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Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação SIGNIFICADO E CONCEITOS FUNDAMENTAIS Professor (a) : Me. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Objetivos de aprendizagem • Definir economia. • Entender o significado de escassez para a economia. • Explicar alguns conceitos econômicos básicos. • Descrever as questões econômicas fundamentais. • Compreender o funcionamento da organização econômica. Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Noções gerais de economia • Alguns conceitos básicos • Questões econômicas fundamentais • Organização econômica Introdução Olá, prezado(a) aluno(a)! Seja bem-vindo(a) ao nosso material de estudo da disciplina Economia e Mercado. Nesta unidade, você estudará o significado de economia, em outras palavras, o que de fato a ciência econômica estuda e tenho certeza que muitos irão se surpreender, pois muitas pessoas acreditam que economia ensina a economizar ou mesmo a investir na bolsa de valores, o que não é verdade. A economia envolve muito mais do que simples variáveis, ela é a grande responsável por distribuir os recursos que são escassos entre as pessoas. E por esta razão, é uma ciência tão complexa. Estudaremos também alguns conceitos econômicos básicos, conceitos estes que darão suporte para o entendimento da disciplina como um todo. Então, fique atento(a), e caso não tenha fica muito claro algum conceito, volte e releia com muita atenção. Apresentarei a você as questões econômicas fundamentais, ou seja, as perguntas que qualquer economia, seja desenvolvida, em desenvolvimento ou subdesenvolvida, procura responder. E por último, você passará a conhecer, de forma mais profunda, a organização econômica, em outras palavras, como a economia funciona. Na breve apresentação da unidade, você já percebeu como é fundamental irmos inserindo bem devagar os conceitos, ou melhor, aos poucos formaremos o seu pensamento econômico. Bons estudos! Avançar DOWNLOAD PDF UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Noções gerais de economia Você certamente já se deparou com algumas situações econômicas e ficou curioso para entender um pouco mais sobre os motivos que determinados fenômenos acontecem, como por exemplo: • Por que a alta do preço de pão reduz a demanda por manteiga? • Por que a renda dos agricultores se eleva quando ocorrem chuvas que reduzem a produção? • Por que os preços sobem de um mês para outro? • Por que a taxa de câmbio varia? • Por que um setor é mais desenvolvido do que outro? Estas são algumas das perguntas que a economia procura responder. Você já conhece alguns problemas econômicos, mas de fato, o que é economia? Em termos etimológicos, a palavra economia vem do grego: Oikós – Casa e Nomos – norma, lei. Então, economia significa “administração da casa”. É isto mesmo, a economia funciona da mesma maneira que a nossa casa: trabalhamos para receber um salário, dividimos nossa renda para pagar as contas, procuramos viver na maior harmonia possível, caso não tenhamos dinheiro para todas as contas, pegamos empréstimos, se sobrar dinheiro, fazemos investimentos etc. Da mesma forma que uma empresa e um país. Então, a economia pode ser definida, segundo Mendes (2009), como sendo uma ciência social que trata do estudo da alocação dos recursos escassos na produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades ilimitadas ou desejos humanos. Economia pode ser definida como a ciência social que estuda a alocação dos recursos escassos para satisfazer as necessidades ilimitadas da população. A partir da definição de economia não podemos deixar de fazer duas observações: você percebeu que as palavras “recursos escassos” e “necessidades ilimitadas” foram destacadas, isto porque são dois conceitos que precisam ficar muito claros para o entendimento do significado de economia. As palavras recursos escassos estão em negrito porque a escassez, que é definida como a situação em que os recursos são limitados, é a culpada por todos os problemas econômicos. Então, podemos afirmar que a economia tem como objeto de estudo a escassez. Se os recursos fossem ilimitados não haveria economia. É importante observar que a escassez está relacionada a diversas variáveis como, tempo, dinheiro, espaço físico, matéria-prima, mão de obra seja especializada ou não, entre outros. Já necessidades ilimitadas estão destacadas, pois, oposto da escassez, os desejos humanos são ilimitados, ou seja, nunca terminam. Por exemplo, imagine que temos R$100,00 para ir ao shopping para comprar uma calça. Chegando lá, compramos uma calça, mas logo desejamos uma blusa ou um sapato. E assim sucessivamente. Resumindo, os recursos são limitados e as necessidades humanas ilimitadas e isto é um problema, problema este que a economia procura solucionar! Argumentos Normativos E Positivos Com certeza você já se perguntou sobre o funcionamento da teoria econômica e o motivo que, muitas vezes, a economia não consegue se estabilizar, ou seja, a dificuldade que os economistas têm em acertar as previsões feitas. Isto porque temos dois tipos de argumentos na economia: a positiva e a normativa. Segundo Passos e Norgami (2012), os argumentos positivos procuram entender e explicar os fenômenos econômicos como realmente são. Por exemplo, no início de 2013, a taxa de câmbio no Brasil estava desvalorizada, ou seja, precisávamos de cada vez mais real para comprar um dólar. Este é um fato real. Nesta situação, não há motivo para ter discordâncias, pois é um fato que o real estava desvalorizado, chegando a R$2,54. Na economia temos os argumentos positivos e normativos. O quadro abaixo mostra a cotação de fechamento, tanto de compra quanto de venda, dólar americano no período entre 03/03/2022 e 07/04/2022. Quadro 1 – Cotação de fechamento do dólar americano no período entre 03/03 e 07/04 de 2022 Fonte: Banco Central (2022) Já os argumentos normativos, mostram o que deveria ser e não o que de fato é. Esses argumentos sofrem influência externas, como fatores filosóficos, sociais e culturais e dependerá no que cada pessoa vê como certo e errado (PASSOS; NOGAMI , 2012). Por exemplo, a taxa básica de juros da economia, a taxa SELIC, deverá subir nos próximos meses em razão do aumento da inflação. Resumindo: os argumentos positivos mostram o que é e os argumentos normativos, o que deveria ser. Então, na nossa disciplina, iremos trabalhar com os dois argumentos, tentarei mostrar a você o que a teoria econômica apresenta, ou seja, o que de fato deveria acontecer e irei sobrepor com os argumentos positivos, em outras palavras, iremos analisar a economia das duas formas, com argumentos positivos e normativos, já que se trata de uma disciplina chamada economia e mercado. Alguns conceitos básicos Nesta aula, iremos discutir alguns conceitos básicos de economia que serão importantes para o entendimento da economia. • Curva de possibilidade de produção e custo de oportunidade • Classificação dos bens e serviços • Agentes econômicos • Fatores de produção ou recursos produtivos Curva de Possibilidade de Produção e Custo de Oportunidade Como discutimos anteriormente, a economia está ligada ao problema da escolha, já que os recursos produtivos são limitados e as necessidades humanas são ilimitadas, em outras palavras é imposto aos agentes econômicos uma escolha para a produção/ consumo de diversos tipos de bens e serviços. Para entender melhor como a escolha é feita, vamos supor a seguinte situação hipotética para uma determinada economia: a. Esta economia só produz dois bens: bem X e bem Y, que você pode, por exemplo, chamar de chocolates e balas. b. A quantidade e a qualidade dos recursos produtivos são fixas, ou seja, independente de produzir o bem X ou o bem Y a quantidade e qualidade dos recursos produtivos será a mesma.c. Existe pleno emprego, ou seja, esta economia produz o máximo que ela pode dada a quantidade de recursos produtivos que ela tem disponível. d. A tecnologia é constante, já que o uso da tecnologia é uma forma de aumentar a produção utilizando a mesma quantidade de fatores de produção disponíveis. Situação hipotética é uma situação que não é real. Após apresentar os pressupostos da economia hipotética, podemos verificar a quantidade de cada bem que poderá ser produzido dado os recursos produtivos que temos disponíveis. Isto pode ser visto o quadro 2. Quadro 2 – Quantidade de cada bem que pode ser produzido dado a quantidade de fatores de produção disponíveis. Fonte: Elaboração própria (2013) Como pode ser observado no quadro 2, a economia poderá produzir 40 unidades do bem Y ou 20 unidades do bem X. Porém, nestes casos, o outro bem não poderá ser produzido, pois não há recursos produtivos disponíveis para a produção dos dois bens. Caso a economia queira produzir tanto o bem X quanto o bem Y, ela deverá “abrir mão” de determinada quantidade de um bem para produzir o outro. Por exemplo, para produzir 5 unidades de X, a empresa deverá deixar de produzir 10 unidades de Y; ou 10 unidades de X, deverá deixar de produzir 20 unidades de Y ou ainda, para produzir 15 unidades de X, serão 30 unidades do Y que deverão ser deixados de serem produzidos. Para ficar mais fácil, vamos visualizar esta situação é através do gráfico 1. Gráfico 1 - Curva das possibilidades de produção ou curva de transformação da situação hipotética apresentada. Fonte: Elaboração própria (2013) O gráfico 1 mostra as quantidades dos bens X e Y que a economia hipotética poderá produzir dado os fatores de produção limitados. Isto é conhecido como curva das possibilidades de produção ou curva de transformação. Então, qualquer ponto sobre a curva mostra a quantidade de bens X e Y que a economia poderá produzir e nesta situação, está em pleno emprego. Agora, qualquer ponto abaixo da curva, como por exemplo, o ponto W que pode ser visto no gráfico 2, a economia poderá produzir, porém, caso produza no ponto W, a economia é ineficiente e não está em pleno emprego, pois haverá recursos produtivos para produzir mais, em outras palavras, haverá capacidade ociosa. Gráfico 2 – Pontos de produção que estão fora da curva das possibilidades de produção. Fonte: Elaboração própria (2013) Ainda analisando o gráfico 2, podemos verificar que tem o ponto Z. Dada a tecnologia constante, produzir no ponto Z é impossível, pois não temos recursos produtivos suficientes. Porém, existe uma forma da economia chegar ao ponto Z, que é através da tecnologia. A tecnologia é um fator que desloca a curva das possibilidades de produção, pois, como já discutimos, podemos produzir mais, dado os mesmos fatores de produção disponíveis, ou seja, aumenta a capacidade produtiva da empresa. Esta situação pode ser vista no gráfico 3. Gráfico 3 – Deslocamento da curva das possibilidades de produção dado uma mudança tecnológica. Fonte: Elaboração própria (2013) No mundo real pode acontecer da curva das possibilidades de produção se deslocar mais em direção de um bem do que para o outro, isto acontece em razão de que os bens não possuem exatamente o mesmo processo produtivo ou as mesmas quantidades de todos os fatores de produção. Então, o recurso produtivo que é mais afetado pela tecnologia tende a deslocar mais a curva de transformação. Tudo que discutimos sobre curva das possibilidades de produção também nos mostra outro conceito muito importante para a ciência econômica, que é o custo de oportunidade no qual a empresa teve que “abrir mão” de certa quantidade produzida do bem Y em função da produção do bem X. Então, custo de oportunidade pode ser definido como o sacrifício de se transferir os recursos de uma atividade para outra, ou seja, é a quantidade de um bem ou serviço que se deve renunciar para obter outro. É importante observar que só existe custo de oportunidade se a economia estiver funcionando em pleno emprego, ou seja, se os recursos forem plenamente utilizados, como os pontos de A e E do gráfico 1. Custo de oportunidade é o sacrifício de se transferir os recursos de uma atividade para outra. Highlight Classificação dos Bens e Serviços Bens e serviços podem ser definidos como tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana. Lembrando que as necessidades humanas são ilimitadas e cada pessoa tem a sua necessidade. Os bens podem ser classificados de duas formas principais: em relação a sua raridade e em relação a quem oferta. Em relação à raridade, os bens e serviços pode ser: 1. Livres – são aqueles bens que a quantidade é ilimitada e podem ser obtidos sem nenhum esforço humano e por este motivo, não tem preço e a economia não se preocupa com eles, por exemplo, mar, rio, lagoa, oxigênio, entre outros. 2. Econômicos – são bens e serviços limitados (escassos), tem valor de mercado e precisam de esforço humano para produzi- los, como por exemplo, carro, computador, caneta, entre outros. Os bens e serviços econômicos são os bens estudados pela economia. Os bens econômicos podem ser classificados quanto sua natureza em: a. Materiais - são bens tangíveis e que podem ser estocados. Como por exemplo, computador, sapato, roupa etc. E podem ser: I. Consumo – bens duráveis e de consumo imediato. Exemplo: roupa. II. Intermediário – necessários para fabricação de bens de consumo. Exemplo: matéria-prima. III. Capital – permitem produzir bens. Exemplo: máquinas. b. Imateriais ou serviços - são intangíveis, não podem ser estocados e assim que são consumidos, acabam, como por exemplo, uma consulta médica ou uma aula. A partir do que foi discutido sobre bens econômicos materiais e imateriais, farei uma pergunta para você: uma passagem de metrô é um bem material ou um serviço? O ticket do metrô é um bem material, pois conseguimos estocar. Porém, a viagem feita é um serviço, assim que descemos do metrô o bem acabou. Os bens e serviços também podem ser classificados de outra forma, em relação a quem oferta. Neste caso, podem ser: a. Públicos – são bens ou serviços ofertados pelo governo e tem como características serem não exclusivos e não disputáveis, ou seja, independente de quem paga por eles, no caso, através de impostos, todos poderão consumir e o consumo de uma pessoa, não exclui o consumo de outra. Por exemplo, a segurança pública e o corpo de bombeiros. b. Privados – são bens ou serviços ofertados pelas empresas e tem como características serem disputáveis e exclusivos, ou seja, só quem pagar pelo bem poderá levá-lo para casa e o consumo de uma pessoa, exclui o consumo da outra pessoa, como por exemplo, uma roupa ou um alimento. Highlight Highlight Para melhor visualizar a classificação dos bens quanto a quem os oferta, veja o quadro 3. Quadro 3 - Comparação entre bem público e bem privado Fonte: Elaboração própria (2013) Conforme podemos ver no quadro 3, se um determinado bem é não rival e não excludente, ele é um bem público. Caso contrário, é um bem privado. Para ilustrar esta situação, vamos pensar em dois bens, iluminação pública e carro. Primeiro sabemos que o mesmo carro não pode ser consumido, no caso, comprado, por duas pessoas diferentes. Neste caso, o seu consumo é rival. Em segundo lugar, o consumo do carro é excludente, pois se a pessoa não pagar pelo carro a empresa não venderá. Já a iluminação pública não é possível uma pessoa ter e a outra, na mesma rua, não ter e nem o consumo por parte de um indivíduo exclui o consumo do outro. Agentes Econômicos Para fabricar bens e serviços, comprar produtos, pagar tributos, regular a economia, entre outros, ou seja, para fazer com que a economia gire, são necessários os agentes econômicos, que podem ser definidos como sendo pessoa de natureza física ou jurídica que, através de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico. E podemser classificados em: a. Empresas – também são conhecidas como unidades produtivas, são responsáveis pela produção e comercialização dos bens e serviços. As empresas combinam os fatores de produção da forma mais eficiente possível para fabricar bens e serviços de modo a obter o máximo de lucro possível. b. Família – conhecidos como consumidores incluem, segundo Passos e Nogami (2012), todos os indivíduos e unidades familiares da economia e tem como função adquirirem bens e serviços. Além de serem proprietários dos recursos produtivos trabalhos, em outras palavras, trabalhamos para receber salários para poder comprar bens e serviços. c. Governo – são as organizações que estão, direta ou indiretamente, sob o domínio do Estado e que atuam no sistema econômico. Temos o governo federal, estadual e municipal além das leis e regulações. O governo pode interver na economia de duas formas, segundo Passos e Nogami (2012), atuando como empresários e produzindo bens e serviços através das empresas estatais ou contratando serviços, comprando materiais, equipamentos etc. O governo pode intervir também, por meio de regulações, tendo com objetivo controlar o mercado, para este se tornar eficiente. Segundo o IBGE (2014), a população brasileira, ou seja, o agente econômico família é de 202.643.768 milhões de pessoas. Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Fatores de Produção ou Recursos Produtivos Podemos definir fatores de produção ou recursos produtivos como elementos limitados que são utilizados no processo de fabricação de bens e serviços que irão satisfazer as necessidades humanas. Os fatores de produção têm como características serem escassos, como você já deve ter percebido, versáteis, ou seja, podem ser utilizados para diferentes fins, em outras palavras, os fatores de produção fabricam diversos bens e podem ser combinados em proporções para produzir bens e serviços. Após definir fatores de produção, é importante classificá-los. Os recursos produtivos são: a. Recursos naturais ou terra – é a origem de todo processo produtivo, como terra, água, minerais, matérias-primas etc. b. Recursos humanos – é a contribuição do ser humano na produção. Pode ser físico ou intelectual. Como trabalho físico, temos o trabalho de um agricultor no campo. Já uma consulta médica é considerada um trabalho intelectual. c. Capital - são bens utilizados no processo produtivo, como por exemplo, máquinas, construções, infraestrutura, entre outros. Atualmente, além dos três fatores de produção clássicos citados acima, ainda temos a capacidade empresarial e o empreendedorismo como fatores de produção, pois é fundamental a tomada de decisão dos empresários quanto a utilização dos recursos produtivos. A tecnologia também pode ser considerada um fator de produção. Questões econômicas fundamentais Após entender o conceito, o objeto de estudo da economia e alguns conceitos econômicos básicos, posso afirmar que qualquer economia, independentemente de ser rica ou pobre, capitalista ou socialista, industrializada ou em processo de industrialização, procura responder a quatro perguntas básicas: O que produzir? Quanto produzir? Para quem produzir? Como produzir? Antes de explicar cada uma dessas perguntas, irei apresentar a você o sistema capitalista, que é o objeto de estudo do nosso livro e possuem características bem diferentes de outros sistemas econômicos, como o socialismo e por este motivo, precisamos conhecer muito bem seu funcionamento. Sistema Econômico Capitalista A forma de comprar e vender bens, os impostos que pagamos, o processo produtivo escolhido pelas empresas para fabricar bens e serviços, a interferência do governo da econômica, o regime político, entre outros, variam de país para país. Por este motivo, a economia brasileira é totalmente diferente da economia da Coréia do Norte e mais parecida com a economia americana. Estas diferenças e semelhanças são explicadas pelo sistema econômico. Mas o que é sistema econômico? Sistema econômico pode ser definido como um conjunto de organizações que fazem com que os recursos escassos sejam utilizados para satisfazer as necessidades humanas ilimitadas. Mendes (2009) acrescenta que um sistema econômico engloba todos os métodos pelos quais os recursos são alocados e os bens e serviços distribuídos. Um sistema econômico, seja qual for, é composto por: a. Estoque dos recursos produtivos – quantidade de recursos produtivos que o país tem disponível, ou seja, quantidade de capital, recursos naturais e mão de obra que um determinado país possui. Quanto maior for o estoque desses fatores, mais rico será o país e mais bens e serviços consegue produzir e distribuir para a população. b. Empresas - como o próprio nome diz, um sistema econômico é composto por empresas, que são responsáveis, dentre outras funções, peça produção de bens e serviços. c. Instituições – quando falamos em instituições, estamos nos referindo ao governo e às leis. Existem cinco tipos de sistemas econômicos, capitalismo, socialismo, comunismo, fascismo e nazismo. Os dois últimos já foram abolidos. O Comunismo nunca chegou existir na prática. O socialismo vem acabando com longo dos anos e o capitalismo é o sistema econômico mais utilizado. Então vamos conhecer o sistema capitalismo? No sistema capitalista há pouca interferência do governo na economia, mas isto não significa que não há interferência. Em algumas economias capitalistas o governo tem mais envolvimento do que em outras. A maioria absoluta dos países atualmente aderiu a este sistema econômico, incluindo o Brasil. O capitalismo tem como características principais: • O Controle da economia é via sistema de mercado (oferta e demanda), ou seja, o preço e consequentemente a quantidade são formados na relação entre oferta (o quanto as empresas fabricam bens e serviços) e demanda (quando os consumidores estão dispostos a comprarem dos bens e serviços que as empresas estão ofertando). • Fatores de produção, bens de consumo e dinheiro são propriedades privada, em outras palavras, cada agente econômico (empresas e família/consumidores) é dono dos seus recursos e por isto, tomam as suas decisões de forma a alcançar maior lucro possível. • As empresas são competitivas, já que o objetivo principal é obter lucro máximo. • O papel do governo é limitado. Como vimos no início, essa limitação varia de país para país. Highlight Curiosidades Norte Coreanas Curiosidades em Geral • Todos os adultos norte-coreanos usam um pin com o rosto do Grande Líder. Sempre. Todos os dias. • A semana de trabalho é de 6 dias. Por isso, os domingos costumam ser de piqueniques, cantorias e diversão. • O futebol é o esporte mais popular do país. • Oficialmente, as religiões foram banidas da Coreia do Norte em 1950. • Por não haver religião, os casamentos são celebrados em frente às estátuas do Grande Líder. Curiosidades Turísticas • Desde 2010 os norte-americanos podem, sim, visitar a Coreia do Norte. • Jornalistas, no entanto, não podem. Salvo exceções pontuais. • O governo orienta a população a receber bem os estrangeiros. E a população recebe. • Não é permitido entrar no país com lentes fotográficas com mais de 150 mm • Rádio? Não entra. • É melhor não levar camisetas com slogans ou frases. Os policiais podem pedir para os guias traduzirem antes de deixar você passar. • Os passaportes ficam retidos na sua entrada no país e são devolvidos na saída. • Os passaportes não ganham nenhum carimbo. O visto norte-coreano é anexado em um papel separado e fica com os guias durante o seu período por lá. • É facílimo fazer o visto norte-coreano. Muito mais fácil do que fazer o visto norte-americano. • Seu celular também não entra na Coreia do Norte; • Não existe cartão de crédito na Coreia do Norte, nem travelers cheques, nem ATMs. • A chance de você ser assaltado é zero. • É possível mandare-mail. Mas apenas usando o endereço do hotel e sem resposta. Fonte: Parte do texto extraído de < http://gabrielquerviajar.com.br/coreia--do-norte-curiosidades/ >. Acesso em: 07 set de 2013. Apesar de ser muito criticado, o capitalismo é considerado o sistema econômico mais eficiente. Apesar de muitas pessoas criticarem o capitalismo, este ainda é o sistema econômico que tem se mostrado mais eficiente, tanto que os diversos países como China e Cuba, que até alguns anos atrás era socialistas, estão começando a abrir sua economia e a tendência é que estes países se tornem capitalistas daqui a uns anos. E você, é contra ou a favor do capitalismo? Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, Nona Zelândia, Israel e os países da Europa Ocidental são os principais países capitalistas do mundo. Questões Econômicas Fundamentais Agora que você já conhece as características do sistema capitalista, podemos entender o que significa cada uma das perguntas básicas que qualquer economia procura responder: O que produzir? Quanto produzir? Para quem produzir? Como produzir? “O que produzir” significa definir quais bens e serviços a economia irá fabricar. Esta não é uma decisão fácil, pois como você já sabe, os recursos são escassos então, não podemos produzir tudo que desejamos ou que precisamos, em outras palavras, aumentar a produção de um determinado bem significa reduzir a quantidade produzida de outros bens. Após decidir o que será feito, dado os recursos limitados, têm que ser definido a quantidade do bem ou serviço escolhido que será produzido, além do público-alvo do produto. Um dos fatores de escolha do “para quem produzir” é a renda deste consumidor. Quanto maior for a renda, maior a quantidade de mercadorias que ele poderá adquirir. Estas três primeiras perguntas, quem irá influenciar a decisão da empresa/país são os consumidores. Já a última, “como produzir”, a empresa/país define o melhor processo produtivo, ou seja, como fabricar o bem na quantidade escolhida, de forma mais eficiente possível, ou seja, dado que os recursos produtivos são escassos, a empresa deverá escolher a combinação desses recursos com o menor custo possível para fabricar bens e serviços. Tecnologia 4K: o desafio de produzir conteúdo em altíssima definição Os preços dos televisores de ultradefinição, também chamados de 4K ou Ultra HD, ainda são salgados, mas estão caindo ano a ano e tendem a se popularizar à medida que mais fabricantes entram em cena. A Sony, pioneira neste mercado, vende hoje um modelo de 65 polegadas por preço em torno de R$ 12 mil. Já a Samsung anunciou para este mês o início da produção de televisores 4K de tela curva em sua fábrica de Manaus. A promessa é começar as vendas antes da Copa do Mundo. Apesar da aposta das fabricantes, um dos desafios desse mercado é a produção de conteúdo com ultradefinição. Isso porque, de nada adianta ter uma televisão 4K se o vídeo não tiver sido produzido no mesmo formato. A tecnologia 4K tem quatro vezes mais definição que a Full HD. O serviço de streaming Netflix é um dos precursores. Neste mês, começou a transmitir em 4K a segunda temporada da série House of Cards e alguns documentários. A empresa de banco de imagens Shutterstock é uma das fornecedoras de vídeos em 4K para a série da Netflix. Parte do texto extraído de < http://blogs.estadao.com.br/radar-tecnologico/ 2014/04/16/o-desafio-de- produzir-conteudo-em-ultradefinicao/ >. Acesso em: 02 maio de 2014. Organização econômica Após entender alguns conceitos básicos da economia e as perguntas que todas as economias procuram responder, finalizaremos a nossa primeira unidade mostrando a organização de um sistema econômico capitalista. Primeiro irei demostrar um modelo simples, ou seja, uma economia fechada e sem participação do governo, conforme figura 1 e depois um modelo mais completo, com empresas, família e governo, além do exterior. Figura 1 – Fluxo da integração entre famílias e empresas Fonte: Mendes (2009) Como pode ser visto na figura 1, a economia é formada por apenas dois agentes econômicos: empresa e família que interagem através de dois mercados, o de bens de consumo e serviços e o de recursos produtivos. A parte superior mostra, de forma simplista, o fluxo dos bens finais e serviços. O consumidor paga pelo bem e a empresa entrega o produto. A variável preço que regula este mercado, tanto em relação à quantidade quanto em relação à qualidade. Já na parte inferior, as famílias são responsáveis por fornecer fatores de produção para as empresas e as empresas pagam as famílias pelo uso dos recursos produtivos utilizados. O modelo apresentado na figura 1 é simples. Agora vou apresentar um modelo mais completo, no qual faz parte, além das famílias e empresas, o setor externo e o governo. Neste caso, a relação é bem mais complexa e os mercados participantes são o financeiro, capitais e de bens de capital, além dos de consumo, de fatores de produção e o externo. O modelo completo pode ser visualizado na figura 2. Figura 2 – Sistema econômico completo Fonte: Mendes (2009). Como pode ser visto na Figura 2 as empresas têm dois fluxos, o de bens de consumo e os de bens de capital. Os bens de capital são destinados a investimentos de reposição e novos empreendimentos. As famílias recebem renda, fornecem fatores de produção e adquirem bens e serviços. As firmas fornecem bens de capital e recebem lucro. O governo é o responsável pela arrecadação de tributos e gastos. O setor externo importa e exporta mercadorias. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Economia é uma palavra grega que se for traduzida, significa administração da casa. Porém, este não é o seu significado. Em relação ao conceito de economia, Assinale a alternativa correta: a) É uma ciência social que trata do estudo da alocação dos recursos escassos na produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades ou desejos humanos. b) É uma ciência exata que trata do estudo da alocação dos recursos escassos na produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades ou desejos humanos. c) É uma ciência social que trata do estudo da alocação dos recursos ilimitados na produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades ou desejos humanos. d) É uma ciência exata que trata do estudo da alocação dos recursos ilimitados na produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades ou desejos humanos. 2. Discutimos na primeira aula o significado da palavra economia e seu conceito, e vimos que a economia é conhecida também por: Marque a alternativa correta: a) Ciência da escassez ou das escolhas. b) Ciência dos recursos ilimitados. c) Ciência que ensina a guardar dinheiro. d) Ciência das opções. e) Ciência de bolsa de valores. 3. A curva de possibilidade de produção mostra o máximo que uma empresa pode produzir de dois bens, com os recursos produtivos disponíveis. Analise o gráfico abaixo, que mostra a curva de possibilidade de produção do bem X e do bem Y, e marque a alternativa correta quanto a produção nos pontos F e G. a) A economia é capaz de produzir tanto no ponto F quanto no ponto G. b) A economia é capaz de produzir somente no ponto G. c) A economia é capaz de produzir somente no ponto F de forma eficiente. d) A economia é capaz de produzir no ponto F, mas de forma ineficiente. 4. Os bens e serviços possuem diversas classificações e uma dessas classificações é em relação a quem os oferta. Em relação a oferta dos bens e serviços, leia as afirmações e assinale a alternativa correta: I) Os bens e serviços podem ser ofertados pelas empresas privadas e pelo governo. II) Uma característica dos bens públicos é a não exclusividade. III) Os bens privados são disputáveis. IV) Educação e saúde são serviços ofertados tanto pelo governo quanto pela iniciativa privada. a)Somente I e II estão corretas. b) Somente II e III estão corretas. c) Somente I, II e IV estão corretas. d) Somente I, III e IV estão corretas. e) Todas estão corretas. 5. Qualquer economia procura responder a quatro questões básicas, sendo que uma dessas questões quem define são as empresas. Em relação à questão que a empresa procura responder, marque alternativa correta: I) O que produzir? II) Como produzir? III) Para quem produzir? IV) Qual a quantidade a produzir? a) Somente a alternativa I está correta. b) Somente a alternativa III está correta. c) Somente alternativa II está correta. d) Somente as alternativas II e IV estão corretas. e) Somente alternativa IV está correta. 6. Vimos nesta aula o motivo das economias dos países serem tão diferentes. A partir do que foi discutido, marque a alternativa correta quanto às características do sistema econômico capitalista: I) Pouca interferência do governo. II) O objetivo é o lucro. III) Controle da economia é via sistema de preços. IV) As empresas são competitivas. a) Somente as alterativas I e II estão corretas. b) Somente as alterativas II e III estão corretas. c) Somente a alterativa II está correta. d) Somente as alterativas II e IV estão corretas. e) Todas as alternativas estão corretas. 7. Estudamos na aula dois modelos de organização econômica: um composto por família e empresas e um modelo mais completo composto, também, por governo e setor externo. Em relação aos modelos estudados, analise as afirmativas abaixo e marque a alternativa que mostra uma semelhança entre os dois modelos. a) Ambos são formados por dois mercados: bens e serviços e de fatores de produção. b) O governo faz parte, mesmo que indiretamente, dos dois modelos de organização econômica. c) Nos dois modelos, as famílias são responsáveis por ofertar fatores de produção em troca de renda. d) Não existe nenhuma semelhança entre os dois modelos apresentados. 8. O governo é um dos agentes que fazem parte do modelo completo de organização econômica. Em relação as funções do governo em uma economia, marque a alternativa correta: I) Arrecadam tributos tanto das empresas quanto das famílias. II) Ofertam bens e serviços públicos. III) Adquirem bens e serviços dos demais agentes econômicos. IV) Importam e exportam bens e serviços diretamente. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas III e IV estão corretas. c) Somente as alternativas I, II e III estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. e) Nenhuma das alternativas está correta. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO A economia é a ciência social que estuda a alocação dos recursos escassos para satisfazer as necessidades humanas, necessidades estas, ilimitadas. Então, a economia é a ciência da escassez ou das escolhas, em outras palavras, como os recursos são limitados (escassos) e os desejos humanos são ilimitados, é necessário escolher o que será produzido, o que será consumido, como se dará a produção e o consumo etc. Como é necessário o tempo inteiro fazer escolhas, chegamos ao custo de oportunidade, que é o sacrifício que se faz em produzir um determinado bem ou serviço, ou seja, para aumentar a produção de um bem, é necessário deixar de produzir o outro bem, já que os recursos são escassos. Todas as economias procuram responder a quatro perguntas básicas: O que produzir? Para quem produzir? Quanto produzir? Como produzir? As respostas as essas perguntas depende da organização econômica, ou seja, como os agentes econômicos se interagem e também do sistema econômico, como o capitalismo e o socialismo. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Para quem quiser conhecer outros conceitos econômicos que não foram discutidos aqui, sugerimos o Novíssimo Dicionário de Economia do Paulo Sandroni. Este livro é uma das bibliografias básicas dos cursos de economia e áreas afins. O livro Princípios de Economia do autor Francisco Mochón Morcillo está disponível em nossa biblioteca virtual ( PEARSON). Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS MANKIW, N.G. I ntrodução à economia . São Paulo: Cengage Learning, 2009. MENDES, J. T. G. Economia: Fundamentos e Aplicações . São Paulo: Pearson Hall, 2009 PASSOS, C.R.M.; NOGAMI, Otto. Princípios de Economia. São Paulo: Cengage Learning, 2012 VASCONCELOS, A. S.; GARCIA, M. Fundamentos de Economia . São Paulo: Saraiva, 2008. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Por que estudar Economia? Imagine a seguinte situação: Uma moça escreve um email ao namorado e lê um livro de 150 páginas enquanto espera numa fila que durou mais de três horas. O motivo disso é que um determinado posto de gasolina está fazendo uma super promoção e vende o litro do combustível a R$1,99, para inaugurar novos postos da mesma rede. A promoção durou das dez horas ao meio dia de um sábado e os consumidores só poderiam adquirir 69 litros.. “Estou na fila desde que ela se formou. Nunca vi o preço da gasolina tão baixo e acho que isso não vai acontecer de novo”, contou Vera, que dirigiu cerca de 14 quilômetros e chegou ao posto às oito horas, mas já encontrou sete carros à sua frente. “Como meu carro já estava na reserva, coloquei RS 2 e continuei“, esclareceu Vera. “Acho que já gastei mais do que vou colocar no tanque agora”, contou João ao chegar à bomba, depois de uma hora e meia de espera. Uma mulher tentou furar a fila, o que deu início a uma discussão. João desistiu de esperar e, ao ir embora, bateu em um carro. “Eu queria sair daquela confusão. Essa gente é louca! Tudo isso pra economizar uns trocados”, disse João, ao registrar o boletim de ocorrência. As pessoas desse relato se sacrificaram para comprar 15 galões de gasolina por um preço promocional de R$1,99. Na época, o litro de gasolina custava 2,70... Para alguns, a decisão de aproveitar a promoção de gasolina pode parecer sem sentido, mas, para outros, trata-se de uma medida bastante razoável. O que acontece é que, para todos nós, a decisão de comprar ou não a gasolina é basicamente a mesma: comparamos os custos com os benefícios. Precisamos fazer escolhas o tempo todo, por que não temos tudo que queremos. Após estudar esta unidade no nosso livro você sabe que não é possível conseguir estudar ou trabalhar 40 horas por semana, jogar futebol, andar de bicicleta, praticar surfe, ir ao cinema, ler um romance e ainda sair pra se divertir com os amigos. Simplesmente não há tempo para fazer tudo isso; é preciso escolher algumas atividades e deixar de lado as demais. É disso que trata a economia: a compreensão dos motivos que levam as pessoas a fazer o que fazem. A economia é um campo fascinante! Analisam as decisões tomadas pelas pessoas e pelas empresas no que se refere ao trabalho, consumo, investimento, contratação de funcionários e precificação serviços. Estudam o funcionamento de economias inteiras e a interação entre elas; o motivo para haver recessão em alguns momentos e crescimento em outros; a diferença dos padrões de vida de um país para outro e a disparidade de riqueza entre as pessoas. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora CláudioFerdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; BOECHAT, Andréia Moreira da Fonseca Economia e mercado. Andréia Moreira Da Fonseca Boechat Maringá-Pr.: UniCesumar, 2018. Reimpr. 2022. 36 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. ISBN - 978-85-459-0038-2 CDD - 22 ed. 332 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação FUNDAMENTOS MICROECONÔMICOS Professor (a) : Me. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Objetivos de aprendizagem • Entender a teoria da demanda. • Estudar a teoria da oferta. • Compreender o equilíbrio de mercado. • Conhecer as estruturas de mercado. • Apresentar os índices de análise de mercado. Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Teoria da demanda • Teoria da oferta • Equilíbrio de mercado • Análise de mercado Introdução Olá, caro(a) aluno(a)! Seja bem-vindo(a) ao nosso material de estudo da disciplina Economia e Mercado. Nesta unidade, estudaremos a economia de uma forma mais complexa. Antes de começar, gostaria de lembrá-lo(a) que a economia é dividida em duas grandes áreas: a macroeconomia e a microeconomia. O foco desta unidade é a microeconomia, que analisa as unidades individuais, ou seja, a empresa e o consumidor, além da formação de preço. Então, a microeconomia procura explicar a relação entre oferta e demanda e como o preço e quantidade são definidos. A unidade está dividida em quatro aulas. Na primeira iremos apresentar a conhecida teoria da demanda, em que definiremos demanda e veremos quais são os fatores que afetam a demanda, tanto podem aumentar a demanda quanto reduzir. Na segunda aula, estudaremos o outro lado da relação, ou seja, a lei da oferta. Aqui será apresentado o lado da empresa e o que faz com que a firma aumente ou reduza a quantidade que ela deseja produzir e vender. Em seguida será apresentada a demanda e oferta atuando conjuntamente, ou seja, o equilíbrio de mercado. Você verá que a estrutura de mercado afeta o preço e quantidade de mercadorias no mercado. E por último, serão analisados o mercado e o motivo que um mercado com pouca concorrência é tão prejudicial ao consumidor. Bons estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Teoria da demanda Antes de iniciar o estudo da teoria da demanda, irei apresentar a você um conceito muito importante que é a base para explicar as escolhas feitas pelos consumidores, que é a utilidade marginal. Após entender utilidade marginal, passaremos a teoria da demanda propriamente dita. Vamos lá? Utilidade A função utilidade é definida por Mendes (2009) como o benefício ou satisfação que o consumo de um bem ou serviço pode gerar a uma pessoa. A função utilidade pode ser representada como sendo: U = f ( Q1, Q2) Onde: U – utilidade f – uma representação matemática que significa “em função de que” Q1 - quantidade do bem 1 Q2 – quantidade do bem 2 Nós temos duas utilidades, a total e a marginal. A utilidade total é a satisfação completa pelo consumo de todas as quantidades consumidas de um determinado bem e serviço. A utilidade total é crescente até um certo ponto, o chamado ponto de saturação, após, ela vai caindo. Já a utilidade marginal, que é a satisfação gerada pelo consumo de uma unidade a mais de um determinado bem ou serviço, explica o motivo que o consumidor não gasta toda a sua renda em um único bem ou serviço, pois se formos explicar de forma bem radical, ele enjoa. Diferente da utilidade total, a utilidade marginal é decrescente, ou seja, reduz a medida que a pessoa vai consumindo quantidades adicionais de um bem ou serviço, mantendo os demais constantes, a utilidade marginal cai. A utilidade marginal é decrescente, pois quanto mais unidades de um determinado bem o consumidor adquiri, menor será a satisfação que esta unidade a mais gera. Para melhor entendimento da diferença entre utilidade total e marginal, Mendes (2009) apresenta um exemplo que iremos utilizar com algumas alterações. Imagine que Maria, nossa consumidora, está viajando pelo no deserto e está morrendo de sede. Ela encontra um vendedor de água e como está com sede e tem dinheiro, comprará copos de água. Para o primeiro copo, Maria está disposta a pagar um valor muito alto pela água, já que o grau de satisfação que o consumo deste copo trará é muito alto. Já no segundo, Maria está disposta a pagar um valor ainda alto, mas não tão alto quanto pagou pelo primeiro copo. E assim sucessivamente, até chegar ao décimo copo, no qual Maria não está mais disposta a pagar nada pela água, pois o décimo copo não trará mais benefícios a nossa consumidora. Colocando esta situação na tabela abaixo. Tabela 1 – Utilidades Total e Marginal do consumo de copos de água para Maria Fonte: Mendes (2009) A tabela 1 representa as utilidades total e marginal de Maria ao consumir os copos de água. Como observado, no primeiro copo Maria está disposta a pagar R$70,00, reduzindo o valor nos copos seguintes. Porém, a utilidade total é representada pelo total que Maria gastou, ou seja, para consumir 10 copos de água, Maria desembolsou R$243,00. Já a utilidade marginal é a satisfação gerada pelo consumo de cada copo de água a mais, em outras palavras, é o valor que Maria pagou por cada copo. Como você pôde verificar, o valor pago por Maria, ou melhor, o grau de satisfação gerado por cada copo de água a mais, diminui a medida que Maria aumenta o consumo. Para melhor visualizar esta situação, vamos representar a situação da tabela 1 em um gráfico. Gráfico 1 – Representação das curvas de utilidades total e marginal Fonte: Elaboração própria O gráfico 1 confirmou o que estava afirmando até agora sobre a função utilidade: a utilidade total aumenta conforme aumenta a quantidade consumida de um determinado bem ou serviço, e a utilidade marginal decresce a medida que aumenta o consumo de um determinado bem ou serviço. Na prática esta situação acontece em um rodízio de pizzas ou carnes, por exemplo. Quando chegamos ao restaurante, estamos com tanta fome que o primeiro pedaço de pizza gera um grau de satisfação enorme. Porém, conforme vamos comendo, nossa fome vai acabando e a satisfação gerada vai reduzindo, até chegar ao ponto que não querermos mais pizza e pedir ao garçom não oferecer mais pizza (utilidade marginal negativa) Vale observar que estamos representando a utilidade através de dinheiro, mas apenas para facilitar o entendimento. Como a utilidade é a satisfação gerada pelo consumo de bem ou serviço, não é fácil quantificar, pois o grau de satisfação é diferente para cada pessoa. Então, utilidade não é medida através de números e sim de grau de satisfação. Teoria da Demanda Após entender utilidade total e marginal e sua relação com o consumidor, vamos iniciar o estudo da teoria de demanda, que tem como objetivo tratar das necessidades dos consumidores, em outras palavras, procura explicar o comportamento do consumidor ao escolher bens e serviços. Então, três das quatro perguntas básicas que qualquer economia procura responder, O que produzir? Quanto produzir? Para quem produzir? Não respondidas pela teoria da demanda. Mas o que é demanda? Demanda pode ser definida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que um consumidor deseja adquirir dado a sua renda e o preço do bem ou serviço. Isto mesmo, a palavra “deseja” está em destaque porque a demanda é uma intenção de compra e não a compra efetiva. Demandaé definida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que um consumidor deseja adquirir, dado a sua renda e o preço do bem. Há mais três observações acerca de demanda: A primeira diz respeito a existência da demanda, ou seja, só existe demanda se a pessoa puder pagar pelo bem ou serviço. Se não puder pagar, não há demanda. Então, o sonho de consumo que muitas vezes temos não é considerado demanda, pois não podemos pagar por ele. A segunda observação é que o conceito de demanda está relacionado à ideia de utilidade. Isto mesmo, aquela utilidade que vimos no começo desta aula. Só existirá demanda se aquele bem ou serviço gerar algum tipo de satisfação para o consumidor. Se não gera satisfação, não há demanda, pois quem irá desejar um bem ou serviço sem utilidade? A terceira é que a demanda vem sempre acompanhada da unidade tempo, pois a demanda altera com o tempo. Se a demanda é uma intenção de compra dado a renda e o preço do bem, com o tempo o preço altera e a renda também, então, a demanda é alterada. Podemos concluir então que a demanda é dinâmica! Que tal representarmos a curva de demanda? A curva de demanda é representada conforme gráfico 2. Gráfico 2 – Representação da curva de demanda Fonte: Elaboração Própria (2013) Conforme visto no gráfico 2, a curva de demanda (D) é a relação entre preço (P) e quantidade (Q) e é negativamente inclinada. Você sabe nos responder o motivo que faz com que a curva de demanda tenha o formato para baixo? A curva de demanda é negativamente inclinada porque conforme o preço aumenta, a quantidade que os consumidores estão dispostos a adquirir reduz, pois se o preço aumentar os consumidores irão substituir o consumo do bem pelo seu substituto. Por exemplo, Maria deseja ir ao teatro ver peças que acabaram de ser lançadas. Então, o teatro é o nosso produto. E dependendo do preço do ingresso ela está disposta a ir mais de uma vez ao mês, conforme tabela 2. Tabela 2 – Demanda por ingressos para cinema de Maria Fonte: Elaboração Própria (2013) Analisando a tabela 2 e depois a representando graficamente, podemos verificar que conforme o preço do ingresso para o teatro reduz, a quantidade demandada, ou seja, a quantidade de vezes que Maria está disposta a ir ao teatro aumenta, o que faz com que a curva de demanda seja negativamente inclinada. Gráfico 3 – Representação da curva de demanda de Maria para ingressos de cinema. Fonte: Elaboração Própria (2013) Claro que representamos a curva de demanda de apenas um consumidor, mas também temos a curva de demanda de mercado, que é a soma das curvas de demanda individuais de um determinado bem que está sendo vendido a um determinado preço. Independente de ser curva de demanda individual ou de mercado, ela será sempre negativamente inclinada, pelos motivos que já explicamos. A curva de demanda é negativamente inclinada! Fatores que determinam a curva de demanda Após entender o conceito de demanda e que de fato, significa para a ciência econômica, vou apresentar a você alguns fatores que afetam a curva de demanda, tanto positiva quanto negativamente, ou seja, fatores que fazem com que a demanda aumente ou diminua. O primeiro fator já vimos, que é o preço. O preço do bem ou serviço faz aumentar ou diminuir a demanda, ou seja, se o preço aumenta, a demanda diminui e se o preço diminui, a demanda aumenta. Além do preço, temos: a. Renda. b. Preço dos bens complementares. c. Preço dos bens substitutos. d. Propaganda/marketing. e. Expectativa sobre o futuro. f. Fatores Climáticos. g. Hábitos/costumes. h. Entre outros. Vamos ver cada um deles? a . Renda A renda é um dos principais fatores que afetam a curva de demanda. Então dada a renda, os consumidores irão escolher qual cesta de produtos irá demandar. A partir da variação da renda e do impacto que esta variação causa na quantidade demandada, os bens podem ser classificados em: • Normal – quando há um aumento de renda, a quantidade demanda do bem ou serviço aumenta. A maioria dos bens são normais, pois quando a pessoa tem um aumento de renda, ela passa a demandar mais daquele bem. Neste caso, a curva de demanda se desloca para a direita, ou seja, para cima. • Inferior – quando há aumento da renda, a pessoa passa a consumir menos daquele bem. Por exemplo, se Maria, nossa consumidora, tiver um aumento de salário, ela passará a consumir mais roupas de marca. Neste caso, a curva de demanda se desloca para a esquerda, ou seja, para baixo. • Consumo saciado – independe da renda, a quantidade demanda será a mesma, ou seja, mesmo que Maria passe a receber um salário maior, ela não irá demandar mais ou menos quantidades, por exemplo, de sal. Neste caso, a curva de demanda não se desloca, pois não há aumento ou redução da demanda. O gráfico abaixo mostra a evolução da renda média na indústria geral brasileira entre 1999 e 2013 Gráfico 4 – Folha de pagamento da indústria geral b. Preço dos bens complementares Bens complementares são os bens que, em geral, são consumidor juntos, como por exemplo, café e açúcar, arroz e feijão, pão e manteiga etc. Então, se o preço de um bem aumentar (arroz) a quantidade demanda de arroz e do seu complementar, que é o feijão, reduzirá, deslocando a curva de demanda para a esquerda. c. Preço dos bens substitutos Bens substitutos são aqueles bens que tem, praticamente, as mesmas características e por este motivo, podem ser substituído um pelo outro. Por exemplo, bolo de chocolate e bolo de coco; manteiga e margarina; pão francês e pão de forma, entre outros. Como são bens que podem ser substituídos, quando o preço de um aumentar, por exemplo, bolo de chocolate, a quantidade demandada de bolo de chocolate cairá e a quantidade demandada do seu substituto, no caso, do bolo de coco, aumentará. Neste caso, a curva de demanda do bolo de chocolate se desloca para a esquerda, ou seja, para baixo e a curva de demanda do bolo de coco se desloca para a direita. d. Propaganda/marketing A propaganda/marketing cria uma necessidade de compra. Então, é um instrumento muito utilizado para aumentar a quantidade demandada de determinados bens e serviços, deslocando a curva de demanda para a direita. e. Expectativa sobre o futuro Outro fator que afeta a curva de demanda é a expectativa que o consumidor tem em relação ao futuro. Se Maria acredita que receberá um aumento daqui a sessenta dias, a demanda dela hoje aumentará, caso contrário, se ela está em aviso prévio, a demanda dela hoje reduzirá. f. Fatores Climáticos O clima é outro fator que afeta de curva de demanda. No inverno, a demanda por shorts e camisetas reduz, enquanto a demanda por casacos aumenta. Outro exemplo, a demanda de casacos de lã no Rio de Janeiro é quase nula, pois não tem clima para utilizar este tipo de roupa, enquanto a demanda por biquínis na Polônia é baixa. g. Hábitos/costumes A demanda de alguns bens variam conforme o hábito e costume da região. Por exemplo, na Índia a vaca é sagrada, então a demanda por carne bovina é quase nula, enquanto no Brasil, é alta. h. Entre outros Citamos alguns fatores que afetam a curva de demanda, mas temos inúmeros outros. Vale lembrar que, qualquer fator que aumente a demanda, deslocará a curva de demanda para a direita, conforme gráfico 5. Em compensação, qualquer fator que reduz a demanda, desloca a curva de demanda para a esquerda, conforme gráfico 6. Gráfico 5 – Deslocamento da curva de demanda para a direita Fonte: Elaboração própria (2013) O gráfico 5 mostra o deslocamento da curva de demanda para direita, ou seja, quando algum dos fatores que estudados acima aumenta a demanda, como por exemplo, aumento da renda, aumento do preço do bem substituto etc. Gráfico 6 – Deslocamento da curva de demanda para a esquerda Fonte: Elaboração própria (2013) O gráfico 6 mostra o deslocamento da curva de demanda para esquerda, ou seja, quando algum dos fatores que estudadosacima reduz a demanda, como por exemplo, redução da renda, redução do preço do bem complementar etc. Não podemos deixar de observar que, quando falamos em uma alteração na quantidade demandada em função de uma variação no preço do próprio bem, a curva de demanda não se desloca, alterando apenas os pontos sobre a curva. O vídeo disponível no link abaixo é o segundo programa da Série Economia Descomplicada e faz uma introdução aos conceitos básicos da microeconomia, lei oferta e demanda e finaliza com o equilíbrio de mercado, sempre com conceitos atuais e de fácil entendimento. < https://www.youtube.com/watch?v=2FdEBPCxmvM >. Elasticidades Outro conceito muito importante em estudar na teoria do consumidor é a elasticidade, que pode ser definida, segundo Mendes (2009), como uma medida de resposta que compara a mudança percentual de uma variável devido a uma mudança percentual em outra variável, em outras palavras, sabemos, por exemplo, que a redução do preço de um bem aumenta a demanda deste bem, mas não sabemos em exatamente quanto. E é este impacto que a elasticidade mostra. Existem três tipos de elasticidades: a. Elasticidade preço A elasticidade preço mostra o impacto da variação do preço na quantidade demanda de um determinado bem ou serviço. Neste caso, pode ser classificado em: • Elásticos, quando a elasticidade preço for maior do que 1. Isto significa que conforme o preço aumenta, a quantidade demanda reduz. Por exemplo, se o preço aumentou em 10% a quantidade demandada reduzirá em mais do que 10%. Em geral, bens não muito essenciais são elásticos, como roupas e sapatos. • Inelásticos, quando a elasticidade preço for menor do que 1. Isto significa que conforme o preço aumenta, a quantidade demandada não reduz de forma significativa, permanecendo mais ou menos constante. Por exemplo, se o preço aumentar em 10% a quantidade demandada reduz em menos do que 10%. Em geral, os bens mais essenciais são inelásticos, como gasolina e alimentos. • Elasticidade unitária, quando a elasticidade preço for igual a 1. Isto significa que um aumento no preço reduz a quantidade demandada na mesma proporção, ou seja, um aumento de 10% no preço acarreta uma redução de 10% na quantidade demandanda. b. Elasticidade preço cruzada A elasticidade preço cruzada mede o impacto da variação do preço de um bem na quantidade demanda do outro bem. Neste caso, os bens podem ser substitutos ou complementares. c. Elasticidade renda A elasticidade renda mede o impacto da variação da renda na quantidade demandada de um determinado bem. Como já estudamos, se a renda aumenta e a quantidade demandada também aumenta, o bem é normal. Caso contrário, o bem é inferior. Teoria da oferta Após entender o lado do consumidor na teoria da demanda, agora iremos analisar o lado do produtor, ou seja, a oferta. Então, a teoria da oferta analisa os principais aspectos relacionados à oferta de mercado, em outras palavras, estuda o comportamento das empresas. Resumindo, a teoria da oferta estuda a resposta do produtor aos incentivos de mercado, incentivos estes relacionados à quantidade demandada, custos, incentivos governamentais, disponibilidade de fatores de produção etc. Mas o que é oferta? A oferta pode ser definida como a relação entre o preço e a quantidade de um determinado bem ou serviço que as empresas estão dispostas a produzir e vender. Oferta é a relação entre o preço de mercado de um determinado produto ou serviço e a quantidade que as firmas estão dispostas a produzir e vender, dado o preço. Mais uma vez temos a palavra “dispostas” em destaque. Isto significa que dependendo do preço do bem, as empresas têm um incentivo a aumentar a produção, mas não significa que de fato aumente, pois aumentar a produção depende de outros fatores e não somente o preço que a empresa deseja vender seu produto, até porque nem sempre a empresa consegue fazer com que seu produto seja vendido pelo preço desejado. A curva de oferta é representada conforme gráfico 01. Gráfico 01 – Representação da curva de oferta Fonte: Elaboração Própria (2013) Você percebeu que o formato da curva de oferta é oposto da curva de demanda? Já que a curva de oferta é positivamente inclinada! Vamos ver o motivo? A curva de oferta é positivamente inclinada, pois conforme o preço aumenta, as empresas desejam produzir e vender mais. Imagine uma empresa que vende títulos de capitalização e que tem a seguinte oferta: Tabela 1 – Oferta de uma empresa hipotética de títulos de capitalização Fonte: Elaboração própria (2013) Pela tabela 1, você percebeu que conforme o preço do título de capitalização reduziu, a quantidade que a empresa deseja vender diminuiu também, fazendo com que a curva seja positivamente inclinada. Transformando a tabela 1 em um gráfico: Gráfico 02 – Representação da curva de oferta para empresa hipotética de títulos de capitalização Fonte: Elaboração Própria (2013) O gráfico 02 confirmou o que a tabela 1 mostrou, conforme o preço do título de capitalização reduziu, a quantidade que a empresa deseja vender também diminuiu, chegando ao ponto que a R$1,00 a empresa não está disposta a vender nenhum título. Qual a explicação que ao preço de R$ 1,00 a empresa não está disposta a vender o produto? A preços muito baixos as empresas não têm incentivo para aumentar sua produção e poderão ofertar outro tipo de serviço, no caso, outro tipo de investimento, que tenha um preço de mercado mais alto. Fatores determinantes da oferta Agora que já está claro o conceito de oferta, vamos apresentar alguns fatores que afetam positiva e negativamente a curva de oferta. Assim como na demanda, o preço do bem ou serviço afeta a curva de oferta. Quanto maior for o preço, maior será a quantidade ofertada. Caso contrário, se o preço diminuiu, a quantidade ofertada também diminuirá. Os demais fatores são: a. Preço dos fatores de produção Um aumento no preço dos fatores de produção aumenta os custos da empresa e pode reduzir a produção, pois caso não seja repassado ao preço final, a empresa terá menos lucro, deslocando a curva de oferta para a esquerda. ANÁLISE: Emprego e produtividade colocam EUA e Brasil em pontas opostas no pós-crise A produtividade e o salário do trabalhador brasileiro poderiam ser muito maiores se houvesse mais investimento em qualificação e em novas tecnologias. Uma reportagem da série que o Jornal Nacional mostrou que não é só o emprego que garante o crescimento econômico. Um exemplo é quando comparamos Brasil e Estados Unidos, que vivem situações opostas. No Brasil, o emprego vai bem, a produtividade vai mal e a economia está crescendo menos. Os Estados Unidos, um dos países mais produtivos do mundo, aceleraram o crescimento. Já o emprego não se recuperou da crise. Texto baseado em: <https://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao /2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/101146-analise-emprego-e-produtividade-colocam-eua-e-brasil- em-pontas-opostas-no-pos-crise> Acesso em: 27 abril de 2022. b. Tecnologia A tecnologia é uma ótima forma de aumentar a produção, utilizando a mesma quantidade de fatores de produção, assim, reduzindo os custos e aumentando a oferta, deslocando a curva de oferta para a direita. c. Preço dos produtos relacionados Quando falamos em produtos relacionados estamos nos referindo a produtos alternativos do processo de produção, ou seja, são produtos que utilizam mais ou menos o mesmo processo produtivo. Neste caso, a empresa escolherá produzir e vender aquele produto que tem um preço de mercado mais alto. Esta foi a situação no nosso exemplo da empresa hipotética de títulos de capitalização, que ao preço de R$1,00 ela optou ofertar outro tipo de serviço. d. Políticas do governo Dependendo da política pública do governo, a empresa tem incentivo para aumentar ou reduzir a produção. Por exemplo, subsídio é um incentivo para as empresasaumentaram a produção. Subsídio é um tipo de imposto negativo, no qual o governo paga uma parte dos custos de produção para os produtores aumentarem ou passarem a produzir aquele produto que o governo quer desse volver o setor. Segundo a OCDE (2013), a China é o país que mais concede subsídio no mundo com US$ 165 bilhões, seguidas pela União Europeia com US$ 106 bilhões e pelos Estados Unidos com US% 30 bilhões. e. Influências especiais As influências especiais, como uma condição metrológica, afeta alguns setores e fazem com que as empresas aumentam ou reduzem a produção. Por exemplo, uma chuva causa uma redução na produção dos agricultores, reduzindo a oferta. Como vimos, alguns fatores afetam a deslocam a curva de oferta para a direita ou para a esquerda. Qualquer fator que reduza custos é um incentivo para a empresa aumentar a produção, deslocando a curva de oferta para a direita, conforme gráfico 03. Gráfico 03 – Deslocamento da curva de oferta para a direita Fonte: Elaboração Própria (2013) Agora qualquer fator que aumente o custo, ou que reduza o lucro, é um incentivo para a empresa reduzir a produção, deslocando a curva de oferta para a esquerda, conforme gráfico 04. Gráfico 04 – Deslocamento da curva de oferta para a esquerda Fonte: Elaboração Própria (2013) Não podemos deixar de observar que quando falamos em uma alteração na quantidade ofertada, em função de uma variação no preço do próprio bem, a curva de oferta, assim como a curva de demanda, não se desloca alterando apenas os pontos sobre a curva. Equilíbrio de mercado Nas aulas 1 e 2 desta unidade vimos o comportamento dos consumidores e das empresas separadamente, mas sabemos que no mundo real, a oferta e a demanda atuam conjuntamente e o preço e a quantidade que são vendidas no mercado ocorre quando as duas curvas (oferta e demanda) se interceptam. Veremos na aula 4 que existem diversos tipos de mercado, mas irei apresentar a você o equilíbrio em mercados competitivos, ou seja, mercados que são formados por um grande número de compradores e vendedores. Não que nos demais mercados o equilíbrio seja tão diferente, mas existem outras variáveis que afetam o equilíbrio, e o ponto de intercepção é mais alto do que em mercados competitivos, em outras palavras, o preço será mais alto em mercados poucos competitivos do que mercados com um número maior de vendedores e compradores. O equilíbrio pode ser visto no gráfico 01 abaixo. Gráfico 01 - Equilíbrio em um mercado competitivo Fonte: Elaboração própria (2013) Analisando o gráfico 01, percebemos que o ponto em que as curvas de oferta (O) e demanda (D) se encontram é o ponto de equilíbrio (E) e este ponto mostra o preço e quantidade negociadas no mercado, P’ e Q’, respectivamente. Qualquer preço acima de P’ significa que haverá mais oferta do que demanda, ou seja, teremos um excesso de oferta e pela lei da oferta e da demanda, oferta maior que demanda o preço tende a baixar. Então, pontos acima de P’ fazem com que sobrem produtos no mercado e o preço automaticamente reduzirá. Agora temos caso contrário também, qualquer ponto abaixo de P’ significa que teremos um excesso de demanda, ou seja, mais pessoas desejando adquirir o bemou serviço do que empresas dispostas a vender. Neste caso, o preço aumentará de modo a chegar o ponto E, que é o ponto de equilíbrio. O preço e a quantidade vendida no mercado são determinados pela interseção das curvas de oferta e de demanda. Todos os fatores que foram estudados nas aulas anteriores que afetam as curvas de demanda, como renda, preço dos produtos complementares e substitutos, expectativa sobre o futuro, entre outros e todos os fatores que vimos que afetam a curva de oferta como, tecnologia, preço dos produtos relacionados, interferência governamental, etc. afetam o ponto de equilíbrio. O governo também pode afetar o ponto de equilíbrio através de: a. Fixação de preços mínimos Acontece quando o governo fixa o preço mínimo que seria vendido no mercado. Este instrumento tem como objetivo beneficiar o produtor, de forma a garantir um nível de preço superior ao preço de equilíbrio. Um exemplo seria o mercado de trabalho, através de fixação do salário mínimo. Outro mercado que participa desta política é o mercado agrícola, no qual o governo se compromete a adquirir a produção caso o preço de mercado esteja abaixo do preço fixado. Preços Mínimos Os preços mínimos foram instituídos em 1966 com o objetivo de garantir o preço para os setores agrícolas e extrativistas. Era voltado exclusivamente para produtores e cooperativas. O preço mínimo pode ser utilizado de duas formas: para comprar produtos dos produtores e para conceder empréstimos para os produtores ou cooperativas para estocar os produtos produzidos. No primeiro caso, o governo compra o produto que fica estocado para abastecimentos. No segundo caso, o produtor é financiado para estocar seu produto e vender quando o preço de mercado estiver mais alto. Neste segundo caso, o preço é um parâmetro para determinar o valor do empréstimo (crédito rural) Extraído de: < http://www.faespsenar.com.br/faesp/pagina/exibe/assuntos/politica-agricola/157-59 >. Acesso em: 20 out. 2013. b. Fixação de preços máximos Acontece quando o preço vendido no mercado está muito alto e o governo, com o objetivo de defender o consumidor, estabelece um preço máximo que as empresas podem vender seus produtos. O preço máximo será sempre menor do que o preço de equilíbrio, ou seja, abaixo de P’. c. Subsídios Neste caso, o governo, com o objetivo muitas vezes de desenvolver determinados setores, paga uma parte dos custos produtivos da empresa, que terá incentivo para aumentar a quantidade ofertada e ou reduzir preço. Com subsídio o preço fica abaixo de P1. d. Congelamento e tabelamento de preços Muito utilizado na década de 1980 e no início da década de 1990, para combater a inflação. O governo congela preços e ou salários de forma a definir o P’. Entre a década de 1980 e meados da década de 1990, o Brasil implantou cinco planos de estabilidade econômica (Cruzado, Bresser, Verão, Collor e Real), com objetivo de eliminar as altas taxas de inflação e, com exceção do Plano Real, todos os demais aderiram ao congelamento e ou tabelamento de preços. Análise de mercado Até aqui vimos a teoria da demanda e a teoria da oferta separadas, e depois, analisamos o equilíbrio de mercado em um mercado competitivo. Lembra que eu falei para você na aula 3 que temos outros mercados? Agora vamos analisar a relação entre demanda e oferta dentro das estruturas de mercado, que engloba as características que influenciam o tipo de concorrência e na formação de preço. As características citadas são o grau de concentração, ou seja, o tamanho do mercado (número de vendedores e compradores); o grau de diferenciação dos produtos (os produtos podem ser considerados homogêneos ou diferenciados) e as barreiras à entrada (grau de dificuldade que uma nova empresa tem em fazer parte no mercado em questão). Com base nestas características, os mercados podem ser classificados em competitivos (concorrência perfeita e concorrência monopolística), pouco competitivo (oligopólio) e sem competição (monopólio). Vamos conhecer cada uma dessas estruturas de mercado? Concorrência perfeita ou pura Um mercado em concorrência perfeita ou pura tem como características: • Grande número de compradores e vendedores. • Produtos homogêneos. • Ausência de restrições artificiais (livre mercado). • Ausência de barreiras à entrada. • Perfeito conhecimento. Na realidade, a concorrência perfeita ou pura seria uma situação ideal, mas que de fato não acontece. O mercado que mais que se aproxima deste tipo de estrutura de mercado é o agropecuário. Monopólio O monopólio é, assim como a concorrência perfeita, uma situação extrema, mas real. Situação esta indesejável, pois pode prejudicar o consumidor, jáque não temos concorrência. As características do monopólio são: • Uma única empresa. • Produtos altamente diferenciados. • Não há concorrência. • Considerável controle de preço por parte da empresa. • Altas barreiras à entrada. Temos diversos exemplos de mercados monopolístico, como o setor de extração de petróleo, rodovias pedagiadas, energia elétrica, saneamento básico, em algumas cidades, setor de transporte, entre outros. O maior problema do monopólio é que como não há concorrentes, a empresa pode cobrar um preço muito alto ou oferta uma quantidade baixa. Além de não se preocupar com a qualidade. Por estes motivos, o governo sempre acompanha e regula as empresas pertencentes ao monopólio. Claro que em alguns setores o monopólio é essencial, pois não é economicamente viável ter uma concorrente como nos setores de energia elétrica e saneamento básico. Neste caso, chamamos o monopólio de monopólio natural, já que e mais viável ter apenas uma empresa ofertando aquele produto. Concorrência monopolística Entre a concorrência perfeita e o monopólio temos uma estrutura de mercado conhecida como concorrência monopolística, que é uma mistura das duas estruturas estudadas acima e tem como características: • Grande número de empresas. • Produtos diferenciados. • Pequeno controle de preço por parte da empresa. • Concorrência acontece via marcas, serviços especiais e propaganda. • Baixas barreiras à entrada. A maioria das empresas no mundo real pertence a esta estrutura de mercado. Podemos citar restaurantes, padarias, lojas de roupas, lanchonetes, entre outros Oligopólio Outra estrutura de mercado intermediária, ou seja, que é um mercado pouco competitivo, é o oligopólio, que tem como características: • Pequeno número de empresas. • As empresas são interdependentes. • Médias barreiras à entrada. • Os produtos podem ou não ser diferenciados. • A concorrência é via diferenciação do produto. Podemos citar como exemplos de empresas oligopolistas os setores de telecomunicações, planos de saúde, aéreo e distribuição de combustível. Uma importante característica do oligopólio que merece ser explicada com mais detalhes é a interdependência. Como são poucas empresas neste mercado, quando o preço de uma delas variar, as demais irão reagir rapidamente. Por exemplo, vamos supor um mercado composto por três empresas, A, B e C e que a empresa A resolveu, como estratégica, abaixar seu preço em 10%. Como são poucas empresas no mercado, imediatamente as empresas B e C baixarão também seu preço e a parcela de mercado continuará a mesma para todas três. Parcela de mercado refere-se à porcentagem da quantidade que cada empresa vende naquele mercado. Agora se a empresa A resolver aumentar seu preço em 10%, as empresas B e C não aumentarão e a empresa A perderá mercado. Por estes motivos que o preço no oligopólio é constante e parecido para todas as empresas. Caso as empresas que fazem parte de um oligopólio façam acordos, seja de preço, seja de quantidade, o consumidor será prejudicado, pois, na prática, um cartel faz com que as empresas se comportem como um monopolista. Políticas Públicas quanto aos oligopólios Como são poucas as empresas no oligopólio, não é difícil ter acordos de preços e quantidades, acordos estes indesejáveis aos consumidores e devem ser evitados. São indesejáveis, pois levam a uma produção baixa e a preços altos, ou seja, nesta situação as empesas se comportam como no monopólio. Por isto o governo deve coibir acordos entre empresas e no Brasil, temos uma lei específica para isto, que é a lei antitruste. Algumas práticas empresariais que são proibidas pelo governo brasileiro: a. Cartel – empresas fazem acordos de preços e quantidades, aumentando o preço e ou reduzindo a quantidade ofertada. De qualquer forma prejudica o consumidor final. Em maio de 2014, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) concluiu o julgamento do cartel das cimenteiras e multou as empresas envolvidas na formação de cartel em R$ 3 bilhões, mais venda de ativos. A multa foi a maior da história brasileira de combate à formação de cartel. b. Fixação de preço de revenda – acontece quando uma empresa produtora/ distribuidora exige que um estabelecimento venda um produto a um preço fixado por ela. Vale lembrar que preço sugerido não é proibido, pois a empresa só está sugerindo um preço e não obrigando ao estabelecimento vender o bem aquele preço pré-definido. c. Preços predatórios – é uma situação que uma grande empresa define seus preços abaixo do custo de produção para eliminar a concorrente, que em geral é uma empresa menor do mercado, e depois aumentar seus preços. d. Vendas casadas – situação no qual dois produtos só são vendidos juntos, ou seja, o consumidor não consegue comprar os bens separadamente. Lembrando que promoções e produtos tipo combo (TV por assinatura + internet banda larga) não são considerados venda casada, pois o consumidor pode adquirir os produtos/serviços separadamente, mesmo que a um preço maior. Para conhecer um pouco mais sobre a Lei Antitruste brasileira, acesse: < http://www.planalto.gov.br /ccivil_03/_ato2011-2014/2011/Lei/L12529.htm >. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. A função utilidade é o benefício ou satisfação que o consumo de um bem ou serviço gera a uma pessoa. Existe utilidade total e marginal. Em relação à utilidade, marque a alternativa correta: a) A utilidade total reduz com o aumento do consumo de um bem. b) A utilidade marginal reduz com o aumento do consumo de um bem c) A utilidade total e marginal sempre será a mesma. d) A utilidade total é menor que a utilidade marginal. 2. Demanda é a quantidade de um determinado bem ou serviço que um consumidor deseja comprar dado a sua renda e o preço do bem. Em relação à demanda, marque a alternativa correta: a) É intenção de compra de um bem. b) É a compra efetiva do bem. c) É intenção de compra de um conjunto de bens. d) Não altera em relação ao tempo. 3. A teoria da oferta estuda a resposta do produtor aos incentivos de mercado. Em relação a estes incentivos, marque a alternativa correta: I) Quantidade demandada. II) Custos III) Incentivos do governo. IV) Disponibilidade de fatores de produção. a) As alternativas I e II estão corretas. b) As alternativas III e IV estão corretas. c) As alternativas II, III e IV estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. 4. Explique o motivo que faz com que uma empresa resolva não produzir um determinado bem se o preço de mercado estiver muito baixo. a) Porque a preços baixos a empresa irá fabricar outro tipo de bem. b) Porque a preços muito baixos a empresa demite funcionários. c) A empresa produzirá mesmo a preços baixos. d) A empresa só produzirá se tiver lucro máximo. 5. Vimos nesta aula que o equilíbrio em mercados competitivos acontecem quando as curvas de oferta e demanda de encontram. Porém, pode acontecer, no curo prazo, de existir excesso de oferta ou excesso de demanda. Marque a alternativa correta que caracterize um excesso de demanda. a) Quando o preço está abaixo do preço de equilíbrio. b) Quando o preço está acima do preço de equilíbrio. c) Quando a quantidade está acima da quantidade de equilíbrio. d) Quando preço e quantidade não se interceptam. 6. O equilíbrio de mercado e consequentemente a formação de preço, acontece quando as curvas de oferta e demanda se cruzam. O governo pode intervir nessa formação de algumas formas. Em relação a estas formas, marque a alternativa correta: I) Fixação de preços máximos II) Subsídios III) Fixação de preços mínimo IV) Congelamento a) Somente I e II estão corretas. b) Somente II e III estão corretas. c) Somente I, II e IV estão corretas. d) Todas estão corretas. 7. A estrutura de mercado depende, principalmente, de trêsfatores: número de empresas que fazem parte daquele mercado, tipo de produto e grau de dificuldade que novas empresas tem em fazer parte do mercado. Em relação às estruturas de mercado, marque a alternativa correta: a) Nas quatro estruturas estudadas, as barreiras à entrada são altas. b) Sempre existirá concorrência, independente da estrutura de mercado. c) Os produtos são sempre diferenciados. d) A maioria das empresas pertencem a concorrência monopolísticas. 8. Cada uma das quatro estruturas de mercado estudadas possuem características próprias, como por exemplo, em relação ao número de empresas, tipo de produto, tipo de concorrência, formação de preço, barreiras à entrada etc. A relação às características do oligopólio, marque a alternativa correta: I) As empresas são interdependentes. II) Os produtos são diferenciados. III) Existe um pequeno número de grandes empresas. IV) Existe concorrência. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas II e III estão corretas. c) Somente as alternativas I, III e IV estão corretas. d) Todas estão corretas. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO A economia é dividida em duas grandes áreas: a microeconomia e a macroeconomia. A primeira, que foi o foco de estudo desta unidade, estuda as unidades individuais. Nela estudamos a teoria da demanda e a teoria da oferta, além do equilíbrio de mercado e as estruturas de mercado. Na parte macroeconômica, o foco é o agregado. Na teoria da demanda o foco de estudo são os consumidores, ou melhor, as famílias. Esta teoria procura explicar o comportamento do consumidor ao fazer suas escolhas por bens e serviços. É apresentando também alguns fatores que afetam a curva de demanda, como preço do bem, preço dos bens substitutos e complementares, renda, idade do consumidor, expectativa sobre o futuro, entre outros. Além da demanda, a microeconomia estuda a teoria da oferta. Neste caso, o objeto de estudo são as empresas e as suas decisões, em outras palavras, a teoria da oferta estuda os fatores que incentivam uma determinada empresa a aumentar sua produção. Após entender demanda e oferta separadamente, chegamos ao equilíbrio de mercado, mercados estes competitivos. Então, o equilíbrio se dá, ou seja, o preço e a quantidade negociadas no mercado acontecem quando as curvas de demanda e de oferta se cruzam. Se o preço estiver mais alto, a quantidade demandada reduz, até que o preço chegue ao preço de equilíbrio. Mas o equilíbrio não acontece somente em mercados competitivos. O preço e a quantidade definidos sofrem interferência de outros fatores, principalmente da estrutura de mercado que esta empresa se encontra. Neste sentido, temos quatro estruturas de mercado: concorrência perfeita, monopólio, concorrência monopolística e oligopólio. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Microeconomia Autor: Robert S. Pindyck e Daniel L. Rubinfeld, da editora Pearson. Editora: Pearson Sinopse : Com o objetivo de atender à necessidade dos alunos de compreender plenamente como a microeconomia pode ser utilizada na prática, oferece uma abordagem à teoria microeconômica, realçando sua relevância e aplicação no processo de tomada de decisão tanto no setor privado como no público. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS MENDES, J. T. G. Economia : Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Pearson Hall, 2009. PASSOS, C.R.M.; NOGAMI, Otto. Princípios de Economia . São Paulo: Cengage Learning, 2012. PINDYCK, R. S.; RUBINFELD, D. L. Microeconomia . 6.ed., Makron Books, São Paulo. VARIAN, H. Microeconomia : Princípios Básicos, ed. Campus, 7.ed., Rio de Janeiro, 2003. VASCONCELOS, A. S. & GARCIA, M. Fundamentos de Economia . São Paulo: Saraiva, 2008. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Oferta melhora e preço do tomate recua No início do ano de 2013 o preço do tomate aumentou de forma significante, chegando a ser considerado o grande vilão da inflação. Isto aconteceu em razão da redução da oferta do produto em decorrência da redução da produção, ou seja, tivemos uma safra ruim, diferente do ano que 2012, onde a safra foi excelente e a demanda permaneceu constante. Este fato fez com que o preço do tomate crescesse. A partir de abril, a oferta voltou a melhorar e consequentemente, os preços voltaram a reduzir. Segundo a Folha de São Paulo (2013), a quebra do mês de abril do preço do tomate foi de 43% em São Paulo. Outro fato que pode explicar a redução da produção foi que, como em 2012 a safra foi muito boa, o preço do tomate reduziu. Neste caso, muitos produtores deixaram de produzir tomate e passarem a produzir produtos relacionados (outras culturas), reduzindo assim, a área plantada e a produção para 2013 em 27%, segundo a Folha de São Paulo. E para piorar, tivemos muitas chuvas no período de colheita, o que fez com que a produção reduzisse mais ainda. A figura abaixo mostra a evolução do peço do quilo do tomate no período de março a abril de 2013. PREÇO DO TOMATE ENTRE MARÇO E ABRIL DE 2013 Figura 01 – Preço do tomate entre março e abril de 2013 Fonte: Folha de São Paulo (2013) Conforme podemos ver na figura 01, dia 15 de março o preço do quilo do tomate estava em R$4,37, uma semana depois, passou para R$6,90, chegando ao valor de R$7,81 no dia 28 de março. Após este período, com a produção voltando ao normal, o preço foi reduzindo. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; BOECHAT, Andréia Moreira da Fonseca; Economia e mercado. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Maringá-Pr.: UniCesumar, 2018. Reimpr. 2022 . 42 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. ISBN - 978-85-459-0038-2 CDD - 22 ed. 332 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação POLÍTICAS MACROECONÔMICAS Professor (a) : Me. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Objetivos de aprendizagem • Definir políticas macroeconômicas. • Mostrar a importância do estudo das políticas macroeconômicas. • Apresentar a política monetária. • Discutir política fiscal. • Estudar a política cambial. Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Definição e importância das políticas macroeconômicas • Política Monetária • Política Fiscal • Política Cambial Introdução Seja bem-vindo(a) ao nosso material de estudo da disciplina Economia e Mercado. Nesta unidade, estudaremos a economia por outra ótica. Antes de começar, gostaria de lembrá-lo(a) que a economia é dividida em duas grandes áreas: a macroeconomia e a microeconomia. Estudaremos a primeira área nesta unidade, ou seja, estudaremos o país como um todo, e não apenas as unidades individuais (microeconomia).Você, certamente, já ouviu/leu em jornais, revistas, telejornais, internet, entre outros, todos os dias, as seguintes manchetes: A taxa de inflação ultrapassou a meta e governo aumenta a taxa SELIC. Trabalhamos 150 dias para pagar impostos. O dólar fechou em alta. Balança comercial brasileira foi superavitária no mês de outubro. Ao final desta unidade você entenderá cada um dos temas citados acima, entre outros temas relacionados e os motivos que o governo aumenta, por exemplo, a taxa de juros, ou injeta dólar no mercado ou corta gastos. Para isto, apresentarei a você as três principais políticas macroeconômicas, que são a monetária, que relaciona taxa de juros com a quantidade de moeda em circulação, fiscal, que são os gastos e arrecadação do governo e cambial, que está relacionada às transações com o exterior. Além da importância destas políticas para o crescimento e desenvolvimento do país. Você já percebeu que esta unidade é bastante complexa, mas muito interessante, já que os temas discutidos fazem parte do nosso dia a dia e que afetam, diretamente, nossas vidas e por isto, o governo se preocupa tanto. Bons estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Definição e importância das políticas macroeconômicas Como você sabe, as políticas macroeconômicas são fundamentais para a estabilidade e crescimento econômico. Sem a interferência do governo, provavelmente os preços seriam instáveis e talvez nem haveria crescimento econômico e sim, algumas empresas de alguns setores cresceriam, mas a economia como um todo não. É importante observar que mesmo comum ao governo ativo, a economia é uma ciência social complexa e o governo, ao tentar solucionar um problema, acaba trazendo consequências negativas sob o ponto de vista de outro objetivo, ou seja, para melhorar um lado, acaba piorando o outro. Por exemplo, uma forma de gerar empregos e consequentemente aumentar a renda nacional, é aumentar a produção. Porém, com a renda mais alta, as pessoas tendem a demandar mais, o que pode acarretar inflação. Então, você percebeu que o problema inicial, aumentar o número de empregos, acarretou uma alta nos preços, ou seja, ao tentar solucionar um problema, outro foi criado. Depois do meu exemplo, você deve estar se perguntando o que fazer então, certo? O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma política pública e gerou entre 2007 e 2012 o aumento de 75%do número de empregos com carteira assinada na construção civil (BRASIL, 2014). A resposta a esta pergunta não é fácil. O que sabemos é que o governo deve utilizar as políticas macroeconômicas e seus instrumentos para atingir o objetivo naquele momento, dada a situação econômica nacional e mundial atual alterar a política quando a conjuntura econômica também mudar. O governo utiliza as políticas econômicas e seus instrumentos, muitas vezes de forma conjunta para atingir o objetivo naquele momento. E é isto que o governo faz! Por isto as políticas macroeconômicas envolvem a atuação do governo no que diz respeito à oferta e demanda agregada, com o objetivo de estabilizar a economia (controlar a inflação), distribuir renda, permitir que o país cresça e se desenvolva, gerar empregos etc. Sandroni (2003) define política econômica como sendo um conjunto de medidas que o governo toma com o objetivo de atuar e influenciar os mecanismos de produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Para atingir os objetivos citados, o governo intervém na economia através das políticas monetária (oferta de moeda e taxa de juros), fiscal (gasto e arrecadação pública) e cambial (taxa de câmbio e operações cambiais). Não podemos esquecer que cada uma dessas políticas, que serão discutidas nas próximas unidades, afetam de forma positiva e negativa outras variáveis econômicas. Não podemos esquecer também das políticas sociais, industriais, ambientais, entre outras. Porém, o foco da nossa disciplina são as políticas econômicas. Políticas macroeconômicas são a atuação do governo para atingir um determinado objetivo, que pode ser geração de emprego, crescimento econômico, redução da inflação, melhorias no balanço de pagamentos, entre outros. Política monetária Quando falamos em política monetária estamos falando na atuação do governo no que diz respeito à quantidade de moeda em circulação e a taxa de juros. Gremaud Vasconcelos e Toneto Jr. (2008) acrescentam que a política monetária pode ser entendida como a atuação do Banco Central para definir as condições de liquidez da economia, ou seja, quantidade ofertada de moeda, nível de taxa de juros entre outros. Então, todas as vezes que ouvimos na televisão, que o Banco Central irá se reunir, através do COPOM (Comitê de Política Monetária), isto significa que haverá uma nova política monetária no país, fato que acontece a cada 45 dias. Política monetária é a atuação do governo no que diz respeito à quantidade de moeda em circulação e a taxa de juros. Oferta e Demanda de Moeda Já que uma das variáveis que o Banco Central utiliza na política monetária é a quantidade de moeda em circulação, é importante entender o que realmente é moeda, os motivos que as pessoas demandam moeda e a oferta da moeda. Para começar, iremos discutir quais são as funções da moeda, que são: a. Meio de troca – intermediário entre as mercadorias, ou seja, trocamos moeda por bens e serviços. b. Unidade de Conta – estabelece preços a bens e serviços, em outras palavras sabemos os valores das coisas. c. Reserva de valor – permite guardar, ou seja, podemos guardar moeda, seja pelo motivo precaução ou especulação. Agora que você já sabe quais são as funções da moeda, você saberia me dizer os motivos que demandamos moeda? Sei que você deve estar assustado com essa pergunta e deve ter respondido: é óbvio que sabemos. Mas sabemos na prática, vejamos na teoria quais são os motivos que nos levam a demandarmos moeda: a. Motivo especulação – para render juros. Então demandamos moeda pelo motivo especulação para ganhar mais moeda. b. Motivo transação – para comprar bens e serviços. Neste motivo, o pagamento de contas/dívidas está incluído. c. Motivo precaução – para um imprevisto. Quem nunca ouviu a expressão “nunca se sabe o que vai ser amanhã, é melhor prevenir”?! E por esse motivo essas pessoas acabam guardando dinheiro em espécie. Após entender os motivos que as pessoas demandam moeda, Mendes (2009) faz a seguinte afirmação: a demanda por moeda vai depender diretamente de qual é a renda do agente econômico e inversamente da taxa de juros. Em outras palavras, quanto maior a renda maior a demanda por moeda e quanto maior a taxa de juros menor a demanda, pois se a taxa de juros estiver muito alta será mais interessante deixar o dinheiro aplicado do que adquirir bens e serviços naquele momento. Para melhor visualizar a situação citada, analise o gráfico 01. Gráfico 01: Mercado Monetário: demanda e oferta de moeda e a formação da taxa de juros Fonte: Mendes (2009, p.185) O gráfico 01 mostra como a taxa de juros e a demanda de moeda são inversamente proporcionais. Pense na taxa de juros como um custo de oportunidade de reter moeda. Então, quanto maior for a taxa de juros, maior é o custo de oportunidade em reter moeda, maior será o ganho pela especulação e menor a demanda por moeda. A demanda de moeda é inversamente proporcional à taxa de juros e depende diretamente da renda do indivíduo. Temos também o outro lado, a oferta de demanda , que é controlada pelo Banco Central. O Banco Central é o órgão que controla a oferta monetária no nosso país, além de todos os assuntos relacionados a ela, ou seja, é o grande responsável pela definição da política monetária no Brasil. O Banco Central tem diversas funções, entre elas: • Controlar a oferta de moeda. • Zelar pelo valor da moeda nacional. • Regular e fiscalizar o Sistema Financeiro Nacional.• Banco dos bancos. • Banco do governo. Você percebeu como é essencial um Banco Central eficiente, já que desempenha diversas funções que afetam toda a população! Porém, o banco Central não é o único que afeta a oferta de moeda, temos também os bancos comerciais, que são definidos como intermediários financeiros que captam recursos dos poupadores e emprestam para os investidores. O processo citado acima é o que chamamos de “criação de moeda”. Vamos ver exatamente como funciona? Os empréstimos feitos pelos bancos comerciais são feitos mediante a abertura de um depósito à vista e não da entrega do dinheiro à pessoa. Esta pessoa pagará suas dívidas, em geral, via cheques, transferência e boletos ficando uma parte do depósito no próprio banco. Assim, uma parcela é reservada e a outra é emprestada para outra pessoa. Neste caso, houve uma multiplicação do depósito inicial e o banco vai “criando moeda”. Para ficar mais fácil o entendimento desta situação, utilizarei um exemplo. Segundo Mendes (2009), um depósito inicial de R$ 100,00 em um banco, que deve manter 20% como reservas compulsórias. Destes R$ 100,00 o banco destina R$ 20,00 para reservas e empresta R$ 80,00. Os R$ 80,00 retornam ao banco na forma de novo depósito. Dos R$ 80,00 R$ 16,00 transformam- se em reservas e R$ 64,00 são reemprestados. Esses voltam como depósito e reinicia-se o ciclo. Percebe-se que os R$ 100,00 iniciais de depósitos multiplicam-se gerando uma sequência de depósitos nos valores: R$ 80,00; R$ 64,00; R$ 51,20; R$ 40,96 etc. Reservas compulsórias é uma porcentagem que os bancos comerciais são obrigados a depositarem no Banco Central para a segurança do Sistema Financeiro Nacional. Assim, segundo o mesmo autor, um depósito inicial de R$ 100,00 gerou um total de depósitos no banco de R$ 500,00, isto é, foi multiplicado por 5. Como milhões de depósitos à vista e se ele deve recolher compulsoriamente 20% junto ao Bacen, então o poder de criação de moeda desse banco é de R$ 500 milhões (ou seja: R$ 100 milhões divididos por 0,2). Somente o Banco Central pode autorizar a emissão de moeda e os bancos comerciais multiplicam esta moeda por meio de empréstimo! Instrumentos da Política Monetária Para controlar a quantidade de moeda em circulação e consequentemente, afetar a taxa de juros, a política monetária possui três instrumentos que o governo pode utilizar: 1. Reservas ou Depósitos Compulsórios - Os depósitos compulsórios representam parte dos recursos que os bancos “arrecadam” no mercado sob a forma de depósitos. Essa parte é a que fica retida junto ao Banco Central, em outras palavras, os bancos comerciais são obrigados a depositarem uma parte de todos os depósitos no Banco Central. Quanto maior for o percentual do depósito compulsório, menor será a oferta de moeda e vice-versa. 2. Taxa de Redesconto - Também conhecido como empréstimos de liquidez por alguns autores, a Taxa de Redesconto é a taxa que os bancos comerciais pagam ao Banco Central quando precisam de dinheiro emprestado. Por exemplo, digamos que um banco comercial precisa de recursos, ele pode conseguir esses recursos em outros bancos, mas, em última instância, se ele não conseguir empréstimos com seus pares, ele recorrerá ao Banco Central. A taxa de juros cobrada pelo Banco Central dos bancos comerciais é a chamada taxa de redesconto. Se o governo deseja que haja uma elevação da quantidade de dinheiro em circulação, ele irá diminuir o valor dessa taxa, em contrapartida se quiser que há uma redução na quantidade de dinheiro na economia ele eleva essa taxa. 3. Operação de open Market ou mercado aberto – é a compra e venda de títulos públicos. Então, se o governo quiser aumentar a quantidade de moeda em circulação, ele compra os títulos públicos que estão nas mãos da população. Caso contrário, se ele quiser reduzir a atividade econômica, ele vende títulos públicos. A figura 01 mostra o feito da compra dos títulos públicos pelo Banco Central nas variáveis macroeconômicas. O Banco Central ao adquirir os títulos públicos, aumentam a oferta de moeda e as reservas bancárias, com isto, a taxa de juros cai fazendo com que o consumo e o investimento aumentem, a moeda é desvalorizada e os preços dos ativos sobem. Com a moeda desvalorizada, as exportações aumentam e com os preços dos ativos mais altos, o consumo e o investimento também aumentam. Toda esta situação faz com que a demanda agregada aumente também. Figura 01 – Efeitos da compra de títulos públicos pelo Banco Central sobre as variáveis macroeconômicas Fonte: Carvalho et al. ( 2008) Você percebeu que o governo pode utilizar qualquer um dos três instrumentos para aumentar ou reduzir a quantidade de moeda em circulação e consequentemente, estimular ou desestimular a atividade econômica. Porém, além da quantidade de moeda em circulação, temos também a taxa de juros. Taxa de Juros Taxa de juros pode ser definida como o preço do uso do dinheiro. Neste sentido, Gremaud et al. (2007 p. 285) definem taxa de juros como o que se ganha pela aplicação de recursos durante determinado período de tempo, ou, alternativamente, aquilo que se pega pela obtenção de recursos de terceiros (tomada de empréstimo) durante determinado período de tempo. Verificando a definição de taxa de juros, já é possível inferir que essa é uma variável das mais importantes em qualquer economia, visto que a partir dela muitas decisões são tomadas. Por exemplo, se um empresário deseja fazer um investimento uma das variáveis que ele levará em consideração é a taxa de juros. Se uma pessoa física pretende comprar um produto e vai pagá-lo a prestação, quanto ele pagará de juros vai afetar diretamente sua decisão de compra. Então, sabendo o que é e como é importante a taxa de juros, verifiquemos como ela é formada. No Brasil a chamada taxa básica de juros é a SELIC – Serviço Especial de Liquidação e Custódia, é básica porque a partir dela é que as demais taxas são estabelecidas, ou seja, as demais taxas de juros, como do cheque especial e do cartão de crédito, são baseadas na Taxa SELIC. A Taxa SELIC é definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária), órgão que pertence ao Banco Central. Sempre que a definição da SELIC acontece, essa informação é bastante divulgada, justamente por causa daquilo que conversamos agora mesmo, a intenção do governo é informar o que ele deseja dos agentes econômicos através de sua decisão de elevar, manter ou reduzir a SELIC. A SELIC é a taxa de juros básica da economia. Então, todas as demais taxa de juros, são formadas com base da SELIC! Como a Política Monetária Afeta a Economia Agora que já estudamos um pouco sobre moeda e as variáveis que envolvem a política monetária, vamos discutir como o governo faz política monetária e quais os resultados que pretende com ela. Em geral dizemos, tecnicamente, que a política monetária pode ser contracionista ou expansionista e o que quer dizer isso? Uma política monetária contracionista é feita se o governo deseja frear a economia, melhor dizendo, se, na visão do governo, a economia está muito aquecida, as pessoas/empresas estão utilizando muito a moeda para as mais diversas funções e ele deseja que isso seja reduzido, ele praticará política monetária contracionista . Ai você pode me dizer: Mas quando o governo vai querer desaquecer a economia? Quando, por exemplo, a inflação estiver muito elevada. E como se faz essa política? A ferramenta mais utilizada, no Brasil, é a taxa de juros, mas todos os instrumentos de política monetária citados anteriormente são e podem ser utilizados. Já política monetária expansionista funciona no sentido inverso, se o governo acha que a economia está desaquecida e ele pretende estimular essa economia ele poderá reduzir a taxa de juros o que levará os agentes econômicos a reaquecerem a economia. A figura 02 mostra como a política monetária pode afetar a economia. Figura 02 – O Mecanismo de Transmissãoda Política Monetária - Brasil Fonte: Gontijo (2007) Como pôde ser visto a decisão da política monetária tem três caminhos a serem seguidos: alterar a taxa de juros ou os depósitos compulsórios ou a taxa de redesconto e cada variável/instrumento alterado gerará um afeito. Por exemplo, a taxa de juros afeta diretamente o crédito, a moeda, o produto e a taxa de câmbio (veremos taxa de câmbio na quarta aula desta unidade) e o nível geral de preços (inflação). Já os depósitos compulsórios e a taxa de redesconto, afeta o crédito, a moeda, que por sua vez, afeta o produto, o nível geral de preços e a taxa de câmbio. A tabela abaixo mostra a variação da taxa de juros SELIC no período compreendido entre 04/04/2022 e 03/05/2022. Fonte: Banco Central (2022) Política fiscal Uma política bastante discutida pelas pessoas é a política fiscal, que trata basicamente, dos gastos e arrecadação do governo. Então, política fiscal é a atuação do governo no que diz respeito à arrecadação de tributos e aos gastos públicos, com o objetivo básico conduzir, de forma eficiente, a área administrativa do governo, promovendo o bem-estar social, mediante melhorias da infraestrutura, como construção de escolas, estradas, hospitais, salários de funcionários etc. Política Fiscal é a atuação do governo no que diz respeito aos gastos e arrecadação. Então, quando o governo eleva ou reduz algum tributo, ele também está fazendo política fiscal. Normalmente, ouvimos ou lemos a manchete: “Brasil fecha período com superávit primário” ou “Brasil fecha período com déficit primário”, e o que isso quer dizer? Tributos são divididos em impostos, taxa e contribuições. Déficit ou Superávit primário é definido por Gremaud, Vasconcellos e Toneto Jr. (2008) como a diferença entre as receitas não financeiras e os gastos não financeiros. Se o governo gastou mais do que arrecadou ele tem déficit e se ele gastou menos do que arrecadou ele tem superávit. Esse conceito, segundo os mesmos autores, mostra exatamente como o governo está conduzindo sua política fiscal, já que nesse conceito não se inclui dívida e nem os juros da dívida. Déficit e Superávit primário é a diferença entre que o que o governo arrecada e o que ele gasta. Neste cálculo não é incluído pagamentos de juros e da dívida pública. Quando o governo tem superávit em suas contas significa que ele arrecadou mais do que gastou e isso pode ser traduzido como uma política fiscal contracionista , ou seja, ele está recebendo mais impostos e taxas da população, e por que se chama política contracionista? Porque com essa atitude o governo está arrecadando mais dinheiro do que gastando e com isso o dinheiro tem girado menos na economia e por consequência, gerado menos empregos, menos crescimento. Já quando o governo tem déficit em suas contas, ele gastou mais do que arrecadou, podemos dizer que ele está fazendo uma política fiscal expansionista , isso porque se o governo gasta mais do que arrecada ele está estimulando a economia através da injeção de recursos. Então, a função da política fiscal é a de ajudar o governo a atingir seus objetivos (contrair ou expandir a economia) e, assim, o governo a utiliza através dos seus gastos e arrecadações. A maior parte das arrecadações do governo brasileiro se dá pelos impostos. De acordo com Gremaud, Vasconcellos e Toneto Jr. (2008), o Brasil sempre utilizou a estrutura tributária para estimular setores da economia. Como a política fiscal é bastante utilizada pelo governo brasileiro e sua arrecadação vem principalmente dos impostos, é importante conhecer como os tributos são classificados para entender a estrutura tributária brasileira. Os tributos são classificados de duas formas: sobre a forma de incidência e sobre a base de incidência. Sobre a forma de incidência: O quadro abaixo mostra alguns tributos diretos e indiretos e as respectivas alíquotas. Quadro 01 Fonte: Elaboração própria com dados baseados no < www.impostrometro.com.br >. (2013) Você deve estar se perguntando sobre os outros 25,8%. Este percentual corresponde às contribuições, como INSS e FGTS. O quadro 5 mostra os principais tributos diretos e indiretos do país e suas respectivas alíquotas. • Sobre a base de incidência: • Progressivos – esse tipo de tributo aumenta conforme a renda aumenta, ou seja, os mais ricos pagam mais. Como exemplo, podemos citar os tributos diretos. • Regressivos – os regressivos aumentam, proporcionalmente, conforme a renda diminuiu, em outras palavras, as classes menos favorecidas sentem mais o peso desse tipo de tributo do que as classes altas, isto porque são os tributos indiretos, ou seja, incidem sobre bens e serviços. • Neutros – independente da renda, a taxação é a mesma, como exemplo, as contribuições. INSTRUMENTOS E IMPACTO DA POLÍTICA FISCAL Assim como na política monetária, na política fiscal o governo também utiliza instrumentos para estimular ou desestimular a economia, de modo a atingir seus objetivos que podemos citar, por exemplo, o crescimento e estabilização econômica. No caso da política fiscal, os instrumentos utilizados são gastos e arrecadação. Se o governo quiser estimular a economia através da política fiscal, ele tem duas opções: ou reduz o valor dos impostos ou expande os gastos, principalmente em infraestrutura. Caso contrário, se o objetivo for desestimular a economia, por causa, por exemplo, de um aumento exagerado da demanda que esteja gerando inflação, o governo pode aumentar os impostos ou reduzir os gastos. Você deve estar se perguntando se o governo ou altera os impostos ou altera os gastos. Não, o governo pode estimular ou desestimular a economia alterando as duas variáveis e não somente uma. Os instrumentos da política fiscal também são muito eficazes na melhoria da distribuição de renda. Uma forma de reduzir a desigualdade de renda é reduzir os impostos indiretos e ou aumentar os gastos governamentais para as classes menos favorecidas. “O peso dos tributos sobre o preço final dos alimentos no Brasil chega a 16,9%. Nos dez maiores países da Europa, corresponde, em média, a 5,1%; nos EUA, só 0,7%” –Paulo Skaf, presidente da FIESP/CIESP. A política fiscal também pode ser utilizada para desenvolver setores específicos da economia ou regiões do país, como foi o caso, no ano de 2012, do setor automobilístico, no qual o governo reduziu o imposto sobre produção industrial (IPI) dos automóveis e da linha branca, assim, reduzindo o preço dos bens, aumentando a demanda, aumentando a produção e consequentemente, desenvolvendo estes setores. É dentro da política fiscal que o governo decide onde fará seus investimentos, dessa forma ela influencia diretamente os cidadãos. Além disso, é através dessa política que verificamos se o governo está endividado ou não, de onde tem vindo e pra onde estão indo seus recursos. Porcentagem de impostos incluída nos produtos selecionados. Fonte: Elaboração própria com base nos dados encontrados em:<http//www.impostometro.com.br> Política cambial Nesta aula, discutiremos a terceira política macroeconômica, a política cambial, que pode ser definida como a atuação do governo na administração da taxa de câmbio e no controle das operações cambiais. Política Cambial é a atuação do governo no que diz respeito à administração da taxa de câmbio e no controle das operações cambiais. TAXA DE CÂMBIO Como você percebeu pela definição de política cambial, a principal variável utilizada é a taxa de câmbio, mas o que é taxa de câmbio? Taxa de câmbio é o preço, em moeda corrente, de uma unidade de moeda estrangeira, em outras palavras, é o preço de uma moeda em relação à outra. No Brasil comparamos muito o valor do Real com o Dólar americano, então, vamos supor que o câmbio seja igual R$ 2,00. Isto significa que são necessários dois reais para comprar um dólar. US$ 1 = R$ 2 Você sabe como a taxa de câmbio é formada? A taxa de câmbio pode ser determinadade duas formas, porém, uma maneira exclui a outra: a primeira é pela decisão das autoridades monetárias, que no caso brasileiro é o Banco Central, que fixa de tempos em tempos, a taxa de câmbio e a segunda forma é pelo funcionamento do mercado, ou seja, pela famosa lei da oferta e demanda. A demanda de moeda estrangeira é oriunda das importações e de todas as operações que são derivadas de saída de moeda estrangeira do país, como viagens ao exterior, devedores brasileiros em moeda estrangeira etc. Já a oferta é decorrente das exportações e de todas as operações que fazem moeda estrangeira entrar no país, como turistas em viagens ao país, receitas cambiais em serviços, investimento estrangeiro direto, entre outras. Quando falei que a taxa de câmbio pode ser determinada de duas formas, significa que dependerá do regime cambial do país, ou seja, pelo modelo de taxa de câmbio que é adotado pelo país, que podem ser classificados em três tipos principais: a. Taxa de câmbio fixa – neste regime, o Banco Central determina, antecipadamente, qual será o valor do câmbio. Por exemplo, R$1 = US$1. O problema é que neste regime o governo é obrigado a comprar e vender moeda a uma taxa estabelecida para manter o câmbio fixo, o que pode acarretar déficit público. De acordo com Vasconcellos et al. ( 2011), as principais vantagens deste tipo de regime é que não ocorre instabilidade cambial e pode contribuir para o controle da inflação. A desvantagem é a perda de política monetária como instrumento de política econômica. Além da dificuldade de se escolher a taxa de câmbio “correta” do mercado, o que pode gerar movimentos especulativos. Para manter o câmbio fixo é preciso que o país tenha uma boa quantidade de Reservas Internacionais, ou seja, moeda internacional, pois o Banco Central do país é quem administrará o câmbio e para isso, precisará trabalhar com essas Reservas. Você deve estar se perguntando como? Entenda o esquema montado na figura 01. Figura 01 – Modificação do preço da moeda nos regimes de câmbio fixo e flutuante Fonte: Elaboração própria (2013) Quando temos taxa de câmbio fixo e o mercado demanda muita moeda estrangeira, o Banco Central entra no mercado cambial ofertando moeda internacional para que o preço dela não suba (não haja alteração na taxa cambial). Se o mercado está demandando pouca moeda internacional a ponto de haver uma queda no seu preço, o Banco Central entra nesse mercado comprando a moeda para evitar que o preço dela caia. Com esses mecanismos, por parte do Banco Central, é que se mantém uma taxa de câmbio fixa. b. Taxa de câmbio flutuante – é determinada pelo mercado, como já foi explicado, pela lei da oferta e da demanda por moeda estrangeira. A vantagem, segundo Vasconcellos et. al (2011), é a utilização do critério de mercado para determinar o preço da moeda estrangeira, sem necessidade de interferência direta do Banco Central, que poderá direcionar os instrumentos de política monetária para outros objetivos que não seja a taxa de câmbio. A desvantagem é que a taxa de câmbio pode ser muito volátil, afetando rapidamente o comércio internacional. Indiretamente o Banco Central, mesmo adotando o regime cambial flutuante, interfere na determinação do preço da moeda no mercado, através da compra e venda de moeda estrangeira. O gráfico 01 mostra como a taxa de câmbio é formada no regime de câmbio flutuante. Gráfico 01 – Formação da taxa de câmbio Fonte: Mendes (2009) O valor da taxa de câmbio no regime de câmbio flutuante é formado quando as curvas de oferta e demanda por dólares se interceptam. No nosso exemplo, acontece quando o valor do dólar é de R$2,20 e o volume comercializado de moeda (dólar) é “V”. Os motivos que fazem os agentes econômicos demandarem moeda estrangeira e ofertarem moeda estrangeira já foram citados nesta seção. Quando temos um aumento da demanda por dólares, caso de aumento das importações, a taxa de câmbio aumenta (valoriza), deslocando a curva de demanda para cima. Já no caso de uma redução da demanda por dólares, como por exemplo, quando exportamos muito, a curva de demanda se desloca para baixo, reduzindo o valor da taxa de câmbio, já que teremos mais dólares em circulação, sendo assim, seu preço abaixa (desvaloriza). Da forma similar acontece com a oferta de dólares. Quando temos muita oferta, a curva de oferta se desloca para baixo, reduzindo o valor do câmbio, como no caso de um aumento das exportações. Já quando temos pouca oferta, a curva se desloca para cima, valorizando a moeda estrangeira, caso do aumento de importações. c. Bandas cambiais – regime cambial intermediário entre a taxa de câmbio fixa e flutuante. Neste regime, o Banco central determina o valor mínimo e máximo da taxa de câmbio e no intervalo, o mercado funciona livremente. Por exemplo, a taxa pode ser entre 1,5 e 2,0, entre esses dois valores o mercado funciona livre. Caso o valor do câmbio chegue ao limite máximo ou mínimo, o Banco Central interfere. No Brasil, assim que o Plano Real foi implementado, a taxa de câmbio era fixa, passando para bandas de flutuação e após 1999, a taxa de câmbio flutuante foi adotada. A tabela abaixo mostra as paridades em relação ao Euro dos países que fazem parte da União Europeia e que adotaram o Euro como moeda oficial. Fonte: Banco Central (2022) A partir do que foi discutido, podemos verificar como a taxa de câmbio influencia a economia. O quadro 01 mostra as vantagens e desvantagens de cada regime cambial. Quadro 01 – Vantagens e desvantagens dos regimes cambiais Fonte: Vasconcellos (2008) No quadro 01 Vasconcellos (2008) resumiu bem as vantagens e desvantagens de cada regime cambial, cabe a autoridade econômica (e política) escolher o que melhor se adéqua a realidade do seu país. Oferta e demanda por dólares Qualquer transação que seja realizado com o exterior é influenciada pela taxa de câmbio, ela pode determinar se certo produto será ou não adquirido. Pensando dessa maneira podemos entender que governos podem utilizar a política cambial para atingir seu objetivo. Vamos tratar do nosso caso específico do mercado brasileiro. Quem demanda dólar? Quem oferta dólar? Em outras palavras quem compra e quem vende dólares? Demanda por dólares: • Turistas que viajam para o exterior. • Pessoas ou empresas que importam produtos (compram produtos do exterior). • Pessoas ou empresas que contraíram dívidas no exterior e precisam saldá-las. • Filiais de empresas cujas sedes são no exterior (ao remeterem lucros e dividendos). • Oferta de dólares: • Pessoas ou empresas que exportam seus produtos. • Turistas estrangeiros que veem ao Brasil. • Investidores estrangeiros que investem no Brasil. • Quem faz empréstimos no exterior. VALORIZAÇÃO E DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL E SUA INFLUÊNCIA NA ECONOMIA Outro ponto fundamental a ser discutido ao analisar a política cambial é a valorização e desvalorização cambial, já que como discutimos, a taxa de câmbio influencia diretamente as importações e exportações do país. Em outras palavras, estimula ou desestimula o comércio internacional e consequentemente, a produção interna, o número de empregos, o nível de renda, a competitividade da indústria nacional, entre outros fatores. Antes de começarmos a discutir o que acarreta uma valorização ou desvalorização cambial, é importante reconhecer quando isto acontece. Supondo que no dia 01 de dezembro de 2013, a taxa de câmbio (lembramos que vou utilizar real/dólar em função da sua importância) é de 2,31 e no dia 02 de dezembro do mesmo ano, o câmbio passou para 2,33. O que estes valores significam? Neste caso, houve uma desvalorização cambial, ou seja, no primeiro dia, eram necessários R$2,31 para comprar US$ 1,00. No dia seguinte, já foi necessário R$2,33 para comprar US$1,00, havendo um aumento de dois centavos para cada dólar demandado. Então, quanto maior este valor, mais desvalorizada estará a nossa moeda(real) Agora se no dia 03 de dezembro, a taxa de câmbio voltou para R$ 2,31. Neste caso, houve uma valorização cambial, pois era necessário R$ 2,33 para comprar US$ 1,00 e agora são necessários R$2,31 para adquirir os mesmo US$ 1,00. Então, quanto menor o valor, mais valorizada estará nossa moeda. Agora que você já sabe o que é uma desvalorização e uma valorização cambial, iremos discutir sua influência na economia e no comércio internacional. Uma valorização cambial ou apreciação cambial estimula as importações, ou seja, aumenta a compra de produtos importados, pois nossa moeda está cara em relação à moeda estrangeira, com isto, os produtos estrangeiros estão relativamente, mais baratos. Irá desestimular as exportações, pois nossos produtos estão caros. Com isto, irá aumenta a competição, pois produtos nacionais disputarão mercado com produtos estrangeiros, e os preços serão mantidos baixos (quanto maior a competição, menor o preço, pois caso o empresário aumente o preço do produto, perderá mercado), reduzindo a taxa de inflação. Outro ponto positivo quando a moeda está valorizada é o aumento a produtividade, pois há um incentivo à modernização da indústria, em função do aumento da competitividade e das importações de bens de capital, reduzindo os custos de produção. Bens de capital são os bens necessários para produzir produtos, como máquinas e equipamentos. As desvantagens da valorização cambial, segundo Vasconcellos et. al. (2011), são em relação aos setores nacionais que não estão preparados para competição externa, pode sofrer grandes reduções na venda de seus produtos, reduzindo a produção e aumentando o desemprego. Os exportadores também são prejudicados, pois nossos produtos ficam mais caros no mercado internacional. Como as importações podem ser maiores que as exportações, tende a haver déficit comercial. Com isto, o país pode buscar recursos no exterior para manter suas reservas cambiais, aumentando a vulnerabilidade externa. Déficit comercial acontece quando o total, em valor, das importações, é maior que das exportações. Para Maia (2011), a valorização cambial gera: • Problemas financeiros para as empresas que levantam empréstimos em moeda estrangeira. • Redução do custo dos insumos importados, principalmente matéria-prima. • Prejudica as exportações. • Estimula as importações. • Prejudica o turismo do exterior, pois o turismo interno fica muito caro. • Estimula o turismo ao exterior, pois é barato viajar para outros países. • Cria um processo recessivo porque desestimula a criação de empresas, tanto no setor industrial quanto no turismo. • Redução das reservas cambiais, pois o governo precisa vender suas divisas para cobrir déficits no Balanço de Pagamentos. • Elevação das taxas de juros internos para atrair capital estrangeiro, encarecendo a produção e aumentando o custo de vida, gerando desemprego e recessão. Já uma desvalorização cambial ou depreciação cambial, estimula as exportações e desestimula as importações, pois os produtos estrangeiros ficam mais caros e os nossos produtos mais baratos. Com isto, aumentando a produção interna, gerando empregos e renda, consequentemente, a demanda agregada também aumenta. Claro, que como na economia sempre tem um lado negativo, a desvalorização cambial, aumenta a oferta de moeda, pois as exportações fazem entrar dólares no país que precisam ser trocados por real para ser comercializado, expandindo a quantidade de moeda em circulação, o que pode gerar inflação e aumentando a dívida externa do país. Para Maia (2011), a desvalorização cambial: • Estimula as exportações. • Aumento o turismo do exterior ao país. • Desestimula as importações. • Reduz o turismo do país ao exterior. • Aumenta o número de empregos, já que aumenta as exportações e consequentemente a produção. • Protege o parque industrial nacional da competição externa, no longo prazo, tornando-o obsoleto, produção com custos altos e qualidade baixa. • Encarece as importações de matéria-prima. • Os ativos nacionais tornam-se mais baratos para os estrangeiros, facilitando a compra das empresas nacionais por estrangeiros, ocorrendo desnacionalização da produção. Agora que você conhece as vantagens e desvantagens da valorização e da desvalorização cambial para a economia, tanto no curto prazo quanto no longo prazo, se você pudesse escolher, optaria por uma taxa de câmbio mais valorizada ou mais desvalorizada? Esta é uma pergunta difícil, pois tanto a valorização quanto a desvalorização cambial trazem pontos positivos e negativos para a economia. “Quando a realidade muda, minhas convicções também mudam.” John M. Keynes (1883-1946) INSTRUMENTOS UTILIZADOS Até aqui, discutimos a política cambial com foco na taxa de câmbio e nas operações cambiais. Porém, este é o principal, mas não o único instrumento da política cambial. Você sabe quais são os outros instrumentos utilizados? Os instrumentos são: a. Intervenção no mercado cambia l – o governo administra a valorização e desvalorização da taxa de câmbio e as operações cambiais. Este mecanismo discutimos na seção acima. b. Políticas comerciais – este instrumento é voltado mais diretamente para o comércio internacional, ou melhor, para o fluxo de mercadorias e serviços. O governo pode utilizá-lo por meio de fixação de quotas para importação e exportação; impondo tarifas também a importação e exportação; subsídios, entre outros. Para entendermos melhor o instrumento conhecido como política comercial, tem que ficar claro o que é política comercial! Política comercial são as restrições e regulamentações que os países impõem ao livre fluxo do comércio internacional. Estas restrições são comerciais e barreiras não tarifárias. As restrições comerciais são, principalmente, as tarifas, que podem ser definidas como uma taxa ou imposto cobrado sobre o produto comercializado e podem ser: Tarifas de importações que é a mais utilizada das tarifas, pois é uma taxa cobrada sobre os produtos importados, enquanto as tarifas de exportações, que são pouco utilizadas, são as taxas cobradas sobre os produtos que serão exportados. As tarifas podem ser ad valorem, específicas ou compostas. O primeiro tipo é uma porcentagem fixa sobre o valor do produto, por exemplo, vamos supor que o Brasil importe trigo de Argentina a R$ 477,00/ tonelada e cobre uma tarifa ad valorem de 10% sobre o valor do produto. Neste caso, o valor total do imposto será de R$ 47,7 por tonelada. O segundo tipo, a tarifa específica, é a quantia fixa por unidade física do produto, independente do preço. Voltando ao exemplo do trigo, se o governo brasileiro resolvesse cobrar imposto específico de R$5,00/tonelada e as empresas brasileiras importassem um milhão de toneladas do produto. O valor do imposto seria de R$ 5,00/tonelada, independe do preço do bem. O terceiro tipo e o mais caro tipo de tarifa é a composta, uma combinação das tarifas ad valorem e específica. No nosso exemplo, o preço pago de imposto neste tipo de tarifa seria de R$ 47,7 por tonelada mais R$ 5,00 por tonelada, um total de R$ 52,7 por tonelada de trigo importada. Já nas barreiras não tarifárias temos as cotas que são restrições diretas sobre a quantidade que um bem pode ser importado ou exportado e os subsídios que são um pagamento, por parte do governo, a uma empresa ou indivíduo que enviam bens ao exterior. Como exemplo bem atual, posso citar que até julho de 2013, o governo brasileiro aumentou a cota de importação de trigo de um milhão de toneladas para dois milhões de toneladas com uma tarifa de zero por cento. Outro exemplo é a cota para importação de fibras de algodão, que passou para 80 mil toneladas com tarifas de zero por cento também. As políticas comerciais são utilizadas para, principalmente, desenvolver a indústria nacional e são excelentes mecanismos de crescimento econômico. c. Tratamento ao capital estrangeiro – este instrumento é utilizado paracontrolar as condições de remessa e ingressos de lucros para o exterior. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Políticas macroeconômicas são fundamentais para o desenvolvimento e crescimento econômico. Em relação à definição de políticas econômicas, marque a alternativa correta: a) São definidas como a atuação do governo para atingir um determinado objetivo. b) São a atuação da população que exige que o governo faça uma política econômica. c) É uma necessidade social e é elaborada por toda a sociedade. d) São sempre apresentadas antes das eleições. 2. Discutimos nesta primeira aula que além das políticas macroeconômicas que é o foco do nossa disciplina, ainda temos outras políticas públicas. Em relação a estas outras políticas públicas, marque a alternativa correta: a) Social, industrial e política. b) Social, industrial e ambiental. c) Educacional, saúde e fiscal. d) Agroindustrial, educacional e ambiental. 3. Política monetária é a atuação do governo do que diz respeito à quantidade de moeda em circulação e a taxa de juros. O governo pode estimular ou desestimular a economia utilizando os instrumentos da política monetária. Em relação à política monetária, marque a alternativa correta: I) A taxa de redesconto é a taxa de juros que os bancos comerciais pagam ao banco central pelos empréstimos. II) Se o objetivo do banco central for reduzir a inflação, ele poderá aumentar a taxa de juros através do aumento da quantidade de moeda em circulação. III) Quanto menor for o valor dos depósitos compulsórios, maior será a quantidade de moeda em circulação e maior será a taxa de juros. IV) Se o objetivo do governo for aquecer a economia utilizando a política monetária, ele poderá comprar títulos públicos que estão nas mãos da população, aumentando assim, a quantidade de moeda em circulação. a) Somente as alternativas I e IV estão corretas b) Somente as alternativas II e III estão corretas. c) Somente as alternativas I e III e IV estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. 4. O governo ao utilizar a política monetária espera que esta afete algumas variáveis da economia. Se o governo aumentar a taxa de juros, esta afetará: Marque a alternativa correta: I) Reduz o consumo e o investimento. II) Aumenta o preço das ações. III) Reduz a inflação. IV) Aumenta a quantidade de pessoas que investem na poupança. a) Somente as alternativas I e IV estão corretas b) Somente as alternativas II e III estão corretas. c) Somente as alternativas I e III e IV estão corretas. d) As alternativas III e IV estão corretas. 5. A política fiscal é a atuação do governo no que diz respeito a arrecadação e gastos e é uma forma do governo estimular ou desestimular a economia. Vamos supor que o atual presidente queira aquecer a economia através da política fiscal. Marque a alternativa correta que melhor descreve a situação citada: a) Aumentar os gastos e ou reduzir os impostos. b) Reduzir os impostos e a taxa de juros. c) Aumentar os gastos e ou os impostos. d) Aumentar a quantidade de moeda em circulação. 6. No Brasil, atualmente se tem discutido muito a necessidade de uma reforma fiscal, pois pagamos uma quantidade muito grande de impostos e tem pouco retorno para a população. Em relação ao sistema tributário brasileiro, marque a alternativa que melhor o descreve: I) É um sistema considerado regressivo. II) É um sistema considerado progressivo. III) A maior parte são impostos diretos. IV) A maior parte são impostos indiretos. a) Somente as alternativas I e III estão corretas. b) Somente as alternativas II e IV estão corretas. c) Somente as alternativas I e IV estão corretas. d) Somente as alternativas II e III estão corretas. 7. Taxa de câmbio é o preço, em moeda corrente, de uma unidade de moeda estrangeira, ou seja, é o preço de uma moeda em relação a outra. Cada país define o tipo de regime cambial que será utilizado. Em relação aos regimes cambiais e suas vantagens, marque a alternativa correta: I) Na taxa de câmbio flutuante, o câmbio é determinado pelo mercado, o que é uma vantagem. II) A maior vantagem da taxa de câmbio fixa é que o governo pode utilizar a política monetária como instrumento da política econômica. III) A vantagem da taxa de câmbio fixa é que como não há instabilidade, pode reduzir a inflação. IV) A maior vantagem da taxa de câmbio flutuante é que o governo pode utilizar a política monetária como instrumento da política econômica. a) Somente as alternativas I, II e III estão corretas. b) Somente as alternativas II e IV estão corretas. c) Somente as alternativas, III e IV estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. 8. A taxa de câmbio influencia diretamente as exportações e importações do país, estimulando ou desestimulando o comércio internacional. Quando há uma valorização cambial, significa que nossa moeda está mais cara em relação a uma moeda estrangeira. Em relação aos efeitos de uma valorização cambial, marque a alternativa correta: I) Estimula as importações e desestimula as exportações. II) Aumenta a concorrência interna. III) Ajuda a reduzir a inflação. IV) Ajuda a modernizar o parque industrial nacional. a) Somente as alternativas I e III estão corretas. b) Somente as alternativas II e IV estão corretas. c) Somente as alternativas I e IV estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO Políticas econômicas podem ser definidas como a atuação do governo para atingir um determinado objetivo. Para isto, temos além das políticas econômicas, as políticas sociais, ambientais, industriais, entre outras. Porém, o foco da disciplina Economia e Mercado é analisar as políticas econômicas. As políticas macroeconômicas são de três tipos: Política monetária, política fiscal e política cambial. A política monetária pode ser definida como a atuação do governo no que diz respeito à quantidade de moeda em circulação e a taxa de juros. E é composta por três instrumentos, depósitos ou reservas compulsórias, taxa de redesconto e operação de mercado aberto. Além, claro, da taxa de juros básica da economia, que é a taxa SELIC. Já a política fiscal, diz respeito à atuação do governo em relação aos gastos e arrecadação. Os gastos é o dinheiro que o governo deve gastar para melhorar a vida da população e a arrecadação é feira via tributos, que são os impostos, taxas de contribuições. A terceira política diz respeito ao setor externo, que é a política cambial. Esta está relacionada à taxa de câmbio, que é o preço da moeda nacional em relação a uma moeda estrangeira e as operações cambiais. A política cambial é uma excelente alternativa para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) e afeta o comércio internacional (exportações e importações de bens e serviços). Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Caminhos da política fiscal brasileira Autor: Francisco Luis Cazeiro Lopreato Editora: Unesp Sinopse : Qual foi a lógica que permeou as decisões em política fiscal no país dos anos 1960 ao governo Lula? Nesta obra, o autor demonstra que os debates e as ações de política econômica dos sucessivos governos basearam-se em modelos teóricos estabelecidos, com os quais seus representantes se identificavam. Acesse Na Web Para conhecer um pouco mais sobre o COPOM, como sua atuação, história, por quem é composto e também para acompanhar a política monetária brasileira, acesse: Acesse Na Web Para conhecer um pouco mais sobre a história da moeda, sugiro que acesse o site da Casa da Moeda e façam uma “viagem” sobre esse assunto: Acesse Na Web Para conhecero funcionamento do comércio exterior brasileiro, produtos e valores exportados e importados, tanto total, como por unidade federal e município, acesse: Acesse Na Web Para saber quanto pagamos, em média, de imposto no Brasil por produto, acesse: Acesse Na Web Para conhecer o funcionamento do comércio exterior brasileiro, produtos e valores exportados e importados, tanto total, como por unidade federal e município, acesse: Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS GIAMBIAGI F. e ALÉM, A. C. F inanças Públicas: Teoria e Prática no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1999. GONTIJO, Claudio. Os mecanismos de transmissão da política monetária: uma abordagem teórica . Texto para Discussão nº321. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2007. GREMAUD, Amaury Patrick; DIAZ, Maria Dolores Montoya; AZEVEDO, Paulo Furquim de; TONETO JÚNIOR, Rudinei. Introdução à Economia . São Paulo: Atlas, 2007. McCALLUM, B. T. Monetary Economics : Theory and Policy. McMillan Publishing. MANKIW, N.G. Introdução à economia . São Paulo: Cengage Learning, 2009. MENDES, J. T. G. Economia: Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Pearson Hall, 2009. PASSOS, C.R.M.; NOGAMI, Otto. Princípios de Economia. São Paulo: Cengage Learning, 2012. Política Fiscal e Dívida Pública – Manoel Carlos de Castro Pires 2008 XIII Prêmio do Tesouro Nacional. ROMER, D. 2006. Advanced Macroeconomics. Third Edition Boston, McGraw-Hill Irwin. SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia . 12.ed.São Paulo: Beste Seller, 2003. SOUZA, Nali de Jesus de. Economia Básica . São Paulo: Atlas, 2007. VASCONCELLOS, Marco Antônio S. & GARCIA, Manuel E. Fundamentos de Economia . 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2008. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO O desafio do governo: apoio da política fiscal à política monetária Apesar do prognóstico oriundo de bancos e consultorias, o governo reduziu a previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% para 2,5% no ano de 2014. Essa decisão foi muito bem aceita no mercado financeiro, já que são premissas que estão mais de acordo com a realidade brasileira e deu condições para a execução das políticas monetária e fiscal de forma a manter, dentre outros objetivos, o equilíbrio das contas nacionais. A política fiscal pode e deve ancorar a política monetária e minimizar os custos das autoridades responsáveis pela elaboração da política monetária contra a inflação. Este informe do governo sobre a nova previsão de crescimento impactou outras duas variáveis econômicas: a taxa de juros e a taxa de câmbio, levando a atravessarem o dia em queda. Porém, esta situação de tranquilidade aparente não garante sucesso total no que diz respeito ao crescimento do PIB em 2014 ser de 2,5%. Por lado, com o apoio do mercado, a política fiscal dar suporte a política monetária. REFERÊNCIAS Texto baseado em: < http://www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-caldeiras/3438380/apoio-da-politica-fiscal-monetaria-e-um- desafio-ao-governo> . Acesso em: 03 maio de 2014. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; BOECHAT, Andréia Moreira da Fonseca Economia e mercado. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Maringá-Pr.: UniCesumar, 2018. Reimpr. 2022. 45 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. ISBN - 978-85-459-0038-2 CDD - 22 ed. 332 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação CONJUNTURA ECONÔMICA BRASILEIRA Professor (a) : Me. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Objetivos de aprendizagem • Mostrar a evolução da economia brasileira. • Entender os planos de estabilidade econômica das décadas de 1980 e 1990. • Definir crescimento econômico e suas fontes. • Caracterizar desenvolvimento econômico. • Estudar a situação econômica e financeira da economia brasileira. Plano de estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: • Evolução da economia brasileira • Crescimento econômico • Desenvolvimento econômico • Situação econômica e financeira do Brasil Introdução Olá, caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao nosso material de estudo da disciplina Economia e Mercado. Nesta unidade, iremos discutir alguns temas muito interessantes e que fazem parte do nosso dia a dia. Iniciaremos mostrando a evolução da economia brasileira, ou seja, analisaremos a história econômica do nosso país para entender os motivos que fizeram com que a nossa economia, e consequentemente, a sociedade (não podemos separar economia da sociedade, já que economia influencia totalmente a vida da população) chegasse da forma que estamos hoje. Na segunda e terceira aulas, veremos a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico. Sabemos que um país, como o caso do Brasil, está entre as dez maiores economia do mundo, mas a população ainda é muito carente. Este fato é explicado pela diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico, que são conceitos totalmente diferentes. Um país pode crescer sem desenvolver, desenvolver se crescer, crescer e desenvolver e nem crescer e nem desenvolver. Mas o que faz com que esses fatos aconteçam? Isto discutiremos nesta unidade. Para finalizar nossa unidade, veremos como está a situação econômica do Brasil. Aqui, apresentarei a você alguns conceitos e dados e você poderá tirar suas próprias conclusões. Então após esta unidade, você será capaz de analisar a situação econômica brasileira e me dizer que estamos melhores ou piores que há alguns anos atrás. Um forte abraço, Profª Me. Andréia Moreira da Fonseca Boechat Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Evolução da economia brasileira A história econômica brasileira teve início em 1500, quando o Brasil foi descoberto e está até hoje em constante mudança. Como você sabe, a economia brasileira passou por diversas fases e esta aula explorará, resumidamente, já que estamos falando em mais de 500 anos de história, todas estas etapas. Para isto, dividi a aula em quatro partes: A crise de 1929 e o processo de industrialização, a década perdida (1980) e os planos de combate a inflação, o plano real e os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. A CRISE DE 1929 E OPROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO Até 1930 a economia brasileira era agroexportadora com modelo de desenvolvimento voltado para fora, que segundo Gremaud et al. (2011) é uma economia baseada na produção e exportação de produtos primários, tais como açúcar, café, borracha, entre outros (dependia do período histórico, os chamados ciclos da economia brasileira), o que acarretou, segundo os mesmos autores, elevada vulnerabilidade, alta concentração de renda, comportamento cíclico dos preços das exportações. Estas consequências são em razão da dependência da economia brasileira ao mercado internacional. Apesar de todos os problemas citados acima, a economia brasileira, via produçãode café, continuava sendo rentável e diversas políticas econômicas eram voltadas para esta atividade e com isto, a produção só aumentava. Porém, em 1929, dois problemas ocorreram: superprodução e economia mundial em crise, o que acarretou a conhecida Crise de 29 ou queda da bolsa de valores de Nova Iorque. Com isto tudo, o preço do café reduzia cada vez mais, pois a oferta era muito maior do que demanda, aumentando cada vez mais a crise econômica brasileira. Então, em 1930 a economia brasileira passou por um momento de ruptura, trazendo a necessidade da industrialização, que passou a ser prioridade do governo e a única forma de superar a crise e o subdesenvolvimento. A partir desse momento, surge o processo de substituição de importações (PSI) , que durou até a década de 1960 e foi sendo feita por etapas. De acordo com Gremaud et al. (2007), as principais características do PSI foi: • Industrialização fechada, ou seja, era voltada para o mercado interno e não para exportação. • Dependia de medidas que protegem a indústria nacional dos concorrentes externo. • Passou por sequências, primeiro iniciava o estrangulamento externo ( queda do valor das exportações e mesma demanda por importações) que gerava crise cambial. O governo tomava medidas para proteger a indústria nacional, com isto o investimento aumentava, substituindo parte da produção que antes era importada, por produção nacional, aumentava assim a renda e a demanda, gerando um novo estrangulamento externo em outro setor. E assim sucessivamente. Os mesmo autores citam que os bens de consumo não duráveis, como roupas, alimentos e bebidas, foram os primeiros a ser industrializados, seguidos por bens de consumo duráveis (eletrodomésticos, automóveis etc.), bens intermediários (ferro, aço etc.) e bens de capital (máquinas e equipamentos). Frentes às crises cambiais geradas durante o PSI, o governo brasileiro adotou diversas medidas para proteger a indústria nacional (mesmo que sem querer), como: a. Desvalorização real do câmbio, o que aumentava o preço dos produtos importados, incluindo em matéria-prima, máquinas e equipamentos, necessários à produção. b. Controle de câmbio, ou seja, licenças para importações. c. Taxas múltiplas de câmbio, em outras palavras uma taxa de câmbio para cada setor. d. Elevação das tarifas aduaneiras. E claro, algumas dificuldades, apesar de todas as medidas adotadas pelo Estado, surgiram, tais como: a. Tendência ao desequilíbrio externo. b. Aumento da participação do Estado. c. Aumento do grau de concentração de renda. d. d) Escassez de fontes de financiamento. O Processo de Industrialização brasileira teve o auge durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1960) com o plano de metas, que tinha como slogan crescer “50 anos em 5”. O objetivo do plano de metas era estabelecer bases industriais, para isto, houve aumento dos investimentos estatais em infraestrutura, estímulo ao aumento da produção de bens intermediários e incentivo à introdução dos setores de consumo duráveis e de capital. Porém, com um rápido crescimento surgiu diversos problemas que, segundo Gremaund et al. (2007), estavam relacionados à questão do financiamento, que foi feito via emissão de moeda (gerou inflação) e aumento da concentração de renda. Chegamos às décadas de 1960 e 1970, no qual diversas mudanças ocorreram, tanto em termos sociais quanto político (regime militar). De 1961 a 1973, houve momentos de crises econômicas como no início da década, alterações institucionais, o que contribuiu para a recuperação econômica, fazendo com que a economia brasileira crescesse, segundo a Academia Pearson (2011), à taxa média de 8% ao ano. Durante os governos militares, diversos planos foram criados, como o PAEG (Plano de Ação Econômica do Governo), que tinha como objetivos o combate à inflação e a retomada do crescimento econômico e o milagre econômico, que não foi um plano e sim um período que durou de 1968 a 1973, que foi caracterizado por altas taxas de crescimento econômico, como citei acima (8% ao ano) e taxa de inflação em torno, segundo Gremaund et al. (2011), de 15% a 20% ao ano. Durante o Milagre econômico, surgiram os planos de desenvolvimento, como o PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). O Milagre econômico teve fim em 1973, graças com primeiro choque do petróleo. Neste período, o Brasil começa a passar por dificuldades, o que provocou aumento da dívida. Para piorar a situação, em 1979 acontece o segundo choque do petróleo e elevação da taxa de juros internacional, aumentando assim, o endividamento externo brasileiro, além de desequilíbrios externos e aumentos do déficit público, aumentando as pressões inflacionárias, que chegou, neste período, a 77% ao ano. A DÉCADA PERDIDA (1980) E SEUS PLANOS DE COMBATE À INFLAÇÃO Choque do petróleo em 1979, elevação da taxa de juros no mercado internacional, aumento da dívida externa, redução dos preços das commodities e perdas de divisas, acarretou recessão, desemprego, inflação e queda da renda per capita e diversos planos econômicos de combate à inflação surgiram durante a década de 1980, que ficou conhecida como a “década perdida”. Como o foco da nossa disciplina Economia e Mercado não é a história da economia brasileira e sim mostrar a você as bases da situação econômica hoje no nosso país, farei um breve resumo dos planos de estabilização econômica. Do final da década de 1980 ao início da década de 1990, seis planos econômicos foram criados, cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II e Real. Abaixo mostrarei as principais medidas de cada plano, com exceção do Plano Real, que será discutido no próximo item. 1) Plano Cruzado (1986) As principais medidas foram: • Substituição da moeda para Cruzado. • Definição de regras de conversão de preços e salários. • Congelamento de preços. • Taxa de Câmbio fixa. • Criação da Tablita. • Política monetária e fiscal → não foram estabelecidas regras. Os resultados foram queda inicial da inflação, em decorrência do congelamento de preços, crescimento inicial da economia que gerou pressões sobre o setor de bens de consumo; problemas na balança comercial e nas contas externas. Para conter a demanda, foi lançado o Cruzadinho, mas não houve resultados favoráveis. E posteriormente, foi lançado o Cruzado II, que tinha como objetivo controlar o déficit público. Balança Comercial é o total exportado menos o total importado de bens durante um período de tempo. 2) Plano Bresser (1987) Foi um plano de caráter de emergência em decorrência do fracasso do plano Cruzado e das altas taxas de inflação. As principais medidas foram: • Congelamento de salários por três meses. • Congelamento de preços por três meses. • Congelamento de aluguéis. • Mudança da base do Índice de preços ao consumidor. • Desvalorização cambial em 9,5%. • Tablita para contratos financeiros pré-fixados. • Criação da Unidade Referencial de Preços (URP). O resultado inicial foi a queda da inflação. 3) Verão (1989) Tinha, assim como os demais, como objetivo principal o combate à inflação que não foi atingindo e teve como principais medidas: • Controle da demanda → elevação da taxa de juros e redução dos gastos do governo. • Desindexação da economia → congelamento dos preços e criação no Cruzado Novo. • Os salários eram convertidos pela média dos últimos 12 meses. • Desvalorização do cruzado em 18%. • Adoção da taxa de câmbio fixa. 4) Collor I (1990) Para este plano que foi tão polêmico, a causa da inflação era por causa do aumento da demanda e por isto, a única solução era reduzir a demanda. Para isto, tomou como medidas: • Reforma monetária. • Reforma administrativa e fiscal. • Redução drástica da liquidez → bloqueio dos depósitos à vista, da poupança, das aplicações e fundos de curto prazo. • Congelamento de preços e desindexação dos salários. • Regime cambial flutuante. • Abertura Comercial. O resultado inicialfoi uma redução no Produto Interno Bruto (PIB) e não impactou na taxa de inflação. 5) Collor II (1991) O objetivo principal desse plano foi eliminar o overnight e outras formas de indexação, através dos seguintes mecanismos: • Overnight foi substituído pelo Fundo da Aplicação Financeira (FAF). • Congelamento de preços e salários. • Criação da Taxa Referencial (TR). • Bloqueio do orçamento de diversos ministérios, dos recursos para investimento. Como você percebeu, todos os planos econômicos tinham como objetivo principal combater a inflação, que estava cada vez mais alta. E como medida em comum, podemos verificar o congelamento. Porém, todos esses planos não atingiram o objetivo. O PLANO REAL O Plano Real foi lançado em 1994, durante o Governo Itamar Franco com o seu Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, e tinha como objetivo, assim como os demais planos, o combate à inflação que foi considerada inercial, como a causa, e deveria ser combatida com uma reforma monetária. Inflação inercial é uma espécie de memória inflacionária, ou seja, se antes teve inflação, hoje terá também. A situação econômica da época era diferente do final de década de 1980, pois no início de 1990 houve um processo de abertura comercial que aumentou a concorrência e possibilidade de financiamento externo. Além da existência de reservas cambiais. O plano foi dividido em três fases: 1ª) Ajuste fiscal prévio → corte nos gastos; → aumento de impostos (IPMF); → redução das transferências do governo federal 2ª) Indexação da economia → sistema bi-monetário; → conversão dos preços e rendimentos; → URV com paridade 3ª) Reforma monetária → troca da URV pelo Real O impacto positivo que o plano Real gerou foi: • Redução rápida da inflação. • Valorização cambial → real e nominal. • Entrada de recursos externos. • Abertura comercial. • Crescimento da economia. • Aumento do poder aquisitivo. • Recomposição dos mecanismos de crédito. • Demanda reprimida. E como problemas, podemos citar: • Déficit Comercial. • Endividamento Externo. • Financiamento com reservas. • Excesso de importações de bens de consumo. • Entrada de capital no curto prazo. Finalmente, depois de anos de altas taxas de inflação e estagnação econômica, o Brasil volta a crescer. Claro, que de 1994 para cá muitas crises mundiais aconteceram, e afetaram direta ou indiretamente, o nosso país. Porém, hoje temos taxas de inflação relativamente baixas, melhorias nos indicadores econômicos, somos competitivos em diversos setores. É importante a economia estar estabilizada e o governo sempre se preocupar com o crescimento econômico e com a taxa de inflação baixa, mas não podemos esquecer do lado social. Governos Fernando Henrique Cardoso e Lula O grande ponto do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso foi o lançamento do Plano Real. Já o segundo mandato foi baseado em três pilares: taxa de câmbio flutuante, metas de inflação, no qual foi utilizada a taxa de juros com instrumento para reduz as altas da inflação e superávit primário, em função do aumento da carga tributária. Para atingir os objetivos, as principais medidas foram o aumento das despesas, redução do investimento, criação da lei de responsabilidade fiscal e reforma tributária. As principais consequências foram: redução do déficit comercial em U$$ 5 bilhões de dólares; redução das importações; aumento da dívida pública; crescimento econômico médio de 2,1%; bom desempenho do setor agrícola. Em 2003 Lula assume seu primeiro mandato e em 2008 o segundo. A situação brasileira em 2002, ano anterior à eleição era baixo crescimento econômico; aumento da dívida pública; desvalorização cambial; redução das importações. E as principais medidas para combater os problemas foram renovação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), aumento da taxa SELIC, aumento da taxa de juros real, aumento das metas do superávit primário para 4,25% do PIB. As consequências das medidas adotadas foram: superávit comercial; redução da inflação (abaixo da meta); aumento das exportações; redução da dívida externa e da pública; redução do risco-país; crescimento médio de 2,6% a.a.; melhoria do setor industrial; aumento do crédito. Relação da carga tributária/PIB durante os governos FHC e Lula Fonte: Gremaud, Vasconcellos e Toneto Júnior (2011) Crescimento econômico Crescimento econômico é uma meta que todos os países procuram atingir, pois quanto maior for a produção, maior será o número de empregos, maior será a renda nacional, e com isto, haverá uma melhora na qualidade de vida da população. Então, crescimento econômico pode ser definido como o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita . Neste sentido, Passos e Nogami (2012) define crescimento econômico como o ato ou efeito de crescer. Para um país crescer diversos fatores são essenciais, como o estoque de capital (K), a força de trabalho (N) e o tempo (t). Então, de acordo com Passos e Nogami (2012), o modelo macroeconômico que expressa o crescimento econômico é: Y = f (K,N,t) Crescimento econômico pode ser definido como o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Além dos fatores citados acima, ainda temos: a. Crescimento populacional – aumento da população desloca a curva de possibilidades de produção da sociedade, afetando, diretamente, o crescimento econômico. E também aumenta a quantidade de mão de obra disponível, e claro, aumento da demanda. b. Acumulação de capital ou estoque de fatores de produção – É o aumento da quantidade do fator de produção capital na economia, como, máquinas, equipamentos, edificações etc, já que são fundamentais para produzir bens e serviços. Quanto maior for o estoque dos fatores de produção, maior será a produção e portanto, maior o crescimento econômico. c. Progresso tecnológico – É o grande responsável pela transformação dos processos tradicionais, pois permite mudanças significativas na forma e na quantidade de fatores de produção utilizados no processo produtivo. De acordo com Passos e Nogami (2012), o progresso tecnológico é resultado de um conjunto de fatores, como educação, volume de pesquisas alocadas para a pesquisa, grau de aptidão e qualificação da mão de obra, entre outros. A Academia Pearson (2011) acrescenta que a capacidade de crescimento de uma economia depende de dois elementos: 1. Estoque dos fatores de produção - Os fatores de produção são trabalho, capital e recursos naturais ou terra. Quanto maior for o estoque dos fatores de produção, ou seja, quanto maior for a quantidade disponível, maior será o crescimento econômico. Antigamente, o principal fator de produção era recursos naturais ou terra e trabalho, hoje, o estoque capital se tornou a mais importante fonte de crescimento econômico. Mas o que significa estoque de capital? Quais fatores estão incluídos? Quando falamos em estoque de capital, segundo a Academia Pearson (2011), estamos nos referindo aos bens de capital, como estradas, edifícios, equipamentos, máquinas, fábricas, que adquirimos durante o ano e está ligado, diretamente, aos investimentos. Investimento esses que são originários do dinheiro da poupança dos países. Neste sentido, percebemos que quando falamos em investimento, falamos em poupança também, seja interna (riqueza do próprio país) ou externa (financiamento estrangeiro do investimento). Lembrando que, quando um país pega um empréstimo, mesmo que seja para aumentar seu estoque de capital, ele pagará juros e neste caso, o capital sairá bem mais caro. Esta situação pode ser ilustrada conforme figura 01. Figura 01 - Relação entre fatores de produção, poupança e investimento Fonte: Academia Pearson (2011) Conforme pode ser visto na figura 01, temos três fatores de produção, terra, trabalho e capital. Para aumentar o estoque de capital é necessário fazer investimento. Esses investimentos são feitos através do dinheiro da poupança, seja ela internaou externa. Através da poupança externa, o investimento é mais caro do que pela poupança interna. 2. Produtividade dos fatores de produção – é quanto cada fator de produção é capaz de produzir e são dois fatores que ajudam a produtividade aumentar: progresso tecnológico e educação da força de trabalho. Para melhor entendimento da produtividade dos fatores de produção, suponha a seguinte situação: você irá investir no ramo de pesca e tem duas opções de barcos, um tradicional, que custa R$ 5 mil e pesca por dia meia tonelada de peixes e o outro, mais moderno, que custa R$ 8 mil e que pesca três toneladas de peixes por dia. Qual dos dois barcos você iria comprar? Para responder a esta pergunta, é necessário verificar a produtividade de cada barco (ACADEMIA PEARSON, 2011). Barco Tradicional – capital/produto= $5000/500kg = R10/kg. Barco moderno – capital/produto = $8000/3000kh = $ 2,66/kg. Então, a produtividade do barco tradicional é de R$10,00 reais o quilo do peixe, ou seja, cada quilo custa R$10,00 reais para pescar. Já o barco moderno, o quilo do peixe sai da R$2,66 reais. Neste caso, apesar do barco moderno ser mais caro em princípio, sua produtividade é bem maior. PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB) Produto Interno Bruto (PIB) e Produto Nacional Bruto (PNB) são conceitos diferentes, apesar de muitas vezes sendo confundidos. Enquanto no primeiro é calculado tudo que é produzido dentro do território nacional, independente da produção ter sido por empresas nacionais ou estrangeiras. O segundo, PNB, contabiliza tudo que foi produzido por empresas nacionais, independente de elas estarem localizadas dentro ou fora do território nacional. Esta é a única ou principal, diferença entre PIB e PNB. Produto Interno Bruto (PIB) e Produto Nacional Bruto (PNB) são conceitos diferentes. Então, a Academia Pearson (2011) define Produto Interno Bruto de um país como o valor total dos bens e serviços destinados ao consumo final, produzido dentro do país em determinado período de tempo. Segundo o mesmo autor, podemos calcular PIB por três maneiras, ou como os economistas chamam, por três diferentes óticas, produção, despesa e renda. 01) Ótica da produção É a forma mais básica de calcular o PIB e é feita através da seguinte fórmula: PIB= valor bruto da produção – consumo intermediário + impostos Para melhor entender estas expressão, a Academia Pearson (2011) apresenta um exemplo. Suponha que um determinado país, no qual chamaremos de país A, produza cinco bens primários: ovos, leite, manteiga, trigo e bananas e um bem para consumo final, que é uma torta de banana e as quantidades produzidas no ano T, são apresentadas no quadro 01. Quadro 01 – Produção do país A no ano T Fonte: Academia Pearson (2011) Além dos dados do quadro 01, os produtores pagam 10% de impostos ($1.000 sobre a produção total de tortas). Calculando o PIB pela ótica da produção: PIB= $16.050 - $6050 + $1.000 PIB = $11.000 Onde: $16.050 = $10.000 - $ 60.50. Então, o país A tem uma Produção Interna Bruta no ano T de $11.000, já que é o valor do consumo final. 2) Ótica da despesa Também conhecida como ótica da demanda e do dispêndio, leva em consideração o consumo dos bens e serviços finais, conforme expressão abaixo. PIB = consumo das famílias + consumo do governo + investimentos+ variação de estoque + exportações - importações Onde: Consumo das famílias = bens duráveis, não duráveis e serviços Consumo do governo = despesas de consumo final (bens públicos) Investimento = todo o capital fixo, como máquinas, edifícios etc. Variação do estoque = como o nome já diz, é a diferença entre o total de mercadorias do início e do final do ano em análise. 3) Ótica da renda Para o cálculo do PIB pela ótica da renda, é levada em consideração a remuneração dos fatores de produção, ou seja, a renda. PIB= salários + impostos+ lucro das empresas+ juros + aluguéis Onde: salários = remuneração das famílias; Impostos = remuneração do governo Lucro das empresas e juros = remuneração do capital Aluguel= remuneração dos recursos naturais ou terra. Podemos concluir que, independente da ótima que o PIB é calculado, o valor final deverá ser o mesmo, já que incluímos apenas os bens finais. PIB é o valor total dos bens e serviços destinados ao consumo final, produzido dentro do país em determinado período de tempo. Para finalizar a discussão sobre PIB é importante diferenciar o PIB per capita do PIB em valores absolutos. O primeiro diz respeito ao PIB total dividido pela população. Este é o PIB mais verdadeiro. Já o PIB em valores absolutos, indica apenas o peso da economia no cenário mundial, ou seja, a contribuição do país para o total de riquezas do mundo. O Brasil é uma das maiores economias do mundo em termos de PIB em valores absolutos, mas não em termos de PIB per capita. A tabela abaixo mostra o PIB brasileiro em milhões de 1990 até 2012. Fonte: IBGE (2013) Desenvolvimento econômico Após entender o conceito de crescimento econômico, na aula 3 iremos discutir outro conceito, que é o de desenvolvimento econômico que pode ser definido como o aumento do PIB per capita com melhorias na qualidade de vida da população. Passos e Nogami (2012) acrescem que desenvolvimento econômico implica envolve, além do aumento da quantidade de bens e serviços produzidos durante um tempo, mudanças de caráter qualitativo. Os mesmos autores observam que o desenvolvimento econômico deve ser analisado com base em indicadores que reflitam na qualidade de vida da população. Desenvolvimento econômico é o aumento do Produto Interno bruto per capita com melhorias na qualidade de vida da população. Os indicadores que devem ser analisados para verificar o desenvolvimento econômico de uma nação são, segundo Passos e Nogami (2012): • Nível de estoque de capital per capita. • Taxas de mortalidade e natalidade • Esperança de vida ao nascer • Índice de analfabetismo e padrões educacionais • Taxa de desemprego e produtividade da mão de obra. • Distribuição da renda. • Participação do setor primário no produto nacional. • Porcentagem da população atuando na agricultura. • Potencial científico e tecnológico. • Grau de dependência externa. • Condições sanitárias. De acordo com os mesmo autores, o Banco Mundial agregam os indicadores citados acima, em três grandes grupos: a. Vitais – estão incluídos neste grupo a esperança de vida ao nascer, a taxa de mortalidade infantil, estrutura etária da população e taxa média anual de crescimento populacional; b. Econômicos – estão incluídos os fatores estruturais, como força de trabalho, recursos naturais, capital, estrutura da produção e estrutura da distribuição de renda e fatores relacionados à disponibilidade de bens e serviços, como renda per capita, bens básicos de consumo, bens produtivos e insumos, serviços básicos e serviços sociais. c. Sociais – estão incluídos a estrutura social, mobilidade social, representação no sistema política, participação social e sistema de concentração da propriedade. Então, posso sintetizar os fatores que devem ser analisados em três grupos: 1. Distribuição de renda – O grau de concentração de renda de um país pode ser medido através do Índice de Gini, que mostra a diferença entre os rendimentos entre os mais pobres e os mais ricos. Este índice varia de zero a um, sendo quanto mais próximo de zero, menos é a concentração de renda e quanto mais próximo de um, maior é a concentração de renda. O Índice de Gini brasileiro ocupa a oitava posição entre os piores país do mundo, ou seja, o Brasil é considerado um país com alta concentração de renda. 2. Índice de Desenvolvimento Humano – medido pelo índice de desenvolvimento humano(IDH). Este índice, o ID, foi criado no início de década de 1990 pela ONU e tem como objetivo medir o grau de desenvolvimento do país. Este índice varia de zero a um e quanto mais próximo de um, maior é o desenvolvimentodo país. O cálculo do IDH é feito através de uma média aritmética de três indicadores: indicador de renda (PIB per capita), um indicador que mede a saúde da população como expectativa de vida ao nascer e indicador que mostra o nível educacional do país (este é uma média ponderada da taxa de alfabetização de adultos e taxa de matrículas.) Souza (2007) acrescenta que: IDH ≤ 0,499 – país com baixo desenvolvimento humano 0,500 ≤ IDH ≥ 0,799 – país com médio desenvolvimento humano IDH ≥ 0,800 – país com alto desenvolvimento humano Para conhecer um pouco mais sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), acesse < www.pnud.org.br/IDH/DH.aspx >. 3. Desenvolvimento sustentável – A preservação do meio ambiente, ou seja, produzir de forma sustentável, é um fator que ajuda um país a se desenvolver. Até aqui, discutimos os fatores que ajudam um país a se desenvolver. Agora, iremos discutir os fatores, que segundo Passos e Nogami (2012 apud SANDRONI,1999), retardam ou prejudicam o desenvolvimento econômico. São eles: • Dificuldade de integrar a população na economia nacional em razão dentre outros fatores, por um sistema ineficiente de transporte. • Isolamento social, cultural ou econômico, como barreiras linguísticas e religiosas. • Dificuldade de encaminhamento do excedente potencial da economia para os setores primários. • Desperdício de recursos que poderiam ser investidos para aplicar a produção. “O desenvolvimento econômico ou a melhoria dos padrões de vida é um dos quatro grandes objetivos políticos a que se propõem as sociedades nacionais modernas, ao lado da segurança, da liberdade, e da justiça social”. (BRESSER-PEREIRA, 2006, p. 20) Em relação aos indicadores brasileiros, pode-se verificar uma melhoria nos últimos anos. Segundo Gremaud et al. (2007), enfatizam que precisam ser destacados três aspectos em relação aos índices brasileiros: a. Evolução, positiva, em diversos indicadores, incluindo aumento da esperança de vida e redução da taxa de analfabetismo. b. Disparidade entre regiões brasileiras e classes sociais, ou seja, cada região e cada classe econômica apresenta resultados diferentes. c. Comparando os indicadores brasileiros com os demais países, verifica-se que o Brasil ocupa uma posição intermediária entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos. O quadro mostra o ranking do IDH global no ano de 2012. Fonte: PNUD/ONU (2013) Situação economia e financeira do Brasil Nesta última aula, agora que você já sabe um pouco da história econômica brasileira e como a economia “chegou até aqui”, discutiremos algumas variáveis macroeconômicas e apresentarei a você, através de dados reais, a evolução destas variáveis e como elas afetam e são afetadas pelo ambiente econômico. INFLAÇÃO Um tema muito discutido na economia brasileira nas últimas décadas e que voltou a pauta de discussão foi a inflação. Vimos na aula 1 desta unidade, quando discutimos sobre a evolução histórica da economia brasileira, que a década de 1980, conhecida como a “década perdida”, foi uma década marcada por altas taxas de inflação e por planos econômicos que fracassaram de combate. Após o lançamento do plano Real em 1994, a inflação deixou de ser uma grande preocupação do governo brasileiro, digo grande preocupação, pois apesar da taxa de inflação estar baixa, o governo não pôde, simplesmente, abandoná-la. Porém, nos últimos dois anos, o tema voltou a ser discutido, pois apesar da taxa ainda ser considerada aceitável, ela não poderá passar da meta estipulada. Somente fazendo uma introdução ao tema, já citei diversas palavras/conceitos, talvez desconhecido a você, como inflação e meta de inflação. Certo? Então vamos discutir cada um? Como falamos em inflação estamos nos referindo ao aumento contínuo e generalizado de preços. Isto mesmo, as palavras “contínuo” e “generalizado” estão em negrito por serem diferenciais entre um aumento de preços momentâneo e o que de fato caracteriza inflação. Então, a inflação só acontece quando os preços, da maioria dos produtos, aumentam e este aumento não é interrompido. Inflação pode ser definida como o aumento contínuo e generalizado de preços. Por exemplo, os aumentos de preço de um único bem, no caso dos imóveis na cidade do Rio de Janeiro, aumentaram no ano de 2014 em função da copa do mundo. Este fato não é caracterizado como inflação, pois na situação hipotética citada, o preço de apenas um bem aumentou durante certo período de tempo e não da economia como um todo. Além da inflação, de acordo com a Academia Pearson (2011), ainda temos outros conceitos relacionados, como: deflação , que é o oposto da inflação, é quando há uma redução contínua e generalizada de preços. Esta situação ocorreu nos Estados Unidos durante a crise de 1929; hiperinflação , que é quando a taxa de inflação aumentada cada vez mais; inflação baixa , de até 5% ao ano, inflação moderada , que está acima de 5% ao ano e a inflação crônica , é quando está acima de 10% ao ano. É importante observar que os valores apresentados são discutíveis. A tabela a seguir mostra a evolução da taxa oficial de inflação entre 1995 e 2022, que é calculada pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE). Fonte: Banco Central – séries históricas (2022) Agora que você já sabe o que significa realmente inflação, você saberia me dizer as possíveis causas do aumento de preços? São três causas principais, de acordo com a Academia Pearson (2011), na prática fica difícil diferenciar cada uma: a. Inflação de demanda – acontece quando a demanda por bens e serviços é maior do que a oferta. Nesse caso, funciona muito bem a famosa lei da economia da demanda e oferta. Então, quando a economia está aquecida, os preços tendem a subir, pois as pessoas estão com mais dinheiro e tendem a demandar mais bens e serviços, pode assim, gerar inflação. Para solucionar este problema, o governo pode utilizar a política monetária, aumentando as taxa de juros, dificultando o crédito e reduzindo a demanda. b. Inflação de oferta ou custos – acontece quando o preço de um fator de produção pode ser trabalho, capital ou recursos naturais, aumenta e as empresas repassam o aumento de preços para o preço final dos bens e serviços. Como exemplo podemos citar o petróleo, que quando o preço aumenta, diversos produtos, incluindo gasolina e transporte público, aumentam também. c. Inflação inercial – aconteceu no Brasil na década de 1980 é quando os agentes econômicos, em razão de já vir acontecendo inflação, aumentam o preço dos bens e serviços antecipadamente. É uma espécie de memória inflacionária. Ok, você já sabe o que significa inflação, conhece as possíveis causas da inflação, e sabe que a inflação prejudica a economia. Mas você sabe me dizer exatamente quais são os pontos da economia que são prejudicados quando há um aumento no preço dos bens e serviços? Passos e Nogami (2012) citam que inflação impacta: na distribuição de renda , já como a inflação reduz o poder aquisitivo, algumas classes sociais tendem a sofrer mais com esta redução; na alocação de recursos , pois altera o perfil dos investidores, em outras palavras, aumento dos investimentos de curto prazo e redução dos de longo prazo; balanço de Pagamentos , pois com o aumento dos preços dos bens e serviços internos, fica caro exportar e pode facilitar as importações (preços dos produtos estrangeiros podem ficar mais baratos que os nacionais), gerando déficit comercial. Neste caso, o governo desvalorizará a moeda, ficando caro importar, inclusive produtos essenciais, como petróleo, aumentando os custos das empresas e os preços finais. E como o governo sabe que existe inflação? Através dos índices de preços, como o Índice de Preços ao Consumidor e Índice de Preço ao Consumidor Amplo, que são calculados por diversas instituições, como o IBGE e a Fundação Getúlio Vargas. Segundo a Academia Pearson (2011), o cálculo dos Índices de Preçodo Consumidor são feitos, basicamente, da seguinte sequência: 1º) Definição da população – alvo, ou seja, a camada social que pretende pesquisar. 2ª) Seleção de algumas amostras (famílias), dentro da população-alvo. 3ª) Acompanhamento, durante um ano, do padrão de consumo da família. 4ª) Cada produto consumido, receberá um peso de acordo com o gasto da família com aquele item. 5ª) Seleção dos estabelecimentos onde as famílias adquiriram os produtos e verifica- se os preços. O Índice de preços oficial, ou seja, que o governo, através do Banco Central se baseia para escolher a política monetária, é o IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo), elaborado pelo IBGE. Este também é o índice que o governo se baseia para definir a meta de inflação para o ano. As metas de inflação, segundo Passos e Nogami (2012), surgiram em 1999 e são definidas todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mediante proposta do Ministro da Fazenda. Essas metas são púbicas e asseguradas o cumprimento pelo Banco Central, através das políticas monetárias que são elaboradas durante o ano, para que a meta seja atingida. Para conhecer um pouco mais e acompanhar as metas de inflação, acesse: < http://www.bcb.gov.br /?sismeta s>. BALANÇO DE PAGAMENTOS Como sabemos, um país capitalista realiza diversas transações com o resto do mundo, transações estas que envolvem a compra e venda de bens e serviços, de ativos, pagamentos de dívida, doações, entre outras. Então, todas as transações econômicas entre países são contabilizadas no chamado balanço de pagamentos. Mas o que é balanço de pagamentos? Balanço de pagamentos pode ser definido como um resumo contábil das transações econômicas que um país faz com o resto do mundo, durante um período de tempo, em geral, um ano e mostra a situação econômica e financeira do país, incluindo as reservas cambiais. Além de ser um instrumento de decisão das políticas públicas do governo e medir os efeitos dessas políticas. Balanço de pagamentos é o registro contábil das transações entre residentes e não residentes, durante certo período de tempo. O Balanço de Pagamento brasileiro é elaborado pelo Banco Central de acordo com as normas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e tem uma nova estrutura desde 2001: 1. Transações Correntes 1.1 Balança Comercial 1.2 Serviços 1.3 Rendas 1.4 Transferências Unilaterais Saldo em transações correntes (déficit ou superávit) 2. Conta Capital 3. Conta Financeira Saldo em conta capital e financeira 4. Erros e Omissões 5. Saldo (déficit ou superávit) Saldo do Balanço de Pagamentos (déficit ou superávit) Fonte: Fundo Monetário Internacional (2001) • Onde: Balança Comercial – exportações e importações. Serviços – viagens, transportes, seguros, informações etc. Rendas – salários e ordenados, rendas de investimentos. Transferências unilaterais – Donativos, manutenção de residentes no país. Conta Capital – transferência de patrimônio. Conta financeira – Investimentos diretos e em carteira; derivativos, outros investimentos; Os saldos em transação corrente e do balanço de pagamentos também tem significado. Saldo positivo, ou seja, superávit em transações correntes , significa que o país honra seus compromissos externos e consegue impedir ou amenizar crises cambiais. Já o saldo negativo, déficit, significa que o país está vulnerável às crises cambiais. O saldo no balanço de pagamentos influencia as reservas cambiais. Superávit, temos aumento das reservas, déficit, temos redução das reservas. É importante lembrar que as reservas cambiais é a quantidade de dinheiro que o país tem e é composta por dólares, ouro, euro etc. O Saldo do Balanço de Pagamentos afeta, diretamente, o nível de reservas cambiais. Para conhecer mais sobre o Balanço de Pagamentos brasileiro, acesse: < http://www.bcb.gov.br /?SERIEBALPAG >. BRASIL REGISTROU SUPERÁVIT COMERCIAL DE US$ 507 MILHÕES A Balança Comercial de um país é calculada pela diferença entre o total exportado e o total importado em um determinado período e é uma das variáveis que influenciam o crescimento do Produto Interno Bruto. No caso brasileiro, em abril de 2014, as exportações brasileiras foram US$ 19,724 milhões, 5,2% a mais do que mesmo período de 2013, o que equivale a US$ 986,2 milhões em média por dia. Já as importações foram de US$ 19,218 bilhões, 2,2% menor do que em abril do ano passado. Com isto, a balança comercial fechou com superávit de US$ 507 milhões, revertendo déficit anterior. Texto baseado em: < http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area= 5¬icia=13144 >. Acesso em: 03 maio de 2014. O MERCADO DE TRABALHO Um dos objetivos da macroeconomia é estudar o mercado de trabalho e uma das funções do governo é oferecer condições que assegure o emprego para a população, ou seja, manter a taxa de desemprego mais baixa possível. A importância do emprego é tão grande, pois é com ele que se aumenta a riqueza do país, através da produção e do salário recebido que as pessoas demandam mais bens e serviços, fazendo com que a economia “gire”. E claro, não podemos esquecer que o mercado de trabalho influencia as classes sociais e a distribuição de renda. Agora que você já sabe a importância do trabalho para a economia e para a sociedade, eu te pergunto: O que é desemprego? Como é medido? Muitas pessoas vão responder que o desemprego é a falta de emprego. Está correto, mas temos outras definições mais completas. A Academia Pearson (2011) nos diz que para definir desemprego é necessário conhecer os critérios pelos quais uma pessoa é considerada economicamente ativa e os motivos que a tornaram ocupada (empregada) e desocupada (desempregada). Sandroni (2003) acrescenta que desemprego é uma situação de ociosidade involuntária em que uma pessoa se encontra. Passos e Nogami (2012) observam que desempregada é aquela pessoa que está procurando emprego. Apenas pessoas que estão, de fato, procurando trabalho são consideradas desempregadas. Segundo Passos e Nogami (2012), temos quatro tipos de desemprego: 1. Desemprego estrutural – são decorrentes de mudanças estruturais na economia, como mudança tecnológica, padrão de demanda dos consumidores, que no longo prazo lteram o mercado de mercado, eliminando alguns postos de trabalho e criando outros. Em geral, este tipo de desemprego ocorre quando as pessoas não são qualificadas. Por isto, é importante qualificar a mão de obra. 2. Desemprego Friccional – também chamado de natural, é caracterizado por pessoas que estão desempregadas momentaneamente, decorrente, por exemplo, de mudança voluntária de emprego, ou demissão ou primeiro emprego. 3. Desemprego cíclico – também chamado de desemprego involuntário, acontece em fases de recessão da economia. Nestas fases, o governo reduz o gasto, o que afeta diretamente a demanda (diminui) diminuindo a produção e gerando desemprego. 4. Desemprego sazonal – muito comum na agricultura e no turismo, o desemprego sazonal acontece em determinadas épocas, por exemplo, baixa temporada ou entre safras No Brasil, temos três principais pesquisas que verificam o mercado de trabalho, como a Pesquisa Mensal de Empregos (PME), Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), sendo a última mais utilizada no meio acadêmico dos pesquisadores sobre mercado de trabalho. Cada pesquisa tem uma metodologia própria. Para saber um pouco mais sobre o PNAD, como metodologia e dados, acesse: < http://www.ibge.gov.br /home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.php?id_pesquisa=40 >. Mas como é calculada a taxa de desemprego? A taxa de desemprego é, segundo Passos e Nogami (2012), o percentual de pessoas desocupadas/desempregadas na semana de referência da pesquisa com procura no período de referência de 30 dias em relação à população economicamente ativa (PEA) na semana de referência. Ficou complicado, certo? Vamos ver pela fórmula:O valor achado mostra a relação percentual de pessoas que estão procurando trabalho nos últimos 30 dias e que não exerceram atividade remunerada nos últimos 7 dias. O gráfico abaixo mostra a evolução histórica da taxa de desemprego entre 2003 e 2012. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação ATIVIDADES 1. Um dos motivos que o Plano Cruzado fracassou foi em razão a duração excessiva do congelamento de preços, que provocou um crescimento descontrolado da demanda. Porém, este plano deixou algumas lições. A partir desta afirmação, escolha a alternativa que melhor descreve as lições deixadas pelo Plano Cruzado. a) Necessidade de controlar a demanda, maior atenção às contas externas, possibilidade de congelamento por tempo indefinido e cuidado com o descongelamento. b) Necessidade de controlar a oferta, maior atenção às contas internas, impossibilidade de congelamento por tempo indefinido e cuidado com o descongelamento. c) Necessidade de controlar a demanda, maior atenção às contas externas, impossibilidade de congelamento por tempo indefinido e cuidado com o descongelamento. d) Necessidade de controlar a demanda, maior atenção às contas internas, possibilidade de congelamento por tempo indefinido e cuidado com o descongelamento. 2. O Plano Real foi lançado em 1994 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com objetivo de combater a inflação. Assim como nos planos anteriores, a inflação foi considerada inercial, a diferença principal foi o mecanismo de combate: foi deixado de lado o congelamento de preços e foi feita uma reforma monetária. Além do contexto econômico que o Brasil estava era outro, ou seja, existência de reservas, abertura comercial e possibilidade de financiamento externo. O plano foi divido em três fases. Em relação ao plano Real, marque a alternativa correta: I) A primeira fase foi o ajuste fiscal, que teve como uma das medidas o corte de gastos. II) Foi adotado o sistema bi-monetário tendo a URV com paridade. III) Houve reforma monetária durante a terceira fase do plano. IV) Uma medida diferente do Plano Real em relação aos demais Planos econômicos foi o não congelamento de preços e salários. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas I, III, IV estão corretas. c) Somente as alternativas II e IV estão corretas. d) Toda as alternativas estão corretas. 3. Vimos que Produto Interno Bruto e Produto Nacional Bruto são conceitos diferentes. Em relação a principal diferença entre PIB e PNB, marque a alternativa correta: a) O PIB mostra o total produzido dentro do território nacional e PNB o total produzido por empresas nacionais. b) O PIB mostra o total produzido por empresas nacionais e o PNB o total produzido dentro do território nacional. c) Tanto o PIB quanto o PNB calculam o total produzido por empresas nacionais. A diferença é que no PIB a empresa pode ser localizada em qualquer país e o no PNB não. d) O PIB é calculado através do preço final dos bens e serviços. Já o PNB considera o custo produtivo. 4. Discutimos nesta aula que o Produto Interno Bruto (PIB) pode ser calculado por três óticas: produção, despesa e renda e independente da forma como é calculado, o valor deverá ser o mesmo. Marque a alternativa correta que explica o motivo que o valor é o mesmo, independente da ótica que o PIB é calculado. a) É utilizado o preço dos fatores de produção. b) É utilizado os bens e serviços finais c) É utilizado a mão de obra. d) É utilizado o valor de mercado, ou seja, o preço de venda dos bens e serviços. 5. O índice de desenvolvimento humano, que foi criado pela ONU, mede o grau de desenvolvimento de um país. Em relação ao IDH, marque a alternativa correta: I) Criado no início da década de 1990. II) Varia de zero a um. III) É calculado pela média aritmética de três outros índices. IV) É subdividido em três faixas de valores que mostra que um país tem baixo, médio ou alto desenvolvimento econômico. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas I, III, IV estão corretas. c) Somente as alternativas II e IV estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. 6. Sabemos que o Brasil é uma das maiores economia do mundo, mas na prática vemos que a população ainda é muito carente. Então, podemos chegar a conclusão que um país pode ter crescimento econômico e não ser desenvolvido. Para o Brasil se desenvolver mais, é necessário a melhoria de alguns fatores. Em relação aos fatores que afetam o desenvolvimento econômico, marque a alternativa correta: I) Melhor distribuição de renda II) Melhorias na saúde, educação e infraestrutura. III) Preservação do meio ambiente. IV) Aumento do estoque dos fatores de produção. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas I, III, IV estão corretas. c) Somente as alternativas II e IV estão corretas. d) Somente as alternativas I, II e III estão corretas. 7. Inflação é definida como o aumento contínuo e generalizado de preços. Em relação à inflação, marque a alternativa correta: I) São três tipos principais de inflação, demanda, custos e inercial. II) No Brasil, desde 1999 é elaborado a meta de inflação para o ano seguinte. III) Uma forma de combater a inflação é através do aumento da taxa de juros, para reduzir a demanda e os preços. IV) O IPCA/IBGE é o índice oficial de inflação no Brasil. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas I, III, IV estão corretas. c) Somente as alternativas II, IV, V estão corretas. d) Toda as alternativas estão corretas. 8. Discutimos o mercado de trabalho e vimos que é importante o estudo do desemprego e suas causas, pois afeta toda a economia. Neste sentido, vimos que existem quatro tipos de desemprego, friccional, estrutural, sazonal e cíclico. Em relação aos tipos de desemprego, marque a alternativa correta: I) Friccional é aquele causado pela alteração da estrutura da economia, como mudanças tecnológicas. II) Estrutural é o tipo de desemprego natural, pois acontece quando as pessoas saem de um trabalho para irem para outro. III) O desemprego sazonal é mais comum nos setores de agricultura e de turismo. IV) O cíclico é causado pela redução dos gastos do governo, acontecendo, em geral, durante o período de recessão econômica. a) Somente as alternativas I e II estão corretas. b) Somente as alternativas I, III, IV estão corretas. c) Somente as alternativas III e IV estão corretas. d) Todas as alternativas estão corretas. Resolução das atividades Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação RESUMO A economia brasileira passou por diversas fases, desde quando o Brasil foi descoberto em 1500. Até 1929 a economia era agroexportadora com modelo voltado para fora, ou seja, produzíamos e exportávamos um único produto agrícola, que já foi o açúcar, borracha e café. Em 1929, com uma superprodução de café e mais a crise mundial, época que ficou conhecida como a Grande depressão, o preço do café foi reduzindo, apesar de todas as políticas do governo voltadas ao setor, não tínhamos mais mercado consumidor. Então, houve a necessidade de mudar a forma da economia e começou a industrialização brasileira. O período compreendido entre 1930 e 1960 ficou conhecido como Processo de Substituição de Importação. As décadas de 1960 e 1970, foram décadas de altos e baixos da economia nacional, desde estagnação e aumento da dívida externa, até altas taxas de crescimento econômico e de empregos e no campo da politica, tivemos o golpe militar. Entramos na década de 1980, década esta que ficou conhecida como década perdida em razão das altas taxas de inflação e os inúmeros planos de estabilização, foram cinco, antes do plano Real, que procuraram eliminar a inflação, mas que fracassaram. O único planoque atingiu o objetivo, redução da inflação, foi o Plano Real, lançado em 1994. Apesar de todos os problemas, a economia brasileira se estabilizou e voltou a crescer. Apesar da economia brasileira ser uma das maiores economias do mundo atualmente, se analisarmos o Produto Interno Bruto (PIB), chegamos a sétima colocação, estamos, em termos de desenvolvimento econômico, entre as piores do mundo. Quando falamos em desenvolvimento, estamos nos referindo a melhoria da qualidade de vida da população, que pode ser medido através, por exemplo, do Índice de Gini, que mede a concentração de renda e do Índice de Desenvolvimento Humano. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação Material Complementar Leitura Economia Brasileira Contemporânea Autor: Amaury P. Gramaud, Marco Antonio S. Vasconcellos e Rudinei Toneto Junior Editora: Atlas Sinopse : Fornece de maneira clara tanto uma análise histórica como setorial do desenvolvimento econômico brasileiro. Desenvolve ainda uma parte conceitual em que define as principais variáveis macroeconômicas em termos teóricos e examina seu comportamento no caso brasileiro. Na Web Para saber um pouco mais sobre o impacto do Plano Real, acesse: Acesse Na Web Para entender um pouco mais sobre Produto Nacional Bruto na prática, acesse o site de Portugal observatório das desigualdades. Acesse Na Web Para conhecer um pouco mais sobre a construção do Índice de Preços ao Consumidor, elaborado pelo IBGE, assim como os dados das últimas décadas, acesse: Acesse Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação REFERÊNCIAS ACADEMIA PEARSON. Economia Brasileira . São Paulo: Pearson, 2011. BRESSER-PEREIRA, L. C. O conceito histórico de desenvolvimento econômico . São Paulo: FGV, 2006. Disponível em < http://www.bresserpereira.org.br/papers/2006/06.7-ConceitoHistoricoDesenvolvimento.pdf >. Acesso em: 15 dez. 2013. GIAMBIAGI F. ; ALÉM, A. C. Finanças Públicas: Teoria e Prática no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1999. GREMAUD, A. P.; VASCONCELLOS, M.A.S.; TONETO JÚNIOR, R. Economia Brasileira Contemporânea, São Paulo: Atlas, 2011. GREMAUD, Amaury Patrick; DIAZ, Maria Dolores Montoya; AZEVEDO, Paulo Furquim de; TONETO JÚNIOR, Rudinei. Introdução à Economia . São Paulo: Atlas, 2007. MANKIW, N.G. Introdução à economia. São Paulo: Cengage Learning, 2009. MENDES, J. T. G. Economia : Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Pearson Hall, 2009. PASSOS, C.R.M.; NOGAMI, Otto. Princípios de Economia. São Paulo: Cengage Learning, 2012. Política Fiscal e Dívida Pública – Manoel Carlos de Castro Pires 2008 XIII Prêmio do Tesouro Nacional. ROMER, D. 2006. Advanced Macroeconomics . Third Edition Boston, McGraw-Hill Irwin. SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia . 12.ed.São Paulo: Beste Seller, 2003. SILVA, A.D.B.M, MEDEIROS, O. L. de. Conceitos e estatísticas da dívida pública. Brasília: Tesouro Nacional, Disponível em < http://www3.tesouro.gov.br/divida_publica/downloads/Parte%201_4.pd f>. Acesso em: 20 abr. 2013. SOUZA, Nali de Jesus de. Economia Básica. São Paulo: Atlas, 2007. VASCONCELLOS, Marco Antônio S. & GARCIA, Manuel E. Fundamentos de Economia. 3.ed. São Paulo: Saraiva, 2008. Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação APROFUNDANDO Em novembro de 2013, houve uma redução na taxa de desemprego, tornando-se a menor taxa desde 2002. O desemprego no Brasil está em torno de 4,6%, segundo o IBGE, enquanto no mês anterior, outubro, este índice era de 5,2%. Ao todo, a população desempregada somou 1,1 milhão de pessoas e a população ocupada é de 23,3 milhões de pessoas. A média salarial também aumentou, passando para R$ 1965,20 por pessoa. O gráfico abaixo mostra a evolução da taxa de desemprego nos últimos doze meses. Como pode ser visto, de dezembro de 2012 a novembro de 2013, a taxa de desemprego em novembro foi a mesma do que em dezembro de 2012, de 4,6%. Porém, como pode ser visto, conforme os meses vão passando, a taxa de desemprego aumenta, chegando a 6% em julho de 2013 e foi reduzindo conforme o ano vai passando. Uma provável causa para esta redução, são os trabalhos temporários que são oferecidos nas altas temporadas. Resumo feito a partir do texto disponível em: < http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/desemprego-fica-em-46-em-novembro-indica-ibge.html >. Acesso em 19 dez. 2013. PARABÉNS! Você aprofundou ainda mais seus estudos! Avançar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação EDITORIAL DIREÇÃO UNICESUMAR Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; BOECHAT, Andréia Moreira da Fonseca Economia e mercado. Andréia Moreira Da Fonseca Boechat Maringá-Pr.: UniCesumar, 2018. Reimp. 2022. 48 p. “Pós-graduação Universo - EaD”. 1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. CDD - 22 ed. 332 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Diretoria de Design Educacional Equipe Produção de Materiais Fotos : Shutterstock NEAD - Núcleo de Educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 Retornar UNICESUMAR | UNIVERSO EAD