipo A IN N° 77/18 – Regulamenta sobre a inspeção sanitária, acondicionamento e transporte do leite cru até a recepção em estabelecimento registrado no serviço de inspeção oficial Sanidade do rebanho Boas práticas agropecuárias Coleta e transporte do leite Análise e seleção pelos laticínios Requisitos para a ordenha É proibido o envio a qualquer estabelecimento industrial do leite de fêmeas que, independentemente da espécie (ART. 243, RIISPOA): • I - pertençam à propriedade que esteja sob interdição determinada por órgão de saúde animal competente; • II - não se apresentem clinicamente sãs e em bom estado de nutrição; • III - estejam no último mês de gestação ou na fase colostral; • IV - apresentem diagnóstico clínico ou resultado de provas diagnósticas que indiquem a presença de doenças infectocontagiosas que possam ser transmitidas ao ser humano pelo leite; • V- Estejam sendo submetidas a tratamento com produtos de uso veterinário durante o período de carência recomendado pelo fabricante; • VI- recebam alimentos ou produtos de uso veterinário que possam prejudicar a qualidade do leite; • VII - estejam em propriedade que não atende às exigências do órgão de saúde animal competente. Decreto 10.468, 2020 • Depois de coado o leite deverá ser levado imediatamente para o tanque de refrigeração (ou expansão) para ser armazenado a no máximo 5 °C, até o momento de ser transportado para os laticínios. (IN 77/2018). • O leite, que deverá ser transportado das unidades produtoras (fazendas ou granjas leiteiras) para os laticínios em caminhões isotérmicos específicos para o translado de leite a granel, deve chegar à fábrica na temperatura máximo a 7 °C, excepcionalmente a 9 °C (IN 77/2018). • Logo após a ordenha, manual ou mecânica, o leite deve ser filtrado por meio de utensílios específicos previamente higienizados (Art. 240 RIISPOA, 2017). Cadeia produtiva do leite Filtração após a ordenha Resfriamento em tanque de expansãoTeste da caneca de fundo escuro • Após cada ordenha, o leite deve ser imediatamente transportado do local de produção para o tanque de uso comunitário, em latões com identificação do produtor, sendo proibido o recebimento de leite previamente refrigerado. • O titular e o responsável pela recepção do leite devem estar capacitados pelo estabelecimento para • Desempenharem as seguintes atividades: • I – higienização dos equipamentos, utensílios e do veículo transportador; • II – determinação do volume ou pesagem do leite; • III - seleção pelo teste do Álcool/Alizarol, em cada latão, com concentração mínima de 72%v/v, não podendo ser adicionado ao tanque leite com resultado positivo; e • IV - registro em planilhas da identificação do produtor, volume, data e a hora da chegada do leite e o resultado do teste do Álcool/Alizarol. • § 1º O leite, ao ser adicionado ao tanque, deve ser coado e refrigerado à temperatura máxima de 5 °C em até três horas. • § 2º Os latões e demais utensílios devem ser higienizados logo após a entrega do leite. • § 3º Após cada coleta do leite pelo estabelecimento, o tanque deve ser higienizado. Tanques comunitários • Para o teste do Álcool/Alizarol 72% v/v devem ser considerados os seguintes resultados: • I - coloração vermelha tijolo sem grumos ou com poucos grumos muito finos: leite com acidez normal e estabilidade ao • álcool 72% v/v; • II - coloração amarela ou marrom claro, ambas com grumos: leite com acidez elevada e não estável ao álcool 72% v/v; • III - coloração lilás a violeta: leite com reação alcalina sugerindo a presença de mastite ou de neutralizantes. Teste do alizarol/álcool Ácido pH 5,0 Norm al pH 6,7 Alcalino pH 7,8 Prova do alizarol O reagente contendo alizarina indica a acidez do leite através da cor. É uma análise qualitativa. Fonte: arquivo pessoal • DA ANÁLISE DO LEITE PELA REDE BRASILEIRA DE LABORATÓRIOS DE CONTROLE DA QUALIDADE DO LEITE -RBQL • Art. 40. O leite cru refrigerado, estocado nos tanques de refrigeração individual ou de uso comunitário, bem como o leite recebido em latões devem ser coletados para análise em laboratório da RBQL, com frequência mínima de uma amostra mensal, para avaliação dos seguintes parâmetros: • I – teor de gordura; • II – teor de proteína total; • III – teor de lactose anidra; • IV – teor de sólidos não gordurosos; • V – teor de sólidos totais; • VI – contagem de células somáticas; • VII – contagem padrão em placas; • VIII - resíduos de produtos de uso veterinário; Rede Brasileira de laboratórios de CQ O leite é considerado fraudado quando no mínimo de 3 provas de rotina fora do padrão ou 1 prova de rotina e 1 de precisão; Provas de rotina: 1 - caracteres organolépt icos (cor, cheiro, sabor e aspecto) temperatura e lacto-filtração; 2 - densidade pelo termolactodensímetro a 15ºC; 3 - acidez pelo acidímetro Dornic, considerando-se prova ao álcool ou do alizarol. 4 - gordura pelo método de Gerber; 5 - extrato seco total e desengordurado, por discos, tabelas ou aparelhos apropriados. 10 LEITE DE CONSUMO Consideram-se provas de precisão: 1 - determinação do índice de refração no soro cúprico; 2 - determinação do índice crioscópico O índice de refração do leite é o índice de refração do solvente (água) mais os índices dos solutos. Quando da adição de água, essa concentração de solutos muda e o índice de refração se altera. A refração normal do leite situa-se entre 38 a 41º Zeiss 11 R e fr a tô m e tr o d e im e rs ã o d e ze is s LEITE DE CONSUMO Filtração Resfriamento Transporte Tratamento térmico Resfriamento Embalagem Estocagem/ Distribuição Pesagem/Medição Controle de Qualidade/ Recepção Fluxograma do leite de consumo HomogenizaçãoCentrifugação Tanque de expansão (5 °C) Chegada ao local de processamento no máximo a 7°C Para os fins deste Regulamento, leite cru refrigerado é o leite produzido em propriedades rurais, refrigerado e destinado aos estabelecimentos de leite e derivados sob serviço de inspeção oficial Art. 5º (IN 76/2018) O leite cru refrigerado deve atender aos seguintes parâmetros físico-químicos: I - teor mínimo de gordura de 3,0g/100g; II - teor mínimo de proteína total de 2,9g/100g III - teor mínimo de lactose anidra de 4,3g/100g; IV - teor mínimo de sólidos não gordurososde 8,4g/100g; V - teor mínimo de sólidos totais de 11,4g/100g; VI - acidez titulável entre 0,14 e 0,18 expressa em gramas de ácido lático/100g VII Estabilidade ao alizarol na concentração mínima de 72% v/v VIII - densidade relativa a 15ºC/ entre 1,028 e 1,034; IX - índice crioscópico entre -0,512ºC e a -0,536ºC; Contagem Padrão em Placas no tanque de no máximo 300.000 UFC/mL (média geométrica trimestral) Contagem de Células Somáticas no tanque de no máximo 500.000 CS/mL (média geométrica trimestral) O leite cru refrigerado deve apresentar limite máximo para Contagem Padrão em Placas de até 900.000 UFC/mL antes do processamento. Recepção Qualidade do leite pasteurizado O leite cru destinado a fabricação de leite tipo A e seus derivados deve apresentar médias geométricas trimestrais de Contagem Padrão em Placas de no máximo 10.000 UFC/mL e de Contagem de Células de no máximo 400.000 CS/mL. As médias geométricas devem considerar as análises realizadas no período de três meses consecutivos e ininterruptos com no mínimo uma amostra quinzenal do leite da granja. Critério microbiológico para leite pasteurizado e pasteurizado tipo A Pesquisa de Enterobacteriaceae: limite máximo de 5 UFC/mL Entrega ao consumo do leite pasteurizado: 7,0°C • Leite pasteurizado é o leite fluido submetido a um dos processos de pasteurização previstos na legislação vigente, envasado automaticamente em circuito fechado e destinado a consumo humano direto. (Capítulo II, art. 12, IN 76/2018) • Leite pasteurizado tipo A é o leite fluido, produzido, beneficiado e envasado exclusivamente em Granja Leiteira, submetido a um dos processos de pasteurização previstos na legislação vigente e destinado ao consumo humano direto (Capítulo III, art. 22, IN 76/2018) • O leite tipo A, de acordo com o tratamento submetido, pode ser classificado como: (Port. 38/2018) I - pasteurizado; II - ultra-alta temperatura - UAT ou UHT; III - esterilizado Tipos de leite pasteurizado Pasteurização • HTST (alta temperatura em curto tempo) a 72 a 75 °C/15 a 20 seg.; • LTLT (baixa temperatura longo tempo a 65°C/30 min • Testes de fosfatase alcalina e lactoperoxidase. Fosfatase alcalina: desnaturação a 62,8 °C por 30 minutos ou a 71,8 °C por 15 segundos Lactoperoxidase: desnaturação a 80 °C (resiste a pasteurização) Classificação por Tratamento Art. 255 RIISPOA Objetivo: diminuição de carga microbiológica no produto, com máxima retenção de nutrientes. Microorganismo alvo Pasteurização Tratamento inicialmente definido para destruir o Mycobacterium tuberculosis • 143 °F (61,7 °C) / 30 min. Posteriormente, o tratamento foi modificado, em virtude da maior termorresistência da Coxiella burnetti, agente da febre Q. • 145 °F (62,8 °C) / 30 min. • Sistema de fluxo contínuo ou UHT (ultra high temperature) • Leite aquecido 130 a 150 °C / 2 a 4 seg. • Resfriamento até 32 °C • Envase asséptico • O leite UHT (UAT) ou esterilizado não devem ter microrganismos capazes de proliferar em condições normais de armazenamento e distribuição, após uma incubação na embalagem fechada a 35-37°C, durante 7 dias Pasteurização ultra-alta (UHT) Art. 255 RIISPOA O leite pasteurizado deve atender aos seguintes parâmetros físico-químicos (IN 76/2018): I - teor de gordura: a) mínimo de 3,0g/100g para o integral; b) 0,6 a 2,9g/100g para o semidesnatado; e c) máximo de 0,5g/100g para o desnatado. II - acidez de 0,14 a 0,18 em g de ácido láctico/100mL; III - densidade relativa a 15°C: a) 1,028 a 1,034 para o integral; e b) 1,028 a 1,036 para o semidesnatado ou desnatado. IV - índice crioscópico entre -0,512°C e -0,536°C; V - teor de sólidos não gordurosos: a) mínimo 8,4 g/100g com base no leite integral; VI - proteína total mínima de 2,9g/100g; VII - lactose mínima de 4,3g/100g VIII- testes enzimáticos: prova da fosfatase negativa e prova de peroxidase positiva. • O leite pasteurizado, de acordo com o conteúdo da matéria gorda, é classificado como: • I – integral (mín. 3% de gordura); • II – semidesnatado (0,6 a 2,9% de gordura); ou • III – desnatado (até 0,5% de gordura). Classificação quanto a matéria gorda Leite em pó Entende-se por leite em pó o produto que se obtém por desidratação do leite de vaca, integral, desnatado ou parcialmente desnatado e apto para a alimentação humana, mediante processos tecnologicamente adequados. INSTRUÇÃO NORMATIVA N ° 53, DE 1° DE OUTUBRO DE 2018 CLASSIFICAÇÃO Por teor de gordura em: • Integral (maior ou igual a 26,0%) •Parcialmente desnatado (maior a 1,5 e menor a 26,0%). •Desnatado (menor ou igual a 1,5%) Leite em pó Leite em pó RDC Nº 244, DE 17 DE AGOSTO DE 2018: Dispõe sobre os aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em leite em pó. Composto lácteo É o produto em pó resultante da mistura do leite e produto(s) ou substancia(s) alimentícia(s) láctea(s) ou não-láctea(s) , ou ambas, adicionado ou não de produto(s) ou substância(s) alimentícia(s) láctea(s) ou não láctea(s) Os ingredientes lácteos devem representar no mínimo 51% do total de ingredientes (obrigatórios ou matéria-prima) do produto. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), queijo é o produto fresco ou maturado que se obtém por separação parcial do soro do leite ou leite reconstituído (integral, parcial ou totalmente desnatado) ou de soros lácteos, coagulados pela ação física do coalho, enzimas específicas de bactérias específicas, de ácidos orgânicos, isolados ou combinados, todos de qualidade apta para o uso alimentar, com ou sem agregação de substâncias alimentícias e/ou especiarias e/ou condimentos, aditivos especificadamente indicados, substâncias aromatizantes e matérias corantes. PORTARIA Nº 146 DE 07 DE MARÇO DE 1996 QUEIJO QUEIJO Art. 5º Para os fins deste Decreto, entende-se por queijaria o estabelecimento localizado em propriedade rural destinado à fabricação de queijos tradicionais com características específicas, elaborados exclusivamente com leite de sua própria produção, que envolva as etapas de fabricação, maturação, acondicionamento, rotulagem, armazenagem e expedição, e que encaminhe o produto a uma fábrica de laticínios ou usina de beneficiamento, caso não realize o processamento completo do queijo. Decreto 9013 de 2017 (RIISPOA) • Art. 46. Os estabelecimentos de leite e derivados, respeitadas as particularidades tecnológicas cabíveis, também devem dispor de: I - instalações e equipamentos para a ordenha, separados fisicamente das dependências industriais, no caso de granja leiteira; e II - instalações de ordenha separadas fisicamente da dependência para fabricação de queijo, no caso das queijarias. • Parágrafo único. Quando a queijaria não realizar o processamento completo do queijo, a fábrica de laticínios ou usina de beneficiamento será corresponsável por garantir a inocuidade do produto por meio da implantação e do monitoramento de programas de sanidade do rebanho e de programas de autocontrole. QUEIJO Decreto 9013 de 2017 (RIISPOA) • Fica excluído da obrigação de pasteurização ou de outro tratamento térmico o leite que se destine à elaboração dos queijos submetidos a um processo de maturação a uma temperatura superior a 5°C (cinco graus Celsius), durante um período não inferior a sessenta dias. QUEIJO MATURADOS Decreto 9013 de 2017 (RIISPOA) • Produto elaborado por métodos tradicionais, com vinculação e valorização territorial, regional ou cultural, conforme protocolo de elaboração específico estabelecido para cada tipo e variedade, e com emprego de boas práticas agropecuárias e de fabricação. • O queijeiro artesanal é responsável pela identidade, pela qualidade e pela segurança sanitária do queijo por ele produzido e deve cumprir os requisitos sanitários; • A elaboração de queijos artesanais a partir de leite cru fica restrita a queijaria situada em estabelecimento rural certificado como livre de tuberculose e brucelose, de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicaçãoda Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), ou controlado para brucelose e tuberculose por órgão estadual de defesa sanitária animal. QUEIJOS ARTESANAIS Legislação de queijos artesanais: 13.860 de 2019 São requisitos para o reconhecimento de estabelecimento rural produtor de leite para a elaboração de queijo artesanal: • I - participar de programa de controle de mastite com realização de exames para detecção de mastite clínica e subclínica, inclusive análise periódica do leite da propriedade; • II - implantar programa de boas práticas agropecuárias na produção leiteira; • III - controlar e monitorar a potabilidade da água utilizada nas atividades relacionadas à ordenha; e • IV - implementar a rastreabilidade de produtos. QUEIJOS ARTESANAIS Legislação de queijos artesanais: 13.860 de 2019 São requisitos para o reconhecimento de queijaria produtora de queijo artesanal: • I - implantar programa de boas práticas de fabricação, a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios com os regulamentos técnicos, inclusive o monitoramento da saúde dos manipuladores de queijo e do transporte do produto até o entreposto, caso a queijaria estiver a ele vinculada; • II - controlar e monitorar a potabilidade da água utilizada nos processos de elaboração do queijo artesanal; e • III - implementar a rastreabilidade de produtos. QUEIJOS ARTESANAIS Legislação de queijos artesanais: 13.860 de 2019 SELO ARTE LEI Nº 13.680, DE 14 DE JUNHO DE 2018 Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, para dispor sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. Art. 2º A Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950 , passa a vigorar acrescida do seguinte art. 10-A: “ Art. 10-A. É permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos Estados e do Distrito Federal” • Art. 3º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se: • I - produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal - produtos comestíveis elaborados com predominância de matérias-primas de origem animal de produção própria ou de origem determinada, resultantes de técnicas predominantemente manuais adotadas por indivíduo que detenha o domínio integral do processo produtivo, submetidos ao controle do serviço de inspeção oficial, cujo produto final de fabrico é individualizado, genuíno e mantém a singularidade e as características tradicionais, culturais ou regionais do produto; REQUISITOS DOS PRODUTORES: • boas práticas agropecuárias na produção artesanal • boas práticas na fabricação de produtos artesanais • origem determinada SELO ARTE SELO ARTE A grade deverá ser de 6×6 quadrados, inclinados à 45º. E dentro desta grade deverão constar o texto “Artesanal do Brasil” disposto nos quatro quadrados centrais das laterais superiores de toda sua largura. Variação de cores – não há regra estritas de coloração, porém o MAPA orienta que seja utilizadas cores mais escuras e que não dificultem a legibilidade do Selo nos rótulos. Não poderá ser utilizado mais de uma cor no Selo, sua aplicação deverá ser sempre em apenas uma cor Classificação: A seguinte classificação se aplicará a todos os queijos e não impede o estabelecimento de denominação e requisitos mais específicos, característicos de cada variedade de queijo que aparecerá, nos padrões individuais. De acordo com o conteúdo de matéria gorda no extrato seco, em percentagem, os queijos classificam-se em: • Extra Gordo ou Duplo Creme: quando contenham o mínimo de 60% • Gordos: quando contenham entre 45,0 e 59,9% • Semigordo: quando contenham entre 25,0 e 44,9% • Magros: quando contenham entre 10,0 e 24,9% • Desnatados: quando contenham menos de 10,0% QUEIJO PORTARIA Nº 146 DE 07 DE MARÇO DE 1996 De acordo com o conteúdo de umidade, em percentagem, os queijos classifica-se em: • Queijo de baixa umidade (geralmente conhecidos como queijo de massa dura): umidade de até 35,9%. • Queijos de média umidade (geralmente conhecidos como queijo de massa semidura): umidade entre 36,0 e 45,9%. • Queijos de alta umidade (geralmente conhecido como de massa branda ou "macios"): umidade entre 46,0 e 54,9%. • Queijos de muita alta umidade (geralmente conhecidos como de massa branda ou "mole"): umidade não inferior a 55,0%. QUEIJO PORTARIA Nº 146 DE 07 DE MARÇO DE 1996 Quanto a higiene: • As práticas de higiene para elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecimento no Código Internacional Recomendado de Práticas Gerais de Higiene dos Alimentos; • O leite a ser utilizado deverá ser higienizado por meio mecânicos e submetidos à pasteurização ou tratamento térmico equivalente para assegurar a fosfatase residual negativa (A.O.A.C. 15º Ed. 1990, 979. 13, p.823) combinado ou não com outros processos físicos ou biológicos que garantam a inocuidade do produto; QUEIJO PORTARIA Nº 146 DE 07 DE MARÇO DE 1996 2.2. Definição: Entende-se como creme de leite o produto lácteo relativamente rico em gordura retirada do leite por procedimento tecnologicamente adequados, que apresenta a forma de uma emulsão de gordura em água. 2.2.1. Denomina-se creme pasteurizado, o que foi submetido ao procedimento de pasteurização, mediante um tratamento térmico tecnologicamente adequado. 2.2.2. Denomina-se creme esterilizado o que foi submetido, ao processo de esterilização, mediante um tratamento térmico tecnologicamente adequado. 2.2.3. Denomina-se creme UHT o que foi submetido ao tratamento térmico de ultra-alta temperatura, mediante procedimento tecnologicamente adequado. Creme de leite INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 76, DE 26 DE OUTUBRO DE 2018 Creme de leite leve: 10 a 19,9% de gordura Creme de leite tradicional: 20 a 35% de gordura Duplo creme: acima de 40% de gordura Máximo permitido: 49,9% de gordura Creme de leite Creme de leite Leites fermentados 2.1. Definição: entende-se por Leites Fermentados os produtos adicionados ou não de outras substâncias alimentícias, obtidas por coagulação e diminuição do pH do leite, ou reconstituído, adicionado ou não de outros produtos lácteos, por fermentação láctica mediante ação de cultivos de microrganismos específicos. Iogurte Entende-se por Iogurte, Yogur ou Yoghur o produto cuja fermentação se realiza com cultivos de Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus, aos quais se podem acompanhar, de forma complementar, outras bactérias ácido-lácticas que, por sua atividade, contribuem para a determinação das características do produto final. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 46, DE 23 DE OUTUBRO DE 2007 Bebida Láctea é o produto lácteo resultante da mistura do leite (in natura, pasteurizado, esterilizado, UHT, reconstituído, concentrado, em pó, integral, semidesnatado ou parcialmente desnatado e desnatado) e soro de leite (líquido, concentrado e em pó) adicionado ou não de produto(s) ou substância(s) alimentícia(s), gordura vegetal, leite(s) fermentado(s), fermentos lácteos selecionados e outros produtos lácteos. A base Láctea representa pelo menos 51% (cinqüenta e um por cento) massa/massa (m/m) do total de ingredientes do produto. Bebida láctea INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 46, DE 23 DE OUTUBRO DE 2007 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 46, DE 23 DE OUTUBRO DE 2007 Leites fermentados Leite Fermentado ou Cultivado: o produto cuja fermentação se realiza com um ou vários dos seguintes cultivos: Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei, Bifidobacterium sp., Streptococus thermophilus e/ou outras bactérias acido-lácticas que, por sua atividade, contribuem para a determinação das características do produto final. Leite Acidófilo ou Acidofilado: o produto cuja fermentação se realiza exclusivamente com cultivos de Lactobacillus acidophilus. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 46, DE 23 DE OUTUBRO DE 2007 Leitesfermentados • De acordo com o conteúdo de matéria gorda, os leites fermentados se classificam em: • 2.2.1.1. Com creme: aqueles cuja base láctea tenha um conteúdo de matéria gorda mínima de 6,0 g/100 g. • 2.2.1.2. Integrais ou Enteros: aqueles cuja base láctea tenha um conteúdo de matéria gorda mínima de 3,0 g/100 g. • 2.2.1.3. Parcialmente desnatados: aqueles cuja base láctea tenha um conteúdo de matéria gorda máxima de 2,9 g/100 g. • 2.2.1.4. Desnatados: aqueles cuja base láctea tenha um conteúdo de matéria gorda máxima de 0,5 g/100 g. Leites fermentados INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 46, DE 23 DE OUTUBRO DE 2007 Leites fermentados Margarina • I- margarina: o produto gorduroso em emulsão estável do tipo água em óleo (A/O) composto por óleos ou gorduras de origem animal ou vegetal, água e outros ingredientes, podendo ainda conter o leite, seus constituintes ou derivados; 47PORTARIA Nº 43, DE 22 DE MARÇO DE 2019 Ingredientes obrigatórios Leite, seus constituintes ou derivados. Óleos e/ou gorduras de origem animal e/ou vegetal; Água. - Os óleos e/ou gorduras poderão ser modificados no todo ou em parte, por hidrogenação e/ou interesterificação e/ou por fracionamento e/ou por outro processo tecnologicamente adequado. Margarina Ingredientes opcionais: Culturas de fermentação Gema de ovo Sal ( cloreto de sódio ) Amidos e/ou amidos modificados Açúcares e/ou glicídios ( exceto poliálcoois ) Proteínas comestíveis ( vegetais e/ou animais ) Malto dextrina Vitamina A em quantidade mínima de 1500 UI por 100g de produto e de no máximo de 5000 UI por 100g de produto Vitaminas e/ou sais minerais e/ou de outros nutrientes. 48 Margarina • Características Físico-químicas - Lipídios totais: máximo de 95% Condições de Conservação A Margarina deve ser conservada e comercializada em temperatura não superior a 16°C. 49 Manteiga • Com o nome da manteiga entende-se o produto gorduroso obtido exclusivamente pela bateção e malaxagem, com ou sem modificação biológica de creme pasteurizado derivado exclusivamente do leite de vaca, por promessa tecnologicamente adequados. A matéria gorda da manteiga deverá estar composta exclusivamente de gordura láctea. 50 PORTARIA Nº 146 DE 07 DE MARÇO DE 1996. Manteiga Composição: Ingredientes obrigatórios: Creme pasteurizado obtido a partir do leite da vaca. Ingredientes opcionais: Cloreto de sódio até Maximo de 2g/100g de manteiga (manteiga salgada) 51 Manteiga 52 Coadjuvantes. Permite-se a adição dos seguintes sais neutralizantes, em uma quantidade máxima de 2.000 mg/kg isolados ou combinados: Ortofosfato de sódio Carbonato de sódio Bicarbonato de sódio Hidróxido de sódio Hidróxido de cálcio