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<p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 1 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>ECONOMIA E</p><p>MERCADO</p><p>Avançar</p><p>Professora : Flávia Fernanda da Silva Machado</p><p>Apresentação Geral da Disciplina</p><p>Olá, caro(a) aluno(a)!</p><p>Aqui lhe mostro com muita satisfação o seu material didático da disciplina Economia e Mercado. As relações econômicas ocorrem</p><p>há milhares de anos e, obviamente, foram se refinando ao longo do tempo.</p><p>Iniciamos essa trajetória com o escambo, em que as mercadorias eram trocadas por outras mercadorias, e assim fomos avançando</p><p>até a moeda atual, estruturas de mercado complexas e políticas macroeconômicas para equilibrar o mercado. Sendo assim, nossa</p><p>disciplina possibilitará que você tenha uma visão do todo econômico, em que serão trabalhados conceitos, processos, noções e</p><p>estruturas econômicas.</p><p>A disciplina Economia e Mercado nos faz investigar diversas questões relacionadas ao funcionamento econômico, tais como lei da</p><p>oferta e demanda, estruturas do mercado e seu desempenho e impacto na atividade da economia.</p><p>Além de ainda haver a parte dos agregados macroeconômicos, ou seja, que aborda o todo tais como políticas fiscal, monetária e</p><p>cambial e outros indicadores da conjuntura econômica. Dessa forma, talvez você questione: Como essas informações econômicas</p><p>podem impactar meu dia a dia? E é para que você compreenda tais respostas que vamos adentrar nessa jornada.</p><p>Bons estudos!</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Nesta primeira unidade, você irá desenvolver a compreensão acerca do significado de economia e também entenderá quais são as</p><p>estruturas de mercado. Além disso, compreenderá sobre o funcionamento da lei da oferta e demanda.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial/unidade-1</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 1 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>Economia e as Estruturas de Mercado</p><p>O ano de 2020 foi extremamente difícil. Foi o ano em que começamos a vivenciar uma pandemia global. Pandemia se trata da</p><p>disseminação de uma doença em determinada área para outros continentes.</p><p>Apesar de a situação pandêmica agravar a situação brasileira, nosso país já estava inserido em uma crise financeira mesmo antes</p><p>da Covid-19, em que nossa dívida pública se mostrou acima de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), o desemprego atingia 12</p><p>milhões de pessoas em média e não havia um crescimento econômico sustentável (MELO; CABRAL, 2020).</p><p>Por conta das medidas empregadas para garantir o distanciamento social, a crise no Brasil se aprofundou pois houveram mudanças</p><p>no âmbito profissional como redução de jornada de trabalho, redução do salário, colaboradores trabalhando via home office e,</p><p>obviamente, os desligamentos dos funcionários e empresas encerrando suas atividades.</p><p>E, além disso, houveram impactos das demais relações econômicas que também estavam sofrendo influência da pandemia.</p><p>Sendo assim, quais são os impactos de uma pandemia para a economia de um país? As empresas precisam se reinventar para</p><p>acompanhar esse novo rumo da economia?</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial/unidade-1#h.9duk5e1evgi9</p><p>Todas as economias são divididas por ciclos, ou seja, períodos que se diferem pelas alterações da atividade econômica a longo</p><p>prazo. Essas mudanças são uma rota natural das economias pois há impactos de diversos fatores e, dessa forma, ocorrem períodos</p><p>de crescimento, estagnação ou crises econômicas.</p><p>Diante disso, conforme mencionado anteriormente, o Brasil já apresentava uma situação econômica comprometida antes da</p><p>pandemia, em que empresas de pequeno porte foram as maiores afetadas pelos impactos econômicos da crise e pandemia em que</p><p>um milhão e trezentos mil empresas (1,3 milhão) encerraram ou suspenderam as atividades de acordo com a Pesquisa Pulso</p><p>Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas. O comércio e o setor de serviços foram os mais impactados com a crise econômica.</p><p>As pandemias sempre ocorreram ao longo da nossa história, já tivemos a Peste do Egito em 430 a.C., a Peste de Cipriano no ano de</p><p>250 a 271, a Peste Negra em 1300 e a Gripe Espanhola entre 1918 e 1920. E recentemente tivemos a pandemia da gripe suína,</p><p>causada pelo vírus H1N1, e com a globalização, doenças que permaneceriam em apenas certas regiões ou países, acabam</p><p>percorrendo todo o globo e infectando pessoas de diversas nacionalidades.</p><p>E em casos como a pandemia da COVID-19, em que se torna extremamente necessário o distanciamento social para diminuição da</p><p>velocidade do contágio, o impacto sobre a economia é inevitável.</p><p>Ponto de partida</p><p>Camila Mendes é dona de uma confeitaria e seu objetivo é proporcionar sonhos por meio dos seus produtos saudáveis, tanto para</p><p>quem visa se alimentar melhor ou para aqueles que detém alguma restrição alimentar. Quando iniciou sua empresa em 2017,</p><p>Camila fez uma pesquisa e testou a demanda de seus produtos e descobriu uma oportunidade de negócio com a confeitaria</p><p>saudável. Camila se dedicou e o resultado se mostrou muito satisfatório e proporcionou um ótimo faturamento ao longo dos anos.</p><p>No início de 2020, a empresa contava com 9 funcionários em que 5 trabalhavam na produção, 2 no administrativo e 2 no comércio,</p><p>além da própria Camila que está todos os dias na loja. Porém, veio a pandemia e com ela, as restrições sociais implementadas pelo</p><p>governo para distanciamento social.</p><p>O consumo na loja era a maior fonte de faturamento da empresa e o faturamento diminuiu significativamente pois também</p><p>houveram os momentos de lockdown e a confeitaria precisou ficar de portas fechadas e com as atividades pausadas.</p><p>Camila precisa encontrar alternativas para elevar o seu faturamento e evitar que sua empresa feche suas portas definitivamente.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Camila começou a pesquisar e estudar sobre o que estava acontecendo no mundo e no ramo alimentício, pois precisava entender</p><p>mais sobre como funcionavam os mercados e também a demanda por seus produtos. E assim, Camila compreendeu que é o</p><p>mercado (de serviços e de bens) que vai definir toda a renda, preço, consumo e investimentos de um país, isto é, ambientes</p><p>considerados micro impactam no macro (no todo). E compreendeu que com a situação pandêmica, o ramo alimentício estava sendo</p><p>muito afetado.</p><p>Sendo assim, ela entendeu que tudo está interligado uma vez que o poder de compra das pessoas também é afetado, ou seja, se o</p><p>país vai bem mostra que as pessoas estão melhores financeiramente, há emprego e, portanto, consumo. E quando o país está em</p><p>crise, as pessoas estão sem emprego e sem dinheiro e, logo, não vão poder consumir.</p><p>Mas ela também entendeu que em tempos difíceis, a zona de conforto precisa ser deixada de lado. E assim deu início ao seu</p><p>marketing nas redes sociais, coisa que antes não fazia com frequência mas seria necessário para encontrar os consumidores da sua</p><p>marca online.</p><p>Com suas pesquisas, Camila entendeu que precisaria agir rápido para evitar a demissão de seus funcionários ou até que seu</p><p>estabelecimento fechasse suas portas. Nesse sentido, gostaria que você refletisse sobre quais ações são mais relevantes para o</p><p>caso da confeitaria da Camila e como ela poderia chamar a atenção dos seus consumidores.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>devem ser alterados por conta da tributação, o</p><p>que vai diminuir interferências em decisões dos agentes da economia. Isso significa que esse princípio não permite que haja efeitos</p><p>negativos sobre a eficácia econômica, uma vez que os tributos podem até corrigir a improficiência do setor privado</p><p>(VASCONCELLOS, 2015).</p><p>O segundo princípio é o da equidade. Aqui, o objetivo é distribuir o ônus do imposto de forma mais justa possível entre as pessoas.</p><p>Esse princípio se subdivide em outras duas categorias, o princípio do benefício e da capacidade de pagamento.</p><p>A subdivisão que diz respeito ao benefício trata de um imposto justo que seria aquele em que cada cidadão pagaria ao governo</p><p>uma quantia que estivesse relacionada aos benefícios que receberia do Estado. Ou seja, o cidadão paga o imposto até que esteja</p><p>igualado o valor desse tributo com os benefícios recebidos com os serviços, bens etc., oferecidos pelo Estado.</p><p>Porém, é complexo analisar e quantificar exatamente o quanto de benefício cada cidadão recebe do governo e isso não possibilita a</p><p>elaboração de curvas de demanda de cada cidadão pela utilização de bens e serviços públicos. Outro ponto é o fato de não haver</p><p>razão para cada um revelar essa informação, o que poderia elevar os valores de impostos individuais. Por esse motivo, existem as</p><p>taxas em determinados serviços estatais, como energia, transporte etc. (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>A segunda subdivisão indica que o mais correto seria que os cidadãos, incluindo pessoas e empresas, contribuíssem conforme a</p><p>capacidade de sua renda, isto é, conforme a sua capacidade de pagamento. Um exemplo prático disso, seria o próprio imposto de</p><p>renda (IR), em que uma parcela da população, que ganha menos, fica isenta e conforme a elevação da renda, há um aumento da</p><p>alíquota do imposto – quem ganha mais, paga mais ao governo. Esse tipo de tributação é classificado como progressivo. Há</p><p>também a classificação regressiva, em que quanto maior a renda, menor o valor do imposto, quando colocado em relação à</p><p>proporção de sua renda. Um exemplo de estrutura regressiva são os impostos sobre as vendas, pois todo mundo paga a mesma</p><p>quantia de imposto que está embutida naquele bem e não se considera a renda do consumidor. Há ainda a classificação de</p><p>tributação neutra, em que todos pagam a mesma alíquota de imposto em relação à sua renda.</p><p>O governo analisa alguns aspectos para apurar essa capacidade de pagamentos, como a renda, patrimônio e consumo. Entretanto,</p><p>existe um debate acerca desses aspectos para a apuração da capacidade de pagamento. Existem reflexões positivas acerca da</p><p>aplicação da renda, que está relacionada com a abrangência dessa medida, que também considera a poupança e o consumo do</p><p>indivíduo. Por exemplo, um cidadão com renda de R$ 3.500 e consumo de R$ 1.500 vai pagar uma tributação igual a uma outra</p><p>pessoa que gasta esse mesmo salário de R$ 3.500.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Sendo assim, há quem argumente que o consumo deveria ser a medida de análise, o que significa que a tributação seria sobre tudo</p><p>o que o indivíduo gasta e não sobre o que ele poupa. A discussão está sobre o fato de que o ato de poupar contribui com outras</p><p>pessoas e o consumo não teria esse efeito tão positivo. De outro lado, essa poupança pode trazer mais poder econômico ao</p><p>indivíduo e esse montante ficaria apenas com a própria pessoa que está poupando, não havendo assim a taxação. Ou seja, essa</p><p>poupança somente seria taxada quando houvesse um consumo efetivo.</p><p>Existem tipos de alíquotas que variam conforme a renda do indivíduo e o imposto sobre o consumo é o mesmo para todos.</p><p>Independentemente da renda, sempre será pago o mesmo tributo ao comprar esse bem.</p><p>Conecte-se</p><p>O preço relativo representa a relação entre mercadorias, isto é, o preço de um item em relação</p><p>ao preço de outro item. Além disso, também é fundamental que você entenda quais são os</p><p>agregados macroeconômicos. Para entender melhor essas temáticas, assista aos vídeos</p><p>indicados a seguir:</p><p>Preço relativo:</p><p>Disponível aqui</p><p>Agregados macroeconômicos:</p><p>Disponível aqui</p><p>Desse modo, entendemos os aspectos relacionados à tributação e podemos começar a discutir quais são os impactos dessa política</p><p>tributária sobre a atividade da economia de determinado país. Vimos anteriormente que a classificação tributária é progressiva,</p><p>regressiva e neutra.</p><p>O imposto de renda é classificado como progressivo e considerado mais justo dentro do âmbito fiscal. O imposto sobre vendas</p><p>seria regressivo pois o valor em dinheiro pago sobre o item adquirido é sempre o mesmo, o que equivale a um menor percentual</p><p>sobre a renda dos mais ricos e maior percentual sobre a renda dos consumidores com renda menor. Isso posto, enquanto os</p><p>tributos incluídos no sistema neutro não impactam a demanda agregada, uma vez que renda total, gasto e renda disponível (renda</p><p>total diminuindo os impostos) se elevam em taxas iguais. Um tributo progressivo desempenharia maior domínio sobre a demanda,</p><p>em uma situação de inflação elevada, a receita fiscal do governo aumentaria mais rapidamente que a renda nominal, sendo essa</p><p>renda nominal o valor total dos impostos sem o desconto da inflação, e diminuiria o consumo dessa economia.</p><p>Em um outro aspecto, numa situação de crise e recessão, a renda do consumidor encolheria e também o seu imposto. Ou seja, com</p><p>essa diminuição da renda, a alíquota de tributos seria reduzida, beneficiando o cidadão. Isso indica que a tributação do tipo</p><p>progressiva tem um efeito anticíclico sobre a economia, mais especificamente sobre a renda disponível.</p><p>Abaixo temos a Curva de Laffer que nos mostra uma questão notável sobre a relação entre o total arrecadado em impostos e a</p><p>alíquota tributária. Ela nos mostra que há uma alíquota de impostos ótima, ou seja, nesse ponto a arrecadação seria máxima. Até o</p><p>ponto ótimo, uma elevação da alíquota aumentaria a receita de tributos, porém, ao atingir essa receita máxima, incrementos na</p><p>alíquota causariam uma diminuição na arrecadação.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fapigame.unicesumar.edu.br%2Fqrcode%2F14377&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1FfqVoww5xCR-26NFvixCh</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fapigame.unicesumar.edu.br%2Fqrcode%2F14378&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2nAAQCWfhgXyeXqqmsnVlP</p><p>Figura 1. Curva de Laffer</p><p>Fonte: Vasconcellos (2015, p. 415).</p><p>Descrição da imagem: Gráfico que demonstra a relação entre arrecadação e alíquota</p><p>de imposto. A curva do gráfico se inicia em um ponto do eixo horizontal e começa a</p><p>crescer até determinado ponto, a partir daí a curva decresce até alcançar novamente</p><p>o eixo horizontal.</p><p>Interessante, não é mesmo? Observe a Figura 1 a seguir em que t* é a alíquota ótima de arrecadação tributária.</p><p>O motivo dessa diminuição do total de impostos arrecadados se daria por conta das sonegações fiscais que ocorreriam pelo</p><p>aumento da taxação dos impostos e também pelo desincentivo que se daria nos negócios.</p><p>Desse modo, a curva de Laffer também nos mostra que cortes nos impostos poderiam elevar a arrecadação tributária, elevando a</p><p>receita fiscal do governo.</p><p>Política fiscal e ciclos fiscais do Brasil</p><p>A política fiscal inclui os meios que o governo emprega para arrecadar tributos - sendo, portanto, uma política tributária - e</p><p>acompanhar as despesas - sendo uma política de gastos, desempenhada pela Secretaria do Tesouro Nacional (VASCONCELLOS,</p><p>2015). Nesse sentido, em uma situação de inflação elevada no país, o governo poderá implementar uma política fiscal restritiva</p><p>que vise diminuir essa taxa inflacionária. Uma medida utilizada, por exemplo, é a diminuição dos gastos do estado, outra é a</p><p>elevação dos tributos de determinados bens.</p><p>A política tributária é um importante instrumento de política macroeconômica, pois é utilizada para estimular</p><p>ou desestimular a</p><p>economia do setor privado por meio de ajustes no percentual de impostos de bens. Caso o objetivo do Estado seja um maior</p><p>crescimento econômico do país, as medidas implementadas serão maiores gastos do governo e menores taxas de tributação, o que</p><p>é denominado de política expansiva. Os instrumentos utilizados são os mesmos, com objetivos diferentes. Na Figura 2 a seguir, é</p><p>apresentada a taxa de crescimento da receita fiscal e do PIB entre 2000 e 2015.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 2: Taxa de crescimento da receita e PIB</p><p>Fonte: adaptado de Tesouro Nacional [2021] e IBGE [2021].</p><p>Descrição da imagem: Gráfico de linhas que compara a receita de impostos e</p><p>contribuições com o PIB brasileiro. A linha que representa a receita apresenta altos e</p><p>baixos, porém vemos constância até o ano de 2012, em que ocorre uma baixa na</p><p>linha de receitas. O mesmo ocorre com a curva do PIB, que começa a decair a partir</p><p>de 2012.</p><p>O crescimento econômico médio do Brasil, entre 2000 e 2010, foi de 3,77% ao ano, o que se reflete nas receitas do governo. É</p><p>observado que as receitas tributárias acompanham a atividade da economia e quando ocorre um crescimento do PIB, as</p><p>arrecadações também se elevam. Por outro lado, quando ocorre uma desaceleração econômica, as arrecadações vão decrescer,</p><p>como é observado a partir de 2012. Observamos isso claramente em na Figura 3, em que o percentual de arrecadação decaiu a</p><p>partir do ano de 2012.</p><p>Figura 3: Evolução das receitas de tributos e contribuições federais (por % do PIB)</p><p>Fonte: adaptado de Tesouro Nacional [2021] e IBGE [2021].</p><p>Descrição da imagem: Gráfico de uma linha que demonstra a evolução das receitas</p><p>de impostos. O gráfico inicia a linha com 14,9% de receita de impostos no ano 2000,</p><p>passando para 15,8% em 2001, 16,7% em 2002, 16% em 2003, 16,6% em 2004,</p><p>17,4% em 2005, 17,4% em 2006, 17,5% em 2007, 17,7% em 2008, 16,7% em 2009,</p><p>16,2% em 2010, 16,9% em 2011, 16,3% em 2012, 16,4% em 2013, 15,5% em 2014 e</p><p>15,1% em 2015.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Política Monetária</p><p>A política monetária administra a circulação de moeda, o crédito e a taxa de juros da economia. O Banco Central é o responsável</p><p>por analisar e implementar as medidas necessárias para controle desses itens econômicos. Desse modo, segundo Vasconcellos</p><p>(2015), existem alguns instrumentos utilizados pela política monetária para atingir seu objetivo, são eles:</p><p>Emissões;</p><p>Reservas compulsórias (percentual de depósitos dos bancos comerciais retidos junto ao Banco Central);</p><p>Open market (compra e venda de títulos públicos);</p><p>Redescontos (empréstimos que o Banco Central concede aos bancos comerciais);</p><p>Regulamentação sobre crédito e taxa de juros.</p><p>Existe certa controvérsia quando se trata dos objetivos finais da política monetária, pois estão relacionados a algumas temáticas</p><p>econômicas, tais como o trade off entre desemprego e inflação. Esse trade off , conhecido como Curva de Philips , seria uma relação</p><p>inversa entre as variáveis citadas. Ou seja, quando há maiores taxas de desemprego, há menores índices de inflação e, ainda,</p><p>quando há menores taxas de desemprego, há maiores índices de inflação.</p><p>Porém, diversos bancos centrais entendem que o objetivo fundamental da política monetária é o de alcançar a estabilidade de</p><p>preços. No entanto, na prática do dia a dia, existem diversos objetivos que os bancos centrais buscam atingir, como estabilidade da</p><p>taxa de câmbio (pois existe interação entre taxa de juros e taxa de câmbio), maior crescimento da economia e nível do emprego,</p><p>prevenção a falências de bancos e garantia da saúde do sistema financeiro (CARVALHO et al ., 2015).</p><p>Esses objetivos finais serão alcançados no longo prazo, entretanto, existem metas intermediárias que são implementadas e com</p><p>elas é possível verificar se a política utilizada trará os efeitos definidos anteriormente. Essas metas são implementadas pelo Banco</p><p>Central, sendo elas: volume de moeda ou crédito e taxa de juros de longo prazo.</p><p>A ideia central por trás do uso dessas metas é que através delas – impactando nos custos e</p><p>disponibilidade de crédito, no custo de oportunidade do dinheiro ou diretamente no nível dos</p><p>gastos dos agentes – as autoridades monetárias procuram influenciar os objetivos finais da</p><p>política, já que estes últimos não podem ser afetados diretamente pela política monetária. [...] As</p><p>metas intermediárias funcionam como indicadores de política monetária, sumariando o impacto</p><p>da política passada sobre a economia, pois: (a) fornecem ao Banco Central informações</p><p>imediatas e contínuas, importantes para verificar se os instrumentos estão tendo o impacto</p><p>desejado; (b) mais especificamente, permitem aferir se o impacto global das ações da política</p><p>está na direção de uma política expansionista ou contracionista (CARVALHO et al ., 2015, p. 167).</p><p>Temos também as metas operacionais que dizem respeito aos resultados diretos de um instrumento de política monetária e,</p><p>portanto, também se relacionam às metas intermediárias. Existem dois tipos:</p><p>determinação da taxa de juros básica de curto prazo ( overnight );</p><p>controle das reservas bancárias agregadas.</p><p>Desse modo, quando há alterações nas metas operacionais por meio de medidas de políticas monetárias, as metas intermediárias</p><p>serão impactadas.</p><p>Instrumentos de política monetária → Variáveis operacionais → Metas intermediárias → Objetivos finais da política monetária</p><p>Uma vez que compreendemos a temática de metas, podemos compreender as questões práticas das implementações de</p><p>instrumentos monetários. Nesse sentido, o primeiro ponto a elucidar é o fato de que o Banco Central não consegue manter sob</p><p>total controle a taxa de juros básica da economia e os níveis de reservas simultaneamente. São necessários ajustes para que haja o</p><p>equilíbrio. Lembre-se de que já vimos que o equilíbrio econômico, dado por desenvolvimento econômico com estabilidade de</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>preços, é uma das metas que o governo busca sempre conquistar.</p><p>Sendo assim, caso o Banco Central tenha em seu objetivo um nível específico de taxa de juros, infelizmente não haverá controle</p><p>sobre os níveis das reservas, exatamente por conta dos ajustes que deverão ocorrer. Assim, caso o Banco Central busque atingir</p><p>certa meta monetária em nível agregado, não haverá possibilidade de controlar também a taxa de juros, pois ela deverá sofrer as</p><p>oscilações necessárias juntamente com meta estabelecida.</p><p>Vamos entender essa situação por meio de um gráfico?</p><p>Imagine a seguinte situação:</p><p>Em determinado momento, há uma elevação no gasto público que foi financiado por meio de dívida pública, de forma que o</p><p>aumento na demanda agregada, que ocorre como resultado, acaba elevando os níveis de gastos e de renda, ocasionando um</p><p>aumento na demanda por moeda.</p><p>Sendo assim, o primeiro cenário que vamos analisar está apresentado na Figura 4. Nesse cenário, o Banco Central quer manter a</p><p>taxa de juros básica da economia no nível r1 e será necessário que haja ajustes na oferta monetária para corrigir o deslocamento</p><p>na função.</p><p>Figura 4 . Meta de taxa de juros</p><p>Fonte: Carvalho et al . (2015, p. 168).</p><p>Descrição da Imagem: Gráfico apresenta duas retas</p><p>descendentes que se mostram paralelas, sendo que a reta</p><p>inferior é a MD1 e a reta superior, a MD2. Cortando cada uma</p><p>delas, mostram-se duas retas verticais. A do lado esquerdo é a</p><p>MS1 e a do lado direito, a MD2. Além disso, as retas estão</p><p>sobre um plano cuja ordenada é a variável r e a abscissa é a</p><p>variável M. Existe um pontilhado horizontal a partir das</p><p>variáveis r, que estão no eixo da ordenada. A variável r1 cruza</p><p>MD1 no ponto de equilíbrio com MS1 e r1 também cruza</p><p>MD2 no ponto de equilíbrio com MS2. A variável</p><p>r2, mostra</p><p>um pontilhado apenas até a reta MS1 em que há o ponto de</p><p>equilíbrio com MD2. Ademais, há uma seta apontando para a</p><p>direita, que indica o deslocamento de MS1 para MS2.</p><p>Primeiramente, observe a reta MS1 e como ela está conectada à taxa de juros inicial r1 e à curva MD1. Sendo assim, a influência</p><p>inicialmente ocorre com a elevação da taxa de juros para r2 e, portanto, é necessário que o Banco Central eleve a oferta de moeda</p><p>de MS1 para MS2, justamente para haver a compensação desse deslocamento da demanda por moeda e manter a taxa de juros em</p><p>r1 – uma vez que manter a taxa de juros nesse nível é o objetivo desse cenário. Lembrando que o ponto de equilíbrio é aquele em</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>que as curvas se cruzam, ok?</p><p>Desse modo, conforme comentado anteriormente, o Banco Central estabeleceu uma meta de taxa de juros, entretanto, não é</p><p>possível manter o controle sobre a oferta de moeda na economia quando ocorreu a alteração na demanda pela moeda.</p><p>Em nosso segundo cenário, que podemos observar no gráfico representado na Figura 5, o Banco Central estabeleceu uma meta</p><p>para a oferta de moeda MS1 e, consequentemente, não conseguirá controlar a taxa de juros, pois ela trabalhará para ajustar a</p><p>economia.</p><p>Figura 5 . Meta de taxa de oferta de moeda</p><p>Fonte: Carvalho et al . (2015, p. 168).</p><p>Descrição da Imagem: Gráfico apresenta duas retas</p><p>descendentes que se mostram paralelas, sendo que a reta</p><p>inferior é a MD1 e a reta superior, a MD2. Uma reta vertical</p><p>(MS1) transpassa as retas verticais. Desse modo, as retas</p><p>estão sobre um plano cuja ordenada é a variável r e a abscissa</p><p>é a variável M . Existe um pontilhado horizontal a partir das</p><p>variáveis r, que estão no eixo da ordenada, o pontilhado da</p><p>variável r1 vai até o ponto de equilíbrio de MD1 com MS1. A</p><p>variável r2, mostra um pontilhado até o ponto de equilíbrio de</p><p>MS1 com MD2. Ademais, há uma seta apontando para cima ao</p><p>lado esquerdo do eixo da ordenada, indicando o aumento de</p><p>r1 para r2.</p><p>Inicialmente, temos a oferta de moeda em MS1, porém a demanda por moeda MD1 sofre alterações e se desloca para a direita</p><p>MD2. Com essa situação, é necessário que o Banco Central permita a alteração na taxa de juros que estava em r1 e altera-se para</p><p>r2.</p><p>Para finalizar nosso tópico acerca de políticas monetárias, temos um quadro que sintetiza as informações sobre instrumentos,</p><p>metas operacionais, metas intermediárias e os objetivos finais da política monetária.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Quadro 2 . Informações da política monetária</p><p>Fonte: adaptado de Carvalho et al . (2015, p. 169).</p><p>Uma informação importante para se destacar novamente é a taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, que é</p><p>definida pelo Copom do Banco Central do Brasil. A reunião ocorre com o objetivo de definir esse índice de juros juntamente com o</p><p>presidente do BC, diretores e outros chefes de departamentos da instituição.</p><p>Atenção</p><p>A Curva de Phillips é uma teoria que relaciona as taxas de inflação e o desemprego. Na prática,</p><p>serve para analisar como o desemprego impacta na inflação e vice-versa. A seguir, podemos ver</p><p>a representação dessa curva.</p><p>Figura 6 . Curva de Phillips</p><p>Fonte: Mankiw (2013, p. 751).</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Descrição de imagem: Gráfico apresenta uma reta descendente ligando o ponto B (início</p><p>superior da reta) ao ponto A (inferior da reta, parte mais baixa), reta denominada Curva de</p><p>Phillips. A reta está sobre um plano contendo o eixo da ordenada, indicando a inflação em</p><p>percentual anual e o eixo da abscissa, indicando a taxa de desemprego em percentual. O ponto A</p><p>é o ponto de equilíbrio entre a inflação de 2% ao ano e a taxa de desemprego de 7%, o que</p><p>resulta em uma produção de 15 mil. Já o ponto B é o ponto de equilíbrio entre uma inflação de</p><p>6% e taxa de desemprego de 4%, o que resulta em uma produção de 16 mil.</p><p>Política Cambial</p><p>Agora vamos compreender melhor o que é a política cambial e como ela é utilizada. Essa política tem influência sobre o setor</p><p>externo da economia, sendo a política cambial relacionada à taxa de câmbio e seu controle.</p><p>A política cambial é um conjunto de medidas que objetivam definir os regimes de taxas cambiais assim como regulamentar as</p><p>operações que envolvam o câmbio em uma nação. Isto significa que esse tipo de política definirá como se dará as transações com</p><p>esta nação e o restante dos países, regras de movimentação dos capitais, gestão da reserva, etc. Os impactos das políticas cambiais</p><p>chegam até o cidadão comum, pois influenciam os preços dos bens importados ou exportados, e isso afeta a economia nacional.</p><p>Inicialmente, vamos entender o que é taxa de câmbio? Sabemos que o mundo é globalizado, de forma que há trocas de</p><p>informações, músicas, filmes, séries e, obviamente, produtos. Portanto, essa interação é sinônimo de transações comerciais e,</p><p>consequentemente, monetárias.</p><p>Isso posto, a taxa de câmbio é o preço que a moeda estrangeira tem quando comparada à moeda nacional. Por exemplo, supondo</p><p>que a cotação do dólar esteja em R$ 5, compreendemos que cada 1 dólar vale 5 reais. Ou ainda, caso a cotação do euro esteja em</p><p>R$ 6, significa que cada 1 euro será equivalente a 6 reais. Como a taxa de câmbio é um preço, ela também segue as leis da oferta e</p><p>demanda e, nesse caso, seguirá as divisas.</p><p>A oferta de divisas vai depender da quantidade das exportações e também dos turistas e capital externo que querem entrar no</p><p>país, ou melhor, turistas que trazem moeda estrangeira para trocar por real e investidores que também objetivam realizar essa</p><p>troca.</p><p>Já a demanda de divisas vai depender da quantidade de importações e saída de capital e turistas do país, ou seja, tais agentes</p><p>trocam real por dólar. Exemplos de transações desse tipo são pagamentos de juros, amortizações de empréstimos e envio de</p><p>remessas de lucros (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Uma vez entendido o que é a taxa de câmbio, oferta e demanda de divisas, podemos entender os principais regimes cambiais que</p><p>podem ser implementados nos países. Os regimes são de câmbio fixo, câmbio flutuante ou flutuação suja. Nesse sentido, os</p><p>regimes cambiais são as disposições que vão determinar operações da taxa de câmbio pelas instituições monetárias.</p><p>No regime de câmbio fixo, a taxa será estipulada previamente e o Banco Central vai adquirir divisas a uma taxa já estipulada e</p><p>fixada. O ajuste do mercado será dado pela oferta e demanda de divisas e haverá uma valorização cambial quando a taxa fixada for</p><p>menor.</p><p>No regime de câmbio flutuante, a taxa se altera conforme a oferta e demanda das divisas, de forma que o ajuste se dá na própria</p><p>taxa de câmbio. Sendo assim, o Banco Central não precisará comprar divisas para manter a taxa fixa. Uma elevação na taxa de</p><p>câmbio indica depreciação cambial e uma diminuição, indica apreciação cambial, observe o quadro disponibilizado a seguir.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Quadro 3 . Regimes cambiais</p><p>Fonte: adaptado de Vasconcellos (2015, p. 376).</p><p>No sistema de câmbio fixo, haverá a vantagem da previsibilidade do mercado, ou seja, exportadores e importadores poderão</p><p>anteceder condições e prever operações; outra vantagem se mostra no preço dos bens importados e isso contribui para um maior</p><p>controle inflacionário. Porém, também existem desvantagens do câmbio fixo, como as reservas que ficam suscetíveis às</p><p>especulações e, assim, ocorre o aumento da taxa de juros. Os impactos desse aumento são negativos sobre o emprego,</p><p>investimentos e produção, além de invalidar a utilização de políticas monetárias. Outro ponto negativo ocorre por conta do</p><p>estímulo que há, no câmbio fixo, às importações, gerando déficit</p><p>na balança comercial (exportações – importações)</p><p>(VASCONCELLOS, 2015).</p><p>No regime flutuante também há aspectos negativos, como a volatilidade do mercado exterior e aumento de preço de importados.</p><p>Mas esse regime apresenta a vantagem de o Banco Central não precisar utilizar as reservas cambiais e, desse modo, a política</p><p>monetária pode ser utilizada.</p><p>Já a flutuação suja (câmbio administrado) vai ocorrer quando o BC realizar intervenções no preço da moeda em um regime de</p><p>câmbio flutuante. Sendo assim, o estado irá intervir em algumas situações, por exemplo, impedindo uma depreciação ou</p><p>supervalorização para proteção do câmbio local. Sendo assim, quando há intervenções para desvalorizar a moeda, o objetivo vai</p><p>ser conseguir condições melhores e mais benéficas para as exportações (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Na prática</p><p>Vamos conhecer mais a fundo sobre as políticas macroeconômicas? Ao acessar o link, você irá se</p><p>aprofundar nessa temática e na explicação de cada uma dessas políticas tão essenciais dentro da</p><p>economia. Esse vídeo é fundamental para compreender ainda mais os aprendizados do nosso</p><p>material. Vamos lá?</p><p>Disponível aqui</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fvimeo.com%2F861337573%2F8d230a5d93%3Fshare%3Dcopy&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0dz5iRb6MrgeAV1bp1RKmB</p><p>Em pauta - podca st</p><p>Em nosso podcast, vamos compreender mais acerca da teoria que relaciona as taxas de inflação</p><p>e o desemprego. Para ouvir, basta acessar o link. Espero que goste!</p><p>Ação - Conexões Profissionais</p><p>Estamos chegando ao fim da nossa unidade!</p><p>Nesta unidade, aprendemos sobre as políticas macroeconômicas, funções do Estado, estrutura</p><p>da análise da macroeconomia, metas econômicas e os instrumentos empregados para alcançá-</p><p>las.</p><p>Neste ponto, vamos relembrar a atividade solicitada a você lá no início da nossa unidade. Foi</p><p>pedido a você que organizasse informações acerca das metas macroeconômicas e seus</p><p>conceitos. Dessa forma, vamos ver a seguir alguns desses elementos da macroeconomia.</p><p>As metas macroeconômicas são:</p><p>Estabilidade de preços: evitar que a inflação atinja níveis elevados, uma vez que poderá ser</p><p>afetada mais severamente a classe de trabalhadores e, além disso, altas taxas inflacionárias</p><p>geram distorções sobre a distribuição de renda, mercados e contas externas do país.</p><p>Equilíbrio externo: buscar o equilíbrio para que não seja necessário utilizar as reservas</p><p>cambiais em caso de déficits ou, ainda, em caso de superávits haver altas entradas de dólar no</p><p>país, o que forçaria o Banco Central a emitir mais dinheiro para compensar.</p><p>Crescimento econômico e do emprego: crescimento da renda per capita de um país e</p><p>aumento dos níveis de emprego, pois se houver capacidade ociosa, existirá a possibilidade de</p><p>elevar a produção e o emprego.</p><p>Distribuição de renda: busca da melhoria de renda para toda a população.</p><p>As políticas fiscal, monetária e cambial são implementadas com o objetivo de atingir as metas</p><p>econômicas estipuladas, por exemplo, a meta inflacionária que vai envolver tanto políticas fiscais</p><p>como monetárias.</p><p>DICAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO:</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Como dica, trago a seguir uma imagem criada a partir de informações disponibilizadas pelo Banco Central:</p><p>Figura 7 . Horizonte de transmissão dos efeitos do juro básico na inflação</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um infográfico intitulado Horizonte de</p><p>Transmissão dos Efeitos do Juro Básico na Inflação , que apresenta uma rodovia, com</p><p>placas enumeradas de 1 a 4 em suas bordas, e, ao centro, há um marcador de</p><p>localização com o texto Inflação sob controle . A placa 1 apresenta o seguinte texto:</p><p>Copom fixa a meta da taxa básica de juros – SELIC ; na placa 2, lê-se: Alinhamento de</p><p>expectativas: a taxa Selic influencia o custo do crédito na nação ; na placa 3: Consumidores</p><p>e empresas reagem às mudanças (decisões de custo e investimento) e na placa 4: Reação</p><p>das empresas/consumidores influencia os preços . Ao lado do marcador, há o seguinte</p><p>texto: O efeito da taxa Selic sobre a inflação será de, em média, 6 a 9 meses para ser</p><p>significativo .</p><p>Na Figura 7, vemos um horizonte dos efeitos da taxa de juros básica da economia sobre a inflação.</p><p>Num primeiro momento, a taxa de juros é fixada e, assim, ela vai influenciar o custo do crédito para as pessoas. Esse impacto vai</p><p>influenciar as decisões de consumo e investimentos dos consumidores e também das empresas e, dessa forma, haverá o impacto</p><p>sobre os preços dos bens e serviços da economia.</p><p>Agora é com você</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Neste momento, gostaria que você realizasse uma pesquisa minuciosa e apresentasse em formato de texto ou tabela, as seguintes</p><p>informações:</p><p>Quais são os principais instrumentos de política monetária? quais são as metas operacionais e intermediárias e os objetivos</p><p>finais da política monetária?</p><p>Além disso, considerando a relação entre taxa de câmbio e política monetária, explique o que ocorre quando a taxa de juros</p><p>aumenta.</p><p>Orientação de resposta</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CARVALHO, F. J. C. et al . Economia monetária e financeira: teoria e política. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.</p><p>DORNBUSH, R.; FISCHER, S.; STARTZ, R. Macroeconomia . São Paulo: McGraw-Hill, 2006.</p><p>HALL, R. E.; LIEBERMAN, M. Microeconomia: princípios e aplicações. São Paulo: Cengage Learning, 2003.</p><p>IBGE. Página inicial. Brasília, [2021]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/ . Acesso em: 21 fev. 2022.</p><p>MANKIW, N. G. Introdução à economia . 6. ed. norte-americana. São Paulo: Cengage Learning, 2013.</p><p>MINISTÉRIO DA ECONOMIA (Secretaria do Tesouro Nacional). Estimativa da carga tributária bruta do governo geral, 2020 .</p><p>Brasília: Ministério da Economia, 2021. Disponível em: https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/carga-tributaria-do-</p><p>governo-geral/2020/114?ano_selecionado=2020 . Acesso em: 21 fev. 2022.</p><p>OFERTA agregada e demanda agregada. [S. l: s. n.], 2018. 1 vídeo (10 min). Publicado pelo canal Claudio Branchieri. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Ry7rtH9FCMc . Acesso em: 21 fev. 2022.</p><p>PREÇO relativo: dicionário de economia #01. [S. l: s. n.], 2021. 1 vídeo (1 min). Publicado pelo Canal Grundrisse. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ZmLudesNrlE . Acesso em: 21 fev. 2022.</p><p>TESOURO NACIONAL. Página inicial. Brasília, [2021]. Disponível em: https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br . Acesso em: 21</p><p>fev. 2022.</p><p>VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/referências</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2xCKHRFjCUljyzbde-hh5V</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.tesourotransparente.gov.br%2Fpublicacoes%2Fcarga-tributaria-do-governo-geral%2F2020%2F114%3Fano_selecionado%3D2020&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0L9qTPfKLu2DsaAoL3Jazl</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.tesourotransparente.gov.br%2Fpublicacoes%2Fcarga-tributaria-do-governo-geral%2F2020%2F114%3Fano_selecionado%3D2020&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0L9qTPfKLu2DsaAoL3Jazl</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Ry7rtH9FCMc</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ZmLudesNrlE</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Ftesouronacional%2Fpt-br&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0ios2dMYLFcjEK_f5VcgVn</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>Flávia Fernanda da Silva Machado</p><p>Meu nome é Flávia Machado e sou formada em Ciências Econômicas desde 2014. Já</p><p>trabalhei na área financeira, em banco e atualmente sou professora responsável</p><p>pelas disciplinas relacionadas à economia e contabilidade e, além disso, sou</p><p>educadora financeira. Fiz meu mestrado em Economia, com foco em Teoria</p><p>Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Já ministrei e elaborei</p><p>conteúdo para disciplinas de Matemática Financeira, Economia, Finanças de Longo</p><p>Prazo, Macroeconomia, Mapeamento e Modelagem de Processos, Estrutura</p><p>Organizacional e Processos.</p><p>O que não tem no meu currículo</p><p>Lattes</p><p>Olá, sou uma pessoa não muito paciente mas tenho muita empatia, me compadeço</p><p>com a dor das pessoas e sempre dou o meu melhor para ajudá-las. Acredito que seja</p><p>LinkedIn por isso que escolhi ser professora e compartilhar o que sei e, assim, melhorar a vida</p><p>das pessoas.</p><p>Além das aulas, atualmente faço isso compartilhando sobre finanças nas redes</p><p>sociais, o que amo muito também! Eu realmente acredito que todos os brasileiros</p><p>merecem uma vida melhor e faço minha parte ensinando sobre dinheiro. É um tabu,</p><p>né?! Muita gente acredita que ter dinheiro é uma coisa ruim porque foram</p><p>condicionados a acreditar nisso. Todos nós temos crenças enraizadas sobre diversos</p><p>assuntos e o dinheiro é um deles.</p><p>Por isso também gosto bastante de conversar e compartilhar sobre mentalidade,</p><p>porque em minha concepção, tudo começa na nossa mente. Uma mente fortalecida é</p><p>o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. Eu amo pessoas que gostem de</p><p>conversar e tenham a mente aberta para ouvir e discutir com respeito, amo</p><p>churrasco e adoro cozinhar doces. Mas sou uma pessoa mais introspectiva até</p><p>conhecer a pessoa melhor e, aí sim, falo pelos cotovelos.</p><p>Eu faço o que faço sempre com o intuito de contribuir e acredito que os livros que</p><p>escrevo, as aulas de economia, as mentorias de finanças e tudo o mais que faço, deixa</p><p>o mundo um pouquinho melhor. Essa é a minha forma de agradecer ao universo.</p><p>Espero que você também tente deixar o mundo um pouquinho mais bonito em cada</p><p>caminho que escolha para sua vida. Escolha a vida que você deseja ter e guie suas</p><p>ações para isso, faça isso todo dia, passinho por passinho e alcance o sucesso que</p><p>você deseja.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Flattes.cnpq.br%2F7646275502126724&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3A2u9_DDdtlpqv6238l4YW</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.linkedin.com%2Fin%2Fflavia-fernanda-machado&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1gvxpZSfWFbW6EpgCyAqzn</p><p>Bons estudos!</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO UNICESUMAR</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho</p><p>Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha</p><p>Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli</p><p>Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia</p><p>Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo</p><p>Supervisão do Núcleo de Produção</p><p>de Materiais Nádila de Almeida Toledo</p><p>Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey</p><p>Projeto Gráfico Thayla Guimarães</p><p>Design Educacional Giovana Vieira Cardoso</p><p>Design Gráfico Victor Augusto Thomazini</p><p>Ilustração Daphine Pamella Marcon</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; MACHADO , Flávia Fernanda da</p><p>Silva.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Economia e Mercado. Flávia Fernanda da Silva Machado.</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2022.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título.</p><p>CDD - 22 ed. 370</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>ISBN 978-65-5615-843-3</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>ECONOMIA E</p><p>MERCADO</p><p>Avançar</p><p>Professora : Flávia Fernanda da Silva Machado</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Nesta terceira unidade, você aprenderá mais acerca dos indicadores da conjuntura econômica, sua importância e principais</p><p>categorias. Além disso, serão apresentados dados da evolução da economia brasileira, como exportações, taxa de inflação, número</p><p>de desocupados, entre outros.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial/unidade-3</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>Economia: Indicadores e Evolução</p><p>Os indicadores econômicos fazem parte da nossa rotina mesmo que não saibamos. O IPCA, por exemplo, mede a inflação e Selic é a</p><p>taxa básica de juros da nossa economia.</p><p>Mesmo que nem pensemos nessas variáveis, elas impactam grandemente nossa vida em diversos aspectos, tais como compras no</p><p>supermercado, lojas, investimentos em títulos públicos, empréstimos, financiamentos etc.</p><p>Desse modo, compreendendo o envolvimento dos indicadores econômicos em nosso dia a dia, como a comparação dos dados de</p><p>um determinado indicador ao longo do tempo favorece a análise econômica?</p><p>Em primeiro lugar, vamos entender o que são os indicadores econômicos?</p><p>Os indicadores são levantamentos estatísticos que objetivam determinar ou indicar determinado cenário. Ou seja, os indicadores</p><p>apontam, com base em dados e análises estatísticas, qual o desempenho da variável levantada (CARVALHO et al ., 2015).</p><p>Com esse caminho apontado, os indicadores são uma maneira de traçar planos baseados nas flutuações da economia com maior</p><p>assertividade nas tomadas de decisões, tornando possível prever situações que poderiam acontecer e que podem ser contornadas</p><p>com os instrumentos de políticas econômicas, principalmente situações relacionadas ao desempenho da economia.</p><p>Em relação à comparação de um determinado indicador com ele próprio, podemos exemplificar o IPCA. Esse indicador está</p><p>relacionado aos preços e mede a taxa de aumento do nível geral de preços em âmbito nacional. Sendo assim, esse índice impacta</p><p>toda a economia do país, pois mede a inflação, o aumento generalizado de preços. Essas medições do IPCA ocorrem mensalmente</p><p>pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que nos fornece o crescimento ou decrescimento dessa taxa mês a mês,</p><p>possibilitando que as autoridades possam tomar determinadas decisões a partir desses dados apresentados.</p><p>Em situações em que a inflação se mostra muito alta, o governo implementa medidas de desaceleração</p><p>da economia exatamente</p><p>para frear o consumo e retirar moeda de circulação. Caso o país esteja com uma deflação ou inflação dentro dos parâmetros, o</p><p>governo poderá implementar medidas para o crescimento econômico, como a liberação do FGTS, por exemplo, utilizada para</p><p>injetar moeda na economia e fomentar o consumo (VASCONCELLOS, 2015). Isso demonstra que os indicadores econômicos são</p><p>ferramentas fundamentais para as análises econômicas e tomada de decisões.</p><p>Agora vamos entender na prática o que são os indicadores e para que eles servem. Para isso, te convido a escolher dois indicadores</p><p>que considere de maior impacto na economia e descrever seu conceito. O que ele mede e como o faz? Quais são os impactos</p><p>diretos e indiretos no dia a dia da população brasileira?</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial/unidade-3#h.9duk5e1evgi9</p><p>Os indicadores econômicos também influenciam certos tipos de investimentos. Você sabia disso? Alguns exemplos são o Tesouro</p><p>Direto, a Poupança e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), pois o rendimento desses ativos está atrelado à Selic.</p><p>A Selic é a taxa básica de juros da economia e é uma ferramenta utilizada pelas instituições monetárias para controlar a inflação.</p><p>Como ela é a taxa básica de toda a economia, significa que ela influencia todas as demais taxas de juros do Brasil, como</p><p>financiamentos, empréstimos, investimentos, etc.</p><p>A taxa Selic, conforme mencionado, é a principal ferramenta de controle da inflação e, portanto, quando a economia está mais</p><p>aquecida, ela aumenta. Isso ocorre, pois a Selic impacta todas as demais taxas de juros da economia, elevando-as também. Assim, o</p><p>crédito se torna mais caro. Cabe deixar claro que isso não vai acontecer apenas com os consumidores, mas também com as</p><p>empresas e o Estado.</p><p>Por outro lado, quando a economia está desestimulada e a inflação está controlada, a Selic será baixada para que o crédito fique</p><p>mais barato, haja mais dinheiro em circulação na economia e, consequentemente, mais consumo.</p><p>Conforme tratamos, os indicadores econômicos são extremamente úteis para diagnosticar a situação de um país a curto prazo. Por</p><p>meio da análise desses índices, é possível constatar determinados momentos em que será necessária uma tomada de decisão e</p><p>analisar o mercado nacional.</p><p>Indicadores Econômicos</p><p>Já compreendemos que os indicadores econômicos se relacionam às informações obtidas por levantamentos estatísticos que vão</p><p>indicar comportamentos de determinada parte da economia, servindo para as tomadas de decisões e implementação de medidas</p><p>econômicas. Esses indicadores podem fornecer informações tanto de comportamento agregado como individual de uma região ou</p><p>país.</p><p>Sendo assim, eles são essenciais para dar uma visão a curto prazo e auxiliar nas decisões relacionadas às áreas de sua incumbência,</p><p>tanto para o Estado quanto para empresas e a população em geral.</p><p>Agora vamos compreender a classificação dos principais indicadores econômicos, qual é o seu conceito, objetivo e como se dá sua</p><p>medição. Segundo Vasconcellos (2015), os indicadores podem ser divididos em cinco subgrupos:</p><p>a) nível de atividade;</p><p>b) setor externo;</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>c) setor público;</p><p>d) agregados monetários;</p><p>e) preços.</p><p>Nível de atividade</p><p>Os indicadores que estão incluídos na categoria de nível de atividade representam uma indicação do contexto geral das variáveis</p><p>que são mais tendenciosas às flutuações que ocorrem ciclicamente no lado real economia, de modo que eles são o Produto Interno</p><p>Bruto (PIB), estatísticas de desemprego e produção industrial (LOURENÇO; ROMERO, 2002).</p><p>Uma vez que entendemos o contexto geral dessa subcategoria de indicadores, podemos iniciar e compreender cada um deles</p><p>individualmente e suas características. Iniciando pelo PIB, veremos que essa variável indica o somatório de todos os bens finais</p><p>produzidos por uma cidade, estado ou nação em um dado período de tempo. Esse levantamento torna possível o acompanhamento</p><p>ao longo do tempo desse indicador e possibilita a análise de toda a evolução do contexto geral de um país. Por esse motivo, trata-se</p><p>de um indicador extremamente relevante no contexto econômico, pois representa o valor agregado de toda a produção final de</p><p>bens e serviços produzidos em dado momento.</p><p>O PIB é medido pelo IBGE, que usa a metodologia indicada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento ocorre</p><p>por meio de uma sistematização de informações primárias e secundárias averiguadas pela instituição. Algumas são produzidas por</p><p>ela e outras provém de fontes externas (IBGE, [2022g]). O PIB oficial leva em conta os dados anuais da atividade produtiva de bens</p><p>e serviços finais, porém também existe uma previsão que é realizada trimestralmente para fornecer um panorama do valor anual.</p><p>Abaixo, estão listadas algumas das fontes que o IBGE utiliza para cálculo do PIB (IBGE, [2022g]):</p><p>Balanço de Pagamentos - Banco Central;</p><p>Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) - Secretaria da Receita Federal;</p><p>Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) - FGV;</p><p>Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - IBGE;</p><p>Produção Agrícola Municipal (PAM) - IBGE;</p><p>Pesquisa Anual de Comércio (PAC) - IBGE;</p><p>Pesquisa Anual de Serviços (PAS) - IBGE;</p><p>Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) - IBGE;</p><p>Pesquisa Industrial Anual - Empresa (PIA-Empresa) - IBGE;</p><p>Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) - IBGE;</p><p>Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) - IBGE;</p><p>Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) - IBGE.</p><p>Dessa forma, com o cálculo do PIB, torna-se possível realizar análises, como comparar a economia do Brasil com a de outros países,</p><p>delinear a trajetória dessa variável ao longo do tempo e também analisar o PIB per capita, entre outras.</p><p>Conecte-se</p><p>O PIB per capita é o valor do produto interno bruto dividido pela</p><p>quantidade da população daquele país ou região. Dessa forma, é possível</p><p>mensurar o quanto caberia a cada cidadão caso o valor fosse dividido em</p><p>partes iguais. Para entender melhor esse indicador, acesse o QR code e</p><p>assista ao vídeo.</p><p>Disponível aqui</p><p>Na Tabela 4, podemos observar qual foi o PIB dos estados brasileiros no ano de 2019.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fapigame.unicesumar.edu.br%2Fqrcode%2F17589&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2fiWx4ilsjJDYqP-F7sVz5</p><p>Tabela 4. PIB: unidades da federação do Brasil.</p><p>Tabela 4 . PIB: unidades da federação do Brasil.</p><p>Fonte: IBGE ([2022g], on-line).</p><p>Dessa forma, o estado com o maior produto interno bruto foi São Paulo com um PIB de R$ 2,3 trilhões, seguido pelo Rio de Janeiro</p><p>com R$ 779,9 bilhões e Minas Gerais com R$ 651,9 bilhões (IBGE, [2022g]).</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Os estados que apresentaram os menores valores de PIB foram Roraima, Acre e Amapá, sendo que todos estão localizados na</p><p>região Norte do país.</p><p>Sendo assim, o PIB vai medir apenas a produção de bens finais para que não ocorram contagens duplicadas. Mas por que poderia</p><p>acontecer essa contagem dupla?</p><p>Imagine o seguinte: uma nação produz R$ 200 de trigo, R$ 400 de farinha de trigo e R$ 600 de pão. Você pode me dizer qual o</p><p>valor do PIB nesse caso? Se você respondeu R$ 600, está absolutamente correto! Isso acontece, pois para se produzir o pão, foi</p><p>necessária a utilização da farinha e para produzi-la foi necessário o trigo. Desse modo, os valores desses insumos já estão incluídos</p><p>no preço do pão, que é vendido ao</p><p>consumidor. E é exatamente isso, os produtos e serviços medidos para calcular o PIB são esses</p><p>bens adquiridos pelos consumidores e, portanto, consideram os tributos dos bens comercializados (IBGE, [2022g]).</p><p>Uma informação importante para ressaltar é que o PIB não representa uma reserva de valor que seja sinônimo de riqueza ou</p><p>acúmulo monetário. Ou seja, o PIB não é uma reserva monetária que pode ser utilizada para gastos do governo, por exemplo.</p><p>Como apreendido, ele é um fluxo dos valores dos bens e serviços produzidos em um determinado período de tempo, sendo assim,</p><p>caso não haja produção de bens finais em um período, não haverá PIB para ser medido.</p><p>Em nossa Tabela 5, são apresentados os valores a preços correntes do quarto trimestre de 2021.</p><p>Tabela 5 . PIB: 4º trimestre de 2021 a preços correntes</p><p>Fonte: IBGE ([2022a], on-line).</p><p>Nela podemos identificar os valores do PIB separados por categorias, quais sejam: agropecuária, indústria e serviços. A categoria</p><p>de serviços foi a que obteve o maior valor corrente de produto interno bruto com um total de R$ 1,4 trilhão, seguida por R$ 416,9</p><p>bilhões da indústria e R$ 80,9 bilhões da agropecuária.</p><p>Logo abaixo dessas variáveis, temos o valor adicionado a preços básicos , que é a soma dos valores da agropecuária, indústria e</p><p>serviços, que somada aos impostos líquidos resulta no PIB a preço de mercado. Logo abaixo temos também os valores das</p><p>exportações e importações do quarto trimestre de 2021. As exportações do quarto trimestre resultaram em um valor de R$</p><p>439.887 milhões de e as importações de bens foram de R$ 463.440 milhões, de modo que as importações superaram as</p><p>exportações nesse período, resultando em déficit da balança comercial. Em 2021, o crescimento do PIB foi de 4,6% com o total</p><p>anual de R$ 8,7 trilhões (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Atenção</p><p>O valor adicionado bruto a preços básicos diz respeito ao valor que a atividade econômica</p><p>agrega aos bens e serviços que são consumidos no seu processo produtivo.</p><p>O próximo índice é a produção industrial que indica a variação da produção física industrial, obtida por meio da Pesquisa Industrial</p><p>Mensal (PIM-PF) e calculada pelo IBGE. Esse indicador denota a evolução do produto real da indústria extrativa e de</p><p>transformação no curto prazo, conforme podemos observar na Tabela 6, a seguir.</p><p>Tabela 6. PIM-PF - Produção física industrial por seções e atividades industriais</p><p>Fonte: adaptado de IBGE ([2022e], on-line).</p><p>Desse modo, na tabela, temos alguns tipos de atividades industriais e seu desempenho no curto prazo. Por exemplo, a indústria</p><p>geral teve seu índice mensal em 92,8 unidades, o que indica que a variação percentual mensal decaiu em 7,2%. Por outro lado, a</p><p>indústria de fabricação de produtos do fumo cresceu sua produção em 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.</p><p>Nosso próximo indicador relacionado ao nível de atividade é o desemprego, e essa é uma variável que causa preocupação quando a</p><p>taxa está alta, pois afeta o consumo das famílias. Esse indicador costumava ser medido pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME),</p><p>mas ela foi encerrada em março de 2016. Essa taxa era medida pela relação entre a quantidade de pessoas que estão</p><p>desempregadas e a população economicamente ativa. Mais uma vez, era o IBGE a instituição que realizava a PME, iniciada em</p><p>1984, envolvendo as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. Essa</p><p>pesquisa tinha o objetivo de realizar um levantamento do desemprego para a população em idade ativa acima de quinze anos, que</p><p>havia procurado emprego durante a semana anterior à visita do pesquisador (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Atualmente, a medição do desemprego considera pessoas acima de 14 anos, que buscam trabalho, porém não conseguiram ainda.</p><p>Isto é, o fato de a pessoa não estar trabalhando não significa que ela possa ser considerada desempregada. Por exemplo, um</p><p>universitário que se dedica apenas aos estudos não é um desempregado, pois não está buscando um emprego, assim como uma</p><p>pessoa que dedica seu tempo a cuidar do lar e não trabalhar em outro lugar. Um outro exemplo de situação seria a de uma</p><p>empreendedora que trabalha em seu próprio negócio, ela não é desempregada.</p><p>Dessa forma, o IBGE realiza a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cuja metodologia exclui o</p><p>universitário e a pessoa que trabalha cuidando do lar da força de trabalho nacional, mas admite que a empreendedora é ocupada. A</p><p>PNAD Contínua objetiva medir flutuações trimestrais, assim como a evolução da força de trabalho do país considerando o curto,</p><p>médio e longo prazos. Ela também vai medir outras variáveis que são necessárias para a investigação e análise do desenvolvimento</p><p>socioeconômico nacional (IBGE, 2020).</p><p>Figura 1 . População brasileira, de acordo com as divisões do mercado de trabalho, 4º trimestre 2021.</p><p>Fonte: IBGE ([2022a], on-line).</p><p>Descrição de imagem: Gráfico em formato de pizza, indicando a porcentagem das divisões de trabalho. A parte azul representa</p><p>quase metade da totalidade do gráfico e representa os ocupados que são 95.747 mil pessoas. As pessoas que estão fora da força de</p><p>trabalho são 64.525 mil pessoas, representadas pela parcela em verde. Pessoas que estão abaixo da idade de trabalhar são</p><p>indicadas pela cor cinza e representam 40.905 mil pessoas. E, por fim, temos a cor vermelha que indica os desocupados que são</p><p>12.011 mil pessoas.</p><p>Atualmente, conforme podemos visualizar em nossa Figura 1, a maior parte da população brasileira (95.747 mil pessoas) está</p><p>ocupada enquanto uma parcela considerável está fora da força de trabalho (64.525 mil pessoas) e uma menor parcela está</p><p>desocupada (12.011 mil pessoas). É importante ressaltar que esses dados consideram apenas o quarto trimestre de 2021 e não as</p><p>informações totais de toda a população brasileira.</p><p>Nossa próxima figura (Figura 2) aponta a variação do desemprego a partir do primeiro trimestre de 2019 até o quarto trimestre de</p><p>2021. Observando o gráfico, o desemprego estava em queda até o final de 2019, com um aumento significativo até o terceiro</p><p>trimestre de 2020 e, a partir desse ponto, a taxa voltou a diminuir.</p><p>Os maiores índices de desemprego ocorreram no terceiro trimestre de 2020 e primeiro trimestre de 2021, enquanto o indicador</p><p>teve seu menor percentual nos últimos trimestres de 2019 e 2021, com 11,1% de desocupação. Desse modo, a taxa de</p><p>desocupação vem diminuindo desde o início de 2021, mantendo a tendência de queda por conta da retomada da economia.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 2 . Variação de desocupação trimestral – Brasil</p><p>Fonte: PNAD Contínua, IBGE ([2022f], on-line).</p><p>Descrição de imagem: Gráfico que indica a variação da desocupação desde o</p><p>primeiro trimestre de 2019 até o quarto trimestre de 2021 no Brasil. As linhas do</p><p>gráfico são retas que diminuem e aumentam conforme a variação identificada pela</p><p>variável desocupação. Inicialmente, o gráfico se mostra decrescente até alcançar seu</p><p>menor ponto no quarto trimestre de 2019, após esse momento, a reta começa a se</p><p>elevar alcançando seus picos no terceiro trimestre de 2020 e primeiro trimestre de</p><p>2021, para depois decair novamente.</p><p>Em nosso gráfico, representado na Figura 3, vemos um comparativo da taxa de desocupação (desemprego) entre o Brasil e suas</p><p>regiões para o quarto trimestre de 2021.</p><p>Figura 3 . Taxa de desocupação no Brasil e nas grandes regiões, 4º trimestre 2021.</p><p>Fonte: IBGE ([2022a], on-line).</p><p>Descrição de imagem: Gráfico em barras que indica a taxa de desocupação no Brasil de acordo com as</p><p>regiões para o quarto trimestre de 2021. Nele, vemos seis barras. A primeira à esquerda</p><p>indica o Brasil e ao</p><p>lado estão as barras seguintes que representam o Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste,</p><p>respectivamente. A maior barra é a do Nordeste e a menor, a do Sul.</p><p>Podemos observar em nosso gráfico que a taxa de desocupação do Brasil está em 11,1% e em suas regiões equivale a:</p><p>Norte: 11,2%;</p><p>Nordeste: 14,7%;</p><p>Sudeste: 11,2%;</p><p>Sul: 6,7%;</p><p>Centro-Oeste: 8,4%.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Desse modo, as regiões com as menores taxas de desocupação foram o Sul e o Centro-Oeste com 6,7% e 8,4%, respectivamente.</p><p>Setor Externo</p><p>As transações entre agentes econômicos não se limitam às fronteiras de uma nação. Com a globalização, essa situação se</p><p>intensificou, sendo que os países, por diversas vezes, dependem uns dos outros. Desse modo, os países não detêm absolutamente</p><p>todos os itens necessários à sua produção e precisam buscar esses insumos em solos internacionais, importando tais itens.</p><p>Sendo assim, sabemos que cada país possui a sua própria moeda e para que haja transações entre as nações, é importante</p><p>estabelecer uma taxa de câmbio, isto é, o preço da moeda do país estrangeiro em termos da moeda nacional. Ou seja, digamos que</p><p>o Brasil deseja importar um maquinário dos Estados Unidos, e esse bem custe US$ 1 milhão (um milhão de dólares). Para que seja</p><p>possível mensurar quanto custa a máquina em real, temos a taxa de câmbio que irá converter o valor de dólar para real. Na cotação</p><p>da data de hoje, a máquina custaria R$ 5.170 mil (cinco milhões e cento e setenta mil reais).</p><p>Desse modo, segundo Vasconcellos (2015), existem alguns indicadores relacionados ao setor externo, sendo eles:</p><p>Exportações: valor monetário das vendas e remessas de bens e serviços para o exterior. Tais vendas devem ser realizadas por</p><p>agentes que residam no Brasil.</p><p>Importações: valor monetário das compras e ingressos de bens e serviços vindos do exterior.</p><p>Pudemos visualizar essas duas variáveis na Tabela 5, que mostrou o PIB para o quarto trimestre de 2021 a preços correntes. Agora</p><p>podemos visualizar a evolução da exportação e importação no Brasil desde 1996 até 2021 por meio da Figura 4.</p><p>Figura 4 . Exportação e importação de bens e serviços – valores a preços correntes (milhões de reais), 1996</p><p>a 2021.</p><p>Fonte: IBGE ([2022a], on-line).</p><p>Descrição de imagem: Gráfico de linhas que mostra a evolução das exportações e importações brasileiras</p><p>de 1996 até 2021. A linha azul representa a exportação e a linha preta, a importação. O gráfico inicia sua</p><p>trajetória no primeiro trimestre de 1996 mais próximo do zero, com as duas linhas se mantendo constantes</p><p>e bem próximas até o primeiro trimestre de 1999. Após esse período, as linhas começam a ser crescentes e</p><p>a partir do terceiro trimestre de 2003, a linha de exportação se torna maior que a de importação, o que se</p><p>mantém até o primeiro trimestre de 2008, quando elas estão unidas novamente. Após 2009, as exportações</p><p>se mostram menores até o terceiro trimestre de 2015, superando as importações no segundo trimestre de</p><p>2016. As duas linhas continuaram sua trajetória ascendente até o terceiro trimestre de 2021.</p><p>Conforme podemos observar, houve uma evolução tanto nas exportações do Brasil para o exterior quanto nas importações de</p><p>bens do exterior para cá. Desde 1996, as duas variáveis vêm crescendo e, a partir do terceiro trimestre de 2021, as exportações</p><p>são superiores às importações, o que nos indica saldo positivo na balança comercial.</p><p>Segundo Vasconcellos (2015), podemos citar outros indicadores do setor externo, como:</p><p>Saldo da balança comercial: exportações diminuindo as importações (Figura 5).</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Saldo em transações correntes: consolidação da balança comercial e de serviços.</p><p>Quadro 1 . Exportações, importações, balança comercial e conta corrente de comércio em 2021 e 2022.</p><p>Fonte: elaborado pela autora com base em IBGE ([2022a], on-line).</p><p>No Quadro 1, podemos observar as exportações e importações de janeiro a março de 2022, além da balança comercial e a</p><p>corrente de comércio. Até a terceira semana de março de 2022, comparando a março de 2021, houve um crescimento de 36,5%</p><p>das exportações, somando US$ 18,7 bilhões. As importações também cresceram, totalizando US$ 12,5 bilhões e 24,7% de</p><p>crescimento.</p><p>Sendo assim, foi obtido um superávit de US$ 6,18 bilhões na balança comercial, com 68,9% de crescimento, além 31,5% de</p><p>elevação na corrente de comércio, que alcançou um total de US$ 31,3 bilhões (IBGE, [2022a]).</p><p>Quando observamos o acumulado de janeiro a março, temos um crescimento de 27% das exportações, somando US$ 61,42 bilhões</p><p>ao se comparar com o mesmo período do ano anterior. Em relação às importações, também se elevaram em 24,1% com um total de</p><p>US$ 51,31 bilhões. Consequentemente, a balança comercial apresenta superávit de R$ 10,1 bilhões, aumento de 43,9% em relação</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>ao ano anterior, e a conta corrente de comércio também apresentou crescimento em 25,7%, totalizando US$ 112,72 bilhões.</p><p>Setor Público</p><p>Também é necessário haver indicadores ligados ao setor público e talvez você possa questionar: por qual motivo isso é necessário?</p><p>A resposta é simples. O Estado precisa prestar contas para a sociedade. Também precisa sempre analisar suas escolhas para se</p><p>certificar de que estão corretas ou, ainda, investigar escolhas anteriores que foram incorretas para que a próxima decisão</p><p>realmente seja a certa e traga benefícios para o país.</p><p>Para o setor público, temos um indicador:</p><p>Dívida Líquida: que é o somatório do endividamento do governo federal, estadual e municipal. Essas dívidas foram feitas com o</p><p>setor privado e público, ao setor não financeiro e também às dívidas com o restante do mundo (SANDRONI, 1999).</p><p>A seguir, podemos observar a Figura 6, que nos apresenta a dívida líquida interna, externa e total do setor público desde 2002 até</p><p>2014.</p><p>Figura 6 . Dívida líquida interna, externa e total, 2002 a 2014</p><p>Fonte: Banco Central do Brasil ([2022a], on-line).</p><p>Descrição de imagem: Gráfico de linhas que mostra a evolução da dívida líquida desde 2001 até 2022. O</p><p>gráfico está dividido em quatro linhas de cores amarela, vermelha, verde e roxa. A linha amarela é a linha</p><p>superior do gráfico e indica a dívida líquida total do setor público consolidado e ela inicialmente é</p><p>decrescente, atingindo seu mínimo em 2014 e voltando a crescer até o final da curva. A linha abaixo da</p><p>amarela é a vermelha, que corresponde à dívida líquida do governo federal e possui comportamento bem</p><p>similar ao da linha amarela. Abaixo dela está a linha verde, que representa a dívida líquida dos governos</p><p>estaduais e municipais, e ela tem uma trajetória de decrescimento leve, volta a crescer em 2014, porém</p><p>continua decaindo levemente até o final do gráfico. Abaixo dela está a linha roxa, indicando a dívida líquida</p><p>do Banco Central. O comportamento dessa linha é constante até começar a decair a partir de 2015, tendo</p><p>seu mínimo em 2020.</p><p>A dívida líquida do Banco Central se mostra a menor entre as demais, seguida pela dívida líquida dos governos estaduais e</p><p>municipais. Posteriormente, a dívida líquida do governo federal e a dívida líquida que se mostra maior é a do setor público</p><p>consolidado.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Aqui, temos que o setor público consolidado considera os governos federal, estadual, municipal, as administrações indiretas, as</p><p>empresas estatais não financeiras (exceto Petrobrás e Eletrobrás) e a previdência social. Por esse motivo, vemos que a curva de</p><p>dívida líquida do setor público está sobre as demais, pois além de contabilizá-las, soma outros setores do governo.</p><p>Inflação</p><p>Neste tópico, vamos abordar</p><p>os indicadores incluídos no levantamento de dados relacionados à inflação, porém, antes de listá-los,</p><p>gostaria de fazer algumas explicações sobre o tema.</p><p>A inflação é uma patologia econômica caracterizada pelo aumento generalizado do nível geral de preços. Por sua vez, essa</p><p>elevação dos preços dos bens e serviços, gera uma perda do poder de compra da moeda e, portanto, o dinheiro passa a valer menos</p><p>(VASCONCELLOS, 2015).</p><p>O cálculo dessa taxa é desafiador, pois deve levantar informações sobre os preços de produtos e serviços diferentes. Tais bens</p><p>terão uma taxa diferente de aumento do preço. Assim, diversos índices utilizam várias metodologias para calcular a inflação.</p><p>Veremos alguns deles mais à frente.</p><p>Inflação de Demanda x Inflação de Custos</p><p>Existem duas classificações de inflação: a inflação de demanda, em que há um excesso da demanda agregada e a inflação de custos,</p><p>em que ocorre uma elevação nos custos dos produtos ou serviços (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>A inflação de demanda ocorrerá quando a demanda de determinados bens estiver muito elevada, mas a quantidade de produtos</p><p>disponíveis não for suficiente para atender a todos que gostariam de adquiri-los. Esse cenário inflacionário ocorre quando a</p><p>economia está aquecida e mais perto da utilização plena dos recursos de produção. Como a capacidade produtiva está em sua</p><p>plena eficiência, menor é a capacidade de se expandir a confecção de bens e serviços, o que criará uma alta demanda e,</p><p>consequentemente, impactará o nível de preços. Podemos observar na Figura 7 as curvas: de demanda agregada (DA), que se</p><p>altera, e de oferta agregada (OA), que se mantém constante. São utilizados como política econômicas a redução do crédito para a</p><p>população, o aumento dos impostos, o aumento da taxa de juros e/ou a redução dos gastos do Estado.</p><p>Figura 7 . Inflação de demanda</p><p>Fonte: Vasconcellos (2015, p. 304).</p><p>Descrição da imagem: Plano cartesiano incluindo o preço P na</p><p>ordenada e a produção y no eixo da abscissa. No gráfico, há</p><p>duas retas decrescentes DA0 (à esquerda) e DA1 (à direita)</p><p>que representam a demanda. Essas retas são cruzadas pela</p><p>curva de oferta OA, sendo esta última uma curva crescente.</p><p>As curvas se cruzam nos pontos de equilíbrio entre preço e</p><p>produção, isto é, no ponto P0 e y0 será quando a curva DA0 se</p><p>cruza com OA no primeiro ponto de equilíbrio (inferior). O</p><p>ponto de cruzamento superior ocorre no ponto P1 e y1,</p><p>quando DA1 se conecta com OA.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>De outro modo, temos a inflação de custos que está relacionada à oferta agregada, e aqui a demanda está estável. Na inflação de</p><p>custos, a situação se dá pelo aumento dos preços dos insumos, ou seja, as matérias-primas dos produtos. Não existe produção de</p><p>um bem sem os insumos e a empresa deve continuar obtendo lucro, portanto, esse custo adicional será repassado para os clientes.</p><p>Conforme podemos visualizar na Figura 8, novamente temos as curvas de demanda agregada e oferta agregada, porém, dessa vez</p><p>é a curva de oferta que vai se alterar.</p><p>Figura 8 . Inflação de custos</p><p>Fonte: Vasconcellos (2015 p. 304).</p><p>Descrição da imagem: Plano cartesiano incluindo o preço P na</p><p>ordenada e a produção y no eixo da abscissa. No gráfico, há</p><p>duas retas crescentes, sendo elas: OA1 (à esquerda) e OA0 (à</p><p>direita) que representam a oferta. Essas retas são cruzadas</p><p>pela curva de oferta DA, sendo esta última uma curva</p><p>decrescente. As curvas se cruzam nos pontos de equilíbrio</p><p>entre preço e produção, isto é, no ponto P0 e y0 será quando a</p><p>curva OA0 se cruza com DA no cruzamento entre curvas à</p><p>direita. O ponto de cruzamento da esquerda ocorre no ponto</p><p>P1 e y1, quando OA1 se conecta com DA.</p><p>Nessa situação, poderia ocorrer o controle direto de preços, via políticas salariais rígidas, além do tabelamento de preços, podendo</p><p>também ocorrer uma política monetária contracionista (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Altas taxas de inflação: Distorções</p><p>Podemos iniciar a discussão deste tópico, esclarecendo que muitos economistas não acreditam que uma inflação leve gere</p><p>distorções graves na economia. Porém, obviamente, casos graves de inflação vão trilhar esse caminho e causar distorções sérias, o</p><p>que resultará em consequências para todo o cenário econômico. Esses impactos poderão ser sentidos em diversos âmbitos da</p><p>economia como, por exemplo, nos investimentos das empresas e mercado de capitais, na distribuição de renda e no balanço de</p><p>pagamentos (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Em relação aos investimentos, ocorre distorções por conta das expectativas em relação ao futuro. E o que isso quer dizer? O</p><p>mercado é suscetível às perspectivas sobre o futuro, portanto, quando existem dúvidas associadas ao futuro dos investimentos</p><p>privados por conta da inflação, o sentimento do mercado é de instabilidade e incerteza ao prenunciar lucros. Isso significa que em</p><p>momentos de altas taxas de inflação, os investimentos em capacidade de produção são menores ou não serão elevados. O reflexo</p><p>disso também é visto na criação de empregos, uma vez que os investimentos em produção são menores ou inalterados. No</p><p>mercado de capitais também haverá redução por conta dessa desvalorização da moeda, e por outro lado, investimentos em</p><p>imóveis se valorizam (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Nesse aspecto, podemos salientar que a distribuição de renda vem a ser um dos cenários mais sérios dessa distorção. Isso ocorre</p><p>porque, como vimos anteriormente, a inflação restringe o poder de compra da população, de forma que os trabalhadores que</p><p>recebem salários menores são os mais afetados. Esses trabalhadores representam grande parcela da população e veem seu salário</p><p>diminuindo sem quaisquer reajustes salariais de acordo com a taxa da inflação, o que significa dizer que o salário real da maior</p><p>parte da população é cada vez menor.</p><p>Conceituando</p><p>O salário nominal é aquele valor especificado e definido por lei, por exemplo, o salário mínimo no</p><p>valor de R$ 1.212 para o ano de 2022. Já o salário real é o valor do salário nominal em que</p><p>ocorre o abatimento do percentual de inflação (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Dessa maneira, se a inflação no ano foi de 10%, o salário real baseado em R$ 1.212 será de R$</p><p>1.090,80. Ou seja, apesar de o valor nominal continuar o mesmo, o poder de compra do salário</p><p>diminuiu e agora corresponde aos R$ 1.090,80, pois houve o desconto de R$ 121,20.</p><p>Sendo assim, a população se vê com um orçamento mais restrito e, obviamente, consumirá menos a cada vez que os preços se</p><p>elevem. Isso se torna um ciclo, preços sobem, poder de compra diminuiu e população consome cada vez menos produtos e</p><p>serviços, pois seu orçamento é cada vez menor e assim continua até que haja um reajuste salarial.</p><p>Isso nos indica que as pessoas que recebem salários menores são as maiores afetadas pela inflação, pois elas não detêm maneiras</p><p>de se defender desse aumento de preços, uma vez que todo o seu dinheiro se destina ao consumo e subsistência, ao contrário das</p><p>pessoas com maior poder aquisitivo, que realizam investimentos com o intuito de proteger e multiplicar o seu capital.</p><p>Em relação às firmas, temos o repasse dessa parte da inflação aos consumidores, ou seja, com a elevação de insumos, haverá</p><p>aumento do preço final do bem pago pelo consumidor final e, assim, os empresários continuam a receber os lucros da</p><p>comercialização de bem e serviços de suas empresas. Da mesma forma, há reajustes de tributos repassados pelo governo para a</p><p>população. E, portanto, quanto maior for a inflação maior será o impacto negativo sobre a distribuição de renda.</p><p>No que tange o balanço de pagamentos, caso ocorra um aumento da inflação mais elevado do que a alta dos preços internacionais,</p><p>os preços dos bens nacionais ficarão mais caros do que aqueles que forem produzidos em outros países. Isso se</p><p>torna estímulo às</p><p>importações de bens do exterior, enquanto as exportações diminuem e, consequentemente, a balança comercial – o saldo entre</p><p>exportações diminuindo as importações – será menor.</p><p>Dessa forma, Vasconcellos (2015, p. 352) explica que:</p><p>Esse fato costuma inclusive provocar um verdadeiro círculo vicioso, se o país estiver</p><p>enfrentando um déficit cambial. Nessas condições, as autoridades, na tentativa de minimizar o</p><p>déficit, são obrigadas a permitir desvalorizações cambiais, as quais, depreciando a moeda</p><p>nacional, podem estimular a colocação de nossos produtos no exterior, desestimulando as</p><p>importações. Entretanto, as importações essenciais, das quais muitos países não podem</p><p>prescindir, tais como petróleo e derivados, fertilizantes, equipamentos sem similar nacional,</p><p>tornar-se-ão imediatamente mais caras, pressionando os custos de produção dos setores [...].</p><p>(Vasconcellos, 2015, p 352).</p><p>Por conta da desvalorização, haverá uma nova elevação de preços exatamente pelo aumento dos preços dos insumos que o país</p><p>precisa importar e, assim, o ciclo de aumento de preços continua.</p><p>Vimos anteriormente algumas das consequências que as distorções causadas pela inflação podem trazer para o cenário</p><p>econômico. Entendemos aqui que um processo inflacionário elevado a longo prazo é extremamente prejudicial, principalmente aos</p><p>trabalhadores que recebem salários menores, pois o seu poder de compra será impactado e diminuído, uma vez que essa parte da</p><p>população não consegue se blindar com formas de proteção financeiras. Dessa forma, quanto menor o consumo, menor serão as</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>vendas de produtos e serviços, ocasionando um menor giro da economia, que afetará inclusive a arrecadação dos tributos pelo</p><p>Estado (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Indicadores Inflacionários</p><p>Estes indicadores visam aferir as mudanças dos preços em dada economia, o que é fundamental para controle da inflação e suas</p><p>distorções, conforme já aprendido anteriormente.</p><p>Os índices de inflação, tais como IPCA, INPC e IPC-Fipe, objetivam medir as flutuações da inflação em determinada economia e são</p><p>medidos pelas variações de preços no Brasil. No entanto, é importante salientar que cada um deles possui uma particularidade em</p><p>relação à metodologia e utilização na economia, porém, sempre visando medir as alterações no nível de preços e servir como</p><p>alicerce para análises macroeconômicas (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Os indicadores são medidos e divulgados por algumas instituições como o IBGE, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Fundação</p><p>Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).</p><p>O primeiro indicador que posso apresentar é aquele mais citado nos jornais: o IPCA. Trata-se do indicador referência utilizado nas</p><p>metas de inflação. Sua sigla representa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e seu cálculo é feito pelo IBGE, sempre</p><p>coletando dados todos os dias do mês (normalmente dois últimos dias do mês anterior e 28 dias do mês a ser calculado). O IPCA</p><p>mede qual é o preço de uma cesta de produtos, que inclui roupas, alimentos, combustíveis etc., itens que são primordiais no dia a</p><p>dia da população que recebe entre um e 40 salários mínimos (IBGE, [2022b]).</p><p>Desse modo, a taxa de inflação é a variação percentual do preço médio da cesta de produtos daquele determinado mês em relação</p><p>ao preço médio do mês anterior (HAZZAN; POMPEO, 2014). Essa taxa é medida em algumas regiões metropolitanas de São Paulo,</p><p>Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Vitória, Curitiba, Belém, Distrito Federal, Campo Grande</p><p>e Goiânia.</p><p>Nosso próximo indicador é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que também é aferido pelo IBGE. Ele realiza seu</p><p>levantamento em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços entre os dias 1 e 30 do mês. Sempre mensurando as</p><p>variações de preço relacionadas às famílias cuja renda está entre um e cinco salários mínimos, residentes urbanos e das mesmas</p><p>regiões metropolitanas que o IPCA mede (IBGE, [2022b]).</p><p>O indicador IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), é medido pela FGV e mede a variação de produtos agrícolas e industriais,</p><p>enquanto o INCC (Índice Nacional de Preços da Construção Civil) objetiva medir a variação dos preços dentro do setor da</p><p>construção civil, incluindo materiais utilizados nas construções e mão de obra (IBGE, [2022b]).</p><p>Temos também o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), cujo responsável</p><p>pelo cálculo é a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP. Esse indicador mede as variações nos preços de educação,</p><p>vestuário, alimentação, transporte e saúde, e sua medição ocorre apenas na capital de São Paulo para famílias com renda entre um</p><p>e 20 salários mínimos (IBGE, [2022b]).</p><p>O indicador IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é aferido pela FGV e é amplamente utilizado para reajustes de aluguéis</p><p>imobiliários e energia elétrica. O IGP-M mede a variação de matérias-primas agrícolas e industriais, e também produtos e serviços</p><p>finais. Esse indicador utiliza outros índices em seu cálculo como:</p><p>IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo): monitora variações do varejo, correspondendo a 60%;</p><p>IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor): mensura os preços de setores como alimentação e saúde, corresponde a 30% do valor</p><p>do IGP-M;</p><p>INCC-M (Índice Nacional de Custo de Construção): afere o custo de construção de habitações no Brasil, o que inclui materiais e</p><p>mão de obra, corresponde a 10% do IGP-M.</p><p>Todos os índices possuem suas particularidades e objetivam trazer um maior controle e análise do comportamento da inflação.</p><p>Entendemos que a inflação pode ser extremamente prejudicial à sociedade, portanto, como ela pode acabar saindo do controle do</p><p>Estado, é importante que as pessoas se organizem e invistam em formas para lidarem de uma maneira mais simples com os</p><p>impactos da inflação.</p><p>A Figura 8 a seguir nos mostra a variação mensal do IPCA de 1994 até fevereiro de 2022.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 8 . Variação mensal do IPCA, 1994 a fevereiro 2022</p><p>Fonte: IBGE ([2022c], on-line).</p><p>Descrição de imagem: Gráfico de linha que representa a variação mensal do IPCA, isto é, da inflação desde julho de 1994 até</p><p>novembro de 2021. No gráfico, podemos ver a linha de variação na cor azul, sendo que ela varia levemente subindo e decrescendo,</p><p>porém no geral mantém sua trajetória constante, tendo picos em julho de 1994, em que está passando de seis pontos para então</p><p>decair e se manter constante, tendo um pico em março de 2003 e voltando novamente à constância até novembro de 2021.</p><p>A Figura 9 apresenta uma evolução do IPCA e vemos um pico que ocorreu em julho de 1994, em que a taxa alcançou 6,84% no mês.</p><p>O próximo mês com uma grande alta na taxa foi em novembro de 2002, alcançando 3,02%. A partir de então, houve uma certa</p><p>constância na variação mensal do IPCA e o último levantamento indicou uma variação de 1,01% no mês de novembro de 2021.</p><p>A seguir (Tabela 7) é apresentado o IPCA acumulado de 1995 até 2021, ressaltando que são os índices acumulados nos meses de</p><p>dezembro de todos os anos.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Tabela 7 . Variação acumulada no ano do IPCA no período de</p><p>dezembro de 1995 a dezembro de 2021.</p><p>Fonte: IBGE ([2022a], on-line)</p><p>Na prática</p><p>Vamos conhecer mais a fundo sobre a inflação? Ao abrir o QR code , vamos abordar mais sobre</p><p>essa temática, explicando o que é deflação e hiperinflação. Além de situações que ocorreram em</p><p>nosso país e em outras nações do mundo. Esse vídeo é fundamental para compreender ainda</p><p>mais os aprendizados do nosso material. Vamos lá?</p><p>Disponível aqui</p><p>Agregados Monetários</p><p>A Selic é uma das taxas de mais relevância na economia pois, de</p><p>Até o momento, compreendemos que tudo está conectado e que a economia se divide em ciclos. Desse modo, quando as pessoas</p><p>estão consumindo, haverá mais emprego, mais pessoas gastando e, portanto, mais consumo. Porém, nas crises essa situação se</p><p>altera e o consumo começa a diminuir, principalmente em setores que não são essenciais para a sobrevivência das pessoas.</p><p>Sendo assim, você consegue compreender a importância da economia em sua vida? Como todos os mercados fazem parte de um</p><p>todo? Mesmo cada um tendo diferenças e singularidades. E, além disso, como tudo pode ser afetado em momentos de crise?</p><p>Afinal, o que é Economia?</p><p>A palavra economia pode te lembrar assuntos relacionados a finanças, economizar e poupar. Ou também a gastos com seu</p><p>dinheiro.</p><p>Porém, a economia é muito mais! Segundo Montella (2003), em seu conceito etimológico, economia vem da palavra grega oikos,</p><p>que significa casa, e nomos, que significa norma ou lei. Isso quer dizer que originalmente, a palavra economia quer dizer</p><p>administração da casa.</p><p>Dentro do estudo da ciência econômica, a busca é compreender como os indivíduos e a sociedade decidem como empregar</p><p>recursos que são escassos para produzir os bens e serviços e o objetivo é satisfazer as necessidades das pessoas. Isso quer dizer</p><p>que a economia é uma ciência social e os recursos produtivos (ou fatores de produção) são capital, terra, trabalho e matérias-</p><p>primas.</p><p>Mas talvez você possa se questionar o motivo desses recursos serem tão importantes. Segundo Vasconcellos (2015), a ciência</p><p>econômica é a ciência social cujo objetivo é amparar as necessidades humanas, isto é, satisfazer nossos desejos.</p><p>O motivo é que nossos recursos produtivos são limitados, sendo assim, esses recursos podem levar milhares de anos para serem</p><p>repostos pela natureza e cada vez mais pessoas habitam o nosso planeta a cada dia. Esse aumento da população faz com que as</p><p>necessidades básicas se elevem a todo momento e, desse modo, o objeto de estudo da economia vem a ser exatamente a escassez</p><p>dos fatores de produção.</p><p>Todos os recursos, dinheiro, tempo, etc., não são ilimitados e, portanto, é impossível ter tudo o que quisermos e por isso,</p><p>precisamos fazer escolhas em nosso dia a dia. As necessidades humanas são ilimitadas o que se contrapõem à limitação de</p><p>recursos existentes, pois estamos em constante busca de elevar nosso padrão de vida, status, ter mais bens como celular,</p><p>computador, roupas etc. Desse modo, nenhum país escapa da escassez de recursos, essa disponibilidade é limitada para o mundo,</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>apesar de haver mais recursos em certas regiões do que em outras.</p><p>Atenção</p><p>A economia é a ciência que visa estudar e compreender os indivíduos enquanto seres sociais que</p><p>estão incluídos em um ambiente de escassez e, sendo assim, é considerada uma ciência social</p><p>aplicada (VASCONCELOS, 2011).</p><p>Caso todos os recursos fossem ilimitados, não haveria motivação para estudar questões de alocação desses fatores, inflação,</p><p>desemprego, déficit, etc., pois muitos dos problemas que enfrentamos com a limitação da produção, não ocorreriam.</p><p>Consequentemente não haveria necessidade de uma ciência cujo objeto é justamente o estudo da escassez e alocação dos</p><p>recursos limitados.</p><p>Nesse sentido, vamos nos aprofundar um pouco mais acerca do funcionamento da economia e gostaria que você me respondesse à</p><p>seguinte dúvida: o que é um sistema econômico? Você pode pensar sobre isso um minuto e me responder.</p><p>Bom, é relevante que você saiba o que é um sistema econômico e apresento agora a definição dada por Rosseti (1979):</p><p>Sistemas Econômicos são arranjos historicamente constituídos, a partir dos quais os agentes econômicos</p><p>são levados a empregar recursos e a interagir via produção, distribuição e uso dos produtos gerados, dentro</p><p>de mecanismos institucionais de controle e de disciplina, que envolvem desde o emprego dos fatores</p><p>produtivos até as formas de atuação, as funções e os limites de cada um dos agentes. (ROSSETI, 1979, p.</p><p>158)</p><p>Isso significa que uma vez que nossos recursos são escassos, os indivíduos e a sociedade precisam tomar decisões sobre o que será</p><p>feito com esses recursos. Decisões essas que se relacionam à produção de bens e serviços: O que será produzido? Como será</p><p>produzido? Quanto será produzido? Para quem será destinado? Qual o preço de venda desses itens?</p><p>Dessa forma, os sistemas econômicos vão definir quais serão as regras para alocação dos recursos e as instituições que serão</p><p>incumbidas da realização desses processos. Para exemplificar, posso citar os sistemas econômicos capitalista e socialista, em que</p><p>os meios de produção são de propriedade privada ou do estado.</p><p>Te convido a conhecer as perguntas Fundamentais da Economia Para auxiliar nas escolhas de produção, existem algumas</p><p>questões econômicas que devem ser respondidas. Vamos iniciar com a pergunta O QUE produzir que indica a escolha dos bens a</p><p>serem produzidos, isto é, a necessidade que vai ser sanada com a produção desse item, por exemplo, roupas, alimentos, celulares,</p><p>etc.</p><p>Em seguida, a pergunta a ser respondida é QUANTO produzir. Qual será a quantidade necessária daquele bem para satisfazer as</p><p>necessidades daquele momento. Seguimos para COMO produzir, que questiona os itens que estarão envolvidos no processo de</p><p>produção desse bem, qual será a proporção entre eles, qual será a proporção entre capital e trabalho, etc. E seguimos para o quarto</p><p>questionamento que é PARA QUEM produzir e se relaciona aos indivíduos que vão demandar o item produzido.</p><p>Observando esses questionamentos, concluímos que é preciso conhecer o mercado, fazer pesquisas sobre ele, pesquisa de preços</p><p>dos itens que serão utilizados na produção, estudos sobre o público-alvo, sobre qual tipo de divulgação é mais bem-sucedida para</p><p>esse público específico, quanto esse consumidor está disposto a pagar, qual o custo dos bens produzidos.</p><p>Vamos dividir a economia para entender suas áreas de atuação? A área é estudada entre: Macroeconomia e Microeconomia</p><p>Conforme mencionado acima, as ações, as transações e as decisões que ocorrem de forma micro (menor) vão impactar no todo.</p><p>Sendo assim, é importante te explicar o que é a microeconomia e a macroeconomia, para esclarecer as diferenças entre esses</p><p>ramos de estudo da economia e, ainda, reforçar como tudo está conectado.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Desse modo, existem essas duas grandes áreas de estudo dentro da ciência econômica, que são a microeconomia e a</p><p>macroeconomia.</p><p>A microeconomia é o campo que vai estudar como as unidades econômicas se comportam, sendo elas as empresas produtoras e os</p><p>consumidores. Vai estudar também como esses agentes interagem entre si, de forma que a microeconomia estabelece as</p><p>quantidades e os preços dos itens produzidos nos mercados que são específicos (VASCONCELLOS, 2011).</p><p>Nesse sentido, vai ser o estudo da microeconomia que vai buscar compreender como se dá a oferta e demanda nessa especificação</p><p>dos preços dentro dos mercados de produção de bens e serviços ou de fatores de produção. Portanto, a microeconomia vai</p><p>investigar como as empresas e as pessoas que consomem esses itens interagem entre si e determinam os preços e quantidades dos</p><p>bens a serem produzidos e ofertados.</p><p>Conceituando</p><p>Os fatores de produção são os bens que são utilizados para que os bens finais sejam produzidos,</p><p>ou seja, são aqueles elementos que propiciam a produção de um determinado item. De forma</p><p>clássica, a teoria econômica indica três fatores de produção que são o capital, representado por</p><p>K), o trabalho (L) e a terra (T).</p><p>No Quadro 1, podemos observar a definição de cada um dos fatores de produção de acordo com a teoria econômica. São esses os</p><p>fatores que estão incluídos na produção de cada bem ou serviço o qual demandamos em nosso</p><p>fato, tudo se conecta a ela, no que se refere a investimentos,</p><p>financiamentos, empréstimo pessoal, empréstimos para empresas e inflação. Todas essas variáveis estão ligadas à Selic.</p><p>Ela é considerada a taxa mãe da economia, pois é a taxa básica de juros da economia brasileira. Seu nome completo é Sistema</p><p>Especial de Liquidação e de Custódia, e ela é controlada pelo Banco Central com negociações de títulos públicos federais.</p><p>Segundo Vasconcellos (2015), podemos indicar dois indicadores de agregados monetários, sendo eles:</p><p>Taxa Selic Meta: taxa de negociação dos títulos públicos estipulada pelo Banco Central por meio do Copom (Comitê de Política</p><p>Monetária), que é o responsável pela sua regulação. As alterações da taxa Selic ocorrem a cada 45 dias e os títulos públicos</p><p>devem ser negociados pela taxa ou percentual bem próximo ao dela.</p><p>Taxa Selic Over: é a média ponderada das operações realizadas no sistema Selic, que são lastreadas em títulos públicos federal,</p><p>estabelecidas pelo próprio mercado e seu prazo deve ser de um dia.</p><p>Mas o que seria lastreada em títulos públicos ? Talvez você tenha se questionado. Isso indica as negociações que os bancos realizam</p><p>entre si, emprestando dinheiro. A garantia é dada em títulos públicos federais, que estão na carteira dos bancos.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fvimeo.com%2F861338324%2Fb1f7de2c50%3Fshare%3Dcopy&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0R6sm5Xpub03gN8y0rHNwz</p><p>Sendo assim, a diferença entre essas duas modalidades da Selic é a de que a Selic Over sempre está 0,10 abaixo da Selic Meta. Isto</p><p>é, se a taxa Selic Meta for 8,25%, a Selic Over será 8,15%. Quando se comenta que a taxa Selic está em 11,75%, refere-se sempre à</p><p>Selic Meta.</p><p>Tabela 7 . Variação acumulada no ano do IPCA no período de dezembro de 1995 a</p><p>dezembro de 2021.</p><p>Fonte: IBGE ([2022a], on-line)</p><p>A taxa Selic é um instrumento fundamental de política monetária e seu principal objetivo é controlar a inflação, pois quando há</p><p>uma elevação na Selic, o custo do crédito aumenta, diminui a circulação de moeda na economia e os empréstimos ficam caros para</p><p>todos, incluindo as empresas. Isso desestimula investimentos das empresas em maquinários, por exemplo. Essa elevação da taxa</p><p>Selic influencia o consumo da população, que diminuirá, e possibilita o controle da inflação.</p><p>A situação oposta também pode acontecer. A taxa Selic pode ser utilizada para aquecer a economia e estimular o consumo. Em</p><p>períodos em que a inflação está controlada, o governo diminui a taxa Selic, o que torna o crédito mais barato, de forma que</p><p>empréstimos têm menores taxas de juros, estimulando o consumo e investimentos no país.</p><p>Em pauta</p><p>Em nosso podcast, vamos tratar de uma das variáveis mais importantes para a economia do país:</p><p>a Selic. Esse índice é considerado a taxa mãe da economia e impacta o crédito do país, no que se</p><p>refere a empréstimos, financiamentos e também aplicações financeiras. Para ouvir, basta</p><p>acessar o QR code . Espero que goste!</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Ação - Conexões Profissionais</p><p>Estamos chegando ao final de nossa unidade!</p><p>Aqui, aprendemos sobre os indicadores econômicos e vimos também como se deu a evolução da</p><p>economia brasileira dentro dessas conjunturas específicas.</p><p>Sendo assim, entendemos a importância desses indicadores para a economia e para a vida dos</p><p>cidadãos brasileiros. O impacto da elevação da inflação influenciará a meta da taxa Selic que,</p><p>consequentemente, impactará a liberação do crédito à população em geral, empresas e governo.</p><p>Nesse sentido, cabe refletir e buscar compreender a relevância de cada um dos indicadores que</p><p>vimos neste material didático e seu impacto no dia a dia da população. Como podemos fazer</p><p>nossa parte?</p><p>DICAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO:</p><p>A inflação é variável extremamente relevante dentro da conjuntura econômica, visto que ela serve de termômetro de como a</p><p>economia está aquecida ou não.</p><p>Com o conhecimento aqui disponibilizado a você, torna-se mais fácil entender toda a conjuntura econômica e seus indicadores.</p><p>Conforme mencionado, os indicadores são variáveis que possibilitam análises mais assertivas da conjuntura a curto prazo, fazendo</p><p>com que as tomadas de decisão sejam benéficas.</p><p>Nesse contexto, sempre esteja atento quando você vir ou ouvir falar dessas variáveis em jornais ou demais programas, para que</p><p>sempre esteja informado sobre como está caminhando a economia do seu país.</p><p>Agora é com você</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial/unidade-3#h.az7z7o9juvds</p><p>Em nossa avaliação, gostaria que você realizasse uma pesquisa e apresentasse o que é hiperinflação e deflação. Além disso,</p><p>pesquise na web e apresente situações em que foram identificadas a presença de altíssimas taxas de inflação, ou o contrário, para o</p><p>Brasil e outros dois países de sua escolha. Lembre-se de adicionar o cenário político e econômico dos países escolhidos.</p><p>Orientação de resposta</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/unidade-3</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CARVALHO, F. J. C. et al . Economia monetária e financeira: teoria e política. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.</p><p>HAZZAN, S.; POMPEO, J. N. Matemática financeira . 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.</p><p>IBGE. Portal do IBGE . Brasília, [2022a]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/ . Acesso em: 5 mar. 2022.</p><p>INFLAÇÃO. IBGE , Brasília, [2022b]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php . Acesso em: 8 mar. 2022.</p><p>IPCA: variação mensal, acumulada no ano e peso mensal, segundo o índice geral e os grupos de produtos e serviços. IBGE , Brasília,</p><p>[2022c]. https://sidra.ibge.gov.br/home/ipca . Acesso em: 6 mar. 2022.</p><p>LOURENÇO, G. M.; ROMERO, M. Indicadores econômicos. In: MENDES, J. T. G. (Org.) Economia empresarial . Curitiba: Associação</p><p>Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus, 2002. p. 27-41.</p><p>PAINEL de indicadores. IBGE , Brasília, [2022d]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/indicadores#ipca. Acesso em: 6 mar. 2022.</p><p>PESQUISA Industrial Mensal: produção física industrial por seções e atividades industriais. IBGE , Brasília, [2022e]. Disponível em:</p><p>https://sidra.ibge.gov.br/home/pimpfbr/brasil . Acesso em: 6 mar. 2022.</p><p>PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. IBGE , Brasília, [2020]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br</p><p>/estatisticas/sociais/populacao/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html?=&t=o-que-e . Acesso em: 6 mar. 2022.</p><p>PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua. IBGE , Brasília, [2022f]. Disponível em:</p><p>https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-</p><p>trimestral.html?edicao=34635&t=series-historicas . Acesso em: 6 mar. 2022.</p><p>PRODUTO Interno Bruto – PIB. IBGE , Brasília, [2022g]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica</p><p>/pib.php#:~:text=Todos%20os%20pa%C3%ADses%20calculam%20o,das%20Unidades%20da%20Federa%C3%A7</p><p>%C3%A3o%20brasileiras . Acesso em: 8 mar. 2022.</p><p>QUAL a diferença entre PIB e PIB per capita. [ S. l.: s. n. ], 2022. 1 vídeo (14 min). Publicado pelo canal Filipe Prado - Professor e</p><p>Economista. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=h9ZToGpsEyQ . Acesso em: 8 mar. 2022.</p><p>SANDRONI, P. Novíssimo dicionário de economia . São Paulo: Círculo do Livro, 1999.</p><p>SISTEMA gerenciador de séries temporais - SGS. Banco Central do Brasil , Brasília, [2022a]. Disponível em:</p><p>https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries</p><p>. Acesso em: 5 mar. 2022.</p><p>TAXAS de juros básicas - histórico. Banco Central do Brasil , Brasília, [2022b]. Disponível em: https://www.bcb.gov.br</p><p>/controleinflacao/historicotaxasjuros . Acesso em: 5 mar. 2022.</p><p>VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/referências</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2F&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2xCKHRFjCUljyzbde-hh5V</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Fexplica%2Finflacao.php&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0v0blHSsknOQ8HG2bSoOGA</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fsidra.ibge.gov.br%2Fhome%2Fipca&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3eMqbKOR5wzi8JkyPNSUXw</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fsidra.ibge.gov.br%2Fhome%2Fpimpfbr%2Fbrasil&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1YWlq1kejWF-g6YJpoU1fW</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Festatisticas%2Fsociais%2Fpopulacao%2F9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html%3F%3D%26t%3Do-que-e&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3thtBGYY96mmyD4ONxrKIc</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Festatisticas%2Fsociais%2Fpopulacao%2F9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html%3F%3D%26t%3Do-que-e&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3thtBGYY96mmyD4ONxrKIc</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Festatisticas%2Fsociais%2Fpopulacao%2F9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-trimestral.html%3Fedicao%3D34635%26t%3Dseries-historicas&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1f3xAlrEYCRLwuJyfZyl6x</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Festatisticas%2Fsociais%2Fpopulacao%2F9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-trimestral.html%3Fedicao%3D34635%26t%3Dseries-historicas&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1f3xAlrEYCRLwuJyfZyl6x</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Fexplica%2Fpib.php%23%3A~%3Atext%3DTodos%2520os%2520pa%25C3%25ADses%2520calculam%2520o%2Cdas%2520Unidades%2520da%2520Federa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520brasileiras&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw20Zm6JZJvBZgiFegSS8P73</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Fexplica%2Fpib.php%23%3A~%3Atext%3DTodos%2520os%2520pa%25C3%25ADses%2520calculam%2520o%2Cdas%2520Unidades%2520da%2520Federa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520brasileiras&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw20Zm6JZJvBZgiFegSS8P73</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.ibge.gov.br%2Fexplica%2Fpib.php%23%3A~%3Atext%3DTodos%2520os%2520pa%25C3%25ADses%2520calculam%2520o%2Cdas%2520Unidades%2520da%2520Federa%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520brasileiras&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw20Zm6JZJvBZgiFegSS8P73</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=h9ZToGpsEyQ</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww3.bcb.gov.br%2Fsgspub%2Flocalizarseries%2FlocalizarSeries.do%3Fmethod%3DprepararTelaLocalizarSeries&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw02b7znINR6AG5y-Df1yzat</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fcontroleinflacao%2Fhistoricotaxasjuros&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0hNqZWJgBe7nlF-tfQjH56</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fcontroleinflacao%2Fhistoricotaxasjuros&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0hNqZWJgBe7nlF-tfQjH56</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>Flávia Fernanda da Silva Machado</p><p>Meu nome é Flávia Machado e sou formada em Ciências Econômicas desde 2014. Já</p><p>trabalhei na área financeira, em banco e atualmente sou professora responsável</p><p>pelas disciplinas relacionadas à economia e contabilidade e, além disso, sou</p><p>educadora financeira. Fiz meu mestrado em Economia, com foco em Teoria</p><p>Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Já ministrei e elaborei</p><p>conteúdo para disciplinas de Matemática Financeira, Economia, Finanças de Longo</p><p>Prazo, Macroeconomia, Mapeamento e Modelagem de Processos, Estrutura</p><p>Organizacional e Processos.</p><p>O que não tem no meu currículo</p><p>Lattes</p><p>Olá, sou uma pessoa não muito paciente mas tenho muita empatia, me compadeço</p><p>com a dor das pessoas e sempre dou o meu melhor para ajudá-las. Acredito que seja</p><p>LinkedIn por isso que escolhi ser professora e compartilhar o que sei e, assim, melhorar a vida</p><p>das pessoas.</p><p>Além das aulas, atualmente faço isso compartilhando sobre finanças nas redes</p><p>sociais, o que amo muito também! Eu realmente acredito que todos os brasileiros</p><p>merecem uma vida melhor e faço minha parte ensinando sobre dinheiro. É um tabu,</p><p>né?! Muita gente acredita que ter dinheiro é uma coisa ruim porque foram</p><p>condicionados a acreditar nisso. Todos nós temos crenças enraizadas sobre diversos</p><p>assuntos e o dinheiro é um deles.</p><p>Por isso também gosto bastante de conversar e compartilhar sobre mentalidade,</p><p>porque em minha concepção, tudo começa na nossa mente. Uma mente fortalecida é</p><p>o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. Eu amo pessoas que gostem de</p><p>conversar e tenham a mente aberta para ouvir e discutir com respeito, amo</p><p>churrasco e adoro cozinhar doces. Mas sou uma pessoa mais introspectiva até</p><p>conhecer a pessoa melhor e, aí sim, falo pelos cotovelos.</p><p>Eu faço o que faço sempre com o intuito de contribuir e acredito que os livros que</p><p>escrevo, as aulas de economia, as mentorias de finanças e tudo o mais que faço, deixa</p><p>o mundo um pouquinho melhor. Essa é a minha forma de agradecer ao universo.</p><p>Espero que você também tente deixar o mundo um pouquinho mais bonito em cada</p><p>caminho que escolha para sua vida. Escolha a vida que você deseja ter e guie suas</p><p>ações para isso, faça isso todo dia, passinho por passinho e alcance o sucesso que</p><p>você deseja.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Flattes.cnpq.br%2F7646275502126724&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3A2u9_DDdtlpqv6238l4YW</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.linkedin.com%2Fin%2Fflavia-fernanda-machado&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1gvxpZSfWFbW6EpgCyAqzn</p><p>Bons estudos!</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO UNICESUMAR</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho</p><p>Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha</p><p>Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli</p><p>Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia</p><p>Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo</p><p>Supervisão do Núcleo de Produção</p><p>de Materiais Nádila de Almeida Toledo</p><p>Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey</p><p>Projeto Gráfico Thayla Guimarães</p><p>Design Educacional Giovana Vieira Cardoso</p><p>Design Gráfico Victor Augusto Thomazini</p><p>Ilustração Daphine Pamella Marcon</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; MACHADO , Flávia Fernanda da</p><p>Silva.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Economia e Mercado. Flávia Fernanda da Silva Machado.</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2022.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título.</p><p>CDD - 22 ed. 370</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>ISBN 978-65-5615-843-3</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-3/p%C3%A1gina-inicial</p><p>dia a dia.</p><p>Quadro 1 . Definição dos Fatores de Produção.</p><p>Fonte: A autora.</p><p>Desse modo, esses são os fatores iniciais utilizados para produzir novos bens acabados, ou seja, é a combinação desses itens que</p><p>torna possível a criação de todos os itens utilizados pelos seres humanos. E cada um dos fatores tem a sua forma de remuneração,</p><p>como vimos, são aluguel, juro, salário e royalties.</p><p>Para finalizar, é importante clarificar que não é o estudo das empresas de forma individual, mas sim, a junção dos mercados e isso é</p><p>feito com o intuito de facilitar as análises e tornar a realidade menos complexa. Existe uma condição chamada ceteris paribus (tudo</p><p>o mais constante) que vem exatamente para simplificar as análises desses mercados, de forma que ele supõe que tudo o mais</p><p>permanece constante.</p><p>Ou seja, quando você se dispor a analisar um mercado de maneira individualizada, será pressuposto que todos os outros mercados</p><p>se manterão inalterados (constantes). E, assim, com o fato de se manterem constantes indica que o mercado que é o objeto de</p><p>estudo não vai influenciar os mercados restantes e, assim, as análises simplificadas poderão ser realizadas.</p><p>Desse modo, observe o Figura 1 apresentado a seguir, que nos denota quais são os temas estudados na teoria econômica:</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial/unidade-1#h.j9hrmtvgxvk4</p><p>Figura 1 - Temas investigados no estudo da Teoria Microeconômica.</p><p>Fonte: Adaptado de Vasconcelos (2015, p. 30)..</p><p>Descrição da imagem : A imagem corresponde a uma estrutura em que existem 3 grandes temas investigados na economia sendo</p><p>eles, a teoria da demanda, a teoria da oferta e a análise das estruturas de mercado. E a partir de cada uma dessas temáticas,</p><p>surgem novos temas estudados. A partir da teoria da demanda, temos a teoria do consumidor e a demanda de mercado. Na</p><p>temática teoria da oferta temos a oferta individual e a oferta de mercado e, a partir da oferta individual temos a teoria da produção</p><p>e a teoria dos custos de produção. E no último grande tema que é a análise das estruturas de mercado, há uma divisão em dois</p><p>temas menores que são o mercado de bens e serviços e o mercado de insumos e fatores de produção. E ambos também se dividem</p><p>em temas menores, sendo o mercado de bens e serviços estudando a concorrência perfeita, concorrência monopolística,</p><p>monopólio e oligopólio. Já o mercado de insumos e fatores de produção vai estudar a concorrência perfeita, o monopsônio e o</p><p>oligopsônio.</p><p>Já a macroeconomia aborda o todo, o macro, como por exemplo, inflação, renda do país, investimento agregado, exportação e</p><p>importação etc. De acordo com Dornbusch et al. (2006), a teoria macroeconômica inclui também políticas de controle da moeda,</p><p>câmbio, salários e também a dívida pública. Isto é, estuda quais são os níveis da renda, desemprego, taxa dos salários, taxa de juros</p><p>etc., todos em sua forma agregada.</p><p>A macroeconomia visa compreender a formação desses grandes agregados, como a economia é em seu todo e o como aplicar</p><p>políticas que beneficiem o país. Portanto, não há conflitos entre a microeconomia e a macroeconomia, pois a primeira analisa o</p><p>funcionamento dos mercados e analisa um mercado específico deixando o restante dos mercados constantes; já a segunda, analisa</p><p>o todo, considerando sempre o nível geral daquela determinada variável, ou seja, a variável em seu nível agregado.</p><p>Atenção</p><p>Os rendimentos dos títulos da dívida pública podem ser pós-fixados ou pré-fixados e a</p><p>remuneração está atrelada a um indexador, como a taxa Selic, índice de inflação como o IPCA,</p><p>taxa referencial – TR, IGP-M ou também uma variação cambial.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Fonte: Tesouro Direto (2018).</p><p>Lei da Demanda</p><p>Agora vamos começar a tratar sobre a lei da demanda que tem em seu objetivo compreender as necessidades dos consumidores e</p><p>explicar o seu comportamento nas escolhas de bens e serviços adquiridos.</p><p>Bom, devemos começar entendendo o que é a demanda por determinado bem. A demanda é a quantidade de um dado bem que o</p><p>consumidor deseja adquirir, ou seja, o quanto de um determinado item ele está disposto a comprar (PASSOS; NOGAMI, 2012).</p><p>Aqui é importante ressaltar que a demanda não precisa ser a compra efetivada, basta ser a intenção de compra , a renda e o</p><p>período também devem ser considerados.</p><p>Essa teoria pressupõe que quando o preço de determinado bem se eleva, os consumidores vão consumi-lo em menor quantidade</p><p>dado que as demais variáveis que possam impactar essa situação se mantenham constantes ( ceteris paribus ).</p><p>Isso significa que há uma relação negativa em preço e quantidade quando se trata do consumidor pois conforme há elevação dos</p><p>preços, ele não poderá mantendo os mesmos padrões de consumo pois a sua renda permanecerá sendo a mesma. Desse modo,</p><p>como o consumidor não poderá mais adquirir aquele bem, ele o substituirá por algum outro item que ele considere um substituto e</p><p>satisfaça as mesmas necessidades. Por exemplo, ocorre uma elevação no preço da carne bovina, uma vez que você não poderá mais</p><p>comprar as mesmas quantidades, poderá substituir por carne de frango para satisfazer as suas necessidades de consumo de carne.</p><p>Vamos entender melhor essa explicação ao observarmos a Figura 2, representada abaixo.</p><p>Figura 2 - Curva da Demanda.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora .</p><p>Descrição de imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Uma reta decrescente, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a</p><p>quantidade.</p><p>Na imagem, podemos ver que conforme há um aumento no preço do bem, a demanda por ele diminui. Ou seja, quanto mais elevado</p><p>for o preço (P), menor será a quantidade (Q) e isso é representado por meio da curva D, comprovando a relação negativa entre as</p><p>variáveis P e Q.</p><p>Desse modo, você pode analisar a Tabela 1, representada abaixo e analisar essa relação negativa entre preço e quantidade em</p><p>nosso exemplo, com as quantidades de almoços por semana em um restaurante no centro da cidade.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Tabela 1 - Demanda por almoço em restaurante.</p><p>Fonte: Elaborada pela autora.</p><p>Perceba que quanto maior é o preço do almoço no restaurante, menores são as quantidades de almoços por semana que você</p><p>estará disposto a ter. E podemos ir ainda mais fundo ao criar essa relação graficamente com as quantidades da tabela, como</p><p>podemos analisar no Figura 3, a seguir.</p><p>Figura 3 - Curva da Demanda por almoços.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição de imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Uma reta decrescente, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a</p><p>quantidade. No eixo do preço, há uma numeração de 30, 40, 50 e 60, iniciando na parte inferior do eixo a partir da numeração 30. E</p><p>no eixo da quantidade, a numeração é de 1 a 4, iniciando do lado esquerdo e indo em direção à direita.</p><p>Na Figura 4 vemos claramente como se forma a curva da demanda (D) e seus respectivos pontos de preço e quantidade. E,</p><p>observamos também que, conforme o preço do almoço diminui, maior é a propensão de almoçar fora mais vezes por semana. É</p><p>exatamente isso que é indicado quando uma curva é negativamente inclinada.</p><p>Em nosso exemplo, estamos indicando a preferência de apenas um consumidor apenas e por esse motivo as quantidades e valores</p><p>do almoço estão especificados tanto na tabela como na figura. Porém, a curva vai continuar seguindo exatamente os mesmos</p><p>pressupostos, conforme a figura 3, que apresenta a nossa curva com as indicações</p><p>genéricas, conforme abaixo.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 4 - Curva de Demanda genérica.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição de imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Uma reta decrescente, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a</p><p>quantidade.</p><p>Conforme a figura, podemos observar que quando o preço está em P1, a quantidade será Q1 em que o preço é menor e a</p><p>quantidade demandada será maior. Mas quando o preço está em P2 e é maior, a quantidade demanda Q0 se retrai. O que indica</p><p>que quanto maior for o preço do bem, menor será a inclinação do consumidor de adquiri-lo, conforme vimos nos exemplos</p><p>anteriores. Os pontos em que P e Q se encontram na curva D, são as quantidades demandadas e essas quantidades podem se</p><p>alterar ao longo da curva, basta alterar o preço e a predisposição de comprar o item vai se alterar.</p><p>Agora vamos abordar quais são os fatores que vão impactar no deslocamento da curva da demanda para a direita ou para a</p><p>esquerda. Até agora aprendemos que o preço influencia na quantidade demandada, ou seja, nos pontos que estão ao longo da</p><p>curva da demanda, porém a curva também pode se deslocar.</p><p>Mas o que isso quer dizer?</p><p>O deslocamento da curva de demanda é diferente pois não se trata dos movimentos nos pontos de encontro entre P e Q, mas sim</p><p>uma mudança na altura da curva em nossa figura. Veja em nossas figuras, a seguir.</p><p>Figura 5 - Deslocamento da Curva da Demanda à Direita.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Duas retas decrescentes, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando o deslocamento de uma curva para a outra à</p><p>direita.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 6 - Deslocamento da Curva da Demanda à Esquerda.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Duas retas decrescentes, com ângulo de 45º, indica a demanda, demonstrando o deslocamento de uma curva para a outra à</p><p>esquerda.</p><p>Como você observou, não se trata de alterações ao longo da curva, mas na alteração da curva de maneira geral, deslocando para a</p><p>direita ou para a esquerda. Agora você poderia me dizer algum fator que deslocaria a curva de demanda para direita ou para a</p><p>esquerda?</p><p>Existem diversas variáveis que podem impactar a curva de demanda nesse sentido tais como renda, preço dos bens substitutos,</p><p>preço dos bens complementares, marketing, clima, facilidade em se obter crédito, etc.</p><p>A renda vai impactar no deslocamento da curva, pois ao haver um aumento de salário, digamos que você eleve seu consumo de</p><p>carne bovina e diminua seu consumo de frango, por exemplo. Isso vai significar que haverá um deslocamento para a direita na sua</p><p>curva de demanda por carne bovina, uma vez que seu consumo por esse bem aumentou, mas o preço se manteve o mesmo. Por</p><p>outro lado, a curva de demanda por frango vai se deslocar para a esquerda, pois seu consumo daquele bem diminuiu, não por conta</p><p>do preço já que ele se mantém o mesmo, mas sim porque você alterou suas escolhas de produtos a serem consumidos por você.</p><p>Os bens substitutos são aqueles que podem ser substituídos um pelo outro pois são muito similares como, por exemplo, manteiga e</p><p>margarina ou carne bovina e carne de frango. Isso denota que quando o preço de um bem desse tipo se elevar, os consumidores</p><p>vão migrar seu consumo para o bem substituto dele e isso vai deslocar a curva de demanda de ambos.</p><p>Já os bens complementares são aqueles que consumimos ao mesmo tempo, como pão com manteiga ou arroz e feijão. Nesses</p><p>casos, também haverá deslocamento das curvas de demanda de ambos, mas dessa vez para o mesmo lado. Digamos que o preço do</p><p>açúcar se eleve, haverá menos consumo desse item e, assim, sua curva se deslocará para baixo. Porém, como o bem complementar</p><p>do açúcar é o café, ocorrerá a mesma situação e a curva de demanda do café também se deslocará para baixo.</p><p>No que se refere ao marketing e ao clima, o primeiro vai gerar o consumo por meio de propagandas, elevando a demanda desse</p><p>item e o segundo, cria sua demanda conforme a estação, por exemplo. No inverno, haverá demanda para roupa de frio e no calor,</p><p>para roupas mais leves.</p><p>O que diz a Lei da Oferta ? Em nossos estudos sobre a demanda, aprendemos sobre o consumidor e seu comportamento diante de</p><p>mudanças no preço, e agora nessa sessão vamos compreender o lado do produtor, ou seja, a oferta dos bens.</p><p>A oferta é a quantidade de um dado bem ou serviço que os produtores desejam vender em determinado período (VASCONCELOS,</p><p>2015). Assim como na demanda, na oferta também se trata do desejo em vender os produtos e não efetivamente da venda e na</p><p>teoria da oferta, será analisado o comportamento das empresas em suas transações no mercado.</p><p>Sendo assim, podemos visualizar no Figura 7 a representação da curva de oferta e nela observamos o formato da curva.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 7 - Curva da Oferta.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Uma reta crescente, com ângulo de 45º, indica a oferta, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a</p><p>quantidade.</p><p>Você percebeu a diferença comparada à curva da demanda?</p><p>Sim, a curva de oferta é o oposto do que vimos anteriormente, esta curva é positivamente inclinada. Vamos saber o porquê!</p><p>Então vamos ao nosso exemplo a seguir demonstrado na Tabela 2. Imagine que você é dono de uma empresa que fabrica picolés, a</p><p>tabela abaixo mostra a quantidade ofertada dos seus produtos.</p><p>Tabela 2 - Oferta da empresa Picolés Ltda.</p><p>Fonte: Elaborada pela autora.</p><p>Com a tabela demonstrada, fica claro que conforme a diminuição no preço do picolé, menos você estará disposto a produzir e</p><p>efetivamente colocar o produto para vender, certo?</p><p>Vamos observar um pouco mais, dessa vez no Figura 8 conforme a seguir.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 8 - Curva da Oferta de picolés.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Uma reta crescente, com ângulo de 45º, indica a oferta, demonstrando a proporcionalidade direta entre o preço e a</p><p>quantidade. No eixo do preço, há uma numeração de 1 a 4, iniciando na parte inferior do eixo. E no eixo da quantidade, a</p><p>numeração é de 7, 10, 12 e 15, iniciando do lado esquerdo e indo em direção à direita.</p><p>Na Figura 8 podemos analisar os mesmos dados da Tabela 2, e fica claro o motivo de a nossa curva de oferta ser positivamente</p><p>inclinada. Pois quanto maior for o preço da venda do produto, mais a empresa estará disposta a vender. Sendo assim, conforme a</p><p>diminuição do preço do picolé, menor será a oferta/quantidade ofertada do item, pois não há um incentivo ao vender o bem a um</p><p>preço baixo. Nesse caso, a firma poderia apenas mudar o produto e assim, ofertar um item que poderá ser vendido por um valor</p><p>maior.</p><p>Da mesma maneira como ocorre com a curva de demanda, também existem variáveis que impactam e deslocam a curva de oferta</p><p>para cima ou para baixo. Como vimos anteriormente na curva de demanda, o preço é um fator que influencia na curva, porém não</p><p>vai deslocá-la, apenas alterar as quantidades ofertadas. As variáveis capazes de deslocar a curva de oferta são tecnologia, políticas</p><p>governamentais, tamanho</p><p>da concorrência, preço/custo das matérias-primas e mudanças de expectativas e clima.</p><p>Vejamos as nossas figuras que demonstram esse deslocamento da curva de oferta a seguir.</p><p>Figura 9 - Deslocamento da Curva da Oferta à Direita.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Duas retas crescentes, com ângulo de 45º, indicam o deslocamento da curva de oferta à direita.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Figura 10 - Deslocamento da Curva de Oferta à Esquerda.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora.</p><p>Descrição da Imagem: A imagem representa um gráfico cartesiano, sendo que no eixo x, é apresentado a quantidade e no eixo y, o</p><p>preço. Duas retas crescentes, com ângulo de 45º, indicam o deslocamento da curva de oferta à esquerda.</p><p>A tecnologia é um fator que desloca a curva de oferta pois torna possível elevar a produção sem que os fatores envolvidos nesse</p><p>processo aumentem. Isto é, com a mesma quantidade de matérias-primas, a sua produção será muito maior e seus custos se</p><p>reduzirão, o que, por consequência, vai elevar a oferta do item e deslocar a curva para a direita.</p><p>As políticas governamentais também influenciam no deslocamento da curva, tais como subsídios ou aumento de impostos. Com os</p><p>subsídios, que são incentivos que as empresas recebem do governo, haverá um aumento da produção e da oferta dos bens; e já</p><p>com aumento de impostos, as empresas podem optar por diminuir ou até cessar com a produção de alguns produtos.</p><p>Os preços e custos dos insumos no mercado vai impactar nos preços dos produtos, com um aumento nos custos haverá dificuldade</p><p>em conseguir produzir itens tão baratos. Ou seja, os preços e custos dos insumos vão influenciar na oferta dos produtos e,</p><p>consequentemente, deslocar a curva de oferta.</p><p>O tamanho da concorrência também impacta na oferta pois quanto maior for o número de produtores, mais produtos serão</p><p>disponibilizados no mercado e, assim, há deslocamento da curva de oferta para a direita.</p><p>Em relação às expectativas e clima, podem haver deslocamentos tanto para a esquerda como para a direita. Pensando no caso dos</p><p>picolés, quando é verão e está muito quente você sabe que as pessoas vão estar dispostas a comprar mais picolés e, assim, você vai</p><p>ofertar uma quantidade maior do que quando está muito frio, o que vai deslocar a curva de oferta para a direita.</p><p>Na prática</p><p>Vamos conhecer mais a fundo sobre as leis da oferta e da demanda? Ao abrir o Qrcode ao lado,</p><p>quero aprofundar sobre essa temática e explicar melhor como ocorrem os deslocamentos das</p><p>curvas de oferta e demanda. Será um importante momento para materializar o que acabamos de</p><p>ler no parágrafo anterior. Vamos lá?</p><p>Disponível aqui</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fvimeo.com%2F861335703%2Fddeb046d21%3Fshare%3Dcopy&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1KxsRayKp_3auandNtZ_Jr</p><p>Estruturas de Mercado</p><p>Neste tópico do nosso material vamos entender melhor como se dá o funcionamento dos mercados dentro da economia. Mas</p><p>inicialmente gostaria de lhe questionar: Você sabe o que é um mercado, nesse sentido?</p><p>O mercado é um ambiente que pode ser físico ou não, em que ocorrem interações entre consumidores e vendedores em suas</p><p>transações de troca de bens e serviços. Desse modo, grupos específicos de vendedores e de compradores realizam suas operações</p><p>de compra e venda dos bens nesse espaço de troca.</p><p>Existem duas características do mercado que são muito importantes nessa relação, que são a formação de preços e as formas de</p><p>trocas. Ou seja, nos mercados com as interações entre os agentes que os preços serão determinados juntamente com os processos</p><p>de trocas.</p><p>Dessa forma, podemos entender agora o que são as estruturas de mercado que segundo Mendes (2009, p. 103) é uma “estrutura</p><p>de mercado (que) se refere às características organizacionais de um mercado, ou seja: grau de concentração, grau de diferenciação</p><p>do produto, grau de dificuldade ou barreira à entrada”.</p><p>O grau de concentração diz respeito à quantidade de vendedores e consumidores que estão dentro desse mercado; ele pode ser</p><p>concentrado, quando as 4 maiores firmas detêm 75% do mercado, ou competitivo.</p><p>A diferenciação do produto está relacionada às diferenças entre os bens e quanto mais diferenciações entre eles, menos produtos</p><p>substitutos existirão e, consequentemente, os consumidores não conseguirão demandar um outro produto caso o preço do bem se</p><p>eleve. Para exemplificar os produtos que possuem diferenciação, podemos citar roupas, sapatos e produtos industrializados; e já</p><p>os produtos com quase nenhuma diferenciação são produtos in natura.</p><p>Ao que tange a dificuldade de entrada no mercado estamos nos referindo ao quanto será difícil uma nova empresa adentrar no</p><p>mercado, isto é, podem acontecer certas situações do mercado que vão facilitar ou não que outros concorrentes abram suas</p><p>empresas. Nesse sentido, cito dois pontos essenciais que podem impossibilitar a entrada das firmas que são as desvantagens de</p><p>custo e a economia de escada.</p><p>As desvantagens de custo são situações como inexperiência no ramo que a firma quer se instalar, investimentos muito elevados em</p><p>marketing e pouca compreensão sobre a tecnologia da área. E a economia de escala está relacionada à diminuição do custo médio</p><p>a longo prazo, quando há um aumento da produção do bem por conta de altos níveis de compra de matéria-prima,</p><p>aperfeiçoamento da mão de obra ou utilização de novas tecnologias, por exemplo.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Sendo assim, as estruturas de mercado são os modelos de organização de cada tipo de mercado e existem quatro estruturas</p><p>principais as quais vamos abordar aqui, sendo elas: concorrência perfeita, monopólio, oligopólio e concorrência monopolística.</p><p>Concorrência Perfeita</p><p>A concorrência perfeita se trata de uma estrutura exemplar no que diz respeito à concorrência. Apesar disso, ela não é considerada</p><p>tão real pois, conforme você perceberá, é difícil encontrar um determinado setor que apresente todas as suas características. Para</p><p>Sandroni (1999, p. 118), a concorrência é:</p><p>Também chamada livre-concorrência. Situação do regime de iniciativa privada em que as empresas</p><p>competem entre si, sem que nenhuma delas goze da supremacia em virtude de privilégios jurídicos, força</p><p>econômica ou posse exclusiva de certos recursos. Nessas condições, os preços de mercado formam-se</p><p>perfeitamente segundo a correção entre oferta e procura, sem interferência predominante de compradores</p><p>ou vendedores isolados. Os capitais podem, então, circular livremente entre os vários ramos e setores,</p><p>transferindo-se dos menos rentáveis para os mais rentáveis em cada conjuntura econômica. Nesse caso, o</p><p>mercado é concorrencial em alto grau. De acordo com a doutrina liberal, propugnada por Adam Smith e</p><p>pelos economistas neoclássicos, a livre-concorrência entre capitalistas constitui a situação ideal para a</p><p>distribuição mais eficaz dos bens entre as empresas e os consumidores. Com o surgimento de monopólios e</p><p>oligopólios, a livre-concorrência desaparece, substituída pela concorrência controlada e imperfeita</p><p>(Sandroni, 1999, p. 118).</p><p>Um mercado que esteja em concorrência perfeita possuirá uma quantidade muito elevada de vendedores e consumidores de tal</p><p>forma que as decisões das empresas individualmente não influenciam no preço de mercado. No caso da concorrência perfeita, o</p><p>preço de mercado será equilibrado pela oferta e demanda e será muito similar para todos os integrantes.</p><p>Além disso, não existem barreiras à entrada de novas empresas, ou seja, não existem dificuldades aos vendedores que queiram</p><p>adentrar nesse mercado. Outra característica dessa estrutura</p><p>é o livre mercado, o que significa que o estado não poderá intervir</p><p>de qualquer forma, com congelamento de preços ou situações parecidas.</p><p>Os produtos fabricados dentro da estrutura de concorrência perfeita são muito parecidos, e são comumente chamados de bens</p><p>homogêneos. De forma que esses itens são praticamente iguais o que torna possível que os consumidores substituam tais</p><p>produtos quando quiserem. Dessa forma, os vendedores mantêm os preços dos itens quase sem alterações, pois caso o preço do</p><p>bem A se eleve, os compradores vão comprar o bem B sem nenhum problema.</p><p>Dessa forma, como os produtos são praticamente idênticos, não existem segredos de produção dentro dessa estrutura. Todas as</p><p>firmas têm pleno conhecimento das informações de fabricação e dos concorrentes, tais como custos, preços, processos, etc.</p><p>Monopólio</p><p>Um mercado em monopólio é uma situação não muito comum, mas pode acontecer. É considerado um mercado monopolista</p><p>quando há apenas uma grande firma como produtora de um determinado bem.</p><p>Sendo assim, um monopólio vai apresentar algumas características como produtos extremamente diferenciados, ou seja, não</p><p>existem produtos similares para que o consumidor possa substituir; não há concorrência, pois, há apenas uma única empresa</p><p>controlando o mercado e, desse modo, a empresa é formadora de preço pois é ela quem determina os preços do mercado. Como</p><p>forma de controle sobre a empresa monopolista, o estado pode utilizar formas de taxação incluindo tributações, impostos ou até</p><p>mesmo o pagamento de licenças.</p><p>Como nesse mercado há somente uma empresa no controle, as barreiras à entrada são extremamente altas e inviáveis</p><p>financeiramente. Posso citar alguns exemplos de monopólio como as empresas de energia elétrica, saneamento, transporte</p><p>público e extração de petróleo.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Em pauta - podcast</p><p>Em nossos estudos, pudemos compreender como estão dividas os mercados e como se dão as</p><p>suas estruturas. Nesse sentido, existem normas e leis que regem os mercados para que não</p><p>ocorram situações consideradas desleais e que prejudiquem os consumidores.</p><p>Nesse sentido, gostaria de te convidar a entender como ocorreu a fusão das empresas</p><p>Antarctica e Brahma que originaram o grupo AmBev.</p><p>A criação dessa nova empresa foi submetida à avaliação por conta da concentração de mercado</p><p>de bebidas ser mais de 20% do total, sendo que a união dessas duas empresas representou 72%</p><p>do mercado de cerveja e 40% do mercado de bebidas. Para ouvir, basta acessar o Qrcode que</p><p>está aqui ao lado.</p><p>Espero que goste!</p><p>Oligopólio</p><p>O oligopólio se mostra uma estrutura intermediária que tem uma quantidade pequena de firmas e elas são dependentes uma da</p><p>outra. Isso significa que quando uma empresa toma uma decisão como, por exemplo, diminuir ou elevar o preço do produto, esta</p><p>vai afetar a decisão do seu concorrente.</p><p>Dessa forma, o preço dos produtos de empresas oligopolistas são basicamente o mesmo, pois se uma das empresas diminuir o</p><p>preço, as demais farão o mesmo para não perderem uma fatia do mercado e aqui são beneficiados os consumidores que</p><p>aproveitarão os bens mais baratos.</p><p>Nesse tipo de estrutura existem barreiras medianas à entrada de novos concorrentes, o que indica que apesar de haverem</p><p>restrições, não são extremas como no caso de um monopólio. Não existe um tipo exato de produtos, pois os itens podem ser</p><p>similares ou não, como por exemplo nos casos dos automóveis, que são bens diferenciados, ou combustível, bens similares.</p><p>Conforme foi especificado anteriormente, no caso do oligopólio, existem poucas empresas no mercado e isso facilita acordos para</p><p>determinação de preço, por exemplo. Porém, a nossa legislação coíbe esse tipo de prática com a lei antitruste.</p><p>Concorrência Monopolística</p><p>Essa estrutura é um mix entre monopólio e concorrência perfeita de modo que são altas as quantidades de empresas nesse</p><p>mercado. Os produtos têm diferenciação mesmo que seja em um nível baixo. Além disso, as empresas não determinam os preços</p><p>exatamente por existirem diversas firmas e, assim, também são baixas às dificuldades em adentrar nesse mercado.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Empresas desse tipo utilizam marketing e serviços para obter a sua diferenciação, pois é assim que conseguirão elevar o preço dos</p><p>seus bens tais como lojas, academias, etc.</p><p>Ação - Conexões Profissionais</p><p>Pronto, estamos chegando no final da unidade 1. Até o momento conseguimos compreender de</p><p>forma geral o funcionamento da economia e as estruturas de seus mercados. Entendemos que</p><p>cada tipo de empresa tem as suas próprias características pois estão inseridos em uma estrutura</p><p>de mercado com as suas próprias regras.</p><p>Desse modo, trazendo o caso da confeitaria da Camila, podemos pensar que ela deverá tomar</p><p>algumas atitudes que objetivam o aumento das suas receitas. E como vimos, não poderá fazer</p><p>isso sem realizar pesquisas e buscar inovação. A confeitaria da Camila precisa se destacar! E</p><p>como ela poderá fazer isso?</p><p>DICAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO:</p><p>Com os conhecimentos adquiridos até aqui, você conseguirá enxergar o funcionamento da economia de maneira mais apurada e</p><p>conseguirá identificar de forma específica cada tipo de estrutura de mercado.</p><p>Em nosso mundo atual, é muito importante que as pessoas entendam melhor o seu funcionamento para que em situações</p><p>adversas, possamos pensar em soluções inovadoras, tomando decisões estratégicas e agindo rapidamente.</p><p>A partir de agora preste atenção, observe quantos postos de gasolina têm em sua cidade, quantas lojas de sapatos e quantas</p><p>fábricas automobilísticas. Agora você já compreende o todo muito melhor e vai facilmente entender o motivo de o número de</p><p>empresas ser tão diferente dentro de cada mercado.</p><p>Agora é com você</p><p>Vamos retornar ao nosso estudo de caso da empresa da Camila. Nesse momento, eu gostaria que você especificasse dentro de</p><p>qual estrutura de mercado a empresa de confeitaria está incluída.</p><p>Além disso, especifique os pontos de diferenciação que a empresa da Camila pode apresentar, assim como quais são os meios</p><p>(físicos ou não) que ela pode utilizar para alcançar o objetivo de elevar o faturamento da empresa.</p><p>Orientação de resposta</p><p>Avançar</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial/refer%C3%AAncias</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/unidade-1</p><p>https://getfireshot.com</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 1 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>DORNBUSH, R.; FISCHER, S.; STARTZ, R. Macroeconomia . São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 2006.</p><p>MELO, C; CABRAL, S. A grande crise e as crises brasileiras: o efeito catalizador da Covid-19. Gestão e Sociedade , v. 14, n. 39, p.</p><p>3681-3688, 2020.</p><p>MENDES, J. T. G. Economia: Fundamentos e Aplicações. São Paulo: Pearson Hall, 2009.</p><p>MONTELLA, M. Decifrando o Economês. Rio de Janeiros: Ed. Qualitymark, 2003.</p><p>PASSOS, C. R. M; NOGAMI, O. Princípios de Economia . São Paulo: Cengage Learning, 2012.</p><p>ROSSETTI, J. P. Introdução à Economia . São Paulo: Ed. Atlas, 20ª Ed., 1979.</p><p>SANDRONI, P. Novíssimo dicionário de economia . São Paulo: Círculo do Livro, 1999.</p><p>TESOURO DIRETO. Estatísticas e Relatórios da Dívida Pública Federal, 2018. Disponível em:</p><p>< https://www.tesourotransparente.gov.br/temas/divida-publica-federal/estatisticas-e-relatorios-da-divida-publica-federal >.</p><p>Acesso em: 10 nov. de 2021.</p><p>VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro . São Paulo: Ed. Atlas, 5ª Ed., 2011.</p><p>VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: Micro e Macro. São Paulo: Atlas, 6ª Ed., 2015.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/referências</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fwww.tesourotransparente.gov.br%2Ftemas%2Fdivida-publica-federal%2Festatisticas-e-relatorios-da-divida-publica-federal&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2ImI1Hb063pKjehONXUVUd</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial/editorial</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 1 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>Flávia Fernanda da Silva Machado</p><p>Meu nome é Flávia Machado e sou formada em Ciências Econômicas desde 2014. Já</p><p>trabalhei na área financeira, em banco e atualmente sou professora responsável</p><p>pelas disciplinas relacionadas à economia e contabilidade e, além disso, sou</p><p>educadora financeira. Fiz meu mestrado em Economia, com foco em Teoria</p><p>Econômica na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Já ministrei e elaborei</p><p>conteúdo para disciplinas de Matemática Financeira, Economia, Finanças de Longo</p><p>Prazo, Macroeconomia, Mapeamento e Modelagem de Processos, Estrutura</p><p>Organizacional e Processos.</p><p>O que não tem no meu currículo</p><p>Lattes</p><p>Olá, sou uma pessoa não muito paciente mas tenho muita empatia, me compadeço</p><p>com a dor das pessoas e sempre dou o meu melhor para ajudá-las. Acredito que seja</p><p>LinkedIn por isso que escolhi ser professora e compartilhar o que sei e, assim, melhorar a vida</p><p>das pessoas.</p><p>Além das aulas, atualmente faço isso compartilhando sobre finanças nas redes</p><p>sociais, o que amo muito também! Eu realmente acredito que todos os brasileiros</p><p>merecem uma vida melhor e faço minha parte ensinando sobre dinheiro. É um tabu,</p><p>né?! Muita gente acredita que ter dinheiro é uma coisa ruim porque foram</p><p>condicionados a acreditar nisso. Todos nós temos crenças enraizadas sobre diversos</p><p>assuntos e o dinheiro é um deles.</p><p>Por isso também gosto bastante de conversar e compartilhar sobre mentalidade,</p><p>porque em minha concepção, tudo começa na nossa mente. Uma mente fortalecida é</p><p>o primeiro passo para uma vida bem-sucedida. Eu amo pessoas que gostem de</p><p>conversar e tenham a mente aberta para ouvir e discutir com respeito, amo</p><p>churrasco e adoro cozinhar doces. Mas sou uma pessoa mais introspectiva até</p><p>conhecer a pessoa melhor e, aí sim, falo pelos cotovelos.</p><p>Eu faço o que faço sempre com o intuito de contribuir e acredito que os livros que</p><p>escrevo, as aulas de economia, as mentorias de finanças e tudo o mais que faço, deixa</p><p>o mundo um pouquinho melhor. Essa é a minha forma de agradecer ao universo.</p><p>Espero que você também tente deixar o mundo um pouquinho mais bonito em cada</p><p>caminho que escolha para sua vida. Escolha a vida que você deseja ter e guie suas</p><p>ações para isso, faça isso todo dia, passinho por passinho e alcance o sucesso que</p><p>você deseja.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Flattes.cnpq.br%2F7646275502126724&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3A2u9_DDdtlpqv6238l4YW</p><p>http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.linkedin.com%2Fin%2Fflavia-fernanda-machado&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1gvxpZSfWFbW6EpgCyAqzn</p><p>Bons estudos!</p><p>EDITORIAL</p><p>DIREÇÃO UNICESUMAR</p><p>Reitor Wilson de Matos Silva</p><p>Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho</p><p>Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva</p><p>Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi</p><p>NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho</p><p>Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha</p><p>Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli</p><p>Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia</p><p>Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo</p><p>Supervisão do Núcleo de Produção</p><p>de Materiais Nádila de Almeida Toledo</p><p>Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey</p><p>Projeto Gráfico Thayla Guimarães</p><p>Design Educacional Giovana Vieira Cardoso</p><p>Design Gráfico Victor Augusto Thomazini</p><p>Ilustração Daphine Pamella Marcon</p><p>C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação a Distância; MACHADO , Flávia Fernanda da</p><p>Silva.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Economia e Mercado. Flávia Fernanda da Silva Machado.</p><p>Maringá-Pr.: UniCesumar, 2022.</p><p>“Pós-graduação Universo - EaD”.</p><p>1. Economia. 2. Mercado. 3. EaD. I. Título.</p><p>CDD - 22 ed. 370</p><p>CIP - NBR 12899 - AACR/2</p><p>ISBN 978-65-5615-843-3</p><p>Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar</p><p>Diretoria de Design Educacional</p><p>Equipe Produção de Materiais</p><p>Fotos : Shutterstock</p><p>NEAD - Núcleo de Educação a Distância</p><p>Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900</p><p>Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360</p><p>Retornar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/página-inicial/editorial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-1/p%C3%A1gina-inicial</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>ECONOMIA E</p><p>MERCADO</p><p>Avançar</p><p>Professora : Flávia Fernanda da Silva Machado</p><p>Oportunidades de aprendizagem</p><p>Nesta segunda unidade, você aprenderá mais acerca da macroeconomia e políticas macroeconômicas. Em nosso material, veremos</p><p>mais a respeito da estrutura da análise macroeconômica, metas econômicas envolvidas e instrumentos utilizados para alcançá-las,</p><p>que são as políticas fiscal, monetária e cambial.</p><p>Avançar</p><p>UNICESUMAR | UNIVERSO EAD</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial/unidade-2</p><p>2021 - ECONOMIA E MERCADO - Un 2 Página inicial</p><p>Pular para o conteúdo principal Pular para a navegação</p><p>A economia e os tipos de economia</p><p>Os economistas clássicos acreditavam na premissa de que não haveria muitas oscilações no nível do produto e também que os</p><p>fatores de produção estariam todos empregados na fabricação dos bens e serviços que seriam ofertados, formando a renda da</p><p>economia. Isso significa que nessa situação em um âmbito econômico clássico, denominada pleno emprego, não haveria</p><p>desemprego e nem recessão em um país. Novas teorias vieram, no entanto, para solucionar essas interrogações. Sendo assim,</p><p>neste primeiro momento, gostaria de pedir a sua reflexão acerca das situações a seguir.</p><p>Uma nação necessita tomar decisões acerca de diversas temáticas e, para isso, temos as políticas econômicas. Sendo assim, uma</p><p>junção de políticas bem-sucedidas pode encaminhar o país rumo ao crescimento econômico e, se for o contrário, políticas</p><p>macroeconômicas não alinhadas poderiam prejudicar esse país.</p><p>A macroeconomia engloba todos os mercados e os investiga de forma global, sem especificidades, apenas o todo. As políticas</p><p>macroeconômicas visam sempre conduzir o país para o alcance das metas macro. Sendo assim, uma enorme complexidade de</p><p>fatores e variáveis impactam em toda a economia. Desse modo, as políticas devem estar bem alinhadas para atingir o objetivo,</p><p>como por exemplo, a diminuição da inflação.</p><p>Caso o governo empregue uma política equivocada, não conseguirá diminuir a inflação, o que trará sérias consequências à</p><p>população e ao próprio Estado. Por exemplo, quando as pessoas estão trabalhando e não há taxas elevadas de desemprego, há</p><p>mais renda, mais dinheiro em circulação, mais consumo e consequentemente, um nível maior de preços, isto é, a inflação de</p><p>demanda aumenta. Dessa forma, o governo precisa manter a inflação o mais equilibrada possível, utilizando</p><p>medidas corretas para</p><p>tanto.</p><p>Além disso, é possível analisar os impactos da macroeconomia nas organizações, investigando pontos, como aquecimento do</p><p>mercado, se há público para demandar os produtos ou serviços e se é um bom momento para realizar investimentos. Dessa forma,</p><p>ao analisar o mercado como um todo e entender quais políticas estão sendo empregadas, torna-se mais fácil tomar decisões e criar</p><p>estratégias mais certeiras para o negócio.</p><p>Vamos começar a nossa parte de experimentação e devemos iniciar entendendo quais são alguns aspectos das políticas</p><p>macroeconômicas. Desse modo, te convido a realizar uma pesquisa na web e indicar quais são as cinco metas macroeconômicas e o</p><p>conceito de cada uma delas. Além disso, indique quais são as políticas da macroeconomia e seus objetivos.</p><p>Você pode criar dois quadros representativos para organizar essas informações, de forma que o primeiro quadro apresente as</p><p>metas macro e seus conceitos e o segundo, as políticas macroeconômicas e seus objetivos.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/p%C3%A1gina-inicial/unidade-2#h.9duk5e1evgi9</p><p>Você deve ter notado, em sua pesquisa, que as metas macroeconômicas visam impulsionar a economia para o desenvolvimento</p><p>econômico e bem-estar da população e, para isso, são utilizadas as políticas macroeconômicas. Posso citar, por exemplo, a meta de</p><p>estabilidade de preços, que sempre busca uma baixa oscilação no nível geral de preços – a inflação. Para que a inflação seja</p><p>controlada, o Estado precisa estabelecer medidas de políticas fiscal e monetária, diminuindo os gastos do governo e/ou</p><p>aumentando os tributos, bem como elevando a taxa de juros da economia.</p><p>Essas medidas são sempre utilizadas, como vemos nas alterações a cada 45 dias da Selic, que é a taxa básica da economia</p><p>determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Esse índice influenciará todas as taxas de juros do país,</p><p>como aquelas cobradas em empréstimos bancários, financiamentos e aplicações financeiras. Quanto mais alta a Selic, mais caro os</p><p>empréstimos ficam, o que diminui a circulação do dinheiro e controla o nível de preços – salientando, porém, que tais resultados</p><p>não ocorrem imediatamente.</p><p>Pensando nesses diversos fatores, qual é a melhor estratégia para neutralizar fatores inadequados e promover desenvolvimento?</p><p>Conforme visto anteriormente, a macroeconomia visa medir e analisar a economia considerando o todo, regional ou mesmo</p><p>nacional. Esse âmbito da ciência econômica se dispõe a entender a formação de grandes agregados, como a economia se mostra</p><p>em sua totalidade e como implementar políticas que tragam benefícios ao país. Além disso, a macroeconomia utiliza em sua análise</p><p>índices, como nível de preços, inflação, taxa de juros, taxa de câmbio e muitos outros. Sendo assim, o estudo macroeconômico</p><p>abrange elementos do progresso da economia e são investigados os agregados que afetam esse desempenho.</p><p>Diante disso, irei contextualizar a macroeconomia para que possamos adentrar no assunto do nosso tópico que são as políticas</p><p>macroeconômicas, certo?</p><p>Trouxe um quadro sistematizado para que você entenda ainda melhor quais são as estruturas da análise da macroeconomia, de</p><p>forma que o nosso quadro visa sistematizar e classificar os fenômenos econômicos. Desse modo, podemos observar no Quadro 1</p><p>que há duas grandes áreas de estudo macroeconômicos, quais sejam o lado real e o lado monetário da economia.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Quadro 1 . As estruturas da análise macroeconômica</p><p>Fonte: adaptado de Vasconcellos (2015).</p><p>Podemos visualizar que o lado real e o lado monetário da economia são subdivididos em mercados. O lado real é o mercado que</p><p>oferta a produção dos bens e serviços, gerando riqueza para o país. O lado monetário engloba o mercado financeiro e o mercado</p><p>de divisas.</p><p>Desse modo, vou iniciar contextualizando os mercados através do mercado financeiro. Dentro desse mercado ocorre a</p><p>determinação das taxas de juros e da quantidade (estoque) de moedas que serão disponibilizadas na economia, além da definição</p><p>da quantidade e preço dos títulos. Nesse sentido, as transações entre os agentes superavitários e deficitários ocorrerão no</p><p>mercado financeiro. Ou seja, os agentes que detêm uma renda maior fazem empréstimos monetários para agentes cujos gastos</p><p>são mais elevados que a renda. Para exemplificar essas transações temos: títulos do governo, ações, CDBs, entre outras.</p><p>O mercado de divisas, isto é, o mercado cambial, analisa as transações envolvendo as exportações e importações. Isso porque</p><p>sabemos que os países do mundo comercializam bens e serviços entre si e, portanto, existe a troca de moeda entre eles. Como</p><p>sabemos, cada país possui a sua própria moeda e para que seja possível realizar as transações financeiras, utiliza-se a taxa de</p><p>câmbio.</p><p>A taxa de câmbio tem o objetivo de converter a moeda nacional para indicar o mesmo valor em moeda estrangeira. Com esse</p><p>cálculo, é obtido o valor relativo referente ao bem ou serviço adquirido, e torna-se possível a realização dos pagamentos conforme</p><p>o combinado entre as partes.</p><p>Partindo para o mercado de bens e serviços, dentro do lado real da economia, há toda a atividade econômica. É nesse mercado que</p><p>ocorre a produção total dos bens e serviços, a qual é denominada oferta agregada, além da determinação do nível geral de preços.</p><p>Sendo assim, realiza-se uma análise para entendimento da relação entre demanda e oferta agregadas de curto prazo</p><p>(VASCONCELLOS, 2015).</p><p>No mercado de trabalho, é determinado o nível de emprego e taxa salarial, com a junção dos tipos de empregos dos mercados, bem</p><p>como a oferta e a demanda por trabalho, que irão estabelecer os salários dos trabalhadores. Sob essa perspectiva, a oferta de</p><p>trabalho será dada pelos trabalhadores que venderão seu tempo e mão de obra para as empresas, e a demanda por trabalho será</p><p>exatamente dada pela busca de novos trabalhadores por essas empresas.</p><p>Essa relação também é regida pelas leis da oferta e demanda em que quanto menos trabalhadores disponíveis, maiores serão os</p><p>salários pagos pelas organizações, e quanto mais trabalhadores buscando a mesma vaga, menores serão os salários pagos.</p><p>Agora que já contextualizamos as estruturas da análise da macroeconomia, podemos dar início à compreensão das políticas</p><p>macroeconômicas.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Metas, instrumentos e políticas macroeconômicas</p><p>Conforme aprendemos anteriormente, a macroeconomia não tem o objetivo de analisar o funcionamento individual dos mercados,</p><p>pois o estudo desses comportamentos se dá na microeconomia. A análise macroeconômica traz o estudo do todo, tais como o</p><p>mercado de trabalho, produto nacional, oferta e demanda de trabalho e determinação do nível de emprego sem especificar pontos,</p><p>como gênero, idade, qualificação etc. O foco será sempre os mercados em uma perspectiva global (VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Desse modo, existem instrumentos de políticas macro que visam direcionar a economia e fazer com que a sua população alcance</p><p>um melhor bem-estar, ou seja, uma melhor qualidade de vida. Sendo assim, as políticas macroeconômicas são medidas</p><p>implementadas pelo Estado em busca de atingir as metas macroeconômicas. O objetivo da macroeconomia se volta para suas</p><p>metas e, portanto, existem algumas questões que devem ser investigadas (DORNBUSH; FISCHER; STARTZ, 2006).</p><p>Algumas questões surgem neste momento:</p><p>Qual é a explicação para os períodos de desemprego elevado e persistente?</p><p>Qual é a causa da inflação e o que pode ser feito para</p><p>combatê-la? Ademais, quais são as causas da hiperinflação?</p><p>Como é determinada a taxa de crescimento do produto? E por que certos países crescem mais rapidamente que outros?</p><p>Dessa forma, de maneira direta, as metas macroeconômicas visam alcançar o pleno emprego, o crescimento e desenvolvimento</p><p>econômico, a estabilidade dos preços, a distribuição equitativa da renda e o equilíbrio externo (HALL; LIEBERMAN, 2003;</p><p>VASCONCELLOS, 2015).</p><p>Buscando atingir as metas para proporcionar um melhor bem-estar para a população, são utilizados alguns instrumentos da</p><p>macroeconomia, que são políticas macroeconômicas. Essas políticas são classificadas como: Política Fiscal, Política Monetária e</p><p>Política Cambial.</p><p>Política fiscal</p><p>Foi John Maynard Keynes quem trouxe atenção à política fiscal dentro do sistema econômico mundial, e isso foi destacado em sua</p><p>obra A Teoria Geral do Emprego , do Juro e da Moeda, de 1936. Nessa obra, Keynes expôs que a Lei de Say não se mostrava</p><p>condizente com o que realmente ocorria nos mercados e, portanto, a substituiu por sua teoria.</p><p>O autor da Teoria Geral esclareceu o que ocorria para haver instabilidade dentro das condições de equilíbrio em pleno emprego, e</p><p>que o comportamento dos agentes não acompanhava as premissas da Teoria Clássica. Dessa forma, Keynes indicou que o Estado</p><p>deveria intervir e regular as políticas fiscais, uma vez que elas se mostram de extrema relevância para o crescimento econômico.</p><p>Sendo assim, a política fiscal se torna um importante instrumento para gerar mais empregos, estimular mais consumo e também</p><p>impulsionar uma maior renda, assim, alavancando a economia.</p><p>Basicamente, a política fiscal é utilizada para alterar o orçamento do país, mudando a organização das receitas e das despesas, e</p><p>manter o equilíbrio econômico. Tal equilíbrio ocorre com o aumento da arrecadação e diminuição dos gastos, por meio do emprego</p><p>de medidas de ajuste de gastos, tributação e administração dos recursos de forma mais eficiente, visando sempre o bem-estar</p><p>social.</p><p>Desse modo, para que esse equilíbrio seja alcançado, são estabelecidas metas que devem ser buscadas por meio de políticas que</p><p>visem o aumento das arrecadações do Estado para que, assim, possa realizar mais investimentos no crescimento do país, por</p><p>exemplo, temos o PIB meta e a meta de inflação.</p><p>Portanto, se os índices denotam que a economia está estagnada ou com crescimento muito baixo, as políticas são implementadas,</p><p>visando o estímulo da produção e do comércio, e consequente elevação do consumo e circulação de dinheiro. Podem ser utilizadas</p><p>medidas de incentivos fiscais a setores específicos, em que as alíquotas de impostos podem ser alteradas, além de investimentos</p><p>em infraestrutura por parte do governo, elevando seus gastos.</p><p>Em uma situação oposta, em que a economia está muito aquecida e o PIB meta pode ser superado, as políticas devem segurar esse</p><p>crescimento, uma vez que ele trará uma consequência, a inflação. Nesse caso, o Estado poderá utilizar medidas de controle da</p><p>inflação, como contenção de gastos e elevação da taxa de juros.</p><p>Esse tipo de medida fiscal é denominado política anticíclica. Ela é tomada tendo em vista algum tipo de compensação frente a um</p><p>desequilíbrio macroeconômico. Isto é, a política será implementada com o objetivo de inibir condições negativas que trarão</p><p>impactos prejudiciais à saúde econômica do país.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Nesse sentido, devemos deixar bem claro em nossa mente que políticas anticíclicas também podem não apresentar resultados</p><p>satisfatórios. Por exemplo, em um momento de crise mundial, não será uma decisão assertiva impulsionar as exportações, afinal, se</p><p>os países que comprariam os bens exportados estão passando por apertos fiscais, provavelmente a venda não performará</p><p>conforme o esperado.</p><p>Desse modo, quais seriam os passos fundamentais para implementar alguma política econômica?</p><p>Em primeiro lugar, como vimos anteriormente, deve-se identificar quais serão as metas a serem buscadas. E, então, torna-se</p><p>possível identificar os instrumentos mais compatíveis para atingir o objetivo, ou seja, qual política será implementada.</p><p>Conceituando</p><p>A Lei de Say indicava que seria a oferta que criaria sua própria demanda. O que</p><p>significa que todos os itens produzidos, independentemente de qual mercado,</p><p>possuiriam demanda. Ou seja, se existe o bem existe alguém para comprá-lo. Sob</p><p>esse aspecto, não existe excesso de produção e nem desemprego involuntário.</p><p>Entretanto, Keynes afirma que seria a demanda que criaria a oferta, afinal, se</p><p>ninguém quiser comprar, não há necessidade da criação desse item, por exemplo.</p><p>Política fiscal e setor público</p><p>Por conta das alterações tecnológicas, mudanças na taxa de crescimento da população, aumento da renda per capita, alterações na</p><p>previdência, efeitos das guerras e fatores sociais e políticos, a participação do governo na economia se elevou (VASCONCELLOS,</p><p>2015).</p><p>Juntamente a isso, em um caminho natural de evolução, foram formados mercados, como o financeiro e o internacional,</p><p>aumentando a complexidade das relações anteriormente existentes.</p><p>Como são diversos os fatores, a autorregulação econômica não era mais possível, necessitando da intervenção estatal para a</p><p>manutenção dos níveis da economia estáveis - tais como preços, empregos e atividades.</p><p>Essa informação se tornou transparente com a quebra da Bolsa de Nova York, no ano de 1929, e a grande depressão, que ocorreu</p><p>na década de 1930, quando o Estado passou a intervir na economia para controlar e estabilizar as variáveis econômicas.</p><p>https://sites.google.com/unicesumar.com.br/pos-em-un-2/página-inicial/unidade-2</p><p>https://getfireshot.com</p><p>Tudo bem, já entendemos que realmente se tornou necessária a intervenção do governo. Porém, você saberia me indicar quais são</p><p>as funções econômicas do Estado?</p><p>Vamos entender melhor!</p><p>Existem três funções pertencentes ao setor público: a alocativa, a distributiva e a estabilizadora.</p><p>A função alocativa diz respeito aos bens públicos, aqueles cujo mercado não oferece à população, que todas as pessoas podem</p><p>utilizar sem haver uma restrição por condição social ou qualquer outra característica com o objetivo de elevar o bem-estar dos</p><p>indivíduos. Alguns exemplos de bens públicos são escolas, museus, praças, bibliotecas públicas, ruas etc.</p><p>A função distributiva está relacionada à distribuição de renda, em que o Estado é o responsável por captar recursos e redistribuí-</p><p>los de forma a beneficiar as camadas mais frágeis da população. Exemplos disso são os impostos de renda progressivos, sendo que</p><p>nessa modalidade tributária as pessoas mais ricas pagam uma alíquota de imposto superior e no repasse desses recursos, o Estado</p><p>pode oferecer subsídios aos bens consumidos pelas pessoas com uma renda menor.</p><p>Nesse aspecto, é importante ressaltar a relevância do capital humano (aumento da educação e aprimoramento da mão de obra),</p><p>pois eleva a produtividade marginal do trabalho, uma vez que níveis elevados de capital humano estão ligados a maiores salários</p><p>(VASCONCELLOS, 2015).</p><p>E como a última função do Estado, temos a função estabilizadora, que se relaciona às políticas de intervenção econômicas para</p><p>equilibrar os níveis de preços e emprego. Podemos começar agora a comentar sobre a estrutura tributária e o efeito da política</p><p>tributária sobre a economia.</p><p>Em primeiro lugar, você saberia me indicar quais são os princípios da tributação?</p><p>Bom, é necessário que haja um financiamento para que o governo consiga realizar todas as funções que vimos logo acima, então, já</p><p>sabemos que esse financiamento vem dos tributos que pagamos, de pessoa física ou pessoa jurídica.</p><p>Nesse aspecto, existem alguns princípios que regem essa transação estatal, dos quais podemos destacar dois: os princípios da</p><p>neutralidade e da equidade. O primeiro trata dos preços relativos dos bens, que não</p>

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