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2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação 
ECONOMIA E 
MERCADO 
Professora : Flávia Fernanda da Silva Machado 
Apresentação Geral da Disciplina 
Olá, caro(a) aluno(a)! 
Aqui lhe mostro com muita satisfação o seu material didático da disciplina Economia e Mercado. As relações econômicas ocorrem 
há milhares de anos e, obviamente, foram se refinando ao longo do tempo. 
Iniciamos essa trajetória com o escambo, em que as mercadorias eram trocadas por outras mercadorias, e assim fomos avançando 
até a moeda atual, estruturas de mercado complexas e políticas macroeconômicas para equilibrar o mercado. Sendo assim, nossa 
disciplina possibilitará que você tenha uma visão do todo econômico, em que serão trabalhados conceitos, processos, noções e 
estruturas econômicas. 
A disciplina Economia e Mercado nos faz investigar diversas questões relacionadas ao funcionamento econômico, tais como lei da 
oferta e demanda, estruturas do mercado e seu desempenho e impacto na atividade da economia. 
Além de ainda haver a parte dos agregados macroeconômicos, ou seja, que aborda o todo tais como políticas fiscal, monetária e 
cambial e outros indicadores da conjuntura econômica. Dessa forma, talvez você questione: Como essas informações econômicas 
podem impactar meu dia a dia? E é para que você compreenda tais respostas que vamos adentrar nessa jornada. 
Bons estudos! 
Oportunidades de aprendizagem 
Nesta primeira unidade, você irá desenvolver a compreensão acerca do significado de economia e também entenderá quais são as 
estruturas de mercado. Além disso, compreenderá sobre o funcionamento da lei da oferta e demanda. 
Avançar 
UNICESUMAR | UNIVERSO EAD 
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2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 1 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação 
Economia e as Estruturas de Mercado 
O ano de 2020 foi extremamente difícil. Foi o ano em que começamos a vivenciar uma pandemia global. Pandemia se trata da 
disseminação de uma doença em determinada área para outros continentes. 
Apesar de a situação pandêmica agravar a situação brasileira, nosso país já estava inserido em uma crise financeira mesmo antes 
da Covid-19, em que nossa dívida pública se mostrou acima de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), o desemprego atingia 12 
milhões de pessoas em média e não havia um crescimento econômico sustentável (MELO; CABRAL, 2020). 
Por conta das medidas empregadas para garantir o distanciamento social, a crise no Brasil se aprofundou pois houveram mudanças 
no âmbito profissional como redução de jornada de trabalho, redução do salário, colaboradores trabalhando via home office e, 
obviamente, os desligamentos dos funcionários e empresas encerrando suas atividades. 
E, além disso, houveram impactos das demais relações econômicas que também estavam sofrendo influência da pandemia. 
Sendo assim, quais são os impactos de uma pandemia para a economia de um país? As empresas precisam se reinventar para 
acompanhar esse novo rumo da economia? 
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Todas as economias são divididas por ciclos, ou seja, períodos que se diferem pelas alterações da atividade econômica a longo 
prazo. Essas mudanças são uma rota natural das economias pois há impactos de diversos fatores e, dessa forma, ocorrem períodos 
de crescimento, estagnação ou crises econômicas. 
Diante disso, conforme mencionado anteriormente, o Brasil já apresentava uma situação econômica comprometida antes da 
pandemia, em que empresas de pequeno porte foram as maiores afetadas pelos impactos econômicos da crise e pandemia em que 
um milhão e trezentos mil empresas (1,3 milhão) encerraram ou suspenderam as atividades de acordo com a Pesquisa Pulso 
Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas. O comércio e o setor de serviços foram os mais impactados com a crise econômica. 
As pandemias sempre ocorreram ao longo da nossa história, já tivemos a Peste do Egito em 430 a.C., a Peste de Cipriano no ano de 
250 a 271, a Peste Negra em 1300 e a Gripe Espanhola entre 1918 e 1920. E recentemente tivemos a pandemia da gripe suína, 
causada pelo vírus H1N1, e com a globalização, doenças que permaneceriam em apenas certas regiões ou países, acabam 
percorrendo todo o globo e infectando pessoas de diversas nacionalidades. 
E em casos como a pandemia da COVID-19, em que se torna extremamente necessário o distanciamento social para diminuição da 
velocidade do contágio, o impacto sobre a economia é inevitável. 
Ponto de partida 
Camila Mendes é dona de uma confeitaria e seu objetivo é proporcionar sonhos por meio dos seus produtos saudáveis, tanto para 
quem visa se alimentar melhor ou para aqueles que detém alguma restrição alimentar. Quando iniciou sua empresa em 2017, 
Camila fez uma pesquisa e testou a demanda de seus produtos e descobriu uma oportunidade de negócio com a confeitaria 
saudável. Camila se dedicou e o resultado se mostrou muito satisfatório e proporcionou um ótimo faturamento ao longo dos anos. 
No início de 2020, a empresa contava com 9 funcionários em que 5 trabalhavam na produção, 2 no administrativo e 2 no comércio, 
além da própria Camila que está todos os dias na loja. Porém, veio a pandemia e com ela, as restrições sociais implementadas pelo 
governo para distanciamento social. 
O consumo na loja era a maior fonte de faturamento da empresa e o faturamento diminuiu significativamente pois também 
houveram os momentos de lockdown e a confeitaria precisou ficar de portas fechadas e com as atividades pausadas. 
Camila precisa encontrar alternativas para elevar o seu faturamento e evitar que sua empresa feche suas portas definitivamente. 
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Camila começou a pesquisar e estudar sobre o que estava acontecendo no mundo e no ramo alimentício, pois precisava entender 
mais sobre como funcionavam os mercados e também a demanda por seus produtos. E assim, Camila compreendeu que é o 
mercado (de serviços e de bens) que vai definir toda a renda, preço, consumo e investimentos de um país, isto é, ambientes 
considerados micro impactam no macro (no todo). E compreendeu que com a situação pandêmica, o ramo alimentício estava sendo 
muito afetado. 
Sendo assim, ela entendeu que tudo está interligado uma vez que o poder de compra das pessoas também é afetado, ou seja, se o 
país vai bem mostra que as pessoas estão melhores financeiramente, há emprego e, portanto, consumo. E quando o país está em 
crise, as pessoas estão sem emprego e sem dinheiro e, logo, não vão poder consumir. 
Mas ela também entendeu que em tempos difíceis, a zona de conforto precisa ser deixada de lado. E assim deu início ao seu 
marketing nas redes sociais, coisa que antes não fazia com frequência mas seria necessário para encontrar os consumidores da sua 
marca online. 
Com suas pesquisas, Camila entendeu que precisaria agir rápido para evitar a demissão de seus funcionários ou até que seu 
estabelecimento fechasse suas portas. Nesse sentido, gostaria que você refletisse sobre quais ações são mais relevantes para o 
caso da confeitaria da Camila e como ela poderia chamar a atenção dos seus consumidores. 
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Até o momento, compreendemos que tudo está conectado e que a economia se divide em ciclos. Desse modo,quando as pessoas 
estão consumindo, haverá mais emprego, mais pessoas gastando e, portanto, mais consumo. Porém, nas crises essa situação se 
altera e o consumo começa a diminuir, principalmente em setores que não são essenciais para a sobrevivência das pessoas. 
Sendo assim, você consegue compreender a importância da economia em sua vida? Como todos os mercados fazem parte de um 
todo? Mesmo cada um tendo diferenças e singularidades. E, além disso, como tudo pode ser afetado em momentos de crise? 
Afinal, o que é Economia? 
A palavra economia pode te lembrar assuntos relacionados a finanças, economizar e poupar. Ou também a gastos com seu 
dinheiro. 
Porém, a economia é muito mais! Segundo Montella (2003), em seu conceito etimológico, economia vem da palavra grega oikos, 
que significa casa, e nomos, que significa norma ou lei. Isso quer dizer que originalmente, a palavra economia quer dizer 
administração da casa. 
Dentro do estudo da ciência econômica, a busca é compreender como os indivíduos e a sociedade decidem como empregar 
recursos que são escassos para produzir os bens e serviços e o objetivo é satisfazer as necessidades das pessoas. Isso quer dizer 
que a economia é uma ciência social e os recursos produtivos (ou fatores de produção) são capital, terra, trabalho e matérias- 
primas. 
Mas talvez você possa se questionar o motivo desses recursos serem tão importantes. Segundo Vasconcellos (2015), a ciência 
econômica é a ciência social cujo objetivo é amparar as necessidades humanas, isto é, satisfazer nossos desejos. 
O motivo é que nossos recursos produtivos são limitados, sendo assim, esses recursos podem levar milhares de anos para serem 
repostos pela natureza e cada vez mais pessoas habitam o nosso planeta a cada dia. Esse aumento da população faz com que as 
necessidades básicas se elevem a todo momento e, desse modo, o objeto de estudo da economia vem a ser exatamente a escassez 
dos fatores de produção. 
Todos os recursos, dinheiro, tempo, etc., não são ilimitados e, portanto, é impossível ter tudo o que quisermos e por isso, 
precisamos fazer escolhas em nosso dia a dia. As necessidades humanas são ilimitadas o que se contrapõem à limitação de 
recursos existentes, pois estamos em constante busca de elevar nosso padrão de vida, status, ter mais bens como celular, 
computador, roupas etc. Desse modo, nenhum país escapa da escassez de recursos, essa disponibilidade é limitada para o mundo, 
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apesar de haver mais recursos em certas regiões do que em outras. 
Atenção 
A economia é a ciência que visa estudar e compreender os indivíduos enquanto seres sociais que 
estão incluídos em um ambiente de escassez e, sendo assim, é considerada uma ciência social 
aplicada (VASCONCELOS, 2011). 
Caso todos os recursos fossem ilimitados, não haveria motivação para estudar questões de alocação desses fatores, inflação, 
desemprego, déficit, etc., pois muitos dos problemas que enfrentamos com a limitação da produção, não ocorreriam. 
Consequentemente não haveria necessidade de uma ciência cujo objeto é justamente o estudo da escassez e alocação dos 
recursos limitados. 
Nesse sentido, vamos nos aprofundar um pouco mais acerca do funcionamento da economia e gostaria que você me respondesse à 
seguinte dúvida: o que é um sistema econômico? Você pode pensar sobre isso um minuto e me responder. 
Bom, é relevante que você saiba o que é um sistema econômico e apresento agora a definição dada por Rosseti (1979): 
Sistemas Econômicos são arranjos historicamente constituídos, a partir dos quais os agentes econômicos 
são levados a empregar recursos e a interagir via produção, distribuição e uso dos produtos gerados, dentro 
de mecanismos institucionais de controle e de disciplina, que envolvem desde o emprego dos fatores 
produtivos até as formas de atuação, as funções e os limites de cada um dos agentes. (ROSSETI, 1979, p. 
158) 
Isso significa que uma vez que nossos recursos são escassos, os indivíduos e a sociedade precisam tomar decisões sobre o que será 
feito com esses recursos. Decisões essas que se relacionam à produção de bens e serviços: O que será produzido? Como será 
produzido? Quanto será produzido? Para quem será destinado? Qual o preço de venda desses itens? 
Dessa forma, os sistemas econômicos vão definir quais serão as regras para alocação dos recursos e as instituições que serão 
incumbidas da realização desses processos. Para exemplificar, posso citar os sistemas econômicos capitalista e socialista, em que 
os meios de produção são de propriedade privada ou do estado. 
Te convido a conhecer as perguntas Fundamentais da Economia Para auxiliar nas escolhas de produção, existem algumas 
questões econômicas que devem ser respondidas. Vamos iniciar com a pergunta O QUE produzir que indica a escolha dos bens a 
serem produzidos, isto é, a necessidade que vai ser sanada com a produção desse item, por exemplo, roupas, alimentos, celulares, 
etc. 
Em seguida, a pergunta a ser respondida é QUANTO produzir. Qual será a quantidade necessária daquele bem para satisfazer as 
necessidades daquele momento. Seguimos para COMO produzir, que questiona os itens que estarão envolvidos no processo de 
produção desse bem, qual será a proporção entre eles, qual será a proporção entre capital e trabalho, etc. E seguimos para o quarto 
questionamento que é PARA QUEM produzir e se relaciona aos indivíduos que vão demandar o item produzido. 
Observando esses questionamentos, concluímos que é preciso conhecer o mercado, fazer pesquisas sobre ele, pesquisa de preços 
dos itens que serão utilizados na produção, estudos sobre o público-alvo, sobre qual tipo de divulgação é mais bem-sucedida para 
esse público específico, quanto esse consumidor está disposto a pagar, qual o custo dos bens produzidos. 
Vamos dividir a economia para entender suas áreas de atuação? A área é estudada entre: Macroeconomia e Microeconomia 
Conforme mencionado acima, as ações, as transações e as decisões que ocorrem de forma micro (menor) vão impactar no todo. 
Sendo assim, é importante te explicar o que é a microeconomia e a macroeconomia, para esclarecer as diferenças entre esses 
ramos de estudo da economia e, ainda, reforçar como tudo está conectado. 
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Desse modo, existem essas duas grandes áreas de estudo dentro da ciência econômica, que são a microeconomia e a 
macroeconomia. 
A microeconomia é o campo que vai estudar como as unidades econômicas se comportam, sendo elas as empresas produtoras e os 
consumidores. Vai estudar também como esses agentes interagem entre si, de forma que a microeconomia estabelece as 
quantidades e os preços dos itens produzidos nos mercados que são específicos (VASCONCELLOS, 2011). 
Nesse sentido, vai ser o estudo da microeconomia que vai buscar compreender como se dá a oferta e demanda nessa especificação 
dos preços dentro dos mercados de produção de bens e serviços ou de fatores de produção. Portanto, a microeconomia vai 
investigar como as empresas e as pessoas que consomem esses itens interagem entre si e determinam os preços e quantidades dos 
bens a serem produzidos e ofertados. 
Conceituando 
Os fatores de produção são os bens que são utilizados para que os bens finais sejam produzidos, 
ou seja, são aqueles elementos que propiciam a produção de um determinado item. De forma 
clássica, a teoria econômica indica três fatores de produção que são o capital, representado por 
K), o trabalho (L) e a terra (T). 
No Quadro 1, podemos observar a definição de cada um dos fatores de produção de acordo com a teoria econômica. São esses os 
fatores que estão incluídos na produção de cada bem ou serviço o qual demandamos em nosso dia a dia. 
Quadro 1 . Definição dos Fatores de Produção. 
Fonte: A autora. 
Desse modo, essessão os fatores iniciais utilizados para produzir novos bens acabados, ou seja, é a combinação desses itens que 
torna possível a criação de todos os itens utilizados pelos seres humanos. E cada um dos fatores tem a sua forma de remuneração, 
como vimos, são aluguel, juro, salário e royalties. 
Para finalizar, é importante clarificar que não é o estudo das empresas de forma individual, mas sim, a junção dos mercados e isso é 
feito com o intuito de facilitar as análises e tornar a realidade menos complexa. Existe uma condição chamada ceteris paribus (tudo 
o mais constante) que vem exatamente para simplificar as análises desses mercados, de forma que ele supõe que tudo o mais 
permanece constante. 
Ou seja, quando você se dispor a analisar um mercado de maneira individualizada, será pressuposto que todos os outros mercados 
se manterão inalterados (constantes). E, assim, com o fato de se manterem constantes indica que o mercado que é o objeto de 
estudo não vai influenciar os mercados restantes e, assim, as análises simplificadas poderão ser realizadas. 
Desse modo, observe o Figura 1 apresentado a seguir, que nos denota quais são os temas estudados na teoria econômica: 
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Figura 1 - Temas investigados no estudo da Teoria Microeconômica. 
Fonte: Adaptado de Vasconcelos (2015, p. 30).. 
Descrição da imagem : A imagem corresponde a uma estrutura em que existem 3 grandes temas investigados na economia sendo 
eles, a teoria da demanda, a teoria da oferta e a análise das estruturas de mercado. E a partir de cada uma dessas temáticas, 
surgem novos temas estudados. A partir da teoria da demanda, temos a teoria do consumidor e a demanda de mercado. Na 
temática teoria da oferta temos a oferta individual e a oferta de mercado e, a partir da oferta individual temos a teoria da produção 
e a teoria dos custos de produção. E no último grande tema que é a análise das estruturas de mercado, há uma divisão em dois 
temas menores que são o mercado de bens e serviços e o mercado de insumos e fatores de produção. E ambos também se dividem 
em temas menores, sendo o mercado de bens e serviços estudando a concorrência perfeita, concorrência monopolística, 
monopólio e oligopólio. Já o mercado de insumos e fatores de produção vai estudar a concorrência perfeita, o monopsônio e o 
oligopsônio. 
Já a macroeconomia aborda o todo, o macro, como por exemplo, inflação, renda do país, investimento agregado, exportação e 
importação etc. De acordo com Dornbusch et al. (2006), a teoria macroeconômica inclui também políticas de controle da moeda, 
câmbio, salários e também a dívida pública. Isto é, estuda quais são os níveis da renda, desemprego, taxa dos salários, taxa de juros 
etc., todos em sua forma agregada. 
A macroeconomia visa compreender a formação desses grandes agregados, como a economia é em seu todo e o como aplicar 
políticas que beneficiem o país. Portanto, não há conflitos entre a microeconomia e a macroeconomia, pois a primeira analisa o 
funcionamento dos mercados e analisa um mercado específico deixando o restante dos mercados constantes; já a segunda, analisa 
o todo, considerando sempre o nível geral daquela determinada variável, ou seja, a variável em seu nível agregado. 
Atenção 
Os rendimentos dos títulos da dívida pública podem ser pós-fixados ou pré-fixados e a 
remuneração está atrelada a um indexador, como a taxa Selic, índice de inflação como o IPCA, 
taxa referencial – TR, IGP-M ou também uma variação cambial. 
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Fonte: Tesouro Direto (2018). 
Lei da Demanda 
Agora vamos começar a tratar sobre a lei da demanda que tem em seu objetivo compreender as necessidades dos consumidores e 
explicar o seu comportamento nas escolhas de bens e serviços adquiridos. 
Bom, devemos começar entendendo o que é a demanda por determinado bem. A demanda é a quantidade de um dado bem que o 
consumidor deseja adquirir, ou seja, o quanto de um determinado item ele está disposto a comprar (PASSOS; NOGAMI, 2012). 
Aqui é importante ressaltar que a demanda não precisa ser a compra efetivada, basta ser a intenção de compra , a renda e o 
período também devem ser considerados. 
Essa teoria pressupõe que quando o preço de determinado bem se eleva, os consumidores vão consumi-lo em menor quantidade 
dado que as demais variáveis que possam impactar essa situação se mantenham constantes ( ceteris paribus ). 
Isso significa que há uma relação negativa em preço e quantidade quando se trata do consumidor pois conforme há elevação dos 
preços, ele não poderá mantendo os mesmos padrões de consumo pois a sua renda permanecerá sendo a mesma. Desse modo, 
como o consumidor não poderá mais adquirir aquele bem, ele o substituirá por algum outro item que ele considere um substituto e 
satisfaça as mesmas necessidades. Por exemplo, ocorre uma elevação no preço da carne bovina, uma vez que você não poderá mais 
comprar as mesmas quantidades, poderá substituir por carne de frango para satisfazer as suas necessidades de consumo de carne. 
Vamos entender melhor essa explicação ao observarmos a Figura 2, representada abaixo. 
Figura 2 - Curva da Demanda. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição de imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Uma reta decrescente, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a 
quantidade. 
Na imagem, podemos ver que conforme há um aumento no preço do bem, a demanda por ele diminui. Ou seja, quanto mais elevado 
for o preço (P), menor será a quantidade (Q) e isso é representado por meio da curva D, comprovando a relação negativa entre as 
variáveis P e Q. 
Desse modo, você pode analisar a Tabela 1, representada abaixo e analisar essa relação negativa entre preço e quantidade em 
nosso exemplo, com as quantidades de almoços por semana em um restaurante no centro da cidade. 
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Tabela 1 - Demanda por almoço em restaurante. 
Fonte: Elaborada pela autora. 
Perceba que quanto maior é o preço do almoço no restaurante, menores são as quantidades de almoços por semana que você 
estará disposto a ter. E podemos ir ainda mais fundo ao criar essa relação graficamente com as quantidades da tabela, como 
podemos analisar no Figura 3, a seguir. 
Figura 3 - Curva da Demanda por almoços. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição de imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Uma reta decrescente, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a 
quantidade. No eixo do preço, há uma numeração de 30, 40, 50 e 60, iniciando na parte inferior do eixo a partir da numeração 30. E 
no eixo da quantidade, a numeração é de 1 a 4, iniciando do lado esquerdo e indo em direção à direita. 
Na Figura 4 vemos claramente como se forma a curva da demanda (D) e seus respectivos pontos de preço e quantidade. E, 
observamos também que, conforme o preço do almoço diminui, maior é a propensão de almoçar fora mais vezes por semana. É 
exatamente isso que é indicado quando uma curva é negativamente inclinada. 
Em nosso exemplo, estamos indicando a preferência de apenas um consumidor apenas e por esse motivo as quantidades e valores 
do almoço estão especificados tanto na tabela como na figura. Porém, a curva vai continuar seguindo exatamente os mesmos 
pressupostos, conforme a figura 3, que apresenta a nossa curva com as indicações genéricas, conforme abaixo. 
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Figura 4 - Curva de Demanda genérica. 
Fonte: Elaborado pelaautora. 
Descrição de imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Uma reta decrescente, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a 
quantidade. 
Conforme a figura, podemos observar que quando o preço está em P1, a quantidade será Q1 em que o preço é menor e a 
quantidade demandada será maior. Mas quando o preço está em P2 e é maior, a quantidade demanda Q0 se retrai. O que indica 
que quanto maior for o preço do bem, menor será a inclinação do consumidor de adquiri-lo, conforme vimos nos exemplos 
anteriores. Os pontos em que P e Q se encontram na curva D, são as quantidades demandadas e essas quantidades podem se 
alterar ao longo da curva, basta alterar o preço e a predisposição de comprar o item vai se alterar. 
Agora vamos abordar quais são os fatores que vão impactar no deslocamento da curva da demanda para a direita ou para a 
esquerda. Até agora aprendemos que o preço influencia na quantidade demandada, ou seja, nos pontos que estão ao longo da 
curva da demanda, porém a curva também pode se deslocar. 
Mas o que isso quer dizer? 
O deslocamento da curva de demanda é diferente pois não se trata dos movimentos nos pontos de encontro entre P e Q, mas sim 
uma mudança na altura da curva em nossa figura. Veja em nossas figuras, a seguir. 
Figura 5 - Deslocamento da Curva da Demanda à Direita. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Duas retas decrescentes, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando o deslocamento de uma curva para a outra à 
direita. 
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Figura 6 - Deslocamento da Curva da Demanda à Esquerda. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Duas retas decrescentes, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando o deslocamento de uma curva para a outra à 
esquerda. 
Como você observou, não se trata de alterações ao longo da curva, mas na alteração da curva de maneira geral, deslocando para a 
direita ou para a esquerda. Agora você poderia me dizer algum fator que deslocaria a curva de demanda para direita ou para a 
esquerda? 
Existem diversas variáveis que podem impactar a curva de demanda nesse sentido tais como renda, preço dos bens substitutos, 
preço dos bens complementares, marketing, clima, facilidade em se obter crédito, etc. 
A renda vai impactar no deslocamento da curva, pois ao haver um aumento de salário, digamos que você eleve seu consumo de 
carne bovina e diminua seu consumo de frango, por exemplo. Isso vai significar que haverá um deslocamento para a direita na sua 
curva de demanda por carne bovina, uma vez que seu consumo por esse bem aumentou, mas o preço se manteve o mesmo. Por 
outro lado, a curva de demanda por frango vai se deslocar para a esquerda, pois seu consumo daquele bem diminuiu, não por conta 
do preço já que ele se mantém o mesmo, mas sim porque você alterou suas escolhas de produtos a serem consumidos por você. 
Os bens substitutos são aqueles que podem ser substituídos um pelo outro pois são muito similares como, por exemplo, manteiga e 
margarina ou carne bovina e carne de frango. Isso denota que quando o preço de um bem desse tipo se elevar, os consumidores 
vão migrar seu consumo para o bem substituto dele e isso vai deslocar a curva de demanda de ambos. 
Já os bens complementares são aqueles que consumimos ao mesmo tempo, como pão com manteiga ou arroz e feijão. Nesses 
casos, também haverá deslocamento das curvas de demanda de ambos, mas dessa vez para o mesmo lado. Digamos que o preço do 
açúcar se eleve, haverá menos consumo desse item e, assim, sua curva se deslocará para baixo. Porém, como o bem complementar 
do açúcar é o café, ocorrerá a mesma situação e a curva de demanda do café também se deslocará para baixo. 
No que se refere ao marketing e ao clima, o primeiro vai gerar o consumo por meio de propagandas, elevando a demanda desse 
item e o segundo, cria sua demanda conforme a estação, por exemplo. No inverno, haverá demanda para roupa de frio e no calor, 
para roupas mais leves. 
O que diz a Lei da Oferta ? Em nossos estudos sobre a demanda, aprendemos sobre o consumidor e seu comportamento diante de 
mudanças no preço, e agora nessa sessão vamos compreender o lado do produtor, ou seja, a oferta dos bens. 
A oferta é a quantidade de um dado bem ou serviço que os produtores desejam vender em determinado período (VASCONCELOS, 
2015). Assim como na demanda, na oferta também se trata do desejo em vender os produtos e não efetivamente da venda e na 
teoria da oferta, será analisado o comportamento das empresas em suas transações no mercado. 
Sendo assim, podemos visualizar no Figura 7 a representação da curva de oferta e nela observamos o formato da curva. 
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Figura 7 - Curva da Oferta. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Uma reta crescente, com ângulo de 45º, indica a oferta, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a 
quantidade. 
Você percebeu a diferença comparada à curva da demanda? 
Sim, a curva de oferta é o oposto do que vimos anteriormente, esta curva é positivamente inclinada. Vamos saber o porquê! 
Então vamos ao nosso exemplo a seguir demonstrado na Tabela 2. Imagine que você é dono de uma empresa que fabrica picolés, a 
tabela abaixo mostra a quantidade ofertada dos seus produtos. 
Tabela 2 - Oferta da empresa Picolés Ltda. 
Fonte: Elaborada pela autora. 
Com a tabela demonstrada, fica claro que conforme a diminuição no preço do picolé, menos você estará disposto a produzir e 
efetivamente colocar o produto para vender, certo? 
Vamos observar um pouco mais, dessa vez no Figura 8 conforme a seguir. 
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Figura 8 - Curva da Oferta de picolés. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Uma reta crescente, com ângulo de 45º, indica a oferta, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a 
quantidade. No eixo do preço, há uma numeração de 1 a 4, iniciando na parte inferior do eixo. E no eixo da quantidade, a 
numeração é de 7, 10, 12 e 15, iniciando do lado esquerdo e indo em direção à direita. 
Na Figura 8 podemos analisar os mesmos dados da Tabela 2, e fica claro o motivo de a nossa curva de oferta ser positivamente 
inclinada. Pois quanto maior for o preço da venda do produto, mais a empresa estará disposta a vender. Sendo assim, conforme a 
diminuição do preço do picolé, menor será a oferta/quantidade ofertada do item, pois não há um incentivo ao vender o bem a um 
preço baixo. Nesse caso, a firma poderia apenas mudar o produto e assim, ofertar um item que poderá ser vendido por um valor 
maior. 
Da mesma maneira como ocorre com a curva de demanda, também existem variáveis que impactam e deslocam a curva de oferta 
para cima ou para baixo. Como vimos anteriormente na curva de demanda, o preço é um fator que influencia na curva, porém não 
vai deslocá-la, apenas alterar as quantidades ofertadas. As variáveis capazes de deslocar a curva de oferta são tecnologia, políticas 
governamentais, tamanho da concorrência, preço/custo das matérias-primas e mudanças de expectativas e clima. 
Vejamos as nossas figuras que demonstram esse deslocamento da curva de oferta a seguir. 
Figura 9 - Deslocamentoda Curva da Oferta à Direita. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Duas retas crescentes, com ângulo de 45º, indicam o deslocamento da curva de oferta à direita. 
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Figura 10 - Deslocamento da Curva de Oferta à Esquerda. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o 
preço. Duas retas crescentes, com ângulo de 45º, indicam o deslocamento da curva de oferta à esquerda. 
A tecnologia é um fator que desloca a curva de oferta pois torna possível elevar a produção sem que os fatores envolvidos nesse 
processo aumentem. Isto é, com a mesma quantidade de matérias-primas, a sua produção será muito maior e seus custos se 
reduzirão, o que, por consequência, vai elevar a oferta do item e deslocar a curva para a direita. 
As políticas governamentais também influenciam no deslocamento da curva, tais como subsídios ou aumento de impostos. Com os 
subsídios, que são incentivos que as empresas recebem do governo, haverá um aumento da produção e da oferta dos bens; e já 
com aumento de impostos, as empresas podem optar por diminuir ou até cessar com a produção de alguns produtos. 
Os preços e custos dos insumos no mercado vai impactar nos preços dos produtos, com um aumento nos custos haverá dificuldade 
em conseguir produzir itens tão baratos. Ou seja, os preços e custos dos insumos vão influenciar na oferta dos produtos e, 
consequentemente, deslocar a curva de oferta. 
O tamanho da concorrência também impacta na oferta pois quanto maior for o número de produtores, mais produtos serão 
disponibilizados no mercado e, assim, há deslocamento da curva de oferta para a direita. 
Em relação às expectativas e clima, podem haver deslocamentos tanto para a esquerda como para a direita. Pensando no caso dos 
picolés, quando é verão e está muito quente você sabe que as pessoas vão estar dispostas a comprar mais picolés e, assim, você vai 
ofertar uma quantidade maior do que quando está muito frio, o que vai deslocar a curva de oferta para a direita. 
Na prática 
Vamos conhecer mais a fundo sobre as leis da oferta e da demanda? Ao abrir o Qrcode ao lado, 
quero aprofundar sobre essa temática e explicar melhor como ocorrem os deslocamentos das 
curvas de oferta e demanda. Será um importante momento para materializar o que acabamos de 
ler no parágrafo anterior. Vamos lá? 
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Estruturas de Mercado 
Neste tópico do nosso material vamos entender melhor como se dá o funcionamento dos mercados dentro da economia. Mas 
inicialmente gostaria de lhe questionar: Você sabe o que é um mercado, nesse sentido? 
O mercado é um ambiente que pode ser físico ou não, em que ocorrem interações entre consumidores e vendedores em suas 
transações de troca de bens e serviços. Desse modo, grupos específicos de vendedores e de compradores realizam suas operações 
de compra e venda dos bens nesse espaço de troca. 
Existem duas características do mercado que são muito importantes nessa relação, que são a formação de preços e as formas de 
trocas. Ou seja, nos mercados com as interações entre os agentes que os preços serão determinados juntamente com os processos 
de trocas. 
Dessa forma, podemos entender agora o que são as estruturas de mercado que segundo Mendes (2009, p. 103) é uma “estrutura 
de mercado (que) se refere às características organizacionais de um mercado, ou seja: grau de concentração, grau de diferenciação 
do produto, grau de dificuldade ou barreira à entrada”. 
O grau de concentração diz respeito à quantidade de vendedores e consumidores que estão dentro desse mercado; ele pode ser 
concentrado, quando as 4 maiores firmas detêm 75% do mercado, ou competitivo. 
A diferenciação do produto está relacionada às diferenças entre os bens e quanto mais diferenciações entre eles, menos produtos 
substitutos existirão e, consequentemente, os consumidores não conseguirão demandar um outro produto caso o preço do bem se 
eleve. Para exemplificar os produtos que possuem diferenciação, podemos citar roupas, sapatos e produtos industrializados; e já 
os produtos com quase nenhuma diferenciação são produtos in natura. 
Ao que tange a dificuldade de entrada no mercado estamos nos referindo ao quanto será difícil uma nova empresa adentrar no 
mercado, isto é, podem acontecer certas situações do mercado que vão facilitar ou não que outros concorrentes abram suas 
empresas. Nesse sentido, cito dois pontos essenciais que podem impossibilitar a entrada das firmas que são as desvantagens de 
custo e a economia de escada. 
As desvantagens de custo são situações como inexperiência no ramo que a firma quer se instalar, investimentos muito elevados em 
marketing e pouca compreensão sobre a tecnologia da área. E a economia de escala está relacionada à diminuição do custo médio 
a longo prazo, quando há um aumento da produção do bem por conta de altos níveis de compra de matéria-prima, 
aperfeiçoamento da mão de obra ou utilização de novas tecnologias, por exemplo. 
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Sendo assim, as estruturas de mercado são os modelos de organização de cada tipo de mercado e existem quatro estruturas 
principais as quais vamos abordar aqui, sendo elas: concorrência perfeita, monopólio, oligopólio e concorrência monopolística. 
Concorrência Perfeita 
A concorrência perfeita se trata de uma estrutura exemplar no que diz respeito à concorrência. Apesar disso, ela não é considerada 
tão real pois, conforme você perceberá, é difícil encontrar um determinado setor que apresente todas as suas características. Para 
Sandroni (1999, p. 118), a concorrência é: 
Também chamada livre-concorrência. Situação do regime de iniciativa privada em que as empresas 
competem entre si, sem que nenhuma delas goze da supremacia em virtude de privilégios jurídicos, força 
econômica ou posse exclusiva de certos recursos. Nessas condições, os preços de mercado formam-se 
perfeitamente segundo a correção entre oferta e procura, sem interferência predominante de compradores 
ou vendedores isolados. Os capitais podem, então, circular livremente entre os vários ramos e setores, 
transferindo-se dos menos rentáveis para os mais rentáveis em cada conjuntura econômica. Nesse caso, o 
mercado é concorrencial em alto grau. De acordo com a doutrina liberal, propugnada por Adam Smith e 
pelos economistas neoclássicos, a livre-concorrência entre capitalistas constitui a situação ideal para a 
distribuição mais eficaz dos bens entre as empresas e os consumidores. Com o surgimento de monopólios e 
oligopólios, a livre-concorrência desaparece, substituída pela concorrência controlada e imperfeita 
(Sandroni, 1999, p. 118). 
Um mercado que esteja em concorrência perfeita possuirá uma quantidade muito elevada de vendedores e consumidores de tal 
forma que as decisões das empresas individualmente não influenciam no preço de mercado. No caso da concorrência perfeita, o 
preço de mercado será equilibrado pela oferta e demanda e será muito similar para todos os integrantes. 
Além disso, não existem barreiras à entrada de novas empresas, ou seja, não existem dificuldades aos vendedores que queiram 
adentrar nesse mercado. Outra característica dessa estrutura é o livre mercado, o que significa que o estado não poderá intervir 
de qualquer forma, com congelamento de preços ou situações parecidas. 
Os produtos fabricados dentro da estrutura de concorrência perfeitasão muito parecidos, e são comumente chamados de bens 
homogêneos. De forma que esses itens são praticamente iguais o que torna possível que os consumidores substituam tais 
produtos quando quiserem. Dessa forma, os vendedores mantêm os preços dos itens quase sem alterações, pois caso o preço do 
bem A se eleve, os compradores vão comprar o bem B sem nenhum problema. 
Dessa forma, como os produtos são praticamente idênticos, não existem segredos de produção dentro dessa estrutura. Todas as 
firmas têm pleno conhecimento das informações de fabricação e dos concorrentes, tais como custos, preços, processos, etc. 
Monopólio 
Um mercado em monopólio é uma situação não muito comum, mas pode acontecer. É considerado um mercado monopolista 
quando há apenas uma grande firma como produtora de um determinado bem. 
Sendo assim, um monopólio vai apresentar algumas características como produtos extremamente diferenciados, ou seja, não 
existem produtos similares para que o consumidor possa substituir; não há concorrência, pois, há apenas uma única empresa 
controlando o mercado e, desse modo, a empresa é formadora de preço pois é ela quem determina os preços do mercado. Como 
forma de controle sobre a empresa monopolista, o estado pode utilizar formas de taxação incluindo tributações, impostos ou até 
mesmo o pagamento de licenças. 
Como nesse mercado há somente uma empresa no controle, as barreiras à entrada são extremamente altas e inviáveis 
financeiramente. Posso citar alguns exemplos de monopólio como as empresas de energia elétrica, saneamento, transporte 
público e extração de petróleo. 
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Em pauta - podcast 
Em nossos estudos, pudemos compreender como estão dividas os mercados e como se dão as 
suas estruturas. Nesse sentido, existem normas e leis que regem os mercados para que não 
ocorram situações consideradas desleais e que prejudiquem os consumidores. 
Nesse sentido, gostaria de te convidar a entender como ocorreu a fusão das empresas 
Antarctica e Brahma que originaram o grupo AmBev. 
A criação dessa nova empresa foi submetida à avaliação por conta da concentração de mercado 
de bebidas ser mais de 20% do total, sendo que a união dessas duas empresas representou 72% 
do mercado de cerveja e 40% do mercado de bebidas. Para ouvir, basta acessar o Qrcode que 
está aqui ao lado. 
Espero que goste! 
Disponível aqui 
Oligopólio 
O oligopólio se mostra uma estrutura intermediária que tem uma quantidade pequena de firmas e elas são dependentes uma da 
outra. Isso significa que quando uma empresa toma uma decisão como, por exemplo, diminuir ou elevar o preço do produto, esta 
vai afetar a decisão do seu concorrente. 
Dessa forma, o preço dos produtos de empresas oligopolistas são basicamente o mesmo, pois se uma das empresas diminuir o 
preço, as demais farão o mesmo para não perderem uma fatia do mercado e aqui são beneficiados os consumidores que 
aproveitarão os bens mais baratos. 
Nesse tipo de estrutura existem barreiras medianas à entrada de novos concorrentes, o que indica que apesar de haverem 
restrições, não são extremas como no caso de um monopólio. Não existe um tipo exato de produtos, pois os itens podem ser 
similares ou não, como por exemplo nos casos dos automóveis, que são bens diferenciados, ou combustível, bens similares. 
Conforme foi especificado anteriormente, no caso do oligopólio, existem poucas empresas no mercado e isso facilita acordos para 
determinação de preço, por exemplo. Porém, a nossa legislação coíbe esse tipo de prática com a lei antitruste. 
Concorrência Monopolística 
Essa estrutura é um mix entre monopólio e concorrência perfeita de modo que são altas as quantidades de empresas nesse 
mercado. Os produtos têm diferenciação mesmo que seja em um nível baixo. Além disso, as empresas não determinam os preços 
exatamente por existirem diversas firmas e, assim, também são baixas às dificuldades em adentrar nesse mercado. 
Empresas desse tipo utilizam marketing e serviços para obter a sua diferenciação, pois é assim que conseguirão elevar o preço dos 
seus bens tais como lojas, academias, etc. 
Ação - Conexões Profissionais 
Pronto, estamos chegando no final da unidade 1. Até o momento conseguimos compreender de 
forma geral o funcionamento da economia e as estruturas de seus mercados. Entendemos que 
cada tipo de empresa tem as suas próprias características pois estão inseridos em uma estrutura 
de mercado com as suas próprias regras. 
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Desse modo, trazendo o caso da confeitaria da Camila, podemos pensar que ela deverá tomar 
algumas atitudes que objetivam o aumento das suas receitas. E como vimos, não poderá fazer 
isso sem realizar pesquisas e buscar inovação. A confeitaria da Camila precisa se destacar! E 
como ela poderá fazer isso? 
DICAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO: 
Com os conhecimentos adquiridos até aqui, você conseguirá enxergar o funcionamento da economia de maneira mais apurada e 
conseguirá identificar de forma específica cada tipo de estrutura de mercado. 
Em nosso mundo atual, é muito importante que as pessoas entendam melhor o seu funcionamento para que em situações 
adversas, possamos pensar em soluções inovadoras, tomando decisões estratégicas e agindo rapidamente. 
A partir de agora preste atenção, observe quantos postos de gasolina têm em sua cidade, quantas lojas de sapatos e quantas 
fábricas automobilísticas. Agora você já compreende o todo muito melhor e vai facilmente entender o motivo de o número de 
empresas ser tão diferente dentro de cada mercado. 
Agora é com você 
Vamos retornar ao nosso estudo de caso da empresa da Camila. Nesse momento, eu gostaria que você especificasse dentro de 
qual estrutura de mercado a empresa de confeitaria está incluída. 
Além disso, especifique os pontos de diferenciação que a empresa da Camila pode apresentar, assim como quais são os meios 
(físicos ou não) que ela pode utilizar para alcançar o objetivo de elevar o faturamento da empresa. 
Orientação de resposta 
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REFERÊNCIAS 
DORNBUSH, R.; FISCHER, S.; STARTZ, R. Macroeconomia . São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2006. 
MELO, C; CABRAL, S. A grande crise e as crises brasileiras: o efeito catalizador da Covid-19. Gestão e Sociedade , v. 14, n. 39, p. 
3681-3688, 2020. 
MENDES, J. T. G. Economia: Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Pearson Hall, 2009. 
MONTELLA, M. Decifrando o Economês. Rio de Janeiros: Ed. Qualitymark, 2003. 
PASSOS, C. R. M; NOGAMI, O. Princípios de Economia . São Paulo: Cengage Learning, 2012. 
ROSSETTI, J. P. Introdução à Economia . São Paulo: Ed. Atlas, 20ª Ed., 1979. 
SANDRONI, P. Novíssimo dicionário de economia . São Paulo: Círculo do Livro, 1999. 
TESOURO DIRETO. Estatísticas e Relatórios da Dívida Pública Federal, 2018. Disponível em: 
< https://www.tesourotransparente.gov.br/temas/divida-publica-federal/estatisticas-e-relatorios-da-divida-publica-federal >. 
Acesso em: 10 nov. de 2021. 
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro . São Paulo: Ed. Atlas, 5ª Ed., 2011. 
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro. São Paulo: Atlas, 6ª Ed., 2015. 
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Flávia Fernanda da Silva Machado 
Meu nome é Flávia Machado e sou formada em Ciências Econômicas desde 2014. Já 
trabalhei na área financeira, em banco e atualmente sou professora responsável 
pelas disciplinas relacionadas à economia e contabilidade e, além disso, sou 
educadora financeira. Fiz meu mestrado em Economia, com foco em Teoria 
Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Já ministrei e elaborei 
conteúdo para disciplinas de Matemática Financeira, Economia, Finanças de Longo 
Prazo, Macroeconomia, Mapeamento e Modelagem de Processos, Estrutura 
Organizacional e Processos. 
O que não tem no meu currículo 
Lattes 
Olá, sou uma pessoa não muito paciente mas tenho muita empatia, me compadeço 
com a dor das pessoas e sempre dou o meu melhor para ajudá-las. Acredito que seja 
LinkedIn por isso que escolhi ser professora e compartilhar o que sei e, assim, melhorar a vida 
das pessoas. 
Além das aulas, atualmente faço isso compartilhando sobre finanças nas redes 
sociais, o que amo muito também! Eu realmente acredito que todos os brasileiros 
merecem uma vida melhor e faço minha parte ensinando sobre dinheiro. É um tabu, 
né?! Muita gente acredita que ter dinheiro é uma coisa ruim porque foram 
condicionados a acreditar nisso. Todos nós temos crenças enraizadas sobre diversos 
assuntos e o dinheiro é um deles. 
Por isso também gosto bastante de conversar e compartilhar sobre mentalidade, 
porque em minha concepção, tudo começa na nossa mente. Uma mente fortalecida é 
o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. Eu amo pessoas que gostem de 
conversar e tenham a mente aberta para ouvir e discutir com respeito, amo 
churrasco e adoro cozinhar doces. Mas sou uma pessoa mais introspectiva até 
conhecer a pessoa melhor e, aí sim, falo pelos cotovelos. 
Eu faço o que faço sempre com o intuito de contribuir e acredito que os livros que 
escrevo, as aulas de economia, as mentorias de finanças e tudo o mais que faço, deixa 
o mundo um pouquinho melhor. Essa é a minha forma de agradecer ao universo. 
Espero que você também tente deixar o mundo um pouquinho mais bonito em cada 
caminho que escolha para sua vida. Escolha a vida que você deseja ter e guie suas 
ações para isso, faça isso todo dia, passinho por passinho e alcance o sucesso que 
você deseja. 
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Bons estudos! 
EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho 
Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha 
Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli 
Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia 
Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo 
Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais Nádila de Almeida Toledo 
Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey 
Projeto Gráfico Thayla Guimarães 
Design Educacional Giovana Vieira Cardoso 
Design Gráfico Victor Augusto Thomazini 
Ilustração Daphine Pamella Marcon 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; MACHADO , Flávia Fernanda da 
Silva. 
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Economia e Mercado. Flávia Fernanda da Silva Machado. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2022. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 370 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
ISBN 978-65-5615-843-3 
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar 
Diretoria de Design Educacional 
Equipe Produção de Materiais 
Fotos : Shutterstock 
NEAD - Núcleo de Educação a Distância 
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ECONOMIA E 
MERCADO 
Professora : Flávia Fernanda da Silva Machado 
Oportunidades de aprendizagem 
Nesta segunda unidade, você aprenderá mais acerca da macroeconomia e políticas macroeconômicas. Em nosso material, veremos 
mais a respeito da estrutura da análise macroeconômica, metas econômicas envolvidas e instrumentos utilizados para alcançá-las, 
que são as políticas fiscal, monetária e cambial. 
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A economia e os tipos de economia 
Os economistas clássicos acreditavam na premissa de que não haveria muitas oscilações no nível do produto e também que os 
fatores de produção estariam todos empregados na fabricação dos bens e serviços que seriam ofertados, formando a renda da 
economia. Isso significa que nessa situação em um âmbito econômico clássico, denominada pleno emprego, não haveria 
desemprego e nem recessão em um país. Novas teorias vieram, no entanto, para solucionar essas interrogações. Sendo assim, 
neste primeiro momento, gostaria de pedir a sua reflexão acerca das situações a seguir. 
Uma nação necessita tomar decisões acerca de diversas temáticas e, para isso, temos as políticas econômicas. Sendo assim, uma 
junção de políticas bem-sucedidas pode encaminhar o país rumo ao crescimento econômico e, se for o contrário, políticas 
macroeconômicas não alinhadas poderiam prejudicar esse país. 
A macroeconomia engloba todos os mercados e os investiga de forma global, sem especificidades, apenas o todo. As políticas 
macroeconômicas visam sempre conduzir o país para o alcance das metas macro. Sendo assim, uma enorme complexidade de 
fatores e variáveis impactam em toda a economia. Desse modo, as políticas devem estar bem alinhadas para atingir o objetivo, 
como por exemplo, a diminuição da inflação. 
Caso o governo empregue uma política equivocada, não conseguirá diminuir a inflação, o que trará sérias consequências à 
população e ao próprio Estado. Por exemplo, quando as pessoas estão trabalhando e não há taxas elevadas de desemprego, há 
mais renda, mais dinheiro em circulação, mais consumo e consequentemente, um nível maior de preços, isto é, a inflação de 
demanda aumenta. Dessa forma, o governo precisa manter a inflação o mais equilibrada possível, utilizando medidas corretas para 
tanto. 
Além disso, é possível analisaros impactos da macroeconomia nas organizações, investigando pontos, como aquecimento do 
mercado, se há público para demandar os produtos ou serviços e se é um bom momento para realizar investimentos. Dessa forma, 
ao analisar o mercado como um todo e entender quais políticas estão sendo empregadas, torna-se mais fácil tomar decisões e criar 
estratégias mais certeiras para o negócio. 
Vamos começar a nossa parte de experimentação e devemos iniciar entendendo quais são alguns aspectos das políticas 
macroeconômicas. Desse modo, te convido a realizar uma pesquisa na web e indicar quais são as cinco metas macroeconômicas e o 
conceito de cada uma delas. Além disso, indique quais são as políticas da macroeconomia e seus objetivos. 
Você pode criar dois quadros representativos para organizar essas informações, de forma que o primeiro quadro apresente as 
metas macro e seus conceitos e o segundo, as políticas macroeconômicas e seus objetivos. 
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Você deve ter notado, em sua pesquisa, que as metas macroeconômicas visam impulsionar a economia para o desenvolvimento 
econômico e bem-estar da população e, para isso, são utilizadas as políticas macroeconômicas. Posso citar, por exemplo, a meta de 
estabilidade de preços, que sempre busca uma baixa oscilação no nível geral de preços – a inflação. Para que a inflação seja 
controlada, o Estado precisa estabelecer medidas de políticas fiscal e monetária, diminuindo os gastos do governo e/ou 
aumentando os tributos, bem como elevando a taxa de juros da economia. 
Essas medidas são sempre utilizadas, como vemos nas alterações a cada 45 dias da Selic, que é a taxa básica da economia 
determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Esse índice influenciará todas as taxas de juros do país, 
como aquelas cobradas em empréstimos bancários, financiamentos e aplicações financeiras. Quanto mais alta a Selic, mais caro os 
empréstimos ficam, o que diminui a circulação do dinheiro e controla o nível de preços – salientando, porém, que tais resultados 
não ocorrem imediatamente. 
Pensando nesses diversos fatores, qual é a melhor estratégia para neutralizar fatores inadequados e promover desenvolvimento? 
Conforme visto anteriormente, a macroeconomia visa medir e analisar a economia considerando o todo, regional ou mesmo 
nacional. Esse âmbito da ciência econômica se dispõe a entender a formação de grandes agregados, como a economia se mostra 
em sua totalidade e como implementar políticas que tragam benefícios ao país. Além disso, a macroeconomia utiliza em sua análise 
índices, como nível de preços, inflação, taxa de juros, taxa de câmbio e muitos outros. Sendo assim, o estudo macroeconômico 
abrange elementos do progresso da economia e são investigados os agregados que afetam esse desempenho. 
Diante disso, irei contextualizar a macroeconomia para que possamos adentrar no assunto do nosso tópico que são as políticas 
macroeconômicas, certo? 
Trouxe um quadro sistematizado para que você entenda ainda melhor quais são as estruturas da análise da macroeconomia, de 
forma que o nosso quadro visa sistematizar e classificar os fenômenos econômicos. Desse modo, podemos observar no Quadro 1 
que há duas grandes áreas de estudo macroeconômicos, quais sejam o lado real e o lado monetário da economia. 
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Quadro 1 . As estruturas da análise macroeconômica 
Fonte: adaptado de Vasconcellos (2015). 
Podemos visualizar que o lado real e o lado monetário da economia são subdivididos em mercados. O lado real é o mercado que 
oferta a produção dos bens e serviços, gerando riqueza para o país. O lado monetário engloba o mercado financeiro e o mercado 
de divisas. 
Desse modo, vou iniciar contextualizando os mercados através do mercado financeiro. Dentro desse mercado ocorre a 
determinação das taxas de juros e da quantidade (estoque) de moedas que serão disponibilizadas na economia, além da definição 
da quantidade e preço dos títulos. Nesse sentido, as transações entre os agentes superavitários e deficitários ocorrerão no 
mercado financeiro. Ou seja, os agentes que detêm uma renda maior fazem empréstimos monetários para agentes cujos gastos 
são mais elevados que a renda. Para exemplificar essas transações temos: títulos do governo, ações, CDBs, entre outras. 
O mercado de divisas, isto é, o mercado cambial, analisa as transações envolvendo as exportações e importações. Isso porque 
sabemos que os países do mundo comercializam bens e serviços entre si e, portanto, existe a troca de moeda entre eles. Como 
sabemos, cada país possui a sua própria moeda e para que seja possível realizar as transações financeiras, utiliza-se a taxa de 
câmbio. 
A taxa de câmbio tem o objetivo de converter a moeda nacional para indicar o mesmo valor em moeda estrangeira. Com esse 
cálculo, é obtido o valor relativo referente ao bem ou serviço adquirido, e torna-se possível a realização dos pagamentos conforme 
o combinado entre as partes. 
Partindo para o mercado de bens e serviços, dentro do lado real da economia, há toda a atividade econômica. É nesse mercado que 
ocorre a produção total dos bens e serviços, a qual é denominada oferta agregada, além da determinação do nível geral de preços. 
Sendo assim, realiza-se uma análise para entendimento da relação entre demanda e oferta agregadas de curto prazo 
(VASCONCELLOS, 2015). 
No mercado de trabalho, é determinado o nível de emprego e taxa salarial, com a junção dos tipos de empregos dos mercados, bem 
como a oferta e a demanda por trabalho, que irão estabelecer os salários dos trabalhadores. Sob essa perspectiva, a oferta de 
trabalho será dada pelos trabalhadores que venderão seu tempo e mão de obra para as empresas, e a demanda por trabalho será 
exatamente dada pela busca de novos trabalhadores por essas empresas. 
Essa relação também é regida pelas leis da oferta e demanda em que quanto menos trabalhadores disponíveis, maiores serão os 
salários pagos pelas organizações, e quanto mais trabalhadores buscando a mesma vaga, menores serão os salários pagos. 
Agora que já contextualizamos as estruturas da análise da macroeconomia, podemos dar início à compreensão das políticas 
macroeconômicas. 
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Metas, instrumentos e políticas macroeconômicas 
Conforme aprendemos anteriormente, a macroeconomia não tem o objetivo de analisar o funcionamento individual dos mercados, 
pois o estudo desses comportamentos se dá na microeconomia. A análise macroeconômica traz o estudo do todo, tais como o 
mercado de trabalho, produto nacional, oferta e demanda de trabalho e determinação do nível de emprego sem especificar pontos, 
como gênero, idade, qualificação etc. O foco será sempre os mercados em uma perspectiva global (VASCONCELLOS, 2015). 
Desse modo, existem instrumentos de políticas macro que visam direcionar a economia e fazer com que a sua população alcance 
um melhor bem-estar, ou seja, uma melhor qualidade de vida. Sendo assim, as políticas macroeconômicas são medidas 
implementadas pelo Estado em busca de atingir as metas macroeconômicas. O objetivo da macroeconomia se volta para suas 
metas e, portanto, existem algumas questões que devem ser investigadas (DORNBUSH; FISCHER; STARTZ, 2006). 
Algumas questões surgem neste momento: 
Qual é a explicação para os períodos de desemprego elevado e persistente? 
Qual é a causa da inflação e o que pode ser feito para combatê-la? Ademais, quais são as causas da hiperinflação? 
Como é determinada a taxa de crescimento do produto? E por que certos países crescem mais rapidamenteque outros? 
Dessa forma, de maneira direta, as metas macroeconômicas visam alcançar o pleno emprego, o crescimento e desenvolvimento 
econômico, a estabilidade dos preços, a distribuição equitativa da renda e o equilíbrio externo (HALL; LIEBERMAN, 2003; 
VASCONCELLOS, 2015). 
Buscando atingir as metas para proporcionar um melhor bem-estar para a população, são utilizados alguns instrumentos da 
macroeconomia, que são políticas macroeconômicas. Essas políticas são classificadas como: Política Fiscal, Política Monetária e 
Política Cambial. 
Política fiscal 
Foi John Maynard Keynes quem trouxe atenção à política fiscal dentro do sistema econômico mundial, e isso foi destacado em sua 
obra A Teoria Geral do Emprego , do Juro e da Moeda, de 1936. Nessa obra, Keynes expôs que a Lei de Say não se mostrava 
condizente com o que realmente ocorria nos mercados e, portanto, a substituiu por sua teoria. 
O autor da Teoria Geral esclareceu o que ocorria para haver instabilidade dentro das condições de equilíbrio em pleno emprego, e 
que o comportamento dos agentes não acompanhava as premissas da Teoria Clássica. Dessa forma, Keynes indicou que o Estado 
deveria intervir e regular as políticas fiscais, uma vez que elas se mostram de extrema relevância para o crescimento econômico. 
Sendo assim, a política fiscal se torna um importante instrumento para gerar mais empregos, estimular mais consumo e também 
impulsionar uma maior renda, assim, alavancando a economia. 
Basicamente, a política fiscal é utilizada para alterar o orçamento do país, mudando a organização das receitas e das despesas, e 
manter o equilíbrio econômico. Tal equilíbrio ocorre com o aumento da arrecadação e diminuição dos gastos, por meio do emprego 
de medidas de ajuste de gastos, tributação e administração dos recursos de forma mais eficiente, visando sempre o bem-estar 
social. 
Desse modo, para que esse equilíbrio seja alcançado, são estabelecidas metas que devem ser buscadas por meio de políticas que 
visem o aumento das arrecadações do Estado para que, assim, possa realizar mais investimentos no crescimento do país, por 
exemplo, temos o PIB meta e a meta de inflação. 
Portanto, se os índices denotam que a economia está estagnada ou com crescimento muito baixo, as políticas são implementadas, 
visando o estímulo da produção e do comércio, e consequente elevação do consumo e circulação de dinheiro. Podem ser utilizadas 
medidas de incentivos fiscais a setores específicos, em que as alíquotas de impostos podem ser alteradas, além de investimentos 
em infraestrutura por parte do governo, elevando seus gastos. 
Em uma situação oposta, em que a economia está muito aquecida e o PIB meta pode ser superado, as políticas devem segurar esse 
crescimento, uma vez que ele trará uma consequência, a inflação. Nesse caso, o Estado poderá utilizar medidas de controle da 
inflação, como contenção de gastos e elevação da taxa de juros. 
Esse tipo de medida fiscal é denominado política anticíclica. Ela é tomada tendo em vista algum tipo de compensação frente a um 
desequilíbrio macroeconômico. Isto é, a política será implementada com o objetivo de inibir condições negativas que trarão 
impactos prejudiciais à saúde econômica do país. 
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Nesse sentido, devemos deixar bem claro em nossa mente que políticas anticíclicas também podem não apresentar resultados 
satisfatórios. Por exemplo, em um momento de crise mundial, não será uma decisão assertiva impulsionar as exportações, afinal, se 
os países que comprariam os bens exportados estão passando por apertos fiscais, provavelmente a venda não performará 
conforme o esperado. 
Desse modo, quais seriam os passos fundamentais para implementar alguma política econômica? 
Em primeiro lugar, como vimos anteriormente, deve-se identificar quais serão as metas a serem buscadas. E, então, torna-se 
possível identificar os instrumentos mais compatíveis para atingir o objetivo, ou seja, qual política será implementada. 
Conceituando 
A Lei de Say indicava que seria a oferta que criaria sua própria demanda. O que 
significa que todos os itens produzidos, independentemente de qual mercado, 
possuiriam demanda. Ou seja, se existe o bem existe alguém para comprá-lo. Sob 
esse aspecto, não existe excesso de produção e nem desemprego involuntário. 
Entretanto, Keynes afirma que seria a demanda que criaria a oferta, afinal, se 
ninguém quiser comprar, não há necessidade da criação desse item, por exemplo. 
Política fiscal e setor público 
Por conta das alterações tecnológicas, mudanças na taxa de crescimento da população, aumento da renda per capita, alterações na 
previdência, efeitos das guerras e fatores sociais e políticos, a participação do governo na economia se elevou (VASCONCELLOS, 
2015). 
Juntamente a isso, em um caminho natural de evolução, foram formados mercados, como o financeiro e o internacional, 
aumentando a complexidade das relações anteriormente existentes. 
Como são diversos os fatores, a autorregulação econômica não era mais possível, necessitando da intervenção estatal para a 
manutenção dos níveis da economia estáveis - tais como preços, empregos e atividades. 
Essa informação se tornou transparente com a quebra da Bolsa de Nova York, no ano de 1929, e a grande depressão, que ocorreu 
na década de 1930, quando o Estado passou a intervir na economia para controlar e estabilizar as variáveis econômicas. 
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Tudo bem, já entendemos que realmente se tornou necessária a intervenção do governo. Porém, você saberia me indicar quais são 
as funções econômicas do Estado? 
Vamos entender melhor! 
Existem três funções pertencentes ao setor público: a alocativa, a distributiva e a estabilizadora. 
A função alocativa diz respeito aos bens públicos, aqueles cujo mercado não oferece à população, que todas as pessoas podem 
utilizar sem haver uma restrição por condição social ou qualquer outra característica com o objetivo de elevar o bem-estar dos 
indivíduos. Alguns exemplos de bens públicos são escolas, museus, praças, bibliotecas públicas, ruas etc. 
A função distributiva está relacionada à distribuição de renda, em que o Estado é o responsável por captar recursos e redistribuí- 
los de forma a beneficiar as camadas mais frágeis da população. Exemplos disso são os impostos de renda progressivos, sendo que 
nessa modalidade tributária as pessoas mais ricas pagam uma alíquota de imposto superior e no repasse desses recursos, o Estado 
pode oferecer subsídios aos bens consumidos pelas pessoas com uma renda menor. 
Nesse aspecto, é importante ressaltar a relevância do capital humano (aumento da educação e aprimoramento da mão de obra), 
pois eleva a produtividade marginal do trabalho, uma vez que níveis elevados de capital humano estão ligados a maiores salários 
(VASCONCELLOS, 2015). 
E como a última função do Estado, temos a função estabilizadora, que se relaciona às políticas de intervenção econômicas para 
equilibrar os níveis de preços e emprego. Podemos começar agora a comentar sobre a estrutura tributária e o efeito da política 
tributária sobre a economia. 
Em primeiro lugar, você saberia me indicar quais são os princípios da tributação? 
Bom, é necessário que haja um financiamento para que o governo consiga realizar todas as funções que vimos logo acima, então, já 
sabemos que esse financiamento vem dos tributos que pagamos, de pessoa física ou pessoa jurídica. 
Nesse aspecto, existem alguns princípios que regem essa transação estatal, dos quais podemos destacar dois: os princípios da 
neutralidade e da equidade. O primeiro trata dos preços relativos dos bens, que não devem ser alterados por conta da tributação, o 
que vai diminuir interferências em decisões dos agentes da economia. Isso significa que esse princípio não permiteque haja efeitos 
negativos sobre a eficácia econômica, uma vez que os tributos podem até corrigir a improficiência do setor privado 
(VASCONCELLOS, 2015). 
O segundo princípio é o da equidade. Aqui, o objetivo é distribuir o ônus do imposto de forma mais justa possível entre as pessoas. 
Esse princípio se subdivide em outras duas categorias, o princípio do benefício e da capacidade de pagamento. 
A subdivisão que diz respeito ao benefício trata de um imposto justo que seria aquele em que cada cidadão pagaria ao governo 
uma quantia que estivesse relacionada aos benefícios que receberia do Estado. Ou seja, o cidadão paga o imposto até que esteja 
igualado o valor desse tributo com os benefícios recebidos com os serviços, bens etc., oferecidos pelo Estado. 
Porém, é complexo analisar e quantificar exatamente o quanto de benefício cada cidadão recebe do governo e isso não possibilita a 
elaboração de curvas de demanda de cada cidadão pela utilização de bens e serviços públicos. Outro ponto é o fato de não haver 
razão para cada um revelar essa informação, o que poderia elevar os valores de impostos individuais. Por esse motivo, existem as 
taxas em determinados serviços estatais, como energia, transporte etc. (VASCONCELLOS, 2015). 
A segunda subdivisão indica que o mais correto seria que os cidadãos, incluindo pessoas e empresas, contribuíssem conforme a 
capacidade de sua renda, isto é, conforme a sua capacidade de pagamento. Um exemplo prático disso, seria o próprio imposto de 
renda (IR), em que uma parcela da população, que ganha menos, fica isenta e conforme a elevação da renda, há um aumento da 
alíquota do imposto – quem ganha mais, paga mais ao governo. Esse tipo de tributação é classificado como progressivo. Há 
também a classificação regressiva, em que quanto maior a renda, menor o valor do imposto, quando colocado em relação à 
proporção de sua renda. Um exemplo de estrutura regressiva são os impostos sobre as vendas, pois todo mundo paga a mesma 
quantia de imposto que está embutida naquele bem e não se considera a renda do consumidor. Há ainda a classificação de 
tributação neutra, em que todos pagam a mesma alíquota de imposto em relação à sua renda. 
O governo analisa alguns aspectos para apurar essa capacidade de pagamentos, como a renda, patrimônio e consumo. Entretanto, 
existe um debate acerca desses aspectos para a apuração da capacidade de pagamento. Existem reflexões positivas acerca da 
aplicação da renda, que está relacionada com a abrangência dessa medida, que também considera a poupança e o consumo do 
indivíduo. Por exemplo, um cidadão com renda de R$ 3.500 e consumo de R$ 1.500 vai pagar uma tributação igual a uma outra 
pessoa que gasta esse mesmo salário de R$ 3.500. 
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Sendo assim, há quem argumente que o consumo deveria ser a medida de análise, o que significa que a tributação seria sobre tudo 
o que o indivíduo gasta e não sobre o que ele poupa. A discussão está sobre o fato de que o ato de poupar contribui com outras 
pessoas e o consumo não teria esse efeito tão positivo. De outro lado, essa poupança pode trazer mais poder econômico ao 
indivíduo e esse montante ficaria apenas com a própria pessoa que está poupando, não havendo assim a taxação. Ou seja, essa 
poupança somente seria taxada quando houvesse um consumo efetivo. 
Existem tipos de alíquotas que variam conforme a renda do indivíduo e o imposto sobre o consumo é o mesmo para todos. 
Independentemente da renda, sempre será pago o mesmo tributo ao comprar esse bem. 
Conecte-se 
O preço relativo representa a relação entre mercadorias, isto é, o preço de um item em relação 
ao preço de outro item. Além disso, também é fundamental que você entenda quais são os 
agregados macroeconômicos. Para entender melhor essas temáticas, assista aos vídeos 
indicados a seguir: 
Preço relativo: 
Disponível aqui 
Agregados macroeconômicos: 
Disponível aqui 
Desse modo, entendemos os aspectos relacionados à tributação e podemos começar a discutir quais são os impactos dessa política 
tributária sobre a atividade da economia de determinado país. Vimos anteriormente que a classificação tributária é progressiva, 
regressiva e neutra. 
O imposto de renda é classificado como progressivo e considerado mais justo dentro do âmbito fiscal. O imposto sobre vendas 
seria regressivo pois o valor em dinheiro pago sobre o item adquirido é sempre o mesmo, o que equivale a um menor percentual 
sobre a renda dos mais ricos e maior percentual sobre a renda dos consumidores com renda menor. Isso posto, enquanto os 
tributos incluídos no sistema neutro não impactam a demanda agregada, uma vez que renda total, gasto e renda disponível (renda 
total diminuindo os impostos) se elevam em taxas iguais. Um tributo progressivo desempenharia maior domínio sobre a demanda, 
em uma situação de inflação elevada, a receita fiscal do governo aumentaria mais rapidamente que a renda nominal, sendo essa 
renda nominal o valor total dos impostos sem o desconto da inflação, e diminuiria o consumo dessa economia. 
Em um outro aspecto, numa situação de crise e recessão, a renda do consumidor encolheria e também o seu imposto. Ou seja, com 
essa diminuição da renda, a alíquota de tributos seria reduzida, beneficiando o cidadão. Isso indica que a tributação do tipo 
progressiva tem um efeito anticíclico sobre a economia, mais especificamente sobre a renda disponível. 
Abaixo temos a Curva de Laffer que nos mostra uma questão notável sobre a relação entre o total arrecadado em impostos e a 
alíquota tributária. Ela nos mostra que há uma alíquota de impostos ótima, ou seja, nesse ponto a arrecadação seria máxima. Até o 
ponto ótimo, uma elevação da alíquota aumentaria a receita de tributos, porém, ao atingir essa receita máxima, incrementos na 
alíquota causariam uma diminuição na arrecadação. 
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Figura 1. Curva de Laffer 
Fonte: Vasconcellos (2015, p. 415). 
Descrição da imagem: Gráfico que demonstra a relação entre arrecadação e alíquota 
de imposto. A curva do gráfico se inicia em um ponto do eixo horizontal e começa a 
crescer até determinado ponto, a partir daí a curva decresce até alcançar novamente 
o eixo horizontal. 
Interessante, não é mesmo? Observe a Figura 1 a seguir em que t* é a alíquota ótima de arrecadação tributária. 
O motivo dessa diminuição do total de impostos arrecadados se daria por conta das sonegações fiscais que ocorreriam pelo 
aumento da taxação dos impostos e também pelo desincentivo que se daria nos negócios. 
Desse modo, a curva de Laffer também nos mostra que cortes nos impostos poderiam elevar a arrecadação tributária, elevando a 
receita fiscal do governo. 
Política fiscal e ciclos fiscais do Brasil 
A política fiscal inclui os meios que o governo emprega para arrecadar tributos - sendo, portanto, uma política tributária - e 
acompanhar as despesas - sendo uma política de gastos, desempenhada pela Secretaria do Tesouro Nacional (VASCONCELLOS, 
2015). Nesse sentido, em uma situação de inflação elevada no país, o governo poderá implementar uma política fiscal restritiva 
que vise diminuir essa taxa inflacionária. Uma medida utilizada, por exemplo, é a diminuição dos gastos do estado, outra é a 
elevação dos tributos de determinados bens. 
A política tributária é um importante instrumento de política macroeconômica, pois é utilizada para estimular ou desestimular a 
economia do setor privado por meio de ajustes no percentual de impostos de bens. Caso o objetivo do Estado seja um maior 
crescimento econômicodo país, as medidas implementadas serão maiores gastos do governo e menores taxas de tributação, o que 
é denominado de política expansiva. Os instrumentos utilizados são os mesmos, com objetivos diferentes. Na Figura 2 a seguir, é 
apresentada a taxa de crescimento da receita fiscal e do PIB entre 2000 e 2015. 
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Figura 2: Taxa de crescimento da receita e PIB 
Fonte: adaptado de Tesouro Nacional [2021] e IBGE [2021]. 
Descrição da imagem: Gráfico de linhas que compara a receita de impostos e 
contribuições com o PIB brasileiro. A linha que representa a receita apresenta altos e 
baixos, porém vemos constância até o ano de 2012, em que ocorre uma baixa na 
linha de receitas. O mesmo ocorre com a curva do PIB, que começa a decair a partir 
de 2012. 
O crescimento econômico médio do Brasil, entre 2000 e 2010, foi de 3,77% ao ano, o que se reflete nas receitas do governo. É 
observado que as receitas tributárias acompanham a atividade da economia e quando ocorre um crescimento do PIB, as 
arrecadações também se elevam. Por outro lado, quando ocorre uma desaceleração econômica, as arrecadações vão decrescer, 
como é observado a partir de 2012. Observamos isso claramente em na Figura 3, em que o percentual de arrecadação decaiu a 
partir do ano de 2012. 
Figura 3: Evolução das receitas de tributos e contribuições federais (por % do PIB) 
Fonte: adaptado de Tesouro Nacional [2021] e IBGE [2021]. 
Descrição da imagem: Gráfico de uma linha que demonstra a evolução das receitas 
de impostos. O gráfico inicia a linha com 14,9% de receita de impostos no ano 2000, 
passando para 15,8% em 2001, 16,7% em 2002, 16% em 2003, 16,6% em 2004, 
17,4% em 2005, 17,4% em 2006, 17,5% em 2007, 17,7% em 2008, 16,7% em 2009, 
16,2% em 2010, 16,9% em 2011, 16,3% em 2012, 16,4% em 2013, 15,5% em 2014 e 
15,1% em 2015. 
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Política Monetária 
A política monetária administra a circulação de moeda, o crédito e a taxa de juros da economia. O Banco Central é o responsável 
por analisar e implementar as medidas necessárias para controle desses itens econômicos. Desse modo, segundo Vasconcellos 
(2015), existem alguns instrumentos utilizados pela política monetária para atingir seu objetivo, são eles: 
Emissões; 
Reservas compulsórias (percentual de depósitos dos bancos comerciais retidos junto ao Banco Central); 
Open market (compra e venda de títulos públicos); 
Redescontos (empréstimos que o Banco Central concede aos bancos comerciais); 
Regulamentação sobre crédito e taxa de juros. 
Existe certa controvérsia quando se trata dos objetivos finais da política monetária, pois estão relacionados a algumas temáticas 
econômicas, tais como o trade off entre desemprego e inflação. Esse trade off , conhecido como Curva de Philips , seria uma relação 
inversa entre as variáveis citadas. Ou seja, quando há maiores taxas de desemprego, há menores índices de inflação e, ainda, 
quando há menores taxas de desemprego, há maiores índices de inflação. 
Porém, diversos bancos centrais entendem que o objetivo fundamental da política monetária é o de alcançar a estabilidade de 
preços. No entanto, na prática do dia a dia, existem diversos objetivos que os bancos centrais buscam atingir, como estabilidade da 
taxa de câmbio (pois existe interação entre taxa de juros e taxa de câmbio), maior crescimento da economia e nível do emprego, 
prevenção a falências de bancos e garantia da saúde do sistema financeiro (CARVALHO et al ., 2015). 
Esses objetivos finais serão alcançados no longo prazo, entretanto, existem metas intermediárias que são implementadas e com 
elas é possível verificar se a política utilizada trará os efeitos definidos anteriormente. Essas metas são implementadas pelo Banco 
Central, sendo elas: volume de moeda ou crédito e taxa de juros de longo prazo. 
A ideia central por trás do uso dessas metas é que através delas – impactando nos custos e 
disponibilidade de crédito, no custo de oportunidade do dinheiro ou diretamente no nível dos 
gastos dos agentes – as autoridades monetárias procuram influenciar os objetivos finais da 
política, já que estes últimos não podem ser afetados diretamente pela política monetária. [...] As 
metas intermediárias funcionam como indicadores de política monetária, sumariando o impacto 
da política passada sobre a economia, pois: (a) fornecem ao Banco Central informações 
imediatas e contínuas, importantes para verificar se os instrumentos estão tendo o impacto 
desejado; (b) mais especificamente, permitem aferir se o impacto global das ações da política 
está na direção de uma política expansionista ou contracionista (CARVALHO et al ., 2015, p. 167). 
Temos também as metas operacionais que dizem respeito aos resultados diretos de um instrumento de política monetária e, 
portanto, também se relacionam às metas intermediárias. Existem dois tipos: 
determinação da taxa de juros básica de curto prazo ( overnight ); 
controle das reservas bancárias agregadas. 
Desse modo, quando há alterações nas metas operacionais por meio de medidas de políticas monetárias, as metas intermediárias 
serão impactadas. 
Instrumentos de política monetária → Variáveis operacionais → Metas intermediárias → Objetivos finais da política monetária 
Uma vez que compreendemos a temática de metas, podemos compreender as questões práticas das implementações de 
instrumentos monetários. Nesse sentido, o primeiro ponto a elucidar é o fato de que o Banco Central não consegue manter sob 
total controle a taxa de juros básica da economia e os níveis de reservas simultaneamente. São necessários ajustes para que haja o 
equilíbrio. Lembre-se de que já vimos que o equilíbrio econômico, dado por desenvolvimento econômico com estabilidade de 
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preços, é uma das metas que o governo busca sempre conquistar. 
Sendo assim, caso o Banco Central tenha em seu objetivo um nível específico de taxa de juros, infelizmente não haverá controle 
sobre os níveis das reservas, exatamente por conta dos ajustes que deverão ocorrer. Assim, caso o Banco Central busque atingir 
certa meta monetária em nível agregado, não haverá possibilidade de controlar também a taxa de juros, pois ela deverá sofrer as 
oscilações necessárias juntamente com meta estabelecida. 
Vamos entender essa situação por meio de um gráfico? 
Imagine a seguinte situação: 
Em determinado momento, há uma elevação no gasto público que foi financiado por meio de dívida pública, de forma que o 
aumento na demanda agregada, que ocorre como resultado, acaba elevando os níveis de gastos e de renda, ocasionando um 
aumento na demanda por moeda. 
Sendo assim, o primeiro cenário que vamos analisar está apresentado na Figura 4. Nesse cenário, o Banco Central quer manter a 
taxa de juros básica da economia no nível r1 e será necessário que haja ajustes na oferta monetária para corrigir o deslocamento 
na função. 
Figura 4 . Meta de taxa de juros 
Fonte: Carvalho et al . (2015, p. 168). 
Descrição da Imagem: Gráfico apresenta duas retas 
descendentes que se mostram paralelas, sendo que a reta 
inferior é a MD1 e a reta superior, a MD2. Cortando cada uma 
delas, mostram-se duas retas verticais. A do lado esquerdo é a 
MS1 e a do lado direito, a MD2. Além disso, as retas estão 
sobre um plano cuja ordenada é a variável r e a abscissa é a 
variável M. Existe um pontilhado horizontal a partir das 
variáveis r, que estão no eixo da ordenada. A variável r1 cruza 
MD1 no ponto de equilíbrio com MS1 e r1 também cruza 
MD2 no ponto de equilíbrio com MS2. A variável r2, mostra 
um pontilhado apenas até a reta MS1 em que há o ponto de 
equilíbrio com MD2. Ademais, há uma seta apontando para a 
direita, que indica o deslocamentode MS1 para MS2. 
Primeiramente, observe a reta MS1 e como ela está conectada à taxa de juros inicial r1 e à curva MD1. Sendo assim, a influência 
inicialmente ocorre com a elevação da taxa de juros para r2 e, portanto, é necessário que o Banco Central eleve a oferta de moeda 
de MS1 para MS2, justamente para haver a compensação desse deslocamento da demanda por moeda e manter a taxa de juros em 
r1 – uma vez que manter a taxa de juros nesse nível é o objetivo desse cenário. Lembrando que o ponto de equilíbrio é aquele em 
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que as curvas se cruzam, ok? 
Desse modo, conforme comentado anteriormente, o Banco Central estabeleceu uma meta de taxa de juros, entretanto, não é 
possível manter o controle sobre a oferta de moeda na economia quando ocorreu a alteração na demanda pela moeda. 
Em nosso segundo cenário, que podemos observar no gráfico representado na Figura 5, o Banco Central estabeleceu uma meta 
para a oferta de moeda MS1 e, consequentemente, não conseguirá controlar a taxa de juros, pois ela trabalhará para ajustar a 
economia. 
Figura 5 . Meta de taxa de oferta de moeda 
Fonte: Carvalho et al . (2015, p. 168). 
Descrição da Imagem: Gráfico apresenta duas retas 
descendentes que se mostram paralelas, sendo que a reta 
inferior é a MD1 e a reta superior, a MD2. Uma reta vertical 
(MS1) transpassa as retas verticais. Desse modo, as retas 
estão sobre um plano cuja ordenada é a variável r e a abscissa 
é a variável M . Existe um pontilhado horizontal a partir das 
variáveis r, que estão no eixo da ordenada, o pontilhado da 
variável r1 vai até o ponto de equilíbrio de MD1 com MS1. A 
variável r2, mostra um pontilhado até o ponto de equilíbrio de 
MS1 com MD2. Ademais, há uma seta apontando para cima ao 
lado esquerdo do eixo da ordenada, indicando o aumento de 
r1 para r2. 
Inicialmente, temos a oferta de moeda em MS1, porém a demanda por moeda MD1 sofre alterações e se desloca para a direita 
MD2. Com essa situação, é necessário que o Banco Central permita a alteração na taxa de juros que estava em r1 e altera-se para 
r2. 
Para finalizar nosso tópico acerca de políticas monetárias, temos um quadro que sintetiza as informações sobre instrumentos, 
metas operacionais, metas intermediárias e os objetivos finais da política monetária. 
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Quadro 2 . Informações da política monetária 
Fonte: adaptado de Carvalho et al . (2015, p. 169). 
Uma informação importante para se destacar novamente é a taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, que é 
definida pelo Copom do Banco Central do Brasil. A reunião ocorre com o objetivo de definir esse índice de juros juntamente com o 
presidente do BC, diretores e outros chefes de departamentos da instituição. 
Atenção 
A Curva de Phillips é uma teoria que relaciona as taxas de inflação e o desemprego. Na prática, 
serve para analisar como o desemprego impacta na inflação e vice-versa. A seguir, podemos ver 
a representação dessa curva. 
Figura 6 . Curva de Phillips 
Fonte: Mankiw (2013, p. 751). 
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Descrição de imagem: Gráfico apresenta uma reta descendente ligando o ponto B (início 
superior da reta) ao ponto A (inferior da reta, parte mais baixa), reta denominada Curva de 
Phillips. A reta está sobre um plano contendo o eixo da ordenada, indicando a inflação em 
percentual anual e o eixo da abscissa, indicando a taxa de desemprego em percentual. O ponto A 
é o ponto de equilíbrio entre a inflação de 2% ao ano e a taxa de desemprego de 7%, o que 
resulta em uma produção de 15 mil. Já o ponto B é o ponto de equilíbrio entre uma inflação de 
6% e taxa de desemprego de 4%, o que resulta em uma produção de 16 mil. 
Política Cambial 
Agora vamos compreender melhor o que é a política cambial e como ela é utilizada. Essa política tem influência sobre o setor 
externo da economia, sendo a política cambial relacionada à taxa de câmbio e seu controle. 
A política cambial é um conjunto de medidas que objetivam definir os regimes de taxas cambiais assim como regulamentar as 
operações que envolvam o câmbio em uma nação. Isto significa que esse tipo de política definirá como se dará as transações com 
esta nação e o restante dos países, regras de movimentação dos capitais, gestão da reserva, etc. Os impactos das políticas cambiais 
chegam até o cidadão comum, pois influenciam os preços dos bens importados ou exportados, e isso afeta a economia nacional. 
Inicialmente, vamos entender o que é taxa de câmbio? Sabemos que o mundo é globalizado, de forma que há trocas de 
informações, músicas, filmes, séries e, obviamente, produtos. Portanto, essa interação é sinônimo de transações comerciais e, 
consequentemente, monetárias. 
Isso posto, a taxa de câmbio é o preço que a moeda estrangeira tem quando comparada à moeda nacional. Por exemplo, supondo 
que a cotação do dólar esteja em R$ 5, compreendemos que cada 1 dólar vale 5 reais. Ou ainda, caso a cotação do euro esteja em 
R$ 6, significa que cada 1 euro será equivalente a 6 reais. Como a taxa de câmbio é um preço, ela também segue as leis da oferta e 
demanda e, nesse caso, seguirá as divisas. 
A oferta de divisas vai depender da quantidade das exportações e também dos turistas e capital externo que querem entrar no 
país, ou melhor, turistas que trazem moeda estrangeira para trocar por real e investidores que também objetivam realizar essa 
troca. 
Já a demanda de divisas vai depender da quantidade de importações e saída de capital e turistas do país, ou seja, tais agentes 
trocam real por dólar. Exemplos de transações desse tipo são pagamentos de juros, amortizações de empréstimos e envio de 
remessas de lucros (VASCONCELLOS, 2015). 
Uma vez entendido o que é a taxa de câmbio, oferta e demanda de divisas, podemos entender os principais regimes cambiais que 
podem ser implementados nos países. Os regimes são de câmbio fixo, câmbio flutuante ou flutuação suja. Nesse sentido, os 
regimes cambiais são as disposições que vão determinar operações da taxa de câmbio pelas instituições monetárias. 
No regime de câmbio fixo, a taxa será estipulada previamente e o Banco Central vai adquirir divisas a uma taxa já estipulada e 
fixada. O ajuste do mercado será dado pela oferta e demanda de divisas e haverá uma valorização cambial quando a taxa fixada for 
menor. 
No regime de câmbio flutuante, a taxa se altera conforme a oferta e demanda das divisas, de forma que o ajuste se dá na própria 
taxa de câmbio. Sendo assim, o Banco Central não precisará comprar divisas para manter a taxa fixa. Uma elevação na taxa de 
câmbio indica depreciação cambial e uma diminuição, indica apreciação cambial, observe o quadro disponibilizado a seguir. 
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Quadro 3 . Regimes cambiais 
Fonte: adaptado de Vasconcellos (2015, p. 376). 
No sistema de câmbio fixo, haverá a vantagem da previsibilidade do mercado, ou seja, exportadores e importadores poderão 
anteceder condições e prever operações; outra vantagem se mostra no preço dos bens importados e isso contribui para um maior 
controle inflacionário. Porém, também existem desvantagens do câmbio fixo, como as reservas que ficam suscetíveis às 
especulações e, assim, ocorre o aumento da taxa de juros. Os impactos desse aumento são negativos sobre o emprego, 
investimentos e produção, além de invalidar a utilização de políticas monetárias. Outro ponto negativo ocorre por conta do 
estímulo que há, no câmbio fixo, às importações, gerando déficit na balança comercial (exportações – importações) 
(VASCONCELLOS, 2015). 
No regime flutuante também há aspectos negativos, como a volatilidade do mercado exteriore aumento de preço de importados. 
Mas esse regime apresenta a vantagem de o Banco Central não precisar utilizar as reservas cambiais e, desse modo, a política 
monetária pode ser utilizada. 
Já a flutuação suja (câmbio administrado) vai ocorrer quando o BC realizar intervenções no preço da moeda em um regime de 
câmbio flutuante. Sendo assim, o estado irá intervir em algumas situações, por exemplo, impedindo uma depreciação ou 
supervalorização para proteção do câmbio local. Sendo assim, quando há intervenções para desvalorizar a moeda, o objetivo vai 
ser conseguir condições melhores e mais benéficas para as exportações (VASCONCELLOS, 2015). 
Na prática 
Vamos conhecer mais a fundo sobre as políticas macroeconômicas? Ao acessar o link, você irá se 
aprofundar nessa temática e na explicação de cada uma dessas políticas tão essenciais dentro da 
economia. Esse vídeo é fundamental para compreender ainda mais os aprendizados do nosso 
material. Vamos lá? 
Disponível aqui 
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https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fapigame.unicesumar.edu.br%2Fqrcode%2F8839&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2n19JwbyhbMMBdK0TX9Dpm
Em pauta 
Em nosso podcast, vamos compreender mais acerca da teoria que relaciona as taxas de inflação 
e o desemprego. Para ouvir, basta acessar o link. Espero que goste! 
Disponível aqui 
Ação - Conexões Profissionais 
Estamos chegando ao fim da nossa unidade! 
Nesta unidade, aprendemos sobre as políticas macroeconômicas, funções do Estado, estrutura 
da análise da macroeconomia, metas econômicas e os instrumentos empregados para alcançá- 
las. 
Neste ponto, vamos relembrar a atividade solicitada a você lá no início da nossa unidade. Foi 
pedido a você que organizasse informações acerca das metas macroeconômicas e seus 
conceitos. Dessa forma, vamos ver a seguir alguns desses elementos da macroeconomia. 
As metas macroeconômicas são: 
Estabilidade de preços: evitar que a inflação atinja níveis elevados, uma vez que poderá ser 
afetada mais severamente a classe de trabalhadores e, além disso, altas taxas inflacionárias 
geram distorções sobre a distribuição de renda, mercados e contas externas do país. 
Equilíbrio externo: buscar o equilíbrio para que não seja necessário utilizar as reservas 
cambiais em caso de déficits ou, ainda, em caso de superávits haver altas entradas de dólar no 
país, o que forçaria o Banco Central a emitir mais dinheiro para compensar. 
Crescimento econômico e do emprego: crescimento da renda per capita de um país e 
aumento dos níveis de emprego, pois se houver capacidade ociosa, existirá a possibilidade de 
elevar a produção e o emprego. 
Distribuição de renda: busca da melhoria de renda para toda a população. 
As políticas fiscal, monetária e cambial são implementadas com o objetivo de atingir as metas 
econômicas estipuladas, por exemplo, a meta inflacionária que vai envolver tanto políticas fiscais 
como monetárias. 
DICAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO: 
Como dica, trago a seguir uma imagem criada a partir de informações disponibilizadas pelo Banco Central: 
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Figura 7 . Horizonte de transmissão dos efeitos do juro básico na inflação 
Fonte: elaborado pela autora. 
Descrição da Imagem: A imagem representa um infográfico intitulado Horizonte de 
Transmissão dos Efeitos do Juro Básico na Inflação , que apresenta uma rodovia, com 
placas enumeradas de 1 a 4 em suas bordas, e, ao centro, há um marcador de 
localização com o texto Inflação sob controle . A placa 1 apresenta o seguinte texto: 
Copom fixa a meta da taxa básica de juros – SELIC ; na placa 2, lê-se: Alinhamento de 
expectativas: a taxa Selic influencia o custo do crédito na nação ; na placa 3: Consumidores 
e empresas reagem às mudanças (decisões de custo e investimento) e na placa 4: Reação 
das empresas/consumidores influencia os preços . Ao lado do marcador, há o seguinte 
texto: O efeito da taxa Selic sobre a inflação será de, em média, 6 a 9 meses para ser 
significativo . 
Na Figura 7, vemos um horizonte dos efeitos da taxa de juros básica da economia sobre a inflação. 
Num primeiro momento, a taxa de juros é fixada e, assim, ela vai influenciar o custo do crédito para as pessoas. Esse impacto vai 
influenciar as decisões de consumo e investimentos dos consumidores e também das empresas e, dessa forma, haverá o impacto 
sobre os preços dos bens e serviços da economia. 
Agora é com você 
Neste momento, gostaria que você realizasse uma pesquisa minuciosa e apresentasse em formato de texto ou tabela, as seguintes 
informações: 
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Quais são os principais instrumentos de política monetária? quais são as metas operacionais e intermediárias e os objetivos 
finais da política monetária? 
Além disso, considerando a relação entre taxa de câmbio e política monetária, explique o que ocorre quando a taxa de juros 
aumenta. 
Orientação de resposta 
Avançar 
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REFERÊNCIAS 
CARVALHO, F. J. C. et al . Economia monetária e financeira: teoria e política. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 
DORNBUSH, R.; FISCHER, S.; STARTZ, R. Macroeconomia . São Paulo: McGraw-Hill, 2006. 
HALL, R. E.; LIEBERMAN, M. Microeconomia: princípios e aplicações. São Paulo: Cengage Learning, 2003. 
IBGE. Página inicial. Brasília, [2021]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/ . Acesso em: 21 fev. 2022. 
MANKIW, N. G. Introdução à economia . 6. ed. norte-americana. São Paulo: Cengage Learning, 2013. 
MINISTÉRIO DA ECONOMIA (Secretaria do Tesouro Nacional). Estimativa da carga tributária bruta do governo geral, 2020 . 
Brasília: Ministério da Economia, 2021. Disponível em: https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/carga-tributaria-do- 
governo-geral/2020/114?ano_selecionado=2020 . Acesso em: 21 fev. 2022. 
OFERTA agregada e demanda agregada. [S. l: s. n.], 2018. 1 vídeo (10 min). Publicado pelo canal Claudio Branchieri. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=Ry7rtH9FCMc . Acesso em: 21 fev. 2022. 
PREÇO relativo: dicionário de economia #01. [S. l: s. n.], 2021. 1 vídeo (1 min). Publicado pelo Canal Grundrisse. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=ZmLudesNrlE . Acesso em: 21 fev. 2022. 
TESOURO NACIONAL. Página inicial. Brasília, [2021]. Disponível em: https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br . Acesso em: 21 
fev. 2022. 
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
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https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.tesourotransparente.gov.br%2Fpublicacoes%2Fcarga-tributaria-do-governo-geral%2F2020%2F114%3Fano_selecionado%3D2020&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0L9qTPfKLu2DsaAoL3Jazl
https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.tesourotransparente.gov.br%2Fpublicacoes%2Fcarga-tributaria-do-governo-geral%2F2020%2F114%3Fano_selecionado%3D2020&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0L9qTPfKLu2DsaAoL3Jazl
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Flávia Fernanda da Silva Machado 
Meu nome é Flávia Machado e sou formada em Ciências Econômicas desde 2014. Já 
trabalhei na área financeira, em banco e atualmente sou professora responsável 
pelas disciplinas relacionadas à economia e contabilidade e, além disso, sou 
educadora financeira. Fiz meu mestrado em Economia, com foco em Teoria 
Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Já ministrei e elaborei 
conteúdo para disciplinas de Matemática Financeira, Economia, Finanças de Longo 
Prazo, Macroeconomia, Mapeamento e Modelagem de Processos, Estrutura 
Organizacional e Processos. 
O que não tem no meu currículo 
Lattes 
Olá, sou uma pessoa não muito paciente mas tenho muita empatia, me compadeço 
com a dor das pessoas e sempre dou o meu melhor para ajudá-las. Acredito que seja 
LinkedIn por isso que escolhi ser professora e compartilhar o que sei e, assim, melhorar a vida 
das pessoas. 
Além das aulas, atualmente faço isso compartilhando sobre finanças nas redes 
sociais, o que amo muito também! Eu realmente acredito que todos os brasileiros 
merecem uma vida melhor e faço minha parte ensinando sobre dinheiro. É um tabu, 
né?! Muita gente acredita que ter dinheiro é uma coisa ruim porque foram 
condicionados a acreditar nisso. Todos nós temos crenças enraizadas sobre diversos 
assuntos e o dinheiro é um deles. 
Por isso também gosto bastante de conversar e compartilhar sobre mentalidade, 
porque em minha concepção, tudo começa na nossa mente. Uma mente fortalecida é 
o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. Eu amo pessoas que gostem de 
conversar e tenham a mente aberta para ouvir e discutir com respeito, amo 
churrasco e adoro cozinhar doces. Mas sou uma pessoa mais introspectiva até 
conhecer a pessoa melhor e, aí sim, falo pelos cotovelos. 
Eu faço o que faço sempre com o intuito de contribuir e acredito que os livros que 
escrevo, as aulas de economia, as mentorias de finanças e tudo o mais que faço, deixa 
o mundo um pouquinho melhor. Essa é a minha forma de agradecer ao universo. 
Espero que você também tente deixar o mundo um pouquinho mais bonito em cada 
caminho que escolha para sua vida. Escolha a vida que você deseja ter e guie suas 
ações para isso, faça isso todo dia, passinho por passinho e alcance o sucesso que 
você deseja. 
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Bons estudos! 
EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho 
Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha 
Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli 
Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia 
Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo 
Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais Nádila de Almeida Toledo 
Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey 
Projeto Gráfico Thayla Guimarães 
Design Educacional Giovana Vieira Cardoso 
Design Gráfico Victor Augusto Thomazini 
Ilustração Daphine Pamella Marcon 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; MACHADO , Flávia Fernanda da 
Silva. 
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Economia e Mercado. Flávia Fernanda da Silva Machado. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2022. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 370 
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ECONOMIA E 
MERCADO 
Professora : Flávia Fernanda da Silva Machado 
Oportunidades de aprendizagem 
Nesta terceira unidade, você aprenderá mais acerca dos indicadores da conjuntura econômica, sua importância e principais 
categorias. Além disso, serão apresentados dados da evolução da economia brasileira, como exportações, taxa de inflação, número 
de desocupados, entre outros. 
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Economia: Indicadores e Evolução 
Os indicadores econômicos fazem parte da nossa rotina mesmo que não saibamos. O IPCA, por exemplo, mede a inflação e Selic é a 
taxa básica de juros da nossa economia. 
Mesmo que nem pensemos nessas variáveis, elas impactam grandemente nossa vida em diversos aspectos, tais como compras no 
supermercado, lojas, investimentos em títulos públicos, empréstimos, financiamentos etc. 
Desse modo, compreendendo o envolvimento dos indicadores econômicos em nosso dia a dia, como a comparação dos dados de 
um determinado indicador ao longo do tempo favorece a análise econômica? 
Em primeiro lugar, vamos entender o que são os indicadores econômicos? 
Os indicadores são levantamentos estatísticos que objetivam determinar ou indicar determinado cenário. Ou seja, os indicadores 
apontam, com base em dados e análises estatísticas, qual o desempenho da variável levantada (CARVALHO et al ., 2015). 
Com esse caminho apontado, os indicadores são uma maneira de traçar planos baseados nas flutuações da economia com maior 
assertividade nas tomadas de decisões, tornando possível prever situações que poderiam acontecer e que podem ser contornadas 
com os instrumentos de políticas econômicas, principalmente situações relacionadas ao desempenho da economia. 
Em relação à comparação de um determinado indicador com ele próprio, podemos exemplificar o IPCA. Esse indicador está 
relacionado aos preços e mede a taxa de aumento do nível geral de preços em âmbito nacional. Sendo assim, esse índice impacta 
toda a economia do país, pois mede a inflação, o aumento generalizado de preços. Essas medições do IPCA ocorrem mensalmente 
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que nos fornece o crescimento ou decrescimento dessa taxa mês a mês, 
possibilitando que as autoridades possam tomar determinadas decisões a partir desses dados apresentados. 
Em situações em que a inflação se mostra muito alta, o governo implementa medidas de desaceleração da economia exatamente 
para frearo consumo e retirar moeda de circulação. Caso o país esteja com uma deflação ou inflação dentro dos parâmetros, o 
governo poderá implementar medidas para o crescimento econômico, como a liberação do FGTS, por exemplo, utilizada para 
injetar moeda na economia e fomentar o consumo (VASCONCELLOS, 2015). Isso demonstra que os indicadores econômicos são 
ferramentas fundamentais para as análises econômicas e tomada de decisões. 
Agora vamos entender na prática o que são os indicadores e para que eles servem. Para isso, te convido a escolher dois indicadores 
que considere de maior impacto na economia e descrever seu conceito. O que ele mede e como o faz? Quais são os impactos 
diretos e indiretos no dia a dia da população brasileira? 
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Os indicadores econômicos também influenciam certos tipos de investimentos. Você sabia disso? Alguns exemplos são o Tesouro 
Direto, a Poupança e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), pois o rendimento desses ativos está atrelado à Selic. 
A Selic é a taxa básica de juros da economia e é uma ferramenta utilizada pelas instituições monetárias para controlar a inflação. 
Como ela é a taxa básica de toda a economia, significa que ela influencia todas as demais taxas de juros do Brasil, como 
financiamentos, empréstimos, investimentos, etc. 
A taxa Selic, conforme mencionado, é a principal ferramenta de controle da inflação e, portanto, quando a economia está mais 
aquecida, ela aumenta. Isso ocorre, pois a Selic impacta todas as demais taxas de juros da economia, elevando-as também. Assim, o 
crédito se torna mais caro. Cabe deixar claro que isso não vai acontecer apenas com os consumidores, mas também com as 
empresas e o Estado. 
Por outro lado, quando a economia está desestimulada e a inflação está controlada, a Selic será baixada para que o crédito fique 
mais barato, haja mais dinheiro em circulação na economia e, consequentemente, mais consumo. 
Conforme tratamos, os indicadores econômicos são extremamente úteis para diagnosticar a situação de um país a curto prazo. Por 
meio da análise desses índices, é possível constatar determinados momentos em que será necessária uma tomada de decisão e 
analisar o mercado nacional. 
Indicadores Econômicos 
Já compreendemos que os indicadores econômicos se relacionam às informações obtidas por levantamentos estatísticos que vão 
indicar comportamentos de determinada parte da economia, servindo para as tomadas de decisões e implementação de medidas 
econômicas. Esses indicadores podem fornecer informações tanto de comportamento agregado como individual de uma região ou 
país. 
Sendo assim, eles são essenciais para dar uma visão a curto prazo e auxiliar nas decisões relacionadas às áreas de sua incumbência, 
tanto para o Estado quanto para empresas e a população em geral. 
Agora vamos compreender a classificação dos principais indicadores econômicos, qual é o seu conceito, objetivo e como se dá sua 
medição. Segundo Vasconcellos (2015), os indicadores podem ser divididos em cinco subgrupos: 
a) nível de atividade; 
b) setor externo; 
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c) setor público; 
d) agregados monetários; 
e) preços. 
Nível de atividade 
Os indicadores que estão incluídos na categoria de nível de atividade representam uma indicação do contexto geral das variáveis 
que são mais tendenciosas às flutuações que ocorrem ciclicamente no lado real economia, de modo que eles são o Produto Interno 
Bruto (PIB), estatísticas de desemprego e produção industrial (LOURENÇO; ROMERO, 2002). 
Uma vez que entendemos o contexto geral dessa subcategoria de indicadores, podemos iniciar e compreender cada um deles 
individualmente e suas características. Iniciando pelo PIB, veremos que essa variável indica o somatório de todos os bens finais 
produzidos por uma cidade, estado ou nação em um dado período de tempo. Esse levantamento torna possível o acompanhamento 
ao longo do tempo desse indicador e possibilita a análise de toda a evolução do contexto geral de um país. Por esse motivo, trata-se 
de um indicador extremamente relevante no contexto econômico, pois representa o valor agregado de toda a produção final de 
bens e serviços produzidos em dado momento. 
O PIB é medido pelo IBGE, que usa a metodologia indicada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento ocorre 
por meio de uma sistematização de informações primárias e secundárias averiguadas pela instituição. Algumas são produzidas por 
ela e outras provém de fontes externas (IBGE, [2022g]). O PIB oficial leva em conta os dados anuais da atividade produtiva de bens 
e serviços finais, porém também existe uma previsão que é realizada trimestralmente para fornecer um panorama do valor anual. 
Abaixo, estão listadas algumas das fontes que o IBGE utiliza para cálculo do PIB (IBGE, [2022g]): 
Balanço de Pagamentos - Banco Central; 
Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) - Secretaria da Receita Federal; 
Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) - FGV; 
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - IBGE; 
Produção Agrícola Municipal (PAM) - IBGE; 
Pesquisa Anual de Comércio (PAC) - IBGE; 
Pesquisa Anual de Serviços (PAS) - IBGE; 
Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) - IBGE; 
Pesquisa Industrial Anual - Empresa (PIA-Empresa) - IBGE; 
Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) - IBGE; 
Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) - IBGE; 
Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) - IBGE. 
Dessa forma, com o cálculo do PIB, torna-se possível realizar análises, como comparar a economia do Brasil com a de outros países, 
delinear a trajetória dessa variável ao longo do tempo e também analisar o PIB per capita, entre outras. 
Conecte-se 
O PIB per capita é o valor do produto interno bruto dividido pela 
quantidade da população daquele país ou região. Dessa forma, é possível 
mensurar o quanto caberia a cada cidadão caso o valor fosse dividido em 
partes iguais. Para entender melhor esse indicador, acesse o QR code e 
assista ao vídeo. 
Disponível aqui 
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Na Tabela 4, podemos observar qual foi o PIB dos estados brasileiros no ano de 2019. 
Tabela 4. PIB: unidades da federação do Brasil. 
Tabela 4 . PIB: unidades da federação do Brasil. 
Fonte: IBGE ([2022g], on-line). 
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Dessa forma, o estado com o maior produto interno bruto foi São Paulo com um PIB de R$ 2,3 trilhões, seguido pelo Rio de Janeiro 
com R$ 779,9 bilhões e Minas Gerais com R$ 651,9 bilhões (IBGE, [2022g]). 
Os estados que apresentaram os menores valores de PIB foram Roraima, Acre e Amapá, sendo que todos estão localizados na 
região Norte do país. 
Sendo assim, o PIB vai medir apenas a produção de bens finais para que não ocorram contagens duplicadas. Mas por que poderia 
acontecer essa contagem dupla? 
Imagine o seguinte: uma nação produz R$ 200 de trigo, R$ 400 de farinha de trigo e R$ 600 de pão. Você pode me dizer qual o 
valor do PIB nesse caso? Se você respondeu R$ 600, está absolutamente correto! Isso acontece, pois para se produzir o pão, foi 
necessária a utilização da farinha e para produzi-la foi necessário o trigo. Desse modo, os valores desses insumos já estão incluídos 
no preço do pão, que é vendido ao consumidor. E é exatamente isso, os produtos e serviços medidos para calcular o PIB são esses 
bens adquiridos pelos consumidores e, portanto,consideram os tributos dos bens comercializados (IBGE, [2022g]). 
Uma informação importante para ressaltar é que o PIB não representa uma reserva de valor que seja sinônimo de riqueza ou 
acúmulo monetário. Ou seja, o PIB não é uma reserva monetária que pode ser utilizada para gastos do governo, por exemplo. 
Como apreendido, ele é um fluxo dos valores dos bens e serviços produzidos em um determinado período de tempo, sendo assim, 
caso não haja produção de bens finais em um período, não haverá PIB para ser medido. 
Em nossa Tabela 5, são apresentados os valores a preços correntes do quarto trimestre de 2021. 
Tabela 5 . PIB: 4º trimestre de 2021 a preços correntes 
Fonte: IBGE ([2022a], on-line). 
Nela podemos identificar os valores do PIB separados por categorias, quais sejam: agropecuária, indústria e serviços. A categoria 
de serviços foi a que obteve o maior valor corrente de produto interno bruto com um total de R$ 1,4 trilhão, seguida por R$ 416,9 
bilhões da indústria e R$ 80,9 bilhões da agropecuária. 
Logo abaixo dessas variáveis, temos o valor adicionado a preços básicos , que é a soma dos valores da agropecuária, indústria e 
serviços, que somada aos impostos líquidos resulta no PIB a preço de mercado. Logo abaixo temos também os valores das 
exportações e importações do quarto trimestre de 2021. As exportações do quarto trimestre resultaram em um valor de R$ 
439.887 milhões de e as importações de bens foram de R$ 463.440 milhões, de modo que as importações superaram as 
exportações nesse período, resultando em déficit da balança comercial. Em 2021, o crescimento do PIB foi de 4,6% com o total 
anual de R$ 8,7 trilhões (VASCONCELLOS, 2015). 
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Atenção 
O valor adicionado bruto a preços básicos diz respeito ao valor que a atividade econômica 
agrega aos bens e serviços que são consumidos no seu processo produtivo. 
O próximo índice é a produção industrial que indica a variação da produção física industrial, obtida por meio da Pesquisa Industrial 
Mensal (PIM-PF) e calculada pelo IBGE. Esse indicador denota a evolução do produto real da indústria extrativa e de 
transformação no curto prazo, conforme podemos observar na Tabela 6, a seguir. 
Tabela 6. PIM-PF - Produção física industrial por seções e atividades industriais 
Fonte: adaptado de IBGE ([2022e], on-line). 
Desse modo, na tabela, temos alguns tipos de atividades industriais e seu desempenho no curto prazo. Por exemplo, a indústria 
geral teve seu índice mensal em 92,8 unidades, o que indica que a variação percentual mensal decaiu em 7,2%. Por outro lado, a 
indústria de fabricação de produtos do fumo cresceu sua produção em 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 
Nosso próximo indicador relacionado ao nível de atividade é o desemprego, e essa é uma variável que causa preocupação quando a 
taxa está alta, pois afeta o consumo das famílias. Esse indicador costumava ser medido pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), 
mas ela foi encerrada em março de 2016. Essa taxa era medida pela relação entre a quantidade de pessoas que estão 
desempregadas e a população economicamente ativa. Mais uma vez, era o IBGE a instituição que realizava a PME, iniciada em 
1984, envolvendo as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. Essa 
pesquisa tinha o objetivo de realizar um levantamento do desemprego para a população em idade ativa acima de quinze anos, que 
havia procurado emprego durante a semana anterior à visita do pesquisador (VASCONCELLOS, 2015). 
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Atualmente, a medição do desemprego considera pessoas acima de 14 anos, que buscam trabalho, porém não conseguiram ainda. 
Isto é, o fato de a pessoa não estar trabalhando não significa que ela possa ser considerada desempregada. Por exemplo, um 
universitário que se dedica apenas aos estudos não é um desempregado, pois não está buscando um emprego, assim como uma 
pessoa que dedica seu tempo a cuidar do lar e não trabalhar em outro lugar. Um outro exemplo de situação seria a de uma 
empreendedora que trabalha em seu próprio negócio, ela não é desempregada. 
Dessa forma, o IBGE realiza a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cuja metodologia exclui o 
universitário e a pessoa que trabalha cuidando do lar da força de trabalho nacional, mas admite que a empreendedora é ocupada. A 
PNAD Contínua objetiva medir flutuações trimestrais, assim como a evolução da força de trabalho do país considerando o curto, 
médio e longo prazos. Ela também vai medir outras variáveis que são necessárias para a investigação e análise do desenvolvimento 
socioeconômico nacional (IBGE, 2020). 
Figura 1 . População brasileira, de acordo com as divisões do mercado de trabalho, 4º trimestre 2021. 
Fonte: IBGE ([2022a], on-line). 
Descrição de imagem: Gráfico em formato de pizza, indicando a porcentagem das divisões de trabalho. A parte azul representa 
quase metade da totalidade do gráfico e representa os ocupados que são 95.747 mil pessoas. As pessoas que estão fora da força de 
trabalho são 64.525 mil pessoas, representadas pela parcela em verde. Pessoas que estão abaixo da idade de trabalhar são 
indicadas pela cor cinza e representam 40.905 mil pessoas. E, por fim, temos a cor vermelha que indica os desocupados que são 
12.011 mil pessoas. 
Atualmente, conforme podemos visualizar em nossa Figura 1, a maior parte da população brasileira (95.747 mil pessoas) está 
ocupada enquanto uma parcela considerável está fora da força de trabalho (64.525 mil pessoas) e uma menor parcela está 
desocupada (12.011 mil pessoas). É importante ressaltar que esses dados consideram apenas o quarto trimestre de 2021 e não as 
informações totais de toda a população brasileira. 
Nossa próxima figura (Figura 2) aponta a variação do desemprego a partir do primeiro trimestre de 2019 até o quarto trimestre de 
2021. Observando o gráfico, o desemprego estava em queda até o final de 2019, com um aumento significativo até o terceiro 
trimestre de 2020 e, a partir desse ponto, a taxa voltou a diminuir. 
Os maiores índices de desemprego ocorreram no terceiro trimestre de 2020 e primeiro trimestre de 2021, enquanto o indicador 
teve seu menor percentual nos últimos trimestres de 2019 e 2021, com 11,1% de desocupação. Desse modo, a taxa de 
desocupação vem diminuindo desde o início de 2021, mantendo a tendência de queda por conta da retomada da economia. 
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Figura 2 . Variação de desocupação trimestral – Brasil 
Fonte: PNAD Contínua, IBGE ([2022f], on-line). 
Descrição de imagem: Gráfico que indica a variação da desocupação desde o 
primeiro trimestre de 2019 até o quarto trimestre de 2021 no Brasil. As linhas do 
gráfico são retas que diminuem e aumentam conforme a variação identificada pela 
variável desocupação. Inicialmente, o gráfico se mostra decrescente até alcançar seu 
menor ponto no quarto trimestre de 2019, após esse momento, a reta começa a se 
elevar alcançando seus picos no terceiro trimestre de 2020 e primeiro trimestre de 
2021, para depois decair novamente. 
Em nosso gráfico, representado na Figura 3, vemos um comparativo da taxa de desocupação (desemprego) entre o Brasil e suas 
regiões para o quarto trimestre de 2021. 
Figura 3 . Taxa de desocupação no Brasil e nas grandes regiões, 4º trimestre 2021. 
Fonte: IBGE ([2022a], on-line). 
Descrição de imagem: Gráfico em barras que indica a taxa de desocupação no Brasil de acordo com as 
regiões para o quarto trimestre de 2021. Nele, vemos seis barras. A primeira à esquerda indica o Brasil e ao 
lado estão as barras seguintes que representam o Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, 
respectivamente. A maiorbarra é a do Nordeste e a menor, a do Sul. 
Podemos observar em nosso gráfico que a taxa de desocupação do Brasil está em 11,1% e em suas regiões equivale a: 
Norte: 11,2%; 
Nordeste: 14,7%; 
Sudeste: 11,2%; 
Sul: 6,7%; 
Centro-Oeste: 8,4%. 
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Desse modo, as regiões com as menores taxas de desocupação foram o Sul e o Centro-Oeste com 6,7% e 8,4%, respectivamente. 
Setor Externo 
As transações entre agentes econômicos não se limitam às fronteiras de uma nação. Com a globalização, essa situação se 
intensificou, sendo que os países, por diversas vezes, dependem uns dos outros. Desse modo, os países não detêm absolutamente 
todos os itens necessários à sua produção e precisam buscar esses insumos em solos internacionais, importando tais itens. 
Sendo assim, sabemos que cada país possui a sua própria moeda e para que haja transações entre as nações, é importante 
estabelecer uma taxa de câmbio, isto é, o preço da moeda do país estrangeiro em termos da moeda nacional. Ou seja, digamos que 
o Brasil deseja importar um maquinário dos Estados Unidos, e esse bem custe US$ 1 milhão (um milhão de dólares). Para que seja 
possível mensurar quanto custa a máquina em real, temos a taxa de câmbio que irá converter o valor de dólar para real. Na cotação 
da data de hoje, a máquina custaria R$ 5.170 mil (cinco milhões e cento e setenta mil reais). 
Desse modo, segundo Vasconcellos (2015), existem alguns indicadores relacionados ao setor externo, sendo eles: 
Exportações: valor monetário das vendas e remessas de bens e serviços para o exterior. Tais vendas devem ser realizadas por 
agentes que residam no Brasil. 
Importações: valor monetário das compras e ingressos de bens e serviços vindos do exterior. 
Pudemos visualizar essas duas variáveis na Tabela 5, que mostrou o PIB para o quarto trimestre de 2021 a preços correntes. Agora 
podemos visualizar a evolução da exportação e importação no Brasil desde 1996 até 2021 por meio da Figura 4. 
Figura 4 . Exportação e importação de bens e serviços – valores a preços correntes (milhões de reais), 1996 
a 2021. 
Fonte: IBGE ([2022a], on-line). 
Descrição de imagem: Gráfico de linhas que mostra a evolução das exportações e importações brasileiras 
de 1996 até 2021. A linha azul representa a exportação e a linha preta, a importação. O gráfico inicia sua 
trajetória no primeiro trimestre de 1996 mais próximo do zero, com as duas linhas se mantendo constantes 
e bem próximas até o primeiro trimestre de 1999. Após esse período, as linhas começam a ser crescentes e 
a partir do terceiro trimestre de 2003, a linha de exportação se torna maior que a de importação, o que se 
mantém até o primeiro trimestre de 2008, quando elas estão unidas novamente. Após 2009, as exportações 
se mostram menores até o terceiro trimestre de 2015, superando as importações no segundo trimestre de 
2016. As duas linhas continuaram sua trajetória ascendente até o terceiro trimestre de 2021. 
Conforme podemos observar, houve uma evolução tanto nas exportações do Brasil para o exterior quanto nas importações de 
bens do exterior para cá. Desde 1996, as duas variáveis vêm crescendo e, a partir do terceiro trimestre de 2021, as exportações 
são superiores às importações, o que nos indica saldo positivo na balança comercial. 
Segundo Vasconcellos (2015), podemos citar outros indicadores do setor externo, como: 
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Saldo da balança comercial: exportações diminuindo as importações (Figura 5). 
Saldo em transações correntes: consolidação da balança comercial e de serviços. 
Quadro 1 . Exportações, importações, balança comercial e conta corrente de comércio em 2021 e 2022. 
Fonte: elaborado pela autora com base em IBGE ([2022a], on-line). 
No Quadro 1, podemos observar as exportações e importações de janeiro a março de 2022, além da balança comercial e a 
corrente de comércio. Até a terceira semana de março de 2022, comparando a março de 2021, houve um crescimento de 36,5% 
das exportações, somando US$ 18,7 bilhões. As importações também cresceram, totalizando US$ 12,5 bilhões e 24,7% de 
crescimento. 
Sendo assim, foi obtido um superávit de US$ 6,18 bilhões na balança comercial, com 68,9% de crescimento, além 31,5% de 
elevação na corrente de comércio, que alcançou um total de US$ 31,3 bilhões (IBGE, [2022a]). 
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Quando observamos o acumulado de janeiro a março, temos um crescimento de 27% das exportações, somando US$ 61,42 bilhões 
ao se comparar com o mesmo período do ano anterior. Em relação às importações, também se elevaram em 24,1% com um total de 
US$ 51,31 bilhões. Consequentemente, a balança comercial apresenta superávit de R$ 10,1 bilhões, aumento de 43,9% em relação 
ao ano anterior, e a conta corrente de comércio também apresentou crescimento em 25,7%, totalizando US$ 112,72 bilhões. 
Setor Público 
Também é necessário haver indicadores ligados ao setor público e talvez você possa questionar: por qual motivo isso é necessário? 
A resposta é simples. O Estado precisa prestar contas para a sociedade. Também precisa sempre analisar suas escolhas para se 
certificar de que estão corretas ou, ainda, investigar escolhas anteriores que foram incorretas para que a próxima decisão 
realmente seja a certa e traga benefícios para o país. 
Para o setor público, temos um indicador: 
Dívida Líquida: que é o somatório do endividamento do governo federal, estadual e municipal. Essas dívidas foram feitas com o 
setor privado e público, ao setor não financeiro e também às dívidas com o restante do mundo (SANDRONI, 1999). 
A seguir, podemos observar a Figura 6, que nos apresenta a dívida líquida interna, externa e total do setor público desde 2002 até 
2014. 
Figura 6 . Dívida líquida interna, externa e total, 2002 a 2014 
Fonte: Banco Central do Brasil ([2022a], on-line). 
Descrição de imagem: Gráfico de linhas que mostra a evolução da dívida líquida desde 2001 até 2022. O 
gráfico está dividido em quatro linhas de cores amarela, vermelha, verde e roxa. A linha amarela é a linha 
superior do gráfico e indica a dívida líquida total do setor público consolidado e ela inicialmente é 
decrescente, atingindo seu mínimo em 2014 e voltando a crescer até o final da curva. A linha abaixo da 
amarela é a vermelha, que corresponde à dívida líquida do governo federal e possui comportamento bem 
similar ao da linha amarela. Abaixo dela está a linha verde, que representa a dívida líquida dos governos 
estaduais e municipais, e ela tem uma trajetória de decrescimento leve, volta a crescer em 2014, porém 
continua decaindo levemente até o final do gráfico. Abaixo dela está a linha roxa, indicando a dívida líquida 
do Banco Central. O comportamento dessa linha é constante até começar a decair a partir de 2015, tendo 
seu mínimo em 2020. 
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A dívida líquida do Banco Central se mostra a menor entre as demais, seguida pela dívida líquida dos governos estaduais e 
municipais. Posteriormente, a dívida líquida do governo federal e a dívida líquida que se mostra maior é a do setor público 
consolidado. 
Aqui, temos que o setor público consolidado considera os governos federal, estadual, municipal, as administrações indiretas, as 
empresas estatais não financeiras (exceto Petrobrás e Eletrobrás) e a previdência social. Por esse motivo, vemos que a curva de 
dívida líquida do setor público está sobre as demais, pois além de contabilizá-las, soma outros setores do governo. 
Inflação 
Neste tópico, vamos abordar os indicadores incluídos no levantamento de dados relacionados à inflação, porém, antes de listá-los, 
gostaria de fazer algumas explicações sobreo tema. 
A inflação é uma patologia econômica caracterizada pelo aumento generalizado do nível geral de preços. Por sua vez, essa 
elevação dos preços dos bens e serviços, gera uma perda do poder de compra da moeda e, portanto, o dinheiro passa a valer menos 
(VASCONCELLOS, 2015). 
O cálculo dessa taxa é desafiador, pois deve levantar informações sobre os preços de produtos e serviços diferentes. Tais bens 
terão uma taxa diferente de aumento do preço. Assim, diversos índices utilizam várias metodologias para calcular a inflação. 
Veremos alguns deles mais à frente. 
Inflação de Demanda x Inflação de Custos 
Existem duas classificações de inflação: a inflação de demanda, em que há um excesso da demanda agregada e a inflação de custos, 
em que ocorre uma elevação nos custos dos produtos ou serviços (VASCONCELLOS, 2015). 
A inflação de demanda ocorrerá quando a demanda de determinados bens estiver muito elevada, mas a quantidade de produtos 
disponíveis não for suficiente para atender a todos que gostariam de adquiri-los. Esse cenário inflacionário ocorre quando a 
economia está aquecida e mais perto da utilização plena dos recursos de produção. Como a capacidade produtiva está em sua 
plena eficiência, menor é a capacidade de se expandir a confecção de bens e serviços, o que criará uma alta demanda e, 
consequentemente, impactará o nível de preços. Podemos observar na Figura 7 as curvas: de demanda agregada (DA), que se 
altera, e de oferta agregada (OA), que se mantém constante. São utilizados como política econômicas a redução do crédito para a 
população, o aumento dos impostos, o aumento da taxa de juros e/ou a redução dos gastos do Estado. 
Figura 7 . Inflação de demanda 
Fonte: Vasconcellos (2015, p. 304). 
Descrição da imagem: Plano cartesiano incluindo o preço P na 
ordenada e a produção y no eixo da abscissa. No gráfico, há 
duas retas decrescentes DA0 (à esquerda) e DA1 (à direita) 
que representam a demanda. Essas retas são cruzadas pela 
curva de oferta OA, sendo esta última uma curva crescente. 
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As curvas se cruzam nos pontos de equilíbrio entre preço e 
produção, isto é, no ponto P0 e y0 será quando a curva DA0 se 
cruza com OA no primeiro ponto de equilíbrio (inferior). O 
ponto de cruzamento superior ocorre no ponto P1 e y1, 
quando DA1 se conecta com OA. 
De outro modo, temos a inflação de custos que está relacionada à oferta agregada, e aqui a demanda está estável. Na inflação de 
custos, a situação se dá pelo aumento dos preços dos insumos, ou seja, as matérias-primas dos produtos. Não existe produção de 
um bem sem os insumos e a empresa deve continuar obtendo lucro, portanto, esse custo adicional será repassado para os clientes. 
Conforme podemos visualizar na Figura 8, novamente temos as curvas de demanda agregada e oferta agregada, porém, dessa vez 
é a curva de oferta que vai se alterar. 
Figura 8 . Inflação de custos 
Fonte: Vasconcellos (2015 p. 304). 
Descrição da imagem: Plano cartesiano incluindo o preço P na 
ordenada e a produção y no eixo da abscissa. No gráfico, há 
duas retas crescentes, sendo elas: OA1 (à esquerda) e OA0 (à 
direita) que representam a oferta. Essas retas são cruzadas 
pela curva de oferta DA, sendo esta última uma curva 
decrescente. As curvas se cruzam nos pontos de equilíbrio 
entre preço e produção, isto é, no ponto P0 e y0 será quando a 
curva OA0 se cruza com DA no cruzamento entre curvas à 
direita. O ponto de cruzamento da esquerda ocorre no ponto 
P1 e y1, quando OA1 se conecta com DA. 
Nessa situação, poderia ocorrer o controle direto de preços, via políticas salariais rígidas, além do tabelamento de preços, podendo 
também ocorrer uma política monetária contracionista (VASCONCELLOS, 2015). 
Altas taxas de inflação: Distorções 
Podemos iniciar a discussão deste tópico, esclarecendo que muitos economistas não acreditam que uma inflação leve gere 
distorções graves na economia. Porém, obviamente, casos graves de inflação vão trilhar esse caminho e causar distorções sérias, o 
que resultará em consequências para todo o cenário econômico. Esses impactos poderão ser sentidos em diversos âmbitos da 
economia como, por exemplo, nos investimentos das empresas e mercado de capitais, na distribuição de renda e no balanço de 
pagamentos (VASCONCELLOS, 2015). 
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Em relação aos investimentos, ocorre distorções por conta das expectativas em relação ao futuro. E o que isso quer dizer? O 
mercado é suscetível às perspectivas sobre o futuro, portanto, quando existem dúvidas associadas ao futuro dos investimentos 
privados por conta da inflação, o sentimento do mercado é de instabilidade e incerteza ao prenunciar lucros. Isso significa que em 
momentos de altas taxas de inflação, os investimentos em capacidade de produção são menores ou não serão elevados. O reflexo 
disso também é visto na criação de empregos, uma vez que os investimentos em produção são menores ou inalterados. No 
mercado de capitais também haverá redução por conta dessa desvalorização da moeda, e por outro lado, investimentos em 
imóveis se valorizam (VASCONCELLOS, 2015). 
Nesse aspecto, podemos salientar que a distribuição de renda vem a ser um dos cenários mais sérios dessa distorção. Isso ocorre 
porque, como vimos anteriormente, a inflação restringe o poder de compra da população, de forma que os trabalhadores que 
recebem salários menores são os mais afetados. Esses trabalhadores representam grande parcela da população e veem seu salário 
diminuindo sem quaisquer reajustes salariais de acordo com a taxa da inflação, o que significa dizer que o salário real da maior 
parte da população é cada vez menor. 
Conceituando 
O salário nominal é aquele valor especificado e definido por lei, por exemplo, o salário mínimo no 
valor de R$ 1.212 para o ano de 2022. Já o salário real é o valor do salário nominal em que 
ocorre o abatimento do percentual de inflação (VASCONCELLOS, 2015). 
Dessa maneira, se a inflação no ano foi de 10%, o salário real baseado em R$ 1.212 será de R$ 
1.090,80. Ou seja, apesar de o valor nominal continuar o mesmo, o poder de compra do salário 
diminuiu e agora corresponde aos R$ 1.090,80, pois houve o desconto de R$ 121,20. 
Sendo assim, a população se vê com um orçamento mais restrito e, obviamente, consumirá menos a cada vez que os preços se 
elevem. Isso se torna um ciclo, preços sobem, poder de compra diminuiu e população consome cada vez menos produtos e 
serviços, pois seu orçamento é cada vez menor e assim continua até que haja um reajuste salarial. 
Isso nos indica que as pessoas que recebem salários menores são as maiores afetadas pela inflação, pois elas não detêm maneiras 
de se defender desse aumento de preços, uma vez que todo o seu dinheiro se destina ao consumo e subsistência, ao contrário das 
pessoas com maior poder aquisitivo, que realizam investimentos com o intuito de proteger e multiplicar o seu capital. 
Em relação às firmas, temos o repasse dessa parte da inflação aos consumidores, ou seja, com a elevação de insumos, haverá 
aumento do preço final do bem pago pelo consumidor final e, assim, os empresários continuam a receber os lucros da 
comercialização de bem e serviços de suas empresas. Da mesma forma, há reajustes de tributos repassados pelo governo para a 
população. E, portanto, quanto maior for a inflação maior será o impacto negativo sobre a distribuição de renda. 
No que tange o balanço de pagamentos, caso ocorra um aumento da inflação mais elevado do que a alta dos preços internacionais, 
os preços dos bens nacionais ficarão mais caros do que aqueles que forem produzidos em outros países. Isso se torna estímulo às 
importações de bens do exterior, enquanto as exportações diminuem e, consequentemente, a balança comercial – o saldo entre 
exportaçõesdiminuindo as importações – será menor. 
Dessa forma, Vasconcellos (2015, p. 352) explica que: 
Esse fato costuma inclusive provocar um verdadeiro círculo vicioso, se o país estiver 
enfrentando um déficit cambial. Nessas condições, as autoridades, na tentativa de minimizar o 
déficit, são obrigadas a permitir desvalorizações cambiais, as quais, depreciando a moeda 
nacional, podem estimular a colocação de nossos produtos no exterior, desestimulando as 
importações. Entretanto, as importações essenciais, das quais muitos países não podem 
prescindir, tais como petróleo e derivados, fertilizantes, equipamentos sem similar nacional, 
tornar-se-ão imediatamente mais caras, pressionando os custos de produção dos setores [...]. 
(Vasconcellos, 2015, p 352). 
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Por conta da desvalorização, haverá uma nova elevação de preços exatamente pelo aumento dos preços dos insumos que o país 
precisa importar e, assim, o ciclo de aumento de preços continua. 
Vimos anteriormente algumas das consequências que as distorções causadas pela inflação podem trazer para o cenário 
econômico. Entendemos aqui que um processo inflacionário elevado a longo prazo é extremamente prejudicial, principalmente aos 
trabalhadores que recebem salários menores, pois o seu poder de compra será impactado e diminuído, uma vez que essa parte da 
população não consegue se blindar com formas de proteção financeiras. Dessa forma, quanto menor o consumo, menor serão as 
vendas de produtos e serviços, ocasionando um menor giro da economia, que afetará inclusive a arrecadação dos tributos pelo 
Estado (VASCONCELLOS, 2015). 
Indicadores Inflacionários 
Estes indicadores visam aferir as mudanças dos preços em dada economia, o que é fundamental para controle da inflação e suas 
distorções, conforme já aprendido anteriormente. 
Os índices de inflação, tais como IPCA, INPC e IPC-Fipe, objetivam medir as flutuações da inflação em determinada economia e são 
medidos pelas variações de preços no Brasil. No entanto, é importante salientar que cada um deles possui uma particularidade em 
relação à metodologia e utilização na economia, porém, sempre visando medir as alterações no nível de preços e servir como 
alicerce para análises macroeconômicas (VASCONCELLOS, 2015). 
Os indicadores são medidos e divulgados por algumas instituições como o IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Fundação 
Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). 
O primeiro indicador que posso apresentar é aquele mais citado nos jornais: o IPCA. Trata-se do indicador referência utilizado nas 
metas de inflação. Sua sigla representa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e seu cálculo é feito pelo IBGE, sempre 
coletando dados todos os dias do mês (normalmente dois últimos dias do mês anterior e 28 dias do mês a ser calculado). O IPCA 
mede qual é o preço de uma cesta de produtos, que inclui roupas, alimentos, combustíveis etc., itens que são primordiais no dia a 
dia da população que recebe entre um e 40 salários mínimos (IBGE, [2022b]). 
Desse modo, a taxa de inflação é a variação percentual do preço médio da cesta de produtos daquele determinado mês em relação 
ao preço médio do mês anterior (HAZZAN; POMPEO, 2014). Essa taxa é medida em algumas regiões metropolitanas de São Paulo, 
Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Vitória, Curitiba, Belém, Distrito Federal, Campo Grande 
e Goiânia. 
Nosso próximo indicador é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que também é aferido pelo IBGE. Ele realiza seu 
levantamento em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços entre os dias 1 e 30 do mês. Sempre mensurando as 
variações de preço relacionadas às famílias cuja renda está entre um e cinco salários mínimos, residentes urbanos e das mesmas 
regiões metropolitanas que o IPCA mede (IBGE, [2022b]). 
O indicador IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), é medido pela FGV e mede a variação de produtos agrícolas e industriais, 
enquanto o INCC (Índice Nacional de Preços da Construção Civil) objetiva medir a variação dos preços dentro do setor da 
construção civil, incluindo materiais utilizados nas construções e mão de obra (IBGE, [2022b]). 
Temos também o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), cujo responsável 
pelo cálculo é a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP. Esse indicador mede as variações nos preços de educação, 
vestuário, alimentação, transporte e saúde, e sua medição ocorre apenas na capital de São Paulo para famílias com renda entre um 
e 20 salários mínimos (IBGE, [2022b]). 
O indicador IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é aferido pela FGV e é amplamente utilizado para reajustes de aluguéis 
imobiliários e energia elétrica. O IGP-M mede a variação de matérias-primas agrícolas e industriais, e também produtos e serviços 
finais. Esse indicador utiliza outros índices em seu cálculo como: 
IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo): monitora variações do varejo, correspondendo a 60%; 
IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor): mensura os preços de setores como alimentação e saúde, corresponde a 30% do valor 
do IGP-M; 
INCC-M (Índice Nacional de Custo de Construção): afere o custo de construção de habitações no Brasil, o que inclui materiais e 
mão de obra, corresponde a 10% do IGP-M. 
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Todos os índices possuem suas particularidades e objetivam trazer um maior controle e análise do comportamento da inflação. 
Entendemos que a inflação pode ser extremamente prejudicial à sociedade, portanto, como ela pode acabar saindo do controle do 
Estado, é importante que as pessoas se organizem e invistam em formas para lidarem de uma maneira mais simples com os 
impactos da inflação. 
A Figura 8 a seguir nos mostra a variação mensal do IPCA de 1994 até fevereiro de 2022. 
Figura 8 . Variação mensal do IPCA, 1994 a fevereiro 2022 
Fonte: IBGE ([2022c], on-line). 
Descrição de imagem: Gráfico de linha que representa a variação mensal do IPCA, isto é, da inflação desde julho de 1994 até 
novembro de 2021. No gráfico, podemos ver a linha de variação na cor azul, sendo que ela varia levemente subindo e decrescendo, 
porém no geral mantém sua trajetória constante, tendo picos em julho de 1994, em que está passando de seis pontos para então 
decair e se manter constante, tendo um pico em março de 2003 e voltando novamente à constância até novembro de 2021. 
A Figura 9 apresenta uma evolução do IPCA e vemos um pico que ocorreu em julho de 1994, em que a taxa alcançou 6,84% no mês. 
O próximo mês com uma grande alta na taxa foi em novembro de 2002, alcançando 3,02%. A partir de então, houve uma certa 
constância na variação mensal do IPCA e o último levantamento indicou uma variação de 1,01% no mês de novembro de 2021. 
A seguir (Tabela 7) é apresentado o IPCA acumulado de 1995 até 2021, ressaltando que são os índices acumulados nos meses de 
dezembro de todos os anos. 
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Tabela 7 . Variação acumulada no ano do IPCA no período de 
dezembro de 1995 a dezembro de 2021. 
Fonte: IBGE ([2022a], on-line) 
Na prática 
Vamos conhecer mais a fundo sobre a inflação? Ao abrir o QR code , vamos abordar mais sobre 
essa temática, explicando o que é deflação e hiperinflação. Além de situações que ocorreram em 
nosso país e em outras nações do mundo. Esse vídeo é fundamental para compreender ainda 
mais os aprendizados do nosso material. Vamos lá? 
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Disponível aqui 
AgregadosMonetários 
A Selic é uma das taxas de mais relevância na economia pois, de fato, tudo se conecta a ela, no que se refere a investimentos, 
financiamentos, empréstimo pessoal, empréstimos para empresas e inflação. Todas essas variáveis estão ligadas à Selic. 
Ela é considerada a taxa mãe da economia, pois é a taxa básica de juros da economia brasileira. Seu nome completo é Sistema 
Especial de Liquidação e de Custódia, e ela é controlada pelo Banco Central com negociações de títulos públicos federais. 
Segundo Vasconcellos (2015), podemos indicar dois indicadores de agregados monetários, sendo eles: 
Taxa Selic Meta: taxa de negociação dos títulos públicos estipulada pelo Banco Central por meio do Copom (Comitê de Política 
Monetária), que é o responsável pela sua regulação. As alterações da taxa Selic ocorrem a cada 45 dias e os títulos públicos 
devem ser negociados pela taxa ou percentual bem próximo ao dela. 
Taxa Selic Over: é a média ponderada das operações realizadas no sistema Selic, que são lastreadas em títulos públicos federal, 
estabelecidas pelo próprio mercado e seu prazo deve ser de um dia. 
Mas o que seria lastreada em títulos públicos ? Talvez você tenha se questionado. Isso indica as negociações que os bancos realizam 
entre si, emprestando dinheiro. A garantia é dada em títulos públicos federais, que estão na carteira dos bancos. 
Sendo assim, a diferença entre essas duas modalidades da Selic é a de que a Selic Over sempre está 0,10 abaixo da Selic Meta. Isto 
é, se a taxa Selic Meta for 8,25%, a Selic Over será 8,15%. Quando se comenta que a taxa Selic está em 11,75%, refere-se sempre à 
Selic Meta. 
Tabela 7 . Variação acumulada no ano do IPCA no período de dezembro de 1995 a 
dezembro de 2021. 
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Fonte: IBGE ([2022a], on-line) 
A taxa Selic é um instrumento fundamental de política monetária e seu principal objetivo é controlar a inflação, pois quando há 
uma elevação na Selic, o custo do crédito aumenta, diminui a circulação de moeda na economia e os empréstimos ficam caros para 
todos, incluindo as empresas. Isso desestimula investimentos das empresas em maquinários, por exemplo. Essa elevação da taxa 
Selic influencia o consumo da população, que diminuirá, e possibilita o controle da inflação. 
A situação oposta também pode acontecer. A taxa Selic pode ser utilizada para aquecer a economia e estimular o consumo. Em 
períodos em que a inflação está controlada, o governo diminui a taxa Selic, o que torna o crédito mais barato, de forma que 
empréstimos têm menores taxas de juros, estimulando o consumo e investimentos no país. 
Em pauta 
Em nosso podcast, vamos tratar de uma das variáveis mais importantes 
para a economia do país: a Selic. Esse índice é considerado a taxa mãe da 
economia e impacta o crédito do país, no que se refere a empréstimos, 
financiamentos e também aplicações financeiras. Para ouvir, basta 
acessar o QR code . Espero que goste! 
Disponível aqui 
Ação - Conexões Profissionais 
Estamos chegando ao final de nossa unidade! 
Aqui, aprendemos sobre os indicadores econômicos e vimos também como se deu a evolução da 
economia brasileira dentro dessas conjunturas específicas. 
Sendo assim, entendemos a importância desses indicadores para a economia e para a vida dos 
cidadãos brasileiros. O impacto da elevação da inflação influenciará a meta da taxa Selic que, 
consequentemente, impactará a liberação do crédito à população em geral, empresas e governo. 
Nesse sentido, cabe refletir e buscar compreender a relevância de cada um dos indicadores que 
vimos neste material didático e seu impacto no dia a dia da população. Como podemos fazer 
nossa parte? 
DICAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO: 
A inflação é variável extremamente relevante dentro da conjuntura econômica, visto que ela serve de termômetro de como a 
economia está aquecida ou não. 
Com o conhecimento aqui disponibilizado a você, torna-se mais fácil entender toda a conjuntura econômica e seus indicadores. 
Conforme mencionado, os indicadores são variáveis que possibilitam análises mais assertivas da conjuntura a curto prazo, fazendo 
com que as tomadas de decisão sejam benéficas. 
Nesse contexto, sempre esteja atento quando você vir ou ouvir falar dessas variáveis em jornais ou demais programas, para que 
sempre esteja informado sobre como está caminhando a economia do seu país. 
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Agora é com você 
Em nossa avaliação, gostaria que você realizasse uma pesquisa e apresentasse o que é hiperinflação e deflação. Além disso, 
pesquise na web e apresente situações em que foram identificadas a presença de altíssimas taxas de inflação, ou o contrário, para o 
Brasil e outros dois países de sua escolha. Lembre-se de adicionar o cenário político e econômico dos países escolhidos. 
Orientação de resposta 
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REFERÊNCIAS 
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HAZZAN, S.; POMPEO, J. N. Matemática financeira . 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 
IBGE. Portal do IBGE . Brasília, [2022a]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/ . Acesso em: 5 mar. 2022. 
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IPCA: variação mensal, acumulada no ano e peso mensal, segundo o índice geral e os grupos de produtos e serviços. IBGE , Brasília, 
[2022c]. https://sidra.ibge.gov.br/home/ipca . Acesso em: 6 mar. 2022. 
LOURENÇO, G. M.; ROMERO, M. Indicadores econômicos. In: MENDES, J. T. G. (Org.) Economia empresarial . Curitiba: Associação 
Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus, 2002. p. 27-41. 
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PESQUISA Industrial Mensal: produção física industrial por seções e atividades industriais. IBGE , Brasília, [2022e]. Disponível em: 
https://sidra.ibge.gov.br/home/pimpfbr/brasil . Acesso em: 6 mar. 2022. 
PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. IBGE , Brasília, [2020]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br 
/estatisticas/sociais/populacao/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html?=&t=o-que-e . Acesso em: 6 mar. 2022. 
PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua. IBGE , Brasília, [2022f]. Disponível em: 
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua- 
trimestral.html?edicao=34635&t=series-historicas . Acesso em: 6 mar. 2022. 
PRODUTO Interno Bruto – PIB. IBGE , Brasília, [2022g]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica 
/pib.php#:~:text=Todos%20os%20pa%C3%ADses%20calculam%20o,das%20Unidades%20da%20Federa%C3%A7 
%C3%A3o%20brasileiras . Acesso em: 8 mar. 2022. 
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VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
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https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Fexplica%2Fpib.php%23%3A~%3Atext%3DTodos%2520os%2520pa%25C3%25ADses%2520calculam%2520o%2Cdas%2520Unidades%2520da%2520Federa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520brasileiras&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw20Zm6JZJvBZgiFegSS8P73
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https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww3.bcb.gov.br%2Fsgspub%2Flocalizarseries%2FlocalizarSeries.do%3Fmethod%3DprepararTelaLocalizarSeries&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw02b7znINR6AG5y-Df1yzat
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2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação 
Flávia Fernanda da Silva Machado 
Meu nome é Flávia Machado e sou formada em Ciências Econômicas desde 2014. Já 
trabalhei na área financeira, em banco e atualmente sou professora responsável 
pelas disciplinas relacionadas à economia e contabilidade e, além disso, sou 
educadora financeira. Fiz meu mestrado em Economia, com foco em Teoria 
Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Já ministrei e elaborei 
conteúdo para disciplinas de Matemática Financeira, Economia, Finanças de Longo 
Prazo, Macroeconomia, Mapeamento e Modelagem de Processos, Estrutura 
Organizacional e Processos. 
O que não tem no meu currículo 
Lattes 
Olá, sou uma pessoa não muito paciente mas tenho muita empatia, me compadeço 
com a dor das pessoas e sempre dou o meu melhor para ajudá-las. Acredito que seja 
LinkedIn por isso que escolhi ser professora e compartilhar o que sei e, assim, melhorar a vida 
das pessoas. 
Além das aulas, atualmente faço isso compartilhando sobre finanças nas redes 
sociais, o que amo muito também! Eu realmente acredito que todos os brasileiros 
merecem uma vida melhor e faço minha parte ensinando sobre dinheiro. É um tabu, 
né?! Muita gente acredita que ter dinheiro é uma coisa ruim porque foram 
condicionados a acreditar nisso. Todos nós temos crenças enraizadas sobre diversos 
assuntos e o dinheiro é um deles. 
Por isso também gosto bastante de conversar e compartilhar sobre mentalidade, 
porque em minha concepção, tudo começa na nossa mente. Uma mente fortalecida é 
o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. Eu amo pessoas que gostem de 
conversar e tenham a mente aberta para ouvir e discutir com respeito, amo 
churrasco e adoro cozinhar doces. Mas sou uma pessoa mais introspectiva até 
conhecer a pessoa melhor e, aí sim, falo pelos cotovelos. 
Eu faço o que faço sempre com o intuito de contribuir e acredito que os livros que 
escrevo, as aulas de economia, as mentorias de finanças e tudo o mais que faço, deixa 
o mundo um pouquinho melhor. Essa é a minha forma de agradecer ao universo. 
Espero que você também tente deixar o mundo um pouquinho mais bonito em cada 
caminho que escolha para sua vida. Escolha a vida que você deseja ter e guie suas 
ações para isso, faça isso todo dia, passinho por passinho e alcance o sucesso que 
você deseja. 
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Bons estudos! 
EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho 
Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha 
Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli 
Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia 
Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo 
Supervisão do Núcleo de Produção 
de Materiais Nádila de Almeida Toledo 
Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey 
Projeto Gráfico Thayla Guimarães 
Design Educacional Giovana Vieira Cardoso 
Design Gráfico Victor Augusto Thomazini 
Ilustração Daphine Pamella Marcon 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; MACHADO , Flávia Fernanda da 
Silva. 
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Economia e Mercado. Flávia Fernanda da Silva Machado. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2022. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 370 
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ISBN 978-65-5615-843-3 
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