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ANOTAÇÕES
- Casos clínicos quinzenais
- atividades em trios
- Discussões em grupo
- Metodologia ativa
amoxicilina corta o efeito do contraceptivo oral
FARMACOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR
doenças cardiovasculares e fármacos associados
Os fármacos atuam nos órgãos e tecidos do sistema
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil.
➢ Hipertensão arterial
➢ Arritmia
➢ Angina
➢ Insuficiencia cardiaca
➢ Infarto agudo do miocárdio
➢ Acidente vascular encefálico
HIPERTENSÃO ARTERIAL
Condição clínica multifatorial - Elevada e sustentada
associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo:
Coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos.
Exames complementares
função renal
- Ureia
- Creatinina - M < 1,0 / M > 1,2 (ou igual)
Quanto maior a pressão arterial, maior a chance de doenças cardiovasculares.
OS anti-hipertensivos
- Reduzem eventos cardiovasculares fatais e não-fatais
- Reduzem a taxa de mortalidade
ECA- Medicamento que é utilizado para o controle da pressão arterial.
Anti-hipertensivo comercialmente disponíveis no brasil (tabela)
Inibidores da ECA
Pro-fármacos: enalapril, ramipril, benazepril, fosinopril
Simpatolíticos: Bloqueia o sistema simpático.
CASO CLÍNICO
M.R.C, 65 anos, negra, sexo feminino, altura 1 metro e 54 cm, peso 76 Kg, fumante desde os 20 anos de
idade, refere que há 20 dias procurou o hospital com quadro de dispneia intensa, que na investigação foi
demonstrada ser secundária à tromboembolismo pulmonar causado por trombose venosa profunda de
membro inferior esquerdo. Associado ao quadro paciente apresenta passado de hipertensão arterial há 25
anos, DM há 15 anos, Exames atuais mostram creatinina de 1,0 mg/dL, ureia 34 mg/dL, TGO 33 U/L,
TGP 23 U/L e ácido úrico 10,0 mg/dL, glicemia de jejum 134 mg/dL, pressão arterial (PA) é 150 X 98
mmHg (sistólica e diastólica respectivamente). Está em uso dos seguintes medicamentos
anti-hipertensivos:
I- Enalapril 20 mg 2 vezes ao dia.
II- Furosemida 40 mg V.O 1 vez ao dia
III- Espironolactona 100 mg 1 vez ao dia I.V.
Dessa forma, responda as questões abaixo:
a) Que medidas não farmacológicas podem auxiliar este paciente com HAS, DM e obesidade?
- Praticar atividades físicas regularmente, assim ajuda no controle da pressão
arterial, melhora o controle da glicemia e auxilia na perda de peso.
- Cessar o tabagismo, pois há um risco significativo para doenças
cardiovasculares, diabetes e muitas outras condições.
- Controlar o estresse. Ele pode desempenhar um papel importante no aumento
da pressão arterial e no controle dos níveis de glicose no sangue.
Referência bibliográfica: Luiz J. de Souza, “Prevalência de obesidade e fatores de risco
cardiovascular em Campos". (Rio de Janeiro)
b) Explique a escolha do Enalapril para essa paciente.
A paciente apresenta um quadro de hipertensão arterial, o que a colocaria em risco de
complicações cardiovasculares, renais e cerebrovasculares. Ao iniciar o tratamento com
Enalapril, espera-se que o medicamento ajude a reduzir a pressão arterial e auxiliar na
diabetes, diminuindo o risco dessas complicações e melhorando a saúde geral da
paciente. Ele é inibidor da enzima conversora de angiotensina.
Referência bibliográfica:Medicamentos em Enfermagem, Farmacologia e
Administração. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo GEN, 2017.
c) Para acompanhamento de possíveis efeitos adversos do pacientes que estão em uso de
furosemida, que exames devem ser monitorados?
Pacientes em uso de furosemida, um diurético conhecido como "diurético de alça",
precisam ser monitorados regularmente para possíveis efeitos adversos e alterações
nos níveis de eletrólitos e função renal.
A monitorização regular dessas configurações ajuda a garantir que a furosemida esteja
sendo administrada de forma segura e eficaz, minimizando riscos associados a
distúrbios eletrolíticos, disfunção renal e outros efeitos adversos. Além disso,
considerando o quadro clínico descrito, o paciente tem outras condições médicas
relevantes, como tromboembolismo pulmonar, hipertensão arterial, diabetes e
insuficiência renal, que requerem uma abordagem integral e cuidadosa na escolha e
monitoramento de medicamentos.
Referência bibliográfica:Metodologias analíticas para a determinação da furosemida.
Lecta, v. 22, n. 1/2, p. 19-26, jan./dez. 2004.
d) Existe alguma contra-indicação dos medicamentos prescritos para essa paciente, porquê?
Sim, o Enalapril é contraindicado para pacientes negros, pois produzem baixa renina,
dessa forma, o efeito do medicamento é baixo.
Referência bibliográfica:Medicamentos em Enfermagem, Farmacologia e
Administração. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo GEN, 2017.
e) Que interações medicamentosas são importantes nesse caso?
A associação de medicamentos anti hipertensivos pode causar hipertensão.
Furosemida e Espironolactona:
A furosemida é um diurético que pode causar perda excessiva de potássio. A
espironolactona, como mencionado anteriormente, é um diurético poupador de
potássio. Combinar esses dois tipos de diuréticos pode reduzir o risco de perda
excessiva de potássio, mas ainda assim requer monitoramento cuidadoso dos níveis de
potássio para evitar hipercalemia.
Furosemida e Enalapril:
A furosemida pode reduzir a pressão arterial, proporcionando uma resposta
compensatória do corpo para aumentar a retenção de sódio e água. Isso pode
neutralizar parcialmente o efeito redutor de pressão do enalapril. A combinação desses
medicamentos pode resultar em uma redução da eficácia anti-hipertensiva do enalapril.
É importante monitorar a pressão arterial e ajustar as doses conforme necessário.
Furosemida e Glicemia:
A furosemida pode variar os níveis de glicose no sangue, possivelmente
aumentando-os. Pacientes com diabetes, como a Sra. MRC, devem ser monitorados de
perto quanto aos seus níveis de glicose no sangue para ajustar a terapia antidiabética,
se necessário.
Essas interações medicamentosas destacam a importância do acompanhamento
médico regular e da realização de exames de monitoramento para garantir que os
medicamentos incluídos sejam administrados com segurança e eficácia, minimizando
riscos de efeitos adversos e complicações.
Referência bibliográfica: Katzung, Bertram, G. e Anthony J. Trevor. Farmacologia básica
e clínica. Disponível em: Minha Biblioteca, (13th edição). Grupo A, 2017.
QUESTÃO 2
M.A.C.S, sexo masculino, 62 anos, portador de HAS, dislipidemia, DAC, gota, possui história de
três IAM, supra-ventriculares, com implante de três pontes de safena e uma ponte mamária,
sendo o último evento em novembro de 2012, onde já estava utilizando clopidogrel associado a
aspirina, na mesma ocasião teve episódio de sangramento digestivo. Procurou o hospital para
consulta de rotina, está em uso de: Enalapril 5mg 1 CP 12/12hs, Metoprolol 25 mg 1x ao dia
iniciou em Nov/12, AAS 100 mg após o almoço, Espironolactona 25mg 1x ao dia, Atorvastatina
20mg 2 CP a noite, Ranitidina 150mg 12/12hs. Refere que foi prescrito metoprolol 50 mg dia,
porém sentiu tonteira e foi orientado a diminuir a dose para 25 mg. Exames 21/05/13: CT 104,
LDL 60, HDL 24, TG 99, VLDL 20 (HDL 40 em julho/2012). Atividade física: academia 5x na
semana. Exame Físico: PA 108x60 mmHg, FC 50 bpm
a) Como você classificaria o risco cardiovascular deste paciente? (baixo, médio, alto) justifique.
Dada a combinação de múltiplos fatores de risco, antecedentes de doença
cardiovascular grave e das cirurgias cirúrgicas anteriores, o paciente MACS apresenta
um risco cardiovascular alto. Idade, comorbidade e infarto agudo do miocárdio. Isso
destaca a necessidade de um controle específico de todos os fatores de risco, uma
abordagem abrangente de tratamento e acompanhamento médico regular para prevenir
complicações cardiovasculares futuras.
Referência bibliográfica: Katzung, Bertram, G. e Anthony J. Trevor. Farmacologia básica
e clínica. Disponível em: Minha Biblioteca, (13th edição). Grupo A, 2017.
b) Interprete o caso da dislipidemia. Quais as medidas para aumentar HDL e porque isso é
positivo paraeste paciente?
Para aumentar os níveis de HDL em pacientes com dislipidemia, especialmente aqueles com
histórico de doença cardiovascular como MACS, algumas medidas são recomendadas:
Atividade Física Regular, alimentação saudável, ingerir frutas com fibras, evitar o consumo de
bebidas alcoólicas, perder peso…
Referência bibliográfica: Toy, Eugene, C. et al. Casos clínicos em farmacologia . Disponível em:
Minha Biblioteca, (3ª edição). Grupo A, 2014.
c) A diminuição do HDL pode ser consequência de efeito adverso de algum dos medicamentos?
No caso do paciente MACS e dos medicamentos que ele está tomando, a Atorvastatina é um
medicamento que pode variar os níveis de HDL. A Atorvastatina é uma estatina, um tipo de
medicamento usado para reduzir os níveis de colesterol LDL no sangue. Embora seja altamente
eficaz na redução do LDL, a atorvastatina também pode ter um impacto modesto nos níveis de
HDL. Pode haver uma diminuição nos níveis de HDL em alguns pacientes que estão tomando
estatinas. Metoprolol pode ocasionar redução dos níveis de HDL.
Referência bibliográfica: Toy, Eugene, C. et al. Casos clínicos em farmacologia . Disponível
em: Minha Biblioteca, (3ª edição). Grupo A, 2014.
d) Que interações medicamentosas são importantes nesse caso?
Clopidogrel e AAS (aspirina): Ambos os medicamentos são antiplaquetários, ou seja, ajudam a
prevenir a formação de coágulos sanguíneos. No entanto, o uso concomitante de clopidogrel e
AAS pode aumentar o risco de sangramento. Deve-se ter cautela ao combinar esses dois
medicamentos, e o paciente deve ser monitorado quanto a sinais de sangramento excessivos.
Atorvastatina e Espironolactona: A atorvastatina é um medicamento utilizado para reduzir o
colesterol, enquanto a espironolactona é um diurético que também pode afetar os níveis de
potássio. A combinação desses medicamentos pode aumentar o risco de hiperpotassemia. É
importante monitorar regularmente os níveis de potássio no sangue.
Metoprolol e Espironolactona: O uso concomitante desses medicamentos pode aumentar o
risco de hiperpotasemia. Além disso, ambos os medicamentos podem causar tonturas e queda
da pressão arterial.
Metoprolol e Atividade Física: O metoprolol pode afetar a resposta do coração ao exercício
físico, diminuindo a frequência cardíaca.
Referência bibliográfica: Katzung, Bertram, G. e Anthony J. Trevor. Farmacologia básica
e clínica. Disponível em: Minha Biblioteca, (13th edição). Grupo A, 2017.
Dispneia intensa:Falta de ar.
Tromboembolismo pulmonar: é a obstrução parcial ou total da artéria pulmonar ou de
seus ramos.
Hipertensão arterial: pressão alta, é uma doença que ataca os vasos sanguíneos,
coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins.
HAS: Hipertensão arterial sistêmica
AAS - anti agregante plaquetário
dependentes do uso de morfina pois se tornam tolerantes e precisam de doses maiores
nitratos oxigenados
- hipotensão ortostática
- taquicardia
- cefaleia pulsátil severa
- tontura
- Rubor
- síncope

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